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Disp.

E Tradução: Rachael
Revisora Inicial: Angel
Revisora Final: Rachael
Colaboração: Nívea
Formatação: Rachael
Logo/Arte: Dyllan

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Dimitri Anslow tem estado apaixonado por Alexander desde que ele veio para o

acampamento de guerreiro em pré-transição com vinte e quatro anos de idade. Cinquenta

anos depois, ele finalmente tem o plano perfeito para estar com Alexander pelo menos

fisicamente. Depois de ter o sexo de sua vida, Alexander diz a Dimitri que ele não o ama ou o

quer. Esmagado, Dimitri tenta tudo que ele pode para esquecer o homem, saltando de cara em

cara. Quando Alexander lhe dá sinais confusos, Dimitri tenta assumir a condição com o fato

que seu companheiro pode nunca ser seu. Dimitri pode seguir em frente daquele que detém o

seu coração ou há algo pelo que vale a pena lutar?

Revisoras Comentam...
Angel
Em primeiro lugar como sofri revisando este livro. kkk

Tive tantos sentimentos misturados; amei Dimitri e odiei Alexander depois as posições se inverteram.

Este livro tem partes tão sensíveis e outras tão duras, e tive dúvidas se realmente iria gostar do livro; mas como é

um bom chegar ao final do livro e suspirar de alegria.

Decepção do Amor é um livro tocante, Dimitri e Alexander são guerreiros fortes e apaixonados. E estou

ansiosa para saber um pouco mais sobre este Acampamento de Guerreiros.

Rachael
Concordo completamente com a Angel, esse livro foi sofrido, até mesmo revoltante em algumas partes.

Em um determinado momento pensei que o Alexander não merecia o Dimitri. Com certeza a Joyee mudou nessa

série, vocês não acharão nada parecido com os Marius. Não tem o sentimento de “meu companheiro” a primeira

vista kkkk nem o senso de família, mas tem a amizade. Já estou curiosa pela história do Matteo kkkk No final fui

cativada pelo livro!!!

Nívea

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Dimitri e Alexander, dois guerreiros vampiros, fortes e decididos. Dimitri já aceitou o seu amor e faz de

tudo para consegui-lo e por isso mesmo acaba sofrendo e Alexander (que me deu vontade de estapear) que não

aceita e renega este amor dado tão abertamente. É um livro que mostra que nunca devemos desistir de nossos

sonhos e do amor, mas também nos mostra o mal que podemos fazer por renegar o que está em nosso coração.

Leiam pois vocês irão se apaixonar por estes guerreiros.

Capítulo Um

Meu nome é Dimitri Anslow. Eu sou um guerreiro de minha raça e sou apaixonado

pelo melhor guerreiro em nosso acampamento, provavelmente do mundo. O homem que eu

amo é Alexander. Apenas Alexander, sem sobrenome. Ele é tão poderoso e antigo que até não

tem um. Alexander nasceu quando as pessoas, ou seja, vampiros e humanos, não tinham

sobrenomes, ao invés eram conhecidos por seu primeiro nome e filho do seu pai.

As origens de Alexander são quase tão misteriosas, como é para os humanos o ícone

Zorro. Todo mundo sabe que ele é uma lenda, mas é quase um tabu perguntar qualquer coisa

a mais. O forte sotaque russo dá a sua nacionalidade, pelo menos, mas só isto. Além disso, o

sotaque me transforma em uma gosma de excitação.

Quando o vi pela primeira vez há cinquenta anos atrás, foi desejo a primeira vista. Eu

sei que é supor ser amor à primeira vista. Mas eu não acredito que você possa amar alguém

sem conhecê-lo primeiro.

Eu fui trazido para o acampamento guerreiro quando eu tinha vinte e quatro anos, um

ano antes da minha transição. Eu era o filho do meio, tendo em mente que estava no meio de

sete, e o único guerreiro nascido da família. Que em si já era extremamente estranho, pois não

havia qualquer indicio de linhagem guerreira em minha família. Não é tão difícil determinar

no nascimento, se um vampiro crescerá para ser guerreiro ou não. Primeiro, nós nascemos

precoce; minha mãe me teve aos sete meses, não os normais nove. Também, eu era um bebê

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grande. Minha mãe lembrava-me disto frequentemente, quase ao ponto que eu sentia

necessidade de pedir desculpas constantemente.

É uma prática comum para as pessoas que nascem de sangue guerreiro ser levado

para um acampamento. Os guerreiros ajudam a treinar e nos preparam não só para a nossa

transição, mas também para vida após ela. Mas nada disso é realmente importante, só

Alexander.

Meus pais tinham acabado de me deixar com o guerreiro responsável pelo

acampamento, quando eu o vi pela primeira vez. Usar as palavras como: deslumbrante,

quente, bonito... Bem, elas não eram suficientes para descrever Alexander. Ele era um deus.

Com um metro e noventa e cento e dez quilos de músculos sólidos e força, o que mais

ele poderia ser? Para não mencionar o glorioso cabelo preto que enrolava só nas pontas perto

do seu ombro se ele não tivesse puxado para trás. Mas nada se compara aos seus hipnóticos

olhos azul safira. Alexander não sorria muito ou até mesmo mostrava emoção, mas eu aprendi

que seus olhos dizem tudo em seu coração sem uma palavra. Até mais atraente eram quando

seus olhos ficavam pratas quando ele estava chateado ou prestes a lutar.

Por décadas eu me mantive longe o suficiente dele para ter certeza que ele não

soubesse como eu verdadeiramente me sentia, mas também próximo o bastante para sempre

poder vê-lo de uma distância segura.

Faço-me soar como um perseguidor, mas eu não posso nem ajudar a cuidar.

Mas tudo muda hoje. Hoje, eu me darei para ele.

O acampamento de guerreiro não é como foram os antigos acampamentos de

guerreiros, entretanto existem algumas velhas tradições. É como a base militar do exército

humano, mas ele vem para lutar suas batalhas pelo domínio a partir do velho. Um guerreiro

podia desafiar o outro por várias razões. Se sendo para mostrar que eram mais fortes e

dispostos a lutar para um grau mais elevado entre nós. Ou ele podia só ser uma discussão

diária que resultaria em um desafio.

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Seja qual fosse a razão para acontecer, lutas por desafios não são como lutas normais,

nunca. É tudo sobre a posição dominante, quem é mais forte e melhor. Você pode aceitar o

desafio ou se render. Se alguém se rende, ele pode reconhecer o adversário como superior e a

posição mais alta que ele mesmo. Se um desafio é aceito os combatentes tem que lutar até que

alguém seja derrotado. O perdedor não só dá sua classificação para o vencedor, mas seu corpo

também.

Para ser franco, o vencedor tem o direito de foder o perdedor. É uma parte das

tradições mais antigas, mostrando que o vencedor não é apenas o mais forte e melhor, mas

também humilhando o perdedor em público, despindo-o de sua posição e dignidade. É difícil

segurar sobre qualquer fragmento de orgulho quando você perde uma luta e imediatamente é

fodido com sua mão nos joelhos na frente de todos os espectadores.

Cuidadosamente, durante a última década eu desafiei e lutei meu caminho até obter as

posições. Eu ainda não perdi uma única luta, mas eu também me recuso a foder alguém em

público. O vencedor tem a opção de tomar seu prêmio em público ou privado. Eu sempre

escolho privado e então deixo o perdedor livre tão logo jurem pelo seu sangue nunca contar a

ninguém. Tem funcionado até agora, ninguém parece saber que ainda sou virgem.

Hoje isso muda. Eu desafiei Alexander. Agora que eu trabalhei meu caminho até as

posições e sou o segundo perdendo apenas para ele, e eu posso fazer isso. Eu tenho uma

chance no inferno de ganhar? Porra não. Mas esse é o ponto, eu não quero vencê-lo. Eu quero

perder assim eu posso finalmente estar com ele, ainda que seja só uma vez.

*****
Alexander entrou no ringue apenas momentos antes da luta começar, olhando calmo e

sereno como sempre. Até mesmo com um calção normal e uma camiseta sem mangas como

estava vestido era impressionante. Ele virou para mim, e eu tentei não engolir minha língua

quando ele tirou sua camisa por cima de sua cabeça. Ninguém tinha um abdômen como

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Alexander, ou um tórax tão esculpido. Eu segurei minha espada mais apertada para lembrar-

-me por que estávamos aqui.

“Eu sabia que este dia chegaria Dimitri,” ele disse para mim quando jogou sua

camiseta e pegou sua espada.

“Você sabia?” Eu perguntei olhando em seus olhos. Será que ele sabia esse tempo todo que

eu o amo?

“Dimitri,” Alexander disse, inclinando sua cabeça para o lado com um sorriso no rosto.

O olhar em seu rosto e tom de sua voz fizeram-me sentir como se ele me tivesse pegado com a

mão em um pote de biscoitos. “Você sempre foi um aluno hábil, treinando mais duro que

qualquer outro guerreiro que eu já conheci. Você tem lutado seu caminho conseguindo suas

posições em um ritmo notável. Claro que eu sabia que logo você iria me desafiar.”

“Você sabe que eu não quero ser desrespeitoso, Alexander,” eu suavemente disse,

querendo o tocar com toda fibra do meu ser.

E eu tinha que dizer algo, para o meu alívio que Alexander não conhecia a verdadeira

razão pela qual o desafiei e não deixei transparecer em meu rosto. “Eu sempre sentirei que

você é superior a mim... Eu só tenho que saber.”

“Eu entendo, Dimitri,” ele respondeu movimentando a cabeça com um sorriso. “Eu

estava de pé em seu lugar, uma vez. Há muito tempo atrás. Você tem que saber se você

superou o seu professor.”

Senti-me acenando com muito medo de falar.

“Isso não significa que eu não vou limpar o chão com você,” Alexander disse rindo. Eu

senti sua risada rastejar sobre meu corpo. Levou tudo que eu tinha para não tremer ao sentir

isso. Em vez disso eu me virei e inclinei minha espada contra o poste do ringue. Eu puxei

minha própria camiseta, desesperadamente tentando frear meus hormônios. Era praticamente

inútil desde que apenas a visão de Alexander tinha meu pênis pulsando em meu calção.

“Estou pronto,” eu disse, voltando para ele depois de agarrar minha espada.

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Nós enfrentamos um ao outro, os normais três metros de distância. Com nossas

espadas em nossa mão direita, nós as seguramos contra nosso estômago e tórax em um ângulo

que nenhuma arma bata em nosso ombro esquerdo. Nós dois nos curvamos cerimoniosamente,

por respeito um ao outro e a luta que ia vir. Num piscar de olhos estávamos os dois na luta

pelas posições, espadas levantadas acima da cabeça, cotovelos e joelhos ligeiramente curvados.

Alexander atacou primeiro e eu encontrei seu ataque com minha espada. As espadas

que duelavam na batalha não fazia o tintilar barulhento como nos cinemas. Era quase como

um diapasão muito grande. Toda vez que as espadas colidiam exista aquele som alto ecoando

até que fossem atingidas novamente.

Se eu não estivesse tão concentrando em não conseguir salvar meu traseiro, eu teria

apenas ficado lá, assistindo Alexander em ação. Ele era verdadeiramente surpreendente. Eu

nem sequer tive uma chance de atacar, ele sempre me manteve na defesa. Eu bloqueei balanço

após balanço de sua espada, sentindo a colisão através de meus braços e ombros. Alexander

era muito mais forte que qualquer um que eu tinha lutado antes.

Depois de só cinco minutos de luta meu suor escorria e meu corpo estava gritando em

agonia.

Depois de ter certeza que eu tinha durado mais tempo que qualquer um que já tinha

lutado com Alexander, eu o deixei bater minha espada fora de minhas mãos. Imediatamente

cai de joelhos com minha cabeça curvada, sinalizando que eu reconhecia minha perda. Vendo

os pés e espada de Alexander surgir, eu soube que ele estava de pé bem na minha frente.

“Deixe-nos,” Alexander disse alto para a multidão. “Eu desejo reivindicar meu prêmio

em particular.”

Eu fechei meus olhos em alívio no fato que ele exigiu privacidade, como ele sempre

fazia antes de foder um homem depois da derrota. Ajoelhado lá, esperando pela multidão

partir e Alexander fazer seu movimento, eu tremia com antecipação.

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O momento finalmente tinha chegado para estar com ele. Mas o que ele fez em

seguida, eu nunca imaginei acontecer em um milhão de anos.

“Parte de mim está triste, Dimitri,” ele disse suavemente uma vez que estávamos

sozinhos, quando ele soltou sua espada e se joelhou diante de mim.

Ele tomou meu queixo em sua mão e levantou assim eu podia olhar para os seus olhos

incríveis. “Enquanto não está em mim perder um desafio ou realmente qualquer luta, parte de

mim estava torcendo para você ganhar.”

“Por quê?” Eu perguntei em um sussurro, ainda tentando controlar minha respiração

irregular pelo esforço da luta. “Por que você queria que eu ganhasse?”

“Você tem treinado tão duro, e é o melhor guerreiro com quem eu já lutei,” Alexander

disse, olhando em meus olhos.

Não foi só seu elogio que me fez corar, mas seu toque e a realização que seu corpo

estava muito perto de mim.

“Eu assisto você em todas as suas lutas.”

“Eu não sabia disto,” eu respondi, tentando desviar meu rosto daqueles olhos. Eu não

podia quebrar seu aperto em meu queixo sem me machucar, então eu não lutei com isto.

“Você lutou bravamente, Dimitri,” ele disse calmamente, seu rosto a meras polegadas

do meu. Minha pulsação disparou enquanto lutava para não inclinar-me e reivindicar

plenamente seus lábios molhados. “Eu o libero da obrigação de dar a mim o seu corpo.”

“Espere... O que?” Eu perguntei, estalando de meus pensamentos luxuriosos. “Você

não pode fazer isto.”

“Eu posso, e eu vou,” Alexander respondeu olhando para mim como examinando

meu rosto. “Eu nunca tomei ninguém que eu tenha superado. O sexo contra o desejo de

alguém não é algo que eu quero.”

“Não, não,” eu gaguejei, percebendo que ele era mais honrado do que eu sabia.

Enquanto eu o adorei até mais por sua honra, eu não poderia deixá-lo estragar meu plano. “Eu

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não posso ser humilhado desta forma. Não estou relutante. Eu sabia das minhas

consequências de estar desafiando você e eu me dou livremente. Você ganhou Alexander, por

favor, não me envergonhe desta maneira.”

“É assim que você se sente realmente?” Ele perguntou a surpresa escrita por toda

parte em seu rosto. “Que eu te envergonharia por não fode-lo depois que você perdeu este

desafio.”

“Sim, sim eu faço,” eu respondi movimentando minha cabeça rapidamente. “Eu perdi

porque você é o melhor homem, o melhor guerreiro. Envergonharia meu orgulho não dar a

você o que você ganhou. Eu não terei minha honra questionada quando eu sabia o que eu

estava arriscando ao desafiar você.”

“Se é assim que você realmente sente...” Alexander disse, ainda examinando meu

rosto quando ele soltou meu queixo.

“É, Alexander,” eu respondi engolindo alto.

“Você ganhou. Eu me entrego a você sem reservas.”

“Eu nunca estive envolvido em sexo depois de vencer antes,” Alexander disse. Eu

podia quase ver as rodas girando em sua cabeça enquanto ele pensava no rumo dos

acontecimentos. “Mas se é o que você quer, se você sente que negando seu corpo

envergonharia você, então assim seja.”

“Eu faço, já é ruim o suficiente que eu perdi a luta, não vou negar e se acovardar pela

valentia que ganhou.” eu respondi calmamente. Ele simplesmente movimentou a cabeça, e eu

me afastei dele para tirar meu calção. Fiquei eternamente grato que ele estava olhando para o

meu rosto e não pareceu notar o quão duro meu pênis estava com a ideia de ser fodido. Uma

vez que tirei meu calção, me ajoelhei ficando na posição, estava de quatro na frente dele.

Eu respirei fundo, fechando meus olhos, e agradecendo os poderes constituídos que

Alexander não me negou.

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Só então eu o senti ajoelhar-se entre minhas pernas, uma mão em minha bunda e a

outra em minha cintura.

“Eu não te machucarei, Dimitri,” ele disse suavemente quando se debruçou em cima

de mim e beijou meu ombro.

“Eu sei que você não irá,” eu silvei quando ele separou as bochechas de minha bunda.

Alexander deslizou um dedo em minha bunda, provavelmente usando sua própria saliva

como lubrificante. Entrou facilmente, então um segundo dedo seguiu. Eu mordi meu lábio tão

duro que eu saboreei meu sangue, assim não gemeria em prazer.

“Você está preparado, Dimitri,” Alexander disse a surpresa em sua voz aparente. Eu

tomei o tempo antes da luta para me estirar, não querendo arruinar esse momento único com

Alexander. O que eu não pensei era que Alexander tomaria um tempo para fazer isto ele

mesmo. “Por que você está preparado para mim, Dimitri?”

Eu não podia responder, contaria meu segredo. Então eu meramente agitei minha

cabeça, silvando quando seus dedos deixaram minha bunda. Um momento mais tarde eu senti

a cabeça firme de seu grande pênis contra meu buraco enrugado e eu estremeci.

“Responda-me, Dimitri,” ele disse com um gemido quando começou a empurrar seu

pau em mim. O tom de sua voz fez-me girar e olhar para o seu rosto antes que pudesse me

parar.

Vendo o olhar de prazer em seu rosto, sem mencionar a luxúria em seus olhos, foi a

única desculpa que tenho para o que eu disse em seguida.

“Porque eu queria seu grande pênis em minha bunda desde o momento em que eu te

vi, Alexander,” eu respondi corando. Senti-o congelar, seu pênis só na metade do caminho em

mim.

“Isto é verdade?” Ele perguntou dando-me toda a força desse olhar.

Eu abri minha boca para responder, mas nada saiu. Depois de mais duas tentativas, eu

simplesmente fechei movimentando a cabeça.

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Alexander sorriu amplamente e o olhar em seus olhos se tornou quase selvagem,

possessivo. “Bem, se você esperou cinquenta anos para ficar comigo seria melhor eu fazer isto

bem.” Antes de eu até poder responder, ele bateu todo o resto do caminho em mim.

Eu não consegui nem segurar um gemido neste momento. Eu nunca tinha sido

tomado antes, então não importa a quantidade de preparação que havia entre a dor e o prazer.

Ele lentamente puxou seu pênis até só restar à cabeça dentro de mim, então começou a

empurrar de volta.

“Dimitri, eu sou seu primeiro?” Ele perguntou o choque em seu rosto. Em vez de

responder, eu afastei meus olhos e empurrei meus quadris para trás de forma que seu pênis

bateu em mim novamente. Ele agarrou meus quadris para me segurar quieto, “não faça isto,

eu não quero machucar você.”

“Não machuca, parece incrível,” eu gemi muito mais alto enquanto suas mãos

acariciavam meus quadris e bunda “Foda-me Alexander, faça-me seu.”

“Responda-me primeiro.”

“Sim, você é meu primeiro,” eu sussurrei, engolindo alto antes de olhar por cima do

meu ombro para ele. “Eu nunca quis ninguém além de você. Sempre foi você, Alexander.”

“Bom,” ele rosnou, apertando suas mãos em meus quadris. Eu não estava certo o que

ele quis dizer com 'bom', mas antes de eu poder perguntar ele levou minhas palavras e

começou a me foder.

Ele começou rápido, mas gentil e suas palavras quase me fizeram vir. “É isto o que

você imaginou Dimika? Ou eu não sou tão bom quanto suas fantasias sobre mim?”

“Melhor, muito melhor do que eu jamais imaginei,” eu gemi entre punhaladas. E era a

verdade. Seu pênis estava batendo em minha bunda, esfregando meu ponto doce o tempo

todo. Eu senti como se fosse morrer por todas estas sensações correndo pelo meu corpo. Eu

não lutei contra elas, ao invés eu montei no prazer, sabendo que Alexander me pegaria. “Oh

Deus, Alexander. Mais duro. Foda-me até que eu não possa caminhar, marque-me como seu.”

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“Meu prazer, Dimika,” ele silvou quando moveu seus quadris muito mais rápidos. Eu

sabia que Dimika era um apelido para Dimitri, mas ninguém nunca me chamou assim antes.

Eu senti meu coração disparar até os dedões dos pés com prazer em ouvir isto de Alexander.

“Eu vou te foder até você nunca mais querer outro pau dentro de você. Você sempre me

quererá, Dimika, e ninguém mais.”

“Sim, só você, Alexander,” eu chorei e inclinei minha cabeça para o lado expondo meu

pescoço para ele. “Eu sou seu para sempre.”

“Meu, sim, você é meu,” Alexander rosnou, inclinou-se e lambeu o lado do meu

pescoço. O sentimento de suas presas em meu pescoço enquanto batia em minha bunda foi o

suficiente para me levar ao meu clímax.

“Alexander,” eu gritei quando o meu pênis estourou, atirando sêmen por toda parte

no chão. Ele empurrou em mim mais rápido e agarrou meu cabelo e puxou minha cabeça para

longe dele.

“Não, eu não reivindicarei você,” ele grunhiu. Eu sei que ele disse isto para mim, mas

ele quase soou como se estivesse dizendo para si mesmo. Ele endureceu atrás de mim um

momento antes de bater uma última vez e rugir sua própria liberação. Depois que ele

desmoronou em cima de mim, eu lentamente nos abaixei para o chão. Eu fui cuidadoso para

ter certeza que seu pênis não escapasse de mim. Eu precisava mantê-lo aqui, comigo, em mim

enquanto eu pudesse.

Mas eu também queria vê-lo e enrolar em seus braços.

A resposta parecia evidente quando seu pau suavizou e escapou de mim. Eu alcancei

atrás de mim e o segurei, quando o girei e sua cabeça acabou em meu peito. Até não pensei

que estava deitando em cima do meu próprio sêmen. Tudo que eu queria era apenas tocá-lo.

Isto poderia ser minha única chance com Alexander e eu tinha que tirar o maior proveito disto.

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“Você desonra a si mesmo, Dimika,” Alexander silvou quando se levantou do meu

peito. Eu imediatamente parei de acariciar seu cabelo e levantei minha cabeça para examinar

seus olhos.

O olhar que vi me fez ofegar. Alexander estava chateado. Se eu não pudesse dizer da

ferocidade de seu olhar, a maneira como seus lábios puxados para trás sobre suas presa estava

era uma oferta inoperante.

“Como eu fiz isto?” Eu perguntei baixinho, atordoado com sua reação. Eu não

entendia. Por que ele estava chateado depois do que nós compartilhamos? Foi o melhor

momento de minha vida, e ele estava chateado? Só não parecia certo para mim.

“Você tentou me enganar,” ele rosnou quando se levantou fora de mim.

“Eu sinto muito, Alexander,” eu sussurrei, tentando deter as lágrimas que estavam

formando em meus olhos. “Eu não entreguei a briga. Você realmente ganhou, eu não poderia

derrotá-lo.”

“Eu não estou falando sobre isto,” Alexander estalou quando agarrou seu calção. “Eu

quero dizer durante o sexo. Você tentou me enganar para reivindicar você. Você usou o calor

do momento para tentar ligar-se a mim para toda a eternidade.”

“Eu não fiz, eu juro,” eu respondi e senti o choque de suas palavras me lavarem. Isso

não era parte do plano, quando eu fiz isto? “Eu nem sequer pensei em tentar e ter você me

reivindicando, você tem que acreditar em mim, Alexander.”

“Então por que você disse que será sempre meu?” Ele perguntou com um sorriso, não

claramente acreditando em mim. Ele puxou seu calção de uma maneira que eu fiquei surpreso

que não rasgaram. “Por que você inclinou sua cabeça e expos seu pescoço para mim?”

“Eu sou seu,” eu disse, sentando-me e agarrando meu próprio calção. De repente eu

não precisava estar nu ao redor de Alexander mais. “Eu não percebi que estava oferecendo eu

mesmo para você assim no momento. Eu-eu até não pensei sobre você me reivindicando.

Acabou só parecendo certo. Eu sinto muito.”

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“Você quer dizer isto, não é?” Alexander perguntou, girando e olhando para mim

como se procurando a verdade em meu rosto. Eu olhei diretamente em seus olhos e

movimentei a cabeça enquanto puxava meu próprio calção. Eu nunca designei ir tão longe.

“Eu nunca tentaria e enganaria alguém para ser meu companheiro,” eu respondi,

ainda movimentando a cabeça como um idiota. “Eu não quero alguém que não queira ser meu

companheiro. Isso não seria justo para qualquer um de nós.”

“Bom,” ele respondeu quando abaixou para pegar a sua espada.

“Você precisa ser mais cuidadoso com qualquer outro parceiro que você possa ter,

Dimitri. Eu percebo que foi sua primeira vez, mas você não pode ser varrido para dentro de

sua paixão e esquecer de si mesmo assim.”

“Eu não quero mais ninguém. Não haverá qualquer outro,” eu sussurrei baixinho. Eu

sabia que a única razão que ele me ouviu foi por causa de nossa excelente audição de vampiro.

“Eu não teria feito isso com ninguém além de você, Alexander.”

Então ele fez a pior coisa possível que ele poderia ter feito como resposta... Ele riu.

Alexander riu tão duro que levou alguns minutos para se recuperar. Eu tive que virar as costas,

a dor em meu peito se tornou demais.

“Você ainda é jovem, Dimitri,” ele finalmente falou.

“Você não sabe o que quer.”

“Eu não sou uma criança,” eu rosnei voltando-se para ele.

“Não me diga que não sei sobre meus próprios sentimentos. Eu não sou aquele

menino de vinte e quatro anos de idade que você conheceu há meio século, Alexander. Eu

tenho setenta e cinco anos de idade. A maioria dos humanos já estão acasalados e com netos

nesta idade. Isto não é uma atração juvenil de escola.”

“Chame isto do que você quiser, mas você não sabe nada,” ele disse enquanto acenava

para minha resposta como se fosse uma mosca voando. Eu nunca, nunca estive tão bravo com

ele antes. Eu sempre o respeitei e amei Alexander. Eu estava tão chateado naquele momento

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que eu fiquei surpreso que não estivesse saindo fumaça de minhas orelhas. Eu fui até quando

ele agarrou sua camiseta e a colocou.

“Não fale dos meus sentimentos assim, Alexander,” eu rosnei quando o levantei do

chão para ficar no mesmo nível dos olhos. Mesmo no auge dos seus um metro e noventa de

altura, eu ainda tinha uns sete ou dez centímetros a mais que ele. “Eu te amo. Eu sei que te

amo, Alexander. Pode ter começado como um amor juvenil de escola, mas cresceu em algo

mais. Eu amo você mais do que amo a mim mesmo, mais do que qualquer outra coisa no

mundo.”

“Isto não é minha culpa,” ele disse, estreitando seus olhos para mim com raiva. “Eu

nunca pedi para você me amar. Eu não amo você, eu até não quero você, Dimitri.”

Eu o soltei tão rápido sobre seus pés, como se tocá-lo queimasse minha mão. “Não é

culpa de ninguém como eu me sinto, Alexander. Eu não posso ajudá-lo com o jeito que me

sinto sobre você. Mas não ria de mim ou dos meus sentimentos.”

“Tudo bem, eu não vou rir de você,” ele respondeu ajeitando sua camiseta e

recuperando sua espada que caiu.

“De qualquer maneira, não importa. Eu não quero você. Nós nunca estaremos

acasalados. Você precisa partir para outra pessoa, alguém que retornará seu amor.”

Eu nem sequer tive a chance de responder porque ele girou sobre seus calcanhares e

saiu do ringue.

Não que eu pudesse pensar em qualquer coisa ou maldição para dizer no momento.

Eu estava muito ocupado com a mão sobre meu peito, como se quisesse manter meu coração

quebrado dentro do meu corpo. Naquele momento eu desejei que ele tivesse me matado na

luta em vez de me foder. Naquele momento eu odiava Alexander por ser tão cruel comigo.

Naquele momento, eu me odiei por ser tão estúpido e amá-lo.

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Capítulo Dois

Naquela noite, enquanto tomava banho, eu me limpei tão duro, com água escaldante.

Era como se estivesse tentando lavar para fora de mim à angústia que eu sentia. Não

importava o quão duro eu esfregava eu não podia livrar-se dela. Eu me sentia como um

personagem de Hamlet, “Fora mancha maldita1.” Mas nada funcionou.

Finalmente eu acabei desistindo e deitando em minha cama. Eu nunca tinha me

sentido tão sozinho, tão perdido, em minha própria cama antes. Embora, nós não tivéssemos

feito sexo em minha cama, eu sentia sua falta. Eu fiz algo nesta noite que eu não me lembrava

de ter feito antes... Eu chorei. Eu chorei tão duro e por tanto tempo, que finalmente a exaustão

tomou conta de mim e dormi.

Como se as coisas não pudessem ficar pior eu sonhei com Alexander inúmeras vezes.

“Você sempre me quererá, Dimika, e ninguém mais.”

“Sim, só você Alexander...” eu chorei e inclinei minha cabeça de lado, expondo meu pescoço

para ele. “Eu sou seu para sempre.”

“Meu, sim, você é meu,” Alexander rosnou.

Ele me possuía da mesma forma que tinha feito na vida real até aquele momento. Só

que no sonho, entretanto, em vez de se afastar, ele me mordeu. Alexander enfiou suas presas

em meu pescoço e me reivindicou. No sonho, ele me fez seu por toda a eternidade. Apenas

como companheiros verdadeiros poderiam ser.

1
É uma fala da tragédia de Hamlet - MacBeth: na cena a senhora Macbeth, sonâmbula, tenta lavar as mãos de manchas de
sangue imaginárias: “Fora, mancha maldita! Fora, já disse!” (Out, damned spot! Out, I say!).

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Eu acordei com um sobressalto, minha mão indo para meu pescoço, freneticamente

tentando encontrar onde ele me mordeu. Então a realidade me atingiu como uma tonelada de

tijolos. Ele não me reivindicou, realmente não, foi só no sonho. Eu afundei para trás em minha

cama, enxugando meus olhos, antes de começar a chorar novamente.

Por que ele disse que eu era seu se ele realmente não me quisesse? Foi só um jogo para

ele? Ele não me queria, mas ele não queria que eu tivesse qualquer outro? Pareceu que ele me

queria tão mal naquele momento... Mas então o que posso dizer para o que ele fez depois?

Eu joguei minhas mãos sobre meu rosto e gritei de frustração. Então, como um

interruptor fosse jogado em minha cabeça, eu ri. Claro que ele não me queria. Alexander podia

ter qualquer um que ele quisesse, por que diabos ele iria me querer? Eu sabia que não era ruim

de olhar. Eu tenho dois metros e três e cento e trinta quilos de músculos sólidos e tonificados.

Eu mantive meu cabelo loiro mais curto que o dele, e elegante, mas ainda fora do meu rosto

para não me distrair na batalha.

Foi algo que ele viu quando eu estava nu que fez ele não me querer? Eu vi outros do

grupo nos chuveiros depois de treinar, eu sabia que estava bem. Eu era bem dotado, até para

um homem tão grande quanto eu era. Eu rolei e olhei no relógio, percebendo que eu tinha que

colocar minha bunda em movimento.

A posição no acampamento não era só ter privilégios extras, mas também mais

responsabilidades.

Como terceiro guerreiro na classificação do acampamento, eu estava só abaixo de

Alexander e o membro do conselho que supervisionava tudo. Vendo que eu ainda era jovem

para nossa raça, eles decidiram que eu devia comandar os vampiros em pré-transição. Eu

nunca duvidei daquela decisão ou as intenções atrás disto antes.

Enquanto me vestia, eu me perguntava, entretanto. Será que Alexander tinha

arrumado isso, assim desta forma não estaria em torno dos outros guerreiros? Mas por que ele

tentaria me afastar de todos, se ele não me quer? Milhares de perguntas giravam em minha

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cabeça enquanto eu saia do meu quarto e corria para dar minha primeira aula. Eu

desesperadamente tentei empurrar isso tudo fora de minha cabeça e colocar minha fachada de

professor.

Chegando ao ginásio eu depressa abri a porta e entrei, como se nada estivesse

acontecendo no mundo. Eu quase sorri quando eu vi os outros guerreiros encostados contra a

parede. Hoje era um dia de demonstração: Como combater e manobras defensivas contra um

grupo de Zakasac. Este era o termo que usávamos para os vampiros que tinham atravessado

para o lado negro. A tradução do Eslavo antigo significava: portador da morte ou “ser

mordido até a morte”. Pareceu um termo bastante preciso considerando o que os Zakasacs

eram.

Os Zakasacs foram uma vez vampiros como nós, mas eles escolheram tirar suas vidas

para obter o poder. Diferentemente de nós, que bebemos o sangue para necessidade. Nossa

raça tinha regras rígidas sobre a matança de humanos ou outros vampiros. O único caminho

para se tornar Zakasac era drenar alguém completamente. Eles poderiam ganhar mais força e

velocidade, mas eles desistiam da luz solar e suas almas.

Os mitos que os humanos têm sobre os vampiros originaram-se dos Zakasacs.

Demônios cruéis sem alma que sacrificam para a excitação da matança, e que queima

no sol ou se queima ao segurar alguns artigos. Por isso que nossa raça tinha guerreiros e

acampamentos para treiná-los. Nosso trabalho é proteger, nossa raça e humanos, das ameaças

dos Zakasac.

“Haverá um momento em que você se encontrara em desvantagem,” eu disse em voz

alta. Todos os meus alunos imediatamente silenciaram e giraram para me ver. Novamente eles

quase me fizeram sorrir, os quão ávidos meus alunos eram em aprender. “Eu não vou mentir

para vocês e dizer que vocês só enfrentarão um em combate. E eu também vou dizer o que

vocês devem fazer se encontrarem-se em menor número. Você corre.”

19
Eu esperei até que os suspiros de surpresas e sussurros silenciarem antes de continuar.

“Se você não estiver em maior número não existe nenhuma vergonha em correr. Os Zakasacs

são mais fortes, mais rápidos e mais poderosos que nós. E é por isso que nós lutamos em

grupos, como um time, para dominá-los e vencer. Se você se encontrar sozinho e achar que

será atacado, você corre. Você corre duro e o mais rápido que você puder. Você corre e vive;

desta forma você poderá viver para ver o outro dia.”

Uma mão subiu no meio da classe, eles estavam sentados nas arquibancadas para ver

a demonstração. Eu movimentei a cabeça para o jovem, Nate, que era um dos meus melhores

alunos.

“Eu não quero ser desrespeitoso, Dimitri, mas você já correu?” Ele perguntou

examinando meu rosto. Tanto como eu queria mentir e não desapontar seu rosto ávido, isto

era uma lição que eles tinham que aprender.

“Sim, eu fiz, Nate,” eu respondi movimentando a cabeça, ignorando os sussurros. “Eu

nunca corri e deixei a um de nossa raça ou um humano desprotegido. Mas eu nunca corri

quando tinha outros guerreiros comigo, ou alguém ferido. Nós não deixamos pessoas para

trás ou desprotegidas. Eu de boa vontade daria minha vida na briga para salvar outro. Mas

quando eu estive fora sozinho e tinha um grupo de Zakasacs que se aproximaram de mim? E

foda-se, sim, eu corri. Todos nós temos. E é por isso que nós ainda estamos vivos.”

“Como você pode correr do seu inimigo?” Outro menino gritou sem até mesmo ter

levantando sua mão. Eu olhei para cima para ter certeza que era Lance. Se alguma vez houve

algum aluno que queria colocar para fora e chutar seu traseiro, porque apenas ele merecia, era

Lance. Nascido de uma família rica, mais antiga, ele tinha uma colher de prata presa em sua

boca desde o seu nascimento. Infelizmente, sua atitude fez-me querer enfiar aquela colher em

sua bunda.

“Se eu puder Dimitri?” Um dos guerreiros desencostou-se da parede. Eu sabia sem se

quer olhar que era meu melhor amigo Matteo Dominguez. Ainda que eu não estivesse

20
acostumado com ele sempre me apoiando, seu forte sotaque espanhol nunca poderia ser

confundido. Eu movimentei a cabeça, dando a ele permissão para tratar com minha classe.

“Ouça rapazes, porque eu só vou dizer isto só uma vez. Vocês estão aqui para aprender

conosco, temos séculos de experiência nesta sala.” Ele tomou uma pausa para deixar suas

palavras serem absorvidas, Matteo olhou atentamente para cada um dos alunos para

impulsionar seu ponto.

“Enquanto nós encorajamos que vocês façam perguntas, nenhum de vocês tem o

direito de nos questionar. Nem nossos motivos, nosso treinamento ou nossas ações. Se eu

alguma vez ouvir alguém desrespeitar ou questionar a honra de qualquer guerreiro do

acampamento, eu o desafiarei abertamente.”

Eu tive que morder meu lábio para não sorrir com as palavras de Matteo que caíram

em Lance que visivelmente empalideceu. Mas assim era Matteo, e ele não estava satisfeito.

“Eu não me importo quem você é ou de que família você vem. Vocês não estão com

seus pais mais, vocês estão aqui, e vocês pertencem a nós. Então, não cometa nenhum engano

sobre isto, pré-transição ou não, eu desafiarei vocês.” Ele estreitou seu olhar em Lance

enquanto dirigia a mensagem.

“Eu desafiarei e irá perder, e eu vou fode-lo tão duro que você não poderá caminhar, e

eu farei isto na frente de todos os guerreiros e os pré-transição neste acampamento,” Matteo

rosnou.

Ele estava assustando como merda meus alunos, mas eu sabia que Matteo era melhor

que isto. Ele nunca machucaria ou degradaria qualquer um dos meus alunos assim. “Eu faço-

-me perfeitamente claro, Lance?”

“Sim, Matteo,” Lance respondeu apenas em um sussurro.

O rosto do menino estava rapidamente tão pálido, que eu fiquei surpreendido que ele

não desmaiasse.

21
“Bom,” Matteo respondeu movimentando a cabeça antes de girar sua atenção para a

classe inteira, e não apenas Lance. “Dimitri fala a verdade. Enquanto nenhum guerreiro quer

admitir que correu, todos nós fizemos isto. Correr e é por isso que nós ainda estamos vivos. Eu

não me importo se você estiver só fora de sua transição ou se você tem séculos como

Alexander, todos nós fizemos isto.”

Apenas da menção do nome de Alexander era como uma faca no meu peito. Eu

consegui ignorar, até ouvir sua voz, “Matteo está certo. Eu corri. O que Dimitri está ensinando

a vocês é verdade. Se você se encontrar sozinho com o inimigo abordando, você corre.”

Revirei meus olhos e amaldiçoei os poderes de existir, claro que Alexander tinha que

escolher hoje para ser espectador.

Vê-lo encostado na porta com o canto do olho não me ajudou a ficar tranquilo. Mas eu

tinha que fazer o meu trabalho. Foi doloroso o suficiente pensar nele cada segundo ao acordar,

eu não iria deixá-lo me distrair de minha classe, meu ensino e meu trabalho.

“Obrigado, Matteo, Alexander,” eu disse em voz alta movimentando minha cabeça

para cada um antes de voltar para minha classe.

“Hoje nós vamos ter uma demonstração de o que fazer se você não pode correr. Isto

não é manobra normal na luta ou treinando. Isto são manobras simplesmente defensivas para

ajudar você a chegar ao ponto onde você pode correr. Nunca, jamais, faça a ofensiva com um

grupo de Zakasac. Se eles estiverem muito perto para você correr, você defende e debilita o

melhor que puder enquanto você espera por sua janela para correr.”

Eu me movi para o centro do ginásio onde os tapetes já estavam definidos, tirei minha

camiseta e joguei-a de lado. Os seis guerreiros que estavam me ajudando com a demonstração

me circularam e me coloquei na posição defensiva. Dois dos guerreiros avançaram contra mim

ao mesmo tempo, exatamente como vimos Zakasac trabalhar em nossas batalhas. Eu chutei

duro o guerreiro, então mergulhei antes da pessoa de trás pudesse pular em minhas costas.

22
Meu mergulho tinha duas intenções, evitar meu segundo atacante e não ser

surpreendido pelos outros. Quando me levantei, vi Alexander ainda encostado na porta, com

um sorriso no rosto enquanto me observava.

Imediatamente eu estava cheio de raiva, tais como seu próprio viver, respirando

entidade. Eu agarrei o próximo guerreiro de lado, que avançou contra mim pelo braço e o

balançou de forma clara e ele aterrissou através do ginásio.

Quando o próximo veio até mim, minha mente estava nublada com mágoa e raiva e eu

parei de vê-los como guerreiros. Eles não eram mais meus amigos e treinadores das mesmas

categorias, eles eram o inimigo. Eu agarrei um deles e o lancei duro em dois outros guerreiros,

claramente pegando-os de surpresa. Um deles foi valente o suficiente, ou estúpido o suficiente,

para saltar em minhas costas. Entretanto novamente, eles não sabiam o que estalaria em algum

lugar dentro de minha cabeça.

Eu estendi a mão sobre sua cabeça e agarrei sua camisa pelas costas. Em um

movimento único, poderoso, eu o tirei de cima de mim. Eu mantive o movimento indo até que

o bati no chão com tanta força que ouvi algo quebrar. Quando eu vi alguém se aproximando

da minha direita, eu peguei o homem aos meus pés e o atirei em meu atacante. Eu não sabia

quando tempo estávamos lutando, até que eu percebi que ninguém mais estava me atacando.

Voltando para a classe, eu vi horrorizado, olhares hipnotizados de espanto. Olhando

ao redor do ginásio, todos os seis homens estavam inconscientes e dispersos. Foda-se! Eu

realmente tinha exagerado. Alexander estava ainda lá me assistindo, mas ele não estava mais

sorrindo. Ele teve uma carranca muito séria em seu rosto e era dirigida a mim. A princípio eu

comecei a me sentir mal por ele estar me repreendendo. Então eu pensei melhor.

Foda-se ele! Se ele não gostar disto, ele pode partir.

“Alguém tem alguma pergunta?” Eu perguntei ofegante enquanto tentava controlar

minha respiração. Todos na sala balançaram a cabeça. “Isto ajudou? Vocês agora entendem o

que nós queremos dizer quando falamos de defensiva lutando e ofensiva lutando?”

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Eu ouvi vários deles dizerem sim, e os outros simplesmente movimentaram a cabeça

enquanto suas bocas estavam boquiabertas.

“Bom,” eu disse, movimentando a cabeça como um idiota. “Então a classe esta

dispensada mais cedo”. Todos podem ir até o refeitório. Exceto, Nate, você pode vir aqui por

um segundo.”

“Sim, Dimitri?” Ele perguntou depois que desceu das arquibancadas e veio até a mim.

“No caminho para o refeitório, você pode parar na enfermaria e dizer a eles que nós

precisamos de ajuda no ginásio?” Eu perguntei tentando não avisá-lo que a demonstração não

foi de acordo com o planejado.

“Claro, Dimitri,” Nate respondeu, então correu em direção à porta. Quando todos

começaram a sair, eu me virei e fui para o vestiário. Eu sabia que tinha que colocar minha

raiva sob controle, antes que os outros guerreiros chegassem ao ginásio e visse o que eu tinha

feito. Tirei meus tênis e meu calção, e os joguei em direção ao meu armário e fui para o

chuveiro de grupo. Eu girei para uma explosão de água fria completa, nem mesmo vacilando

na temperatura enquanto estava sob ele, a cabeça pendurada de vergonha.

“Você quer explicar o que foi aquilo?” Alexander perguntou, e eu pulei surpreendido

pelo som de sua voz logo atrás de mim. Uma vez mais, nós estávamos conversando enquanto

eu estava nu.

Foda-se.

Assim que eu ouvi sua voz maravilhosa, meu corpo inteiro começou a tremer. “Eu

disse a todos que foi uma demonstração sobre combate defensivo,” eu respondi. Eu continuei

olhando fixamente para frente no azulejo do chuveiro colocando minhas mãos na parede para

me segurar. Eu realmente não achava que meus joelhos iriam me segurar por muito mais

tempo.

“Não minta para mim, Dimitri,” ele respondeu. “Jogue suas besteiras em outro lugar.

Eu o conheço muito bem. Você nunca perde o controle assim.”

24
“Eu não sei o que você está falando,” eu disse calmamente. Como se dizendo isso

suavemente iria se tornar menos mentira. “Se eu estivesse muito fora de controle, você teria

saltado e me parado.”

“Honestamente, eu estava muito surpreso por seu comportamento para reagir,”

Alexander declarou. Só então eu senti sua mão tocar em meu ombro e novamente eu pulei.

“Não me toque,” eu rosnei quando me virei para encará-lo e mover para fora do seu

alcance, ao mesmo tempo. “Você caralho, nunca mais me toque.”

O olhar de choque em seu rosto foi quase engraçado. Ele estava ali, com a boca aberta

e com a mão ainda estendida para mim.

“Eu estou tentando tomar banho aqui, Alexander,” eu rosnei. “Você deixou ontem

perfeitamente claro, como se sentia sobre mim. Eu fico surpreso que a visão do meu corpo nu,

não repugna você.”

“Oh, Dimika,” ele começou a dizer suavemente, mas eu o interrompi.

“Não!” Eu gritei tão alto que ecoou pelo vestiário. “Não me chame assim. Nunca

fodidamente me chame assim, novamente. Eu não sou seu Dimika. Eu não sou seu

companheiro, seu amante ou até seu amigo. Você não tem nenhum direito de me chamar

assim, Alexander.”

Eu assisti as emoções tocarem através de seu rosto enquanto eu estava ali arquejando

de raiva. Meus punhos estavam muito firmemente fechados que minhas mãos começaram a

doer. Alcançando atrás de mim eu desliguei a água, então caminhei até meu armário. Agarrei

uma toalha no caminho e comecei a me secar. Uma vez em meu armário eu depressa vesti

roupas limpas e coloquei meu tênis de volta.

Eu sabia que Alexander ainda estava por perto, eu podia sentir seus olhos em mim.

Existiu um tempo quando eu teria adorado ele estar lá e assistir-me vestindo. Não agora, não

mais. Agora machucava ter ele olhando para mim assim.

25
Sem uma palavra eu voltei para o ginásio, as roupas sujas na mão, para lidar com a

bagunça que eu tinha feito.

Quando eu cheguei lá, vi alguns dos guerreiros que trabalhavam na enfermaria

atenderem os homens feridos.

Todos ainda estavam inconscientes exceto Matteo. O olhar em seu rosto me dizia o

quão chateado ele estava. Sim, eu ficaria chateado comigo também. Eu suspirei me virei e fui

até ele.

“Quer me dizer que porra foi tudo isso?”

Ele perguntou, rosnando calmamente para mim.

“Eu sinto muito, Matteo,” eu respondi ajoelhando na frente dele. “Eu tipo de sai de

mim. Eu-eu não queria fazer isto.”

“Diga-me que isto não tem nada a ver com o fato de Alexander estar no ginásio

assistindo?”

Eu girei minha cabeça para longe de seus olhos, incapazes de encontrar eles. “Eu não

posso falar sobre isto, Matteo.”

“O que ele fez para você, Dimitri?” Ele perguntou delicadamente, estendendo a mão e

tocando em meu braço. Eu olhei de volta em seu rosto e vi que ele não estava mais bravo, mas

preocupado. “Você pode me dizer, Dimitri.”

“Eu sei. Eu só não posso falar sobre isto,” eu sussurrei sentindo meus olhos

queimando de novo. Nenhuma maravilha, Alexander não queria estar comigo, eu chorei como

um bebê o tempo todo agora.

“Quando eu puder, Matteo, eu virei até você.”

“Certo, Dimitri,” ele respondeu movimentando a cabeça, ainda parecendo preocupado.

“Eu lidarei com tudo aqui, você só vai caminhar para fora daqui, ok?”

“Você se machucou?” Eu perguntei o examinando. “Eu realmente não quis ferir todo

mundo assim.”

26
“Eu sei, Dimitri,” Matteo disse, sorrindo. “O grande malvado guerreiro levou ao chão

seis de seus amigos. Eu estou bem, realmente. Só um ombro deslocado por ser lançado ao

redor como uma boneca.”

“Jesus, Matteo, eu realmente perdi isto,” eu respondi, esfregando as mãos sobre meu

rosto cansado.

“Não se preocupe com isso, cara,” Matteo riu.

“Todos nós nos perdemos uma vez ou outra. Todos estão bem. Só me advirta da

próxima vez que você quiser jogar duro.”

“Sujo, amigo, você é sujo, Matteo,” eu ri, sabendo que ele fez a insinuação só para me

fazer sorrir.

“Obrigado por cuidar de tudo isso para mim. Eu acho que eu só preciso ir me

estabelecer por um tempo.”

“Você faz isto, Dimitri,” ele respondeu batendo levemente no ombro. “Quando você

estiver pronto para conversar, eu estarei aqui.”

“Obrigado.” Eu levantei e tentei recuperar meu cérebro e meu autocontrole. Enquanto

olhava em torno do ginásio mais uma vez para o caos, eu fechei meus olhos para Alexander.

Ele ainda estava me olhando. De pé lá em toda sua piedade os braços acima de seu tórax,

quase como se ele estivesse esperando por mim romper novamente.

Foda-se ele, e o cavalo que ele montava em diante.

27
Capítulo Três

Ao longo da semana seguinte fiz todo o possível para evitar Alexander. Nunca falhava;

Quando eu o queria ao meu redor e próximo a mim parecia que nunca consegui a chance, e

assim que eu o queria longe de mim, ele estava em todos os lugares. Estava me deixando louco,

e deixando-me nervoso o suficiente.

Eu não acabei entrando em dificuldade pela minha pequena demonstração. Todo

mundo além de Alexander e Matteo pensaram que eu estava verdadeiramente mostrando a

minha classe os melhores movimentos para lutar contra um bando de Zakasacs, que acabou

funcionando muito bem. Minha classe agora olhava para mim com um novo respeito e

começaram a treinar muito mais duro. Contente que a minha demonstração teve um efeito

positivo.

Ao final da semana eu finalmente desisti de tentar me esconder. E eu decidi escutar o

conselho de Alexander e tentar seguir em frente. Não que eu tinha qualquer pista de como

fazer isto. Mas eu li uma vez que o melhor caminho para esquecer alguém era começar a

namorar outra pessoa.

Eu não tinha tempo para namorar, eles nos mantinham muito ocupados no

acampamento, então eu pensei na próxima melhor coisa: fazer sexo com outra pessoa

Eu deixei meu quarto à procura dos dois maiores putos no composto, Ben e Dean. Eles

dormiam juntos ou com qualquer um que podiam ter em suas mãos. Eu achei que indo até eles

seria a minha melhor aposta. Meu estado mental não era forte o suficiente para lidar com uma

rejeição agora, e eu sabia que eles nunca não diriam não para mim.

Certo suficiente, eu os encontrei no salão praticamente fazendo sexo um com o outro.

Eles eram famosos por suas três maneiras, mas se eles não pudessem encontrar outro

companheiro para se juntar a eles, faziam sexo constantemente entre eles.

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“Bem, olá Dimitri,” Ben ronronou quando ele ergueu sua cabeça para cima dos lábios

de Dean e me viu. “Você está aqui apenas para apreciar o show?”

Sua pergunta me subjugou por um segundo. Eu não esperava que eles fossem tão à

frente. Levou apenas algumas tentativas, mas eu finalmente encontrei minha voz. “Eu

preferiria juntar-me, se você estiver oferecendo?”

“Nós podemos sempre usar outro submisso para nosso prazer,” Dean disse voltando-

-se para olhar para mim. Ele inclinou sua cabeça enquanto examinava meu corpo, “você está

disposto a ser nosso pequeno submisso, Dimitri?”

“Sim, eu quero jogar,” eu respondi, engolindo ruidosamente. Eu senti o suor começar

a formar em minhas costas e minhas mãos ficando frias e úmidas. Eu estava prestes a cometer

um grande engano?

“Então venha aqui para que possamos ver nosso novo sub,” Ben respondeu pulando

de cima da mesa de sinuca, que ele estava sentado. Eu respirei fundo e fui até ele. Ele estendeu

a mão e tocou o lado do meu rosto e correu para o meu tórax. “Bom, muito bom, Dimitri. O

que você pensa Dean? Será que ele jogará bem, nosso jogo?”

“Só há uma maneira de descobrir,” Dean respondeu quando ele se moveu para trás de

mim e correu suas mãos pelas minhas costas e bunda.

“Tire sua camiseta para nós, pequeno sub.”

Eu movimentei a cabeça e tirei minha camiseta. Eu olhei diretamente nos olhos de Ben

quando suas mãos começaram a correr por cima do meu corpo agora nu.

“De joelhos, puta,” Ben rosnou. A princípio eu hesitei um segundo, não percebendo

que ele estava falando comigo.

Caindo de joelhos, fui confrontado com o pênis duro de Ben.

Ele tinha puxado para fora quando me assistia tirar minha camiseta. Não certo sobre o

que fazer, eu olhei para Ben. Ele tinha um sorriso quase selvagem em seu rosto. “Bom

pequeno sub, esperando até que você receba permissão antes de fazer qualquer coisa.”

29
“Oh, ele vai ser divertido para brincar,” Dean ronronou quando o senti ajoelhar atrás

de mim. “Chupe meu pênis, sub. Eu quero ver você fazendo uma garganta profunda em Ben.”

Eu abri minha boca e deslizei minha língua por cima da cabeça do pau em minha

frente. Nunca tinha chupado antes e estava nervoso de fazer algo errado. O gemido que eu

ouvi de Ben disse a mim que eu devia estar fazendo direito.

Me sentindo mais confiante eu me inclinei e envolvi meus lábios em torno do seu

pênis, chupando suavemente enquanto corria minha língua em torno da cabeça de cogumelo

grande. Fechando meus olhos, eu me debrucei, tentando me concentrar na mamada que eu

estava dando.

“Prepare seu traseiro, enquanto estou fodendo sua boca,” Ben silvou e eu senti suas

mãos em meu cabelo. Eu estava prestes a tirar de minha boca para perguntar o que ele quis

dizer, mas ele agarrou minha cabeça e bateu seu pau em minha garganta. Claro, nunca tendo

chupado o pau de ninguém antes, suas ações súbitas fizeram-me engasgar. “Trague isto,

cadela. Respire por seu nariz e chupe meu pau.”

Eu escutei seu conselho e pus minhas mãos em suas coxas para tentar me preparar. Ele

retirou-se de minha boca um pouco, apenas dando há mim tempo para se ajustar, antes dele

bater novamente em minha garganta. Eu estava temporariamente distraído quando eu senti as

mãos de Dean em mim, tirando meu short. Ben pegou o ritmo de suas punhaladas em minha

boca. Eu agarrei seus quadris e o segurei no lugar, e eu movi minha cabeça de cima abaixo em

seu pênis.

“Não me segure quieto, sub,” Ben rosnou. “Eu quero foder sua boca. Isto é uma parte

de ser submisso, você toma o que nós damos a você e pede mais. Implora por mais.”

Eu não estava realmente certo com ser um submisso, mas o que eu sabia? Eu soltei

seus quadris e o deixei dar punhaladas em minha boca, entretanto eu o deixei empurrar o

suficiente para eu não engasgar novamente. Isto deveria ser sobre prazer, não dor. Só então eu

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senti Dean empurrar dois dedos lubrificados em minha bunda. Eu sabia que eu era muito

apertado para ele ter começado com dois dedos, e a mordida de dor me fez ofegar.

“Espere até que você esteja aqui, Ben,” Dean disse, soando como uma criança em uma

loja de doce. “Ele é tão fodidamente apertado. Eu quero sua bunda.”

“Eu consigo seu traseiro e você pode ter sua boca. Se apresse e consiga seu traseiro

pronto para mim, ele é muito bom em chupar um pau,” Ben gemeu. “Eu não durarei muito

mais neste ritmo.”

“Tudo bem, mas da próxima vez eu consigo seu traseiro,” Dean murmurou. Eu estava

surpreendido como eles dois estavam conversando sobre mim como se eu não estivesse lá.

Especialmente considerando que eu tinha seu pênis abaixo em minha garganta e o outro tinha

seus dedos em minha bunda. Era este o sexo que eu realmente gostava? Não que eu estava

esperando fazer amor terno, mas isto não era o que eu tanto queria.

Eu gritei ao redor do pênis de Ben quando Dean empurrou um terceiro dedo em

minha bunda e começou a mexê-los ao redor para me abrir. Eu estava só de joelhos, não de

quatro, então o ângulo era mais apertado do que se eu estivesse curvado. Ben pareceu se

excitar mais em ver Dean me causando um pouco de dor e começou a empurrar mais rápido.

“Ele está pronto, agora avance,” disse Dean quando puxou seus dedos fora de minha

bunda. “Eu quero sentir sua boca quente em meu pau.” Ben retirou-se de minha boca com um

alto estalo e soltou a minha cabeça. Dean moveu-se para minha frente, sua virilha estava tão

perto que se eu me inclinasse teria ela em meu rosto.

Ele deu a mim um sorriso largo, mostrando as suas presas e começou a acariciar seu

pênis.

“Curve-se e chupe sub,” Ben disse por detrás e me empurrou adiante. Quando eu

estava de quatro, Ben espalmou duro minha bunda. Doeu um pouco, mas foi agradável ao

mesmo tempo. Que diabos foi aquilo? Tanto quanto isso não estava acontecendo como eu

imaginava, parecia que eu gostava de ser dominado e espalmado. Bem se isto não era

31
fodidamente uma ironia. Eu era provavelmente o maior guerreiro do acampamento e o maior

covarde tudo ao mesmo tempo.

Eu me inclinei e chupei a cabeça do pau de Dean em minha boca. Ele não agarrou

minha cabeça como Ben, que eu estava agradecido. Ele estava disposto a deixar-me explorar

sozinho. Eu corri minha língua de cima abaixo em sua seta espessa, tentando com todo meu

coração entrar nisto. Eu estava agradecido que ambos estavam tão envolvidos em seu prazer,

que nem pareceram notar que meu próprio pênis ainda não estava duro.

“Eu disse para chupar seu pau, cadela,” Ben rosnou e ele espalmou minha bunda

novamente. “Tome seu pau inteiro em sua boca como você fez com o meu.”

A chama de onde sua mão havia espalmado estava começando a se transformar em

prazer que irradiava por minha pele. Eu me inclinei e traguei mais o pau de Dean, até onde

podia. Uma vez que meu nariz bateu na pele de Dean, eu senti Ben espalmar minha bunda

várias vezes e abrir mais minhas pernas.

“Eu acho que nosso pequeno sub gosta quando você o espalma como um menino

mal,” Dean gemeu. “Foda-o duro, Ben. Eu quero ver se ele gosta de um pau. Ou talvez ele só

goste de ser espalmado em vez de fodido?”

Eu não tive tempo para responder ou até pensar como responder, porque Ben agarrou

uma das bochechas de minha bunda e puxou separadamente. Ele guiou seu pau em meu

buraco, só empurrando algumas polegadas a princípio.

“Você estava certo, Dean, ele é realmente fodidamente apertado,” Ben silvou. “Isto vai

ser muito divertido.”

Enquanto eu estava processando as palavras de Ben; ele empurrou adiante duro e

bateu seu pênis a distância toda em minha bunda.

Eu gritei ao redor do pênis de Dean, quando Ben cravou suas unhas em meus quadris.

Grande, acima de tudo, Ben permitiu a suas mãos trocar em garras. Isso iria deixar marcas.

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“Esta malditamente bom e apertado,” Ben gemeu e começou a empurrar em mim tão

duro e rápido quanto ele podia. Eu tive dificuldade de pegar minha respiração a um passo

feroz, pois também, tinha um pênis em minha boca. Concentrando-se no que eu estava

fazendo eu tentei apreciar as sensações duplas de chupar um pau e ser fodido por outro. Dean

gritou, fazendo-me olhar para o seu rosto enquanto ainda o chupava.

Mas não foi o olhar de Dean que eu peguei, foi o de Alexander. Ele estava de pé na

porta de entrada nas sombras do corredor. Meu pênis imediatamente inchou em vê-lo

assistindo-me. Eu devia ter desviado o olhar, eu precisava olhar para longe dele. Mas eu não

podia.

Ao invés eu chupei o pênis em minha boca muito mais duro, eu nunca quebrei o olhar

conectado ao homem que eu desejei que estivesse chupando.

As garras de Ben cravaram mais fundo em meus quadris, fazendo-me gemer alto. Ele

tomou isto como um sinal de prazer e começou a empurrar em mim muito mais duro.

Enquanto ele não esfregava meu lugar doce toda vez, como Alexander fez, eu ainda me

encontrava perto de vir. Eu estendi minha mão e agarrei meu pau duro.

“Não, você não irá gozar até que nós digamos a você, sub,” Ben zombou, ele se

debruçou e bateu minha mão longe do meu pênis. “Se você for uma foda boa o suficiente, nós

deixaremos você vir da próxima vez.”

Eu queria ficar chateado com a maneira que eles estavam me tratando, mas eu

concordei em jogar seu jogo. Ao invés eu continuei chupando o pau de Dean tão duro quanto

podia, nunca deixando os olhos de Alexander. Ben começou a espalmar duro e eu gemi alto

novamente. Isso pareceu ser tudo que Dean precisava para seu clímax.

Ele endureceu debaixo de mim um momento antes de seu pênis explodir em minha

boca. Já estava tão fundo em minha garganta que não era questão de engolir seu esperma e

sim não engasgar.

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“Sim, isto é isto, cadela,” Ben arquejou enquanto fodia e espalmava minha bunda ao

mesmo tempo. “Trague todo seu gostoso sêmen. Lamba até a última gota do gosto bom

pequeno sub.”

As próprias palavras sujas de Ben pareceram o empurrar acima da extremidade

também. Eu o senti dar em minha bunda algumas punhaladas duras antes dele gritar e encher

minha bunda com sua semente. O pênis de Dean suavizou e escapou de minha boca enquanto

Ben desmoronou contra minhas costas. Alexander ainda estava lá, nunca desviando seus olhos

de mim enquanto se ajustou ele mesmo em seu short.

“Oh sim, nós jogaremos com você novamente, Dimitri,” Dean ronronou enquanto ele

arquejava abaixo de mim. “Você é um muito bom sub para nós.”

Eu queria revirar meus olhos para ele, ao invés eu abaixei e deixei Ben deslizar ao lado

de mim no chão.

Uma vez que eu estava de joelhos novamente, eu puxei de volta meu short e agarrei

minha camiseta. Eu finalmente desviei o olhar de Alexander, envergonhado agora sobre o que

tinha acabado de fazer com os dois.

“Da próxima vez, eu poderia não querer ser o sub,” eu disse para ambos os homens no

chão enquanto colocava minha camiseta. “Eu acho que da próxima vez um de vocês será o

sub.”

“Nós não jogamos dessa forma, Dimitri,” Ben disse olhando para mim. “Se você não

está disposto a ser nosso sub, então você não conseguirá nada de nós.”

“Assim seja” eu respondi quando me virei e saí pela outra porta. De maneira nenhuma

eu iria ficar próximo de Alexander depois que ele esteve lá e assistiu o nosso pequeno show.

Movendo-me depressa, eu caminhei para o meu quarto. Foi difícil, considerando que

era só minha segunda vez fazendo sexo e Ben tinha sido realmente áspero comigo. Eu estava

dolorido e podia sentir o sêmen de Ben escorrendo da minha bunda, enquanto o sangue dos

meus quadris manchava meu short.

34
“Você divertiu-se sendo um prostituto, Dimitri?”

Alexander perguntou quando virei no corredor quase colidindo com ele. Eu olhei para

ele no corredor. Foda-se! Eu estava apenas alguns metros de distância do meu quarto. O

quarto de Alexander não era nem neste andar. Ele deliberadamente tentou me interceptar

antes de eu voltar para a segurança de meu próprio quarto. A pergunta era por quê?

“Porque você se importa, Alexander? Só me deixe em paz,” eu disse, tentando passar

por ele empurrando. Ao invés disso ele agarrou meu braço e me girou de maneira que as

minhas costas bateram na parede. Sem pensar eu gritei de dor. Depois da foda que eu tive a

última coisa que eu precisava era minha bunda batendo na parede.

“Por que, Dimitri? Por que você os deixou te tratarem assim?” Alexander rosnou em

meu rosto. “Eles machucaram você, pelo amor de deus! Eu posso cheirar o sangue e os

ferimentos em seus quadris.”

“Não é da sua conta, porra” eu rosnei. Eu queria lutar com ele naquele momento, mas

ele estava certo. Eu estava machucado e eu não arriscaria fazer isto pior. “Pelo menos eles só

machucaram meu corpo. Você me tratou muito pior.”

“Eu não machuquei você,” disse Alexander. O tom de sua voz suavizou e ele pareceu

quase confuso. “Eu não tratei você como um prostituto e sangrei você.”

“Você me machucou,” eu sussurrei, girando minha cabeça assim eu não tinha que o

ver.

“Como, Dimitri? Como eu machuquei você?” Alexander perguntou, tentando me virar

de volta e olhar para ele. Mas eu não queria nada disso, eu não podia olhar para ele naquele

momento. Eu preferia quebrar meu pescoço, a ter que olhar em seus lindos olhos. “Eu não fui

cruel ou áspero com você.”

“Esta é uma questão de opinião.”

35
“Eu não machuquei você,” Alexander disse, começando a ficar puto novamente. “Eu

não serei comparado àqueles idiotas do andar de baixo. Eu não tratei você da maneira que eles

fizeram.”

“Não! Você foi pior,” eu rosnei e o empurrei para longe de mim. “Você pode não ter

sido áspero comigo fisicamente, mas você quebrou meu fodido coração! Você quebrou-o!”

“Dimitri, eu não quis dizer,” ele começou a responder, mas eu o interrompi.

“Por que você se importa, Alexander? Você não me quer, você foi claro o suficiente

sobre isto,” eu gritei. “Então o que é? Eu sou algum jogo para você? Você não me quer, mas

você não quer qualquer outro me tenha? Eu não sou seu maldito brinquedo.”

“Não é nada disso,” Alexander suavemente respondeu, estendendo sua mão para

mim novamente. Eu saí do caminho para que ele não me tocasse. O olhar em seu rosto era de

dor. Por que diabos ele estava sofrendo? Eu devia ter mantido minha boca fechada e só ir

embora. Teria sido a coisa, mas inteligente a fazer. Mas inferno, eu nunca fui acusado de ser

inteligente.

“Eu desejava que você tivesse só me matado durante o desafio,” eu disse dando um

passo para trás. “Eu preferiria estar morto que viver com esta dor, esta confusão. Eu não fui o

único se declarando seu quando você me fodeu, Alexander. Você disse que eu era seu também.

Então você disse que não me queria que não se importava comigo. Teria sido mais gentil só ter

me matado.”

“Dimitri, não diga isto,” ele ofegou e deu um passo em minha direção.

“É a verdade. Eu queria que tivesse me matado,” eu respondi antes de virar e

caminhar para o meu quarto. Eu até não me aborreci de verificar sua expressão ou olhar para

ver se ele estava me seguindo. Em vez disso eu caminhei para o meu quarto e bati a porta atrás

de mim. Eu não podia lidar com ele agora. Eu precisava estar só e lamber minhas feridas,

literalmente, considerando que meus quadris ainda estavam sangrando.

36
*****
Na noite seguinte depois do jantar, voltei para o meu quarto para ficar sozinho.

Quando eu cheguei lá, eu encontrei um bilhete em minha porta. Eu abri e li a mensagem.

Dimitri,

Eu ouvi dizer que você jogou com Ben e Dean ontem à noite...

Que você estava procurando agora por seu próprio pequeno sub. Se você me quiser, eu sou todo

seu grande menino. Venha para o meu quarto depois do jantar, eu deixarei a porta aberta para você. Eu

estarei nu e pronto para o seu grande pênis bater em minha bunda!

Beijos,

Rune

Eu li o bilhete, pelo menos umas cinco vezes antes das palavras fazerem algum sentido

para mim. Mesmo com meu coração partido, eu pensei que era um bilhete de Alexander.

Como estúpido era isso?

Provavelmente tão estúpido quanto eu era patético.

Até mais confuso, era como Rune tinha ouvido falar sobre ontem à noite? Vivendo na

casa principal do acampamento de guerreiro era como estar vivendo em um dormitório da

maneira que todos fofocavam.

Eu sempre fiz o que era preciso para ficar fora das fofocas antes. Nunca passou por

minha cabeça que ontem à noite seria tão suculento para todos falarem sobre isto.

Eu realmente poderia fazer isto? Foder outro guerreiro que eu mal conhecia? Tinha

que ser melhor do que estar na ponta receptora do sexo casual. Depois de ontem à noite eu

sabia que eu nunca estaria envolvido em qualquer coisa como o que Ben e Dean fizeram para

mim novamente.

Eu abri a porta do meu quarto, joguei meu equipamento e o bilhete em minha cama.

Olhei depressa no espelho, e decidi que estava apresentável o suficiente. Eu respirei fundo e

37
me preparei para jogar de mestre com outra pessoa antes de deixar meu quarto e caminhei até

Rune.

Uma vez que cheguei até a porta, eu não me aborreci em bater. Eu abri e caminhei

direto para dentro. O que eu vi quase me fez virar e sair de lá. Rune estava como uma águia

espalhada na cama se acariciando.

“Oh, graças a Deus, você veio,” ele disse excitadamente. “Eu não estava certo se você

viria, se eu fosse muito adiante? Mas quem sabe, não é? Algumas pessoas gostam quando um

homem toma a iniciativa com eles, ainda que não seja um comportamento típico de

submisso...”

Rune estava falando tão rápido que eu mal podia entender.

“Cale a boca,” eu disse e ele imediatamente fechou sua boca e parou de se tocar. Ele

levantou da cama e caiu de joelhos na minha frente.

“Eu posso chupar seu pênis, mestre?” Ele perguntou olhando para minha virilha antes

de olhar de volta em meu rosto.

“Não,” eu respondi. Não é que eu não queria saber qual era a sensação de receber uma

mamada. O fato era que eu ainda não estava duro. Eu não queria que Rune percebesse que a

visão dele nu não estava fazendo qualquer coisa para mim. “Vá até a mesa curve-se e afaste

suas pernas.”

Os olhos de Rune arregalaram-se, e ele sorriu para mim antes de se levantar e fazer

exatamente o que eu havia pedido. Embora o quarto estivesse escuro eu podia ver muito bem

com minha visão vampírica. Através do quarto, olhando Rune por trás, eu percebi algo. Ele

era da mesma altura e construído como Alexander. Ele também tinha o cabelo preto que ele

prendeu em um rabo-de-cavalo frouxo. No momento em que eu percebi as semelhanças, não

pensar em Alexander foi difícil.

“Você está pronto para mim?” Eu perguntei enquanto tirava minhas roupas e me

colocava atrás dele.

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“Sim, mestre, eu me preparei para você,” ele respondeu calmamente. Rune tremia de

antecipação. Mas em minha mente, ele não era Rune mais, ele era Alexander.

“Bom,” eu disse e deixei minhas mãos percorrerem suas costas e bunda. O tremor que

ele sentiu só com meu toque me fez duro como pedra. “Então eu estou indo foder você agora.

Eu estou indo foder você tão duro e tão rápido que estará gritando de prazer.”

“Oh deus,” ele gemeu quando um arrepio foi ao longo de seu corpo. “Seja áspero

comigo, mestre. Eu quero que você me domine, tome seu prazer de mim.”

“Eu irei,” eu rosnei e separei as bochechas de sua bunda e comecei a empurrar meu

pênis em seu buraco preparado.

“Porra, você está apertado,” Alexander, eu quero dizer Rune, gemendo. Então eu

pensei: foda-se. Eu podia fingir que ele era Alexander. E Rune não se importaria de qualquer maneira.

Ele estava conseguindo o que ele queria. “Sim, mestre, por favor, mestre.”

“Dê-me mais, mestre.”

“Você quer mais? Implore-me.”

“Por favor, por favor, por favor,” Alexander gemeu enquanto eu empurrava nele. Eu

empurrei meus quadris adiante o resto do caminho. Nós dois gememos alto quando eu estava

fundo em sua bunda. “Machuque-me, mestre. Foda-me até que eu sangre.”

Isso tirou de minha névoa de luxúria. Fazê-lo sangrar? O que diabos ele quis dizer?

Homem foi como se eu atraísse todos os malucos.

“Sangrar aonde?” Eu perguntei quando comecei a trabalhar meu pênis dentro e fora

dele.

“Eu só me preparei um pouco para você,” ele arquejou debaixo de mim. “Eu gosto da

dor do sexo áspero. Eu quero que ele me machuque. Eu quero que você me foda duro

enquanto estou apertado até que minha bunda sangre. Eu estarei curado pela amanhã, mas eu

gosto de muita dor em meu sexo.”

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“Se é isso que você quer,” eu respondi, encolhendo meus ombros antes de agarrar seus

quadris. Eu joguei toda minha força e peso por trás da pressão atrás de minha próxima

punhalada. A mesa bateu duro contra a parede, mas eu mal podia ouvir por acima do grito de

Alexander. Eu bati nele com tudo que eu tinha, amando o sentimento apertado embrulhado ao

redor de meu pênis. Ele tinha se lubrificado um pouco, mas eu não tinha colocado nada em

meu pênis, então com certeza seria um passeio áspero.

“Sim, oh sim, mestre,” Alexander gritou entre punhaladas. “Sim, machuca tão bem.

Mais duro, a mesa está mordendo meu pau.”

Eu continuei meu passo feroz, mas virei a minha cabeça assim eu podia ver o que ele

estava falando. Com certeza, ele estava curvado na extremidade da mesa, seu pau estava

acima de seu estômago sendo pressionado. Ai! Isso devia estar doendo pra caramba. Ainda

bem, que não era meu pau lá.

Entretanto eu não podia deixar de imaginar as bolhas e lascas que ele iria ter em seu

pênis.

“Eu preciso de mais dor mestre,” ele grunhiu e eu transei com ele como um animal.

“Bata-me, puxe meu cabelo, machuque-me, por favor.”

“Cale-se,” eu rosnei e continuei empurrando nele.

Enquanto eu não iria julgar o tipo de sexo que ele procurava, o visual que ele estava

dando para mim estava arruinando o sexo. Eu não iria começar a bater nele enquanto eu o

fodia, ao invés eu movi uma mão para seu ombro e o outro para seu cabelo. Eu bati nele mais

duro agora que eu tinha melhor alavancagem. Eu puxei seu cabelo e aproximei sua cabeça.

Ele gritou de prazer e eu ouvi um pouco de seu cabelo sendo arrancado de seu couro

cabeludo. Eu ignorei isto e continuei empurrando nele. Ele começou a gritar, “mais duro, mais

duro,” inúmeras vezes. Alexander endureceu debaixo de mim antes dele gritar tão alto que as

paredes tremeram. Eu senti os músculos em sua bunda apertar meu pênis. Eu assumi que ele

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tinha alcançado seu clímax, e ele apertando assim ao redor do meu pênis me empurrou acima

da extremidade.

Eu gritei em minha cabeça, Alexander. Então eu dei algumas últimas punhaladas em

sua bunda quando meu pênis explodiu dentro dele.

A última punhalada foi tão dura que a mesa se quebrou. Nós aterrissamos em uma

pilha em cima da mesa quebrada, meu pau ainda pulsando dentro dele. Quando eu parei de

ofegar e meu pênis suavizou, eu me retirei dele e me levantei. Só então eu percebi que

realmente tinha sido Rune que eu tinha fodido, não Alexander.

Rune desmaiou. Eu balancei minha cabeça enquanto agarrava minhas roupas e vestia.

Que diabos eu tinha acabado de fazer? Em vez de pensar muito duro nisto, eu voltei para

Rune o levantei e o coloquei em sua cama. Eu teria ficado preocupado se não fosse o grande

sorriso em seu rosto dormente.

Seu tórax e abdômen estavam um pouco cortados por causa da mesa se quebrando,

mas tirando isso ele parecia bem.

Eu me sentia sujo. Estava enjoado de mim e me senti um prostituto como Alexander

me chamou. Quando as lágrimas começaram a formar em meus olhos eu corri do quarto de

Rune. Eu não parei de correr até que eu tinha voltado para o meu próprio quarto. Não me

aborrecendo em limpar-me, eu rastejei para minha cama e puxei a coberta por cima de minha

cabeça. Então eu deixei as lágrimas caírem. Eu deitei lá, enrolado como uma bola de lado e

solucei. Eu chorei pelo que eu tinha acabado de fazer, pelo que eu fiz a noite passada, e o

remorso em meu coração que ainda não ajudava que eu esquecesse Alexander.

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Capítulo Quatro

Na manhã seguinte eu ainda senti o mesmo sobre a vida e meus sentimentos por

Alexander. Eu realmente esperava ter uma mudança no coração para desfrutar o brilho do

sexo.

Mas pelo menos hoje eu não tinha que dar aula de manhã para os pré-transições. Ao

invés eu sai da cama mais tarde que o normal e dirigi-me ao refeitório. Uma vez lá eu enchi

minha bandeja e encontrei Matteo.

“Como você está sentindo?” Eu perguntei cauteloso que ele deixou-me juntar-se a ele.

“Cara, você precisa deixar isso pra lá,” Matteo respondeu revirando seus olhos. “Eu

disse a você no dia seguinte que eu estava bem, Dimitri. Eu tive uma pancada em minha

cabeça e um ombro deslocado, nenhum grande negócio, homem. Eu tive muito pior.”

“Eu estou contente que você esteja bem,” eu disse baixinho e comecei a empurrar

comida em minha boca. “Eu me senti realmente mal com isso.”

“Bem pare, Dimitri, não existe nada para se sentir mal,” ele riu, Ele ficou quieto de

repente, fazendo-me olhar por cima da comida e ver o que ele estava olhando. Matteo estava

assistindo Rune olhar para mim como um amante através do refeitório. “Dimitri, por favor,

me diga que você não dormiu com Rune?”

“Você quer que eu minta?” Eu perguntei olhando para longe de Rune. Eu até não

notei que ele estava no refeitório com todo mundo. Eu também não podia acreditar que o

homem estava me encarando depois de ontem à noite. Que tipo de homem quer mais depois

do tratamento que lhe dei ontem à noite? O deixando desmaiado e sangrando depois de fode-

-lo tão duro até quebrar a mesa.

“Dimitri, Rune é um estranho de merda, homem,” Matteo disse cuidadosamente.

Agora eu sabia que ele estava realmente preocupado comigo, Matteo era sarcástico não

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conhecido por sua abordagem cuidadosa em uma situação. “Eu quero dizer, não é meu

negócio que você tenha que falar, mas eu sou seu amigo. Eu estou preocupado com você,

Dimitri. Eu sei que algo aconteceu depois que você desafiou Alexander. Eu também sei que

você pensa que conseguiu esconder de todo mundo que você o ama, mas eu sou seu melhor

amigo. Eu sei.”

A princípio eu me senti ruim por Matteo se preocupar, mas quanto mais ele falava, eu

comecei a ficar chateado. Não era nenhum de seus negócios e eu não tinha que responder

para ele. “Sim, grande, você descobriu meu grande segredo, Matteo. Mas eu não sou o único

que esta apaixonado, não é? Eu seria cuidadoso onde você lança pedras, amigo.”

“Eu não estou lançando pedras, Dimitri,” ele respondeu suspirando. “Eu soube

durante algum tempo que você sabia sobre meus sentimentos por Nate. Eu só estou dizendo

que eu entendo o que é amar alguém que você não pode ter. Eu sei o que você está passando e

quero te ajudar se você me deixar.”

“Você não tem nenhuma ideia do que eu estou lidando,” eu silvei quando bati meu

copo na mesa tão forte que ela tremeu. “Nate estaria com você em um piscar de olhos se você

puxasse a cabeça para fora de sua bunda.”

“Alexander não me ama, ele não me quer, certo? É isso que você queria ouvir? Ou é

que ele fica brincando com meus sentimentos e me observando,”eu continuei, tentando

segurar as lágrimas à distância. “Durante o sexo foi tudo, você é meu para sempre, Dimika. Assim

que acabou ele disse que não me amava e não me queria e para seguir em frente. Mas toda vez

que eu estou tentando seguir, lá está ele me observando, brincando com meu coração.”

“Oh, Deus, Dimitri,” ele sussurrou, olhando perdido sobre o que dizer em seguida.

Levou alguns momentos antes dele continuar, “eu sei que Alexander se importa. Eu não

entendo por que ele está fazendo...”

“Sim, grande, obrigado pela conversa de vitalidade,” eu disse, interrompendo-o. Não

havia nenhuma maneira que eu poderia sentar aqui e escutar essa merda. Alexander não se

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importava, ele só gostava de brincar com meu coração para impulsionar seu ego. “Isto era

divertido, mas eu realmente preferia estar arrancando minhas unhas uma por uma, a ter essa

conversa.”

Eu levantei peguei minha bandeja e fui para área de pratos.

Sim, eu tinha sido uma picada para meu amigo, mas serio? Eu quero dizer, seriamente?

Ele acha que mentir dizendo que Alexander gostava de mim ajudaria? Quando eu estava

prestes a me virar, eu senti uma mão deslizar pela minha bunda.

“Você vai vir jogar comigo novamente hoje à noite, mestre?” Rune sussurrou em meu

ouvido enquanto se apertava contra mim. “Eu implorarei ou farei qualquer coisa que você

quiser para ter o sexo incrível novamente, mestre.”

“Não me toque sem permissão, sub,” eu silvei virando minha cabeça de lado, mas não

olhando o bastante ele. Ele imediatamente parou de me tocar e deu um passo para trás.

“Eu sinto muito, mestre,” Rune respondeu calmamente. “Eu suponho que você tenha

que me castigar agora.”

O tom de sua voz disse a mim que ele não estava nada arrependido. Ele soou como se

estivesse agitado de excitação com a perspectiva de eu puni-lo. Eu decidi tentar jogar com ele

novamente, mas desta vez em minhas condições.

“Eu quero você pronto para mim logo depois do jantar,” eu disse baixinho para que

ninguém pudesse nos ouvir. “Você estará preparado para mim. Eu quero suas mãos presas

acima de sua cabeça, de frente para a parede, de costas para a porta. Eu fui claro?”

“Sim, mestre,” ele respondeu sua voz cheia de luxúria. “Eu pacientemente estarei

esperando sua chegada.”

“Bom, agora me deixe,” eu respondi quando eu joguei minha comida no lixo. Quando

eu finalmente virei, Rune já tinha ido. Eu estava com a carga horária de treinamento para os

guerreiros pré-transição e eu me programei para fazer exercícios hoje. Isto significava que eu

tinha que pegar minha bunda e colocar em curso de obstáculo agora mesmo.

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Saindo de lá eu ignorei os sussurros e olhares que eu estava recebendo dos outros

guerreiros. Honestamente, eu sempre pensei que me importaria de ser parte da fofoca mais

recente, mas eu simplesmente não podia dar muita atenção. Em vez disso eu estava pronto

para dar a meus estagiários um dos mais fortes treinamentos de suas vidas.

“Certo, chega de conversa,” eu disse alto para o grupo quando cheguei perto o

suficiente. A conversinha parou imediatamente. “Nós estaremos nos dividindo em dois

grupos hoje e se dirigindo a pista de obstáculos C, ida e volta. Ao som do apito, eu quero cem

flexões de braço, duzentos abdominais e cinquenta com pernas. O mesmo será repetido no

meio do caminho até a linha de chegada.”

Levou tudo que eu tinha para não rir de todas as bocas abertas. O treinamento que eu

selecionei era como dez quilômetros para o inferno. E faze-los correrem isto duas vezes... Bem

eu sabia que estava sendo maldoso, mas havia um propósito para esta tortura.

“Eu sinto muito, Dimitri,” meu amigo Yuri disse em voz baixa, aproximando-se em

minha direção. Ele era tão bom para mim, como Matteo. Eu normalmente tinha um ou outro

me ajudando a treinar minhas classes. “Você acabou de dizer pista C, ida e volta?”

“Sim, eu fiz,” eu disse a ele, suficientemente alto para que todos pudessem ouvir.

“Quantos de vocês está a menos de seis meses de completar vinte e cinco?”

Mais ou menos metade das mãos na classe subiram. Os vampiros em pré-transição de

famílias de guerreiro vinham para o acampamento de treinamento, um dia depois de seu

aniversario de vinte e quatro anos. Desde que todo vampiro a meia-noite no seu aniversario de

vinte e cinco anos completava a transição, e este era um ano para apreender, se preparar e ter

uma boa base de como ser um guerreiro antes da mudança em seus corpos.

“Certo, aqueles que têm e estão a menos de seis meses estão comigo,” eu instruí.

“Aqueles com mais de seis meses estão com Yuri.”

“Se é isso que você quer Dimitri,” Yuri disse em voz baixa, estudando meu rosto

cuidadosamente. “Você está certo que isto não tem nada a ver com os eventos recentes?”

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“Sim, eu estou certo,” eu rosnei em seu rosto. “Eu tinha isto no programa de

treinamento por meses, Yuri. Você tem algum problema com minhas táticas, ou pensa que

você pode fazer melhor, eu estou pronto para aceitar seu desafio.”

“Eu não estou desafiando você, Dimitri,” Yuri respondeu levantando suas mãos como

um gesto de rendição. “Eu estou verificando o programa, isto é tudo.”

“Você fez sua verificação?” Eu perguntei sarcasticamente.

“Sim, eu fiz,” ele respondeu e girou para voltar para o segundo grupo.

“Eu quero dez minutos entre os grupos,” eu disse, ignorando a interrupção de Yuri.

“Em teoria, meu grupo deveria ser mais rápido de qualquer maneira. Mas se você nunca

executou este curso antes, forme par com outro em seu grupo que fez.”

Eu esperei que todos se situassem e ficassem prontos. Quando chegou a hora, eu

soprei o apito e fui para o chão fazer flexões juntos com a minha turma. Depois eu fiz

abdominais e pernas. Eu não fiquei surpreendido quando eu já tinha feito a maior parte deles,

antes deles começarem as abdominais. Os pré-transições eram muito mais fortes que um

humano de vinte e quatro anos de idade, mas eles não tinham a mesma resistência quanto aos

guerreiros treinados.

Existia uma razão que eu queria que seus braços ficassem cansados antes e durante o

percurso. Depois de muitas flexões, a maioria deles estaria sentindo seus braços como uma

gelatina. O percurso começava com a escalação de uma parede de pedra de três metros e então

descer de rapel para o outro lado. Eu estava assistindo a classe confiar demais na força de seu

corpo superior para manobrar a maior parte dos cursos.

A maneira correta era dividir a força entre a parte superior e inferior do corpo durante

o percurso. Não importava quantas vezes eu os corrigia, eu ainda peguei-os fazendo isto

errado. Agora que seus braços estavam cansados, eles teriam que confiar mais na parte inferior

de seus corpos para completar o curso.

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“Use mais suas pernas,” eu gritei quando vi os primeiros começarem a escalar a

parede. “A escalada não é tudo sobre usar seus braços. Empurre-se para cima com suas pernas

para alcançar e nivelar.”

Eu quase ri quando vi a lâmpada sair por cima da cabeça de Yuri quando eu estava

instruindo. Ele entendeu o método para minha loucura agora. Eu virei e dei a ele um sorriso,

por sua vez ele deu a mim um grande e balançou sua cabeça. Eu não era fã de explicar e estava

contente que ele compreendeu. Enquanto eu não cederia e clarificaria minhas ações para Yuri,

especialmente na frente da classe, eu também não queria que ele pensasse que eu estava

deixando minhas emoções me dominarem.

Nate, meu melhor aluno, foi o primeiro a chegar por cima da parede. Ele levou o

grupo para a próxima parte. Subir uma escada de dez metros não era a parte mais difícil e

rastejar de cabeça para baixo em uma corda de cinquenta metros. Novamente, a maior parte

da classe tinha puxado seus braços e usavam suas pernas para equilibrar. Agora, com seus

braços cansados, eles tiveram que usar seu abdômen para empurrar para frente e suas pernas

para dar impulso.

O objetivo era ensinar-lhes formas alternativas para lidar com qualquer situação.

Agora era só como percorrer o percurso com os braços cansados. Mas lá fora no campo podia

ser como escapar com um ombro ou ligamento machucado. Sem mencionar que se suas costas

fossem arranhadas. As unhas dos Zakasacs tinham um tipo de veneno. Eu podia falar por

experiência quando digo que sentia como ácido sendo despejado no ferimento.

Uma vez que os primeiros deles estavam quase me alcançando e corriam como cordas

um pulando por cima do outro. E depois pulando sobre troncos. Basicamente, você salta o

primeiro tronco, rola no chão e pula o próximo. Então você se levanta e repete o processo. Não

era tão simples, pois o tronco chegava próximo ao tórax.

Os troncos eram mais largos em primeiro lugar, e existiam cerca de uma dúzia de

alturas diferentes. Era de um lado e do outro que ficava tão difícil de concluir.

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O próximo eram as cordas. Existiam centenas de buracos de lama com uma plataforma

de cada lado. Você tinha que chegar até a primeira plataforma em uma corrida e saltar a

primeira corda. O impulso o levaria para a próxima corda que você tinha que agarrar com

uma mão antes de soltar a primeira corda. Novamente, a força do balanço impulsionaria você

para a próxima corda, e assim por diante.

O truque principal é o tempo. Se você não chegar à plataforma rápido o suficiente para

agarrar a primeira corda, você não podia alcançar a segunda corda. Também, se você não

agarrasse a segunda corda no momento certo enquanto deixava à primeira, você não estaria

movendo-se para frente. A posição das cordas faria você balançar para trás se você não

soltasse à primeira. Além disso, eles não eram pequenos, e pendure esse tipo de roupa em

cordas.

Cada corda tinha cerca de seis metros e quase 30 quilos cada. Se você coordenou tudo

certo, era uma vantagem, se não... Bem, cairia de bunda na lama.

Uma vez que os vampiros tinham passado pelas cordas, vinha muita sujeira e pedras.

Enquanto todos viam o caminho que não podiam correr em pleno vigor, muito menos uma

corrida curta, este era realmente o caminho onde muitos se enroscavam. Especialmente os

estagiários mais jovens. Eu assisti centenas de estagiários ao longo dos anos tentarem correr

nas colinas. O resultado era rolavam morro abaixo... Embora fosse divertido, tinha o potencial

para muitos ferimentos.

Depois disso era rastejar pela sujeira. Existiam de lado a lado valas com vários metros

de comprimentos. Dentro delas foram colocados troncos com arame farpado. Que ensinava

aos pré-transição a lidar com a habilidade de espaço fechados e movimentando-se em posição

sem fazer ele mesmo como alvo.

Por último havia várias paredes inclinadas, que você tinha que usar a força do corpo

para levantar-se e também para empurrar as pernas por cima da parede sem tocá-la. A meta

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era ser capaz de rolar a parede e ainda ser capaz de voltar a seus pés. Treinamento útil se você

estiver sempre debaixo de fogo e precisar mergulhar e rolar para fora do caminho.

Uma parte da minha turma terminou o percurso iniciando novamente os exercícios.

Como antes, eu tive certeza de fazer o meu enquanto eles faziam os seus.

Quando o último deles estava finalmente terminando os exercícios, a segunda metade

da classe estava terminando o percurso.

Eu sentei lá e sorri enquanto Yuri estava latindo para o seu grupo conseguir sua bunda

em movimento. Era uma das razões que eu sempre o escolhi ou Matteo para me ajudar no

treinamento.

Eu não era um que gritava para motivar. Enquanto eu entendia o conceito, e como

trabalhava em muitos dos estagiários, simplesmente não era meu estilo. Principalmente

porque quando eu estava em treinamento não existia nada ou alguém que pudesse ter dito ou

gritado para eu me mover mais rápido. Eu era meu próprio e pior inimigo, e somente eu

poderia me empurrar mais duro. Eu não me importava com que os outros pensassem sobre

minhas habilidades, foi uma questão de provar pra mim mesmo.

Uma vez que o segundo grupo terminou o percurso, o meu grupo estava pronto para

voltar. Eu fui à frente assim eles podiam me acompanhar. Mesmo assim foi trabalhoso para

eles. Por outro lado, eu terminei o caminho e em seguida vi quando meu grupo terminou.

Eu tive certeza de prestar atenção naqueles que fizeram todo o caminho, e naqueles

que cortaram partes das instruções e disseram que haviam feito.

Honra era algo que os guerreiros levavam a sério. E aqueles que tinham pulado partes

do percurso não tinham nenhuma e iria abordar isso em breve.

Quando a classe completou o exercício inteiro que levou um pouco mais de duas horas

e meia. Eu tinha programado três para o treinamento assim eu tive certeza que Yuri teve

tempo de levá-los para o alongamento para ajudá-los a se recuperarem. Uma vez que isto

estava concluído eu tive que morder os lábios para não rir da quantidade de olhares de ódio

49
que era dirigido a mim pela minha classe. Eles me agradeceriam um dia. Como eu fiz com

meus instrutores quando eu percebi o quanto a sua formação tinha me ajudado a ser o

guerreiro que sou hoje.

*****
Eu estava atrasado para o jantar naquela noite, não querendo realmente ficar e rondar

muito. Depressa carregando minha bandeja e sentando no canto eu peguei o olhar de Rune

quando se levantou para partir. Ele tinha o mesmo olhar focado em mim e um sorriso. Eu

assisti quando ele deixou sua bandeja na área de pratos e correu para fora do refeitório.

“Você os fez percorrerem o percurso C duas vezes com exercícios extras?” Matteo

perguntou com uma sobrancelha levantada quando ele apareceu em minha frente. “Yuri me

disse que teve bastante show.”

“O que disto, Matteo?” Eu perguntei imediatamente na defensiva. “Eu levo meu

programa de treinamento muito a sério, da mesma maneira que eu faço meu papel como chefe

dos pré-transição.”

“Quando ele me disse, eu pensei que você tinha caído de sua cadeira de balanço,” ele

disse, agitando sua cabeça quando se sentou a minha frente. “Entretanto ele me disse como a

classe fez”.

“Ele também compreendeu por que você associou-se os exercícios extras.”

“Chega disto, Matteo,” eu murmurei entre as mordidas de comida. “As preliminares

estão ficando cansativas.”

“Tudo bem, eu estou tentando te elogiar seu bastardo,” Matteo riu. “Todos nós

pensamos que você estava louco quando ouvimos o que você fez. Mas Yuri estava lá e ficou

impressionado.”

“Você não pensou que eles poderiam fazer o percurso duas vezes e os exercícios, não

é?”

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“Não, eu nunca teria apostado que eles podiam,” ele agitou sua cabeça novamente.

“Quanto você quer apostar que nenhum deles achou que poderiam fazer isso

também?” Eu perguntei, levantando minha sobrancelha. Sua cabeça se levantou e seus olhos

arregalaram-se.

“Você fez isso para que pudessem ver o quão longe eles chegaram no treinamento, não

é?”

“E eu aqui pensando que você só era um rostinho bonito,” eu ri, então levei um pouco

mais de comida para minha boca.

“Sim, eu quis mostrar a que distância eles realmente podem empurrar eles mesmos.

Parcialmente para que muitos vejam que são fortes o suficiente para passarem pela transição.

A outra parte para verem o que podem fazer em um treinamento em grupo ou sozinho.”

“Esperto, Dimitri,” Alexander disse por trás de mim, fazendo-me saltar.

“Obrigado, Alexander,” eu disse, tentando esconder minha reação a sua voz e seu

corpo estando tão perto de mim.

“A próxima coisa que eu quero é começar algo que eu li sobre o exército humano. Nós

começaremos isto semana que vem.”

“O que é isto?” Matteo curiosamente perguntou, debruçando adiante em seus

cotovelos.

“Na Marinha dos Estados Unidos eles têm uma competição em todo o treinamento

diferente,” eu disse antes de engolir minha bebida. Minha garganta de repente estava seca

agora que Alexander estava escutando. “É chamado As Brigadas. Qualquer estagiário pode

lutar, e é como um grande torneio de boxe. Não existe nenhum prêmio no fim, além de ser

chamado de número um. Eu penso que será uma boa maneira para que os nossos jovens

homens possam aprender um pouco mais sobre honra.”

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“Então, nós vamos deixa-los lutar em um ringue, ou usar espadas?” Matteo perguntou,

com os olhos arregalados novamente. “Porque eles não deveriam aprender como usar uma

espada até depois de sua transição.”

“Nenhuma espada,” eu respondi, amando o quão animado ele estava. Combinou com

meu próprio entusiasmo e ajudou que eu ignorasse o fato que Alexander ainda estava

escutando a conversa. “Mas não boxe diretamente também. Nós ensinaremos a eles uma

combinação de artes marciais misturadas e é assim que o torneio será. Todo mundo que quiser

participar trabalhará por um mês durante seu tempo livre com o guerreiro que eles pediram

para apadrinhar.”

“Em outras palavras conseguindo que eles treinem mais duro e por mais tempo, como

se fossem suas próprias ideias,” Alexander disse, movendo-se assim podíamos ambos nos ver.

“Muito impressionante Dimitri.”

“Uh, obrigado,” eu disse, olhando para baixo, e de repente não tinha mais fome, de

comida. Eu também tinha um problema de um grande pau duro agora. “Eu tenho que ir, eu

tenho um encontro.”

“Um encontro? Ou você está indo foder Rune novamente?” Alexander perguntou

olhando-me cuidadosamente.

“Eu não sabia que você estava por dentro das fofocas mais recentes, Alexander,” eu

respondi, não olhando para ele. Embora não fosse uma resposta para o que ele me perguntou,

mas era malditamente a melhor coisa que ele ia conseguir de mim. “Vejo-te mais tarde,

Matteo.”

“Mais tarde, cara,” Matteo respondeu, olhando para mim e Alexander. Eu ignorei o

olhar de ambos os homens quando me levantei e caminhei até a área de prato. Eu era um fraco

por sair assim? Oh porra sim. Pessoalmente, eu olhei para isto como uma saída estratégica

antes de piorar as coisas. Pelo menos era minha história e eu estava aderindo a ela.

52
Uma vez que estava do lado de fora do quarto de Rune, eu nem me aborreci em bater,

girei a maçaneta e entrei.

“Mestre é você?” Ele perguntou sua voz era quase um rosnado.

“Cale a boca, você só está autorizado a gemer, gritar, chorar e nada mais,” eu ordenei

assim que fechei a porta atrás de mim. Eu descobri na última vez que quanto mais ele falava

mais arruinava minha fantasia dele sendo Alexander.

E agora mesmo, meu pau está duro e latejante, depois de ver o homem. Eu não ia

deixar Rune falar e estragar tudo.

Especialmente quando ele parecia apenas como Alexander de costas para mim.

Rune simplesmente movimentou a cabeça enquanto eu chegava até ele. Eu não parei

até que estava completamente apertado contra ele e ele podia sentir meu pênis duro

empurrando em sua bunda.

“Meu pênis está duro pra você, à ideia de estar dentro de sua bunda e fode-lo duro me

deixa louco,” eu silvei e empurrei meus quadris adiante. Ele gemeu e um arrepio percorreu

seu corpo. Rune pediu a mim para castigá-lo, torturá-lo. Hoje à noite eu estava chateado e

frustrado com Alexander, e Rune ia ser meu consolo. Fechei meus olhos e lambi de lado ao

longo do seu pescoço. A partir daquele momento ele era Alexander para mim novamente.

Alexander choramingou e eu continuei lambendo seu pescoço e ombros enquanto

movia minhas mãos e agarrava seus quadris. Suas mãos estavam amarradas acima de sua

cabeça do jeito que eu ordenei.

A corda estava pendurada em um gancho, seu corpo contra a parede. Eu corri minhas

mãos por seus quadris até o centro dele, parando um pouco antes de tocar em seu pênis. Ao

invés disso eu puxei uma mão para trás e espalmei forte a sua bunda.

Seu grito de prazer disse a mim que eu não tinha que começar isso lento. Ele estava

apreciando este jogo duro logo de cara. Com o humor que eu estava isso era bom para mim.

Eu me inclinei só o suficiente para tirar minha camiseta. Então eu me debrucei adiante

53
novamente, empurrando meu tórax em suas costas e roçando minhas mãos por toda parte em

seu tórax. Eu acabei indo até seus mamilos e beliscando-os.

“Você gosta disto, não é? Isto será seu castigo,” eu silvei depois que ele gemeu em

êxtase. Minha resposta foi puxar seus mamilos muito mais duro. Ele remexeu contra a parede

e gritou. Eu dei a ele uma pequena pausa, tempo suficiente para tirar meu short e tênis. Então

eu voltei a torturar.

“Mestre...” Ele gemeu e eu cavei meus dedos em seus ombros.

“Nem uma maldita palavra, ou eu saio por aquela porta,” eu rosnei. Alexander

movimentou sua cabeça muito rápido e uma parte de mim estava chocado que não caiu. Eu

deixei minhas presas rasparem ao lado de seu pescoço e ele gritou de prazer. Atingindo em

torno do corpo de Alexander eu segurei seu pênis duro e com a mão direita dei um tapa em

sua bunda muito forte. Eu comecei a me preocupar se estava sendo muito áspero, mas seus

gemidos de prazer disseram a mim o contrário.

Decidindo deixar marcas eu troquei minhas mãos em garras. Eu as corri de cima a

abaixo em suas coxas, quadris, e abdômen. Não suficiente para arrancar sangue, mas iria

deixar alguns arranhões e marcas sérias mais tarde. Num instante eu troquei as posições de

forma que minhas garras estavam puxando separadamente as bochechas da bunda de

Alexander.

“Você está pronto para mim, muito bom,” eu silvei quando afundei minhas presas em

seu ombro. Eu tinha que ser cuidadoso para não beber, desde que isto é como nós acasalamos,

mas a mordida dava muito prazer para Alexander. Ele começou a trilhar contra a parede,

empurrando seus quadris até que ele bateu contra a madeira da parede.

Eu puxei seu plug anal e alinhei meu pênis duro, batendo a distância toda dentro dele.

Nós dois gememos quando eu estava no fundo do poço. Puxando minhas presas de seu

pescoço, eu agarrei seus quadris severamente. Eu deixei minhas garras afundarem em sua

carne e comecei a bater em sua bunda furiosamente.

54
“É tão fodidamente bom,” eu grunhi entre punhaladas.

“Eu estou indo foder você tão bem, que você nunca quererá outro pau em sua bunda.”

Ele deve ter gostado do que eu estava fazendo e dizendo por que ele estava gritando

enquanto empurrava seus quadris para trás para me encontrar. Eu sabia que iria ser outro

passeio áspero.

Alexander podia ter se preparado usando lubrificante, mas eu não fiz nada antes de

começar a fode-lo. Eu tirei minhas garras de seu quadril e movimentei até seu pau duro.

“Oh, você gosta disto, não é minha putinha?” Eu perguntei e ele gemeu alto. Eu não

estava só acariciando, eu estava arranhando minhas garras no seu pênis também. “É isso que

você quer minha puta, um pouco de dor?”

Sua resposta foi gritar quando eu usei um pouco mais de garra. Eu olhei por cima do

ombro enquanto eu fodia-o e vi um pouco de sangue em seu pênis agora. Eu tive a mesma

reação que qualquer vampiro teria com a visão e o cheiro de sangue durante o sexo. Eu

comecei fode-lo muito mais duro. Realmente, eu fiquei surpreso por reagir assim. Nós

começamos duros e rápidos e agora eu estava batendo nele quase a um passo brutal.

“Deus!” Eu gritei, “Estou tão perto. Eu vou atirar minha carga em sua bunda logo. Eu

sei que é isso que você quer.”

Alexander começou a choramingar. Eu estava para perguntar a ele se estava jogando

muito duro, entretanto ele endureceu e atirou seu sêmen por toda parte da minha mão e

parede. Seus músculos apertaram meu pênis. Isso foi tudo que eu precisei para me empurrar

acima da extremidade. Eu rugi minha liberação e bati em sua bunda mais algumas vezes.

“Amanhã à noite eu quero você de quatro com suas mãos amarradas na cabeceira da

cama,” eu disse a ele alguns minutos mais tarde depois que meu coração se acalmou. Eu me

retirei de sua bunda, fazendo ambos gemer. Olhando para o meu pau eu percebi que ainda

estava duro e pronto para ir embora. “Mas no momento, eu ainda tenho um pênis duro.”

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Então eu tomei uma decisão rápida. Peguei suas mãos amarradas e tirei do gancho. Eu

arruinei parte da fantasia quando eu o virei assim podia ver que era Rune novamente.

“Fique de joelhos e chupe meu pau, seu prostituto,” eu rosnei. Os olhos de Rune

arregalaram de surpresa, entretanto ele sorriu largo. Sem uma palavra, ele ficou de joelhos.

Suas mãos quietas amarradas na frente dele, ele simplesmente abriu sua boca.

Eu guiei meu pênis em sua boca e ele imediatamente me levou a distância toda até sua

garganta. “Porra, isto é bom.”

Eu agarrei um punhado de seu cabelo na parte de trás de sua cabeça e o empurrei em

meu pênis mais duro. Rune até não engasgou. Parece que alguém tinha muita experiência

chupando pau.

Eu olhei para o teto e fechei meus olhos. Seus músculos de garganta eram como céu ao

redor do meu pênis. Ele manteve engolindo inúmeras vezes enquanto eu empurrava sua

cabeça. Então ele começou a cantarolar.

Toda sanidade me deixou quando ele fez isto. Eu agarrei sua cabeça com ambas as

minhas mãos, já tendo trocado em garras. Eu empurrei meus quadris duro em seu rosto, quase

como eu tinha batido em sua bunda. E ele tomou isto e continuou cantarolando. Era uma foda

fantástica. Eu não durei muito tempo, gritando quando gozei. Ele engoliu cada gota do meu

sêmen antes de soltar.

Meu pênis agora suavizou e eu o tirei de sua boca com um estalo.

Ainda olhando para o teto, eu fiquei lá durante algum tempo ofegante.

Eu tinha bloqueado meus joelhos assim não desmoronei, mas estava quieto em meu

pensamento. Eu dei um passo para trás e agarrei minhas roupas.

Eu me virei de costas para Rune enquanto me vestia.

“Lembre-se do que eu disse sobre amanhã,” eu disse sobre meu ombro antes de abrir a

porta e partir.

56
Uau! Eu não podia acreditar que tinha gozado duas vezes seguidas. Quando eu

cheguei a meu quarto, eu nem me aborreci em me despir, ou até puxar as cobertas. Eu

simplesmente caí na cama e desmaiei.

57
Capítulo Cinco

Na semana seguinte passei meus dias trabalhando e treinando os pré-transições. De

noite, eu ia para o quarto de Rune e o fodia como um louco. Era a melhor coisa que estava

fazendo para mim? Provavelmente não. Mas era um grande alívio para o estresse.

Mas eu sempre tinha a certeza que ele estivesse de costas, assim poderia continuar

fingindo que era Alexander.

Cerca de uma hora depois do café da manhã, Matteo veio correndo para o meu

escritório na instalação de treinamento.

“Dimitri,” ele disse, arquejando, obviamente tentando recuperar sua respiração.

“O que aconteceu, Matteo?” Eu estava começando a ficar preocupado.

Meu melhor amigo olhava completamente apavorado.

“É Alexander,” Matteo respondeu depois que ele finalmente acalmou-se. “Ele estava

em uma missão de escolta de rotina para o chefe do conselho. Eles foram surpreendidos por

um grupo de Zakasacs.”

“Os outros conseguiram manter o Conselheiro em segurança, mas Alexander ficou

para trás para dar a eles alguma vantagem.”

“Não ele?” Eu perguntei minha garganta fechando. Eu não conseguia nem completar

o resto da pergunta. Minhas mãos doíam e eu olhei para ver que eu estava segurando minha

mesa com tanta força que deixava marcas.

“Não, eles voltaram depois que o Conselheiro estava em segurança,” ele respondeu

sua preocupação mostrando em seu rosto. “Eles o levaram. Os Zakasacs levaram Alexander

com eles. Os guerreiros não puderam encontrá-lo ou qualquer rastro de que ele tinha sido

morto. Eles apenas encontraram a sua espada. Ele nunca deixaria sua espada, Dimitri.”

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Eu estava fora da porta antes mesmo dele terminar. Matteo já estava correndo do meu

lado terminando de explicar sobre os guerreiros encontrando a espada de Alexander. Ele

estava certo, entretanto, Alexander nunca teria deixado sua espada por qualquer razão. Eles

devem ter o deixado inconsciente e o levado com eles. Ou eles tinham algum truque na manga

ou Alexander iria se tornar seu jantar.

Só duas coisas estavam me mantendo são enquanto corríamos para casa principal. Um:

você não podia ser transformado em Zakasac a menos que você se mate. Alexander preferiria

morrer a isso acontecer. Dois: ele ainda estava vivo. O homem que eu amava tinha sido levado

por um grupo de Zakasac e eu não tive nenhum tempo para pensar sobre qualquer outra coisa

a não ser trazê-lo de volta.

Eu bati na porta da casa principal com tanta força que saiu voando as dobradiças

através do corredor. Nem mesmo diminuindo a velocidade, eu fui para a sala de guerra. Era

onde nós tínhamos a maior parte do nosso equipamento de inteligência e vigilância.

Onde normalmente nós planejávamos missões, e às vezes escoltas, como a que

Alexander tinha estado ligado.

“O que nós sabemos?” Eu perguntei quando entrei na sala. Claro que eu consegui

cinco respostas diferentes, e tudo ao mesmo tempo. “Calem-se!” Eu gritei alto o suficiente para

fazer eco.

Todo mundo imediatamente fechou suas bocas.

“Levante a mão, quem estava lá?” Eu perguntei, três mãos subiram. Uma delas era de

Yuri, eu confiaria em seu relatório mais do que qualquer outro. “Yuri, fale.”

“Deveria ser uma escolta simples,” Yuri declarou.

“Alexander, eu, e dois outros, escoltando o chefe do conselho. Eles nos atacaram meia

hora antes de amanhecer.”

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“Alexander disse-nos para tirar o Conselheiro de lá e que ele nos encontraria no ponto

de encontro de emergência. Nós escondemos o Conselheiro, esperamos cerca de mais ou

menos vinte minutos, e voltamos para o local do ataque quando Alexander não voltou.”

“Você não achou nenhum corpo?” Eu perguntei. Eu sei que Matteo me disse, mas eu

precisava ouvir isto de alguém que tinha estado lá.

“Não, Dimitri,” Yuri respondeu agitando sua cabeça.

“Nós achamos três Zakasacs mortos, sangue, e sinais óbvios de luta. Nós também

achamos a espada de Alexander, mas não Alexander. Eu conferi com um dos guerreiros

quando nós partimos do ponto de encontro de emergência, ele ainda não tinha chegado lá.

Quando nós não conseguimos encontrá-lo, voltamos para se recuperar e traçar um plano.”

“Se eles atacaram tão perto do nascer do sol, seu covil tem que estar por perto,” eu

disse, pensando duro. Zakasac era de onde se originavam as lendas humanas sobre vampiros.

A luz solar queimava até virarem cinzas. “Qual a distância daqui foi o ataque.”

“Nem mesmo meia hora,” Yuri disse, arregalando seus olhos quando percebeu aonde

eu queria chegar. “Você não pensa...”

“Eu não sei, mas se você quisesse entrar nesta instalação, levar um de nós seria o

melhor curso de ação,” eu estalei. “Eu quero este lugar todo bloqueado. Todo mundo para a

casa principal, até os em pré-transição. Evan, Drake, vocês caras estavam na missão de escolta,

certo?”

“Sim, Dimitri,” Drake respondeu, enquanto Evan movimentou a cabeça.

“Tudo bem, você está no comando das armas,” eu lati. Não era que eu estava chateado,

era só o tempo que eu precisava mostrar que a porra estava ao redor e todos tinham que me

ouvir, sem perguntas. Também, eu era o segundo guerreiro no comando do acampamento.

Com Alexander desaparecido, isto sobrava para mim. “Eu quero todos até os pré-transição

armados a bala. Consiga Nate para ajudar você a contar as cabeças e ter certeza que ninguém

está faltando, entendeu?”

60
“Alto e claro, chefe,” Evan disse logo antes deles girarem e correram para fora. Eu

sabia que eles iriam realizar o trabalho. Depois de tudo que aconteceu deixar um guerreiro

para trás, eles precisavam se sentir úteis e serem mantidos ocupados. Ainda que eles não

soubessem lidar com a classe de pré-transição, eles ainda sabiam que tinham um

procedimento de bloqueio e o que fazer.

“Matteo, eu quero que você lide com o resto do procedimento de bloqueio,” eu

continuei. “Eu quero todos aqui e contabilizados, daqui a cinco minutos. Nós ainda temos

horas pela frente para o pôr-do-sol, mas eu não estou tomando quaisquer chances. Eu quero os

lasers armados assim que todos estiverem aqui e contados.”

“É isso. Eu posso fazer uma sugestão?” Matteo perguntou.

“O que?” Eu perguntei levantando uma sobrancelha. Eu estava pronto para ele dar

uma merda sobre meus sentimentos por Alexander nublar meu julgamento.

“Nós temos suficiente equipamento de comunicação para todos os guerreiros e os em

pré-transição,” Matteo disse, segurando suas mãos na frente dele. “Eu acho que todos nós

devemos levar fones de ouvido em nossa missão. Assim estaremos todos conectados e

ninguém pode ser surpreendido.”

“Boa ideia,” eu respondi movimentando a cabeça. “Rune, você está nisto. Você é nosso

cara dos eletrônicos, então nós precisamos de você para a operação de resgate, mas consiga

um de seus rapazes de confiança para fazer isto.”

“Eu estou nisto,” ele respondeu dirigindo-se para o outro lado da sala. Ainda me

surpreendia às vezes, o quão submisso ele era na cama e com sexo, Rune era o nossa cara

cabeça em tecnologia. E ele era o melhor do melhor nisto.

“Yuri,” eu disse, virando-se para ele. “Eu quero saber tudo sobre esta fodida missão. E

eu também quero que você me mostre nos mapas digitais o que aconteceu e onde.”

“Tudo bem,” Yuri respondeu movimentando a cabeça para mim antes de se virar.

61
Uma vez que todo mundo estava correndo ao redor seguindo minhas ordens, eu

sentei-me à mesa de conferência e examinei cuidadosamente a lista de guerreiros no

acampamento. Dos quarenta guerreiros, eu os dividi em dois grupos. Eu escolhi os melhores

guerreiros para o primeiro grupo, que estaria vindo comigo na missão de salvamento.

O segundo grupo iria ficar aqui e protegeria o forte. Literalmente, era, mas um

acampamento, ele realmente não era um forte.

O acampamento estava fodidamente no meio do nada, a leste de Wyoming. Existia

uma razão para que este local fosse escolhido. Deu a nós isolamento necessário dos humanos

claro, mas também notaríamos se quaisquer inimigos conseguisse chegar muito perto. A

escolta com o Conselheiro foi atacada meia hora longe daqui. E com meia hora antes do sol

nascer eu tinha uma área geral de onde podia ser o covil. Pior no caso para o acampamento,

eles podiam estar bem do nosso lado. Melhor no caso para o acampamento, mas talvez pior

para Alexander, eles poderiam estar quase à uma hora de distância.

Eu finalmente olhei para o meu relógio. Era quase meio-dia. Dado que era verão e

teríamos sol por quase outras oito horas. Caralho! Não tínhamos muito tempo como gostaria.

Agora mesmo os Zakasacs estariam mortos para o mundo. Alguns mais velhos e mais

poderosos podiam levantar antes do anoitecer, mas até eles teriam que ficar protegidos.

Quanto mais perto chegava do anoitecer, no entanto, o mais provável é que Alexander

se tornaria lanche de alguém. Eu empurrei o mórbido pensamento da minha cabeça. Eu não

podia pensar sobre ele morrendo e também fazer o meu melhor para consegui-lo aqui de volta.

“Nate diz que nós conseguimos todos os em pré-transição,” Evan disse quando voltou

para sala de guerra. “Eles estão armados até os dentes e no refeitório. Drake e eu pensamos

que daríamos a eles pelo menos algo para fazer desde que é hora do almoço.”

“Bom plano,” eu respondi movimentando a cabeça; então dei uma das listas que eu

tinha feito. “Você e Drake estão no comando quando eu partir, Evan. Nós nos manteremos em

62
contato constantemente, mas eu preciso de você aqui para manter eles seguros. É um plano

esperto dos Zakasacs tentar tirar os guerreiros antes deles se tornarem guerreiros.”

“Eu concordo,” Evan disse e examinou a lista.

“Estes vinte e você que estão partindo?”

“Sim, eu também quero que você converse com Nate,” eu expliquei. “Os pré-transição

que estão aqui a menos de seis meses são apenas para recarregar as armas, mas os que estão

mais perto de sua transição são excelentes atiradores. Deixe-os para proteger os mais novos se

existir um ataque e os Zakasacs conseguirem atravessar suas linhas.”

“Você conseguirá, Dimitri,” ele disse dando um tapa em meu ombro. “Traga

Alexander. Não me sinto bem em tê-lo deixado para trás. Nós o queremos de volta.”

“Mesmo se levar minha última respiração, ele estará em casa antes do anoitecer,

Evan,” eu respondi.

“É por isso que você é o homem no comando,” Evan disse com um sorriso antes de ele

deixar a sala.

“Certo, todo mundo está dentro da casa principal,” Matteo disse, surgindo atrás de

mim. “E quem está indo?”

“Estes aqui,” eu respondi até sem olhar para ele. Eu dei a ele a lista por cima de meu

ombro, “Consiga esses vinte arrumados e prontos lá fora em quinze minutos. E eu quero os

cães farejadores.”

Mesmo que os vampiros tinham um grande senso para cheiro, nada melhor que cães

farejadores bem treinados. Eles são capazes de separar os cheiros e permanecer na tarefa

melhor do que qualquer coisa no mundo. Todo acampamento sempre teve um grupo de pelo

menos dez cachorros bem treinados para operação de busca e salvamento.

“Quem estará no comando enquanto estivermos fora?” Matteo perguntou, pausando

antes de ele ir embora.

“Evan e Drake,” eu respondi olhando para ele.

63
“Boa escolha,” ele respondeu sorridente antes dele ir embora.

Depois disso foi só uma questão de estarem todos em suas posições e sabendo suas

tarefas. Quinze minutos mais tarde, nós estávamos carregados e fora da porta. Eu assisti todo

mundo com seus equipamentos, e os cachorros carregados no SUV quando eu encostei-me ao

primeiro carro ao lado de Yuri.

“Nós o traremos de volta, Dimitri,” ele disse calmamente.

“Claro que nós iremos,” eu respondi levantando minhas sobrancelhas e olhando para

ele.

“Olhe, Dimitri, eu sei...”

“Não faça, Yuri,” eu disse, afastando-se dele. “Eu não posso lidar com isso agora.

Agora eu sou apenas o guerreiro encarregado de uma operação de resgate, nada mais. Se eu

pensar sobre qualquer outra coisa, não seria capaz de me concentrar.”

“Ok Dimitri,” ele respondeu enquanto caminhava para o lado do motorista. Eu decidi

que ele levaria a escolta desde que ele sabia melhor onde o ataque aconteceu.

Minutos mais tarde, todos estavam carregados e eu estava subindo no banco do

passageiro. Uma vez que nós passamos pelo portão principal eu me conectei com Drake para

assegurar que todas as entradas estavam fechadas e os lasers ligados. Aqueles lasers foram

ideia de Alexander. Eles eram luzes ultravioletas tecidas em uma trama muito apertada.

Qualquer Zakasac que tentasse atravessá-la, seria como acender fogos de artifício e estaria

imediatamente morto.

Eu estava tão absorvido no pensamento sobre o plano, conseguir Alexander vivo, e

ninguém mais sendo machucado, que nós chegamos aonde a escolta tinha sido atacada antes

de eu perceber. Todos nós saltamos para fora dos SUV e começamos a avaliar o que víamos.

Eu até não tinha dado três passos quando eu senti aquela picada familiar em cima da minha

espinha. Eu calmamente dei mais alguns passos em cada direção, tentando ver o caminho que

fez a sensação ficar mais forte.

64
“Matteo, esqueça os cães,” eu gritei quando puxei minha espada presa na correia em

minhas costas. Eu apenas tive tempo para encontrar os olhos do meu melhor amigo antes de

começar a ir para a direção onde a sensação estava vindo.

Todos os vampiros tinham sentidos exaltados, capacidade extrema de cura e força.

Todos nós guerreiros também tínhamos um dom especial, algo que nós nascemos, e os dons

eram muito diferentes.

O meu era a capacidade de dizer quando existiam Zakasacs por perto. Eu tinha um

sentimento que subiu em minha espinha como uma vibração. Podia ser comparada a forma de

como os pelos em seu braço ou o cabelo da nuca arrepiam quando você sabe que existe perigo

ao redor de você. Mas para mim, era mais exato. Todos os guerreiros sabiam sobre o meu dom,

então eles até não questionaram por que eu corri. Eles só seguiram. Quanto mais forte a

sensação mais rápido eu corria. Se os Zakasacs estavam pertos, Alexander estava perto.

Depois de alguns quilômetros de corrida eu vi para onde estava indo. Parecia uma

cabana de caça velha, abandonada. Eu achei que este era o lugar que os Zakasacs estariam

porque todas as janelas estavam fechadas com tábuas. Nenhuma luz solar entrando.

“Dois e três vão pelo lado,” eu assobiei para que todos chegassem mais perto. Eu

dividi os vinte de nós em quatro equipes de cinco. “Equipe quatro tome a parte de trás e nós

entramos pela frente. Vamos lá agora.”

Eu vi as equipes diferentes mantendo o ritmo em torno da cabana e na frente de nós.

Minha equipe diminuiu a velocidade assim nós poderíamos entrar e ter as outras equipes

batendo na cabana logo após. Matteo, Dean, Shane e Kevin estavam logo atrás de mim quando

eu estourei a porta da frente. O que eu vi me fez ver vermelho, literalmente.

Existiam três Zakasacs bebendo de Alexander. Sem até pensar, eu corri até eles.

Balancei minha espada e decapitei dois deles. Eles estavam bebendo dos pulsos de Alexander,

ajoelhando-se na frente dele.

65
Ambos pararam de beber e olharam para cima quando nós estouramos a porta, então

eu tive uma chance clara contra suas cabeças sem perigo de ferir Alexander.

O terceiro saltou sobre mim. Eu deixei-o cair sobre minha espada e então levantei para

o teto.

Ele caiu em duas partes antes de me ajoelhar na frente de Alexander. Eu ouvi alguns

lutando ao meu redor, mas nenhum deles me importava, só ele.

“Alexander, é Dimitri,” eu disse quando coloquei a espada no lugar e embalei seu

rosto em minhas mãos. “Fale comigo Alexander.”

“Dimika? É realmente você?” Ele perguntou baixinho enquanto sorria largamente. “Eu

sabia que você viria por mim, Dimika.”

“MÉDICO!” Eu girei minha cabeça e gritei, “eu preciso de um maldito médico aqui!”

“Eu estou bem, Dimika. Só cansado, muito cansado,” Alexander disse suavemente

quando levantou uma mão para tocar em minhas mãos em seu rosto. O esforço que levou era

evidente, ele não teve força para fazer isto. “Só me segure meu amor, meu Dimika.”

“Não, não durma. Maldito lute!” Eu disse em voz alta, batendo em seu rosto para

mantê-lo consciente. Eu o puxei contra meu corpo e o abracei ferozmente. “Não me deixe

Alexander, por favor, fique comigo, eu amo você. Você não pode me deixar assim. MÉDICO!”

“Dimitri, deixe-o ir,” alguém disse, mas eu mal podia ouvi-lo. Eu estava segurando

Alexander, tentando fazer com que ele vivesse. Eu estava nos balançando para frente e para

trás lágrimas derramando abaixo pelo meu rosto. “Dimitri, é Sam, deixe-o. Eu preciso

examiná-lo.”

“Sam?” Eu perguntei confuso antes de virar e olhar. Então me bateu, Sam era médico.

Imediatamente eu soltei Alexander nos braços do Sam. Eu saí do caminho para que os outros

médicos pudessem chegar até ele.

66
“Certo, vamos levá-lo,” Sam disse quando dois deles pegaram e levantaram Alexander.

Eu os segui cegamente para fora e vi que alguém tinha ido buscar um dos SUV enquanto eu

estava pirando. “Dimitri, suba e segure-o firme.”

Eu movimentei a cabeça para Sam e subi no banco de trás.

Eles me deram Alexander e eu o agarrei debaixo dos ombros e o puxei para trás do

banco comigo. Sam subiu depois de nós, para que Alexander ficasse no meio. Ele estava

ocupado tentando colocar uma IV em Alexander, mas eu estava muito focado em mantê-lo

acordado.

“Olhe para mim, bebê,” eu falei tentando manter a calma.

“Alexander, fique comigo, certo?”

“Eu estou sempre com você, Dimika,” ele respondeu quando tentou arquear-se para

me beijar. Alexander não estava forte o suficiente agora e eu não tive nenhum problema de me

inclinar e tocar gentilmente os meus lábios nos seus. “Isso foi melhor do que eu sonhei.”

“Você pode ter tantos beijos que você quiser, sempre que você quiser Alexander,” eu

sussurrei, ainda chorando.

“Só não me deixe. Eu preciso de você.”

“Como eu preciso de você,” Alexander respondeu quando ele começou a desmaiar.

“Eu dei a ele algo para dormir, Dimitri,” Sam disse, tendo visto minha preocupação.

“Eu estou lhe dando sangue, para abastecê-lo. Mas ele não precisa estar acordado para receber.

E essas mordidas devem doer como uma filha da puta.”

“Quando nós...” eu comecei a perguntar, mas percebi que o SUV já estava movendo-se

em alta velocidade. Eu olhei para frente e vi que Matteo estava dirigindo como se tivessemos

centenas de Zakasacs em nossa bunda. Eu tinha estado tão focado em Alexander que eu faltei

com meus amigos em assumir o comando de nos levar para cassa, porra. Bem, é para isso que

servem os amigos eu acho. Voltando para Alexander, eu corri minhas mãos por seu rosto de

cima a abaixo amorosamente.

67
Ele estava seguro. Ele estava vivo. Nada mais importava qualquer outra coisa nós

poderíamos descobrir.

*****
“Dimitri, o que você está fazendo aqui?” Eu ouvi alguém perguntar. Eu esfreguei

meus olhos, e então me sentei como um tiro.

“Alexander, você está acordado,” eu disse, movendo-se em direção a ele. Eu adormeci

na cadeira próxima a sua cama na clínica. Todo mundo estava me dizendo que ele estava bem,

e que eu podia partir. Mas eu não podia. Eu tinha que ficar até que eu visse que ele ficaria bem.

“Sim, eu estou bem, Dimitri,” ele respondeu revirando os seus olhos.

“O que você está fazendo aqui?”

“Certificando-me que você está bem” eu respondi, começando a ficar confuso. “Eles

disseram que você iria ficar bem, mas eu queria estar aqui quando você acordasse.”

“Por quê?” Alexander perguntou levantando uma sobrancelha. E uma palavra disse

tanto pra mim.

“Você não lembra o que disse a mim depois que nós salvamos você, não é?”

“Eu estava sofrendo por causa das várias mordidas de Zakasac, e uma importante

perda de sangue,” Alexander respondeu sorrindo. “Eu estou certo que eu disse algumas coisas

maravilhosas. O que? Eu disse a você que eu te amava ou algo estúpido?”

“Não, claro que não,” eu respondi, sentindo-me frio. Eu baixei a mão que estava quase

o tocando de lado. “Eu estou contente que você esteja melhor.”

Eu virei e sai correndo do quarto.

“Dimitri...” Matteo disse e tentou agarrar meu braço quando passei por ele no

corredor. Sai do seu alcance e balancei minha cabeça. Eu não conseguia falar direito, então,

doía muito.

Agora eu sabia a verdade.

68
Não importava quanto eu queria Alexander, ele nunca me amaria, me quereria. E por

mais que eu tentasse tudo no mundo, nada me faria apagar o fato de que eu o amava, não

importava quantas vezes ele me machucasse.

69
Capítulo Seis

Os próximos dias eu me mantive completamente na minha. Eu fui ensinar meus

alunos, mas diferente disso, fiquei só em meu quarto e recusei-me a abrir a porta. Eu não

comia ou dormia. Também, não fui ver Rune. Enquanto ele poderia não se importar por eu

estar o usando, eu sim. Eu não o queria, eu queria Alexander. E isso nunca iria acontecer assim

eu estava resignado a uma vida solitária.

Eu estava recebendo muitos olhares e cochichos sobre os Zakasacs que eu matei. Todo

mundo estava tão impressionado que eu matei três deles antes de quaisquer outros guerreiros

entrarem pela porta. Levou vários deles para matar os outros dois que estavam lá. Eu perdi

essa parte da missão por estar focado em Alexander. E eu realmente não dava uma merda por

ter impressionado as pessoas. Eu fiz isto sem pensar, porque vi eles machucando o homem

que eu amava.

A equipe de varredura que ficou para trás depois que eu parti com Alexander,

encontraram alguns planos. Existiam planos detalhados para sequestrar um guerreiro de cada

acampamento no mundo inteiro. O inimigo estava se organizando e se unindo, algo que nós

nunca vimos antes. Zakasacs eram criaturas muito solitárias, vivendo apenas em pequenos

grupos. E mesmo esses não continham mais de três ou quatro membros.

Os planos e detalhes que encontramos mostravam dezenas e dezenas deles se

agrupando, e todos com o mesmo objetivo. Eliminar os Conselheiros e todos os guerreiros que

eles pudessem ter em suas mãos. Até aqueles em pré-transição.

Os relatórios já estavam vindo de outros acampamentos de guerreiros e conselhos,

sobre o estrago já feito. E para eles terem organizado um ataque mundial nesta magnitude...

Nós não estávamos lidando com Zakasacs velhos.

70
Esta era uma nova geração de inimigo. Uma com liderança e metas que ultrapassava

apenas a morte e destruição.

Alexander tinha sido interrogado pelo conselho assim que ele se recuperou. Ele

acabou descobrindo com os Zakasacs e não dando nada do que eles queriam. Não só o

conselho ficou completamente impressionado, como também pareceu alimentar sua condição

lendária.

No quarto dia depois da minha conversa com Alexander na clínica eu recebi um

bilhete de Matteo. Ele tinha algumas perguntas sobre o cronograma de treinamento e

realmente precisava falar comigo.

Eu sabia que era mais do que isto, ele provavelmente queria verificar se eu ainda não

tinha perdido minha mente. Mas de qualquer modo eu simplesmente não iria ignorá-lo.

“Eu não sei sobre o que você está falando,” eu ouvi Alexander rosnar quando eu

cheguei até o escritório de Matteo na instalação de treinamento.

“Não minta pra mim, Alexander,” Matteo respondeu. “Você conhece meu dom.”

“Nós não temos permissão para usar nosso dom um com o outro,” Alexander zombou.

“Além disso, você ainda está errado, você simplesmente não sabe como usar o seu dom.”

“Touro fodido de merda, Alexander!” Matteo gritou. “E eu não posso desligar meu

dom. Eu vejo a aura das pessoas. Toda vez que alguém mente para mim, ela se ilumina como

uma fodida arvore de natal. Você o ama! Por que você não pode admitir isso pra você mesmo

e pra ele? Você poderia ser feliz. Dimitri faria qualquer coisa por você, por que negar que você

o ama?”

“Basta,” eu gritei enquanto entrava na sala.

“Dimitri, eu somente estava...” Matteo começou a dizer.

“Exatamente o que, Matteo?” Eu rosnei, “Tentando obrigar Alexander a admitir que

ele me ama quando você me pediu para vir aqui agora mesmo? Então o que, seu esquema

principal falhou. Ele não me ama, caralho, eu até acho que ele não gosta de mim nem como

71
pessoa. Eu não pedi sua ajuda, eu não quero sua ajuda, Matteo. Só fique de fora e deixe isso

quieto. Ele não me quer, e eu vou eventualmente encontrar alguém que me faça feliz!”

Eu não me aborreci em esperar por alguém me responder, eu apenas me virei e sai do

escritório. Eu estava no corredor quando senti uma mão agarrar meu ombro. Ele me virou e eu

estava pronto para gritar com Matteo mais um pouco. Mas ele não era Matteo, era Alexander.

E em vez de gritar... Eu ofeguei quando ele me empurrou duro contra a parede, e me beijou.

Seus lábios eram tão macios como eu me lembrava. Não foi um beijinho suave naquele

momento. Em vez disso, era exigente e cheio de calor. Alexander empurrou seu corpo contra

o meu e envolveu seus braços ao redor de minha cintura. Eu alegremente me rendi para o

beijo. Eu senti sua língua correndo em meus lábios, me dizendo para abrir para ele. Sua língua

sentia-se como um céu em minha boca. Meus braços encontram seu caminho em volta do seu

pescoço, puxando-o para muito mais perto de mim. Eu amei o modo que a linha do seu corpo

estava contra o meu. Eu me derreti quando eu percebi que seu pênis estava duro e

pressionando contra minha coxa. Seu pênis estava realmente duro por mim? Só por me beijar?

“Eu não posso lutar mais,” Alexander silvou contra meus lábios e enfiou a mão dentro

do meu short e começou a acariciar meu pau. “Eu não posso ver você com outro, Dimika. Você

é meu.”

“Sim, oh deus, sim, Alexander,” eu gemi enquanto ele me acariciava mais rápido. Eu

me transformei em uma pilha de gosma cheia de luxúria quando ele começou a lamber minha

mandíbula.

“Diga-me, Dimika,” ele rosnou em meu ouvido. “Admita que você é meu e que você

nunca tocará em outro homem.”

“Eu sou seu, Alexander,” eu silvei enquanto ele mordiscava minha orelha. Parecia que

eu realmente gostava disto. Entre Alexander tocando meu pênis, eu sentindo seu pênis duro

pressionando contra minha perna, e ele mordiscando minha orelha estava me sobrecarregando

72
de sensações. Senti minhas bolas apertarem e meu clímax começou a vir. Eu gritei minha

liberação, “Eu amo você, Alexander.”

Eu tinha começado a gozar por toda parte em sua mão quando ele afundou suas

presas em meu pescoço. Enviando ao meu pênis uma nova sobrecarga, explodindo quando

meus joelhos cederam. Alexander me segurou em cima e bebeu do meu pescoço. Meu cérebro

não podia nem processar o que estava acontecendo.

“Não!” Ele levantou sua cabeça, gritando, e deixou-me ir.

Eu caí para o chão em um monte e assisti Alexander afundar de quatro e vomitar. Ele

vomitou meu sangue, e continuou vomitando. “Eu posso desfazer isto.”

“Não se preocupe, Alexander, eu já estou morto,” eu disse quando me levantei.

“Não, Dimitri,” ele disse, estendendo a mão para mim, entretanto virando-se para

vomitar um pouco mais. Eu comecei a me afastar pelo corredor com as pernas trêmulas. Eu

não podia assistir isto.

A ideia de estar acasalada comigo era tão horrível para Alexander que estava fazendo

que ele vomitasse meu sangue antes mesmo do acasalamento completar.

Eu mantive a caminhada para trás até que bati na porta lateral que levava para fora.

Eu abri, girei e corri. A princípio eu estava meio correndo, meio mancando, até minhas pernas

se sentirem mais fortes. Enquanto eu fazia isto até o portão principal do acampamento eu já

estava correndo em uma corrida de curta distância.

Alexander não me queria, mas ele não acabou de dizer que não queria que eu tivesse

qualquer outro. Por que ele me odiava tanto?

O que eu fiz para merecer esta tortura?

“Dimitri, volte, deixe-me explicar,” Alexander disse em minha cabeça. Acho que isso

respondia a pergunta sobre se o vinculo do acasalamento se realizou ou não. Bem isso era um

desperdício do meu sangue. Eu não podia responder, entretanto, ainda que eu quisesse.

73
Tecnicamente, ele se acasalou comigo. Eu não o mordi, ou me acasalei com ele. Então ele podia

falar em minha cabeça, mas eu não podia responder na sua.

Era uma sensação nova e desconcertante para mim, ouvir a voz de outra pessoa em

minha cabeça. O dia que um vampiro se acasalava deveria ser um dos dias mais felizes de sua

vida.

Em vez disso eu estava fugindo dele, sabendo que iria me matar, mas nada importava.

Depois que um vampiro se acasalava, ele tinha que ser mordido por seu companheiro

regularmente. Eu nunca realmente entendi a ciência disto, algo sobre nossa composição

genética. Uma vez que você foi mordido e acasalado, você precisava das presas de seu

companheiro, a substância que exalava nos mantinha vivo. Era a mesma composição de nossa

saliva que ajudava a curar os ferimentos, mas quando estavam acasalados nossos corpos

começavam a desejar isto. Acasalado a Alexander, a mordida dele era importante para minha

saúde como comida e sangue.

Eu não me importava. Eu queria morrer logo em seguida. Como eu podia viver

sabendo que Alexander tinha acabado de se acasalar comigo e foi tão terrível que ele tentou

parar? Por que ele me mordeu em primeiro lugar?

“Por favor, Dimika, volte para mim. Eu tenho que explicar para você. Não fuja de mim para

sua morte,” ele disse em minha cabeça. Se eu não conhecesse bem, eu teria achado que

Alexander soava assustado. Mas porque ele ficaria assustado? Eu era o único que iria morrer.

“Cale-se!” Eu gritei alto pra ninguém, sabendo que isto não fazia diferença. “Só cale a

boca e saia da minha cabeça!”

Até então eu já estava a quilômetros de distância do acampamento, ninguém estava ao

meu redor para ouvir meu grito. Não que eu me importasse se todo mundo me ouvisse e

pensassem que eu tinha perdido minha mente. Eu tinha. Alexander finalmente me rachou.

Será que as pessoas loucas sabem que eram loucos?

74
Esse pensamento me levou a finalmente parar de correr e rir. E eu sabia que não era

uma boa risada. Eu ri como um maluco com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Caindo de

joelhos eu comecei a bater meus punhos no chão, o tempo todo ainda rindo e chorando. Sim,

eu tinha perdido minha mente.

Infelizmente não havia qualquer asilo para vampiros loucos. Se nos tornamos loucos o

conselho envia guerreiros para nos matar.

Isso me deixava com duas escolhas: A morte por um guerreiro porque eu perdi minha

mente, ou uma morte lenta porque Alexander não estaria me mordendo de maneira regular,

eu iria sentir como se estivesse morrendo de fome. Porcaria, preciso amar estas opções!

*****
Eu tinha andado um par de dias antes de finalmente entrar em colapso por exaustão.

Eu estava certo que eu ainda estava indo na direção original em que comecei. Entretanto

novamente, eu estava tão doido que eu ficava surpreso de não estar vendo elefantes rosas

dançarem em minha frente. Não lamentando, mas eu estava cansado de dois dias seguidos

caminhando ou correndo, sedento por falta de sangue entre a necessidade normal de beber e a

que Alexander tirou de mim, e faminto por comida.

Para não mencionar o fato que eu estava pronto para atirar na minha cabeça, só para

parar de ouvir a voz de Alexander correndo em minha mente. Adicionado a tudo isso, meus

músculos estavam enfraquecendo pela necessidade de sentir a mordida do meu companheiro

e a substância química que enviava para o meu corpo.

Alexander constantemente estava falando comigo em minha cabeça, mas ele nunca

disse o que eu precisava ouvir para virar e voltar para casa. Oh certo, ele dizia que estava

preocupado comigo.

75
Mas ele nunca disse aquelas três pequenas palavras... Eu te amo. Então eu ainda estava

escolhendo morrer do que viver uma vida vazia, onde ele era meu companheiro. Um

companheiro que não me amava ou não me queria.

Não foi até que eu comecei a ver coisas que eu realmente comecei a ficar preocupado.

Lá eu estava sentado no chão, encostado em uma árvore, escutando a voz de Alexander em

minha cabeça, quando eu o vi. Não apenas Alexander, Matteo e alguns outros dos meus

amigos também.

“Aqui,” Matteo gritou e correu em minha direção.

“Dimitri, você pode me ouvir?”

“Você não é real,” eu respondi quando ele chegou perto de mim. Eu tentei afastá-lo,

mas eu estava muito fraco. Ele se sentia sólido e real. Eu queria acreditar que meu melhor

amigo estava realmente lá, mas eu sabia em meu coração que era só minha mente jogando

comigo.

Alexander se ajoelhou em minha frente, tomando meu rosto em suas mãos. “Dimika,

você está bem?”

“Não, eu não estou bem,” eu solucei tentando afastar a miragem de Alexander. “Você

não me ama, você odeia estar acasalado comigo. Inferno, você não está nem mesmo aqui,

caralho. Você fala, fala, fala em minha cabeça e eu só quero parar isto. Eu odeio você por fazer

isso a mim! Você me tortura e me provoca, não me querendo, mas não querendo que eu tenha

qualquer outro. Você me empurrou até que eu me transformei nesta bagunça patética,

chorando por você.”

“Eu sei Dimitri,” Alexander respondeu movimentando a cabeça enquanto lágrimas

corriam pelo seu rosto. “Eu sei que você nunca vai poder me perdoar, e eu nunca me

perdoarei. Mas eu não deixarei você morrer, então você só terá que adicionar isto a sua lista de

meus pecados.”

76
“O que...?” eu comecei a perguntar, inclinando minha cabeça de lado para perguntar,

para olhar para ele, quando ele me atingiu. Ele foi como um rápido relâmpago, afundando

suas presas na lateral do meu pescoço exposto. Meu gemido era na verdade um meio protesto,

eu queria ser deixado só para morrer e não ter que sentir a dor de sua rejeição mais. A outra

metade do meu gemido era puro êxtase. Meu pênis inchou e explodiu, segundos mais tarde,

dando a mim um dos mais poderosos orgasmos da minha vida só com sua mordida.

Eu assisti ofuscado quando Alexander se afastou de mim e sentou sobre seus

calcanhares. Nós nunca paramos de olhar um para o outro, até quando Matteo veio entre nós e

colocou uma bolsa de sangue sobre minhas presas. Ele moveu minhas mãos de forma que eu

segurava a bolsa, mas eu estava muito fraco para segurar isto até minha boca. Alexander

depressa pegou uma das minhas mãos na sua, ajudando-me a manter o sangue na minha boca.

Sua outra mão começou acariciar meu cabelo enquanto ele sussurrava algo em russo.

Uma vez que a primeira bolsa de sangue foi esvaziada, Matteo trocou para a segunda,

depois uma terceira. Até o momento que eu estava bebendo eu parei de contar quantas bolsas

de sangue eu tinha bebido. Eu tive essa sensação de estar muito cheio, como quando você bebe

muita água e quase sente mexer em seu estômago.

Alexander ficou de pé e me pegou em seus braços como se eu não pesasse nada. Foi

impressionante desde que eu pesava muito mais do que ele e era centímetros mais alto

também.

“Isto é real, não é?” Eu perguntei procurando seu rosto.

Alexander apenas assentiu, ainda olhando angustiado com a minha aparência.

“Então me coloque no chão,” eu disse tão severamente quanto eu podia. “Eu não

quero que você me toque nunca mais.”

“Não,” ele respondeu agitando sua cabeça. “Eu não vou, eu gosto de sentir você em

meus braços. E se eu colocá-lo nestas condições, não adiantará. Além disso, eu terei que te

morder em poucos dias para você viver, Dimika. E você viverá.”

77
Eu comecei a chorar novamente, meu corpo inteiro tremia em seus braços. “Eu não

quero viver, só deixe-me morrer.”

“Não!” Ele rosnou ferozmente enquanto se movia até o SUV, que eu até não tinha

notado. Ele me ergueu e me colocou no banco como se eu fosse uma criança pequena.

“Eu odeio você,” eu repeti entre meus ataques de choro.

“Eu sei Dimika.”

“Pare de me chamar assim,” eu gemi. “Machuca demais, ouvir.”

Ele procurou em meu rosto por alguns instantes antes de concordar com a cabeça.

“Como você desejar, Dimitri, mas eu ainda não deixarei você morrer.”

“Você não pode fazer-me viver, Alexander.”

Um sorriso quase maligno surgiu em seu rosto, “Você ficaria surpreso com o que eu

posso fazer a alguém.”

“Tudo bem, eu admito que você possa me fazer viver,” eu respondi, ainda tentando

afastar-se dele. “Mas até você não pode me fazer querer viver.”

“Eu gastarei o resto da minha vida, tentando mudar isto,” ele suavemente disse,

chegando para tocar em meu rosto.

Seu braço caiu de lado quando eu me afastei dele.

“Sim, e eu tenho certeza que você mudará de ideia sobre isso em mais alguns

minutos,” Matteo murmurou do banco da frente do SUV. “Machucando meu amigo ainda

mais e causando tanta dor quanto à destruição em seu viver.”

Nós dois giramos e olhamos para Matteo, mudos.

Ele nos ignorou e ligou o carro.

Eu tomei a liderança e ignorei Alexander, encostando bem do lado e na janela.

Fechando meus olhos eu amaldiçoei que isto estivesse realmente acontecendo. Eu não pensei

que qualquer versão entre céu ou inferno levantaria onde minha vida parou e apenas

continuar a partir dali.

78
Capítulo Sete

Acordei acorrentado a uma cama na clinica. Como qualquer um, ao perceber que está

preso minha reação inicial foi lutar. Eu tentei por vários minutos, finalmente desistindo e

girando minha cabeça quando eu ouvi a porta sendo aberta.

“Eu queria estar aqui quando você acordasse,” Alexander disse, caminhando até

minha cama. “Eu sinto muito por estar atrasado. E não se aborreça lutando contra as correntes,

você não poderá sair.”

“Por que estou acorrentado?” Eu rosnei, ainda tentando me soltar embora soubesse

que não podia.

“Elas estarão ai até que nós saibamos com certeza que você não vai ser um perigo para

si mesmo,” ele respondeu, estendendo a mão para me tocar.

Eu girei e tentei morder sua mão, mas ele saiu do caminho muito depressa. “Eu não

estou tentando machucar você, Dimitri.”

“Eu não quero que você me toque, tocar machuca.”

“Não fisicamente,” Alexander disse, agitando sua cabeça.

“O meu toque não lhe traz dor.”

“Dói meu coração,” eu respondi, afastando dele quando as lágrimas começaram correr

pelo meu rosto. “Só deixe-me sozinho.”

“Eu não posso, Dimitri. Você é meu companheiro.”

“Não, eu não sou,” eu murmurei ainda não olhando para ele.

“Companheiros são queridos, companheiros são amados. Os companheiros não

vomitam o sangue da pessoa que eles morderam para tentar desfazer o acasalamento.”

“Eu não fiz aquilo porque não te quero,” Alexander respondeu quando tocou em

minha cabeça. Eu fechei meus olhos, amando o sentir me tocando. Não importa quanto eu o

79
odiava naquele momento, eu ainda o amava. Bom e confuso para mim. “Eu fiz isto porque eu

não quero que você fique preso e amarrado a mim.”

“O que? Isso não faz sentido nenhum, porra!”

“Você merece um companheiro melhor que eu jamais poderei ser,” ele disse

calmamente, ainda correndo seus dedos por meu cabelo. “Eu não sei como ser mais suave,

amoroso, ou até como estar perto de alguém. Eu nunca tenho. Fui egoísta ao me ligar a você.

Eu nunca quis qualquer coisa ou alguém tanto como eu quero você Dimitri. Eu sempre quis. E

era tão fácil de ignorar enquanto eu não sabia que você sentia o mesmo...”

“Pare com isto, Alexander!” Matteo gritou quando entrou no quarto. “O deixe sozinho.

Você já não fez o suficiente?”

“Matteo, tudo bem,” eu disse, virando para olhar para ele.

“Não, não está tudo bem. Eu estou cansado de vê-lo colocar através do toque. Ele

muito bem joga merda cada vez que ele abre a boca, provavelmente seria menos doloroso para

você.”

“Isto não é sua preocupação, Matteo,” Alexander rosnou.

“O caralho que não é” ele rosnou atrás. “Aqui é como isto vai ser; Você não conversa

com Dimitri a menos que ele busque por você. A cada dois dias você nos encontrará em meu

escritório e morderá Dimitri assim este acasalamento não o machucará. Ou então, Deus me

ajude Alexander, mas eu matarei você. E eu não estou falando de uma morte justa, desafiada.

Quero dizer: matar-você-em-seu-sono, morte por vingança do mal.”

“Só porque você sabe que não pode ser melhor que eu em um desafio real.”

“Não me diga,” Matteo riu. “É por isso que eu estou ameaçando matar você em seu

sono.”

“Não existe nenhuma honra em você,” Alexander rosnou.

“Não quando se trata de meus amigos. Eu não vou permitir que você siga-o

machucando, não importa que custe minha honra no processo.”

80
“Basta,” eu gritei, conseguindo a atenção dos dois para mim. “Eu gosto do plano do

Matteo, mas não mais ameaças entre um ou outro.”

A mandíbula de Alexander quase bateu o chão, mas depois de alguns momentos ele se

recuperou. “Se é isso que você deseja Dimitri. Eu te verei amanhã depois das aulas no

escritório de Matteo.”

“Tudo bem, até lá então,” eu respondi e forcei-me olhar para longe dele. “No

momento, por favor, deixe-me com meu amigo.”

“Ele se foi,” disse Matteo um minuto depois. “Vai ficar tudo bem.”

Comecei a chorar quando ele veio e se sentou na cama e pôs seus braços ao redor de

mim. “Não, realmente não vai ficar tudo bem. Eu estou acasalado com um homem que não me

quer, não me ama, e está preso a mim pela eternidade.”

“Ele ama você, eu posso ver em sua aura. Alexander é só uma merda quando se trata

de mostrar seus sentimentos.”

“Sim, o que seja Matteo.”

“Olhe, eu quero te tirar destas correntes,” Matteo disse calmamente. “Mas você tem

que me prometer não mais tentar se matar.”

“Eu não tentei me matar...” Eu murmurei debilmente.

“Fugindo sabendo que você poderia morrer é quase a mesma coisa maldição. Você

sabe que eu estou certo e você está apenas enrolando.”

“Tudo bem, você está certo,” eu respondi a contragosto. “Eu não vou me matar e

deixarei Alexander me morder para permanecer vivo.”

“Bom,” disse Matteo, levantando uma sobrancelha e olhando meu rosto. Depois de

um minuto, o exame que ele fez pareceu o acalmar. Ele começou a destrancar e tirar as

correntes de mim.

“Graças a Deus,” eu gemi depois que elas realmente se foram.

“Eu posso ir para minha própria cama e dormir um pouco?”

81
“Sim, Dimitri, você não é um prisioneiro,” Matteo disse quando me ajudou a ficar em

pé. “Isso foi ideia do Alexander. Eu confio em você e se você diz que não tentará se matar, eu

acredito em você.”

“Obrigado, cara,” eu respondi, dando a ele metade de um abraço uma vez que ele me

tirava da cama. Eu mantive meu braço ao redor de seus ombros, porque enquanto eu me

reabasteci de sangue e Alexander me mordeu, eu ainda não tinha comido nada em dias.

Enquanto fazíamos o caminho para meu quarto eu tentei ignorar os olhares fixos de

outras pessoas. Eu estou certo que os rumores do que aconteceu estavam correndo como

correnteza. Os guerreiros não deixam o acampamento. Eu não conseguia nem lembrar de uma

única instância quando alguém foi a AWOL2. Até mais raro, guerreiros sendo acasalado um

com o outro. Os vampiros não eram necessariamente conhecidos por serem homofóbicos, era

mais que os guerreiros davam um tempo em seu serviço e então procurava por seus

companheiros.

Quando nós chegamos a meu quarto havia comida esperando por mim. Cheirava

grande. Matteo ajudou que eu comesse e me limpasse. Cerca de uma hora mais tarde eu estava

cheio e limpo, e deitado na cama. Minha cabeça bateu no travesseiro e eu apaguei. Eu até não

ouvi Matteo partir.

*****
Eu estava tendo o melhor sonho de sempre. Alguém estava acariciando meu pênis e

beijando meu pescoço. Eu tremia da dupla sensação de prazer e soltei um gemido.

“É isso ai, Dimitri,” Alexander sussurrou em meu ouvido.

“Só aprecie, meu companheiro.”

2
AWOL é um acrônimo para “ausente sem licença” ou “ausente sem licença oficial”.

82
“Não... O que?” Eu perguntei abrindo meus olhos e virando para olhar nos olhos de

Alexander. Isto não era um sonho. Eu abaixei a mão e agarrei o pulso da mão que estava

tocando em meu pênis. “Deixe-me ir.”

“Eu só queria...”

“Eu não me importo,” eu silvei, quando ele soltou meu pau. Uma vez que ele fez, eu

movi meu aperto do seu pulso. Em um movimento rápido eu o lancei através do meu quarto.

Eu estava fora da cama e encima dele antes que ele pudesse até mesmo sentar. Quando eu

percebi o que estava fazendo; eu estava dando socos no rosto do meu companheiro.

Tão depressa quanto comecei, eu parei. Correndo longe de Alexander e seu rosto

agora sangrando, eu me sentei no chão, puxei meus joelhos para meu tórax, e comecei a tremer.

“Eu sinto muito, eu sinto muito,” eu soluçava mais e mais entre lágrimas e gritos

vindo de dentro de mim.

“Eu mereci tudo isso e muito mais,” Alexander respondeu quando rastejou em minha

direção. Eu sabia que seu rosto já estava começando a curar desde que as células dos vampiros

se regeneravam muito rapidamente.

“Eu lhe pedi para me deixar em paz, Matteo disse que você me deixasse em paz. Por

que você não respeita minha vontade? Mesmo depois de tudo que aconteceu, você não pode

me dar algum tempo? Eu acordei com você tocando em meu pênis. Você sabe que eu não

queria que você me tocasse. Em nenhum lugar.”

“Eu estava só tentando mostrar a você que eu te quero,” ele disse com tristeza. Eu

finalmente olhei para ele, e ele parecia realmente perturbado. “Eu pensei que se eu pudesse

mostrar a você como verdadeiramente me sinto você não estaria tão chateado. Ou rejeitasse

meus avanços.”

“Tudo que você me mostrou é que você não se importa o suficiente para respeitar a

minha vontade,” eu respondi, começando a chorar novamente. “E sendo atraído para mim, ou

83
mostrando que você está ligado, não é o mesmo que eu saber que você me ama e que

realmente me quer como seu companheiro.”

“Como posso te mostrar isso?”

“Eu não posso lhe dar essa resposta,” eu disse, agitando minha cabeça e me afastando

dele quando ele ficou muito perto. “Ainda que eu soubesse qual a resposta, isso é algo que

você tem que compreender por si mesmo.”

“Você agora entende por que tentei cortar o vinculo antes de começar? Eu não sei

como estar com alguém. O amor realmente não conquista tudo, Dimitri.”

“Eu não sei como qualquer um,” eu respondi passando meus dedos pela testa quando

a dor de cabeça começou a se formar ali. “Mas eu sei melhor do que ignorar os desejos da

outra pessoa. Você quebrou qualquer confiança que eu tinha em você.”

“Eu até não acredito que você me queira para uma boa foda, muito menos para um

companheiro para toda vida. Aonde nós vamos a partir daqui, Alexander, eu não tenho uma

fodida pista.”

“Eu sinto muito, Dimitri,” ele disse quando começou a ficar de pé.

Ele tentou esconder, mas eu vi as lágrimas escorrendo pelo seu rosto enquanto ele

caminhava para a porta.

“Você sempre sente muito, Alexander. Mas na verdade nunca conserta nada, não é?”

“Não, parece que não,” ele respondeu quando partiu, fechando a porta suavemente

atrás dele. Eu fiquei lá sentado durante algum tempo, vendo a porta agora fechada como se eu

fosse encontrar as respostas lá.

Levou um tempo até que eu cai na real. Eu olhei para o relógio e percebi que tinha que

pegar minha bunda em movimento para chegar a tempo na sala de aula. Num instante eu

estava vestido e saindo pela porta, correndo até o ginásio. Uma vez lá eu abri a porta e entrei

no ginásio, movimentando a cabeça para os outros instrutores. Claro, Matteo e Yuri estavam lá,

84
ainda que eles não estivessem programados para estarem. Eu dei a eles um grande sorriso

para que soubessem que eu apreciava o respaldo de hoje.

“Ele ainda está autorizado a ensinar depois de sofrer um colapso e ir embora?” Eu

ouvi um dos alunos perguntam em um sussurro falso. Mesmo sem ter que olhar, eu sabia que

era Lance.

Ele seria o único estúpido e corajoso o suficiente para puxar aquele tipo de merda.

“Minha vida pessoal não tem nada a ver com meu ensino,” eu calmamente respondi,

tendo certeza que ele tinha todo o peso do meu olhar. “E isso realmente não é da fodida conta

do meu aluno, entendeu Lance?”

“Eu diria que isto está em debate,” ele riu olhando para seus amigos como se tivesse

feito a melhor piada do mundo. Peste.

“Eu quero dizer, agora que você sofreu um colapso, como podemos confiar que você

realmente nos ensinara o que nós precisamos saber?”

“Não é sua conta questionar...” Yuri começou a responder, mas eu levantei a mão para

silenciá-lo. Eu poderia estar emocionalmente frágil agora, mas eu ainda estava forte o

suficiente para lidar com Lance.

“Obrigado, Yuri, mas eu tenho isto,” eu disse sorrindo antes de voltar para Lance.

“Desde que você está tão preocupado Lance, venha aqui que eu vou lhe mortrar o porquê.”

“O que você vai fazer?” Lance perguntou de repente empalidecendo.

“Tirar suas dúvidas,” eu respondi inocentemente.

“Agora seu instrutor disse para que você descesse aqui, então mova sua bunda,

porra.”

“Sim, nós sabemos o quanto você gosta de bunda, não é?”

Lance riu enquanto fazia seu caminho das arquibancadas. Antes que eu pudesse

responder, Alexander estava erguendo o pré-transição do chão pelo pescoço. Foda-se! Eu até

não o tinha visto no ginásio.

85
“Alexander, deixe-o ir, eu tenho isto,” eu gritei em vão.

“Você nunca fale com um guerreiro assim, nunca,” Alexander rosnou no rosto de

Lance. “É com o meu companheiro que você está falando, e mesmo que você não respeite seus

instrutores, eu não permitirei que uma merda como você fale com ele desse jeito. Faço-me

perfeitamente claro?”

“Até você não pode me tocar,” Lance zombou de volta. “Você sabe quem são meus

pais. Isso me faz um-maldito-intocável.”

“Você não é seus pais. Ninguém aqui dá uma bunda de rato para quem seus pais são”

Alexander rosnou. “Todos nós viemos de famílias de guerreiros ou membro do conselho...”

“Dimitri não,” Lance sorriu como se ele tivesse esperado pela chance de lançar isso

sobre mim. “Ele não vem da nobreza ou guerreiros. Ele vem do nada.”

A réplica de Alexander chocou-me até a essência, “E olhe a que distância ele já chegou?

Ele não tem nem um século de idade e já é o número dois como melhor guerreiro de

acampamento do país, talvez até do mundo.” Ele fez uma pausa como se esperando que suas

palavras afundassem, então ainda segurando Lance com sua mão em torno do pescoço do

menino, ele girou para falar com o resto da classe.

“Ser um guerreiro não é sobre suas raízes, é sobre quem você é como pessoa. No

momento em que você deixou seus pais e atravessou os portões, você se torna seu próprio

dono. Nós estamos aqui para dar a vocês as ferramentas para se tornarem grandes guerreiros,

grandes homens. O que você escolhe fazer com as instruções que nós lhes damos é com vocês.

É sua escolha. Vocês podem ser como Nate, que está no topo de sua classe e já tem fila de

guerreiros o querendo no grupo depois de sua transição, ou você pode ser como Lance e rir de

seus professores e mostrar que você não tem nenhuma honra.”

“Eu tenho honra,” Lance cuspiu em Alexander.

“É mesmo?” Eu perguntei levantando uma sobrancelha e movendo-se para mais perto

dele, tentando sacudir o efeito que as palavras de Alexander fizeram em mim. “Então por que

86
você nos enganou na semana passada quando percorremos o percurso C do curso? Você pulou

alguns exercícios a cada passo do caminho.”

“Você não tem nenhuma prova disto!”

“Ele não precisa, ele tem outra testemunha,” Matteo respondeu para Lance movendo-

-se para ficar ao meu lado. “Eu vi também. Os eventos recentes adiaram nossa repreensão por

suas ações, mas eu acho que agora é o momento perfeito para tratar isto. Não é, Dimitri?”

“Eu acho,” eu disse, tentando não rir da cara perturbada de Lance. “E desde que você

e Alexander parecem se dar tão bem, eu penso que seu castigo devia ser alguns dias em seu

treinamento solo. Isto é, se você tiver algum tempo para dar alguns um contra um para Lance,

Alexander?”

Alexander girou para mim com aquele sorriso maligno em seu rosto, “Seria um prazer,

Dimitri.” Ele olhou novamente para Lance, tendo eliminado o olhar em seu rosto e se

transformado de volta em seu comportamento de cara normal. “Vá mudar seu uniforme, botas

e tudo, Lance.”

Lance tinha perdido toda a arrogância quando Alexander o colocou sobre seus pés.

Abaixando sua cabeça, ele foi para o vestiário sem dizer uma palavra.

“Para o resto de vocês,” eu disse em voz alta, dirigindo-se a classe. “Se não há

nenhuma outra objeção, vocês estarão correndo o percurso B com Matteo e Yuri.”

“Não, Senhor,” eles gritaram em voz alta, todos sorridentes. Parece que Lance

conseguiu pagar suas dívidas que fez em alguns de seus dias também. Eles saíram para o

vestiário em silêncio, com Matteo e Yuri movimentando a cabeça para mim antes de segui-los.

Que deixou Alexander e eu sozinhos no ginásio só com alguns outros instrutores. Como nós

olhávamos fixamente um ao outro, pareceu que eles receberam a dica e saíram.

Caminhei até Alexander e ele pareceu pensar que eu estava indo gritar com ele.

87
“Dimitri, eu sinto muito. Eu nem percebi o que eu estava fazendo até que eu já tinha

minha mão em volta do pescoço do menino. Eu sei que você é mais que capaz de lidar com

suas próprias lutas, é só que eu não podia deixá-lo lá e depreciar você.”

Em vez de gritar, eu envolvi minha mão em torno de seu pescoço e o puxei para mim.

Eu aproveitei-me de um suspiro de surpresa e deslizei minha língua em sua boca. O beijo era

quente, cheio de todas as emoções conflitante que ambos deviam estar sentindo. Eu senti suas

mãos moverem para minha cintura, tomando um momento para massagear-me lá, antes de

movê-las para minha bunda. As minhas foram ao redor de seu pescoço até que não existisse

nada entre nós.

Nós dois gememos e inclinamos para beijar ainda mais. Depois de mais alguns

momentos eu finalmente me afastei o suficiente para falar. “Isso foi um bom primeiro passo

para reconquistar minha confiança, Alexander.”

“Não foi por isso que eu fiz,” ele respondeu com sua voz baixa e rouca de tanto ofegar

e buscar respiração. “Eu não estava realmente pensando quando fiz isso. Eu só sabia que não

podia só ficar ali e o deixar falar merda sobre você assim.”

“Eu sei que não é por isso que você fez,” eu disse suavemente quando me inclinei para

lhe dar outro beijo rápido. “E é por isso que significou tanto para mim.”

“Eu gosto de você, Dimitri,” Alexander declarou, olhando para cima em direção ao

meu rosto e em busca dos meus olhos. Eu não tinha certeza o que ele estava procurando, um

sinal de meu perdão talvez?

“Talvez eu esteja começando a acreditar nisto,” eu respondi quando me afastei para

deixá-lo ir.

“Por favor, não ainda,” ele sussurrou. O olhar em seu rosto estava tão cheio de

necessidade. Eu não queria deixá-lo ir ainda. “Eu queria te segurar por tanto tempo, eu tenho

medo que isto seja minha única chance.”

88
“Eu não sei de qualquer forma,” eu respondi, respirando profundamente antes de

continuar. “Eu não posso apenas te perdoar, mas o que você fez, o que você disse, ajudou a

consertar meu coração partido. Mas está longe de ser fixado, você entende isso, certo?”

“Sim, eu entendo,” Alexander disse, movimentando a cabeça. “Eu posso te beijar um

pouco mais e então mordê-lo?”

“Não, eu não posso.”

“Qual é a parte que você não pode fazer Dimitri?”

“A combinação,” eu respondi começando a tremer. “Eu posso lidar com qualquer

outro beijo, ou você me mordendo. Mas os dois junto são muito íntimos para mim agora. Eu-

eu... Isso me faz... Bem, somente é...”

“Tudo bem. Tudo bem,” ele acalmou-me quando colocou sua mão sobre minha boca.

“Eu não posso dizer que entendo, mas você está tremendo. E assim não é como eu quero que

você esteja quando eu tocar em você. Eu prometo tentar não empurrar, Dimitri. Eu darei a

você o tempo que precisar.”

“Obrigado,” eu sussurrei quando beijei a mão sobre os meus lábios. Quando ele puxou

sua mão longe, eu me inclinei e pressionei meus lábios de volta nos dele. Não foi um beijo tão

longo como antes, mas era quase tão intimo. Não tinha o mesmo calor, ao invés era terno e

amoroso.

“Eu ainda o verei hoje no escritório de Matteo, mas tarde, certo?” Ele perguntou

quando nós quebramos o beijo e nos afastamos um do outro.

Eu simplesmente movimentei a cabeça, incapaz de falar ainda mais depois do que nós

compartilhamos. Dando um passo para trás eu virei e caminhei para o meu escritório.

“Dimitri?” Ele chamou e eu voltei até ele.

“Quando for a hora certa, e você estiver pronto... Eu quero que você me morda. Eu

verdadeiramente quero que sejamos companheiros em todos os sentidos da palavra.”

Eu não posso nem imaginar a imagem que eu fiz logo em seguida.

89
Tenho certeza que meu queixo caiu no chão. Balançando a cabeça, com minha boca

aberta, foi o único reconhecimento que eu poderia dar-lhe logo em seguida. Ele sorriu um

pouco e então se moveu para deixar o ginásio.

Eu fiquei lá, ainda em choque, e observei ele partir.

Ele queria que eu o mordesse? Uau. Quando o pensamento começou a afundar, eu

senti meus joelhos tremendo. Sentei-me nas arquibancadas antes de cair de bunda. Revirando

os acontecimentos em minha cabeça eu finalmente sorri. Eu tinha desistido da ideia de viver o

feliz para sempre, mas talvez ele não tivesse desistido de mim?

Fiquei em pé e fui para o meu escritório, eu percebi que eu não tinha perguntado para

Alexander o que ele estava fazendo no ginásio em primeiro lugar. Eu consegui minha resposta

quando abri a porta do meu escritório e vi a floricultura que agora estava lá.

Havia flores por toda parte. Todos os tipos e arranjos diferentes, tudo em vasos. E em

minha mesa havia um pequeno cartão branco. Abrindo eu li a mensagem.

Eu não sabia que tipo de flor que você gostava, então eu decidi escolher uma de cada tipo, assim

não teria jeito de você ficar sem a sua favorita. Eu sinto muito por toda dor que causei a você, mas eu não

posso sentir muito por você ser meu companheiro.

Alexander

Mais uma vez meu queixo quase caiu no chão, eu sentei lentamente em minha cadeira.

Eu devo ter ficado sentado ali por mais ou menos uma hora, apenas olhando ao redor do meu

escritório todas as lindas flores que ele tinha me dado.

90
Capítulo Oito

Nós nos encontramos no escritório do Matteo antes do jantar. Parte de mim queria

privacidade para o ato íntimo de Alexander me mordendo. Mas minha parte racional sabia

que precisávamos de Matteo lá como um pára-choque.

Matteo me encontrou horas antes em meu escritório, ainda olhando para minhas flores.

Ele pareceu ter a mesma reação que eu. Entretanto ele tinha um grande sorriso em seu rosto

depois que eu lhe entreguei o cartão e ele leu.

“Você está pronto para isto?” Matteo suavemente perguntou, trazendo-me de volta

para o presente.

“Não.”

“Eu sinto muito, mas você ainda tem que fazer.”

Eu balancei minha cabeça antes de falar, “Eu sei. Eu não quero morrer, mas você sabe

o que isto fará a mim. É duro agora mesmo, sabendo o quão vulnerável eu vou estar na frente

dele.”

“Isso me afeta tanto,” Alexander disse calmamente atrás de mim. Eu nem sequer virei,

mas eu definitivamente tinha certeza que Matteo entendeu o quão eu estava chateado com ele.

Eu só posso imagem o olhar em minha cara porque Matteo pareceu estar tendo um tempo

duro para não rir.

“O que, isto?” Eu perguntei, ainda não virando para enfrentar Alexander, nem mesmo

quando já tinha me acalmado.

“Sim. Morder meu companheiro e não poder tocá-lo da maneira que eu quero, rasga

meu coração para fora do meu peito. Sem mencionar que eu tenho que deixá-lo para cuidar do

tesão que você me dá.”

91
“Eu não posso acreditar que você acabou de dizer isso na frente do Matteo,” eu

ofeguei finalmente movendo-se em minha cadeira assim eu podia vê-lo. “Por que você se

expõe assim?”

“Porque eu não quero mais mentiras entre nós,” Alexander disse, olhando para o chão.

“Eu menti para você por tanto tempo. Eu menti todas as vezes que disse que eu não queria

você ou te amava.”

“Agora você está me dando uma chance de trabalhar para sermos realmente

companheiros. Eu não arriscarei dizendo mais mentiras.”

“Bom,” eu disse com uma voz trêmula. “Eu estou feliz que você esteja levando isso a

sério. Eu não vou lhe dar outra chance, Alexander.”

“Eu sei disso. Eu nem sequer acho que mereço está chance que você esta me dando,

agora.”

“Não você não merece,” Matteo murmurou debaixo de sua respiração.

Nós dois viramos para olhar para ele. Eu não tinha certeza do que o rosto de

Alexander mostrava, mas eu sabia que não era tudo tão amigável.

“Como você quer fazer isto?” Alexander perguntou, fazendo meu foco voltar para ele.

Você quer pela frente ou apenas que eu lhe morda por trás enquanto está sentado?”

“Eu acho sentado melhor,” eu respondi, não tendo pensado tão longe. Sua sugestão

pareceu como um caminho menos íntimo para compartilhar uma mordida de acasalamento.

“Você pode me tocar, quero dizer para equilíbrio, ou seja.”

Eu nem vi quando ele se moveu para trás de mim na cadeira. Alexander estando tão

perto enviou arrepios ao meu corpo. Ele colocou sua mão em meu ombro esquerdo quando

começou a se inclinar para o direito. Eu senti sua respiração em meu pescoço e comecei a

tremer de antecipação.

“Você quer isto tanto quanto eu,” ele sussurrou antes de beijar meu pescoço.

92
“Sim,” eu silvei quando meus olhos reviravam em minha cabeça. Eu gritei o nome de

Alexander quando suas presas afundaram em meu pescoço. Como antes, meu pênis inchou

imediatamente e em sua primeira puxada de meu pescoço meu pau explodiu. “Oh merda,

sim!”

A mão de Alexander que estava em meu ombro, lentamente se moveu para baixo em

meu peito possessivamente. Eu notei o gesto enquanto minha mente alterava meu orgasmo.

Meu corpo inteiro praticamente convulsionava enquanto ele bebia de mim.

Alexander finalmente puxou suas presas do meu pescoço e lambeu a ferida. “Eu sinto

muito por ter bebido tanto, eu não podia ajudar a mim mesmo.”

“Eu-eu-está-tudo bem,” eu gaguejei quando ele começou a se afastar de mim. Tudo

em mim gritava para puxá-lo para perto, mas eu sabia que era melhor assim. De repente

Alexander moveu para ajoelhar-se na minha frente, entre minhas pernas, apoiando suas mãos

em minhas coxas.

“Morda-me,” ele silvou quando inclinou a cabeça para me oferecer seu pescoço. “Faça-

-me seu como você é meu.”

“Eu-eu não posso.” Eu depressa fechei meus olhos contra as lágrimas. “Nós não

podemos. Eu não posso completar isto até que eu saiba que você realmente ficará desta vez.”

“Eu sempre tenho estado aqui, Dimitri,” ele disse enquanto suas mãos subiam em

minhas pernas.

“Pare com isso Alexander,” Matteo rosnou e eu o ouvi levantar de sua cadeira. “Você

está o empurrando muito duro.”

“Essa é a última coisa que eu quero,” Alexander suspirou e afastou-se de mim. Eu abri

meus olhos então vi que ele tinha sentado sobre seus calcanhares e tirado suas mãos de mim.

“Eu aprenderei a me controlar melhor, Dimitri. Eu estou tentando, é só que estar perto de você,

bebendo seu sangue, enfraquece todas as minhas melhores intenções.”

“Certo,” eu respondi, ainda tremendo. “Eu acho que possa entender isto.”

93
“Sério?”

“Sim, eu entendo,” eu rosnei, agora ficando chateado. “Eu sinto-me da mesma

maneira, exceto então que minha cabeça me lembra de toda a dor e mágoa que você me

causou. E me ajuda a manter os meus sentidos.”

“Eu nunca vou ser capaz de tirar isso de você, não é?” Alexander perguntou ficando

de pé. O olhar em seu rosto era menos do que amigável.

“Eu não sei,” eu respondi calmamente. “Mas isto não é minha culpa.”

“Não, não é,” ele respondeu, olhando triste. Sem outra palavra ele caminhou até a

porta e saiu.

Eu olhei para a porta, finalmente deixando as lágrimas caírem, até que Matteo veio e

me abraçou. Foi quando eu comecei a chorar em voz alta e não apenas em meu coração.

*****
Dois dias se passaram e Alexander e eu nos encontramos no escritório de Matteo

novamente onde ele me mordeu. Desta vez me morder parecia quase machucá-lo. Eu não

estava certo por que, mas a última coisa que eu queria era causar dor a Alexander. Isto não era

algum tipo de vingança distorcida e trançada, era mais um assunto de sobrevivência até que

eu tivesse certeza que Alexander estava falando sério sobre estar comigo como um

companheiro de verdade.

Naquela noite antes de me preparar para dormir eu tomei uma decisão um tanto

precipitada. Em vez de ficar em minha cama eu me encontrava de pé na porta do quarto de

Alexander. Enquanto estava lá, eu devo ter levantado minha mão pelo menos uma dúzia de

vezes antes de bater. Eu pulei quando a porta abriu.

“Eu não queria assustá-lo, mas eu podia sentir teu cheiro através da porta,” Alexander

disse, olhando confuso. “Eu pensei que seu eu esperasse até você bater, quando você se

decidisse ou não, nós poderíamos ficar sem dormir esta noite.”

94
“Sim, desculpe, eu estava pensando se estava certo fazer isso.”

“Fazer o que, Dimitri?”

“Vir aqui dormir com você,” eu respondi, e depressa continuei quando ouvi seu

suspiro. “Eu quero dizer, sem sexo, só dormir. Eu pensei que nós podíamos ver se

conseguimos dormir juntos. Você sabe como se nós fôssemos companheiros, dormir na mesma

cama.”

“Sim, eu entendo,” Alexander respondeu, sorrindo quando estendeu sua mão. “Eu

gostaria muito disso.”

Eu me sentia como uma criança, de pé lá e movimentando a cabeça repetidamente

quando peguei sua mão. Ele suavemente me puxou para dentro e fechou a porta atrás de mim.

“Eu nunca vi seu quarto antes.”

“Eu não acredito que já tenha visto o seu também,” Alexander respondeu com uma

risada nervosa. Que realmente fez-me relaxar um pouco. Se ele estava nervoso também então

eu não era o único. “Um, como é que você quer fazer isto, Dimitri?”

“Eu não sei,” eu sussurrei olhando em seus olhos, sabendo que eles deviam estar

grandes como um pires de tão assustado. “Talvez isto tenha sido um erro.”

“Não. Por favor, não vá,” ele implorou, apertando minha mão. “Por favor, fique

comigo está noite.”

“Certo.”

“Eu realmente só estava perguntando que lado da cama você queria dormir,” ele disse

enquanto me levava para cama.

“Eu normalmente apenas caio no meio da cama, então não tenho um lado preferido.”

“Eu normalmente durmo do lado direito, porque é onde estão meu criado mudo e

meu despertador. Mas eu realmente não acho que me importo.”

“Não, não, você pode ficar do lado direito,” Alexander respondeu rapidamente e

puxou as cobertas para mim.

95
“Por favor, vá em frente e deite-se.”

“Eu-eu normalmente não faço...” eu comecei a dizer e parei, engolindo alto. Minha

garganta de repente sentia como se estivesse no meio de um deserto.

“Não faça o que normalmente?”

“Dormir de roupas,” eu respondi muito depressa as palavras chocaram-se umas com

as outras. O que levou um segundo para registrar o que eu disse, mas quando o olhar de

surpresa cruzou seu rosto eu sabia que ele tinha me ouvido. “Eu sinto muito, eu não queria

que soasse como provocação. Eu só acabei percebendo isto agora, e eu não sabia o que dizer

ou fazer quando eu disse.”

“Não, claro que você não fez,” Alexander respondeu movimentando a cabeça. “Eu não

quero começar o problema, mas acho que significa que você nunca passou uma noite inteira

com Rune?”

Eu apenas balancei a cabeça, não querendo falar sobre Rune no momento. Em vez

disso nós dois subimos na cama. A maior parte dos quartos na casa principal tinham camas de

tamanho padrão. Certo, nós podíamos encomendar cama king size se quiséssemos, eu fiz já

que sou tão alto, mas a de Alexander era de tamanho normal.

“Da próxima vez nós devíamos dormir em minha cama,” eu ri para quebrar o gelo.

“Eu tenho cama e colchão king size para poder me ajustar.”

“Isso poderia ser uma boa idéia,” ele riu. Nós dois viramos para olhar um para o outro

em seguida, estiquei minhas pernas e meus pés ficaram pendurados fora da cama, e nós

desatamos a rir. Quando finalmente paramos de rir Alexander começou a conversar

novamente. “Existe algo que eu quero dizer, mas não quero arruinar este momento.”

“Vá em frente, eu tentarei não surtar.”

“Você tem certeza?”

“Não, mas faça de qualquer maneira. Você deveria ser capaz de dizer qualquer coisa

para o seu companheiro, e nós estamos tentando realmente sermos companheiros.”

96
“Eu te amo, Dimitri,” ele disse, mas continuou a falar antes que eu pudesse responder.

“Eu não espero que você diga o mesmo, eu entendo por que você não irá. Mas é o que eu sinto

e eu achei que você deveria saber. Eu realmente e verdadeiramente amo você.”

“Eu acho que eu tenho feito desde que eu te conheci, até quando você era um pequeno

esquelético pré-transição. Havia algo em você, até antes dos seus vinte e cinco anos.”

“Por que você nunca me disse antes?” Eu não estava certo se eu realmente queria

ouvir a resposta, mas eu precisava saber.

“A princípio, eu não era nem capaz de admitir para mim mesmo que eu realmente me

senti assim sobre você,” ele respondeu olhando distante. “Então quando me bateu que eu

estava apaixonado por você, eu sabia que seria melhor para você se eu escondesse isto. Eu

tenho sido um guerreiro por tantos séculos, lutando e matando Zakasacs. Eu renunciei a mim

mesmo muitos, muitos séculos atrás para o fato que eu poderia me apaixonar. Depois de

tantas mortes que causei, eu não mereço o amor.”

“Você fala como se fosse um assassino em massa, Alexander,” eu sussurrei quando ele

virou para olhar para mim. Procurando em seus olhos eu soube em meu coração que ele

acreditava no que ele dizia. “Você matou para proteger os vampiros, ajudando a salvar as

vidas de nossa raça. Não porque você aleatoriamente gostava de matar pessoas.”

“Como você sabe que eu não gosto de matar?”

“Todos nós gostamos de matar até certo ponto, ou então nós não seriamos guerreiros,”

eu respondi pensativamente. “Eu quero dizer, não é da matança que gostamos, mas o fato de

saber que um Zakasac morreu e não nós. Não outro vampiro que o Zakasac teria matado.”

“Mas matar ainda é matar, e eu fui criado para ver matar como algo errado,”

Alexander respondeu. “Eu sempre acreditei que tinha que ser duro e frio o suficiente para ser

um bom guerreiro, nunca sendo capaz de amar, ou aceitá-lo.”

“E agora?”

97
“Agora eu quero te amar, realmente amar você e você me amar, mais do que já me

importei em ser um guerreiro.”

Eu não sabia o que dizer a sua confissão. A verdade e a dor estavam escritas por toda

parte em seu rosto. Ele estava tão pronto para eu rejeitá-lo naquele momento. Em vez disso eu

me inclinei e o beijei. Foi um beijo casto a princípio, apenas uma suave pressão nos lábios, mas

como nós dois inclinamos novamente para outro beijo que cresceu algo mais.

“Espere, eu disse que não empurraria você,” ele disse sem fôlego quando quebrou o

beijo. “Você veio aqui para dormir, eu não queria começar isto.”

“Eu estou bem com isso,” eu honestamente respondi, correndo meus dedos pelos seus

cabelos.

“Está?”

“Sim, nós podemos continuar só nos beijando. Eu não estou pronto para qualquer

coisa mais que isto, mas me sinto bem beijando você. Gosto de ter seus braços em volta de

mim, Alexander. Eu amo saber que meu cheiro está em você, como se fosse realmente meu.”

“Eu sou teu, Dimitri,” Alexander disse antes de olhar para longe de mim. “Eu não

tenho estado com ninguém desde que eu soube que estava apaixonado por você. Parecia

errado estar com outro homem quando você tinha meu coração.”

“Eu não sabia,” eu sussurrei virando seu rosto para mim. “Eu queria que você tivesse

me dito, eu amei você, provavelmente da mesma maneira longa. Parece tanto tempo perdido.”

“Não foi perdido, mesmo com todos os erros que cometi. Nós ainda chegamos a este

ponto, aqui, junto. Nós temos todo o tempo do mundo a nossa frente, e podemos fazer este

trabalhar.”

“Eu espero que sim.” Eu movi para beijá-lo novamente. Desta vez foi um beijo tão

apaixonado, quase feroz. Ele chegou mais perto, e até com a nossa diferença de altura ele se

sentia tão bem contra mim. Quando Alexander moveu sua mão de meu ombro para minhas

98
costas, seu pênis duro pressionou contra meu estômago. Eu gemi no sentimento de seu pau

duro contra mim, e o conhecimento dele estar excitado só por me beijar.

Sem querer ou perceber o que tinha feito, eu de repente estava em cima dele. Meus

quadris descansando entre suas pernas espalhadas. Eu rasguei sua camisa antes de puxar a

minha sobre minha cabeça. Como continuamos nos beijando, nossas línguas exploravam e

duelava, eu me alegrava no sentimento de nossos peitos nus esfregando-se um contra o outro.

Foi só quando suas mãos moveram-se das minhas costas, uma para massagear minha

bunda e outra para frente do meu short, que eu me afastei.

“Eu sinto muito, eu não posso,” eu disse, começando a chorar quando me afastei dele

e sentei. “Eu sei que fui eu quem começou, mas eu não posso. Eu quero acreditar que você me

ama. Eu vi a verdade em seu rosto, mas eu também vi a verdade quando você disse que não

me amava e não me queria.”

“Você não tem nada que se desculpar Dimitri,” ele respondeu quando se sentou e

passou seu braço em volta do meu ombro. Eu me deixei ser puxado, “Eu fiz isto. Eu coloquei

esta desconfiança em você e você tem toda razão para não confiar em mim. Eu não sei como,

mas de alguma maneira eu consertarei isto.”

“Eu sinto muito, eu não queria provocá-lo. Parecia tão bom, tão certo, até...”

“Até que eu fui longe demais,” Alexander suavemente disse.

“Não, não é isso que eu ia dizer,” eu respondi balançando minha cabeça contra ele

quando ele nos deitou na cama. “Eu dei a você sinal verde para avançar, é só que quando eu

senti você me tocar lá, eu pensei sobre a última vez que você fez... E isso me fez congelar.”

“A última vez?” Ele perguntou soando confuso, mas ele deve ter clicado em sua mente.

“No corredor, antes de eu te morder.”

“Sim.” As lágrimas começaram a cair. Eu sentia-me como um idiota chorando em seu

peito. Estávamos tendo um tempo bom, e eu tinha que ir e explodir.

99
“Eu entendo por que essa memória teria feito você afastar-se de mim,” ele disse como

se ele lesse minha mente. “Eu não estou chateado com você, Dimitri. Se você se sentir

desconfortável, você tem todo direito de recuar. E eu quero você só se sentindo bem quando

eu te tocar.”

“Obrigado pela compreensão.”

“É claro,” ele sussurrou, suavemente beijando minha testa. “Agora devíamos dormir.

Tem sido um par de semanas muito difíceis. Eu sei que você ainda é jovem, mas eu sou um

homem muito velho que precisa descansar.”

“Seja o que for você é um idiota,” eu ri antes de virar e pressionar os meus lábios

contra seu peito. “Boa noite, Alexander.”

“Boa noite, meu Dimitri.”

Mesmo depois de toda dor que ele me causou ao longo das semanas, ainda aqueceu

meu coração ouvi-lo me chamar de seu Dimitri.

*****
Acordei na manhã seguinte na mesma posição que eu tinha adormecido na noite

anterior, com o batimento cardíaco estável de Alexander sob meu ouvido. No inicio o som foi

confortante, entretanto começou a afundar no... E agora? O que você diz na manhã seguinte,

especialmente quando você não fez sexo?

“Você está acordado?” Eu perguntei calmamente.

“Eu tenho estado já há algum tempo,” ele riu e eu senti o estrondo ao longo do seu

tórax. Também me pareceu estranho dormir em seu peito quando eu era maior que ele.

Normalmente não era o menor enrolado no maior? Ou era mais uma coisa de idade? Eu

realmente na esperava que a resposta importasse, eu só achei que era o certo.

“Um, o que acontece agora?”

“Nós vamos ter nosso dia normal, Dimitri.”

100
“Oh, então por que isto parece tão estranho?”

“Esta é sua primeira vez acordando na cama com outra pessoa, certo?” Alexander

perguntou quando virou sua cabeça para cima das minhas costas.

“Sim, é” eu respondi e movi minha cabeça assim poderia olhar para o seu rosto. Ele

deu-me um daqueles raros e imensos sorrisos.

“Você não sabe o quanto isso me agrada, só porque sou um homem egoísta. É normal

que seja estranho, dado que é a sua primeira vez,” ele respondeu. “Não existe nenhuma regra

aqui, Dimitri. Assim como no sexo e na vida, só faça o que parece certo.”

“Ok, então,” eu disse, sorrindo enquanto me movia assim eu podia beijá-lo. Eu plantei

um alto, pateta e desajeitado beijo e pulei fora da cama. Ele olhou para mim com os olhos

arregalados antes de começar a rir histericamente. Eu ri também, enquanto agarrava minha

camiseta e a colocava.

“Dimitri?”

“Sim, Alex?” Eu respondi, virando para ele. O olhar em seu rosto quando eu lhe

chamei de Alex era inestimável.

“Você acabou de me chamar de Alex?”

“Sim, e peço desculpas. É que apenas saiu.”

“Eu realmente gostei vindo de você,” ele respondeu sorrindo. “Aquece meu coração

que você tenha me dado um apelido.”

“Certo, bem. Então eu te chamarei de Alex quando estivermos só nós.”

“Como você quiser.”

“Havia algo que você queria me perguntar?”

“Oh sim,” ele disse calmamente quando se sentou na cama. Foi só então que percebi

que tinha sido pego olhando para seu tórax e estômago fabuloso. Eu me senti corando e olhei

para cima para encontrar seus olhos. “Eu queria perguntar se vamos fazer isso de novo esta

noite?”

101
“Eu gostaria, eu quero dizer se você estiver bem com isto.”

“Eu estou mais do que bem com isto,” ele respondeu e gesticulou para eu ir até ele

com seu dedo. Eu não podia deixar de sorrir quando me inclinei sobre a cama até ele. Ele

puxou minha cabeça para baixo e me deu outro beijo. Este aqui não era engraçado mesmo.

Este aqui me derreteu todo, até meus dedos dos pés.

“Uau,” eu disse, como um idiota quando nós nos separamos.

“E agora, eu tenho que tomar um banho e ir para aula.”

“Alguma manhã, eu gostaria de acompanhá-lo no chuveiro,” ele disse suavemente. Ele

disse de uma forma para deixar-me saber exatamente o que nós faríamos naquele chuveiro,

sem tentar me empurrar.

“Eu gostaria um dia,” eu respondi e abri a porta. “E neste dia, eu estarei te

empurrando contra a parede e tendo meu caminho com você.” Corri e sai antes que ele tivesse

a chance de responder. Eu sabia que estava empurrando seus limites assim, mas maldição era

divertido.

Correndo de volta para o meu quarto, tomei um banho e me arrumei em menos de

cinco minutos. Eu estava no ginásio para a aula em menos de dez. Uma vez lá, os instrutores

me ajudaram a dividir os alunos por habilidades de lutar para a prática.

“O que você tem hoje?” Matteo inclinou-se e perguntou enquanto víamos os alunos

trabalharem.

“Alexander e eu dormimos junto ontem à noite,” eu respondi calmamente. Eu quase ri

da expressão de choque em seu rosto, “nós não fizemos sexo. Só dormimos, literalmente.”

“Você está bem?”

“Sim, na verdade, eu estou. Estava na hora de dar o próximo passo.”

“Bom, eu estou contente,” Matteo respondeu cautelosamente, buscando meu rosto.

“Se ele machucar-te novamente, eu ainda vou cortar seu pênis durante o sono e entregar-lhe a

você.”

102
Foi então que ouvimos uma risada através do ginásio.

Nós dois olhamos para ver Alexander encostado contra a parede, sorrindo e olhando-

-nos. Matteo ficou vermelho e eu tive que morder meus lábios para não rir.

Mais tarde, no café da manhã, vi Alexander olhando-me novamente, apenas sorrindo.

Eu não podia deixar de sorrir de volta. Era bom, este sentimento que eu tinha por dentro. Era

quase como sentir um calor construindo-se ao redor do meu coração. Então era isso que

sentíamos ao sermos amado?

103
Capítulo Nove

Depois do almoço eu estava voltando para o meu escritório, examinando alguns

documentos, quando eu colidi com Rune. Oh merda, isto não era uma conversa que eu queria

ter agora.

“Hey, Rune,” eu disse, começando a incomodar.

“Dimitri,” ele respondeu, movimentando a cabeça para mim, então continuei meu

caminho. Deixei escapar a respiração que eu estava segurando, parecia que eu tinha o evitado

em minha terra particular. Até que ele voltou, “então você jamais quis estar comigo, não é?”

“Não é que eu não queria estar com você. Eu estava tentando seguir em frente.”

“Para longe de Alexander?”

“Sim, dele.”

“Mas agora você está acasalado com ele, certo?” Ele perguntou, levantando uma

sobrancelha. “A menos que eu tenha ouvido errado os últimos rumores.”

“Ele se acasalou a mim, só que eu ainda não o acasalei,” eu respondi levantando

minhas sobrancelhas. “Eu não tenho certeza se isso faz alguma diferença em sua mente, mas

eu só não quero mentir para você.”

“Novamente você quer dizer. Você não quer mentir pra mim de novo?”

“Quando eu menti para você a primeira vez?” Eu perguntei quando comecei a ficar

irritado. “Eu nunca te fiz qualquer promessa Rune. Você estava nessa pela foda sem

complicações, da mesma maneira que eu estava.”

“Eu estava?” Ele respondeu, parecendo ter ficado da mesma maneira chateado. “Eu

não sabia que era apenas uma foda sem complicações.”

“Nós nem sequer nos beijamos, Rune. Foi foda só foda, excêntrica e casual.”

104
“Talvez pra você. Eu achei que finalmente tinha encontrado um Dom que queria

minha submissão,” ele respondeu não olhando em meus olhos. “Mas você esteve só me

usando porque eu pareço com ele por trás.”

“Um, nós estávamos usando um ao outro. Dois, sim, ajudou-me que você se parecesse

com Alexander por trás. Mas você veio até mim, Rune. Eu não fui procurá-lo.”

“E dai?” Ele gritou me olhando nos olhos. “Só porque eu procurei você, não há

problema em me tratar assim?”

De que maneira? Nós não namoramos inferno nós mal nos falávamos.

“Tudo que fizemos foi foder, algumas vezes,” eu rosnei. Então, me bateu que eu

realmente o machuquei, e essa nunca foi a minha intenção.

“Olhe, Rune, não foi nunca a minha intenção usá-lo. Alexander disse que ele não me

queria. E em minha mente, eu pensei que se eu pudesse começar a fazer sexo com alguém,

ajudaria a seguir em frente.”

“Mas isso não aconteceu?”

“Não, não aconteceu. Quando eu fui até você, eu notei que não conseguia nem ficar

duro,” eu respondi balançando minha cabeça e passei os dedos por meu cabelo. “E não foi por

sua causa, eu quero dizer, você é um cara bonito, Rune. Era mais uma coisa mental ou

sentimental para mim. Você não era Alexander.”

“Mas você ficou duro, eu quero dizer você me fodeu,” ele disse, olhando totalmente

confuso.

“Quando eu percebi que você se parecia com ele,” eu respondi timidamente olhando

para meus pés. “Se eu soubesse que era mais do que sexo sem compromisso para você eu

nunca teria feito o que nós fizemos. Mas realmente, eu pensei que estávamos ambos

arranhando uma coceira. O sexo que tive com Alexander depois que eu perdi o desafio foi

minha primeira vez. Então, eu sei que não é uma desculpa, mas é a razão pela qual eu não

percebi que você achasse que tínhamos algo mais.”

105
“Bem isso faz sentido,” Rune respondeu balançando a cabeça.

“Eu pensei que você estava só pensando que eu não valia a pena manter. Ou você não

me respeitava o suficiente para se importar com meus sentimentos.”

“Rune, não!” Eu respondi completamente chocado com suas palavras, “eu nunca

desconsideraria os sentimentos de alguém assim! Eu realmente pensei que você não mais do

que apenas sexo. Se eu tivesse alguma ideia você queria mais, eu nunca iria tratá-lo assim.

Desculpe-me, Rune.”

“Você não tem que pedir desculpas, Dimitri. Como você disse você não sabia de nada.

Você não é parte do jogo de dominação/submissão. E agora você está acasalado com

Alexander, então poderá ter o seu felizes para sempre.”

“Eu espero que sim, mas eu não tenho tanta certeza,” eu respondi me sentindo

estúpido por falar sobre meus sentimentos com Rune. Não era o tipo de conversa que nós já

tivemos. “Eu quero acreditar que isto é para sempre, mas eu continuo esperando outra coisa

acontecer. Isso faz sentido?”

“Sim, faz todo o sentido,” Rune respondeu e deu um tapinha em minhas costas. “Você

é um bom sujeito, eu realmente espero que de tudo certo para você.”

“Pra você também, Rune. Qualquer um seria sortudo de estar com você.”

“Eu não tenho tanta certeza sobre isso, você sabe o tipo de sexo que eu gosto,” disse

Rune, olhando distraído. “A maioria das pessoas ou me chamam de louco ou partem. Você foi

um dos primeiros a apreciar isto.”

“Eu acho que sou novo demais para o sexo e saber que tipo de sexo eu gosto.”

“Sim, eu me lembro daqueles dias,” ele riu e começou a ir embora novamente. “Vejo-te

por aí, Dimitri.”

“Até mais, Rune,” eu respondi, olhando de volta para os meus documentos e

balançando minha cabeça. Bem pelo menos não foi tão ruim quanto eu pensei que seria.

106
“Então você realmente dormiu com ele porque você podia fingir que era eu?”

Alexander perguntou quando saiu do outro lado no corredor. Eu fechei meus olhos e respirei

fundo antes de simplesmente movimentar a cabeça. Quer dizer, o que mais eu poderia fazer?

Como explicar isso para Alexander?

Fiquei esperando ouvir a retirada dos seus passos, mas ao invés disso ele me

empurrou contra a parede. Surpreso eu abri meus olhos para ver Alexander me beijar. Eu

derreti contra a parede em seu corpo firme enquanto ele fazia amor com minha boca.

“Eu achei que você realmente nunca me amou, se você pode ter partido assim para

outro tão facilmente,” ele disse quando nós nos separamos. Eu vi lágrimas caírem por seu

rosto e fiquei muito chocado para responder. “Mas você realmente nunca partiu, não é? Você

tentou porque eu disse a você que não o queria, mas você não conseguiu seguir em frente?”

“Não, eu não podia,” eu sussurrei, “eu te amo demais.”

“Como eu amo você,” ele respondeu ambos estávamos chorando agora. Alexander se

inclinou mais perto para me beijar novamente, trabalhando seu caminho pelo meu queixo, em

seguida para o meu pescoço. Assim que eu o senti lambendo o local onde ele normalmente me

mordia, eu me afastei.

“Eu não posso,” eu chorei. “Eu sinto muito, mas eu só não posso fazer isto.”

“Mas você me ama,” Alexander respondeu, olhando confuso e magoado. “E eu te

amo.”

“Eu sei, mas eu simplesmente não estou pronto para isto ainda. E especialmente não

no corredor!”

Eu vi o clique em sua cabeça que estávamos de pé no corredor e sua atitude inteira

mudou. “Eu entendo Dimika. Por favor, só me escute quando eu falo que amo você, porque eu

faço, com todo meu coração.”

“Certo,” eu respondi quando soltei seu corpo.

“Eu preciso ir.”

107
“Ainda está tudo certo para hoje a noite, não é?”

“Sim, hoje à noite está certo. Eu verei você em meu quarto depois do jantar.”

“Espero ansiosamente, Dimitri,” Alexander disse, sorrindo. “É só dormir, eu sei.”

Eu só fui capaz de lhe dar um meio sorriso, movimentei minha cabeça e virei para o

meu escritório.

*****
Sentando no meu escritório no dia seguinte eu pensei sobre a noite anterior. Foi à

segunda noite que Alexander e eu compartilhamos a mesma cama. Nada aconteceu, mas era

confortável e parecia certo que nós dormíssemos na mesma cama. O pensamento me fez sorrir

como bobo, quando você está no início de um relacionamento e tudo vai bem.

“Hey, Dimitri, nós temos um problema,” Yuri disse quando entrou pela porta.

“Alexander estava trabalhando com Lance e acabou na clínica com ferimentos de espada.”

“O que?” Eu gritei, levantei e pulei por cima da mesa. Empurrando Yuri e passando,

eu voei para fora do ginásio.

Não, isto não estava acontecendo! Nós acabamos de chegar a algum lugar e agora isto

estava acontecendo. O que me assustou mais foi que eu não conseguia senti-lo. Nós éramos

companheiros! Isso devia implicar em ter alguns privilégios, como saber se ele estava vivo?

Eu acho que nunca tinha corrido tão rápido como fiz naquele dia até a clínica. Não foi

até que eu bati as portas da clínica que eu percebi que tinha lágrimas em meu rosto. Deus, eu o

amava tão fodidamente, e não poderia perdê-lo. Eu não sobreviveria. Eu deveria ter dito a ele

que o amava depois que ele me ouviu falando com Rune.

Derrapando até parar, eu ouvi a voz de Alexander dentro de um dos quartos da

clínica.

“Eu disse que estou bem,” Alexander murmurou, empurrando um dos atendentes da

clínica para longe dele. “São apenas alguns arranhões.”

108
Ele olhou para mim quando eu entrei no quarto. A expressão em seu rosto deixou-me

saber exatamente como me parecia.

“Venha cá, Dimika,” ele disse suavemente enquanto segurava seus braços abertos para

mim. Eu tomei meus últimos passos rapidamente e cuidadosamente deixei-o me segurar. “Eu

estou bem, eu juro. Lance só saiu da linha com as espadas.”

“Aquele pequeno bastardo, eu vou estripá-lo como um peixe,” eu rosnei enquanto

minhas mãos percorriam seu corpo. Eu precisava ver e sentir por mim mesmo que ele estava

bem. “Você realmente está bem, verdade?”

“Eu estou bem e Lance tem uma audiência com o conselho para sua pequena tentativa

de vingança,” Alexander riu. “Eu enviei Yuri para que dissesse a você, eu pensei que você

deveria saber, já que é o responsável pela formação e tudo mais.”

“Deus, quando ele me disse que você estava ferido,” eu comecei a dizer, sufocando-

-me. Eu me sentei na beira da cama e olhei para as outras pessoas no quarto. Com um olhar

para o médico o homem se apressou em tirar todos do quarto. Eu virei para Alexander, “eu

estava tão assustado que nunca teria a chance de dizer a você que te amo.”

“Você me disse ontem à noite,” Alexander respondeu tomado meu rosto em suas

mãos. “Eu amo você também, Dimika.”

“Não, eu admiti isto na noite passada quando você me ouviu conversando com Rune.

Mas isto é diferente do que só dizendo a você,” eu disse as lágrimas começando novamente.

“Eu amo você, Alexander. Eu nunca amei qualquer outro, e eu nunca quis qualquer outro. Eu

quero você como meu companheiro em todos os sentidos possíveis. Eu sou seu, apenas nunca

me deixe ou me assuste assim novamente.”

“Eu não irei, bebê, eu juro.”

“Eu sinto muito que eu tenho trazido-lhe dor,” eu declarei inclinamdo mais em seu

abraço.

109
“Por que você sente muito, bebê? Eu nos coloquei aqui, você não tem nada para sentir

muito.”

“É este o único ferimento?” Eu suavemente perguntei tocando o pequeno corte em seu

ombro que já estava praticamente curado.

“Sim, foi um golpe de espada e o garoto teve sorte de até mesmo conseguir isso,”

Alexander explicou. Então ele me agarrou aproximando-me e esmagou minha boca na sua. O

beijo era desesperado, cheio com tudo não dito, sem mencionar todas as emoções que fluíam

através de nós dois.

Sem quebrar o beijo, eu arranquei seu vestido médico. Eu parei de beijá-lo só para ver

seu corpo glorioso, nu diante de mim. “Ninguém mais nunca o verá assim, ou toca em você,

ou eu arrancarei as suas bolas e alimentarei você.”

“Ninguém, Dimika. Eu quero só você,” ele sussurrou antes de me beijar novamente.

“E eu quero algo de você que eu nunca pedi a ninguém antes.”

“O que seria isto?” Eu perguntei quando estava tirando o meu short. “Você está vivo e

é meu, você pede o meu pênis e eu darei para você agora mesmo.”

“Na verdade eu ia pedir para você colocá-lo na minha bunda.”

“Huh?” Eu disse, olhando para cima completamente confuso. Tenho certeza que foi

uma visão, eu de pé com meu short ao redor dos meus tornozelos, prestes a puxar a camiseta

sobre minha cabeça.

“Eu nunca deixei ninguém tomar minha bunda antes,” Alexander explicou e se moveu

na cama. “Eu quero que você seja meu primeiro e único. Eu quero sentir esse pênis enorme em

minha bunda e então sua mordida para me fazer seu para a eternidade.”

“Sério?” Eu gritei olhando para os olhos do homem que eu amava. “Você tem

certeza?”

110
“Mais certo do que eu já estive em toda a minha vida inteira,” ele respondeu quando

agarrou meu pau semi-duro e começou a acariciá-lo. Eu gemi e reivindiquei seus lábios. Então

em um movimento rápido, eu o virei e inclinei-o sobre a cama.

Eu ajoelhei atrás dele e separei as bochechas de sua bunda.

Inclinando-o para frente eu usei minha língua na borda do seu buraco apertado.

“Oh porra, Dimika,” Alexander gritou seu corpo se contorcendo debaixo do ataque da

minha língua. Eu agarrei uma loção ao lado da cama da clínica. Enquanto me mantive

lambendo e comendo sua bunda, eu esguichei algumas gotas em meus dedos. Só para manter

Alexander estirado, eu deslizei meu dedo médio em sua bunda quando retirei minha língua.

Eu me movi para ficar bem atrás dele enquanto mexia meu dedo em sua bunda,

estirando-o de uma maneira para que estivesse pronto para o meu pau. “Esta é minha bunda.

Eu faço-me perfeitamente claro, Alexander?”

“Sim, Dimika, eu sou seu. Sempre seu, para sempre,” ele gritou quando coloquei outro

dedo nele. “Oh deus, eu nunca soube que poderia ser assim. É demais.”

“Basta montá-lo, Alex,” eu rosnei em seu ouvido enquanto mexia meus dedos. “Eu

tenho você, bebê. Eu não o deixarei cair.”

“Eu amo você, Dimika,” ele gemeu quando eu empurrei um terceiro dedo. “Foda-me,

meu Dimika. Eu quero seu bonito pau em minha bunda.”

“Pediste e receberás,” eu ri enquanto tirava meus dedos e esguichava um pouco de

loção em meu pênis. Eu gemi quando Alexander estendeu as mãos e separou as bochechas de

sua bunda para mim. Eu não desperdicei tempo e movi para trás dele. Guiando meu pau em

seu buraco, ele gemeu de prazer quando eu empurrei passando o primeiro anel. Mordi meus

lábios quando parei para lhe permitir ajustar-se ao meu tamanho.

“Por que você parou?” Ele perguntou enquanto olhava por cima do ombro, a confusão

por toda parte em seu rosto.

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“Eu só estou fazendo uma pausa para não te machucar,” eu respondi quando beijei

suas costas.

“Não machuca, parece fantástico. Você não me machucará, Dimika. Leve-me, faça-me

seu companheiro.”

“Eu te amo tanto,” eu gemi quando confiei em sua palavra e empurrei o resto do

caminho. Nós dois gememos quando estava no fundo de sua bunda. Eu subi e agarrei seus

ombros para alavancagem e comecei um ritmo duro e rápido.

“Então... Foda-se... Muito... Bom... Seu... Pau... Em... Minha... Bunda,” Alexander

grunhiu entre minhas punhaladas.

Suas palavras e seus sons me estimulavam. Nunca me senti assim com Rune. Era

como se nossas almas estivessem alinhando-se.

Tudo em mim cantava mais e mais para mordê-lo.

“Tem certeza que é isso que você quer?” Eu me inclinei e sussurrei em seu ouvido,

fodendo-o com força o tempo todo.

“Sim, reivindique-me.”

Ele gritou quando lambi o lado do seu pescoço. Eu o mordi quando senti os músculos

de sua bunda começar a apertar. Ele rugiu tão alto que as janelas tremeram e os músculos de

sua bunda apertaram meu pau. Eu soube que ele chegou a seu clímax quando seu sangue

atingiu a minha língua. Saboreando meu companheiro pela primeira vez me empurrou direito,

acima da extremidade com ele.

Eu não posso nem explicar o sabor maravilhoso da essência da vida do meu

companheiro em minha boca. Era como o melhor vinho envelhecido com morangos cobertos

de chocolate tudo junto e misturado. Combine isso com a sensação do meu pênis dentro da

bunda de Alexander. Seus músculos ordenharam de mim até a última gota do meu sêmen.

“Prometa que você nunca me deixará ou foderá com minha cabeça novamente,” eu

sussurrei quando desmoronei em cima dele.

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“Nunca mais, Dimika,” ele respondeu ofegante. “Meu amor sempre será honrado a

partir de agora. Nunca mais meu amor te decepcionará.”

Eu sabia naquele momento que ele estava dizendo a verdade. Eu finalmente encontrei

o meu feliz para sempre e isso só aconteceu nos braços do meu guerreiro, o lendário russo.

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