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DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

PROF. RODRIGO DE OLIVEIRA MACHADO

@rodrigoomachado
rodrigorom@hotmail.com
TUTELA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

1ª) Absoluta Indiferença (objeto sem proteção estatal ):

2ª) Doutrina da Situação Irregular (objeto sem compaixão);

3ª) Doutrina Proteção Integral (sujeito de direitos)

→ PRIORIDADE ABSOLUTA (art. 4º ECA; art. 227 CF)

→ MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE;

→ CONDIÇÃO PECULIAR DE PESSOA EM DESENVOLVIMENTO (art. 6º)

→ Generalidade da proteção, abandono da expressão “menor”


DIREITOS FUNDAMENTAIS
DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

→ DIREITO À VIDA E À SAÚDE (ART. 7º AO 14 ECA)

→ DIREITO À LIBERDADE (ART. 16 ECA)

→ DIREITO AO RESPEITO (ART. 17 ECA) E À DIGNIDADE (ART. 18 ECA)

→ DIREITO DE SER EDUCADO SEM O USO DE CASTIGOS (ARTS. 18-A e 18-B ECA. Lei 13.010/2014)

→ DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER (ART. 53 AO 59 ECA)

→ DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA (ART. 19 ao 52-D ECA) com alterações legais importantes
em 2016 e 2017
→ DIREITO À VIDA E À SAÚDE (ART. 7º AO 14 ECA)

Art. 8º do ECA (Lei nº 13.257/16, Estatuto da Primeira Infância)

Lei nº 13.798, de 2019: Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência

Lei nº 13.436, de 2017, art. 10, VI, ECA: obrigações dos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares.

Obs.: TJ-RJ, 2019: o candidato tinha que saber do que o art. 10 tratava, bem como as consequências de sua não observância (é crime, e não infração
administrativa – art. 228 do ECA).

Lei nº 13.438, de 2017 – art. 14, § 5º, ECA: obrigação de aplicar protocolo, em consultas pediátricas, para facilitar a detecção de risco para o desenvolvimento
psíquico em crianças nos seus primeiros 18 meses de vida.
→ DIREITO À LIBERDADE

Art. 16. IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; VI - participar da vida política, na forma da lei; VII - buscar refúgio

→ DIREITO AO RESPEITO

Art. 17 ECA.

Informativo 511 do STJ.

Informativo 526 do STJ.

Art. 143 ECA.


→ DIREITO DE SER EDUCADO SEM O USO DE CASTIGOS (Lei da Palmada ou Lei do Menino Bernardo)

. Castigo Físico:

. Tratamento Cruel ou degradante:

. Informativo 598 do STJ:


→ DIREITO À EDUCAÇÃO (ART. 53 e seguintes)

Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: […]

III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;

Redação dada pela Lei nº 13.845 de 2019:


V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou ciclo de ensino da educação básica.

Artigo incluído pela Lei nº 13.840 de 2019: Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres
assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas.

Jurisprudência

O Poder Judiciário pode obrigar o Município a fornecer vaga em creche a criança de até 5 anos de idade. STF. o ARE 639337 AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
julgado em 23/08/2011.

“A Justiça da Infância e da Juventude tem competência absoluta para processar e julgar causas envolvendo matrícula de menores em creches ou escolas, nos
termos dos arts. 148, IV, e 209 da Lei nº 8.069/90.” STJ. 1ª Seção. REsp 1.846.781/MS, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 10/02/2021 (Recurso
Repetitivo – Tema 1058) (Info. 685). A competência é do Juizado da Infância e Juventude mesmo que a criança ou o adolescente não esteja em situação de risco,
na forma prevista no art. 98 do ECA.

“É constitucional a exigência de 6 (seis) anos de idade para o ingresso no ensino fundamental, cabendo ao Ministério da Educação a definição do momento em
que o aluno deverá preencher o critério etário.” STF. Plenário. ADC 17/DF, Rel. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, jugado em 1º/8/2018
(Info. 909).

“É inconstitucional lei estadual que fixa critério etário para o ingresso no Ensino Fundamental diferente do estabelecido pelo legislador federal e regulamentado
pelo Ministério da Educação.” STF. Plenário. ADI 6312, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 18/12/2020 (Info. 1003).
→ DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família
substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
(Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016)

§ 1º Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua
situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base em relatório
elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegração
familiar ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no art. 28 desta Lei. (Derrubado o
veto à Lei nº 13.509/2017)

§ 2º A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de
18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela
autoridade judiciária. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
TIPOS DE FAMÍLIA

- FAMÍLIA NATURAL:

- FAMÍLIA SUBSTITUTA:

CRIANÇA
ou
ADOLESCENTE
* Art. 2º do ECA *

ADOLESCENTE
(maior de 12 anos)

- FAMÍLIA EXTENSA:

“Aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou
adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.”
SITUAÇÃO DE RISCO: MEDIDAS DE PROTEÇÃO:

- ACOLHIMENTO FAMILIAR

- ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL

Ambos são medidas provisórias e excepcionais, sendo preferível o acolhimento familiar. São formas de transição para reintegração
familiar ou, não sendo esta possível, para colocação em família substituta, não implicando privação de liberdade (art. 101, § 1º).

Precisa de decisão judicial. Exceção (art. 93 ECA):

Reavaliação da situação da criança ou adolescente acolhida:

Prazo máximo:

Exceção:
- PROGRAMA DE APADRINHAMENTO (art. 19-B)

a) O que é?

b) Objetivo:

c) Qual o perfil da criança ou adolescente a ser apadrinhado?

d) Guarda?

d) Quem pode ser padrinho?


- ENTREGA DE FILHO PARA ADOÇÃO PELA GESTANTE OU MÃE (art. 19-A)

a) Encaminhamento à Justiça da Infância de Juventude (sem constrangimento – art. 13, § 1º);

b) Oitiva por equipe interprofissional;

c) Juiz poderá encaminhar para atendimento especializado (saúde e assistência social);

d) Busca pelo genitor ou pela família extensa (90+90) (consentimento dos genitores será em audiência);

e) Extinção do poder familiar e colocação em guarda provisória de pessoa habilitada a adotar ou acolhimento
familiar/institucional;

f) Prazo para a ação de adoção: guardião tem 15 dias, contados do dia seguinte à data do término do estágio de convivência;

g) Desistência do desejo de entregar a criança: pai ou mãe deve manifestar em audiência ou perante equipe (haverá
acompanhamento familiar pelo prazo de 180 dias)

* Serão cadastrados para adoção crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias,
contado a partir do dia do acolhimento (veto derrubado).
FORMAS DE COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA SUBSTITUTA

1) GUARDA

2)TUTELA

3) ADOÇÃO
GUARDA

→ Conceito e características

. Cabimento:

a)

* Info. 687 STJ (nome afetivo em guarda provisória)

b)
- Guarda e efeitos previdenciários:

ECA (1990), art. 33, § 3º.

Lei 8.213/91, § 2º.

* Informativos 546/2014 e 595/2017 do STJ:


- Guarda: direitos e deveres dos pais:

. direito de visitas?

. dever de prestar alimentos?

A guarda não suspende o nem cessa o poder familiar.

Regra:
Justificativa:
Exceções:
1ª) adoção;
2ª) expressa determinação judicial.

Súmula 594/STJ
TUTELA

. Implica o dever de guarda (poderes/deveres mais amplos)

. Pressupõe perda ou suspensão do poder familiar

. Gera dependência para fins previdenciários

. Nomeação por testamento. Vincula o juiz? Art. 37, § único


ADOÇÃO

- Conceito:

. Vínculos

. Excepcionalidade

. Reais vantagens

. Motivos legítimos
Pontos Importantes

1 – idade mínima

2 - art. 42, § 3º, do ECA

3 - informativo 551 STJ: adoção em favor de avós

4 - rompe vínculos (bilateral ou conjunta/unilateral) (infos. 608 e 691 STJ – “cancelamento”/“rescisão”)

5 - estabilidade familiar (STJ, REsp 1.217.415-RS: adoção conjunta por irmãos; Adoção póstuma)

6 - cadastro (Exceções legais, art. 50: I ; II ; III. Exceção jurisprudencial: Intuito personae. STJ, informativo 508

7 - adoção por procuração

8 - estágio de convivência (Lei 13.509/2017)

Antes da Lei 13.509/2017 ATUALMENTE


Art. 46, ECA: previa que o prazo do estágio de convivência seria fixado pela A autoridade judiciária continua tendo liberdade para fixar a duração do estágio de
autoridade judiciária, observadas as peculiaridades do caso concreto. Não havia convivência, mas:
máximo.
- ADOÇÃO NACIONAL tem prazo máximo de 90 dias, prorrogável por “até igual
período” por decisão fundamentada (46, § 2º-A)1. Juiz pode até dispensá-lo.
- INTERNACIONAL: mínimo 30. Não havia máximo.
- INTERNACIONAL: mínimo 30, máximo 45, prorrogável uma única vez, por igual
período. Não pode ser dispensado.