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Aula 04

Comércio Internacional p/ Receita


Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital

Autor:

Aula 04

17 de Março de 2021
Aula 04

COMÉRCIO INTERNACIONAL

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Sumário

1. HISTÓRICO DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NO MERCOSUL: ............................................... 2

2. OBJETIVOS INTEGRACIONISTAS DO MERCOSUL: .......................................................... 11

3. ESTRUTURA INSTITUCIONAL DO MERCOSUL: ............................................................... 23

3.1. Conselho do Mercado Comum (CMC): ..................................................................................... 24

3.2. Grupo Mercado Comum (GMC): .............................................................................................. 26

3.3. Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM): ......................................................................... 27

3.4. Parlamento do MERCOSUL: ..................................................................................................... 27

3.5. Foro Consultivo Econômico-Social: .......................................................................................... 31

3.6. Secretaria do MERCOSUL: ........................................................................................................ 31

4. RESULTADOS DO MERCOSUL ....................................................................................... 45

4.1. Exceções ao Livre-Comércio Intra-MERCOSUL: ........................................................................ 45

4.2. Exceções à Política Comercial Comum em relação a terceiros países: .................................... 48

4.3. Livre Circulação de Fatores de Produção: ................................................................................ 54

4.4. Coordenação de Políticas Macroeconômicas e Setoriais: ........................................................ 54

4.5. Protocolo de Ushuaia: .............................................................................................................. 55

4.6. Protocolo de Defesa da Concorrência: ..................................................................................... 55

4.7. Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML): .................................................................... 56

4.8. Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM): .................................................................... 57

4.9. Criação do Alto Representante Geral do MERCOSUL: ............................................................. 57

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4.10. Resultados econômicos do MERCOSUL: ................................................................................. 58

5. ACORDO MERCOSUL – UNIÃO EUROPEIA ..................................................................... 66

5.1. Histórico do Acordo .................................................................................................................. 66

5.2. Abrangência do Acordo ............................................................................................................ 66

5.3. Barreiras Tarifárias e Não Tarifárias ........................................................................................ 67

5.4. Outros Temas ........................................................................................................................... 67

6. REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL ............................................................................ 67

QUESTÕES COMENTADAS ................................................................................................ 76

LISTA DE QUESTÕES Nº 01 ............................................................................................... 85

LISTA DE QUESTÕES Nº 02 ............................................................................................. 101

GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01 ......................................................................... 106

GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02 ......................................................................... 107

Dando continuidade ao nosso curso de Comércio Internacional com foco no concurso para o cargo
de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, na aula de hoje nós continuaremos o estudo da
integração regional, tratando, mais especificamente, do MERCOSUL. Vamos lá? Firmes no propósito!

1. HISTÓRICO DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NO MERCOSUL:


Na década de 70, o Brasil atravessou um período conhecido por “milagre econômico”, em que houve
crescimento econômico acelerado e ampla industrialização. Por sua vez, a Argentina experimentou
um declínio de seu modelo agroexportador, o qual reduziu sua importância e alcance internacional.
Com o surto de crescimento econômico obtido pelo Brasil, surgiram novos interesses em relação aos
países vizinhos, notadamente a busca de novas fontes de energia e aproveitamento da rede
hidrográfica de forma conjunta, iniciativas que poderiam sustentar o desenvolvimento do país.

A maior penetração brasileira nos países vizinhos e o “milagre econômico”, aliados a visões
geopolíticas dos militares brasileiros e argentinos (que estavam no poder à época), suscitaram

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desconfianças da Argentina em relação à política externa brasileira. As desconfianças argentinas


se materializaram na oposição à construção da usina hidrelétrica de Itaipu, o que criou um conflito
de alcance internacional, deixando em clima de tensão as relações bilaterais entre os países durante
uma década.

A superação do conflito ocorreu com a celebração, em 1979, do acordo Itaipu-Corpus. A partir daí,
ocorreu uma reaproximação entre Argentina e Brasil, possibilitando mais tarde a integração
econômica entre os dois países e, futuramente, a constituição do MERCOSUL. As origens do
MERCOSUL remontam, portanto, à década de 80, quando houve um relativo incremento da
cooperação bilateral entre Brasil e Argentina. Anteriormente, os dois países possuíam uma relação
bilateral de natureza conflitiva, marcada por uma disputa pela hegemonia regional. A existência de
regimes ditatoriais acentuava ainda mais a rivalidade e, ao mesmo tempo, contribuía para a ideia de
que havia um risco de conflito entre eles.1

Percebeu-se, todavia, que a integração seria benéfica aos dois países, permitindo-lhes obter maior
desenvolvimento e crescimento econômico. Isso nos permite afirmar que, ao contrário da União
Europeia, o que motivou a aproximação bilateral entre Brasil e Argentina foi fundamentalmente o
aspecto econômico-comercial. Entretanto, houve também aspectos políticos que aproximaram os
dois países.

Na década de 80, Argentina e Brasil possuíam algumas semelhanças políticas e econômicas que os
aproximava. Ambos haviam mudado o regime político, instaurando a democracia após o fim do
regime militar, o que os levava a sentir a necessidade de consolidar o processo democrático. Ao
mesmo tempo, percebiam a importância de criar alianças para fortalecer-se nas relações
econômicas internacionais, o que seria particularmente importante em virtude das negociações
comerciais da Rodada Uruguai, iniciada em 1986. Os problemas econômicos que Brasil e Argentina
atravessavam também eram bastante parecidos. A dívida externa dos dois países era bastante
elevada e ambos os governos adotavam medidas para controlar a alta inflação.

Em 1985, Brasil e Argentina assinaram a Declaração de Iguaçu, que estabeleceu as bases da


cooperação bilateral econômica entre os dois países. No ano seguinte, em 1986, foi assinado entre
os ex-presidentes José Sarney e Raúl Alfonsin o Tratado de Cooperação Econômica, por meio do
qual foi estabelecido o PICE (Programa de Integração e Cooperação Econômica), que visava a
incrementar a cooperação econômica entre os dois países. Em 1988, foi assinado, também por esses
dois países, o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, que tinha como objetivo
estabelecer as bases para uma área de livre comércio entre Brasil e Argentina.

A adesão do Uruguai ao projeto de integração sul-americano foi realizada de forma lenta, uma vez
que esse país tinha preferência por manter seus acordos bilaterais, temendo que a integração
pudesse comprometer sua incipiente indústria. O Paraguai, por sua vez, só foi incorporado ao

1
OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008, pp.461-463

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processo de integração após a deposição do ditador Alfredo Stroessner em 1989, representante do


último regime ditatorial da região. 2

Lançadas as bases do MERCOSUL, este bloco regional foi constituído por meio do Tratado de
Assunção, assinado em 1991 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A celebração do Tratado de
Assunção foi motivada nitidamente por aspectos econômico-comerciais, já que os 4 (quatro) países
perceberam que teriam muito maior poder negociador caso atuassem em conjunto. Com efeito, as
origens do MERCOSUL remontam a um contexto global em que se vivia ampla abertura comercial,
seja em âmbito multilateral ou regional. Em nível multilateral, desenvolvia-se a mais complexa e
ambiciosa de todas as negociações comerciais: a Rodada Uruguai. Já em nível regional, os países
latino-americanos, seguindo a ideologia liberal do Consenso de Washington, promoviam a abertura
comercial.

Vocês se lembram de quando estudamos sobre a ALADI na aula anterior? No âmbito dessa
organização internacional, podem ser celebrados acordos de alcance regional (entre todos os
membros) e acordos de alcance parcial (limitado a apenas alguns membros). Pois bem, o MERCOSUL
é um acordo de alcance parcial celebrado sob a égide da ALADI, denominado mais especificamente
de Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 18.

Em 2006, foi assinado o Protocolo de Adesão da Venezuela ao MERCOSUL, tendo como objetivo que
esse país se torne um membro efetivo do bloco regional. No entanto, para que ele pudesse entrar
em vigor e a Venezuela efetivamente se incorporasse ao MERCOSUL, seria necessário que todos os
membros do bloco ratificassem esse protocolo. Brasil, Argentina e Uruguai o fizeram, restando
apenas o Paraguai.

Em junho de 2012, devido à destituição do Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, o Protocolo de


Ushuaia3 foi invocado para suspender o Paraguai da participação no MERCOSUL até que sejam
realizadas novas eleições presidenciais naquele país. Com a suspensão do Paraguai, abriu-se
caminho para a adesão da Venezuela, que ocorreu em 31 de julho de 2012. Com a realização de
novas eleições no Paraguai, foi revogada a suspensão do Paraguai. Em 29 de julho de 2014, em
reunião de cúpula do MERCOSUL, o Paraguai retornou oficialmente ao bloco.

Em dezembro de 2016, a Venezuela, por não ter cumprido as obrigações assumidas por ocasião de
sua adesão, foi suspensa do MERCOSUL. Em agosto de 2017, os membros do MERCOSUL invocaram
o Protocolo de Ushuaia para suspender a Venezuela por ruptura da ordem democrática. Assim,
pode-se dizer que a Venezuela é um membro efetivo do MERCOSUL, mas os seus direitos na
condição de Estado-parte estão suspensos.

2
OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008, pp.461-463
3
Segundo o art. 4º do Protocolo de Ushuaia, no caso de ruptura da ordem democrática em um Estado–parte, serão
celebradas consultas dos Estados-partes entre si e com o Estado afetado. Caso as consultas não tenham resultado, o
Estado afetado poderá sofrer sanções, que vão desde a suspensão do direito de participar dos órgãos do processo de
integração regional até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes desse processo.

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Hoje, temos as seguintes categorias de membros no MERCOSUL:

a) membros efetivos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

b) membro efetivo suspenso: Venezuela4.

c) membros associados: Chile, Equador, Peru, Colômbia, Guiana5 e Suriname.6

d) membro em adesão: Bolívia7.

Os membros associados do MERCOSUL participam das reuniões desse bloco regional, mas não
possuem direito de voto. Esses países já possuem acordos comerciais com o MERCOSUL (e.g,
MERCOSUL-CAN, MERCOSUL-Chile), o que demonstra a intenção de ainda maior aproximação
comercial no futuro. Cabe destacar que os membros associados do MERCOSUL não utilizam a Tarifa
Externa Comum (TEC), tampouco se vinculam às normas emanadas dos órgãos decisórios do bloco.

O Tratado de Assunção prevê a possibilidade de adesão ao MERCOSUL de qualquer Estado


integrante da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). A aprovação da adesão de um
Estado deverá ser objeto de deliberação unânime dos Estados-partes do MERCOSUL.

Também é possível que um Estado queira denunciar o Tratado de Assunção, ou seja, desvincular-se
do MERCOSUL. Quando um Estado tiver essa intenção, ele deverá comunicá-la aos demais Estados-
partes, de maneira expressa e formal, entregando o documento de denúncia ao Ministério das
Relações Exteriores do Paraguai, que o distribuirá aos demais membros do MERCOSUL. Uma vez
formalizada a denúncia, o Estado denunciante não estará mais vinculado aos direitos e obrigações
que lhe correspondam na condição de Estado-parte, salvo em relação ao Programa de Liberalização
Comercial e outros aspectos negociados, os quais irão vigorar por 2 (dois) anos contados da data da
denúncia. Dessa forma, mesmo saindo do MERCOSUL, o Estado ainda irá participar, por mais 2 (dois)
anos, da livre circulação de mercadorias intrabloco.

O MERCOSUL possui acordos comerciais celebrados com diversos países, dentre os quais citamos
MERCOSUL-Índia, MERCOSUL- SACU (União Aduaneira Sul-Africana), MERCOSUL-Israel, MERCOSUL-
Chile, MERCOSUL-Bolívia, MERCOSUL-Cuba e MERCOSUL-México.8

4
A Venezuela é um membro efetivo do MERCOSUL, mas seus direitos estão suspensos desde dezembro de 2016. Em
2017, foi suspensa do MERCOSUL em virtude da invocação do Protocolo de Ushuaia.
5
A Guiana tornou-se Estado associado do MERCOSUL por meio da Decisão CMC nº 12/2013.
6
O Suriname tornou-se Estado associado do MERCOSUL por meio da Decisão CMC nº 13/2013.
7
Em dezembro de 2012, foi aprovada a Decisão CMC nº 68/2012, que versa sobre a adesão da Bolívia ao MERCOSUL.
A referida decisão aprovou o texto do Protocolo de Adesão da Bolívia ao MERCOSUL, o qual, todavia, precisará ser
assinado e ratificado por todos os membros do bloco regional para que, só então, entre em vigor. A Bolívia continua
sendo, portanto, um membro associado, também podendo-se dizer que é um “membro em adesão”.
8
Apesar de ter sido celebrado, o acordo MERCOSUL-Palestina ainda não entrou em vigor. O acordo MERCOSUL-Egito
entrou em vigor em 6 de dezembro de 2017, com a publicação do Decreto 9.229/2017. O acordo MERCOSUL-SACU
entrou em vigor em 1º de abril de 2016, com a publicação do Decreto nº 8.703/2016.

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Outra iniciativa comercial relevante da qual o MERCOSUL faz parte na condição de observador é a
Aliança do Pacífico. A Aliança do Pacífico é um acordo comercial celebrado por México, Chile,
Colômbia e Peru que tem atraído os interesses de EUA, Europa e Ásia.

Em junho de 2019, depois de mais de 20 anos de negociações, o MERCOSUL concluiu um acordo


comercial com a União Europeia. Esse acordo representa um grande avanço na política comercial
brasileira e, portanto, merece um destaque especial. Mais à frente, detalharemos vários aspectos
desse acordo. 9

Por fim, cabe destacar que, nas negociações comerciais internacionais, o MERCOSUL atua sempre
em bloco. Assim, não há acordo comercial celebrado exclusivamente pelo Brasil ou exclusivamente
pela Argentina. Ao contrário, somente há acordos celebrados pelo MERCOSUL como um todo.

1. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Criado por meio do Tratado de Assunção, o MERCOSUL teve, no momento de seu surgimento,
finalidade nitidamente política, relacionada tanto à necessidade de consolidar o processo de
convergência política existente entre o Brasil e a Argentina quanto à necessidade de superar o
clima de enfrentamento que caracterizou historicamente as relações entre os dois vizinhos.

Comentários

De fato, houve alguns aspectos políticos que levaram à aproximação bilateral entre Brasil e
Argentina. No entanto, a integração regional entre os membros do MERCOSUL teve finalidade
nitidamente econômico-comercial. Os quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai)
perceberam que, juntos, teriam muito maior poder nas negociações comerciais internacionais.

Gabarito: errada

2. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

São membros plenos do MERCOSUL o Brasil, o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e a Venezuela.

Comentários

Todos esses países são, atualmente, membros efetivos do MERCOSUL.

9
O acordo MERCOSUL-União Europeia ainda não entrou em vigor, uma vez que ainda precisará ser internalizado no
ordenamento jurídico das Partes contratantes.

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Gabarito: certa

3. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Os Estados associados do MERCOSUL são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Suriname e
Guiana.

Comentários

Os membros associados do MERCOSUL são Chile, Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, Suriname e
Guiana.

Gabarito: certa

4. (AFRFB – 2009)

O MERCOSUL foi constituído sob a égide da Associação Latino-Americana de Integração por


meio de acordo de complementação econômica firmado por Argentina, Brasil, Uruguai e
Paraguai.

Comentários

O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. Trata-se de um acordo


de complementação econômico (ACE nº 18) firmado originalmente por Brasil, Argentina, Uruguai e
Paraguai.

Gabarito: certa

5. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

O processo de integração econômica sob a égide do MERCOSUL remonta à superação do


contencioso Itaipu-Corpus entre Brasil e Argentina e aos instrumentos firmados por ambos os
países.

Comentários

De fato, a integração econômica na América do Sul tem suas origens na aproximação bilateral entre
Brasil e Argentina no início da década de 80, o que só foi possível após a superação do contencioso
que envolvia os dois países acerca da construção da hidrelétrica de Itaipu.

Gabarito: certa

6. (ACE-1997 - adaptada)

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O Tratado de Cooperação Econômica (1986) firmado pelos ex-presidentes José Sarney (Brasil)
e Raul Alfonsin (Argentina) propunha criar uma área de livre comércio entre Brasil e Argentina.

Comentários

Em 1986, os presidentes Sarney e Alfonsín assinaram o Tratado de Cooperação Econômica, por meio
do qual foi estabelecido o PICE, que tinha como objetivo aprofundar a integração econômica entre
Brasil e Argentina. O objetivo de criar uma área de livre comércio somente foi estabelecido em 1988,
pelo Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento.

Gabarito: errada

7. (AFRFB – 2009)

Como os membros da ALADI estão formalmente proibidos de integrarem outros esquemas


preferenciais, os países do MERCOSUL desligaram-se daquela associação quando firmaram o
Tratado de Assunção que constituiu o MERCOSUL.

Comentários

Os membros da ALADI não estão proibidos de integrarem outros esquemas preferenciais. Ao


contrário, a ALADI permite que sejam celebrados, sob sua égide, acordos de alcance regional (que
vinculam todos os seus membros) e acordos de alcance parcial (que vinculam somente alguns
membros).

O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI e seus membros (Brasil,
Argentina, Uruguai e Paraguai) são também membros da ALADI.

Gabarito: errada

8. (AFRFB – 2005)

Em 2004, o MERCOSUL concluiu acordos comerciais, por exemplo, com a Índia e com a SACU
(União Aduaneira Sul-Africana, formada por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e
Suazilândia), e atualmente negocia acordos com outros países.

Comentários

O MERCOSUL possui acordos comerciais com a Índia e com a União Aduaneira Sul-Africana (SACU).
Atualmente, a maior expectativa é acerca das negociações comerciais com a União Europeia.

Gabarito: certa

9. (AFTN-1996)

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O MERCOSUL é um sistema de integração regional estabelecido inicialmente pela Associação


Latino-Americana de Integração (ALADI), em 1980. Com a redução do número de participantes
desta associação, os remanescentes mudaram sua denominação para MERCOSUL, na reunião
realizada em 1991 em Assunção, capital do Paraguai.

Comentários

O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. No entanto, ele foi uma
iniciativa de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (e não estabelecido pela ALADI!). Outro erro da
questão está em dizer que o número de integrantes da ALADI se reduziu e os remanescentes
formaram o MERCOSUL.

A ALADI é uma coisa e MERCOSUL é outra. A ALADI foi criada em 1980 pelo Tratado de Montevidéu;
o MERCOSUL foi criado em 1991 pelo Tratado de Assunção.

Gabarito: errada

10. (Questão Inédita)

MERCOSUL e União Europeia estabeleceram no ano de 2009 uma área de livre comércio de
mercadorias.

Comentários

Ainda não se pode dizer que foi estabelecida uma área de livre comércio entre MERCOSUL e União
Europeia. Os dois blocos regionais já celebraram um acordo, o qual, todavia, ainda não está em vigor.

Gabarito: errada

11. (Questão Inédita)

O MERCOSUL possui acordos comerciais com países fora do continente americano, tais como
Israel, Índia e a União Aduaneira Sul-Africana (SACU).

Comentários

O MERCOSUL possui acordos comerciais com países dentro da ALADI e ainda com países de fora do
continente americano, tais como Israel, Índia e SACU.

Gabarito: certa

12. (Questão Inédita)

O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI.

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Comentários

De fato, o MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI.

Gabarito: certa

13. (IRB-2010-adaptada)

Após a aprovação, pelo Senado Federal, em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da


Venezuela ao MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que o processo
de incorporação daquele país à União Aduaneira seja concluído.

Comentários

Com a suspensão do Paraguai, por ocasião da deposição do Presidente Fernando Lugo, a Venezuela
completou seu processo de adesão ao MERCOSUL. Cabe destacar que, atualmente, a Venezuela está
suspensa do MERCOSUL.

Gabarito: errada

14. (TRF-2005)

Na qualidade de membros associados do MERCOSUL, Chile e Bolívia também aplicam a Tarifa


Externa Comum (TEC) do bloco.

Comentários

A Tarifa Externa Comum (TEC) somente é aplicada pelos membros efetivos do MERCOSUL: Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai.

Gabarito: errada

15. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

Diante da especificidade de seus interesses comerciais e de seu maior grau de


desenvolvimento, relativamente aos demais sócios do MERCOSUL, o Brasil tem preferido
negociar, isoladamente com a União Europeia, os temas mais sensíveis da agenda bilateral,
juntamente com os temas relacionados ao acesso a mercados para produtos não agrícolas, à
facilitação de comércio e à resolução de controvérsias comerciais.

Comentários

O MERCOSUL somente pode negociar em conjunto, isto é, os membros do MERCOSUL não possuem
autonomia para negociar acordos comerciais individualmente com outros países. Dessa forma, o

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Brasil não pode negociar um acordo com a União Europeia sem a participação dos demais membros
do MERCOSUL.

Gabarito: errada

2. OBJETIVOS INTEGRACIONISTAS DO MERCOSUL:


O Tratado de Assunção estabelece, em seu art. 1º, que o objetivo do MERCOSUL é constituir, até 31
de dezembro de 1994, um mercado comum. Mas o que pressupõe um mercado comum?

Conforme já estudamos, um mercado comum pressupõe: i) livre circulação de bens e serviços; ii)
política comercial comum em relação a terceiros países e; iii) livre circulação dos fatores de
produção. Pois bem, para que o MERCOSUL se torne um mercado comum ele deverá, portanto,
promover tais avanços. Guarde bem isso! Em um mercado comum, assume-se a existência das
“quatro liberdades” do mercado: livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais.

Vamos ler juntos o art. 1º do Tratado de Assunção, que é, sem dúvida alguma, muito importante:

Artigo 1º - Os Estados Partes decidem constituir um Mercado Comum, que deverá estar
estabelecido a 31 de dezembro de 1994, e que se denominará "Mercado Comum do Sul"
(MERCOSUL).

Este Mercado Comum implica:

A livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da
eliminação dos direitos alfandegários restrições não tarifárias à circulação de mercado de qualquer
outra medida de efeito equivalente;

O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum em
relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros
econômico-comerciais regionais e internacionais;

A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio


exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de
transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de assegurar condições adequadas
de concorrência entre os Estados Partes; e

O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações, nas áreas pertinentes, para
lograr o fortalecimento do processo de integração.

Agora vamos analisar esse artigo por etapas!

A primeira implicação da constituição de um mercado comum é a livre circulação de mercadorias


entre seus integrantes. Será que isso já existe no MERCOSUL?

Pode-se considerar que há livre circulação de mercadorias em relação à parte substancial do


comércio entre os membros do MERCOSUL. No entanto, ainda existem importantes exceções ao
comércio intrabloco, como, por exemplo, automóveis e açúcar. Outro exemplo de restrição ao livre

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fluxo de mercadorias é a possibilidade de que os membros do MERCOSUL apliquem medidas


antidumping e medidas compensatórias uns contra os outros. Além disso, no comércio entre Brasil
e Argentina, é possível a aplicação de medidas de salvaguarda, ao amparo do Mecanismo de
Adaptação Competitiva (MAC).

A segunda implicação da constituição de um mercado comum é a livre circulação de serviços entre


seus integrantes. Isso ainda não existe (e está longe de existir!) no âmbito do MERCOSUL. Todavia,
os membros do MERCOSUL assinaram o Protocolo de Montevidéu, cujo objetivo é promover a livre
circulação de serviços no interior do bloco. O Protocolo de Montevidéu, que entrou em vigor em
2005, prevê um prazo de 10 anos para a liberalização do comércio de serviços no MERCOSUL. Em
tese, teríamos livre circulação de serviços no MERCOSUL no ano de 2015.

A terceira implicação de um mercado comum é a livre circulação dos fatores de produção (capital
e mão-de-obra). Esse objetivo ainda não foi conquistado, uma vez que se faz necessário a
harmonização das políticas trabalhista, previdenciária e de capitais. Cabe destacar, todavia, que no
âmbito do MERCOSUL, já existem iniciativas nesse sentido, como a Declaração Sociolaboral do
MERCOSUL, assinada em 1998 pelos quatro membros do bloco, que estabelece princípios em
matéria trabalhista para o MERCOSUL. Também já foi assinado, no âmbito do bloco regional, o
Acordo Multilateral de Seguridade Social do MERCOSUL.

A quarta implicação de um mercado comum é o estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum


(TEC), que é justamente o que materializa uma política comercial comum em relação a terceiros
países (característica de uma união aduaneira!). No MERCOSUL, já existe uma Tarifa Externa Comum
(TEC). No entanto, ainda existem diversas exceções à TEC, sobre as quais estudaremos mais à frente.

A quinta implicação para a constituição de um mercado comum é a coordenação de políticas


macroeconômicas e setoriais entre os Estados-partes. O objetivo dessa coordenação de políticas é
justamente promover condições adequadas de concorrência entre os membros do bloco regional.

A sexta implicação é a harmonização das legislações nas áreas pertinentes. Considerando-se que o
objetivo do MERCOSUL é tornar-se um mercado comum, haverá necessidade de harmonizar as
políticas comerciais intrabloco e extrabloco e, ainda, as políticas trabalhista, previdenciária e de
capitais.

Ao contrário da União Europeia, o MERCOSUL não possui como objetivo estabelecer


uma moeda comum, tampouco harmonizar políticas econômicas.

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Livre circulação de mercadorias

Livre circulação de serviços

Livre circulação de fatores de produção


Objetivos do
Mercosul Estabelecimento de uma Tarifa Externa
Comum (TEC)
Coordenação de políticas macroeconômicas e
setoriais
Objetivo central: constituição Harmonização de legislações nas áreas
de um mercado comum até 31 pertinentes
de dezembro de 1994

O MERCOSUL quer se tornar um mercado comum. Será que ele chega lá?

Não sei! Talvez, quem sabe, um dia...

O fato é que, embora o MERCOSUL deseje se tornar um mercado comum, ele é considerado,
atualmente, apenas uma união aduaneira imperfeita. A imperfeição da união aduaneira reside no
fato de que ainda existem, no âmbito do bloco, diversas exceções à Tarifa Externa Comum.
Falaremos sobre isso mais à frente!

O Tratado de Assunção, a fim de alcançar os objetivos a que se propõe estabeleceu os seguintes


instrumentos de ação:

a) Programa de Liberalização Comercial: reduções tarifárias progressivas, acompanhadas da


eliminação de barreiras não-tarifárias, até a completa liberalização (tarifa zero e fim das
barreiras não-tarifárias).

Destaque-se que a implementação de um programa de liberalização comercial depende do


estabelecimento de regras de origem. Isso é essencial para o acordo regional, pois evita que
produtos fabricados fora do bloco possam se beneficiar da eliminação de barreiras comerciais
intrabloco. No MERCOSUL já existe um regime de origem, o qual, atualmente, está definido pela
Decisão CMC nº 01/2004.

b) Coordenação de Políticas Macroeconômicas: a ser realizada de forma gradual.

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c) Adoção de uma Tarifa Externa Comum: o objetivo é incentivar a competitividade externa


dos membros do bloco.

d) Adoção de acordos setoriais: o objetivo é otimizar a utilização e mobilidade dos fatores


de produção.

Adicionalmente, o Tratado de Assunção estabeleceu: i) uma estrutura institucional provisória para


o MERCOSUL e; ii) um sistema de solução de controvérsias provisório. Ambos foram desenvolvidos
em momento futuro, conforme estudaremos mais à frente.

É importante compararmos os objetivos e o atual estágio de integração do MERCOSUL e da ALADI:

a) Objetivos: MERCOSUL e ALADI têm como objetivo estabelecer um mercado comum.

b) Estágio de Integração: a ALADI é, atualmente, uma zona de preferências tarifárias; o


MERCOSUL é uma união aduaneira imperfeita.

16. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

O objetivo primordial do Tratado de Assunção consiste na integração dos Estados-membros


por meio dos seguintes processos: livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos;
estabelecimento de tarifa externa comum (TEC); adoção de política comercial comum;
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais; e harmonização de legislações nas
áreas pertinentes.

Comentários

O objetivo do MERCOSUL é estabelecer um mercado comum, o que implica: i) livre circulação de


bens e serviços; ii) existência de política comercial comum em relação a terceiros países; iii) livre
circulação dos fatores de produção; iv) coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e; v)
harmonização de legislações nas áreas pertinentes.

Gabarito: certa

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17. (Advogado da União / 2008)

O MERCOSUL garante, de forma semelhante à União Europeia, uma união econômica,


monetária e política entre países.

Comentários

O MERCOSUL tem como objetivo final estabelecer um mercado comum (e não uma união econômica
e monetária!).

Gabarito: errada

18. (Advogado da União / 2008)

A adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados é um dos objetivos
da criação do MERCOSUL.

Comentários

O MERCOSUL, enquanto união aduaneira, adota uma política comercial comum em relação a
terceiros Estados.

Gabarito: certa

19. (AFRFB-2009)

O MERCOSUL e a ALADI são esquemas preferenciais complementares, na medida em que


perseguem distintos níveis de integração econômica.

Comentários

O MERCOSUL e a ALADI têm o mesmo objetivo: formar um mercado comum.

Gabarito: errada

20. (AFRFB – 2009- adaptada)

Por possuírem objetivos, alcance e instrumentos distintos de integração, não há nenhuma


relação funcional e jurídica entre o MERCOSUL e a ALADI.

Comentários

Vamos examinar detalhadamente essa questão:

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a) ALADI e MERCOSUL têm objetivos de integração distintos? Não. Ambos desejam formar
um mercado comum.

b) ALADI e MERCOSUL têm alcance distinto? Sim. A ALADI engloba 14 países, representantes
das três Américas. O MERCOSUL engloba, atualmente, apenas 5 países (Brasil, Argentina,
Uruguai, Venezuela e Paraguai)

c) ALADI e MERCOSUL possuem instrumentos distintos de integração? Sim. Os acordos de


alcance parcial existem apenas na ALADI.

d) ALADI e MERCOSUL possuem relação funcional e jurídica? Sim. O MERCOSUL é um acordo


de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI.

Por tudo o que comentamos, a questão está errada. Os objetivos da ALADI e do MERCOSUL são
coincidentes e existe sim uma relação jurídica entre os dois blocos.

Gabarito: errada

21. (AFRFB – 2009 - adaptada)

Embora sejam esquemas idênticos quanto aos propósitos e instrumentos que aplicam visando
à integração econômica regional, inexistem vínculos funcionais ou jurídicos o MERCOSUL e a
ALADI.

Comentários

Vamos examinar essa questão por partes!

a) O MERCOSUL e a ALADI são esquemas idênticos quanto aos propósitos? Sim. Ambos
almejam instituir um mercado comum.

b) O MERCOSUL e a ALADI são esquemas idênticos quanto aos instrumentos que utilizam
visando à integração econômica? Não. A ALADI permite a existência de acordos de alcance
parcial, que contam com a participação de apenas alguns de seus membros.

c) Existem vínculos entre o MERCOSUL e a ALADI? Sim. O MERCOSUL é um acordo de alcance


parcial celebrado no âmbito da ALADI, mais especificamente o ACE nº 18.

Por tudo o que comentamos, a questão está errada.

Gabarito: errada

22. (AFRF-2003)

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O Tratado de Assunção, que criou o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) integrado por Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai, enuncia como principal objetivo o estabelecimento de uma
união aduaneira a partir de janeiro de 1995.

Comentários

O Tratado de Assunção deixa bem explícito que seu objetivo é a criação de um mercado comum até
31 de dezembro de 1994 entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Gabarito: errada

23. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a coordenação de políticas macroeconômicas e
setoriais entre os Estados-partes – como as de comércio exterior, fiscal, monetária, cambial e
alfandegária, entre outras –, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os
Estados-partes.

Comentários

O art. 1º do Tratado de Assunção é muitíssimo importante para sua prova!

Segundo esse dispositivo, o MERCOSUL tem como objetivo a formação de um mercado comum,
sendo necessário para isso: i) livre circulação de bens e serviços; ii) estabelecimento de uma tarifa
externa comum; iii) livre circulação dos fatores de produção; iv) coordenação de políticas
macroeconômicas e setoriais e; v) harmonização de legislações nas áreas pertinentes.

Por tudo isso, a questão está correta.

Gabarito: certa

24. (AFTN-1996)

Os instrumentos básicos de ação previstos no Tratado de Assunção para o MERCOSUL são: a


redução progressiva de barreiras tarifárias e não-tarifárias, até a eliminação total das barreiras
entre os países-membros; o estabelecimento de uma tarifa externa comum; acordos setoriais
para o mercado de fatores, sistema provisório de solução de controvérsias e coordenação
gradual de políticas macroeconômicas.

Comentários

O Tratado de Assunção estabelece que o objetivo do MERCOSUL é formar um mercado comum, o


que pressupõe: i) eliminação de barreiras comerciais à circulação de bens e serviços; ii) política
comercial comum em relação a terceiros países (estabelecimento de uma TEC); iii) livre circulação

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dos fatores de produção (acordos setoriais para o mercado de fatores). Adicionalmente, o Tratado
de Assunção previu a necessidade de coordenação de políticas macroeconômicas e um sistema
provisório de solução de controvérsias.

Gabarito: certa

25. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim liberalizar o comércio de serviços, coordenar políticas
macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e mão-de-obra.

Comentários

Pegadinha! A questão quer saber o que falta para o MERCOSUL aperfeiçoar-se como união
aduaneira (e não o que falta para tornar-se um mercado comum!)

A coordenação de políticas macroeconômicas e a livre circulação de capital e mão-de-obra são


objetivos de um mercado comum, o que torna a

Gabarito: errada

26. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a
liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos
à margem da mesma.

Comentários

Perfeita a assertiva! Para tornar-se uma união aduaneira perfeita, é necessário que o MERCOSUL
liberalize o comércio de bens (eliminando barreiras não-tarifárias ainda existentes), liberalize o
comércio de serviços e elimine as exceções à Tarifa Externa Comum.

Gabarito: certa

27. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui o compromisso de os Estados-partes
harmonizarem suas legislações nas áreas pertinentes.

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Comentários

Considerando-se que o MERCOSUL objetiva tornar-se um mercado comum, há necessidade de se


harmonizar as políticas comerciais intrabloco e extrabloco, além das políticas trabalhista,
previdenciária e de capitais. Nessas áreas, existe, portanto, a necessidade de que as legislações
sejam harmonizadas.

Gabarito: certa

28. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a definição de uma moeda comum, uma vez
constituído o mercado comum e harmonizadas as políticas monetária, fiscal e cambial.

Comentários

O MERCOSUL não tem como objetivo adotar uma moeda comum. A adoção de uma moeda única é
característica de uma união econômica e monetária, estágio de integração do qual é exemplo a
União Europeia.

Gabarito: errada

29. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a livre-circulação de bens, serviços e fatores
produtivos entre os Estados-partes do bloco.

Comentários

Um mercado comum pressupõe a livre circulação de bens, serviços e fatores de produção (capital
e mão-de-obra). Nesse tipo de estágio de integração, vigoram as “quatro liberdades” do mercado.

Gabarito: certa

30. (AFRF-2003)

O regime de livre comércio implantado no âmbito do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) a


partir de 01 de janeiro de 1995 alcançou o substancial do comércio entre os quatro países-
membros. Persiste como exceção, dentro de tal regime, o comércio de automóveis e açúcar.

Comentários

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No MERCOSUL, há livre circulação de mercadorias em relação ao substancial do comércio. Pode-se


verificar, no entanto, que ainda existem algumas barreiras comerciais que dificultam o livre fluxo de
mercadorias no interior do bloco. Com efeito, o comércio de automóveis e açúcar está fora das
regras de livre comércio.

Gabarito: certa

31. (AFTN-1998 - adaptada)

Constitui objetivo ou característica do MERCOSUL a livre circulação de bens e fatores de


produção, exceto pessoas.

Comentários

O MERCOSUL tem como objetivo se tornar um mercado comum, o que pressupõe a livre circulação
de bens, serviços e fatores de produção e, ainda, o estabelecimento de uma política comercial em
relação a terceiros países. Dentro do objetivo de livre circulação dos fatores de produção, inclui-se
a livre circulação de pessoas!

Gabarito: errada

32. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a adoção de uma política comercial comum em
relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados.

Comentários

O MERCOSUL tem como objetivo o estabelecimento de uma política comercial comum em relação a
terceiros países, o que se materializa pela existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC).

Gabarito: certa

33. (MDIC-2009/Área Administrativa)

Entre as medidas compreendidas pelo acordo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), não se
inclui a eliminação de direitos aduaneiros e restrições não tarifárias à circulação de
mercadorias e outras medidas que se fizerem necessárias, de modo a permitir a livre circulação
de bens, serviços e fatores produtivos entre os países participantes.

Comentários

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A eliminação de direitos aduaneiros e restrições não-tarifárias à circulação de mercadorias, assim


como a liberalização do fluxo de serviços e de fatores de produção (capital e mão de obra), estão
sim entre os objetivos do MERCOSUL.

Gabarito: errada

34. (AFRF-2002.1)

O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) foi criado em março de 1991 tendo como objetivo final
a harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa comum.

Comentários

O objetivo final do MERCOSUL é estabelecer um mercado comum, o que vai muito além da
harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma TEC. Para alcançar o mercado
comum, é necessário um passo adiante, permitindo a livre circulação dos fatores de produção.

Gabarito: errada

35. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a
liberalização dos fluxos de capital e de serviços e coordenar políticas macroeconômicas.

Comentários

Pegadinha! A questão quer saber o que falta para o MERCOSUL aperfeiçoar-se como área de livre
comércio e união aduaneira (e não o que falta para o MERCOSUL atingir o objetivo de se tornar um
mercado comum!) Liberalizar fluxos de capital e coordenar políticas macroeconômicas é objetivo
de um mercado comum. Para tornar-se uma união aduaneira completa, o MERCOSUL não precisa
implementar tais medidas.

Gabarito: errada

36. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim aplicar integralmente o Programa de Liberalização Comercial,
estabelecer regras de origem e incorporar produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa
Externa Comum.

Comentários

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No âmbito do MERCOSUL, já existem regras de origem, as quais estão definidas pela Decisão CMC
nº 01/2004. Logo, esse não é um aperfeiçoamento do qual o bloco carece para se tornar uma união
aduaneira completa.

Quanto ao estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países,


realmente, faz-se necessário que os produtos mantidos à margem da Tarifa Externa Comum (TEC)
sejam a ela incorporados.

Por fim, embora o substancial do fluxo de comércio intrabloco esteja livre de barreiras, ainda há
produtos que não circulam livremente no MERCOSUL, como, por exemplo, automóveis e açúcar.

Gabarito: errada

37. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra-MERCOSUL, implementar
um regime de compras governamentais e introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais.

Comentários

Uma união aduaneira pressupõe a livre circulação de bens intrabloco e, portanto, não deverá existir
um sistema de aplicação de salvaguardas entre seus integrantes.

Gabarito: errada

38. (Questão Inédita)

O MERCOSUL tem como objetivo a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais


entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e
de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem
-, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre seus membros.

Comentários

Segundo o art. 1º do Tratado de Assunção, o MERCOSUL tem como objetivo a coordenação de


políticas macroeconômicas e setoriais a fim de assegurar condições adequadas de concorrência.

Gabarito: certa

39. (Questão Inédita)

Para que o MERCOSUL atinja o nível de integração regional pretendido, deverá haver livre
circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países-membros através da

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eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias, assim como a adoção de uma Tarifa Externa
Comum.

Comentários

O mercado comum pressupõe a livre circulação de mercadorias, serviços e fatores de produção e,


ainda, o estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países, a qual
se materializa na existência de uma TEC. Faz-se necessário, portanto, a harmonização das políticas
comerciais intrabloco e extrabloco e das políticas trabalhista, previdenciária e de capitais.

Gabarito: certa

40. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

No presente, o MERCOSUL conforma uma união aduaneira, envolvendo um regime de livre


comércio que alcança parcela substancial do comércio entre os Estados-parte e a aplicação da
Tarifa Externa Comum (TEC).

Comentários

No MERCOSUL, há livre circulação de mercadorias em relação à parcela substancial do comércio e,


adicionalmente, aplica-se uma Tarifa Externa Comum (TEC) em relação às exportações de terceiros
países. Logo, é possível dizer que o bloco constitui uma união aduaneira, ainda que imperfeita.

Gabarito: certa

3. ESTRUTURA INSTITUCIONAL DO MERCOSUL:


O Tratado de Assunção, celebrado em 1991 por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, criou uma
estrutura institucional provisória para o MERCOSUL, a vigorar durante o período de transição para
o mercado comum. Foram criados, então, para conduzir o processo de integração regional, dois
órgãos: o Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo Mercado Comum (GMC).

Em 1994, foi celebrado pelos membros do MERCOSUL o Protocolo de Ouro Preto, que aperfeiçoou
a estrutura institucional do bloco regional e, ainda, conferiu-lhe expressamente personalidade
jurídica de direito internacional público. Assim, ficou assegurado ao MERCOSUL exercer todos os
atos internacionais necessários à consecução de seus objetivos, em especial contratar, adquirir ou
alienar bens móveis e imóveis, comparecer em juízo, conservar fundos e fazer transferências. Pode-
se considerar, portanto, que, a partir desse momento, o MERCOSUL é reconhecido como
organização internacional intergovernamental.

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O Protocolo de Ouro Preto não criou o Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo
Mercado Comum (GMC).

Esses órgãos foram criados pelo Tratado de Assunção.

Ao estabelecer uma estrutura institucional e conferir personalidade jurídica internacional ao


MERCOSUL, o Protocolo de Ouro Preto contribuiu para o crescimento da confiança no êxito do bloco
regional. Embora muitas das previsões estabelecidas pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de
Ouro Preto não tenham se concretizado na prática, esses normativos representam as bases sobre as
quais se assenta a integração regional no MERCOSUL.

Segundo o Protocolo de Ouro Preto, a estrutura institucional do MERCOSUL conta com os seguintes
órgãos: i) Conselho do Mercado Comum (CMC); ii) Grupo Mercado Comum (GMC); iii) Comissão de
Comércio do MERCOSUL; iv) Comissão Parlamentar Conjunta; v) Foro Consultivo Econômico-Social
e; vi) Secretaria Administrativa do MERCOSUL.

Essa estrutura institucional não foi, todavia, engessada pelos membros do MERCOSUL. Segundo o
art. 1º, parágrafo único, do Protocolo de Ouro Preto, é possível que sejam criados pelo Conselho
do Mercado Comum (CMC) novos órgãos ou mesmo extintos os já existentes. Com efeito, a
Comissão Parlamentar Conjunta foi substituída pelo Parlamento do MERCOSUL e a Secretaria
Administrativa do MERCOSUL passou a ser chamada simplesmente de Secretaria do MERCOSUL.

São três os órgãos decisórios do MERCOSUL, que têm poder para emitir normas no âmbito do bloco:
o Conselho do Mercado Comum (CMC), o Grupo Mercado Comum (GMC) e a Comissão de
Comércio do MERCOSUL (CCM). Esses três órgãos (assim como os demais órgãos do MERCOSUL!)
possuem natureza intergovernamental. Isso significa que suas decisões não têm eficácia imediata,
mas precisam ser internalizadas no ordenamento jurídico de todos os membros do bloco para entrar
em vigor. Cabe destacar que as decisões emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL são
adotadas mediante consenso.

Vamos falar agora sobre os órgãos mais importantes do MERCOSUL:

3.1. CONSELHO DO MERCADO COMUM (CMC):

O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a


condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento

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dos objetivos do Tratado de Assunção. O CMC é integrado pelos Ministros das Relações Exteriores e
pelos Ministros da Economia, ou seus equivalentes, dos Estados partes.

As funções do CMC estão relacionadas no art. 8º do Protocolo de Ouro Preto:

Art. 8º São funções e atribuições do Conselho do Mercado Comum:

I. Velar pelo cumprimento do Tratado de Assunção, de seus Protocolos e dos acordos


firmados em seu âmbito;

II. Formular políticas e promover as ações necessárias à conformação do mercado


comum;

III. Exercer a titularidade da personalidade jurídica do Mercosul.

IV. Negociar e firmar acordos em nome do Mercosul com terceiros países, grupos de
países e organizações internacionais. Estas funções podem ser delegadas ao Grupo Mercado
Comum por mandato expresso, nas condições estipuladas no inciso VII do artigo 14;

V. Manifestar-se sobre as propostas que lhe sejam elevadas pelo Grupo Mercado Comum;

VI. Criar reuniões de ministros e pronunciar-se sobre os acordos que lhe sejam remetidos pelas
mesmas;

VII. Criar os órgãos que estime pertinentes, assim como modificá-los ou extingui-los;

VIII. Esclarecer, quando estime necessário, o conteúdo e o alcance de suas Decisões;

IX. Designar o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul.

X. Adotar Decisões em matéria financeira e orçamentária;

XI. Homologar o Regimento Interno do Grupo Mercado Comum;

O Conselho do Mercado Comum irá se reunir tantas vezes quanto julgar oportuno. Entretanto,
deverá se reunir, pelo menos uma vez por semestre, com a participação dos Presidentes dos
Estados-partes. Essas são as conhecidas Reuniões de Cúpula do MERCOSUL.

Cabe destacar que, na condição de órgão de cúpula do MERCOSUL, o Conselho do Mercado Comum
(CMC) exerce a titularidade da personalidade jurídica do MERCOSUL e, portanto, possui autoridade
para negociar e firmar acordos em nome do MERCOSUL com Estados e organizações internacionais.

Na promoção de ações direcionadas para alcançar os objetivos de integração regional, o CMC


manifesta-se mediante Decisões, as quais são obrigatórias para os Estados-membros a partir de sua
entrada em vigor.

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3.2. GRUPO MERCADO COMUM (GMC):

O Grupo Mercado Comum (GMC) é o órgão executivo do MERCOSUL. É composto por 4 (quatro)
membros titulares e 4 (quatro) membros alternos por país, designados pelos respectivos Governos,
dentre os quais devem constar necessariamente representantes dos Ministérios das Relações
Exteriores, dos Ministérios da Economia (ou equivalentes) e dos Bancos Centrais.

Na condição de órgão executivo do MERCOSUL, incumbe ao GMC tomar as medidas necessárias


para o cumprimento das decisões adotadas pelo Conselho do Mercado Comum. O GMC também
possui competência para propor projetos de Decisão ao Conselho Mercado Comum e, ainda, é
responsável pela elaboração de estudos e relatórios que lhe forem solicitados. Para elaborar esses
estudos e relatórios, o GMC dispõe da prerrogativa de criar, modificar ou extinguir subgrupos de
trabalho e reuniões especializadas.

As funções do Grupo Mercado Comum estão relacionadas no art. 14 do Protocolo de Ouro Preto,
abaixo transcrito:

Art. 14 São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum:

I. Velar, nos limites de suas competências, pelo cumprimento do Tratado de Assunção,


de seus Protocolos e dos acordos firmados em seu âmbito;

II. Propor projetos de Decisão ao Conselho do Mercado Comum;

III. Tomar as medidas necessárias ao cumprimento das Decisões adotadas pelo Conselho
do Mercado Comum;

IV. Fixar programas de trabalho que assegurem avanços para o estabelecimento do mercado
comum;

V. Criar, modificar ou extinguir órgãos tais como subgrupos de trabalho e reuniões


especializadas, para o cumprimento de seus objetivos;

VI. Manifestar-se sobre as propostas ou recomendações que lhe forem submetidas pelos demais
órgãos do Mercosul no âmbito de suas competências;

VII. Negociar, com a participação de representantes de todos os Estados Partes, por delegação
expressa do Conselho do Mercado Comum e dentro dos limites estabelecidos em mandatos
específicos concedidos para esse fim, acordos em nome do Mercosul com terceiros países, grupos
de países e organismos internacionais. O Grupo Mercado Comum, quando dispuser de mandato
para tal fim, procederá à assinatura dos mencionados acordos. O Grupo Mercado Comum, quando
autorizado pelo Conselho do Mercado Comum, poderá delegar os referidos poderes à Comissão de
Comércio do Mercosul;

VIII. Aprovar o orçamento e a prestação de contas anual apresentada pela Secretaria


Administrativa do Mercosul;

IX. Adotar Resoluções em matéria financeira e orçamentária, com base nas orientações emanadas
do Conselho do Mercado Comum;

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X. Submeter ao Conselho do Mercado Comum seu Regimento Interno;

XI. Organizar as reuniões do Conselho do Mercado Comum e preparar os relatórios e estudos que
este lhe solicitar.

XII. Eleger o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul;

XIII. Supervisionar as atividades da Secretaria Administrativa do Mercosul;

XIV. Homologar os Regimentos Internos da Comissão de Comércio e do Foro Consultivo Econômico-


Social;

3.3. COMISSÃO DE COMÉRCIO DO MERCOSUL (CCM):

A Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) é responsável por velar pela aplicação dos
instrumentos de política comercial comum acordados pelos Estados Partes para o funcionamento
da união aduaneira, bem como acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as
políticas comerciais comuns, com o comércio intra-Mercosul e com terceiros países. A
coordenação da CCM está a cargo dos Ministérios das Relações Exteriores.

Trata-se de um órgão encarregado de assistir o Grupo Mercado Comum, possuindo natureza técnica.
Para tanto, é responsável por instituir comitês técnicos necessários ao cumprimento de suas
funções.

A CCM é, ainda, responsável por considerar e pronunciar-se sobre as solicitações apresentadas pelos
Estados Partes com respeito à aplicação e ao cumprimento da tarifa externa comum e dos demais
instrumentos de política comercial comum. Além disso, cabe à CCM propor ao Grupo Mercado
Comum novas normas ou modificações às normas existentes referentes à matéria comercial e
aduaneira do MERCOSUL.

3.4. PARLAMENTO DO MERCOSUL:

O aprofundamento da integração regional no âmbito do MERCOSUL requer um aperfeiçoamento


institucional desse bloco regional, seja no que diz respeito à criação de um ambiente de maior
previsibilidade e segurança jurídica, seja quanto à necessidade de permitir uma representação dos
interesses dos cidadãos de cada Estado-parte. A criação do Parlamento do MERCOSUL (que
substituiu a Comissão Parlamentar Conjunta) é, nesse sentido, uma importante iniciativa para o
aperfeiçoamento institucional do bloco.

Vejam só que interessante! A Comissão Parlamentar Conjunta foi criada pelo Protocolo de Ouro
Preto, que estabeleceu que esse órgão seria representativo dos Parlamentos dos Estados Partes do
MERCOSUL. Ao contrário, o Parlamento do MERCOSUL é, segundo seu Protocolo Constitutivo, órgão
representativo dos povos dos Estados-partes do MERCOSUL. Como se pode perceber, a iniciativa
de criação do Parlasul visa a dotar o MERCOSUL, em última análise, de uma legitimidade
democrática.

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O Parlamento do MERCOSUL é um órgão de natureza intergovernamental, cujo objetivo é fortalecer


a cooperação interparlamentar, a fim de harmonizar as legislações nacionais nas áreas pertinentes.
Em razão de sua natureza intergovernamental, o Parlamento do MERCOSUL não cria leis regionais.10

São princípios do Parlamento do MERCOSUL: i) o pluralismo; ii) a transparência; iii) a cooperação


com os demais órgãos do MERCOSUL e com os âmbitos regionais de representação cidadã; iv) o
respeito aos direitos humanos e o repúdio a todas as formas de discriminação; vi) a promoção do
patrimônio cultural, institucional e de cooperação latino-americana nos processos de integração; vii)
a promoção do desenvolvimento sustentável no MERCOSUL; viii) o tratamento especial e
diferenciado para os países de economias menores e para as regiões com menor grau de
desenvolvimento; ix) a equidade e; x) a solução pacífica das controvérsias.

Existe a previsão de que, até 2020, deveriam ser realizadas eleições diretas no Brasil e Uruguai para
definir os representantes de cada país no Parlasul (o Paraguai e a Argentina já fizeram eleições
diretas para o Parlamento do MERCOSUL)11.

Atualmente, a representação de cada País no MERCOSUL está dividida da seguinte forma: i) Brasil:
37 parlamentares; ii) Argentina: 43 parlamentares; iii) Venezuela: 23 parlamentares; iv) Paraguai:
18 parlamentares e; v) Uruguai: 18 parlamentares. Trata-se de uma representação-cidadã
atenuada, que não é exatamente proporcional à população de cada Estado.

A princípio, pode parecer estranho que o Brasil tenha uma representação inferior à da Argentina.
Isso se deve ao fato de que o Brasil ainda não realizou eleições diretas para o Parlamento do
MERCOSUL. Quando o Brasil realizar eleições diretas, passará a contar com 75 parlamentares em
sua representação no Parlamento do MERCOSUL.

As competências do Parlasul estão relacionadas no art. 4º de seu Protocolo Constitutivo:

Artigo 4- Competências

O Parlamento terá as seguintes competências:

1. Velar, no âmbito de sua competência, pela observância das normas do MERCOSUL.

2. Velar pela preservação do regime democrático nos Estados Partes, de acordo com as normas do
MERCOSUL, e em particular com o Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no
MERCOSUL, na República da Bolívia e República do Chile.

3. Elaborar e publicar anualmente um relatório sobre a situação dos direitos humanos nos Estados
Partes, levando em conta os princípios e as normas do MERCOSUL.

10
Ao contrário do Parlamento do MERCOSUL, o Parlamento Europeu, por ser um órgão supranacional, possui
competência para criar leis regionais. Entendemos que o aprofundamento da integração regional no MERCOSUL
demanda a existência de órgãos supranacionais que tenham poder para emitir decisões com aplicação imediata no
âmbito do bloco.
11
A Argentina realizou eleições diretas para o Parlamento do MERCOSUL em outubro de 2015.

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4. Efetuar pedidos de informações ou opiniões por escrito aos órgãos decisórios e consultivos do
MERCOSUL estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto sobre questões vinculadas ao
desenvolvimento do processo de integração. Os pedidos de informações deverão ser respondidos
no prazo máximo de 180 dias.

5. Convidar, por intermédio da Presidência Pro Tempore do CMC, representantes dos órgãos do
MERCOSUL, para informar e/ou avaliar o desenvolvimento do processo de integração, intercambiar
opiniões e tratar aspectos relacionados com as atividades em curso ou assuntos em consideração.

6. Receber, ao final de cada semestre a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL, para que apresente
um relatório sobre as atividades realizadas durante dito período.

7. Receber, ao início de cada semestre, a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL, para que
apresente o programa de trabalho acordado, com os objetivos e prioridades previstos para o
semestre.

8. Realizar reuniões semestrais com o Foro Consultivo Econômico-Social a fim de intercambiar


informações e opiniões sobre o desenvolvimento do MERCOSUL.

9. Organizar reuniões públicas, sobre questões vinculadas ao desenvolvimento do processo de


integração, com entidades da sociedade civil e os setores produtivos.

10. Receber, examinar e se for o caso encaminhar aos órgãos decisórios petições de qualquer
particular, sejam pessoas físicas ou jurídicas, dos Estados Partes, relacionadas com atos ou
omissões dos órgãos do MERCOSUL.

11. Emitir declarações, recomendações e relatórios sobre questões vinculadas ao desenvolvimento


do processo de integração, por iniciativa própria ou por solicitação de outros órgãos do MERCOSUL.

12. Com o objetivo de acelerar os correspondentes procedimentos internos para a entrada em vigor
das normas nos Estados Partes, o Parlamento elaborará pareceres sobre todos os projetos de
normas do MERCOSUL que requeiram aprovação legislativa em um ou vários Estados Partes, em
um prazo de noventa dias (90) a contar da data da consulta. Tais projetos deverão ser
encaminhados ao Parlamento pelo órgão decisório do MERCOSUL, antes de sua aprovação.

Se o projeto de norma do MERCOSUL for aprovado pelo órgão decisório, de acordo com os termos
do parecer do Parlamento, a norma deverá ser enviada pelo Poder Executivo nacional ao seu
respectivo Parlamento, dentro do prazo de quarenta e cinco (45) dias, contados a partir da sua
aprovação.

Nos casos em que a norma aprovada não estiver de acordo com o parecer do Parlamento, ou se
este não tiver se manifestado no prazo mencionado no primeiro parágrafo do presente inciso a
mesma seguirá o trâmite ordinário de incorporação.

Os Parlamentos nacionais, segundo os procedimentos internos correspondentes, deverão adotar as


medidas necessárias para a instrumentalização ou criação de um procedimento preferencial para a
consideração das normas do MERCOSUL que tenham sido adotadas de acordo com os termos do
parecer do Parlamento mencionado no parágrafo anterior.

O prazo máximo de duração do procedimento previsto no parágrafo precedente, não excederá


cento e oitenta (180) dias corridos, contados a partir do ingresso da norma no respectivo
Parlamento nacional.

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Se dentro do prazo desse procedimento preferencial o Parlamento do Estado Parte não aprovar a
norma, esta deverá ser reenviada ao Poder Executivo para que a encaminhe à reconsideração do
órgão correspondente do MERCOSUL.

13. Propor projetos de normas do MERCOSUL para consideração pelo Conselho do Mercado Comum,
que deverá informar semestralmente sobre seu tratamento.

14. Elaborar estudos e anteprojetos de normas nacionais, orientados à harmonização das


legislações nacionais dos Estados Partes, os quais serão comunicados aos Parlamentos nacionais
com vistas a sua eventual consideração.

15. Desenvolver ações e trabalhos conjuntos com os Parlamentos nacionais, a fim de assegurar o
cumprimento dos objetivos do MERCOSUL, em particular aqueles relacionados com a atividade
legislativa.

16. Manter relações institucionais com os Parlamentos de terceiros Estados e outras instituições
legislativas.

17. Celebrar, no âmbito de suas atribuições, com o assessoramento do órgão competente do


MERCOSUL, convênios de cooperação ou de assistência técnica com organismos públicos e
privados, de caráter nacional ou internacional.

18. Fomentar o desenvolvimento de instrumentos de democracia representativa e participativa no


MERCOSUL.

19. Receber dentro do primeiro semestre de cada ano um relatório sobre a execução do orçamento
da Secretaria do MERCOSUL do ano anterior.

20. Elaborar e aprovar seu orçamento e informar sobre sua execução ao Conselho do Mercado
Comum no primeiro semestre do ano, posterior ao exercício.

21. Aprovar e modificar seu Regimento interno.

22. Realizar todas as ações pertinentes ao exercício de suas competências.

O Parlamento do MERCOSUL é um órgão unicameral, que tem como uma de suas funções principais
agilizar os procedimentos internos para a entrada em vigor de normas no âmbito do MERCOSUL.
Para isso, o Parlamento do MERCOSUL elabora Pareceres sobre todas as normas que requeiram
aprovação legislativa, devendo os projetos ser a ele encaminhados antes da aprovação pelo órgão
decisório.

A entrada em vigor de normas no âmbito do MERCOSUL não é algo tão simples. Para que uma norma
entre em vigor simultaneamente em todos os Estados membros do bloco regional, ela precisa seguir
um trâmite previsto no Protocolo de Ouro Preto.

Segundo o art. 40 do Protocolo de Ouro Preto, após aprovada uma norma, ela precisa ser
internalizada ao ordenamento jurídico de cada Estado-membro do MERCOSUL. O procedimento
de internalização depende do que estabelece o ordenamento jurídico de cada país. No Brasil, por
exemplo, qualquer acordo internacional (dentre os quais estão as normas dos órgãos do MERCOSUL)
depende, para ser incorporado ao ordenamento jurídico pátrio, de aprovação do Congresso Nacional
e da edição de decreto pelo Chefe do Executivo.

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Cada país, ao internalizar uma norma em seu ordenamento jurídico interno, deverá comunicar à
Secretaria do MERCOSUL quanto a esse fato. Quando todos os Estados-membros tiverem
internalizado a norma, a Secretaria do MERCOSUL comunicará o fato a cada um deles. Essa
comunicação tem como objetivo alertar os Estados-membros do MERCOSUL de que a norma entrará
em vigor. As normas entrarão em vigor 30 dias após a comunicação efetuada pela Secretaria do
MERCOSUL.

Sem qualquer dúvida, esse rito processual para a entrada em vigor simultâneo de normas é bastante
complexo e prejudica a segurança jurídica no âmbito do MERCOSUL. A quantidade de normas
emitidas pelos órgãos decisórios do bloco regional é considerável, mas muitas delas não chegam
nunca a entrar em vigor.

Cabe destacar, todavia, que em uma tentativa de desburocratizar a processualística para a entrada
em vigor das normas emanadas pelos órgãos decisórios do MERCOSUL, tem sido bastante usado
pelos países do MERCOSUL o argumento de que, quando a norma dispuser sobre assuntos
relacionados ao funcionamento interno do bloco, esta não precisa ser incorporada aos
ordenamentos jurídicos nacionais. Tal argumento encontra amparo jurídico na Decisão CMC nº
23/2000, que exige apenas que os Estados-partes entendam conjuntamente (por consenso) que o
conteúdo da norma trata de assuntos relativos à organização e funcionamento interno do
MERCOSUL.

3.5. FORO CONSULTIVO ECONÔMICO-SOCIAL:

O Foro Consultivo Econômico Social (FCES) é o órgão de representação dos setores econômicos e
sociais dos países-membros do MERCOSUL. Possui função consultiva, manifestando-se mediante
Recomendações. No exercício dessa função consultiva, o FCES atua por iniciativa própria ou
mediante consulta de outros órgãos do MERCOSUL. Por meio da atuação da FCES, o MERCOSUL,
enquanto organização internacional, toma consciência dos anseios e do pensamento do setor
privado de cada Estado-membro

3.6. SECRETARIA DO MERCOSUL:

A Secretaria do MERCOSUL possui sede em Montevidéu e é o órgão de apoio operacional e


administrativo do MERCOSUL.

Suas atividades principais são: i) servir como arquivo oficial da documentação do MERCOSUL; ii)
publicar e comunicar as decisões adotadas no âmbito do MERCOSUL; iii) organizar os aspectos
logísticos do CMC, GMC e CCM; iv) informar regularmente os Estados Partes sobre as medidas
implementadas por cada país para incorporar em seu ordenamento jurídico as normas emanadas
dos órgãos do Mercosul e; v) editar o Boletim Oficial do MERCOSUL e; vi) registrar as listas nacionais
dos árbitros e especialistas, conforme dispõe o Protocolo de Olivos.

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Conselho do Mercado
Comum
Estrutura
Tratado de
Institucional
Assunção
Provisória
Grupo do Mercado Comum

Conselho do Mercado Comum

Grupo do Mercado Comum

Comissão de Comércio do
Mercosul
Protocolo de Ouro Estrutura institucional
Preto definitiva Parlamento do Mercosul

Conferiu personalidade Foro Consultivo Econômico-Social


jurídica de direito
internacional público ao
Mercosul Secretaria do Mercosul

41. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Em dezembro de 1994, foi aprovado o Protocolo de Olivos, por meio do qual foi estabelecida
a estrutura institucional do MERCOSUL e sua personalidade jurídica internacional.

Comentários

A estrutura institucional do MERCOSUL foi definida pelo Protocolo de Ouro Preto (e não pelo
Protocolo de Olivos!). Da mesma forma, foi o Protocolo de Ouro Preto que atribuiu personalidade
jurídica de direito internacional ao MERCOSUL.

Gabarito: errada

42. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

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O conjunto normativo do MERCOSUL tem caráter obrigatório e aplicação direta, não havendo
necessidade de ser incorporado ao ordenamento jurídico dos Estados-membros.

Comentários

A entrada em vigor de normas do MERCOSUL depende da incorporação ao ordenamento jurídico


interno de todos os Estados-membros. Dessa forma, não se pode dizer que elas têm aplicação direta.

Gabarito: errada

43. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

O Parlamento do MERCOSUL, desde a sua criação, caracteriza-se como órgão político superior
desse bloco regional.

Comentários

O órgão político de cúpula do MERCOSUL, desde sua criação, é o Conselho do Mercado Comum
(CMC).

Gabarito: errada

44. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Entre as competências do Parlamento do MERCOSUL, inclui-se a de aprovar o orçamento e a


prestação de contas anual apresentada por sua secretaria administrativa.

Comentários

A aprovação do orçamento e da prestação de contas anual apresentada pela Secretaria do


MERCOSUL compete ao Grupo do Mercado Comum (GMC).

Gabarito: errada

45. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

O MERCOSUL tornou-se uma organização internacional, dotada de personalidade jurídica,


apenas a partir de 1995, quando entrou em vigor o Protocolo de Ouro Preto.

Comentários

Somente com a entrada em vigor do Protocolo de Ouro Preto é que foi reconhecida a personalidade
jurídica de direito internacional do MERCOSUL, que a partir de então se tornou uma organização
internacional.

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Gabarito: certa

46. (ACE-2008)

No marco institucional do MERCOSUL, definido pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de


Ouro Preto, as negociações entre governos, sem mediação de órgãos supranacionais, resultam
em decisões consensuais, visto que nesse acordo não se faz uso de votações.

Comentários

Os órgãos decisórios do MERCOSUL (Conselho do Mercado Comum, Grupo do Mercado Comum e


Comissão de Comércio do MERCOSUL) tomam suas decisões mediante consenso.

Gabarito: certa

47. (TRF – 2005)

O Grupo Mercado Comum, órgão máximo na estrutura do MERCOSUL, tem poderes para, por
consenso, tomar decisões obrigatórias para os membros do bloco.

Comentários

O órgão máximo da estrutura do MERCOSUL é o Conselho do Mercado Comum (CMC). O GMC é o


órgão executivo do bloco.

Gabarito: errada

48. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL.

Comentários

O órgão executivo do MERCOSUL é o Grupo Mercado Comum (GMC).

Gabarito: errada

49. (ACE-1997- adaptada)

O Conselho do Mercado Comum pode firmar acordos com outros países em nome do
MERCOSUL.

Comentários

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O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão de cúpula do MERCOSUL, possuindo competência


para exercer a titularidade da pessoa jurídica desse bloco regional. Logo, é o CMC quem firma
acordos com outros países e organizações internacionais em nome do MERCOSUL.

Gabarito: certa

50. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)

O Tratado de Assunção e os Protocolos de Ouro Preto foram instrumentos jurídicos que,


embora não tenham sido cumpridos em todos os aspectos, deram certa previsibilidade e
confiança aos negociadores e operadores diplomáticos e econômicos da integração sub-
regional.

Comentários

De fato, o Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto, ao estabelecer as bases jurídicas para
a existência do MERCOSUL, permitiram que se tivesse maior confiança na integração regional.

Gabarito: certa

51. (MDIC-2009 / Área Administrativa - adaptada)

O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. É formado por


representantes dos seguintes organismos de cada país: Ministério das Relações Exteriores,
Ministério da Economia (ou equivalente) e Banco Central. É coordenado pelos Ministérios das
Relações Exteriores.

Comentários

O órgão executivo do MERCOSUL é o Grupo do Mercado Comum (GMC). Ele é composto de 4


membros titulares e 4 membros alternos por país, dentre os quais devem constar, necessariamente,
representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, dos Ministérios da Economia (ou
equivalentes) e dos Bancos Centrais. O GMC é coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores.

Gabarito: errada

52. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

O Conselho do Mercado Comum é integrado por ministros das relações exteriores, ministros
da economia e ministros da justiça dos Estados-partes.

Comentários

O CMC é integrado pelos Ministros das Relações Exteriores e pelos Ministros da Economia, ou seus
equivalentes, dos Estados partes. Os Ministros da Justiça dos Estados-partes não integram o CMC.

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Gabarito: errada

53. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

O Conselho Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do


MERCOSUL são instâncias intergovernamentais que adotam o consenso como critério
decisório.

Comentários

Os órgãos decisórios do MERCOSUL (Conselho do Mercado Comum, Grupo Mercado Comum e


Comissão de Comércio do MERCOSUL) tomam decisões por consenso. Conforme afirma a questão,
os três são órgãos intergovernamentais.

Gabarito: certa

54. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

O Protocolo de Ouro Preto estabeleceu, entre outros pontos, os critérios e os procedimentos


para a resolução de controvérsias comerciais entre os Estados-parte, a estrutura institucional
definitiva do bloco e os requisitos para a adesão de novos membros.

Comentários

O Protocolo de Ouro Preto definiu a estrutura institucional e conferiu personalidade jurídica de


direito internacional ao MERCOSUL. O sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL foi
estabelecido pelo Protocolo de Olivos, sobre o qual estudaremos mais à frente.

Gabarito: errada

55. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

A Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável pela prestação de


serviços aos demais órgãos do MERCOSUL. Tem sede permanente em Montevidéu, Uruguai.

Comentários

De fato, a Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável por prestar serviços
aos demais órgãos do bloco regional. Sua sede permanente é em Montevidéu.

Gabarito: certa

56. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

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A Comissão Parlamentar Conjunta é, atualmente, o órgão representativo dos parlamentos dos


países membros no âmbito do MERCOSUL.

Comentários

A Comissão Parlamentar Conjunta (CPC) foi criada pelo Protocolo de Ouro Preto, mas hoje não existe
mais. Ela foi substituída pelo Parlamento do MERCOSUL, que é o órgão que representa os povos dos
Estados-parte do bloco regional.

Gabarito: errada

57. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

O Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do


MERCOSUL são órgãos de natureza intergovernamental.

Comentários

Todos os órgãos do MERCOSUL possuem natureza intergovernamental.

Gabarito: certa

58. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

A Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL mudou de denominação para Parlamento do


MERCOSUL, mas manteve o número de competências.

Comentários

Não se pode dizer que a Comissão Parlamentar Conjunta mudou de nome. Na verdade, ela foi
sucedida pelo Parlamento do MERCOSUL, que recebeu um rol muito mais extenso de competências.

Gabarito: errada

59. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

A Comissão de Comércio do MERCOSUL é o órgão que tem por função velar pela aplicação dos
instrumentos de política comercial comum acordados pelos países membros para o
funcionamento da união aduaneira. Compete-lhe acompanhar e revisar os temas e matérias
relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-MERCOSUL e com
terceiros países. É coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores.

Comentários

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Segundo o art. 16 do Protocolo de Ouro Preto, a Comissão de Comércio do MERCOSUL possui


competência para velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados
pelos Estados Partes para o funcionamento da união aduaneira, bem como acompanhar e revisar
os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-
Mercosul e com terceiros países. A coordenação da CCM está a cargo dos Ministérios das Relações
Exteriores.

Gabarito: certa

60. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

O Foro Consultivo Econômico-Social é um órgão com função consultiva, formado por


representantes dos setores econômicos e sociais de cada país membro.

Comentários

O Foro Consultivo Econômico-Social (FCES) é um órgão de natureza consultiva, sendo a


representação dos setores econômicos e sociais de cada país membro.

Gabarito: certa

61. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

É competência do Grupo Mercado Comum editar o Boletim Oficial do MERCOSUL.

Comentários

A Secretaria do MERCOSUL é o órgão com competência para editar o Boletim Oficial do MERCOSUL.

Gabarito: errada

62. (ACE-2002 - adaptada)

O Protocolo de Ouro Preto, firmado aos 17 de dezembro de 1994 deu origem ao Conselho do
Mercado Comum e ao Grupo do Mercado Comum, principais instâncias institucionais do
MERCOSUL.

Comentários

Pegadinha! O Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo do Mercado Comum (GMC) foram
criados pelo Tratado de Assunção. Quando foi celebrado o Protocolo de Ouro Preto, esses dois
órgãos já existiam.

Gabarito: errada

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63. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

Constituem órgãos do MERCOSUL, de capacidade decisória e natureza intergovernamental, o


Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do
MERCOSUL, bem como o Tribunal Permanente de Revisão e o Parlamento do MERCOSUL.

Comentários

O Parlamento do MERCOSUL e o Tribunal Permanente de Revisão não são órgãos decisórios. O


Parlasul tem função consultiva, enquanto o TPR exerce função jurisdicional.

Gabarito: errada

64. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum a propositura de projetos de decisões ao


Conselho do Mercado Comum e o exercício da titularidade da personalidade jurídica do
MERCOSUL.

Comentários

De fato, o Grupo Mercado Comum (GMC) tem competência para propor projetos de decisões ao
Conselho do Mercado Comum (CMC). No entanto, o exercício da titularidade da personalidade
jurídica do MERCOSUL compete ao Conselho do Mercado Comum.

Gabarito: errada

65. (ACE – 2002 – adaptada)

Ao levar adiante a decisão de constituir uma união aduaneira, o Protocolo de Ouro Preto
aprofundou o processo de integração do MERCOSUL, obrigando os governos dos estados-parte
a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes à gestão do déficit fiscal e da busca
de estabilidade de preços.

Comentários

O Protocolo de Ouro Preto definiu a estrutura institucional do MERCOSUL, não estabelecendo


qualquer disposição mandatória no sentido de que os membros desse bloco devem coordenar suas
políticas macroeconômicas.

Gabarito: errada

66. (ACE – 2002 - adaptada)

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O Protocolo de Ouro Preto instituiu a Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria


Administrativa do MERCOSUL, e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de criar
órgãos auxiliares, nos termos do mesmo Protocolo, considerados necessários à consecução dos
objetivos do processo de integração.

Comentários

O Protocolo de Ouro Preto criou a Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria


Administrativa do MERCOSUL. Ao mesmo tempo, conferiu competência ao CMC para criar outros
órgãos necessários para a consecução dos objetivos de integração.

Gabarito: certa

67. (ACE – 2002 – adaptada)

Ao instituir a representação proporcional ao número de habitantes na Comissão Parlamentar


Conjunta, o Protocolo de Ouro Preto atendeu parcialmente aos reclamos de que haveria um
“déficit democrático” no MERCOSUL, criando as condições para que tal Comissão evolua no
sentido de se tornar um parlamento regional, a exemplo do que hoje é o Parlamento Europeu.

Comentários

A Comissão Parlamentar Conjunta, que foi sucedida pelo Parlamento do MERCOSUL, não possuía
representação proporcional ao número de habitantes dos Estados-membros do bloco regional. Ao
contrário, a Comissão Parlamentar Conjunta era integrada pelo mesmo número de representantes
de cada Estado-parte.

Gabarito: errada

68. (ACE – 2002 – adaptada)

Ao instituir alguns órgãos e especificar as funções de outros, o Protocolo de Ouro Preto


avançou no desenho institucional do MERCOSUL, reduzindo sua dimensão intergovernamental
e favorecendo a integração das economias, em particular ao prover um eficaz mecanismo de
solução de controvérsias comerciais.

Comentários

Todos os órgãos criados pelo Protocolo de Ouro Preto possuem caráter intergovernamental, o que
torna errada a afirmação de que esta norma internacional reduziu a dimensão intergovernamental
do MERCOSUL. Ademais, o Protocolo de Ouro Preto não estabeleceu um sistema de solução de
controvérsias para o MERCOSUL.

Gabarito: errada

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69. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

Quaisquer controvérsias entre os Estados-partes a respeito da interpretação, da aplicação ou


do descumprimento das disposições contidas no Tratado de Assunção e dos acordos
celebrados no âmbito desse tratado devem ser submetidas exclusivamente aos procedimentos
de solução estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto.

Comentários

O Protocolo de Ouro Preto não estabeleceu um sistema de solução de controvérsias para o


MERCOSUL. O que esse normativo fez foi atribuir personalidade jurídica de direito internacional ao
MERCOSUL e, adicionalmente, definir sua estrutura institucional.

Gabarito: errada

70. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

Ao Conselho do Mercado Comum, órgão superior do MERCOSUL, cabem a condução política


do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos
estabelecidos pelo Tratado de Assunção, devendo esse conselho reunir-se, pelo menos, uma
vez por bimestre, com a participação dos presidentes dos Estados-partes.

Comentários

O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do MERCOSUL, a ele cabendo a condução
política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos
objetivos do Tratado de Assunção. No entanto, o CMC deve se reunir, no mínimo, uma vez por
semestre, com a participação dos Presidentes dos Estados-partes.

Gabarito: errada

71. (Questão Inédita)

O Parlamento do MERCOSUL é o órgão responsável por internalizar na estrutura normativa dos


Estados-Parte as decisões do Conselho do Mercado Comum.

Comentários

A internalização de normas no ordenamento jurídico dos Estados-membros do MERCOSUL é feita


conforme a legislação nacional de cada um destes Estados. No Brasil, por exemplo, para que uma
norma seja internalizada, é necessário a aprovação do Congresso Nacional mediante decreto
legislativo e posterior ratificação do Presidente da República.

Gabarito: errada

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72. (Questão Inédita)

O Foro Consultivo Econômico Social é o órgão de representação dos setores econômicos e


sociais, manifestando-se mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum.

Comentários

O Foro Consultivo Econômico-Social tem função consultiva, manifestando-se mediante


Recomendações ao GMC.

Gabarito: certa

73. (Questão Inédita)

As decisões no âmbito do Conselho do Mercado Comum e do Grupo Mercado Comum serão


tomadas por consenso.

Comentários

As decisões dos órgãos decisórios do MERCOSUL (CMC, GMC e CCM) são tomadas mediante
consenso.

Gabarito: certa

74. (Questão Inédita)

São órgãos com capacidade decisória, de natureza supranacional, o Conselho do Mercado


Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL.

Comentários

Os órgãos decisórios do MERCOSUL são, conforme afirma a questão, o Conselho do Mercado


Comum, o Grupo do Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. O erro da assertiva
está, no entanto, em afirmar que estes têm caráter supranacional. Tais órgãos possuem natureza
intergovernamental.

Gabarito: errada

75. (Questão Inédita)

O Protocolo de Ouro Preto permite que sejam criados novos órgãos auxiliares no âmbito do
MERCOSUL com o objetivo de atingir as metas do processo de integração.

Comentários

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Quando foi assinado o Protocolo de Ouro Preto foi prevista liberdade para que fossem criados novos
órgãos auxiliares com o objetivo de atingir as metas do processo de integração. A competência para
a criação desses órgãos é do Conselho do Mercado Comum.

Gabarito: certa

76. (Questão Inédita)

O Protocolo de Ouro Preto pôs fim à transitoriedade do MERCOSUL, conferindo a este


personalidade jurídica de direito internacional.

Comentários

O Protocolo de Ouro Preto atribuiu explicitamente personalidade jurídica de direito internacional ao


MERCOSUL.

Gabarito: certa

77. (Questão Inédita)

O Conselho do Mercado Comum é o órgão superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a


condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção.

Comentários

De fato, compete ao Conselho do Mercado Comum (CMC) a condução política do processo de


integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo
Tratado de Assunção.

Gabarito: certa

78. (Questão Inédita)

O Parlamento do MERCOSUL não possui competência para a criação de normas supranacionais.

Comentários

O Parlamento do MERCOSUL não possui função legislativa, muito menos para criar normas
supranacionais.

Gabarito: certa

79. (Questão Inédita)

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A vigência simultânea de normas no MERCOSUL depende da sua internalização no


ordenamento jurídico nacional de cada Estado-membro e da posterior comunicação à
Secretaria Administrativa do MERCOSUL. As normas entrarão em vigor simultaneamente nos
Estados Partes 30 dias após a data da comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do
MERCOSUL de que todos os Estados já internalizaram as referidas normas.

Comentários

Conforme já comentamos, o processo de internalização das normas no âmbito do MERCOSUL possui


as seguintes fases:

1) A norma é criada e, para obter vigência simultânea em todos os Estados-membros, deverá ser
internalizada por cada um deles.

2) Assim que um membro internaliza a norma ao seu ordenamento jurídico interno, ele comunica à
Secretaria do MERCOSUL.

3) Ao receber a comunicação da internalização por todos os Estados-membros, a Secretaria do


MERCOSUL fará a comunicação do fato a cada um deles. A referida norma entrará em vigor nos
Estados-parte simultaneamente 30 dias a partir dessa comunicação ter sido efetuada.

Por tudo o que comentamos, a questão está correta.

Gabarito: certa

80. (Procurador BACEN / 2009)

No Protocolo Constitutivo do Parlamento do MERCOSUL, está expressamente estabelecido o


princípio de trato especial e diferenciado a países de economias menores.

Comentários

Um dos princípios previstos no Protocolo Constitutivo do Parlamento do MERCOSUL é o trato


especial e diferenciado para os países de economias menores e para as regiões com menor grau de
desenvolvimento.

Gabarito: certa

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4. RESULTADOS DO MERCOSUL

4.1. EXCEÇÕES AO LIVRE-COMÉRCIO INTRA-MERCOSUL:

Embora seja possível advogar que há uma livre circulação de mercadorias em relação ao substancial
do comércio no MERCOSUL, ainda há algumas restrições ao comércio intrabloco, dentre as quais
citamos: i) setor automotivo e açúcar; ii) aplicação de medidas de defesa comercial intrabloco; iii)
aplicação de medidas de salvaguarda no comércio bilateral Brasil-Argentina, com amparo no
Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC); iv) bens oriundos de zonas francas comerciais, zonas
francas industriais, zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais; v)
restrições à livre circulação de serviços e; vi) outras restrições não-tarifárias.

Dizer que há livre circulação de mercadorias é o mesmo que dizer que há uma margem de
preferência de 100%. Atenção para o cálculo da margem de preferência, que segue critérios
diferentes na OMC e na ALADI:

a) Na OMC: Se a alíquota do imposto de importação é 30% e é concedida uma preferência


de 10%, esta será subtraída do valor total do imposto. Assim: Imposto = 30%-10%=20%

b) Na ALADI: Se a alíquota do imposto de importação é 30% e é concedida uma preferência


de 10%, esta representará um percentual do valor total do imposto, que dele será
descontada. Assim: 10% de 30 = 3% / 30% -3% = 27%.

a) No que diz respeito à aplicação de medidas de defesa comercial, precisamos enxergá-las


sob duas óticas diferentes: i) medidas de defesa comercial aplicadas pelos membros do
MERCOSUL uns contra os outros e; ii) medidas de defesa comercial aplicadas contra
terceiros países.

No comércio intrabloco, é possível que os membros do MERCOSUL apliquem direitos antidumping


e medidas compensatórias uns contra os outros. É possível, ainda, que sejam aplicadas medidas de
salvaguarda no comércio entre Brasil e Argentina, ao amparo do Mecanismo de Adaptação
Competitiva (MAC).

Segundo o art. XXIV do GATT, não podem ser aplicadas medidas de defesa comercial no interior de
áreas de livre comércio e uniões aduaneiras. No entanto, o que se percebe na prática é que é
bastante comum que sejam aplicadas medidas de defesa comercial entre integrantes de acordos

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regionais. Para boa parte da doutrina, isso seria incompatível com as regras do sistema multilateral
de comércio.

Quanto à aplicação de medidas de defesa comercial contra terceiros países, cabe destacar que,
enquanto união aduaneira, o MERCOSUL deveria utilizar esses instrumentos de forma conjunta. Em
outras palavras, deveria existir uma medida antidumping ou medida compensatória aplicada pelo
MERCOSUL (e não aplicadas isoladamente pelo Brasil ou pela Argentina!). Isso porque, em uma
união aduaneira, deve existir uma política comercial comum em relação a terceiros países.

Todavia, isso ainda está longe de ser uma realidade. Cada país do MERCOSUL aplica,
individualmente, medidas antidumping e medidas compensatórias contra terceiros países. Em
relação às medidas de salvaguardas, já existe a possibilidade de que estas sejam aplicadas de forma
unificada pelo MERCOSUL. Tal possibilidade foi instituída pela Decisão CMC nº 17/96, intitulada
“Regulamento Comum sobre a Aplicação de Salvaguardas”, visando à proteção da indústria regional.
12

b) Quanto ao Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC), este consiste na possibilidade


de aplicação de medidas de salvaguarda no comércio bilateral Brasil-Argentina. Por meio
do MAC, a indústria nacional (brasileira ou argentina, conforme o caso) pode fazer
apresentar uma petição ao governo, alegando o aumento substancial das importações,
dano importante ou ameaça de dano importante e, ainda, nexo de causalidade entre o
aumento das importações e o dano. 13

Recebida a petição, o governo produz um relatório e o apresenta à Comissão de Monitoramento do


Comércio Bilateral. Essa comissão convoca os setores privados dos dois países para negociações, o
que é inédito em termos de salvaguardas. Caso não se chegue a um acordo setorial, tem início a
investigação para a aplicação de medidas de salvaguarda. As salvaguardas poderão, ao final da
investigação, ser aplicadas na forma de restrições quantitativas ou na forma de tarifas aduaneiras.14

O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) não pode ser considerado uma barreira
comercial intra-MERCOSUL, uma vez que trata-se de um mecanismo bilateral existente
entre Brasil e Argentina.

c) Segundo a Decisão CMC nº 08/94, os Estados-partes do MERCOSUL aplicarão a Tarifa


Externa Comum (TEC) sobre as mercadorias provenientes de zonas francas comerciais,

12
BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: Aduaneiras, 2007. pp.210-211.
13
BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: Aduaneiras, 2007. pp.233-234.
14
BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: Aduaneiras, 2007. pp.233-234.

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zonas francas industriais, zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras


especiais. É possível, ainda, que sejam aplicadas medidas de salvaguardas caso essas
importações aumentem substancialmente, de forma a causar dano ou ameaça de dano
para o país importador.

Cabe destacar que, em regra, as mercadorias fabricadas em zonas francas, ao serem vendidas para
qualquer outra parte do território nacional, sofrem incidência tributária (Ex: celular industrializado
na ZFM, ao ser vendido para São Paulo, sofre incidência tributária relativamente aos insumos
importados) Logo, nada mais natural do que as mercadorias produzidas em zonas francas também
sofram incidência tributária quando vendidas para outros países do MERCOSUL.

d) A livre circulação de serviços é algo extremamente complexo e depende de grandes


mudanças nas legislações nacionais. Lembre-se de que quando falamos em livre
circulação de serviços, estamos nos referindo aos quatro modos de prestação de serviços
previstos no GATS (comércio transfronteiriço, consumo no exterior, presença comercial e
movimento temporário de pessoas físicas).

Será que um advogado brasileiro consegue exercer sua função sem restrições na Argentina? Será
que uma escola argentina consegue se instalar no Brasil sem quaisquer problemas? Um estudante
brasileiro que faz um curso de graduação em medicina na Argentina consegue validar seu diploma
no Brasil?

Amigos, é um longo caminho...

De qualquer forma, já foi assinado pelos membros do MERCOSUL o Protocolo de Montevidéu, cujo
objetivo é promover a liberalização do comércio de serviços entre os membros do bloco. O Protocolo
de Montevidéu entrou em vigor em 2005 e prevê a liberalização do comércio de serviços no
MERCOSUL dentro de 10 anos a contar dessa data. Até hoje, todavia, não se pode dizer que foi
implementada no MERCOSUL a livre circulação de serviços.

e) No comércio intrabloco, pode-se afirmar que existem inúmeras barreiras não-tarifárias


que funcionam como restrições disfarçadas e arbitrárias ao comércio internacional. O
comércio bilateral Brasil-Argentina é um verdadeiro exemplo disso, sendo possível
perceber verdadeira “troca de gentilezas” entre esses dois países. No ano de 2011, por
exemplo, a Argentina, por estar acumulando grande déficit em sua balança comercial com
o Brasil, submeteu um extenso rol de produtos brasileiros ao regime de licenciamento
não-automático (necessidade de autorização governamental prévia à importação). Como
“retaliação”, o Brasil impôs licenças de importação sobre automóveis, único setor em que
a Argentina vinha obtendo superávits em relação ao Brasil.

É difícil acreditar no futuro do MERCOSUL com tantas restrições comerciais. Para refletirmos, pode-
se mesmo perguntar se o MERCOSUL já constitui, de fato, uma área de livre comércio...

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4.2. EXCEÇÕES À POLÍTICA COMERCIAL COMUM EM RELAÇÃO A TERCEIROS PAÍSES:

Uma união aduaneira pressupõe a existência de uma política comercial comum em relação a
terceiros países. Dessa forma, não só os direitos aduaneiros, mas também as demais
regulamentações comerciais, devem ser essencialmente os mesmos. Segundo a doutrina
dominante, o MERCOSUL ainda não chegou a esse estágio, podendo ser considerado apenas uma
união aduaneira imperfeita.

Podemos dizer, portanto, que o processo de aprofundamento institucional do MERCOSUL rumo à


união aduaneira reclama três importantes passos: i) maior convergência à Tarifa Externa Comum
(fim das exceções à TEC); ii) eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC; iii) estabelecimento
do Código Aduaneiro do MERCOSUL.

4.2.1. Exceções à Tarifa Externa Comum:

A Tarifa Externa Comum (TEC) é uma tabela que relaciona as alíquotas do imposto de importação
aplicáveis a cada código de classificação fiscal. Essa tabela, como regra geral, vale para todos os
membros do MERCOSUL. Assim, se o Brasil aplica uma alíquota de 15% sobre guindastes, a
Argentina, o Uruguai e o Paraguai irão ter que aplicar esse mesmo percentual. A existência de uma
Tarifa Externa Comum (TEC) materializa a política comercial comum em relação a terceiros países e,
portanto, é o pressuposto básico da existência de uma união aduaneira.

No MERCOSUL, todavia, alguns produtos são mantidos à margem da TEC, isto é, sobre eles não
incide a tributação prevista na TEC. As exceções à TEC são as seguintes:

4.2.1.1. Listas de Exceções à TEC

Cada país-membro do MERCOSUL pode manter uma Lista de Exceções à TEC. Para esses produtos,
cada país poderá decidir livremente qual será a alíquota do imposto de importação a ser cobrada.
Destaque-se que, para esses produtos, o país pode decidir aplicar uma alíquota superior ou inferior
à da TEC (ele tem ampla discricionariedade para isso!)

Atualmente, está em vigor a Decisão CMC nº 58/201015, que determina que Brasil e Argentina
poderão manter 100 códigos na Lista de Exceções à TEC até 31/12/2021; o Uruguai poderá manter
225 códigos até 31/12/2022; a Venezuela poderá manter 225 códigos até 31/12/202216; e o Paraguai
poderá manter até 649 códigos até 31/12/2023.

A Decisão CMC nº 58/2010 foi modificada pela Decisão CMC nº 26/2015.


15

Com a suspensão da Venezuela do MERCOSUL, esse dispositivo acaba ficando sem efeitos práticos no
16

momento.

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Cada país poderá modificar, a cada (6) seis meses, até 20% dos códigos tarifários relacionados em
sua Lista de Exceções à TEC. Ao compor suas Listas, os países deverão valorizar a oferta exportável
existente no MERCOSUL.

Imaginem a seguinte situação! O Brasil é um grande produtor de têxteis e potencial exportador


desses produtos para os países do MERCOSUL. A alíquota da TEC sobre têxteis é de 35%, ou seja,
esses produtos circulam livremente no MERCOSUL, mas, quando originários de terceiros países, têm
que pagar uma alíquota elevada para entrarem em qualquer dos países do bloco. Se a Argentina
colocar têxteis em sua Lista de Exceções com uma alíquota inferior à prevista na TEC, isso irá
prejudicar o Brasil face aos seus concorrentes estrangeiros. Daí é que é necessário que os países do
MERCOSUL, ao elaborar suas Listas de Exceções, valorizem a oferta exportável existente no bloco
regional. A Argentina, caso decida colocar têxteis como exceção à TEC, não deve cobrar uma alíquota
inferior àquela anteriormente em vigor; caso o faça, estará prejudicando o Brasil, seu parceiro
regional.

4.2.1.2. Por razões de desabastecimento interno

Pode ser que, por razões de desabastecimento interno, um país necessite incentivar a entrada de
produtos em seu território. Mas como incentivar a entrada de produtos?

Isso mesmo! Reduzindo o imposto de importação! Logo, por razões de desabastecimento interno,
um país pode impor uma alíquota do imposto de importação inferior à prevista na Tarifa Externa
Comum.

Esse procedimento está atualmente regulamentado pela Resolução GMC nº 08/2008, que dispõe
que essa redução é aplicável às importações de bens que se enquadrem, comprovadamente, nas
seguintes situações:

a) Impossibilidade de abastecimento normal e fluido na região, decorrente de desequilíbrios


de oferta e de demanda.

b) Existência de produção regional do bem, mas as características do processo produtivo


e/ou as quantidades solicitadas não justificam economicamente a ampliação da produção.

c) Existência de produção regional do bem, mas o Estado-Parte produtor não conta com
excedentes exportáveis suficientes para atender às necessidades demandadas.

d) Existência de produção regional de um bem similar, mas o mesmo não possui as


características exigidas pelo processo produtivo da indústria do país solicitante.

e) Desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para determinado


insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria- prima para insumo similar
mediante uma linha de produção alternativa.

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Na situação apresentada na letra “a” supra (“impossibilidade de abastecimento normal e fluido na


região, decorrente de desequilíbrios de oferta e de demanda”), cada Estado-membro do MERCOSUL
não poderá, simultaneamente, aplicar reduções tarifárias a mais do que 15 códigos tarifários. Nas
demais situações (letras “b”, “c”, “d” e “e”), cada membro do MERCOSUL poderá aplicar,
simultaneamente, reduções tarifárias a até 30 códigos tarifários.

Destaque-se que, quando o desabastecimento configurar-se situação de calamidade pública ou


risco à saúde pública, a quantidade de códigos tarifários poderá extrapolar os números previstos
na Resolução GMC nº 08/2008.

A Resolução GMC nº 08/2008 determina, ainda, que a redução seja aplicada na forma de cotas
tarifárias, isto é, segundo quantidades pré-estabelecidas. Isso quer dizer que se o Brasil decidir, por
exemplo, reduzir a alíquota do I.I incidente sobre milho por motivos de desabastecimento interno,
ele deverá estabelecer uma cota tarifária. Hipoteticamente, o Brasil cobraria a alíquota de 2% sobre
1000 toneladas de milho que entrassem em seu território naquele ano. O que extrapolasse 1000
toneladas de milho pagaria a alíquota da TEC (15%, por exemplo).

As alíquotas devem ser reduzidas ao limite mínimo de 2%, podendo a Comissão de Comércio do
MERCOSUL (CCM) reduzir para 0% em casos excepcionais. O Paraguai, por sua vez, recebe um
tratamento mais favorável e, para suas solicitações, a alíquota será reduzida a 0%.

4.2.1.3. Ex-Tarifários de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e


Telecomunicações (BIT)

Os bens de capital (BK) e os bens de informática e telecomunicações (BIT) são, por sua própria
natureza, bens de alto valor agregado, empregados em atividades produtivas com grande potencial
para geração de empregos.

Nesse sentido, é interessante para um governo estimular a importação desse tipo de bens, desde
que, é claro, isso não conflite com os interesses da indústria nacional. Mas como estimular a
importação sem causar prejuízos à indústria nacional produtora de BK e BIT?

Essa é uma excelente questão! O ex-tarifário é um mecanismo internacionalmente utilizado, que


consiste na redução do imposto de importação incidente sobre bens de capital e bens de
informática e telecomunicações que não tenham produção nacional.

No âmbito do MERCOSUL, a matéria é regulada pela Decisão CMC nº 57/2010. O objetivo é criar um
“Regime Comum de Importação de Bens de Capital não-produzidos no MERCOSUL” e um “Regime
Comum para a Importação de Bens de Informática e Telecomunicações”. Atualmente, cada membro
do MERCOSUL desenvolve sua própria política para bens de capital e bens de informática e
telecomunicações e, portanto, concede individualmente ex-tarifários. No entanto, o ideal de uma
união aduaneira é que a política comercial em relação a terceiros países seja unificada.

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No Brasil, a competência para a concessão de ex-tarifários é da CAMEX. Conforme já adiantamos, o


ex-tarifário é uma redução do imposto de importação concedida para bens de capital e bens de
informática e telecomunicações.

O ex-tarifário tem vigência de 2 anos: durante esse período, qualquer um que realizar a importação
de bem idêntico àquele contemplado com ex-tarifário fará jus à redução tarifária. Trata-se, dessa
forma, de uma redução objetiva17 do imposto de importação. Por meio do ex-tarifário, a alíquota de
bens de capital e de bens de informática e telecomunicações é reduzida para 2% (dois por cento).

4.2.1.4. Exceções à TEC em razão de suspensão de concessões comerciais

A Decisão CMC nº 18/2009 permite que um Estado-parte do MERCOSUL eleve a alíquota do imposto
de importação a um nível superior ao previsto na TEC em duas situações diferentes:

a) quando tiver sido autorizado pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC a


suspender concessões comerciais como consequência de um procedimento de solução
de controvérsias. Ex: o Brasil é autorizado pelo OSC a aplicar retaliações comerciais contra
os EUA. Em consequência, o Brasil eleva a alíquota do I.I incidente sobre as importações
de diversos produtos quando originários dos EUA.

b) quando, em consonância com o disposto no Artigo XXVIII do GATT de 1994, exerça a


faculdade de retirar concessões substancialmente equivalentes que tenham sido
negociadas originalmente com um Membro da OMC que pretenda modificar ou retirar
concessões. Ex: o México havia se comprometido a cobrar uma alíquota máxima para o
imposto de importação sobre automóveis de 20%. No entanto, ele decide renegociar esse
limite máximo. É possível? Sim, de acordo com o art. XXVIII do GATT é possível a
renegociação. Nesse caso, o Brasil, por julgar-se afetado, poderá elevar a alíquota do I.I
sobre produtos têxteis mexicanos para 40%, por exemplo.

Nas duas situações apresentadas, admite-se que um país eleve a alíquota do I.I acima da TEC sem
que os produtos tenham que constar na Lista de Exceções à TEC. Ou seja, o limite de produtos que
o Brasil pode colocar em sua Lista de Exceções (atualmente, 100 itens) não é afetado.

Destaque-se, ainda, que a Decisão CMC nº 18/2009 foi aprovada em um contexto em que o Brasil
tinha sido recentemente autorizado pelo OSC a aplicar retaliações comerciais contra os EUA, em
virtude do contencioso do algodão.

17
Dizemos que o ex-tarifário é uma redução objetiva porque ele não é concedido em razão da pessoa importadora,
mas sim ao produto.

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4.2.1.5. Perfurações à TEC

Conforme já estudamos, no âmbito da OMC, os países assumem compromissos em matéria de


direitos aduaneiros, definindo limites máximos para o imposto de importação. Imagine, todavia, a
seguinte situação!

O Paraguai assumiu o compromisso de cobrar um limite máximo de 15% sobre a importação de


automóveis. Posteriormente, o Paraguai passa a fazer parte do MERCOSUL, o qual, por sua vez, passa
a adotar uma Tarifa Externa Comum (TEC). Ocorre que a Tarifa Externa Comum (TEC) prevê que a
alíquota do I.I sobre automóveis originários de terceiros será de 35%. Olha o problema! O Paraguai
pode cobrar no máximo 15% de I.I sobre automóveis...

Qual a solução?

Segundo a Decisão CMC nº 17/2009, quando no MERCOSUL é aprovada uma norma estabelecendo
um nível de Tarifa Externa Comum (TEC) superior ao consolidado na OMC, prevalece, para esse
Estado Parte, a tarifa consolidada. Trata-se do que é conhecido como perfuração à TEC.

4.2.1.6. Conjuntura Econômica Internacional

A Decisão CMC nº 27/2015 estabeleceu que os Estados-partes do MERCOSUL poderão colocar 100
itens tarifários como exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) além da Lista de Exceções a que cada
um tem direito. Todavia, em relação a esses itens tarifários, a alíquota do imposto de importação
imposta pelos Estados em relação às importações extrazona deverá ser superior à alíquota da TEC.

Por óbvio, essa elevação da alíquota não poderá superar os limites tarifários consolidados por cada
Estado no âmbito da OMC. Lembremo-nos de que, em relação aos produtos constantes da Lista de
Exceções de cada país, atualmente regulada pela Decisão CMC nº 58/2010, a alíquota poderia ser
superior ou inferior à prevista na TEC.

Essa nova exceção à TEC foi criada com o objetivo de adequar a gestão da política tarifária no
MERCOSUL à conjuntura econômica internacional. Nota-se, nesse novo mecanismo, a presença de
fortes ideias protecionistas.

4.2.2. Eliminação da Multiplicidade de Cobrança da TEC:

A multiplicidade de cobrança da TEC ocorre quando um produto é importado por um membro do


MERCOSUL pagando a alíquota do imposto de importação prevista na TEC e, depois, esse mesmo
produto é exportado para um país dentro do bloco com nova incidência tributária. Nessa situação
diz-se que há uma dupla cobrança da TEC. Se esse produto for exportado novamente para outro país
do bloco, haverá nova incidência tributária e aí já falamos em múltipla cobrança da TEC. Para
entender como funciona a dupla ou múltipla cobrança da TEC, nada melhor do que um exemplo!

Imagine que o Uruguai importe um produto originário da Alemanha. Quando esse produto entra no
Uruguai, incidirá sobre ele o imposto de importação previsto na TEC, ok? Pode acontecer, no

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entanto, que o Uruguai exporte esse mesmo produto originário da Alemanha para o Brasil. E agora,
o que acontece? Bom, como o produto é originário da Alemanha e não do MERCOSUL, quando ele
entrar no Brasil, sobre ele incidirá novamente o imposto de importação previsto na TEC.

Veja que houve dupla incidência do I.I sobre esse produto-(quando ele entrou no Uruguai e quando
ele entrou no Brasil). Houve, portanto, dupla cobrança da TEC, o que não é o ideal de uma união
aduaneira. Para que haja a eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC, é necessário que,
quando esse produto entre no Uruguai, a partir daí ele possa circular livremente no bloco, ou seja,
passe a ser originário do MERCOSUL. Veja que, quando o produto entrou no Brasil, incidiu o I.I
porque ele, embora procedente do Uruguai, continuava a ser originário da Alemanha.18

Para que seja possível eliminar a multiplicidade da cobrança da TEC é preciso desenvolver um
mecanismo de distribuição da renda aduaneira, que é o principal entrave para sua aplicação.

“Mas como assim distribuição da renda aduaneira, professor?”

Imagine que o Uruguai importe geladeiras da China e nessa operação haja incidência tributária.
Posteriormente, essas geladeiras são exportadas do Uruguai para o Brasil. Se não houvesse a dupla
cobrança da TEC, o Brasil não recolheria nenhum valor do I.I para seus cofres, a menos que a renda
aduaneira gerada na primeira operação de importação pelo Uruguai fosse repartida (o que seria
mais justo!)

A fim de eliminar a dupla cobrança da TEC, foi emitida a Decisão CMC nº 10/2010, que fixou 3 (três)
etapas para a implementação desse avanço institucional. Para que se possa colocar um fim à dupla
(ou múltipla) cobrança da TEC, é necessário que os bens importados de terceiros países por um
Estado-parte sejam considerados, a partir daí, originários do MERCOSUL. Atualmente, está em
vigor a Decisão CMC nº 37/2005, que dispõe que receberão tratamento de bens originários do
MERCOSUL, para fins de circulação intrabloco ou de incorporação em processos produtivos, após a
importação de terceiros países, os seguintes bens:

a) bens sobre os quais incida uma TEC de 0%;

b) bens que, devido a acordos celebrados pelo MERCOSUL, possuam uma margem de
preferência de 100% sobre a TEC.

Nesses dois casos, considera-se que o bem cumpre a política tarifária comum do MERCOSUL,
fazendo jus ao “Certificado de Cumprimento da Política Tarifária Comum” (CCPTM).

18
Somente possuem livre circulação entre os membros do MERCOSUL as mercadorias originárias do
MERCOSUL, ou seja, as mercadorias que cumpram o regime de origem do MERCOSUL. Mais à frente,
estudaremos o Regime de Origem do MERCOSUL.

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4.2.3. Código Aduaneiro do MERCOSUL:

Por meio da Decisão CMC nº 27/2010, foi aprovado o Código Aduaneiro, o qual ainda está pendente
de ratificação pelos Estados-partes do MERCOSUL. Trata-se de normativo que busca promover a
harmonização das legislações dos Estados-membros no que diz respeito ao controle do fluxo de
mercadorias intrabloco e extrabloco. Com efeito, na condição de união aduaneira, faz-se necessário
que o MERCOSUL seja considerado um território aduaneiro único, que aplique barreiras tarifárias e
outras regulamentações relacionadas ao comércio de forma unificada. Em suma: é indispensável,
para a conformação desse estágio de integração, que exista uma legislação aduaneira comum no
MERCOSUL.

É justamente isso o que se propõe o Código Aduaneiro do MERCOSUL. Cabe destacar, por fim, que
a eliminação da dupla cobrança da TEC também depende da entrada em vigor do Código
Aduaneiro do MERCOSUL.

4.3. LIVRE CIRCULAÇÃO DE FATORES DE PRODUÇÃO:

Ainda não se pode afirmar que existe livre circulação de mão-de-obra e livre circulação de capital no
âmbito do MERCOSUL.

Para que seja implementada a livre circulação de mão-de-obra, não pode haver discriminação entre
os trabalhadores nacionais dos Estados-partes do MERCOSUL, o que não é algo simples. Seguindo
o exemplo da União Europeia, a livre circulação de pessoas somente seria possível com a criação de
uma cidadania do MERCOSUL. Embora já exista iniciativa nesse sentido, entendemos que se trata
de algo bastante incipiente e que é visto com reservas pelos Estados-partes.

Com efeito, a Decisão CMC nº 64/2010 decidiu instituir um “Plano de Ação” para a criação do
Estatuto da Cidadania do MERCOSUL. O objetivo é avançar no “aprofundamento da dimensão social
e cidadã do processo de integração” e “consolidar um conjunto de direitos fundamentais e
benefícios em favor dos nacionais dos Estados-partes do MERCOSUL”. Para isso, buscar-se-á, nos
termos da Decisão CMC nº 64/2010:

a) Implementação de uma política de livre circulação de pessoas na região.

b) Igualdade de direitos e liberdades civis, sociais, culturais e econômicas para os nacionais


dos Estados-partes do MERCOSUL.

c) Igualdade de condições para acesso ao trabalho, saúde e educação.

4.4. COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS MACROECONÔMICAS E SETORIAIS:

Ainda não se pode afirmar que exista coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre
os membros do MERCOSUL. No entanto, importante iniciativa nesse sentido foi a recente Decisão

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CMC nº 03/2011, que, com vistas a aprofundar a coordenação macroeconômica no MERCOSUL,


criou as seguintes Comissões, no âmbito do Grupo de Monitoramento Macroeconômico:

a) Comissão de Finanças Públicas

b) Comissão Monetária e Financeira

c) Comissão de Balanço de Pagamentos

d) Comissão de Diálogo Macroeconômico

e) Comissão de Divulgação

Sem dúvida, a coordenação macroeconômica entre os membros do MERCOSUL é um


aperfeiçoamento institucional necessário ao bloco regional, destinado a evitar que a condução da
política econômica por um Estado-parte possa influenciar negativamente na economia de outro.

4.5. PROTOCOLO DE USHUAIA:

O Protocolo de Ushuaia foi assinado em 1998 pelos Estados-membros do MERCOSUL (Brasil,


Argentina, Uruguai e Paraguai) e, ainda, por Chile e Bolívia. Trata-se de uma importante declaração
de princípios, que reconhece que a plena vigência das instituições democráticas é condição
essencial para o desenvolvimento dos processos de integração regional entre seus signatários.

Segundo o art. 4º do Protocolo de Ushuaia, no caso de ruptura da ordem democrática em um


Estado–parte, serão celebradas consultas dos Estados-partes entre si e com o Estado afetado. Caso
as consultas não tenham resultado, o Estado afetado poderá sofrer sanções, que vão desde a
suspensão do direito de participar dos órgãos do processo de integração regional até a suspensão
dos direitos e obrigações resultantes desse processo. Tais sanções serão aplicadas mediante
consenso dos Estados-parte do Protocolo de Ushuaia.

O Protocolo de Ushuaia representa o que se chama de “cláusula democrática”, ou seja, representa


o compromisso dos países em adotar a democracia como regime de governo. A cláusula democrática
já foi invocada diversas vezes na história do MERCOSUL. Em 2012, com a deposição do Presidente
Fernando Lugo, invocou-se o Protocolo de Ushuaia para suspender a participação do Paraguai no
MERCOSUL. Mais recentemente, tendo em vista a escalada antidemocrática do governo de Nicolás
Maduro, a Venezuela foi suspensa do MERCOSUL, também em virtude do Protocolo de Ushuaia.

4.6. PROTOCOLO DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA:

A concentração do poder econômico pode levar a situações em que a concorrência se torna


insustentável e o mercado fica desequilibrado. Há várias práticas que restringem a concorrência,
como, por exemplo, a formação de cartéis. No âmbito do MERCOSUL, os países celebraram o

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“Protocolo de Defesa da Concorrência”, desejando assegurar o livre acesso ao mercado e, ainda, a


distribuição equilibrada dos benefícios da integração regional.

4.7. SISTEMA DE PAGAMENTOS EM MOEDA LOCAL (SML):

O comércio entre os países do MERCOSUL tem como referência o dólar. Entretanto, como veremos
a seguir, admite-se que certas trocas comerciais intra-MERCOSUL sejam realizadas em moedas
locais, ao amparo do SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local).

Para entendermos melhor como funciona e em que consiste o SML, é necessário fazermos uma
rápida regressão temporal.

No ano de 2007, foi publicada a Decisão CMC nº 25/2007, que criou formalmente o sistema de
pagamentos em moeda local para o comércio realizado entre os Estados - Parte do MERCOSUL.
Entretanto, a referida decisão não foi dotada de autoaplicabilidade, já que ela mesma explicitava
que as condições de operação desse sistema, de caráter facultativo, seriam definidas mediante
convênios bilaterais celebrados voluntariamente entre os Bancos Centrais dos respectivos países.

Em fevereiro de 2008, a Decisão CMC nº 25/2007 foi internalizada pelo Brasil, através de decreto
presidencial. Logo em seguida, em setembro de 2008, foi assinado o Convênio do Sistema de
Pagamentos em Moeda Local entre a Argentina e Brasil, estabelecendo efetivamente a
possibilidade de que esses dois países utilizassem moedas locais em suas transações comerciais.

Em dezembro de 2014, o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) também passou a ser
utilizado no comércio bilateral entre Brasil e Uruguai. Assim, atualmente, o SML pode ser utilizado
nas seguintes relações comerciais bilaterais: Brasil - Argentina e Brasil – Uruguai. Em agosto de 2018,
o SML também passou a funcionar nas relações comerciais entre Brasil e Paraguai.

Foram vários os motivos que levaram os países do MERCOSUL a estabelecer na Decisão CMC nº
25/2007 a sua intenção em criar um sistema de pagamentos em moedas locais, dentre os quais
citamos:

a) Redução de custos financeiros nas transações comerciais entre os Estados-parte do


MERCOSUL na medida em que não será necessário mais celebrar contrato de câmbio.

b) Estímulo dos mercados financeiros regionais, visando o fortalecimento do processo de


integração e construção da união aduaneira.

c) Facilitar as atividades comerciais, em especial das pequenas e médias empresas instaladas


no MERCOSUL, com vistas ao fomento do desenvolvimento sustentável das economias da
região.

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Por fim, é importante anotarmos que o SML é um sistema facultativo e que, apesar de poderem ser
utilizadas moedas locais no comércio Brasil-Argentina, Brasil-Uruguai e Brasil-Paraguai, o que se vê
efetivamente é que sua participação total no comércio entre estes países ainda é baixa.

4.8. FUNDO PARA A CONVERGÊNCIA ESTRUTURAL (FOCEM):

Os Estados-partes do MERCOSUL possuem grandes assimetrias (diferenças) econômica e sociais.


Para se ter uma ideia disso, o Brasil representa mais de 2/3 do PIB do MERCOSUL tomado em
conjunto.

A fim de reduzir as assimetrias regionais e, assim, aprofundar a integração regional, por meio do
incentivo à competitividade e do estímulo à coesão social, foi criado pela Decisão CMC nº 45/2004
o Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM).

Mas o que vem a ser o FOCEM?

O FOCEM é um fundo composto por contribuições não-reembolsáveis dos Estados-partes do


MERCOSUL, destinado ao financiamento de projetos de infraestrutura das economias menores e
das regiões menos favorecidas do MERCOSUL. Cada Estado contribui na proporção de seu PIB,
cabendo, portanto, a maior parte das contribuições ao Brasil.

4.9. CRIAÇÃO DO ALTO REPRESENTANTE GERAL DO MERCOSUL:

A Decisão CMC nº 63/2010 criou o Alto Representante Geral do MERCOSUL como órgão do
Conselho do Mercado Comum (CMC), o qual é designado para um mandato de 3 (três) anos,
prorrogável por igual período, uma única vez. O Alto Representante Geral do MERCOSUL será uma
personalidade política destacada, nacional de um dos Estados-partes, com reconhecida experiência
em temas de integração.

O objetivo central da criação da figura do Alto Representante foi dotar o MERCOSUL de maior
visibilidade e projeção no plano internacional. No exercício de suas funções, ele irá levar em conta
o interesse geral do MERCOSUL e o aprofundamento do processo de integração.

O Alto Representante Geral do MERCOSUL será responsável, dentre outras tarefas, por:

a) apresentar propostas vinculadas ao processo de integração regional ao CMC e ao GMC.

b) coordenar os trabalhos relativos ao plano de ação para o Estatuto da Cidadania do


MERCOSUL.

c) representar o MERCOSUL, por mandato expresso do CMC, perante terceiros países,


organizações internacionais e fóruns internacionais.

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d) atuar na coordenação política, mantendo diálogo com outros órgãos do MERCOSUL


(Parlasul, Foro Consultivo Econômico-Social).

Em julho de 2017, o MERCOSUL decidiu extinguir a figura do Alto Representante Geral do


MERCOSUL.

4.10. RESULTADOS ECONÔMICOS DO MERCOSUL:

O balanço econômico que se pode fazer sobre a integração regional no MERCOSUL é bastante
positivo. Podemos apontar várias consequências da criação do MERCOSUL, do ponto de vista
econômico:

a) Aumento da corrente de comércio entre os membros do MERCOSUL.

b) A integração regional entre os países do MERCOSUL provocou mudança positiva na


eficiência econômica dos agentes. A liberalização do comércio intrabloco tem como efeito
o aumento da concorrência, fazendo com que as empresas desenvolvam novos processos
e produtos e, portanto, aumentem sua eficiência.

c) A constituição do MERCOSUL permitiu que as empresas pudessem melhor aproveitar as


economias de escala. A ampliação do mercado consumidor permite que as empresas
possam auferir economias de escala.

81. (AFRF-2000)

Considerando que uma importação brasileira oriunda de países membro da ALADI - Associação
Latino-Americana de Integração e não membro do MERCOSUL, goza de uma margem de
preferência de 30%(trinta por cento) sobre a alíquota da TEC - Tarifa Externa Comum de
10%(dez por cento), o imposto resultante alcançará o percentual de 7%.

Comentários

Pelas regras da ALADI, uma margem de preferência de 30% em relação a uma alíquota da TEC de
10%, irá resultar em um imposto de 7%:

30% de 10 = 3%

Imposto = 10% - 3% = 7%

Gabarito: certa

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82. (AFRFB – 2005)

De acordo com o Protocolo de Ushuaia, a plena vigência das instituições democráticas é


condição essencial para o processo de integração entre seus signatários (países do MERCOSUL,
Bolívia e Chile). Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática em um dos países pode
levar à suspensão de seus direitos e obrigações nos processos de integração entre os membros
desse Protocolo.

Comentários

O Protocolo de Ushuaia foi celebrado com o fito de garantir a plena vigência das instituições
democráticas nos países do MERCOSUL. Caso ocorra a ruptura da democracia em algum dos
membros do bloco, este poderá ser sancionado com a suspensão dos seus direitos e deveres no
processo de integração regional.

Gabarito: certa

83. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)

A cláusula democrática, regra assumida pelo MERCOSUL, jamais foi invocada na prática.

Comentários

A cláusula democrática, prevista no Protocolo de Ushuaia, já foi invocada para impedir a ruptura do
regime democrático no Paraguai, no ano de 1999. Em 2012, ela foi novamente invocada, por ocasião
da deposição do Presidente Fernando Lugo.

Gabarito: errada

84. (ACE-2002 - adaptada)

No atual contexto internacional, os Estados assumem compromissos mútuos de várias


maneiras, entre os quais a assinatura de acordos e a participação em organizações
internacionais. Entre os compromissos assumidos pelo Governo brasileiro pode-se relacionar
o compromisso de aceitação da prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que
diz respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao
Comércio (TRIMS).

Comentários

Será que existe alguma hierarquia entre os acordos celebrados no âmbito da OMC e os acordos
celebrados no MERCOSUL?

Não. Não há relação hierárquica entre os acordos celebrados no âmbito da OMC e os acordos
celebrados no âmbito do MERCOSUL, a partir do que está incorreto afirmar-se que o Brasil aceita a

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prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz respeito aos temas tratados pelo
Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao Comércio (TRIMS). Logo, a questão está
errada.

Gabarito: errada

85. (AFRF-2000-adaptada)

São ganhos do MERCOSUL a mudança positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude
de maior concorrência intra-setorial; a maior eficiência na produção pela especialização
crescente dos agentes econômicos; o maior aproveitamento das economias de escala
permitidas pela ampliação do mercado; e a mobilidade dos fatores através das fronteiras entre
os países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos.

Comentários

Ainda não é possível no MERCOSUL a mobilidade dos fatores de produção.

Gabarito: errada

86. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)

A involução do comércio intra-MERCOSUL foi capturada pelas estatísticas relativas ao comércio


exterior dos países dessa sub-região.

Comentários

A constituição do MERCOSUL teve como efeito aumentar a corrente de comércio intrabloco.

Gabarito: errada

87. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)

No MERCOSUL, a livre circulação de pessoas sofre restrições apenas em relação a países que
não são membros plenos.

Comentários

Ainda não livre circulação de pessoas no MERCOSUL, inclusive em relação aos membros efetivos
(plenos).

Gabarito: errada

88. (AFRF-2005)

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No âmbito do MERCOSUL, adotou-se um regime para a aplicação de medidas de salvaguarda


às importações provenientes de países não-membros do bloco.

Comentários

O MERCOSUL já adotou, por meio da Decisão CMC nº 17/96, um “Regulamento Comum para a
Aplicação de Salvaguardas”.

Gabarito: certa

89. (Questão Inédita)

O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) tem como objetivo proteger setores industriais
de qualquer dos países do MERCOSUL, quando as exportações de um dos Estados-membros
estiver causando ou ameaçando causar dano à indústria doméstica. A principal provisão do
MAC é permitir que sejam adotadas salvaguardas em relação a produtos originários de outro
país do bloco.

Comentários

O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) aplica-se somente entre Brasil e Argentina. O MAC
representa a possibilidade de aplicação de salvaguardas no comércio entre esses dois países.

Gabarito: errada

90. (Questão Inédita)

O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) tem como objetivo promover o aumento da
competitividade das economias menores e das regiões de menor desenvolvimento, estimular
a coesão social e fortalecer a integração física por intermédio de obras de infraestrutura.

Comentários

O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) é um fundo criado com o objetivo de apoiar as
economias menores do MERCOSUL a fim de reduzir as assimetrias entre os países que integram
esse bloco regional.

Gabarito: certa

91. (Questão Inédita)

O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) é um mecanismo em vigor apenas nas


relações entre Brasil e Argentina, por meio do qual a liquidação de transações comerciais
poderá ser feita com moedas nacionais, ao invés de ser efetuada com a utilização de dólares.

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Comentários

Atualmente, o SML se aplicar às relações comerciais bilaterais Brasil-Argentina, Brasil-Uruguai e


Brasil-Paraguai. Não se trata, portanto, de uma exclusividade das relações entre Brasil e Argentina.

Gabarito: errada

92. (TRF – 2005)

Atualmente, é possível que um membro do MERCOSUL aplique uma medida antidumping


contra outro membro do bloco.

Comentários

Os membros do MERCOSUL aplicam medidas antidumping uns contra os outros, embora essa não
seja uma prática cuja legitimidade seja reconhecida pela normativa da OMC para uniões aduaneiras.

Gabarito: certa

93. (TRF – 2005)

Ainda não foram definidas regras que tenham por objeto a defesa da concorrência no âmbito
do MERCOSUL.

Comentários

Os membros do MERCOSUL já celebraram um “Protocolo para a Defesa da Concorrência”.

Gabarito: errada

94. (AFRF-2005)

Segundo as regras atualmente vigentes, o Brasil pode modificar, a cada seis meses, até 40%
(quarenta por cento) dos produtos de sua lista de exceção à Tarifa Externa Comum.

Comentários

Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, cada país pode modificar, a cada seis meses, até 20% dos
produtos de sua Lista de Exceções à TEC.

Gabarito: errada

95. (AFRFB – 2005)

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Atualmente, o Brasil pode manter até 100 (cem) itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL
como lista de exceção à Tarifa Externa Comum.

Comentários

De fato, pela Decisão CMC nº 58/2010, o Brasil pode manter até 100 itens da NCM em sua Lista de
Exceções à TEC até 31/12/2021. A Argentina também pode manter 100 itens à margem da TEC até
31/12/2021; o Uruguai, 225, até 31/12/2022; o Paraguai, 649, até 31/12/2023.

Gabarito: certa

96. (Questão Inédita)

Na elaboração da Lista de Exceções à TEC, os Estados-membros do MERCOSUL deverão


valorizar a oferta exportável existente no bloco regional.

Comentários

Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, ao compor suas listas, os países do MERCOSUL deverão
valorizar a oferta exportável existente nos blocos regionais. Esse dispositivo visa a evitar que os
membros do MERCOSUL coloquem uma tarifa de importação inferior à prevista na TEC para
produtos que possam ser comprados de outros membros do MERCOSUL.

Gabarito: certa

97. (Questão Inédita)

Os membros do MERCOSUL podem manter exceções à TEC como forma de proteger a indústria
nascente.

Comentários

A proteção à indústria nascente não é uma justificativa para que os países do MERCOSUL
mantenham produtos como exceções à TEC.

Gabarito: errada

98. (Questão Inédita)

O MERCOSUL tem como objetivo a harmonização da política comercial em relação a terceiros


países. Para alcançar esse objetivo, seus membros devem possuir exceções à TEC e aplicar
medidas de defesa comercial em conjunto.

Comentários

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De fato, o MERCOSUL, enquanto união aduaneira, tem por objetivo o estabelecimento de uma
política comercial comum em relação a terceiros países. Nesse sentido, uma união aduaneira ideal
pressupõe que os países do bloco apliquem medidas de defesa comercial em conjunto e que não
mantenham exceções à TEC.

Gabarito: errada

99. (Questão Inédita)

É possível que, por razões de desabastecimento, um membro do MERCOSUL, estabeleça que,


para um determinado produto originário de terceiros países, incidirá uma alíquota do imposto
de importação superior à prevista na TEC.

Comentários

Segundo a Decisão CMC nº 08/2008, é possível que um membro do MERCOSUL, por razões de
desabastecimento, mantenha um produto à margem da TEC. No entanto, sobre esse produto deverá
incidir uma alíquota do imposto de importação inferior à prevista na TEC.

Com efeito, seria totalmente ilógico supor que, por razões de desabastecimento, um país estabeleça
uma alíquota do I.I superior à prevista na TEC. Se há um desabastecimento interno, o país quer
estimular a entrada de produtos, o que faz por meio da redução de alíquotas.

Gabarito: errada

100. (Questão Inédita)

O MERCOSUL tem como objetivo estabelecer um “Regime Comum de Importação de bens de


capital não produzidos no MERCOSUL”.

Comentários

O objetivo do MERCOSUL, enquanto união aduaneira, é que seja estabelecido um regime comum
para a importação de bens de capital não produzidos no bloco.

Gabarito: certa

101. (Questão Inédita)

Os Estados-membros do MERCOSUL poderão modificar, a cada 6 meses, até 20% das NCM’s
incluídas em suas listas de exceção à TEC.

Comentários

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Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, os Estados-membros do MERCOSUL poderão modificar, a cada


6 (seis) meses, até 20% das NCM’s incluídas em suas Listas de Exceções à TEC.

Gabarito: certa

102. (Questão Inédita)

O objetivo de aperfeiçoamento da União Aduaneira implica avançar no que se refere a normas


e procedimentos que facilitem tanto a circulação quanto ao controle dentro do MERCOSUL dos
bens importados no território aduaneiro ampliado e estabelecer um mecanismo de
distribuição da renda aduaneira e eliminação da multiplicidade da cobrança da TEC.

Comentários

O avanço do MERCOSUL, enquanto união aduaneira, implica na eliminação da multiplicidade de


cobrança da TEC, o que tem como maior empecilho a dificuldade de se criar um mecanismo de
distribuição da renda aduaneira.

Gabarito: certa

103. (Questão Inédita)

A distribuição da renda aduaneira é o maior entrave às negociações para a eliminação da dupla


cobrança da Tarifa Externa Comum.

Comentários

De fato, o maior empecilho às negociações para a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa
Comum (TEC) é a distribuição da renda aduaneira. Logo, a questão está correta.

Gabarito: certa

104. (AFRFB – 2005)

Muito embora o MERCOSUL almeje à conformação de um mercado comum, atualmente o


bloco se encontra no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). Para a conclusão
dessa etapa, basta a eliminação das exceções ao livre-comércio intrabloco.

Comentários

Segundo a maior parte da doutrina, o MERCOSUL é considerado uma união aduaneira imperfeita.
Todavia, ao contrário do que afirma a questão, para se tornar uma união aduaneira completa ou
perfeita, não basta a eliminação das exceções ao livre comércio intrabloco. Para corrigir as
imperfeições da união aduaneira, é necessário colocar um fim às exceções à Tarifa Externa Comum.

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Gabarito: errada

5. ACORDO MERCOSUL – UNIÃO EUROPEIA

5.1. HISTÓRICO DO ACORDO

As negociações comerciais entre MERCOSUL e União Europeia foram lançadas em 1999, durante o
governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2004, as negociações do acordo foram
interrompidas, em virtude de as ofertas de acesso a mercado terem sido consideradas
insatisfatórias. Em 2010, houve o relançamento das negociações entre os dois blocos regionais.

Durante o governo Temer (2016-2019), as negociações se aprofundaram e as partes trocaram novas


ofertas em matérias de acesso aos mercados de bens, serviços e compras governamentais.

Em 28 de junho de 2019, em Bruxelas, foi finalmente concluído o acordo entre MERCOSUL e União
Europeia. O próximo passo é a assinatura pelo Conselho da União Europeia e pelo MERCOSUL. Na
sequência, deverá acontecer a aprovação pelo Parlamento Europeu e a ratificação pelos Estados-
parte do MERCOSUL.

5.2. ABRANGÊNCIA DO ACORDO

O acordo MERCOSUL-União Europeia é bastante abrangente, tratando de barreiras tarifárias e não-


tarifárias. Assim, além de uma ampla redução de tarifas, o acordo versa sobre inúmeras questões
regulatórias.

São vários os temas cobertos pelo acordo MERCOSUL-União Europeia. Dentre eles, citamos os
seguintes: i)acesso tarifário ao mercado de bens; ii) regras de origem; iii) medidas sanitárias e
fitossanitárias; iv) barreiras técnicas ao comércio; v) defesa comercial; vi) salvaguardas bilaterais;
vii)defesa da concorrência; viii) cooperação aduaneira e facilitação de comércio; ix) serviços; x)
compras governamentais; xi) propriedade intelectual; xii) solução de controvérsias; xiii) subsídios;
xiv) pequenas e médias empresas e; xv) comércio e desenvolvimento sustentável.

De fato, é um acordo muito amplo. A expectativa é de que haverá um incremento do PIB brasileiro
de R$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a R$ 125 bilhões se consideradas a redução das
barreiras não tarifárias. O acordo MERCOSUL-União Europeia será uma das maiores áreas de livre
comércio do mundo.

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5.3. BARREIRAS TARIFÁRIAS E NÃO TARIFÁRIAS

Com o acordo, mais de 90% das exportações do MERCOSUL serão completamente liberalizadas no
prazo máximo de 10 anos, isto é, as tarifas serão reduzidas a zero para 90% das exportações do
MERCOSUL.

Os outros 10% das exportações do MERCOSUL para a União Europeia terão preferências
tarifárias (reduções tarifárias), por meio da utilização de mecanismo de cotas exclusivas para o
MERCOSUL.

O agronegócio brasileiro sai ganhando. Produtos como suco de laranja, frutas e café solúvel terão
suas tarifas eliminadas. Outros produtos, como açúcar, arroz, carne bovina e suína terão acesso
preferencial ao mercado europeu.

No campo das barreiras não-tarifárias, o acordo MERCOSUL-União Europeia trata de medidas


sanitárias e fitossanitárias (SPS) e de barreiras técnicas ao comércio (TBT). Busca-se, dessa maneira,
evitar a utilização dessas medidas como restrições injustificadas ao comércio bilateral.

5.4. OUTROS TEMAS

Conforme já destacamos, o acordo MERCOSUL-União Europeia é bastante abrangente, tratando de


vários temas. Sobre esses “outros temas”, vale a pena destacar o seguinte:

a) Defesa comercial: O acordo permite a aplicação de salvaguardas bilaterais se houver um


surto de importações preferenciais. Não são autorizadas salvaguardas agrícolas especiais.

b) Comércio e desenvolvimento sustentável: O MERCOSUL e a União Europeia reiteraram os


seus compromissos com os acordos multilaterais ambientais e com o respeito aos direitos
trabalhistas e proteção dos direitos das populações indígenas.

c) Sistema de solução de controvérsias: O acordo MERCOSUL-União Europeia prevê um


sistema próprio de solução de controvérsias. Pelas regras do sistema, há previsão de
suspensão de concessões comerciais (“retaliações comerciais”) em virtude do
descumprimento de decisões dos painéis arbitrais.

6. REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL


Regras de origem são leis, regulamentos e determinações administrativas que definem o país de
origem de um produto. Suponha que o motor de um automóvel seja fabricado na Alemanha; o
câmbio e a suspensão, na Itália; as rodas e os pneus, no Brasil. Nesse caso, de qual país o automóvel
será originário? Difícil, não é mesmo? São justamente as regras de origem que irão definir isso!

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É importante termos em mente a diferença entre origem e procedência! Imagine, por exemplo, um
automóvel inteiramente fabricado na França. Esse automóvel é exportado para os EUA e, em
seguida, é novamente exportado, agora para o Brasil. Nessa situação, dizemos que, ao chegar ao
Brasil, o automóvel é originário da França e procedente dos EUA. É originário da França porque foi
naquele país que ele foi fabricado; é procedente dos EUA porque ele foi importado deste país.

Há dois tipos de regras de origem: i) regras de origem não-preferenciais e; ii) regras de origem
preferenciais.

As regras de origem não-preferenciais têm aplicação geral, independentemente de qualquer acordo


comercial. Elas são utilizadas para determinar a origem de um produto para fins de aplicação de
medidas de defesa comercial ou outros tipos de barreiras não-tarifárias.

As regras de origem preferenciais, por sua vez, são utilizadas no âmbito de acordos regionais /
preferenciais de comércio. Elas definem os critérios que devem ser cumpridos por um produto para
que este possa auferir os benefícios de um acordo comercial. A existência de regras de origem
preferenciais é fundamental para evitar que produtos fabricados em países que não fazem parte do
acordo aufiram indevidamente seus benefícios.

No âmbito do MERCOSUL, as regras de origem preferenciais estão definidas na Decisão CMC nº


01/2004. Nessa norma, estão definidos os requisitos que devem ser cumpridos por um produto para
que este possa auferir os benefícios do comércio intrabloco. Com efeito, para que um produto possa
circular livre de barreiras entre os países do MERCOSUL, é necessário que ele seja originário do
MERCOSUL.

Os requisitos de origem podem ser divididos em gerais e específicos.

São considerados originários do MERCOSUL (requisitos genéricos):

a) Os produtos integralmente obtidos ou integralmente produzidos no interior de qualquer


dos Estados Partes, quando neles forem utilizados exclusivamente materiais originários
dos Estados Partes. Um guindaste produzido no Brasil exclusivamente com insumos
brasileiros será considerado originário do MERCOSUL. O trigo colhido em uma plantação
da Argentina será considerado originário do MERCOSUL.

b) Os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não originários dos Estados
partes, quando resultantes de uma transformação substancial. Considera-se
transformação substancial aquela que confere nova individualidade a um produto, o qual
passa a ser classificado em uma nova posição tarifária, ou seja, os 4 (quatro) primeiros
dígitos da classificação fiscal são alterados. Quando ocorre essa mudança na posição
tarifária, dizemos que houve o “salto tarifário”. Se uma empresa argentina compra
madeira da Itália e transforma essa madeira em uma cadeira, percebe-se, nitidamente,
que houve o salto tarifário. A madeira classifica-se na posição tarifária 4403.20.00; a
cadeira na posição 9403.30.00 (vejam como os quatro primeiros dígitos da classificação
fiscal mudaram!)

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Em 2009, foi introduzida, ainda, uma nova regra a respeito do salto tarifário. Segundo a Decisão CMC
nº 16/2007, “considera-se que um produto cumpre com o requisito de salto tarifário se o valor CIF
de todos os materiais não-originários do MERCOSUL utilizados em sua produção que não estejam
classificados em uma posição tarifária diferente à do produto, não excede 10% do valor FOB do
produto exportado.”

Redação complicada, não é?

Calma! Vou explicar! Suponha que, para a construção de um produto classificado na NCM
9504.10.10, seja necessário utilizar quatro insumos diferentes, classificados, respectivamente, nas
seguintes NCM’s: 9504.10.90, 7202.11.00, 7217.10.10 e 4704.30.00. Se fôssemos seguir à risca a
regra do salto tarifário (a classificação fiscal do produto final tem que mudar os quatro primeiros
dígitos em relação aos seus insumos), o produto 9504.10.10 não seria originário do MERCOSUL, já
que um de seus insumos é classificado na mesma posição tarifária (9504.10.90). No entanto, caso
este insumo classificado na mesma posição seja pouco representativo (seu valor não exceder 10%
do produto final), considera-se que ocorreu o salto tarifário.

c) Os produtos em que, apesar de não ter havido o “salto tarifário”, contam com 60% de
valor agregado regional. Há outra forma de falar isso (bem mais complexa, por sinal!) E
como as bancas examinadoras adoram coisas complexas... Dizer que houve 60% de
agregação de valor regional é o mesmo que dizer que o valor CIF dos insumos não-
originários não deve superar 40% do valor FOB da mercadoria produzida.

Em virtude de ser a menor economia do MERCOSUL, o Paraguai goza de um tratamento preferencial


no que diz respeito ao regime de origem. Para esse país, a exigência de agregação de valor regional
é de apenas 40%. Ou, em outras palavras, para o Paraguai, o valor CIF dos insumos não originários
não deve superar 60% do valor FOB da mercadoria produzida.

Com a Decisão CMC nº 32/2015, foi concedido um tratamento preferencial também ao Uruguai e à
Argentina. Vejamos:

No caso do Uruguai, o valor dos insumos não originários não poderá exceder 50% do valor FOB da
mercadoria produzida até 31/12/2021 e 45% a partir de 1º de janeiro de 2022. Em outras palavras,
até 31/12/2021, para que uma mercadoria se considere originária do Uruguai, basta que ela possua
50% de valor agregado regional. A partir de 2022, a origem será atribuída para as mercadorias
uruguaias que possuam 55% de valor agregado regional.

No caso da Argentina, a regra geral é que as mercadorias serão consideradas originárias caso tenham
60% de valor agregado regional. No entanto, caso se trate de exportações da Argentina para o
Uruguai, as mercadorias serão consideradas originárias caso tenham 50% de valor agregado

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regional (até 2021). A partir de 2022, a origem será atribuída às mercadorias que possuam 55% de
valor agregado regional.

Esses são os requisitos de origem genéricos! Já em relação aos requisitos específicos, estes não
existem para todos os bens. No entanto, quando existirem, prevalecerão sobre os requisitos
genéricos. Um exemplo de requisito específico seria exigir que, para serem originários do
MERCOSUL, os computadores sofram um número mínimo de operações de industrialização
(montagem e soldagem de todos os componentes nas placas de circuito, montagem das partes
elétricas, etc).

60% do valor agregado


regional

transformação
Requisitos genéricos substancial (salto
tarifário)

Regime de origem do integralmente


Mercosul produzidos ou obtidos

Quando existirem,
Requisitos específicos prevalecem sobre os
requisitos genéricos

105. (AFRF-2003-adaptada)

Para ser considerado originário da ALADI, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo
regional, sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional e, para ser
considerado originário do MERCOSUL, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo regional.

Comentários

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Duas perguntas importantes para resolvermos essa questão:

a) Qual o percentual de agregação de valor regional para que um produto seja considerado
originário da ALADI? Conforme afirma a questão, para ser considerado originário da
ALADI, há necessidade de 50% de valor agregado regional. Para os países de menor
desenvolvimento relativo – Bolívia, Equador e Paraguai -, o percentual de agregação de
valor regional exigido é de 40%.

b) Qual o percentual de agregação de valor regional para que um produto seja considerado
originário do MERCOSUL? Conforme afirma a questão, para ser considerado originário do
MERCOSUL, o percentual de agregação de valor regional é de 60%. Para o Paraguai, esse
percentual é de 40%.

Logo, a questão está correta.

Gabarito: certa

106. (AFRF-2002-2-adaptada)

Conforme as regras de origem aplicáveis aos Estados- Partes do MERCOSUL, adotando


exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados originários do MERCOSUL os
produtos em cuja elaboração foram utilizados materiais não originários de seus países
membros, quando resultantes de um processo de transformação substancial realizado em seu
território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada pelo fato de estarem
classificados na Nomenclatura Comum do MERCOSUL na mesma posição do material cuja
função seja preponderante.

Comentários

Pegadinha! O “salto tarifário” considera-se ocorrido quando o produto final, resultante do processo
de industrialização, classifica-se, ao contrário do que afirma a questão, em posição tarifária
diferente à dos seus insumos.

Gabarito: errada

107. (ACE-1997 - adaptada)

Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os


produtos que têm 60% do valor agregado regionalmente.

Comentários

Perfeita a assertiva! A exigência de conteúdo regional, para que um produto seja considerado
originário do MERCOSUL, é de 60%.

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Gabarito: certa

108. (ACE- 1997- adaptada)

Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os


produtos que tenham tido algum tipo de transformação ou processamento substancial na
região.

Comentários

De fato, se um produto sofrer uma transformação substancial em um país do MERCOSUL, ele será
considerado originário do bloco. Cabe lembrar que a transformação substancial fica caracterizada
quando o produto final passa a classificar-se em posição tarifária diferente dos insumos utilizados
em sua fabricação (“salto tarifário”).

Gabarito: certa

109. (ACE – 1997 – adaptada)

Para ser considerado originário do MERCOSUL, observa-se onde se inicia o processo industrial
do produto.

Comentários

Para fins de atribuição de origem a um produto, não interessa saber onde se iniciou o processo de
industrialização.

Gabarito: errada

110. (ACE – 1997)

Um produto originário do MERCOSUL tem direito a tarifa zero no comércio entre os integrantes
do bloco.

Comentários

No MERCOSUL, circulam livres de barreiras tarifárias os produtos originários do bloco. Em outras


palavras, os produtos originários do MERCOSUL têm direito a tarifa zero (margem de preferência de
100%) no comércio intrabloco.

Gabarito: certa

111. (ACE-1997-adaptada)

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No âmbito do MERCOSUL, o controle de origem só é necessário se o produto em questão


figurar em uma lista de exceções à Tarifa Externa Comum.

Comentários

No interior do MERCOSUL, as mercadorias circulam livres de barreiras, desde que, é claro, sejam
originárias desse bloco regional. Para usufruir, então, dos benefícios do MERCOSUL, as importações
devem ser instruídas com um Certificado de Origem do MERCOSUL. No âmbito desse bloco, todas
as mercadorias estão sujeitas ao controle de origem. Logo, a questão está errada.

Gabarito: errada

112. (Questão Inédita)

O regime de origem do MERCOSUL considera como originários os produtos totalmente obtidos


ou totalmente produzidos em um dos países integrantes do bloco ou ainda aqueles que
possuírem insumos não-originários, desde que estes insumos não ultrapassem 50% de
conteúdo regional.

Comentários

São considerados originários do MERCOSUL os produtos totalmente obtidos ou totalmente


produzidos em países integrantes do bloco ou, no caso de insumos não originários do bloco, quando
o valor CIF destes não ultrapassar 40% do valor FOB da mercadoria produzida. Em outras palavras,
o valor agregado regional da mercadoria deve ser de no mínimo 60% para que ela seja originária do
bloco.

Gabarito: errada

113. (Questão Inédita)

São considerados originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração forem utilizados


materiais não originários dos Estados Partes, quando resultantes de um processo de
transformação que lhes confira uma nova individualidade, caracterizada pelo fato de estarem
classificados em uma posição tarifária diferente da dos mencionados materiais.

Comentários

Perfeita a assertiva! São considerados originários do MERCOSUL os produtos que sofreram, no


âmbito do bloco, uma transformação substancial, assim considerada aquela que promove o “salto
tarifário”.

Gabarito: certa

114. (Questão Inédita)

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No âmbito do regime de origem do MERCOSUL, existem produtos que devem obedecer a


requisitos específicos de origem, que devem prevalecer sobre os critérios gerais.

Comentários

Os requisitos específicos de origem, quando existirem, devem prevalecer sobre os requisitos gerais.

Gabarito: certa

115. (Questão Inédita)

Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, elas deverão
ter sido expedidas diretamente do Estado Parte exportador ao Estado Parte importador. Para
tal fim se considera expedição direta as mercadorias transportadas sem passar pelo território
de algum país não participante do MERCOSUL.

Comentários

O art. 10 da Decisão CMC nº 01/2004 (Regime de Origem do MERCOSUL) determina que para que
as mercadorias originárias possam se beneficiar do tratamento preferencial, estas devem ser
expedidas diretamente do Estado parte exportador para o Estado parte importador.

Gabarito: certa

116. (Questão Inédita)

O Paraguai goza de privilégios em relação ao regime de origem estabelecido no MERCOSUL,


sendo consideradas originárias deste país as mercadorias que tenham um mínimo de 40% de
conteúdo regional.

Comentários

De fato, o Paraguai goza de benefícios no que diz respeito às exigências de conteúdo regional para
que um produto seja considerado originário do MERCOSUL. São consideradas originárias desse país
as mercadorias que tenham um mínimo de 40% de conteúdo regional.

Gabarito: certa

117. (Questão Inédita)

Se uma mercadoria possuir 60% de conteúdo regional, isto é, se o valor CIF dos insumos
importados não ultrapassar 40% do valor FOB da mercadoria produzida, esta será originária do
MERCOSUL.

Comentários

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Dizer que uma mercadoria tem 60% de conteúdo regional é o mesmo que dizer que o valor CIF dos
insumos originários de terceiros países não excede 40% do valor FOB. Esse é um dos requisitos de
origem do MERCOSUL.

Gabarito: certa

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QUESTÕES COMENTADAS
1. (AFRFB – 2014)

Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que:

a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens de capital, inicialmente
por cinco anos, para projetos de investimento aprovados pelas Autoridades Nacionais do
Mercosul.

b) faculta-se à Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) a adoção de medidas específicas


de redução de alíquota da TEC tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido de
produtos nos Estados Partes.

c) pode haver redução da TEC em razão de desabastecimento de produção regional de uma


matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria-
prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa.

d) o regime de ex-tarifário permite a redução temporária da alíquota do Imposto de


Importação, para 2%, por dois anos, de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e de
Telecomunicações (BIT), assim como de suas partes, peças e componentes, quando não houver
produção nacional.

e) o Brasil pode incluir até 100 códigos NCM em sua Lista de Exceção até 31 de dezembro de
2015, mas deve valorizar a oferta exportável existente no MERCOSUL.

Comentários

Letra A: errada. O ex-tarifário é uma redução temporária do imposto de importação para bens de
capital e bens de informática e telecomunicações que não tenham produção nacional. Sua vigência
é de 2 anos.

Letra B: correta. O art. 1º, da Resolução GMC nº 08/2008, dispõe que é facultado à CCM a adoção
de medidas específicas de caráter tarifário tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido
de produtos nos Estados Partes. Essas medidas consistem na redução de alíquotas da TEC e na
determinação de uma quantidade a ser importada. Em outras palavras, poderá ser estabelecida uma
cota tarifária com vistas a evitar o desabastecimento interno.

Letra C: correta. Essa era uma assertiva difícil, mas que você tinha condições de acertar. Uma das
exceções à TEC é a motivada pelo desabastecimento interno, que se aplica, dentre outros casos,
quando há o “desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para determinado
insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria-prima para insumo similar mediante
uma linha de produção alternativa”.

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Letra D: correta. É exatamente essa a definição de ex-tarifário. Consiste em redução temporária do


imposto de importação para 2%, pelo período de 2 anos. É aplicável aos bens de capital (BK) e bens
de informática e telecomunicações (BIT) que não tenham produção nacional.

Letra E: correta. Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, o Brasil pode manter 100 códigos da NCM em
sua Lista de Exceções à TEC. Destaque-se que deve ser valorizada a oferta exportável no bloco.
Exemplo: se a Argentina produz um determinado produto, o Brasil não deve colocá-lo na sua Lista
de exceções com uma alíquota inferior à da TEC. Caso o faça, estará prejudicando a Argentina.

Gabarito: letra A

2. (Instituto Rio Branco-2008)

Segundo a doutrina da integração regional, que se desenvolve com a disseminação e o


aprofundamento dos blocos econômicos, o MERCOSUL recebe a classificação de união
aduaneira imperfeita. Tal classificação justifica-se porque:

a) há expressa previsão legal a esse respeito, conforme definido no preâmbulo do Código


Aduaneiro do MERCOSUL.

b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas que impede a


aplicação de um único imposto aduaneiro, comum a todos os países-membros do bloco
regional.

c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional, sendo reconhecida
apenas no MERCOSUL como um todo, conforme previsto no Protocolo de Ouro Preto.

d) não existe, no MERCOSUL, livre circulação de trabalhadores, com direito de


estabelecimento, como ocorre na União Europeia.

e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com os padrões
internacionais de liberalização comercial.

Comentários

Letra A: errada. O Código Aduaneiro do MERCOSUL não diz, em seu preâmbulo, que o MERCOSUL é
uma união aduaneira imperfeita.

Letra B: correta. O MERCOSUL é considerado uma união aduaneira imperfeita em razão das diversas
exceções à política comercial comum em relação a terceiros países. O que é marcante, nesse sentido,
são as diversas exceções à TEC.

Letra C: errada. O MERCOSUL possui, sim, personalidade jurídica de direito internacional. De


qualquer forma, não seria a falta dessa personalidade que o tornaria uma união aduaneira
imperfeita.

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Letra D: errada. De fato, não há livre circulação de trabalhadores no MERCOSUL. Mas isso é
característica de um mercado comum (e não de uma união aduaneira ideal!)

Letra E: errada. Não interessa se a tarifa externa comum é elevada ou não. Uma união aduaneira
ideal se caracteriza por uma política comercial comum em relação a terceiros países.

Gabarito: letra B

3. (CODESP-2011)

O MERCOSUL foi constituído em 1991 pelo tratado de Assunção, assinado entre Argentina,
Brasil, Uruguai e Paraguai. Um dos propósitos do MERCOSUL é:

a) a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros,
da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias
e de qualquer outra medida de efeito equivalente.

b) a criação de uma moeda única, com vistas a uma área de estabilidade monetária com
inflação e déficits públicos controlados.

c) a criação de um espaço econômico em que as moedas de cada país membro devem ser
convertíveis e as taxas de câmbio fixadas com caráter irrevogável.

d) a constituição de um banco central único, a fim de centralizar as políticas monetárias dos


estados membros.

e) a unificação dos direitos civil, comercial, administrativo e fiscal entre os Estados membros.

Comentários

Letra A: correta. O MERCOSUL ambiciona tornar-se um mercado comum, o que implica na livre
circulação de mercadorias, serviços e fatores de produção.

Letra B: errada. O MERCOSUL não busca a criação de uma moeda única.

Letra C: errada. A fixação de taxas de câmbio e a criação de um espaço econômico em que as moedas
sejam conversíveis não são objetivos do MERCOSUL.

Letra D: errada. O MERCOSUL não busca a unificação de políticas monetárias.

Letra E: errada. No MERCOSUL, busca-se a harmonização de legislações nacionais, para que estas
não entrem em conflito. Não é objetivo a unificação de legislações nacionais.

Gabarito: letra A

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4. (CODEVASF-2003)

Constitui uma exceção ao livre comércio no Mercosul os produtos:

a) agrícolas;

b) que estejam causando prejuízo à indústria doméstica de um Estado Parte;

c) fabricados com peças e insumos estrangeiros, correspondentes a 20% do valor final do


produto;

d) têxteis e vestuários;

e) procedentes de zonas francas ou áreas afins.

Comentários

Segundo a Decisão CMC nº 08/94, os Estados-partes do MERCOSUL aplicarão a Tarifa Externa


Comum (TEC) sobre as mercadorias provenientes de zonas francas comerciais, zonas francas
industriais, zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais. Assim, as
mercadorias provenientes de zonas francas são exceções ao livre comércio intrabloco. A resposta é,
portanto, a letra E.

Gabarito: letra E

5. (ACE-2012)

Considere as seguintes assertivas sobre defesa comercial no Mercosul e, em seguida, assinale


a opção correta.

a) O Mercosul não dispõe de normativas comuns sobre medidas de defesa comercial.

b) As controvérsias sobre a aplicação dos Acordos Antidumping e sobre Subsídios e Medidas


Compensatórias da OMC podem ser apreciadas no marco do sistema de resolução de
controvérsias do Mercosul.

c) O Mercosul dispõe de marcos jurídicos que facultam aos países membros implementar
procedimentos comuns de investigação e adotar um processo decisório comum frente a
práticas desleais de comércio por terceiros países.

d) Apenas as matérias relativas à prática de dumping pelos países membros são tratadas com
base em normativa integrada e procedimentos de investigação comuns aos países do
Mercosul.

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e) As salvaguardas comerciais no comércio intra-bloco representam importante instrumento


de promoção do equilíbrio nas trocas internas e de maior equidade frente às disparidades entre
as econômicas dos países membros.

Comentários

Letra A: errada. No âmbito do MERCOSUL, existe um Regulamento Comum para a aplicação de


salvaguardas comerciais.

Letra B: correta. Pode ser levada à apreciação do sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL
qualquer litígio de natureza comercial.

Letra C: errada. Não existe um regulamento comum para a aplicação de medidas antidumping e
medidas compensatórias, que são as medidas de defesa comercial usadas para combater práticas
desleais de comércio.

Letra D: errada. Apenas as matérias relativas às salvaguardas são tratadas com base em normativa
integrada e procedimentos de investigação comuns aos países do Mercosul.

Letra E: errada. Somente podem ser aplicadas medidas de salvaguardas no comércio bilateral Brasil-
Argentina. Nas demais relações comerciais intra-MERCOSUL, não podem ser aplicadas salvaguardas.

Gabarito: letra B

6. (Questão Inédita)

Assinale a alternativa correta sobre o MERCOSUL:

a) A personalidade jurídica de direito internacional público do MERCOSUL foi reconhecida pelo


Protocolo de Olivos, que também instituiu um sistema de solução de controvérsias para esse
bloco regional.

b) Em virtude de o MERCOSUL ser uma união aduaneira imperfeita, há livre circulação de


mercadorias entre os seus membros, salvo em relação às mercadorias relacionadas nas Listas
de Exceções à TEC.

c) Os integrantes do Parlamento do MERCOSUL são, atualmente, escolhidos por meio de


eleições diretas.

d) O MERCOSUL não possui qualquer vínculo jurídico com a ALADI, podendo celebrar acordos
dos quais não faça parte essa organização internacional.

e) O Conselho do Mercado Comum é órgão de natureza intergovernamental, cujas decisões


são adotadas por consenso, tendo como tarefa a condução política do processo de integração.
Para isso, pode criar órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da integração regional.

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Comentários

Letra A: errada. O Protocolo de Ouro Preto reconheceu explicitamente a personalidade jurídica de


direito internacional do MERCOSUL.

Letra B: errada. Pegadinha! As mercadorias relacionadas em Listas de Exceção à TEC circulam


livremente entre os países do MERCOSUL. A inclusão de mercadorias na Lista de Exceção à TEC é
feita por cada país, isoladamente, e significa que aquele país escolherá livremente a alíquota do
imposto de importação cobrada em relação a terceiros países.

Letra C: errada. Atualmente, os integrantes do Parlasul são escolhidos por meio de eleições indiretas.
Apenas o Paraguai escolheu seus representantes por eleições diretas.

Letra D: errada. O MERCOSUL possui, sim, vínculo jurídico com a ALADI, uma vez que é um acordo
de alcance parcial celebrado no âmbito daquela organização internacional.

Letra E: correta. Os órgãos decisórios do MERCOSUL são o Conselho do Mercado Comum, o Grupo
Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. Todos eles têm natureza
intergovernamental e tomam decisões por consenso. O CMC é o órgão de cúpula do MERCOSUL,
responsável pela condução política do processo de integração. Ele tem a faculdade de criar novos
órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da integração regional.

Gabarito: letra E

7. (ACE-2012)

Em relação às obrigações assumidas pelos Estados Partes do Mercosul quanto às barreiras


impostas no comércio internacional, não é verdade afirmar que:

a) o Mercosul adota uma tarifa externa comum. Entretanto, há produtos com tarifa não
uniformizada, incluídas sobretudo nas Listas de Exceção nacionais.

b) os Estados Partes do Mercosul devem garantir, na aplicação de suas tarifas, a absoluta


extensão do princípio da nação mais favorecida aos Membros da OMC.

c) a imposição de barreiras de caráter sanitário exige a comprovação de prova científica do


risco alegado.

d) o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) é obrigatório para todos os Membros da


OMC, inclusive para os Estados Partes do Mercosul.

e) o licenciamento de importações não pode, conforme as regras da OMC, ser utilizado


meramente para imposição de restrições quantitativas.

Comentários

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Letra A: correta. Os membros do MERCOSUL adotam uma Tarifa Externa Comum (TEC). Existem,
todavia, diversas hipóteses de exceção à TEC, que fazem com que o MERCOSUL seja considerado
uma união aduaneira imperfeita.

Letra B: errada. O MERCOSUL é um bloco regional cujos integrantes concedem entre si mútuas
preferências tarifárias, sem estendê-las aos demais membros da OMC. Trata-se, portanto, de uma
exceção à cláusula da nação mais favorecida.

Letra C: foi considera correta, mas caberia recurso. As medidas sanitárias, em regra, somente podem
ser impostas quando houver prova científica do risco alegado. Todavia, isso não se aplica às medidas
sanitárias provisórias.

Letra D: correta. O TBT é um acordo multilateral da OMC e, portanto, é obrigatório para todos os
membros dessa organização internacional. Como os Estados-parte do MERCOSUL são todos
membros da OMC, eles estão vinculados ao TBT.

Letra E: correta. As restrições quantitativas são, em regra, proibidas pelo art. XI do GATT. Quando
são impostas estas restrições, o controle se faz, sim, por meio de licenciamento de importação. O
que tornou a frase correta foi a palavra “meramente”, uma vez que as restrições quantitativas serão
usadas apenas em situações excepcionais.

Gabarito: letra B

8. (AFRFB/2012-adaptada)

Sobre a integração regional nas Américas, assinale a opção correta.

a) Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi criada em 1990


a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), com objetivos mais amplos do que
a sua predecessora.

b) A Tarifa Externa do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) não admite exceções, em função
do objetivo de formação de um mercado comum estabelecido no Tratado de Assunção.

c) De acordo com o Tratado de Assunção, que instituiu o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL),
o Grupo Mercado Comum é o órgão superior, correspondendo-lhe a condução política do
MERCOSUL e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazos
estabelecidos para a constituição definitiva do mercado comum.

d) O sistema de pagamentos em moeda local do MERCOSUL é um mecanismo que viabiliza a


realização de operações de comércio exterior nas moedas locais dos Estados Partes, tendo sido
implementado de forma voluntária nas relações comerciais Brasil-Argentina, Brasil-Uruguai e
Brasil-Paraguai.

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e) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) objetiva a criação de uma união


aduaneira latino-americana, com exclusão do México, que já se integrou ao NAFTA.

Comentários

Letra A: errada. A ALADI é que sucedeu a ALALC, tendo sido criada em 1980, pelo Tratado de
Montevidéu.

Letra B: errada. Há diversas exceções à Tarifa Externa Comum do MERCOSUL.

Letra C: errada. O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do MERCOSUL,


responsável pela condução política do processo de integração.

Letra D: correta. De fato, o SML viabiliza a realização de operações de comércio exterior nas moedas
locais dos Estados-partes do MERCOSUL. Atualmente, o SML é utilizado nas relações bilaterais Brasil-
Argentina, Brasil-Uruguai e Brasil-Paraguai

Letra E: errada. A ALADI tem como objetivo a formação, no longo prazo, de um mercado comum. O
México, apesar de fazer parte do NAFTA, não se retirou da ALADI.

Gabarito: letra D

9. (Questão Inédita)

Assinale a alternativa correta acerca do MERCOSUL:

a) O Protocolo de Ouro Preto prevê que o Conselho do Mercado Comum (CMC) poderá criar
novos órgãos que se fizerem necessários ao aprofundamento do processo de integração
regional.

b) O MERCOSUL ainda não alcançou o estágio de mercado comum, uma vez que, embora tenha
promovido uma completa convergência à Tarifa Externa Comum (TEC), não conseguiu
estabelecer a livre circulação dos fatores produtivos.

c) Todas as normas emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL, para entrarem em vigor,
deverão ser previamente aprovadas pelos Parlamentos nacionais dos Estados-parte.

d) Os órgãos decisórios do MERCOSUL, em virtude de sua natureza intergovernamental,


tomam decisões por maioria absoluta dos membros.

e) Não há qualquer barreira ao livre comércio intra-MERCOSUL.

Comentários

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Letra A: correta. De fato, existe a possibilidade de que o CMC crie novos órgãos que sejam
necessários ao aprofundamento do processo de integração regional.

Letra B: errada. No MERCOSUL, ainda não houve completa convergência à TEC.

Letra C: errada. Nem todas as normas do MERCOSUL, para entrarem em vigor, precisam ser
aprovadas pelos Parlamentos Nacionais. Há determinadas normas independem de aprovação
legislativa para serem internalizadas no ordenamento jurídico interno.

Letra D: errada. As decisões dos órgãos decisórios do MERCOSUL são adotadas por consenso.

Letra E: errada. Existem, sim, barreiras ao livre comércio entre os membros do MERCOSUL. Como
exemplo, citamos as barreiras no comércio de açúcar e automóveis.

Gabarito: letra A

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LISTA DE QUESTÕES Nº 01
1. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Criado por meio do Tratado de Assunção, o MERCOSUL teve, no momento de seu surgimento,
finalidade nitidamente política, relacionada tanto à necessidade de consolidar o processo de
convergência política existente entre o Brasil e a Argentina quanto à necessidade de superar o
clima de enfrentamento que caracterizou historicamente as relações entre os dois vizinhos.

2. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

São membros plenos do MERCOSUL o Brasil, o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e a Venezuela.

3. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Os Estados associados do MERCOSUL são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador e Guiana.

4. (AFRFB – 2009)

O MERCOSUL foi constituído sob a égide da Associação Latino-Americana de Integração por


meio de acordo de complementação econômica firmado por Argentina, Brasil, Uruguai e
Paraguai.

5. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

O processo de integração econômica sob a égide do MERCOSUL remonta à superação do


contencioso Itaipu-Corpus entre Brasil e Argentina e aos instrumentos firmados por ambos os
países.

6. (ACE-1997 - adaptada)

O Tratado de Cooperação Econômica (1986) firmado pelos ex-presidentes José Sarney (Brasil)
e Raul Alfonsín (Argentina) propunha criar uma área de livre comércio entre Brasil e Argentina.

7. (AFRFB – 2009)

Como os membros da ALADI estão formalmente proibidos de integrarem outros esquemas


preferenciais, os países do MERCOSUL desligaram-se daquela associação quando firmaram o
Tratado de Assunção que constituiu o MERCOSUL.

8. (AFRFB – 2005)

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Em 2004, o MERCOSUL concluiu acordos comerciais, por exemplo, com a Índia e com a SACU
(União Aduaneira Sul-Africana, formada por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e
Suazilândia), e atualmente negocia acordos com outros países.

9. (AFTN-1996)

O MERCOSUL é um sistema de integração regional estabelecido inicialmente pela Associação


Latino-Americana de Integração (ALADI), em 1980. Com a redução do número de participantes
desta associação, os remanescentes mudaram sua denominação para MERCOSUL, na reunião
realizada em 1991 em Assunção, capital do Paraguai.

10. (Questão Inédita)

MERCOSUL e União Europeia estabeleceram no ano de 2009 uma área de livre comércio de
mercadorias.

11. (Questão Inédita)

O MERCOSUL possui acordos comerciais com países fora do continente americano, tais como
Israel, Índia e a União Aduaneira Sul-Africana (SACU).

12. (Questão Inédita)

O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI.

13. (IRB-2010-adaptada)

Após a aprovação, pelo Senado Federal, em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da


Venezuela ao MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que o processo
de incorporação daquele país à União Aduaneira seja concluído.

14. (TRF-2005)

Na qualidade de membros associados do MERCOSUL, Chile e Bolívia também aplicam a Tarifa


Externa Comum (TEC) do bloco.

15. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

Diante da especificidade de seus interesses comerciais e de seu maior grau de


desenvolvimento, relativamente aos demais sócios do MERCOSUL, o Brasil tem preferido
negociar, isoladamente com a União Europeia, os temas mais sensíveis da agenda bilateral,
juntamente com os temas relacionados ao acesso a mercados para produtos não agrícolas, à
facilitação de comércio e à resolução de controvérsias comerciais.

16. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

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O objetivo primordial do Tratado de Assunção consiste na integração dos Estados-membros


por meio dos seguintes processos: livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos;
estabelecimento de tarifa externa comum (TEC); adoção de política comercial comum;
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais; e harmonização de legislações nas
áreas pertinentes.

17. (Advogado da União / 2008)

O MERCOSUL garante, de forma semelhante à União Europeia, uma união econômica,


monetária e política entre países.

18. (Advogado da União / 2008)

A adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados é um dos objetivos
da criação do MERCOSUL.

19. (AFRFB-2009)

O MERCOSUL e a ALADI são esquemas preferenciais complementares, na medida em que


perseguem distintos níveis de integração econômica.

20. (AFRFB – 2009- adaptada)

Por possuírem objetivos, alcance e instrumentos distintos de integração, não há nenhuma


relação funcional e jurídica entre o MERCOSUL e a ALADI.

21. (AFRFB – 2009 - adaptada)

Embora sejam esquemas idênticos quanto aos propósitos e instrumentos que aplicam visando
à integração econômica regional, inexistem vínculos funcionais ou jurídicos o MERCOSUL e a
ALADI.

22. (AFRF-2003)

O Tratado de Assunção, que criou o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) integrado por Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai, enuncia como principal objetivo o estabelecimento de uma
união aduaneira a partir de janeiro de 1995.

23. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a coordenação de políticas macroeconômicas e
setoriais entre os Estados-partes – como as de comércio exterior, fiscal, monetária, cambial e
alfandegária, entre outras –, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os
Estados-partes.

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24. (AFTN-1996)

Os instrumentos básicos de ação previstos no Tratado de Assunção para o MERCOSUL são: a


redução progressiva de barreiras tarifárias e não-tarifárias, até a eliminação total das barreiras
entre os países-membros; o estabelecimento de uma tarifa externa comum; acordos setoriais
para o mercado de fatores, sistema provisório de solução de controvérsias e coordenação
gradual de políticas macroeconômicas.

25. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim liberalizar o comércio de serviços, coordenar políticas
macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e mão-de-obra.

26. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a
liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos
à margem da mesma.

27. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui o compromisso de os Estados-partes
harmonizarem suas legislações nas áreas pertinentes.

28. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a definição de uma moeda comum, uma vez
constituído o mercado comum e harmonizadas as políticas monetária, fiscal e cambial.

29. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a livre-circulação de bens, serviços e fatores
produtivos entre os Estados-partes do bloco.

30. (AFRF-2003)

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O regime de livre comércio implantado no âmbito do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) a


partir de 01 de janeiro de 1995 alcançou o substancial do comércio entre os quatro países-
membros. Persiste como exceção, dentro de tal regime, o comércio de automóveis e açúcar.

31. (AFTN-1998 - adaptada)

Constitui objetivo ou característica do MERCOSUL a livre circulação de bens e fatores de


produção, exceto pessoas.

32. (TRF-2005 - adaptada)

O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os


objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a adoção de uma política comercial comum em
relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados.

33. (MDIC-2009/Área Administrativa)

Entre as medidas compreendidas pelo acordo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), não se
inclui a eliminação de direitos aduaneiros e restrições não tarifárias à circulação de
mercadorias e outras medidas que se fizerem necessárias, de modo a permitir a livre circulação
de bens, serviços e fatores produtivos entre os países participantes.

34. (AFRF-2002.1)

O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) foi criado em março de 1991 tendo como objetivo final
a harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa comum.

35. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a
liberalização dos fluxos de capital e de serviços e coordenar políticas macroeconômicas.

36. (AFRF-2002.2)

A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim aplicar integralmente o Programa de Liberalização Comercial,
estabelecer regras de origem e incorporar produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa
Externa Comum.

37. (AFRF-2002.2)

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A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de
livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas
necessárias para tal fim aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra-MERCOSUL, implementar
um regime de compras governamentais e introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais.

38. (Questão Inédita)

O MERCOSUL tem como objetivo a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais


entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e
de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem
-, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre seus membros.

39. (Questão Inédita)

Para que o MERCOSUL atinja o nível de integração regional pretendido, deverá haver livre
circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países-membros através da
eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias, assim como a adoção de uma Tarifa Externa
Comum.

40. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

No presente, o MERCOSUL conforma uma união aduaneira, envolvendo um regime de livre


comércio que alcança parcela substancial do comércio entre os Estados-parte e a aplicação da
Tarifa Externa Comum (TEC).

41. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Em dezembro de 1994, foi aprovado o Protocolo de Olivos, por meio do qual foi estabelecida
a estrutura institucional do MERCOSUL e sua personalidade jurídica internacional.

42. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

O conjunto normativo do MERCOSUL tem caráter obrigatório e aplicação direta, não havendo
necessidade de ser incorporado ao ordenamento jurídico dos Estados-membros.

43. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

O Parlamento do MERCOSUL, desde a sua criação, caracteriza-se como órgão político superior
desse bloco regional.

44. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

Entre as competências do Parlamento do MERCOSUL, inclui-se a de aprovar o orçamento e a


prestação de contas anual apresentada por sua secretaria administrativa.

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45. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)

O MERCOSUL tornou-se uma organização internacional, dotada de personalidade jurídica,


apenas a partir de 1995, quando entrou em vigor o Protocolo de Ouro Preto.

46. (ACE-2008)

No marco institucional do MERCOSUL, definido pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de


Ouro Preto, as negociações entre governos, sem mediação de órgãos supranacionais, resultam
em decisões consensuais, visto que nesse acordo não se faz uso de votações.

47. (TRF – 2005)

O Grupo Mercado Comum, órgão máximo na estrutura do MERCOSUL, tem poderes para, por
consenso, tomar decisões obrigatórias para os membros do bloco.

48. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL.

49. (ACE-1997- adaptada)

O Conselho do Mercado Comum pode firmar acordos com outros países em nome do
MERCOSUL.

50. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)

O Tratado de Assunção e os Protocolos de Ouro Preto foram instrumentos jurídicos que,


embora não tenham sido cumpridos em todos os aspectos, deram certa previsibilidade e
confiança aos negociadores e operadores diplomáticos e econômicos da integração sub-
regional.

51. (MDIC-2009 / Área Administrativa - adaptada)

O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. É formado por


representantes dos seguintes organismos de cada país: Ministério das Relações Exteriores,
Ministério da Economia (ou equivalente) e Banco Central. É coordenado pelos Ministérios das
Relações Exteriores.

52. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

O Conselho do Mercado Comum é integrado por ministros das relações exteriores, ministros
da economia e ministros da justiça dos Estados-partes.

53. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

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O Conselho Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do


MERCOSUL são instâncias intergovernamentais que adotam o consenso como critério
decisório.

54. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)

O Protocolo de Ouro Preto estabeleceu, entre outros pontos, os critérios e os procedimentos


para a resolução de controvérsias comerciais entre os Estados-parte, a estrutura institucional
definitiva do bloco e os requisitos para a adesão de novos membros.

55. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

A Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável pela prestação de


serviços aos demais órgãos do MERCOSUL. Tem sede permanente em Montevidéu, Uruguai.

56. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

A Comissão Parlamentar Conjunta é, atualmente, o órgão representativo dos parlamentos dos


países membros no âmbito do MERCOSUL.

57. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

O Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do


MERCOSUL são órgãos de natureza intergovernamental.

58. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

A Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL mudou de denominação para Parlamento do


MERCOSUL, mas manteve o número de competências.

59. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

A Comissão de Comércio do MERCOSUL é o órgão que tem por função velar pela aplicação dos
instrumentos de política comercial comum acordados pelos países membros para o
funcionamento da união aduaneira. Compete-lhe acompanhar e revisar os temas e matérias
relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-MERCOSUL e com
terceiros países. É coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores.

60. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)

O Foro Consultivo Econômico-Social é um órgão com função consultiva, formado por


representantes dos setores econômicos e sociais de cada país membro.

61. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)

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É competência do Grupo Mercado Comum editar o Boletim Oficial do MERCOSUL.

62. (ACE-2002 - adaptada)

O Protocolo de Ouro Preto, firmado aos 17 de dezembro de 1994 deu origem ao Conselho do
Mercado Comum e ao Grupo do Mercado Comum, principais instâncias institucionais do
MERCOSUL.

63. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

Constituem órgãos do MERCOSUL, de capacidade decisória e natureza intergovernamental, o


Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do
MERCOSUL, bem como o Tribunal Permanente de Revisão e o Parlamento do MERCOSUL.

64. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum a propositura de projetos de decisões ao


Conselho do Mercado Comum e o exercício da titularidade da personalidade jurídica do
MERCOSUL.

65. (ACE – 2002 – adaptada)

Ao levar adiante a decisão de constituir uma união aduaneira, o Protocolo de Ouro Preto
aprofundou o processo de integração do MERCOSUL, obrigando os governos dos estados-parte
a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes à gestão do déficit fiscal e da busca
de estabilidade de preços.

66. (ACE – 2002 - adaptada)

O Protocolo de Ouro Preto instituiu a Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria


Administrativa do MERCOSUL, e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de criar
órgãos auxiliares, nos termos do mesmo Protocolo, considerados necessários à consecução dos
objetivos do processo de integração.

67. (ACE – 2002 – adaptada)

Ao instituir a representação proporcional ao úmero de habitantes na Comissão Parlamentar


Conjunta, o Protocolo de Ouro Preto atendeu parcialmente aos reclamos de que haveria um
“déficit democrático” no MERCOSUL, criando as condições para que tal Comissão evolua no
sentido de se tornar um parlamento regional, a exemplo do que hoje é o Parlamento Europeu.

68. (ACE – 2002 – adaptada)

Ao instituir alguns órgãos e especificar as funções de outros, o Protocolo de Ouro Preto


avançou no desenho institucional do MERCOSUL, reduzindo sua dimensão intergovernamental

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e favorecendo a integração das economias, em particular ao prover um eficaz mecanismo de


solução de controvérsias comerciais.

69. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

Quaisquer controvérsias entre os Estados-partes a respeito da interpretação, da aplicação ou


do descumprimento das disposições contidas no Tratado de Assunção e dos acordos
celebrados no âmbito desse tratado devem ser submetidas exclusivamente aos procedimentos
de solução estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto.

70. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)

Ao Conselho do Mercado Comum, órgão superior do MERCOSUL, cabem a condução política


do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos
estabelecidos pelo Tratado de Assunção, devendo esse conselho reunir-se, pelo menos, uma
vez por bimestre, com a participação dos presidentes dos Estados-partes.

71. (Questão Inédita)

O Parlamento do MERCOSUL é o órgão responsável por internalizar na estrutura normativa dos


Estados-Parte as decisões do Conselho do Mercado Comum.

72. (Questão Inédita)

O Foro Consultivo Econômico Social é o órgão de representação dos setores econômicos e


sociais, manifestando-se mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum.

73. (Questão Inédita)

As decisões no âmbito do Conselho do Mercado Comum e do Grupo Mercado Comum serão


tomadas por consenso.

74. (Questão Inédita)

São órgãos com capacidade decisória, de natureza supranacional, o Conselho do Mercado


Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL.

75. (Questão Inédita)

O Protocolo de Ouro Preto permite que sejam criados novos órgãos auxiliares no âmbito do
MERCOSUL com o objetivo de atingir as metas do processo de integração.

76. (Questão Inédita)

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O Protocolo de Ouro Preto pôs fim à transitoriedade do MERCOSUL, conferindo a este


personalidade jurídica de direito internacional.

77. (Questão Inédita)

O Conselho do Mercado Comum é o órgão superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a


condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção.

78. (Questão Inédita)

O Parlamento do MERCOSUL não possui competência para a criação de normas supranacionais.

79. (Questão Inédita)

A vigência simultânea de normas no MERCOSUL depende da sua internalização no


ordenamento jurídico nacional de cada Estado-membro e da posterior comunicação à
Secretaria Administrativa do MERCOSUL. As normas entrarão em vigor simultaneamente nos
Estados Partes 30 dias após a data da comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do
MERCOSUL de que todos os Estados já internalizaram as referidas normas.

80. (Procurador BACEN / 2009)

No Protocolo Constitutivo do Parlamento do MERCOSUL, está expressamente estabelecido o


princípio de trato especial e diferenciado a países de economias menores.

81. (AFRF-2000)

Considerando que uma importação brasileira oriunda de países membro da ALADI - Associação
Latino-Americana de Integração e não membro do MERCOSUL, goza de uma margem de
preferência de 30%(trinta por cento) sobre a alíquota da TEC - Tarifa Externa Comum de
10%(dez por cento), o imposto resultante alcançará o percentual de 7%.

82. (AFRFB – 2005)

De acordo com o Protocolo de Ushuaia, a plena vigência das instituições democráticas é


condição essencial para o processo de integração entre seus signatários (países do MERCOSUL,
Bolívia e Chile). Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática em um dos países pode
levar à suspensão de seus direitos e obrigações nos processos de integração entre os membros
desse Protocolo.

83. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)

A cláusula democrática, regra assumida pelo MERCOSUL, jamais foi invocada na prática.

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84. (ACE-2002 - adaptada)

No atual contexto internacional, os Estados assumem compromissos mútuos de várias


maneiras, entre os quais a assinatura de acordos e a participação em organizações
internacionais. Entre os compromissos assumidos pelo Governo brasileiro pode-se relacionar
o compromisso de aceitação da prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que
diz respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao
Comércio (TRIMS).

85. (AFRF-2000-adaptada)

São ganhos do MERCOSUL a mudança positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude
de maior concorrência intra-setorial; a maior eficiência na produção pela especialização
crescente dos agentes econômicos; o maior aproveitamento das economias de escala
permitidas pela ampliação do mercado; e a mobilidade dos fatores através das fronteiras entre
os países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos.

86. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)

A involução do comércio intra-MERCOSUL foi capturada pelas estatísticas relativas ao comércio


exterior dos países dessa sub-região.

87. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)

No MERCOSUL, a livre circulação de pessoas sofre restrições apenas em relação a países que
não são membros plenos.

88. (AFRF-2005)

No âmbito do MERCOSUL, adotou-se um regime para a aplicação de medidas de salvaguarda


às importações provenientes de países não-membros do bloco.

89. (Questão Inédita)

O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) tem como objetivo proteger setores industriais
de qualquer dos países do MERCOSUL, quando as exportações de um dos Estados-membros
estiver causando ou ameaçando causar dano à indústria doméstica. A principal provisão do
MAC é permitir que sejam adotadas salvaguardas em relação a produtos originários de outro
país do bloco.

90. (Questão Inédita)

O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) tem como objetivo promover o aumento da
competitividade das economias menores e das regiões de menor desenvolvimento, estimular
a coesão social e fortalecer a integração física por intermédio de obras de infraestrutura.

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91. (Questão Inédita)

O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) é um mecanismo em vigor entre os quatro


países do MERCOSUL por meio do qual a liquidação de transações comerciais poderá ser feita
com moedas nacionais, ao invés de ser efetuada com a utilização de dólares.

92. (TRF – 2005)

Atualmente, é possível que um membro do MERCOSUL aplique uma medida antidumping


contra outro membro do bloco.

93. (TRF – 2005)

Ainda não foram definidas regras que tenham por objeto a defesa da concorrência no âmbito
do MERCOSUL.

94. (AFRF-2005)

Segundo as regras atualmente vigentes, o Brasil pode modificar, a cada seis meses, até 40%
(quarenta por cento) dos produtos de sua lista de exceção à Tarifa Externa Comum.

95. (AFRFB – 2005)

Atualmente, o Brasil pode manter até 100 (cem) itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL
como lista de exceção à Tarifa Externa Comum.

96. (Questão Inédita)

Na elaboração da Lista de Exceções à TEC, os Estados-membros do MERCOSUL deverão


valorizar a oferta exportável existente no bloco regional.

97. (Questão Inédita)

Os membros do MERCOSUL podem manter exceções à TEC como forma de proteger a indústria
nascente.

98. (Questão Inédita)

O MERCOSUL tem como objetivo a harmonização da política comercial em relação a terceiros


países. Para alcançar esse objetivo, seus membros devem possuir exceções à TEC e aplicar
medidas de defesa comercial em conjunto.

99. (Questão Inédita)

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É possível que, por razões de desabastecimento, um membro do MERCOSUL, estabeleça que,


para um determinado produto originário de terceiros países, incidirá uma alíquota do imposto
de importação superior à prevista na TEC.

100. (Questão Inédita)

O MERCOSUL tem como objetivo estabelecer um “Regime Comum de Importação de bens de


capital não produzidos no MERCOSUL”.

101. (Questão Inédita)

Os Estados-membros do MERCOSUL poderão modificar, a cada 6 meses, até 20% das NCM’s
incluídas em suas listas de exceção à TEC.

102. (Questão Inédita)

O objetivo de aperfeiçoamento da União Aduaneira implica avançar no que se refere a normas


e procedimentos que facilitem tanto a circulação quanto ao controle dentro do MERCOSUL dos
bens importados no território aduaneiro ampliado e estabelecer um mecanismo de
distribuição da renda aduaneira e eliminação da multiplicidade da cobrança da TEC.

103. (Questão Inédita)

A distribuição da renda aduaneira é o maior entrave às negociações para a eliminação da dupla


cobrança da Tarifa Externa Comum.

104. (AFRFB – 2005)

Muito embora o MERCOSUL almeje à conformação de um mercado comum, atualmente o


bloco se encontra no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). Para a conclusão
dessa etapa, basta a eliminação das exceções ao livre-comércio intrabloco.

105. (AFRF-2003-adaptada)

Para ser considerado originário da ALADI, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo
regional, sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional e, para ser
considerado originário do MERCOSUL, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo regional.

106. (AFRF-2002-2-adaptada)

Conforme as regras de origem aplicáveis aos Estados- Partes do MERCOSUL, adotando


exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados originários do MERCOSUL os
produtos em cuja elaboração foram utilizados materiais não originários de seus países
membros, quando resultantes de um processo de transformação substancial realizado em seu
território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada pelo fato de estarem

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classificados na Nomenclatura Comum do MERCOSUL na mesma posição do material cuja


função seja preponderante.

107. (ACE-1997 - adaptada)

Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os


produtos que têm 60% do valor agregado regionalmente.

108. (ACE- 1997- adaptada)

Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os


produtos que tenham tido algum tipo de transformação ou processamento substancial na
região.

109. (ACE – 1997 – adaptada)

Para ser considerado originário do MERCOSUL, observa-se onde se inicia o processo industrial
do produto.

110. (ACE – 1997)

Um produto originário do MERCOSUL tem direito a tarifa zero no comércio entre os integrantes
do bloco.

111. (ACE-1997-adaptada)

No âmbito do MERCOSUL, o controle de origem só é necessário se o produto em questão


figurar em uma lista de exceções à Tarifa Externa Comum.

112. (Questão Inédita)

O regime de origem do MERCOSUL considera como originários os produtos totalmente obtidos


ou totalmente produzidos em um dos países integrantes do bloco ou ainda aqueles que
possuírem insumos não-originários, desde que estes insumos não ultrapassem 50% de
conteúdo regional.

113. (Questão Inédita)

São considerados originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração forem utilizados


materiais não originários dos Estados Partes, quando resultantes de um processo de
transformação que lhes confira uma nova individualidade, caracterizada pelo fato de estarem
classificados em uma posição tarifária diferente da dos mencionados materiais.

114. (Questão Inédita)

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No âmbito do regime de origem do MERCOSUL, existem produtos que devem obedecer a


requisitos específicos de origem, que devem prevalecer sobre os critérios gerais.

115. (Questão Inédita)

Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, elas deverão
ter sido expedidas diretamente do Estado Parte exportador ao Estado Parte importador. Para
tal fim se considera expedição direta as mercadorias transportadas sem passar pelo território
de algum país não participante do MERCOSUL.

116. (Questão Inédita)

O Paraguai goza de privilégios em relação ao regime de origem estabelecido no MERCOSUL,


sendo consideradas originárias deste país as mercadorias que tenham um mínimo de 40% de
conteúdo regional.

117. (Questão Inédita)

Se uma mercadoria possuir 60% de conteúdo regional, isto é, se o valor CIF dos insumos
importados não ultrapassar 40% do valor FOB da mercadoria produzida, esta será originária do
MERCOSUL.

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LISTA DE QUESTÕES Nº 02
1. (AFRFB – 2014)

Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que:

a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens de capital, inicialmente
por cinco anos, para projetos de investimento aprovados pelas Autoridades Nacionais do
Mercosul.

b) faculta-se à Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) a adoção de medidas específicas


de redução de alíquota da TEC tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido de
produtos nos Estados Partes.

c) pode haver redução da TEC em razão de desabastecimento de produção regional de uma


matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria-
prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa.

d) o regime de ex-tarifário permite a redução temporária da alíquota do Imposto de


Importação, para 2%, por dois anos, de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e de
Telecomunicações (BIT), assim como de suas partes, peças e componentes, quando não houver
produção nacional.

e) o Brasil pode incluir até 100 códigos NCM em sua Lista de Exceção até 31 de dezembro de
2015, mas deve valorizar a oferta exportável existente no MERCOSUL.

2. (Instituto Rio Branco-2008)

Segundo a doutrina da integração regional, que se desenvolve com a disseminação e o


aprofundamento dos blocos econômicos, o MERCOSUL recebe a classificação de união
aduaneira imperfeita. Tal classificação justifica-se porque:

a) há expressa previsão legal a esse respeito, conforme definido no preâmbulo do Código


Aduaneiro do MERCOSUL.

b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas que impede a


aplicação de um único imposto aduaneiro, comum a todos os países-membros do bloco
regional.

c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional, sendo reconhecida
apenas no MERCOSUL como um todo, conforme previsto no Protocolo de Ouro Preto.

d) não existe, no MERCOSUL, livre circulação de trabalhadores, com direito de


estabelecimento, como ocorre na União Europeia.

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e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com os padrões
internacionais de liberalização comercial.

3. (CODESP-2011)

O MERCOSUL foi constituído em 1991 pelo tratado de Assunção, assinado entre Argentina,
Brasil, Uruguai e Paraguai. Um dos propósitos do MERCOSUL é:

a) a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros,
da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias
e de qualquer outra medida de efeito equivalente.

b) a criação de uma moeda única, com vistas a uma área de estabilidade monetária com
inflação e déficits públicos controlados.

c) a criação de um espaço econômico em que as moedas de cada país membro devem ser
convertíveis e as taxas de câmbio fixadas com caráter irrevogável.

d) a constituição de um banco central único, a fim de centralizar as políticas monetárias dos


estados membros.

e) a unificação dos direitos civil, comercial, administrativo e fiscal entre os Estados membros.

4. (CODEVASF-2003)

Constitui uma exceção ao livre comércio no Mercosul os produtos:

a) agrícolas;

b) que estejam causando prejuízo à indústria doméstica de um Estado Parte;

c) fabricados com peças e insumos estrangeiros, correspondentes a 20% do valor final do


produto;

d) têxteis e vestuários;

e) procedentes de zonas francas ou áreas afins.

5. (ACE-2012)

Considere as seguintes assertivas sobre defesa comercial no Mercosul e, em seguida, assinale


a opção correta.

a) O Mercosul não dispõe de normativas comuns sobre medidas de defesa comercial.

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b) As controvérsias sobre a aplicação dos Acordos Antidumping e sobre Subsídios e Medidas


Compensatórias da OMC podem ser apreciadas no marco do sistema de resolução de
controvérsias do Mercosul.

c) O Mercosul dispõe de marcos jurídicos que facultam aos países membros implementar
procedimentos comuns de investigação e adotar um processo decisório comum frente a
práticas desleais de comércio por terceiros países.

d) Apenas as matérias relativas à prática de dumping pelos países membros são tratadas com
base em normativa integrada e procedimentos de investigação comuns aos países do
Mercosul.

e) As salvaguardas comerciais no comércio intrabloco representam importante instrumento de


promoção do equilíbrio nas trocas internas e de maior equidade frente às disparidades entre
as econômicas dos países membros.

6. (Questão Inédita)

Assinale a alternativa correta sobre o MERCOSUL:

a) A personalidade jurídica de direito internacional público do MERCOSUL foi reconhecida pelo


Protocolo de Olivos, que também instituiu um sistema de solução de controvérsias para esse
bloco regional.

b) Em virtude de o MERCOSUL ser uma união aduaneira imperfeita, há livre circulação de


mercadorias entre os seus membros, salvo em relação às mercadorias relacionadas nas Listas
de Exceções à TEC.

c) Os integrantes do Parlamento do MERCOSUL são, atualmente, escolhidos por meio de


eleições diretas.

d) O MERCOSUL não possui qualquer vínculo jurídico com a ALADI, podendo celebrar acordos
dos quais não faça parte essa organização internacional.

e) O Conselho do Mercado Comum é órgão de natureza intergovernamental, cujas decisões


são adotadas por consenso, tendo como tarefa a condução política do processo de integração.
Para isso, pode criar órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da integração regional.

7. (ACE-2012)

Em relação às obrigações assumidas pelos Estados Partes do Mercosul quanto às barreiras


impostas no comércio internacional, não é verdade afirmar que:

a) o Mercosul adota uma tarifa externa comum. Entretanto, há produtos com tarifa não
uniformizada, incluídas sobretudo nas Listas de Exceção nacionais.

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b) os Estados Partes do Mercosul devem garantir, na aplicação de suas tarifas, a absoluta


extensão do princípio da nação mais favorecida aos Membros da OMC.

c) a imposição de barreiras de caráter sanitário exige a comprovação de prova científica do


risco alegado.

d) o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) é obrigatório para todos os Membros da


OMC, inclusive para os Estados Partes do Mercosul.

e) o licenciamento de importações não pode, conforme as regras da OMC, ser utilizado


meramente para imposição de restrições quantitativas.

8. (AFRFB/2012-adaptada)

Sobre a integração regional nas Américas, assinale a opção correta.

a) Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi criada em 1990


a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), com objetivos mais amplos do que
a sua predecessora.

b) A Tarifa Externa do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) não admite exceções, em função
do objetivo de formação de um mercado comum estabelecido no Tratado de Assunção.

c) De acordo com o Tratado de Assunção, que instituiu o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL),
o Grupo Mercado Comum é o órgão superior, correspondendo-lhe a condução política do
MERCOSUL e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazos
estabelecidos para a constituição definitiva do mercado comum.

d) O sistema de pagamentos em moeda local do MERCOSUL é um mecanismo que viabiliza a


realização de operações de comércio exterior nas moedas locais dos Estados Partes, tendo sido
implementado de forma voluntária nas relações comerciais Brasil-Argentina, Brasil-Uruguai e
Brasil-Paraguai.

e) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) objetiva a criação de uma união


aduaneira latino-americana, com exclusão do México, que já se integrou ao NAFTA.

9. (Questão Inédita)

Assinale a alternativa correta acerca do MERCOSUL:

a) O Protocolo de Ouro Preto prevê que o Conselho do Mercado Comum (CMC) poderá criar
novos órgãos que se fizerem necessários ao aprofundamento do processo de integração
regional.

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b) O MERCOSUL ainda não alcançou o estágio de mercado comum, uma vez que, embora tenha
promovido uma completa convergência à Tarifa Externa Comum (TEC), não conseguiu
estabelecer a livre circulação dos fatores produtivos.

c) Todas as normas emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL, para entrarem em vigor,
deverão ser previamente aprovadas pelos Parlamentos nacionais dos Estados-parte.

d) Os órgãos decisórios do MERCOSUL, em virtude de sua natureza intergovernamental,


tomam decisões por maioria absoluta dos membros.

e) Não há qualquer barreira ao livre comércio intra-MERCOSUL.

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GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01


1. E 40. C 79. C
2. C 41. E 80. C
3. C 42. E 81. C
4. C 43. E 82. C
5. C 44. E 83. E
6. E 45. C 84. E
7. E 46. C 85. E
8. C 47. E 86. E
9. E 48. E 87. E
10. E 49. C 88. C
11. C 50. C 89. E
12. C 51. E 90. C
13. E 52. E 91. E
14. E 53. C 92. C
15. E 54. E 93. E
16. C 55. C 94. E
17. E 56. E 95. C
18. C 57. C 96. C
19. E 58. E 97. E
20. E 59. C 98. E
21. E 60. C 99. E
22. E 61. E 100. C
23. C 62. E 101. C
24. C 63. E 102. C
25. E 64. E 103. C
26. C 65. E 104. E
27. C 66. C 105. C
28. E 67. E 106. E
29. C 68. E 107. C
30. C 69. E 108. C
31. E 70. E 109. E
32. C 71. E 110. C
33. E 72. C 111. E
34. E 73. C 112. E
35. E 74. E 113. C
36. E 75. C 114. C
37. E 76. C 115. C
38. C 77. C 116. C
39. C 78. C 117. C

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GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02


1. Letra A
2. Letra B
3. Letra A
4. Letra E
5. Letra B
6. Letra E
7. Letra B
8. Letra D
9. Letra A

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