Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio A Popularização dos Home Studios

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Um velho sonho de todos os músicos já é rotina para uma boa parcela deles. Ter em casa um estúdio de gravação, onde se possam gravar os próprios trabalhos, seja como fonte de renda, ou pelo menos para registrar as idéias quando elas ainda estão frescas, recémsaídas da inspiração. O antigo sonho de compositores, cantores e instrumentistas se converteu em um mercado que movimenta milhões de dólares por todos os continentes. Muitos músicos, pelo mundo afora, têm seu próprio estúdio, geralmente instalado em um quarto ou sala, em casa. Alguns são bastante sofisticados, com gravação de áudio digital em 24 pistas ou mais, mesas de som automáticas e muito poderosas, vários samplers, sintetizadores, supercomputadores, tratamento acústico, enfim, recursos compatíveis com os estúdios comerciais de médio ou até grande porte. Outros (a maioria) são bem mais simples, sem tratamento acústico, com menos equipamentos, mas com alto poder de fogo, de qualquer forma. No Brasil dos últimos anos, com a liberalização alfandegária para a importação de equipamentos eletrônicos, o mercado cresceu rapidamente. As lojas de instrumentos se modernizaram e aumentaram em quantidade e qualidade. A figura do “muambeiro” de instrumentos musicais, outrora o braço direito de todo músico profissional, vem, passo a passo, dando lugar a uma estabilização do setor. O músico brasileiro se torna consumidor, com direito a garantia e assistência técnica para seus instrumentos de trabalho, em vez do antigo e triste papel de receptador de material contrabandeado. Por sua vez, a indústria nacional começa a despertar para as novas tecnologias e custos, frente à feroz concorrência dos produtos importados. A gigantesca multiplicação do número de estúdios caseiros decorreu de alguns inventos, que surgiram com a tecnologia digital, no início dos anos 80. Esses inventos evoluíram de modelos que vinham sendo desenvolvidos nas duas décadas anteriores. O mais conhecido é o protocolo MIDI, a interface que comunica sintetizadores a computadores. A MIDI (ou ‘o’ MIDI, como dizem) foi definida em 1983 pelos principais fabricantes de instrumentos musicais do mundo. Ela evoluiu de sistemas de triggers e outros sincronizadores, que cada fábrica desenvolvia para seus instrumentos e seqüenciadores analógicos, sem muita compatibilidade entre equipamentos de fábricas diferentes. Em 83, a indústria resolveu criar um protocolo unificado, e aberto a inovações futuras. Surgia a Musical Instrument Digital Interface, ou MIDI. Mais adiante, com o grande número de usuários e produtores de MIDI files, os arquivos no padrão MIDI para computadores já não eram mais de interesse exclusivo dos músicos. Os jogos de computador, por exemplo, lançam mão desses recursos, e se dirigem a um público muito maior. Foi definido então o padrão General MIDI, um conjunto definido e limitado de timbres e outros recursos para compatibilizar diferentes equipamentos em aplicações voltadas para o mercado da informática. As placas de som e a multimídia

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tiveram aí um terreno fértil para se

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desenvolverem.

Outro grande responsável pela explosão dos home studios foi o chamado porta-estúdio, o gravador cassete de quatro (ou mais) pistas, que foi aposentando os gravadores de rolo de quatro, oito ou 16 pistas. Hoje, o porta-estúdio está sendo aos poucos substituído pela gravação digital em hard disk ou em fita de vídeo. O custo relativamente baixo e a facilidade de manuseio desta tecnologia foram os responsáveis pelo súbito aumento do número de produtores independentes. De lá pra cá, máquinas, ferramentas e software para se gravar música em casa são lançados freneticamente em um mercado que não pára de se expandir. Nos anos 90, os seqüenciadores por computador e a gravação de áudio pelo processo digital em oito ou 16 pistas são as tecnologias que mais se popularizam. A Internet, a rede mundial de computadores, é uma grande parceira desses estúdios, na medida em que fornece programas, upgrades (atualizações), gravações de músicas, arquivos MIDI, partituras e informação musical de graça, sem que o músico precise sequer sair de casa. O outro lado da moeda é a expansão do próprio mercado de trabalho do músico. Por todo canto, florescem novas produtoras de multimídia, de vídeo e animação, agências de publicidade, rádios comunitárias e outras empresas que são clientes naturais das pequenas e médias produtoras de som, caso de muitos home studios com objetivos comerciais. Aqui, o estúdio caseiro fornece meio de trabalho para um ou mais músicos, cantores, compositores e arranjadores. Por seu baixo custo operacional, o home studio chega a competir com as grandes produtoras, oferecendo produtos de alta qualidade aos clientes mais exigentes. Mesmo as emissoras de TV têm preferido contratar produtores que disponham de estúdio próprio. Para se montar e operar um home studio são necessários alguns requisitos básicos. O primeiro que vem à mente, naturalmente, é o capital necessário; o segundo é o equipamento a comprar. No entanto, um requisito fundamental muitas vezes é esquecido nessa hora: planejamento. Sem ele, possivelmente o capital será mal empregado ou o projeto não sairá do mundo das idéias. Planejar os objetivos, o mercado potencial, as condições de trabalho, o equipamento e os recursos humanos, tudo de acordo com o capital disponível, deve vir antes da aquisição de qualquer máquina, para que o sonho não se torne um pesadelo. A consulta permanente ás fontes de informação (revistas, manuais, lojas, especialistas, amigos com experiência, sites na Internet) é outro requisito importante.

O Planejamento faz a Diferença
Para se montar um home studio é preciso equilibrar uma série de fatores. De acordo com os objetivos, capital, espaço, clientela ou necessidades pessoais, surgem inúmeras opções de equipamento e de projetos de tratamento acústico para quem vai “se equipar”.

Os arquivos de som podem ser mil vezes maiores que os arquivos MIDI. se músico. Studio Vision) ou hardware (Roland. e a sua experiência com o material. Este pode ser um programa de computador. serão necessárias uma boa mesa de som e monitoração. o uso de microfones caros e muito sensíveis num quarto de alvenaria sem qualquer tratamento acústico pode trazer resultados decepcionantes. Cooper. Primeiro vêm os objetivos do empreendimento. O estúdio MIDI deste nível pode ter um sintetizador multitimbral da Roland ou da Korg com seqüenciador próprio (workstation) ou externo. neste nível. Se se pretende operar simultaneamente nas áreas de áudio e MIDI. Session 16. L. Outros investimentos. publicidade.1. reverberador. um sampler (Roland. um ou dois microfones Shure ou AKG. Yamaha ou Brother. um Pentium ou MacIntosh com interface MIDI/Sync. cinema. Por exemplo. cantor ou instrumentista. O computador para gravar o áudio em substituição ao porta-estudio. se for de boa qualidade). Tascam ou Yamaha. Também conta o perfil de quem vai operar o estúdio. Yamaha. Distinguem-se três níveis típicos de home studios: Básico: pode dispor de um porta-estúdio (gravador) cassete de quatro pistas. TV. Um estúdio caseiro de gravação pode atender o mercado fonográfico. Cada combinação dessas variáveis implica num set-up diferente. trazendo contudo muitos recursos de edição. Ele deve ser levado em conta para se definir o nível ou o padrão geral do estúdio. produtor etc. O segundo item é o capital disponível. devem-se ponderar todas as necessidades e possibilidades. enquanto outro estúdio. ou um hardware sequencer da Roland. terá bons microfones. são módulos de som (sintetizadores e baterias eletrônicas) e controladores MIDI. ou a compra de aparelhos desnecessários ou obsoletos.. Intermediário: conta com um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas. engenheiro de som. Antes de comprar. da MidiMan ou da J. viável até mesmo em velhos 386 com 4 Mega de RAM rodando Windows 3. processadores e um sistema de gravação multipista. . ou produzir fitas demo de um compositor. como o Cakewalk ou o Cubase. amplificador e caixas acústicas (às vezes a solução inicial é o aparelho de som doméstico. O sistema pode ser sincronizado ao gravador multipista para expansão de canais através de uma interface para computador (MQX 32-M) ou em hardware. como os modelos da Fostex. E-Mu). como uma obra de isolamento acústico que não isola. busca-se o melhor dos dois mundos. além de um bom computador. uma mesa de som de oito ou mais canais (Mackie). com equilíbrio de investimentos entre eles. em fita de vídeo (Alesis ADAT-XT ou Tascam DA-88) ou em hard disk. via computador (Session 8. Um estúdio voltado para produção de trilhas instrumentais com sintetizadores deverá ter bons teclados e módulos de som MIDI. deck cassete. A gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita. para gravação e mixagem de grupos vocais e/ou instrumentais. vídeo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 3 Nada é pior que constatar erros de planejamento depois de realizado o investimento. demanda uma configuração mais avançada que para aplicações MIDI (gravação de instrumentos eletrônicos). para que se determinem equipamentos e obras acústicas compatíveis entre si. com modelos e preços compatíveis. Akai). e aí fazer uma lista de todos os itens. através de programas como Cakewalk Pro-Audio ou Cubase Audio e placas de som Turtle Beach ou Roland. uma mesa de pelo menos 16 canais com conectores Canon (Mackie. Nos dois casos.

pesando as reais necessidades de acordo com suas condições e metas. Um projeto de isolamento e tratamento acústico viabiliza a gravação e a mixagem. Akai. num único cômodo da casa. As Mesas de Som Mesa. Eletro Voice RE 20) e cabos de qualidade. Na terceira variável. adiciona uma mesa de gravação (Mackie. compressores (Dbx. vários microfones (Neumann U87. DAT ou Mini-Disk. ou só num computador com placa de som. Vocalist. reverberadores Lexicon e Yamaha. Yamaha) com 32 ou mais canais de entrada/saída e oito subgrupos. Avançado: apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional. distribuidores para uns 10 headphones. direct boxes (Furhman. um sistema de gravação digital (24 pistas) em fita de vídeo (ADAT. Shure SM-57. samplers (Roland. dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para gravação e mixagem. Sennheiser MD 421U. Se for um estúdio pequeno ou médio. Roland JV-1080. sintetizadores Korg Trinity. processadores (equalizadores. console ou mixer. equalizador. Tascam. amplificador e monitores de estúdio Yamaha. SM-94. dependem do mixer virtual instalado neles. Ensoniq TS-12. Um arquiteto com experiência em estúdios do porte do seu evita decepções com projetos improvisados que pioram a sonoridade de sua sala. O mais importante é se fazer um projeto com coerência. e ela é que determina a qualidade do seu som. automação e patch bay. Quanto mais alto o nível. um planejamento de obras de tratamento acústico é vital para o seu perfeito desempenho. perfeitamente isolados. Countryman) para conectar as fontes sonoras à mesa. Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e demos de boa qualidade. o espaço disponível. Yamaha. O item central de qualquer estúdio costuma ser negligenciado por aqueles que estão iniciando no universo da gravação de áudio. É impossível se operar um estúdio sem a mesa. pode-se até gravar com headphones. Mesmo os mini-estúdios baseados num único sintetizador workstation. A bateria pode ser acústica (microfonada) e/ou trigada ao sampler. DA-88) ou computador (MacIntosh com Pro Tools). O sistema MIDI se expande com uma interface de oito portas (8 Port.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 4 Tascam). noise gate. Vale a pena começar com um estúdio mais simples. teclado controlador Roland ou Kurzweil. Emulator). compressores Dbx. Aural Exciter etc. Alesis). multi-efeitos. reverberadores (Lexicon. visto como luxo por alguns que começam a adquirir seus equipamentos. ou como um verdadeiro bicho-de-sete-cabeças por outros.). Soundcraft. Studio 5 etc. Audio Technica 4049. Reserve um espaço para a técnica e outro para os músicos. mais cuidado se deve ter com tratamento e isolamento. microfones para vozes e instrumentos (AKG C-3000 e Shure SM-57). Alesis).) para o Pentium ou o Mac. . Alesis ou JBL. e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória. AKG C-414.

depende do número de fontes sonoras (microfones. Os canais de saída são os masters estéreo (direito e esquerdo). oito. high) até um equalizador paramétrico de várias faixas de freqüência. e agudo. ou como canais extras para mixagem de teclados ou outros sinais ‘flat’ (não processados pela mesa). Os sinais sonoros entram na mesa através dos canais de entrada (inputs). pan e efeitos (ou auxiliar). Nunca use duas entradas de um mesmo canal. Yamaha. As maiores têm uma ou duas faixas de paramétricos nos médios.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 5 O porte da mesa é proporcional ao do estúdio e os fatores principais para se escolher um bom equipamento são a adequação às necessidades. Controles. posição estereofônica (pan). Os conectores. e a se mixar (canais de gravação. como Mackie. instrumentos eletrônicos seqüenciados). controla o nível de entrada (volume) da fonte sonora ligada àquele canal. geralmente para entrada de efeitos externos. temos os inputs auxiliares. mais agudo e grave. Em um sistema de gravação com mais de uma fonte sonora (instrumento ou voz). mic/line. mais as saídas individuais ou de subgrupos de canais para gravação. vêm com um pequeno mixer acoplado. Canais. pelos canais de saída (outputs). . como o reverber. Mais comumente. low. versatilidade e custo. O processamento do sinal sonoro se dá através do fader. para otimizar os recursos de gravação e mixagem. Behringer. são do tipo “banana”. Conexões. outras usam plugs RCA. O equalizador (EQ). além das saídas auxiliares para processamento e efeitos. e efeitos ou auxiliares. Cada canal de entrada possui controles de nível (volume). 12. que define o timbre de cada canal. Mini-Disk ou HD. O número de inputs. médias (Mid: 1 ou 2. 32 ou mais. são processados um a um e finalmente misturados e enviados. equalizador. Soundtracs etc. Soundcraft. um potenciômetro linear. As impedâncias dos sinais de entrada são geralmente equilibradas pelos controles de ganho (gain ou trim). recursos auxiliares. Alguns gravadores multipista. facilidade de manuseio. deixando inicialmente os faders em 50%. balanceados. O endereçamento para subgrupos de canais (bus ou submasters). O mercado conta hoje com as mais conceituadas marcas mundiais. na maioria das mesas. ou com diferentes inputs para diferentes impedâncias (microfone/linha. as mesas apresentam controles de freqüências baixas (Low: 80 ou 100 Hz). todas as fontes devem ser transmitidas à mesa de som através de cabos. Prefira os plugs do formato XLR ou Canon. Além desses. a um gravador ou um amplificador.5 KHz) e altas (High: 10 ou 12 KHz). instrumentos elétricos e eletrônicos) a se gravar simultaneamente. por exemplo). É útil nivelarem-se os canais pelos controles de ganho. em pares de outputs para monitoração e mixagem. controles solo e mute são exclusivos de mesas de médio e grande porte. pode ser desde um simples par de controles de tonalidade (grave. O fader. Os conectores “banana” podem ser balanceados (com redução do ruído nas gravações) ou não balanceados. 24. qualidade do som. 16. cassete. timbre (equalização). que em diversos casos é suficiente.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 6 O pan pot. As mesas com automação. retornando á mesa por um input auxiliar (mono ou stereo) e misturados aos sons originais (‘secos’). e os controles de retorno dos auxiliares. usa-se normalmente o pan. o número de canais. o que permite o uso de um único fader ou um par estéreo para toda a seção ou a bateria. Masters. O controle da estereofonia. Os sinais de diversos canais. e todo o processamento on board. Mesas digitais transmitem e recebem o sinal dos gravadores por fibra ótica. devidamente misturados. aumentando-se ou abaixando-se cada um para modificar a posição ‘espacial’. são um ou dois faders que controlam o nível geral dos canais masters de saída. controle do panorama estéreo. pelas saídas auxiliares da mesa. mas principalmente a qualidade do som. como teclados. por não haver regras pré-estabelecidas sobre qual a melhor forma de se . Automação. Algumas mesas dispõem de canais estéreo. podem ser preparados no computador e repetidos infinitas vezes durante o processo. funcionam como canais coletivos que gerenciam outros canais. Diversos procedimentos de mixagem. se as peças de uma bateria ou de uma seção de instrumentos estão entrando por vários canais. a quantidade de “mandadas” e retornos auxiliares. tipo 8 bus. como os faders. e os outros controles afetam igualmente os dois lados. Escolha a mesa de seu estúdio de acordo com as necessidades e características do mesmo. pan e outros. tal como um reverberador ou delay (eco). independente do computador. isto é. ou mestres. em geral via MIDI. posiciona o sinal de um canal de entrada nos canais stereo de saída. mais á esquerda ou á direita. Observe os equalizadores. um todo para a esquerda e o outro todo para a direita. A Captação do Som Gravar vozes. Neste caso. pode-se equalizá-los em separado e depois endereçá-los para um mesmo submaster. e gravar tudo em uma ou duas pistas. com multiprocessadores de efeitos internos. Vários controles da mesa são automatizados. que endereçam os dois sinais para esquerda e direita. que utilizem dois canais da mesa. neste caso. Algumas mesas vêm com automação interna. Controles auxiliares ou de efeitos determinam quanto sinal de um canal será enviado até um processador de som. Ainda mais. encontrados nas mesas de médio e grande porte. Instrumentos estéreo. instrumentos acústicos e elétricos é a tarefa mais delicada de um estúdio. Este será o seu som. Por exemplo. Os subgrupos ou submasters. de forma que um mesmo processador possa ser usado por vários canais em intensidades diferentes. são enviados por um output auxiliar (mono ou stereo) até o processador. podem ser controladas por um computador. pelas saídas dos submasters. mantendo o som definitivamente no campo digital. devem ter os pan ajustados. O recurso chamado “recall” permite recuperar as posições dos controles de uma mixagem feita antes. difíceis de se realizarem simultaneamente. é feito com os faders.

verifique no manual se essas entradas são balanceadas. com suspensão própria e uma tela para filtrar o som da voz e barrar a emissão mais forte do ar. Note que esses plugs estéreo serão usados como “mono” (a terceira via é usada como terra). Se ela só possui entradas com plugs do tipo “banana”. sendo chamados de unidirecionais. como os Shure SM57 e SM58 (ou Beta 57. e ainda em forma de 8. casadores de impedância que mandam o sinal para a mesa por cabos Canon. Para gravar instrumentos em linha numa mesa com entradas Canon. Neste caso. vamos conhecer os procedimentos usuais de captação e os microfones mais usados pelos estúdios mundo afora. 10 cm. se teclados e baterias eletrônicas são suas únicas fontes sonoras. Há vários tipos de microfones. A mesa deve ter inputs do formato XLR ou Canon para uma melhor qualidade do som. Temos aqui várias opções de captação. para diversas finalidades. Há ainda os omni-direcionais ou multi-direcionais. diante da cápsula e a moderada distância. a mesa de som tem uma chave de “phantom power”. Estes precisam ser alimentados por corrente elétrica. pois os instrumentos eletrônicos são conectados diretamente à mesa de som pelos cabos de áudio. Os hiper-cardióides têm essa área de captação ainda mais estreita. O AKG C3000. Se o seu home studio é básico. Neste artigo. Os microfones para gravação se dividem em dinâmicos. desses que se usam nos palcos. Quanto à área de atuação. de menor custo. é ideal o uso de Direct Boxes. mais ou menos na altura dos olhos. Porém. o uso de microfones dinâmicos. Dinâmicos e unidirecionais (cardióides). HD ou MD) e tem o objetivo de gravar vozes e instrumentos. esses modelos compensam a falta de tratamento acústico do pequeno estúdio. se o estúdio dispõe de um gravador multipista (em fita. isto é. Violão. Geralmente. e os microfones a condensador. é necessário conhecer alguns recursos técnicos. deve-se posicioná-lo a 45 graus da boca do cantor. Se o seu home studio opera somente via MIDI. a condensador. Neste caso. é uma boa solução para o home studio. captando áreas mais largas. ainda não é o momento apropriado para se fazer uma coleção de microfones para todas as finalidades. Os microfones a condensador são os mais apropriados. bem mais sensíveis.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 7 captar o som de um instrumento. geralmente entre 20 e 70 cm. O microfone deve ficar sempre no pedestal. Vejamos aqui algumas técnicas e os microfones mais usados para a captação de vozes e dos instrumentos mais comuns: Voz. Outra boa solução para o pequeno estúdio com isolamento acústico é o modelo AKG C3000. os cardióides captam melhor o som numa área em forma de coração. com um porta-estúdio cassete de 4 pistas e sem tratamento acústico. Usando-se um microfone dinâmico (no pequeno estúdio). Os mais usados são o Neumann U87 e AKG C-414. O violão com cordas de nylon será . que causa o indesejável “puf” na gravação. podem-se usar plugs banana estéreo (com 3 vias) para fazer a conexão. a uns 5. Já os microfones são plugados diretamente à mesa. que são mais resistentes a ruídos de manuseio e têm uma resposta mais dura. A distância varia de acordo com a potência vocal do cantor. que os alimenta com uma corrente de 48 V através do próprio cabo de áudio. 58) pode ser uma boa solução. não há muito com que se preocupar.

O gravador multitrack. registra os sinais sonoros de fontes acústicas. o instrumento regulado e. via amplificador. segue os padrões da guitarra. como na caixa. Para a caixa. Para o bumbo. isolado da técnica. combinar o som do microfone com o som direto. Usa-se também a gravação em linha através de um pré-amplificador. como os citados para voz. O ideal é experimentar até se alcançar a sonoridade desejada. em geral dinâmicos para as peles e condenser para os pratos. de fita de vídeo. e os digitais. Bateria. AKG D112. As melhores soluções são encontradas na hora de gravar. O custo/hora do home studio costuma ser bem menor que nos estúdios de maior porte. bateria nova. captando o alto-falante do amplificador a uns 20 cm. ou de várias formas combinadas. o primeiro para a gravação em si e o segundo para a mixagem. Tom tons e surdo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 8 captado por um microfone a condensador. Guitarra. multipista ou multicanais. Pode ser gravado diretamente na mesa. O amplificador deve estar em outra sala. As cordas têm que estar novas. a gravação de um disco era feita diretamente para a fita master. Microfonado. a uns 20 ou 30 cm da boca do instrumento. todo o trabalho era refeito. plugando-se o violão em um segundo canal da mesa. o mais comum é o Shure SM57. O lançamento dos gravadores multipista permitiu uma grande evolução nas técnicas de gravação. a uns 10 cm. Contratempo. Shure SM 94. como o Shure SM 81. nos violões eletrificados. multipista e estéreo. o som é mais nítido. com direct box. Nunca é demais experimentar opções de captação. AKG D112 ou Eletro Voice RE 20. gravando-se músicos e cantores todos ao mesmo tempo. como o AKG C-391 ou o Shure SM-81. Usam-se vários microfones diferentes. O ideal é se gravar em várias pistas para então dosar o nível dos sons. Não deixe para recuperar a qualidade na mixagem. O violão com cordas de aço. atuando em conjunto com outros instrumentos de harmonia. já que o que realmente importa é o resultado. elétricas e eletrônicas na primeira fase de uma gravação. Sennheiser MD 421. Se houvesse um erro por parte de qualquer um deles. de fita magnética cassete ou de rolo. dentro do bumbo. disco . Apesar da polêmica entre som direto e microfonado. A boa execução vocal ou instrumental é o fator mais importante para uma gravação de qualidade. como o Shure SM-57. Eletro-Voice RE 20 ou Sennheiser 421. Há modelos analógicos. Usa-se ainda. se usar captação ativa. Cada tipo apresenta diversos formatos. usando Shure SM 57. Após se definir o timbre no amplificador da guitarra. Os estúdios dispõem hoje de dois tipos de gravadores. Baixo elétrico. o que permite uma experimentação maior. Os Gravadores Multipista Há poucas décadas. é majoritária a gravação da guitarra através de microfones dinâmicos. voltado para a pele superior. pode ser captado por um microfone que realce as altas freqüências (agudos). Os pratos podem ser captados por dois microfones overall do tipo lapiseira. busca-se reproduzi-lo nos monitores do estúdio através dos equalizadores da mesa. para gravação analógica ou digital. microfonado. Em linha.

mesas. Mini-Disk (MD) em 4 pistas (Tascam. Diferenças entre estéreo e multipista. da Digidesign (que inclui os periféricos‚ como interface de áudio etc. que correspondem aos canais esquerdo e direito de cada lado ("A" ou "B") da fita. Os gravadores multipista têm canais de entrada (inputs) correspondentes às pistas de gravação e canais . MIDI e seqüenciadores. Cabe aqui uma distinção: canal ("channel") é a rota de um sinal de entrada ou saída. expansíveis até 128. os seqüenciadores MIDI vêm implementando a gravação de áudio em HD através das placas ou interfaces de som. por seu turno.O mesmo ocorre com gravadores de HD. Não há lado "A" ou "B". e o Session 8 (Digidesign) para o PC (Windows). o Digital Performer (Mac). da Tascam. estão entre as causas da súbita popularização dos estúdios pessoais em quase todo o planeta. mas um único lado com 4 ou 8 pistas.). Os rolos de 8 pistas com fita de 1/4. Nada impede. ou 24 pistas. utiliza todas as pistas de uma só vez. Cada pista tem seu sinal enviado a um diferente canal da mesa de som. Enquanto a fita permite o livre trânsito do material gravado entre vários estúdios. Gravadores analógicos. Os mais comuns são o Cakewalk Pro Audio (PC). e custam em torno de 500 dólares. 16. ambos para o MacIntosh. Por exemplo. gravam-se ou reproduzem-se as duas pistas do outro lado.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 9 rígido ou Mini-Disk. seja de áudio em uma mesa de som. onde só então o sinal é posicionado no campo auditivo stereo (direito/esquerdo) via controle de pan. através de vários canais da mesa. Recentemente. o Sonic Solutions . O gravador multipista difere do estéreo nos modos de gravação e reprodução. pista ou trilha ("track") é a faixa de uma fita onde um sinal é gravado. 8. que enderecemos vários canais de uma mesa direto para uma única pista do gravador. O cabeçote atua sobre duas pistas. os porta-estúdios. Pistas e canais são termos usados de forma genérica e confusa para gravadores. 6 ou 8 pistas. ou seja. 1 ou 2 polegadas. Fostex e Yamaha. pois. das marcas Fostex e Tascam eram muito encontrados em home studios até o lançamento dos gravadores digitais em fita de vídeo. como o Alesis ADAT-XT (fita S-VHS) e os Tascam DA-88 e DA-38 (fita Hi-8). o deck cassete stereo tem quatro pistas de gravação. 1/2. com quantidade variada de pistas de gravação ("tracks"). Utilizam fitas de 1/4. a fita cassete estéreo é gravada em duas pistas (direita e esquerda) no lado A e mais duas no lado B. Os programas de computador (para Mac e PC) controlam sistemas de quatro ou oito pistas. cada uma delas sendo gravada ou reproduzida independentemente. Canais de entrada e de monitoração em uma gravação exigem atenção. Comparado a um cassete multipista. em geral. têm seus setores de "gravação" igualmente denominados "pistas" . utilizando hard disks de mais de um gigabyte de memória. inspirados nos gravadores. em hardware (Roland. a gravação em HD ou MD ganha poderosos recursos de edição. Os gravadores de rolo são o padrão original da gravação multipista. E-Mu) ou via computador. os dois canais stereo daquele lado. seja de informações MIDI sendo transmitidas ou recebidas por um instrumento ou computador. o Cubase Audio e o Logic Audio (para as 2 plataformas). O gravador multipista. Virando-se a fita. Yamaha e Sony) ou disco rígido (HD). Os mais usados são o ProTools. que gravemos várias fontes. Os seqüenciadores. o Studio Vision. Vêm com uma pequena mesa de som e um filtro de ruídos. Gravadores cassete de 4. em 4. Gravadores digitais utilizam fitas de vídeo em 8 pistas. numa única pista.

Primeiro surgiram programas dedicados exclusivamente à gravação de áudio no hard disk. Através de uma interface (placa) de som e um programa. Os dois sistemas de gravação. e o mais popular de todos. um canal de áudio (voz. principalmente da guitarra. tudo precisava ser regravado. monofonicamente (em um único canal). em cada track. de modo que os VUs ou os LEDs de ambos atinjam o pico entre zero e +3 dB (decibéis). instrumento elétrico ou acústico) ou um canal MIDI de instrumentos eletrônicos. com o advento do áudio digital. gravação e mixagem eram uma coisa só. nivelando-se os canais de entrada da mesa e do gravador. Depois. não tratado acusticamente nem equalizado (timbre "flat"). principalmente nos home studios: os programas que conjugam gravadores de som e seqüenciadores MIDI. para ser monitorado e processado num segundo canal. o Logic Audio. 8. o Studio Vision (Mac). basta selecionar a fonte sonora (MIDI ou áudio) com o mouse. com 8 pistas. como o ADAT. pode-se gravar.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 10 de saída (outputs) para monitoração e mixagem. o usuário dispõe de um estúdio de gravação com muitos recursos de edição. o nível de gravação não pode ultrapassar zero dB. para otimizar a relação sinal/ruído. ambos para Mac e Windows. veio a gravação estéreo. ambos da Digidesign. dbx ou Dolby. devendo ser refeito na mixagem e sempre que se desejar. Para termos maior liberdade na mixagem. Nos gravadores digitais. trabalham sincronizados e unidos. Há exceções. o Cubase Audio. como o Digital Performer. como se . Os gravadores em HD e MD. esse processamento não interfere na gravação flat. A escolha de um gravador multipista leva em conta a qualidade do som mais a vocação e o orçamento do estúdio. usando qualquer placa de som. 16 e 24 pistas. da cabeça reprodutora. Nos últimos anos. Nos gravadores analógicos. e o envia para o cabeçote de gravação. Para isso. devemos usar sempre o filtro de ruídos. proveniente da fonte sonora através da mesa de som. o procedimento usual é gravar o sinal seco. e gravadores digitais de rolo. ocorriam no mesmo momento. em que se opta por gravar o sinal já processado. uma nova opção ganha cada vez mais força. e daí em 4. Mais recentemente. O input recebe o sinal. Filtros. Havendo algum erro por parte de um dos músicos. Surgiu aí a técnica do playback. para Windows. serão matéria de um outro artigo. em geral com 8 pistas. e o Session 8. No Cakewalk. como o Pro Tools. de volta à mesa de som. por exemplo. A nova tendência é o áudio gravado diretamente para o disco rígido de um computador. nos gravadores analógicos de rolo. Gravação de Áudio no Computador Muito têm evoluído os sistemas de gravação de áudio. gravava-se toda a orquestra ou banda reunida. entraram em cena os gravadores em fita de vídeo. Monitorando-se a "volta" (o canal da mesa onde se liga o output do gravador) com o processamento desejado na hora de gravar. na coluna apropriada do programa. junto a um poderoso seqüenciador de teclados MIDI. em um PC multimídia. desnecessários nos modelos digitais. com suas peculiaridades. para o Mac. o Cakewalk Pro Audio (Windows). No princípio. Com um programa como esses. O output envia o sinal. Ou seja. o micro passa a ser o próprio estúdio de gravação. de áudio e MIDI. a gravação em separado das partes de um arranjo.

ou 8. copiar a voz do refrão de uma música e fazer repetir o trecho em outras partes dessa música. Para se reproduzir o áudio. Vantagens do seqüenciador com áudio incorporado. Toda a . instrumentos acústicos e elétricos) na mesa de som. A quantização corrige automaticamente imprecisões no ritmo tocado pelo músico. que aceitam maior número de pistas de áudio e conferem melhor qualidade sonora. A fonte sonora é conectada à mesa de som. por exemplo. O estúdio avançado usa a mesma versão do software. os sons são registrados no HD. os teclados se reúnem ao áudio gravado (voz. andamentos. dispondo-se de um PC com uma placa Soundblaster. esta revolução significa que. presentes nos instrumentos e na maioria das placas de som. trabalham sincronizados. seja este pequeno ou grande. O estúdio de nível intermediário pode usar uma placa de som Turtle Beach ou Roland. como o Cakewalk Pro Audio. porque os dois sistemas. Através da placa e do programa. não pelo programa. são dois sistemas independentes: um seqüencia (registra e ordena) informações sobre a performance do músico nos teclados e baterias eletrônicas. geralmente usada para sonorizar jogos. copiar e colar trechos gravados. o outro é um gravador de som multipista que usa o HD como meio. Para o home studio de nível básico. Os teclados. O número de canais e pistas de gravação. todos eram sequencers nas suas primeiras versões. da Digidesign. Assim. somente na mixagem. 4. Na ausência da mesa. como sintetizadores. Conexões e recursos de edição de áudio. liga-se a saída Line Out da placa às entradas da mesa. e depende de hardware externo. é limitado apenas pela placa de som. Para se gravar o áudio. Essas novas versões dos programas. Embora contem hoje com recursos de gravação de áudio. Cada pista de áudio possui várias ferramentas de edição.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 11 fossem uma única tecnologia. com uma placa Audiomedia III. usa-se a entrada Line In da placa de som. controlam os sintetizadores. ao invés de uma fita. edição de partituras etc. sendo gravados. e endereçada até a placa. mais rápido que o IDE. ligadas à saída Speaker. com baixo consumo de memória. 2. por exemplo. O uso do seqüenciador sincronizado ao gravador multipista expande em muito os recursos e os canais do estúdio. ainda em 1a geração. samplers. consumindo um grande espaço em disco. O programa permite que se editem todas as partes da música com enorme liberdade. mudar timbres. tornando desnecessário o registro de seu áudio em um gravador multipista. O seqüenciador executa ‘ao vivo’ os instrumentos eletrônicos. ou se monitora diretamente nas caixas de som do kit multimídia. Ë possível. baterias eletrônicas. seqüenciador e gravador. como equalizadores e reverberadores. acrescentar ou retirar notas etc. convertendo os sinais de áudio em dados digitais. como repetir trechos.. samplers e bateria eletrônica. dispensam o gravador multipista externo. Através das conexões MIDI. mesas e gravadores automáticos. Recursos do seqüenciador MIDI. que “aprende a música” quando o instrumentista a executa ou a escreve com o mouse. e até processadores de efeitos. pode-se ligar um microfone na entrada Mic da placa de som. basta instalar um programa como o Cakewalk Pro Audio para ter um porta-estúdio digital e um seqüenciador MIDI sem custos adicionais. que vão desde o recurso de cortar. No entanto. e um hard disk SCSI. O seqüenciador é a função original desses programas. até processadores e efeitos sonoros on board. tons. são literalmente tocados por ele. sejam recursos do programa ou da placa de som. por um cabo de áudio.

e as placas de som preferidas pelos home studios são as da Roland. venha clicando OK ou Close até voltar à janela Assign Instruments. clicando nas colunas correspondentes. a gravação é feita simplesmente acionando-se o ícone com o . Fácil de operar. um retângulo de comprimento proporcional à sua duração. como o ADAT. Através de seu instrumento controlador MIDI. requer o uso de mais de uma placa. pan. Em cada track. Visto que se está trabalhando com dois sistemas diferentes ao mesmo tempo (áudio e MIDI). inexistentes nos gravadores de fita. que podem servir para gravação de áudio ou MIDI. Define Instruments. outras não. o programa (para Windows) conta com inúmeros e poderosos recursos. o que facilita muito a escolha dos timbres. e assinalar as interfaces de entrada e saída de dados. vermelhos..ins e o nome do seu instrumento. A Soundblaster controla os dois sistemas. Import. Midiados os instrumentos e plugadas as entradas e saídas de som (de preferência através de uma mesa).Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 12 gravação e o seqüenciamento são feitos no computador. Além disso. já que sua edição terá importantes diferenças. a gravação de áudio conta com os recursos de edição já citados. Encontre essas listas com um duplo clique do mouse na coluna Patch da janela principal. cada take gravado tem a forma de um clip. sendo ilimitados no programa. antes de se voltar à janela principal. como a RAP-10. uma nova tendência vem se irradiando com muita intensidade: os programas de computador que conjugam seqüenciamento MIDI com gravação e edição de áudio digital. Isto é possível porque o Cakewalk dispõe de uma extensa lista de teclados e outros instrumentos MIDI. Também se pode habilitar o programa para mudar os patches (timbres) de cada sintetizador do seu estúdio pelos seus nomes. como também Settings: Audio. patches de sintetizadores etc. Os clips MIDI são rosa e os de áudio. a configuração do programa e do computador. de acordo com a natureza da gravação. A Audiomedia III. src. embora não ofereça grande qualidade de som. Não encontrando seu teclado na lista. com os presets de fábrica. O número de canais de áudio e de portas MIDI depende de cada placa. No lado direito. podem-se digitar os seus patches. Vejamos. o que. Depois. da Digidesign. neste caso. o canal de áudio ou MIDI e outros parâmetros. é muito elogiada. onde se associará cada canal MIDI do lado esquerdo com o instrumento preferido do lado direito. pode-se tocar qualquer outro instrumento MIDI. sendo bem mais cara. A versão 6. facilitando sua identificação. O Cakewalk Pro Audio Embora seja fácil sincronizar qualquer gravador multipista com um seqüenciador. deve-se abrir o menu Settings: MIDI Devices. as placas ou interfaces devem atender às duas necessidades. primeiro.0 está em fase de lançamento. como a Tahiti e a nova Multisound Fiji. A placa MIDI mais usada é a MQX-32(M) da Opcode. como volume. Algumas placas controlam áudio e MIDI simultaneamente. selecionase a fonte sonora. e da Turtle Beach. Instalado o hardware e o software. temos 256 tracks em linhas horizontais. Um desses programas vem se tornando um verdadeiro padrão nos estúdios: o Cakewalk Pro Audio. Clique depois em Assign Instruments. Operar o Cakewalk é muito fácil: do lado esquerdo da tela.

clicando diretamente na caixa de Tempo (onde está escrito 100. a partir de uma resolução medida em pulsos por semínima. reverse (que toca um clip de trás para a frente) etc. instrumentos acústicos e elétricos etc. Com os recursos de edição dos seqüenciadores de computador. primeiro. e vá registrando o arranjo. como quantização. se desejar. ou arrastando-o com a tecla Control pressionada. .. Piano-roll. se quiser. cada vez que você conclui a gravação de um take. marcado. o áudio digital consome centenas de vezes mais memória que os eventos MIDI. violão) ou a bateria. ele se torna preto. Esses comandos são acessados clicando-se o clip com o botão direito do mouse. por exemplo. para depois poder editar o que foi executado. O menu Edit tem poderosos recursos de edição de áudio e MIDI. com os comandos Copy e Paste. Lembre-se sempre que o seqüenciador MIDI não está ‘gravando’ o som do teclado. como também acrescentar. que só serão ouvidos se o teclado estiver amplificado. Escolha um andamento confortável e. A música toca em qualquer outro andamento. Você reconhecerá os clips marcados pela cor preta. Selecione na Track seguinte o próximo instrumento. alteração dinâmica (velocity) etc.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 13 botão REC. depois de gravado. O Cakewalk permite que se marque um retângulo com vários clips para edição. em outro canal MIDI. assinalar nas colunas Source e Port qual a função desejada e sua interface correspondente. Além disso. na coluna Key. Aliás. qualquer que seja o seu nível como instrumentista. fade. surge um novo clip no lado direito da tela. o timbre em Patch etc. a partir de agora. Pode-se arrastá-lo com o mouse para outro momento da música (no sentido horizontal). cópia de trechos etc. mas é importante. Os recursos de edição de áudio não ficam atrás: EQ. Isto porque você pode corrigir sua performance com vários recursos automáticos. pronto para edição. Clicando-o. nunca dos instrumentos MIDI.00). Lista de Eventos e Staff são algumas novas palavras que farão parte de seu vocabulário. sem alterar o tom. Só deve ser gravado o áudio de vozes. Esses comandos servem tanto para se gravar áudio quanto MIDI. permite ajustar o ritmo de um trecho executado. e então o botão PLAY a executa. Por outro lado. mas seqüenciando comandos. A quantização (Edit: Quantize). já que o Cakewalk sincroniza automaticamente as tracks MIDI com as de áudio. Pode-se também dividir um clip com o comando Split. No seqüenciador. você torna a sua execução totalmente profissional. Use o metrônomo. A Edição no Cakewalk Pro Audio A produção musical ao alcance de todos. instrumento por instrumento. Quantização. retirar e modificar notas. O botão REWIND (<<) volta a música ao início. para outra track (na vertical). você também pode modificar o tom das MIDI tracks. Observe que. modifique-o. copiá-lo quantas vezes se quiser. crie uma MIDI track com a harmonia (timbre de piano. trechos musicais e outros eventos MIDI com um clique do mouse. como note on e off. o que torna contraproducente a gravação do som dos instrumentos eletrônicos. antes da gravação de cada track. transposição. não é necessário se gravar o áudio do teclado.

Transposição. "afinação"). facilmente se modifica sua duração. permanecendo o resto no tom original. semicolcheia etc. cujo comprimento representa sua duração. Podem-se copiar e colar trechos inteiros. velocity (intensidade do toque). Depois.) que foi tocado. diretamente na partitura. a 6. que inclui notas no pentagrama. Com o mouse. Como nos seqüenciadores em hardware. copiar e colar etc. Se o ritmo executado não foi preciso. retire e modifique notas com o mouse. tanto quanto as palavras em um editor de texto. Os controladores e controles em tempo real. pitch wheel. Cada nota é um traço horizontal. Determine também se quer afetar o início ou a duração das notas. recortar. montando-se a música parte por parte. Escolha a resolução equivalente ao menor valor rítmico (colcheia. Podem-se editar as mensagens mudandose os números. Acrescente. outros. Event List. bem como se pode retirar uma nota "esbarrada" ou acrescentar outras. sejam notas em uma partitura. Quantização. Os mesmos recursos do Windows. outros comandos). basta selecionar o trecho com o mouse e acionar o menu Edit Quantize. Fique atento: se escolher a resolução errada ou tocar muito fora do tempo. Ouça o trecho. visíveis nos Westerns. ouça o resultado. pan. como volume. como bateria e baixo. na lista de eventos cada mensagem MIDI é uma linha com números que a representam. as mensagens MIDI podem ser editadas. um trecho selecionado é transposto para o intervalo que se quer. No Cakewalk. As notas que estavam adiantadas ou atrasadas agora soarão exatamente no tempo. não. números ou outras formas. a quantização poderá mover algumas notas inadequadamente. O menu Edit Scale Velocities modifica a expressão (mais forte ou mais piano) de um trecho marcado mantendo-se a expressão original do restante da música. Alguns "Instrumentos" soam melhor quantizados. Tem a forma de um gráfico cartesiano "x-y". No menu Edit Transpose. encontrados na maioria dos programas. Controllers. XIX. conhecer os principais recursos de edição do Cakewalk.0. indicando o tipo de evento (notas. Vamos. então. como selecionar um trecho arrastando o mouse sobre ele (highlight). o Piano-roll é a tela de edição mais completa. por exemplo. convém tocar de novo. pedal sustain. pitch (altura. As telas a seguir são rapidamente acionadas com o botão direito do mouse sobre a track (pista) a editar: Staff. com o tempo na horizontal e a escala musical (as alturas das notas) na vertical. e a posição se refere à altura e ao tempo. Às vezes. é o nome dado à edição da partitura convencional. o tempo. Derivado dos rolos de papel perfurado das pianolas movidas a corda do séc. A decisão depende de cada linguagem musical. podem ser editados com o mouse nesta tela. . Piano-roll. letras de músicas e sinais de expressão. Clique OK. são aplicáveis também aqui. Edição gráfica. Além de serem executáveis nos instrumentos eletrônicos. como cordas e solos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 14 Todo seqüenciador registra o que o músico executa em seu instrumento eletrônico como mensagens MIDI. portamento e todos aqueles disponíveis nos seus instrumentos. a intensidade etc. usando lápis e borracha. Scale Velocities. Essas mensagens aparecem na tela com algum aspecto gráfico. Na versão atualmente em lançamento. esta tela faz parte do Piano-roll. pedal de expressão.

para o mercado de consumo. em poucos anos. os conversores AD/DA (analógico/digital e digital/analógico) de entrada e saída evoluíram de 16 bits para 18 e 20 bits. como interface MIDI.. tem placas baratas com múltiplas funções. . Entre os principais responsáveis pela qualidade do som digital. as chamadas placas de som. Pode-se gravar com essas placas. O número de canais de áudio e a qualidade do som gravado nesses programas dependem das interfaces. chorus. Eram baratas. A nova versão do programa.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 15 Faders. Todas as boas placas utilizam sampling rates de 44. e de 48 KHz. onde os modelos evoluem muito rapidamente em recursos e qualidade de som. Você até já instalou um programa de gravação. O recurso de full duplex permite gravação e audição simultâneas. acrescenta recursos como reverber. expandindo a dinâmica do som. ou Pitch Detection. A multimídia. fade in e fade out etc. com alto ruído. Mas. permitindo-se controlar volume. passou de 60-70 dB para 80100 dB..1 KHz. controlador de CD ROM e de joystick para jogos etc. passo a passo. seja convertida em MIDI e executada com qualquer timbre de um sintetizador. Cada trecho pode ser cortado com uma "tesoura" e editado em separado. EQ. Algumas interfaces têm DSP (processamento interno) de 24 bits. simplificando a monitoração e a mixagem. qual placa? O que ela precisa ter? Quantas entradas e saídas? I/O digitais. com 32 MB de RAM e um HD grande e rápido. O áudio gravado no Cakewalk é editável em vários parâmetros: equalizador gráfico e paramétrico. compressor etc. facilitando ainda mais o uso do programa por aqueles que não dominam a técnica do teclado. As placas para multimídia congregam um grande número de funções. Placas de Som Seu computador está novinho. Os estúdios dispõem de interfaces de áudio internas e externas com alta qualidade de som. Várias delas têm ainda outras taxas de amostragem. Audio. só esperando ser configurado para gravação de áudio. embora seu som lembre o de um rádio AM. e gravada como áudio. pan e outros parâmetros para mixagem. como a popular SoundBlaster. reverse (toca o trecho de trás para a frente). uma verdadeira revolução acontece nesse mercado. Um botão de volume em cada um desses trechos (ou clips) modifica o nível de saída do som de cada parte. A relação sinal ruído. delay. sons de sintetizador. e seus conectores se limitavam a miniplugs estéreo (1/8" ou P2). usada em áudio profissional. agora só falta a placa de som. flanger. delay e conversão de áudio monofônico em MIDI. um mixer ou mesa de som controla tanto os sintetizadores MIDI quanto mesas de som automáticas. No menu View Faders. a mesma resolução de amostragem dos CDs. inúmeros recursos de processamento digital de sinal (DSP). Hoje. Este fascinante recurso permite que uma melodia cantada ou tocada. e preços atraentes. em lançamento. ou analógicos? MIDI? Sync? Pode-se gravar áudio de qualidade com placas multimídia? As primeiras interfaces de áudio tinham um som muito ruim. como reverb. mas não possuem recursos de sincronização (sync time code) para gravadores multipista externos.

embora ambos também sejam utilizados para gravação de áudio em HD. o Session 8 ou o Yamaha CBX-D5. como a SoundBlaster AWE 64. pois nem todos trabalham em conjunto ou utilizam todos os recursos. sem passar pelos conversores AD/DA ou por cabos de áudio analógico. além de permitirem maior variedade e quantidade de ins e outs. com um programa gravador de áudio multipista ou estéreo. os sistemas integrados. capacidade de expansão de entradas e saídas e um gerador de sons. efeitos digitais. As interfaces externas. como DATs e CDs).Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 16 As entradas e saídas de áudio aparecem em diversos formatos. Na ausência de certos recursos. como o Pro Tools. dependendo de suas necessidades. tanto analógicos quanto digitais. evitam o ruído gerado por componentes do computador. Os formatos ADAT e TDIF (Tascam DA-88) permitem conexão digital multicanal com os respectivos gravadores de fita. 1/4" (banana) balanceados ou não. No quadro (Anexo). A transferência digital do sinal de um equipamento para outro preserva a qualidade original da gravação. geralmente mais cara. Os inputs e outputs analógicos podem ser do formato XLR (Canon). É importante verificar a compatibilidade entre a placa e o programa. sincronização a outros equipamentos. conectadas a algumas dessas placas. pode-se usar mais de uma placa. como o Cakewalk Pro Audio. sync ou mais canais de áudio. Os preços em dólares se devem à dificuldade de compararmos todos os preços em reais. Algumas placas vêm com interface MIDI. Não são citados. são os sistemas integrados (kits) com placas. Você pode gravar o áudio em seu HD através de uma ou mais dessas placas. e suas possibilidades de utilização no estúdio. entre outros. 1/8" (P2) ou RCA. o assunto de nosso próxim artigo. Outra boa opção. como MIDI. com cabos e conectores coaxiais (RCA) ou óticos (TOS link). para suprir estas necessidades. Veremos. recursos que interessarão aos usuários. nem as placas para multimídia. em geral. interfaces externas e programas num só produto. são comparados vários recursos das placas mais conhecidas do mercado. o Session. . para citar os mais usados. também. com conectores XLR. pacotes com placa/interface/software. por limitação de espaço. o Cubase Audio. o Saw Plus ou o Sound Forge. e o AES/EBU (para áudio profissional). Os formatos de I/O digitais estéreo mais comuns são o S/PDIF (encontrado na maioria dos aparelhos de som digitais. o Logic Audio. os recursos das placas multimídia.

PCI Ins/Outs Analógicos I/O Digital 24 bits Até 96 Sim KHz S/PDIF AES/EBU AES/EBU 6.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Placas de Som – Comparativo (Anexo I) Marca/Modelo ADB Multi!Wav 18 Antex StudioCard Pro PC PC/Mac Configuração Recomendada 486 ISA 16 bits Pentium 16 MB.025 S/PDIF a 48 KHz Sim Não Não EQ 795.00 4 I/O * Sim 1 Out MIDI 1 In MTC tempo real Efeitos Digidesign AudioMedia III Mac PC PowerMac/ Pentium.25 a 50 KHz 17 Sample Full Rates Duplex MIDI Sync Extras Preço (US$) 2 Outs DAC 18 bits 4 Ins / 4 Outs XLR Não Via S/PDIF DSP24bits 699. PCI 2 Ins / 2 Outs RCA 998.00 * * * * * * * Kurzweil 349. LTC/VI TC PC Efeitos Opcionais Synth 1595.00 .16MB.00 1 In Sim 1 Out MIDI.00 S/PDIF AVM PC Apex Efeitos EQ em CreamWare PC Master Port ISA 16 bits 486/66 16 MB 2 Ins / 2 Outs S/PDIF 11.

só via CardDplus Mac PC PowerMac/ Pentium.5 a Sim Não MTC via S/PDIF SMPTE / MTC DSP24bits MIDI Interface externa DSP24bits Interface externa Sim Não Não 495.00 Dig.16MB. 4 MB.00 Mac PC PowerMac/ Pentium.1 S/PDIF e 48 KHz 8 Outs S/PDIF 50 KHz Outs 24 bits Qualqu S/PDIF er Sim 1 In 1 Out 1 Thru 38.00 . PCI 2 Ins / 8 Outs 1/4".16MB. só via Sample Full Rates Duplex 11. Ins/Outs Analógicos I/O Digital Não. AD/DA de 20 bits 24 bits S/PDIF 11 a 48 KHz Sim Não Não 499. PCI 2 Ins / RCA AD/DA 18 bits 8 Ins / 10 VMR 799.16MB. PC ISA 16 bits Não. Only 48 KHz CardD 32. PCI Balanceados 1/4" 20 bits 999. 4 MB.00 486.025 a Sim MIDI Sync Extras Preço (US$) 2 Ins / 2 Outs RCA PC ISA 16 bits Não Não - 795.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 18 Marca/Modelo Digital Labs CardDplus Digital Labs Digital CardD Emagic Audiowerk8 Event Electronics Layla Event Electronics Gina Only Audio Audio PC/Mac Configuração Recomendada 486.00 Mac PC PowerMac/ Pentium. 44.

ISA 16 bits PowerMac Não 8 ADAT 39 a I/O S/PDIF 51 KHz 22. PCI Sim 48 KHz Não - 1250. PCI RCA. 8 MB.00 PC 486 ISA 16 bits Pentium.05 a Não 48 KHz S/PDIF ADAT ótica AES/EBU 44.00 .16MB.1 e 1 In Sim 3 Outs 1 In Sim 1 Out WordCl ck ADAT MIDI 499.00 * DSP24bits 825.00 PowerMac/ Pentium. PCI Não S/PDIF * * Não * * 499.00 PC 4 Ins / 4 Outs 1/8" 2 Ins / 2 Outs 1/4" Mac 1212 I/O Lucid Technology PCI24 Lucid Technology NB24 Mac Mac PC 8 MB.00 PowerMac NuBus Não S/PDIF * * Não * DSP24bits 399.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 19 Marca/Modelo Event Electronics Darla Frontier Designs WaveCenter Gadget Labs Wave/4 Korg PC/Mac Configuração Recomendada Ins/Outs Analógicos 2 Ins / 8 Outs I/O Digital Sample Full Rates Duplex 11 a MIDI Sync Extras Preço (US$) Mac PC PowerMac/ Pentium. AD/DA de 20 bits Não 48 KHz Sim Não Não DSP24bits 349.

Mic In I/O Digital Não Sample Full Rates Duplex * Sim MIDI 1 In 1 Out Sync Extras Preço (US$) 249. Mic In 2 Ins / 2 Outs 1/8". 8 MB.00 PC S/PDIF opcional Sim MIDI Synth Kurzweil 429. 8 MB.95 PC MIDI - PC 486. Mic In 2 Ins / 2 Outs 1/8". ISA 16 bits S/PDIF opcional 5a 48 KHz 5a 48 KHz Sim 1 In 1 Out 1 In 1 Out MIDI 20bits AD/DA 299. ISA 16 bits 486.00 (*) dados não disponíveis . ISA 16 bits Ins/Outs Analógicos 2 Ins / 2 Outs 1/8". 8 MB.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 20 Marca/Modelo MIDIMAN DMAN Turtle Beach MultiSound Fiji Turtle Beach MultiSound Pinnacle PC/Mac Configuração Recomendada 486.

em várias pistas de áudio. Às vezes. o estado-da-arte são os sistemas integrados para gravação em hard disk. e no altíssimo consumo de memória do computador. e o mercado oferece interfaces de áudio para todos os gostos (e gastos). os sistemas de gravação. em contrapartida. além do menor preço. Isto se deve à economia de custos proporcionada pela escolha de conversores AD/DA de baixa qualidade. gravam/reproduzem áudio. como o Cakewalk Pro Audio. tudo controlado pelo programa. joystick. recursos de edição e processamento etc. apresentam qualidade sonora inferior à das placas para estúdios. e têm um pequeno sintetizador MIDI) e práticas. são baratíssimas (SoundBlaster 16: R$89. edição. A maior vantagem sobre as placas de som é a interface externa. com uma versão com áudio de qualquer software seqüenciador. para estúdios de nível intermediário. além da última palavra da tecnologia musical. que mantém conectores e conversores de áudio suficientemente distantes dos componentes elétricos do computador. mixagem e muito mais. mas. e o software que gerencia a gravação. ligue o microfone direto à entrada mic in da placa. fortes concorrentes dos gravadores analógicos de rolo em 2 polegadas. ligue primeiro o microfone ou instrumento na mesa.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 21 Sistemas de Gravação de Áudio em HD. Típicos de estúdios de nível profissional. Se seu estúdio tem uma mesa de som. ou compatível. Placas Multimídia Home studios existem em diferentes níveis. . Para monitorar. processamento acústico (reverber. mixagem e masterização de áudio em hard disk são.. que conta com o possível para realizar suas gravações. uma consulta a um profissional mais experiente evita despesas inúteis com recursos que não serão usados e otimiza as escolhas. ligue a saída de linha (line out) da placa a 2 entradas da mesa. Os estúdios entry level podem praticar até mesmo com as baratíssimas e versáteis placas para multimídia. número de pistas de gravação. extremamente versáteis (controlam CD. controle o nível de sinal de entrada/saída via software e ouça o resultado nas caixinhas do kit multimídia ou outro par de caixas plugado à saída speaker out da placa. As placas de som. compressor. pode fazer de seu kit multimídia um verdadeiro "porta-estúdio". Você contará com recursos de edição. esses sistemas têm como principal vantagem. tipos de sync time code. e envie o sinal dela para a entrada de linha (line in) da placa de som. Caso não possua a mesa. os recursos de edição e processamento do material gravado. entre outros fatores. As desvantagens surgem na dificuldade de transferência do material gravado (backup).. MIDI. Liderados pelo famoso kit Pro Tools III. foram objeto de nossa última edição. verdadeiras usinas de ruído. De um lado. apesar da maciça propaganda. O áudio é gravado no HD de seu computador através de uma placa de som como a SoundBlaster 16. compostos de placas. ótima. do mais básico ao mais sofisticado. O estúdio básico. várias taxas de amostragem (sampling rates). Não se deve subestimar nem superestimar o poder das placas multimídia. gravando o áudio e seqüenciando pistas MIDI de teclados. conversores etc. No terreno do áudio digital. AWE 64. interfaces externas com conectores. AWE 32 ou 64. menos de R$300).). ainda hoje o padrão mundial de gravação. Essa grande variedade de modelos de interfaces de áudio traz uma enorme gama de opções: conectores analógicos e digitais de diversos formatos.

quando disponíveis.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 22 Vários sistemas permitem gravação em um Jaz Drive. O custo oriundo do tempo despendido em copiar e deletar esses arquivos do HD justifica a opção da gravação em um Jaz Drive. Escolha o seu de acordo com as suas reais necessidades. pode-se encontrar os sistemas que satisfaçam às mais variadas exigências. Usando-se os 2 sistemas durante a mixagem na mesa de som. A dificuldade de se encontrar a maioria desses produtos no mercado brasileiro nos levou à escolha pelos preços dos EUA. o do mercado americano e brasileiro. O uso de gravadores digitais de fita. quanto para se sincronizar os 2 sistemas durante essa transferência. tanto para transferência de sinal analógico ou digital. os 2 preços. como o DA-88 e o ADAT. já que o áudio profissional gasta cerca de 5 Mb por minuto por canal. taxando produtos que não possuem similar nacional. Cada estúdio tem suas peculiaridades. um disco removível de um Gigabyte. . Procure contar com a opinião e orientação de quem já tem experiência com alguns desses kits de áudio. tem-se boa expansão do número de pistas de gravação e dos canais de saída. e. A tabela anexa apresenta. com tantas opções. a preço de 150 reais. determina a escolha da interface que disponha dos recursos necessários. para se fazer backup dos arquivos de áudio do HD para a fita digital. As diferenças se devem principalmente aos custos de transporte e aos altos impostos. para garantir a comparação entre os produtos.

44. ADAT 882: */1250.882. 1998. Mínima Pentium 90 16Mb 4/8-25 virtuais) (256 2/ 2 RCA Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates 23 Sync Preço (US$) EUA/BR 1798. MIDI.882-S) 882-S: 4 XLR+ 882 e 882-S: S/PDIF coax 10 1/4"/8 1/4" MTC./9300. 48 KHz MTC.1 e 48 KHz NuBus: MTC. 2495. .1 e 48 KHz 16Mb (mais interfaces HD SCSI 888. ADAT Pro Tools 16 Mb Project Digidesign Pro Tools III PowerMac 16 Mb 44.1.1 e 48 KHz MTC. LTC.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Placas Multimídia – Comparativo (Anexo II) Marca/ Modelo Config./3000. ADAT PCI: 7995. 888: */3500../8250../ót. word. LTC. LTC. 8 AES/EBU 44./* CreamWare tripleDAT S/PDIF coax. Digidesign Session 8 486 DX2/66 8/8 888: 8/8 XLR 882: 8/8 1/4" 888:S/PDIF coax. MIDI. word. 6995./* word. LTC (c/AES) Kit: 1995./2300. MIDI. word. AES/EBU 32. MIDI. 882-S: */* 888: 8/8 XLR Digidesign PowerMac 8/8 882: 8/8 1/4" 882-S: 4 XLR+ 10 1/4"/8 1/4" 8-48/ 16-48 888: 8/8 XLR 882: 8/8 ¼" Conforme a interface Conforme a interface 44.

BB LTC. 16 Mb 4-8/4-8 * coax. 11./* 5000. RS-422. ADAT 48KHz 1250. 44.05. 2999.025. BB. RS-422. 22.4. Mínima PowerMac 16 Mb PowerMac 16 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates 32. 29. MMC/MTC./* c/breakout:1995. ADAT 11. S/PDIF Pentium 150.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 24 Marca/ Modelo DoReMi Labs Dawn-II Korg 1212 I/O Config. 16 Mb 4-8/64 stereo 1/1 1/4" stereo S/PDIF.05./* 44.. word. Preço (US$) EUA/BR 8/8 8/8 XLR 4 AES/EBU 14445./* (c/PC) (8 Pentium Metalithic 90./* ADAT canais) 11600.025. MTC. 24.1 e word. AES/EBU 11./ót. 44.1.025. MIDI. word. S. 44. LTC.1. 22. AES/EBU 8. 44. ADAT canais) 32./* 2-12/16-30 2/2 1/4" S/PDIF.1 e 48 KHz Sync MTC.1 KHz MIDI 1695. 16./* (4 Merging Pyramix V. 2/128 2/1 (P2 stereo) breakout:4/4XLR 2/2 1/4"stereo Breakout: S/PDIF. 48 KHz LTC. word./* Digital Wings 16 Mb. 22.05. 7000. 48 KHz BB . for Audio Win 95 MicroSound Crystal 2400 Pentium 90.

word.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 25 Marca/ Modelo Config. BB.9. 24. LTC.8. 12. RS. MTC. MIDI. 2/8 2/4 RCA S/PDIF In/2 Outs 1 22. 32.4540. 20.1. BB 37.-3890. 22. 10.1. 16 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates Sync Preço (US$) EUA/BR MicroSound MicroSound 4/64 stereo 4/4 XLR S/PDIF.1. MTC.-6810. word. word./* 422.7999. LTC. BB. ADAT MMC.05. BB MMC./* Spectral Prisma 486/66 2-8/12 (96 virtuais) 16 Mb Interfaces opcionais Interfaces opcionais 30-50 KHz MMC. 32. 16. ADAT Spectral AudioEngine 486/66 2-16/16 16 Mb Interfaces opcionais Interfaces opcionais 30-50 KHz . 48 KHz RS-422 3250. MIDI.45./* 422. 48KHz LTC. RS. 44. Mínima Pentium 90. AES/EBU 8. MTC. 48 KHz MTC.3390. 44./* 422. 4895/* SonicSolutions SonicStudio 16*24 Soundscape SSHDR1 PowerMac. MTC.025. 18. RS. 11.05. LTC. LTC. 9. 24 Mb 486/50 8 Mb 16/24 8/8 XLR Opcionais 44.

22./* software (*) dados não disponíveis .1. AES/EBU 1In/2Outs S/PDIF out MTC./* 10995. 44. 32.05. 48 KHz 22. SDIF.05. AES/EBU 1In/2Outs 44. 48 KHz Depende do 1995. Mínima PowerMac.1./* RS-422. word. Y2. 16 Mb Pentium 75 8 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital S/PDIF.05. MTC. 32. 44.1. 44. 32. 10000. 48 KHz Sync Preço (US$) EUA/BR Studer Editech Dyaxis II Studio A & V Sadie Yamaha CBX-D3 Yamaha CBX-D5 4-16/8-32 4/4 XLR AES/EBU. Sample Rates 32. 48 KHz 22./* software Depende do 2/4 software 2/4 XLR S/PDIF.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 26 Marca/ Modelo Config. LTC 7995. Y2 MMC. LTC./* c/PC Depende do 2/4 software 4/4 1/4" Depende do 995. BB 2/10 2/4 XLR 2 outs RCA S/PDIF.1.

em compasso de espera. Assim. evitando-se as reduções e outros procedimentos que degradam a qualidade do som. Assim.) estarão funcionando ao vivo no momento da mixagem. nome dado aos vários recursos de sincronização entre os equipamentos do estúdio. economizando canais: o seqüenciador trabalhará sincronizado ao gravador multipista (porta-estúdio. Quando terminar. todos ligados à mesa de som. ou para se executar um seqüenciador e uma bateria eletrônica ao mesmo tempo. Isto quer dizer que os instrumentos eletrônicos MIDI (sintetizadores. Também chamado “MIDI sync”. não precisamos gravar os teclados seqüenciados na fita.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Sync Time Code . não são possíveis alterações nesses parâmetros (andamento e duração). o FSK e o SMPTE/MTC. ambos atuarão juntos. ADAT etc. FSK. Este é ajustado para transmitir os mesmos comandos. baterias etc. inclusive regravando as pistas de áudio. Os formatos mais típicos de sync são o MIDI Clock. como também “Stop”. Serve para se copiar uma seqüência de um hardware para outro (de um teclado workstation para o Cakewalk. no andamento deste. Vários seqüenciadores em hardware e baterias eletrônicas têm entradas e saídas “tape” ou “sync”. Os teclados não ocupam canais dessa fita. Frequency Shift Key é um sinal que muda de tom rápida e constantemente. por exemplo. não esqueça de tirar o “escravo” do modo sync. Sincroniza um seqüenciador MIDI a um gravador multipista. p/ ex. em seguida é dado o comando “Play” ou “Record”. atua entre 2 seqüenciadores MIDI. samplers. apesar de geralmente o FSK só sincronizar corretamente os aparelhos quando a música é executada desde o .O Pulo do Gato 27 Como pode um estúdio caseiro. É útil quando o estúdio não dispõe de um computador. O som desses instrumentos será mixado ao som das pistas de áudio gravadas. Quando se der o comando “Play” ou “Record”. Comandos MIDI. Através dos formatos de sync time code fazemos os diversos meios de gravação de áudio e seqüenciamento MIDI trabalharem em conjunto. bem como o ponto inicial e final. com precisão de 24 pulsos por semínima. e só serão gravados na fita mixada. fica pronto para trabalhar em conjunto com o “mestre”.). Cada um é usado entre diferentes meios de gravação/seqüenciamento. MIDI Clock. O “escravo”.). soar parecido com uma gravadora profissional? Onde está o segredo que permite a gravação e mixagem de dezenas de canais com alta qualidade de som num equipamento tão simples? A chave do mistério se chama SYNC. O FSK age como um metrônomo: gerado pelo seqüenciador e gravado na fita. tocados diretamente pelo seqüenciador. a não ser que se refaça todo o processo desde a gravação do sync na fita. um computador comum e um sintetizador. Dessa forma. com um gravador cassete de 4 pistas. ele permite que o gravador (mestre) acione o seqüenciador (escravo) de acordo com o(s) andamento(s) da música previamente determinado(s). Primeiro se ajusta o “escravo” para receber MIDI clock. de acordo com o andamento de uma música seqüenciada. consumindo-se poucos canais. na fita multipista só são gravados instrumentos acústicos/elétricos e vozes. como “Start/Stop/Continue” e “Song Position Pointer” (que indica o ponto exato da música) são enviados pela conexão MIDI Out do seqüenciador “mestre” (master) para o MIDI In do “escravo” (slave). no mestre. que são conversores MIDI/FSK e FSK/MIDI.

não devendo jamais passar por filtros de nenhuma espécie. como a Opcode MQX-32(M). estamos no compasso 60. É gerado pela interface MIDI/sync do computador. através de um cabo de áudio e plugs banana ou RCA. Alguns gravadores e conversores transformam o sinal do SMPTE ou de seus próprios contadores de tempo em mensagens MIDI. ganham em nitidez e presença. Quando o gravador multipista ou o videocassete (mestre) é acionado (“Play”). segundos e frames (quadros por segundo). gravador multipista e seqüenciador MIDI trabalham lado a lado. pois ela multiplica várias vezes os recursos. sem passar pela mesa etc. tonalidade. e checar seu sincronismo com as imagens imediatamente. o MTC é enviado ao computador por um cabo MIDI. Vários porta-estúdios têm uma chave e conectores “sync”. Funciona como um relógio: o SMPTE contém informações de tempo cronológico: horas. no andamento de 120 bpm e em 4/4. conectado do MIDI Out do gravador ao MIDI In da interface. minutos. Não há problemas em se mudar o andamento nem a duração da música. desde já sincronizadas. . Conecte o seqüenciador ou interface diretamente ao gravador. o sync permite que o compositor toque os teclados enquanto assiste às imagens. ao contrário das demais pistas. perfeitamente sincronizado. após gravado o time code na fita. Para sonorizar um vídeo. até o momento da mixagem final. O sinal de áudio do sync time code é sempre um sinal de altas freqüências. do mais simples ao mais sofisticado. só com vozes e instrumentos tradicionais. Derivado de padrões de sincronização de vídeo. em um segundo o seqüenciador estará tocando. cada um com suas pistas. A chave sync desliga o filtro na última pista de gravação. portanto.. O contador de tempo do software seqüenciador faz o cálculo. permitindo gravar o time code sem o filtro. Aos teclados. já que as 2 operações tomam o mesmo tempo. gravados ainda em 1a geração). gerado automaticamente. e gravado numa pista da fita de áudio ou de vídeo. É porque eles trabalham usando filtros de ruído dbx ou Dolby.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 28 início (nada confortável quando se precisa regravar várias vezes um vocal no meio da música). criando sua trilha em tempo real. envia este mesmo sinal de volta à entrada de sync da interface do computador (escravo). que prejudicam o sincronismo. SMPTE/MTC. Poupando uma pista de áudio e o tempo de gravar o time code na fita. Por exemplo. além de permitir a edição dos eventos MIDI e do áudio em HD. os canais e a qualidade do som de qualquer estúdio. é permitido mudar seu timbre. O seqüenciador entra em funcionamento. mixados ao vivo (e. que indicam o tempo decorrido da fita. expressão etc. relacionando o tempo cronológico do SMPTE aos compassos e tempos da música. Podemos considerar a sincronização como o verdadeiro “pulo-do-gato” do home studio. é um sinal analógico de áudio (SMPTE) que também pode ser convertido em sinal MIDI (MIDI Time Code – MTC). enquanto as pistas de áudio. o MTC. Pode-se gravá-lo logo ao adquirir a fita (os usuários do ADAT costumam ‘syncar’ a fita durante sua formatação. o tempo total da fita). Qualquer que seja o ponto onde a fita comece a tocar. Sincronizados. aos 2 minutos.

como. por exemplo. Na mixagem. um controle separado para cada pista do gravador. há um botão para cada par (“1-2”. o submaster controla o nível geral. pelas saídas master estéreo. em disco rígido ou mini-disk. os estúdios têm muitas opções de equipamentos para gravação de áudio. endereçando-se os sinais internamente. na mesa. vêm com a mesa acoplada.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Técnicas de Gravação de Áudio I O Endereçamento do Sinal 29 Hoje. Para isso. liga-se cada pista dele (output) em um canal da mesa. Isto significa que são usados. esses canais de retorno são endereçados à seção master da mesa. mas sempre se gravam os instrumentos em diversas pistas ou ‘tracks’. como. para monitoração. Podemos endereçar o sinal da mesa até o gravador pela saída direta (“direct out”) desse canal. diretamente ou por microfone. o sinal irá para os dois submasters. As mesas de som servem tanto para endereçar os instrumentos para o gravador quanto para se ouvir os sons gravados. O som gravado retorna à mesa. ou em uma de cada vez.). cada um ligado a uma dessas entradas. para gravar percussão. Em cada canal da mesa. Uma gravação pode ser feita em fita analógica ou digital. portanto) em uma mesma pista. Os procedimentos descritos a seguir são as técnicas mais usuais. . de cada canal de saída (output) do gravador para os canais da mesa. Nesta. ele é conectado a um canal da mesa.. e dali para o gravador estéreo. Se virarmos o pan do canal todo para a esquerda. Virando todo para a direita. Ele agrupa esses canais e os envia de uma só vez. ao todo. que gravam em cassete. Depois de tudo gravado. por exemplo. este assunto será dividido em várias edições. Enquanto cada canal controla o seu próprio volume. Por exemplo. MD ou HD. como também para o amplificador. por uma única saída. Assim. por onde entra o sinal do instrumento para gravação. irá só para o submaster 2. Pode-se gravar em várias pistas simultaneamente. No centro. para enviar o sinal do canal 7 para o submaster “1-2”. utiliza-se o “submaster”. Temos. para ser monitorado e mixado. e outro de retorno. Os porta-estúdios. Tudo depende dos recursos do equipamento e das características de cada trabalho. necessitamos de um mixer (mesa de som). Para se gravar um instrumento em uma pista. para vários procedimentos. para se gravar vários sinais (vários canais. Há vários submasters. um de entrada. todas essas pistas são mixadas para um gravador estéreo. através dos botões “L-R”. até uma entrada do gravador (input). Porém. ou enviar um único canal para uma pista do gravador. podemos endereçar vários canais para um par de submasters e criar um efeito estéreo. embora continuem a precisar do mixer externo. como já vimos. onde entra o áudio já gravado. como também gravar só um ou vários instrumentos (ou vozes) em cada pista. Sistemas de gravação em computador têm uma “mesa virtual” para controlar e mixar os sinais. Para se monitorar o gravador. vamos nos ater ao endereçamento do sinal de áudio. O endereçamento é feito a um par estéreo de submasters. assim. “real”. aperta-se no canal 7 o botão “1-2”. para gravar voz ou guitarra. Devido ao espaço. dois canais da mesa para cada instrumento. o sinal irá somente para o submaster 1. “3-4” etc.

mas o reverber não está sendo gravado. O som de uma voz ou instrumento pode ser gravado já processado. mas ele não é gravado. a não ser gravando novamente. Nos estúdios. fosse uma bossa nova. ligamos a chave na posição “R” (Right. que quer dizer Left. de acordo com a necessidade. peso e coerência com o estilo. o operador se preocupa apenas com a captação do som. e para a mixagem. mas ele é ouvido com os efeitos. não poderia corrigir o problema. toda música gravada nesse estúdio teria o mesmo tipo de reverberação. aplica-se a reverberação. (Fig. na primeira fase da gravação. Assim. Se ele gravasse o som com excesso de efeitos. somente o instrumento que está ligado no canal 1 será gravado na pista 1. durante a gravação dos outros sons. Desta forma. liga-se a chave na posição “L”. seus usos e as formas de conectá-los aos demais equipamentos é fundamental para se gravar bem. direita) e viramos o pan para a direita. com reverberação e equalização. Ligamos cada instrumento em um canal e viramos o pan de cada canal a gravar para a esquerda. Por exemplo. quanto ao endereçamento do sinal na gravação. Isto é possível porque dois canais da mesa são usados para cada som gravado: um para a entrada (input) do sinal . que retorna à mesa. Exemplo: o cantor ouve sua voz reverberada no fone de ouvido. Na monitoração. 1) As ligações são: microfone > canal de entrada da mesa > saída submaster > input do gravador e output do gravador > canal de monitoração da mesa (ou “volta do gravador”). dos canais que não queremos. a voz gravada dentro do estúdio não deve conter as reflexões sonoras (reverberação) da sala de gravação. presença. Há dois modos: o individual e o coletivo. e os outros canais serão ignorados. No modo coletivo. os sons recebem um tratamento todo especial. que nos permite usar o mesmo canal.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 30 As diferenças entre porta-estúdios e sistemas com gravador e mesa separados. dos canais que queremos gravar. Como o canal de entrada fica antes do gravador e o canal de monitoração fica depois. ele é plugado no canal 1 e liga-se a chave de gravação na posição “1”. Artificialmente. Conhecer os tipos de processadores. A primeira é óbvia: não há cabos. Em busca de qualidade. Caso contrário. Processamento “fantasma”. quando os sons recebem o tratamento definitivo. que combina com pequenos ambientes. O som vai seco para a fita e é tratado na volta. usam-se variados processadores de sinal. Ou pode-se gravá-lo seco. esquerda. quando se regrava em outra fita estéreo tudo o que foi gravado na fita multipista. A segunda é a maneira de se fazer o endereçamento do sinal. o tratamento acústico das salas abafa as reflexões o suficiente para deixar o som natural. basta deixar o som entrar flat (seco.que vem do microfone ou instrumento e vai para a fita (ou HD etc. nitidez.e outro para a monitoração (audição) e posterior mixagem do som gravado. típico de grandes clubes e estádios. para gravarmos vários instrumentos na pista 1. porém seco. não tratado) na fita e ouvi-lo com os efeitos. e para a esquerda. Na mixagem. só a voz. . Grava-se o som seco. Por isso. tanto para entrada (“line”) quanto para monitoração do som gravado (“tape”). Os canais que não quisermos gravar. para gravar um instrumento na pista 1. No individual. o operador se concentrará no processamento definitivo de cada sinal. e ele ser processado somente para a monitoração. a transmissão é interna. ou um heavy metal.) . viramos o pan para a direita. Dessa maneira. Para gravar nas pistas pares (2 ou 4). equalizadores etc. no canal de retorno. por exemplo. são duas. os porta-estúdios têm em cada canal uma chave “line/tape”. ouve-se o efeito “fantasma”.

No canal de monitoração (“volta”) da mesa. se necessário. Outras formas de se conectarem processadores individuais. quando não há inserts na mesa: entre a saída da mesa e a entrada do gravador (grava-se o som processado). O “insert” é um conector do canal da mesa que usa um único plug (banana estéreo) para o sinal sair. o delay ou eco. grava-se o som flat e ele sai do gravador. antes do gravador. Os cabos de “insert” não são facilmente encontrados no mercado. Certos . Efeitos e processadores individuais são conectados à mesa de formas totalmente diferentes. que pode ser regulado mais forte no canal da voz e mais discreto no violão. em diferentes intensidades. usa-se o “insert” do canal de entrada. e que são usados cada um por um único canal. (Fig. EQ etc. ou banana. controla-se a intensidade do efeito para aquele canal. você terá de fazê-los. A guitarra e o baixo elétrico costumam ser gravados com os timbres já equalizados. Conexões. A intensidade de saída do efeito fica no máximo. Quando se prefere deixar o processamento para a mixagem. A mandada pode ser mono ou estéreo. Estas ligações trazem os mesmo resultados que o uso dos inserts. ser processado e voltar pelo mesmo lugar. e é controlada por um botão do tipo “aux return” na seção master da mesa. do canal de entrada da mesa. Já o nível de entrada no efeito é controlado no próprio efeito. embora ainda se possam ajustá-los de novo na mixagem. passa pelo processador e vai para o gravador. também conhecidas como “mandadas” e “voltas” dos efeitos. Nos controles auxiliares dos canais da mesa. pelo seu uso individual ou coletivo e pela maneira de serem plugados à mesa. usam-se os efeitos. o processamento é gravado na pista do gravador. Os efeitos são conectados às saídas (“aux send”) e entradas (“aux return”) auxiliares da mesa. passa pelo processador e vai para o canal de monitoração da mesa. com as outras duas pontas (banana mono) do cabo entrando e saindo do processador. O som vem da saída direta (“direct out”) do canal ou do submaster da mesa. Os efeitos (“FX”). Processadores se dividem em dois grupos. É o caso dos equalizadores. usando-se um ou dois cabos de ¼”. Assim. não se controlando a intensidade. Ou então. Os processadores individuais são plugados na mesa ao “insert” do canal. podendo ser modificado na mixagem). pode-se deixar o som flat ou processá-lo novamente. 2) As ligações são: Aux Send (“mandada do efeito”) da mesa > input do efeito e output do efeito > Aux Return (“volta do efeito”) da mesa. O outro grupo é o dos processadores individuais. podem ser usados por vários canais ao mesmo tempo. dosam-se as intensidades do efeito para cada canal. Certos instrumentos devem ser gravados já processados em definitivo. usa-se o “insert” do canal de monitoração. que tem um cabo em “Y”. outros podem ser melhor tratados na mixagem. em cada canal. como o reverber. ou entre a saída do gravador e a entrada da mesa (o processamento é apenas monitorado. uma para saída da mesa e outra para entrada (retorno). A ponta do cabo que tem o plug estéreo não é para som estéreo: as duas vias de sinal são usadas. que modificam inteiramente um sinal. 3) O som do canal sai e volta pelo mesmo plug do “insert”. (Fig. junto com o sinal da voz ou instrumento. num botão do tipo “input level”. com dois cabos de ¼”. Na mesa. como um mesmo reverber. o chorus e outros. A volta costuma ser estéreo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 31 Para se gravar o som já processado. Quando se quer gravar o som já processado. noise gates e compressores.

Alguns têm o processamento totalmente independente à esquerda e à direita (em paralelo). Grava-se. agilidade ao trabalho de processamento de sinais e efeitos. para programas de gravação em HD. Ou. Às vezes. como se fosse uma pedaleira de guitarra. São vários aparelhos que modificam os sons originais dos instrumentos. e processadores de sinal. o que faz com que aquela voz pequenina soe tão exuberante na gravação? Usam-se nos estúdios muitos tipos de processadores. Os teclados muitas vezes também são gravados e mixados sem nenhum processamento adicional. de que falaremos na próxima edição. Ao gravar e mixar. como o distorcedor. geralmente. Efeitos. Esses processadores são de uso coletivo. com bons microfones.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 32 efeitos da guitarra são gravados junto com ela. dando-lhes novo colorido. Os mais usados em home studios são o reverberador ou reverber. Da mesma forma. ainda. que seu próprio estúdio proporciona. o compressor. que abordaremos aqui. sem usar equalizadores. com os efeitos em série e controles de todos eles. os “plug ins”. para se ambientar os diversos instrumentos e vozes. apenas no canal de monitoração. as "workstations". Os Processadores de Efeitos O famoso som de estúdio. isto é. todos na mesma hora. se conectados pelas mandadas estéreo de efeitos da mesa. sempre ouvindo o resultado. Mexa nos processadores e nas mandadas auxiliares quanto for preciso. de vários CDs. em geral. o flanger e outros. o "flanger" e outros mais específicos. grave esta mixagem na fita estéreo. mesmo na mixagem. Em cada canal se controla a intensidade de cada efeito ligado à mesa. Há processadores de efeitos. Afinal. Não exagere ao usar processadores. Os processadores com MIDI podem ter seus controles modificados em temo real na mixagem. pelo mesmo seqüenciador onde se ‘gravam’ os sintetizadores. Há muitos tipos de efeitos. ambientando-o ou adaptando o som para ser gravado em um determinado meio. o "chorus". podem aparecer como recursos adicionais. imagine o ambiente desejado para os sons e regule os efeitos para criar esse ambiente. como os distorcedores. deixar-se o timbre da voz intocado. Tire cópias: é o seu produto final. Ouça outras músicas. Deles. se bem escolhidos e dosados. o excesso de efeitos pode ser fatal para uma gravação. Quando tudo estiver bom. Já a reverberação e o eco podem ser equilibrados na mixagem. um som muito seco ou sem brilho parecerá artificial. os efeitos em rack dão mais estabilidade e. Aproveite a disponibilidade de tempo. Escolhe-se um canal MIDI só para ele e opera-se pelas funções “control change” e “patch change”. Os processadores podem se apresentar em forma de "rack". Podem vir como recursos próprios de mesas de som e de certos teclados. a voz ou instrumento com eco ou reverber “fantasma”. Enquanto os plug ins são um novo front na revolução do áudio gravado. pela imensa versatilidade. ouça de novo sua mixagem. dedicados (um só tipo de efeito) ou multi-efeitos Os multiprocessadores vêm com vários recursos diferentes. o reverber é . É comum. Todos os formatos são úteis e podem soar muito bem. para experimentar. filtros de ruído. o chorus. o delay. Depois.

quartos. Se você estivesse a 340 metros da montanha e pudesse gritar alto o suficiente. O reverberador reproduz os ambientes acústicos. por permitir a correta ambientação de vozes e instrumentos. valorizando. O som se propaga em todas as direções. Delay e Eco. e todas as músicas ficariam com o mesmo “clima”. Ele reproduz uma ou várias cópias digitais do som com atrasos pré-determinados. até o timbre (graves e agudos) da reverberação. com modelos dos mais simples aos mais complexos. catedrais. O eco é o reflexo do som. e outros. piso e teto mais ou menos reflexivos. As marcas mais usadas são Lexicon. e outro para o eco vir até você. acrescenta vida e profundidade. múltiplas reflexões do som causam a reverberação. porém com qualidade profissional.. Dentro de uma sala. Isto nos permite gravar o som seco e aplicar a reverberação artificialmente. até o som perder força e cessar. usado para definir o ataque do som e dar maior nitidez. reverbera (ecoa) num ângulo simétrico. Um segundo para a sua voz chegar na montanha. todos os sons gravados teriam a mesma reverberação. ouvimos as primeiras reflexões (“early reflections”). Os estúdios têm suas salas de gravação revestidas de materiais absorventes para “secar” o som. O eco é um efeito usado para dar maior profundidade a instrumentos solistas. Exatamente como a imagem de um espelho. e depois ouvimos as reflexões se cruzando pelas paredes. É o estágio do reverber conhecido como “pre delay”. como uma imagem no espelho. Quando emitimos um som dentro de uma sala. O som viaja a 340 metros por segundo. De acordo com os materiais usados e o tamanho das salas. podemos experimentar o efeito do eco. que é o atraso do efeito sobre o som seco. primeiro ouvimos o som seco. a onda sonora que volta ao ouvido do emissor. Ao atingir uma superfície reflexiva. o tempo de decaimento (decay). gravadas no mesmo ambiente. estádios. após bater numa superfície reflexiva.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 33 um item obrigatório no estúdio. direto da fonte. Alguns reverberadores mais simples e baratos. diante de um paredão ou uma montanha. criando um “eco”. “plates” (antigos reverberadores de metal). de acordo com os timbres dos instrumentos e vozes e com as peculiaridades de cada música. . passando pela intensidade do efeito. Delay significa atraso. O recurso mais usado para criar este efeito é o digital delay. trazem apenas um seletor de “salas” e controle de intensidade. Do contrário. Yamaha e Alesis. você ouviria o eco exatos dois segundos após o grito. com paredes. dando profundidade e definindo os diversos sons. Um instante (mili-segundos) depois. “gates’ etc. as ondas sonoras se refletem com características variadas. o que é suficiente para bem sonorizar o home studio de nível básico. o pre-delay. Os parâmetros de um reverberador variam desde o tipo e tamanho de salas. Ao som seco e impessoal de estúdio. Quando estamos num lugar amplo.

não na mesa. torna o sinal muito “achatado” e artificial. que tinham falantes rotatórios motorizados. Além disso. ele permite que se aumente o volume do canal. o distanciamento do "pitch" (afinação) original. O threshold determina um volume de som (em dB) a partir do qual o compressor atua. Cada tipo de gravador tem uma diferente sensibilidade para a dinâmica. Os Processadores de Sinal Um processador de sinal afeta por completo o som de um canal. “intensity”. e não dos canais auxiliares. ou com picos excessivos ou. que acrescentam efeitos aos sons em variáveis proporções e que podem ser usados por vários canais. Os dois primeiros ajustam o nível dos picos e a taxa de compressão. o tempo ou o ritmo das repetições. sugere um efeito como o de um coro. com trechos inaudíveis. por outro lado. derivado das caixas Leslie. o rotary. A compressão só atua no trecho do volume que se situa entre a linha do threshold e o volume real do pico. uma pista que parecia bem gravada quanto à dinâmica. o original e a amostra com afinação oscilante. attack. os pontos mais suaves. ratio. O compressor atenua a curva dinâmica. dando a sensação de se aumentar o volume dos vales e diminuir o dos picos. O delay digital substituiu as antigas câmaras de eco (que consistiam numa fita magnética girando em torno de cabeçotes de gravação com distâncias variáveis) por "samples" (amostras do som gravados digitalmente). tem efeito semelhante. de tão baixos. os processadores de sinal são conectados à mesa através dos inserts. a velocidade (rate) da oscilação. release e output gain.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 34 Seus controles mais comuns são “level”. O flanger. Ao diminuir o volume dos picos da gravação. Compressor. que dosa o volume do eco. Assim. soa cheia de “altos e baixos” na mixagem. porém mais dramático. É necessário ao estúdio para fixar a profundidade de solos instrumentais e algumas vozes. Quanto maior a diferença entre picos e vales. e muitos outros efeitos. ele é feito para ser usado por um único canal. de acordo com uma certa taxa de compressão (ratio). só faz sentido conectá-lo à mesa de modo que o sinal do canal passe inteiramente através do processador. em geral referentes ao uso em estéreo. Chamamos de curva dinâmica de uma gravação à diferença entre os picos (pontos de mais alto volume) e os vales. Muitas vezes. Pode-se regular a intensidade. que determina o número de repetições e outros. a diferença entre o threshold e o volume do pico será reduzida à . que funciona de outro jeito. Também há o phaser. Se a taxa de compressão for de 2:1 (dois pra um). Os principais parâmetros são threshold. equilibrando a dinâmica. O chorus faz oscilar a freqüência (afinação) de um sample (amostra sonora digital) em torno da freqüência do som original. maior é a curva dinâmica. A soma dos dois sons. O excesso. o som sofre uma atenuação. ao contrário. “delay time”. Abaixo deste nível. O controle é todo feito no processador. reduzindo a distância entre picos e vales. Pelas diferenças com os processadores de efeitos. Acima da fronteira do threshold. o som sai como entra. com diferentes delays à esquerda e à direita.

com dois microfones. Os filtros de ruído mais conhecidos para gravadores analógicos são os Dolby e Dbx. Quanto o som “vazado” toca abaixo do volume do threshold do noise gate. ou LPF). Nestes trechos. ponto de corte. corta-banda. tanto na entrada do efeito quanto na saída. Os noise gates podem ter outros controles. mesmo que isso implique num som artificial. nem o ruído. mas não durante os trechos tocados ou cantados. se alternam. Existe uma variedade de filtros no mercado. Filtros. como da velocidade de atuação. que pode ser gráfico. obrigatoriamente reproduza-a também com o filtro. é preciso que o timbre das fontes sonoras seja muito bem ajustado. Mas o bumbo e a caixa. Se gravamos um bumbo e uma caixa em duas pistas. comuns nos pequenos estúdios. não há dinâmica. e este efeito é conhecido como limiter. ele é simplesmente cortado. Os controles de attack e release permitem que o compressor atue de forma mais rápida ou lenta. cortam os ruídos durante os momentos de silêncio. que são totalmente cortados. O noise gate tem um threshold que funciona ao contrário do threshold do compressor: a atuação é sobre os sons com volumes abaixo da linha de threshold. Os Equalizadores Para obtermos resultados satisfatórios numa gravação ou mixagem. que cortam freqüências específicas. Ajustam-se os timbres com o equalizador (EQ). Noise gate. Tudo depende do estilo e da linguagem musical. Sempre que você gravar uma fita com um desses filtros. como os filtros passa-alta (high-pass filter. e o som do bumbo também vazará para o canal da caixa. ou HPF). realçando mais ou menos os sons. Os sons são novamente nivelados. determinando as freqüências a partir das quais os sons serão cortados. . em geral. soar conforme o desejo dos artistas e produtores. um em cada canal. O output gain. quase nunca tocam ao mesmo tempo. serve para compensar o volume de saída que tenha sido alterado pela compressão. paramétrico. Ou ainda. e seus thresholds ajustados para um nível abaixo do sinal “real” e acima do sinal “vazado”. gravando bem mais alto as freqüências das mesmas faixa do ruído de fundo. Isto significa que há volumes superiores à linha do threshold. os dois canais soam limpos de vazamentos. e nada será cortado pelo gate. Cortam ruídos das fitas analógicas. há uma dinâmica. Com dois compressores. mas os ruídos são reproduzidos muito abaixo do resto. Se a ratio for de 4:1 o pico será atenuado para a quarta parte do volume que excede a linha de threshold. semi-paramétrico.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 35 metade. o som estará acima do nível de threshold. o som da caixa vazará para o canal do bumbo. Só não haverá picos de volume acima do threshold se a ratio for de infinito pra um. só que atenuada por uma taxa de compressão. para não cortar o som fora de hora. Cada um tem controles de cutoff. Usados em canais com vozes e instrumentos gravados com ruídos de fundo. ou simples controles de tonalidades graves e agudas. O instrumento deve soar como soa ao vivo. Assim. em seus melhores momentos. e depois reproduzindo essas freqüências proporcionalmente mais baixo. ganho de saída. passa-banda. passa-baixa (low-pass filter.

A faixa de freqüências varia de acordo com a extensão ou a escala do instrumento e a riqueza do seu timbre. Mas são as outras parciais (chamadas sons harmônicos) que dão a principal característica do som. É como se uma nota musical nunca fosse uma só nota. se anulam. A forma da onda é derivada da superposição das parciais do som. Um som da natureza nunca é totalmente puro. quanto maior a intensidade do som. ausência de energia sonora. tirando amplitude (volume) do som. A onda sonora do primeiro é mais pontuda. de acordo com as freqüências que se operam. sons que se agregam ao som principal. determinando a forma da onda. alternando-se e variando seu comportamento ao longo do tempo. cantada por duas pessoas. O resultado são dois timbres diferentes. sem harmônicos. que pode ser produzida artificialmente para experimentos. O ouvido humano interpreta como som as vibrações do ar emitidas entre as freqüências de 16 ciclos por segundo (16 Hertz ou 16 Hz) até cerca de 20 mil ciclos (20 KHz. Dois movimentos opostos. freqüências e timbre. Superpostos. Cada instrumento ou voz musical tem seu próprio espectro de freqüências. A intensidade é o volume do som. timbre e duração. com a mesma altura e intensidade. Ela se distancia mais do centro. maior a amplitude da onda. estão com intensidades diferentes de uma voz para a outra. Uma mesma nota. simétricos. Durante um ciclo da onda. E é isso mesmo o som. chamada fundamental. como do. No gráfico da curva da onda sonora. Nesse gráfico. é totalmente arredondada. Ele é composto de parciais. Os harmônicos presentes numa voz e na outra. Cada harmônico é também uma onda senóide. e a do segundo som. Um som estridente tem os harmônicos de altas freqüências com mais intensidade que um som mais abafado. que são os mesmos. enquanto as “graves” são as baixas freqüências. a faixa de freqüências onde o instrumento atua.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 36 Ondas sonoras. As alturas são as afinações (pitch) dos sons e notas musicais. moldando o timbre do instrumento. dois movimentos iguais se somam. como se fossem duas diferentes mixagens dos harmônicos sobre a fundamental. Quanto mais “aguda’ (alta) uma nota. vibra com mais energia. aumentando a amplitude da onda resultante. de acordo com as amplitudes de todas as ondas superpostas. porque ela tem uma intensidade muito maior que as outras. que se dividem em morros e vales. mais arredondada. Diz-se que são freqüências altas. É a onda senóide ou senoidal. mi. mais ciclos de onda vibram por segundo. Ouvimos a nota principal. O equalizador atua tanto sobre a intensidade das fundamentais quanto dos harmônicos. o timbre. fundamental e seus harmônicos resultam numa outra forma de onda. a amplitude pode variar. mas sempre fosse um acorde com muitos sons. soa com diferentes timbres. a linha reta ao centro indica silêncio. medidas em ciclos por segundo (Hz). ou 20 K). Na superposição de ondas sonoras. O som tem quatro parâmetros principais: altura. A onda sonora pura. Uma onda tem ciclos. em geral. É a forma da onda que define o timbre. intensidade. re. como um morro e um vale ao mesmo tempo. .

mas com precisão. aumentando ou atenuando as intensidades dessas faixas. atuam sobre faixas ou bandas de freqüências pré-determinadas. podem ser usados para processar um canal. Assim como as freqüências centrais de cada banda. Funciona do mesmo modo que os controles de tonalidade. cada uma reforçada ou atenuada por um controle de nível. . só há controle de intensidade. As mesas mais novas vêm com freqüências centrais em 80 Hz. ou estará criando sonoridades que não existem na gravação real. o EQ é um grande aliado do estúdio. não dispõem do controle de largura da faixa.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 37 A duração é o quarto parâmetro do som. Todos os outros parâmetros podem variar ao longo do tempo. na mixagem. para manipular uma a uma. também são determinadas pelo fabricante. Depois. sendo então plugado ao amplificador dos monitores. É útil quando se quer mexer em algumas bandas. Pode-se aumentar ou abaixar a intensidade de cada faixa. de 4 até 20. Os equalizadores semi-paramétricos. ou as freqüências vizinhas. comuns em mesas de som de médio e grande porte. mas tem maior número de faixas de freqüências. O usuário tem à disposição aquele leque de freqüências. e a amplitude dessa banda. Qualquer que seja o seu EQ. ou quantas freqüências vizinhas. a largura da banda. para só afetar as freqüências que realmente precisam de equalização. médios e agudos. presentes nos amplificadores e mesas simples. Os EQs gráficos de 20 bandas. Equalizador paramétrico e semi-paramétrico. as larguras de banda. Seu nome vem de seu aspecto. Útil quando várias freqüências precisam ser manipuladas ao mesmo tempo. Em cada faixa. Com moderação. nos estúdios. médios (Medium) e agudos (High). Controles de tonalidade. nunca exagere o seu uso. A largura de banda é determinada pelo fabricante.5 KHz e 12 KHz. O usuário escolhe exatamente a freqüência central que deseja manipular em cada banda. a gravação soará irreal. formando uma curva. Um botão determina a freqüência central. com vários sliders (potenciômetros lineares) lado a lado. para timbrar os canais masters estéreo na mixagem ou mesmo para compensar deficiências acústicas da sala de operação (técnica). No centro. então. Equalizador gráfico. o som passa como entrou. Os mais antigos têm as freqüências centrais pré-ajustadas em 100 Hz. 1 KHz e 10 KHz. 2. Só apresentam controles para selecionar a freqüência central e o que reforça ou atenua o nível. 2 ou 3 faixas de freqüências com freqüência central e largura de banda pré-ajustadas. Temos. graves. O equalizador gráfico tem uma quantidade variável de faixas (bandas) de freqüências. outro controla a largura da banda e um terceiro reforça ou atenua o nível dessa faixa de freqüências. mas são os que têm mais controles. Os controles de graves (Low). Os equalizadores paramétricos apresentam menores quantidades de faixas (em geral de uma a quatro bandas).

Depois. mesmo de produtoras e certas gravadoras. Estúdios que gravam áudio. com placas de som de 2 ou 4 canais. som em primeira geração. acessível e que sempre traz resultados profissionais. Cada instrumento ou voz. E som de sintetizadores e samplers. de áudio. não dá. de uma gravadora ou particular. seqüenciadores têm infinitos recursos de edição. com o som ainda inalterado pela gravação. Veremos agoara os seus três tipos de conexões. que estão a cada dia mais fantásticos e baratos. é registrado numa diferente pista (track) da fita. tocados na hora pelo seqüenciador. costuma ter um ou dois gravadores de 24 pistas. que pode ter 8. Porém. com gravadores de 4 ou 8 pistas. tudo no computador. como obter um som à altura de competir com os estúdios grandes? Só com o pequeno gravador multipista. É graças à interface MIDI que podemos expandir os canais do estúdio sem um aumento proporcional nos custos. Além disto.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Áudio & MIDI: O Melhor dos Dois Mundos 38 Muito se fala sobre o uso dos recursos da interface MIDI como um reforço no trabalho do tecladista. samplers e baterias eletrônicas. e depois vai juntando todos os sons do arranjo. garantindo a qualidade do som. ou até do baterista. num gravador DAT ou outro. podemos cuidar muito melhor de cada som na mixagem. gravando um instrumento ou voz em cada pista separada. ele não grava voz. Mas. com a qualidade sonora preservada. por uma razão muito simples: seqüenciados. na hora. Como se diz. Os estúdios tradicionais gravam o áudio em fitas multipista. para que os instrumentos eletrônicos atuem em quantidade. E é exatamente isto o que vamos fazer. Só mexe com música instrumental. Mas o principal front dessa tecnologia é mesmo o estúdio de gravação. ao custo de um estúdio caseiro. Um grande estúdio. E. timbre por timbre. todos os instrumentos estão tocando ao vivo. caríssimos (entre 25 mil e 50 mil dólares. 16 ou 24 pistas. e não gravados. este estúdio tem uma excelente qualidade sônica. estúdios MIDI e o estúdio híbrido. . para usarmos partes seqüenciadas de bateria e teclados no palco. e um gravador multipista só para gravarmos vozes e instrumentos elétricos e acústicos. que permitem que notas erradas ou imprecisas sejam corrigidas com grande rapidez. O seqüenciador MIDI age como um robô ou uma mão invisível que toca os sintetizadores. geralmente. por ser uma tecnologia barata. Afinal. Este é o estúdio híbrido. o estúdio MIDI com um gravador multipista sincronizado. nem instrumentos acústicos ou elétricos. cada). Então. Gravando em programas de computador. num home studio. sendo barato. O ideal seria unirmos os recursos dos dois estúdios: MIDI. Vamos citar também os programas que fazem os dois papéis. como resolver a questão? Se um estúdio trabalha exclusivamente com seqüenciamento MIDI de teclados e instrumentos eletrônicos. gravando o áudio e seqüenciando os sintetizadores. Ele “aprende” a música quando você a toca. aumentando ainda mais a qualidade do trabalho musical. ela passa a ser o grande trunfo do pequeno estúdio na competição com as grandes salas de gravação. essas pistas têm seus sons mixados na mesa e gravados em definitivo no formato estéreo. em vez de gravar vários sons juntos. pior ainda. e eletrônica. temos um home studio com poder de fogo maior do que o de muitos estúdios comerciais. Sincronizando os dois sistemas. executando a mesma música nos seus instrumentos. de MIDI e de sincronização.

formando uma rede. em geral RCA ou banana. Os cabos para sincronização são dois. os comandos retornam. Ele se liga ao estúdio de áudio conectando-se as saídas de som de todos os sintetizadores aos canais da mesa de som. voltando a um outro canal da mesa (ou o MIX-B). áudio e sync. Um sai do computador (placa com MIDI e SYNC) pelo SYNC OUT. e entre si. Os sintetizadores (o teclado controlador e os módulos) são midiados ao computador. O áudio a ser gravado na fita entra primeiro num canal da mesa por microfone ou linha. Os comandos MIDI primeiro são enviados da saída OUT do controlador para a entrada IN da placa. para gravação direta numa pista do gravador. para ser mixado aos teclados e aos outros canais do gravador. e do THRU deste para o IN do terceiro. Dali. do OUT da placa para o IN do primeiro sintetizador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 39 Conexões. sendo então enviado por um submaster (saída de um grupo de canais) ou pelo DIRECT OUT (saída individual de um canal) até a entrada (INPUT) de um canal do gravador multipista. seqüenciados. deste. sai pelo OUTPUT do gravador. via placa MIDI. O outro cabo retorna do OUTPUT do canal do gravador para o SYNC IN da placa do . É o sistema MIDI. Na ilustração. através da saída THRU. temos as conexões de MIDI. para serem executados nos instrumentos. para o IN do segundo.

Mas você não vai tirar o seu HD para remixar o material fora de casa. HD e Zip disk) e algumas . grande parte do trabalho é transferida para lá. já que ele mora distante de uma assistência técnica. Outros leitores escrevem querendo saber de porta-estúdios em MD. Zip Disk. a edição dos eventos MIDI e os procedimentos na mixagem “syncada” serão assunto desta série de artigos. mesmo assim. tanto em hardware como em software. poupando as pistas de áudio e garantindo som em primeira geração. transitam por vários estúdios. monitoração e no processamento do sinal. que faz trilhas ou registra os próprios trabalhos. Nas próximas edições. Entre R$300 e R$3. Com uma fita temos mais agilidade para gravar. para os teclados e baterias eletrônicas. permitindo que os sons cheguem à mesa já processados e mixados. com qualidade máxima. continuaremos respondendo suas cartas e e-mail com dúvidas e sugestões. mas uma coisa é certa: acrescentando um sistema MIDI ao estúdio. Ele gostaria de saber qual a melhor opção. como do ADAT. contêm bons processadores de sinal e de efeitos e um mixer. a bateria gravada versus bateria programada. o sample playback e a qualidade do som. ADAT ou hard disk. que precisa comprar um gravador de 8 pistas. Outra opção é o seqüenciamento através de MIDI Time Code (MTC). Além disto. Há ainda os que se mantêm fiéis à fita de rolo.000 temos os porta-estúdios (cassete. E cada caso requer uma solução. Uma nova tendência é totalmente voltada para o computador. Há produtos caros e baratos. de um músico. os samplers.) para gravarmos o áudio em nossos estúdios depende de vários fatores. Sistemas e custos. Ou pode ser um estúdio pessoal. A escolha do formato. A escolha do formato ideal (fita. talvez um ADAT para as cópias. permitindo a sincronização do gravador multipista com o seqüenciador. Os estúdios têm diferentes necessidades e condições. No HD há incríveis recursos de edição dos sons. o Digital Performer e o Cubase VST são exemplos de workstations (estações de trabalho) que atuam ao mesmo tempo como seqüenciadores e gravadores de áudio multipista. Fita ou Disco? Qual é o melhor meio para gravarmos o áudio? Eis uma questão complexa e delicada. Usará um computador possante.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 40 computador. O som gravado em fita ou disco e suas vantagens e desvantagens na captação. MD. a gravação do áudio e o seqüenciamento MIDI. Bom exemplo é o do leitor João Bonon Netto. Os programas com MIDI e áudio. então precisará fazer backup (cópia) do áudio. alguns impraticáveis fora de um computador. O Cakewalk Pro Audio. HD do computador etc. E fitas de gravadores comuns. quando o gravador tem uma saída MIDI OUT para sincronização com o computador. o Logic Audio. com uns 64 Mb de memória. usando um único programa para fazer os dois trabalhos. analisaremos os prós e contras de cada opção na constituição de um estúdio híbrido. Cada caso é um caso. HD e cassete. sincronizando automaticamente as duas coisas. na mixagem final. Enquanto isso. Gostou do Alesis ADAT. mas teme que o equipamento tenha problemas de desalinhamento de cabeça. gravando em um e mixando em outro. E. Gravam as pistas de áudio lado a lado com as pistas MIDI seqüenciadas. Podem servir para gravar discos ou demos de grupos e artistas.

Os sistemas mais profissionais em HD para Macintosh ou mesmo em rack e gravadores de rolo custam entre R$5. Trabalhando com muitas pistas. é o áudio analógico e o áudio digital. MIDI. Ondas sonoras são as oscilações do ar. Entre R$2.000.000. o primeiro bem superior ao segundo. o melhor sistema será o que melhor se adaptar às suas necessidades e possibilidades. Alguns confundem MIDI com som digital. são comandos musicais para acionar sintetizadores.000. O que está em questão aqui. Gravando pela placa de som. Com as fitas em geral e os porta-estúdios digitais (MD. A vanguarda tecnológica apregoa as virtudes do som digital e de seus recursos. MD.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 41 interfaces de áudio para o PC. durante a gravação de novas pistas. custam em torno de R$1. por uma membrana. o número de canais de gravação/reprodução costuma ser limitado por ela e/ou pela velocidade do HD. os sons são fáceis de monitorar.000 e R$5. pode estar com os dois lados. pelos canais da mesa. Um microfone as reconhece. ambos para a mixagem estéreo. Vejamos aqui alguns princípios das duas tecnologias: Som analógico. O DAT e o MiniDisk. temos que processá-las e mixá-las no computador. Prós & Contras Fita (analógica ou digital) Prós • • • Contras Disco (HD. O ideal é ter os dois (computador e fita). se optar pela gravação em software. há o ADAT. enquanto os mais conservadores alegam que nada substitui o som da fita analógica. Escolha de acordo com o seu coração. Captação e monitoração do áudio. aqui. memória. que vão variando ao longo do tempo de acordo com as características dos sons. Som Analógico e Digital Muito se discute sobre a proliferação de sistemas de gravação profissional verificada na década de 90. antes de as monitorarmos pela mesa.000 e R$50. poupando pistas de gravação e trazendo mais flexibilidade à produção. os sintetizadores continuam soando ao vivo durante a mixagem. Leve em conta os custos com o computador. Zip ou Jaz Disks) Prós Edição total do áudio Freqüentes atualizações Uso dos processadores de som do software e do estúdio Masterização de CDs Contras • • • • Gravação mais lenta Difícil trânsito entre estúdios Monitoração limitada aos recursos da interface Dependente do "humor" do computador Agilidade na • gravação Trânsito entre estúdios • Fácil de monitorar • Recursos de edição • limitados ou • inexistentes Rápida obsolescência • Suporte técnico escasso • Todos os sistemas permitem a sincronização com um seqüenciador MIDI. modelos similares da Tascam e boas interfaces para o PC. Em suma. porque alguns timbres perdem colorido quando digitalizados. HD e Zip). e cria uma corrente elétrica que varia de forma análoga (semelhante) a elas. A razão. . hard disk e outros. de que não trataremos nesta edição. Assim.

de acordo com a voltagem do sinal de entrada. mas ele entra primeiro num conversor analógico-digital (AD). Uma fita analógica. o cabeçote lê a fita ou o disco e envia esses dados a um conversor digital-analógico (DA) que liga os pontos e transforma de novo essas informações em sinal elétrico. tornam-se totalmente desnecessários os filtros de ruído de fita. usuários de gravadores analógicos. que segue pelos circuitos até ser transformado novamente em som mecânico (vibrações do ar) pelo alto-falante. O mesmo se aplica às mesas e outros aparelhos digitais. Não é o caso do ruído original da fita. É notável que o som digital está em franca evolução. O gravador digital recebe o mesmo sinal elétrico. nunca é perfeito. Som digital. do áudio. de acordo com o maior ou menor magnetismo. Do áudio em 16 bit. ocorre o inverso: quando ela passa diante do cabeçote. Para reproduzir o som. Mas existem aparelhos e programas de computador com recursos para acrescentar características da gravação analógica aos sons digitais. medindo a variação da amplitude em milhares de pontos por segundo. ADAT e outros modelos digitais. Ignorando o ruído. se queixam da falta de “calor” do áudio digital. com modelos se substituindo freneticamente. o conversor de saída (DA) só transforma em sinal elétrico os dados que tiverem sido digitalizados. Pode-se alegar que o som. será mesmo digital. o gravador digital fornece um som mais limpo e cristalino. como o som da guitarra. Por outro lado. Cada vez mais apurado e com mais recursos. recriando o sinal elétrico. analógico. As partículas metálicas que cobrem a fita vão mudando de posição. O áudio digital já transita em 24 bit de um aparelho para outro e há aparelhos de 32 bit. com as interfaces de áudio explodindo em recursos e seus preços descendo a ladeira. Essa imensa lista de volumes é gravada na fita ou num disco magnético ou ótico como bytes de computador (dígitos). como os grandes estúdios que trabalham com máquinas de rolo de 2 polegadas em 24 pistas. Tudo no Computador ? Nesta nova era das gravações multipista no PC. Esse sinal passa pela mesa e outros circuitos e entra num gravador. As razões da polêmica. Num gravador digital. O conversor “redesenha” a onda sonora. Seja em forma de CD ou digitalizado numa emissora de TV ou de rádio. o formato (ou os inúmeros formatos!) tem mostrado que veio para ficar. cedo ou tarde o áudio é convertido em bytes. Algumas gravadoras internacionais chegam a recusar gravações em DAT. permitindo uma dinâmica dos sons cada vez maior. cabe uma pergunta: ainda precisamos de todos aqueles equipamentos em nossos estúdios? Ou chegou a hora de aposentar a . Alegam que o gravador de rolo armazena certos timbres com melhor resultado. A primeira grande diferença é que no áudio digital não há ruído da fita. tem um ruído de fundo. mesmo virgem. O cabeçote recebe o sinal elétrico e vai magnetizando a fita enquanto ela passa. como os Dolby e DBX. na fabricação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 42 Essa corrente é o sinal elétrico. este reconhece o magnetismo das partículas a cada instante. Para tocar a fita. O posicionamento das partículas. no fim do processo. avançou-se para 18 e 20 bit. Assim.

mas para isso precisamos gravar o áudio dos teclados em novas pistas. E experimentar vários efeitos girando botões continua a ser muito mais prático que determinar valores dos parâmetros com o mouse e esperar o processamento para só então conferir o resultado. vêm surgindo novos programas que permitem tocar e seqüenciar amostras do áudio gravado via MIDI. sem dar sustos periódicos em seu dono. As interfaces e os programas atuais permitem a mixagem interna. o que nos impõe o uso de uma mesa ou de pré-amplificadores para os microfones.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio parafernália? 43 Muita gente pergunta se ainda é necessário adquirir uma mesa. Por outro lado. Também ainda são raros os recursos para a edição de novos timbres. isto é. por que haveríamos de comprar outros sintetizadores? E se os programas de gravação de áudio e seqüenciamento MIDI têm um mixer virtual. A mixagem é um outro problema. processadores e módulos de som quando seus programas e interfaces dispõem dos mesmos recursos. Apesar das enormes inovações. não podemos mixar tudo no micro e dispensar a mesa de som? Como toda revolução. para mixar em outros sistemas. mas usam conectores de ¼” (banana). Seus clientes pretendem guardar as pistas de áudio para remixar em outro estúdio. esperança. mas não em quantidades comparáveis aos teclados e módulos atuais. Entradas para microfones. a velocidade dos processadores atuais nem sempre é suficiente para realizar todas as tarefas ao mesmo tempo. de fato. sem que o áudio “saia” do computador. esta vive sua fase de transição. Backup. É comum misturarmos na mesa os sons dos sintetizadores MIDI seqüenciados com os das pistas gravadas. que somente uma interface com um processador de sinal em separado (DSP) pode satisfazer. mas ainda é difícil encontrar um que funcione com esses recursos o tempo todo. O processamento em tempo real traz outras questões para a maioria dos sistemas: como entrar com um sinal comprimido no computador? E como usar reverberação “fantasma” para gravar uma voz seca. nem tudo mudou e ninguém sabe ao certo aonde vamos parar. Você pode arquivá-las em um CD-ROM. seus usuários recorrem a diferentes soluções para suas questões. para estúdios de maior porte. porém dando conforto ao cantor na hora de gravar? São necessidades típicas dos estúdios. às vezes essas pistas só rodam num determinado sistema. Algumas interfaces já dispõem dessas entradas pré-amplificadas. você terá que . Os sintetizadores têm recursos que ainda não foram contemplados pelas placas multimídia. Os computadores domésticos. Algumas contêm timbres de alta qualidade. Se as placas multimídia contêm um sintetizador multitimbral. mas também de instabilidade. Aproveitamos assim os recursos do estúdio para todas as fontes sonoras. já gravam áudio profissional em vários canais. Com tantas opções de interfaces e programas. Nesse caso. mas. inferiores ao padrão XLR (Canon) usado nos estúdios. Muitas placas e interfaces de áudio só têm entradas em nível de linha. Mesmo assim. Este só é encontrado em sistemas muito caros. É um período de novidades. transformando o PC num poderoso sampler.

por causa da sincronização. como a Gina ou a Audiomedia. Os estúdios de hoje. Com isto não gravamos os sons eletrônicos junto com a voz e outros instrumentos. se aplica aos programas híbridos em voga. a soma dos canais MIDI e de áudio. o “mestre”. ao todo. Algumas têm o desempenho muito melhorado com a edição não-linear. Muitas funções do estúdio já podem ser transferidas para o computador. pela compatibilidade com os programas. sua placa de som ou gravador multipista. se diferenciam pela qualidade dos conversores AD/DA. como o Cakewalk e o Cubase.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 44 converter cada pista em um arquivo . dos maiores aos home studios. Teclados são tocados “ao vivo” pelo seqüenciador. eram em geral classificados pelo número de “canais”. precisamos de dois tipos de interface: de áudio e MIDI. ainda por alguns anos. Mas ainda não chegamos ao ponto de dispensar os outros equipamentos do estúdio. como quantos canais tem sua interface MIDI. em dois canais. mas especificar os detalhes. Toda essa expansão do conceito de “canais” dos estúdios se deve à combinação dos recursos de gravação com o seqüenciamento MIDI. quantos canais tem esse estúdio? A resposta é: depende de muitos fatores. há alguns anos. as pistas de gravação. neste exemplo. Para que tudo funcione. facilmente perdem a conta dos canais que têm. ou um sampler ou uma bateria eletrônica com os tambores e pratos saindo cada um por um canal de áudio. Gravadores como o ADAT ainda são o padrão mais freqüente. na mesa de som. Continuamos a usar a mesa. Este mesmo conceito. Então. Os seja. os sons eletrônicos em geral. Eles são ao mesmo tempo seqüenciador e gravador. Conclusões. já que cada canal MIDI aciona um sintetizador estéreo ou mono. quantos canais de mixagem tem a mesa e outros. e até mesmo gravadores de fita. temos oito canais de áudio para gravar. 16 e 24 pistas. que está sincronizado como “escravo” ao gravador multipista. combinando recursos de gravação de áudio com o seqüenciamento MIDI de sintetizadores. “Ver” um gráfico de áudio ajuda em muito o trabalho de produção. Placas de som. mas mixamos todos eles. do sync time code. Temos mais que isso. poupando as pistas do gravador. As interfaces de áudio. ou até misturada aos demais sons de um sintetizador multitimbral. pelos conectores. copiar e colar trechos do áudio são muito facilitados com o uso do computador. Era o tempo dos gravadores de rolo de oito. Isto economiza enorme espaço do HD e os recursos das placas de som.wav. Sincronizando um seqüenciador MIDI à gravação das pistas de áudio temos. certo? Errado. Pelo menos. o que leva muitos clientes a solicitarem um backup em fita. São as maiores responsáveis pela qualidade do som gravado no computador . quantos sintetizadores. Não podemos mais definir num número a dimensão de um estúdio. uma mídia ágil e barata. Se. já mixados dentro do sintetizador. em que os teclados só são mesmo gravados na mixagem final. em princípio. chegam à mesa. Ou a bateria pode mandar seu som pra mesa em um par estéreo de canais. esses canais da bateria e dos sintetizadores são finalmente mixados às pistas de áudio. os processadores e módulos de som. de MIDI e de Multimídia Os estúdios. Recursos como recortar. ou placas de som.

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e pelo número de canais simultâneos de entrada/saída de

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áudio.

Com as interfaces ou placas MIDI, como a MQX-32(M) e a MIDI Time Piece, conectamos maior ou menor número de sintetizadores e sincronizamos o seqüenciador com um gravador multipista externo, juntando assim os dois sistemas. As placas de multimídia, como a SoundBlaster ou a Fiji, fazem um pouco de tudo, mas raramente sincronizam o micro com um gravador externo. Neste caso, o áudio é gravado no HD do micro, junto com as levíssimas pistas MIDI, e tudo é sincronizado internamente. Elas têm conexões de áudio e MIDI, além do sintetizador multitimbral interno, convidando a usar seus próprios timbres e a fazer todo o trabalho no computador. Mas ainda são limitadas em cada aspecto, desde o número de canais MIDI e de áudio até a qualidade de conectores e conversores de som. O bom é usar cada interface Separadas, de áudio e de MIDI, mais simples com uma placa verdadeiras placas de som e de acordo com suas necessidades, item por item. mas trabalhando em conjunto, ou ter um sistema bem de multimídia, resumindo as principais funções das de MIDI. Este é um proveitoso tubo de ensaio.

Bateria acústica X eletrônica
Sempre vem à tona a polêmica que contrapõe instrumentos acústicos aos sons eletrônicos que os imitam. Nosso tema opõe o mais tradicional de todos às mais recentes conquistas da história da música: as percussões acústicas e eletrônicas. Será que vale a pena substituir peles e pratos por amostras digitalizadas? A programação de padrões rítmicos consegue substituir a execução do baterista? Quais os investimentos para gravar bateria no estúdio? Vamos analisar aqui os prós e contras dos dois sistemas e verificar a praticidade de uni-los, aproveitando o que cada um tem de melhor. Para gravar uma bateria tomamos cuidados especiais. Não registramos um som, e sim o de vários instrumentos. Tambores e pratos, captados por microfones específicos, podem e devem ser armazenados em diferentes pistas. Temos assim mais recursos para a mixagem final destes com os demais sons do arranjo. Se for gravada em estéreo, em apenas duas pistas, a bateria não tem como ser equalizada na finalização do trabalho. Seus vários microfones, nos canais da mesa, podem ser endereçados para duas ou várias pistas do gravador. Esses recursos são, contudo, os maiores investimentos do estúdio. Chegam a multiplicar os custos em várias vezes. A bateria, um instrumento caro, precisa de um kit de microfones especiais, cabos e pedestais, além de cerca de 8 pistas no gravador ou 8 entradas na interface de som do computador. A mesa de som e a cabine acústica completam os principais itens da lista, que ainda incluem compressores, gates e outros. Nada disso evita o vazamento dos sons pelos microfones. O resultado depende do talento de cada produtor. É óbvio que a maioria dos home studios começa usando os recursos eletrônicos. Muitos deles obtêm ótimos resultados. Disseminado na música pop a partir dos anos 80, o uso do sampler, com loops seqüenciados e timbres originais ou muito bem copiados de

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instrumentos acústicos, é hoje predominante em vários gêneros musicais, do rap americano ao nosso pagode. E a bateria eletrônica nada mais é que um seqüenciador de amostras sampleadas. Em certos estilos de execução mais livre, como o jazz, a bateria programada é menos conveniente. Em outros, seu uso é a regra. Em muitos gêneros, uma boa e detalhista programação de timbres bem escolhidos pode convencer até profissionais mais experientes. Mal feita, ridiculariza uma produção. Uma bateria eletrônica, no senso estrito, é um aparelho com um seqüenciador MIDI e botões ou pads que ativam sons digitalizados de percussões. Num sentido amplo, todos os instrumentos MIDI do estúdio que tenham sons percussivos são tocados pelo teclado (ou outro controlador) e programados num seqüenciador, de computador ou não. Podemos programar os ritmos na tela do computador, com muitos recursos, ou na própria bateria eletrônica. Em vez de gravarmos o áudio desses sons percussivos, poupamos as pistas de gravação sincronizando o seqüenciador ou a bateria eletrônica ao gravador multipista, fazendo com que atuem sempre juntos. Na mixagem, reunimos na mesa as pistas gravadas de vozes e instrumentos com o som direto dos instrumentos MIDI. O baterista pode programar seus ritmos usando pads, espécie de “tambores” eletrônicos, e triggers, pequenos microfones de contato que convertem qualquer fonte de som em controladores MIDI. Com eles, pode lançar mão de sua técnica instrumental para programar seqüências com mais conforto, sem ter que se adaptar, por exemplo, a um teclado. O músico toca até mesmo em uma bateria de estudo trigada ao sistema MIDI. Alguns estúdios chegam a combinar o uso simultâneo dos processos de gravação acústica e de seqüenciamento MIDI da bateria. Gravando os componentes que têm som mais rico em detalhes, como caixa e pratos, enquanto seqüenciam outros tambores “trigados”, aproveitam o melhor dos dois mundos com contenção de despesas.

O Sampler e os Sons “Acústicos”
Popularizados no meio musical a partir do início dos anos 80, os samplers, hoje obrigatórios em todos os estúdios profissionais, despertaram a princípio o desdém de muitos compositores, arranjadores e instrumentistas. Gravar sons dos instrumentos tradicionais para depois serem tocados por teclados eletrônicos chegou a parecer antimusical para cultores de diversos gêneros. Na verdade, ainda há quem discuta a importância do sampler. Enquanto isso, o mais versátil instrumento já inventado vem promovendo, não uma, mas várias revoluções nesta fase tão turbulenta da história da música. Capaz de reproduzir qualquer som com absoluta fidelidade e respeitando a dinâmica dos instrumentos em suas sutilezas, o sampler pode ser tocado por um instrumento controlador MIDI ou ainda por um seqüenciador. Você pode tanto imitar o som de seu instrumento acústico sampleando nota por nota quanto criar um loop ou ostinato repetindo um trecho quantas vezes quiser. Diversos gêneros musicais, como o rap e o techno se desenvolveram a partir desses loops eletrônicos. A música eletroacústica, importante tendência erudita, como também diversos jazzistas, reconheceram e adotaram o instrumento, explorando sua infinita riqueza timbrística e expressiva e elevando-o à categoria que merece.

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O sampler não é um mero imitador de instrumentos. Com ele, você pode criar as mais originais sonoridades, já que o som digitalizado (gravado) por ele pode ser editado como fazemos num sintetizador. A diferença é que o sintetizador edita sons gerados internamente e o sampler o faz com sons que gravamos. Não por acaso, a maioria dos sintetizadores do mercado usa como matéria prima amostras sonoras sampleadas. Conhecida como sample playback, essa síntese permite o acesso de uma maior quantidade de músicos e home studios ao vasto universo de sonoridades digitais. Com um sintetizador sample player, dispomos de um grande número de sons de instrumentos “reais” que foram gravados pelo fabricante, mas não podemos samplear novos sons. O sampler, um pouco mais caro que os sintetizadores, permite ao arranjador a escolha de qualquer som para seu trabalho. Os samplers vêm geralmente em rack ou teclado, podendo conter drive de disquete, HD, CD-ROM, Zip Drive, memória, igualzinho a um computador. Agora vêm surgindo os softwares que transformam seu próprio PC num sampler. Os sons utilizados podem ser obtidos por você, gravando-os no HD de seu sampler, ou através de amostras obtidas no mercado. Diversos fabricantes de CDs de áudio com loops para serem sampleados e de CD-ROM com amostras prontas nos diversos formatos (Akai, E-Mu, Roland, Wav. e outros) oferecem milhares de sons e loops para usuários de todos os gostos. É escolher o som e tocar. Os detalhes expressivos da maioria dos instrumentos acústicos e elétricos garantem vida eterna para eles. Ninguém em sã consciência pretende substituí-los. Os bons instrumentistas sempre serão requisitados nas gravações e performances. As conquistas obtidas com a entrada do sampler no mercado são as novas formas de expressão musical, o salto na qualidade do som gravado e uma maior democratização da produção musical, já que mais produtoras e home studios vêm tendo acesso a todo tipo de timbre, o que barateia o custo dos projetos. No home studio, o uso do sampler acarreta menor consumo de pistas de gravação de áudio, já que ele permanece tocado pelo seqüenciador MIDI até o momento da mixagem, sincronizado ao gravador de áudio, e causa um enorme salto na qualidade do som. Modelos profissionais em torno de 2000 dólares, como o Akai S2000, E-Mu ESI-4000, Roland S-760 e Yamaha A3000, viabilizam sua aquisição, com todo o brilho dos produtos mais caros e sofisticados. Poupe as pistas do gravador exclusivamente para as vozes e os instrumentistas mais competentes. O resto vai por MIDI, com o maior som.

A edição dos eventos MIDI
É impressionante como o tempo passa. A coluna Home Studio está completando dois anos na Backstage. Nesses 24 meses, que esperamos que se estendam por 24 anos, procuramos divulgar o emaranhado de tecnologias em que se transformaram os sistemas de gravação. A resposta dos leitores tem sido fundamental para nortear este trabalho, com suas pertinentes dúvidas e utilíssimas sugestões. Vamos em frente. Vamos entrar no penúltimo ano do milênio. E é incrível como, na era dos upgrades e

colar. Copiar. os melhores modelos acabaram tendo que abrir uma nova frente. que já passou dos 15 anos. mesmo com seus 8 bits. Tudo é simples. A mais antiga (e a mais complicada de operar!) é a lista de eventos: cada linha (como numa folha de caderno) contém todas as informações de um evento. Uma edição minuciosa permite grande aperfeiçoamento da performance original. Herdeiro dos rolos de papel perfurado das pianolas movidas a corda. O comprimento do traço é a duração da nota e sua altura na tela é a própria altura musical ou o pitch. Podemos alterar todos eles a todo instante. Vemos a música enquanto a ouvimos. editamos parâmetros das . por ter previsto a capacidade de evolução dos instrumentos eletrônicos. A MIDI não precisou ser atualizada. Cada nota é adiantada. como canal MIDI. compasso. apesar da leitura mais direta (para os que a lêem). mudar durações e alturas são alguns dos comandos do menu de edição. Afinal. rec. como uma nota. solo. mute. Abaixo ou acima. pedais de sustain e muitos outros recursos. editando glissandos. até hoje parece milagre. depois de gravado. o piano-roll é uma maneira mais cartesiana de lermos a partitura. Uma nota ocupa duas linhas. agora no terreno do áudio. as telas da partitura (staff) e do piano-roll permitem uma visualização infinitamente melhor. Não importa se você é um virtuose no seu instrumento ou se não domina a técnica: o mouse e as telas de edição são grandes ferramentas para todo arranjador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 48 updates. embora para muitos ainda seja uma grande novidade. quantizar (tornar os ritmos precisos). e podemos variar o andamento sem mudar o tom. a duração. continua com cara de criança. Marcamos um trecho arrastando o cursor do mouse sobre um grupo de eventos. É o gráfico mais completo e preciso. note on e note off. Para ajustar cada evento. stop. incluíram a gravação de áudio multipista. Para mexermos nas notas e controles. andamento. com as mesmas características desde o seu lançamento. a interface MIDI. um controle ou uma troca de timbres. volume. seja no pentagrama ou num gráfico onde as notas são traços. A briga recomeçou. vemos as pistas de gravação e suas características. deixando espaço livre para os recursos que foram surgindo. O seqüenciador em software foi o maior beneficiário da interface MIDI. Como o seqüenciador registra simples comandos musicais ao longo do tempo. Com uma evolução frenética e incessante. Na partitura. excluída ou incluída com poucos cliques no mouse. E é. mais play. mudamos a afinação. onde versões de programas ficam obsoletas em três meses. o momento do ataque ou a intensidade de cada nota. editar tudo o que tocamos num instrumento eletrônico. Com o mouse desenhamos variações de volume e pan. cortar. contadores e marcadores de tempo. programa (timbre) do instrumento. e não o som. cortamos notas erradas. outra tela mostra variações nos controles MIDI na mesma hora em que vemos as notas no piano-roll. usamos basicamente três telas. É onde fazemos variar timbres e outros parâmetros mais gerais. Já não tendo muito para onde correr na disputada concorrência. ou ficariam muito parecidos. atrasada. e também alterar trechos que marcamos com o mouse. Um instrumento pode ter seu timbre modificado depois de gravado. com as telas de edição gráfica. é fácil editar todos eles. Na tela principal de cada programa. É verdade! Nesta década e meia o padrão se manteve inalterado.

programas acessórios com efeitos e mais alguns recursos. somando muitos recursos indispensáveis que só estariam presentes num ou noutro. não estamos mexendo diretamente com os sons. após a mixagem. vá parecer milagre. O material editado substitui o original. Afinal. Depois de gravar e editar tudo. o botão direito abre outro menu com os recursos de edição. que o programa abre com o trecho original do Cakewalk. simples como um video-game. Adicione memória de 64 MB. já estão à disposição de estúdios médios e pequenos. para edição de áudio estéreo ou mono. mixamos o material usando uma mesa “real” ou o console virtual do Cakewalk. Basta clicar no menu “Tools” e em “Sound Forge”. os porta-estúdios digitais contêm diversas ferramentas de edição. comparáveis às workstations profissionais. Este arquivo wave é agora aberto no Sound Forge. um gravador de CD e um HD grande e rápido e o micro se torna o centro do estúdio. clicamos em “Save” e retornamos ao Cakewalk clicando na barra de tarefas do Windows. ou pré-masterização. Marcamos o trecho de áudio clicando o botão esquerdo do mouse sobre ele. depois convertidas num arquivo wave através do comando “Export Audio” do menu “Tools”. tem uma incomparável gama de recursos. como um Pentium I ou II. o Cakewalk encerra aqui sua atuação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 49 notas e alguns outros. para muita gente. A edição dos eventos MIDI. De fato. pode ser transformado numa estação de trabalho bem mais poderosa. mas com a forma deles serem tocados. o Sound Forge interage eficazmente com o Cakewalk. temos gráficos (curvas) de andamentos. Com muito mais recursos de edição. Essas partituras também são editadas para impressão. As pistas de áudio gravadas no Cakewalk podem ser editadas nele próprio ou no Sound Forge. O áudio estéreo é enviado para 2 pistas do próprio programa. E com recursos avançados. para a edição final. a mixagem com automação e multiefeitos em tempo real. assim como a finalização do trabalho. Apesar de ser um programa independente. Muitas vezes. assumindo a maioria de suas funções. O que simplifica tudo. recortar e colar trechos. É quase como se fosse um só programa. Todos os recursos de processamento encontrados num estúdio estão integrados aos diversos programas de edição. O Cakewalk permite editarmos esse material no Sound Forge. compassos. Mas um computador médio para os padrões atuais. A edição do áudio digital A gravação e a edição das pistas de áudio e MIDI. Além de copiar. com masterização em CD. embora por muito tempo ainda. Ali mesmo acionamos com o botão direito um menu e o item “Audio”. . após confirmarmos isso numa janela. Salvo o material. Além destes. A partir da tela de áudio. tonalidades e outros. Com uma moderna interface de áudio e programas como o Cakewalk e o Sound Forge temos como processar multipistas e som estéreo com qualidade profissional. Depois de editar cada uma no Sound Forge. contamos com vários plug-ins. ele processa as pistas do outro programa e as devolve prontas para mixar. uma edição mais elaborada de alguma pista ou trecho se faz necessária.

habilite “Apply to all” e dê OK. distorção. Tire ruídos de fundo com o plug-in “Noise Reduction” (comprado em separado): após marcar um pequeno trecho só de ruído. saindo do gravador ou da placa de som. a visualização através do gráfico facilita muito o ajuste dos parâmetros. restauração de vinil e muito mais. Na compressão e no uso do noise gate. Essas ferramentas do Sound Forge podem ser usadas na edição das pistas do Cakewalk e na finalização em estéreo. Esses processos. para coletar uma amostra. onde se juntam aos sons das pistas gravadas. como o FSK. delay. arrastando o mouse sobre ele. filtros diversos. Na pré-masterização. analisadores de espectro. chorus. Num programa com os recursos do Sound Forge. flanger. Mixagem sincronizada de áudio e MIDI Desde que surgiram os seqüenciadores MIDI. conversores. Seu home studio virou uma pequena mas sofisticada gravadora. corte os trechos em silêncio do início e do fim de cada música. ainda no tempo em que só havia fitas analógicas. além de ser ‘ouvido’. Otimize o volume com a função “Normalize”. outras são usados mais freqüentemente. são úteis não apenas porque permitem rápidas e radicais modificações no material gravado durante a produção. traduzidos em indesejáveis “clicks”.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 50 Edição. Use os comandos “Fade in” e “Fade out” sobre pequeninos trechos para o som entrar e sair sem sobressaltos. é só enviar seu som direto pra mesa. o conceito permanece. E o áudio é modificado no HD. mas às vezes altera alguns timbres. Planeje sempre a seqüência correta dos recursos que vai usar em cada etapa. fade in/out. as pistas de áudio e MIDI são automaticamente sincronizadas pelo programa. abra a tela do Noise Reduction. Salve seus arquivos wave pré-masterizados e grave o CD usando o programa que vem com o gravador ou o plug-in “CD Architect”. ou editamos toda a pista. usamos os processos de sincronização entre eles e os gravadores multipista. clique em “Get”. quando os seqüenciadores se tornaram também gravadores de áudio. dinâmicos (compressor ou Dynamics/Graphics. As pistas acústicas também vão pra mesa. Reduz sensivelmente ruídos e vazamentos. Cada uma através de uma interface apropriada. servem para expandir a quantidade de pistas do estúdio. . remoção de “clicks”. podemos seqüenciar comandos MIDI ou gravar sons acústicos e elétricos. Não é preciso gravarmos o áudio de um teclado ou módulo que permanecerá no estúdio: se ele pode ser “tocado” pelo seqüenciador sempre que dispararmos o gravador. Habilite a função “Undo” (refazer) para poder experimentar os recursos sem perder o original. graças à economia que proporcionam: os sons dos instrumentos eletrônicos não são gravados. Algumas só numa ou noutra etapa. equalizadores (gráfico e paramétrico). Mais que tudo. marcamos facilmente um trecho de qualquer duração. Agora é só fazer a capa e as cópias. O som é ‘visto’ no gráfico. envelopes de volume e afinação. Hoje. No Sound Forge há todo tipo de processadores de efeitos (reverber. mute. Os efeitos em geral são ótimos. o SMPTE/MTC e o MIDI clock. Aguarde e confira. mas enviados diretamente das suas saídas de áudio para a mesa de mixagem. Nas suas pistas. A chamada edição não-linear não depende da execução da música. wah-wah). noise gate).

saídas de áudio da placa de som ou do gravador mais as saídas do sintetizador para os canais de entrada da mesa. mas a mesa externa é necessária para conectarmos os sintetizadores. pode ocorrer um aparente paradoxo. sem afetar os outros sons do teclado. essa economia pode representar até cem por cento do que seria consumido. Saídas de áudio estéreo da mesa (master) para entradas do gravador estéreo ou placa de som. MIDI out da placa MIDI para MIDI in do gravador digital. Plugados aos canais de entrada da mesa. MIDI out da interface ou do seqüenciador para MIDI in do sintetizador. É claro que há exceções. portanto: MIDI out do instrumento controlador para MIDI in do seqüenciador ou da interface MIDI. usando MMC. O programa pode ter uma outra mesa. Em certas produções. Se o seu sintetizador multitimbral só contém um par de saídas estéreo e você precisa dar um tratamento especial a um dos sons através da mesa – por exemplo. As conexões são. flexibilidade na experimentação dos timbres eletrônicos (que podem ser modificados depois de seqüenciados) e economia de espaço no HD ou nas . virtual. Se gravamos o áudio multipista no micro e depois mixamos tudo masterizando em estéreo no próprio micro. E o conceito do número de canais do estúdio fica ultrapassado: estamos atingindo a era dos infinitos canais. MIDI out do gravador digital para MIDI in da placa MIDI ou seqüenciador. Essas conexões se aplicam às mesas analógicas e digitais. Lembre-se: os teclados e módulos MIDI ficam mesmo fora do computador. equalização e controlar o volume e pan manualmente ou automaticamente. sync out da placa MIDI para a entrada do último canal do gravador de fita e a saída deste canal para sync in da placa MIDI. podemos acrescentar efeitos. que auxilia no processo de automação da mixagem. a mesa externa é necessária para reunir os sintetizadores ao áudio gravado. Quando só gravamos pistas de áudio o programa pode mixar tudo pela sua mesa virtual. no caso do SMPTE. As conexões de sync podem ser. e acrescente os graves no equalizador do canal apropriado. Por isso precisamos mixar tudo externamente. Por outro lado.grave este som numa pista de áudio à parte e depois desabilite (mute) a pista MIDI original. Saídas de áudio da mesa (submasters ou direct outs) para entradas de áudio do gravador ou da placa de som. Agora envie para a mesa o som da pista de áudio com o baixo. no caso do MTC ou MIDI clock. num canal independente do teclado. Com a mixagem das pistas de áudio gravadas e dos sintetizadores “ao vivo”. a partir de então. ganhamos em número de canais. Seja numa mesa analógica ou numa digital. tanto os sintetizadores e samplers quanto os canais de saída do gravador ou da placa de som terão. O som das pistas de áudio sai do computador. um reforço nos graves do contrabaixo -. é mixado numa mesa externa e retorna em estéreo para o micro. que devem ser em número suficiente. com o som estéreo já saindo pronto do instrumento para o DAT ou placa de som. A grande vantagem de mantermos os sons eletrônicos como pistas MIDI durante todo o processo de gravação é que não gastamos espaço do HD ou da fita com esses sons. o mesmo tratamento. mas quando sincronizamos essas pistas a outras de MIDI.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Na mesa é que misturamos todo o 51 material. podemos mixar tudo internamente pelo seqüenciador. numa produção só com sons seqüenciados de um sintetizador.

Estamos falando de interfaces como as Event Electronics Layla. ou RCA. Também é possível mixar os sons internamente no computador. Modelos como a Digidesign Session 8. elas livram o pequeno estúdio do pesadelo que era enviar todos os sons por um único e estreito cabo estéreo com conector de 1/8" (de fone de ouvido). Agora. especialmente se você vai sincronizar um gravador externo ou se tem vários sintetizadores. uma gravação multipista no computador exigia pesados investimentos em interfaces profissionais de áudio. a Creamware TripleDAT. conectam e convertem múltiplos canais analógicos e digitais com qualidade profissional de som e facilidade de operação e instalação. a Ensoniq PARIS e a E-Mu APS. As novas placas de som Até cerca de um ano atrás. de novos e antigos fabricantes. se seu computador está sobrecarregado com muitas pistas gravadas para processar. contra alguns bytes de uma pista MIDI). Fábricas como a Opcode. precisamos de uma mesa com canais em quantidade suficiente para mixar todos esses sons. Elas são perfeitamente compatíveis com as placas de áudio. E todas elas custam algumas centenas de dólares. é muito interessante o uso de uma mesa de som externa. Gina e Darla. para processar os canais gravados no micro. MOTU e MidiMan têm modelos baratos. caso das placas de multimídia. que fornecem efeitos e outras ferramentas de edição. a MOTU 2408. Com processamento interno e conexões digitais de 24 bits e conversores AD/DA de 20 bits. provavelmente você precisará usar uma interface em separado para ligar seus sintetizadores. a Soundscape HDR1 ou a Yamaha CBX-D5 chegavam ao mercado por milhares de dólares. A maioria dos novos modelos é compatível com os programas de gravação e edição de áudio mais usados. como também com os plug-ins DirectX. o Sound Forge. mas. A mesa externa traz agilidade à mixagem e acrescenta os recursos dos processadores "físicos" de sinal aos recursos dos programas. além das conexões digitais). O pequeno estúdio agora perdeu a conta dos canais que tem. onde unimos os sons dos sintetizadores seqüenciados às pistas gravadas. Novas placas e interfaces externas. Esta nova categoria de placas profissionais abaixo de mil dólares traz ainda uma vantagem sobre as antigas e caras concorrentes. Ou seja. o Cubase e o Logic. contenham conexões MIDI. . A mais usada é a barata (menos de 300 dólares) e já tradicional Opcode MQX-32(M). Em contrapartida. todas permitem gravação simultânea de múltiplas pistas de áudio através de suas entradas. como a Layla. Embora alguns modelos. pouco mais que uma plaquinha multimídia ou um porta-estúdio cassete.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 52 pistas de áudio (o áudio profissional consome pelo menos 5 MB por minuto. É aconselhável o uso de uma placa multi-portas (vários MIDI ins e outs). como o Cakewalk. como vimos no artigo anterior. você ainda pode usar seu velho reverber ou compressor através da mesa. de poucas centenas de dólares. esta barreira foi vencida. pelas suas diversas saídas de som. algumas dessas baratas interfaces superam em muito suas antigas e caras concorrentes. Com algumas diferenças. além de monitoração e mixagem numa mesa de som externa. compartilhados pelos diversos programas. Com conectores profissionais ou semiprofissionais ("banana" de ¼" balanceado ou não.

o seqüenciador "aprende" a tocar a música. contém os três. Novos e infinitos timbres para os arranjos. como um robô ou uma mão invisível. Sonorizamos programas multimídia e sites da Internet. Das saídas da mesa (subgrupos ou saídas diretas) para as entradas da placa e das saídas da placa para os canais de entrada da mesa. As pistas que saem sozinhas por um canal podem ser processadas inteiramente pela mesa e seus periféricos. podemos tocar em vez de escrever. todos plugados à mesa de som. Isto ocorre porque cada take de áudio gravado é um diferente arquivo. poupando a memória do computador. Partituras que se escrevem automaticamente. sua nova placa oferece vários canais de entrada e saída. Sincronizamos gravadores e seqüenciadores. são a mais completa tradução dessa tecnologia ainda revolucionária. Ligando dois ou mais sintetizadores. quanto mais rápido for seu hard disk. vamos conhecer melhor esses recursos. registrado num diferente setor do disco. Pelos cabos MIDI só transitam mensagens. Afinal. aqueles sons não estão no hard disk. Os sons desses instrumentos continuam sendo gerados por eles. em forma de dados digitais. No programa de gravação. Registrando esses dados e o momento em que cada ação se dá. onde desenvolvemos os arranjos e que permitem a troca dos timbres eletrônicos mesmo depois de gravados. Com MIDI. um único teclado. Por isso. Se gravamos mais pistas que a quantidade de canais da placa. efeitos e timbre no próprio programa. um instrumento controlador e um gerador de som. e quando.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 53 Conecte sua mesa à placa de som do mesmo modo como a ligaria a um gravador de fita. Na verdade. Acionado o PLAY. A partir deste artigo. agrupamos algumas delas pelo mesmo canal. Só não grava som. expandindo o estúdio. mas saindo "ao vivo" dos próprios instrumentos. mas você pode gravar um número bem maior de pistas no programa. só estamos registrando comandos musicais. podemos modificar a cada instante o canal da placa que será usado por cada pista. o número de pistas gravadas não dependem mais delas. ele "toca" os sintetizadores. Mas os seqüenciadores. que dizem aos equipamentos quais notas. Às vezes. dosando níveis de volume. precisa de uma placa . mesmo quando gravamos um arranjo MIDI num seqüenciador. misturamos seus timbres em novas sonoridades. será capaz de gravar/reproduzir mais pistas que este. O estúdio MIDI básico tem um seqüenciador. bem mais rápido que um do tipo IDE. A adição de um sistema MIDI ao estúdio faz essas e outras. como um ADAT. O Sistema MIDI O milagre da multiplicação dos canais de gravação. apelidado de workstation. Automatizamos mesas de mixagem. pedais ou botões são acionados pelo músico. A velocidade de gravação e leitura do hard disk é que define quantas pistas podem ser gravadas e reproduzidas simultaneamente. com muito mais ferramentas de edição. podemos fazer muitas coisas. Mas um seqüenciador em software. A cabeça de leitura e de gravação tem que saltar pelo HD para dar conta simultaneamente de todos esses pesados arquivos de som. Um HD Ultra Wide SCSI. os arquivos MIDI são muito mais leves do que o áudio gravado no computador. ao tocarmos um instrumento. Na edição de partituras. Com essas novas interfaces e as versões atuais dos programas. através dos cabos MIDI. Assim.

mais 16 canais independentes. Os geradores de som são sintetizadores. Controlador é o instrumento MIDI em que realmente tocamos. Os instrumentos ditos multitimbrais são capazes de operar em muitos canais ao mesmo tempo. como o piano e o baixo. por dois cabos. módulos. para tocar sons de outros aparelhos. conectamos o MIDI thru do primeiro ao MIDI in do segundo. Veremos como compensar os atrasos gerados pela guitarra MIDI e outras dicas de operação. Ligamos o MIDI out (saída) do controlador ao MIDI in (entrada) do seqüenciador ou da placa MIDI. Os programas multimídia e as home pages usam sempre os padrões General MIDI (GM). violão. ajuste cada um para operar num diferente canal e temos uma orquestra de sintetizadores. Num computador. Instrumentos Controladores MIDI "Não uso seqüenciador porque não toco teclado!" Esta é uma frase muito repetida pelos músicos que não conhecem os controladores alternativos. Tocamos num teclado. Essa música soa através dos sintetizadores. aquele onde o músico executa a sua performance. E o MIDI out do seqüenciador ao MIDI in do primeiro sintetizador. uma lista unificada de 128 timbres. canal por canal. Cada porta tem um conector e 16 canais. O MIDI thru é uma saída usada para retransmitir a outro instrumento as mensagens que entram pelo MIDI in. Eles suprem as necessidades de todo tipo de instrumentista. sax ou outro controlador MIDI. Seja qual for o seu. O controlador pode ser mudo. e Standard MIDI Files (SMF). conectamos a saída MIDI out do instrumento à entrada MIDI in da interface. Para termos mais de 16 canais. Podem ter forma de teclados. usando um canal para cada instrumento. guitarra. por exemplo. São acionados pelo controlador e pelo seqüenciador através dos canais MIDI. num total de 32 canais. um abraço. samplers e demais instrumentos MIDI. São totalmente compatíveis com os diversos sistemas. Com duas portas enviamos mensagens. Tocando no controlador. ele aciona os geradores de som e alimenta o seqüenciador com as partes do arranjo. uma a uma. samplers ou simples arquivos de sons pré-programados. Certos sintetizadores e as placas ou interfaces MIDI profissionais para computadores são multiportas. Pelo cabo MIDI as mensagens transitam codificadas em 16 canais independentes. ou pode gerar sons próprios. ligue o MIDI thru de cada gerador ao MIDI in do seguinte. Um sintetizador MIDI de teclado. Até lá. funciona ao mesmo tempo com .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 54 ou interface MIDI instalada no computador para conectar os instrumentos. o que é uma grande economia. Enviem correspondência para a Backstage. cada parte num diferente canal. O seqüenciador toca 16 sintetizadores numa cadeia ou rede em que cada um soa como uma diferente parte do arranjo. Para ligar os outros geradores de som. usamos várias portas MIDI. Cada nova porta. Agora. indicando a seção Home Studio. Daí pra frente. placas multimídia ou pedaleiras.mid. ‘gravamos’ (seqüenciamos) a música pista por pista. Os instrumentos controladores MIDI e a operação dos diferentes módulos geradores de sons são o assunto do mês que vem. violino. bateria. baixo. arquivos MIDI salvos por qualquer seqüenciador usando a extensão .

baterias de muitos formatos. não tem a exatidão de uma tecla. Yamaha e Zeta produzem diversos modelos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 55 as funções de controlador e módulo de som. Cada tipo de controlador tem suas próprias características. muitas vezes. Para adaptar melhor a técnica instrumental de cada um à transmissão de dados musicais via MIDI. que primeiro reconhece a freqüência fundamental de cada nota tocada. para programar as baterias e percussões. realizar certos encadeamentos harmônicos e outras facilidades típicas desse tipo de intrumento. Sem isso. É melhor tocarmos bateria eletrônica por meio de pads do que nas cordas de uma guitarra MIDI (embora seja possível). já que cada tecla tem um contato eletrônico. instrumentos de sopro. indicando a seção Home Studio. Enquanto um teclado transmite a nota imediatamente ao tocarmos. mas os pads não nos permitem tocar violino. O teclado agora só emitirá sons quando assim determinarmos no seqüenciador. precisa tomar decisões como esta. Esta configuração permite que usemos o teclado para controlar (tocar) o som de outro instrumento. antes de fazer a conversão do som para uma nota MIDI. a guitarra usa um conversor. vibrafones etc. Na maioria das vezes. marque o trecho e arraste-o com o mouse um pouco para a esquerda. como de qualquer instrumentista de cordas. Até lá. sem que seu próprio som atrapalhe a execução. convém ao músico dispor de um. o músico pode compensar esses atrasos de duas formas: quantizando ou adiantando o trecho. Este conversor tem que aguardar que se complete um ciclo da onda sonora da corda da guitarra. Fábricas como Roland. um abraço. Só que o dedo do guitarrista. devido à dificuldade de reconhecer a afinação da nota executada. existem inúmeros tipos de controladores alternativos. marque o trecho no seqüenciador e acione o comando <Quantize>. procurando manter também um teclado. escolhendo a resolução correspondente à menor figura rítmica utilizada. e pior com outros. deve ser encarado como se fossem duas partes distintas do estúdio: o controlador e o módulo. Para antecipá-lo. violões. As duas operações são muito fáceis. Além do controlador de sua preferência. violas. veremos a operação dos diferentes módulos geradores de sons. As guitarras MIDI podem causar um certo atraso na transmissão dos dados. e a guitarra. por exemplo. dá certo. tocados através dele e do controlador alternativo. Esse teclado pode ser mudo ou conter os sons que serão seqüenciados. violoncelos. em forma de guitarras. Para quantizar. . um Fa é mesmo um Fa ou é um Mi que foi esticado pelo pitch bender? O conversor. ele fica mudo. Facilmente desligamos a função Local (LOCAL OFF) no teclado e conectamos dois cabos MIDI entre ele e o computador: out para in e in para out. Para executar bem as duas funções. Mês que vem. Enviem correspondência para a Backstage. porque é comum que a corda fique ligeiramente esticada quando é tocada. O músico deve escolher aquele controlador que melhor se adapta à sua técnica instrumental. Ao seqüenciar cada parte do arranjo numa guitarra controladora. Então. violinos. Cada controlador combina melhor com certos timbres. sim. para identificar a nota tocada. O teclado e o mouse não são os únicos meios de registrarmos a música num seqüenciador. mesmo que não toque teclado. para só então convertê-la numa nota MIDI e transmiti-la a um sintetizador ou outro aparelho.

o MP3 é ideal para a transmissão de som pela Internet. a indústria fonográfica está tentando. há uma ligação direta entre os artistas e o público. pode ainda divulgá-lo e distribuí-lo diretamente ao público. apareceu na Internet. 12 vezes menor que os arquivos WAV.O arquivo de som MP3 se torna símbolo da liberdade de expressão. as grandes gravadoras. Só quem tem o direito de julgar o seu talento é você mesmo e o seu público. pôr uma tampa no verdadeiro caldeirão de música líquida que. certo? Errado.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 56 Piratas à Vista! . Com ele. passivamente." do jornal O Globo. Com qualidade próxima ao CD. que têm tentado todas as formas de banir o MP3. Para algumas centenas de artistas de sucesso no show business brasileiro. a maioria dos criadores aceita. Trata-se de uma jogada de marketing que tenta desmoralizar (para poder proibir) os arquivos de som com fácil trânsito na Grande Rede. o roubo do vinho pelos engarrafadores. vem desmascarando a duvidosa ética da indústria a respeito do MP3.. e vários artistas de renome. equivocados ou pensando mais em seu quinhão do que na liberdade de expressão. Os contratos estabelecem. é preciso que um diretor artístico aprove o seu trabalho e autorize o seu lançamento em disco. Lutam ferozmente para garantir a própria sobrevivência. O MP3 tem suscitado um feroz debate na Internet. Os músicos podem interagir diretamente com os fãs. letrista do Grateful Dead e professor de Direito em Harvard. Seu poder de fogo é grande. esta também tem sua reação: a indústria. "Pois isso está para mudar. a maioria se desestimula e o público nem chega a conhecer seus trabalhos. Abro aspas para ele: "Graças à efervescente popularidade do formato MP3. vêm brandindo a bandeira da luta contra a pirataria. como pagamento pelas suas obras. conservando . prometi abordar os módulos MIDI. alegando estímulo à pirataria. Com a Internet. Há semanas. O que está em jogo aqui não é a pirataria. pouco mais de 5% do valor gerado pelas vendas. muitos até desistindo da profissão? Sem o respaldo da indústria. Cora Rónai. Mês passado. Cada artista é sua própria gravadora e distribuidora. além de gravar e finalizar um trabalho musical. sem intermediários. mas um assunto muito urgente impôs um adiamento. usando um home studio e uma conexão à Internet. de repente. Em 28 de junho. Como essas entidades gigantescas controlam a única mídia disponível para uma ampla distribuição desses mesmos trabalhos. um home studio. além de diretor da Electronic Frontier Foundation  EFF  . Sempre parasítica.) vem se aproveitando do natural desejo dos músicos de serem ouvidos para impor-lhes contratos que os separam da propriedade intelectual dos seus trabalhos. publicou uma carta-manifesto de John Perry Barlow. O MP3  ou os formatos que o sucederem  é a grande revolução democrática no universo ditatorial da indústria do disco. Ao longo de todo o século XX este julgamento coube aos executivos de algumas gravadoras multinacionais. desesperadamente. mas a previsível redução da influência dessas empresas sobre o mercado. Mas são justamente esses intermediários. na mídia impressa e até nos parlamentos do Primeiro Mundo. a editora do caderno "Informática etc. defendendo o seu monopólio. Para um artista ou uma banda tentar o sucesso. esta indústria (. e mudar rápido. que luta pela liberdade de expressão na Web.. mas a maioria silenciosa já se prepara para reagir à altura. quantos milhares (milhões?) ficaram de fora. Como toda revolução.

"No ano passado. ganhando a vida com um volume de vendas que as grandes gravadoras considerariam pequeno demais para valer a pena. Eles podem ser maiores do que nós. Depois.org/cafe/>. edite a música. as gravadoras conseguiram passar pelo Congresso dos EUA diversos projetos de lei grotescos. nossas gravações serão apresentadas e vendidas diretamente dos produtores aos milhões de consumidores. público e provedores de mídias virtuais contra as indústrias de gravação e divulgação. Cara-Pálida? Como publicar sua música na Internet Só faltavam estes dois detalhes para cada Home Studio vir a ser a própria gravadora do músico: a divulgação e a distribuição. basta gravar e depois salvar o novo arquivo no formato <. para posterior redução de ruídos. É fácil e pode ser grátis! Primeiro. como o Sound Forge. Finalmente. depois disso. hospede seu arquivo num web site e divulgue-o nas ferramentas de busca da Internet. grave. Sua música foi mixada para uma fita ou para dentro do computador. com a fácil circulação de sons pela Grande Rede. Há mais informações em <www. em quase toda esta Edição Especial da Backstage. mixe e finalize a sua música.eff. se ainda não o tiver feito. Criar. até mesmo a divulgação de arquivos de MP3 de domínio público. sem intermediários. Usando um programa de gravação. só me resta perguntar às gravadoras: quem é o pirata. "Acontece que ninguém pode ser dono da liberdade de expressão. usando um programa encoder (conversor). como sempre. criminalizando o que elas determinam ser violações de direitos autorais.sonicfoundry. A EFF tem tido um sucesso fantástico no processo de impedir que diversas nações e Estados calem o ciberespaço com mordaças legislativas. num arquivo <. Agora. Caso ela ainda não esteja em seu HD. gravar.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 57 o copyright dos seus trabalhos e. mixar e finalizar músicas são assuntos que já estamos debatendo há anos nesta coluna e. a EFF deu a largada num movimento chamado CAFE (sigla. para que todos o conheçam. Para impedir este holocausto artístico. eventualmente. (.. Por isso. a menos que a expressão em questão seja de sua própria lavra. copie-a para o seu computador. Então. para desfazer essa impressão. para organizar artistas. E está mesmo. Parece complicado? Vejamos cada passo da operação. podendo ainda estar num CD ou mesmo num disco de vinil. .) Pior: as empresas tentaram impedir. de resto.. judicialmente. vamos direto aos próximos passos.wav>. Mas precisamos da ajuda de todos para que continue assim. "Algo realmente importante está acontecendo. CD player ou toca-discos nas entradas da placa de som. A mesa de som é útil para ajudar a nivelar os volumes." Bem.com).wav>. Basta plugar as saídas estéreo do gravador. da Sonic Foundry (www. mas ainda há certas vantagens em se estar com a razão. para consórcio para a liberdade de expressão audiovisual). transforme o arquivo WAV em MP3. copie-a para lá. adequando-a às limitações do novo formato. crie. Depois. Mande o som para a mesa e dali para a placa de som. em inglês. Deixe pelo menos um segundo de silêncio no início.

Estes são alguns sites que hospedam home pages gratuitamente: <www. aumente o volume com o recurso Normalize e. Não esqueça de indicar o seu e-mail na home page. 22. <www. ajustamos o volume e cortamos o início e o fim da música.com>. levando os picos a -0.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 58 A edição. É por ali que seus fãs vão entrar em contato com você. usando os recursos do próprio Sound Forge ou de um programinha como o WinDAC32 (www.br) na FAPESP (www.seunome. Provavelmente. equivale à pré-masterização de um CD. você ficará cada vez mais surpreso com o alcance e o retorno desta empreitada! . marque o trecho inicial de silêncio e use um plug-in como o Noise Reduction. tiramos os ruídos de fundo. que é gratuito mas leva algumas semanas. é bom que seu endereço seja visto nos portais. e o registro é automático e imediato. também da S. deixando no ouvinte um gostinho de "quero mais". Além dos amigos do chat.mp3>.altavista. Caso pretenda começar a vender as cópias de suas músicas.com) é gratuito. Nessa fase. Se der.ftpx.com). só que em inglês. Quanto melhor o som. você vai preferir mostrar gratuitamente apenas trechos de suas músicas. você pode optar por enviar arquivos MP3 online (por e-mail ou com sofisticadas ferramentas de comércio eletrônico) ou mandar os CDs pelos Correios (o CD por SEDEX). se ele disponibilizar hospedagem. Depois. aqui. À medida em que a Internet se acelera.winamp. Salve novamente o arquivo <.com>. use também o compressor. usando um player como o WinAmp (www. a custos relativamente baixos.br).geocities. Foundry.xoom. com outro nome. Escolha a passagem mais significativa. Para reduzir ruídos de fundo.windac. Eles também permitem criar páginas online.org. Um bom e claro livrinho é o "Aprenda a fazer sua home page". Nele você encontra informações sobre como solicitar o registro. contrate um bom provedor brasileiro para hospedá-lo e registre seu próprio domínio (tipo www. O principal portal brasileiro é o Cadê?.de) ou o Audioactive Production Studio (www. de colocar as músicas em sites dedicados à divulgação de novos artistas e bandas.audioactive. para reaproveitar mais tarde o arquivo original.com>. marcando os trechos e executando os respectivos comandos no programa de edição. Há ainda a opção.com. Publique o site com os arquivos no seu próprio provedor.wav>. mais simples. mas há muitas páginas brasileiras que ensinam a linguagem gratuitamente. Procure no Cadê? (www. Para criar um web site você precisará conhecer um pouquinho da linguagem HTML. as ferramentas de busca da Rede.com).com. de Marcos Cabral Resende (Ediouro).cade. Envie os arquivos para a rede através do programa FTP Explorer (www. O gigantesco portal americano AltaVista (www. Há diversas opções de qualidade sonora: 44. Se preferir fazer um site mais profissional.5 dB. <www. após a comprovação do depósito bancário. Converta seu arquivo editado para o formato <.br). com manual de instruções.fapesp.com>.com).1 kHz/16 bit. adicionando os arquivos MP3 saídos do forno. Aguarde uns minutos e confira o resultado. Uma vez no ar. mas corte-a iniciando com um fade in e terminando em fade out.tripod. se possível. seu site precisa de divulgação.angelfire. maior e mais lento o arquivo que vai navegar pelo mundo.05 kHz/8 bit e várias outras. <www. peça ajuda a um amigo ou ao seu provedor Internet para confeccionar seu web site.

Vamos gravar.cakewalk. vamos aprender a dominar as principais técnicas da edição do áudio digital. clicamos em <Noise Reduction> (Fig. Agora vamos salvar o arquivo em <File> <Save as. clique em <Stop> (mesmo botão) e em <Close> para fechar a janela. Ative <Monitor> e mande o som para a entrada da placa. Clique na tecla <Rec>.. o que significa que pode ser acrescido de inúmeros recursos – efeitos. este plug-in é aberto no próprio Sound Forge.>. primeiro vamos normalizar os seus picos. Com as novas interfaces e placas de áudio de 20 e 24 bit com qualidade sonora profissional e custo relativamente baixo. monitorando-o nos LEDs e controlando o volume pela saída da mesa. Ao terminar. 16 bit. 1). Gravando. Habilite <DC adjust>. compressores. 3). verifique o tempo de gravação disponível em seu hard disk e mãos à obra. É compatível com plug-ins Direct X. grave de novo mais baixo. 2) ajustamos o limite dos picos em –0. reduzir ruídos. como o chiado de um disco de vinil ou fita cassete ou ruídos gerados pelo equipamento. Para que o material fique no máximo volume possível (0 dB).5.1 kHz. os plug-ins. Podemos. Em <Mode> escolha se cada take será gravado numa janela independente ou não. Desenvolvido pela própria Sonic Foundry. atualmente na versão 4. os home studios realizam esses mesmos trabalhos em seus PCs.50 dB e escolhemos o modo <Peak level>. ruído puro) arrastando o mouse sobre ele. Além de finalizar arquivos de som para CDs de áudio. Contudo. Música para CD é sempre estéreo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Gravação e Edição no PC 59 Masterizar um CD. Reduzindo ruídos. Outras aplicações usam outros formatos. editores de CD.wav". podemos reduzir bastante o seu nível através do programa Noise Reduction. A partir deste artigo. comprimir a dinâmica e cortar o início e o final.produzidos por diferentes fábricas. Se a gravação contém um ruído de fundo constante. Em <New.5 dB. O Sound Forge <www.. 44. aguarde dois segundos para começar o som (vamos precisar desse trecho de silêncio mais tarde) e observe o movimento dos LEDs. Nossas principais tarefas são nivelar o som.> definimos se o arquivo será mono ou estéreo. mixagem e processamento de efeitos em tempo real do Cakewalk e os recursos de edição não-linear do Sound Forge.. Internet e outras aplicações. Em seguida.com>. vamos limitar estes picos a –0. restaurar antigas gravações e editar pistas de áudio no computador já não são mais tarefas exclusivas de grandes estúdios de última geração. multimídia. é o mais usado e um dos mais completos editores de áudio para Windows. Em <Process> <Normalize> (Fig. Arquivos estéreo ou mono podem ser gravados diretamente no Sound Forge. Atua por uma análise dinâmica das freqüências do ruído. conversores e outros -. 8 ou 16 bit e sua taxa de amostragem. usando programas como o Sound Forge (Sonic Foundry) e o WaveLab (Steinberg) incrementados por fantásticos programas acessórios. Podemos começar a edição. Primeiro marcamos o trecho inicial (1 a 2 segundos) de silêncio (na verdade.com>. Se acender a luz vermelha com a palavra "Clip". para que não tenhamos surpresas como distorções em certos aparelhos de som. dando-lhe um nome como "Som1. equalizadores. O comando <Get> mostra o gráfico . ele ainda edita as pistas registradas em um software de gravação multipista como o Cakewalk Pro Audio <www. no menu <Tools>. filtros. usar em cada pista os recursos de gravação..sonicfoundry. Clicando na "tecla" <Record> abrimos a janela que configura a gravação (Fig. portanto. Normalizando.

Aliás. podemos transformar um PC num poderoso e completo sistema de gravação. Você pode usar o compressor do Sound Forge. Agora. Comece experimentando com o Threshold em –10 dB. o que fazer com todos esses canais? . uma excelente opção é o plug-in L1 Ultramaximizer. Faça o mesmo no final. Ouça todo o material antes de dar <OK>. as companhias de energia elétrica. Instalado no micro. Para saber o ganho de saída. podemos ouvir o que vai realmente ser retirado. clicando em <Keep residue> e <Preview>. Depois. Cada mídia de gravação aceita uma diferente dinâmica. mas lembrando sempre de não ultrapassar o limite de zero dB (ou –0. desabilite o <Keep residue>. Antes de dar OK. tente outras regulagens. num mercado que não pára de se expandir. Durante a operação. marque outro trechinho e clique em <Process> <Fade> <Out>. portanto devemos atuar com os ouvidos bem atentos. já que estamos no domínio digital. ligue o <Preview> e vá movendo o <Threshold> enquanto ouve a música até achar a atenuação ideal dos picos de volume. Dinâmica são as variações de volume ao longo do material gravado. só falta cortar as pontas e salvar o arquivo. marque um trecho bem curto (centésimos de segundo) do início e acione <Process> <Fade> <In>.5 dB. <Ratio> (taxa de compressão) e <Output gain> (ganho de saída) como num compressor tradicional em rack. Por exemplo. Seu arquivo está editado. Ouça sempre o material do início ao fim após comprimir. desfaça <Edit> <Undo> e refaça a operação.5). da Waves (Fig. Nas setinhas à esquerda do botão <Get> escolhemos um nível maior ou menor de redução. salve a todo instante durante a edição. Para não começar a música com um estalinho. Ao final. T é o valor do threshold (em dB) e R é a ratio. Endereçamento dos canais de áudio Com uma interface de som e um programa de gravação multipista.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 60 com as freqüências do ruído. sons de baixa intensidade num CD podem sumir numa fita cassete. em busca de distorções no áudio. os timbres do material gravado soam um tanto deformados. ele se abre no Sound Forge pelo menu <DirectX>. Ouça como ficou. Ajuste os controles de <Threshold> (limiar da compressão). mas de reduzir o ruído.5 dB.5 dB. Marque o trecho inicial de silêncio e aperte a tecla <Delete> no teclado do micro.. aplique a seguinte fórmula: G = -T/R. Ajuste apenas o <Out Ceiling> (nível máximo) em –0. ative <Real-time>. Agora só falta salvar. Não se trata de eliminar. Comprimindo a dinâmica. Quando reduzimos o ruído em mais que 10 dB. como sugerimos). Para quem quer uma boa compressão sem ter que fazer contas. Para que a sua música fique bem audível é provável que você tenha que comprimí-la um pouco. 4). Cortando. Sim. instalada a interface. Há modelos fantásticos de interfaces de áudio. A segurança de nosso trabalho tem vários inimigos: os conflitos do computador. <Apply to all> garante a redução em todo o arquivo. mas. Ok. relativamente baratas e com vários canais de entrada e saída.. clicando em <Effects> <Dynamics> <Graphic> (Fig. o ajuste de Ratio em 4:1 e o ganho em 7. onde G é o ganho. Se não for suficiente.

Como vimos. além do mais. ligamos essas saídas aos canais de entrada. A outra ponta dos cabos entra nos inputs da placa de som. Esta maneira de trabalhar é bem semelhante à já tradicional técnica do sync time code sincronizando um gravador de fita e um seqüenciador MIDI. E. As pistas de áudio podem consumir milhares ou milhões de vezes mais memória do computador que as pistas MIDI. conectamos as saídas da placa de som aos canais de retorno de gravação (Mix-B) da mesa. . A maior diferença é o peso de umas e de outras. Em vez disso. que são dispositivos externos. poupamos o HD e a memória. uma voz. a partir de trezentos dólares e em todas as faixas de preço. Primeiro.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 61 Na maioria dos sistemas de gravação em PC encontrados atualmente nos estúdios. Aproveitamos para plugar também os teclados MIDI na mesa. não são gerados pelo computador. Programas como Cubase VST (Steinberg). não ‘sai de dentro’ do computador. para todo tipo de necessidade e orçamento. Só que as fontes sonoras são endereçadas às saídas da mesa. Só então retornam ao computador. mandamos todos os sons. vejamos como mandar os sons dela para a placa (interface) e como mandar de volta os sons do computador para a mesa. os instrumentos MIDI não serão enviados a essas saídas. seu som. sai por um subgrupo ou direct out. lado a lado com as fontes sonoras. onde serão mixados. o computador está recebendo os sons que vêm da mesa. entra na placa de som do computador. entra no canal da mesa. ligamos as fontes sonoras nos canais de entrada da mesa. na ausência destes. em vez de pouparmos pistas da fita. este sim. as saídas diretas dos próprios canais de entrada ou mesmo. agora como um arquivo estéreo (wave). que podem ser os subgrupos. captada pelo microfone. sintetizadores ou baterias eletrônicas. Na ausência destes. O que causa a confusão é que as placas de multimídia usam a mesma saída (line out ou mesmo speaker out) para o áudio gravado no HD e o seu próprio sintetizador MIDI. Depois. Assim. Refazendo os caminhos do som. pelas entradas da interface. enviamos esses sons aos canais de saída. Os objetivos são os mesmos: economia e liberdade de edição. mas sim da própria placa. Microfones. Decidido o uso da mesa de som. para que sejam monitorados e mixados. razão pela qual evitamos gravar o áudio de samplers. O áudio gravado no hard disk.. Mesmo que seja o sintetizador de uma placa de multimídia. enquanto que esses retornos de gravação são enviados à seção máster da mesa. Eles saem dos sintetizadores. A mesa é um item central e indispensável em todo sistema de gravação.. Existem modelos compactos de primeira linha. apenas os microfones e demais instrumentos. os masters. não dá mesmo pra plugar a guitarra ou um bom microfone na entrada “mic” da placa de multimídia. usamos um misto de gravador multipista de som e seqüenciador MIDI de sintetizadores. Os sons MIDI. instrumentos elétricos e eletrônicos são conectados às diversas entradas. embora seqüenciados através do programa. Logic (Emagic) e o popular Cakewalk Pro Audio são o que há de melhor nesta área. tecnicamente. é gerado ‘dentro’ do computador. por exemplo. Agora. juntamente com os teclados MIDI. Só que aqui. O que amplia a confusão é que tanto as pistas de áudio quanto as de MIDI podem ser produzidas por um mesmo programa. para a mesa (externa). dos teclados e da placa de som.

para a masterização do CD. Convém arrumar a ordem das colunas. o pan . No lado esquerdo da tela principal (“Track”). temos uma tabela que lembra o programa MS-Excel. os sons vão pelos subgrupos. Basta escolher a mesma saída em todas as pistas e definir o volume e o pan de cada uma. Assim. Escolhemos a entrada e a saída da interface que queremos usar para gravar e monitorar cada pista. com o mouse. Podemos agrupar os sons de várias pistas num par estéreo de canais de saída da placa. como se fossem uma só) e desligamos as entradas e saídas S/PDIF. nenhuma diferença entre estas conexões e as de um gravador multipista tradicional de rolo ou um ADAT. usamos todas as entradas e saídas analógicas das placas Gina e Layla (que aqui são usadas juntas. Habilite apenas aquelas que estarão conectadas à mesa ou a outros dispositivos. sai pela placa de som e retorna à mesa para mixagem. mais à direita. uma herança do seqüenciador MIDI. que também são pares estéreo. também optamos entre um canal ímpar ou par da placa de som. os diversos sons mixados em estéreo vão para dois lugares: o amplificador dos monitores e de volta para o computador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 62 é gravada no hard disk pelo programa. somando seus canais. No mais popular dos programas gravadores. abrindo assim a janela <Track Properties>. Na mesa. Em resumo. Com o mouse. com sua versão 9 atualmente em lançamento. como as de vozes e instrumentos. No Cakewalk. Isto facilita o endereçamento de pistas estéreo. O que falta é o software reconhecer essas entradas e saídas da placa de som. Neste caso. para deixar as mais usadas à esquerda. Há várias maneiras de alterar os valores dessas colunas. damos dois cliques na coluna desejada. em cada pista de gravação (linha horizontal da tabela). “Port” e “Pan”. Ou vários canais por um par estéreo de subgrupos ou um canal por um subgrupo. o Cakewalk Pro Audio. É ali que configuramos nossas entradas e saídas. no Cakewalk. Na saída do computador. escolhemos a entrada esquerda (left) ou direita (right) que recebe o som daquele subgrupo da mesa. que devem ter seus controles de pan virados totalmente. O pan 64 é o centro. Valores menores que 64 posicionam o som mais à esquerda e maiores que 64. Esses valores. se não vamos utiliza-las. as do Voice Modem e as do driver de jogos. um para cada lado. puxando-as pelo seu título. na mandada da mesa para a placa. Para a entrada e saída de pistas mono. No exemplo. giramos o pan do canal todo para a esquerda. Clicamos para marcar as entradas e saídas que queremos usar e desmarcar as que não queremos. ou todo para a direita. através das colunas “Source”. posicionando o <Pan> daquela pista todo para a esquerda <0> ou todo para a direita <127>. que só atribui essa escala de valores aos controles de volume e de pan. Até aí. usamos só uma entrada e só uma saída. variam de zero a 127. quando então vai para o master. Esse par de saídas chega a um par de canais da mesa. enviando um som pelos subgrupos. na janela <Drivers>. acessando o de número par. Dali. mantemos na mesa a estereofonia definida no programa. para escolher o subgrupo de número ímpar. os canais de som são configurados pelo menu <Tools> <Audio options>. Repare que as conexões são tratadas como pares estéreo de canais.

filtros e redutores de ruídos dos mais variados estilos e para as mais diversas aplicações estão ao alcance de um clique do mouse. geralmente um reverber ou um multiefeitos. Mas este milagre da multiplicação dos processadores é só o começo desta nova revolução. uma vez instalados na máquina. Por exemplo. Quando gravamos num estúdio convencional. rodando os botões e tudo o mais. Direct-X é uma tecnologia da Microsoft que permite que diversos programas do Windows aceitem os mesmos plug-ins. Muitos acabam improvisando soluções baseadas no uso de um único processador. Na mesa. A diferença é que podemos usar cada tipo de processador para diversas pistas gravadas. Efeitos. maior a quantidade de efeitos simultâneos. <Advanced> e ligue a opção <Enable Simultaneous Record/Playback>. Quanto mais avançado o computador. o Cool Edit ou o Samplitude e todos aqueles fantásticos processadores estão disponíveis em todos eles! São os plug-ins Direct-X. Infelizmente. Já um grupo de pistas saindo por um par de canais da placa tem seus valores de pan ajustados no programa. Na mandada da placa de volta para a mesa. <Audio Options>. o Sound Forge. Chegando à mesa. São os plug-ins. entre outros. ao mesmo tempo. cujos botões pan estão um para cada lado. usar uma sala grande para a voz.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 63 do canal vai todo para a esquerda ou todo para a direita. em regulagens variadas. Se tivermos necessidade de trabalhar com dois ou mais . dependemos dos processadores para acrescentar efeitos. Gravando no computador. em fita. entram por dois canais. o Cubase. Agora é a vez dos processadores de áudio. exatamente como no estúdio “físico”. usamos programas que permitem a edição desses efeitos. Que tal instalar um programa que contenha um rack de efeitos completo. para situar os diversos instrumentos e vozes em diferentes planos dentro da imagem estéreo. seu custo só permite que os home studios os colecionem pequenas quantidades. um gate reverber para a caixa e uma sala menor para o violão com o mesmo reverberador. mas também da quantidade desses aparelhos. compressores. ou mesmo o processamento em tempo real. o Logic. Será que eles imaginam que alguém possa não querer ouvir o playback enquanto grava novas pistas? Quem souber por que a Cake Plug-ins de áudio Direct-X Cada vez mais componentes do estúdio se mudam para dentro do computador. para usar em qualquer programa de gravação ou de edição? Você abre o Cakewalk. Por exemplo. Uma boa mixagem depende não só da qualidade. Por fim. posicionamos o pan à vontade. precisamos de vários reverberadores e compressores. Escolhemos no programa a entrada correspondente da placa de som. o Vegas. uma pista cujo som vai sozinho para um canal da mesa tem o pan ajustado no programa todo para um lado só. equalizadores. uma dica: se depois de tudo isto você não conseguir ouvir o playback do violão enquanto grava a voz. compatíveis com todos esse programas e com vários outros. surgem como novos recursos nos menus de todos os programas de áudio. melhorar os timbres e ajustar os níveis dos sons. os programas acessórios que. vá ao menu <Tools>.

DSP-FX.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 64 programas diferentes durante uma produção. invertendo a fase das freqüências da letra “S”. contendo 12 efeitos em tempo real: AcousticVerb StudioVerb Optimizer Aural Activator Pitch Shifter MultiTap Delay Tape Flanger Chorus . os mesmos processadores de sinal podem ser usados aqui e ali. analisadores de espectro. muitos deles com bem mais recursos (e melhor som!) que os racks de efeitos dos estúdios. qualquer que seja o programa de gravação utilizado. Dentre os mais badalados no momento. recursos com tamanha qualidade nesta quantidade só eram vistos em estúdios de grande porte. essa compatibilidade nos permite escolher os modelos preferidos. filtros. contendo: TrueVerb (reverberador) Q10 (equalizador) C1 Ccompressor C1 Gate S1 Stereo Imager (expansor da imagem estéreo) L1 UltraMaximizer (limitador de picos para masterização) Waves Native Power Pack Volume 2. • • • DSP-FX. São muitos os pacotes de plug-ins no mercado. efeitos. Sonic Foundry são algumas boas marcas de plug-ins Direct-X de sucesso. Waves. enhancers e vários outros. destacam-se: • Waves Native Power Pack Volume 1. Até pouco tempo atrás. são várias coleções de recursos oferecidas por cada marca. Cakewalk. que contém: Renaissance Compressor (compressão clássica) Renaissance EQ (baseado em equalizadores analógicos) MaxxBass (adiciona harmônicos para definir melhor o som do baixo) Deesser (isola e atenua a sibilância provocada pela letra “S” nas pistas de voz) SPL De-Esser Reduz a sibilância na fala ou no canto sem alterar o caráter original da voz. Opcode. Hyperprism. Expandindo incrivelmente as opções do produtor na execução das tarefas. acrescentando uma infinidade de efeitos aos programas “anfitriões”. com orçamentos milionários. Em geral. E que modelos! Grandes fábricas têm posto no mercado coleções incríveis de processadores dinâmicos. equalizadores.

Hyperprism Bass Maximizer • • • • . Sonic Foundry Noise Reduction Contém três plug-ins: Noise Reduction (reduz ruídos de fundo a partir da análise de suas freqüências) Click Removal (remove estalos de um disco de vinil. Contém gráficos para visualizar a compressão enquanto ouvimos o resultado. Detecta o pitch de uma voz ou instrumento em tempo real e o corrige se necessário.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Parametric EQ AutoPanner Tremolo Stereo Widener • 65 Antares Autotune Correção de afinação em tempo real. limiter. gate. para restauração) Vinyl Restoration (reduz o rumble e os cliques de um disco de vinil) • • Sonic Foundry XFX 1: Reverb Time Compress/Expand Multi-Tap Delay Chorus Pitch Shift Delay/Echo Sonic Foundry XFX 2: Noise Gate Graphic Dynamics (compressor gráfico) Multi-Band Dynamics Paragraphic EQ (paramétrico com gráfico das bandas de freqüências) Parametric EQ Graphic EQ Sonic Foundry XFX 3: Amplitude Modulation Flange/Wah-wha/Phaser Distortion Gapper/Snipper Smooth/Enhance Vibrato Cakewalk Audio FX 1: Um conjunto de processadores dinâmicos: compressor. expander. Permite especificar a escala musical e ajustar a taxa da correção da afinação.

pode fazer sumir um ruído incômodo sem alterar o timbre da voz. que permite. Em seguida. A música vai tocando e o processador vai trabalhando ao mesmo tempo. que faz exatamente isto: remove os cliques. ou outro programa de edição. 66 Redução de Ruídos A transição da gravação em fita para o computador trouxe muitas mudanças. Uma das mais importantes foi o advento da edição não-linear. entre outras novidades. “redesenhando” a onda sonora digital. Graças à edição não-linear. Instale-os e esbalde-se. plug-in da Sonic Foundry. O Noise Reduction. Não deixe que o trecho marcado alcance o áudio. um programa “tem tempo” suficiente para analisar um trecho do material gravado e definir os melhores ajustes para o processamento. E ainda traz consigo um removedor de cliques e um restaurador de discos de vinil. estes são apenas alguns plug-ins. praticamente sem mexer na música ou na locução. Na gravação em fita. . Em vez de processar o som enquanto ele toca. filtros) é feito em tempo real. o Noise Reduction vem acompanhado do Click Removal. também podemos processar o som em tempo real. Uma vez salvo esse arquivo. suprime essas intensidades dessas freqüências de todo o material gravado no arquivo ou de um trecho. a edição não-linear atua no arquivo desse som. Este fica para um outro artigo. compressão. de um instrumento (como o ruído de um amplificador de guitarra) ou da música mixada. acrescentando efeitos ou mudando um timbre. ou então usamos a edição não-linear. marcando só o comecinho ou o finalzinho (até 2 segundos). como um chiado de uma fita cassete ou o barulho de um ar condicionado esquecido ligado. por exemplo. entre os melhores. ruídos de fundo) no início e no final do material. reduzir drasticamente os ruídos de fundo sem quase alterar o material gravado. ou seu espectro de freqüências. todo o processamento (efeitos. como os estalos do vinil. arrastando o mouse sobre ele no Sound Forge. o efeito processado é definitivo. quando o micro assume os papéis simultâneos de gravador e processador. para acrescentar o efeito desejado. Este é exatamente o caso do Noise Reduction. Bem regulado. No computador. Esses trechos de silêncio/ruído são a matéria prima com que o NR vai trabalhar. Marque o trecho inicial ou final de sua gravação. Como funciona o Noise Reduction? Ao gravarmos qualquer coisa. E o faz em alguns segundos! Para ajuda-lo a restaurar discos antigos. gravamos um pouco de silêncio (ou melhor. consegue fazer sumir um ruído contínuo de uma gravação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Harmonic Exciter Tube/Tape Saturation (som de válvula ou de fita) Phaser Flanger Chorus Vibrato Tremolo Filtros de freqüências Pitch Changer Bem. Ele primeiro analisa o timbre e a intensidade do ruído.

Hora de tirar todo o lixo do disco rígido. Quem grava no Cakewalk Pro Áudio sabe o que isso significa. clique no botão <Get> e observe o espectro de freqüências que se forma. Para “poupar” espaço no hard disk.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 67 Acione o NR através do menu <Tools> do Sound Forge ou do menu <DirectX> deste ou de outros programas. Já pensou na sensação de ter que convidar seu cliente para que grave de novo toda aquela maratona de músicas do futuro CD porque seus takes simplesmente sumiram? E que tal a sensação de seu cliente? Nada de pânico: o próprio programa. em vez de se tornar um arquivo várias vezes maior. vida nova. Senão. esses arquivos são muito difíceis de se identificar. em todo o arquivo. A arte consiste em dosar quanto dá para abaixar o ruído em função de quanto dá para alterar a sonoridade do material gravado. Se exagerarmos em sua utilização. Até aí. mas de reduzi-lo. clique em <OK>. um trecho de um projeto (uma música) pode ser copiado e usado em outro projeto sem ocupar mais espaço em disco. clicando em <Selection>. Com um gravador de CD (CD-R ou CD-RW) podemos manter o HD (a fita dos dias de hoje) organizado e com muito espaço disponível para novas gravações e edições. Ou ainda. Como estamos tratando com timbres. . clicando nele em seguida. sem chegar a afetar a qualidade geral dos sons do arquivo. A seguir. a redução opera verdadeiros milagres em nossas gravações e restaurações. esquecendo de apagar uma parte do lixo ou apagando junto com ele arquivos válidos. ele vai roubar essas freqüências da gravação. Digite a quantidade de freqüências medidas ao lado do botão <Fit>. traz as soluções. maior a deformação do som gravado. Se quiser reduzir o nível desse ruído em todo o arquivo. O problema começa quando o Cakewalk não apaga automaticamente os arquivos deletados por nós. O nível do ruído cai consideravelmente. Entenda que não se trata de eliminar o ruído. permitindo gravações e mixagens estáveis. habilite a função <Apply to all>. Por que o Cakewalk acumula lixo no hard disk? A intenção até que é boa: qualquer trecho gravado e posto para repetir em loop é um mesmo arquivo de som acionado seguidas vezes. quanto maior a redução. É assim que ele reduz o ruído. Este é o seu ruído de fundo. E se complica quando usamos seu dispositivo de limpeza do lixo e ele simplesmente se (nos) engana. Eliminando arquivos inúteis do Cakewalk Ano novo. Uma redução em torno de 10 dB costuma ser eficaz. mas bem equilibrada. Aberto o plug-in. HD limpo como novo. indique o início e o fim do trecho onde quer que o NR atue. use as setinhas verticais ao lado do botão <Get> para incrementar ou atenuar a redução. Para ajustar o NR. Manter o HD limpo melhora a performance geral do computador. tudo bem. já que talvez estejam sendo usados em outra parte da música ou em outra música. aguarde o fim do processamento e ouça. A versão nativa é mais fácil de operar que a versão DirectX. bem usado. para reduzir um número maior ou menor de freqüências. O NR abaixa os volumes de centenas de freqüências. Exagerado. Para completar. o mais popular programa de gravação multipista acaba mesmo entupindo nossa unidade de disco com arquivos tão grandes quanto inúteis. o Noise Reduction pode decepcionar.

e apaga-los um a um ou todos de uma vez.wrk) e. que grava um backup automático dos takes de áudio em forma de arquivos . podemos abri-los a partir do CD-ROM.wa~. isto é. poderíamos perder todos os dados do disco. e o abrirmos em outro computador. podemos copiá-los para CD-ROM e também apagalos do HD. sem possibilidade de identificação por um humano normal ou paranormal. apaga-los todos do HD e então fazer a faxina completa. os arquivos Bundle podem ser copiados para um CD-R. Podemos ouvir esses arquivos nessa mesma tela. o áudio não estará presente. Após salvarmos os arquivos Bundle. isto é.wa~.wrk. andamento etc. Se a luz pifasse.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 68 Cada take gravado no Cakewalk. Depois. Se copiarmos este arquivo .wa~ (os takes gravados) e os empacota junto com os demais dados. Só não podemos. já que todos se tornaram inúteis. por exemplo. . o comando <Clean Audio Disk> abre uma janela onde podemos solicitar uma busca de todos os arquivos órfãos. O take (aquilo que acontece entre os comandos Rec e Stop) é salvo como um arquivo de áudio. é só mandar o Windows desfragmentar o hard disk. Apagamos todos os arquivos wa~. que são. com a extensão . tais como pistas MIDI. é esquecer de usar um no-break. Este material já está preservado no interior do arquivo .wa~ referentes aos trechos de áudio que foram deletados ou que pertenciam a arquivos . Feito isto. clicando em <Delete> ou <Delete All>. já que o backup que faremos será do arquivo . O arquivo geral do projeto. ao final de cada sessão. Este é um arquivo-pacote. clicando em <Play>. podemos transferi-los para um CD-R. que é uma mídia barata e confiável.wrk dessas gravações e também apagar todo o conteúdo da pasta <Wavedata>. podemos apagar também todo o conteúdo da pasta <Take Vault>. todos os takes gravados e salvos como arquivos .wrk que contêm áudio. chamado Normal ou .bun. O programa informa ali que esta é a única maneira segura de apagarmos os arquivos inúteis. apagando a totalidade dos arquivos . não faz parte do arquivo que estamos salvando volta e meia. No menu <Tools>. arquivos . afinal. Se houver pistas MIDI seqüenciadas.wa~ não foram copiados para o disquete. nesta hora. Com isto. salvando como Bundle (. já que os arquivos . O disco agora merece ser desfragmentado para recuperar todo o seu espaço livre. Demorando alguns minutos para salvar e depois abrir e pesando muitos megabytes. trabalhamos salvando o projeto como Normal (. estas atuarão normalmente.wav.wrk para um zip disk.bun). em um diretório chamado <Wavedata>.bun. as próprias pistas de áudio. caso estejamos usando a opção <Take Vault>. esvaziaremos alguns gigabytes do disco. que ele chama de clip. apenas coordena a execução desses arquivos . Os procedimentos citados acima são um meio seguro de protegermos nossas sessões de gravação de enganos causados pela complicada operação de limpeza de disco que o Cakewalk oferece. Se nos habituamos a sempre salvar gravações de áudio no formato Bundle. podemos deletar todos os arquivos . Esta opção é ativada no menu <Tools> <Áudio Options> <Advanced>. que compacta o áudio de todos os arquivos .wa~ do diretório <Wavedata> usando o próprio Windows Explorer.wa~. O nome de cada arquivo wa~ é sempre uma sopa de letras e números. mas nenhuma pista de áudio será ouvida. Só que não é bem assim. Para transferirmos um projeto com áudio gravado de uma máquina para outra. Quando quisermos trabalhar num desses arquivos Bundle. Se fizermos o mesmo com todos os arquivos .wrk que já foram apagados.

o estúdio híbrido é usado pelos mais iniciantes e os mais profissionais. fáceis de . Já temos um roteiro sonoro completo. usando os sons de bateria do sintetizador. é só vestir a canção com os instrumentos e as vozes do arranjo. Para isto. Hoje esta é apenas uma opção. Num estúdio de grande porte seriam acomodados os músicos da orquestra (20 a 30). um bom sintetizador multitimbral e um ou dois microfones. Este material então seria mixado em estéreo e gravado num rolo de meia polegada. Podemos ainda “tocar” com o mouse na tela de edição piano-roll. Combinando pistas de áudio e MIDI podemos dispor de todos os instrumentos e vozes de que precisamos para nossas músicas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 69 Finda a operação. guitarras. Agora. esta fita seria copiada no processo industrial. bateria e outros com a gravação do áudio das vozes. o operador e os assistentes. mas com a forma e o andamento definidos. Primeiro. piano. vocais de apoio. Mais tarde. Seu custo pode chegar a menos de um por cento do investimento em um estúdio de áudio de grande porte. quase como novo. quase uma caricatura da música. para definir a harmonia. os músicos da banda e os cantores. Usemos como exemplo uma canção pop com voz. Podemos também gravar o som de um violão-guia ou seqüenciar um piano-guia. que é um compasso de bateria que fica se repetindo. Combinando o seqüenciamento dos teclados MIDI soando como as cordas. mas esta liberdade não pode se traduzir em mera improvisação. então. uma placa de som para gravação de duas ou quatro entradas e oito saídas. uma placa MIDI. indiscutivelmente mais sofisticada. bateria. Uma produção. Junto a eles. Seriam usadas algumas dúzias de microfones através de uma mesa de centenas de milhares de dólares e tudo seria armazenado em um ou dois gravadores de rolo de 24 pistas. E como vamos realizar a façanha de produzir a tal canção do exemplo com um estúdio que mais parece um brinquedo? Com uma mesinha de boa marca (12 ou mais canais). um computador atual. estamos com um HD limpo. para a prensagem dos discos numa fábrica. violão. tocamos num teclado ou outro instrumento controlador MIDI. é uma voz guia. Indispensável. o arranjador. a minha ou de qualquer um que conheça bem a letra e a melodia da canção. definir os passos de nosso projeto para. piano. milhares de estúdios caseiros chegam a resultados competitivos. do violão e da guitarra. percussão e uma orquestra de cordas ao fundo. baixo. A partir deste monstrengo é que vamos começar a registrar os instrumentos e vozes a sério. porém toda essa versatilidade nos impõe um novo planejamento da produção. guitarras e percussão. Com um poder de fogo comparável. enquanto rodamos um loop (ou pattern). também. o produtor. Vamos. passo-a-passo Gravar um projeto no computador traz uma infinidade de vantagens em relação às velhas fitas. No processo tradicional de gravação. isto seria uma produção de bom tamanho. Gravamos primeiro um esqueleto. com espaço de sobra para gravar novos projetos. Vamos gravar o som das vozes. que pode ser a sua. conhecer os detalhes de sua execução. nos próximos artigos. vamos programar a bateria no seqüenciador do PC.

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captar e difíceis de seqüenciar. O baixo pode ser gravado ou seqüenciado. E vamos seqüenciar a bateria, o piano e a orquestra de cordas, que são instrumentos de captação complexa, cara e que, bem seqüenciados, podem soar muito bem em vários estilos musicais. Feito o planejamento e o esqueleto inicial, o ideal é começarmos programando a bateria. Assim, demarcamos as partes da música. Depois, acrescentamos os instrumentos de harmonia funcional, como piano, violão e guitarra. O baixo, neste caso, pode ser feito após a gravação de outro instrumento harmônico. Seqüenciar um baixo eletrônico ou gravar o áudio do baixo elétrico depende do estilo e da conveniência. Em seguida, gravamos a voz principal, os vocais de apoio e, por fim, os solos e efeitos de acabamento. É natural que, num ambiente com toda essa liberdade, o arranjador experimente à vontade novas idéias para o arranjo. Qualquer pista gravada que não agrade pode ser rapidamente apagada com a tecla delete. As pistas-guia gravadas preliminarmente com a harmonia e a voz vão sendo apagadas à medida que gravamos as versões definitivas desses instrumentos e vozes. A seguir, editamos todo esse material, tanto as pistas de áudio quanto aquelas com a programação MIDI. Assim, otimizamos as performances instrumentais e vocais, dando um grande realce às interpretações. Trabalhando geralmente num só programa, o produtor tem ali todos os recursos de gravação e processamento do áudio, bem como de seqüenciamento e edição dos eventos MIDI. A mixagem, em pleno ano dois mil, ainda é melhor realizada numa mesa externa ao computador do que dentro dele. Especialmente pelo fato de que não temos o áudio gravado dos teclados MIDI: eles tocam ao vivo junto com a gravação, sequüenciador e gravador perfeitamente sincronizados num único programa. Trazemos à mesa as saídas da placa de som e do sintetizador. Na mesa, fazemos a mixagem, que vai ser gravada em estéreo no próprio PC. Passamos à etapa de pré-masterização, com o acabamento final do material estéreo, e gravamos o(s) CD(s) no próprio computador. Com a Internet, podemos ainda divulgar e distribuir o disco. E tiramos quantas cópias quisermos: não dá para piratearmos nossa própria música. Todas essas etapas da produção musical no PC, da gravação e seqüenciamento de cada pista, passando pela edição, processamento, mixagem, pré-masterização e gravação do CD até sua distribuição com apoio na Internet serão objetos dos próximos artigos. Até lá!

Preliminares de uma produção
A mais bela das músicas precisa passar por um período em que mais parece um Frankenstein ou uma caricatura de si mesma. Como em toda arte, é preciso fazer um esboço do que pretendemos criar e registrar. No artigo anterior, vimos a necessidade de traçar um roteiro sonoro antes de começar a gravar as pistas de áudio e MIDI de nosso

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projeto. Vejamos aqui como gravar as pistas-guia, que servirão como referência rítmica, harmônica e melódica de toda a produção. No processo tradicional de gravação, ou gravaríamos de uma vez toda a base instrumental ou começaríamos pela “cozinha”, a gravação da bateria e do baixo. Acontece que gravar uma bateria acústica costuma sair mais caro que todo o resto do investimento num home studio. Mesmo com alto investimento em equipamentos, quem grava uma bateria com pouca experiência freqüentemente tem dificuldades na captação. Os problemas mais comuns são timbres pouco definidos e vazamentos de som, que tornam difícil a etapa da mixagem. Com exceção dos estúdios caseiros mais avançados e dos que pertencem a bateristas, a maioria usa sons eletrônicos seqüenciados (“bateria eletrônica”) em vez de gravar uma bateria acústica. Muitas vezes, eles obtêm excelentes resultados, desde que sejam usados bons timbres e a bateria seja programada com criatividade e conhecimento de causa. O uso de bateria programada permite gravarmos os demais sons na ordem mais conveniente. Não existindo necessidade de gravar baixo e harmonia junto com a bateria, podemos gravar as pistas na ordem que quisermos. Começamos, então, com um loop (trecho repetido em ostinato) com a levada básica da música, suficiente para definirmos o ritmo, a harmonia e a forma da canção. Muitas vezes, basta seqüenciar um compasso com bumbo, caixa e contratempo (hi hat ou “chimbal”), que será repetido ao longo da música através de comandos tão simples como “copiar” e “colar”. Podemos usar os sons de um sampler, um sintetizador ou uma bateria eletrônica, tocando em qualquer tipo de controlador MIDI, como guitarra, sopro, teclado ou uma bateria trigada, com sensores e conversores. Em nosso exemplo, estamos usando um teclado sintetizador que contém sons de bateria. Ele é ligado à placa MIDI do computador por dois cabos MIDI. Ligue a saída (out) do teclado na entrada (in) da placa e a saída da placa na entrada do teclado. Trabalhe com o teclado ajustado em MIDI Local off. Usamos um programa que contém seqüenciador MIDI e gravador multipista de áudio. O Cakewalk é o exemplo mais comum. Primeiro, defina o andamento ou tempo da música. No Cakewalk, clique em <Insert Tempo> e digite um valor. Na janela <track> escolha um canal MIDI para a bateria, digitando o seu número (geralmente é usado o canal 10) na coluna <Chn> (Channel, canal) da pista ou track 1. Escolha o seu kit de timbres de bateria (seus tambores e pratos) na coluna <patch>. Em seguida, pratique o ritmo do bumbo e da caixa tocando no seu teclado. É comum o bumbo ser acionado pela tecla C1 (do 1) e a caixa pela D1 (ré 1) ou E1 (mi 1). O aro da caixa geralmente é posto no C#1. É no mínimo curioso, mas a Roland chama a nota do 1 de “C2” e o Cakewalk de “C3”! A primeira tecla de um teclado de cinco oitavas é o C1. C3 é o do central, que o Cakewalk chama de C5. Seqüenciando um loop. Clique no botão <Record> ou na tecla de atalho <R>, ouça o metrônomo e comece a tocar o bumbo e a caixa. Bem ensaiado, basta um compasso. Depois, aperte a barra de espaço para parar. A barra serve para as funções <Play> e <Stop>.

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Marque o trecho clicando nele com o mouse. Para que fique ritmicamente preciso, temos que quantizá-lo. Quantizar é baixar a resolução rítmica para mover as notas MIDI no tempo com o objetivo de acertar o ritmo. A resolução escolhida é a menor figura (colcheia, semicolcheia) do trecho. Clique em <Edit>, <Quantize> e escolha a resolução. Agora ouça novamente o trecho. Se estiver errado, primeiro desfaça a operação (<Edit> <Undo>) e a refaça usando outra resolução. Se não tiver jeito, aperte a tecla <Delete> e comece novamente a gravar. Depois, enquanto ouve o bumbo e a caixa já gravados, pratique o ritmo do contratempo. Quase sempre são usadas as teclas F#1 (fechado), G#1 (pedal) e A#1 (aberto). Na pista 2 do Cakewalk indique apenas o canal 10 na coluna <Chn>. Com o mesmo canal, seu teclado vai acionar o mesmo kit de bateria da outra pista. Volte a música ao início (botão <Rewind> ou tecla <W>) e acione <Record> ou <R>. Toque o contratempo junto com o bumbo e a caixa e depois mande parar com a barra de espaço. Marque e quantize como já descrito. Quando estiver bom, marque o compasso inteiro que contém o loop arrastando o mouse sobre a faixa cinza no alto da janela <Track>, a que tem os números dos compassos. Certifique-se de marcar o compasso inteiro, e não somente o loop, caso contrário as cópias se emendarão, causando “quebras” no ritmo. Clique nos números das pistas 1 e 2 arrastando o mouse sobre a primeira coluna da janela <Track> e o trecho recém gravado estará marcado. Clique sobre este trecho com o botão direito ou use as teclas <Control> + <C> para copiar. Agora, clique com o botão direito (ou <Control> + <V>) no próximo compasso da mesma pista para colar. Digite um número para a quantidade de repetições. Por exemplo, um valor igual à quantidade de compassos da música. Ok. Temos o rascunho da bateria para servir de guia. Esta será a referência rítmica para podermos aplicar os instrumentos com a harmonia. Seqüenciando uma harmonia-guia. O ritmo seqüenciado, mesmo que provisoriamente, serve de base para a inserção de um instrumento harmônico. Este, por sua vez, será a referência para os demais, inclusive o baixo, a voz-guia e para a marcação das partes da música, que facilitará a nossa navegação pelo programa, como veremos adiante. Escolha um outro canal MIDI (por exemplo, o canal 1) para a próxima pista e um timbre de instrumento harmônico, como piano, órgão, guitarra ou violão. Para isso, use as colunas <Chn> e <Patch> da nova pista a gravar. Ponha para gravar a música do início e, enquanto ouve a bateria, toque a harmonia no teclado. Você pode gravar a música do início ao fim ou por partes. Pode também quantizar este novo instrumento e marcar as partes da música. Inserindo marcadores. Abra a janela dos marcadores clicando em <View> e <Markers>. Adicione o nome da cada parte após clicar no compasso onde ela se inicia na janela <Track>. Na janela <Markers>, clique no botão mais à esquerda e digite o nome da parte (por exemplo, “Intro”, “A”, “B”, “Refrão” etc.). Este nome também ficará escrito sobre o número do compasso em que cada parte começa. Com as partes definidas, é fácil copiá-las para outros momentos da música. Novamente, arraste o mouse na barra cinza com os compassos (ou simplesmente clique sobre o nome da parte na janela <Markers>), clique no(s) número(s) da(s) pista(s) a copiar e confira se

grave a voz-guia por partes. um monstrengo necessário para desenvolvermos nosso arranjo da melhor maneira possível. Mas este é o assunto dos próximos artigos. gravando as pistas que vão valer. para impedir excesso ou escassez de nível. acione <Arm> na pista da voz e grave-a do mesmo modo que antes. Ajustado o volume. cole-o. clicando no disquete ou digitando <Control> <S>. Todas essas etapas da produção musical no PC. assim. é semelhante à que fizemos com os eventos MIDI. Aliás. É um esqueleto. depois de clicar no primeiro compasso da primeira pista onde vamos colar o novo trecho. A operação de copiar e colar. Até lá! .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 73 o trecho ficou marcado com a cor preta. Clicando duas vezes na coluna <Source> abrimos a janela <Track Properties>. pré-masterização e gravação do CD até sua distribuição com apoio na Internet serão objetos dos próximos artigos. mixagem. Ao terminar. espere o desenho do áudio (as ondas sonoras) se completar na tela e salve o arquivo. precisamos agora de mais uma referência: a melodia. Tudo o que seqüenciamos até agora servirá apenas como referência para começarmos a gravar o material que realmente será aproveitado no produto final. Volte e ouça. Gravando a voz-guia. Ela pode ser tocada no teclado. Controle o volume pela saída da mesa “física” ou pela entrada da mesa virtual. Podemos. nos valemos dos marcadores. o Frankenstein está vivo. Para que os instrumentos sejam bem aplicados. na mesa virtual da janela <Console view>. acione <Stop>. passando pela edição. pela mesa de som) através do LED que aparece no canal da voz. processamento. No item <Source> escolhemos a entrada da placa de som e no item <Port> a sua saída. volte a música ao início. Para isto. Agora. “Passe o som” da voz cantando a melodia enquanto observa o LED. mas fica ainda mais útil gravarmos uma voz-guia. Falta transforma-lo em arte. Se for preciso. copie-o e. Bem. ao lado do LED. Monitoramos o nível do sinal de um microfone pré-amplificado (em geral. salve sempre o arquivo. aqui. da gravação e seqüenciamento de cada pista. registrar a pista com a harmonia-guia usando a gravação linear (do início ao fim) ou montando-a com o recurso de copiar e colar.

buscando ajudá-lo a escolher os equipamentos e programas do seu estúdio de gravação. Áudio gravado em fita analógica ou digital? MIDI? Gravação no computador? Em meio a tantas variáveis. com a curiosidade permanente de buscar novas soluções. opera com os seguintes itens: Áudio: • • • • • • • Microfones Mesa de som Monitores Gravador multipista Gravador estéreo Processadores de efeitos (reverber e outros) Processadores de dinâmica (compressores e outros) . tem hoje muitas opções para montar o seu estúdio caseiro de gravação. mas é bastante comum a presença de um sistema MIDI. surgem inúmeras opções para quem vai "se equipar". Cada um tem seus recursos. e aí fazer uma lista de todos os itens. com sintetizadores seqüenciados. é capaz de fazer uma mega-estação de trabalho soar como uma lata. Existem estúdios de todos os tamanhos. Montar um home studio implica em equilibrar uma série de fatores. mantemos os mesmos conceitos quanto aos recursos utilizados para gravação e mixagem. clientela ou necessidades pessoais. Unidos. Agora. Em todos esses níveis. Um produtor talentoso. classificamos os home studios em três níveis: básico. As lojas de música e de informática oferecem diferentes tecnologias. Nada é pior que constatar erros de planejamento depois de realizado o investimento. devemos colocar na balança todas as necessidades e possibilidades. o custo de uma escolha equivocada se multiplicou. o que geralmente (mas nem sempre) influencia a qualidade do som. espaço. sua vocação. com uma infinidade de configurações. os recursos de gravação de áudio e de seqüenciamento MIDI expandem em muito as possibilidades de qualquer sala de gravação ou produção. com modelos e preços compatíveis. seu mercado. Neste artigo. Para facilitar as coisas. E depois de escolhido o meio de gravação. como a compra de aparelhos desnecessários ou obsoletos. com a instabilidade do real frente ao dólar. pode tirar o maior som de um pequeno estúdio. capital. Alguns estúdios que só produzem música eletrônica têm no sistema MIDI o seu ponto forte. Antes de comprar. estaremos mostrando as diversas tendências. de qualquer nível. Esses estúdios podem gravar somente áudio. todas apresentadas como sendo a última palavra. mais burocrático. até chegar o momento de apertar as teclas PLAY e REC. intermediário e avançado. De acordo com os objetivos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio EQUIPAMENTO$ PARA TODOS OS ORÇAMENTO$ 74 O músico brasileiro. especialmente nos grandes centros urbanos. ainda restam muitas opções de cada item. Muito mais importantes que o uso de máquinas e programas de última geração são o talento e a experiência de quem os opera. Todo estúdio. nem sempre é fácil escolher o melhor caminho. O que varia de um nível para outro é a complexidade e a versatilidade desses recursos. enquanto um outro.

12 ou 16 canais. O gravador multipista pode ser um portaestúdio (gravador de 4 ou 8 pistas com mixer) em cassete. Podemos compreender a utilização de todos esses itens levando em conta os 3 níveis em que classificamos os home studios. O estúdio intermediário usa um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas. A gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita. pode ser via computador. Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e têm um custo em torno dos 10 mil dólares. Os outros itens de áudio são: microfones a condensador e dinâmicos. samplers). ou um sistema de gravação no PC. amplificador e caixas acústicas (no início. Vamos definir. Basta sincronizá-lo ao gravador multipista. primeiro. MD ou HD. que pode conter o seqüenciador. . pode custar cerca da metade. Um ou dois reverberadores ou multiefeitos (alguns porta-estúdios e programas de gravação já vêm com um bom kit de efeitos incluído) e os cabos apropriados completam a seção de áudio. uma mesa de som de 8. equalizador. interface MIDI/Sync multiportas para ligar os teclados ao computador e para sincronizar o computador ao gravador multipista. Eventualmente. ou pode gravar em HD com um porta-estúdio digital. dispensando o computador. Um projeto de isolamento e tratamento acústico melhora a gravação e a mixagem. Este estúdio custa cerca de 4 mil dólares e você pode ir adquirindo os equipamentos aos poucos. iniciante. com uma placa de som. em forma de programas de computador. O sistema MIDI inclui: controlador. Neste caso. um DAT e/ou gravador de CD. noise gate. que sejam as melhores possíveis). o teclado (workstation) agrega sozinho todos os itens do sistema MIDI. qualquer micro pode ser usado como seqüenciador MIDI. O home studio básico. programa seqüenciador (muitas vezes. um programa de gravação multipista e um HD de tamanho razoável. usando os que já possui. Neste caso. em fita (1 ou 2 ADATs) ou em hard disk. pode começar usando um ou dois microfones dinâmicos com pedestais. Se o áudio é gravado fora do computador. Se for só de áudio ou só MIDI. reverberadores. para vozes e instrumentos. alguns estúdios começam usando o sintetizador da placa multimídia. com um software de gravação e uma interface de áudio ou placa de som multicanais de 20 bits. em que consistem esses três níveis. compressores. é o mesmo programa que grava as pistas de áudio). amplificador e monitores de referência. uma mesa de 16 ou 24 canais com conectores XLR. Este pode ser um rack ou um teclado.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio • • 75 Processadores de timbre (equalizadores) Cabos de diversos formatos MIDI: • • • • Seqüenciador Instrumento controlador (teclado ou outro) Módulos geradores de som (sintetizadores e samplers) Cabos MIDI Diversos desses componentes de áudio e MIDI podem se apresentar como reais ("físicos") ou virtuais. sem requisitos mínimos de configuração. O estúdio MIDI deste nível usa um seqüenciador (no PC ou em hardware) e um sintetizador multitimbral. O gravador estéreo pode ser um deck cassete ou um MiniDisk. módulos de som multitimbrais (sintetizadores. trazendo contudo muitos recursos de edição.

captando sons pela frente e por trás. como equalizadores. se possível com vários microfones. use plugues banana balanceados. Os dinâmicos ficam a poucos centímetros da fonte. sintetizadores e samplers profissionais com vasta coleção de sons. desviando-o de ruídos gerados pela pressão do deslocamento do ar. enquanto os condenser podem ser colocados mais de longe. O cardióide capta numa só direção. apropriados para os sons percussivos e potentes. instrumentos controladores. saímos da categoria de home studios. Experimente tocar e cantar em vários pontos de sua sala até encontrar o melhor som. o omnidirecional atua em todas as direções. trombone) e alto-falantes de guitarra. Armazenamento. Os microfones dinâmicos. alimentados pelo phantom power da mesa. Vamos compreender cada fase e os recursos utilizados. podem ser adotados pelo estúdio básico para uso geral. o figura-de-8 é bidirecional. sem o custo/hora do estúdio alugado. da qual depende a sonoridade final da gravação. Este estúdio é o sonho de consumo de todo músico e todo produtor. apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional. para captar vozes. reverberadores.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 76 O home studio avançado. A bateria pode ser acústica (microfonada) e/ou trigada ao sampler. o microfone deve estar a poucos centímetros da boca do cantor. Sonho realizado por aqueles que podem desembolsar entre 25 e 100 mil dólares para montá-lo. enhancers e outros. segredo de um bom som. metais (trompete. utiliza. distribuidores para uns 10 headphones. multiefeitos. para um canal de entrada da mesa. pratos. Use cabos XLR (Canon). noise gates. mixagem e masterização. Numa gravação o áudio passa por 5 etapas: captação. O ambiente também determina a sonoridade captada. pelo menos: uma mesa de gravação digital ou analógica com 32 ou mais canais de entrada/saída e oito submasters. com acústica tratada. e grave a melhor opção. se sua mesa tiver esses conectores. Senão. automação. onde será armazenado em uma pista. com cerca de 45º de inclinação. através do microfone. o coração do sistema. O estúdio pessoal. diversos microfones a condensador e dinâmicos para vozes e instrumentos e cabos de qualidade. Os equipamentos usados em cada fase estão sempre conectados à mesa de som. cordas em geral e madeiras (sopros). usamos microfones a condensador. processamento. Para voz. Cada som captado vai. Os maiores estúdios brasileiros chegam a custar mais de 10 milhões de dólares! Caminhos do som. Verifique a polaridade (área de captação) do microfone. já que sua resposta mais dura disfarça um pouco a ausência do isolamento acústico. permite uma experimentação maior. patch bay. e dali é enviado por um canal de saída até um gravador (ou placa de som/programa de gravação). diversos processadores (racks e plug-ins). dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para gravação e mixagem. um sistema de gravação digital (24 pistas ou mais) em fita (3 ADATs) e/ou hard disk de computador. armazenamento. A captação dos sons é uma das etapas mais delicadas. Qualquer canal de . Os microfones dinâmicos captam tambores. compressores. O sistema MIDI acrescenta: uma interface de oito portas e sincronização com vídeo para o Pentium ou o Mac. Compare os sons obtidos em diversas posições. O tratamento acústico deve ser realizado por um especialista. Daí para cima. percussões leves. Aponte cada microfone para a fonte do som. Microfonar um cantor ou um instrumento é uma arte. para evitar vazamentos de som. Nos estúdios intermediário e avançado.

eco. O gravador multipista pode ser analógico ou digital. têm caído bastante de preço. As interfaces de 8 canais. controlamos a intensidade do efeito pelo seu próprio botão auxiliar. Na verdade. Uma cópia do som de cada canal é enviada através da mandada. mas os três citados. Se for sua opção. o mesmo canal que vai ser mixado aos outros. Para ouvi-las (monitorar e mixar). definindo a sua profundidade no campo auditivo. para estúdios básicos. por exemplo. precisamos de. evitando altos e baixos de volume e ajudando a fixar a posição de cada instrumento ou voz. definindo melhor a sua coloração. os mais usados. Mas a tendência predominante tem sido a gravação por software. que gravam mais pistas por serem mais rápidos que os HDs do tipo IDE. junto com uma placa de som multicanais. O reverber cria ambientes acústicos apropriados a cada som. a quantidade de canais da mesa deve ser o dobro do número de pistas de gravação. as saídas do gravador ou placa de som são enviadas até outros canais de entrada da mesa (aqui chamados ‘canais de retorno do gravador’). Em disco temos gravadores em hardware (usando HD. Na hora de gravar cada pista. Daí a necessidade de várias pistas. como reverberadores. Os gravadores digitais podem ser de fita de vídeo (ADAT. A escolha do formato depende do estilo e do orçamento de cada um. Esta pode conter um ou vários sons. há inúmeros outros processadores. intermediários e avançados. abrimos muito o botão no canal da voz e pouco no canal do violão. DA88) ou disco. Analógicos são os gravadores de fita de rolo ou cassete. O compressor reduz a variação da dinâmica de cada som. Processamento. com o mesmo reverberador podemos aplicar muito efeito na voz e pouco no violão. de dinâmica e de timbre. Ou seja. Como pode um mesmo processador de efeitos afetar diferentemente vários sons ao mesmo tempo? Entendendo o caminho do sinal sonoro. O resultado é que . sendo que os sons gravados juntos não poderão mais ser tratados em separado até o final do trabalho. É até simples: a mesa tem uma saída (ou várias) chamada auxiliar send ou "mandada de efeitos" e uma entrada auxiliar (ou várias) denominada auxiliar return ou retorno dos efeitos. O som é modificado por diversos tipos de aparelhos. a saída auxiliar terá muito mais som de voz que de violão. transforma seu computador num poderoso gravador e editor de áudio. Geralmente há vários auxiliares nos canais. Se. deixando-o mais seco. Zip Disk ou MD) ou em software. cada um com uma diferente finalidade. Por exemplo. cada um controlando um diferente aparelho. pelo menos. mesmo que nos canais os dois sons estejam com o mesmo volume. compressores e equalizadores. A saída do processador é conectada ao retorno auxiliar. Em cada canal da mesa. Um programa de gravação multipista em HD. Os efeitos (reverber. Podemos gravar os sons simultânea ou separadamente nas pistas. ajustamos cada timbre. para monitoração. Por isso. enviando o som já processado de volta à mesa. use hard disks SCSI. o mesmo processador pode ser usado por vários canais em diversas intensidades. A placa de som é conectada à mesa da mesma forma que os gravadores em hardware. chorus e outros) são conectados aos canais auxiliares da mesa e servem simultaneamente a todos os canais. Conectamos a saída auxiliar na entrada do processador de efeitos. vemos que não é mágica.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 77 entrada pode ser endereçado por qualquer saída para uma pista. dois canais de entrada na mesa: um (ou mais) de entrada do(s) microfone(s) ou instrumento(s) e outro de retorno da gravação. como os porta-estúdios de 4 ou 8 pistas. mais tarde. dosada pela posição do botão auxiliar. representam as três diferentes famílias de processadores: de efeitos. Com o equalizador.

Esta é uma conexão de entrada e saída. Como um equalizador reduzindo os agudos de um instrumento. cortar seu início e final e. Por isso. Mixagem. Ao ser conectado ao insert do canal. ou na mixagem. afetando o áudio gravado no hard disk. presente em cada canal.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 78 ouvimos três sons: voz. enquanto os outros dois se ligam à entrada e à saída do processador. As saídas estéreo da mesa são conectadas ao gravador estéreo. nosso ouvido não separa os sons secos de seus efeitos. Usamos a mesa para mixar e processar os sons e enviá-los para o gravador estéreo. Ouvimos a voz com muito efeito e o violão quase seco. O insert usa um cabo especial. Contudo. quando aplicamos efeitos. eventualmente. como um CD. corta o som original. Mal . em vez de ser somado a um efeito. Esses aparelhos atuam sobre um canal de cada vez e podem acrescentar ou subtrair detalhes do som. Esses processadores podem também se apresentar como programas de computador. Por isso. uma fita DAT. Os processadores de dinâmica e os equalizadores são conectados à mesa de outra maneira. Após gravarmos todos os sons nas diversas pistas. A vantagem do segundo caso é que podemos comparar todos os sons ao processá-los. usando um único processador. é só mandar o CD para ser copiado numa fábrica. violão e reverberação de voz (muita) e violão (pouca). evitando excessos irreversíveis. comprimi-las. A saída master estéreo da mesa é conectada ao amplificador que alimenta os monitores. além de ser processado individualmente. precisamos ouvir o que está sendo gravado. Enquanto na gravação nos preocupamos com a qualidade da captação e do armazenamento. O processamento pode ocorrer no momento da gravação. É preciso definir a ordem das músicas. envia esse som ao processador e devolve o som processado ao mesmo canal. na mixagem nivelamos os instrumentos e vozes de acordo com o arranjo musical. Muitos desprezam este item fundamental que orienta o produtor nas suas ações. Não se trata aqui de acrescentar um efeito ao som. Durante todas as etapas. por exemplo. compressão e equalização aos sons gravados. as músicas já ficam prontas dentro do computador para serem reunidas como produto final. Com um gravador de CDs. o tempo entre elas. usamos os inserts. bifurcado em "Y". tirar ruídos. temos que misturá-los numa gravação estéreo com a sonoridade definitiva. com seus inúmeros recursos de edição. mas os programas de edição de áudio são imbatíveis nesta última etapa do trabalho. quando registramos o sinal sonoro já tratado. um MiniDisk ou até uma fita cassete. Na pré-masterização cuidamos para que as várias músicas mixadas soem com unidade quando reunidas num disco. Monitoração. As saídas do gravador multipista ou placa de som são enviadas aos canais de entrada da mesa. posicionando-os no campo auditivo estéreo e realçando timbres e efeitos. O plugue estéreo entra no insert de um canal. o conector estéreo plugado à mesa usa suas duas vias em mão dupla: entrada e saída. mas de modificar sua natureza. Daí. Masterização. Podemos usar os mesmos processadores adotados para a gravação. Na realidade. em vez dos canais auxiliares. com um conector estéreo numa ponta e dois mono nas outras. Masterizar significa simplesmente armazenar o produto final (som estéreo) num determinado meio de gravação. cada som tem que ser substituído pelo som processado.

cantores e instrumentistas se ouvem através de fones de ouvido. dependendo só de suas necessidades e possibilidades. já que estão ligados à mesa lado a lado com as pistas gravadas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 79 monitorada. também ligados às saídas da mesa. investir num super gravador e economizar escolhendo uma mesa de poucos recursos. enviando para eles os mesmos dados. Quando microfonados. Eles serão mixados normalmente às demais pistas. o seqüenciador "toca" os sintetizadores e samplers ao vivo. Conclusões. e todas são boas. Poupamos pistas e espaço em disco mantendo os instrumentos eletrônicos seqüenciados. basta que a mesa tenha canais suficientes para conectar os teclados. Com um seqüenciador (de preferência em software) sincronizado ao gravador multipista. . soando irreconhecível em outros equipamentos. Os diversos itens devem ser compatíveis entre si. os instrumentos eletrônicos não precisam ser gravados nas pistas de áudio. O instrumento controlador MIDI (teclado ou outro) envia tudo o que tocamos até o seqüenciador em forma de dados. Vale começar com um estúdio mais simples e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória. analisando o que é preciso adquirir a partir de suas condições e objetivos. a edição dos eventos MIDI dos sintetizadores seqüenciados permite experimentarmos inúmeras sonoridades a qualquer momento. O que importa é fazer um projeto coerente. além de expandir seus canais. onde se juntam aos sons das pistas gravadas na monitoração e na mixagem. Mesmo nos programas que conjugam gravação de áudio e MIDI não é necessário gravar os sons dos teclados. Mesmo que seu gravador não tenha muitas pistas. Muitos instrumentos podem ser substituídos por sons eletrônicos. O estúdio cresce muito em recursos quando conjugado a um sistema MIDI. Procure usar amplificadores e monitores de referência. através do cabo MIDI. Fora isso. De nada adianta. Depois. O estúdio ganha vários novos canais. O sistema MIDI acrescenta versatilidade ao estúdio. sem precisar regravar esses instrumentos. São muitas opções em cada item do estúdio. uma boa gravação pode ser desperdiçada. por exemplo. As saídas de áudio dos instrumentos ficam conectadas aos canais da mesa. especiais para gravação e mixagem. enquanto o seqüenciador se mantém sincronizado ao gravador multipista. Seus sons vão direto para os canais da mesa. MIDI.

o submaster é que controla o nível de gravação. Não importa mais se ele cabe dentro de um quarto ou se ocupa todo um prédio comercial. ajustamos o ganho (trim) do canal de entrada da mesa de forma que. O músico não deve se movimentar ao tocar ou cantar. intermediário ou avançado. seqüenciamento e mixagem de áudio e MIDI 80 Um estúdio é um estúdio. Ao mesmo tempo. a cada gravação. com o fader em zero dB ou na posição central.através dos seus canais de entrada. Áudio . Neste caso. pois o timbre "já vem pronto". especialmente as passagens mais fortes e as mais suaves. Da mesma forma. Vamos discutir aqui as principais técnicas usadas na captação. Quando enviamos os sons de várias fontes para uma mesma pista de gravação. Uma das principais responsáveis por esse nivelamento é a combinação da gravação de áudio com o seqüenciamento dos sintetizadores MIDI. se mostramos as conexões entre a mesa e um gravador multipista. O microfone adequado é posicionado no pedestal a alguns centímetros da saída de som . Todos eles são enviados por um mesmo canal submaster de saída até a pista . Sincronizado ao gravador de som. menores e mais baratos. Ajustamos o nível de cada etapa dos caminhos do som. Experimentamos a melhor posição ouvindo atentamente diversas opções. É um recurso barato e muito eficaz.captação e armazenamento. Começamos pela captação de vozes e instrumentos acústicos e elétricos. entradas e saídas MIDI.já como uma mixagem definitiva . isto também se aplica a uma placa ou interface de áudio. alterando o volume do som captado. Então. economizando muitas pistas de gravação. sem deixar distorcer. observando o movimento do LED. Como há várias tecnologias para as mesmas funções. Muitas vezes o áudio bem captado dispensa o uso do equalizador. já que faria variar a distância do microfone com seus movimentos. Da mesma forma. Quando o gravador não tem controle de entrada. conheceremos técnicas de seqüenciamento dos sintetizadores MIDI e sua mixagem com as pistas de áudio. Controlamos o nível de saída da mesa pelo canal submaster que está conectado à entrada do gravador multipista. não fazemos distinção entre elas ao discutir conceitos comuns a todas. nivelamos as fontes entre si . ao movimentarmos o seu fader. Pedindo ao músico que toque exatamente o que vai gravar. levamos o nível ao limite.a boca do cantor ou do violão. o home studio já é sinônimo de estúdio.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio SOM & MENSAGEM Gravação. Com equipamentos cada vez melhores. conferimos ao mesmo tempo o seu LED e o LED do canal de entrada do gravador. Cada fonte sonora deve ficar no local de melhor sonoridade dentro da sala. Entradas e saídas de áudio. as conexões de um seqüenciador são idênticas às de uma placa ou interface MIDI para computadores. na gravação e na mixagem do áudio. por exemplo. o seqüenciador MIDI registra toda a performance musical nos instrumentos eletrônicos. que potencializa qualquer sistema de gravação e pode integrar um estúdio de qualquer nível básico. o LED do canal chegue ao seu limite nas passagens mais fortes da música.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 81 de gravação. sem prejuízo para o armazenamento inicial dos sons. devemos registrar todos esses sons no máximo volume permitido. Estes podem ser os canais comuns ou canais exclusivos para monitoração. temos como nivelá-los em definitivo na mixagem e minimizamos o nível dos ruídos. Podemos experimentar posicionar os instrumentos ou cantores monitorando-os provisoriamente através de um fone de ouvido. Mas quando podemos gravar cada qual numa diferente pista. Se for preciso. Se usamos um só microfone (ou um par estéreo) para captar vários sons. mas somente a mixagem final. como vimos. o que existe é o submaster 3-4. Quando enviamos os sons dos canais da mesa para o gravador multipista através dos submasters. o 4) e é gravado na pista correspondente sem perdas. Como esses canais tocam o que vem do gravador. Se o pan estiver para a direita. desperdiçamos a metade do sinal que entra no submaster 4 e pode ser enviada para a pista 4. até encontrar a mistura ideal. Como essas pistas são mono e seus sons retornam à mesa para monitoração e mixagem. Quando dispomos de muitas pistas de gravação. formando o campo auditivo estéreo na fase de mixagem. já que os canais de entrada estão sendo misturados. o nível geral (a soma) deles é que deve ficar no limite operacional do gravador (em geral. Plugados nos canais de entrada do gravador. como também para mixá-las depois. essa mixagem é feita pela distância de cada fonte em relação ao microfone. Quando gravamos vários sons numa mesma pista. é bom notar que eles se organizam em pares estéreo: 1-2. 3-4. também chamados "tape returns" ou "Mix-B". usamos as mesmas conexões de retorno. por exemplo. o som sai pelo submaster de número par (aqui. ao girarmos o botão pan do canal de entrada todo para a esquerda. Só que geralmente não há submaster 3. Se enviamos o som de um canal da mesa para ser gravado na pista 3. a de número 3). que o despacha para o gravador. cada submaster manda o som para a respectiva pista de gravação. ele deve ser primeiro enviado ao submaster 3. Podemos posicioná-los à vontade e mudar esses ajustes a todo momento. 7-8. O som chega igualmente nas pistas 3 e 4. 5-6. Assim. Se o gravamos só na 3. só o submaster é que fica no limite de volume. Se a mesa dispõe de vários canais submasters. ao receber o sinal todo pela esquerda ele manda todo o som pela saída ímpar (no caso. cada qual com seu volume. gravamos várias vezes o mesmo trecho com diferentes posições das fontes sonoras. usamos a saída direta de cada canal. enviamos o sinal de cada fonte (cada canal de entrada) por um diferente submaster. Senão. Como o submaster é um par estéreo de canais. é preferível gravar cada fonte numa pista exclusiva. Esta maneira de enviar o sinal em nada significa que o som final ficará todo para um lado só. Neste caso. caso esteja sozinho na pista do gravador. zero dB). Mesmo aquele instrumento que vai soar bem baixinho é gravado primeiro no máximo volume. o que permite nivelarmos os sons numa outra etapa do trabalho. gravando assim os sons em várias pistas. As saídas do gravador são ligadas a outros canais de entrada da mesa. mandando todo o sinal só para a pista desejada. Evitamos o desperdício. eles não influenciam o som da gravação multipista. cada uma conectada a uma entrada do gravador. Para ouvirmos (monitorarmos) as pistas gravadas. . é nos canais de retorno que definiremos a posição espacial (pan) definitiva de cada uma.

É mais fácil dosarmos reverberações. em primeira geração. Alguns programas até acumulam as duas funções. Registrados os sons um a um.. Depois. misturamos gravação coletiva e pistas adicionadas depois. Em software. podemos editar todos os comandos. De cara. O gravador armazena áudio. Podemos gravar essas amostras num sampler ou usar amostras prontas contidas num sintetizador ou bateria eletrônica. mandando tanto o que estamos tocando naquele instante quanto o material que já foi registrado nas outras pistas. de acordo com os limites do equipamento. Rec. gravando pistas de áudio pela placa de som e pistas de sintetizadores pela placa MIDI. corrigindo erros de performance sem precisar regravar. têm sua qualidade de som preservada. um seqüenciador e um ou mais geradores de som. Tocando num instrumento controlador (teclado ou guitarra MIDI. Podemos até mesmo tocar um som e depois ouvir as mesmas notas com outro. pistas e tal. Contudo. compressão. armazenamento. nada substitui o calor da interpretação coletiva ao vivo. Qualquer computador com uma interface MIDI é apto para seqüenciar.). o seqüenciador MIDI tem a aparência de um gravador multipista: comandos de transporte (Play. Com os canais MIDI e um ou mais sintetizadores multitimbrais fazemos o arranjo com quantos "instrumentos" quisermos. A decisão caberá sempre ao nosso ouvido. São conectados aos canais de entrada ou de retorno da mesa. como se fosse um músico ou uma orquestra invisível. tocados ao vivo pelo seqüenciador. timbres. Para seqüenciar. como se fossem as pistas gravadas.. conectamos a saída MIDI out do instrumento controlador à entrada MIDI in do seqüenciador ou interface MIDI. toca esses mesmos comandos nos instrumentos eletrônicos. mas mensagens que acionam o som de um sintetizador. temos uma excelente economia: como não grava o som. profundidades e posição espacial dos sons quando já estão todos gravados. podemos processá-los e mixá-los depois. O seqüenciador MIDI grava o nosso toque. em várias linguagens musicais. Havendo mais de um sintetizador. Esta saída do seqüenciador ou da placa MIDI funciona como out e thru ao mesmo tempo. por exemplo) podemos substituir ou inventar instrumentos. Uma amostra é como uma nota de um determinado instrumento. ligamos a saída MIDI thru do primeiro à entrada MIDI in do segundo e . Os sons de muitos instrumentos podem ser substituídos por amostras digitalizadas (samples). Seqüenciamos cada pista tocando no controlador. depois de escolher o canal MIDI e o programa (patch) com o timbre apropriado do sintetizador. o seqüenciador grava mensagens. Seqüenciamento de sintetizadores MIDI. embora entrando ao vivo. O seqüenciador aciona os sons dos instrumentos geradores quando conectamos sua saída MIDI out à entrada MIDI in do primeiro gerador. em vez de gravar o som. Em outras situações. pois permite um tratamento definitivo após a gravação. Os instrumentos eletrônicos. como sintetizadores. o seqüenciador consome pouquíssima memória. Além disso. como comandos ou mensagens musicais. Se o fazemos na hora de gravar. temos que realizar ao mesmo tempo várias etapas do trabalho: captação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 82 Essa prática de gravar cada som isolado numa pista exclusiva é muito salutar. E tudo isso sem usar nenhuma pista de áudio! O sistema MIDI compreende um instrumento controlador. processamento e mixagem.

sampler ou bateria eletrônica. O seqüenciador tem incontáveis recursos de edição das mensagens MIDI geradas pelo controlador e executadas nos geradores de som. a quantização confere mais peso às bases rítmicas e harmônicas. Todas as notas do trecho serão deslocadas no tempo em direção a uma "grade" de subdivisões rítmicas. Por exemplo. como nos trechos de bateria e baixo de música pop ou rock. seja usando um gravador e um seqüenciador através de SMPTE time code ou MTC. sincronizando-as interna e automaticamente. Quando desejamos uma precisão rítmica que não conseguimos executar no instrumento controlador. como bateria. baixo e piano. colcheia) do trecho. Qualquer mudança de andamento ou divisão deve ser indicada no seqüenciador. junto com as pistas de áudio do gravador. contudo. quando gravarmos vozes ou outros instrumentos. encolher. no decorrer do trabalho. como a quantização e a própria localização dos diversos trechos e mensagens. não há por que gravar o som dos sintetizadores. elas ajudam a construir as outras pistas de áudio e MIDI. onde podemos acrescentar. andamento e harmonia. o andamento e acionar o metrônomo do seqüenciador. escolhemos uma determinada resolução. como a bateria. É costume trabalharmos com os dois sistemas . Definimos o som de cada nota no sintetizador. podem estar num mesmo canal. o material que gravamos é sempre organizado segundo o tempo musical. Mesmo que não sejam definitivas. fornecendo ritmo. em compassos. Corretamente utilizada. esticar. seja com um programa que efetue as duas funções. Assim. Assim. com simples cliques e arrastes do mouse.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 83 assim por diante. Assim. de uma maneira ou de outra. correspondente à resolução escolhida. conectamos todos eles aos canais de entrada da mesa. formando uma cadeia OUT ® IN ® THRU ® IN ® THRU ® IN. . Os timbres percussivos. usamos a quantização. Podemos. Vale a pena começar o trabalho seqüenciando pistas de ritmo e harmonia. alterar todos esses ajustes a qualquer momento. arranjos de cordas e outros sons em que a imprecisão rítmica é que define o sentimento.áudio e MIDI . o intérprete estará sempre escutando essas pistas. gravar devagar e mixar mais rápido (no mesmo tom ou em qualquer outro) ou gravar num só andamento e criar um rallentando depois. Para podermos ouvir e mixar os instrumentos MIDI. suprimir. Saltam aos olhos os recursos de edição gráfica da tela conhecida como piano-roll. Toda a edição posterior do material. tanto o controlador quanto o seqüenciador acionam todos os geradores de som. O sistema MIDI trabalha com canais. já que eles estarão seqüenciados e sincronizados às pistas de áudio. que corresponde à menor figura rítmica (semínima. sendo cada tambor ou prato acionado por uma diferente nota MIDI. O seqüenciador aciona os diversos canais ao mesmo tempo.sincronizados. de modo semelhante às pistas de áudio. Aqui. Desta forma. depende da correta configuração do projeto. Para isso. devendo no entanto ser evitada em solos. atrasar ou adiantar as notas e desenhar variações dos controles dos sintetizadores ao longo do tempo. cada canal MIDI aciona um diferente timbre de sintetizador ou um diferente aparelho. Antes de começarmos a seqüenciar precisamos escolher o compasso.

a mesa virtual do programa seqüenciador/gravador. além. cortamos as músicas. Do Aux Send da mesa. Os compressores e outros processadores dinâmicos são conectados pelos inserts dos canais da mesa. Após gravarmos e seqüenciarmos todos os instrumentos e vozes. do Output do efeito. os volumes de cada instrumento ou voz ao longo da música. esse som. cada compressor recebe no input o sinal que vem do insert e o devolve processado do output para o mesmo insert. Dosamos volumes. Nesta fase. de ordenar as músicas como elas se sucederão no CD. Agora. volta pro Aux Return da mesa. dosamos a intensidade do efeito girando o respectivo botão Aux. perdeu o sentido a gravação em fita ou hard disk do áudio gerado pelos instrumentos eletrônicos. para ajustar os timbres. pan. podendo ainda comprimi-las para otimizar seus volumes. Dela saem os dois canais com o produto final em estéreo. Podemos usar.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 84 Desde a entrada em cena do seqüenciador. Em cada canal. é só colocar um CD virgem no gravador de CDs do próprio computador. ajustando os controles da mesa até encontrarmos a sonoridade ideal para registrar o produto final. Para isso.). esperar alguns minutos e curtir o seu CD totalmente feito em casa! . reverber. usamos um cabo em "Y": Insert ® Input e Output ® Insert. Reunimos na mesa todos os sons. das pistas gravadas e dos sintetizadores seqüenciados. em vez de nos ocuparmos com repetidas rotinas de comandos. Os processadores que mais usamos são os equalizadores dos canais da mesa. um ou mais reverberadores. equilibramos as diversas músicas de um mesmo CD. Uma mesa automática ou a mesa virtual do software facilitam os ajustes feitos durante a música. é hora de ouvi-los juntos. chamada de pré-masterização. visando ambientar todas as partes do arranjo no espaço psicoacústico apropriado. Os efeitos podem assim ser usados ao mesmo tempo por vários canais. 2 etc. mas a mesa "física" permanece como o coração do estúdio. No computador. dando acabamento ao produto final. é claro. Eles permanecem seqüenciados até terem os seus sons mixados junto às pistas de áudio gravadas. Ligamos as saídas do gravador ou placa de som e também dos sintetizadores aos canais de entrada da mesa. tiramos ruídos e realizamos algumas outras funções. masterizamos a música em um gravador estéreo ou no computador. Ao final da mixagem. compressão e fazemos ajustes para realçar os timbres e tirar ruídos. Assim. também podemos aplicar efeitos. para definir profundidade e ambiência. Com um bom programa de masterização e uma boa interface de áudio. Processamento e mixagem. sobra mais tempo para a ouvirmos. Os reverberadores e efeitos em geral se conectam à mesa pelos canais auxiliares. o som vai pro Input do efeito. podemos ligar mais de um processador de efeitos. agora processado. como auxílio. ou seja. que é a gravação estéreo em CD ou qualquer outro meio. De uso individual. e alguns compressores para "segurar" a variação dinâmica. Evite exagerar a reverberação. em intensidades diferenciadas. aqui como um arquivo de som estéreo. comprimir dinâmicas e equalizar timbres através dos programas de gravação e plug-ins de efeitos. Com vários auxiliares na mesa (Aux 1. A ela retornam os sons gravados nas pistas de áudio e as saídas dos sintetizadores seqüenciados. acionar o Rec.

seja analógica ou digital. instrumentos harmônicos. Não sonhe com correções na mixagem. Por exemplo. O timbre da guitarra é melhor captado ao microfonarmos um amplificador. e mandar o som estéreo mixado para um DAT por um cabo S/PDIF. Cada pista deve ser gravada no limite. composto dela própria. não importando se o nível for atingido por um instrumento gravado sozinho ou pela soma de sons gravados juntos. leve-os em conta ao posicionar os microfones e monitorar a gravação. Use ambientes diferentes ao reverberar vozes. a guitarra soa menos natural. Ao ajustar processadores dinâmicos. Esses formatos não são compatíveis entre si. Som estéreo profissional usa AES/EBU. entrada do gravador) ao limite máximo de operação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Tirando Leite das Pedras ÁUDIO • 85 Grave sempre no nível máximo tolerado por seu sistema. deve ser armazenado no pico de volume. Isto enche o sistema com som. mais a pedaleira e o amplificador. Use um microfone dinâmico a alguns centímetros do meio do raio do cone de um dos alto-falantes. dispensando o microfone. ouça sempre a música do início ao fim. de preferência a válvula. Enquanto você não obtiver total estabilidade e perfeita sincronização na transferência digital do áudio. mas os home studios digitais tendem mais ao uso do S/PDIF. caixa da bateria etc. além dos gravadores. Gravando vários instrumentos acústicos. a mesa digital pode se conectar a uma interface de áudio por cabos óticos do formato ADAT (8 canais em cada cabo). você pode e deve começar conectando seus equipamentos digitais através de cabos analógicos. Já o baixo elétrico ganha peso quando conectado à mesa em linha. se gravado sozinho na pista. leve cada LED (entrada e saída da mesa. Se optar pelo digital. se os vazamentos dos sons entre os canais são inevitáveis. para gravação multipista. Mesmo um instrumento que vai ser mixado baixo. Com bons conversores AD/DA nos gravadores ou interfaces e uma mesa de som cristalino. Você pode gravar som num estúdio analógico. Plugada direto na mesa. o fato é que nem sempre dá para percebermos a diferença entre o estúdio digital e o híbrido. Aproveite os efeitos dos sintetizadores e também dos programas para poupar seus processadores ‘físicos’. digital ou híbrido. minimizando os ruídos. você precisa de uma mesa digital. Conectores multicanais geralmente são do tipo ADAT ou TOSLINK (Alesis) ou então TDIF (Tascam). Este pode ainda ser ótico ou coaxial (RCA). como os compressores. • • • • • • . As conexões entre ela e os gravadores ou a interface de áudio devem ser do mesmo protocolo. Encare a guitarra como se fosse um instrumento acústico. porque elas não serão possíveis. Sem deixar distorcer o som. Guarde sempre o melhor modelo para a voz ou o instrumento solista.

Dá um pouquinho de trabalho para aprender a operar. O bom sistema é aquele que você sabe usar. você exigiria absoluta precisão rítmica de seus músicos. • • MISCELÂNEA • Quantizar e mudar o tempo dos trechos de áudio é sempre temerário. Procure investir em material de boa qualidade. mas sua sonoridade é definitiva. De nada adianta ter sempre equipamentos e programas atualizados e não ter tempo para gravar porque você está ocupado lendo manuais o tempo todo. depois de copiá-los para um CD-ROM. A quantização também ajuda a resolver o problema dos ‘atrasos’ gerados por controladores MIDI alternativos.bun> e só depois passá-lo para o CD-ROM. Não é o fato do seu "baterista virtual" errar os tempos que vai torná-lo mais humano. "camas" (pads). como também para copiar e colar trechos MIDI. processe esses sons com efeitos e compressão. Para ter timbres diversos sempre de alta qualidade. para evitar dissabores e prejuízos. com produtos compatíveis entre si. O ADAT ainda é o mais popular gravador multipista. Assim como as fitas se deterioram. preparese para fazer manutenção preventiva periódica. cordas e sopros tendem a soar melhor sem quantização. Grave boas performances vocais e instrumentais. faça backup das gravações multipista em CDROM.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio MIDI • 86 Quantize aquelas pistas MIDI que. Quantize só as pistas MIDI. regrave quantas vezes forem necessárias. reserve tempo e orçamento e adquira um sampler. solos. Entretanto. Apague antes os arquivos de áudio que não estão em uso. temos muito menos trabalho quando esses trechos estão quantizados. que permite que o material seja remixado em outro estúdio. Use os drivers mais atuais para os periféricos do seu computador. • • • • • . O fator "humano" está presente através da variação de dinâmica ("velocity") de um toque ou nota pra outro. de preferência protegido por um no break. se fossem de áudio gravado. o áudio no HD pode ser corrompido ou apagado erroneamente. Use a Internet como sua principal fonte de informação e de atualização do sistema. Desfragmente freqüentemente o HD onde você grava o áudio. Planeje sempre a totalidade dos itens antes de sair comprando. Nos loops. Quem usa o popular Cakewalk Pro Audio deve gravar primeiro o arquivo no HD no formato "bundle" (pacote) ou <. Se você grava áudio no computador. Se pretende usá-lo. como a guitarra. para não ter a mesma despesa duas vezes. mas evite mexer nos tempos dos sons gravados. ou ainda que façamos acréscimos posteriores às gravações. É o caso da bateria e do baixo na música pop. É como se fosse a fita do ADAT.

e terá maior conforto para mixá-los. Arranjo bom.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio • 87 Evite trabalhar com programas e sistemas operacionais muito novos e ainda não totalmente compatibilizados. mixagem fácil. Ao criar um arranjo procure usar o seu ouvido interno para prever a mixagem dos timbres. Cuide bem de cada som em cada etapa do processo. • .

Dispositivo muito comum também em equipamentos domésticos. Afinador Afinador de instrumentos que usa a escala musical chamada cromática. Também usados em apresentação de orquestras ao vivo. Conhecido também como plugue P-10 ou "de guitarra". Grava em fitas de vídeo Super VHS (S-Vhs). Tipo de mixagem de dois ou mais canais onde o primeiro vai diminuindo e o segundo vai aumentando gradativamente.C. Caixa Em iluminação significa estruturas armadas de alumínio. Abreviação da Siglas Audio Engineering Society e European Broadcasting Union. sentidas pelo ouvido humano. Sustain e Release. Energia elétrica de corrente alternada. Uma abreviação do termo Corrente Alternada.24. Inglês. Inglês. Unidade de medida de uma corrente elétrica. Lançado no inicio de 1993 tornou-se quase um padrão. Inglês. Recurso comum em mesas de som digitais para estúdios. manipulado. Podem ser refletivos ou absorventes impedindo que som entre ou saia de certo espaço. Marca Registrada pela Alesis. Agudos Significa freqüências altas. Excitar ou Amplificar 1) Aumentar ganho de sinal. Inglês. Dispositivo encontrado em alguns processadores digitais. 1) Base musical onde será introduzida a voz. D. Estes são os vários elementos para mudanças e ajustes de parâmetros em efeitos digitais. Base Termo usado em gravação. Engenheiro Elétrico Responsável pelo dimensionamento elétrico em shows ou eventos no exterior. Pedal do Bumbo da Bateria Também chamado de Kick Drums ou simplesmente pedal. pode-se ligar vários aparelhos juntos para conseguir um número maior de canais 8. Inglês. Contra baixo Instrumento musical Inglês.32 etc. Permite ao engenheiro deixar pré-gravado os parâmetros da mesa vão aumentar ou diminuir automaticamente. Amplificador de Contra Baixo Inglês. Placas Pequenas peças de madeiras usadas na parte interna de caixas acústicas. Fazer Hora Equivale a gíria "Rodar a Lâmpada" Inglês. alumínio ou fibra de carbono. Abreviação de Equalização Também pode significar equalizador ( aparelho) EQ . Abreviação de ANALÓGICO para DIGITAL. Ataque Ponto ou instante onde o som começa e aumenta o volume. Inglês. Corda ou encordoamentos para Contra baixo Inglês. Separação Entre Canais Especifica em decibéis a separação entre os canais do estéreo (direito e esquerdo) Inglês. Baterista Musico que toca bateria. Sigla As letras A. Chimbau de Bateria Inglês. Mandada ou Saída Auxiliar Inglês. (ex. instrumentos digitais e teclados. Inglês. Abreviação de Amplificador Em alguns manuais é abreviação de Ampére. Inglês. Conhecidas como labirinto. Cabo de força ou extensão de força. Caixa Definição popular de Caixas Acústicas ou de Direct Box. São fabricados em madeira. Electret Microphone Inglês. Canal Inglês. Inglês. Inglês. Bumbo da Bateria Inglês./Indica que um aparelho possui um conversor interno que faz a mudança de /sistemas analógicos para digitais. Estojo Embalagem especial para acondicionamento e proteção de equipamentos. Aparelho eletrônico que aumenta o nível de sinais elétricos e multiplicando o volume de um sinal de áudio.É usado em pro e home-studios. 2) Final da música onde não tem mais a voz cantor (a) 3) pode significar também o play back antes de mixar ou musica sem a voz. AC Power AC Power Cable AD ADAT ADSR AES/EBU AFC Amp Ampére Amplificador Amplitude Atenuação Attack Attenuation Áudio Freqüência Áudio Automação Automation Aux In Aux Out Aux Send Baffles 2 Baffles Balance Banana Band Track Bass 2 Bass Amp Bass Cables Bass Drum Pedal Bass Drum Bass Straps Bass Strings Bass Boost Box 2 Box Brilho Capsule Case Channel Separation Channel Chromatic Tuner Concertino Manuscript Cone Console Corrente Alternada Cozinhar o Galo Crossfader Cymbals DDL Significado Inglês. Atenuar os graves = Diminuir os graves Inglês. CD Player e sinais de áudio de telões. A altura de uma onda de áudio ( senóide ou waveform ) acima ou abaixo da linha ZERO. Inglês. Inglês. Protocolo de associação internacional de engenheiros de áudio para para a comunicação de canais digitais usando conectores XLR. Inglês.000 Hz (hertz) Tudo que se refere a SOM captado. Painéis Sonoros Painéis (tipo biombo) usados em estúdios para corrigir a acústica de uma sala. Inglês. Inglês. Inglês.GLOSSÁRIO Termo A A. Inglês. Inglês. Inglês. Saída Auxiliar Em mesas de som serve para conectar efeitos digitais ou enviar sinal de monitor para o palco. Apelido do plugue telefônico de 1/4 de polegada. Decay. 2) Aumentar o ganho de freqüências especificas como um equalizador. Mesa de Som Um tipo de corrente elétrica Gíria. Automatic Frequency Control Controle automático de freqüências.16. O Análogo que é mais inconstante e o sistema digital a base de números (bits) é mais preciso. Cabo do Baixo Cabo que liga o contra baixo ao amplificador ou Direct Box. Abreviação de AMPÉRE Inglês. agudas. Compreendidas entre 20 Hz a 20. Inglês. Inglês. Partitura Musical Componente de um alto falante que produz a movimentação do ar. Corrente alternada é um tipo de corrente elétrica Inglês. Graves Define BAIXAS freqüências menores de 250 hz Inglês.1) deixando-os no mesmo volume. Mais brilho = Mais agudo) Inglês. É Direct Box utilizada para ligar instrumentos direto na mesa de som. Correia do Contra Baixo Correia que mantém o contra baixo suspenso junto ao corpo do músico. Ex. Entrada Auxiliar Entrada comum em mesas de som onde normalmente são ligados Tape deck. Francês. Cápsula Define a cápsula de microfone. Inglês. Gíria. Pequena CAIXINHA que transforma o sinal de instrumento em sinal de microfone (Alta impedância para Baixa impedância). Atenuação Diminuir Freqüências sonoras percebida. É modular ou seja . Inglês. Microfone de eletreto Ou microfone de condensador Electrical Engineer Inglês. Balanço Equilíbrio entre dois canais ( L e R ) ou mais (como 5. Bateria Instrumento musical responsável pero ritmo e andamento das músicas Drum Drummer Inglês. Automação Inglês. Abreviação de Digital Delay Inglês. S & R são as primeiras letras de:/n Attack. Inglês. Inglês. transmitido ou amplificado por meio eletrônico . Inglês. Gíria. Diminuir o volume de um sinal de áudio.

Inglês. Inglês. Uma voz Teclados do final da década de 70 que reproduziam uma voz (nota) de cada vez. Abreviação de guitarra Inglês. Canal esquerdo Inglês. Inglês. Gíria américa Afinador de guitarra. Inglês. Inglês. Bumbo Outro nome do Bumbo da bateria. Entrada Inglês. Pedestal de microfone Inglês. Abreviação de 1. Abreviação de GROUND. Aumentar ou abaixar o volume. R = V // I /n Low Batery Indicator Inglês. Inglês. Usadas para tocar violões. Pedal de volume Inglês.000. Abreviação de microfones Inglês. Inglês. Inglês. Inglês. Inglês. Remover ou atenuar uma região de freqüências. suporte para amplificadores de guitarra. Misturador Pode significar pequenas mesas de som Inglês. Surdo da Bateria Inglês. Botão de volume Botão ou chave deslizante usada para controlar o volume de um canal de mesa ou de outro aparelho qualquer. microfone ou aparelho atua ou trabalha melhor. Inglês. Teclado Inglês. Sistema que reproduz apenas um canal. Inglês. Número de vibrações (ciclos) de uma onda sonora por um segundo. Inglês. Sinal Padrão Enviar um sinal auditivo padrão para teste. Inglês. Inglês. O termo mais usado é Kick drum Inglês. Monofônico Ou simplesmente MONO. Multi-cabo Multi-cabo para canais de microfones . Fone de ouvido Inglês. Realimentação Microfonia. Fidelidade Qualidade de uma gravação ou reprodução sonora. luz. Freqüência Inglês. Inglês. Inglês. Esquerdo Formula matemática que explica a relação de voltagem.000 Gíria. Faixa de Freqüências Região de freqüências em que um falante. Abreviação de In Put Entrada Inglês. I = V // R . Equalizador Gráfico.etc. Aumentar o volume Inglês. Termo Europeu Significa mandar um sinal da mesa de som para os monitores de palco. corrente. Inglês. Nos EUA e Japão o termo mais usado é Talk Back. Gravador Multicanal Também conhecido como Gravador multipistas. Faixa Completa. Tecladista Inglês. Inglês. Por exemplo V = I x R . etc. Referência mitologia a deusa grega "Medusa" que era uma mulher com cabelos de cobras. Inglês. Fio terra ou aterramento.Termo Fade In Fade Out Fade Fader Feed Feedback 2 Feedback Fidelity Filter Filtrar Final Mix Flat Floor Tons Fold Back Folding Amp Stand Foot Drum Foot Pedal Foot Switch Freqüência Frequency Range Frequency Full Ranger GND Graphic EQ Ground GTR Guitar Cables Guitar Picks Guitar Straps Guitar Strings Headphone House Mix In put In Keyboard Keyboardist Kick Drum Kick Knobs Left Channel Left Lei de Omh Significado Inglês. Low Batery Low Frequency Low Machine Head Main Power Make Off Medusa MEG Mexedor de pitocos Mic Snake Cables Mic Microphone Stand Mix 2 Mix Mixer Monophonic 2 Monophonic MTC Multitrack Record Multitrack Record Multitrack Inglês. Inglês. Inglês. Inglês. Cordas de guitarra. Inglês. Reto Em áudio significa deixar todos parâmetro dos botões de volumes ou cortes em ZERO. Inglês. Inglês. Sistema ou caixa acústica que emite todas as freqüências ao mesmo tempo. Abreviação de MIDI Time Code Sinal de sincronismo MIDI baseado no sinal SMPTE. Inglês. Ex. São botões simples pode ser de plastico. Central de energia Transformador central de onde sairão todos os pontos de energia elétrica para os sistemas de som. Abaixar o volume Inglês. Inglês. Misturar ou somar Parâmetro encontrado em alguns Efeitos Digitais ( tipo delay ) que controla a quantidade de efeito a ser adicionado ao som original. guitarras. Misturar Inglês. Baixas Freqüências Graves Inglês. Multicanal Também chamado de multipistas . Área da Mesa Local onde fica instalada a mesa de som e periféricos. e resistência em circuitos elétricos. baixos etc.Também conhecido como profundidade ou "regeneration" (realimentação) Inglês. A freqüência de uma onda é medida em hertz (hz) Ex: 100 hz significa 100 vibrações (ciclos) por segundo. Uma mudança gradual de um nível para outro. Indicador de bateria fraca Normalmente é um Led (lusinha) que acende para indicar que a bateria esta fraca. Bumbo da bateria. Terra Fio terra ou aterramento. Chute Abreviação de Kick drum. Mixagem final Quando todos os canais de uma gravação são reduzidos a uma mixagem de apenas dois canais. Bateria ou pilha fraca Inglês. Ponta do multi-cabo Apelido dado a ponta do multi-cabo ou sub-snake onde ficam os plugues XLR ou P-10. Ex : Um sistema de caixas sem crossover Inglês. Técnico operador de mesa de som em algumas regiões do nordeste. Em processadores de efeitos é o parâmetro que controla a quantidade de repetições que acontecerão depois do som original . Correia de guitarra Inglês. Desligar Gíria. Baixa Abreviação de Low frequency Inglês. Inglês. Cabo de guitarra Inglês Palhetas Pequenas peças triangulares de plástico. Cada banda de um equalizador é um filtro. Botão. Bumbo de bateria Inglês. Filtro Um dispositivo que remove freqüências de uma região pré determinada. Pedal com chave Pode ser um pedal liga e desliga ou de pedal de contato usado em "sustain" de teclados e amplificadores de instrumentos. Ex: Mini Moog Inglês. metal.

Speakers Cables Inglês. Silenciar Pequeno circuito eletrônico que diminui os ruídos de interferências em receptores de microfone sem fio (UHF ou VHF). Pico Volume mais alto de um sinal de áudio. Direcionado ao público. Disparadores Pequenos dispositivos eletrônicos de contato sensíveis a vibrações. sax.violões. Gíria. Squelch Existem modelos automáticos digitais e alguns com ajuste manual . e resistência em circuitos elétricos. Mas é usado PA apenas para as grandes platéias.Efeito conhecido Overdub como "som sobre som". Oscilador Circuito eletrônico que gera uma onda de áudio constante. Amplificadores. Gravar em cima parâmetro usado em processadores de efeitos que grava um novo efeito sobre um já gravado . Tempo para a repetição. Multi-cabo Pequeno multi-cabo secundário usado para fazer as ligações de baterias e outros instrumentos distribuídos pelo palco trazendo até o multi-cabo principal Inglês. Inglês. Tem esse nome porque se parecem com os Peixeiro caminhões de venda de peixe encontrados nas feiras livres de São Paulo Percussionist Inglês. Fazer Hora Termo muito usado em estúdios de gravações. Significa que bateria ou outro instrumento usa sensores para disparar um modulo de sampler . Unidade de medida da resistência elétrica.A RCA connectors Inglês.mixers. Energia Ligada. Tweeters Inglês. Phono Plug Inglês. RTA Inglês. Em alguns casos significa eliminadores de pilhas ou baterias. Saída Inglês. Power 2 Inglês Abreviação de Power Amp. Apelido dado aos estúdios móveis (caminhões) que fazem gravações de shows ao vivo. Gíria. Lei de Ohm Formula matemática que explica a relação de voltagem. Canal direito Rigth Channel Rigth Inglês. aceso etc. Replacement Inglês. Régua de AC Gíria. Inglês. Caixa da bateria. Reparo de Tweeters Domo para reparos de Tweeters. Power Requirements Dc 9v. baixos etc. DI etc Peak Inglês. Inglês. Neste caso servem para disparar samplers em módulos de baterias eletrônicas. Abreviação de Sound Pressure Level Nível de pressão sonora. Parâmetro usado em processadores de efeitos que controla o espaço de tempo entre uma repetição e outra. Sistema para pequenos lugares chama-se " Sound Reinforcement " P. Inglês. Conector RCA Tipo de conector padrão em áudio e home vídeo. Abreviação de PUBLIC ADDRESS Som direcionado ao público. milésimos de segundos ou em metros. Circuito eletrônico que gera uma onda de áudio com sinal constante. Em algumas mesas de som o MUTE pode ser programado para ligar ou desligar um ou vários canais simultaneamente em momentos pré determinados. Mesa monitora Mesa de som responsável pela mixagem do som dos monitores ou ear phones do palco Stage Monitors Inglês. Parafusos Screws Single Unit Inglês. Usando triggers. Transformador Apelido do transformador de força ou Main Power. Engenheiro de gravação engenheiro responsável pelas gravações em estúdios. Power On Inglês. Unidade Simples Apenas uma unidade Inglês. técnico Técnico de som que opera e monta sistemas de P A Pad Inglês. Saída Abreviação de Out put. Cordas Encordoamento feitos em aço ou nylon para guitarras. Correias Neste caso correia de instrumentos baixo. Power Inglês. Ligado Funcionando .Termo Mute Off Ohm Ohm's Law Omnidirectional Microphone On Operating Range Operating Temperature Oscilador Oscillator Out Put Out Significado Inglês. Extensão de força Extensão de energia elétrica com varias tomadas. Sistema de monitores de palco. Pequeno circuito ou resistências que atenua o sinal de entrada em mesas de som . processadores. Inglês. pianos.Exemplo "de -10 até +50 graus. Fontes de energia Transformadores de energia AC para DC. Strap Botton Straps Strings 2 Strings Sub Snake Sub Woofer Time Delay Trafo Trigado Trigger Inglês Botão da Correia Pequeno pino cromado com parafuso existente em instrumentos como violões e guitarras onde é presa a correia. Em alguns aparelhos como câmeras de vídeo significa regravar o áudio da fita Inglês. Conhecido também como speed Gíria. Caixas de P A Inglês. Cordas Define uma orquestra de cordas ou um naipe de violinos. Energia Ou eletricidade Public Address Inglês. guitarra. Stage Mix Inglês. Pode ser acionado diretamente ou programado via MIDI Inglês. Bastante usada para calibrar equipamentos. Inglês. Temperatura de Funcionamento Especifica temperatura adequada ao funcionamento do aparelho. Percussionista Inglês. Ou seja graves abaixo de 125hz. Abreviação de "Pre Fade Listen" Dispositivo usado em mesas de som onde o técnico operador pode ouvir o sinal que entra em um PFL canal selecionado antes de passar pela equalização. . Multi-cabo Snake Cable Snare Inglês. corrente. Acima da capacidade Quando um sinal de áudio ultrapassa a capacidade eletrônica de um circuito eletrônico causando a saturação Overload e distorção. Inglês. Suporte ou estantes para caixas acústicas Conhecidas popularmente como tri-pé ou "pé de galinha" SPL Inglês. Inglês. Cabos de Caixas Speakers Stands Inglês. Energia Requisitada Determina as necessidades de energia para o bom funcionamento de um aparelho. Exemplo Ac 110v ou 220v. Inglês. Falante de Grave Sistema de caixas ou falantes que reproduzem freqüências muito baixas. Direito lado direito Gíria. 52v etc Power Supply Inglês. Pode ser medido em segundos. Os estúdios cobram por hora de gravação então alguns "mais espertos" Rodar a Lâmpada demoram a iniciar as gravações para aumentar o numero de horas a serem pagas. Inglês. Mudo Chave que corta o sinal (liga/desliga). Desligado Inglês. O seja o sinal original puro.etc Inglês. Inglês. Conhecido popularmente como plugue RCA. Inglês. Os mais comuns são usados em baterias. Inglês.Conhecido também como "phono plug" Recording Engineer Inglês. Microfone Onidirecional Inglês.Azeiro Gíria. Plugue RCA Conector padrão em sistemas hi-fi e vídeo desenvolvido pela RCA . No caso do áudio refere-se ao sistema de caixas de som direcionado ao público ou apenas P. Inglês. Área de Operação Este parâmetro determina a área de alcance de um transmissor ou receptor. P A Speakers Inglês. Abreviação de REAL TIME ANALYZER Analisador em tempo real Inglês. Esse termo no Brasil define todos sistemas de som.

Inglês. Normalmente reproduz na faixa de 80 a 600hz Inglês. Proteção contra escrita ou regravação.M. Pode ser microfones. Gíria. Cabo y Termo ./Veja também " White noise generator" Windows Inglês. fones de ouvido. Gerador de Ruído Branco E um circuito eletrônico que produz o " ruído Branco" que é usado para calibrar sistemas de áudio Generator Inglês. É usado em conjunto com analisador de White Noise espectro para Análise de sistemas de som. Instrumento musical.Significado Inglês.) Conector indicado para cabos e ligações balanceadas de 600 ohm. Inglês. Também chamado de plugue Canon ( Canon é uma das marcas. Em processadores digitais significa que os parâmetros não podem ser alterados. Tube Parametric EQ Inglês. Microfone sem fio Microphone Inglês. Instrumento de percussão constituído de tubos metálicos. Janela Representa a área de trabalho nos softwares e pode representar também o visor de cristal liquido no aparelhos. Válvula eletrônica White Noise Inglês. Ruído Branco Sinal de áudio que contém todas as freqüências do espectro auditivo. Uma das variações da Marimba. ( Display ) Wireless Inglês. Abreviação de Unidade Móvel Veiculo com equipamento montado usados em gravações de externas para TV ou shows Vacuun Tube Inglês. SEM FIO Denomina que o aparelho é sem fio. transmissores de guitarra etc. Wireless Tubaphones Woofer Write Protect XLR Y-cable split Inglês. É tocado com baquetas de bolinhas de borracha na ponta. Abreviação de válvula eletrônica U. Conector de três pinos padrão AES/EBU usado em microfones e seus cabos. Sonofletor de graves Sonofletor próprio para reproduzir baixas freqüências (graves) . Equalizador Paramétrico a Válvula Tube Inglês.

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