Você está na página 1de 3

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CÂMPUS DE PALMAS
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
DISCIPLINA DE SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA

Questionário sobre fluxo de potência

1) Quais as variáveis a serem determinadas pelo fluxo de potência?


Na análise de Sistemas de Potência, o estudo de fluxo de potência, ou fluxo de carga, é o
primeiro a ser realizado, pois faz o balanço geração/consumo. De maneira análoga a um
circuito elétrico, o fluxo de potência fornece:
• As tensões nas barras;
• As potências ativa e reativa transmitidas nas linhas e transformadores;
• Perdas. É um estudo que deve ser realizado antes da análise de curto circuito, pois para este,
já foi visto que é necessário obter as tensões pré falta.
É possível observar que para cada barra, o programa forneceu a tensão nodal, em pu, o
carregamento das linhas em %, bem como o sentido das potências transmitidas
O estudo de fluxo de potência determina, essencialmente, o módulo e ângulo da tensão de cada barra
do sistema e as potências ativa e reativa que circulam nas linhas de transmissão. Outras grandezas
podem ser obtidas, tais como: correntes nas linhas; potências a serem geradas e divididas entre
geradores; perdas nas linhas. A partir desse estudo pode-se verificar problemas de tensão,
sobrecargas, etc. É realizado pelas concessionárias através de programas computacionais

2) Quais os tipos de barras existentes e as suas respectivas funções?

Tipos de barras São três os tipos de barras presentes num sistema elétrico: ● Geração: ou PV,
onde se conhece a potência ativa P e o módulo de tensão V; ● Carga: ou PQ, onde se conhece a
potência ativa P e a potência reativa Q; ● Referência: ou Vθ, onde se conhece o módulo de
tensão e a respectiva fase θ. Quanto à função das barras de geração e de carga, o próprio nome
já diz. Já em relação à barra de referência, sua função é ser a referência angular para as
demais barras e também fornece as perdas ocorridas para o fechamento do balanço: Geração =
Carga + Perdas

1.Barra de referência (Slack bus) - 𝑉 𝜃: barra cujo valor de magnitude e ângulo de tensão são especi3
ficados, e injeções de potência ativa e reativa são desconhecidas. Geralmente escolhida somente uma
barra de referência para o sistema para que se tenha uma referência angular única. Tipicamente
representa equivalentes de rede externa ou geradores com controladores de frequência e de tensão,
possibilitando fechar o balanço de potência da rede elétrica.
2. Barra de carga - 𝑃 𝑄: barras cujo valor de injeção de potência ativa e reativa são especificados, e os
valores de magnitude e ângulo de tensão são desconhecidos. Geralmente representam as cargas e
geradores com controle de potência ativa e reativa cujas demandas e gerações são conhecidas.
3. Barra de tensão controlada - 𝑃 𝑉 : barras cujo valor de injeção de potência ativa e magnitude de
tensão são especificados, e os valores de ângulo de tensão e injeção de potência reativa são
desconhecidos. Geralmente representam barras com geradores com controladores de tensão,
possibilitando manter a magnitude de tensão na barra através da injeção de potência reativa.

Dependendo de como estas grandezas são tratadas no problema do fluxo de


potência, são então definidos os tipos de barras:
 Barra de carga ou PQ: Não existe qualquer controle de tensão nestas barras. Conhecem-se as
grandezas Pk e Qk calculam-se Vk e θk;
 Barra de tensão controlada ou PV: Existem dispositivos de controle que permitem manter o módulo
de tensão e a injeção de potência ativa em valores especificados, tais como os geradores e
compensadores
síncronos. Conhecidos Pk e Vk calculam-se Qk e θk;
 Barra de referência, flutuante, swing, slack ou Vθ Esta barra fornece a referência angular e fecha o
balanço de potência ativa e reativa do sistema, levando em consideração as perdas do sistema de
transmissão. Conhecidos Vk e θk calculam-se Pk e Qk;
 Barra de controle de tensão ou P: Esta barra, com Qk variável, é utilizada para controlar a tensão de
uma barra remota (barra PQV).
Conhecido Pk calcula-se Qk, Vk e θk;
 Barra remota ou PQV: É uma barra de carga que passa a ter sua tensão controlada remotamente por
uma ou mais barras P ou por um ou mais transformadores de taps variáveis. Conhecidos Pk, Qk e Vk,
calculamse θk;
 Barra θ: É a barra onde se especifica θk, valor de referência dos ângulos das tensões. Nessa barra
pode-se especificar Vk, como é mais usual, ou Qk Pode-se também especificar Pk, embora não seja
usual.
Conhecidos θk, e Vk (ou Qk), calculam-se Pk e Qk (ou Vk).

3) No que tange ao tipo de algoritmo empregado, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:

(a) Rede de transmissão em AT (b) Método desacoplado rápido


(b) Rede de transmissão em UAT (c ) Método da soma de
corrente
(c) Rede radial de distribuição (a) Método de Newton

4) Quais as informações iniciais para que se possa escrever um programa sobre fluxo de potência?

Organização dos parâmetros de entrada para a execução do fluxo de potência Conforme dito no
capítulo anterior, o fluxo de potência visa determinar as tensões nas barras e as potências
transmitidas em cada ramo. Os parâmetros disponíveis para este fim são a tensão na barra de
referência, as impedâncias em todos os ramos e também as cargas conectadas em cada barra. A
organização destes dados ajuda na elaboração do algoritmo do programa computacional. Assim
os parâmetros de entrada são classificados em duas categorias, sendo:
Dados de ramos: Fornecem as impedâncias de linha ou do transformador entre duas barras;
Dados de barras: Fornecem para cada barra a potência de geração e de carga. Conforme visto
anteriormente,
calculam-se primeiramente as
tensões fasoriais nas barras
para em seguida calcular o
fluxo de potência ativa e reativa
nos ramos. Como resultados de
saída, têm-se as tensões nas barras e
os fluxos de potência ativa e reativa
em cada ramo. A Figura 4.6
ajuda a visualizar o
procedimento a ser
executado.
Diretrizes iniciais para o estudo:
• ponto de partida – diagrama unifilar do sistema: dados para o estudo matricial e computacional;
• matriz admitância de barra [Ybarra]: uso das admitâncias próprias Yii e mútuas Yik da matriz;
• a potência aparente absorvida por uma carga é uma entrada negativa de potência.
• outras entradas de potência são provenientes de geradores. Potências positivas ou negativas
também podem ser devidas a interligações (por linhas de transmissão);
• são definidas barras especiais para o estudo conforme descreve a tab. 4.1.

Valores iniciais são arbitrados de forma conveniente para:


- As barras de carga PQ: magnitudes e ângulos das tensões.
- As barras de tensão controlada PV: ângulos das tensões.
- Na prática como a variação de tensão não é muito grande, costuma-se atribuir para as tensões
desconhecidas valores iniciais iguais ou próximos ao da barra oscilante, ou seja, em torno de 1,0 pu e 0º
para
os ângulos.

5) Qual o tipo de barra que não pode faltar na execução do fluxo de potência? Por quê?

Em um estudo de fluxo de potência só existe uma barra de oscilação (swing bus), que é a barra de
referência. A barra oscilante é um modelo que assegura que o sistema de potência terá geração
suficiente
para suprir as cargas e perdas. Esta convenção é necessária para manter o balanço de potência do
sistema em
estudo. Em outras palavras, esta barra compensa a diferença entre geração e consumo, no sistema
como um
todo, causada pelas perdas e pelo não balanço entre geração e carga

Um sistema de potência normalmente contém barras de carga e barras de geração. Ao se resolver as


equações de fluxo de potência, normalmente adotam-se uma barra como referência, também
conhecida como barra de balanço ou barra infinita. • O nome de barra infinita vem do fato de que a
tensão permanece constante independente do valor de corrente ou potência. O valor da tensão e do
defasamento angular da barra de referência são conhecidos. O mais comum é adotar uma barra de
geração como referência.

Você também pode gostar