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APOSTILA KARUNA

REPRESENTAÇÃO SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Aula: 11: OS 4 SÓIS CABALÍSTICOS

1. SALMO 18...

“Os céus publicam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.”

2. QUANTAS ESTRELAS EXISTEM?

 Fios de cabelo na cabeça humana: 160 a 170 mil

 Estrelas na Via Láctea: 200 a 500 bilhões

 Galáxias no Universo: 1.500 a 2.500 bilhões

 Células no corpo humano: 50.000 bilhões

 Estrelas no Universo: mais de 100 bilhões de trilhões

 Moléculas em 1 copo de água: mais de 6.600 bilhões de trilhões

3. AINDA O SALMO 18...

“No Sol pôs o seu tabernáculo... e não há quem não sinta seu calor.”
 Tabernáculo: tenda que foi santuário de Deus dos hebreus durante sua peregrinação
pelo deserto. Residência; habitação.

 HPB: (Doutrina Secreta – vol. I)

“O SOL, como doador de vida que é, conserva e sustenta todas as criaturas e é o coração de
todo o sistema Solar.”

É frequente a associação:

SOL  coração  veiculador de energias vitais e criadoras

4. O SOL OCULTO (Sol Espiritual ou Surya)

 Ciência Oculta:

É o centro cósmico que anima uma Galáxia.

É o centro em torno do qual gravitam N Sistemas solares.

 Cosmogênese:

1) É a suprema fronteira entre o Ser e o Não-Ser


2) É o eterno transformador da Divina Essência Desconhecida (energia latente)
em Vida manifestada (energia atuante).
3) É a “seteira” existente no Seio do Espaço sem Limites, por onde a Vida se
projeta ciclicamente.

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 Manvântara = projeção cíclica da Vida  3 “Ondas Simultâneas”

“A 1a engendra a 2a. A 3a, de acordo com as duas primeiras, plasma – como num
ventre materno – os mundos das experiências para as Mônadas”

5. OS 4 SÓIS CABALÍSTICOS ( Centros Irradiadores de Energia)

 Nosso sistema solar:


SOL POLAR (Vontade)

SOL OCULTO SOL EQUATORIAL (Amor-Sabedoria)

SOL VISÍVEL (Atividade)

6. SOL POLAR ( Estrela Polar )

 Eixo rotação terrestre  Pólo Norte Celeste (qq época do ano)

 Pólo Norte Celeste  Estrela Polar  Estrela Fixa (ocultismo)

 Precessão eixo terrestre  uma volta/26.000 anos  várias Estrelas Fixas

“O Carrossel de Estrelas Fixas (14 Estrelas como 14 são os Avataras) vai rodando e,
assim posicionando, em certo ciclo, uma particular estrela como Estrela Polar ou
Estrela Fixa.”
 Alguns exemplos de Estrelas Polares:
 3.000 a.C  estrela Thuban (constelação Draconis)
 2005  estrela Polaris (alfa da constelação Ursa Menor)
 14.000  estrela Veja (constelação Lyra)

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 Uma advertência:
Enormes distâncias entre estrelas: luz estelar não chega em “tempo real”
“a luz que hoje chega até nós, foi emitida a milhares de anos atrás”
VISÃO ESPIRITUAL (dos Iluminados)  completa e atualíssima

 Trecho de Revelação de JHS (Livro do Graal):


“Da mesma maneira que, outrora, um Templo dedicado a tal ou qual Planeta tinha
suas luzes acendidas por ele, quando chega o ciclo de permanência em
perpendicular à Terra....assim também, nos grandes ciclos ou Idades...uma das
referidas estrelas fixas vem ocupar o lugar da anterior, ficando em
perpendicular à Terra, e recebe o nome de OLHO DE DRUVA... Sim, como tenho
dito inúmeras vezes, “A DIVINDADE COMEÇA A MIRAR DE MAIS PERTO À
SUA OBRA”...”
 Trecho de CR de JHS (25/06/1954)
“De fato, “ninguna Maria mas grande que Allah Mirah” , cujo nome significa
“OLHAR DE DEUS”. Sim, o aspecto feminino da Divindade não podia deixar de
ser o seu Olhar para a Terra, Estrela Polar, através da qual aquela mesma
Divindade olha para a sua Obra: o Mundo...”

 Diz nosso Mestre JHS, em outra revelação (18/04/1954):


“A captação da Luz em qualquer ponto do Universo, não é feita
integralmente, e sim através de um tubo, de um orifício qualquer. Haja
vista, que o Planeta Protetor de qualquer Templo, inclusive no Egito, lhe
ficava em perpendicular, a lâmpada desse mesmo Templo se acendia.”

TUBO CÓSMICO
S
SOOLL O
OCCU
ULLT
TOO Estrela Polar TUBO CÓSMICO Terra (NS)
 A Agartha  7 cidades em espiral em torno de um tubo central
N

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 Ensina JHS (CR 30/01/55):


“A Agartha possui eterna Luz, devido ao fenômeno da luz que provém da Estrela
Polar ou Olho de Druva, que, em verdade, não é nenhuma estrela, e sim um
orifício, ou antes, um diafragma, como são todas as estrelas fixas, por trás da
qual resplandece o Sol Oculto que, em verdade, é quem emite tal luz por aquele
orifício. Tenho dito várias vezes que “é por ali que Brahma espia a evolução do
nosso globo, etc”. E isto porque a Agartha se mantém numa reta, recebendo a
mesma luz de norte a sul...”

 Dizia ainda JHS na já citada CR de 18/05/1954:


“Digamos que “a ESTRELA POLAR” seja apenas um isqueiro cósmico com o nome
de OLHO DE DRUVA, que por si mais revelador...mantém a luminosidade central
ou de certo ponto no interior da Terra...”

 Concluímos:
”A Estrela Polar alimenta outro Sol no interior da Terra”

7. SOL EQUATORIAL (Sol do Centro da Terra)

 Trecho de CR de JHS ( 28/12/62):


“Tenho dito várias vezes que “a Terra vive em estado gravídico de um outro Sol.”
 Em outra carta (18-05-1954), completa:
“até o dia em que a mesma se ilumine (o que ainda não está feito, por não ter ela
terminado sua evolução...).”
 Ensina o Prof. Ferreira:
“O Sol do qual a Terra está grávida é o do Centro do Planeta: o Sol Equatorial”
 Acrescenta o V.I. Roberval (São Lourenço/MG):
“Até que ele nasça deve ser alimentado pela Estrela Polar através do tubo
cósmico, qual criança o é pela mãe através cordão do umbilical.”

 Sol Equatorial: agindo como se fora uma grande lente, converge e concentra
energia numa certa região do espaço sideral que temos como o SOL VISÍVEL.

8. SOL VISÍVEL (Centro Irradiador de Energia Vital à Terra)

 Diz Kut-Humi, citado por JHS em “Os Mistérios do Sexo”:


“O Sol não é um globo sólido, líquido ou mesmo gasoso, mas enorme esfera de energia
eletromagnética, como reserva de vida e do movimento universais, cujas pulsações se
irradiam em todos os sentidos, nutrindo com o mesmo alimento, desde o menor dos

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átomos ao maior dos gênios, até o fim do Maha-Yuga (grande idade ou ciclo de
4.320.000 anos)”.
 Sol Visível  veículo das energias de centros mais elevados
 HPB: “é apenas um reflexo, sombra ou casca do verdadeiro Sol Central
Espiritual”

 Resumindo:

SOL Centro gravitação


LOGOS ÚNICO OCULTO galáctico

1ª.HIPÓSTASE
SOL Estrela Polar
VONTADE POLAR

2ª.HIPÓSTASE SOL
EQUATORIAL Centro da Terra
AMOR-SABEDORIA

SOL Veículo das Energias


3ª.HIPÓSTASE
VISIVEL Radiantes dos Sois mais
ATIVIDADE
elevados

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 Num outro esquema....

Estrela Polar

Face da Terra

Badagas

Duat

Agartha

Sol Equatorial

Sol Visível

Shamballah

CONSTITUIÇÃO DE NOSSO SISTEMA SOLAR

OS QUATRO SOIS CABALÍSTICOS

Encetemos, hoje, o estudo da história de nossa Obra, que é a própria história da


evolução do homem, através dos ciclos e milênios, de que os contemporâneos não guardam a
mais remota memória. Como sempre acontece na exposição de fatos históricos segundo o
método ocultista, os dados da Antropogênese estarão necessária e indissoluvelmente ligados
aos da Cosmogênese.

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Um manuscrito atribuído a São Germano, do qual, segundo certas Tradições ocidentais,


a Biblioteca do Vaticano possui uma cópia, trata de um dos pontos mais obscuros das Ciências
Ocultas: o chamado mistério dos quatro Sóis cabalísticos.

Nesse documento, que, aliás, parece corresponder ao Sapta Surya , livro sagrado da
Índia, se diz que o Sol visto pelos homens não é, senão, um reflexo sideral dos 3 centros mais
elevados : o Sol Equatorial , o Sol Polar e o Sol Central ou Espiritual.

Em outras palavras, o Sol Visível é um centro de energia radiante, alimentado por três
outros de energia mais sutil, diferenciação da Vida Una.

Tudo leva a crer que os Sóis Equatorial e Polar podem ser identificados,
respectivamente, com Sírius e a Estrela Polar, enquanto que o Sol Central ou Espiritual é aquela
suprema fronteira entre o Ser e o Não-Ser, aquele dínamo eterno e imutável (o “Motor-Imóvel”
de Aristóteles), por onde a energia latente da Vida Una se faz energia atual e atuante.

Essa a razão de falarem, as Tradições orientais mais secretas, no tríplice poder de


Brahma-Saguna ou Manifestado, porquanto Brahma-Nirguna ou sem atributos é o mesmo Sol
Espiritual ou Oculto.

Conforme a Ciência hodierna, as estrelas se grupam em constelações e estas em


galáxias, que existem aos bilhões, esparsas pelo Orbe. Cada galáxia gravita em torno de um
centro, e este é, para a Ciência Oculta, o Sol Espiritual, aquela “seteira” onde o Tudo e o Nada
se encontram. O Sol Oculto é, pois, o Centro em torno do qual gravita um número “N” de
Sistemas Solares correspondentes à respectiva galáxia.

Essas considerações preliminares nos vão servir para compreender a relação entre o
Uno único e seus três Aspectos, representados, do ponto de vista do nosso Sistema Solar, pelo
Sol Visível, pelo Sol Equatorial e pelo Sol Polar.

A cada um deles cabe uma função específica.

O primeiro é o centro de irradiação das energias eletromagnéticas que vivificam todo o


vasto Sistema Solar. Essas energias são como o sangue que ele envia ao extremo limite de seu
organismo, e, por isso, comparem-no a um coração. Os órficos tinham pleno conhecimento do
assunto, como o demonstrou o mito de Dionysos Zagreus. Dionysos, a Divindade manifestada na
Terra, se transforma em um touro, para escapar à perseguição de seus habitantes, os Titãs,
que se rebelam. Entretanto, foi capturado, espostejado e devorado, só não se perdendo seu
coração porque Pallas Athena, apiedada, o arrebatou à sanha dos rebeldes. Zeus, então, pô-lo a
flamejar no centro de seu Universo. Zeus fulmina os Titãs com seu raio, para com as cinzas
fazer os homens. Estes herdaram o pecado cometido pelos progenitores, mas, ao mesmo tempo,
ficaram com uma centelha do devorado Dionysos. Os homens trazem, portanto, sempre a
mácula do crime sacrílego, expresso no dogma do pecado original das religiões; mas, também,
estão repletos das possibilidades divinas de Dionysos. Somente as Iniciações podem purificá-
los do sacrilégio e exaltar-lhes a natureza espiritual ou divina de que ficaram saturados pela
teofagia.

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É clara a relação entre o Sol que vemos e o símbolo do coração.

O Sol é, em verdade, o coração do Universo.

Como veículo das energias dos dois centros mais elevados, ele é a 3ª hipóstase do Logos
Único ou Impessoal.

O Sol Equatorial, em cujo redor gravita o Sol Visível, é realmente o órgão cósmico
correspondente à boca e às narinas do Grande Homem dos Céus, porquanto dele promana o
Hálito Criador, o verbo genesíaco. É aí, pois, que atua a 2ª hipóstase divina.

O Sol Polar, que o hindu conhece por Olho de Dhruva, é a 1ª hipóstase do Sol Oculto ou
Espiritual. Relaciona-se com o primeiro atributo da manifestação divina: a Vontade. É a Vontade
Cósmica, a Inteligência Espiritual do Demiurgo, do Logos Criador, do mesmo passo que a 2ª
hipóstase corresponde à Sabedoria, à Inteligência Ativa, e, a 3ª, à Atividade, que, de acordo
com as duas primeiras, plasma – como num ventre materno – os mundos da experiência para as
mônadas peregrinas.

Ficamos, assim, com uma idéia mais clara do que os povos em geral costumam denominar
de Deus manifestado em a Natureza.

Os Quatro Sóis cabalísticos podem ser simbolizados por um triângulo eqüilátero com um
olho no centro, dentro de um círculo.

Vejamos agora essas três hipóstases do ponto de vista de sua constituição.

A 1ª é o Pai, que é Uno como manifestação cósmica da Vontade do Ser, da Seidade, como
consubstanciação da própria Lei expressa pelo Sol Oculto. Este, o Sol Oculto, é a Lei como
possibilidade, e a 1ª hipóstase – o Pai Cósmico – é a Lei manifesta. Já a 2ª hipóstase não é una,
pois centraliza o que denominamos de 7 Logos Planetários, 7 Autogerados ou Forças
Autoevolventes da 1ª hipóstase. Estes constituem, coletivamente, o Raio Divino, o Christos
Universal , isto é, a consciência mental do Grande Homem dos Céus, que se manifesta através
dos mundos criados pela 3ª hipóstase. Essa 3ª hipóstase é, ainda, o Raio Primordial, veículo do
Raio Divino. Podemos identificá-la, também, com Fohat e seus 7 Irmãos.

Diz um tratado esotérico, a respeito da 3ª hipóstase:

“As mônadas, como unidades de consciência, compõem os corpos dos Sete Ho-
mens Celestes. Cada mônada se encontra em um dos 7 Raios. A 3ª hipóstase é o sus-
tentáculo dos mundos...".
As Hierarquias do Raio Divino, que se manifestam – como sabemos – através das
Hierarquias do Raio Primordial, são assim conhecidas, esotericamente: a) os 7 Espíri-
tos diante do Trono; b) os 7 Prajâ-patis ou Progenitores; c) os 7 Raios; d) as 7 Shak-
tis ou Forças; e) os 7 Construtores Maiores; f) os 7 Anjos de Presença; g) os 7 Dh-
yân-Chohans.

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As Hierarquias do Raio Primordial compreendem os “Leões de Fogo” , os “Olhos e


Ouvidos Alerta” e os “Virgens de Vida” [ três Arrúpicas ], hostes de seres informais,
manifestando-se no Plano Físico por intermédio de outras quatro; as Hierarquias Rú-
picas: Assuras, Agnisvattas, Barishads e Jivas.
Cada Hierarquia Rupica inclui, por sua vez, três categorias.
É assim que os Assuras compreendem os Kumaras, os Makaras e os Ajitas. São os
seres que, segundo as tradições hindus, se encarnam a cada manvantara para guiar os
homens.
Os Agnisvattas compreendem os Pitris Agnisvattas propriamente ditos, os Agni
Bhuva (“Nascidos do Fogo”) e os Agnikaya (“Vestes Ígneas”).
Os Pitris Barishads incluem os Pitris Barishads propriamente ditos, os Atma-
Somas e os Ativanikas , seres, estes últimos, que, conforme as Tradições orientais,
acompanham Yama, o Deus dos Mortos, e têm a missão de ajudar o traspasse das al-
mas humanas da vida física para o Além.
É bom acentuar, aqui, que cada Hierarquia Arrupica governa durante o espaço de
uma Cadeia Planetária, que é o tempo exigido para a individualização e desindividuali-
zação dos Egos.

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