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ESTUDOS PRELIMINARES

Profª. Simone Zanotello


Advogada e consultora jurídica na área de contratações públicas. Doutoranda em Direito
Administrativo pela PUC-SP. Mestre em Direito da Sociedade da Informação (ênfase em políticas
públicas com o uso da TI) pela UniFMU-SP. Pós-graduada em Administração Pública e em Direito
Administrativo pela PUC-SP, com extensão em Direito Contratual. Gestora de Administração
e Gestão de Pessoas na Prefeitura de Jundiaí-SP. Conteudista de Pós-Graduação em Direito
Administrativo no grupo Kroton. Professora do Centro Universitário Padre Anchieta – Jundiaí-SP,
nas disciplinas de Direito Administrativo e Linguagem Jurídica.
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ESTUDOS PRELIMINARES
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Simone Zanotello

1. Definição
ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR – ETP

Documento constitutivo da primeira etapa do planejamento de uma contratação, que carac-


teriza o interesse público envolvido e a melhor solução ao problema a ser resolvido e que, na
hipótese de conclusão pela viabilidade da contratação, fundamenta o termo de referên- cia
(art. 3º., IV, do Decreto 10.024/2019).

Documento constitutivo da primeira etapa do planejamento de uma contratação que caracteriza determina-
da necessidade, descreve as análises realizadas em termos de requisitos, alternativas, escolhas, resultados
pretendidos e demais características, dando base ao anteprojeto, ao termo de referência ou ao projeto bási-
co, caso se conclua pela viabilidade da contratação (art. 1º, parágrafo único, da IN 40/2020).

É PARA UMA NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO.

MOMENTO PARA SE ANALISAR AS ALTERNATIVAS E AS MODELAGENS DE MERCADO, A FIM DE SE VERIFICAR


AQUELA QUE MAIS ATENDE ÀS NECESSIDADES DA ADMINISTRAÇÃO.

É A BASE PARA A TOMADA DE DECISÃO.

É IMPORTANTE PARA ASSEGURAR A VIABILIDADE DA CONTRATAÇÃO, CONSIDERANDO ASPECTOS TÉCNICOS,


OPERACIONAIS, ECONÔMICOS, SOCIAIS, AMBIENTAIS, ETC., COM O OBJETIVO DE GARANTIR EFICIÊNCIA, EFI-
CÁCIA E EFETIVIDADE PARA A CONTRATAÇÃO.

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Estudos Preliminares

2. Estudo técnico preliminar x Termo de referência

ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR – Fundamenta o Termo de Referência – é elaborado antes do Termo de Referên-
cia e do Instrumento Convocatório, não sendo anexo deles – deve apenas constar do processo administrativo.

TERMO DE REFERÊNCIA – Documento elaborado com base no estudo técnico preliminar – obrigatório na fase
interna da licitação na modalidade pregão – base para a elaboração do instrumento convocatório

PORTANTO, O ETP EMBASA O TR, QUE DEVE SER ELABORADO APENAS SE HOUVER A VIABILIDADE DA CON-
TRATAÇÃO.

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
3. O estudo técnico preliminar NO DECRETO DO PREGÃO ELETRÔNICO

Art. 8º. O processo relativo ao pregão, na forma eletrônica, será instruído com os seguin-
tes documentos, no mínimo:
I. estudo técnico preliminar, quando necessário; (...)
(...)

Art. 14. No planejamento do pregão, na forma eletrônica, será observado o seguinte:


I. elaboração do estudo técnico preliminar e do termo de referência;
II. aprovação do estudo técnico preliminar e do termo de referência pela autoridade competente
ou por quem esta delegar;

Embora o Decreto 3.555/00, que regulamenta o pregão presencial, não contenha a exigência de realização de
estudo técnico preliminar, entendemos pertinente a sua utilização, quando pertinente.

4. O estudo técnico preliminar na Instrução Normativa 05/2017 (SERVIÇOS)

Art. 20. O Planejamento da Contratação, para cada serviço a ser contratado, consistirá nas
seguintes etapas:
I. Estudos Preliminares;
II. Gerenciamento de Riscos; e
III. Termo de Referência ou Projeto Básico.

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IMPORTANTE:
INSTRUÇÃO NORMATIVA 49, DE 30 DE JUNHO DE 2020 – Altera a IN 05/2017, que dispõe
sobre as regras e diretrizes do procedimento de contratação de serviços sob o regime de
execução indireta no âmbito da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional.
NOVA REDAÇÃO DO ART. 24
Art. 24. Com base no documento que formaliza a demanda, a equipe de Planejamento da Contra-
tação deve realizar os Estudos Preliminares, conforme estabelecido em ato do Secretário de Gestão
da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

REVOGAÇÃO DOS §§ 1º. A 6º. DO ART. 24 (conteúdo do Estudo Preliminar).


REVOGAÇÃO DO ANEXO III – Diretrizes para a elaboração dos Estudos Preliminares.

5. Aplicabilidade do estudo técnico preliminar


IN 05/2017
Art. 20. O Planejamento da Contratação, para cada serviço a ser contratado, consistirá nas
seguintes etapas:
I. Estudos Preliminares;
II. Gerenciamento de Riscos; e
III. Termo de Referência ou Projeto Básico.
§1º. As situações que ensejam a dispensa ou inexigibilidade da licitação exigem o cumprimento das
etapas do Planejamento da Contratação, no que couber.
§2º. Salvo o Gerenciamento de Riscos relacionado à fase de Gestão do Contrato, as etapas I e II
do caput ficam dispensadas quando se tratar de:
a) contratações de serviços cujos valores se enquadram nos limites dos incisos I e II do art. 24 da
Lei nº 8.666, de 1993; ou
b) contratações previstas nos incisos IV e XI do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993.
§3º. As contratações de serviços prestados de forma contínua, passíveis de prorrogações sucessivas,
de que trata o art. 57 da Lei nº 8.666, de 1993, caso sejam objeto de renovação da vigência, ficam dis-
pensadas das etapas I, II e III do caput, salvo o Gerenciamento de Riscos da fase de Gestão do Contrato.
§4º. Os órgãos e entidades poderão simplificar, no que couber, a etapa de Estudos Preliminares,
quando adotados os modelos de contratação estabelecidos nos Cadernos de Logística divulgados
pela Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
§5º. Podem ser elaborados Estudos Preliminares e Gerenciamento de Riscos comuns para serviços
de mesma natureza, semelhança ou afinidade.

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Estudos Preliminares

ART. 8º. DA IN 40/2020 – ELABORAÇÃO DO ETP

FACULTATIVA

PARA AS HIPÓTESES DO ART. 24, INCS. I, II, III, IV e XI DA LEI 8.666/93 (dispensas por valor, casos de guerra e
grave perturbação da ordem, casos de emergência ou calamidade pública, e remanescente de obra, serviço
ou fornecimento).

NESTE CASO, O ÓRGÃO/ENTIDADE TEM A LIBERDADE DE ESCOLHER SE ELABORA OU NÃO O ETP, SEGUNDO
CRITÉRIOS DE OPORTUNIDADE E CONVENIÊNCIA.

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DISPENSADA

NOS CASOS DE PRORROGAÇÕES CONTRATUAIS RELATIVAS A OBJETOS DE PRESTAÇÃO DE NATUREZA


CONTINUADA.

NESTE CASO, O ÓRGÃO/ENTIDADE ESTÁ DISPENSADO DE REALIZAR O ETP PELA PRÓPRIA NORMA, VISTO QUE
ESTE ESTUDO JÁ FOI ELABORADO ANTERIORMENTE, BASTANDO A COMPROVAÇÃO DA VANTAJOSIDADE DA
PRORROGAÇÃO.

SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS

Nas contratações em que o órgão/entidade for participante de um SRP, haverá necessidade de realização das
etapas previstas no ETP, tanto na fase de IRP, quanto na adesão da Ata, visto que somente após a elaboração
do ETP é que o órgão/entidade terá condições de decidir se a participação em SRP é a melhor solução.

Logo, a opção por participar de um SRP ou aderir a uma ata dar-se-á após o ETP da contratação.

TCU manifestou-se no sentido de que toda e qualquer contratação, independente da modalida-


de de licitação a ser adotada, deverá ser precedida de estudo técnico preliminar, que servirá de
base para a elaboração do termo de referência ou projeto básico (TCU – Acórdão 6.638/15 – 1º.
Câmara – Rel. Min. Bruno Dantas. Sessão 27/10/2015).

DOUTRINA:
Sua realização deverá se dar de acordo com as especificidades e a complexidade do objeto a
ser contratado – levando-se em conta um juízo de oportunidade e conveniência por parte da
Administração – princípio da razoabilidade.

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LEI DAS ESTATAIS – Sustenta-se que a elaboração de estudos técnicos preliminares, sob a égide
da Lei 13.303/2016, será indispensável em se tratando da contratação da execução de obras,
bem como da contratação de serviços complexos; não sendo, pois, obrigatória, diante da con-
tratação de serviços irrestritamente, e, ainda, será facultada no que diz respeito ao fornecimento de bens
(Larissa Panko).

IMPORTANTE:
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A dispensa do ETP não afasta a necessidade de análise, no que couber, dos elementos que o
compõem, e de ser demonstrado no TR a vantajosidade da solução escolhida entre outras pos-
síveis, quando for o caso.

6. Responsabilidade pela elaboração


DEVERÃO SER ELABORADOS CONJUNTAMENTE POR SERVIDORES DA ÁREA TÉCNICA E REQUISITANTE, E,
QUANDO HOUVER, PELA EQUIPE DE PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO.

SETOR REQUISITANTE/DEMANDANTE – QUE POSSUI OS CONHECIMENTOS TÉCNICOS NECESSÁRIOS PARA A


CONFECÇÃO DESSE DOCUMENTO.

QUEM DEVE ASSINAR O ETP?

DEVERÁ SER DEFINIDA DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO INTERNA E A DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS


DO ÓRGÃO/ENTIDADE – DEPENDE DA GOVERNANÇA

APROVAÇÃO DE UMA AUTORIDADE COMPETENTE – QUE FARÁ UM JUÍZO DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE.

IMPORTANTE:
Não deverão ser o pregoeiro, o presidente da Comissão, o ordenador de despesas, bem como
a autoridade competente para autorização e abertura do processo licitatório, os responsáveis
pela elaboração do Estudo Técnico Preliminar – princípio da segregação de funções.

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Estudos Preliminares

Art. 27, IN 05/2017 – Concluídas as etapas relativas aos Estudos Preliminares e ao Gerenciamento
de Riscos, os setores requisitantes deverão encaminhá-los, juntamente com o documento que
formaliza a demanda, à autoridade competente do setor de licitações, que estabelecerá o prazo
máximo para o envio do Projeto Básico ou Termo de Referência, conforme alínea “c” do inciso I,
do art. 21.

Art. 29, §2º, IN 05/2017 – Cumpre ao setor requisitante a elaboração do Termo de Referência ou Pro-
jeto Básico, a quem caberá avaliar a pertinência de modificar ou não os Estudos Preliminares e o Ge-
renciamento de Risco, a depender da temporalidade da contratação, observado o disposto no art. 23.

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Art. 42, §4º, IN 05/2017 – Para o exercício da função, os fiscais deverão receber cópias dos docu-
mentos essenciais da contratação pelo setor de contratos, a exemplo dos Estudos Preliminares,
do ato convocatório e seus anexos, do contrato, da proposta da contratada, da garantia, quando
houver, e demais documentos indispensáveis à fiscalização.

DICA:
SEMPRE QUE FOR POSSÍVEL, IDENTIFICAR OS SERVIDORES QUE PARTICIPARÃO DA FISCA-
LIZAÇÃO DO CONTRATO, CONVIDANDO-OS PARA QUE PARTICIPEM DO PLANEJAMENTO DA
CONTRATAÇÃO.
IMPORTANTE TAMBÉM TRAZER SERVIDORES DO DEPARTAMENTO DE COMPRAS.

7. Diretrizes para elaboração


O Decreto do Pregão não dispõe precisamente sobre as diretrizes para a elaboração do estudo técnico preliminar.

IN 40, DE 22 DE MAIO DE 2020 – Dispõe sobre a elaboração dos Estudos Técnicos Preliminares
– ETP – para aquisição de bens e a contratação de serviços e obras, no âmbito da Administração
Pública federal direta, autárquica e fundacional, e sobre o Sistema ETP digital.

SISTEMA ETP DIGITAL – ferramenta informatizada – disponibilizada pela Secretaria de Gestão da Secretaria
Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia – Portal de Compras do
Governo Federal

ÓRGÃOS NÃO INTEGRANTES DO SISG – poderão celebrar Termo de Acesso para utilizar a ferramenta –
Portaria 355, de 9 de agosto de 2019.

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CONTRATAÇÃO DE OBRAS – os ETPs serão elaborados de acordo com a IN 40/2020, exceto quando lei ou
regulamentação específica dispuser de forma diversa.

SOLUÇÕES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – os ETPs deverão observar regras específi-


cas do Órgão Central do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – SISP.

DIRETRIZES GERAIS
Os ETPs deverão evidenciar o problema a ser resolvido e a melhor solução dentre as possíveis, de modo a
permitir a avaliação da viabilidade técnica, socioeconômica e ambiental da contratação.

Nas contratações que utilizam especificações padronizadas (Cadernos de Logística) – poderão ser produzidos
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somente os elementos dispostos que não forem estabelecidos como padrão.

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO


Necessidade de classificar o ETP na Lei de Acesso à Informação.

De acordo com o art. 20 do Decreto 7.724/2012, que regulamenta a Lei de Acesso à Informação, o acesso a
documento preparatório ou informação nele contida, utilizado como fundamento de tomada de decisão ou
de ato administrativo, poderá ser restringido até a edição do ato ou decisão.

Quanto à classificação por sigilo, deve-se avaliar se há necessidade, nos termos da Lei 12.527/2011, e outras
legislações específicas.

Caso o ETP seja classificado como sigiloso nos termos da Lei 12.527/2011, o Termo de Referência será com-
posto somente por um resumo da solução apresentada.

8. Planejamento da contratação
PLANEJAMENTO – FASE MAIS IMPORTANTE DO PROCESSO DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA.

As contratações governamentais possuem impacto significativo na atividade econômica, em razão do volume


de recursos envolvidos.

Um planejamento bem elaborado propicia contratações mais eficientes, visto que a realização prévia de estu-
dos conduz ao conhecimento de novas modelagens/metodologias ofertados pelo mercado.

Com isso, temos uma melhor qualidade do gasto e uma gestão eficiente dos recursos públicos.

PREVISÃO DA NECESSIDADE DO ITEM NO TEMPO.

ADEQUAÇÃO À MODALIDADE DE CONTRATAÇÃO – CONHECIMENTO DOS TRÂMITES DAS MODALIDADES.

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Estudos Preliminares

FINALIDADE DO PLANEJAMENTO

Verificar o cenário da contratação


√√ O que contratar?
√√ Por que contratar?
√√ Para que contratar?
√√ Para quem contratar?
√√ Como contratar?
√√ Quanto contratar?
√√ Quando contratar?

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
√√ Existe outra opção para atender à demanda?
√√ Há recursos suficientes?
√√ Quais as opções legais disponíveis?
√√ Adquirir o bem ou contratar como serviço?

√√ Parametrizar necessidades e respectiva periodicidade

√√ Definir quantitativos, unidades, embalagens (primárias e secundárias), etc.

√√ Verificar se há riscos, com a finalidade de extingui-los

√√ Identificar os resultados pretendidos

√√ Escolher o meio para se chegar ao fim pretendido – metas a serem atingidas pela Administração

√√ Realizar o que foi planejado

√√ Ter um “Plano B” – estratégia de continuidade, caso a licitação não seja exitosa.

FASE INTERNA – AÇÕES


√√ Elaboração dos Estudos Técnicos Preliminares
√√ Identificação da necessidade do item pela Unidade Requisitante
√√ Especificações Técnicas / Termo de Referência / Projeto Básico
√√ Elaboração de orçamento – pesquisa prévia de mercado
√√ Estimativa do valor da contratação para a licitação
√√ Indicação de recursos orçamentários para fazer face à despesa
√√ Verificação da adequação orçamentária e financeira – Legislação aplicável
√√ Autorização pela autoridade competente para instauração do procedimento de contratação (avalia
questões relativas à legalidade, oportunidade e conveniência administrativa)

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√√ Remessa ao setor de compras


√√ Designação do Pregoeiro e dos membros da equipe de apoio / Designação da Comissão de Licitação**
√√ Definição da modalidade de contratação
√√ Abertura de processo administrativo
√√ Elaboração da minuta do edital (e anexos) e do contrato
√√ Aprovação do edital pelo setor jurídico
√√ Assinatura da autoridade competente no edital
√√ Publicidade do edital
(INÍCIO DA FASE EXTERNA)
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9. Análise do conteúdo do etp:

art. 7º. da in 40/2020


Com base no documento de formalização da demanda, as seguintes informações deverão ser pro-
duzidas e registradas no Sistema ETP digital

IMPORTANTE:
O ETP digital será condição obrigatória para publicação de um edital no Comprasnet.
A partir desse momento, o ETP será público a todos os órgãos/entidades SISG ou que fizeram
sua adesão ao Comprasnet – formação de um banco de dados.

SUGESTÃO DE PREÂMBULO PARA ETPs não digitais

DEVE CONTER A IDENTIFICAÇÃO DO DOCUMENTO (ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR), DO PROCESSO ADMINIS-


TRATIVO (SE HOUVER), DA UNIDADE REQUISITANTE E DO ASSUNTO DO ESTUDO.

PODE CONTER UM TEXTO DE INTRODUÇÃO. EX.:

“A Equipe de Planejamento da Contratação da ...................., nomeada pela Portaria n. ......., publicada


no Diário Oficial da União de .........., apresenta o seguinte Estudo Técnico Preliminar, para análise de sua
viabilidade e levantamento dos elementos essenciais que serão utilizados para a elaboração do Termo de
Referência, com o objetivo de melhor atender às necessidades da Administração”.

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OBS.: Os itens em vermelho são obrigatórios.

I – OBRIGATÓRIO - DESCRIÇÃO DA NECESSIDADE DA CONTRATAÇÃO, CONSIDERANDO O PROBLEMA A SER


RESOLVIDO SOB A PERSPECTIVA DO INTERESSE PÚBLICO.

√√ Descrever a necessidade da compra/contratação.

√√ Evidenciar o problema – QUAL É O PROBLEMA A SER RESOLVIDO?

√√ Identificar a real necessidade que ele gera.

√√ Dispor o que se almeja com a contratação.

IMPORTANTE:
O ETP NÃO VISA À CONTRATAÇÃO DE BEM OU SERVIÇO, MAS SIM RESOLVER UM PROBLEMA.
LOGO, O OBJETO DA FUTURA CONTRATAÇÃO SÓ VAI SER DEFINIDO AO FINAL DO ETP, E NÃO NO
INÍCIO DELE.

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EXERCÍCIO:
Vamos simular um ETP para o seguinte problema: necessidade de impressão de documentos oficiais?

II – FACULTATIVO - DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS E SUFICIENTES À ESCOLHA DA SOLUÇÃO,


PREVENDO CRITÉRIOS E PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE

√√ Requisitos indispensáveis que o objeto deve dispor para atender à demanda


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√√ Incluir padrões mínimos de qualidade

√√ Objetivo: busca da proposta mais vantajosa

√√ Critérios e práticas de sustentabilidade:

»» especificações técnicas do objeto

»» obrigações da contratada

Art. 3º., da Lei 8.666/93:


Art. 3o. A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da
isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção
do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita
conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igual-
dade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
(Redação dada pela Lei nº 12.349, de 2010)

ALÉM DE SELECIONAR A PROPOSTA MAIS VANTAJOSA PARA A ADMINISTRAÇÃO E DE GARANTIR A OBSERVÂN-


CIA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA ISONOMIA, A LICITAÇÃO DESTINA-SE À PROMOÇÃO DO DESENVOL-
VIMENTO NACIONAL SUSTENTÁVEL.

DIMENSÕES PARA AS CONTRATAÇÕES SUSTENTÁVEIS:

√√ AMBIEMTALMENTE CORRETAS

√√ SOCIALMENTE JUSTAS

√√ ECONOMICAMENTE VIÁVEIS

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Estudos Preliminares

SUGESTÃO DE LEITURA:
Brasil. Advocacia-Geral da União (AGU). Consultoria-Geral da União. Guia Nacional de Contra-
tações Sustentáveis. 3ª ed. Machado, Alessandro Q. (Coord.); Clare, Celso V.; Carvalho, Flávia G.
de; Paz e Silva Filho, Manoel; Bliacheris, Marcos W.; Ferreira, Maria Augusta S. de O.; Barth, Maria Leticia B.
G.; Santos, Mateus L. F.; Gomes, Patricia M.; Villac, Teresa. Disponível em: file:///C:/Users/simone/Down-
loads/guia_nacional_de_contratacoes_sustentaveis_-_3__edicao_abr_2020.pdf.

(OBS.: Caso não haja o preenchimento desse campo, devem ser apresentadas justificativas)

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CONT. EXERCÍCIO:

III – FACULTATIVO - LEVANTAMENTO DE MERCADO, QUE CONSISTE NA PROSPECÇÃO E ANÁLISE DAS ALTER-
NATIVAS POSSÍVEIS DE SOLUÇÕES, PODENDO, ENTRE OUTRAS OPÇÕES:
a) SER CONSIDERADAS CONTRATAÇÕES SIMILARES FEITAS POR OUTROS ÓRGÃO/ENTIDADES, COM OBJETIVO
DE IDENTIFICAR A EXISTÊNCIA DE NOVAS METODOLOGIAS, TECNOLOGIAS OU INOVAÇÕES QUE MELHOR
ATENDAM ÀS NECESSIDADES DA ADMINISTRAÇÃO; E
b) SER REALIZADA CONSULTA, AUDIÊNCIA PÚBLICA OU DIÁLOGO TRANSPARENTE COM POTENCIAIS CONTRA-
TADAS, PARA COLETA DE INFORMAÇÕES.

PESQUISAR OS TIPOS DE SOLUÇÃO QUE O MERCADO OFERECE PARA SUPRIR A DEMANDA.

FAZER A COLETA DE IDEIAS POR MEIO DE PESQUISAS – OUTRAS ÁREAS, INTERNET, EMPRESAS DO RAMO, ETC.
– PARA VERIFICAR AS SOLUÇÕES QUE O MERCADO OFERECE.

TCU, Acórdão 217/2007, 2ª. Câmara, Processo TC-010.110/2004-9. Rel. Min. Aroldo Cedraz - É
licito à administração pública efetuar pesquisas na internet e utilizar-se de outros órgãos que
já procederam outras licitações como referência para suas próprias. É igualmente lícito que em-
presas interessadas em contratar com a administração procurem seus responsáveis e apresentem modelos
de contratação, dados de outras licitações e de suas empresas para fins de venda de produtos e serviços.
Cabe ao gestor efetuar juízo da legalidade das propostas, avaliar a necessidade de licitação, bem como a
conveniência e oportunidade de contratar tais serviço, tudo isso atentando para o interesse público.

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ANALISAR AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA SOLUÇÃO, PARA A TOMADA DE DECISÃO.

ELABORAR QUADRO DISPONDO AS SOLUÇÕES QUE O MERCADO APRESENTA EM FACE DAS NECESSIDADES DA
ADMINISTRAÇÃO (PRODUTOS, FORNECEDORES, FABRICANTES, ETC.).

EX.: Serviços de limpeza e higienização


Solução 1: Prestação de serviços de limpeza e higienização com fornecimento de materiais (inclusive papel
higiênico, papel toalha e sabonete líquido).

Solução 2: Prestação de serviços de limpeza e higienização com fornecimento de materiais (exceto papel
higiênico, papel toalha e sabonete líquido).
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Solução 3: Prestação de serviços de limpeza e higienização sem fornecimento de materiais.

Solução 4: Prestação de serviços de limpeza e higienização por posto de trabalho.

Solução 5: Prestação de serviços de limpeza e higienização com fornecimento de materiais (inclusive papel
higiênico, papel toalha e sabonete líquido), os quais serão faturados de forma apartada da mão de obra.

PROMOVER UMA ANÁLISE DAS SOLUÇÕES APRESENTADAS, PARA PODER, DEPOIS, JUSTIFICAR A SOLUÇÃO
ESCOLHIDA.

REALIZAÇÃO DE CONSULTA PÚBLICA, AUDIÊNCIA PÚBLICA OU DIÁLOGO TRANSPARENTE COM POTEN-


CIAIS CONTRATADAS – EM SITUAÇÕES ESPECÍFICAS OU EM CASOS DE COMPLEXIDADE TÉCNICA DO
OBJETO – COM O OBJETIVO DE COLETA DE CONTRIBUIÇÕES A FIM DE DEFINIR A SOLUÇÃO MAIS ADE-
QUADA LEVANDO-SE EM CONTA A RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO.

IMPORTANTE:
SE APÓS O LEVANTAMENTO DE MERCADO, FOR CONSTATADO QUE A QUANTIDADE DE FOR-
NECEDORES É CONSIDERADA RESTRITA, DEVE-SE VERIFICAR SE OS REQUISITOS QUE LIMITAM A
PARTICIPAÇÃO SÃO REALMENTE INDISPENSÁVEIS, FLEXIBILIZANDO-OS SEMPRE QUE POSSÍVEL.

ANÁLISE DA CONTRATAÇÃO ATUAL

IMPORTANTE:
NESTE MOMENTO É FUNDAMENTAL QUE A EQUIPE DE PLANEJAMENTO FAÇA UMA ANÁLISE ACER-
CA DA CONTRATAÇÃO ATUAL (CASO POSSUA), PARA VERIFICAR SE HÁ ELEMENTOS A SEREM CORRI-
GIDOS OU SE HÁ NECESSIDADE DE APERFEIÇOAMENTO DA CONTRATAÇÃO VISANDO A MELHORES RESULTADOS.

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Estudos Preliminares

ANÁLISE DE HISTÓRICO – COMO FAZER?

O órgão/entidade já teve alguma demanda parecida?

Caso sim, como suprimos essa demanda no passado?

Será que o órgão/entidade já tem o que precisa?

O que podemos aprender com as contratações similares?

Quais foram as lições aprendidas com as contratações anteriores?

A análise do histórico das contratações é fundamental para buscar sua melhoria.

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
(OBS.: Caso não haja o preenchimento desse campo, devem ser apresentadas justificativas)

CONT. EXERCÍCIO:

IV – OBRIGATÓRIO - DESCRIÇÃO DA SOLUÇÃO COM UM TODO, INCLUSIVE DAS EXIGÊNCIAS RELACIONADAS


À MANUTEÇÃO E À ASSISTÊNCIA TÉCNICA, QUANDO FOR O CASO, ACOMPANHADA DAS JUSTIFICATIVAS
TÉCNICA E ECONÔMICA DA ESCOLHA DO TIPO DE SOLUÇÃO

Após todas as análises, é preciso descrever a solução escolhida.

“A elaboração de um Estudo preliminar envolve, principalmente, o levantamento e a avaliação, no


mercado, de quais alternativas existem para atender àquela específica necessidade da Administra-
ção, considerando-se os benefícios, riscos e custos associados a cada alternativa. Desta forma, antes
de se pensar na solução, deve ser identificada corretamente a necessidade da Administração, para, a
partir daí, se pesquisar e pensar nas soluções disponíveis. Então, de maneira simplificada, podemos
listar três grandes etapas para a elaboração de um Estudo Preliminar: 1) Identificação da necessida-
de; 2) Levantamento das soluções disponíveis; e 3) Escolha da solução, observando critérios técnicos
e econômicos.” (Marcio Motta – Auditor de Controle Externo do TCU).

DESCREVER TODOS OS ELEMENTOS QUE DEVEM SER EXECUTADOS PARA QUE A CONTRATAÇÃO PRODUZA OS
RESULTADOS PRETENDIDOS PELA ADMINISTRAÇÃO (CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO).

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ALGUMAS ANÁLISES IMPORTANTES SOBRE SERVIÇOS E PRODUTOS

SERVIÇOS:
POR ESCOPO - DEFINIÇÃO DE ETAPAS E PRAZOS
POR PRAZO – DELIMITAÇÃO DE PRAZO

SERVIÇOS CONTINUADOS
Serviços cuja interrupção possa comprometer a continuidade das atividades da Administração e cuja
necessidade de contratação deva estender-se por mais de um exercício financeiro e continuamente.

X
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SERVIÇOS NÃO-CONTINUADOS
Serviços que têm como escopo a obtenção de produtos específicos em um período pré-determinado.

SERVIÇOS CONTINUADOS COM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE MÃO-DE-OBRA


São aqueles em que, via de regra, os empregados da contratada são alocados para trabalhar continuamente
nas dependências do órgão/entidade, muitas vezes com dedicação exclusiva. A execução dos serviços segue
uma rotina específica estabelecida e supervisionada pelo órgão/entidade. São os contratos típicos de “ter-
ceirização” (limpeza, vigilância, recepção, portaria, etc.).

X
SERVIÇOS CONTINUADOS SEM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE MÃO-DE-OBRA
São aqueles em que, via de regra, não há alocação contínua de empregados da contratada nas dependências
do órgão/entidade, nem dedicação exclusiva. São exemplos comuns os serviços de lavanderia, manutenção
preventiva ou corretiva de equipamentos, locação de máquinas, etc. (desde que, é claro, as necessidades do
órgão/entidade não pressuponham a disponibilização contínua ou permanente do empregado).

Nos serviços COM dedicação exclusiva, a órgão/entidade pode ser responsabilizado pelo descumprimento das
obrigações trabalhistas e previdenciárias relativas aos empregados alocados à execução contratual.

PRODUTOS:
PREVISÃO DE PRAZO DE CONSUMO

VERIFICAÇÃO DA VALIDADE DO PRODUTO

ENGREGA TOTAL (ESTOQUE) X ENTREGA PARCELADA

VERIFICAÇÃO DAS PRAXES DE MERCADO EM RELAÇÃO AO PRODUTO

66
Estudos Preliminares

DURAÇÃO E PRORROGAÇÃO DO CONTRATO

ART. 57 DA LEI 8.666/93

REGRA – VIGÊNCIA DOS CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS

ON AGU 39/11 – A VIGÊNCIA DOS CONTRATOS REGIDOS PELO ART. 57, CAPUT, DA LEI 8.666,
DE 1993, PODE ULTRAPASSAR O EXERCÍCIO FINANCEIRO EM QUE CELEBRADOS, DESDE QUE
AS DESPESAS A ELES REFERENTES SEJAM INTEGRALMENTE EMPENHADAS ATÉ 31 DE DE-
ZEMBRO, PERMITINDO-SE, ASSIM, SUA INSCRIÇÃO EM RESTOS A PAGAR.”

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
EXCEÇÕES:

√√ PREVISÃO NO PLANO PLURIANUAL


√√ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CONTINUADOS – LIMITE DE 60 MESES – VANTAJOSIDADE
(NÃO CABE PARA FORNECIMENTO CONTÍNUO*)

ART. 57, §4º – EXCEPCIONALMENTE MAIS 12 MESES – JUSTIFICATIVA E AUTORIZAÇÃO DA


AUTORIDADE SUPERIOR.

*TCU – Acórdão 1.544/2004 – 2ª. Câmara – Rel. Min. Lincoln Magalhães da Rocha – (...) não
permita a prorrogação dos contratos para aquisição de combustível, que é material de consu-
mo, não podendo ser caracterizado o seu fornecimento como serviço de execução continuada,
estando fora da hipótese de incidência do inciso II do art. 57 da Lei 8.666/1993.

ON AGU 38/11 – NOS CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE NATUREZA CONTINUADA DEVE -SE OB-
SERVAR QUE:

A) O PRAZO DE VIGÊNCIA ORIGINÁRIO, DE REGRA, É DE ATÉ 12 MESES;

B) EXCEPCIONALMENTE, ESTE PRAZO PODERÁ SER FIXADO POR PERÍODO SUPERIOR A 12 MESES NOS CA-
SOS EM QUE, DIANTE DA PECULIARIDADE E/OU COMPLEXIDADE DO OBJETO, FIQUE TECNICAMENTE DE-
MONSTRADO O BENEFÍCIO ADVINDO PARA A ADMINISTRAÇÃO; E

C) É JURIDICAMENTE POSSÍVEL A PRORROGAÇÃO DO CONTRATO POR PRAZO DIVERSO DO


CONTRATADO ORIGINARIAMENTE.

67
Profª. Simone Zanotello

OUTRAS EXCEÇÕES

√√ ALUGUEL DE EQUIPAMENTOS E UTILIZAÇÃO DE PROGRAMAS DE INFORMÁTICA – 48 MESES


√√ HIPÓTESES PREVISTAS NOS INCISOS IX, XIX, XXVIII e XXXI DO ART. 24 DA LEI 8.666/93 – CONTRATOS PODE-
RÃO TER VIGÊNCIA POR ATÉ 120 MESES, CASO HAJA INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO.
PREVISÃO DE PRORROGAÇÃO NO EDITAL E NO CONTRATO – PARA AUMENTAR O INTERESSE DOS COMPETIDO-
RES E PRESERVAR A SEGURANÇA JURÍDICA

JUSTIFICATIVA
Além disso, é preciso justificar porque foi realizada a escolha de uma determinada solução, por meio de to-
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

das as questões que motivaram essa escolha, tais como: vantajosidade operacional, vantajosidade técnica e
vantajosidade financeira.
Questão do interesse público primário e da política pública a que a contratação esteja vinculada.
ESSA JUSTIFICATIVA DEVE DEMONSTRAR QUE A SOLUÇÃO ESCOLHIDA É A QUE MAIS SE APROXIMA DOS RE-
QUISITOS DEFINIDOS E A QUE MAIS PROMOVE A COMPETIÇÃO, LEVANDO-SE EM CONTA OS ASPECTOS DE
ECONOMICIDADE, EFICIÊNCIA, EFICÁCIA E PADRONIZAÇÃO, BEM COMO AS PRÁTICAS DE MERCADO.

POR QUE A JUSTIFICATIVA É IMPORTANTE?


Para auxiliar o gestor na tomada de decisão
Para responder a eventuais questionamentos dos órgãos de controle

NÃO UTILIZAR A EXPRESSÃO PADRÃO: “PARA ATENDER ÀS NECESSIDADES DO ÓRGÃO”

ANÁLISE IMPORTANTE:
Antes de se optar por qualquer contratação, a Administração deve verificar a possibilidade de
execução direta dos serviços, a fim de evitar a chamada “terceirização ilícita”.

TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA
VOLTADA À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, POR PESSOA JURÍDICA, CONSTITUÍDA PARA ESTE FIM, DOTADA NÃO
APENAS DE RECURSOS HUMANOS (MÃO-DE-OBRA), MAS TAMBÉM DE ESTRUTURA GERENCIAL E ORGANIZA-
CIONAL CAPAZ DE SUPORTAR O EMPREENDIMENTO.
X
TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA
OCORRE QUANDO A EMPRESA INTERPOSTA APENAS FAZ O RECRUTAMENTO DA MÃO-DE-OBRA.
FERE O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO

68
Estudos Preliminares

É DESSA DESCRIÇÃO QUE TEREMOS A DEFINIÇÃO DO OBJETO

Definição da compra/contratação após análise das necessidades a serem atendidas, das soluções disponíveis
no mercado para atendimento da demanda, do histórico das contratações similares, e dos demais itens do ETP

ALGUMAS QUESTÕES IMPORTANTES SOBRE O OBJETO

OBJETO – DESCRIÇÃO PRECISA, SUFICIENTE E CLARA

O objeto (um bem ou serviço comum) deverá ser apresentado no edital com exatidão, por meio de todas as
características que o identifiquem, num verdadeiro trabalho descritivo (precisa), para que seja possível a sua

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verificação e, consequentemente, o estabelecimento de seu preço (suficiente), não havendo dúvidas com
relação ao que deverá ser ofertado (clara).

VEDAÇÕES: ESPECIFICAÇÕES EXCESSIVAS, IRRELEVANTES OU DESNECESSÁRIAS – QUE LIMITEM OU FRUSTREM


A COMPETIÇÃO OU A REALIZAÇÃO DO FORNECIMENTO.

RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO

TCU – Acórdão 1.553/2008 – Plenário – Rel. Min. Augusto Sherman Cavalcanti. (...) 9.1.1.1. é
possível especificar os produtos sem risco de acusação de direcionamento do certame, desde
que na elaboração da caracterização do objeto a ser licitado sejam observados os princípios da
impessoalidade ou da finalidade pública, da eficiência e da isonomia, com descrição adequada do objeto de
forma a atender ao interesse público, maximizar o resultado e ampliar a competitividade, evitando-se tanto
a deficiência como o excesso de caracterização do objeto, pois:
9.1.1.1.1. a deficiência, embora cause ampliação da competitividade, desatende ao interesse público por
não possibilitar a compra mais adequada;
9.1.1.1.2. o excesso afronta os princípios da impessoalidade e da eficiência, por permitir a compra de bens
com requisitos desnecessários para atendimento ao interesse público, conforme estabelecem a Constitui-
ção Federal, art. 37, caput, inciso XXI; a Lei 8.666/1993, nos arts. 3º., caput, inciso I, e 15, § 7º., inciso I; a
Lei 10.520/2002, art. 3º., inciso II; e Súmula TCU 177; (...)
As exigências quanto às especificações técnicas de determinado produto a ser adquirido devem ser somen-
te aquelas indispensáveis ao atendimento das necessidades específicas da administração em termos de
desempenho, durabilidade, funcionalidade e segurança.

69
Profª. Simone Zanotello

CONHECIMENTO DO OBJETO
√√ Qual sua serventia?
√√ Onde será utilizado?
√√ Quais são suas características?
√√ Quais defeitos que costuma apresentar?
√√ Esse objeto já foi adquirido anteriormente? Quais problemas ele apresentou?
√√ Há diferença de qualidade em virtude do material com que é fabricado?
√√ Quantas marcas existem no mercado?
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ATIVIDADE DE PESQUISA
√√ Ouvir aqueles que se utilizam do objeto
√√ Comparar catálogos de fabricantes
√√ Efetuar pesquisas na internet
√√ Visitar locais que vendem o objeto
√√ Ouvir fornecedores
√√ Verificar a execução do objeto num local em que ele já exista
√√ Manter contato com outros órgãos/entidades públicas que já contrataram o mesmo objeto
√√ Obter editais de outros órgãos/entidades

NESTE TÓPICO É IMPORTANTE DEFINIR SE O OBJETO CONSTITUI-SE NUM BEM OU SERVIÇO COMUM, PARA
FINS DE UTILIZAÇÃO DA MODALIDADE PREGÃO.

IMPORTANTE:
Bens e serviços comuns – são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser ob-
jetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações reconhecidas e usuais do mercado.

Os bens e serviços que envolverem o desenvolvimento de soluções específicas de natureza intelectual, cientí-
fica e técnica, caso possam ser definidos como comuns, serão licitados por pregão, na forma eletrônica.

O pregão não se aplica a:

I - contratações de obras;

II - locações imobiliárias e alienações; e

III - bens e serviços especiais, incluídos os serviços de engenharia que sejam especiais.

70
Estudos Preliminares

DICA: LOCAÇÃO X AQUISIÇÃO


TCU. Acórdão 3091/2014 – Plenário, TC 001.806/2012-2, relator Ministro Bruno Dantas,
12.11.2014. A locação de equipamentos de informática deve ser precedida de estudos de via-
bilidade que comprovem vantagem para a Administração quando comparada com a aquisição (No mesmo
sentido: Acórdão 2686/2016 Plenário, Tomada de Contas Especial, Relator Ministro Bruno Dantas).

CONT. EXERCÍCIO:

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V – OBRIGATÓRIO - ESTIMATIVA DAS QUANTIDADES A SEREM CONTRATADAS, ACOMPANHADA DAS ME-
MÓRIAS DE CÁLCULO E DOS DOCUMENTOS QUE LHE DÃO SUPORTE, CONSIDERANDO A INTERDEPENDÊN-
CIA COM OUTRAS CONTRATAÇÕES, DE MODO A POSSIBILITAR ECONOMIA DE ESCALA

Art. 15, § 7º., II, da Lei 8.666/93

Quantidades a serem adquiridas devem ser justificadas em função do consumo e da provável utilização

Estimativa – obtida por meio de fatos concretos:

√√ série histórica do consumo


√√ ocorrências que impactam o quantitativo: criação de órgão, acréscimo de atividades, necessidade
de substituição de bens atualmente disponíveis, etc.

DEFINIR E DOCUMENTAR O MÉTODO PARA A DEFINIÇÃO DAS QUANTIDADES A SEREM CONTRATADAS, AINDA
QUE SEJAM ESTIMADAS

INSTRUIR OS AUTOS COM AS MEMÓRIAS DE CÁLCULOS E COM OS DOCUMENTOS QUE LHE DÃO SUPORTE.

A QUANTIDADE INFLUI DECISAVAMENTE NO PREÇO

CONT. EXERCÍCIO:

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Profª. Simone Zanotello

VI – OBRIGATÓRIO - ESTIMATIVA DO VALOR DA CONTRATAÇÃO, ACOMPANHADA DOS PREÇOS UNITÁRIOS


REFERENCIAIS, DAS MEMÓRIAS DE CÁLCULO E DOS DOCUMENTOS QUE LHE DÃO SUPORTE, QUE PODERÃO
CONSTAR DE ANEXO CLASSIFICADO, SE A ADMINISTRAÇÃO OPTAR POR PRESERVAR O SEU SIGILO ATÉ A
CONCLUSÃO DA LICITAÇÃO

Uma das informações mais importantes do planejamento de uma contratação é a análise comparativa dos
custos de cada solução.

DEFINIR E DOCUMENTAR O MÉTODO PARA ESTIMATIVA DE PREÇOS OU MEIOS DE PREVISÃO DE PREÇOS


REFERENCIAIS
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INCLUIR NOS AUTOS AS MEMÓRIAS DE CÁLCULO DA ESTIMATIVA DE PREÇOS OU DOS PREÇOS REFERENCIAIS
E OS DOCUMENTOS QUE LHE DÃO SUPORTE

ELABORAR UM QUADRO COM A SOLUÇÃO, FORNECEDOR, VALOR UNITÁRIO E VALOR TOTAL.

QUESTÃO DO SIGILO DO ORÇAMENTO – REFLEXÃO


ORÇAMENTO ESTIMADO SIGILOSO – É uma prática nas licitações privadas, nas quais as empresas não divul-
gam aos seus possíveis fornecedores a sua estimativa de custos com a contratação, pois, na esfera privada,
não se vê racionalidade em apresentar essa estimativa, com o intuito de não influenciar nos preços dos seus
fornecedores e, assim, obter a proposta mais vantajosa.

Questão da violação ao princípio da publicidade na Administração Pública – não há que se falar em quebra
absoluta – trata-se de um sigilo temporário.

De um lado, a divulgação do valor influencia os licitantes na apresentação de suas propostas, podendo resul-
tar em efeitos danosos para a escolha da melhor proposta, pois há uma redução na margem de competição.
Desconhecendo o valor referencial do objeto, a tendência seria que os licitantes ofertassem um preço menor,
mais coerente com aquele praticado no mercado. Por outro giro, ao conhecer o valor referencial, os licitantes
sentiriam-se incentivados a apresentar.

Por outro lado, ainda permanece a problemática (e o risco) trazida pelo sigilo, pois não se sabe até que ponto
ele pode ser assegurado. A informação sobre preços de referência tramita em diversos setores dentro do ór-
gão/entidade, desde a fase interna da licitação até o momento de abertura e julgamento do certame, e não
há garantias de que essa informação não possa ser transmitida propositadamente apenas para certos empre-
sários, em conluio com agentes públicos. Essa ação resultaria em favorecimentos irregulares e consequente
quebra dos princípios da isonomia e da competitividade.

Exigência do art. 40, § 2º., inc. II, da Lei 8.666/93 - o orçamento estimado em planilha é anexo obrigatório e
parte integrante do edital de licitação.

72
Estudos Preliminares

IMPORTANTE:
A estimativa do valor da contratação realizada no ETP não é a pesquisa de preços prevista na
IN 05/2014.
A estimativa do valor da contratação realizada no ETP visa a levantar o eventual gasto com a solução esco-
lhida, de modo a avaliar a viabilidade econômica da opção.
Essa estimativa não se confunde com os procedimentos e parâmetros de uma pesquisa de preços para fins
de verificação da conformidade/aceitabilidade da proposta.

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
CONT. EXERCÍCIO:

VII – OBRIGATÓRIO - JUSTIFICATIVAS PARA O PARCELAMENTO OU NÃO DA SOLUÇÃO, SE APLICÁVEL

Informar se a divisão do objeto representa ou não perda da economia de escala

Parcelamento é a regra – justificativa quando não for adotado

Art. 23, § 7º., da Lei 8.666/93 – cotação de quantidade inferior à demandada na licitação – para ampliar a
competividade

PARCELAMENTO X FRACIONAMENTO

PARCELAMENTO – art. 15, IV, e art. 23, § 1º., da Lei 8.666/93 – melhor aproveitamento dos recursos de mer-
cado – ampliação da competitividade – desde que não haja perda da economia de escala.

FRACIONAMENTO – utilização incorreta da modalidade licitatória em função do valor do objeto, indicando


um mau planejamento da licitação na fase interna (Carlos Pinto Coelho Motta)

TCU – Acórdão 2.740/2009 – Plenário – Min. Raimundo Carreiro – DOU 20/11/2009 – O par-
celamento do objeto da licitação previsto no art. 23, §§ 1º. e 2º., da Lei 8.666/93, somente é
permitido se for preservada, nos certames referentes a cada parcela, a modalidade prevista para
a execução de todo o objeto, bem como se ficarem comprovadas as suas viabilidades técnica e econômica.

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Profª. Simone Zanotello

PREGÃO – PODE NÃO APRESENTAR A FIGURA DO FRACIONAMENTO EM RAZÃO DO VALOR, MAS PODE FERIR
A ECONOMIA DE ESCALA.

AQUISIÇÃO POR ITENS É A REGRA - FORMAÇÃO DE LOTES É EXCEÇÃO

DEFINIR E DOCUMENTAR O MÉTODO PARA AVALIAR SE O OBJETO É DIVISÍVEL, LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO


O MERCADO FORNECEDOR, PODENDO SER PARCELADO CASO A CONTRATAÇÃO NESSES MOLDES ASSUGURE,
CONCOMITANTEMENTE:

√√ - SER TÉCNICA E ECONOMICAMENTE VIÁVEL


Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

√√ - QUE NÃO HAVERÁ PERDA DE ESCALA


√√ - QUE HAVERÁ MELHOR APROVEITAMENTO DO MERCADO E AMPLIAÇÃO DA COMPETITIVIDADE

FORMAÇÃO DE LOTES – CRITÉRIOS DE AFINIDADE / COMPETITIVIDADE

TCU - SÚMULA Nº 247 - É obrigatória a admissão da adjudicação por item e não por preço global,
nos editais das licitações para a contratação de obras, serviços, compras e alienações, cujo objeto
seja divisível, desde que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo ou perda de economia de
escala, tendo em vista o objetivo de propiciar a ampla participação de licitantes que, embora não dispondo de
capacidade para a execução, fornecimento ou aquisição da totalidade do objeto, possam fazê-lo com relação
a itens ou unidades autônomas, devendo as exigências de habilitação adequar-se a essa divisibilidade.

TCU - Acórdão 529/2013-Plenário, TC 007.251/2012-2, relator Ministro-Substituto Weder de Olivei-


ra, 13.3.2013. A adoção do critério de julgamento de menor preço por lote somente deve ser adota-
do quando for demonstrada inviabilidade de promover a adjudicação por item e evidenciadas fortes
razões que demonstrem ser esse o critério que conduzirá a contratações economicamente mais vantajosas.

TCU – Acórdão 2077/2011 – Plenário – Em regra, as aquisições por parte de instituições públi-
cas devem ocorrer por itens, sendo que no caso de opção de aquisição por lotes a composição
destes deve ter justificativa plausível. (...)18. Não obstante essas considerações, entendo ad-
missível, em casos específicos, a aquisição dos produtos em lotes, desde que não implique na restrição à
competitividade e garanta a obtenção da proposta mais vantajosa à Administração.

74
Estudos Preliminares

TCU - Acórdão 861/2013-Plenário, TC 006.719/2013-9, relatora Ministra Ana Arraes, 10.4.2013.


É lícito o agrupamentos em lotes de itens a serem adquiridos por meio de pregão, desde que
possuam mesma natureza e que guardem relação entre si. (...) Representação efetuada por
empresa, com pedido de medida cautelar, apontou supostas irregularidades na condução do Pregão Eletrô-
nico XX, que tem por objeto a aquisição de mobiliário para as unidades da XXX. Entre os quesitos do edital
impugnados, destaque-se o que estabeleceu o agrupamento dos itens de mobiliários (estações de trabalho,
mesas diversas, gaveteiros, armários variados e estantes) em lotes.

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
TCU - Acórdão 964/2013-Plenário, TC 046.443/2012-6, relator Ministro Raimundo Carreiro, 17.4.2013.
A inserção, em mesmo lote, de itens usualmente produzidos por empresas de ramos distintos restrin-
ge o caráter competitivo da licitação. (...) Destaque-se, entre as ocorrências identificadas, o agrupamen-
to, em único lote, de software para gestão de arquivos e de arquivos físicos (arquivo deslizante e demais acessó-
rios). (...) Diferentemente dos demais acessórios constantes no lote 1 (prateleiras, gavetas, quadros corrediços para
pastas suspensas, quadro de lanças para projetos), “em que as características/tamanhos do produto adquirido de
outros fornecedores poderiam ser incompatíveis com o arquivo deslizante adquirido ..., os softwares para gestão de
arquivos podem ser utilizados nos mais diversos casos e com arquivos físicos de qualquer fornecedor”.

TCU - Acórdão 1347/2018 Plenário, Consulta, Relator Ministro Bruno Dantas. Nas licitações
para registro de preços, a modelagem de aquisição por preço global de grupo de itens é medida
excepcional que precisa ser devidamente justificada, a ser utilizada apenas nos casos em que a
Administração pretende contratar a totalidade dos itens do grupo, respeitadas as proporções de quantita-
tivos definidos no certame. Apesar de essa modelagem ser, em regra, incompatível com a aquisição futura
de itens isoladamente, admite-se tal hipótese quando o preço unitário ofertado pelo vencedor do grupo
for o menor lance válido na disputa relativa ao item. (No mesmo sentido: Acórdão 3081/2016 Plenário,
Representação, Relator Ministro Bruno Dantas)

CONT. EXERCÍCIO:

75
Profª. Simone Zanotello

VIII – FACULTATIVO - CONTRATAÇÕES CORRELATAS E/OU INTERDEPENDENTES

Informar se há contratações que guardam relação/afinidade com o objeto da contratação pretendida

Tanto contratações realizadas que estejam em execução, quanto contratações futuras que necessitem ser
licitadas/contratadas.

Caso não haja necessidade, dispor a informação de forma expressa: Ex.: Não haverá necessidade de contrata-
ções correlatas e/ou interdependentes com o objeto da contratação em estudo.

(OBS.: Caso não haja o preenchimento desse campo, devem ser apresentadas justificativas)
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

CONT. EXERCÍCIO:

IX – OBRIGATÓRIO - DEMONSTRAÇÃO DO ALINHAMENTO ENTRE A CONTRATAÇÃO E O PLANEJAMENTO


DO ÓRGÃO/ENTIDADE, IDENTIFICANDO A PREVISÃO NO PLANO ANUAL DE CONTRATAÇÕES OU, SE FOR O
CASO, JUSTIFICANDO A AUSÊNCIA DE PREVISÃO

Em âmbito federal:
Caso a contratação apontada como solução mais adequada pelo ETP não esteja prevista no Plano Anual
de Contratações, o órgão/entidade deve justificar essa ausência e proceder à compatibilização do Plano
Anual de Contratações.
De acordo com os arts. 11 e 12 da IN 1/2019, que regulamenta os Planos Anuais de Contratações, as de-
mandas que não constarem no Plano ensejarão sua revisão, mediante justificativa e posterior aprovação
da autoridade competente.

CONT. EXERCÍCIO:

76
Estudos Preliminares

X – FACULTATIVO – RESULTADOS PRETENDIDOS, EM TERMOS DE EFETIVIDADE E DE DESENVOLVIMENTO


NACIONAL SUSTENTÁVEL

√√ Demonstração dos benefícios diretos e indiretos que se almeja com a contratação


√√ Essencialmente com relação à efetividade e ao desenvolvimento nacional sustentável
√√ Economicidade
√√ Eficácia
√√ Eficiência
√√ Padronização (se o caso)

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
√√ Resultados a serem obtidos
√√ Melhor aproveitamento de recursos humanos, materiais ou financeiros disponíveis (ex. economia de
energia, diminuição no consumo de papel, melhoria da qualidade dos produtos e serviços, etc.)
√√ Definição de requisitos com vistas ao menor impacto ambiental da contratação

IMPORTANTE:
A inclusão de requisitos de sustentabilidade sem a observação quanto à ampla oferta no mer-
cado, pode inviabilizar a contratação, seja pelo aumento excessivo dos preços, seja pela ausên-
cia de fornecedores ou produtos que se enquadrem nas exigências.

(OBS.: Caso não haja o preenchimento desse campo, devem ser apresentadas justificativas)

CONT. EXERCÍCIO:

XI – FACULTATIVO - PROVIDÊNCIAS A SEREM ADOTADAS PELA ADMINISTRAÇÃO PREVIAMENTE À CELEBRA-


ÇÃO DO CONTRATO, INCLUSIVE CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES OU DE EMPREGADOS PARA FISCALIZAÇÃO E
GESTÃO CONTRATUAL OU ADEQUAÇÃO DO AMBIENTE DA ORGANIZAÇÃO

ELABORAR CRONOGRAMA COM TODAS AS ATIVIDADES NECESSÁRIAS À ADEQUAÇÃO/AJUSTES AO AMBIENTE


DO ÓRGÃO/ENTIDADE (se o caso) PARA QUE A CONTRATAÇÃO PRODUZA OS EFEITOS NECESSÁRIOS

77
Profª. Simone Zanotello

√√ NECESSIDADE DE CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES PARA ATUAREM NA CONTRATAÇÃO E FISCALIZAÇÃO/


GESTÃO

√√ NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO DO AMBIENTE FÍSICO

√√ NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO DO AMBIENTE SOCIAL

√√ PROCEDIMENTOS DE GESTÃO DE RISCO

√√ PARA ESTE TÓPICO, É IMPORTANTE DEFINIR O TIPO DE NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO, QUEM SERÁ
RESPONSÁVEL POR FAZÊ-LA E O PRAZO PARA ISSO.
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

QUESTÃO DA TRANSIÇÃO CONTRATUAL

IDENTIFICAR A NECESSIDADE OU NÃO DE A CONTRATADA PROMOVER A TRANSIÇÃO CONTRATUAL COM


TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO, TECNOLOGIA E TÉCNICAS EMPREGADAS

ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA EVITAR A DEPENDÊNCIA EXCESSIVA EM RELAÇÃO À CONTRATADA E PARA A
SEGURANÇA NA TRANSIÇÃO CONTRATUAL

PROMOVER UM CRONOGRAMA COM AS AÇÕES QUE DEVEM SER REALIZADAS QUANDO DA TRANSIÇÃO OU
ENCERRAMENTO DO CONTRATO, IDENTIFICANDO O RESPONSÁVEL POR REALIZÁ-LAS E O PRAZO (REUNIÕES,
TREINAMENTOS, MATERIAL, DOCUMENTOS A SEREM DISPONIBILIZADOS, ETC.)

(OBS.: Caso não haja o preenchimento desse campo, devem ser apresentadas justificativas)

CONT. EXERCÍCIO:

XII – FACULTATIVO - POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS E RESPECTIVAS MEDIDAS DE TRATAMENTO; E

Descrever os possíveis impactos ambientais (se o caso)

Respectivas medidas de tratamento ou mitigadoras

Para sanar os riscos ambientais existentes

(OBS.: Caso não haja o preenchimento desse campo, devem ser apresentadas justificativas)

78
Estudos Preliminares

CONT. EXERCÍCIO:

XIII – OBRIGATÓRIO - POSICIONAMENTO CONCLUSIVO SOBRE A VIABILIDADE E RAZOABILIDADE DA CON-


TRATAÇÃO

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Declaração expressa se a contratação é viável e razoável (ou não)

Tendo como base os elementos colhidos durante os Estudos Técnicos Preliminares

Esta equipe de planejamento declara viável esta contratação, com base no Estudo Técnico Preliminar con-
soante o inciso XIII, art. 7º., da IN 40, de 22 de maio de 2020, da SEGES/ME.

OU

Esta equipe de planejamento declara inviável esta contratação, com base no Estudo Técnico Preliminar con-
soante o inciso XIII, art. 7º., da IN 40, de 22 de maio de 2020, da SEGES/ME.

No sistema digital é possível anexar outros documentos necessários ou complementares (texto, imagem, pdf)

CONT. EXERCÍCIO:

10. OUTRAS INFORMAÇÕES


DESIGNAÇÃO DA EQUIPE DE PLANEJAMENTO

DISPOR OS DADOS DA EQUIPE DE PLANEJAMENTO (NOME, CARGO, LOCAL DE TRABALHO, TELEFONE, E-MAIL)
QUE PODERÁ DIRIMIR DÚVIDAS SOBRE OS ESTUDOS E ACOMPANHAR OS TRABALHOS DA LICITAÇÃO.

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Profª. Simone Zanotello

11. SUGESTÃO DE TEXTO DE FECHO PARA ETPs NÃO DIGITAIS


CONCLUSÃO

Certificamos que somos responsáveis pela elaboração do presente documento que materializa o Estudo Téc-
nico Preliminar da contratação em tela, o qual traz o conteúdo necessário para a elaboração do Termo de
Referência.

A contratação prevista, uma vez autorizada, deverá possuir adequação orçamentária e financeira
com a Lei Orçamentária Anual e compatibilidade com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes
Orçamentárias.
Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

DATA

NOME / CARGO / ASSINATURA DOS COMPONENTES DA EQUIPE

IMPORTANTE:
Possibilidade de utilizar algumas especificações padronizadas, reproduzindo apenas o conteú-
do que não for padrão.

12. MUTABILIDADE DO ETP


O setor requisitante, ao elaborar o Termo de Referência ou o Projeto Básico, poderá avaliar a pertinência de
modificar ou não o ETP.

Em qualquer momento da fase interna, o ETP poderá ser modificado, com reflexos no TR e no PB.

ANEXO – SUGESTÃO DE CHECK LIST DE VERIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR

NATUREZA DA
INFORMAÇÕES QUE DEVERÃO SER PRODUZIDAS SIM/NÃO
INFORMAÇÃO
I – descrição da necessidade da contratação, considerando o problema a Obrigatória
ser resolvido sob a perspectiva do interesse público
II – descrição dos requisitos necessários e suficientes à escolha da solu- Facultativa
ção, prevendo critérios e práticas de sustentabilidade

80
Estudos Preliminares

III – levantamento de mercado, que consiste na prospecção e análise das Facultativa


alternativas possíveis de soluções, podendo, entre outras opções:
ser consideradas contratações similares feitas por outros órgãos e enti-
dades, com objetivo de identificar a existência de novas metodologias,
tecnologias ou inovações que melhor atendam às necessidades da admi-
nistração; e ser realizada consulta, audiência pública ou diálogo transpa-
rente com potenciais contratadas, para coleta de contribuições.
IV – descrição da solução como um todo, inclusive das exigências relaciona- Obrigatória
das à manutenção e à assistência técnica, quando for o caso, acompanhada
das justificativas técnica e econômica da escolha do tipo de solução

Reprodução Proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
V – estimativa das quantidades a serem contratadas, acompanhada das Obrigatória
memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão suporte, consideran-
do a interdependência com outras contratações, de modo a possibilitar
economia de escala
VI – estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços unitá- Obrigatória
rios referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão
suporte, que poderão constar de anexo classificado, se a administração
optar por preservar o seu sigilo até a conclusão da licitação
VII – justificativas para o parcelamento ou não da solução, se aplicável Obrigatória
VIII – contratações correlatas e/ou interdependentes Facultativa
IX – demonstração do alinhamento entre a contratação e o planejamento Obrigatória
do órgão ou entidade, identificando a previsão no Plano Anual de Contra-
tações ou, se for o caso, justificando a ausência de previsão
X – resultados pretendidos, em termos de efetividade e de desenvolvi- Facultativa
mento nacional sustentável
XI – providências a serem adotadas pela administração previamente à Facultativa
celebração do contrato, inclusive quanto à capacitação de servidores ou
de empregados para fiscalização e gestão contratual ou adequação do
ambiente da organização
XII – possíveis impactos ambientais e respectivas medidas de tratamento Facultativa
XIII – posicionamento conclusivo sobre a viabilidade e razoabilidade da Obrigatória
contratação

OBS.: Com relação aos itens de natureza “facultativa”, quando estes não forem contemplados, deverá haver as
devidas justificativas no próprio documento que materializa o ETP.

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