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11/03/2019

SEMANA

DIREITO PROCESSUAL PENAL


PROF. IVAN MARQUES

@prof.ivanmarques

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11/03/2019

TEMAS MAIS COBRADOS

• Princípios do processo penal


• Inquérito policial
• Ação penal
• Competência
• Teoria geral das provas
• Prisão e medidas cautelares diversas
• Procedimento ordinário e Procedimento do Júri
• Recursos

PRINCÍPIOS

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AMPLA DEFESA

defesa técnica + autodefesa = AMPLA DEFESA

AUTODEFESA:
direito de audiência
direito de presença
capacidade postulatória excepcional – direito de recorrer mesmo que
seu defesor não recorra (577 do CPP).

* no júri temos a PLENITUDE DE DEFESA

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PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

Nos termos do art. 5°, LVII da CRFB/88:


LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado
de sentença penal condenatória;

REGRA: Enquanto não houver uma sentença criminal condenatória


irrecorrível, o acusado não pode ser considerado culpado e,
portanto, não pode sofrer as consequências da condenação.

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EXCEÇÃO:
HC 126292/SP, rel. Min. Teori Zavascki,17.2.2016
O STF RELATIVIZOU o princípio da presunção de inocência.

basta existir condenação a pena privativa de liberdade em segunda


instância para que o réu seja considerado culpado, seja expedida
guia de recolhimento e ele inicie o cumprimento de sua pena,
MESMO AINDA PENDENTES EVENTUAIS RECURSOS PARA O STJ E
PARA O STF.

INQUÉRITO
POLICIAL
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I – CONCEITO de INQUÉRITO POLICIAL:

É um procedimento investigatório instaurado em razão


da prática de uma infração penal, composto por uma
série de diligências que tem como objetivo obter
elementos de prova para que o titular da ação penal
possa propô-la contra o criminoso.

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ATENÇÃO:
a) Mesmo com pena inferior a 2 anos, os crimes de
violência contra a mulher terão IP necessariamente
(art. 41 da Lei 11.340/2006).
b) Lesão culposa no trânsito (303, Lei 9.503/97): Em
regra TC, PORÉM teremos IP se: embriaguez, racha e
velocidade superior em 50km/h da permitida.

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II – CARACTERÍSTICAS DO IP:
1 – Realizado pela Polícia Judiciária
2 – Caráter inquisitivo
3 – Caráter sigiloso
4 – Forma escrita
5 - Dispensável

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Súmula 234 STJ: A Participação de membro do


Ministério Público na fase investigatória criminal
não acarreta o seu impedimento ou suspeição para
o oferecimento da denúncia.
PIC – MP investiga diretamente.

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Sem contraditório não pode condenar exclusivamente


com base no IP - Art. 155. O juiz formará sua
convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo fundamentar sua
decisão exclusivamente nos elementos informativos
colhidos na investigação.

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3 – Caráter sigiloso (art. 20, CPP) – PORÉM:


Súmula vinculante 14.

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IV – SUSPEIÇÃO DA AUTORIDADE POLICIAL


Art. 107, CPP - Não se poderá opor suspeição às
autoridades policiais nos atos do inquérito, mas
deverão elas declarar-se suspeitas, quando
ocorrer motivo legal.

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P: E se o delegado não se declarar suspeito em


caso claro de suspeição? – pedido ao superior
hierárquico.
DG ou SSP

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Existência de filhos (Lei 13.257/2016)


Lei da políticas públicas para a primeira infância
Há preocupação cautelar com a situação dos
filhos de alguém que está sendo investigado ou
foi preso – art. 318 do CPP (prisão preventiva
convertida em domiciliar).

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Seção IV
(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)

Do Crime de Descumprimento de Medidas


Protetivas de Urgência
Descumprimento de Medidas Protetivas de
Urgência

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Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que


defere medidas protetivas de urgência previstas
nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois)


anos.

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§ 1o A configuração do crime independe da competência


civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.

§ 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a


autoridade judicial poderá conceder fiança.

§ 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de


outras sanções cabíveis.

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TRATA-SE DE EXCEÇÃO AO ART. 322 DO CPP:

Art. 322. A autoridade policial somente poderá conceder


fiança nos casos de infração cuja pena privativa de
liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos.
Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida
ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas.

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Súmula 524 do STF:


Arquivado o inquérito policial, por despacho do
juiz, a requerimento do promotor de justiça,
não pode a ação penal ser iniciada, sem novas
provas.

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AÇÃO PENAL

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Esquema da classificação da ação penal:

Pública

Ação Penal

Privada

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STF – julgou procedente a ADIn 4.424, no sentido de que, nos


crimes de lesão corporal leve, o Ministério Público agora pode
propor ação penal pública sem necessidade de representação
da vítima.
Vide Súmula 542 do STJ: “a ação penal relativa ao crime de
lesão corporal resultante de violência doméstica contra a
mulher é pública incondicionada”.

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Prazo da ação penal privada - O ofendido ou seu representante


legal poderão exercer o direito de queixa dentro do prazo de
seis meses, contado do dia em que vierem a saber quem foi o
autor do crime (CPP, art. 38).

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Tratando-se de ação penal privada subsidiária, o prazo será de


seis meses a contar do encerramento do prazo para o
Ministério Público oferecer a denúncia (CPP, art. 29).

CUIDADO: o pedido de instauração de inquérito (CPP, art. 5º, §


5º) não interrompe o prazo decadencial. Assim, o ofendido
deverá ser cauteloso e requerer o início das investigações em
um prazo tal que possibilite a sua conclusão e o oferecimento
da queixa no prazo legal.

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COMPETÊNCIA

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CONCEITO – Conjunto de regras que estabelecem,


previamente, os limites em que cada Juiz pode
exercer, de maneira válida, o seu Poder
Jurisdicional.

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ATENÇÃO – COMPETÊNCIA PARA JULGAR PREFEITOS:

Crime comum – TJ
Crime de competência federal – TRF
Crime eleitoral – TRE
Crime militar – TJM

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RESUMO
Qual a jurisdição competente? Justiça comum ou justiça
especial?
Qual o órgão jurisdicional hierarquicamente competente? O
acusado tem foro privilegiado por prerrogativa de função?
Qual o foro territorialmente competente? Competência
ratione loci (lugar da infração ou domicílio do réu?).

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Qual o juízo competente? Qual a vara competente, de acordo


com a natureza da infração penal? Vara comum ou vara do
Júri? É a chamada competência de juízo.
Qual o juiz competente? (competência interna).
Qual o órgão competente para julgar o recurso?

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Súmula 521 do STF: “O foro competente para o processo e o


julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade da
emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é o local
onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado”.

O STJ editou súmula idêntica à do STF, que foi a de número


244: “Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o
crime de estelionato mediante cheque sem provisão de
fundos”.

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No crime de falso testemunho praticado por precatória, a


jurisprudência tem entendido como competente o juízo
deprecado, uma vez que foi nele que ocorreu o depoimento
fraudulento.

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PROVAS

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É o conjunto de atos praticados pelas partes, pelo juiz (CPP, arts.


156, I e II, 209 e 234) e por terceiros (p. ex., peritos), destinados
a levar ao magistrado a convicção acerca da existência ou
inexistência de um fato, da falsidade ou veracidade de uma
afirmação.

Finalidade da prova - destina-se à formação da convicção do juiz


acerca dos elementos essenciais para o deslinde da causa.

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Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo,


porém, facultado ao juiz de ofício:
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção
antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes,
observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da
medida;
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir
sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre
ponto relevante.

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Fatos que independem de prova:

¥! Fatos evidentes

¥! Fatos notórios

¥! Presunções legais

¥! Fatos inúteis

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Provas ilícitas - São consideradas provas ilícitas aquelas


produzidas mediante violação de normas de direito material ou
processual (normas constitucionais ou legais).

Exemplos: Prova obtida mediante tortura, busca e apreensão


sem mandado judicial, interceptação telefônica sem autorização
judicial, violação de domicílio para prender preventivamente no
período noturno sem autorização do morador.

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3 – CONFISSÃO

O valor da confissão é relativo – livre convencimento do


magistrado. É preciso cotejar a confissão com as demais provas

Confissão policial isolada não serve para condenar.

É POSSÍVEL SE RETRATAR DA CONFISSÃO.

A COLABORAÇÃO PREMIADA exige a confissão para ser aceita.


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Retratação e divisibilidade - A confissão é retratável e divisível:

§! Retratável - Porque o réu pode, a qualquer momento, voltar


atrás e retirar a confissão.

§! Divisível - Porque o Juiz pode considerar válida a confissão


em relação a apenas algumas de suas partes, e falsa em relação
a outras.

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OBS.: O STF entende que se o réu se retrata em Juízo da


confissão feita em sede policial, não será aplicada a atenuante
genérica da confissão, salvo se, mesmo diante da retratação, a
confissão em sede policial foi levada em consideração para a
sua condenação.

OBS.: A confissão qualificada também gera aplicação da


atenuante genérica.

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PRISÃO

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1. prisão em flagrante (modalidades)


2. prisão temporária - Lei 7.960/89
3. prisão preventiva (282, 312 e 313 CPP)
4. prisão preventiva - prisão por descumprimento de cautelar
5. prisão preventiva - prisão domiciliar
6. prisão preventiva - prisão para averiguação

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Flagrante provocado/preparado

ocorre quando alguém, de forma insidiosa, provoca o autor a


praticar o crime, ao mesmo tempo em que toma providências para a
sua não consumação.

Súmula 145 do STF: não há crime quando a preparação do flagrante


pela autoridade policial torna impossível a sua consumação. Trata-
se de crime impossível - art. 17 do CP.

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Flagrante postergado/ação controlada

consiste no retardamento da prisão em flagrante nos


crimes praticados por organizações criminosas ou
tráfico de drogas, sob a condição de as ações destes
agentes serem constantemente monitoradas, com o
fim de que a prisão se efetue no momento mais
oportuno e conveniente para a polícia.
Lei 11.343/2006 – art. 53, II
Lei 12.850/2013 – art. 3, III

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PRAZO DA TEMPORÁRIA NA LEI DOS CRIMES HEDIONDOS

Lei 8.072/90, art. 2.º, § 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe


a Lei no 7.960/89, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de
30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade.

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PRISÃO PREVENTIVA

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL


ARTIGOS 282 – 312 - 313

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quadro geral da prisão preventiva

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CAPÍTULO IV
DA PRISÃO DOMICILIAR

ARTS. 317 a 318-B

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Art. 317. A prisão domiciliar consiste no


recolhimento do indiciado ou acusado em sua
residência, só podendo dela ausentar-se com
autorização judicial.

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Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela


domiciliar quando o agente for:

I - maior de 80 (oitenta) anos;

II - extremamente debilitado por motivo de doença grave;

III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6


(seis) anos de idade ou com deficiência;

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IV – gestante;

V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade


incompletos;

VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do


filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos.

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Art. 318-A. A prisão preventiva imposta à mulher


gestante ou que for mãe ou responsável por
crianças ou pessoas com deficiência será
substituída por prisão domiciliar, desde que:
(Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018).

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I - não tenha cometido crime com violência ou


grave ameaça a pessoa; (Incluído pela Lei
nº 13.769, de 2018).

II - não tenha cometido o crime contra seu filho ou


dependente. (Incluído pela Lei nº 13.769,
de 2018).

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PROCEDIMENTO
ORDINÁRIO
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ESQUEMA RITO ORDINÁRIO

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JÚRI

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Decisões do Juiz após a instrução preliminar


Ao final da instrução preliminar o Juiz pode:
Pronunciar o acusado - há PROVA da materialidade e indícios de
autoria. §! Submete o acusado a julgamento pelo Júri.
Impronunciar o acusado - NÃO está convencido de que há PROVA da
materialidade e indícios de autoria. Extingue o processo.

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§! Absolver sumariamente - Ficar PROVADA a inexistência do


fato ! Ficar PROVADO que o réu não participou do crime ! Ficar
PROVADO que o fato não constitui nenhuma infração penal
(Fato atípico) ! Ficar PROVADO que o réu praticou o fato
amparado por alguma CAUSA DE EXCLUSÃO DA ILICITUDE !
! Ficar PROVADO que está presente alguma causa de isenção
de pena (causa excludente da culpabilidade, por exemplo).
obs. Poderá haver absolvição sumária quando a
inimputabilidade for a única tese de defesa.

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Desclassificar a infração penal


§! Juiz desclassifica o delito para outro que NÃO
SEJA DOLOSO CONTRA A VIDA (desclassificação
própria) §! É uma decisão interlocutória simples §!
Resulta no encaminhamento dos autos ao Juízo
competente.

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§! Desclassificação imprópria –

Ocorre quando o Juiz desclassifica o delito para outro que também é


doloso contra a vida (Ex.: Desclassifica de homicídio para
infanticídio). §! Recurso cabível – Não há previsão expressa, mas a
Doutrina entende ser cabível o RESE.

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NULIDADES

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NULIDADE: é a consequência jurídica para a


inobservância das formalidades legais do processo.

Cuidado: o ato nulo produz efeitos concretos até ser


declarado nulo por decisão judicial.
Atenção: a nulidade de ato praticado durante a
investigação policial não torna nulo o processo. A
prova será desentranhada.

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ESPÉCIES DE NULIDADE:

1 – inexistência
2 – nulidade absoluta
3 – nulidade relativa
4 - irregularidade

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2 – Princípio do prejuízo

Pas de nullité sans grief – não há nulidade sem


prejuízo.
Para o STF, tanto para as nulidades absolutas quanto
para as relativas, é preciso demonstrar o prejuízo – HC
81.510; HC 99.053; RHC 105.243)

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4 – Princípio do interesse

Não pode alegar nulidade quem deu causa ao ato nulo.

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Súmula vinculante n. 11

Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de


fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física
própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros,
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da
autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a
que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do
Estado.

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RECURSOS

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Efeitos dos recursos

a) devolutivo: devolve o conhecimento da matéria à


instância superior;
b) suspensivo: retarda a execução da sentença
condenatória;
c) regressivo: juízo de retratação;
d) extensivo: o corréu que não apelou beneficia-se do
recurso na parte OBJETIVA.

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RENÚNCIA – antes de interpor


DESISTÊNCIA – após interpor

O MP e o defensor dativo não podem desistir do recurso interposto.

Súmula 705 “A renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada


sem a assistência do defensor, não impede o conhecimento da
apelação por este interposta”. STF.

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RECURSOS CONTRA AS DECISÕES DA PRIMEIRA FASE DO JÚRI:

ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA - APELAÇÃO


IMPRONÚNCIA - APELAÇÃO

PRONÚNCIA - RESE
DESCLASSFICAÇÃO - RESE

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Rejeição da denúncia ou queixa - cabe recurso em sentido estrito


(CPP, art. 581, I).

Da rejeição da denúncia no JECRIM cabe apelação (art. 82, caput,


9.099/95).

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Apelação das decisões do Júri – 593, III, CPP


a) Nulidade posterior à pronúncia.
b) Sentença do juiz-presidente contrária à letra
expressa da lei ou à decisão dos jurados.
c) Quando houver erro ou injustiça no tocante à
aplicação da pena ou da medida de segurança.

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d) Quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária à


prova dos autos.

Obs.: SÓ PODE APELAR POR ESSA ALÍNEA UMA ÚNICA VEZ

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Vedação da “Reformatio in pejus” direta

Vedação da “Reformatio in pejus” indireta

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AÇÕES DE
IMPUGNAÇÃO
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DOIS PRESSUPOSTOS PRIMORDIAIS DA REVISÃO

1 - Existência de um processo criminal com sentença condenatória


com trânsito em julgado.

2 - Existência de um erro judiciário.

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PRAZO

Após o trânsito em julgado, a qualquer tempo.

Pouco importa esteja o réu cumprindo pena, já a tenha cumprido,


que tenha ocorrido causa extintiva da punibilidade ou que o
condenado haja falecido, antes, durante ou após o cumprimento da
pena, poderá ser promovida a ação revisional.

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Art. 621. CABIMENTO:

I - sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal


ou à evidência dos autos;
II - sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou
documentos comprovadamente falsos;
III - após a sentença se descobrirem novas provas de inocência do
condenado.

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Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá:

1. alterar a classificação da infração


2. absolver o réu
3. modificar a pena
4. anular o processo

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Art. 5.º, LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário,


assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença;

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PREVISÃO NORMATIVA DO HABEAS CORPUS

Art. 5.º. LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém


sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;

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ESPÉCIES

1. Liberatório ou repressivo
Destina-se a afastar o constrangimento ilegal já efetivado à
liberdade de locomoção.

2. Preventivo
Destina-se a afastar uma ameaça à liberdade de locomoção. Expede-
se um salvo-conduto. (660, § 4.º, do CPP)

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11/03/2019

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ CONSEGUE UMA


ORDEM DE HC
1. HC liberatório – o paciente será colocado em
liberdade.
2. HC preventivo – expede-se um salvo-conduto.
3. Anulou o processo – ele será renovado desde a
etapa anulada.
4. Trancamento de inquérito ou ação – impede que
continuem tramitando.

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RECURSOS
CABE RECURSO DA DECISÃO QUE CONCEDER O
HABEAS CORPUS?
Art. 574, I, CPP (recurso interposto de ofício pelo juiz).
CABE RECURSO DA DECISÃO QUE NEGAR O HABEAS
CORPUS?
Art. 581, X, CPP (RESE)
E SE A DECISÃO DENEGATÓRIA FOR UM ACÓRDÃO?
Recurso Ordinário Constitucional (ROC)

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Dúvidas finais

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SUCESSO EM SUA PROVA

TE ESPERO NA 2.ª FASE


DE PENAL

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