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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA- UEPB

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA- CAMPUS


VIIIMONITORIA MORFOFISIOLOGIA II
PERÍODO LETIVO: 2021.1

ORIENTADOR: GUSTAVO CORREIA BASTOS DA SILVA


MONITORES (AS): IASMIM MENEZES; JOSÉ PALHANO E MARIA RENATA

Osteologia
MAXILA E MANDÍBULA
MAXILA

 Maxilar -> constituído por 2 maxilas, uma direita e outra esquerda.


 Formam junturas com os ossos nasais, lacrimais, frontal, etmóide, esfenóide, zigomáticos,
vômer, conchas nasais inferiores e palatinos.
 Cada maxila apresenta um corpo que possui uma cavidade pneumática: o seio maxilar, além
de 4 processos: zigomático, frontal, alveolar e palatino.
 A maxila contribui na formação da órbita, das cavidades oral e nasal, do seio maxilar e das
fossas infratemporal e pterigopalatina.
Corpo da Maxila
 Formato piramidal, com base medial, voltada para a cavidade nasal e um ápice lateral, em
direção ao zigomático.
 Apresenta faces denominadas: anterior, infratemporal, orbital, face nasal.
Face Anterior
 Apresenta elevações causadas pelas raízes dos dentes superiores chamadas de eminências
alveolares, a mais evidente é a eminência canina.
 Lateralmente à eminência canina temos a fossa
canina, depressão localizada acima dos ápices dos
pré-molares.
 Acima da fossa está o forame infra-orbital, que deixa
passar os vasos e os nervos infra-orbitais.
 A borda medial da face anterior da maxila delimita a
abertura piriforme.
 Espinha nasal anterior – ponto de fusão das maxilas.
Face lnfratemporal (Posterior)
 Convexa nos sentidos súpero-inferior e
lateromedial (A convexidade desta face
também é denominada tuberosidade da
maxila).
 Compõe a parede posterior do seio maxilar
e a parede anterior da fossa
infratemporal.
 Esta face está separada da face anterior
pelo processo zigomático da maxila.
 Próximo ao centro dessa face, notam-se as
foraminas alveolares.
 Na extremidade inferior e posterior,
encontramos o túber da maxila que se
articula ao processo piramidal do palatino
e ao processo pterigóideo do esfenóide.

Face Orbital (Superior)

 Forma grande parte do soalho da órbita.


 Na maxila isolada, a parte medial da borda inferior da
órbita apresenta uma depressão que juntamente com
o osso lacrimal forma a fossa para o saco lacrimal,
limitada anteriormente pela crista lacrimal anterior.
 Posteriormente nesta face, temos a presença do sulco
infra-orbital que é o início do canal infra-orbital e
termina na face anterior da maxila através do forame
infra-orbital.

Face Nasal (Medial)


 Forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal.
 Hiato maxilar - Abertura óssea do seio maxilar para a
cavidade nasal.
 Mais anteriormente, a maxila apresenta nesta face a
crista conchal para a sua articulação com a concha nasal
inferior.
 Já em direção ao processo frontal da maxila, nota-se
nesta face a crista etmoidal, que serve de fixação do
etmóide.
Processos da Maxila Processo Zígomátíco
 Projeção irregular que se dirige para o osso zigomático, onde as faces anterior,
 infratemporal e orbital da maxila se convergem.
 A porção inferior do processo zigomático entra na formação da crista infrazigomática -> Uma
borda óssea originada desse processo que desce até a região do primeiro ou do segundo molares
superiores, e separa a face anterior da face infratemporal da maxila. Ela é facilmente
palpável por via intra-oral in vivo e deve ser notada quando se aplicam injeções
anestestécas nas foraminas alveolares localizadas na face infratemporal da maxila, já que a
agulha deve ser introduzida posteriormente a esta.
Processo frontal
 Projeta-se superiormente, entre o osso nasal e o
lacrimal, e articula-se com os ossos frontal, nasal,
lacrimal e etmóide.
 Sua face lateral está dividida pela crista lacrimal
anterior. Essa crista contribui para delimitar a fossa para
o saco lacrimal.
 Na sua face medial observam-se a crista conchal e a
crista etmoidal.
Processo Alveolar da maxila
 Origina-se da parte inferior do corpo da maxila.
 Aloja os alvéolos dos dentes superiores.
 Constituído de duas lâminas ósseas paralelas e irregulares, lâmina óssea vestibular e lâmina
óssea lingual, que se reúnem atrás do último dente numa saliência arredondada = o túber da
maxila.
 O espaço entre as duas lâminas é dividido em cavidades
(alvéolos dentais) pelos septos interalveolares.
 Nos dentes multirradiculados, os alvéolos são subdivididos
por septos inter-radiculares ou intra-alveolares.
 Maxilas articuladas entre si -> Alvéolos dentais + dentes =
arco dental superior.
Processo Palatino
 Contribui para a formação do palato duro, que é ao
mesmo tempo o teto da
 cavidade oral e o soalho da cavidade nasal.
 A sutura que une esses processos é a sutura palatina
mediana.
 A sutura que une o osso palatino à maxila é a sutura
palatina transversa.
A maxila precisa ser suficientemente resistente para receber
e transmitir forças mastigatórias dos dentes até o crânio.
ZONAS DE RESISTÊNCIA

Pilar Canino
 Inicia-se no alvéolo do canino e dirige-se
superiormente pela borda lateral da abertura piriforme,
continua-se no processo frontal da maxila e termina na
da
 borda supra-orbital.
 Sua parte inferior localiza-se entre o seio maxilar e a
cavidade nasal.
Pilar Zigomático

 Inicia-se na região do alvéolo do primeiro molar, passa pela crista infrazigomática, pelo
processo zigomático da maxila, pelo corpo do osso zigomático e finalmente para o osso
frontal através do processo frontal do zigomático.
 Conecta-se ao pilar canino, através da borda infra-orbital.
 Conecta-se a base do crânio por meio do arco zigomático.
Pilar Pterigóideo

 Inicia-se no alvéolo do terceiro molar, passa para o processo pterigóideo do esfenóide


através do processo piramidal do palatino e daí conecta-se à base do crânio.
Vigas Horizontais
 Os pilares de sustentação da maxila são unidos entre si através de uma série de reforços
ósseos horizontais, da maxila e de outros ossos associados a ela.
 Os pilares caninos estão unidos entre si por meio dos reforços ósseos acima e abaixo da
abertura piriforme.
 O pilar canino está ligado ao pilar zigomático por meio de duas vigas, a borda supra-orbital
e a borda infraorbital.
 O pilar zigomático estabiliza-se posteriormente ainda através do arco zigomático.
 Uma viga horizontal importantíssima é o palato duro, que une entre si os três pilares de
sustentação da maxila, de um lado a outro.
ZONAS DE FRAGILIDADE
 A maxila dificilmente se fratura isoladamente, visto que ela se relaciona intimamente com
uma série de outros ossos da face.
 Apesar dessas fraturas serem conhecidas como fraturas de maxila, elas são na verdade
fraturas do esqueleto fixo da face, pois envolvem os ossos frontal, nasal, zigomático,
esfenóide, entre outros, dependendo do nível atingido.
Fratura Tipo Le Fort I (Horizontal ou Subapical)
 Esta linha de fratura ocorre imediatamente acima dos ápices dos
dentes e estende-se posteriormente até a parte inferior do
processo pterigóideo do esfenóide.
 Separa-se assim o processo alveolar do corpo da maxila de cada
lado e fraturam-se ainda o septo nasal ósseo (vômer), os dois
palatinos e os dois processos pterigóideos.
 Ocorre fratura dos três pilares de sustentação da maxila logo no seu
início, próximo aos alvéolos.
Fratura Tipo Le Fort II (Piramidal)
 Na face anterior da maxila, ela se dirige superiormente, fratura a
borda inferior da órbita, passa pela borda medial da órbita e
fratura o processo frontal da maxila e o osso nasal.
 Dessa maneira, separa o viscerocrânio do neurocrânio na região
da raiz do nariz.
 Internamente, há fratura alta do septo nasal, do osso etmóide e,
ocasionalmente,
 fratura de sua lâmina cribriforme, podendo ocorrer rinorréia.
 Os três pilares de sustentação da maxila são fraturados.
 Os pilares pterigóideo e zigomático são fraturados no mesmo ponto que na Le Fort I ou um
pouco acima.
 O pilar canino é fraturado quando este alcança a base do crânio e ainda fratura a borda infra-
orbital, a viga que une o pilar canino ao zigomático.
Fratura Tipo Le Fort III (Disjunção Craniofacial)
 Ocorre uma disjunção entre o viscerocrânio e o neurocrânio.
 Todos os pilares de sustentação da maxila são fraturados na base do
crânio.
 A fratura anteriormente é semelhante à do tipo Le Fort II, podendo
também ocorrer rinorréia devido à fratura do etmóide.
 Ela continua-se pelas paredes medial e lateral da órbita, passando
pela sutura frontozigomática. Fraturam-se ainda o arco zigomático
e os processos pterigóideos e o septo nasal na base do crânio.
MANDÍBULA
 O mais forte e único osso móvel do esqueleto facial.
 Juntamente com o osso hióideo, forma o arcabouço de fixação dos músculos do soalho da boca.
 É formada por um corpo e por dois ramos.
 A região de transição entre os ramos e o corpo da mandíbula é conhecida como ângulo da
mandíbula.
Corpo da Mandíbula

 Forma de ferradura;
 Possui uma face externa e outra interna, limitadas pelas
bordas superior e inferior.
 A face externa apresenta anteriormente a sínfise mentual.
 Inferiormente, a sínfise mentual apresenta uma elevação
triangular, a protuberância mentual.
 A base desse triângulo ao encontrar-se com a borda inferior da mandíbula projeta-se numa
pequena elevação, o tubérculo mentual.
 Na altura dos pré-molares inferiores, observa-se o forame mentual.
 A partir do primeiro molar nota-se uma elevação que se continua com a borda
 anterior do ramo da mandíbula, denominada linha oblíqua.
 Na face interna do corpo da mandíbula na região da sínfise
mentual observamos a espinha mentual, que pode
apresentar um tubérculo superior e um tubérculo inferior,
e cada um pode estar dividido em direito e
 esquerdo.
 Acima da espinha mentual pode existir a foramina lingual.
 A face interna da mandíbula é cruzada diagonalmente por
uma linha semelhante à linha oblíqua, a chamada linha
milo-hióidea que inicia abaixo da espinha mentual e se
estende até a região do terceiro molar inferior.
 A linha milo-hióidea divide a face interna do corpo da
mandíbula em duas fossas, a fóvea sublingual, acima e anterior, e a fóvea submandibular,
abaixo e posterior.
 A fóvea sublingual aloja a glândula sublingual.
 A fóvea submandibular aloja a glândula submandibular.
 A borda inferior do corpo da mandíbula é a base da mandíbula e apresenta uma cortical óssea
muito espessa.
 Ela apresenta de cada lado do plano mediano duas depressões: as fossas digástricas.
 A borda superior do corpo da mandíbula é constituída pelo processo alveolar da mandíbula,
que contém as cavidades que alojam os dentes inferiores, os alvéolos dentais.
 O processo alveolar apresenta uma lâmina óssea vestibular
e uma lâmina óssea lingual, da mesma forma do processo
alveolar da maxila.
 Na lâmina óssea vestibular, notam-se as eminências
alveolares, causadas pelas raízes dos dentes inferiores.
 Posteriormente ao terceiro molar, o processo alveolar
apresenta a formação do trígono retromolar, pequena área
triangular que representa a união das duas corticais do
alvéolo.
 O trígono apresenta um lábio lateral, a crista bucinatória,
e um lábio medial.
 No trígono retromolar, insere-se a rafe pterigomandibular.
 A partir do trigano, uma elevação se estende em direção ao processo coronóide, a crista
temporal.
 Entre a borda anterior do ramo da mandíbula e a crista temporal existe uma depressão variável
denominada fossa retromolar, que pode estender-se anteriormente entre o processo alveolar
e a linha oblíqua.
Ramo da Mandíbula
 A mandíbula possui 2 ramos, direito e esquerdo, que constituem a
sua porção
 posterior e ascendente.
 Cada ramo apresenta duas faces (externa e interna), duas bordas
(anterior e posterior) e dois processos (condilar e coronóide).
 A face externa do ramo da mandíbula apresenta poucos acidentes
anatômicos, sendo quase inteiramente lisa.
 Inferiormente, existem pequenas saliências, as tuberosidades
massetéricas.
 A principal estrutura da face interna é o forame mandibular. Ele
representa a abertura do canal mandibular.
 No contorno anterior e medial do forame mandibular, nota-se uma
pequena saliência, a língula da mandíbula.
 A partir do forame mandibular inicia-se o sulco milo-hióideo, que se dirige obliquamente
anterior e inferiormente.
 Nota-se a presença de rugosidades próximas ao ângulo da mandíbula, denominadas
tuberosidades pterigóideas. (face interna)
 A borda posterior do ramo da mandíbula forma com a base da mandíbula o ângulo da
mandíbula.
 A borda anterior do ramo da mandíbula é uma extensão da linha oblíqua, para cima, até o
processo coronóide da mandíbula.
 Na face interna do processo coronóide nota-se a crista temporal, que se origina no trígono
retromolar.
 A borda superior do ramo da mandíbula apresenta dois processos, o processo coronóide, e
o processo condilar, separados pela incisura da mandíbula.
 No processo condilar, reconhece-se a cabeça da mandíbula
(côndilo da mandíbula) e, abaixo, uma região estreitada, o colo da
mandíbula. A cabeça faz parte da articulação
temporomandibular (ATM).

 O colo da mandíbula é uma porção estreita, localizada abaixo da
cabeça, e a suporta. Apresenta ântero-medialmente a fóvea
pterigóidea.
Canal Mandibular
 É um canal ósseo que percorre parte do corpo e do ramo da
mandíbula, alojando os vasos e os nervos alveolares
inferiores.
 Origina-se no forame mandibular e termina na região dos
ápices dos pré-molares. Nesta região, o canal se bifurca num
canal mentual e em canalículos incisivos para os ramos
incisivos.
“A mandíbula é um osso bem mais resistente que a maxila, pois além de suportar as forças
mastigatórias oclusais, como a maxila, ainda resiste à ação de todos os músculos da mastigação
que nela se inserem. Finalmente, ela suporta e transmite essas forças ao crânio através da
articulação temporomandibular (ATM), sem o auxílio de outros ossos. Assim, ela possui corticais
ósseas bastante espessas e uma esponjosa trabeculada orientada para distribuir adequadamente
as forças que incidem na mandíbula.”
ZONAS DE RESISTÊNCIA
Essas zonas constituem as trajetórias de força da mandíbula.
Mento
 Região muito reforçada por corticais espessas e um trabeculado ósseo dos mais densos da
mandíbula.
 Nessa região anulam-se as forças que tendem a dobrar a mandíbula sobre si, forças de
torção, causadas sobretudo pela ação dos músculos pterigóideos.
Trajetória Basilar
 Esta trajetória de forças ocupa a parte basilar (borda inferior da mandíbula), desde a região
mentual até a borda posterior do ramo e, finalmente, o côndilo.
 Ela anula, sobretudo, as forças de compressão que atuam na
mandíbula, o que justifica a grande espessura óssea da borda
inferior da mandíbula.
Trajetórias Alveolares
 As trajetórias alveolares dividem-se em duas:
 A trajetória oblíqua
 A trajetória milo-hióidea
Representadas respectivamente pela linha oblíqua e pela linha
milo-hióidea.
 As forças oclusais são transmitidas aos alvéolos através do
ligamento periodontal, e deste, chegam à face externa e
interna da mandíbula.
 Agrupam-se então externamente na linha oblíqua e, internamente na linha milo-hióidea.
 Ambas possuem trajeto posterior, cruzam a borda anterior do ramo da mandíbula e dirigem-
se ao côndilo.
 Atuam anulando as forças de tensão que se estabelecem na parte alveolar da mandíbula
pela ação muscular.
Trajetória Temporal
 Pode-se considerar como uma das trajetórias de força da mandíbula.
 Representada pelo espessamento ósseo da borda anterior da mandíbula e tem trajeto
descendente a partir do processo coronóide até as linhas oblíqua e milo-hióidea, sendo
causada pela tração do músculo temporal.
ZONAS DE FRAGILIDADE
A mandíbula também apresenta áreas de fragilidade. Estas, como na maxila, também são
perpendiculares às trajetórias de força.
Colo do Côndilo
 Principal zona de fragilidade da mandíbula.
 Praticamente todas as trajetórias de força mandibulares chegam ao côndilo para serem
dissipadas ao crânio através da ATM.
 O colo da mandíbula, sendo uma estrutura frágil, tende a se fraturar, sobretudo nos traumas
originados de impactos na região do mento.
 Devido à resistência do mento e por não se fraturar
facilmente, as forças aplicadas a ele são transmitidas em
direção posterior, levando à fratura do colo da mandíbula.
Região do Corpo
 As fraturas na região ocorrem principalmente na região do
canal e forame mentual.
 Com menor freqüência observam-se fraturas na região de
molares.
Região do Ângulo
É uma área relativamente frágil, sobretudo na transição do segmento dental do corpo para o
ramo da mandíbula.
Outras Localizaçôes

Descrevem-se ainda fraturas no próprio ramo, no processo coronóide e no processo alveolar


isoladamente.

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