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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI

INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE INDAIAL


FACULDADE METROPOLITANA DE BLUMENAU
FACULDADE DE TECNOLOGIA

Faculdade Metropolitana de Blumenau – FAMEBLU


Biomedicina (BIM 27) - Imaginologia
Júlia Clara Wehmuth Mueller
Michael Fernando Scheidt
Naquisiandra Jacinto
Prof.

MEDICINA NUCLEAR

BLUMENAU
13/04/2011
CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE INDAIAL
FACULDADE METROPOLITANA DE BLUMENAU
FACULDADE DE TECNOLOGIA

MEDICINA NUCLEAR

INTRODUÇÃO / INDICAÇÃO DO MÉTODO

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza técnicas para gerar
imagens do corpo e tratar doenças. Além de revelar dados sobre a anatomia, expõe dados
sobre a função dos órgãos. Os exames de medicina nuclear freqüentemente detectam
precocemente anormalidades na função ou estrutura de um órgão, possibilitando que
algumas enfermidades sejam tratadas nos estágios iniciais, quando há um melhor
prognóstico.

Os exames de medicina nuclear são benéficos para estudar danos fisiológicos no


coração, restrição do fluxo sanguíneo no cérebro, além do funcionamento de outros órgãos,
como a tireóide, rins, fígado e pulmões. Também tem uso terapêutico importante para o
tratamento do hipertireoidismo e alívio da dor em certos tipos de câncer dos ossos. Em
geral, existe quase uma centena de diferentes exames de medicina nuclear disponíveis,
incluindo estudos cerebrais, diagnóstico e tratamento de tumores, avaliação das condições
dos pulmões e coração, análise funcional dos rins e de todos os sistemas dos principais
órgãos do corpo.

Os exames são realizados através da absorção pelo corpo (via injeção, oral ou
inalação) de uma pequena quantidade de material radioativo (radioisótopo). Estas
substâncias são misturadas a um produto farmacêutico especializado, tornando-se um
radiofármaco, que tem como alvo os tecidos específicos do corpo. A quantidade de material
radioativo utilizado é medida especificamente, para garantir os resultados mais precisos dos
exames, limitando, ao mesmo tempo, a quantidade de exposição à radiação. Após a
absorção do material radioativo, uma câmara é utilizada para formar as imagens do corpo.
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Esta câmara (gama-câmara, PET scanner...) possui detectores que podem captar a imagem
dos materiais radioativos dentro do corpo.

FORMAS DE PRODUÇÃO DOS RADIOISÓTOPOS

A história da utilização dos radioisótopos como elementos marcadores para os


mais variados campos da pesquisa, representa uma das mais belas páginas da ciência, pois
demonstra como um cérebro privilegiado pode transformar um fracasso absoluto numa das
mais brilhantes conquistas científicas do século XX.

Radioisótopos são elementos químicos que emitem radiação. Alguns se encontram


radioativos naturalmente, mas a maioria necessita que haja um bombardeamento de
nêutrons ou outras partículas, para ganhar ou perder massa, tornando-se assim, radioativos.
Esta geração pode acontecer em reatores, ou aceleradores de partículas, os cíclotrons.

São utilizados radioisótopos tanto em diagnósticos como em terapias. Os fármacos


que conduzem os radioisótopos até os órgãos e sistemas do corpo são chamados
radiofármacos. No Brasil, são produzidos em grande parte por dois institutos da Comissão
de Energia Nuclear - CNEN: o Instituto e Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN, em São
Paulo, e o Instituto de Engenharia Nuclear - IEN, no Rio de Janeiro. O Radioisótopo
Tecnécio-99 (Tc-99m), disponibilizado por meio de um gerador portátil é usado para a
composição de diversos radiofármacos. O gerador portátil tem grande volume de produção
de radioisótopos os quais são utilizados para obtenção de mapeamentos

MARCAÇÃO DOS RADIOISÓTOPOS

A idéia do emprego dos radioisótopos como elementos marcadores, e as


experiências fundamentais comprovando a sua utilização, valeram George de Hevesy os
maiores prêmios científicos da atualidade, entre eles o prêmio Nobel de Química em 1943 e
o prêmio Ford.
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A importância da utilização dos radioisótopos faz-se sentir nos mais variados


campos da atividade humana, não somente na Medicina, Biologia e Química, mas também
na Agricultura, Pecuária, Indústria, etc.

Para os radioisótopos tornarem-se radiofármacos, que irão atingir determinados


órgãos do corpo humano, é necessário que sejam combinados com moléculas com
propriedades de localização desejada. Este processo é chamado de marcação radioativa, e
ocorre em capelas especializadas, utilizando técnicas de radiofarmácia e respeitando
normas de proteção radiológica.

Radioisótopos administrados em pacientes passam a emitir suas radiações no


órgão para onde são conduzidos. Um exemplo prático bem conhecido é o uso do Iodo-
131(I-131), que emite partícula beta, radiação gama e tem meia-vida de oito dias.

O gerador portátil citado no tópico a cima tem grande volume de produção de


radioisótopos, os quais são utilizados para obtenção de mapeamentos (cintilografia) de
diversos órgãos: Cintilografia dos rins, do cérebro, do fígado, do pulmão e dos ossos;

Diagnóstico do infarto agudo do miocárdio, anomalias no coração, e em estudos de


circulação sanguínea; Cintilografia de placenta.

O Iodo-131 também pode ser usado em terapia para eliminar lesões, identificadas
nos radiodiagnósticos da tireóide, aplicando-se, no caso, uma dose maior o que a usada nos
diagnósticos. O Iodo radioativo apresenta as características ideais para aplicação em
Medicina, tanto em diagnóstico como em terapia: tem meia vida curta e é absorvido
preferencialmente por um órgão (tireóide), eliminado rapidamente do organismo. A energia
da radiação gama é baixa.

Outro radioisótopo, o Samário-153 (Sm-153), usado como paliativo para a dor, é


injetado em pacientes com metástase óssea, o estágio do câncer que atinge o sistema ósseo.
Estes e outros produtos utilizados na Medicina Nuclear são distribuídos rotineiramente para
clínicas e hospitais licenciados pela CNEN.
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CINTILOGRAFIA

A cintilografia, também conhecida como cintigrafia, gamagrafia, ciltilograma, é


um método de diagnóstico por imagem da Medicina Nuclear em que são formadas
primariamente as imagens funcionais do organismo. O radiofármaco, ingerido pelo
paciente, produz radiação gama, cujo brilho, ou cintilação, é visto através da gama-câmara.
Dentre os radioisótopos mais utilizados, destaca-se o Tc99m.

A cintilografia é um método indolor, não invasivo, e que apresenta menor


exposição à radiação, relacionada a outras técnicas de imagem, principalmente quando se
trata de imagem de corpo inteiro. Porém para imagens anatômica, a resolução é
consideravelmente baixa. Sua indicação mais comum é para diagnóstico de doenças
cardiovasculares.

Após a administração do radiofármaco, geralmente por via endovenosa, os


radioisótopos ou os compostos aos quais estão acoplados (radiofármacos) tem um
comportamento biológico que é idêntico ao de similares não radioativos. Este
comportamento biológico é determinado pelas características físico-químicas do composto
e também pelo estado funcional dos diferentes tecidos ou tipos celulares que podem estar
envolvidos em sua manipulação. A distribuição e grau de concentração do elemento
radioativo nos diversos órgãos é avaliada por meio de imagens obtidas nas câmaras de
cintilação (chamadas de cintilografias) ou por outros sistemas de detecção de
radioatividade. A concentração do radiofármaco que é observada através da cintilografia
em uma estrutura reflete não só a morfologia da mesma como também sua função.

A câmara de cintilação ou gama câmara é o sistema de detecção de radioatividade


utilizado para o estudo da distribuição in vivo dos diferentes compostos radiomarcados. A
interação da radiação gama no detector da câmara leva a emissão de luz (cintilação),
posteriormente convertida em sinal elétrico. A câmara de cintilação detecta a radiação e
determina a posição da fonte emissora (correspondente à área em que a luz foi emitida) e
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sua energia (intensidade da luz emitida). Além da maior resolução, os equipamentos mais
modernos destacam-se pela capacidade de adquirir e processar estudos tomográficos
(SPECT = single photon emission computed tomography), trazendo maior sensibilidade e
precisão na localização de lesões. De forma semelhante à tomografia convencional (que
resulta da transmissão de raio X por uma fonte externa) a tomografia por emissão de fótons
é adquirida em órbita de 180 a 360* ao redor das estruturas de interesse, com posterior
reconstrução dos cortes nos planos transversal, coronal e sagital. As câmaras SPECT com
duas cabeças (dois detectores) apresentam ganho de sensibilidade e velocidade na aquisição
de estudos tomográficos e planares, tornando o exame mais confortável para o paciente e
reduzindo a degradação da imagem por artefatos de movimentação.

SPECT

A tomografia computadorizada por emissão de fóton único, SPECT, na sigla em


inglês, é uma técnica tomográfica de medicina nuclear, que utiliza radiação ionizante de
raios gama, e é capaz de fornecer imagens em 3D. No exame, o radiofármaco é injetado no
paciente, para que ele emita a radiação necessária para a aquisição da imagem. A gama
câmara gira ao redor do paciente e gera imagens a partir de vários ângulos.

Para capturar a imagem de SPECT a gama câmara é rotacionada em volta do


paciente. São capturadas múltiplas imagens bidimensionais (2D) do corpo do paciente. A
radiação é captada em pontos definidos durante a rotação, normalmente a cada 3–6 graus.
Na maioria dos casos é dada uma rotação com a gama câmara de 360 graus para conseguir
a otimização na reconstrução. O tempo de captação, em cada ponto, é variável, mas é
normalmente de 15 a 20 segundos. O que dá um tempo total de exame entre 15 e 20
minutos. As máquinas mais modernas têm mais de uma cabeça (parte da máquina que
contém todo o sistema de detecção). Quanto mais cabeças a máquina tiver, uma maior área
ela captará a radiação simultaneamente. O que resultará num menor tempo total de exame.

As imagens podem ser preto e branco ou coloridas, depende do exame. As


imagens coloridas são mais comuns em exames que mostram o cérebro e o coração. A
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resolução pode ser de 64x64 ou 128x128 pixels, cada pixel representando uma parte de 3-6
milímetros do corpo do paciente.

As principais indicações são perfusão de miocárdio, cintilografia óssea,


cintilografia de ventilação e perfusão (pulmonar) e perfusão cerebral.

PET

A tomografia por emissão de pósitrons, PET, na sigla em inglês, é um exame de


imagem da medicina nuclear, que utiliza radionuclídeos que emitem um pósitron em sua
desintegração. Este pósitron é detectado para formar as imagens. Utiliza-se glicose ligada a
um elemento radioativo (geralmente flúor), e injeta-se no paciente. As regiões que estão
metabolizando glicose em excesso, como tumores ou regiões cerebrais com intensa
atividade, aparecerão em vermelho na imagem criada pelo computador.

A tomografia por emissão de pósitrons produz imagens mais nítidas que os demais
estudos de medicina nuclear. Pode gerar imagens tridimensionais ou imagens em “fatia”,
como a tomografia computadorizada.

A imagem da PET é formada pela localização da emissão dos pósitrons pelos


radionuclídeos ingeridos pelo paciente. O pósitrons rapidamente se aniquila com um dos
eléctrons das moléculas do paciente, não percorrendo nenhuma distância significativa,
portanto não se detecta os pósitrons diretamente com o equipamento. O que é detectado são
os raios gama gerados na aniquilação pósitron-eléctron. Os detectores de raios-gama são
colocados ao redor do paciente, na gama câmara, e os cálculos são efetuados pelo
computador, reconstruindo os locais de emissão de pósitrons a partir das energias e direções
dos raios gama, gerando as imagens tridimensionais.

As principais indicações do PET são: oncologia, PET do cérebro e PET cardíaco.

PET/CT

O PET-CT é uma técnica que une o PET com a Tomografia Comutadorizada.


Trata-se de uma tecnologia com alta resolução de imagens e excelente qualidade
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diagnóstica em oncologia. Os dois exames, PET e CT, são realizados em um único


aparelho (PET-CT). Avaliam o metabolismo e a anatomia do corpo inteiro, possibilitando
diagnósticos mais precisos, detecção precoce de alterações celulares, planejamento,
monitoramento e escolha do tratamento mais eficaz para cada caso.

A fusão do PET e CT permite a integração e visualização de imagens de Medicina Nuclear


e tomografia. Enquanto o PET detecta atividades metabólicas com detalhes do nível de
atividade celular do órgão, o CT mostra imagens detalhadas da anatomia interna, como
localização, tamanho e formato do tumor. Além do diagnóstico oncológico, o PET-CT
também é útil na avaliação e acompanhamento de doenças neurológicas e psiquiátricas.

http://www.siemens.com.br

http://www.mundoeducacao.com.br/quimica

http://www.ufrgs.br/farmacia/area/bio10339/index.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cintilografia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomografia_computadorizada_por_emiss%C3%A3o_de_f
%C3%B3ton_%C3%BAnico

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomografia_por_emiss%C3%A3o_de_positr%C3%B5es

http://www.hcanc.org.br

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