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Uma Meditação e um Poema

Certo pensador certa vez disse: “Todo mundo acredita no que sente” é
correto esse modo de ver as coisas, principalmente no mundo religioso.
Cada um idolatra a sua experiência ao invés de testá-las com a
autoridade suprema e absoluta das Escrituras. É esse o erro fatal, a arma
que o diabo usa pra investir contra a verdade divina possuem essas
tendências relativistas. Uma nova revelação, uma visão, um êxtase, um
sentimento, uma voz intuitiva, tudo isso soa como experiência de
sentimento agradável. Assim no mundo das religiões, cada qual acredita
no que sentiu, na meditação, na reza, na experiência visionaria, na
revelação intuitiva etc. é um submundo de grande confusão, pois
quando todo mundo acredita no que sente, as Escrituras são relegadas
apenas a um amontoado de escritos sem importância vital, sem um
absoluto pelo qual possamos orientar as bases da doutrinas que
defendemos, caímos num oceano de confusão relativista, e é
exatamente o que está acontecendo em nossos dias, principalmente no
movimento carismático.
Borboletas

Vejam o vôo das borboletas

Além da terra e da canela estriada

Flutuam de encontro às flores

Fogem das ribanceiras

Pousam no alcaçuz e nas flores imaculadas

Entre trincheiras arroios e flancos

No perfume do gengibre branco

Beijam o néctar doce

Penetram da majestade do silencio

Ninguém conhece a voz das borboletas

A não ser Deus

Elas falam pela beleza e brevidade

Profundidade e fragilidade

São siderais nas florestas

Cósmicas nos campos

Fenomenais no deserto florido

Cativas de um inocente sorriso

Tingem também elas a glória do paraíso


A alma vivente contempla

Fôlego e pulsar da vida cotidiana

Respiração vitalícia

Condensação das cores dos sonhos

É o caminho das borboletas

Ervas aromática e especiarias

O frescor da neve dos cumes

Uma viagem entre sons e ruídos

A áurea nebulosa do firmamento

Pirilampos e beija-flores

Assim a inspiração faz a alma iluminada

A brisa sopra as palhas da vida

Elas se acendem na causalidade


Terna existência e vitalidade

Borboletas

Vejam o vôo das borboletas


Além da terra e da canela estriada
Flutuam de encontro às flores
Fogem das ribanceiras
Pousam no alcaçuz e nas flores imaculadas
Entre trincheiras arroios e flancos
No perfume do gengibre branco
Beijam o néctar doce
Penetram na majestade do silêncio
Ninguém conhece a voz das borboletas
A não ser Deus
Elas falam pela beleza e brevidade
Profundidade e fragilidade
São siderais nas florestas
Cósmicas nos campos
Fenomenais no deserto florido
Cativas de um inocente sorriso
Tingem também elas a glória do paraíso
O Mar

Espelho celestial em vossas ondas

Em teu leito a luz repousa

Reina em ti o doce império

A linha do horizonte

Fronteiras épicas da nobre esperança

As montanhas tingem verde distante

Assim também é meu coração

Areias marcadas por cicatrizes

Seladas no chão batido do coração

Solo fértil e áureo jardim

Saudosa lembrança do céu

Na imagem austera e imperiosa

Do templo na alma escrito assim:

Cristo vive em mim