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Começar falando de Salvador, com o aquecimento do setor da construção civil, o

caso dos novos condomínios da Av. Paralela, os novos prédios de escritórios, que
possuem excelente acabamento mas que são pequenos, dentro do conceito do
EHR, espaço habitável restrito.
Expliquem que apesar de novos esses novos espaços são pequenos
principalmente na cozinha e área de serviço, e isso traz problemas de uso do
espaço, com perdas de funções causando dificuldades para o usuário.
Nos anos 20, um novo modo de morar surge no Brasil causando uma rejeição inicial: os
edifícios de apartamentos. Edificações de vários pavimentos, com algumas unidades por
andar, começavam a aparecer nas grandes cidades. Estas possibilidades, segundo Reis Filho
(1995), foram advindas do aperfeiçoamento das estruturas de concreto armado e da
mecanização dos transportes verticais (elevadores), contudo, esta verticalização seria aceita
com relutância, pois os edifícios eram considerados cortiços verticais.Ao longo dos anos
40, o edifício de apartamentos se populariza, abrigando a classe média e seguimentos mais
baixos da população que ocupam os conjuntos habitacionais. Grandes conjuntos deste tipo
foram produzidos nos anos 50. A especulação imobiliária está bastante fortalecida e até os
anos 60 pouco se inovou no modo de morar.
Na década de 70, os edifícios são grandes construções de muitos andares e tomam lugar
definitivo nos grandes centros. A especulação imobiliária expõe condomínios e edifícios
habitacionais dotados de toda proteção para que os de fora não se habilitem a entrar e os de
dentro não sejam incentivados a sair. A qualidade de vida, entretanto, é apenas insinuada e
não realizada (Veríssimo & Bittar, 1999).
A segurança, o conforto e o lazer são relevantes nos anos 80 e 90. Assistia-se a expansão
dos Flats, onde o usuário só teria o trabalho de ir e vir. As funções acumuladas incorporam
mais uma: o trabalhar em casa, realizada por profissionais liberais e prestadores de
serviços, que utilizam um novo protagonista, presente cada vez mais no cotidiano das
pessoas: o microcomputador.

O espaço de atividades Este espaço é conceituado como a superfície necessária e suficiente


para que as pessoas desenvolvam qualquer atividade nos ambientes, sem a interferência de
mobiliário, equipamento ou de outras pessoas. As posturas corporais adotadas no
desenvolvimento de uma atividade determinam a necessidade espacial para a realização da
tarefa, sendo caracterizada pelos seguintes fatores: dimensão do corpo humano; posturas do
corpo humano; tempo de duração e freqüência das atividades; condições ambientais; fatores
culturais, sociais e psicológicos (Boueri, 1999).

http://www.focando.com.br/?p=7276

Fonte: Tribuna da Bahia


O mercado baiano está em um movimento de ascensão. Com a preparação de Salvador e
Região Metropolitana para a Copa do Mundo 2014, o início da construção da Ferrovia
Oeste-Leste e do Porto Sul, o mercado da construção civil deve crescer bem mais. Dados da
Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia, Ademi, apontam
que em 2010 a expectativa é que sejam comercializadas mais de 15 mil unidades. O diretor
técnico da Ademi, Luciano Muricy, lembra que a guinada se iniciou em 2004 com a lei nº
10931, do Patrimônio de Afetação. “De certa forma, naquele momento, ela trouxe garantias
para quem compra, quem constrói e aos agentes financeiros acabando com os calotes.
Hoje contamos com a alienação fiduciária que é outro instrumento que também simplifica.
Com essas garantias os bancos passaram a se interessar pelo mercado estabilizando a
economia”, avalia.
Segundo Muricy o crescimento se realizou a partir deste momento, quando o mercado saiu
em 2003 de 1,8 mil unidades vendidas atingindo seu ápice em 2008 com 14 mil vendas.
“Por conta da crise em 2009 não conseguimos bater o número de 2008, encerrando o ano
com 12 mil unidades comercializadas, mas acreditamos que em 2010 ultrapassemos as 15
mil unidades vendidas”, informa.
Para o diretor técnico da Ademi, o segredo do sucesso da construção civil está na classe C e
sua avidez consumista. “A classe C está alavancando a economia de nosso país. No
primeiro semestre deste ano a Ademi contou 7 mil vendas. Nossa expectativa se dá no
segundo semestre que entra o saldo do Salão Imobiliário e as vendas do final do ano”,
analisa. Luciano Muricy diz que o aquecimento está sendo captado em toda a cadeia.
“Nos falta instrumentos para aferir com maior segurança mas é certo que até o segmento de
imóveis usados está sendo alavancado. 50% dos imóveis vendidos são direcionados à classe
C cujos valores são até R$ 150 mil. A primeira edição do Programa Minha Casa, Minha
Vida atingiu na Bahia sua cota de 42 mil unidades para zero a três salários mínimos. Das
77% de unidades lançadas nos primeiros seis meses de 2010, são imóveis de dois quartos
direcionados a atender a demanda da classe C”, avalia. Para Muricy a Copa de 2014 e as
Olimpíadas de 2016 solidificarão os movimentos como formas de promoção aos
equipamentos que necessitam serem construídos.
Qualificação – A qualificação profissional para o setor da construção civil é visto como
desafiador. Para o diretor técnico da Ademi, Luciano Muricy, os grandes problemas do
segmento estão centrados na capacitação da classe operária presente nos canteiros de obras
do Estado. Segundo ele, o aquecimento acirrou a escassez de pessoal especializado.
“Vemos também a falta de mão de obra no mercado por conta desse momento. Se hoje
tivéssemos mais 5 mil trabalhadores capacitados asseguro que todos eles estariam
empregados”, avisa.
Ele revela que a Ademi, junto com o Senai e o Sinduscon estão unidos na capacitação nas
frentes de trabalho. “Sentimos a falta de pessoal qualificado nos canteiros de obra. A
construção civil está em alta e acreditamos que o problema aumente mais quando entrar a
segunda edição do Minha Casa, Minha Vida no Brasil com a expectativa de construir mais
de 2 milhões de habitações, representando o dobro da primeira edição”, cita.
Um segmento que estava em ascensão, à segunda residência para estrangeiros, que faziam
do Litoral Norte o alvo de consumo, praticamente chegou a zero por conta da crise
econômica internacional que atingiu os mercados emissores do público desse nicho de
mercado, os EUA e a Europa.
Entretanto os esforços se voltaram ao mercado interno. “O Brasil não sofreu com a crise,
mas os outros mercados sentiram muito. Uma ideia foi contornar o problema se atendo ao
mercado nacional. Grandes empresas se uniram para atender a demanda local. Odebrecht e
Gafisa criaram a Joint Venture Bairro Novo, a Cyrela e a MRV também. A classe C virou a
bola da vez”, menciona.
NOVOS BAIRROS. NOVOS VETORES DE CRESCIMENTO
A oferta de crédito, aliado aos prazos para pagamento e os juros mais baixos, com a avidez
consumista da classe C, atrelado a melhora do poder de compra tem sido os elementos
essenciais para o boom no mercado imobiliário brasileiro. Entretanto novos bairros estão
sendo criados a reboque e isso é bem perceptível na Bahia, com maior expressão em
Salvador. O aquecimento do segmento imobiliário trouxe a supervalorização de terrenos e
também a escassez.
Muitas construtoras estão apostando em locais mais distantes do centro de Salvador para
construir megaempreendimentos que são considerados verdadeiros bairros, muitas vezes até
com população superior à de muitas cidades do interior baiano. O fator segurança vem
acompanhado do espaço, comodidade, tranqüilidade e diversas opções de lazer.
Segundo especialistas de mercado, a capital baiana possui três vetores de crescimento. Um
é a Paralela que já serve de palco para muitos bairros planejados, a exemplo do Alphaville
Salvador, dentre outros. O segundo vetor é a orla insular, que compreende o subúrbio
ferroviário e a orla atlântica, denominada de miolo da cidade, fica outro vetor, como a
região entre a Estrada Velha do Aeroporto e a Estrada Cia/Aeroporto.
No passado Salvador também sofreu este tipo de intervenção. Na época, nos anos 70 do
século passado, a instalação do Shopping Iguatemi trouxe uma série de demandas por
novos serviços. O bairro do Caminho das Árvores data dessa época. Outro empreendimento
mais recente foi o Loteamento Aquarius, na Pituba, mas o primeiro bairro planejado de
Salvador foi os Barris.
Segundo Muricy, Salvador é uma península que tem o miolo já ocupado. “Devemos ter em
mente novos vetores de construção. A BR 324, o Cabula, a Avenida Paralela, o Litoral
Norte, são todos novas tendências para assegurar o crescimento de uma cidade já ocupada”,
observa.
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