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Aula 03

Comércio Internacional p/ Receita


Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital

Autor:

Aula 03

10 de Março de 2021
Aula 03

COMÉRCIO INTERNACIONAL

AULA 03

Sumário

1. O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO REGIONAL: ..................................................................... 2

1.1. Estágios de Integração: .............................................................................................................. 2

1.2. Efeitos Econômicos da Integração Regional: ........................................................................... 13

1.3. Efeitos Políticos da Integração Regional: ................................................................................. 16

2. O ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO DA AMÉRICA DO NORTE (NAFTA): ............................. 19

2.1. Histórico e Objetivos: ............................................................................................................... 19

2.2. Liberalização comercial intrabloco: ......................................................................................... 22

3. ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE INTEGRAÇÃO (ALADI): ...................................... 30

4. COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES (CAN): .................................................................. 42

5. COMUNIDADE DO CARIBE (CARICOM): ........................................................................ 47

QUESTÕES COMENTADAS ................................................................................................ 50

LISTA DE QUESTÕES Nº 01 ............................................................................................... 56

LISTA DE QUESTÕES Nº 02 ............................................................................................... 65

GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01 ........................................................................... 70

GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02 ........................................................................... 70

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Dando continuidade ao nosso curso de Comércio Internacional com foco no concurso para o cargo
de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, na aula de hoje nós trataremos dos temas
relacionados à integração regional. Vamos lá? Firmes no propósito!

1. O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO REGIONAL:

1.1. ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO:

Hoje em dia é muito comum ouvir falar em “blocos econômicos” e “processo de integração
regional”. Não é para menos! Com a globalização e o aprofundamento das relações internacionais,
o tema da integração econômica vem ganhando cada vez maior importância no âmbito do direito
internacional público.

Mas, afinal de contas, qual é o conceito de integração regional? Quando é que se falou pela primeira
vez nisso? E por que os países decidiram integrar-se economicamente?

Responder a essas perguntas com rigor acadêmico é algo bastante complexo, mas de uma forma
bem simples, a integração regional pode ser entendida como um fenômeno por meio do qual países
formam blocos econômicos regionais com o objetivo de obter desenvolvimento econômico
conjunto. Para Raúl Granillo Ocampo, o processo de integração regional é um “fenômeno de
interação entre Estados por meio do qual estes aumentam sua interdependência e aprofundam seu
relacionamento mútuo, transformando-se de unidades previamente separadas em partes
componentes de um sistema coerente.”1 Trata-se de um processo complexo, voluntário, dirigido a
um fim específico e que pode se manifestar no campo econômico, social e político.

O ideal integracionista não é algo recente. Ele teve sua origem no pensamento do filósofo Immanuel
Kant e sua esperança de encontrar a “paz perpétua” por meio de uma federação de Estados livres
ou, ainda, no pensamento de líderes como Simon Bolívar, que defendia a associação dos recém-
independentes Estados latino-americanos como forma de evitar possível recolonização por parte
das potências europeias.

Embora o ideal integracionista não seja recente, o processo de integração regional somente foi
sistematizado e descrito teoricamente na década de 60, pelo economista húngaro Bela Balassa.

1. OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008. pp.
21-22

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Segundo o art. XXIV do GATT, existe uma área de livre comércio entre países quando são eliminadas
tarifas e outras regulações restritivas sobre “substancialmente todo o comércio”. Definir a
expressão “substancialmente todo o comércio” é uma das maiores polêmicas da literatura que trata
dos acordos regionais. Para alguns países, deve-se levar em conta aspectos quantitativos (existência
de um percentual de comércio coberto pelo acordo); para outros, devem ser considerados aspectos
qualitativos (nenhum setor econômico deve estar de fora da abrangência do acordo).2 Em que pese
estas duas correntes divergentes, não há definição sobre o tema. Até mesmo o Órgão de Apelação
da OMC, quando teve a oportunidade de se manifestar sobre o assunto e definir o significado de
“substancialmente todo o comércio”, ele preferiu ficar em cima do muro e não chegou a nenhuma
conclusão substancial.3

Outra questão que suscita dúvidas é quanto ao tipo de restrições comerciais que podem ser
mantidas no âmbito de uma área de livre comércio. Segundo o art. XXIV do GATT, “entende-se por
área de livre comércio um grupo de dois ou mais territórios aduaneiros entre os quais os direitos
aduaneiros e outras regulamentações restritivas das trocas comerciais (com exceção, na medida
necessária, das restrições autorizadas nos termos dos artigos XI, XII, XIII, XIV, XV e XX) são eliminados
para substancialmente todo o comércio.”

Pela leitura desse dispositivo, percebe-se que são possíveis as seguintes restrições comerciais em
virtude de um acordo regional:

a) Art. XI: imposição de restrições quantitativas

b) Art. XII: imposição de restrições em razão de déficits no Balanço de Pagamentos.

c) Art. XIII: obriga que as cotas sejam aplicadas de forma não-discriminatória.

d) Art. XIV: em virtude de déficits no Balanço de Pagamentos, admite que sejam aplicadas
cotas de maneira discriminatória.

e) Art. XV: o cumprimento de obrigações perante o FMI pode ensejar o descumprimento de


normas do GATT.

f) Art. XX: admite restrições comerciais para: i) proteger a segurança e a saúde de pessoas,
plantas e animais; ii) para proteger a moralidade pública; iii) para proteção ambiental; etc.

Aí é que entram duas perguntas:

2
PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008, pp. 285-286.
3
Segundo o Órgão de Apelação “substantially all the trade is not the same as all the trade, and also that substantially
all the trade is something considerable more than merely some of the trade.” Em tradução livre, “substancialmente
todo o comércio não é o mesmo que todo o comércio, e também ‘substancialmente todo o comércio’ é
consideravelmente superior a apenas algum comércio.”

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a) É possível a aplicação de medidas de defesa comercial (direitos antidumping, medidas


compensatórias e medidas de salvaguarda) entre os membros de um bloco comercial?

b) É possível a aplicação de restrições comerciais por razões de segurança nacional?

Respondendo à primeira pergunta, pela literalidade do art. XXIV, os integrantes de blocos regionais
não podem aplicar entre si medidas de defesa comercial. No entanto, o que se vê na prática é que,
em boa parte dos acordos regionais existentes (NAFTA e MERCOSUL, por exemplo), são aplicadas
medidas de defesa comercial intrabloco. Com efeito, parte da doutrina entende que a lista de
restrições definida pelo art. XXIV do GATT seria meramente exemplificativa (e não taxativa). Todavia,
segundo Tatiana Prazeres, o entendimento tecnicamente mais correto seria o de que a lista de
restrições do art. XXIV é taxativa (“numerus clausus”).4 Em que pese esse entendimento da ex-
Secretária de Comércio Exterior, pode-se afirmar categoricamente que não há ambiente político
para que seja impedida a imposição de medidas de defesa comercial entre os membros de blocos
regionais. 5

Quanto à segunda pergunta, o entendimento predominante é o de que, apesar de não estar


relacionada no art. XXIV, é possível a aplicação de restrições comerciais por razões de segurança
nacional no interior de blocos regionais (art. XXI). Segundo a doutrina majoritária, o art. XXI do GATT
representa uma exceção que se sobrepõe à lista do art. XXIV. 6

1.1.2. União Aduaneira

A união aduaneira, por sua vez, se caracteriza pela livre circulação de mercadorias e serviços entre
seus integrantes e, ainda, pela harmonização da política comercial em relação a terceiros países.
Assim, os países-membros desse bloco comercial estabeleceriam as mesmas regras alfandegárias
em relação a terceiros não-membros. Em outras palavras, as normas de comércio exterior seriam
essencialmente as mesmas em todos os países, aplicando-se, inclusive, uma Tarifa Externa Comum
(TEC). Com efeito, a TEC é considerada um instrumento que materializa a existência de uma política
comercial comum em relação a terceiros países.

“Mas, professor, o que significa dizer que as normas de comércio exterior seriam essencialmente as
mesmas?”

Excelente pergunta, meu amigo! Em uma união aduaneira ideal, é como se os países que a integram
formassem um território aduaneiro único. Como formam um território aduaneiro único, as regras
aplicáveis às operações de comércio exterior – classificação fiscal, valoração aduaneira, regimes
aduaneiros, controle aduaneiro, tributação, etc – também deveriam ser únicas.

4
PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008, pp. 292-293
5
PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008, pp. 295-296
6
PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008, pp. 294-295

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“Ah, professor, mas isso é utopia!”

É, meu amigo, a formação de uma união aduaneira ideal não é realmente algo fácil! Justamente por
isso, quando citamos exemplos de uniões aduaneiras – MERCOSUL e Comunidade Andina – temos
que dizer que elas são consideradas uniões aduaneiras imperfeitas.

O fator primordial para considerarmos que esses blocos comerciais são exemplos de uniões
aduaneiras é a existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC), que nada mais é do que uma tabela
que estabelece as alíquotas do I.I para os produtos importados de terceiros países. Todavia, as
imperfeições dessas uniões aduaneiras ficam visíveis quando verificamos que as normas de comércio
exterior nesses países não são essencialmente unificadas e que ainda persistem inúmeras exceções
à Tarifa Externa Comum (TEC). Falaremos mais à frente sobre o caso específico de cada um desses
blocos comerciais.

A Tarifa Externa Comum (TEC) é determinada discricionariamente pelos órgãos decisórios do bloco
regional. Todavia, as regras da OMC (art. XXIV, parágrafo 5º) estabelecem que as tarifas e outras
regulações de comércio impostas por ocasião da formação da união aduaneira “não podem ser mais
restritivas em seu conjunto do que as restrições aplicáveis pelos seus integrantes antes da
constituição do bloco regional”.

1.1.3. Mercado Comum

O mercado comum é o estágio de integração que se caracteriza pela livre circulação de mercadorias
e serviços, harmonização da política comercial em relação a terceiros países e, ainda, pela livre
circulação dos fatores de produção. Perceba, caro amigo, que as características da união aduaneira
estão presentes no mercado comum, somadas ainda à sua característica peculiar: livre circulação de
fatores de produção.

“Mas, professor, o que seria essa tal livre circulação dos fatores de produção?”

Ótima pergunta! Em primeiro lugar, precisamos saber o que são “fatores de produção”, conceito
que retiramos da Macroeconomia. Bem, podemos dizer que fatores de produção são os elementos
básicos utilizados na produção de bens e serviços. São considerados fatores de produção a terra, o
trabalho, o capital, a capacidade empresarial e, modernamente, a tecnologia.

Pois bem, a livre circulação de fatores de produção (característica do mercado comum) implicaria na
possibilidade de que um trabalhador pudesse exercer suas atividades livremente em qualquer dos
países do bloco. Ou ainda, que não houvesse restrições aos investimentos intrabloco, sendo possível
a livre circulação de capitais. Com base nessa lógica é que se diz que, no mercado comum, estão
presentes as chamadas “quatro liberdades” do mercado: livre circulação de bens, serviços, capitais
e mão-de-obra.

Para que seja possível a livre circulação de fatores de produção, é necessário, todavia, a
harmonização das políticas previdenciária, trabalhista e de capitais entre os integrantes do bloco.

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Vale ressaltar que no mercado comum existirá, assim como na união aduaneira, uma harmonização
da política comercial intrabloco (comércio livre de barreiras entre seus integrantes) e extrabloco
(regras de comércio exterior unificadas, incluindo tributação).

1.1.4. União Econômica

A união econômica é o quarto estágio de integração econômica, em que, além das características
do mercado comum, há harmonização das políticas econômicas dos países do bloco. Quando
dizemos que as políticas econômicas são harmonizadas, estamos nos referindo às políticas cambial,
monetária e fiscal.

Destaque-se que a literatura considera como fator essencial ao sucesso de uniões econômicas e
mercados comuns a proximidade geográfica entre seus membros. Tal característica não é
considerada, todavia, um diferencial importante para o sucesso de áreas de livre comércio e zonas
de preferências tarifárias.

1.1.5. Integração Econômica Total

A integração econômica total é o estágio de integração mais avançado, que se caracteriza pela
unificação ou equalização das políticas econômicas de seus integrantes. Vejam, caros amigos, que,
no caso da integração econômica total, não há uma simples harmonização das políticas econômicas.
Estas são, ao contrário, conduzidas de forma unificada.

Para que as políticas econômicas possam ser conduzidas de forma unificada, é necessário que exista
um órgão supranacional com essa responsabilidade. Todavia, para que ele possa exercer tal
competência, cada um dos integrantes do bloco econômico deverá abdicar de parcela de sua
soberania em prol do poder central.

Cabe esclarecer aqui a diferença entre “órgãos intergovernamentais” e “órgãos supranacionais”.


Órgãos intergovernamentais são aqueles cujas decisões necessitam ser internalizadas ao
ordenamento jurídico dos Estados para que, só então, entrem em vigor. Por outro lado, órgãos
supranacionais são aqueles que emanam decisões que não precisam ser incorporadas ao
ordenamento jurídico interno dos Estados para entrarem em vigor e já gozam, desde o momento
em que emitidas, de eficácia e aplicabilidade imediatas. A supranacionalidade pressupõe cessão de
soberania em prol de um poder central; a intergovernamentabilidade pressupõe a existência de
mecanismos de mera cooperação internacional.

Questão interessante, que suscita largos debates doutrinários, é acerca do estágio atual de
integração da União Europeia. Embora parcela da literatura considere que a U.E alcançou o estágio

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Embora Bela Balassa, criador da teoria da integração regional, não tenha feito qualquer menção às
zonas de preferências tarifárias, é razoável considerar que, atualmente, elas também são um
estágio de integração.

Assim, é plenamente possível que a banca examinadora considere que as zonas de preferência
tarifária são o estágio menos avançado de integração. O CESPE já se posicionou nesse sentido.

Assim, o melhor posicionamento para concursos é o seguinte:

1) Se a banca examinadora fizer menção à teoria da integração de Bela Balassa, você não deve
considerar as zonas de preferências tarifárias como estágio de integração.

2) Se não for feita menção a nenhum autor específico, considere as zonas de preferências tarifárias
como um estágio de integração.

Na medida em que há avanço do processo de liberalização comercial e as economias dos membros


de um acordo regional se tornam mais integradas, faz-se necessário a coordenação de políticas
macroeconômicas. Muitos economistas argumentam, inclusive, que a falta de coordenação
macroeconômica no âmbito do MERCOSUL foi a grande causadora da crise econômica argentina
entre 1999 e 2001.

1. (AFRF-2003)

Uma união aduaneira pressupõe a livre movimentação de bens, capital e mão de- obra e a
adoção de uma tarifa externa comum entre dois ou mais países.

Comentários

Em uma união aduaneira, não há livre circulação de capital e mão-de-obra. Essas são características
de um mercado comum.

Gabarito: errada

2. (AFRF – 2002.1 – adaptada)

O que define, essencialmente, uma área de livre comércio é a livre circulação de bens e serviços
através das fronteiras.

Comentários

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A área de livre comércio fica caracterizada quando há livre circulação de bens e serviços em relação
ao substancial do comércio.

Gabarito: certa

3. (ACE-2002 – adaptada)

Acordos Comerciais Preferenciais são acordos nos quais Estados uniformizam o tratamento a
ser dispensado às importações oriundas de terceiros países.

Comentários

O tratamento dispensado às importações oriundas de terceiros países é uniformizado em uma


união aduaneira (e não em uma zona de preferências tarifárias!). Pode-se afirmar, inclusive, que,
no âmbito de uma união aduaneira, existe harmonização da política comercial extrabloco. Por meio
de acordos comerciais preferenciais, os países outorgam-se mutuamente preferências tarifárias.

Gabarito: errada

4. (AFRF-2000)

Dois países, ao reduzirem suas tarifas de importação entre si ao nível mais baixo possível com
vistas a uma liberalização integral do comércio recíproco dentro de dez anos, sem, entretanto,
estabelecerem uma tarifa externa comum para as importações de terceiros países,
pretenderam criar uma zona de livre comércio.

Comentários

O estágio de integração que os países pretenderam estabelecer por meio do acordo foi uma área de
livre comércio, que se caracteriza pela liberalização do fluxo de bens e serviços em relação ao
substancial do comércio. Se os países tivessem, adicionalmente, estabelecido uma tarifa externa
comum, teríamos uma união aduaneira.

Gabarito: certa

5. (ACE-1997)

São Fases do Processo de Integração, em ordem crescente de complexidade: zona de livre


comércio, mercado Comum, união aduaneira e união econômica.

Comentários

Em ordem crescente de complexidade temos: i) área de livre comércio; ii) união aduaneira; iii)
mercado comum; iv) união econômica e; v) integração econômica total.

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Gabarito: errada

6. (AFTN-1996 – adaptada)

União aduaneira e mercado comum são duas formas de integração econômica regional. O que
diferencia essas duas formas é a inclusão dos fatores de produção no tratamento das relações
econômicas entre os países-membros.

Comentários

A união aduaneira se caracteriza pela livre circulação de bens e serviços e, ainda, pela política
comercial comum em relação a terceiros países. Já o mercado comum, além das características da
união aduaneira, é um estágio de integração que permite a livre circulação dos fatores de produção
(capital e mão-de-obra).

Portanto, está correto dizer que o que diferencia a união aduaneira do mercado comum é a inclusão
dos fatores de produção no tratamento das relações econômicas entre os países membros.

Gabarito: certa

7. (AFRF – 2003)

Uma união aduaneira pressupõe a liberalização do comércio entre os países que a integram e
a adoção de uma tarifa comum a ser aplicada às importações provenientes de terceiros países.

Comentários

Essa é a exata definição de uma união aduaneira: livre circulação de bens e serviços e política
comercial comum em relação a terceiros países, a qual se materializa na existência de uma tarifa
externa comum.

Gabarito: certa

8. (INMETRO – 2007)

Uniões monetárias e mercados comuns, a exemplo dos acordos de preferência comerciais e


áreas de livre comércio, dispensam a vizinhança entre países, para serem bem- sucedidos.

Comentários

A literatura econômica reconhece que um dos fatores para o sucesso de uniões econômicas e
monetárias e mercados comuns é a proximidade geográfica entre os países.

Gabarito: errada

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9. (ACE-2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países a tarifa externa


comum a ser imposta a produtos de terceiros países deverá ser sempre a média ponderada das
estruturas tarifárias dos dois países.

Comentários

Em uma área de preferências tarifárias, não há uma Tarifa Externa Comum (TEC). A existência de
uma TEC é característica das uniões aduaneiras.

Gabarito: errada

10. (ACE-2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países a proximidade


geográfica é condição essencial para o êxito do processo.

Comentários

A proximidade geográfica não é condição essencial para o sucesso de áreas de livre comércio e de
zonas de preferências tarifárias.

Gabarito: errada

11. (ACE-2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países haverá necessidade


de alinhar as políticas macroeconômicas, no momento que as preferências negociadas
compreenderem a maior parte da pauta de comércio bilateral.

Comentários

Questão bastante difícil, que extrapola as características do estágio de integração regional e adentra
em considerações doutrinárias sobre o tema! Digo isso porque não é características das ZPT’s a
coordenação macroeconômica.

Entretanto, o avanço da liberalização comercial e o aprofundamento da integração torna necessária


a coordenação macroeconômica. Assim, quando as preferências tarifárias compreenderem a maior
parte da pauta do comércio no interior de um bloco regional, a doutrina considera que será
necessária a coordenação de políticas macroeconômicas.

Gabarito: certa

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1.2. EFEITOS ECONÔMICOS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL:

Agora que já temos uma noção acerca dos estágios de integração econômica, precisamos nos
aprofundar um pouco mais nos efeitos da formação de blocos econômicos regionais.

Os efeitos econômicos da integração regional podem ser dinâmicos ou estáticos. Efeitos dinâmicos
são os relacionados ao crescimento e desenvolvimento econômico. Efeitos estáticos, por sua vez,
estão relacionados ao deslocamento geográfico da produção após a formação de um bloco regional.

Os efeitos dinâmicos da integração são basicamente os mesmos efeitos que parte da literatura
econômica defende como decorrentes do processo de liberalização comercial. Ao nível da produção
e do comércio, a formação de um bloco regional tem como efeito imediato o aumento da
concorrência e a ampliação do mercado consumidor.

Em virtude de os produtos circularem livremente pelos países integrantes do bloco regional, pode-
se afirmar que há um aumento da oferta de bens e, consequentemente, redução dos preços. Com
a redução dos preços, pode-se afirmar que há aumento do bem-estar do consumidor, que passa a
ter maiores possibilidades de escolha e a preços mais baixos.

O aumento da concorrência entre as empresas (em virtude da eliminação de tarifas) gera ganhos de
eficiência, uma vez que estas precisam, para poder se manter no mercado, desenvolver novas
tecnologias e novos processos. Passa a haver, então, maiores investimentos em P & D (incentivo à
inovação), o que leva ao desenvolvimento tecnológico.

A integração gera também ganhos de escala (economias de escala), uma vez que as empresas terão
a possibilidade de explorar um mercado consumidor ampliado. Com efeito, haverá aumento do
fluxo comercial (aumento da corrente de comércio) entre os membros do acordo regional, o que
permitirá a especialização da produção e, portanto, a geração de complementaridade entre as
economias dos países do bloco. O fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) também tende a
aumentar, uma vez que as empresas multinacionais (transnacionais) desejarão auferir os benefícios
de um mercado ampliado.

Outro efeito importante da celebração de um acordo regional é que, juntos, os países-membros do


acordo adquirem maior poder de negociação em nível internacional e, com isso, podem obter
maiores vantagens do comércio. Vamos entender melhor!

A literatura econômica aponta que um país grande é capaz de afetar os preços dos exportadores
estrangeiros. É fácil chegar a essa conclusão! Um país grande possui um enorme mercado
consumidor e, portanto, se impuser restrições ao comércio, os exportadores estrangeiros terão que
reduzir seus preços, pois não será fácil “arranjar” um novo mercado consumidor para seus produtos.
Moral da história: quando um país grande impõe uma tarifa sobre suas importações, ele piora os
termos de troca (relação valor das exportações / valor das importações) dos outros países e
melhora seus próprios termos de troca.

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Por analogia, podemos transpor esse entendimento sobre o “país grande” para um “bloco
comercial”. Nesse sentido, um acordo regional (mais especificamente uma união aduaneira) tem
potencial para aumentar os termos de troca dos países-membros em detrimento de terceiros
países. Com efeito, caso uma união aduaneira imponha uma Tarifa Externa Comum elevada, ela irá
piorar os termos de troca dos países não-membros. Logicamente, a imposição de tarifas tem seus
custos (são os efeitos negativos do protecionismo!). Dessa forma, faz-se necessário analisar, caso a
caso, se os benefícios dos termos de troca resultantes da imposição da tarifa superam seus custos
(o que poderá ocorrer em certos casos).

Aumento da oferta de produtos

Redução dos preços dos produtos

Aumento do bem-estar dos consumidores

Aumento da concorrência

Efeitos dinâmicos da Incentivo à inovação e desenvolvimento


integração regional tecnológico

Ampliação do mercado consumidor

Ganhos de escala

Aumento da corrente de comércio

Geração de complementaridade

Os efeitos estáticos da integração, por sua vez, foram estudados com grande destaque por Jacob
Viner e Paul Krugman. Eles estão relacionados ao deslocamento geográfico da produção
(deslocalização da produção) após a formação de um acordo regional de comércio. Mas como assim
deslocamento geográfico da produção?

Simples. Hoje a maior parte da produção de calçados que atende ao mercado consumidor do país A
é oriunda do país X. Após a formação do acordo regional, a maior parte da produção de calçados
que atende ao mercado do país A passa a vir do país Y (houve deslocamento da produção do país X
para o país Y!)

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Esse deslocamento geográfico da produção pode gerar, segundo Viner, dois efeitos diferentes: a
criação de comércio e o desvio de comércio.

A criação de comércio ocorre quando a produção é deslocada de um local em que ela era obtida a
custos maiores para um local em que ela é obtida a custos menores, o que gera ganho de bem-estar
à sociedade.

Suponha, por exemplo, que, antes da celebração de um acordo regional, o mercado consumidor de
laranjas do país A seja atendido pelos próprios produtores domésticos. Os produtores domésticos
não são tão eficientes (produzem a um custo alto), mas em virtude das tarifas incidentes sobre as
laranjas importadas, acabam ganhando o mercado. Após a celebração do acordo regional e a
consequente eliminação das tarifas, o mercado consumidor de laranjas do país A passa a ser
atendida pelos produtores do país B. Os produtores do país B são mais eficientes (produzem a um
custo menor) do que os produtores domésticos de A. Quando existiam tarifas, os produtores de
laranja do país B não conseguiam ganhar mercado; quando estas foram rebaixadas, eles saíram
ganhando. A produção de laranjas foi geograficamente deslocada de um local de menor eficiência
(país A) para um local de maior eficiência (país B).

Por outro lado, o desvio de comércio ocorre quando a produção é deslocada de um local em que ela
era obtida a custos menores para um local em que ela é obtida a custos maiores, o que gera perda
de bem-estar à sociedade.

Imagine que, antes da celebração de um acordo regional, o mercado consumidor de automóveis do


país A seja atendido pelos automóveis produzidos pelo país B. Ocorre, então, que o país A celebra
um acordo regional com o país C (o país B fica de fora desse acordo!). Como resultado desse acordo,
o mercado consumidor de automóveis do país A passa a ser atendido pelos automóveis produzidos
pelo país C. Antes do acordo, quando o país A cobrava igualmente tarifas sobre a importação de
automóveis originários de B e C, os automóveis do país B saíam ganhando, pois eram mais eficientes
(produziam a um custo inferior). Após o acordo, não há mais tarifas sobre os automóveis do país C
e, portanto estes saem ganhando em relação aos automóveis de B (lembre-se de que o país B ficou
de fora do acordo!). Foram as tarifas reduzidas que fizeram a diferença! Houve um deslocamento
geográfico da produção de um local mais eficiente (país B) para um local de menor eficiência (país
C).

Produção se desloca de um local


Criação de comércio de menor eficiência para um local
de maior eficiência
Efeitos estáticos da
integração regional
Produção se desloca de um local
Desvio de comércio de maior eficiência para um local
de menor eficiência

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Segundo Jacob Viner, a integração regional somente será benéfica aos membros do bloco regional
quando a criação de comércio prevalecer sobre o desvio de comércio. Dessa forma, nem todo
acordo regional traz ganhos de bem-estar à sociedade, mas apenas aqueles em que prepondera a
criação de comércio. Assim, ao celebrar um acordo regional de comércio, o país deve analisar se irá
prevalecer a criação ou o desvio de comércio.

1.3. EFEITOS POLÍTICOS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL:

Há diferentes visões quanto ao fenômeno do regionalismo. Parcela da literatura defende que os


blocos comerciais prejudicam o multilateralismo; outra parte, argumenta que o regionalismo é
instrumento que age a favor do multilateralismo.

O que se observa nos últimos anos, porém, é que a proliferação dos acordos regionais de comércio
notificados à OMC tem sido tão grande que passou a representar um risco aos objetivos do sistema
multilateral de comércio. Com efeito, a maior parte das trocas comerciais é hoje realizada com
amparo em acordos regionais (art. XXIV do GATT) e não como decorrência da cláusula da nação mais
favorecida (art. I do GATT). É importante termos em mente, quanto a esse ponto, que o objetivo da
OMC é a liberalização do comércio internacional em nível multilateral (e não apenas em nível
regional).

Percebe-se, na verdade, que o que era exceção (art. XXIV do GATT) vem se tornando uma regra no
contexto do comércio internacional, o que nos permite dizer que o tema “regionalismo versus
multilateralismo” precisa receber especial atenção no contexto da Rodada Doha da OMC. Segundo
Tatiana Prazeres, a cláusula da nação mais favorecida, pilar central do multilateralismo, está
nitidamente se transformando na cláusula da nação menos favorecida. De fato, os compromissos do
regime multilateral de comércio passaram a, no atual contexto, ser o pior tratamento que um país
pode receber de outro membro da OMC. 9

A solução para esse cenário parece ser a proposta de um “regionalismo aberto”, que foi
originalmente elaborado pela CEPAL. Trata-se de uma visão que busca conciliar a liberalização do
comércio entre os parceiros regionais com a liberalização comercial em relação a terceiros países.
Para essa concepção de regionalismo, os blocos regionais não são alternativas divergentes à
liberalização do comércio em nível multilateral. Ao contrário, multilateralismo e regionalismo são
alternativas complementares, isto é, os blocos regionais podem ser considerados uma etapa
preparatória para a liberalização em nível multilateral.

9
PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008, pp. 495-496

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12. (ACE-2008)

Os acordos de integração regional, tais como zonas de preferências tarifárias e mercados


comuns, não somente permitem que as empresas aufiram os ganhos derivados das economias
de escala propiciadas pelo aumento do mercado, mas também conduzem a aumentos de
eficiência devido a maior competição entre as empresas dos países-membros.

Comentários

Essa questão trata dos efeitos dinâmicos da integração regional. Ela está correta, uma vez que os
acordos regionais têm como efeito o aumento da concorrência e aumento do mercado consumidor.
A ampliação do mercado consumidor, por sua vez, é responsável pela geração de economias de
escala.

Gabarito: certa

13. (AFRF-2002.2)

Segundo as teorias de integração econômica, a liberalização do comércio entre um número


restrito de países produz efeitos comerciais e econômicos que permitem avaliar o
desempenho, desde o ponto de vista da eficiência econômica, dos acordos regionais. A esse
respeito, é correto afirmar que a integração regional é economicamente benéfica se prevalecer
a criação sobre o desvio de comércio e ocorrerem efeitos dinâmicos.

Comentários

A criação de comércio ocorre quando há um deslocamento geográfico da produção de um local de


menor eficiência econômica para um local de maior eficiência. Já o desvio de comércio ocorre
quando há um deslocamento geográfico da produção de um local de maior eficiência econômica
para um local de menor eficiência.

Conforme comentamos anteriormente, a integração regional somente será benéfica quando a


criação de comércio prevalecer sobre o desvio de comércio.

Gabarito: certa

14. (Questão Inédita)

O desvio de comércio é um efeito estático da integração regional, ficando caracterizado


quando um país passa a comprar um determinado tipo de bem de outro país, participante do
acordo regional, deixando de importar este bem de um terceiro país que não faz parte do
acordo, mas que antes constituía a melhor fonte de oferta do bem em questão.

Comentários

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Essa questão traduz exatamente o que é o desvio de comércio! Vejam que a produção foi deslocada,
após a celebração de um acordo regional, do país de maior eficiência para um país de menor
eficiência.

O deslocamento da produção foi resultado do rebaixamento de tarifas proveniente do acordo. O


“terceiro país” constituía a melhor fonte de oferta do bem (por produzir a custos mais baixos!), mas,
em virtude de não participar do acordo, perdeu mercado para um país menos eficiente.

Gabarito: certa

15. (INMETRO – 2007)

O fato de os acordos de integração regional poderem melhorar os termos de troca dos países-
membros às expensas dos países não-membros, incentivando, assim, a manutenção de
barreiras em relação ao resto do mundo, constitui um dos custos desses acordos.

Comentários

De fato, os acordos de integração regional têm potencial para melhorar os termos de troca dos
países-membros às custas dos países não-membros. Isso porque, após a celebração do acordo
regional, o mercado consumidor se torna ampliado. Com isso, o bloco passa a ter potencial para
influenciar o preços dos exportadores estrangeiros, por meio da imposição de tarifas. Destaque-se,
todavia, que a imposição de tarifas sempre implica em custos (efeitos danosos do protecionismo).

Gabarito: certa

16. (INMETRO – 2009)

Por representarem iniciativas de liberalização comercial, os blocos comerciais regionais não


colocam em risco a consecução dos objetivos principais do sistema multilateral de comércio.

Comentários

A proliferação dos acordos regionais representa um risco ao sistema multilateral de comércio, na


medida em que afeta seu principal pilar: a cláusula da nação mais favorecida.

Gabarito: errada

17. (INMETRO – 2009)

O regionalismo aberto é expressão, de caráter propositivo, da possibilidade de se harmonizar


o tratamento preferencial próprio dos blocos comerciais com o impulso liberalizante no
contexto do processo de globalização econômica.

Comentários

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O “regionalismo aberto” é uma visão que busca compatibilizar a liberalização comercial intrabloco
com a liberalização comercial em relação a terceiros países.

Gabarito: certa

18. (ACE- 2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países, haverá criação de


comércio superando sempre os desvios de comércio.

Comentários

Nem sempre a criação de comércio irá superar o desvio de comércio em um bloco regional.

Gabarito: errada

2. O ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO DA AMÉRICA DO NORTE


(NAFTA):

2.1. HISTÓRICO E OBJETIVOS:

O NAFTA (North American Free Trade Agreement) é um acordo regional de comércio celebrado por
EUA, Canadá e México no ano de 1992, tendo entrado em vigor em 1994. As origens do NAFTA
remontam à aproximação comercial entre EUA e Canadá, que deu origem em 1988 a um acordo de
liberalização econômica entre os dois países. À época, o México não fazia parte desse processo de
liberalização comercial, só tendo a ele aderido em agosto de 1992.

Os objetivos do NAFTA estão explícitos no art. 102 de seu Tratado Constitutivo:

Art. 102-Objetivos

1. Os objetivos do presente Tratado, desenvolvidos de maneira mais específica através de seus


princípios e regras, incluídos os de tratamento nacional, nação mais favorecida e transparência,
são os seguintes:

a) eliminar obstáculos ao comércio e facilitar a circulação transfronteiriça de bens e serviços entre


os territórios das Partes;

b) promover condições de concorrência leal na zona de livre comércio;

c) aumentar substancialmente as oportunidades de investimento nos territórios das Partes;

d) proteger e fazer valer, de maneira adequada e efetiva, os direitos de propriedade intelectual no


território de cada uma das Partes;

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e) criar procedimentos eficazes para a aplicação e cumprimento deste Tratado, para sua
administração conjunta e para a solução de controvérsias; e

f) estabelecer as bases para a ulterior cooperação trilateral, regional e multilateral destinada a


ampliar e melhorar os benefícios deste Tratado.

Analisando-se o artigo supracitado, podemos destacar os principais objetivos do NAFTA. Vale


ressaltar, desde o início, que, no âmbito desse acordo, são aplicáveis princípios também presentes
na normativa do sistema multilateral de comércio: o princípio do tratamento nacional, a cláusula
da nação mais favorecida e o princípio da transparência.

Na alínea “a”, está explícito que um dos objetivos do NAFTA é a eliminação das barreiras
alfandegárias e a facilitação do fluxo de bens e serviços entre os territórios dos países participantes.
Tal objetivo está em conformidade com o que se espera de uma área de livre comércio, na qual deve
haver livre circulação de bens e serviços em relação ao substancial do comércio entre seus
integrantes. Ressalte-se também que, no âmbito do NAFTA, não há a definição de uma política
comercial comum em relação a terceiros países (o que é característica de uma união aduaneira),
tampouco a livre circulação dos fatores de produção (o que seria característica de um mercado
comum). Em razão do NAFTA não ser uma união aduaneira, seus membros possuem ampla
autonomia para definir suas políticas comerciais e, portanto, para celebrar quaisquer outros
acordos comerciais. Dessa forma, os integrantes do NAFTA não têm a obrigação de submeter aos
demais signatários os acordos que celebrem.

O livre comércio dentro do NAFTA ainda não abrange a totalidade dos bens e serviços. Ao lermos
o texto do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, percebemos que há inúmeras disposições
que restringem o comércio de bens e serviços intrabloco. No que diz respeito ao comércio de bens,
podemos verificar que ainda há, por exemplo, a possibilidade de aplicação de medidas de defesa
comercial entre os integrantes do bloco.

Um exemplo de restrição ao comércio de serviços na região é a existente no setor energético,


segundo a qual o México reserva a si mesmo o direito de exploração e refinamento de petróleo e
gás natural em seu território. Nada mais natural, considerando-se que o México é um dos maiores
exportadores de petróleo do mundo e não iria querer empresas americanas ou canadenses se
instalando em seu território para incrementar a concorrência.

No que se refere ao comércio agrícola, este possui regras especiais no NAFTA. Com efeito, a
agricultura é um tema bastante polêmico, seja no âmbito das negociações multilaterais (a Rodada
Doha da OMC que o diga!), seja no âmbito de negociações regionais. No NAFTA não é diferente. Ao
invés de instituir disposições únicas sobre o comércio de produtos agrícolas, os membros do NAFTA
estabeleceram regras particulares aplicáveis a cada relação bilateral: México-EUA, México-Canadá
e Canadá-EUA.

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O NAFTA tem como objetivo a livre circulação de bens e serviços (e não a livre circulação
de pessoas!)

A alínea “b” descreve como outro objetivo do NAFTA a promoção de condições para uma
competição justa na área de livre comércio. De fato, o processo de integração regional
desencadeado pelo NAFTA prevê regras para evitar-se a concorrência desleal, tais como a aplicação
de direitos antidumping e medidas compensatórias entre os países do bloco. Além disso, há
disposições no texto do acordo que definem obrigações em matéria de política de concorrência.
Apesar disso, o NAFTA reconhece a possibilidade de que as Partes mantenham ou estabeleçam
empresas estatais e monopólios privados, sujeitos a certas condições.

A alínea “c” prevê que um dos objetivos do NAFTA é aumentar as oportunidades de investimentos
nos territórios dos Estados-partes. Quanto a esse ponto, há que se destacar que a celebração do
NAFTA teve como um de seus efeitos o aumento do fluxo de investimento estrangeiro direto (IED)
destinado ao México. Aproveitando-se do baixo custo da mão-de-obra mexicana, diversas empresas
americanas e estrangeiras se instalaram naquele país.

A alínea “d” deixa claro que um dos objetivos do NAFTA é a proteção à propriedade intelectual.
Segundo o acordo, cada uma das Partes concederá aos nacionais de outra Parte proteção e defesa
adequada e eficazes aos direitos de propriedade intelectual, assegurando que as medidas destinadas
a defender esses direitos não se convertam em obstáculos ao comércio legítimo. O NAFTA
estabelece padrões mínimos de proteção à propriedade intelectual, facultando às Partes impor
proteção mais ampla.

Cabe destacar que, quando o NAFTA foi assinado (1992), a OMC ainda não havia sido criada e,
portanto, não existiam regras sobre propriedade intelectual no âmbito do sistema multilateral de
comércio. Nesse sentido, a fixação de regras sobre proteção à propriedade intelectual nesse acordo
regional representa uma importante inovação e vai ao encontro dos interesses dos EUA.

A alínea “e” prevê a existência de um sistema de solução de controvérsias comerciais entre os


membros do NAFTA. Com efeito, o NAFTA possui diversos dispositivos que preveem a solução de
controvérsias comerciais entre seus membros. Há, inclusive, disposições específicas para solução de
controvérsias que envolverem a aplicação de medidas de defesa comercial. O Secretariado do NAFTA
é responsável pela administração das provisões do acordo referentes à solução de controvérsias,
prestando apoio administrativo durante os procedimentos que envolverem um litígio comercial.

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Promover a livre circulação de bens e


serviços entre seus membros

Promoção da concorrência leal na área


de livre comércio
NAFTA
(North American Free Objetivos
Trade Agreement)
Aumentar as oportunidades de
investimentos

Proteção aos direitos de propriedade


intelectual

O NAFTA não pode ser considerado um acordo em total conformidade com as regras da OMC, uma
vez que ele admite que seus membros apliquem-se mutuamente direitos antidumping. Conforme
já estudamos, segundo a doutrina majoritária, o art. XXIV do GATT não admite que os membros de
uma área de livre comércio apliquem medidas antidumping e medidas compensatórias entre si.

É importante também dizer que o NAFTA não conta com disciplinas relacionadas ao meio ambiente
e a direitos trabalhistas. Os direitos trabalhistas são tratados em um acordo paralelo, conhecido
como Acordo sobre Cooperação Trabalhista da América do Norte (NALLC). Em outro acordo,
denominado Acordo de Cooperação Ambiental, há disciplinas sobre meio ambiente. Tais acordos
são denominados acordos laterais e visam a complementar o NAFTA.

Embora sejam outros acordos, à parte do NAFTA, é possível que seja considerada correta
uma assertiva que diga que o NAFTA versa sobre questões ambientais e trabalhistas.
Isso porque os acordos laterais são considerados complementares ao NAFTA.

2.2. LIBERALIZAÇÃO COMERCIAL INTRABLOCO:

O NAFTA entrou em vigor em 1994 e a liberalização comercial foi programada para ocorrer de forma
progressiva e gradual, entre os três membros, dentro de um prazo de 15 anos. Os produtos foram
classificados em diversas categorias diferentes, as quais deram base para um cronograma de
desgravação, conforme abaixo:

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a) Bens da Categoria A: eliminação dos direitos aduaneiros a partir de 1º de janeiro de 1994.

b) Bens da Categoria B: eliminação dos direitos aduaneiros em 5 (cinco) etapas anuais a


partir de 1º de janeiro de 1994, até estarem livres de direitos a partir de 1º de janeiro de
1998.

c) Bens da Categoria C: eliminação de direitos aduaneiros em 10 (dez) etapas anuais a partir


de 1º de janeiro de 1994, até estarem livres de direitos a partir de 1º de janeiro de 2003.

d) Bens da Categoria C+: eliminação de direitos aduaneiros em 15 (quinze) etapas anuais a


partir de 1º de janeiro de 1994, até estarem livres de direitos a partir de 1º de janeiro de
2008.

e) Bens da Categoria D: bens que continuarão a estar livres de direitos aduaneiros após o
estabelecimento do NAFTA (já eram livres antes do acordo!)

Dessa forma, a completa liberalização comercial foi prevista para o ano de 2008 (prazo de 15 para
a liberalização comercial entre todos os países). No entanto, somente se enquadravam na categoria
C+ alguns produtos bastante sensíveis. A maior parte das trocas comerciais entre EUA e México, por
exemplo, já ficou livre a partir de 2003.

Em agosto de 2017, Canadá, EUA e México deram início à renegociação do NAFTA. O governo dos
EUA anunciou que seu objetivo nesse processo seria o de alcançar um acordo mais justo, que
permita a redução dos seus déficits comerciais com os parceiros e a recuperação de empregos e
investimentos.

Em 30 de novembro de 2018, Estados Unidos, Canadá e México assinaram o USMCA (United States-
Mexico-Canada Agreement), que será o acordo que substituirá o NAFTA. A cobertura do USMCA é
ampla, trazendo provisões sobre produtos agrícolas, produtos manufaturados, propriedade
intelectual, aspectos trabalhistas e comércio eletrônico, dentre outras. O USMCA entrou em vigor
em julho de 2020.

19. (Juiz do Trabalho – TRT 5ª Região / 2006)

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte prevê a fixação de tarifa única sobre
exportação de bens entre os países signatários, bem como a criação de limitações quantitativas
à importação.

Comentários

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Não há, no âmbito do NAFTA, uma tarifa única estabelecida sobre as exportações, tampouco a
existência de restrições quantitativas à importação. Ao contrário, enquanto área de livre comércio,
o NAFTA prevê a eliminação das barreiras comerciais (tarifárias e não-tarifárias) no comércio
intrabloco.

Gabarito: errada

20. (Pesquisador INPI/ 2006)

O North American Free Trade Agreement (NAFTA), além de estabelecer uma zona de livre
comércio e promover a competição dentro dessa área, impõe uma política comercial externa
comum para os países-membros.

Comentários

O estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países é característica


de uma união aduaneira, estágio de integração não pretendido pelo NAFTA. O NAFTA estabeleceu
apenas uma área de livre comércio, que pressupõe a eliminação das barreiras ao fluxo comercial
intrabloco.

Gabarito: errada

21. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA compreende a totalidade dos bens e serviços comercializados pelos três países, além
de disciplinas complementares relacionadas ao meio ambiente e a direitos trabalhistas.

Comentários

Dois erros na questão:

a) Não há completa liberalização do comércio de bens e serviços no âmbito do NAFTA.

b) O NAFTA não conta com disciplina questões ambientais e trabalhistas. Destaque-se,


todavia, que essas disciplinas estão previstas nos acordos laterais.

Gabarito: errada

22. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA representa um acordo totalmente conforme à normativa da Organização Mundial do


Comércio (OMC).

Comentários

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No âmbito do NAFTA, os países se aplicam mutuamente direitos antidumping, contrariando o art.


XXIV do GATT. Dessa forma, esse acordo não está em conformidade com a normativa da OMC.

Gabarito: errada

23. (Auditor TCU / 2006)

O Tratado Norte-Americano de Livre Comércio – North American Free Trade Agreement


(NAFTA) -, que envolve Canadá, Estados Unidos da América e México, eliminou as barreiras
tarifárias entre os países-membros, permitindo, porém, que esses três países sigam distintas
políticas comerciais em face dos países não-membros.

Comentários

O NAFTA é uma área de livre comércio e, como tal, pressupõe apenas a livre circulação de bens e
serviços. Dessa forma, cada um de seus membros possui ampla autonomia para estabelecer sua
própria política comercial em relação a terceiros países. Os integrantes de uma união aduaneira (e
não de uma área de livre comércio!) é que estabelecem uma política comercial comum em relação
a terceiros países.

Gabarito: certa

24. (ACE – 2002 – adaptada)

Por ser compatível com o Artigo XXIV do GATT, o NAFTA prevê o aprofundamento da integração
econômica entre os estados-parte, evoluindo para uma união aduaneira e para a coordenação
de políticas macroeconômicas, além da liberalização comercial em todos os setores das
economias envolvidas.

Comentários

O NAFTA, conforme já comentamos, tem como objetivo apenas a formação de uma área de livre
comércio. Ademais, ele não é um acordo compatível com o GATT, uma vez que prevê a possibilidade
de que seus membros apliquem entre si medidas antidumping e medidas compensatórias.

Gabarito: errada

25. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA prevê a criação de um mercado comum entre seus membros a fim de fazer frente ao
projeto de integração da Comunidade Econômica Europeia.

Comentários

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O NAFTA consiste em uma área de livre comércio, não possuindo o objetivo de conformar um
mercado comum.

Gabarito: errada

26. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA foi precedido de acordo bilateral entre os Estados Unidos e o Canadá, o qual
apresentou o primeiro grande acordo preferencial de que tomavam parte os Estados Unidos.

Comentários

Previamente ao NAFTA, foi concluído um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e Canadá
no ano de 1988. Esse acordo foi o primeiro grande acordo comercial do qual os EUA fizeram parte.

Gabarito: certa

27. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)

No NAFTA, a livre circulação de pessoas não é admitida apenas em relação ao México,


ocorrendo plenamente entre os Estados Unidos da América e o Canadá.

Comentários

O NAFTA, ao contrário de outros blocos regionais, não prevê a livre circulação de pessoas entre os
territórios das Partes Contratantes. Uma das maiores preocupações dos EUA, por ocasião da
constituição desse bloco comercial, era a de que o fluxo de imigrantes mexicanos entrando em seu
território aumentasse consideravelmente.

Gabarito: errada

28. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA prevê prazo de doze anos para a total liberalização do comércio de bens entre Estados
Unidos e Canadá e de quinze para a total abertura do mercado mexicano às exportações desses
dois países.

Comentários

Quando foi celebrado o NAFTA, previu-se um prazo de 15 anos para a liberalização comercial entre
todos os membros do bloco. Não existe esse prazo de 12 anos para a liberalização do comércio entre
EUA e Canadá.

Gabarito: errada

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29. (ACE-2002 - adaptada)

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) prevê a expansão da integração


econômica no continente, a qual teve início com a proposta do Presidente George Bush para a
criação da Área de Livre Comércio das Américas, ora em negociação.

Comentários

O NAFTA tem como objetivo estabelecer uma área de livre comércio entre EUA, Canadá e México,
não prevendo a expansão da integração econômica para o restante do continente. A Área de Livre
Comércio das Américas (ALCA) foi uma iniciativa independente do NAFTA.

Gabarito: errada

30. (ACE – 2002 – adaptada)

O NAFTA prevê que os estados-parte devem submeter aos demais signatários propostas outras
de complementação econômica que se interessem em integrar, a exemplo da Iniciativa para a
Bacia do Caribe, no caso dos Estados Unidos da América, e do Acordo de Livre Comércio com a
União Europeia, no caso do México.

Comentários

O NAFTA, enquanto área de livre comércio, permite que seus integrantes negociem acordos
comerciais isoladamente. Assim, é plenamente possível que um integrante do NAFTA celebre
acordos com terceiros países, sem a obrigação de submeter tais acordos aos demais integrantes.

Gabarito: errada

31. (ACE – 2002 – adaptada)

Por ser compatível com o artigo XXIV do GATT, o NAFTA prevê a liberalização comercial em
todos os setores das economias envolvidas, ainda que gradual, e a formal comunicação aos
demais integrantes do GATT da intenção de se constituir um processo de integração regional.

Comentários

Dois erros na questão:

a) O NAFTA não prevê a liberalização comercial em todos os setores das economias


envolvidas no processo de integração. Alguns setores permaneceram à margem da
liberalização, tais como o de geração de energia elétrica e exploração de petróleo e gás
natural.

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b) O NAFTA não é compatível com o art. XXIV, já que reconhece a possibilidade de que seus
membros apliquem entre si medidas antidumping e medidas compensatórias.

Gabarito: errada

32. (ACE – 2002 – adaptada)

Estabelecido pela Comissão de Livre Comércio, o Secretariado do NAFTA é responsável pela


administração das provisões do acordo referentes à solução de controvérsias.

Comentários

De fato, o Secretariado do NAFTA é responsável pela solução de controvérsias comerciais que surjam
em virtude da aplicação do acordo.

Gabarito: certa

33. (ACE-1997 - adaptada)

O NAFTA teve como principal antecedente o Tratado de Livre Comercio entre EUA e Canadá,
de 1988.

Comentários

Em 1988, foi celebrado entre EUA e Canadá um Tratado de Livre Comércio, o qual é considerado o
predecessor do NAFTA.

Gabarito: certa

34. (ACE – 1997 - adaptada)

O NAFTA promove a harmonização de legislações nacionais.

Comentários

Qualquer processo de integração regional implica, em certa medida, a harmonização de


legislações nacionais. No âmbito de uma área de livre comércio, existe harmonização da política
comercial intrazona. Em uma união aduaneira, as políticas comerciais intrazona e extrazona são
harmonizadas. Já em um mercado comum, as políticas previdenciárias, trabalhistas e de capitais são
harmonizadas.

No âmbito do NAFTA, também há harmonização de legislações nacionais, especialmente quanto à


política comercial intrabloco.

Gabarito: certa

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35. (ACE-2008)

No que diz respeito ao comércio de produtos agrícolas, as regras tarifárias previstas no âmbito
do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) aplicam-se igualmente aos países
signatários desse acordo.

Comentários

No que diz respeito ao comércio agrícola, o NAFTA possui regras específicas para cada relação
bilateral.

Gabarito: errada

36. (AFRF 2002.1)

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte, quando comparado ao Mercado Comum do


Sul (MERCOSUL), configura iniciativa mais abrangente e profunda, por envolver a livre
circulação dos fatores de produção.

Comentários

Na próxima aula, falaremos mais detalhadamente sobre o MERCOSUL! Por enquanto, basta
sabermos que ele tem como objetivo estabelecer um mercado comum, o que pressupõe livre
circulação de bens e serviços, política comercial comum em relação a terceiros países e livre
circulação dos fatores de produção. O NAFTA, por sua vez, tem um objetivo bem menos ambicioso
do que o MERCOSUL, almejando apenas constituir uma área de livre comércio.

Dessa forma, a questão está errada. O NAFTA, quando comparado ao MERCOSUL, configura
iniciativa menos abrangente e profunda, não envolvendo a livre circulação dos fatores de produção.

Gabarito: errada

37. (Questão Inédita)

O NAFTA (North American Free Trade Agreement) é uma área de livre comércio estabelecida
entre E.U.A, México e Canadá que tem como um de seus objetivos estabelecer o livre comércio
de bens e serviços e a livre circulação de pessoas.

O NAFTA tem como objetivo estabelecer a livre circulação de bens e serviços entre seus integrantes.
A livre circulação de pessoas não é objetivo desse acordo regional.

Gabarito: errada

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3. ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE INTEGRAÇÃO (ALADI)


A origem da integração regional na América Latina remonta ao período posterior à Segunda Guerra
Mundial, quando começam a surgir nesse continente as primeiras ideias integracionistas. Dessa
forma, na década de 50 começam a tomar forma tais ideias, que encontram suas motivações nas
experiências de integração realizadas na Europa e, ainda, no pensamento da Comissão Econômica
para a América Latina (CEPAL).

Por um lado, a partir das bem-sucedidas experiências integracionistas europeias, os países latino-
americanos perceberam que a melhor forma de alcançar desenvolvimento econômico conjunto
seria a organização em blocos econômicos. Por outro lado, as recomendações da CEPAL eram no
sentido de que os países da América Latina deveriam utilizar-se de políticas de substituição de
importações (práticas protecionistas) e que o livre comércio só deveria existir em âmbito regional.

Assim, a partir do pensamento cepalino, cuja principal figura era o economista argentino Raúl
Présbisch, surge em 1960 a ALALC (Associação Latino-Americana de Livre Comércio). A ALALC tinha
como objetivo estabelecer, no longo prazo, um mercado comum, começando, todavia, com uma
área de livre comércio, integrando os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia,
Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Mas será que a ALALC foi uma iniciativa que deu certo?

Não, amigos, a ALALC não deu muito certo! E podemos aqui assinalar diversos motivos!

Em primeiro lugar, os objetivos a que se propunha a ALALC (estabelecer um mercado comum) eram
demasiadamente ambiciosos, o que levou ao não-cumprimento dos compromissos assumidos pelos
países que a integravam. Dessa forma, não foi possível nem mesmo formar uma área de livre
comércio que englobasse os países-membros.

Em segundo lugar, não foi contemplada adequadamente a diferença entre os níveis de


desenvolvimento dos países envolvidos no processo de integração. Afinal de contas, não podemos
nos esquecer que, mesmo dentro da América Latina, há diferenças de desenvolvimento. De um lado,
há países como Brasil, Argentina e México, os quais possuem economias mais fortes; de outro, há
países como Bolívia e Paraguai, que são economias menores.

Em terceiro lugar, no período compreendido entre 1960 e 1980, os países envolvidos no processo
de integração atravessaram momentos de grande instabilidade política, notadamente em razão das
ditaduras militares.

Por fim, podemos citar, ainda, como entraves ao bom funcionamento da ALALC a heterogeneidade
das políticas econômicas dos países-membros, a falta de vontade política dos governos e o déficit
institucional que a caracterizava (falta de flexibilidade de seus mecanismos e inexistência de órgãos
supranacionais a conduzirem o processo de integração).

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Não tendo dado certo a ALALC, foi criada em 1980, pelo Tratado de Montevidéu a ALADI (Associação
Latino-Americana de Integração), que atribuiu, explicitamente, personalidade jurídica de direito
internacional a essa organização internacional.

A ALADI é o mais importante fórum de negociações comerciais na América Latina, sendo


constituída, atualmente, por 13 países, representantes das 3 (três) Américas: Brasil, Argentina,
Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Colômbia, México, Cuba e Panamá. Em
2011, também foi aprovada a adesão da Nicarágua à ALADI. Porém, a crise política vivenciada por
esse país tem dificultado sua efetiva adesão ao bloco comercial.

Destaque-se que o Tratado de Montevidéu dispõe que a ALADI está aberta à adesão de outros
países latino-americanos. A título de exemplo, Cuba, Panamá e Nicarágua não são membros
originários da ALADI, tendo ingressado nessa organização internacional depois que ela foi criada. A
adesão de um país à ALADI depende de decisão do Conselho de Ministros.

A ALADI tem como objetivo estabelecer, no longo prazo, um mercado comum latino-americano.
Para isso, todavia, é dotada de mecanismos mais flexíveis do que sua antecessora ALALC. Enquanto
na ALALC os países queriam formar uma área de livre comércio que englobasse todos seus membros,
no âmbito da ALADI as preferências tarifárias podem ficar restritas a um grupo de países.

Em outras palavras, a ALALC buscava formar uma área de livre comércio, mas estabelecia que todas
as concessões tarifárias deveriam obedecer à cláusula da nação mais favorecida, aplicada em nível
regional. Assim, tínhamos uma abordagem eminentemente multilateralista, a qual foi abandonada
com a criação da ALADI, que passou a prever acordos restritos a alguns países.

No âmbito da ALADI, os membros não precisam obedecer a cláusula da nação mais favorecida em
sentido estrito. Isso significa que o MERCOSUL pode conceder uma preferência tarifária ao México
sem necessitar estendê-la, por exemplo, à Comunidade Andina. Trata-se de mecanismo que dá
maior flexibilidade e permite que o processo de integração regional avance.

Por meio do Tratado de Montevidéu, que instituiu a ALADI, os países-membros estabeleceram uma
área de preferências econômicas, composta por uma preferência tarifária regional, acordos de
alcance regional e acordos de alcance parcial.

Artigo 4º - Para o cumprimento das funções básicas da Associação, estabelecidas pelo artigo 2º do
presente Tratado, os países-membros estabelecem uma área de preferências econômicas,
composta por uma preferência tarifária regional, por acordos de alcance regional e por
acordos de alcance parcial.

Assim, pode-se afirmar que o Tratado de Montevidéu estabeleceu três mecanismos para a
constituição de um mercado comum:

a) Preferência Tarifária Regional (PTR): permite que os produtos originários dos países da
ALADI gozem de uma preferência tarifária no comércio intrabloco.

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Aula 03

b) Acordos de Alcance Regional: abrange a totalidade dos membros da ALADI.

c) Acordos de Alcance Parcial: abrangem apenas alguns membros da ALADI. Os acordos de


alcance parcial podem ser comerciais, de complementação econômica, agropecuários,
de promoção do comércio ou, ainda, adotar outras modalidades. Como exemplo de
acordo de alcance parcial celebrados no âmbito da ALADI, citamos o MERCOSUL, também
chamado de ACE (Acordo de Complementação Econômica) nº 18. 10

Segundo o art. 14 do Tratado de Montevidéu, os membros da ALADI poderão estabelecer normas


específicas para a concertação de outras modalidades de acordos de alcance parcial. Para isso, eles
levarão em consideração, entre outras matérias, a cooperação científica e tecnológica, promoção
do turismo e preservação ambiental.

O Tratado de Montevidéu estabelece normas gerais que regem os acordos de alcance parcial
celebrados no âmbito da ALADI. São elas:

a) Os acordos de alcance parcial devem estar abertos à adesão de outros países-membros


da ALADI.

b) Os acordos de alcance parcial devem ter cláusulas que proporcionem a convergência, a


fim de que seus benefícios alcancem todos os países-membros.

c) Os acordos de alcance parcial devem ter cláusulas que prevejam tratamento especial e
diferenciado aos países de menor desenvolvimento relativo.

d) Os acordos de alcance parcial devem ter um prazo mínimo de um ano de duração.

e) Os acordos de alcance parcial podem conter normas específicas em matéria de regras de


origem, cláusulas de salvaguarda, restrições não-tarifárias, retirada de concessões,
renegociação de concessões, denúncia, coordenação e harmonização de políticas.

A ALADI não se restringe a prover o marco jurídico para acordos de integração bilaterais ou sub-
regionais e supervisionar as medidas adotadas pelos membros na implementação dos acordos
celebrados. A ALADI também realiza a chamada "cooperação horizontal" com outros blocos
regionais e ações parciais com terceiros países em desenvolvimento ou suas respectivas áreas de
integração. Vale lembrar que a ALADI não negocia em conjunto em foros internacionais, é dizer, cada
país negocia isoladamente no plano internacional.

Ainda sobre a ALADI, vale destacar que o Tratado de Montevidéu, em seu art. 3º, afirma que ela
obedecerá aos seguintes princípios:

10
A ALADI oferece marco jurídico para iniciativas de integração econômica de caráter sub-regional, como o Mercado
Comum do Sul e a Comunidade Andina de Nações. Entretanto, segundo informações do site da ALADI, a CAN não é um
acordo de alcance parcial, mas sim uma iniciativa de integração independente.

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1) Pluralismo: O Tratado de Montevidéu reconhece a heterogeneidade política e econômica dos


países-membros da ALADI. No entanto, mesmo com essas diferenças, afirma a vontade dos países
latino-americanos de se integrarem.

2) Convergência / Gradualidade: A ALADI admite a existência de acordos de alcance parcial, mas


reconhece que há necessidade de uma progressiva convergência. Nesse sentido, faz-se necessário
que, gradualmente, as preferências antes restritas a um grupo de países (acordos de alcance parcial)
sejam multilateralizadas (estendidas a todos os membros da ALADI). Tudo isso tem o objetivo de, no
longo prazo, formar um mercado comum. Cabe destacar que, embora a ALADI almeje constituir
um mercado comum, ela conforma, atualmente, apenas uma zona de preferências tarifárias.

3) Flexibilidade: A ALALC não logrou êxito, dentre vários motivos, pela falta de instrumentos flexíveis
e pela aplicação estrita da cláusula da nação mais favorecida. Por outro lado, a ALADI admite a
celebração de acordos de alcance parcial, o que denota sua flexibilidade.

4) Tratamento diferenciado: Os países de menor desenvolvimento relativo devem receber um


tratamento especial e diferenciado no âmbito da ALADI, seja nos acordos de alcance regional, seja
nos acordos de alcance parcial.

Os membros ALADI são divididos em três categorias de países:

a) países de menor desenvolvimento relativo: Bolívia, Equador, Paraguai e Nicarágua.

b) países de desenvolvimento intermediário: Colômbia, Chile, Peru, Uruguai, Venezuela,


Cuba e Panamá.

c) outros países: Argentina, Brasil e México.

5) Multiplicidade: O Tratado de Montevidéu dispõe que, para dinamizar e ampliar o mercado


regional, devem existir diferentes formas de concertação entre os países.

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Objetivo: estabelecer um
mercado comum latino-
americano Acordos de Alcance
Regional

Associação Latino-
Instrumentos para Acordos de Alcance
Americana de Integração
integração Parcial
(ALADI)

Conseguiu estabelecer, Preferência Tarifária


até hoje, apenas uma Regional
zona de preferências
tarifárias

Quando é celebrado um acordo comercial, qualquer que seja seu estágio de integração, um aspecto
de fundamental importância é a definição de regras de origem preferenciais. Com efeito, são as
regras de origem preferenciais que impedem que bens originários de terceiros países que não fazem
parte do acordo possam auferir os benefícios comerciais dele decorrentes.

Na ALADI, também existem regras de origem preferenciais! Mas quais são esses requisitos de
origem?

São considerados originários da ALADI os produtos:

a) integralmente produzidos no interior de um país membro do bloco regional,

b) obtidos a partir de processo de industrialização que lhes promova uma transformação


substancial, que fica caracterizada pela ocorrência do salto tarifário (alteração nos quatro
primeiros dígitos da classificação fiscal)

c) obtidos a partir de processo de industrialização que, apesar de não promover o salto


tarifário, seja responsável, no mínimo, por 50% de agregação de valor regional.

Cabe destacar que operações de montagem e ensamblagem não são suficientes, por si só, para
atribuir origem a um produto, uma vez que não têm o condão de promover-lhes uma transformação
substancial. Segundo as regras de origem da ALADI, uma operação de montagem ou ensamblagem
apenas irão atribuir origem a um produto quando elas permitirem uma agregação de 50% de valor
regional.

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38. (ATRFB-2009)

Por ter como membros países das três Américas, a ALADI constitui, no presente, o mais
importante e ativo fórum de negociações comerciais regionais.

Comentários

De fato, a ALADI abrange países das três Américas e constitui-se o mais ativo fórum de negociações
comerciais da região.

Gabarito: certa

39. (AFRF-2002.2)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) foi estabelecida em 1980, sucedendo à


Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC). Ao longo de pouco mais de duas
décadas de funcionamento, a ALADI logrou estabelecer uma área de livre comércio.

Comentários

Duas informações a serem analisadas nessa questão.

a) Conforme afirma a questão, a ALADI foi a organização internacional que sucedeu a ALALC.

b) Embora a ALADI tenha o objetivo de formar um mercado comum, ela constitui,


atualmente, apenas uma zona de preferências tarifárias.

Pelo que comentamos, percebe-se que a questão está errada.

Gabarito: errada

40. (ATRFB – 2009)

Por não se pautar pela aplicação estrita da Cláusula da Nação Mais Favorecida, a ALADI oferece
marco jurídico para acordos de integração bilaterais bem como para iniciativas de integração
econômica de caráter sub-regional, como o Mercado Comum do Sul e a Comunidade Andina
de Nações.

Comentários

Os membros da ALADI não precisam obedecer à cláusula da nação mais favorecida em sentido
estrito, podendo celebrar acordos de alcance parcial, isto é, acordos que compreendem apenas
alguns países do bloco. O MERCOSUL é um exemplo de acordo de alcance parcial (AAP) constituído
no marco da ALADI.

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Gabarito: certa

41. (AFRF-2002.1)

A Associação Latino Americana de Integração (ALADI) foi criada em 1980 com o objetivo de
estabelecer, em forma gradual e progressiva, um mercado comum latino americano com base
em acordos de cooperação setorial.

Comentários

O Tratado de Montevidéu, com o objetivo de estabelecer no futuro um mercado comum latino-


americano, criou uma área de preferências econômicas, com base em uma preferência tarifária
regional, acordos de alcance regional e acordos de alcance parcial. A questão está, portanto,
errada.

Gabarito: errada

42. (ATRFB – 2009 - adaptada)

Os principais instrumentos para a integração concebidos no marco da ALADI são os Acordos de


Complementação Econômica, os Acordos de Alcance Parcial e a Preferência Tarifária Regional.

Comentários

Os instrumentos para a integração concebidos no marco da ALADI são três: Acordos de Alcance
Regional, Acordos de Alcance Parcial e Preferência Tarifária Regional. Ao relacionar os acordos de
complementação econômica como mecanismo para a integração no âmbito da ALADI, a assertiva
incorreu em imprecisão, pois acabou listando apenas uma espécie do gênero “acordos de alcance
parcial”. Ressalte-se que os acordos de alcance parcial podem ser comerciais, de complementação
econômica, agropecuários, de promoção do comércio ou, ainda, adotar outras modalidades .

Gabarito: errada

43. (ATRFB – 2009)

Criada em 1980 em substituição à Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), a


ALADI incorporou princípios e instrumentos para a integração econômica mais flexíveis que sua
antecessora, abandonando a abordagem eminentemente multilateralista que marcou o
processo de integração regional desde o início dos anos sessenta.

Comentários

Com a criação da ALADI, surge a possibilidade de celebração de acordos de alcance parcial, de


caráter sub-regional, por meio dos quais as preferências concedidas podem ficar restritas aos

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integrantes do acordo, sem a necessidade de extensão a todos os membros da ALADI. A abordagem


eminentemente multilateralista da ALALC foi, assim, abandonada. Logo, a questão está correta.

Gabarito: certa

44. (ATRFB – 2009)

Em razão dos princípios da gradualidade e flexibilidade, os acordos celebrados no marco da


ALADI não necessariamente devem estipular prazos para a consecução dos objetivos a que se
reportam.

Comentários

De fato, em razão princípios da flexibilidade e gradualismo, os acordos celebrados no âmbito da


ALADI não precisam estabelecer prazos para a consecução dos objetivos a que se propõem.

Gabarito: certa

45. (ACE-2008)

Quanto às normas de origem no âmbito da ALADI, as mercadorias elegíveis incluem aquelas


fabricadas em seus territórios, incluindo as atividades de ensamblagem ou montagem,
realizadas no território de um país participante utilizando materiais originários dos países
participantes do acordo e de terceiros países.

Comentários

As operações de montagem e ensamblagem não são suficientes para atribuir origem a um


produto, uma vez que não promovem uma transformação substancial em um bem (mudança de
posição tarifária / salto tarifário). Conforme estudaremos em aula futura, as mercadorias
desmontadas recebem a mesma classificação fiscal das mercadorias montadas.

Gabarito: errada

46. (Questão Inédita)

No âmbito da ALADI, os acordos de alcance parcial podem ser comerciais, de complementação


econômica, agropecuários, de promoção comercial e, ainda, adotar outras modalidades, como
de cooperação científica e tecnológica, promoção do turismo e preservação ambiental.

Comentários

Perfeito o enunciado da questão! Os acordos de alcance parcial podem ser comerciais, de


complementação econômica, agropecuários, de promoção comercial ou adotar outras modalidades.

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Gabarito: certa

47. (Questão Inédita)

O Tratado de Montevidéu, que instituiu a ALADI, está aberto à adesão de outros países latino-
americanos.

Comentários

O Tratado de Montevidéu dispõe que a ALADI está aberta à adesão de outros países latino-
americanos. A adesão de um país à ALADI depende de decisão do Conselho de Ministros.

Gabarito: certa

48. (Questão Inédita)

Os acordos de alcance parcial, como a Comunidade Andina de Nações e o MERCOSUL, não


precisam estar abertos à adesão de outros países integrantes da ALADI.

Comentários

Os acordos de alcance parcial devem estar abertos à adesão de outros países integrantes da ALADI.

Gabarito: errada

49. (Questão Inédita)

Segundo o Tratado de Montevidéu, os países de menor desenvolvimento devem receber um


tratamento especial e diferenciado. Em razão disso, os países são divididos, no âmbito da
ALADI, em duas categorias: países de desenvolvimento intermediário e países de menor
desenvolvimento econômico relativo.

Comentários

Um dos princípios da ALADI é o tratamento especial e diferenciado em favor dos países de menor
desenvolvimento relativo. No âmbito do bloco, há três classes de países: países de menor
desenvolvimento relativo (Bolívia, Equador e Paraguai), países de desenvolvimento intermediário
(Colômbia, Chile, Peru, Uruguai, Venezuela e Cuba) e outros países (Argentina, Brasil e México).

Gabarito: errada

50. (ACE-2012)

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A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) provê um foro de discussão e negociação


de temas econômicos e comerciais com vistas à formação de posições comuns nos foros
negociadores internacionais.

Comentários

Os membros da ALADI não adotam posições comuns nos foros negociadores internacionais. Em
outras palavras, a ALADI não negocia em foros internacionais como bloco.

Gabarito: errada

51. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) alcança eminentemente temas de


política comercial como tarifas, classificação de mercadorias, medidas de facilitação do
comércio, salvaguardas, regras de origem e defesa da concorrência.

Comentários

A ALADI não tem regras próprias sobre defesa da concorrência. Os outros temas (facilitação de
comércio, classificação de mercadorias, regras de origem, salvaguardas) são tratados no âmbito da
ALADI.

Gabarito: errada

52. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) se restringe a prover o marco jurídico


para acordos de integração bilaterais ou sub-regionais e a supervisionar as medidas adotadas
pelos países membros na implementação dos acordos celebrados no marco da Associação em
matéria de cooperação econômica.

Comentários

A ALADI não se restringe a prover o marco jurídico para acordos de integração bilaterais ou sub-
regionais e supervisionar as medidas adotadas pelos membros na implementação dos acordos
celebrados. A ALADI também realiza a chamada "cooperação horizontal" com outros blocos
regionais e ações parciais com terceiros países em desenvolvimento ou suas respectivas áreas de
integração.

Gabarito: errada

53. (ACE-2012)

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A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) define-se em torno da articulação de


iniciativas de cooperação financeira e monetária, de facilitação do comércio e de apoio aos
países de menor desenvolvimento relativo.

Comentários

Há iniciativas de cooperação financeira no âmbito da ALADI (Convênio de Pagamentos e Créditos


Recíprocos). No entanto, a ALADI não se articula em torno dessas iniciativas, que têm caráter
subsidiário.

Gabarito: errada

54. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) provê marco jurídico para iniciativas de


integração econômica entre os países membros e uma área de preferências comerciais
constituída com base na Preferência Tarifária Regional e em acordos de alcance parcial e de
complementação econômica celebrados entre os países membros.

Comentários

De acordo com o art. 4º do Tratado de Montevidéu, instituidor da ALADI, os mecanismos para a


integração regional são a preferência tarifária regional, os acordos de alcance regional e os acordos
de alcance parcial. Os acordos de complementação econômica são apenas espécie do gênero
acordos de alcance parcial.

Gabarito: errada

55. (ACE-2012)

Apesar de haver sido expressamente denunciada no Acordo da ALALC, o Tratado de


Montevidéu ainda tem relevância política para o Brasil.

Comentários

O Tratado de Montevidéu (1980) criou a ALADI e substituiu o acordo constitutivo da ALALC, de 1960.
Não é correto dizer que o Tratado de Montevidéu (1980) denunciou o acordo da ALALC. A denúncia
é um ato unilateral por meio do qual um Estado deixa de se vincular a um tratado. De qualquer
forma, do jeito que está escrita a assertiva, ficou parecendo que o acordo da ALALC é que substituiu
o Tratado de Montevidéu de 1980, o que está absolutamente errado.

Gabarito: errada

56. (ACE-2012)

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Aula 03

O México foi obrigado a denunciar a ALADI quando aceitou participar como membro pleno do
NAFTA.

Comentários

Até hoje, o México é Estado-membro da ALADI. Ele não foi obrigado a denunciar o Tratado de
Montevidéu quando ingressou no NAFTA.

Gabarito: errada

57. (ACE-2012)

A ALADI estabelece uma área de preferências econômicas, composta inclusive por uma
preferência tarifária regional.

Comentários

A ALADI estabelece uma área de preferências econômicas, composta por uma preferência tarifária
regional, acordos de alcance parcial e acordos de alcance regional.

Gabarito: certa

58. (ACE-2012)

O Canadá poderia requerer sua adesão como país membro da ALADI, na qualidade de membro
originário da OEA.

Comentários

A ALADI somente está aberta à adesão de países latino-americanos.

Gabarito: errada

59. (ACE-2012)

Os acordos de alcance parcial se referem exclusivamente a regras fitossanitárias para a


liberalização agrícola entre os países membros da ALADI.

Comentários

Os acordos de alcance parcial podem ser comerciais, de complementação econômica,


agropecuários, de promoção do comércio ou adotar outras formas. Assim, eles não estão limitados
a regras fitossanitárias para a liberalização agrícola.

Gabarito: errada

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60. (AFRFB-2012)

Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi criada em 1990 a


Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), com objetivos mais amplos do que a
sua predecessora.

Comentários

A ALADI foi criada em 1980, sucedendo a ALALC. A ALALC é que foi extinta (e não a ALADI!).

Gabarito: errada

4. COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES (CAN):


As origens da Comunidade Andina de Nações (CAN) remontam ao ano de 1969, quando foi celebrado
o Acordo de Cartagena por Bolívia, Equador, Peru, Colômbia e Chile. Em 1976, o Chile retirou-se do
bloco. Por sua vez, a Venezuela se vinculou ao bloco em 1973, se retirando em 2006.

Atualmente, são membros da Comunidade Andina de Nações (CAN) os seguintes países: Bolívia,
Equador, Peru e Colômbia. Na condição de associados estão Chile, Argentina, Brasil, Uruguai e
Paraguai. A Comunidade Andina de Nações (CAN), assim como o MERCOSUL, é uma iniciativa de
integração sub-regional que tem como marco jurídico a ALADI. Destaque-se, todavia, que, ao
contrário do MERCOSUL, a CAN não é um acordo de alcance parcial da ALADI, sendo iniciativa de
integração regional autônoma.

A Comunidade Andina tem como objetivo central a constituição de um mercado comum, destinado
a promover um desenvolvimento mais acelerado, mais equilibrado e autônomo de seus
integrantes. Por meio desse acordo, objetiva-se diminuir a vulnerabilidade externa e melhorar a
posição dos Países membros no contexto econômico internacional, bem como reduzir as diferenças
de desenvolvimento entre eles.

Quando a Comunidade Andina foi criada, adotou-se um modelo de industrialização por substituição
de importações. Tratava-se de um modelo eminentemente protecionista, que se utilizava de tarifas
elevadas e de graves restrições ao investimento estrangeiro. Em função da globalização, na década
de 90, o modelo de desenvolvimento andino alterou-se, passando a existir um modelo de integração
mais aberto, em que prevalece a lógica do mercado. 11

11
OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008, pp. 379-380

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A Comunidade Andina de Nações (CAN) consiste, nos dias de hoje, em uma união aduaneira
imperfeita. Isso significa que, no âmbito desse bloco comercial, há livre circulação de bens e
serviços e, ainda, a aplicação de uma política comercial comum em relação a terceiros países.

A livre circulação de mercadorias entre Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela (que na época fazia
parte do bloco!) foi obtida no ano de 1993. O Peru se incorporou à área de livre comércio em 2006.
Por sua vez, no ano de 1995, passou a vigorar uma Tarifa Externa Comum (TEC) no âmbito da
Comunidade Andina de Nações. No entanto, além de Listas de exceções adotadas por cada país, o
Peru não aderiu à TEC.

A entrada em vigor da TEC da Comunidade Andina para todos os membros vem sendo postergada
há muito tempo. Pela Decisão 801, o prazo previsto para a entrada em vigor da TEC da Comunidade
Andina seria 30/04/2015. Entretanto, ele não foi cumprido.

Os membros da Comunidade Andina decidiram, então, revogar a Decisão 370, que havia aprovado
a estrutura da TEC. Assim, hoje, a TEC da Comunidade Andina está suspensa por tempo
indeterminado. Destaque-se que os membros desse bloco regional mantêm o compromisso em
convergir suas políticas comerciais, o que, todavia, ainda não efetivamente implementado.

As principais instituições do Sistema Andino de Integração são as seguintes: i) o Conselho


Presidencial Andino; ii) o Conselho Andino de Ministros das Relações Exteriores; iii) a Comissão da
Comunidade Andina; iv) a Secretaria Geral; v) o Tribunal de Justiça e; vi) o Parlamento Andino.
Dentro dessa estrutura, possuem caráter supranacional a Secretaria Geral, o Tribunal de Justiça e o
Parlamento Andino. 12

O Conselho Presidencial Andino é o órgão de cúpula da CAN, sendo responsável por definir a política
de integração sub-regional andina. É composto pelos Chefes de Estado dos países membros do bloco
regional.

O Conselho Andino de Ministros das Relações Exteriores, entre suas várias funções, é responsável
por formular a política externa dos países membros do bloco regional, assim com orientar e
coordenar a ação externa dos órgãos e instituições andinos.

A Comissão da Comunidade Andina é responsável por formular, executar e avaliar a política de


integração em matéria de comércio e investimentos. Além disso, implementa as medidas
necessárias para que sejam alcançados os objetivos integracionistas da CAN.

O Parlamento Andino, por sua vez, é o órgão de natureza comunitária que representa os povos da
Comunidade Andina, sendo composto por representantes eleitos pelo voto direto e universal.
Segundo o art. 43 do Protocolo de Cartagena, o Parlamento Andino participa da geração normativa

12
OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008, pp. 379-380

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do bloco por meio de sugestões aos órgãos do Sistema Andino de Integração. Dessa forma, ele não
possui função legislativa.

O Tribunal de Justiça é o órgão jurisdicional da Comunidade Andina de Nações (CAN). Além dos
Estados, as pessoas naturais e jurídicas também têm acesso direto ao Tribunal.

Por último, a Secretaria Geral é o órgão executivo da Comunidade Andina. Sua função central é velar
pelo cumprimento do Acordo de Cartagena e das normas que integram o ordenamento jurídico da
CAN.

61. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) foi criada no âmbito da Associação Latino-Americana de Livre


Comércio (ALALC), estando, no presente, integrada por Bolívia, Chile, Equador, Peru, Colômbia
e Venezuela.

Comentários

Atualmente, são membros da Comunidade Andina de Nações (CAN) os seguintes países: Bolívia,
Equador, Peru e Colômbia. A Venezuela se retirou da Comunidade Andina em 2006.

Gabarito: errada

62. (Consultor Legislativo – Câmara dos Deputados / 2002)

A Comunidade Andina, ou Pacto Andino, foi criada em 1969 no intuito de fazer restrições ao
capital estrangeiro. No entanto, em função do processo de globalização financeira e de
integração regional, hoje está centrada na formação de um mercado comum.

Comentários

A Comunidade Andina, quando foi criada, adotou uma estratégia de substituição de importações e
de imposição de restrições ao capital estrangeiro. Posteriormente, em virtude da globalização, ela
alterou seu modelo de desenvolvimento, promovendo a liberalização dos fluxos comerciais. A
Comunidade Andina é, atualmente, uma união aduaneira imperfeita, mas seu objetivo é constituir
um mercado comum. Por tudo isso, entendemos que a questão está correta. A banca examinadora
também a considerou correta, mas após os recursos ela foi anulada.

Gabarito: certa

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63. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) conforma uma união aduaneira, uma vez que teve sua tarifa
externa comum implementada em todos os países-membros a partir de 1995.

Comentários

No ano de 1995, passou a vigorar uma Tarifa Externa Comum (TEC) no âmbito da Comunidade
Andina de Nações. No entanto, além da existência de Listas de Exceções elaboradas por cada país, o
Peru não adotou a TEC. Cabe destacar que, atualmente, a TEC da Comunidade Andina está suspensa.

Gabarito: errada

64. (AFRF-2002.2 - adaptada)

O Mercado Comum do Sul e a Comunidade Andina (CAN) estão negociando a formação de uma
área de livre comércio entre ambos blocos sub-regionais. Se comparada ao MERCOSUL, é
correto afirmar sobre a Comunidade Andina que esta possui objetivos diferentes, alcançou
nível de integração comercial menos profundo e seu arcabouço institucional é menos
avançado.

Comentários

À época da questão, o MERCOSUL e a Comunidade Andina de Nações (CAN) estavam em negociações


para a formação de uma área de livre comércio. Esse acordo entre os dois blocos já foi celebrado (é
o ACE-59, firmado no âmbito da ALADI).

O MERCOSUL e a Comunidade Andina de Nações têm o mesmo objetivo (estabelecer um mercado


comum) e alcançaram o mesmo estágio de integração (união aduaneira imperfeita). No entanto,
do ponto de vista institucional e político, a CAN está mais avançada. Com efeito, a CAN possui
instituições supranacionais, notadamente o Parlamento Andino, a Secretaria Geral e o Tribunal de
Justiça. Assim, o arcabouço institucional da CAN é mais avançado que o do MERCOSUL.

Gabarito: errada

65. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) contempla o livre comércio para bens e serviços entre todos os
países-membros, estando a Colômbia temporariamente suspensa em razão do conflito interno
que atravessa.

Comentários

A Colômbia não está suspensa da Comunidade Andina de Nações (CAN). No âmbito desse bloco
regional, há livre circulação de bens e serviços em relação a todos os membros.

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Gabarito: errada

66. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) instaurou, desde 1993, uma área de livre comércio para bens da
qual participam todos os países-membros, exceto o Peru que a ela está se incorporando
gradualmente.

Comentários

À época em que a questão foi elaborada, ela estava correta, uma vez que o Peru somente se
incorporou à área de livre comércio em 2006. No entanto, considerando a realidade atual, a questão
está errada.

Gabarito: errada

67. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) conforma um mercado comum, na medida em que foram abolidas
as restrições ao comércio de bens e de serviços e à movimentação dos fatores de produção.

Comentários

A Comunidade Andina de Nações (CAN) ainda não conforma um mercado comum, sendo
considerada, atualmente, uma união aduaneira imperfeita.

Gabarito: errada

68. (AFRF-2002.1 - adaptada)

O que define, essencialmente, uma união aduaneira é a adoção de uma tarifa externa comum
e a harmonização das políticas comerciais dos países membros.

Comentários

A característica essencial de uma união aduaneira é a existência de uma política comercial comum
em relação a terceiros países, a qual é materializada pela adoção de uma Tarifa Externa Comum
(TEC). No âmbito de uma união aduaneira, existe harmonização das políticas comerciais intrabloco
(livre circulação de bens e serviços) e extrabloco (política comercial comum em relação a terceiros
países).

Gabarito: certa

69. (Questão Inédita)

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O Conselho Presidencial Andino é o órgão máximo da CAN, a ele competindo definir a política
de integração sub-regional andina, assim como promover a harmonização das legislações dos
países-membros do bloco regional.

Comentários

O Conselho Presidencial Andino é, conforme afirma a questão, o órgão de cúpula da CAN, sendo
responsável por definir a política de integração sub-regional andina. No entanto, a tarefa de
promover a harmonização das legislações dos países-membros do bloco regional compete ao
Parlamento Andino.

Gabarito: errada

70. (Questão Inédita)

O Parlamento Andino é órgão de natureza comunitária, dotado de competência legislativa.

Comentários

Segundo o art. 43 do Protocolo de Cartagena, o Parlamento Andino participa da geração normativa


do bloco por meio de sugestões aos órgãos do Sistema Andino de Integração. Ao contrário do que
afirma a questão, ele não possui função legislativa.

Gabarito: errada

71. (Questão Inédita)

Somente os Estados-membros da CAN têm acesso direto ao Tribunal de Justiça da Comunidade


Andina.

Comentários

As pessoas naturais e jurídicas também têm acesso direto ao Tribunal de Justiça da Comunidade
Andina.

Gabarito: errada

5. COMUNIDADE DO CARIBE (CARICOM):


Em 1965, foi fundada a Associação de Livre Comércio do Caribe (CARIFTA)13 pelos seguintes países:
Antígua e Barbuda, Barbados, Guiana e Trinidad Tobago. No ano de 1968, a eles se juntaram

13
CARIFTA (Caribbean Free Trade Association)

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Dominica, Granada, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Monserrat e
Jamaica. Em 1971, foi a vez de Belize se associar ao CARIFTA.

No ano de 1973, foi assinado o Tratado de Chaguaramas, por meio do qual os países associados ao
CARIFTA decidiram estabelecer um mercado comum. Até então, havia apenas uma área de livre
comércio entre os países do Caribe. O objetivo passa, a partir daí, a ser também a promoção da livre
circulação de fatores de produção (trabalho e capital).

Surge, assim, a Comunidade do Caribe (CARICOM) como bloco de cooperação econômica e política.
Atualmente, são membros do CARICOM os 15 (quinze) seguintes países: Antígua e Barbuda,
Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Montserrat, Santa Lúcia, São
Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago.

No ano de 1989, com o objetivo de expandir a integração, os Chefes de Governo decidiram


transformar o mercado comum em um mercado único.

Os elementos-chaves para o estabelecimento do mercado único incluem: i) livre movimentação de


mercadorias e serviços; ii) direito de estabelecimento (permitir o livre estabelecimento de empresas
em qualquer dos Estados-membros do CARICOM) ; iii) tarifa externa comum; iv) livre circulação de
mercadorias extrazona após a entrada em qualquer dos países do bloco; v) livre circulação de capital;
vi) política comercial comum; vii) livre circulação de trabalho e ; viii) harmonização legislativa (que
inclui coordenação de políticas econômicas).

Para estabelecer o mercado único, todavia, o Tratado de Chaguaramas precisava ser revisado. Após
anos de trabalho, foi assinada, em 2001, uma nova versão desse tratado, denominado, a partir daí,
Tratado Revisado de Chaguaramas, o qual entrou em vigor em 2006.

Os objetivos do CARICOM estão previstos no art. 6º do Tratado Revisado de Chaguaramas:

Artigo 6º-Objetivos da Comunidade

A Comunidade deverá ter os seguintes objetivos:

a) aumentar os padrões de vida e de trabalho.

b) alcançar o pleno emprego do trabalho e outros fatores de produção

c) promover desenvolvimento econômico acelerado, coordenado e sustentável.

d) expandir o comércio e as relações econômicas com terceiros Estados

e) incrementar o nível de competitividade internacional

f) organização para aumentar a produção e a produtividade

g) alcançar maior grau de alavancagem econômica e eficácia dos Estados-membros ao lidar com
terceiros Estados ou grupo de Estados.

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h) incrementar a coordenação das políticas externas e políticas econômicas dos Estados-membros

i) incrementar a cooperação funcional, incluindo:

i) operação mais eficiente de serviços comuns e atividades para o benefício de seus povos.

ii) promoção acelerada de um maior entendimento entre seus povos e o avanço da sua vida social,
cultural e desenvolvimento tecnológico.

iii) atividades intensificadas em áreas como saúde, educação, telecomunicações e transporte.

Com a entrada em vigor do Tratado Revisado de Chaguaramas, novos assuntos foram inseridos na
agenda de discussões: e-commerce, compras governamentais, comércio de mercadorias
provenientes de zonas francas, livre circulação de mercadorias e direitos relativos à livre circulação
de pessoas.

O CARICOM encontra-se, atualmente, no estágio de mercado comum (com imperfeições).


Entretanto, seu objetivo final (formação de um mercado único) demonstra que almeja tornar-se uma
união econômica, com harmonização de políticas econômicas.

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QUESTÕES COMENTADAS
1. (AFC-CGU-2002)

O NAFTA-Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o Mercosul-Mercado Comum do Sul


e a União Europeia representam três estágios diferentes de processos de integração regional -
a Área de Livre Comércio (ALC), a União Aduaneira (UA) e o Mercado Comum (MC). Entre as
opções abaixo, escolha a que caracteriza corretamente um desses três conceitos.

a) Uma ALC é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de uma UA eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Já os membros de um MC eliminam
todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-membros
do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços produzidos fora
do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as fronteiras nacionais.

b) Uma UA é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os países que compõem uma ALC eliminam todas as
barreiras ao comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção
comum para produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Já os membros de um
MC eliminam todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por
países-membros do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços
produzidos fora do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as
fronteiras nacionais.

c) Um MC é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual


os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de uma UA eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Os membros de uma ALC eliminam
todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-membros
do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços produzidos fora
do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as fronteiras nacionais.

d) Uma ALC é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de um MC eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Já os membros de uma UA
eliminam todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-

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membros do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços


produzidos fora do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as
fronteiras nacionais.

e) Uma UA é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de um MC eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Os membros de uma ALC eliminam
todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-membros
do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços produzidos fora
do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as fronteiras nacionais.

Comentários

Para resolver essa questão, precisamos saber o conceito de área de livre comércio, união aduaneira
e mercado comum:

a) Área de Livre comércio: livre circulação de bens e serviços entre os membros do bloco.

b) União Aduaneira: livre circulação de bens e serviços intrabloco + política comercial


comum em relação a terceiros países.

c) Mercado Comum: livre circulação de bens e serviços intrabloco + política comercial


comum em relação a terceiros países + livre circulação dos fatores de produção (livre
circulação de capital e mão-de-obra)

A assertiva que descreve corretamente todas essas características é a letra A.

Gabarito: letra A

2. (ACE-TCU/2002)

Sobre os modelos de integração considere as seguintes definições:

I. Zona de livre comércio: quando são abolidas as restrições (tarifárias e não tarifárias) entre os
países, mas cada um mantém suas próprias políticas comercias vis à vis os países não membros
da integração;

II. União aduaneira: vai além da zona de livre comércio, pois além de suprimir as restrições
quanto ao fluxo de mercadorias entre os países membros também estabelece uma política
comum de discriminação deste fluxo com os países não membros, estabelecendo, por
exemplo, uma tarifa externa comum;

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III. Mercado comum: neste tipo de integração não são apenas as restrições quanto ao fluxo de
mercadorias que são eliminados, mas também as discriminações contra o fluxo dos fatores
produtivos, isto é, eliminam-se os empecilhos quanto à circulação de capital e mão-de-obra.

Com relação a tais definições:

a) somente II está correta

b) apenas I e II estão corretas

c) apenas II e III estão corretas

d) apenas I e III estão corretas

e) todas estão corretas

Comentários

A primeira assertiva está correta. Em uma zona de livre comércio, há livre circulação de mercadorias
entre seus integrantes, o que se obtém pela eliminação das barreiras tarifárias e não tarifárias.

A segunda assertiva está correta. Em uma união aduaneira, além da livre circulação de mercadorias,
os países estabelecem uma política comercial comum em relação a terceiros países, o que se
materializa na existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC).

A terceira assertiva está correta. Em um mercado comum, há livre circulação de mercadorias,


estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países e, ainda, livre
circulação dos fatores de produção (capital e mão-de-obra).

Gabarito: letra E

3. (Questão Inédita)

“Há uma lógica que aglutina os interesses que podem ser melhor ou mais facilmente
promovidos no âmbito regional, em comparação com a esfera multilateral. Essa lógica remete
ao número expressivo de participantes da OMC (153 membros) e à consequente
heterogeneidade entre os sócios. A esse fator se soma a manutenção da prática do consenso
no processo decisório da Organização e o resultado é a dificuldade brutal para a tomada de
decisão e para o avanço das negociações comerciais. Essa circunstância afeta não apenas a
velocidade do processo negociador, mas também a ambição dos compromissos que podem ser
assumidos. Países interessados em obter resultados com mais rapidez e liberalizar com maior
ambição se veem estimulados a se engajarem em acordos regionais.”

PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008.

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Levando-se em consideração seus conhecimentos sobre a teoria da integração e os blocos


regionais, analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para as assertivas verdadeiras e a letra
(F) para as falsas. Em seguida, marque a opção que contenha a sequência correta:

( ) O MERCOSUL e a Comunidade Andina de Nações (CAN) têm como objetivo alcançar o estágio
de mercado comum, o que demanda, além da livre circulação de bens, serviços e fatores
produtivos, harmonização das políticas cambial, fiscal e monetária.

( ) O NAFTA é um acordo de alcance parcial constituído no âmbito da ALADI.

( ) A União Europeia é o bloco regional que alcançou o estágio mais avançado de integração,
tendo unificado as políticas econômicas (cambial, fiscal e monetária), que são definidas por
uma autoridade supranacional: o Conselho Europeu.

( ) A ALADI se baseia nos princípios do pluralismo, convergência, flexibilidade, multiplicidade e


tratamento especial e diferenciado. Os mecanismos para a integração no âmbito da ALADI são
os acordos de alcance regional, acordo de alcance parcial e uma preferência tarifária regional.

( ) Em virtude da flexibilidade dos mecanismos instituídos pela ALADI para a integração, essa
organização internacional serve como arcabouço institucional para a celebração de diversos
acordos de preferências tarifárias.

a) VVFFF

b) FFVVF

c) FVFFV

d) FFFVV

e) VFFFV

Comentários

A primeira assertiva está errada. O estabelecimento de um mercado não necessita de harmonização


de políticas cambial, fiscal e monetária. Isso é característica de uma união econômica.

A segunda assertiva está errada. O NAFTA é um acordo independente da ALADI. Destaque-se que
apenas países latino-americanos podem ser membros da ALADI. O NAFTA é um acordo que envolve
EUA, Canadá e México.

A terceira assertiva está errada. De fato, a União Europeia é o bloco regional que alcançou o estágio
mais avançado de integração, sendo considerado uma união econômica e monetária. Todavia, na
União Europeia, não há unificação de política fiscal. Destaque-se que há unificação de política

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cambial e monetária entre os países integrantes da “zona do euro”. A política cambial e monetária
dos países da “zona do euro” é conduzida pelo Banco Central Europeu.

A quarta assertiva está correta. De fato, a questão relaciona os princípios que informam a ação da
ALADI. Destaque-se que a ALADI possui os seguintes mecanismos para integração: i) preferência
tarifária regional; ii) acordos de alcance parcial e; iii) acordos de alcance regional.

A quinta assertiva está correta. A ALADI permite a celebração, em seu âmbito, de acordos de alcance
parcial. O MERCOSUL é um exemplo de acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI.

Gabarito: letra D

4. (Questão Inédita)

“A integração da América Latina não é apenas a aspiração ou o ponto de vista de alguns grupos.
Não é também uma opção facultativa. Ela é hoje um imperativo histórico e caminho necessário
para o desenvolvimento econômico, social e político dos países da região e para sua integração
competitiva na economia mundial.”

MONTORO, André Francisco. Perspectivas da integração latino-americana.

Sobre a integração regional na América Latina, assinale a alternativa correta:

a) As recentes adesões de Panamá e Nicarágua à ALADI demonstram a expansão desse bloco


regional em direção à América Central, uma vez que estes são os dois primeiros países daquela
região a integrarem o bloco comercial latino-americano.

b) O Tratado de Montevidéu, marco constitutivo e regulador da ALADI, foi assinado em 12 de


agosto de 1980 e estabelece como princípios gerais a cláusula da nação mais favorecida, o
tratamento nacional, a transparência, a convergência e o tratamento especial e diferenciado.

c) O Tratado Revisado de Chaguaramas, celebrado no âmbito do CARICOM, estabelece como


objetivo a criação de um mercado único, visando incrementar os padrões de vida e de trabalho,
alcançar o pleno emprego, promover o desenvolvimento econômico, expandir o comércio e as
relações econômicas com terceiros Estados e incrementar o nível de competitividade
internacional.

d) O Tratado de Chaguaramas foi assinado em 1965, estabelecendo uma área de livre comércio
entre 15 Estados da região do Caribe.

e) A ALADI utiliza como base para a integração regional uma Tarifa Externa Comum (TEC), a
qual, todavia, ainda não é implementada por todos os países-membros.

Comentários

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Letra A: errada. Realmente, há um movimento de expansão da ALADI em direção à América Central.


No entanto, Panamá e Nicarágua não foram os primeiros países da América Central a fazerem parte
da ALADI. Antes disso, Cuba já integrava esse bloco regional.

Letra B: errada. A cláusula da nação mais favorecida não é princípio da ALADI, uma vez que, no
âmbito desse bloco regional, admite-se a celebração de acordos de alcance parcial.

Letra C: correta. Esses são, de fato, os objetivos do Tratado Revisado de Chaguaramas, que é o marco
normativo-institucional do CARICOM.

Letra D: errada. O Tratado de Chaguaramas foi assinado em 1973, estabelecendo como objetivo a
criação de um mercado comum. Antes, porém, em 1965, foi fundada a Associação de Livre Comércio
do Caribe (CARIFTA). O objetivo da CARIFTA era tão-somente estabelecer uma área de livre
comércio.

Letra E: errada. A ALADI ainda não possui uma Tarifa Externa Comum (TEC).

Gabarito: letra C

5. (Questão Inédita)

Assinale a alternativa incorreta sobre o NAFTA:

a) O NAFTA é um acordo trilateral que envolve EUA, Canadá e México, tendo sucedido o acordo
de livre comércio entre EUA e Canadá, celebrado em 1988.

b) O NAFTA possui acordos complementares, denominados acordos laterais, que versam sobre
questões trabalhistas e ambientais.

c) Os defensores do NAFTA afirmam que esse acordo contribuiu para reduzir a pobreza e
aumentar a renda real no México. Por outro lado, há aqueles que argumentam que a economia
mexicana se tornou muito dependente dos EUA.

d) Os Estados-parte do NAFTA não aplicam medidas de defesa comercial em conjunto contra


terceiros países.

e) O NAFTA tem, entre seus objetivos, a promoção de condições para uma competição justa na
área de livre comércio e a proteção da propriedade intelectual. Não existem, todavia, regras
para a solução de controvérsias comerciais entre seus integrantes.

Comentários

Letra A: correta. De fato, o NAFTA sucedeu o acordo de livre comércio celebrado em 1988 por EUA
e Canadá.

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Letra B: correta. Os chamados “acordos laterais” ao NAFTA tratam de questões trabalhistas e


ambientais.

Letra C: correta. Há visões favoráveis e contra o NAFTA, as quais são bem ilustradas na assertiva.

Letra D: correta. Os Estados-parte do NAFTA tem completa autonomia para aplicar medidas de
defesa comercial. Não há aplicação conjunta de medidas de defesa comercial. É cada um por si! ☺

Letra E: errada. No âmbito do NAFTA, existem, sim, regras para a solução de controvérsias entre
seus integrantes.

Gabarito: letra E

LISTA DE QUESTÕES Nº 01
1. (AFRF-2003)

Uma união aduaneira pressupõe a livre movimentação de bens, capital e mão de- obra e a
adoção de uma tarifa externa comum entre dois ou mais países.

2. (AFRF – 2002.1 – adaptada)

O que define, essencialmente, uma área de livre comércio é a livre circulação de bens e serviços
através das fronteiras.

3. (ACE-2002 – adaptada)

Acordos Comerciais Preferenciais são acordos nos quais Estados uniformizam o tratamento a
ser dispensado às importações oriundas de terceiros países.

4. (AFRF-2000)

Dois países, ao reduzirem suas tarifas de importação entre si ao nível mais baixo possível com
vistas a uma liberalização integral do comércio recíproco dentro de dez anos, sem, entretanto,
estabelecerem uma tarifa externa comum para as importações de terceiros países,
pretenderam criar uma zona de livre comércio.

5. (ACE-1997)

São Fases do Processo de Integração, em ordem crescente de complexidade: zona de livre


comércio, mercado Comum, união aduaneira e união econômica.

6. (AFTN-1996 – adaptada)

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União aduaneira e mercado comum são duas formas de integração econômica regional. O que
diferencia essas duas formas é a inclusão dos fatores de produção no tratamento das relações
econômicas entre os países-membros.

7. (AFRF – 2003)

Uma união aduaneira pressupõe a liberalização do comércio entre os países que a integram e
a adoção de uma tarifa comum a ser aplicada às importações provenientes de terceiros países.

8. (INMETRO – 2007)

Uniões monetárias e mercados comuns, a exemplo dos acordos de preferência comerciais e


áreas de livre comércio, dispensam a vizinhança entre países, para serem bem- sucedidos.

9. (ACE-2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países a tarifa externa


comum a ser imposta a produtos de terceiros países deverá ser sempre a média ponderada das
estruturas tarifárias dos dois países.

10. (ACE-2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países a proximidade


geográfica é condição essencial para o êxito do processo.

11. (ACE-2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países haverá necessidade


de alinhar as políticas macroeconômicas, no momento que as preferências negociadas
compreenderem a maior parte da pauta de comércio bilateral.

12. (ACE-2008)

Os acordos de integração regional, tais como zonas de preferências tarifárias e mercados


comuns, não somente permitem que as empresas aufiram os ganhos derivados das economias
de escala propiciadas pelo aumento do mercado, mas também conduzem a aumentos de
eficiência devido a maior competição entre as empresas dos países-membros.

13. (AFRF-2002.2)

Segundo as teorias de integração econômica, a liberalização do comércio entre um número


restrito de países produz efeitos comerciais e econômicos que permitem avaliar o
desempenho, desde o ponto de vista da eficiência econômica, dos acordos regionais. A esse
respeito, é correto afirmar que a integração regional é economicamente benéfica se prevalecer
a criação sobre o desvio de comércio e ocorrerem efeitos dinâmicos.

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14. (Questão Inédita)

O desvio de comércio é um efeito estático da integração regional, ficando caracterizado


quando um país passa a comprar um determinado tipo de bem de outro país, participante do
acordo regional, deixando de importar este bem de um terceiro país que não faz parte do
acordo, mas que antes constituía a melhor fonte de oferta do bem em questão.

15. (INMETRO – 2007)

O fato de os acordos de integração regional poderem melhorar os termos de troca dos países-
membros às expensas dos países não-membros, incentivando, assim, a manutenção de
barreiras em relação ao resto do mundo, constitui um dos custos desses acordos.

16. (INMETRO – 2009)

Por representarem iniciativas de liberalização comercial, os blocos comerciais regionais não


colocam em risco a consecução dos objetivos principais do sistema multilateral de comércio.

17. (INMETRO – 2009)

O regionalismo aberto é expressão, de caráter propositivo, da possibilidade de se harmonizar


o tratamento preferencial próprio dos blocos comerciais com o impulso liberalizante no
contexto do processo de globalização econômica.

18. (ACE- 2001)

Em um processo de preferências comerciais diferenciadas entre dois países, haverá criação de


comércio superando sempre os desvios de comércio.

19. (Juiz do Trabalho – TRT 5ª Região / 2006)

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte prevê a fixação de tarifa única sobre
exportação de bens entre os países signatários, bem como a criação de limitações quantitativas
à importação.

20. (Pesquisador INPI/ 2006)

O North American Free Trade Agreement (NAFTA), além de estabelecer uma zona de livre
comércio e promover a competição dentro dessa área, impõe uma política comercial externa
comum para os países-membros.

21. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA compreende a totalidade dos bens e serviços comercializados pelos três países, além
de disciplinas complementares relacionadas ao meio ambiente e a direitos trabalhistas.

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22. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA representa um acordo totalmente conforme à normativa da Organização Mundial do


Comércio (OMC).

23. (Auditor TCU / 2006)

O Tratado Norte-Americano de Livre Comércio – North American Free Trade Agreement


(NAFTA) -, que envolve Canadá, Estados Unidos da América e México, eliminou as barreiras
tarifárias entre os países-membros, permitindo, porém, que esses três países sigam distintas
políticas comerciais em face dos países não-membros.

24. (ACE – 2002 – adaptada)

Por ser compatível com o Artigo XXIV do GATT, o NAFTA prevê o aprofundamento da integração
econômica entre os estados-parte, evoluindo para uma união aduaneira e para a coordenação
de políticas macroeconômicas, além da liberalização comercial em todos os setores das
economias envolvidas.

25. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA prevê a criação de um mercado comum entre seus membros a fim de fazer frente ao
projeto de integração da Comunidade Econômica Europeia.

26. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA foi precedido de acordo bilateral entre os Estados Unidos e o Canadá, o qual
apresentou o primeiro grande acordo preferencial de que tomavam parte os Estados Unidos.

27. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)

No NAFTA, a livre circulação de pessoas não é admitida apenas em relação ao México,


ocorrendo plenamente entre os Estados Unidos da América e o Canadá.

28. (AFRF-2003 - adaptada)

O NAFTA prevê prazo de doze anos para a total liberalização do comércio de bens entre Estados
Unidos e Canadá e de quinze para a total abertura do mercado mexicano às exportações desses
dois países.

29. (ACE-2002 - adaptada)

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) prevê a expansão da integração


econômica no continente, a qual teve início com a proposta do Presidente George Bush para a
criação da Área de Livre Comércio das Américas, ora em negociação.

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30. (ACE – 2002 – adaptada)

O NAFTA prevê que os estados-parte devem submeter aos demais signatários propostas outras
de complementação econômica que se interessem em integrar, a exemplo da Iniciativa para a
Bacia do Caribe, no caso dos Estados Unidos da América, e do Acordo de Livre Comércio com a
União Europeia, no caso do México.

31. (ACE – 2002 – adaptada)

Por ser compatível com o artigo XXIV do GATT, o NAFTA prevê a liberalização comercial em
todos os setores das economias envolvidas, ainda que gradual, e a formal comunicação aos
demais integrantes do GATT da intenção de se constituir um processo de integração regional.

32. (ACE – 2002 – adaptada)

Estabelecido pela Comissão de Livre Comércio, o Secretariado do NAFTA é responsável pela


administração das provisões do acordo referentes à solução de controvérsias.

33. (ACE-1997 - adaptada)

O NAFTA teve como principal antecedente o Tratado de Livre Comercio entre EUA e Canadá,
de 1988.

34. (ACE – 1997 - adaptada)

O NAFTA promove a harmonização de legislações nacionais.

35. (ACE-2008)

No que diz respeito ao comércio de produtos agrícolas, as regras tarifárias previstas no âmbito
do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) aplicam-se igualmente aos países
signatários desse acordo.

36. (AFRF 2002.1)

O Acordo de Livre Comércio da América do Norte, quando comparado ao Mercado Comum do


Sul (MERCOSUL), configura iniciativa mais abrangente e profunda, por envolver a livre
circulação dos fatores de produção.

37. (Questão Inédita)

O NAFTA (North American Free Trade Agreement) é uma área de livre comércio estabelecida
entre E.U.A, México e Canadá que tem como um de seus objetivos estabelecer o livre comércio
de bens e serviços e a livre circulação de pessoas.

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38. (ATRFB-2009)

Por ter como membros países das três Américas, a ALADI constitui, no presente, o mais
importante e ativo fórum de negociações comerciais regionais.

39. (AFRF-2002.2)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) foi estabelecida em 1980, sucedendo à


Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC). Ao longo de pouco mais de duas
décadas de funcionamento, a ALADI logrou estabelecer uma área de livre comércio.

40. (ATRFB – 2009)

Por não se pautar pela aplicação estrita da Cláusula da Nação Mais Favorecida, a ALADI oferece
marco jurídico para acordos de integração bilaterais bem como para iniciativas de integração
econômica de caráter sub-regional, como o Mercado Comum do Sul e a Comunidade Andina
de Nações.

41. (AFRF-2002.1)

A Associação Latino Americana de Integração (ALADI) foi criada em 1980 com o objetivo de
estabelecer, em forma gradual e progressiva, um mercado comum latino americano com base
em acordos de cooperação setorial.

42. (ATRFB – 2009 - adaptada)

Os principais instrumentos para a integração concebidos no marco da ALADI são os Acordos de


Complementação Econômica, os Acordos de Alcance Parcial e a Preferência Tarifária Regional.

43. (ATRFB – 2009)

Criada em 1980 em substituição à Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), a


ALADI incorporou princípios e instrumentos para a integração econômica mais flexíveis que sua
antecessora, abandonando a abordagem eminentemente multilateralista que marcou o
processo de integração regional desde o início dos anos sessenta.

44. (ATRFB – 2009)

Em razão dos princípios da gradualidade e flexibilidade, os acordos celebrados no marco da


ALADI não necessariamente devem estipular prazos para a consecução dos objetivos a que se
reportam.

45. (ACE-2008)

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Quanto às normas de origem no âmbito da ALADI, as mercadorias elegíveis incluem aquelas


fabricadas em seus territórios, incluindo as atividades de ensamblagem ou montagem,
realizadas no território de um país participante utilizando materiais originários dos países
participantes do acordo e de terceiros países.

46. (Questão Inédita)

No âmbito da ALADI, os acordos de alcance parcial podem ser comerciais, de complementação


econômica, agropecuários, de promoção comercial e, ainda, adotar outras modalidades, como
de cooperação científica e tecnológica, promoção do turismo e preservação ambiental.

47. (Questão Inédita)

O Tratado de Montevidéu, que instituiu a ALADI, está aberto à adesão de outros países latino-
americanos.

48. (Questão Inédita)

Os acordos de alcance parcial, como a Comunidade Andina de Nações e o MERCOSUL, não


precisam estar abertos à adesão de outros países integrantes da ALADI.

49. (Questão Inédita)

Segundo o Tratado de Montevidéu, os países de menor desenvolvimento devem receber um


tratamento especial e diferenciado. Em razão disso, os países são divididos, no âmbito da
ALADI, em duas categorias: países de desenvolvimento intermediário e países de menor
desenvolvimento econômico relativo.

50. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) provê um foro de discussão e negociação


de temas econômicos e comerciais com vistas à formação de posições comuns nos foros
negociadores internacionais.

51. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) alcança eminentemente temas de


política comercial como tarifas, classificação de mercadorias, medidas de facilitação do
comércio, salvaguardas, regras de origem e defesa da concorrência.

52. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) se restringe a prover o marco jurídico


para acordos de integração bilaterais ou sub-regionais e a supervisionar as medidas adotadas

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pelos países membros na implementação dos acordos celebrados no marco da Associação em


matéria de cooperação econômica.

53. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) define-se em torno da articulação de


iniciativas de cooperação financeira e monetária, de facilitação do comércio e de apoio aos
países de menor desenvolvimento relativo.

54. (ACE-2012)

A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) provê marco jurídico para iniciativas de


integração econômica entre os países membros e uma área de preferências comerciais
constituída com base na Preferência Tarifária Regional e em acordos de alcance parcial e de
complementação econômica celebrados entre os países membros.

55. (ACE-2012)

Apesar de haver sido expressamente denunciada no Acordo da ALALC, o Tratado de


Montevidéu ainda tem relevância política para o Brasil.

56. (ACE-2012)

O México foi obrigado a denunciar a ALADI quando aceitou participar como membro pleno do
NAFTA.

57. (ACE-2012)

A ALADI estabelece uma área de preferências econômicas, composta inclusive por uma
preferência tarifária regional.

58. (ACE-2012)

O Canadá poderia requerer sua adesão como país membro da ALADI, na qualidade de membro
originário da OEA.

59. (ACE-2012)

Os acordos de alcance parcial se referem exclusivamente a regras fitossanitárias para a


liberalização agrícola entre os países membros da ALADI.

60. (AFRFB-2012)

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Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi criada em 1990 a


Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), com objetivos mais amplos do que a
sua predecessora.

61. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) foi criada no âmbito da Associação Latino-Americana de Livre


Comércio (ALALC), estando, no presente, integrada por Bolívia, Chile, Equador, Peru, Colômbia
e Venezuela.

62. (Consultor Legislativo – Câmara dos Deputados / 2002)

A Comunidade Andina, ou Pacto Andino, foi criada em 1969 no intuito de fazer restrições ao
capital estrangeiro. No entanto, em função do processo de globalização financeira e de
integração regional, hoje está centrada na formação de um mercado comum.

63. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) conforma uma união aduaneira, uma vez que teve sua tarifa
externa comum implementada em todos os países-membros a partir de 1995.

64. (AFRF-2002.2 - adaptada)

O Mercado Comum do Sul e a Comunidade Andina (CAN) estão negociando a formação de uma
área de livre comércio entre ambos blocos sub-regionais. Se comparada ao MERCOSUL, é
correto afirmar sobre a Comunidade Andina que esta possui objetivos diferentes, alcançou
nível de integração comercial menos profundo e seu arcabouço institucional é menos
avançado.

65. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) contempla o livre comércio para bens e serviços entre todos os
países-membros, estando a Colômbia temporariamente suspensa em razão do conflito interno
que atravessa.

66. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) instaurou, desde 1993, uma área de livre comércio para bens da
qual participam todos os países-membros, exceto o Peru que a ela está se incorporando
gradualmente.

67. (AFRF-2003)

A Comunidade Andina (CAN) conforma um mercado comum, na medida em que foram abolidas
as restrições ao comércio de bens e de serviços e à movimentação dos fatores de produção.

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68. (AFRF-2002.1 - adaptada)

O que define, essencialmente, uma união aduaneira é a adoção de uma tarifa externa comum
e a harmonização das políticas comerciais dos países membros.

69. (Questão Inédita)

O Conselho Presidencial Andino é o órgão máximo da CAN, a ele competindo definir a política
de integração sub-regional andina, assim como promover a harmonização das legislações dos
países-membros do bloco regional.

70. (Questão Inédita)

O Parlamento Andino é órgão de natureza comunitária, dotado de competência legislativa.

71. (Questão Inédita)

Somente os Estados-membros da CAN têm acesso direto ao Tribunal de Justiça da Comunidade


Andina.

LISTA DE QUESTÕES Nº 02
1. (AFC-CGU-2002)

O NAFTA-Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o Mercosul-Mercado Comum do Sul


e a União Europeia representam três estágios diferentes de processos de integração regional -
a Área de Livre Comércio (ALC), a União Aduaneira (UA) e o Mercado Comum (MC). Entre as
opções abaixo, escolha a que caracteriza corretamente um desses três conceitos.

a) Uma ALC é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de uma UA eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Já os membros de um MC eliminam
todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-membros
do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços produzidos fora
do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as fronteiras nacionais.

b) Uma UA é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os países que compõem uma ALC eliminam todas as
barreiras ao comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção
comum para produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Já os membros de um

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MC eliminam todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por
países-membros do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços
produzidos fora do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as
fronteiras nacionais.

c) Um MC é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual


os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de uma UA eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Os membros de uma ALC eliminam
todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-membros
do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços produzidos fora
do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as fronteiras nacionais.

d) Uma ALC é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de um MC eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Já os membros de uma UA
eliminam todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-
membros do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços
produzidos fora do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as
fronteiras nacionais.

e) Uma UA é uma forma de integração comercial entre um número qualquer de países na qual
os países-membros eliminam todas as barreiras ao comércio intrabloco de bens e serviços,
como tarifas e barreiras não-tarifárias. Os membros de um MC eliminam todas as barreiras ao
comércio de bens e serviços intrabloco e estabelecem uma estrutura de proteção comum para
produtos e serviços produzidos por países de fora do bloco. Os membros de uma ALC eliminam
todas as barreiras comerciais incidentes sobre bens e serviços produzidos por países-membros
do bloco, criam um conjunto uniforme de barreiras contra produtos e serviços produzidos fora
do bloco e estabelecem o livre movimento de trabalho e capital entre as fronteiras nacionais.

2. (ACE-TCU/2002)

Sobre os modelos de integração considere as seguintes definições:

I. Zona de livre comércio: quando são abolidas as restrições (tarifárias e não tarifárias) entre os
países, mas cada um mantém suas próprias políticas comercias vis à vis os países não membros
da integração;

II. União aduaneira: vai além da zona de livre comércio, pois além de suprimir as restrições
quanto ao fluxo de mercadorias entre os países membros também estabelece uma política

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comum de discriminação deste fluxo com os países não membros, estabelecendo, por
exemplo, uma tarifa externa comum;

III. Mercado comum: neste tipo de integração não são apenas as restrições quanto ao fluxo de
mercadorias que são eliminados, mas também as discriminações contra o fluxo dos fatores
produtivos, isto é, eliminam-se os empecilhos quanto à circulação de capital e mão-de-obra.

Com relação a tais definições:

a) somente II está correta

b) apenas I e II estão corretas

c) apenas II e III estão corretas

d) apenas I e III estão corretas

e) todas estão corretas

3. (Questão Inédita)

“Há uma lógica que aglutina os interesses que podem ser melhor ou mais facilmente
promovidos no âmbito regional, em comparação com a esfera multilateral. Essa lógica remete
ao número expressivo de participantes da OMC (153 membros) e à consequente
heterogeneidade entre os sócios. A esse fator se soma a manutenção da prática do consenso
no processo decisório da Organização e o resultado é a dificuldade brutal para a tomada de
decisão e para o avanço das negociações comerciais. Essa circunstância afeta não apenas a
velocidade do processo negociador, mas também a ambição dos compromissos que podem ser
assumidos. Países interessados em obter resultados com mais rapidez e liberalizar com maior
ambição se veem estimulados a se engajarem em acordos regionais.”

PRAZERES, Tatiana. A OMC e os Blocos Regionais. São Paulo: Aduaneiras, 2008.

Levando-se em consideração seus conhecimentos sobre a teoria da integração e os blocos


regionais, analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para as assertivas verdadeiras e a letra
(F) para as falsas. Em seguida, marque a opção que contenha a sequência correta:

( ) O MERCOSUL e a Comunidade Andina de Nações (CAN) têm como objetivo alcançar o estágio
de mercado comum, o que demanda, além da livre circulação de bens, serviços e fatores
produtivos, harmonização das políticas cambial, fiscal e monetária.

( ) O NAFTA é um acordo de alcance parcial constituído no âmbito da ALADI.

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( ) A União Europeia é o bloco regional que alcançou o estágio mais avançado de integração,
tendo unificado as políticas econômicas (cambial, fiscal e monetária), que são definidas por
uma autoridade supranacional: o Conselho Europeu.

( ) A ALADI se baseia nos princípios do pluralismo, convergência, flexibilidade, multiplicidade e


tratamento especial e diferenciado. Os mecanismos para a integração no âmbito da ALADI são
os acordos de alcance regional, acordo de alcance parcial e uma preferência tarifária regional.

( ) Em virtude da flexibilidade dos mecanismos instituídos pela ALADI para a integração, essa
organização internacional serve como arcabouço institucional para a celebração de diversos
acordos de preferências tarifárias.

a) VVFFF

b) FFVVF

c) FVFFV

d) FFFVV

e) VFFFV

4. (Questão Inédita)

“A integração da América Latina não é apenas a aspiração ou o ponto de vista de alguns grupos.
Não é também uma opção facultativa. Ela é hoje um imperativo histórico e caminho necessário
para o desenvolvimento econômico, social e político dos países da região e para sua integração
competitiva na economia mundial.”

MONTORO, André Francisco. Perspectivas da integração latino-americana.

Sobre a integração regional na América Latina, assinale a alternativa correta:

a) As recentes adesões de Panamá e Nicarágua à ALADI demonstram a expansão desse bloco


regional em direção à América Central, uma vez que estes são os dois primeiros países daquela
região a integrarem o bloco comercial latino-americano.

b) O Tratado de Montevidéu, marco constitutivo e regulador da ALADI, foi assinado em 12 de


agosto de 1980 e estabelece como princípios gerais a cláusula da nação mais favorecida, o
tratamento nacional, a transparência, a convergência e o tratamento especial e diferenciado.

c) O Tratado Revisado de Chaguaramas, celebrado no âmbito do CARICOM, estabelece como


objetivo a criação de um mercado único, visando incrementar os padrões de vida e de trabalho,
alcançar o pleno emprego, promover o desenvolvimento econômico, expandir o comércio e as

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relações econômicas com terceiros Estados e incrementar o nível de competitividade


internacional.

d) O Tratado de Chaguaramas foi assinado em 1965, estabelecendo uma área de livre comércio
entre 15 Estados da região do Caribe.

e) A ALADI utiliza como base para a integração regional uma Tarifa Externa Comum (TEC), a
qual, todavia, ainda não é implementada por todos os países-membros.

5. (Questão Inédita)

Assinale a alternativa incorreta sobre o NAFTA:

a) O NAFTA é um acordo trilateral que envolve EUA, Canadá e México, tendo sucedido o acordo
de livre comércio entre EUA e Canadá, celebrado em 1988.

b) O NAFTA possui acordos complementares, denominados acordos laterais, que versam sobre
questões trabalhistas e ambientais.

c) Os defensores do NAFTA afirmam que esse acordo contribuiu para reduzir a pobreza e
aumentar a renda real no México. Por outro lado, há aqueles que argumentam que a economia
mexicana se tornou muito dependente dos EUA.

d) Os Estados-parte do NAFTA não aplicam medidas de defesa comercial em conjunto contra


terceiros países.

e) O NAFTA tem, entre seus objetivos, a promoção de condições para uma competição justa na
área de livre comércio e a proteção da propriedade intelectual. Não existem, todavia, regras
para a solução de controvérsias comerciais entre seus integrantes.

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GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01


1. E 25. E 49. E
2. C 26. C 50. E
3. E 27. E 51. E
4. C 28. E 52. E
5. E 29. E 53. E
6. C 30. E 54. E
7. C 31. E 55. E
8. E 32. C 56. E
9. E 33. C 57. C
10. E 34. C 58. E
11. C 35. E 59. E
12. C 36. E 60. E
13. C 37. E 61. E
14. C 38. C 62. C
15. C 39. E 63. E
16. E 40. C 64. E
17. C 41. E 65. E
18. E 42. E 66. E
19. E 43. C 67. E
20. E 44. C 68. C
21. E 45. E 69. E
22. E 46. C 70. E
23. C 47. C 71. E
24. E 48. E

GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02


1. Letra A
2. Letra E
3. Letra D
4. Letra C
5. Letra E

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