Você está na página 1de 4

BIANCA PRISCILA SAVETI DA SILVA RA: 907204589

MÁRCIO C. XÁVIER RA: 307202573

PROJETO ANÁLISE DA PRÁTICA PEDAGÓGICA


DO PROFESSOR DE ESTÁGIO

UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE


SÃO PAULO – 2010
BIANCA PRISCILA SAVETI DA SILVA RA: 907204589
MÁRCIO C. XÁVIER RA: 307202573

PROJETO ANÁLISE DA PRÁTICA PEDAGÓGICA


DO PROFESSOR DE ESTÁGIO

Trabalho apresentado como


exigência parcial da disciplina de
Metodologia de Educação Básica
do curso de Pedagogia da
Universidade Nove de Julho
(UNINOVE). 6º Semestre –
Turma B- Sala 304 - Período
Noturno.
Professora: Viviane Anaya

UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE


SÃO PAULO – 2010
I – DADOS GERAIS DA INSTITUIÇÃO

Nome da Instituição: Luiz Simionato


Endereço: Jardim Luciana – Franco da Rocha - SP
Características gerais da instituição: Escola da rede pública estadual. Atende à clientela
das classes econômicas "C" e "D", situando-se geograficamente em uma comunidade
carente.

II – TEMA

Análise da prática pedagógica.

III – JUSTIFICATIVA

O projeto surge da necessidade de avaliar a prática pedagógica em um determinado


estabelecimento e desenvolvermos a capacidade crítica em relação a essas práticas. À
medida em que as necessidades sociais mudam, também se modificam as necessidades dos
alunos e, logo, a de o educador intervir mediante melhores práticas no meio em que vivem
e os educandos. Constata-se o fato de que esses professores permanecem reféns de práticas
anacrônicas, não se preparam e não acompanham essas mudanças, criando muitas vezes
tensões, conflitos com relação a esta diferença e, sobretudo, contribuindo para os maus
resultados de aprendizagem.

É importante desenvolver formas de educar que façam com que os educadores sejam
valorizados e executem sua função de formação dos alunos, preparando esses para a vida
com autonomia. Para isso, sugeriremos ao final formas de abordagem que possam
incrementar as aulas, tornando o trabalho educacional mais interessante.

IV – OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Compreender a atuação dos professores do ensino médio na instituição de ensino.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Analisar criticamente as práticas pedagógicas do estabelecimento observado.

Comparar a prática docente com outras propostas educacionais das escolas estudadas.

Elaborar uma possível abordagem que possa ser aplicada na escola analisada (proposta).

V – ÁREAS DE CONHECIMENTO ENVOLVIDAS NO PROJETO

Filosofia
Sociologia
Língua Portuguesa
VI – DESCRIÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

As aulas, na maioria das vezes, ocorrem de maneira expositiva.


Não são utilizados recursos tecnológicos (a escola não possui).
Os alunos não são convidados à pesquisa e elaboração.
Não há livro didático e professores utilizam a lousa, da qual alunos copiam o
conteúdo.
Provas são aplicadas com apelo "mnemônico", com poucas questões que demandam
raciocínio lógico e elaboração por parte dos alunos.
Correção das provas visa esclarecimento do professor sobre as notas e não demanda
retomada de assuntos que alunos erraram mais.

VII – ANÁLISE CRÍTICA A LUZ DOS TEÓRICOS ESTUDADOS

De maneira geral o ensino praticado na escola é tradicional. Enfatiza-se demais o aspecto


racional e não convida o aluno à reflexão. Parte-se do princípio de que o aluno é alguém
incapaz de estudar com autonomia. Tudo é tutelado: da fragmentação das aulas em
disciplinas distintas aos horários, frequência obrigatória, provas, etc.. Como resultado a
tutela mostra-se ineficiente, pois o medo e no controle baseado em ameaças veladas,
presenças obrigatórias e outras imposições não conquista o aluno.

Na Escola de Sumerhill o grande diferencial é que seus alunos não são obrigados a assistir
as aulas, obedecendo um cronograma comum e unificado, pois eles escolhem as atividades
a fazer de acordo com seus interesses. Não é que a frequência não seja observada, mas isso
é feito de maneira democrática, com ênfase no social, pois apesar de os alunos não serem
obrigados a participar das aulas, um grupo pode expulsar de uma aula um aluno faltoso por
atrapalhar o andamento dos trabalhos. É uma perspectiva coletiva, diferente da imposição
feita pela instituição escolar, que cria responsabilidade com o coletivo.

VIII – PROPOSTA DE INTERVENÇÃO:

A coletividade não foi percebida na escola observada, que mantém os mecanismos de


coerção social e, logo, não desperta interesse de fato nos alunos, acerca dos assuntos
abordados Uma possível intervenção nessa escola, ou ao menos nas disciplinas observadas,
poderia se dar no sentido de trabalhar as aulas mais orientando os alunos à pesquisa,
elaboração de trabalhos e expô-los pois, dessa forma, poderiam se interessar mais pelo
conteúdo. Outras abordagens poderiam incluir encenação e teatralização como forma de os
alunos comunicarem o resultado de seus trabalhos à comunidade escolar.