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Atualidades para PC RO Prof.

Danuzio Neto
Aula 01

Aula 01 - Atualidades
Atualidades para PC RO
Prof. Danuzio Neto

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SUMÁRIO
SUMÁRIO 2
A AMÉRICA LATINA 3
AMÉRICA LATINA X AMÉRICA DO SUL 3
VENEZUELA 6
O petróleo deu sustentação ao governo de Chávez 7
Aprofundamento da crise venezuelana 9
Hiperinflação e pobreza 9
Crise humanitária e migratória 10
O problema da Venezuela e a crise em Roraima 11
Juan Guaidó, o autodeclarado presidente da Venezuela 12
Grupo de Lima 13
Nova eleição parlamento 13
ARGENTINA 15
Governo de Alberto Fernández 15
CHILE 17
MÉXICO 19
PERU 20
Impeachment de Vizcarra 20
Instabilidade política 20
Eleições presidenciais 21
COLÔMBIA 23
O partido político FARC 23
Odebrecht na Colômbia 23
Pinturas rupestres 23
CUBA 25
Fim da Era Castro? 25
Manifestações de 2021 26
BOLÍVIA 28
EQUADOR 30
PROSUL 31
ARTIGOS 32
Artigo 1: O Drama da Venezuela 32
QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR 34
LISTA DE QUESTÕES 47
GABARITO 54
RESUMO DIRECIONADO 55

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A AMÉRICA LATINA
AMÉRICA LATINA X AMÉRICA DO SUL
Para nivelar o conhecimento de toda a turma, neste começo de aula vamos voltar às nossas antigas lições
escolares e recordar a diferença entre América Latina e América do Sul.

• AMÉRICA DO SUL – Nomenclatura baseada em uma classificação que considera apenas o aspecto
GEOGRÁFICO. Abrange os países da porção meridional (sul) do continente americano, abaixo do
Canal do Panamá. Trata-se, portanto, de uma CLASSIFICAÇÃO MERAMENTE GEOGRÁFICA.
• AMÉRICA LATINA – Designação baseada em uma classificação que leva em consideração os
ASPECTOS CULTURAIS E GEOGRÁFICOS. Resumidamente, fazem parte da América Latina: a
AMÉRICA DO SUL, a AMÉRICA CENTRAL e o MÉXICO. Ou, dito de outra forma, todos os países da
América, com exceção dos Estados Unidos e do Canadá.

MAPA DA AMÉRICA LATINA

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MAPA DA AMÉRICA DO SUL

Fonte: Nations online Project

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VENEZUELA
Apesar do estado calamitoso de países como Haiti e Nicarágua, a Venezuela provavelmente apresenta o
caso mais crítico da América Latina quanto à instabilidade das instituições e crises política, econômica e
humanitária.
Nos últimos anos, Nicolás Maduro demonstrou viés ditatorial, visto pelo aparelhamento, por exemplo,
do Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela, órgão equivalente ao nosso STF. A mais alta corte venezuelana
é composta por magistrados alinhados ao Executivo, já que os seus membros são por estes escolhidos. Vários
membros do TSJ já foram filiados ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que comanda o país desde
fevereiro de 1999, quando Hugo Chávez assumiu o poder.
Além da crise institucional, o país tem uma gravíssima crise econômica que se reflete também numa
crise humanitária.
Em maio de 2019, depois de mais de três anos sem tocar no assunto, o Banco Central da Venezuela (BCV)
revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) havia caído 22,5% no terceiro trimestre de 2018, completando 19
trimestres de retrocesso da economia venezuelana. Alguns setores, porém, foram ainda mais afetados. A
indústria, por exemplo, no período julho a setembro de 2018 chegou a 21 trimestres seguidos em queda.
Quando se compara o período de 1999, quando Hugo Chávez assumiu a presidência do país, a 2019,
percebe-se que a queda da indústria no país foi gigantesca: queda de 95%, segundo Juan Pablo Olalquiaga,
dirigente da Confederação Venezuelana de Industriais (Conindustria).
A revista norte-americana Financial Times elaborou um gráfico que demonstra que a crise econômica do
país se acentuou especialmente após a posse de Nicolas Maduro como presidente, em 2013. Tendo este ano como
base, a economia venezuelana encolheu três quartos, quando se compara com o resultado de 2020. Utilizando
dados do FMI, o gráfico a seguir chama atenção justamente para este ponto, o momento em que Maduro se torna
presidente.

Fonte: https://www.ft.com/content/d7e988dd-c689-4442-9f20-9eb7876512bf

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Em maio de 2018, apesar do cenário catastrófico do país vizinho e em meio à crise generalizada, Nicolás
Maduro foi reeleito presidente da Venezuela, sob suspeita de um processo eleitoral fraudulento.
Em resposta à acusação, feita por vários países democráticos, Donald Trump assinou decreto banindo o
envolvimento de cidadãos norte-americanos em negociações de títulos da dívida venezuelana e de outros ativos
que tem participação do governo de Maduro.
O governo Trump, com o passar do tempo, apresentou sanções cada vez mais rígidas à Venezuela e
aos seus principais líderes políticos, numa tentativa de forçar a saída de Nicolás Maduro. Em março de 2020, por
exemplo, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente os líderes venezuelanos de
“narcoterrorismo” e ofereceu recompensa de US$ 15 milhões por Maduro.
A acusação contra Maduro e outras autoridades alega que eles conspiram com o grupo guerrilheiro
colombiano Farc para enviar grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos e outros países.
No Twitter, Maduro respondeu: "Há uma conspiração dos Estados Unidos e da Colômbia e eles deram a
ordem de encher a Venezuela de violência".

O petróleo deu sustentação ao governo de Chávez


Beneficiada com as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela tem neste recurso natural
praticamente a única fonte de receita externa do país. Inclusive, engana-se quem pensa que as maiores reservas
de petróleo do mundo estão no Oriente Médio. Repito, elas estão na Venezuela, como podemos observar no
gráfico a seguir:

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Fonte: https://www.ibp.org.br/observatorio-do-setor/maiores-reservas-provadas-de-petroleo/

Foram com essas reservas que o país conseguiu, durante anos, bons resultados nos momentos em que o
preço do barril estava alto, o que abasteceu o governo chavista com "petrodólares" para financiar os seus
programas sociais. Em 2008, por exemplo, quando Hugo Chávez era presidente, o preço do barril de petróleo
chegou a 146 dólares, o que contribuía para financiar os seus projetos sociais. Em janeiro de 2020, mesmo com
toda a tensão no Oriente Médio envolvendo a morte do general iraniano Soleimani pelos Estados Unidos, o barril
do petróleo chegou “apenas” a 70 dólares, o que demonstra a menor influência deste produto na geopolítica atual.
Durante a pandemia de covid-19, em abril de 2020, o barril chegou a ficar cotado abaixo da casa dos 20 dólares.
O preço do petróleo desabou principalmente a partir de 2014, justamente quando a esquerda começou a
perder fôlego na América Latina.
Dentre os fatores que favoreceram a baixa desta commodity estão:
• A recusa de Irã e Arábia Saudita em assinar um compromisso para reduzir a produção;
• A desaceleração da economia chinesa e o crescimento, nos EUA, do mercado de produção de óleo e
gás pelo método "fracking" – o fraturamento hidráulico de rochas.
• A estes fatores, em 2020, somou-se a pandemia de covid-19, que diminuiu a demanda pelo produto
no mercado internacional.

Além da queda do preço do petróleo, a Venezuela também teve queda acentuada na sua produção por
conta de má-gestão e corrupção da estatal petrolífera, a PDVSA. Além disso, a Venezuela presenciou uma
verdadeira debandada em seu território de outros gigantes internacionais do setor, que optaram por sair do país
após assistirem à crescente interferência estatal na economia.
Quando Chávez assumiu o poder, em 1999, a produção era de mais de 3 milhões de barris por dia (bpd).
Em agosto de 2020, o bombeamento médio diário estava entre 100 mil e 200 mil barris.
O Departamento de Justiça dos EUA conduziu investigação que revelou um esquema de lavagem de
dinheiro da PDVSA que desviou US$ 1,2 bilhão, entre 2014 e 2015.

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O gráfico a seguir mostra como todos esses fatores (corrupção, ineficiência, advento de novas fontes de
energia...) têm afetado a produção petrolífera venezuelana.

Aprofundamento da crise venezuelana


A imprensa internacional nos últimos anos tem dado reiterado destaque aos relatos de ações militares em
comunidades pobres venezuelanas onde há detenções arbitrárias, remoções de moradores e até demolição de
casas populares.
Além disso, o governo frequentemente, e de maneira aberta, ataca críticos, prende opositores, censura
a imprensa, além de ameaçar médicos e ativistas de direitos humanos que tentam amenizar a situação dos que
estão mais vulneráveis às ações da cúpula do poder de Caracas.
Nas últimas eleições gerais daquele país, em 2015, o próprio secretário-geral da Organização dos Estados
Americanos chegou a afirmar que o regime não aceitou que a OEA participasse das eleições como observadora,
colocando em xeque a completa lisura do pleito.
Nem mesmo a UNASUL – União das Nações Sul-Americanas –, que é uma organização amiga do regime
chavista, foi convidada para supervisionar o processo eleitoral.
A justificativa de Maduro era a de que ele é um governante democrático e que, por isso, não precisaria de
observadores internacionais.
A crise diplomática entre Brasil e Venezuela começou após o impeachment de Dilma Rousseff, em meados
de 2016, e tem reflexos até hoje.

Hiperinflação e pobreza
Com a queda no fluxo de petrodólares, o governo passou a imprimir mais dinheiro para cobrir o rombo nas
contas públicas, o que gerou taxas de inflação cada vez maiores.
A foto a seguir mostra a quantidade de dinheiro necessária para comprar um rolo de papel higiênico em
agosto de 2018.

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Foto de Carlos Garcia Rawlins

Com o descontrole monetário, o chavismo adotou o controle artificial da inflação, ao obrigar os


comerciantes a adotarem um preço abaixo do que eles gastavam para produzir, o que, obviamente, contribuiu
para a escassez de vários produtos.
Diante da interferência estatal, inúmeras empresas começaram a quebrar.
Além disso, a hiperinflação pulverizou a renda dos cidadãos e fez a pobreza aumentar.
A Venezuela tem 96,2% de sua população vivendo na pobreza e 79,3% estão em situação extrema.
Segundo o Banco Mundial, situação de extrema pobreza significa viver com menos de US$ 1,90 por dia. Os dados
são da Pesquisa Nacional de Condições de Vida (Encovi) 2019-2020, realizada pelo Instituto de Investigações
Econômicas e Sociais da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica Andrés Bello (IIES-UCAB).
Para chegar a este quadro, uma série de fatores foram se deteriorando no país durante os últimos anos. O
PIB, por exemplo, caiu 70% entre 2013 e 2019. Já a inflação subiu 2.959,8% em 2020.
Com isso, o salário mínimo, frequentemente ajustado pelo governo, não é suficiente para garantir a
subsistência da população. Em maio, o rendimento mínimo saltou 300%, para 10 milhões de bolívares
venezuelanos. Isso dá pouco mais de US$ 3, o que, segundo o Cenda (Centro de Documentação e Análise para os
Trabalhadores), não cobre 1% dos gastos com uma cesta básica.
A pesquisa mostra ainda que, entre os mais pobres, apenas 12% têm acesso à internet, 13% utilizam
telefonia fixa, 17% têm computadores à disposição e 44% possuem máquina de lavar roupa.
Os programas de transferência de renda do governo, que buscam atenuar o problema, representam 25%
da renda das famílias venezuelanas. Mesmo assim, só conseguiram reduzir a pobreza extrema em 1,5%.

Crise humanitária e migratória


Por conta da pobreza, da hiperinflação, da falta de serviços públicos e da escassez de bens de primeira
necessidade, a Venezuela tem sofrido um êxodo maciço da sua população nos últimos anos.
De acordo com a ONU, 1,6 milhão de venezuelanos se deslocaram pela região de 2015, quando começou
os sinais mais fortes da crise do país, a 2019.

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Segundo a Universidade Central da Venezuela, são aproximadamente 4 milhões de pessoas que deixaram
o país desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1998.
A maioria dos migrantes viaja a pé, um dos reflexos da precariedade social desses viajantes.
No começo, o país sofreu “apenas” uma fuga de cérebros e de capitais, ou seja, apenas movimentações
das camadas mais ricas.
Atualmente, com a migração em massa, os fluxos venezuelanos colapsaram cidades fronteiriças que não
estavam preparadas para este movimento, como Paracaima e Boa Vista, no estado de Roraima.
Nesta situação, os migrantes venezuelanos acabam aumentando a criminalidade e a competição por
empregos e leitos hospitalares nas cidades de Roraima em que se instalaram.
No continente, Peru e Equador restringiram o controle de suas fronteiras antes de flexibilizá-las.
Atualmente, a ONU pede aos países mais ricos que ajudem na crise humanitária da Venezuela,
especialmente com os migrantes.
Segundo a ONU, no final de 2018 já eram 88,9 mil os venezuelanos que viviam no Brasil. Desses, 65 mil
solicitaram status de refugiado. Ainda segundo a mesma entidade, provavelmente 100 refugiados venezuelanos
entrarão no Brasil em 2019.

O problema da Venezuela e a crise em Roraima


O fluxo migratório da Venezuela ao Brasil vem aumentando desde 2015.
Em 2018, no entanto, o processo foi bastante acelerado.
Nos primeiros seis meses de 2018, mais de 16 mil venezuelanos pediram refúgio em Roraima.
Para efeitos de comparação, durante todo o ano de 2017 foram recebidas aproximadamente 13,5 mil
solicitações.
A imigração se intensificou especialmente por terra, com venezuelanos cruzando geralmente a pé a
fronteira com o município de Pacaraima, norte de Roraima, onde o prefeito do município chegou a estudar, em
fevereiro, decretar estado de calamidade por causa do número de venezuelanos acampados na cidade.
Em 1° de agosto de 2018, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), decretou o endurecimento das
regras de acesso dos venezuelanos a serviços públicos do estado, que deveria ser restrito apenas a imigrantes
com passaporte. A governadora, inclusive, chegou a ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF)
pedindo que a União fosse obrigada a fechar, temporariamente, a fronteira com a Venezuela.
Ainda em agosto de 2018, Pacaraima se transformou em uma zona de conflito entre brasileiros e
venezuelanos.
O conflito teve início após um comerciante local ter sido surrado em uma tentativa de assalto praticado
por imigrantes. Com o incidente, brasileiros perseguiram refugiados venezuelanos que vivem em Pacaraima e
queimaram seus pertences. Agredidos, os refugiados foram expulsos das tendas que ocupavam na região, que é
fronteira entre Brasil e Venezuela.
Apesar de a questão dos fluxos migratórios venezuelanos em Pacaraima ter se iniciado em 2015, desde
então o assunto é abordado em concursos públicos, a exemplo da questão a seguir, de 2020.

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Questão para fixar


(IBADE -Prefeitura de Vila Velha/ES - 2020)
Desde 2015, após o presidente Nicolás Maduro perder as eleições parlamentares, parte da população
venezuelana começou a emigrar em maiores números para alguns países da América Latina. Segundo o FGV
DAPP, em Roraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, o município de _____________, tem recebido
grande parte deste fluxo, em meio ao surgimento de conflitos sociais.
Complete a lacuna marcando a alternativa que informe, corretamente, o nome desse município brasileiro.
a) Caracara
b) Pacaraima
c) Uiramutã
d) Alto Alegre
e) Amajari
Comentário:
O município do estado de Roraima, localizado na fronteira do Brasil com a Venezuela, que tem recebido
grande fluxo migratório venezuelano, em meio ao surgimento de conflitos sociais, é Pacaraima.
Gabarito: B

Apesar da preocupação brasileira com a questão, o certo é que a Colômbia tem sido o país mais afetado
pela crise migratória/humanitária venezuelana. Segundo a Migração da Colômbia, mais de 1,3 milhão de
venezuelanos já entraram no país.

Juan Guaidó, o autodeclarado presidente da Venezuela


No dia 11 de janeiro de 2019, um dia após Maduro tomar posse para um segundo mandato presidencial,
Juan Guaidó, então presidente do Parlamento venezuelano, a Assembleia Nacional, foi a um protesto convocado
em Caracas onde, baseado no chamado "cabildo abierto", um mecanismo de participação popular reconhecido
na Constituição, ele (Guaidó) se autoproclamou presidente interino da Venezuela.
Na ocasião, o autoproclamado presidente chamou Maduro de "usurpador" e convocou o Exército, o povo
da Venezuela e a comunidade internacional para apoiar os esforços da Assembleia Nacional para retirá-lo do
poder.
Assim que Guaidó se autoproclamou presidente interino, diversos países lhe declararam apoio.
O governo de Maduro, por outro lado, recebeu o apoio de bem menos países, apenas 14 (entre elas Rússia
e China), que consideraram os movimentos de Guaidó uma tentativa de golpe de Estado dirigida pelos Estados
Unidos.
A fim de pressionar Maduro e contribuir para a ascensão de Guaidó, os Estados Unidos entregaram a
Guaidó a autoridade sobre as contas oficiais da Venezuela no Federal Reserve Bank, em Nova York, e em outros
bancos assegurados americanos. O país norte-americano anunciou também sanções contra a estatal venezuelana
de petróleo, a PDVSA. Em resposta, Maduro mandou fechar todas as embaixadas e consulados e o retorno de todo
o corpo diplomático venezuelano que trabalhava nos EUA.
Apesar de todo o apoio internacional e popular a Guaidó, Maduro mantém no poder graças à fidelidade de
parte do exército. Guaidó, por sua vez, continua atuando como presidente interino.

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Tanto Guaidó quanto Maduro mantêm conversas com o governo dos Estados Unidos, que tenta
intermediar uma saída diplomática para a região.
Em janeiro de 2020, quando houve eleição para novo presidente da Assembleia Nacional, um grupo da
Polícia Nacional Bolivariana da Venezuela impediu o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, e outros
deputados, de entrarem na câmara para votação da nova mesa diretora da casa. Em meio à confusão, o
parlamentar Luis Parra foi eleito o novo presidente da casa, o que colocaria em xeque a situação de Guaidó como
presidente interino da Venezuela, status que se sustentava justamente pelo fato de Guaidó ser o então presidente
do parlamento. Expulso do Partido Primeiro Justiça, acusado de corrupção, Luis Parra assumiu a presidência da
Assembleia Nacional numa sessão relâmpago e sem quórum.
Sem conseguir entrar na Assembleia, a oposição se reuniu na redação do jornal “El Nacional”, onde fez a
sessão legislativa. Com cem votos, 16 além do mínimo necessário, reelegeu Juan Guaidó, chefe do Legislativo.
Desde 2019, Guaidó é reconhecido por mais de 50 países como presidente encarregado da Venezuela.

Grupo de Lima
O Grupo de Lima, que reúne desde 2017 países latinos e o Canadá em busca de saída para a crise
venezuelana, divulgou nota. Reiterou apoio a Juan Guaidó; condenou o uso da força e as práticas intimidatórias
contra os parlamentares; reconheceu a votação pela maioria parlamentar a favor da reeleição de Juan Guaidó;
reafirmou a necessidade de eleições gerais inclusivas, livres, justas e transparentes; reafirmou a condenação às
violações sistemáticas de direitos humanos cometidas pelo regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro; e fez
um apelo para o envio imediato à Venezuela da missão de determinação de fatos criada pelo Conselho de Direitos
Humanos das Nações Unidas.
Assinaram a nota Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá e
Peru.
México, Argentina e Uruguai, que apoiam Maduro, não assinaram a nota, mas repudiaram,
separadamente, os atos de Maduro contra o parlamento.
Em março de 2019, a Controladoria da Venezuela anunciou que Juan Guaidó foi inabilitado para ocupar
cargos públicos durante 15 anos.
O organismo decidiu "desativar o exercício de qualquer cargo público do cidadão (Juan Guaidó) pelo prazo
máximo estabelecido na lei", segundo declaração do controlador do governo, Elvis Amoroso.
O Grupo de Lima é um agrupamento de chanceleres de países das Américas formado em 2017, na capital
do Peru, Lima, com o objetivo declarado de abordar a crítica situação da Venezuela e explorar formas de contribuir
para a restauração da democracia naquele país através de uma saída pacífica e negociada.
Em março de 2021, em apoio à Venezuela, o Governo argentino anunciou a retirada do Grupo de Lima. A
decisão de Alberto Fernández rompe com a política de isolamento a Nicolás Maduro promovida por seu
predecessor, Mauricio Macri. Por meio de um comunicado, a Chancelaria argentina disse que as ações promovidas
pelo Grupo de Lima para “isolar o Governo da Venezuela e seus representantes não levaram a nada” e na
“participação de um setor da oposição Venezuela como mais um integrante”.

Nova eleição parlamento


Em dezembro de 2020, o chavismo retomou o controle da Assembleia Nacional da Venezuela, ao vencer
a eleição legislativa boicotada por quase toda a oposição e caracterizada por uma abstenção de 69% dos eleitores.
A maior parte da oposição, que é liderada por Guaidó, não participou dessas eleições, alegando que haveria
fraudes.

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A escolha dos membros do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) é um dos motivos que fizeram com que a
oposição abandonasse a votação: os nomes deveriam passar pelo Congresso, o que não aconteceu. Foram
escolhidas pessoas ligadas ao regime chavista.
Além das 167 cadeiras até então existentes, foram criadas mais 110 vagas pelo CNE, elevando a 277 o
número de deputados.
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que está no poder, e seus aliados ocupam 256 dos 277
assentos no Parlamento após as eleições de 6 de dezembro, descritas como uma "farsa" pela maioria da oposição,
que se absteve de participar, e não reconhecidas pelos Estados Unidos, União Europeia e vários países da América
Latina.
Sob o argumento de que a votação foi uma fraude, o líder da oposição Juan Guaidó defende a continuidade
da antiga Assembleia Nacional opositora, eleita em 2015, cujo mandato terminou em 5 de janeiro de 2021.
A Assembleia Nacional, até então liderada por Juan Guaidó, era o único poder que não estava sob comando
de aliados de Maduro. No entanto, desde 2017 a Casa está praticamente sem poderes, já que o Supremo Tribunal
a declarou em desacato e anulou todas as suas decisões.
Após tomar posse, a vice-presidente do Parlamento da Venezuela, Iris Varela, solicitou às autoridades
competentes a detenção dos deputados opositores do período legislativo anterior, incluindo Juan Guaidó.
O pedido do Parlamento, de maioria chavista e composto por parlamentares eleitos a 6 de dezembro de
2020, foi feito durante a sessão de instalação da Comissão Especial para Investigar os Danos à República (CEPIDR).
Em sessão permanente durante os próximos 30 dias, a nova comissão aprovou o apelo aos organismos
competentes para proibir a saída do país e da detenção dos deputados simpatizantes de Juan Guaidó, que
deveriam ter cessado funções, pelo delito de usurpação do cargo.
Logo no início da nova legislatura houve outro fato bastante polêmico. Em 19 de janeiro de 2021, o Twitter
suspendeu uma conta ligada ao novo Congresso Nacional da Venezuela, a @LaNuevaAsamblea. A plataforma diz
que houve violação a suas regras.
A conta @AsambleaVE, controlada pela oposição, continuou ativa e com o selo de verificação da rede
social. Esse perfil representa eleitos em 2015 – considerada as últimas eleições democráticas do país pela maior
parte da comunidade internacional.

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ARGENTINA
A Argentina é outro país sul-americano que passa por crise econômica.
A fim de ilustrar a situação do país, vale destacar que, afora a Venezuela, a Argentina tem a mais alta
inflação do continente.
Em 2016, a inflação argentina foi de 40%, enquanto a da Venezuela foi de inacreditáveis 800%, sendo que
o país venezuelano ainda teve uma queda no PIB de 18,6%.
Em 2017, a inflação da Argentina foi de 24,8%. Em 2018, o quadro econômico na Argentina apresentou
considerável piora, com queda de 2,5% do PIB e inflação superior a 40%.
Em 2019 o PIB da Argentina caiu 2,2% e a inflação fechou o ano em 53,8%.
Em 2020, o ano da pandemia, a inflação argentina ficou em cerca de 30%.

Governo de Alberto Fernández


Alberto Fernández assumiu a presidência da Argentina no dia 10 de dezembro de 2019 e logo apresentou
um pacote de medidas sociais e econômicas chamado de Lei de Solidariedade Social e Reativação Produtiva.
As medidas atuam em diversas frentes, mas se utilizam principalmente de elevações de impostos e alívio
fiscal para o governo argentino, como podemos ver a seguir:
• IMPOSTOS – Taxas de 30% para compra de dólares e compras feitas no exterior por argentinos, além
de aumento nos impostos sobre exportação de produtos agrícolas e sobre patrimônio.
• CONGELAMENTOS – Congelamento, por seis meses, das tarifas de serviços públicos (como energia
e transporte) e das aposentadorias, que não poderão ser reajustadas – com exceção das pensões de
membros do Judiciário e do corpo diplomático.
• PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS – Adiamento, reestruturação ou alívio de dívidas de pequenas e
médias empresas.
• ESTADO DE EMERGÊNCIA – Foi decretado estado de emergência econômica, financeira, fiscal e
administrativa até 31 de dezembro de 2020, o que lhe dá poder ao presidente de manejar o orçamento
sem aval do Congresso.

Em dezembro de 2020, o Congresso argentino converteu em lei um imposto extraordinário aplicado às


GRANDES FORTUNAS, com o objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e
créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes.
A estimativa é que essa legislação atinja até 12 mil pessoas que deverão pagar uma taxa única.
A nova lei estipula um imposto único de pelo menos 2% a ser cobrado de pessoas com ativos que passem
de 200 milhões de pesos argentinos (2,45 milhões de dólares), o que o governo espera que leve a uma arrecadação
de cerca de 3,7 bilhões de dólares.
A aliança pró-governo chama a medida de "aporte solidário".
A lei foi rejeitada energicamente pela maior força de oposição, a liberal Juntos pela Mudança, do ex-
presidente Mauricio Macri, segundo a qual se trata de uma medida de confisco.
Também em dezembro de 2020 houve a aprovação de outra medida polêmica do governo Alberto
Fernández, quando o Senado argentino aprovou o projeto de lei que legalizou o aborto no país.
Com isso, a Argentina passou a ser o 67º país a ter o aborto legalizado.
A permissão para realizar aborto estende-se ainda para estrangeiras residentes no país.

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O texto estabelece que as mulheres têm direito a interromper voluntariamente a gravidez até a 14ª
semana de gestação. Após este período, o aborto será permitido apenas em casos de risco de vida para a gestante
ou quando a concepção é fruto de um estupro.
Entretanto, ainda não está definido se outras estrangeiras, sem residência fixa, poderão abortar na
Argentina.
Após a aprovação, argentinos contrários à legalização do aborto argumentavam nas redes sociais que a
medida poderia levar a uma entrada indiscriminada de estrangeiros no país para fazer o procedimento. Na
América do Sul, somente Uruguai e Guiana autorizam a interrupção voluntária da gravidez — além da Guiana
Francesa, que é um território pertencente à França.
Segundo informações da agência AP, abortos clandestinos já causaram a morte de mais 3 mil mulheres no
país desde 1983 (aproximadamente 80 mortes por ano). Todos os anos, cerca de 38 mil mulheres são
hospitalizadas por conta deste procedimento.
É a segunda vez em menos de três anos que o tema volta à pauta. Em 2018, ainda no governo Macri, uma
proposta de legalizar o aborto na Argentina passou na Câmara, mas acabou rejeitada no Senado.

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CHILE
Em 2019, o Chile passou a ser sacudido por uma série de protestos que tomou as ruas das principais cidades
do país.
As manifestações no Chile surgiram inicialmente em protesto contra o aumento do preço dos bilhetes
de metrô em Santiago, decisão que seria suspensa e posteriormente anulada pelo Governo liderado pelo
presidente chileno. Apesar do recuo das autoridades, as manifestações e os confrontos prosseguiram devido à
degradação das condições sociais, à crise econômica intensa e às desigualdades no país.
Os protestos deixaram dezenas de mortos e milhares de feridos. Além disso, mais de 30 mil pessoas foram
detidas, a maioria libertada logo em seguida.
As manifestações ainda levaram o presidente Sebastián Piñera a aceitar a convocação de uma
constituinte. Enquanto isso, os parlamentares aceitaram cortar os próprios salários pela metade, sob pressão dos
manifestantes.
Por causa dos protestos, o governo chileno desistiu de ser a sede do fórum da APEC (Cooperação
Econômica Ásia-Pacífico) e da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25)
devido à onda de protestos. Estes eventos estavam previstos para novembro e dezembro de 2019,
respectivamente.
A final da Libertadores 2019, que ocorreria no Chile, também teve seu local de realização alterado. Por
causa dos protestos contra o governo, a Conmebol decidiu tirar a decisão de Santiago e definiu Lima, no Peru,
como sede substituta. A partida, que foi disputada entre Flamengo e River, teve vitória do time brasileiro por 2 a
1.
Para a economia, o resultado dos protestos foi desastroso. O Produto Interno Bruto, por exemplo, caiu
3,4% em outubro de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
As autoridades chilenas investigavam ainda se houve interferência estrangeira nas manifestações que
ocorreram no país.
Em dezembro de 2019, o então chanceler chileno, Teodoro Ribero, afirmou que investigadores detectaram
"um tráfego exagerado na internet" a partir de "um país do Leste Europeu" desde o início da onda de protestos no
Chile, em 18 de outubro. Segundo o ministro, isso pode significar que as manifestações tiveram interferência
estrangeira.
As declarações de Ribera ocorreram após um funcionário do departamento de Estado norte-americano
revelar à imprensa "indícios de atividades russas para dar uma direção negativa ao debate no Chile", e assim
"exacerbar a divisão e fomentar o conflito".
Caso semelhante sobre interferência externa foi citado também em dezembro de 2019, quando 15 países
signatários do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), entre eles o Brasil, aprovaram punir
integrantes do regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
Um dos argumentos para as sanções eram o suposto envolvimento de pessoas ligadas ao chavismo em
"atos violentos" ocorridos nas "manifestações populares legítimas em alguns países da região".
O texto não detalha quais seriam essas manifestações. Porém, na segunda-feira, o secretário de Estado
norte-americano, Mike Pompeo, acusou os regimes de Cuba e Venezuela de "tentarem sequestrar" os protestos
que ocorrem em diferentes países da América Latina, como Bolívia, Chile, Colômbia e Equador.

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A atual Constituição chilena remonta a 1980 e, embora alterada várias vezes, é criticada por ser uma
herança do regime militar de Augusto Pinochet e por dar um papel residual ao Estado na prestação de serviços
básicos, o que é justamente um dos motivos dos protestos que começaram em 18 de outubro de 2019 e se
estenderam até março de 2020, em um movimento que passou a ser conhecido como estallido social (ou estouro
social, em tradução literal).
Em outubro de 2020, os chilenos deram seu apoio massivo a uma nova Constituição, uma das principais
demandas dos manifestantes que ocuparam ruas do país por meses. O resultado foi que 78% dos eleitores votaram
pela mudança da Carta e 22% rejeitaram a proposta. Assim, representantes do Congresso não participarão da nova
Constituinte e haverá uma cota de assentos reservados para os povos indígenas.
Vejamos a seguir como o assunto já foi abordado em prova.

Questão para fixar


(IBADE - IDAF-AC - 2020)
A pauta cresceu, e os chilenos passaram a brigar contra a desigualdade social. Após os atos de vandalismo,
o presidente Sebastián Piñera declarou estado de emergência e toque de recolher. Apesar da violência
policial, o movimento reuniu mais de 1 milhão de pessoas em Santiago, no dia 25 (25/10/2019). A revolta é
a principal crise no país desde o fim da ditadura, em 1990.
(Folha, 02/11/2019. Disponível em: < http://bit.ly/39iWbxM>. Adaptado)
É correto afirmar que as manifestações no Chile tiveram sua origem:
a) com o aumento nas tarifas de transporte público.
b) com pedido de renúncia do presidente Sebastián Piñera.
c) com a descoberta de fraude nas eleições.
d) com a decisão do presidente de extinguir os subsídios sobre o petróleo.
e) com o aumento do preço do trigo.
Comentário:
Os protestos iniciados no Chile em 2019 tiveram um começo muito parecido com os ocorridos no Brasil em
2013, quando a população inicialmente saiu às ruas para protestar contra o aumento nas tarifas de
transporte público.
Tanto no Chile quanto no Brasil os protestos rapidamente ganharam proporções maiores e passaram a ser
uma forma de a população dar vazão para manifestar toda e qualquer insatisfação contra o governo.
Gabarito: A

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MÉXICO
Em julho de 2018, contrariando a ascensão da direita no resto da América Latina, Andrés Manuel López
Obrador, um político declaradamente de esquerda, elegeu-se presidente do México.
Andrés Manuel López Obrador, de 64 anos, também conhecido pela sigla de suas iniciais, AMLO, venceu
com a promessa de exercer um governo "austero, sem luxos ou privilégios".
Também foram apresentados como propostas de sua campanha o combate à corrupção e a preservação
do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), que durante o seu mandato passou a
ser chamado de Acordo Estados Unidos-México-Canadá.
Outro ponto importante sobre o México foi a prisão de Joaquim Guzmán Loera, mais conhecido como El
Chapo, líder do cartel de Sinaloa, que é considerado o maior traficante da atualidade e era o mais procurado do
século XXI.
El Chapo possui uma fortuna pessoal estimada em 1 bilhão de dólares.
Em janeiro de 2017 Guzmán foi extraditado para os Estados Unidos, onde responde processos por
lavagem de dinheiro e associação criminosa, entre outros crimes.
Nos Estados Unidos, o traficante começou a ser julgado em novembro de 2018.
No dia 15 de outubro de 2019, uma operação da Guarda Nacional — força criada pelo presidente Andrés
Manuel López Obrador para combater o tráfico de drogas — prendeu Ovidio Guzmán, filho de El Chapo, em
Culiacán com o objetivo de extraditá-lo aos Estados Unidos.
Entretanto, as forças de segurança enfrentaram resistência armada pelas ruas de Culiacán. Os combates
deixaram oito mortes, 21 feridos, barricadas erguidas e veículos em chamas.
Devido ao cenário caótico, a Guarda Nacional bateu em retirada da cidade e libertou Ovídio Gúzman com
o aval do presidente do país, Andrés Manuel López Obrador, que classificou a retirada como “uma boa ação”.
No mês seguinte à ação, em novembro de 2019, um dos policiais da Guarda Nacional do México que
participou da prisão de Ovidio Guzmán foi executado com 155 tiros, no estacionamento de um shopping da cidade
de Culiacán, em Sinaloa.

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PERU

Impeachment de Vizcarra
Em novembro de 2020, o Congresso do Peru aprovou o impeachment do presidente Martín Vizcarra
Cornejo. Segundo o site do Congresso Nacional Peruano, Vizcarra foi declarado com "permanente incapacidade
moral" e, em consequência, foi declarada que a presidência do país estava vaga.
Em seguida, a presidência foi assumida pelo então líder do Congresso, Manuel Merino, este, por sua vez,
renunciou pouco dias depois, após fortes protestos e a morte de dois estudantes. As mortes e os vários feridos por
balas de metal, como informou a imprensa local, levaram 13 dos 18 ministros de Merino a deixarem seus cargos,
acelerando o cenário de instabilidade.
Em novembro de 2020, após um dia sem presidente, o congressista Francisco Sagasti, do Partido Morado,
foi eleito por 97 votos a favor e 26 contrários. Antes da eleição de Sagasti, alguns parlamentares disseram que o
impeachment de Martín Vizcarra tinha sido "um erro".
Sagasti foi o terceiro presidente do país em um intervalo de poucos dias.
Vizcarra saiu após denúncias de corrupção dos tempos em que era governador. A sua saída provocou
críticas, como a do escritor e prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, que disse que o Parlamento tinha
"violado a constituição", por falta de provas concretas de que ele tinha cometido corrupção.

Instabilidade política
Desde 2018, quando o então presidente Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, renunciou ao cargo,
após denúncias de irregularidades sobre compra de votos e favorecimento por parte da Odebrecht, o país era
governado por Vizcarra. Por ser então segundo vice-presidente, ele era o terceiro na linha de sucessão. A primeira
vice-presidente não teve apoio parlamentar para assumir a Presidência.
Os jovens foram os principais protagonistas dos protestos que ocorreram após a queda de Vizcarra.

"Diante de manifestações imensas, descentralizadas, lideradas pelos jovens e, principalmente,


pelas mulheres, e sem líderes, ficou clara a rejeição diante da política tradicional peruana, baseada
nos interesses pessoais, na corrupção, no clientelismo e no abuso de poder. O Congresso não mediu
as consequências da sua decisão (de impeachment de Vizcarra e falta de apoio ao sucessor) e o
governo de Merino não soube como reagir", disse a professora de ciências políticas da Universidade
del Pacifico, Paula Muñoz, à agência EFE, antes de Francisco Sagasti ser eleito por seus colegas
congressistas para a Presidência - o terceiro presidente do país em uma semana.

Até pouco tempo antes de sua queda, Vizcarra tinha respaldo popular, mas "suas críticas abertas ao
Congresso, que não tem boa imagem junto à opinião pública, e as comprovações de corrupção, que incluíram
áudios e supostos subornos de quando era governador de Moquegua", no sul do país, o levaram a perder o cargo,
contou de Lima o professor da Universidade de San Marco, Carlos Aquino.
"Para completar, Vizcarra não tinha quem o defendesse no Congresso, porque não tem partido e na última
eleição legislativa, convocada por ele mesmo, não apresentou candidatos", afirmou Aquino.
Vizcarra tinha dissolvido o Congresso e convocado eleições, que foram realizadas no início de 2020. As
medidas, que tinham gerado dúvidas no âmbito internacional, tiveram, porém, forte respaldo popular.

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País com cerca de 32 milhões de habitantes, o Peru tinha sido notícia nos últimos tempos pelo
envolvimento de três ex-presidentes nas investigações sobre os tentáculos da Lava Jato. Mas as sacudidas políticas
que também envolveram candidatos presidenciais até então não tinham afetado a economia.
O ex-presidente Alejandro Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, foi preso nos Estados Unidos,
e após pagar fiança foi para casa com tornozeleira eletrônica, já que tem idade de risco para covid-19.
Outro ex-presidente, Ollanta Humala (2011-2016), esteve preso no próprio país, enquanto Alan García se
matou em abril do ano passado, em meio às investigações. Ele tinha governado o Peru entre 1985 e 1990 e entre
2006 e 2011.
Mas desde 2020, pela primeira vez em quase vinte anos, a crise política afeta também a economia.

"Com o vazio de poder que tivemos agora, com o país sem presidente, durante mais de um dia, a
recessão e o aumento da pobreza poderiam ser maior ao esperado. Na pandemia, o Estado é o
único que está realizando investimentos. Como em outros países, o setor privado sente os efeitos
da pandemia. Mas com essa crise política, as crises econômica e social podem piorar", disse Aquino.

Na América do Sul, o desempenho da economia peruana, em 2020, só não foi pior que o da Venezuela,
com queda de 25%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Entre 2002 e 2013, o país andino registrou um dos crescimentos mais altos da América Latina, com média
anual de 6,1% do PIB, de acordo com o Banco Mundial. A pobreza caiu quase à metade, passando de 52% para
26%. A pobreza extrema encolheu de 30,9% para 11,4%, ainda de acordo com a instituição.
Entre 2014 e 2019, o crescimento foi de cerca de 3,1% ao ano, refletindo o impacto da queda nos preços
das commodities, e ainda assim com expansão mais alta que a dos seus vizinhos.
No Peru, estima-se que quase 70% da população ativa esteja na informalidade. Muitos não puderam
respeitar o isolamento social para evitar o coronavírus, contribuindo para o alastramento da covid-19. Com os
hospitais lotados e sem infraestrutura, muitos familiares das vítimas da doença fizeram filas para comprar balões
de oxigênio, nem sempre com procedência segura.
Em muitos casos, os balões eram levados para as casas dos doentes porque os hospitais não tinham cama.

Eleições presidenciais
As eleições presidenciais do Peru ocorreram em junho de 2021. Apenas em julho, porém, o esquerdista
Pedro Castillo foi enfim declarado vencedor das eleições presidenciais peruanas.
O Jurado Nacional de Eleições, órgão responsável pelo processo eleitoral do país, oficializou a vitória do
candidato do partido Peru Livre sobre a direitista Keiko Fujimori mais de um mês depois do segundo turno.
Horas antes da proclamação do resultado, Keiko reconheceu a vitória do adversário, mas afirmou: "Nossa
defesa da democracia não termina com a proclamação ilegítima de Castillo".
Castillo surpreendeu logo no primeiro turno, ao superar figuras tradicionais da política peruana em uma
eleição acirrada. No segundo turno, ele enfrentaria Keiko Fujimori — herdeira do fujimorismo, corrente política de
linha dura que dominou o Peru na década de 1990. A adversária disputaria a presidência pela terceira vez
consecutiva.
Em 6 de junho, dia da votação, foi impossível declarar um vencedor. A apuração mostrava margens
minúsculas de diferença entre os dois candidatos. Ao fim, Castillo terminou na frente com uma diferença de 44 mil
votos, mas Keiko se recusou a aceitar o resultado, acusou o adversário de fraude e entrou com processos na justiça
eleitoral.

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Castillo, de 51 anos, foi uma grande surpresa no primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, um país
com eleitores profundamente decepcionados com seus políticos tradicionais.
O presidente eleito ficou conhecido no cenário nacional em 2017, após liderar uma greve de professores
de quase três meses exigindo aumento de salários dos professores. Na campanha, ele prometeu um aumento para
professores públicos.
Castillo chegou a prometer no início da campanha desativar o Tribunal Constitucional e dizia que a
Suprema Corte do país defendia a "grande corrupção". Ele também ameaçou fechar o Congresso se os
parlamentares não aceitarem seus planos.
Ao longo da corrida presidencial, no entanto, Castillo mudou de tom e prometeu seguir a Constituição
"enquanto ela estiver em vigor", mas disse que buscará uma nova Assembleia Constituinte caso seja eleito.
Em relação aos costumes, Castillo adota postura mais conservadora: ele se recusa a legalizar o aborto, é
contra o "enfoque de gênero" na educação e tem relutado em reconhecer os direitos de minorias sexuais. Depois
das eleições, ele declarou que não é comunista — em resposta a uma das alegações feitas pelos fujimoristas.

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COLÔMBIA

O partido político FARC


Em setembro de 2017, a organização anunciou a criação do seu partido político e o consequente ingresso
na vida pública do país.
Decisão polêmica, o grupo afirmou que o seu partido manterá a sigla FARC.
Esta, no entanto, agora passa a significar Força Alternativa Revolucionária do Comum – e não mais
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
O grupo, pelo acordo firmado, terá direito a cinco cadeiras na Câmara e cinco no Senado.
Se seus candidatos não conseguirem votos suficientes para se elegerem dentro do atual número de
legisladores que são escolhidos a cada eleição, serão criadas novas vagas para que os ex-guerrilheiros ocupem
suas dez cadeiras no legislativo conforme acordado. Essas regras, de vagas extras, valerão para as eleições de
2018 e 2022.
O grupo anunciou que a luta pela defesa do meio ambiente e da diversidade estão entre as prioridades
do novo partido.
Outra novidade das eleições colombianas de 2018 foi a eleição do político de direita Iván Duque, mais um
membro da chamada ascensão conservadora na América Latina, que foi consagrado pelas urnas como presidente
da Colômbia.

Odebrecht na Colômbia
Em junho de 2019, o ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos se tornou alvo de uma investigação
preliminar da Câmara dos Deputados da Colômbia por suposta participação no esquema de corrupção da
construtora Odebrecht.

Pinturas rupestres
No início de dezembro de 2020 foi anunciada a descoberta de novas pinturas rupestres na região
amazônica colombiana, com pelo menos 12,5 mil anos isolada num antigo território das Farc.
As pinturas rupestres na Serranía de la Lindosa estão em uma superfície de quase 12 quilômetros coberta
de formas geométricas e dezenas de milhares de imagens de animais e humanos.
Elas retratam, também, animais há muito extintos, como bichos-preguiça gigantes, cavalos da era glacial
ou palaeolamas, um mamífero da família dos camelos. Há até um mastodonte, ancestral pré-histórico dos
elefantes que há pelo menos 12 mil anos não vive mais na América do Sul. Eles são um dos indícios de que essas
pinturas foram realizadas há mais de 12,5 mil anos.
Algumas das figuras se localizam tão no alto da parede rochosa que só podem ser observadas com o auxílio
de drones. Foram pintadas com terracota avermelhada, mas os arqueólogos também encontraram pedaços de
ocre raspados para fabricação de tinta.
As pinturas foram descobertas em 2019 por uma equipe de exploradores colombianos e britânicos, mas o
achado foi mantido em segredo enquanto era produzida uma série da emissora Channel 4: Jungle mystery: Lost
kingdoms of the Amazon, que foi transmitida no Reino Unido em dezembro de 2020.

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Essa arte da Era do Gelo se encontra em plena selva da Colômbia, cerca de 400 km a sudeste de Bogotá.
Nas imagens de satélite, a região em torno da Serranía de la Lindosa parece simplesmente verde, ao norte o rio
Guaviare serpenteia em meio à Floresta Amazônica.
Até pouco tempo atrás a isolada área se encontrava sob controle dos rebeldes das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc), sendo, portanto, totalmente inacessível a arqueólogos. Eles só puderam
adentrá-la depois de 2016, quando os guerrilheiros assinaram um armistício com o governo, após 50 anos de
guerra civil.
Os novos achados arqueológicos lembram muito a arte rupestre do Parque Nacional Chiribiquete, situado
próximo. Elas provam que, já há 19 mil anos, seres humanos habitavam o território e decoravam suas rochas com
cenas envolvendo caça, dança e comida.
Ao lado as figuras humanas, encontram-se também imagens de cervos e alces, porcos-espinho, cobras,
pássaros, macacos e insetos. No entanto a maioria dessas pinturas se situa nas áreas mais elevadas e de difícil
acesso no Parque Nacional Chiribiquete, que é Patrimônio da Humanidade.
Os arqueólogos esperam que o sensacional achado revele novas facetas da vida humana na Amazônia da
era glacial. Pois as pinturas não só informam sobre as espécies animais e vegetais então existentes, como também
sobre como seus habitantes se comunicavam, seus rituais xamânicos. O tesouro de conhecimento preservado na
Amazônia colombiana provavelmente levará décadas para se documentar e analisar.

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CUBA
A morte de Fidel Castro foi, talvez, o evento político/social mais comentado no fim de 2016, pois Fidel é
figura-chave para se entender os rumos políticos que foram tomados nas últimas décadas na América Latina.
Ditador de Cuba por longos 48 anos, de 1959 até 2008, Fidel só saiu do poder, oficialmente, para ceder seu
lugar para Raúl Castro, seu irmão, quando precisou se afastar por motivos de saúde. Antes, em julho de 2006,
Fidel já havia delegado seus poderes para Raúl, sem, no entanto, deixar o cargo de “presidente” da ilha.
Para se ter uma noção de quão longevo é o regime castrista, basta notar que enquanto apenas os irmãos
Castros estiverem à frente do poder em Cuba, doze presidentes norte-americanos exerceram o comando dos
Estados Unidos.
Segundo o Departamento Nacional de Capitania daquele país, “nenhum cubano está autorizador a
navegar em Cuba, a única exceção é para aqueles casados com cidadãos de outros países, mas que estes
devem solicitar autorização previamente”. A proibição vale inclusive para pescadores.
Sob o regime castrista, houve fuzilamentos de presos políticos, perseguição a gays e perseguição à
imprensa livre.
Segundo números da ONU, a atual taxa de mortalidade infantil de Cuba coloca o país na 44ª posição no
ranking, bem ao lado do Canadá.
As mesmas estatísticas da ONU indicam que em 1958 (o ano anterior à gloriosa revolução) Cuba figurava
mundialmente na 13ª posição para o mesmo indicador. Isso o colocava país no topo da América Latina e também
à frente de grande parte da Europa Ocidental (como França, Bélgica, Alemanha Ocidental, Israel, Japão, Áustria,
Itália, Espanha e Portugal). Hoje, todos esses países ultrapassaram Cuba.
Ainda na seara da saúde pública, vale ressaltar que, de acordo com a Associação dos Médicos e Cirurgiões
Americanos, a taxa de mortalidade das crianças cubanas com idade entre um e quatro anos é 34% maior do que a
dos Estados Unidos (11,8 contra 8,8 por 1.000) e a taxa de mortalidade materna é quase quatro vezes maior que a
dos EUA (33 contra 8,4 por 100.000).
No campo da educação, podemos citar que o regime castrista não tem nenhuma universidade entre as
500 melhores do mundo.
Assim como também não possui um único prêmio Nobel ou medalha Fields (o Brasil, apesar de não ter um
prêmio Nobel, possui uma medalha Fields, conquistada pelo matemático Artur Ávila, em 2014).
No ranking da World Intellectual Property Organization, que registra o número de patentes registradas
em cada país, Cuba tem aparecido com aproximadamente apenas 10 patentes registradas por ano.
Ademais, fica difícil avaliar a educação do país em comparação a outras nações, tendo em vista que,
simplesmente, não há dados sobre Cuba no ranking do PISA e de outros exames internacionais respeitados.

Fim da Era Castro?


A Assembleia Nacional de Cuba anunciou em abril de 2018 o nome de Miguel Díaz-Canel como novo
presidente do país, em substituição a Raúl Castro, com 99,83% dos votos dos deputados.
Miguel Díaz-Canel é o primeiro civil na presidência desde 1976 e a sua trajetória está intimamente ligada
ao Partido Comunista de Cuba (PCC), onde tem a benção de Raúl Castro.
Canel não pertence à geração revolucionária.

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Com a passagem do comando a Díaz-Canel, Raúl Castro não renunciou a todas as suas funções, já que se
mantém como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, além de continuar atuando como deputado
nacional e líder das Forças Armadas.
Díaz-Canel nasceu um ano depois da revolução cubana, em 1960, e foi líder da união de Jovens Comunistas
em sua província, Villa Clara.
Foi também líder da juventude nacional do Partido Comunista de Cuba, em 1993, ministro do Ensino
Superior, em 2009 e vice-presidente do Conselho de Ministros para a Ciência, Educação, Esportes e Cultura, em
2012, quando costumava circular nacional e internacionalmente acompanhado ou em nome de Raúl Castro.
A maquiagem da “renovação” na política cubana só ocorre porque a cúpula do poder do país, liderada por
Raúl Castro, de 86 anos, é composta por outros octogenários e diversos nonagenários, que estão no poder desde
1959, quando os guerrilheiros derrubaram o ditador de direita Fulgencio Batista e implantaram uma nova ditadura,
de esquerda, comandada por Fidel Castro até 2010.
Como parte desse processo de “renovação”, a ditadura cubana realizou, em março de 2018, eleição para
definir os 605 membros da Assembleia Nacional, órgão que se apresenta como um Parlamento. A lista, no entanto,
apresentava apenas 605 candidatos, escolhidos pelo Partido Comunista de Cuba (PCC).
Apesar de os atuais membros da Assembleia Nacional, assim como o novo presidente, serem mais
favoráveis à abertura econômica para a iniciativa privada, a transição está sendo feita sob controle dos militares,
especialmente o coronel Alejandro Castro Espín, de 52 anos, filho de Raúl Castro.

Manifestações de 2021
Protestos e antiprotestos. Assim foi o mês de julho de 2021 em Cuba, quando milhares de cidadãos saíram
às ruas para protestar contra o governo. Ao mesmo tempo, outros grupos saíram para defendê-lo.
Os milhares de cubanos que se manifestaram contra o governo em mais de 20 cidades realizaram as
maiores manifestações no país nos últimos 60 anos. Eles marcharam sob gritos de "liberdade", "abaixo a
ditadura" e "pátria e vida".
Diante desses protestos, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, convocou os seguidores do governo a
saírem às ruas para "enfrentar" os opositores.
Após a convocação do mandatário, centenas de cubanos foram às ruas em atos a favor do governo em
Havana e em algumas províncias.
Dezenas de apoiadores do governo seguraram faixas de Fidel Castro, bandeiras cubanas e do Movimento
26 de Julho (grupo fundado por Fidel Castro, em 1954, em oposição ao então ditador Fulgêncio Batista). Eles
também gritaram palavras de ordem a favor do presidente Miguel Díaz-Canel e contra os Estados Unidos.
O governo cubano geralmente acusa seus oponentes de serem mercenários ou agentes a serviço dos
Estados Unidos.
Antonio Crespo, de San Antonio de los Baños, foi um dos que marcharam em apoio ao governo, segundo
o Granma, jornal oficial do Partido Comunista de Cuba.
"Aqueles de nós que chegamos até aqui somos vigilantes fiéis da revolução, somos fortes porque fomos
criados por ela. E agora, com a presença de Díaz-Canel, nos sentimos firmes, seguros, porque a revolução está com
o povo, que é o verdadeiro dono das ruas. Em Cuba não vamos permitir que ninguém leve o que conquistamos",
disse Crespo à publicação.
O governo cubano atribui a atual situação econômica ao embargo norte-americano.

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Os protestos em várias cidades cubanas parecem ser o resultado de um cansaço acumulado da população
contra o governo.
A frustração e o cansaço aumentaram em 2021 após uma das maiores crises econômicas pelas quais a ilha
passou desde o chamado "período especial" (a crise no início dos anos 1990 após o colapso da União Soviética),
com meses de escassez de alimentos, remédios e produtos de necessidades básicas, além de apagões de energia
e aumento da inflação.
As manifestações acontecem também no pior momento da pandemia no país, com relatos de hospitais
superlotados e depoimentos de vários cubanos que asseguram que seus familiares morreram em casa sem receber
atendimento médico e medicamentos.

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BOLÍVIA
No segundo semestre de 2019, a América Latina vivenciou momentos de muita instabilidade política. A
Bolívia, por exemplo, viu suas eleições serem acusadas de fraude, protestos com feridos e mortos explodirem no
país e um presidente, que estava há 13 anos no poder, renunciar.
Evo Morales assumiu a Presidência da Bolívia em 2006, quando o continente latino-americano vivia uma
grande prosperidade econômica, devido à valorização das commodites, e grande parte dos países era governado
por presidentes de partidos considerados de esquerda, como Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Hugo Chavéz na
Venezuela e Néstor Kirchner na Argentina, período que ficou conhecida como a “maré vermelha”.
Durante seu governo, Morales implementou políticas de nacionalização do petróleo e do gás natural, com
um forte discurso contra os Estados Unidos. A economia cresceu cerca de 4,5% ao ano, bem acima da média
regional. Entretanto, após as eleições de 20 de outubro, nem mesmo o bom resultado econômico pôde ajudá-lo.
Fique atento a este detalhe. Evo Morales não sofreu protestos populares por problemas na economia.
O então presidente boliviano entregou um país com a economia bastante aquecida e com bons indicadores. As
manifestações contra Morales ocorreram pela insatisfação popular com o resultado da eleição presidencial
ocorrida em 2019, que é acusada de fraude.
Horas antes de renunciar, em novembro de 2019, Evo Morales aceitou convocar novas eleições na Bolívia
após um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontar uma série de irregularidades no pleito
ocorrido em outubro.
A votação deu vitória ainda no primeiro turno a Evo, que seguiria com um quarto mandato. Porém,
pressionado por oposição e militares, ele renunciou ao cargo e conseguiu asilo no México.
Quando anunciou sua decisão de renunciar, em um pronunciamento na televisão ao lado do seu então
vice-presidente, Álvaro García Linera, o ex-presidente boliviano afirmou: "Houve um GOLPE cívico, político e
policial. Meu pecado é ser indígena, líder sindical e plantador de coca".
Ou seja, para Evo Morales, ele saiu do poder por ter sofrido um golpe cívico, político e policial – e não por
ter fraudado as eleições, como afirmam os seus opositores.
Segundo auditores da Comissão Permanente da OEA, que acompanharam o pleito, foram constatadas as
seguintes irregularidades:
• Falsificação das atas das seções eleitorais, pelas quais eram feitas as contagens dos votos;
• Número inflado de eleitores bolivianos na Argentina, onde Evo venceu com larga margem;
• Manipulação do sistema que transmite a apuração dos votos para alterar o resultado final;
• Improbabilidade estatística de que Evo tenha vencido Mesa com diferença superior a 10% – condição
para que o então presidente se reelegesse no primeiro turno.

Pressionado pelos militares e a oposição, que convocou protestos nas principais cidades do país, Evo
Morales deixou o cargo e pediu asilo no México. Sua saída deixou a Bolívia num vácuo de poder e incertezas
sobre o futuro político e econômico.
Apesar de Morales ter ido para o México em novembro, após deixar a presidência, sob pressão das Forças
Armadas bolivianas e em meio a uma onda de protestos por sua questionada reeleição em primeiro turno, já em
dezembro ele foi para a Argentina com status de refugiado.
Tanto a Argentina quanto o México estão sendo governados por políticos de esquerda, assim como Evo
Morales. Na Argentina o presidente é Alberto Fernandez e no México é Andrés Manuel López Obrador.

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O objetivo da mudança de Evo seria ficar mais perto da Bolívia e ter contato direto com os dirigentes do
seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS). Os seus dois filhos também deixaram a Bolívia e foram para a
Argentina ainda em novembro.
Na Argentina Evo era um refugiado, e não asilado político. O motivo para conceder essa condição precisa
ser justificado. O refugiado tem mais direitos e obrigações do que o asilado, segundo as normas migratórias
argentinas.
O imbróglio sobre onde Evo Morales ficaria como asilado teve um desfecho ainda 2019, mas houve
questão de 2020 que cobrou o assunto de forma desatualizada.

Questão para fixar


(IBADE - IDAF/AC - 2020)
A Bolívia cancela em 24 de novembro (24/11/2019) a polêmica reeleição do presidente Evo Morales, após
quatro semanas de protestos, que causaram dezenas de mortes e acusações de fraudes nas urnas.
Abandonado pela polícia e pelo exército, o primeiro presidente indígena do país renuncia em 10 de
novembro, a pedido das Forças Armadas, e decide se asilar(...).
(Exame, 31/12/2019. Disponível em: < http://bit.ly/2GZLbcT>. Adaptado)
Em qual país Evo Morales decidiu se asilar?
a) Cuba.
b) Argentina.
c) Costa Rica.
d) México.
e) Venezuela.
Comentário:
O gabarito oficial desta questão é a alternativa D, México.
Temos de lembrar, porém, que este país foi apenas o destino inicial de Evo Morales, que posteriormente foi
para a Argentina, onde permanece em caráter “definitivo” – ou pelo menos enquanto não volta para a
Bolívia.
Gabarito: D.

Em outubro de 2020, Luis Arce, membro do Movimento ao Socialismo (MAS), mesmo partido de Evo
Morales, tornou-se o novo presidente boliviano.
No mês seguinte, Evo Morales atravessou a fronteira da Argentina para o seu país, às vésperas do dia em
que completa um ano de sua renúncia forçada. Evo foi recebido por uma multidão na cidade de Villazón.
Ele voltou a pisar na Bolívia um dia depois da posse de Luis Arce, que foi seu ministro da Economia.
Arce obteve uma votação sete pontos percentuais superior à dada em 2019 a Morales, o histórico líder do
MAS, embora inferior a outros resultados prévios do ex-presidente.

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EQUADOR
No Equador, a eleição presidencial de 2017 coroou a vitória do candidato apoiado pelo presidente Rafael
Correa, Lenín Moreno.
O candidato perdedor, no entanto, não reconheceu a derrota por uma diferença de 200.000 votos e antes
mesmo que o resultado oficial fosse anunciado solicitou recontagem.
Segundo palavras do próprio Guilherme Lasso, o opositor derrotado: “houve fraude na contagem dos
votos, a contagem foi grosseira”.
Esta eleição foi a primeira em uma década a ter segundo turno.
Por uma década o cargo de presidente do Equador foi ocupado por Rafael Correa.
Os atuais problemas internos da Venezuela influenciaram na eleição presidencial equatoriana.
A oposição aproveitou para salientar a afinidade existente na relação entre Rafael Correa e Nicolás
Maduro.
Guilherme Lasso, o opositor, costumava destacar que dar voto ao indicado por Rafael Correa seria colocar
o país no mesmo rumo que levou a Venezuela à bancarrota.
O resultado dessas denúncias, no entanto, não surtiu o efeito desejado, e Rafael Correa, como já sabemos,
conseguiu emplacar seu sucessor.
Vale salientar, no entanto, que com exceção do ano de 2016 (que apresentou queda do PIB) e de 2015 (que
teve baixo avanço do PIB), o Equador vinha obtendo altas taxas de crescimento econômico, o que pode explicar o
sucesso eleitoral de Rafael Correa.

Gráfico que demonstra a evolução do PIB equatoriano:

Fonte: https://pt.tradingeconomics.com/ecuador/gdp-growth-annual

Em outubro de 2019, a aliança entre os dois políticos de esquerda, Rafael Correa e seu sucessor, foi
rompida, quando Lenín Moreno decidiu suspender subsídios nos combustíveis no país.
Esta decisão gerou uma grande convulsão social, o que fez emergir duas forças políticas ambivalentes no
Equador, protagonizadas pelos ex-aliados políticos: o atual presidente, Lenín Moreno, e seu antecessor, Rafael
Correa. Um acusa o outro de manipular a grave crise que se instaurou no país. Os protestos foram tão intensos que
o governo se viu obrigado a transferir a sua sede da capital Quito para a cidade portuária Guayaquil.
O presidente responsabiliza seu opositor pelos protestos violentos e orquestrar uma tentativa de golpe.
De Bruxelas, onde se exilou há dois anos para fugir das acusações de corrupção, Correa faz campanha contra
Moreno e defende novas eleições.

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PROSUL
O Prosul (Foro para o Progresso da América do Sul) é um fórum regional de diálogo.
Sua iniciativa partiu dos presidentes do Chile (Sebastián Piñera) e da Colômbia (Iván Duque).
A sua formação se deu em 22 de março de 2019, com a assinatura da “Declaração Presidencial sobre a
Renovação e o Fortalecimento da Integração na América do Sul”. A declaração também leva o nome Declaração
de Santiago, tendo em vista que a sua assinatura aconteceu no Palacio de La Moneda, em Santiago (Chile).
O Prosul surge num contexto de enfraquecimento da Unasul, organismo que tinha como propósito o
diálogo e cooperação sul-americana. Diferente da Unasul, que surgiu em um momento em que os países tinham
líderes predominantemente de esquerda, o Prosul apresenta o cenário oposto, surgindo em um momento de
ascensão da direita na América Latina.
Oficialmente, assinaram a Declaração de Santiago, os representantes dos seguintes países:
• Argentina (Mauricio Macri);
• Brasil (Jair Bolsonaro);
• Chile (Sebastián Piñera);
• Colômbia (Iván Duque)
• Equador (Lenín Moreno);
• Guiana (embaixador George Talbot);
• Paraguai (Mario Abdo Benítez); e
• Peru (Martín Vizcarra).

Na reunião de Santiago também estiveram presentes representantes da Bolívia (vice-chanceler Carmen


Almendra), do Uruguai (vice-chanceler Ariel Bergamino) e do Suriname (embaixador em Cuba Edgar Armaketo)
que não assinaram a declaração, mas se colocaram dispostos ao diálogo.
A Venezuela, por sua vez, não foi convidada para o evento sob a justificativa de não ser uma democracia.

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ARTIGOS
Artigo 1: O Drama da Venezuela
Aos poucos, de forma fria e metódica, Maduro neutralizou a Assembleia Nacional, onde os partidos de
oposição conseguiram maioria.
A situação na Venezuela vai assumindo tons cada vez mais dramáticos. O regime chavista não apenas
mergulhou o país numa profunda crise política, econômica e social. Ao mesmo tempo, vai fechando, um a um, os
poucos caminhos que ainda restam para uma saída pacífica. O governo do presidente Nicolás Maduro, que
controla de fato todas as instituições, cerca a oposição por todos os lados para se manter a qualquer custo no
poder, contando para isso também com a força bruta e a astúcia para conter a crescente revolta contra o estado
de penúria em que vive a população.
Aos poucos, de forma fria e metódica, Maduro neutralizou a Assembleia Nacional, onde os partidos de
oposição conseguiram maioria, forjando acusações na medida de suas necessidades. As medidas mais recentes
tomadas pelo governo, por meio do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), foram o fim da imunidade dos
parlamentares, deixando-os à mercê de juízes que também rezam por sua cartilha, e, logo em seguida – a mais
escandalosa delas –, a usurpação pelo próprio TSJ dos poderes da Assembleia. Pouco importa que, ante a péssima
repercussão internacional, o TSJ tenha recuado. Amanhã, do mesmo jeito, e sempre às ordens de Maduro, ele
pode restabelecer a usurpação.
A última do regime foi usar a Controladoria-Geral da República para inabilitar o principal líder da oposição,
Henrique Capriles, a disputar eleições por 15 anos, com base em acusações de irregularidades na administração do
Estado de Miranda, do qual é governador. A impopularidade do governo dava a Capriles grande possibilidade de
vitória nas eleições presidenciais de 2018. Na última eleição, de 2013, Capriles, com 49,07%, perdeu por muito
pouco de Maduro, com 50,66%.
Em 2014, coisa ainda pior foi feita com outro importante líder oposicionista, Leopoldo López, preso por
acusação de incitação à violência em razão de manifestações contra o governo, reprimidas a ferro e fogo, que por
isso deixaram um saldo de 43 mortos. Em 2016, López foi condenado a 14 anos de prisão. E líderes do partido
governista já sugerem abertamente que o mesmo destino poderá ter Capriles.
Enquanto isso, a crise econômica e o desemprego afundam o país na miséria. A inflação de 2016, de 475%,
deve atingir 1.660% este ano, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo a última
pesquisa feita pelas Universidades Central da Venezuela, Católica Andrés Bello e Simón Bolívar, 93% dos
venezuelanos não ganham o suficiente para comprar comida. Meio quilo de macarrão custa cerca de 10% do
salário mínimo. O quadro humano por trás dessas estatísticas é desolador, como mostra reportagem de Cristiano
Dias publicada pelo Estado (6/4).
A fome se espalha, com cenas frequentes de pessoas revirando lixo em busca de restos de comida, rara até
aí, e por isso muitos já veem o país numa crise humanitária. Incapaz de acabar com a miséria, que só aumenta, o
governo resolveu manipulá-la politicamente. Implantou o racionamento e controla os comitês de abastecimento
que distribuem os alimentos de primeira necessidade. Quem é flagrado falando mal do governo tem seu registro
cassado. Como sempre em situações como essa, surge o mercado negro, também ele controlado por grupos
paramilitares ligados ao governo.
Como se tudo isso não bastasse, a situação na Venezuela apresenta ainda um efeito perverso, que acaba
por ajudar Maduro. Em vez da esperada revolta contra o regime que dissemina a fome, esta absorve tanto a
atenção da população mais afetada que inibe sua participação em protestos. “Quem tem como prioridade
encontrar comida para a família não morrer de fome não tem tempo de ir até a Assembleia Nacional protestar
contra o governo”, constata Nicmer Evans, dirigente do partido Marea Socialista, de oposição.

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Os que escapam dessa armadilha, contudo, ainda constituem uma parcela considerável e cada vez mais
aguerrida. Se ela continuar encurralada por Maduro, como tudo indica, o risco de conflito só crescerá.
Fonte: Editorial de “O Estado de São Paulo”.

Disponível em <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-drama-da-venezuela,70001738162>.

Terminamos a parte teórica da aula. Agora vamos resolver algumas questões de prova!

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QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR


1. (IBADE - IDAF/AC - 2020)
O Parlamento da Bolívia recebeu nesta segunda-feira (11/11/2019) a carta com o pedido de renúncia de Evo Morales à
Presidência do país.
(G1, 11/11/2019. Disponível em: < https://glo.bo/3872VP9>. Adaptado)
Evo Morales justificou sua retirada do poder devido:
a) “ingerência governamental”.
b) “pressão popular”.
c) “acusação de fraude nas eleições”.
d) “colapso na economia do país”.
e) “um golpe de estado político, cívico e policial”.
RESOLUÇÃO:
Quando anunciou sua decisão de renunciar, em um pronunciamento na televisão ao lado do seu então vice-
presidente, Álvaro García Linera, o ex-presidente boliviano afirmou: "Houve um GOLPE cívico, político e policial.
Meu pecado é ser indígena, líder sindical e plantador de coca".
Ou seja, para Evo Morales, ele saiu do poder por ter sofrido um golpe cívico, político e policial – e não por ter
fraudado as eleições, como afirmam os seus opositores.
Resposta: E

2. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul/SC - 2020)


No final de outubro de 2019, os argentinos foram as urnas para eleger o novo presidente do país. A disputa
presidencial se deu em primeiro turno e o novo presidente tomou posse no dia 10 de dezembro de 2019. O vice-
presidente do Brasil, Hamilton Mourão, compareceu à cerimônia de posse. Qual o nome do atual presidente da
Argentina?
a) Cristina Kirchner.
b) Mauricio Macri.
c) Gabriela Michetti.
d) Sergio Massa.
e) Alberto Fernández.
RESOLUÇÃO:
Nas últimas eleições, a população da Argentina escolheu o então candidato Alberto Fernández para ser o atual
presidente do país.
Resposta: E

3. (Quadrix - CREFONO 1ª Região - 2020)


O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse, no dia 10 de dezembro de 2019, que quer uma agenda
ambiciosa com o Brasil, “restaurando” o vínculo de irmandade entre os países, independentemente de diferenças
pessoais entre os governantes conjunturais.
Internet: <https://noticias.uol.com.br> (com adaptações).
Quanto ao assunto abordado no texto acima e a temas correlatos, julgue o item.
O atual vice‐presidente argentino, diferentemente de Fernández, integra o que se chama, naquele país, de “direita
moderada”.
( ) Certo ( ) Errado

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RESOLUÇÃO:
A atual vice-presidente da Argentina é a política veterana Cristina Kirchner, ex-presidente daquele país e um dos
maiores expoentes da esquerda na América Latina inteira.
Resposta: Errado

4. (Quadrix - CREFONO 1ª Região - 2020)


O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse, no dia 10 de dezembro de 2019, que quer uma agenda
ambiciosa com o Brasil, “restaurando” o vínculo de irmandade entre os países, independentemente de diferenças
pessoais entre os governantes conjunturais.
Internet: <https://noticias.uol.com.br> (com adaptações
Quanto ao assunto abordado no texto acima e a temas correlatos, julgue o item.
O ministro das Relações Exteriores foi o representante oficial do governo brasileiro na cerimônia de posse de
Alberto Fernández.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
O representante oficial do governo brasileiro na cerimônia de posse de Alberto Fernández foi o vice-presidente da
República, Hamilton Mourão.
Resposta: Errado

5. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
O Equador vive momentos de turbulência política, em que seu presidente, Lenín Moreno, eleito com um discurso
de extrema direita, tem sofrido pressões para renunciar.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Em outubro de 2019, a aliança entre os dois políticos de esquerda, Rafael Correa e seu sucessor, foi rompida,
quando Lenín Moreno decidiu suspender subsídios nos combustíveis no país. Ou seja, a questão erra quando diz
que Lenín Moreno foi eleito com discurso de extrema direita.
O item está correto, porém, quando fala sobre os protestos no país, que foram ocasionados pela suspensão de
subsídios nos combustíveis.
Resposta: Errado

6. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

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Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
A razão pela qual o texto menciona, simultaneamente, Bolívia e Chile, é que, em ambos os países, houve grandes
manifestações populares, questionando medidas dos governos, embora por razões diferentes.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Exato!
Os protestos no Chile se iniciaram por causa do aumento da passagem do transporte público.
Na Bolívia a convulsão social foi motivada por supostas fraudes eleitorais.
Resposta: Certo

7. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
Primeiro presidente de origem indígena da Bolívia, Morales renunciou em novembro último, tendo recebido asilo
político no México.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Primeiro presidente de origem indígena da Bolívia, Evo Morales renunciou em novembro de 2019, tendo recebido
asilo político inicialmente no México.
Em seguida, porém, e AINDA em 2019, Evo Morales foi para a Argentina. Atualmente, Evo Morales já está de volta
à Bolívia.
Resposta: Certo

8. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
Evo Morales não é mais o presidente da Bolívia, tendo deixado o governo após um processo de plebiscito, em que
contou com o apoio de uma ínfima parte da população.
( ) Certo ( ) Errado

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RESOLUÇÃO:
Primeiro presidente de origem indígena da Bolívia, Evo Morales renunciou em novembro de 2019, após sofrer
grande pressão popular e de militares para sair do poder.
Evo Morales era então acusado de ter vencido um pleito presidencial marcado por fraudes.
Resposta: Errado

9. (FAUEL - Prefeitura de Jaguapitã/PR - 2020)


Analise a seguinte notícia jornalística, que envolve um tema atualmente sensível das relações internacionais, e
marque a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna.
“A embaixada da _________ foi invadida na manhã desta quarta-feira por um grupo de simpatizantes de Juan Guaidó,
líder da oposição e reconhecido como presidente por dezenas de nações que rejeitam o governo de Maduro como
ilegítimo, entre elas o Brasil. A polícia chegou a ser chamada para conter as cerca de trinta pessoas que estavam do
lado de fora da representação diplomática e que tentavam derrubar o portão para entrar no local. Após horas de
embates, os aliados de Guaidó deixaram a embaixada”.
(Fonte: El País, 14/11/2019, com adaptações).
a) Argentina
b) Bolívia
c) Colômbia
d) Venezuela
RESOLUÇÃO:
Nesta questão o candidato nem precisava conhecer em detalhes o episódio de invasão da embaixada. Bastava
lembrar que Juan Guaidó é o autodeclarado presidente da Venezuela.
Resposta: D

10. (Itame - Câmara de Caldazinha/GO - 2020)


Um dos lemas de quem participa das rebeliões populares e está em luta no Chile, dos milhões que enfrentam a
sanha repressiva da Fuerza de Carabineros, das tropas do Exército e Marinha, “não é por trinta centavos, é por
trinta anos”. Marque a alternativa que apresenta o estopim da rebelião popular no Chile de 2019.
a) A eleição do Presidente Evo Morales.
b) O aumento das tarifas do Metrô de Santiago.
c) A predominância de opositores do neoliberalismo no poder.
d) A morte do líder político chileno General Augusto Pinochet.
RESOLUÇÃO:
Em 2019, o Chile passou a ser sacudido por uma série de protestos que tomou as ruas das principais cidades do
país.
As manifestações no Chile surgiram inicialmente em protesto contra o aumento do preço dos bilhetes de metrô
em Santiago, decisão que seria suspensa e posteriormente anulada pelo Governo liderado pelo presidente
chileno. Apesar do recuo das autoridades, as manifestações e os confrontos prosseguiram devido à degradação
das condições sociais, à crise econômica intensa e às desigualdades no país.
Resposta: B

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11. (VUNESP - Prefeitura de Morro Agudo/SP - 2020)


O governo chavista tem fechado o cerco contra o líder do parlamento venezuelano e autodeclarado presidente interino
da Venezuela. Principal nome da oposição, foi inabilitado para ocupar cargos públicos durante 15 anos pela
Controladoria Geral da Venezuela. O controlador do governo, Elvis Amoroso, anunciou na televisão que iria “desativar
o exercício de qualquer cargo público do cidadão pelo prazo máximo estabelecido na lei”.
(https://bit.ly/32ADx0S. Publicado em 29.03.2019. Adaptado)
A respeito do conflito entre a situação do governo venezuelano e a oposição, é correto afirmar que
a) se trata do questionamento da legitimidade da reeleição de Juan Guaidó, liderado por Nicolás Maduro.
b) envolve as denúncias de órgãos internacionais, como a ONU, que identificaram fraudes no processo eleitoral
que levou Hugo Chaves ao poder e reconhecem Juan Guaidó presidente.
c) se refere à crise política venezuelana que envolve o conflito entre o presidente Nicolás Maduro e o líder da
oposição Juan Guaidó.
d) se trata de uma medida criada pelo governo venezuelano para não permitir que ocorram as próximas eleições
na Venezuela, inaugurando um período ditatorial.
e) se refere à disputa entre chavistas e bolivarianistas pelo controle do processo político eleitoral na Venezuela.
RESOLUÇÃO:
Em março de 2019, a Controladoria da Venezuela anunciou que Juan Guaidó foi inabilitado para ocupar cargos
públicos durante 15 anos.
O organismo decidiu "desativar o exercício de qualquer cargo público do cidadão (Juan Guaidó) pelo prazo máximo
estabelecido na lei", segundo declaração do controlador do governo, Elvis Amoroso.
Resposta: C

12. (VUNESP - Prefeitura de Cananéia/SP - 2020)


O governo anunciou nesta quarta (30) que o país não será mais a sede do fórum da APEC (Cooperação Econômica Ásia-
Pacífico) e da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25) devido à recente onda
de protestos.
(Folha de S.Paulo. https://bit.ly/33vP42G. Publicado em 30.10.2019)
O país a que o texto se refere é
a) o Uruguai.
b) o México.
c) a Colômbia.
d) a Bolívia.
e) o Chile.
RESOLUÇÃO:
Em 2019, o Chile passou a ser sacudido por uma série de protestos que tomou as ruas das principais cidades do
país.
As manifestações no Chile surgiram inicialmente em protesto contra o aumento do preço dos bilhetes de metrô
em Santiago, decisão que seria suspensa e posteriormente anulada pelo Governo liderado pelo presidente
chileno. Apesar do recuo das autoridades, as manifestações e os confrontos prosseguiram devido à degradação
das condições sociais, à crise econômica intensa e às desigualdades no país.
Por causa dos protestos, o governo chileno desistiu de ser a sede do fórum da APEC (Cooperação Econômica Ásia-
Pacífico) e da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25) devido à onda de
protestos. Estes eventos estavam previstos para novembro e dezembro de 2019, respectivamente.

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A final da Libertadores 2019, que ocorreria no Chile, também teve seu local de realização alterado. Por causa dos
protestos contra o governo, a Conmebol decidiu tirar a decisão de Santiago e definiu Lima, no Peru, como sede
substituta. A partida, que foi disputada entre Flamengo e River, teve vitória do time brasileiro por 2 a 1.
Resposta: E

13. (FAUEL - Prefeitura de Centenário do Sul/PR - 2020)


A matéria jornalística a seguir trata de um pleito eleitoral ocorrido recentemente num país fronteiriço ao Brasil.
Marque a alternativa que indica o nome desse país, de modo a preencher adequadamente a lacuna.
“Por meio de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro cumprimentou o candidato
Luis Arce pela vitória na eleição presidencial de ____________. Candidato do partido de esquerda Movimento ao
Socialismo (MAS) e aliado do ex-presidente Evo Morales, cujo governo integrou como ministro da Economia, Arce foi
oficialmente proclamado presidente nesta sexta-feira, após a conclusão da apuração ”.
(Portal G1, 24/10/2020, com adaptações).
a) Argentina
b) Bolívia
c) Colômbia
d) Venezuela
RESOLUÇÃO:
Em outubro de 2020, Luis Arce, membro do Movimento ao Socialismo (MAS), mesmo partido de Evo Morales,
tornou-se o novo presidente boliviano.
No mês seguinte, Evo Morales atravessou a fronteira da Argentina para o seu país, às vésperas do dia em que
completa um ano de sua renúncia forçada. Evo foi recebido por uma multidão na cidade de Villazón.
Resposta: B

14. (IDIB - CRECI/CE - 15ª Região - 2021)


Leia o título de uma notícia publicada na versão eletrônica do jornal “EL PAÍS”, em 24 de março de 2021:
“Argentina se retira do Grupo de Lima: ‘Isolar o Governo da Venezuela não levou a nada’”.
Fonte: https://brasil.elpais.com. Disponível em <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-03-24/argentina-se-retira-do-
grupo-de-lima-isolar-o-governo-da-venezuela-nao-levou-a-nada.html.
Acerca do Grupo de Lima acima citado e da atitude da Argentina, assinale a alternativa correta.
a) O Grupo de Lima é uma organização supranacional filiada à OEA - Organização dos Estados Americanos -, com
o objetivo declarado de abordar a situação da América Latina e explorar formas de contribuição para a
restauração da democracia e o combate à pobreza generalizada.
b) O Grupo de Lima refere-se a um agrupamento de chanceleres de países das Américas formado em 2017, na
capital do Peru, Lima, com o objetivo declarado de abordar a crítica situação da Venezuela e explorar formas
de contribuir para a restauração da democracia naquele país através de uma saída pacífica e negociada.
c) A retirada da Argentina do Grupo de Lima ocorreu em virtude de suas discordâncias acerca do reconhecimento
dado pelo Grupo à Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela e aos atos por ela emanados, por
considerarem seu caráter legítimo.
d) Ao se retirar do Grupo de Lima, a Argentina se aproximou da Venezuela firmando uma aliança política e militar
que visa impedir a oposição de romper o processo democrático legal venezuelano e, com isso, venha a assumir
o controle do país.

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RESOLUÇÃO:
a) O Grupo de Lima tem um escopo menor, a transição democrática na Venezuela. ITEM INCORRETO.
b) ITEM CORRETO.
c) Em março de 2021, em apoio à Venezuela, o Governo argentino anunciou a retirada do Grupo de Lima. A
decisão de Alberto Fernández rompe com a política de isolamento a Nicolás Maduro promovida por seu
predecessor, Mauricio Macri. Por meio de um comunicado, a Chancelaria argentina disse que as ações
promovidas pelo Grupo de Lima para “isolar o Governo da Venezuela e seus representantes não levaram a
nada” e na “participação de um setor da oposição Venezuela como mais um integrante”. ITEM INCORRETO.
d) Não houve a criação de uma aliança militar entre os dois países. ITEM INCORRETO.
Resposta: B

15. (CONTEMAX - Câmara de Flores/PE - 2020)


Em 22 de março de 2019, representantes de oito países sul-americanos assinaram a Declaração de Santiago, um
documento com uma proposta para a criação do Prosul, fórum de desenvolvimento e integração regional, que
deve substituir a União das Nações Sul-Americanos (Unasul).
Qual dos países abaixo não esteve presente na assinatura da Declaração de Santiago?
a) Argentina.
b) Chile.
c) Venezuela.
d) Paraguai.
e) Equador.
RESOLUÇÃO:
Oficialmente, assinaram a Declaração de Santiago, os representantes dos seguintes países:
• Argentina (Mauricio Macri);
• Brasil (Jair Bolsonaro);
• Chile (Sebastián Piñera);
• Colômbia (Iván Duque)
• Equador (Lenín Moreno);
• Guiana (embaixador George Talbot);
• Paraguai (Mario Abdo Benítez); e
• Peru (Martín Vizcarra).
Na reunião de Santiago também estiveram presentes representantes da Bolívia (vice-chanceler Carmen
Almendra), do Uruguai (vice-chanceler Ariel Bergamino) e do Suriname (embaixador em Cuba Edgar Armaketo)
que não assinaram a declaração, mas se colocaram dispostos ao diálogo.
A Venezuela, por sua vez, não foi convidada para o evento sob a justificativa de não ser uma democracia.
Resposta: C

16. (ABCP - Prefeitura de Bom Jesus dos Perdões/SP - 2020)


O presidente ___________do __________, foi destituído do seu cargo após investigações que levaram ao seu
julgamento de impeachment. A decisão ocorre num momento que seu governo contava com 75% de aprovação,
enquanto o congresso tinha 59% de desaprovação, o presidente que assume seu lugar é o 3° a assumir o cargo em
apenas 4 anos.

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Assinale a alternativa que preenche corretamente e adequadamente as lacunas acima:


a) Martín Vizcarra / Colômbia
b) Alberto Fernández / Venezuela.
c) Martín Vizcarra / Peru.
d) Alberto Fernández / Chile
RESOLUÇÃO:
Em novembro de 2020, o Congresso do Peru aprovou o impeachment do presidente Martín Vizcarra Cornejo.
Segundo o site do Congresso Nacional Peruano, Vizcarra foi declarado com "permanente incapacidade moral" e,
em consequência, foi declarada que a presidência do país estava vaga.
Resposta: C

17. (CONTEMAX - Câmara de Flores/PE - 2020)


Durante o ano de 2019, agravaram-se as crises política, econômica e humanitária da Venezuela. Entre tentativas
da oposição de tomar o poder, PIB em queda e hiperinflação, o atual presente se mantém no posto desde 2013,
quando substituiu Hugo Chávez. Qual o nome do atual presidente, o presidente de fato, da República Bolivariana
da Venezuela?
a) Evo Morales.
b) Nicolás Maduro.
c) Mauricio Macri.
d) Rafael Correa
e) Fernando Lugo.
RESOLUÇÃO:
Em maio de 2018, apesar do cenário catastrófico do país vizinho e em meio à crise generalizada, Nicolás Maduro
foi reeleito presidente da Venezuela, sob suspeita de um processo eleitoral fraudulento.
Em resposta à acusação, feita por vários países democráticos, Donald Trump assinou decreto banindo o
envolvimento de cidadãos norte-americanos em negociações de títulos da dívida venezuelana e de outros ativos
que tem participação do governo de Maduro.
O governo Trump, com o passar do tempo, apresentou sanções cada vez mais rígidas à Venezuela e aos seus
principais líderes políticos, numa tentativa de forçar a saída de Nicolás Maduro. Em março de 2020, por exemplo,
o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente os líderes venezuelanos de “narcoterrorismo”
e ofereceu recompensa de US$ 15 milhões por Maduro.
A acusação contra Maduro e outras autoridades alega que eles conspiram com o grupo guerrilheiro colombiano
Farc para enviar grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos e outros países.
No Twitter, Maduro respondeu: "Há uma conspiração dos Estados Unidos e da Colômbia e eles deram a ordem de
encher a Venezuela de violência".
Resposta: B

18. (CONTEMAX - Prefeitura de Mataraca/PB - 2020)


Considere os itens, colocando (V) ou (F) nos parênteses se caso for verdadeiro ou falso, respectivamente sobre a
crise na Venezuela:
(__) A forte economia interna e as tensões políticas forçaram a entrada de cerca de 5 milhões de imigrantes
Venezuelanos segundo as Nações Unidas.

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(__) A Venezuela encerrou 2019 com uma inflação menor do que o Brasil segundo dados publicados pelo Banco
Central Venezuelano (BCV).
(__) O país tem dois presidentes reconhecidos pelo povo, Juan Guaidó e Hugo Chaves. As incertezas ainda
permeiam debates sobre a não intervenção militar, ajuda humanitária dos EUA e soluções alternativas.
A sequência correta é:
a) F-F-F
b) V-V-V
c) F-F-V
d) V-F-F
e) F-V-F
RESOLUÇÃO:
Item I – A Venezuela apresenta uma economia em frangalhos. ITEM INCORRETO.
Item II – A Venezuela apresenta a maior inflação do continente. ITEM INCORRETO.
Item III – O país tem dois presidentes reconhecidos pelo povo, Juan Guaidó e Nicolás Maduro. ITEM INCORRETO.
Resposta: A

19. (Avança SP - Câmara de Vinhedo/PR - 2020)


Em novembro de 2019, após três semanas de protestos contra sua polêmica reeleição e depois de perder o apoio
das Forças Armadas e da Polícia, anunciou renúncia do cargo:
a) Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela.
b) Lenín Moreno, Presidente do Equador.
c) Martín Vizcarra, Presidente do Peru.
d) Evo Morales, Presidente da Bolívia.
e) Iván Duque Márquez, Presidente da Colômbia
RESOLUÇÃO:
No segundo semestre de 2019, a América Latina vivenciou momentos de muita instabilidade política. A Bolívia,
por exemplo, viu suas eleições serem acusadas de fraude, protestos com feridos e mortos explodirem no país e
um presidente, que estava há 13 anos no poder, renunciar.
Evo Morales assumiu a Presidência da Bolívia em 2006, quando o continente latino-americano vivia uma grande
prosperidade econômica, devido à valorização das commodites, e grande parte dos países era governado por
presidentes de partidos considerados de esquerda, como Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Hugo Chavéz na
Venezuela e Néstor Kirchner na Argentina, período que ficou conhecida como a “maré vermelha”.
Durante seu governo, Morales implementou políticas de nacionalização do petróleo e do gás natural, com um forte
discurso contra os Estados Unidos. A economia cresceu cerca de 4,5% ao ano, bem acima da média regional.
Entretanto, após as eleições de 20 de outubro, nem mesmo o bom resultado econômico pôde ajudá-lo.
Fique atento a este detalhe. Evo Morales não sofreu protestos populares por problemas na economia. O então
presidente boliviano entregou um país com a economia bastante aquecida e com bons indicadores. As
manifestações contra Morales ocorreram pela insatisfação popular com o resultado da eleição presidencial
ocorrida em 2019, que é acusada de fraude.
Resposta: D

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20. (Quadrix - CRECI - 14ª Região (MS) - 2021)


Acerca do cenário político, econômico e social atual, tanto nacional quanto mundial, julgue o item.
Só em 2020, o Peru teve três presidentes. Depois de Vizcarra, o impopular líder do Congresso, Manuel Merino, foi
convencido pelos próprios correligionários a ceder o cargo a Sagasti, então deputado.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Em novembro de 2020, o Congresso do Peru aprovou o impeachment do presidente Martín Vizcarra Cornejo.
Segundo o site do Congresso Nacional Peruano, Vizcarra foi declarado com "permanente incapacidade moral" e,
em consequência, foi declarada que a presidência do país estava vaga.
Em seguida, a presidência foi assumida pelo então líder do Congresso, Manuel Merino, este, por sua vez, renunciou
pouco dias depois, após fortes protestos e a morte de dois estudantes. As mortes e os vários feridos por balas de
metal, como informou a imprensa local, levaram 13 dos 18 ministros de Merino a deixarem seus cargos, acelerando
o cenário de instabilidade.
Em novembro de 2020, após um dia sem presidente, o congressista Francisco Sagasti, do Partido Morado, foi
eleito por 97 votos a favor e 26 contrários. Antes da eleição de Sagasti, alguns parlamentares disseram que o
impeachment de Martín Vizcarra tinha sido "um erro".
Sagasti foi o terceiro presidente do país em um intervalo de poucos dias.
Resposta: Certo

21. (Unesc - Prefeitura de Maracajá/SC - 2020)


O ano de 2019 contou com muitas polêmicas no quadro político da América Latina. Especialmente em dois países
houve eventos marcantes, um deles foi a renúncia de seu presidente – Evo Morales – e outro um presidente
autoproclamado – Juan Guaidó. De quais países estamos falando?
a) Bolívia e Venezuela
b) Peru e Venezuela
c) Bolívia e Peru
d) Uruguai e Chile
RESOLUÇÃO:
Evo Morales é ex-presidente da Bolívia.
Juan Guaidó é presidente autoproclamado da Venezuela.
Resposta: A

22. (CETREDE - Prefeitura de Frecheirinha/CE - 2021)


O cenário político na América Latina enfrenta profundas mudanças desde o início do ano 2020.
No Chile, a população decidiu, em um plebiscito, por uma nova constituição, após meses de manifestações. Na
Bolívia, o partido do presidente deposto Evo Morales voltou à chefia do Executivo com a vitória de Luis Arce.
No entanto, quem ganhou o noticiário internacional em novembro de 2020, após trocar três vezes de presidente
em uma mesma semana. Ao todo, foram quatro nos últimos quatro anos. Estamos nos referindo à(ao)
a) Argentina.
b) Colômbia.

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c) Equador.
d) Guiana.
e) Peru.
RESOLUÇÃO:
Em novembro de 2020, o Congresso do Peru aprovou o impeachment do presidente Martín Vizcarra Cornejo.
Segundo o site do Congresso Nacional Peruano, Vizcarra foi declarado com "permanente incapacidade moral" e,
em consequência, foi declarada que a presidência do país estava vaga.
Em seguida, a presidência foi assumida pelo então líder do Congresso, Manuel Merino, este, por sua vez, renunciou
pouco dias depois, após fortes protestos e a morte de dois estudantes. As mortes e os vários feridos por balas de
metal, como informou a imprensa local, levaram 13 dos 18 ministros de Merino a deixarem seus cargos, acelerando
o cenário de instabilidade.
Em novembro de 2020, após um dia sem presidente, o congressista Francisco Sagasti, do Partido Morado, foi
eleito por 97 votos a favor e 26 contrários. Antes da eleição de Sagasti, alguns parlamentares disseram que o
impeachment de Martín Vizcarra tinha sido "um erro".
Sagasti foi o terceiro presidente do país em um intervalo de poucos dias.
Resposta: E

23. (AMEOSC - Prefeitura de Mondaí/SC - 2021)


No início de dezembro de 2020 foi anunciada a descoberta de novas pinturas rupestres na região amazônica
colombiana, com pelo menos 12,5 mil anos isolada num antigo território das Farc. Uma das possibilidades abertas
por tal descoberta reside no fato:
a) Permite contestar a teoria de que o homem primitivo teria sua origem no continente africano, pois a datação
da pintura é anterior aos primeiros achados na África do Sul e Etiópia, considerados os mais antigos.
b) Possibilita demonstrar um novo tronco evolutivo para o ser humano, tendo em vista a especiação ocorrida na
deriva continental, os homens da era glacial tinham características que os eliminou do processo evolutivo.
c) Fornece indícios da vida humana Era Glacial, pois informam sobre espécies de animais e vegetais então
existentes, como também sobre como seus habitantes se comunicavam e seus rituais xamânicos.
d) Descreve hábitos e costumes que questionam o fato dos primeiros homens terem sido carnívoros, pois
claramente o regime alimentar na região era baseado em frutas e derivados, conforme apresentam as figuras.
RESOLUÇÃO:
No início de dezembro de 2020 foi anunciada a descoberta de novas pinturas rupestres na região amazônica
colombiana, com pelo menos 12,5 mil anos isolada num antigo território das Farc.
As pinturas rupestres na Serranía de la Lindosa estão em uma superfície de quase 12 quilômetros coberta de
formas geométricas e dezenas de milhares de imagens de animais e humanos.
Elas retratam, também, animais há muito extintos, como bichos-preguiça gigantes, cavalos da era glacial ou
palaeolamas, um mamífero da família dos camelos. Há até um mastodonte, ancestral pré-histórico dos elefantes
que há pelo menos 12 mil anos não vive mais na América do Sul. Eles são um dos indícios de que essas pinturas
foram realizadas há mais de 12,5 mil anos.
Resposta: C

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24. (AGIRH - Prefeitura de Roseira/SP - 2021)


Projeto de lei aprovado 30/12/2020 pelo Senado ________ determina que as mulheres têm direito a interromper
voluntariamente a gravidez até a 14ª semana de gestação. Após este período, o aborto será permitido apenas em
casos de risco de vida para a gestante ou quando a concepção é fruto de um estupro.
Completa corretamente a lacuna:
a) do Chile.
b) da Bolívia.
c) do Paraguai.
d) da Argentina.
RESOLUÇÃO:
Em dezembro de 2020, o governo do argentino Alberto Fernández aprovou o projeto de lei que legalizou o aborto
no país.
Com isso, a Argentina passou a ser o 67º país a ter o aborto legalizado.
A permissão para realizar aborto estende-se ainda para estrangeiras residentes no país.
O texto estabelece que as mulheres têm direito a interromper voluntariamente a gravidez até a 14ª semana de
gestação. Após este período, o aborto será permitido apenas em casos de risco de vida para a gestante ou quando
a concepção é fruto de um estupro.
Entretanto, ainda não está definido se outras estrangeiras, sem residência fixa, poderão abortar na Argentina.
Após a aprovação, argentinos contrários à legalização do aborto argumentavam nas redes sociais que a medida
poderia levar a uma entrada indiscriminada de estrangeiros no país para fazer o procedimento. Na América do
Sul, somente Uruguai e Guiana autorizam a interrupção voluntária da gravidez — além da Guiana Francesa, que é
um território pertencente à França.
Segundo informações da agência AP, abortos clandestinos já causaram a morte de mais 3 mil mulheres no país
desde 1983 (aproximadamente 80 mortes por ano). Todos os anos, cerca de 38 mil mulheres são hospitalizadas
por conta deste procedimento.
É a segunda vez em menos de três anos que o tema volta à pauta. Em 2018, ainda no governo Macri, uma proposta
de legalizar o aborto na Argentina passou na Câmara, mas acabou rejeitada no Senado.
Resposta: D

25. (CESGRANRIO - Banco da Amazônia - 2021)


Das 140.774 pessoas em situação de deslocamento forçado registradas no sistema do Acnur (Alto Comissariado da
ONU para Refugiados) no Brasil, 95% são da Venezuela. Destas, 46,7% são mulheres, das quais 31% são menores de
idade e 3%, idosas. Segundo Rosana Baeninger, pesquisadora da Unicamp, é possível notar a presença significativa
de mulheres em todas as fases da migração da Venezuela para o Brasil. A partir de 2018, com a piora da crise
humanitária na Venezuela, intensifica-se a chegada de imigrantes de renda mais baixa pela fronteira amazônica. “É
uma migração absolutamente familiar, e a presença feminina é muito vinculada a isso”, afirma a pesquisadora. Nessa
fase, trata-se de uma migração fortemente dirigida pelo Estado e por ONGs, por meio da Operação Acolhida.
MANTOVANI, F. Diário de uma Refugiada. Jornal Folha de São Paulo, Mundo, 13 dez. 2020, p. A13. Adaptado.
A respeito da migração internacional, na fase mais recente do deslocamento venezuelano para o Brasil, as
imigrantes chegam, majoritariamente, por via terrestre ao seguinte estado:
a) Roraima
b) Rondônia

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c) Amazonas
d) Mato Grosso
e) Mato Grosso do Sul
RESOLUÇÃO:
Atualmente, com a migração em massa, os fluxos venezuelanos colapsaram cidades fronteiriças que não estavam
preparadas para este movimento, como Paracaima e Boa Vista, no estado de Roraima.
Nesta situação, os migrantes venezuelanos acabam aumentando a criminalidade e a competição por empregos e
leitos hospitalares nas cidades de Roraima em que se instalaram.
No continente, Peru e Equador restringiram o controle de suas fronteiras antes de flexibilizá-las.
Atualmente, a ONU pede aos países mais ricos que ajudem na crise humanitária da Venezuela, especialmente com
os migrantes.
Segundo a ONU, no final de 2018 já eram 88,9 mil os venezuelanos que viviam no Brasil. Desses, 65 mil solicitaram
status de refugiado. Ainda segundo a mesma entidade, provavelmente 100 refugiados venezuelanos entrarão no
Brasil em 2019.
Resposta: A

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LISTA DE QUESTÕES
1. (IBADE - IDAF/AC - 2020)
O Parlamento da Bolívia recebeu nesta segunda-feira (11/11/2019) a carta com o pedido de renúncia de Evo Morales à
Presidência do país.
(G1, 11/11/2019. Disponível em: < https://glo.bo/3872VP9>. Adaptado)
Evo Morales justificou sua retirada do poder devido:
a) “ingerência governamental”.
b) “pressão popular”.
c) “acusação de fraude nas eleições”.
d) “colapso na economia do país”.
e) “um golpe de estado político, cívico e policial”.

2. (Instituto Ânima Sociesc - Prefeitura de Jaraguá do Sul/SC - 2020)


No final de outubro de 2019, os argentinos foram as urnas para eleger o novo presidente do país. A disputa
presidencial se deu em primeiro turno e o novo presidente tomou posse no dia 10 de dezembro de 2019. O vice-
presidente do Brasil, Hamilton Mourão, compareceu à cerimônia de posse. Qual o nome do atual presidente da
Argentina?
a) Cristina Kirchner.
b) Mauricio Macri.
c) Gabriela Michetti.
d) Sergio Massa.
e) Alberto Fernández.

3. (Quadrix - CREFONO 1ª Região - 2020)


O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse, no dia 10 de dezembro de 2019, que quer uma agenda
ambiciosa com o Brasil, “restaurando” o vínculo de irmandade entre os países, independentemente de diferenças
pessoais entre os governantes conjunturais.
Internet: <https://noticias.uol.com.br> (com adaptações).
Quanto ao assunto abordado no texto acima e a temas correlatos, julgue o item.
O atual vice‐presidente argentino, diferentemente de Fernández, integra o que se chama, naquele país, de “direita
moderada”.
( ) Certo ( ) Errado

4. (Quadrix - CREFONO 1ª Região - 2020)


O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse, no dia 10 de dezembro de 2019, que quer uma agenda
ambiciosa com o Brasil, “restaurando” o vínculo de irmandade entre os países, independentemente de diferenças
pessoais entre os governantes conjunturais.
Internet: <https://noticias.uol.com.br> (com adaptações
Quanto ao assunto abordado no texto acima e a temas correlatos, julgue o item.
O ministro das Relações Exteriores foi o representante oficial do governo brasileiro na cerimônia de posse de
Alberto Fernández.
( ) Certo ( ) Errado

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5. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
O Equador vive momentos de turbulência política, em que seu presidente, Lenín Moreno, eleito com um discurso
de extrema direita, tem sofrido pressões para renunciar.
( ) Certo ( ) Errado

6. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
A razão pela qual o texto menciona, simultaneamente, Bolívia e Chile, é que, em ambos os países, houve grandes
manifestações populares, questionando medidas dos governos, embora por razões diferentes.
( ) Certo ( ) Errado

7. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
Primeiro presidente de origem indígena da Bolívia, Morales renunciou em novembro último, tendo recebido asilo
político no México.
( ) Certo ( ) Errado

8. (Quadrix - CRMV/AM - 2020)


Evo Morales e Sebastian Piñera têm pouco em comum. O primeiro, mandatário da Bolívia até o último fim de semana,
é um político esquerdista, de origem indígena, ex‐agricultor de coca. O segundo, atual presidente do Chile, é um
empresário branco, milionário e de centro‐direita.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Tendo o texto acima apenas como referência inicial e refletindo sobre a situação política da América do Sul, julgue
o item.
Evo Morales não é mais o presidente da Bolívia, tendo deixado o governo após um processo de plebiscito, em que
contou com o apoio de uma ínfima parte da população.
( ) Certo ( ) Errado

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9. (FAUEL - Prefeitura de Jaguapitã/PR - 2020)


Analise a seguinte notícia jornalística, que envolve um tema atualmente sensível das relações internacionais, e
marque a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna.
“A embaixada da _________ foi invadida na manhã desta quarta-feira por um grupo de simpatizantes de Juan Guaidó,
líder da oposição e reconhecido como presidente por dezenas de nações que rejeitam o governo de Maduro como
ilegítimo, entre elas o Brasil. A polícia chegou a ser chamada para conter as cerca de trinta pessoas que estavam do
lado de fora da representação diplomática e que tentavam derrubar o portão para entrar no local. Após horas de
embates, os aliados de Guaidó deixaram a embaixada”.
(Fonte: El País, 14/11/2019, com adaptações).
a) Argentina
b) Bolívia
c) Colômbia
d) Venezuela

10. (Itame - Câmara de Caldazinha/GO - 2020)


Um dos lemas de quem participa das rebeliões populares e está em luta no Chile, dos milhões que enfrentam a
sanha repressiva da Fuerza de Carabineros, das tropas do Exército e Marinha, “não é por trinta centavos, é por
trinta anos”. Marque a alternativa que apresenta o estopim da rebelião popular no Chile de 2019.
a) A eleição do Presidente Evo Morales.
b) O aumento das tarifas do Metrô de Santiago.
c) A predominância de opositores do neoliberalismo no poder.
d) A morte do líder político chileno General Augusto Pinochet.

11. (VUNESP - Prefeitura de Morro Agudo/SP - 2020)


O governo chavista tem fechado o cerco contra o líder do parlamento venezuelano e autodeclarado presidente interino
da Venezuela. Principal nome da oposição, foi inabilitado para ocupar cargos públicos durante 15 anos pela
Controladoria Geral da Venezuela. O controlador do governo, Elvis Amoroso, anunciou na televisão que iria “desativar
o exercício de qualquer cargo público do cidadão pelo prazo máximo estabelecido na lei”.
(https://bit.ly/32ADx0S. Publicado em 29.03.2019. Adaptado)
A respeito do conflito entre a situação do governo venezuelano e a oposição, é correto afirmar que
a) se trata do questionamento da legitimidade da reeleição de Juan Guaidó, liderado por Nicolás Maduro.
b) envolve as denúncias de órgãos internacionais, como a ONU, que identificaram fraudes no processo eleitoral
que levou Hugo Chaves ao poder e reconhecem Juan Guaidó presidente.
c) se refere à crise política venezuelana que envolve o conflito entre o presidente Nicolás Maduro e o líder da
oposição Juan Guaidó.
d) se trata de uma medida criada pelo governo venezuelano para não permitir que ocorram as próximas
eleições na Venezuela, inaugurando um período ditatorial.
e) se refere à disputa entre chavistas e bolivarianistas pelo controle do processo político eleitoral na Venezuela.

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12. (VUNESP - Prefeitura de Cananéia/SP - 2020)


O governo anunciou nesta quarta (30) que o país não será mais a sede do fórum da APEC (Cooperação Econômica Ásia-
Pacífico) e da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25) devido à recente onda
de protestos.
(Folha de S.Paulo. https://bit.ly/33vP42G. Publicado em 30.10.2019)
O país a que o texto se refere é
a) o Uruguai.
b) o México.
c) a Colômbia.
d) a Bolívia.
e) o Chile.

13. (FAUEL - Prefeitura de Centenário do Sul/PR - 2020)


A matéria jornalística a seguir trata de um pleito eleitoral ocorrido recentemente num país fronteiriço ao Brasil.
Marque a alternativa que indica o nome desse país, de modo a preencher adequadamente a lacuna.
“Por meio de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro cumprimentou o candidato
Luis Arce pela vitória na eleição presidencial de ____________. Candidato do partido de esquerda Movimento ao
Socialismo (MAS) e aliado do ex-presidente Evo Morales, cujo governo integrou como ministro da Economia, Arce foi
oficialmente proclamado presidente nesta sexta-feira, após a conclusão da apuração”.
(Portal G1, 24/10/2020, com adaptações).
a) Argentina
b) Bolívia
c) Colômbia
d) Venezuela

14. (IDIB - CRECI/CE - 15ª Região - 2021)


Leia o título de uma notícia publicada na versão eletrônica do jornal “EL PAÍS”, em 24 de março de 2021:
“Argentina se retira do Grupo de Lima: ‘Isolar o Governo da Venezuela não levou a nada’”.
Fonte: https://brasil.elpais.com. Disponível em <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-03-24/argentina-se-retira-do-
grupo-de-lima-isolar-o-governo-da-venezuela-nao-levou-a-nada.html.
Acerca do Grupo de Lima acima citado e da atitude da Argentina, assinale a alternativa correta.
a) O Grupo de Lima é uma organização supranacional filiada à OEA - Organização dos Estados Americanos -,
com o objetivo declarado de abordar a situação da América Latina e explorar formas de contribuição para a
restauração da democracia e o combate à pobreza generalizada.
b) O Grupo de Lima refere-se a um agrupamento de chanceleres de países das Américas formado em 2017, na
capital do Peru, Lima, com o objetivo declarado de abordar a crítica situação da Venezuela e explorar formas
de contribuir para a restauração da democracia naquele país através de uma saída pacífica e negociada.
c) A retirada da Argentina do Grupo de Lima ocorreu em virtude de suas discordâncias acerca do
reconhecimento dado pelo Grupo à Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela e aos atos por ela
emanados, por considerarem seu caráter legítimo.
d) Ao se retirar do Grupo de Lima, a Argentina se aproximou da Venezuela firmando uma aliança política e
militar que visa impedir a oposição de romper o processo democrático legal venezuelano e, com isso, venha
a assumir o controle do país.

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15. (CONTEMAX - Câmara de Flores/PE - 2020)


Em 22 de março de 2019, representantes de oito países sul-americanos assinaram a Declaração de Santiago, um
documento com uma proposta para a criação do Prosul, fórum de desenvolvimento e integração regional, que
deve substituir a União das Nações Sul-Americanos (Unasul).
Qual dos países abaixo não esteve presente na assinatura da Declaração de Santiago?
a) Argentina.
b) Chile.
c) Venezuela.
d) Paraguai.
e) Equador.

16. (ABCP - Prefeitura de Bom Jesus dos Perdões/SP - 2020)


O presidente ___________do __________, foi destituído do seu cargo após investigações que levaram ao seu
julgamento de impeachment. A decisão ocorre num momento que seu governo contava com 75% de aprovação,
enquanto o congresso tinha 59% de desaprovação, o presidente que assume seu lugar é o 3° a assumir o cargo em
apenas 4 anos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente e adequadamente as lacunas acima:
a) Martín Vizcarra / Colômbia
b) Alberto Fernández / Venezuela.
c) Martín Vizcarra / Peru.
d) Alberto Fernández / Chile

17. (CONTEMAX - Câmara de Flores/PE - 2020)


Durante o ano de 2019, agravaram-se as crises política, econômica e humanitária da Venezuela. Entre tentativas
da oposição de tomar o poder, PIB em queda e hiperinflação, o atual presente se mantém no posto desde 2013,
quando substituiu Hugo Chávez. Qual o nome do atual presidente, o presidente de fato, da República Bolivariana
da Venezuela?
a) Evo Morales.
b) Nicolás Maduro.
c) Mauricio Macri.
d) Rafael Correa
e) Fernando Lugo.

18. (CONTEMAX - Prefeitura de Mataraca/PB - 2020)


Considere os itens, colocando (V) ou (F) nos parênteses se caso for verdadeiro ou falso, respectivamente sobre a
crise na Venezuela:
(__) A forte economia interna e as tensões políticas forçaram a entrada de cerca de 5 milhões de imigrantes
Venezuelanos segundo as Nações Unidas.
(__) A Venezuela encerrou 2019 com uma inflação menor do que o Brasil segundo dados publicados pelo Banco
Central Venezuelano (BCV).
(__) O país tem dois presidentes reconhecidos pelo povo, Juan Guaidó e Hugo Chaves. As incertezas ainda
permeiam debates sobre a não intervenção militar, ajuda humanitária dos EUA e soluções alternativas.

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A sequência correta é:
a) F-F-F
b) V-V-V
c) F-F-V
d) V-F-F
e) F-V-F

19. (Avança SP - Câmara de Vinhedo/PR - 2020)


Em novembro de 2019, após três semanas de protestos contra sua polêmica reeleição e depois de perder o apoio
das Forças Armadas e da Polícia, anunciou renúncia do cargo:
a) Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela.
b) Lenín Moreno, Presidente do Equador.
c) Martín Vizcarra, Presidente do Peru.
d) Evo Morales, Presidente da Bolívia.
e) Iván Duque Márquez, Presidente da Colômbia

20. (Quadrix - CRECI - 14ª Região (MS) - 2021)


Acerca do cenário político, econômico e social atual, tanto nacional quanto mundial, julgue o item.
Só em 2020, o Peru teve três presidentes. Depois de Vizcarra, o impopular líder do Congresso, Manuel Merino, foi
convencido pelos próprios correligionários a ceder o cargo a Sagasti, então deputado.
( ) Certo ( ) Errado

21. (Unesc - Prefeitura de Maracajá/SC - 2020)


O ano de 2019 contou com muitas polêmicas no quadro político da América Latina. Especialmente em dois países
houve eventos marcantes, um deles foi a renúncia de seu presidente – Evo Morales – e outro um presidente
autoproclamado – Juan Guaidó. De quais países estamos falando?
a) Bolívia e Venezuela
b) Peru e Venezuela
c) Bolívia e Peru
d) Uruguai e Chile

22. (CETREDE - Prefeitura de Frecheirinha/CE - 2021)


O cenário político na América Latina enfrenta profundas mudanças desde o início do ano 2020.
No Chile, a população decidiu, em um plebiscito, por uma nova constituição, após meses de manifestações. Na
Bolívia, o partido do presidente deposto Evo Morales voltou à chefia do Executivo com a vitória de Luis Arce.
No entanto, quem ganhou o noticiário internacional em novembro de 2020, após trocar três vezes de presidente
em uma mesma semana. Ao todo, foram quatro nos últimos quatro anos. Estamos nos referindo à(ao)
a) Argentina.
b) Colômbia.
c) Equador.
d) Guiana.
e) Peru.

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23. (AMEOSC - Prefeitura de Mondaí/SC - 2021)


No início de dezembro de 2020 foi anunciada a descoberta de novas pinturas rupestres na região amazônica
colombiana, com pelo menos 12,5 mil anos isolada num antigo território das Farc. Uma das possibilidades abertas
por tal descoberta reside no fato:
a) Permite contestar a teoria de que o homem primitivo teria sua origem no continente africano, pois a datação
da pintura é anterior aos primeiros achados na África do Sul e Etiópia, considerados os mais antigos.
b) Possibilita demonstrar um novo tronco evolutivo para o ser humano, tendo em vista a especiação ocorrida
na deriva continental, os homens da era glacial tinham características que os eliminou do processo
evolutivo.
c) Fornece indícios da vida humana Era Glacial, pois informam sobre espécies de animais e vegetais então
existentes, como também sobre como seus habitantes se comunicavam e seus rituais xamânicos.
d) Descreve hábitos e costumes que questionam o fato dos primeiros homens terem sido carnívoros, pois
claramente o regime alimentar na região era baseado em frutas e derivados, conforme apresentam as
figuras.

24. (AGIRH - Prefeitura de Roseira/SP - 2021)


Projeto de lei aprovado 30/12/2020 pelo Senado ________ determina que as mulheres têm direito a interromper
voluntariamente a gravidez até a 14ª semana de gestação. Após este período, o aborto será permitido apenas em
casos de risco de vida para a gestante ou quando a concepção é fruto de um estupro.
Completa corretamente a lacuna:
a) do Chile.
b) da Bolívia.
c) do Paraguai.
d) da Argentina.

25. (CESGRANRIO - Banco da Amazônia - 2021)


Das 140.774 pessoas em situação de deslocamento forçado registradas no sistema do Acnur (Alto Comissariado da
ONU para Refugiados) no Brasil, 95% são da Venezuela. Destas, 46,7% são mulheres, das quais 31% são menores de
idade e 3%, idosas. Segundo Rosana Baeninger, pesquisadora da Unicamp, é possível notar a presença significativa
de mulheres em todas as fases da migração da Venezuela para o Brasil. A partir de 2018, com a piora da crise
humanitária na Venezuela, intensifica-se a chegada de imigrantes de renda mais baixa pela fronteira amazônica. “É
uma migração absolutamente familiar, e a presença feminina é muito vinculada a isso”, afirma a pesquisadora. Nessa
fase, trata-se de uma migração fortemente dirigida pelo Estado e por ONGs, por meio da Operação Acolhida.
MANTOVANI, F. Diário de uma Refugiada. Jornal Folha de São Paulo, Mundo, 13 dez. 2020, p. A13. Adaptado.
A respeito da migração internacional, na fase mais recente do deslocamento venezuelano para o Brasil, as
imigrantes chegam, majoritariamente, por via terrestre ao seguinte estado:
a) Roraima
b) Rondônia
c) Amazonas
d) Mato Grosso
e) Mato Grosso do Sul

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GABARITO

1. E 10. B 19. D

2. E 11. C 20. C

3. E 12. E 21. A

4. E 13. B 22. E

5. E 14. B 23. C

6. C 15. C 24. D

7. C 16. C 25. A

8. E 17. B

9. D 18. A

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RESUMO DIRECIONADO

Presidente do Brasil JAIR MESSIAS BOLSONARO


Presidente do Paraguai MARIO ABDO BENÍTEZ
Presidente do Uruguai LUIS ALBERTO LACALLE POU
Presidente do Argentina ALBERTO FERNÁNDEZ
Presidente do Venezuela NICOLÁS MADURO
Presidente da Colômbia IVÁN DUQUE

• AMÉRICA DO SUL – Nomenclatura baseada em uma classificação que considera apenas o aspecto
GEOGRÁFICO dos países mais ao sul do continente americano. Quando digo mais ao sul, neste caso,
quero dizer abaixo do Canal do Panamá. Trata-se, portanto, de uma CLASSIFICAÇÃO MERAMENTE
GEOGRÁFICA.
• AMÉRICA LATINA – Designação baseada em uma classificação que leva em consideração os
ASPECTOS CULTURAIS E GEOGRÁFICOS dos países. Resumidamente, fazem parte da América
Latina: a AMÉRICA DO SUL, a AMÉRICA CENTRAL e o MÉXICO. Ou, dito de outra forma, todos os
países da América, com exceção dos Estados Unidos e do Canadá.

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