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PREPARATORIO PARA

EBSERH
SOO
.
QUESTÕES
COMENTADAS

D) FARMÁCIA
,
PREPARATORIO PARA

EBSERH
500 QUESTÕES
COMENTADAS

: FARMÁCIA

COORDENADORA E AUTORA:
MILENA DA MOTTA XAVIER

ANDRÉA MENDONÇA GUSMÃO CUNHA


FLÁVIO JORGE
ISAMAR DANTAS OLIVEIRA
MICHELLE SANTOS MENEZES
MILENA DA SILVA LIMA

~.
editora ":.~
SANAR
Sumário

1. Farmácia Hospitalar................................................................................................. 11
1 RESUMO PRÁTICO ...................................................................................................................................... 36
1. Curva ABC .......................................................................................................................................... 37
2. Curva XVZ ........................................................................................................................................... 37
3. Farmacovigilância .............................................................................................................................. 37
4. Referências ........................................................................................................................................ 38

2. legislação Farmacêutica e Código de Ética ................................................................. 39


1 RESUMO PRÁTICO ...................................................................................................................................... 52
1. Portaria n• 344, de 12 de maio de 1988 ................................................................................................ 52
2. Código de Ética Farmacêutica - infrações ............................................................................................. 55
3. Referências ........................................................................................................................................ 56

3. Farmacologia .............•...............•...•....••...•......•...................................•...........•......• 57
1 RESUMO PRATIC0 •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 112
1. Interações medicamentosas .............................................................................................................. 112
2. Antagonismo competitivo versus antagonismo alostérico ................................................................... 115
3. Quadro comparativo dos barbitúricos................................................................................................. 115
4. Quadro comparativo dos corticosteroides ........................................................................................... 116
5. Efeitos associados aos sistemas simpático e parassimpático................................................................. 116
6. Alvos dos antibióticos ....................................................................................................................... 117
7. Referências ...................................................................................................................................... 117

4. Hematologia e Biossegurança .................................................................................119


1 RESUMO PRÁTICO .................................................................................................................................... 147
1. Anemias .......................................................................................................................................... 147
2. Compatibilidade em doações de sangue ............................................................................................. 148
3. Referências ...................................................................................................................................... 149

S. Parasitologia e Imunologia .....................................................................................151


1 RESUMO PRÁTICO .................................................................................................................................... 169
1. Resposta imune ............................................................................................................................... 170
2. Reações de hipersensibilidade........................................................................................................... 171
3. Referências ...................................................................................................................................... 172

6. Miaobiologia .........................................................................................................173
1 RESUMO PRÁTICO .................................................................................................................................... 204
1. Principais métodos de coloração utilizados em bacteriologia ............................................................... 204
L Cc .:<ação de Gram .................................................................................................................................................... 204
'"" ~ode Zihel Neelsen ........................................................................................................................................ 205
2. Prindpais microorganismos causadores de infecções ......................................................................... 205
1. Streptoeoecus pyogenes.............................................................................................................................................. 205
2. Stophylococcus aureus ............................................................................................................................................... 206
3. Streptococcus pneumoniae.........................................................................................................................................206
4. Mycobacterium tuberculosis .......................................................................................................................................207
5. Neisseria meningitidis ................................................................................................................................................207
6. Escherichia coli .......................................................................................................................................................... 207
7. Salmonellasp ............................................................................................................................................................208
3. Classificação dos meios de cultura para crescimento e transporte ........................................................ 208
4. Meios de crescimento ....................................................................................................................... 208
1. Ágar-chocolate ......................................................................................................................................................... 208
2. ÁgarThayer- Martin chocolate ................................................................................................................................. 208
3. Ágar Salmonella-Shigella (SS) .................................................................................................................................. 208
4. Ágar Mac Conkey....................................................................................................................................................... 209
5. Ágar Sangue ............................................................................................................................................................. 209
6. Lõweinstein Jensen................................................................................................................................................... 209
7. Ágar- Sabourand ....................................................................................................................................................... 209
5. Meios de transporte ......................................................................................................................... 209
1. Cary Blair .................................................................................................................................................................. 209
2. Salina Tamponada .....................................................................................................................................................209
3. Meio Stuart ...............................................................................................................................................................209
6. Introdução à virologia ...................................................................................................................... 210
7. Hepatite virai ................................................................................................................................... 211
8. Rubéola ........................................................................................................................................... 212
9. Sarampo .......................................................................................................................................... 213
10. Papilomavírus humano (HPV) ............................................................................................................ 213
11. Herpesvírus...................................................................................................................................... 214
12. Arbovírus ......................................................................................................................................... 215
13. Referências ...................................................................................................................................... 216

7. Métodos pré-analíticos, analíticos e Bioquímica ....................................................... 217


1 RESUMO PRATICO .................................................................................................................................... 263
1. Lipoproteínas................................................................................................................................... 263
2. Cetoacidose Diabética ....................................................................................................................... 264
3. Referências ...................................................................................................................................;.. 265

8. Farmacotécnica e Métodos Cromatográficos e Espectrométricos .................................267


1 RESUMO PRATICO .................................................................................................................................... 290
1. Formas farmacêuticas ....................................................................................................................... 291
2. Origens e características de produção ................................................................................................ 291
3. Cálculos de formulações .................................................................................................................... 291
4. Métodos de extração ........................................................................................................................ 291
5. Separações Cromatográficas ............................................................................................................. 292
6. Referências ...................................................................................................................................... 292
Farmácia Hospitalar

(EBSERH HU UFGD - AOCP · 2014) A direção do Alternativa B: INCORRETA. O sistema coletivo não per-
O1 hospital solicitou ao farmacêutico que
readequasse o sistema de distribuição de me-
mite uma gestão adequada do estoque ou dos
custos, nem favorece a integração do farmacêu-
dicamentos do hospital no sentido de diminuir tico com a equipe de saúde.
os gastos com medicamentos, diminuir os erros Alternativa C: CORRETA. O sistema de distribuição in-
de medicação, melhorar o controle e a gestão dividualizado será o mais viável para a referida
de estoque da farmácia, diminuir os estoques situação, visto que reduz os custos, aumenta a
de medicamentos nas unidades assistenciais, segurança, aumenta a integração do farmacêu-
além de favorecer a integração do farmacêuti· tico sem alterar o número de profissionais na
co com a equipe de saúde. O farmacêutico, ao farmácia.
analisar os recursos humanos e infraestrutura Alternativa D: INCORRETA. O sistema por dose unitá-
disponíveis, avaliou que, em um primeiro mo- ria descentralizado aumenta os recursos huma-
mento, só seria possível a implantação de um nos e necessita da abertura de farmácia satélite
sistema que d istribuísse medicamentos neces- para atendimento da demanda.
sários para um dia de tratamento especifica- Alternativa E: INCORRETA. Não havia possibilidade
mente para cada paciente, além de observar as de incluir esse sistema, visto que não houve au-
determinações da direção do hospital. De acor- mento no número de RH e a infraestrutura era
do com o exposto, qual sistema de distribuição limitada.
de medicamentos será implantado no hospital? Resposta: ©

® Sistema de distribuição de medicamentos


(EBSERH HU UFJF · AOCP- 2015) Quanto à Tipo-
por dose unitária centralizado.
~ Sistema coletivo de distribuição de medica-
mentos.
02 logia dos hospitais, analise as assertivas e
assinale a alternativa que aponta as corretas.
~ Sistema individual de distribuição de medi-
camentos. 1. Hospital Privado: é aquele pertencente a ór-
]; Sistema de distribuição de medicamentos gãos oficiais da administração direta e indireta,
por dose unitária descentralizado. podendo ser Federal, Estadual ou Municipal.
I Sistema de distribuição de medicamentos li. Hospital de Corpo Clínico Aberto: permite
oor dose unitária combinado. que apenas médicos que não façam parte
do corpo clínico efetivo do hospital possam

-.. liN A: INCORRETA. O sistema de distribuição


• internar e tratar seus pacientes.
Ili. Hospital de Corpo Clínico Fechado: é aquele
que possui corpo clínico efetivo restrito, no
por dose unitária exigiria aumento do quadro de qual médicos que não façam parte de ma-
~ i.:.:~.anos da farmácia e a distribuição neira formal no quadro do hospital podem
Ga dose sena oor horário e não para um período exercer a medicina apenas em caráter even-
oe24n. tual e mediante permissão especial.
12 Farmácia Hospitalar

IV. Hospital Filantrópico: hospital particular lu- Alternativa A: INCORRETA. O grupo B sempre será pro-
crativo que desloca toda a sua receita finan- porcional à metade dos produtos, representando
ceira para assistir gratuitamente pacien- metade do movimento financeiro, ou seja, 50%.
tes desprovidos de qualquer cobertura de Alternativa 8: INCORRETA. Esse grupo é o que conse-
saúde. guimos comprar um maior volume de produtos
utilizando uma pequena parte do valor financei-
® Apenas 1e li. ro, logo essa afirmativa é falsa.
® Apenas li e Ili. Alternativa C: INCORRETA. Como já explicitado na le-
© Apenas 1e Ili. tra A, esse grupo seria o B.
@ Apenas Ili e IV. Alternativa D: CORRETA. Os produtos do grupo A pos-
® Apenas li e IV. suem um impacto elevado sobre o orçamento
da empresa.
Alternativa E: INCORRETA. Não existe essa proporção
em nenhum dos grupos nesse estudo.
Assertiva 1: INCORRETA. Essa é a definição de hospi- Resposta: @
tal público.
Assertiva li: CORRETA. Corpo clínico aberto permite
(EBSERH HU UFJF - AOCP - 2015) A localização
que médicos mesmo sem vínculos com o hos-
pital realizem atividades na unidade.
Assertiva Ili: CORRETA. Corpo clínico fechado existe
04 da farmácia dentro da estrutura física do
hospital NÃO interfere quanto
um quadro regular exclusivo da unidade, nor-
malmente contratados ou concursados. ® a facilitar a distribuição dos produtos forne-
Assertiva IV: INCORRETA. A filantropia não tem fins cidos.
lucrativos. ® ao recebimento dos produtos adquiridos.
Resposta: @ © a facilitar o inter-relacionamento profissional.
@ a proporcionar a vigilância do uso dos medi-
camentos.
(EBSERH HU UFJF-AOCP-2015) De acordo com ® a comprometer a hierarquia das diretorias
03 o tipo de estudo da curva ABC, muito uti-
lizado na logística de estoque em farmácia hos-
do hospital sobre a farmácia.

pitalar, o qual classifica os produtos movimenta-


dos em determinado período de acordo com a
quantidade e sua importância financeira, qual Alternativa A: INCORRETA. A localização da farmácia
das alternativas a seguir define corretamente irá interferir diretamente na distribuição dos
um dos grupos A, B ou C e suas respectivas por- produtos.
centagens das quantidades de produtos e sua Alternativa B: INCORRETA. A localização da farmácia
importância financeira de maneira aproximada? irá interferir diretamente no recebimento de
materiais.
® Grupo B: 75% dos produtos representam Alternativa C: INCORRETA. t importante que a far-
25% do movimento financeiro. mácia seja bem localizada para que a equipe
® Grupo C: 10% dos produtos representam multiprofissional possa melhor se relacionar.
90% do movimento financeiro. Alternativa D: INCORRETA. Quanto mais próximo a far-
© Grupo A: 45% dos produtos representam mácia estiver das unidades, mais fácil irá aconte-
55% do movimento financeiro. Como já explici- cer a v igilância dos medicamentos.
tado na letra A, esse grupo seria o B. Alternativa E: CORRETA. Em qualquer localização que
@ Grupo A: 5% dos produtos representam 80% esteja a farmácia, a hierarquia será sempre a mes-
do movimento financeiro. ma, estando ou não bem localizada.
® Grupo C: 90% dos produtos representam Resposta: ®
90% de movimento financeiro.

• 05 (EBSERH HU UFJF · AOCP · 2015) A seleção de


medicamentos no hospital tem como ob-
13

jetivo definir quais medicamentos devem ser @ Necessidade de menor número de funcioná-
padronizados na instituição por meio de um rios na farmácia.
processo técnico dinâmico, contínuo e multi- ® Maior tempo gasto pela enfermagem no pre-
d isciplinar. Qual das alternativas a seguir apre- paro dos medicamentos.
senta uma das vantagens da seleção de medi-
camentos para o hospital?

® Aumentar o número de fármacos e formas



Alternativa A: INCORRETA. Ao contrário da afirmativa,
farmacêuticas. esse sistema reduz a disponibilidade dos me-
@ Redução de estoques de medicamentos e dicamentos nas unidades de internação, pois a
custo da sua manutenção. distribuição ocorre apenas no horário prescrito.
© Estimular o uso dos medicamentos de últi- Alternativa B: INCORRETA. Como não há estoque de
ma geração. medicamentos no posto de enfermagem, o nú-
@ Reduzir a comunicação entre a farmácia e a mero de solicitações é maior, pois ocorre para
equipe médica. cada horário prescrito.
® Oferecer liberdade na opção dos medica- Alternativa C: CORRETA. Isso ocorre pelo fato desse
mentos para a prescrição médica. sistema permitir a distribuição do medicamen-
to já preparado para ser administrado, confor-
me prescrição médica. Geralmente, o preparo
das doses a serem administradas é feito por um
Alternativa A: INCORRETA. A seleção visa reduzir o farmacêutico.
número de fármacos e formas farmacêuticas Alternativa D: INCORRETA. Ao contrário, o sistema de
disponíveis. distribuição por dose unitária aumenta a neces-
Alternativa B: CORRETA. Esse é um dos principais sidade de contratação de recursos humanos
objetivos da seleção de medicamentos. para atender a demanda.
Alternativa C: INCORRETA. A seleção não tem por ob- Alternativa E: INCORRETA. A enfermagem apenas
jetivo estimular o uso de medicamentos novos, recebe e administra o medicamento, o preparo
mas sim de medicamentos efetivos e seguros. dos medicamentos fica sob a responsabilidade
Alternativa D: INCORRETA. A elaboração da relação da farmácia.
dos medicamentos selecionados envolve dis- Resposta: ©
cussão com a equipe multiprofissional, incluin-
do médicos.
Alternativa E: INCORRETA. Um dos objetivos da sele- (EBSERH MCO UFBA - IADES - 2014) A Relação
ção de medicamentos é reduzir a multiplicida-
de de medicamentos desnecessários.
07 Nacional de Medicamentos Essenciais (Re-
name) é uma publicação do Ministério da Saúde
Resposta: ® com relação aos medicamentos utilizados para
combater as doenças mais comuns que atingem
a população brasileira. A respeito desse tema,
(EBSERH HU UFJF- AOCP - 2015) O sistema de assinale a alternativa correta.
06 distribuição de medicamentos adotado
pela farmácia do hospital interfere diretamente ® Uma lista de medicamentos essenciais abran-
na qualidade do serviço farmacêutico prestado ge apenas os destinados à assistência primária
na instituição. Qual das alternativas a seguir é ou à atenção básica.
uma vantagem do sistema de distribuição por @ Medicamentos essenciais são aqueles pro-
dose unitária? duzidos após a expiração da proteção patentá-
ria ou de outros direitos de exclusividade. Para
® Grande disponibilidade de medicamentos tanto, possuem eficácia, segurança e qualidade
nas unidades de internação. comprovadas, por isso são padronizados.
@ Redução nas solicitações de medicamentos © Medicamentos essenciais são selecionados
à farmácia. de acordo com a sua relevância na saúde pú-
© Redução na incidência de erros de medi- blica, provas quanto à eficácia e à segurança e
cação. com estudos comparados de custo-efetividade.
14 Farmácia Hospitalar

@ Adotada em nível nacional, a Rename deve tência prestada ao paciente, promovendo o


ser utilizada por todos os gestores de saúde no uso seguro e racional de medicamentos e
momento da seleção e aquisição de medica- produtos para a Saúde.
mentos, não podendo haver divergências entre li. Na Farmácia Hospitalar, a provisão de pro-
estados e municípios, independentemente da dutos e serviços deve ser compreendida
situação epidemiológica específica. como atividade fim, sendo o intento máxi-
® O elevado custo de um medicamento o ex- mo a economia de recursos para a geração
clui da lista, mesmo quando ele representar a de renda para o hospital, fazendo uso de
melhor escolha para uma condição nosológica modernas técnicas de controle de custos,
epidemiologicamente relevante. buscando o desenvolvimento de ações eco-
nomicamente v iáveis e soluções sustentá-

DICA DO AUTOR: Para complementar o conteúdo da


• veis para a instituição hospitalar.
Ili. No campo de atuação clínica, o foco da Far-
mácia Hospitalar e de serviços de saúde deve
questão, sugerimos a leitura da Portaria 1.555, de estar no paciente e no atendimento de suas
30 de julho de 2013, que dispõe sobre as normas necessidades. O medicamento e os produ-
de financiamento e de execução do Componen- tos para a saúde devem ser compreendidos
te Básico da Assistência Farmacêutica no âmbi- como instrumentos, estando o farmacêuti-
to do Sistema Único de Saúde (SUS). Link para co hospitalar envolvido em todas as fases
consulta: http:// bvsms.saude.gov.br/ bvs/ saude da terapia medicamentosa.
legis/gm/2013/prtl 555_30_07_2013.html IV. No campo administrativo, o foco deve es-
Alternativa A: INCORRETA. Essa lista é nacional, logo tar nas práticas gerenciais que conduzam a
abrange todas as áreas da assistência. processos mais seguros, permeados pelos
Alternativa B: INCORRETA. Nâo há relação entre me- conceitos de qualidade, valorizando a ges-
dicamentos essenciais e patente. tão de pessoas e processos, atendendo às
Alternativa C: CORRETA. A alternativa traz a defini- normas e legislação vigentes no país.
ção correta de medicamentos essenciais.
Alternativa D: INCORRETA. Cada estado e município ® Apenas li e Ili estão corretas.
devem utilizar a Rename para orientar e subsi- ® Apenas 1, li e IV estão corretas.
diar suas decisões, porém cada local terá sua © Apenas 1, Ili e IV estão corretas.
especificidade, adaptando a lista nacional à rea- @ Apenas 1e li estão incorretas.
lidade local. ® Apenas li e IV estão incorretas.
Alternativa E: INCORRETA. Se o medicamento for
a melhor opção terapêutica e não possuir um
medicamento substituto com efetividade seme-
lhante, ele permanecerá na lista. Será necessária a Assertiva 1: CORRETA. Essa é a definição de um dos

elaboração de protocolo específico para seu uso. principais objetivos da Farmácia Hospitalar.
Resposta: © Assertiva li: INCORRETA. A provisão de produtos e
serviços não é considerada atividade fim e nem
tem como objetivo maior gerar renda.
(EBSERH HC UFG-AOCP-2015) A Farmácia Hos- Assertiva Ili: CORRETA. A alternativa a atuação do far-
O8 pitalar é uma unidade clínica, administra- macêutico no ambiente hospitalar, destacando
tiva e econômica, dirigida por farmacêutico, li- a sua importância na assistência aos pacientes.
gada hierarquicamente à direção do hospital e Assertiva IV: CORRETA. As práticas gerenciais visam
integrada funcionalmente com as demais unida- o aumento da segurança e da qualidade dos
des administrativas e de assistência ao paciente. processos hospitalares, sendo de responsabili-
Referente ao assunto, analise as assertivas e assi- dade das esferas administrativas.
nale a alternativa correta. Resposta: ©

1. O principal objetivo da Farmácia Hospitalar


é contribuir no processo de cuidado à saú-
de, v isando melhorar a qualidade da assis- 09 (EBSERH HC UFG - AOCP - 2015) Sobre o con-
trole de infecção hospitalar e o planeja-
15

mente e controle de estoques de medicamen- Assertiva 1: VERDADEIRA. Conhecido como Teorema


tos e correlatos, informe se é verdadeiro (V) ou de Pareto, ou conhecida também como regra
falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a al- 80/20 que identificou que 80% dos problemas
ternativa com a sequência correta. são geralmente causados por 20% dos fatores.
Alternativa correta.
No planejamento e controle de estoques de Assertiva 2: VERDADEIRA. Diferentemente da curva
medicamentos e correlatos, a classificação
( ) ABC, a curva XYZ está relacionada com a critici-
ABC, ou também chamada 80-20, é baseada
dade de cada medicamento. Um item Z pode ser
no teorema do economista Vilfredo Pareto.
mais barato que um item X, porém possui máxi-
A classificação XYZ baseia-se na análise de ma criticidade.
( ) criticidade, no impacto resultante da falta
Assertiva 3: FALSA. Os itens da categoria Z são os
do item.
de máxima criticidade.
Itens da classe X são os de máxima criticida- Assertiva 4: VERDADEIRA. Essa é exatamente a defi-
( )
de, imprescindíveis.
nição dos itens classificados na categoria A, da
Itens classificados como A abrigam o gru- curva ABC.
po de itens mais importantes, que corres- Assertiva 5: FALSA. O controle das infecções en-
pondem a um pequeno número de medi-
( ) volve toda a equipe multiprofissional, incluin-
camentos, cerca de 20% dos itens, os quais
representam cerca de 80% do valor total do
do-se os farmacêuticos.
estoque. Assertiva 6: FALSA. Artigos críticos para contami-
nação são classificados como aqueles desti-
O controle das infecções hospitalares é uma
( ) nados aos procedimentos invasivos em pele e
atividade restrita aos farmacêuticos.
mucosas adjacentes, nos tecidos subepiteliais
Segundo a classificação de artigos de acor-
e no sistema vascular, logo termômetros e
do com o risco e potencial de contaminação,
( )
máscaras de inalação não irão fazer parte desse
são exemplos de artigos críticos termôme-
tros, seringas e agulhas, fios cirúrgicos, son- grupo.
da vesical e máscara de inalação. Assertiva 7: FALSA. A desinfecção tem por finalida-
de destruir por completo agentes infecciosos e
A desinfecção tem por finalidade reduzir o
número de micro-organismos presentes nos não apenas reduzir.
( ) artigos sujos, de forma a torná-los seguros Assertiva 8: VERDADEIRA. O calor úmido realmente
para manuseá- los, isto é, que ofereçam me- além de eficiente é o mais barato e econômico.
nor risco ocupacional. Resposta: V- V- F - V- F - F - F - V. Nenhuma
O calor úmido na forma de vapor saturado das alternativas apresenta a sequência correta.
sob pressão é o processo de esterilização Portanto, a questão foi ANULADA pela banca.
( )
mais seguro, eficiente, rápido e econômico
disponível.
(EBSERH HDT UFT - AOCP - 2015) Um sistema
@ F-V-F-F-V-V-F-~
@ V-F-F - V - V - F-F-~
lO de distribuição de medicamentos dentro
do ambiente hospitalar precisa ser eficiente e
© F-V-V-F-F-V-V-~ estar em consonância com o esquema terapêu-
@ V-F-V-V-F-F-V-~ tico prescrito. São objetivos da implantação de
@ V-V - F - V-V-F-F - ~ um sistema de distribuição de medicamentos,
EXCETO

DICA DO AUTOR: Para saber mais sobre a gestão


•• ® identificação de possíveis reações adversas
aos medicamentos.
de compras em hospitais, acesse: http://www. ® aumento do controle sobre os medicamentos.
cff.org .br/ sistemas/geral/revista/ pdf/137 /en- © diminuição dos custos com medicamentos.
carte_fannAcia_hospitalar_85.pdf. Quanto à de- @ diminuição de erros de medicação.
sinfecção e esterilização, acesse: http://aps.bvs. ® aumento da segurança para o paciente.
br/ aps/ quais-as-d iretrizes-ba si cas-de-esteri 1i-
zacao-e-desinfeccao-de-a rtigos-cl in icos-e-me-
dice-hospitalares/ ••
16 Farmácia Hospitalar

Alternativa A: INCORRETA. A identificação de rea- cheguem ao paciente de forma segura e higiê-


ções adversas a medicamentos não está associa- nica, garantindo a eficácia do esquema terapêu-
da ao tipo de sistema de distribuição. Um serviço tico prescrito. Sobre o sistema de distribuição
de farmácia clínica estruturado e/ou gerencia- de medicamentos por dose unitária, assinale a
mento de riscos garante a identificação dessas alternativa correta.
reações.
Alternativa B: CORRETA. Constitui um dos objetivos ® Uma das vantagens da adoção desse siste-
dos sistemas de distribuição. ma é a ausência de estoques periféricos de me-
Alternativa C: CORRETA. Constitui um dos objetivos dicamentos nos diversos setores do hospital.
dos sistemas de distribuição. @ Nesse sistema, o médico faz a prescrição em
Alternativa D: CORRETA. Constitui um dos objetivos duas vias ou prescreve em apenas uma via e a
dos sistemas de distribuição. enfermagem transcreve a prescrição.
Alternativa E: CORRETA. Constitui um dos objetivos © A farmácia separa os medicamentos por se-
dos sistemas de distribuição. tor para um período de 24 horas. Após esse pe-
Resposta: @ ríodo, a enfermagem pode devolver à farmácia
os medicamentos que não foram utilizados.
@ Não é necessário que a farmácia faça tria-
(EBSERH HDT UFT · AOCP- 2015) Consumo mé- gem da prescrição médica.
11 dio mensal (CMM) e estoque de seguran-
ça (ES) são instrumentos úteis para
® Após preparadas as tiras de medicamentos
pela farmácia, não é necessário que a enferma-

-•
gem faça a conferência dessas tiras.
@ a padronização de medicamentos e correlatos.
® determinar a melhor forma de distribuição
dos medicamentos e correlatos para os setores.
© determinar o ponto de aquisição de medica- Alternativa A: CORRETA. Nesse sistema, todo o esto-
mentos e correlatos. que de medicamentos fica sob a responsabili-
@ organizar o setor que faz fracionamento de dade da farmácia, não há estoque dos medica-
doses de medicamentos. mentos em outros locais.
® determinar o modo e o local de armazena- Alternativa B: INCORRETA. Não há relação entre os
mento adequado dos medicamentos e correlatos. sistemas de distribuição de medicamentos e a
transcrição da prescrição.


Alternativa A: INCORRETA. O ES não influenciará em
Alternativa C: INCORRETA. A Farmácia separa, mani-
pula e entrega os medicamentos prontos para
serem administrados em cada horário prescrito.
nada na padronização de itens em um hospital. Alternativa D: INCORRETA. A triagem da prescrição mé-
Alternativa B: INCORRETA. O CMM será importante dica pela é recomendada para todos os sistemas
para tal atividade, porém o ES não terá influên- de distribuição, principalmente na dose unitária.
cia para este fim. Alternativa E: INCORRETA. Sempre deve haver con-
Alternativa C: CORRETA. O CMM e ES são indispen- ferência pela equipe de enfermagem, tanto no
sáveis para determinação do ponto de aquisi- momento do recebimento, quanto no momen-
ção de insumos farmacêuticos. to da administração no paciente.
Alternativa D: INCORRETA. Essa atividade ocorre in- Resposta: @
dependentemente de CMM e ES.
Alternativa E: INCORRETA. Essa atividade será impor-
tante para o CMM, porém não afetará em seu ES. (EBSERH HE UFSCAR · AOCP · 2015) Sobre as ativi-
Resposta: © 13 dades desenvolvidas pelo serviço de farmá-
cia hospitalar, assinale a alternativa INCORRETA.

(EBSERH HE UFPEL - AOCP - 2015) Na farmácia ®


12 hospitalar, a distribuição de medicamen-
tos pelo sistema de dose unitária tem como ob-
A farmácia hospitalar deve participar do ge-
renciamento de tecnologias, englobando a qua-
lificação de fornecedores, armazenamento, distri-
jetivo garantir que os medicamentos prescritos buição, dispensação e controle de medicamentos.
17

® A avaliação farmacêutica das prescrições mentos. Esse método independe da participa-


deve ser realizada antes do início da dispensa- ção dos profissionais da saúde.
ção e manipulação e deve priorizar aquelas que @ Todas as reações adversas a medicamentos
conten ham antimicrobianos e medicamentos são eventos adversos. No entanto, nem todo even-
potencialmente perigosos. to adverso é uma reação adversa a medicamento.
© A unitarização de doses e o preparo de do- ® Não são consideradas reações adversas a me-
ses unitárias de medicamentos compreendem dicamentos os efeitos que ocorrem após a ex-
o fracionamento, a subdivisão e a transforma- posição a doses maiores que as terapêuticas de
ção de formas farmacêuticas. medicamentos.
@ O elenco de atividades farmacêuticas oferta-
das é independente da complexidade dos hos-
pitais, bem como da disponibilidade de tecno-
logias e recursos humanos.

Alternativa A: CORRETA. Descreve o objetivo princi-
® A atividade do farmacêutico no cuidado ao pal da Farmacovigilância ou Vigilância pós-co-
paciente, pressupõe o acesso a ele e seus fami- mercialização (fase 4).
liares, ao prontuário, resultados de exames e Alternativa B: CORRETA. Descreve os resultados con-
demais informações, incluindo o diálogo com a cretos da Farmacovigilância.
equipe que assiste o paciente. Alternativa C: INCORRETA. O método de notificação
espotânea depende da participação dos profis-


Alternativa A: CORRETA. Essas atividades fazem par-
sionais de saúde.
Alternativa D: CORRETA. As reações adversas são um
tipo de eventos adversos a medicamentos.
te do serviço de Farmácia Hospitalar. Alternativa E: CORRETA. As reações adversas ocor-
Alternativa B:CORRETA. Essas atividades fazem par- rem após exposição a doses usuais e terapêuti-
te do serviço de Farmácia Hospitalar. cas. A exposição a doses acima das terapêuticas
Alternativa C: CORRETA. Essas atividades fazem par- está fora do escopo da farmacovigilância.
te do serviço de Farmácia Hospitalar. Resposta: ©
Alternativa D: INCORRETA. As atividades farmacêu-
ticas que são ofertadas em um hospital estão
(EBSERH HU UFGD · AOCP · 2014) Segundo a
diretamente ligadas a sua complexidade e dis-
ponibilidade de tecnologias.
Alternativa E: CORRETA. Essas atividades fazem par-
15 ANVISA, farmacovigilância é o trabalho
de acompanhamento do desempenho dos me-
te do serviço de Farmácia Hospitalar. dicamentos que já estão no mercado, no sen-
Resposta: @ tido de proteger as populações de danos cau-
sados por produtos comercializados, por meio
da identificação precoce do risco e intervenção
(EBSERH HU UFMA - AOCP · 2014) No que se
14 refere à farmacovigilância e às reações
adversas a medicamentos, assinale a alterna-
oportuna. Sobre farmacovigilância, assinale a
alternativa correta.

tiva INCORRETA. ® Diarreias causadas pela a associação en-


tre amoxicilina e clavulanato de potássio, por
® O objetivo principal da farmacovigilância ser um efeito adverso comumente observado,
é detectar reações adversas a medicamentos, não necessita ser notificado ao Sistema de No-
buscando meios para a prevenção. tificações em vigilância sanitária - NOTIVISA.
® Resultados concretos das ações de farma- ® Devem-se notificar somente reações ad-
covigilância decorrem de medidas administra- versas cuja causalidade foi comprovada, não
tivas, como a retirada de medicamentos do podendo basear-se em suspeitas de relação
mercado, a modificação de bulas e rótulos e a entre o uso do medicamento e a reação adver-
restrição de uso do produto. sa observada.
~ O sistema de notificação espontânea é um © Efeitos adversos de menor gravidade como
método pouco difundido para a detecção e xerostomia e sudorese não necessitam ser noti-
quantificação das reações adversas a medica· ficados por não representar um risco à vida do
18 Farmácia Hospitalar

usuário, tratando-se apenas de um desconfor- Alternativa B: INCORRETA. O Paracetamol é um anal-


to muitas vezes já previsto e descrito em bula. gésico e antitérmico comum que pode facil-
@ Um dos principais métodos utilizados pela mente ser substituído por outro medicamento.
farmacovigilância para identificação de reações AlternativaC:CORRETA. Aepinefrina ea dopa mina são
adversas, raras ou não, é a notificação espontâ- agonistas adrenérgicos e sua falta pode prejudicar
nea ou voluntária de suspeitas de reações ad- processos vitais, como a circulação cardiovascular.
versas a medicamentos, feita por profissionais Alternativa O: INCORRETA. O ibuprofeno é um anal-
de saúde. gésico e antitérmico e pode facilmente ser subs-
® O campo de atividades da farmacovigilância tituído por outro fármaco da mesma classe.
tem se expandido e, recentemente, incluiu novos Alternativa E: INCORRETA. A nimesulida é um anti-
elementos de observação como, por exemplo, as -inflamatório não esteroide, facilmente substi-
plantas medicinais. Já questões relacionadas ao tuído por outro medicamento da mesma classe.
desvio de qualidade de produtos farmacêuti- Resposta: ©
cos, erros de administração de medicamentos,
entre outros, não são relevantes para a farma-
(EBSERH HDT UFT- AOCP · 2015) A farmacovi-
covigilância.
17 gilância é a área da farmacologia que

® busca a melhor relação entre investimentos


Alternativa A: INCORRETA. Mesmo os efeitos adver- e resultados, com base na utilização racional de
sos previstos devem ser notificados no Notivisa. materiais e medicamentos, evitando o desper-
Alternativa 8: INCORRETA. As suspeitas de reações ad- dício e excessos.
versas podem ser registradas no Notivisa mesmo ® estuda o uso e os efeitos benéficos e peri-
que não tenham sua causalidade comprovada. gosos dos medicamentos em um grande nú-
Alternativa C: INCORRETA. Todos os efeitos adversos mero de pessoas.
a medicamentos, independente da gravidade, © tem como principal objetivo colaborar com
devem ser notificados no Notivisa. todos os profissionais de saúde para que um de-
Alternativa D: CORRETA. A alternativa traz afirma- terminado doente possa, assim, alcançar a máxi-
ções corretas sobre a notificação espontânea. ma efetividade da sua terapêutica.
Alternativa E: INCORRETA. Desvios de qualidade e er- @ estuda os efeitos fisiológicos dos fármacos
ros de medicação são de extrema relevância para nos organismos vivos, seus mecanismos de ação
a farmacovigilância e devem ser notificados. e a relação entre concentração do fármaco e os
Resposta: @ efeitos desejados e indesejados.
® acompanha o desempenho dos medica-
mentos que já estão no mercado, visando pro-
(EBSERH CH UFPA- AOCP- 2016) A Curva XYZ
16 classifica os produtos segundo a priori-
dade técnica, sendo "Z" os medicamentos cuja
teger as populações de danos causados por tais
medicamentos por meio da identificação pre-
coce do risco e intervenção oportuna.
falta pode prejudicar a realização de processos
vitais, tais como:

® ácido acetil salicílico e dopamina.



Alternativa A: INCORRETA. Essa definição é sobre Far-
® paracetamol e acetilcolina. macoeconomia.
© epinefrina e dopamina. Alternativa 8: INCORRETA. Essa afirmação pode ser
@ bicarbonato de sódio e ibuprofeno. definida como Farmacoepidemiologia.
® acetilcolina e nimesulida. Alternativa C: INCORRETA. Não é um dos objetivos
da Farmacovigilância a efetividade terapêutica


Alternativa A: INCORRETA. O ácido acetil salicílico é
para um doente específico.
Alternativa D: INCORRETA. Essas definições são de Far-
macodinâmica.
um analgésico facilmente substituído por qual- Alternativa E: CORRETA. A Farmacovigilância é defini-
quer outro medicamento. da como um conjunto de procedimentos relacio-
19

nados à detecção, avaliação, compreensão e pre- vel relacionado com fármacos. Além das rea-
venção de reações adversas a medicamentos ou ções adversas a medicamentos, são questões/
quaisquer outros possíveis problemas relaciona- atividades relevantes para a farmacovigilância,
dos a fármacos. Portanto, essa é a questão correta. EXCETO.
Resposta: ®
@ desvios da qualidade de produtos farmacêu-
ticos e erros de administração de medicamento.
{EBSERH HE UFPEL - AOCP - 2015) O financia- @ notificações de perda da eficácia e uso de
18 mento para aquisição dos medicamentos
do Componente de Medicamentos de Dispensa-
fármacos para indicações não aprovadas, que
não possuem base científica adequada.
ção Excepcional (CMDE) é de responsabilidade © notificação de casos de intoxicação aguda
ou crônica por produtos farmacêuticos e avalia-
@ exclusivamente dos municípios. ção de mortalidade.
® exclusivamente dos estados. @ abuso e uso errôneo de produtos e intera-
© exclusivamente do Ministério da Saúde. ções, com efeitos adversos, de fármacos com
@ dos estados e do Ministério da Saúde. substâncias químicas, outros fármacos e ali-
® dos estados e dos municípios. mentos.
® monitorização dos preços dos medicamen-

DICA DO AUTOR: Os Medicamentos de Dispensação


•• tos que estão no mercado e auxílio tecnicamen-
te no estabelecimento do preço de novos me-
dicamentos.
Excepcional tiveram sua nomenclatura altera-
da em 2009, passando a chamar Componente
Especializado da Assistência Farmacêutica. Ale-
gislação vigente que trata sobre o tema é a Por- DICA DO AUTOR: Para saber mais sobre Farmacovi-

taria 1.554, de 30 de julho de 2013. Para maiores gilâ ncia, acesse: http://bvsms.sa ude.gov.br/bvs/
informações sobre o tema, acesse o link: http:// publicacoes/importancia.pdf
bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/ gm/ 2013/ Alternativa A: INCORRETA. Desvios de qualidade e
prtl 554_30_07 _2013.html erros de medicação são de responsabilidade da
Alternativa A: INCORRETA. Os municípios não respon- Fa rmacovig i lância.
dem pelo financiamento, e sim pela aquisição, Alternativa B: INCORRETA. lnefetividade terapêutica
programação, armazenamento, distribuição e e uso off label são de responsabilidade da Far-
dispensação. macovigilância.
Alternativa B: INCORRETA. Os estados não são os úni- Alternativa C: INCORRETA. intoxicação aguda e crôni-
cos responsáveis pelo financiamento. ca relacionada a produtos farmacêuticos e ava-
Alternativa C: INCORRETA. O Ministério da Saúde é o 1iação de mortalidade também fazem parte do

principal responsável pelo financiamento, po- escopo da Farmacovigilância.


rém não o único. Alternativa D: INCORRETA. Abuso de medicamentos,
Alternativa D: CORRETA. Os financiadores são o Mi- erros de medicação e interações medicamento-
nistério da Saúde e os Estados. sas significativas fazem parte do escopo da Far-
Alternativa E: INCORRETA. Os municípios não res- macovigilância.
pondem pelo financiamento, e sim pela aqui- Alternativa E: CORRETA. O monitoramento de pre-
sição, programação, armazenamento, distribui- ços de medicamentos está fora do escopo da
ção e dispensação. Farmacovigilância.
Resposta: @ Resposta: ®

(EBSERH HC UFG - AOCP- 2015) Para a Organi- {EBSERH HE UFSCAR - AOCP - 2015) A padroni-
19 zação Mundial da Saúde, a farmacovigi-
lância é ciência e atividades relativas à identifi-
20 zação de medicamentos a nível hospitalar
é uma importante ferramenta para administrar
cação, avaliação, compreensão e prevenção de os recursos com qualidade. Sobre a padroniza-
efeitos adversos ou qualquer problema possf- ção, assinale a alternativa INCORRETA.
21

@ No sistema de distribuição por dose indivi- ® A programação pela oferta de serviço de-
dualizada, os medicamentos são acondiciona- pende da relação existente entre os proble-
dos em embalagens unitárias. mas de saúde e a disponibilidade de ofertar
© Uma das desvantagens do sistema de dis- os serviços ou cuidados de saúde necessários.
tribuição por dose unitária é a necessidade de © Para se obter uma efetiva programação por
grandes estoques de medicamentos nos pos- consumo histórico, faz-se necessário que as in-
tos de enfermagem. formações de consumo sejam consistentes e
@ No sistema de distribuição de medicamen- confiáveis.
tos por dose unitária, a dispensação é feita em @ Nas situações em que não se tem dados de-
nome do paciente e segue uma prescrição mográficos ou epidemiológicos locais, pode-se
médica com horários preestabelecidos a cada empregar o método de extrapolação de dados
24 horas. de consumo de outras regiões.
® No sistema de distribuição coletivo, a eti- ® A programação pelo perfil epidemiológico
queta do medicamento unitarizado deve con- requer dados de consumo, não sendo aplicável
ter o nome do produto, lote, validade, princípio quando não se dispõe de dados sobre a utiliza-
ativo e código de barras. ção de medicamentos.

Alternativa A: INCORRETA. Nesse sistema, a farmácia



Alternativa A: CORRETA. A programação por perfil
atua como mero repassador do estoque para as epidemiológico sempre terá como base a pre-
unidades de internamento, distribuindo os me- valência e incidência dos principais problemas
dicamentos para o setor e não para os pacientes. de uma população.
Não há qualquer participação do farmacêutico. Alternativa B: CORRETA. Essa afirmação é um méto-
Alternativa B: INCORRETA. No sistema individua- do utilizado para o planejamento mais próximo
lizado, os medicamentos são distribuídos em da realidade de uma oferta de serviço.
nome do paciente, porém para um período de Alternativa C: CORRETA. Se as informações não fo-
24 horas, geralmente. t distribuída a quantida- rem consistentes e confiáveis, todo o planeja-
de necessária para o período e nem sempre as mento pode ser comprometido e gerar uma
embalagens são unitarizadas. crise de desabastecimento, trazendo muitos
Alternativa C: INCORRETA. A ausência de estoque prejuízos à população.
nos postos de enfermagem é justamente a van- Alternativa D: CORRETA. Na ausência de informa-
tagem do sistema de dose unitária, o contrário ções locais, é possível realizar o planejamento
do que diz a alternativa. com base no consumo de outras regiões.
Alternativa D: CORRETA. Esse sistema é o mais se- Alternativa E: INCORRETA. A programação por per-
guro, pois todos os medicamentos são dispen- fil epidemiológico toma como base os proble-
sados de forma unitarizada, a cada horária da mas de saúde da população, não seu histórico
prescrição, que tem validade por 24 horas. de consumo.
Alternativa E: INCORRETA. No sistema de distribui- Resposta: ®
ção coletiva os medicamentos são distribuídos
para o setor, não há unitarização.
(EBSERH HUOL UFRN - IADES- 2014) Instância
Resposta: @
24 colegiada, de caráter consultivo e deli-
berativo, que tem por objetivo selecionar me-
(EBSERH HU UFMA - AOCP - 2014) Assinale a al- dicamentos a serem utilizados no sistema da
23 ternativa INCORRETA a respeito dos mé-
todos de programação de medicamentos.
saúde nos três níveis de atenção. Além disso,
assessora a diretoria clínica na formulação de
diretrizes para seleção, padronização, prescri-
@ O método do perfil epidemiológico baseia- ção, aquisição, distribuição e uso de medica-
-se, fundamentalmente, nos dados de incidência mentos dentro das instituições da saúde. t cor-
e prevalência dos principais problemas de saúde reto afirmar que o texto apresentado descreve
que acometem uma determinada população. a definição de
22 Farmácia Hospitalar

@ farmácia hospitalar. excepcionais. (SOUZA, Renilson Rehem. O pro-


@ comissão de farmácia e terapêutica. grama de medicamentos excepcionais. Disponí-
© comissão de controle de infecção hospitalar. vel em: http://www.pro-renal.org.br/ documen-
@ farmácia satélite. tos/ 04_programa.pdf. Acesso em: 13/ 1/2014,
® atenção farmacêutica. com adaptações.)
Com base nesse texto, considerando os medi-


Alternativa A: INCORRETA. A farmácia hospitalar é um
camentos excepcionais, assinale a alternativa
correta.

órgão de abrangência assistencial, técnico-cien- @ Em termos operacionais, os recursos para a


tífica e administrativa, onde se desenvolvem ati- aquisição de medicamentos excepcionais são
vidades ligadas à produção, armazenamento, transferidos pela Agência Nacional de Vigilân-
controle, dispensação e distribuição de medica- cia Sanitária (ANVISA) aos estados todos os me-
mentos e correlatos às unidades hospitalares. ses e de forma antecipada. Os estados planejam
Alternativa B: CORRETA. O referido conceito trata-se a aquisição a partir do formulário terapêutico,
da comissão de farmácia e terapêutica. adquirem os medicamentos e controlam a dis-
Alternativa C: INCORRETA. A Comissão de Contro- tribuição e os estoques.
le de Infecção Hospitalar (CCIH) tem o objetivo @ Componente de medicamentos de dispen-
de se conhecer os índices de infecção hospita- sação excepcional caracteriza-se como uma es-
lar, visando controlar as infecções hospitalares tratégia de iniciativa privada, que tem por obje-
através de ações objetivam prevenir e reduzir a tivo disponibilizar medicamentos em farmácias
incidência desse tipo de infecção. comunitárias.
Alternativa D: INCORRETA. Farmácia Satélite é uma © Os medicamentos de elevado valor unitá-
unidade constituída de medicamentos e mate- rio ou que, pela cronicidade do tratamento, se
riais estrategicamente localizada próximos de tornam excessivamente caros para serem su-
unidades que necessitam de um suporte maior portados pela população, são abrangidos pelo
de insumos, devido a sua complexidade. programa de medicamentos excepcionais, que
Alternativa E: INCORRETA. Atenção Farmacêutica é o é gerenciado pela Secretaria de Assistência à
conjunto de ações promovidas por um farma- Saúde.
cêutico em colaboração com os demais profis- @ Os medicamentos excepcionais, pela pró-
sionais de saúde, que visam promover o uso pria natureza, importância e especificidade, são
racional dos medicamentos e a manutenção da sempre medicamentos inovadores.
efetividade e segurança do tratamento. ® Diferentemente dos medicamentos essen-
Resposta: @ ciais, listados na RENAME, os medicamentos
excepcionais não estão elencados em listas es-
pecíficas.
(EBSERH HUOL UFRN - IADES - 2014) A garan-
25 tia de acesso a medicamentos é parte
integrante e essencial de uma adequada polí- •
tica assistencial. Além dos que são garantidos Alternativa A: INCORRETA. Os recursos para a aqui-
no tratamento hospitalar, incluídos no paga- sição de medicamentos excepcionais, atualmen-
mento das autorizações de internação hospi- te chamados de Componente Especializado da
talar (AIH) os medicamentos que fazem parte Assistência Farmacêutica, são advindos do Mi-
da assistência ambulatorial como é o caso da nistério da Saúde e dos estados, de acordo com
quimioterapia do câncer, integrantes da far- o grupo em que se encontram.
mácia básica, dos medicamentos estratégicos Alternativa B: INCORRETA. O Componente de me-
para Aids, tuberculose, hanseníase, diabete, o dicamentos de dispensação excepcional é de
Sistema Único de Saúde (SUS) tem se empe- iniciativa do Ministério da Saúde, logo, de ini-
nhado em assegurar o fornecimento gratuito ciativa pública.
de medicamentos de alto custo. Esses medica- Alternativa C: CORRETA. O elevado valor unitário ou o
mentos, também denominados excepcionais, custo alto a longo prazo são critérios para inclu-
estão incluídos no programa de medicamentos são no programa de medicamentos excepcionais.
23

Alternativa D: INCORRETA. Nem sempre os medica- Assertiva 1: INCORRETA. Conforme Portaria 2616 de
mentos excepcionais são inovadores, pois são 1998, publicada pelo Ministério da Saúde, as
caraterizados pelo custo e não pela sua inovação. infecções no recém-nascido são hospitalares,
Alternativa E: INCORRETA. Existe um componente com exceção das transmitidas de forma trans-
específico com protocolos definindo sua distri- placentária e aquelas associadas à bolsa rota
buição, financiamento e responsabilidade para superior a 24 (vinte e quatro) horas.
todos os medicamentos pertencentes ao grupo Assertiva li: CORRETA. A afirmativa está compatível
de medicamentos excepcionais. com o definido pela Portaria 2616/98 do Minis-
Resposta: © tério da Saúde.
Assertiva Ili: INCORRETA. Será considerada IH infec-
ção adquirida após sua internação e que se ma-
(EBSERH HUPAA UFAL • IDECAN · 2014) Sobre os
26 critérios de definição das Infecções Hospi-
talares (IH), analise.
nifesta durante a internação ou mesmo após a
alta, quando puder ser relacionada com a inter-
nação ou procedimentos hospitalares.
Assertiva IV: CORRETA. A afirmativa está compatível
1. As infecções que acometem recém-nasci- com o definido pela Portaria 2616/98 do Minis-
dos, transmitidas de forma transplacentá- tério da Saúde.
ria, são definidas como IH. Assertiva V: CORRETA. A afirmativa está compatível
li. t considerada IH quando se desconhece o com o definido pela Portaria 2616/98 do Minis-
período de incubação do microorganismo tério da Saúde.
e não há evidência clínica e/ou laboratorial Resposta: ©
de infecção no momento da internação, e a
manifestação clínica se apresenta 72 horas
após a admissão do paciente. (EBSERH HU UFMS · AOCP · 2014) Com relação
Ili. t considerada IH aquela adquirida após a
admissão do paciente e que se manifesta ex-
27 ao método de programação de medica-
mentos pelo método de perfil epidemiológico,
clusivamente após a alta do paciente, quan- assinale a alternativa correta.
do puder ser relacionada com os procedi-
mentos hospitalares. ® Não é um bom método para ser aplicado
IV. Quando na mesma topografia em que foi quando se implanta um novo serviço na rede
diagnosticada infecção comunitária, for iso- de saúde.
lado um germe diferente, seguido do agra- @ A efetividade do método independe da ade-
vamento das condições clínicas do paciente, são dos prescritores aos protocolos terapêuticos
o caso não é considerado como IH. consensuados.
V. t considerada IH aquela que se manifesta an- © A programação por perfil epidemiológico
tes de 72 horas de internação, sendo associa- requer, obrigatoriamente, dados de consumo
da a procedimentos diagnósticos e/ou tera- em função do tempo.
pêuticos realizados no hospital, durante este © Na programação pelo perfil epidemiológi-
período. Estão corretas apenas as afirmativas. co, não é possível a ocorrência de sub ou su-
perestimativas de estoque em decorrência da
@ leV. sazonalidade.
@ lleV. ® O método de programação por perfil epide·
© 11,llleV. miológico, embora seja distinto, emprega o mes-
@ 11,IVeV. mo tipo de lógica presente no método de progra-
@ 11,lllelV. mação por oferta de serviços.

••
DICA DO AUTOR: Para ter acesso à Portaria MS 2616 Alternativa A: INCORRETA. O método por perfil epi-

/98, que regulamenta as ações para o controle demiológico é um dos primeiros métodos que
de infecção hospitalar no país, acesse: http:// devem ser utilizados para realizar planejamen-
www.ccih.med.br/portaria-ms-261698/.
24 Farmácia Hospitalar

to mais próximo da realidade, portanto, um bom tos nas unidades assistenciais e promoção do
método. acompanhamento de pacientes.
Alternativa B: INCORRETA. Se não houver adesão
dos prescritores, não há como ser realizada uma
programação eficiente, pois sempre estarão fal-
tando medicamentos, visto que as prescrições

Alternativa A: CORRETA. Todos os aspectos descritos
médicas serão independentes da padronização. na alternativa representam vantagens de cada
Alternativa C: INCORRETA. Não é obrigatório dados um dos sistemas, descritos em ordem correta.
de consumo quando se toma como base a pro- Alternativa B: INCORRETA. A segunda informação
gramação pelo perfil epidemiológico. está incorreta, visto que, para implantação de
Alternativa D: INCORRETA. A sazonalidade é um fa- um sistema de distribuição de forma individua-
tor que interfere sempre nas programações, por lizada, é necessário o investimento em recursos
isso deve sempre utilizar um método e utilizar humanos (RH), portanto, há necessidade de au-
um percentual a mais para estoque de reser- mento de RH.
va, evitando falhas no abastecimento. Por isso, Alternativa C: INCORRETA. A primeira afirmativa está
pode haver de fato uma sub ou superestimativa completamente errada, visto que não há como
do consumo. evitar erros referentes à utilização de medica-
Alternativa E: CORRETA. Trata-se de métodos seme- mentos no sistema de distribuição coletiva, pois
1hantes, porém direcionados à necessidade local. a Farmácia não passa de um mero distribuidor
Resposta: ® de medicamentos.
Alternativa D: INCORRETA. A última informação está
incorreta, visto que no sistema de distribuição
(EBSERH HUPES UFBA - IADES - 2014) A distri-
28 buição e a dispensação de medicamen-
tos para os pacientes de um hospital são de
unitário, não há nenhum estoque na unidade de
enfermaria, logo sempre que a equipe de enfer-
magem necessitar de um medicamento deve
responsabilidade da farmácia hospitalar. Dessa dirigir-se a Farmácia.
forma, a escolha adequada do Sistema de Distri- Alternativa E: INCORRETA. No sistema de distribui-
buição de Medicamentos é fundamental. Com ção coletivo, não há nenhum tipo de controle
relação a esse tema, assinale a alternativa indica de medicamentos: toda a liberação ocorre por
respectivamente, uma vantagem do Sistema de setor, independente da prescrição.
distribuição coletivo, do Sistema de distribuição Resposta: ®
por prescrição individualizada e do Sistema de
distribuição por dose unitária.

® Redução da necessidade de recursos huma-


nos e infraestrutura, diminuição do estoque nas
29 (EBSERH MEJC UFRN- IADES- 2014) A distribui-
ção de medicamentos é uma atividade
que consiste no suprimento desses às unidades
unidades assistenciais e promoção do acompa- de saúde, em quantidade, qualidade e tempo
nhamento de pacientes. oportuno, para posterior dispensação à popu-
@ Aumento do estoque na farmácia hospi- lação usuária. Essa atividade é de responsabi-
talar, redução da necessidade de recursos hu- lidade do farmacêutico hospitalar. A respeito
manos e infraestrutura e aquisição de materiais dos sistemas de distribuição de medicamentos,
especializados. assinale a alternativa correta.
© Redução do potencial de erros referentes
à utilização de medicamentos, diminuição do ® No sistema de distribuição por dose unitá-
estoque em unidades assistenciais e funciona- ria, os medicamentos são contidos em doses
mento dinâmico da farmácia. unitárias, dispostos conforme o horário de ad-
@ Redução da necessidade de recursos huma- ministração e prontos a serem administrados,
nos e infraestrutura, volume menor de requ isi- segundo a prescrição médica, individualizados
ções à farmácia e rápida disponibilidade dos e identificados para cada paciente. to sistema
medicamentos nas unidades assistenciais. que permite maior contato do farmacêutico
® Controle efetivo do estoque de medicamen- com a prescrição e com toda a equipe multi-
tos, rápida disponibilidade dos medicamen- profissional.
25

@ Dose individualizada é um sistema em que Alternativa E: INCORRETA. A diferença entre esses


os pedidos de medicamentos à farmácia são dois sistemas é que o unitário vai exatamente
feitos por meio da transcrição da prescrição a dose que o paciente deverá utilizar, em seu
médica pela equipe de enfermagem. Apresenta referido horário, já preparado pela farmácia,
como vantagens o grande arsenal terapêutico enquanto no individualizado o medicamento é
nas unidades, o que facilita o uso imediato dos disponibilizado por paciente, ficando o preparo
medicamentos, diminui os pedidos à farmácia sob responsabilidade da enfermagem.
e, assim, diminui as tarefas a serem executadas Resposta: @
pela farmácia.
© As desvantagens da implantação de um sis-
tema de distribuição por dose unitária são: re- (EBSERH HUPES UFBA · IADES · 2014) O mé-
dução dos estoques e das tarefas nos setores,
o que aumenta a possibilidade de perdas e de
30 todo da análise de classificação ABC é
uma ferramenta que auxilia no gerenciamen-
desvios, diminuição das tarefas desenvolvidas to de estoques, proporcionando informações
pela enfermagem e alto custo. relevantes sobre produtos que têm maior ou
@ No sistema de distribuição coletiva ou esto- menor giro, relacionados com o custo de ob-
que centralizado, a farmácia hospitalar repassa tenção. Com base no exposto, assinale a alter-
a quantidade diária solicitada pela equipe de nativa correta.
enfermagem, mediante a análise das prescri-
ções médicas e, dessa forma, a principal vanta- @ O valor de consumo anual ou valor de de-
gem é a rapidez e o controle de estoque eficaz. manda anual é determinado sornando-se o pre-
® A diferença entre o sistema de distribuição ço ou custo unitário de cada item pelo seu con-
por dose individual e o sistema de distribuição sumo ou sua demanda anual.
por dose unitária é que, no último, a embala- ® Uma classificação ABC de itens de estoque
gem em que os medicamentos são acondicio- típica apresenta urna configuração na qual apro-
nados (sacos plásticos) é violada por completo ximadamente 20% dos itens são considerados
e não se diferenciam os horários de administra- A e que esses respondem por 65% do valor de
ção dos medicamentos. demanda ou consumo anual. Os itens B re-
presentam 30% do total de número de itens e
e 25% do valor de demanda ou consumo anua l.
Tem-se ainda que os restantes 50% dos itens e
Alternativa A: CORRETA. O sistema de distribuição por 10% do valor de consumo anual serão conside-
dose unitária é o sistema de distribuição mais rados de classe C.
efetivo e que gera mais economia para o hospi- © A classe C representa o grupo de itens de
tal, não disponibilizando estoques nas unidades. maior importância financeira e deve ser tratado
Alternativa B: INCORRETA. O arsenal de medicamen- com maior atenção.
tos no posto de enfermagem com a implanta- @ A classe A representa o grupo de menor
ção do sistema por dose individualizado é bem quantidade de itens ou os de menor volume
reduzido, ficando em estoque apenas a dose de financeiro.
cada paciente alguns medicamentos acondicio- ® Para a construção da curva ABC, deve-se se-
nados em frascos e bisnagas. guir a seguinte sequência: identificação plena
Alternativa C: INCORRETA. São vantagens do sistema de percentuais e quantidades de itens envol-
por dose unitária a redução de estoques; au- vidos em cada classe, construção do gráfico e
mento das responsabilidades da farmácia, redu- interpretação do gráfico e, por fim, elaboração
zindo perdas e desvios; redução das atividades da tabela mestra.
da enfermagem relacionadas aos medicamen-
tos. O custo maior está relacionado às neces-
sidades de infraestrutura e de aumento de RH
para a Farmácia.
••
Alternativa A: INCORRETA. Esses valores são deter-
Alternativa D: INCORRETA. Nesse tipo de sistema, não minados pela média de valores adquiridos.
há nenhum tipo de análise das prescrições mé- Alternativa B: CORRETA. t por meio da listagem de
dicas. todos os itens, da descoberta de sua irnportân-
26 FarmáciaHospitalar

eia relativa ("percentualizada") e da sua divisão um mesmo paciente. Quanto maior o período
entre itens •A'; "B" ou "C'; que conseguiremos de coleta, maior a segurança nos resultados. Saí-
formular uma hierarquia de insumos (e, por con- das por empréstimos devem ser consideradas,
sequência, uma atribuição de responsabilidades desde que se avalie o prazo para recebimento.
mais eficaz para cada classe de itens). Alternativa 8: INCORRETA. Estoque mínimo é tam-
Alternativa C: INCORRETA. Os itens que representam bém denominado "Ponto de Ressuprimento"
o maior valor financeiro são os da curva A. e refere-se à quantidade determinada previa-
Alternativa D: INCORRETA. O grupo A é o maior valor mente para que ocorra o acionamento da soli-
financeiro. citação do pedido de compra. De fato não está
Alternativa E: INCORRETA. Deve-se construir uma relacionado com o Consumo médio mensal.
planilha com valores de cada item, com o con- Alternativa C: CORRETA. Depende da periodicidade
sumo e o valor total de cada insumo, para então e estrutura de armazeamento.
realizar a construção do gráfico. Alternativa D: INCORRETA. É a quantidade mínima
Resposta: ® pré-estabelecida em estoque que, uma vez atin-
gida, gera a emissão automática de uma Solici-
tação de Compras ou Ordem de Produção.
(EBSERH MEJCUFRN-IADES-2014) A gestão de Alternativa E: INCORRETA. Também chamado de tem-
31 estoque de medicamentos proporciona
subsídios para determinar o que é necessário
po de suprimento, é o período que se leva des-
de a emissão do pedido de compras de deter-
adquirir. Alguns elementos de previsão de esto- minado produto até o seu efetivo recebimento
que são necessários para definir o que, quando pela empresa. É uma informação básica para o
e quanto comprar. A respeito desses elementos cálculo do Estoque Mínimo.
de precisão de estoque, assinale a alternativa Resposta: ©
correta.

® (EBSERH MEAC UFC E HUWC UFC - AOCP - 2014)


O consumo médio mensal é definido como
o número de vezes que o produto (medicamento
ou correlato) foi consumido pelo mesmo indiví-
32 Em um hospital, qual é o objetivo de uma
central de abastecimento farmacêutico?
duo/paciente. Quanto maior o período de coleta
de dados, menor a segurança nos resultados. Saí- ® Abastecer todos os postos de enfermagem
das para empréstimo devem ser consideradas. com medicamentos e correlatos, garantindo o
® Estoque mínimo é definido como o que cor- acesso dos profissionais a estes, especialmente
responde ao estoque de reserva mais a quanti- em casos de emergência e urgência.
dade de reposição, e não está relacionado com ® Orientar a dispensação de medicamentos
o consumo médio mensal. para todos os setores do hospital, garantindo
© Quantidade de reposição é a quantidade de controle total dos fármacos em estoque.
reposição de medicamentos que depende da © Garantir a correta conservação dos medi-
periodicidade da aquisição. camentos, germicidas, correlatos e outros ma-
@ Ponto de reposição é quantidade em fun- teriais, dentro dos padrões de normas técnicas
ção do tempo decorrido entre a solicitação da específicas.
compra e a entrega do produto, considerando @ Dispensar e abastecer os postos de enferma-
a disponibilidade para a dispensação do medi- gem e farmácias satélites, garantindo uma igual
camento. divisão dos medicamentos e correlatos entre to-
® Tempo de reposição é o tempo que um pro- dos os locais.
duto está armazenado, e determina o prazo de ® Armazenar os medicamentos, especialmen-
devolução de cada produto. te os controlados e antibióticos, de forma a ge-
renciar o estoque com qualidade e segurança .

••
Alternativa A: INCORRETA. O Consumo médio mensal •
é a média que foi consumida no período de um Alternativa A: INCORRETA. O objetivo da central de
mês, não necessariamente foi consumida por abastecimento farmacêutico (CAF) é abastecer
27

as unidades de medicamentos, não somente em @ Farmacêutico, auxiliar de farmácia e/ ou téc-


casos de urgência e emergência. nico em farmácia, assistente administrativo e
Alternativa B: INCORRETA. Não é de responsabilida- espaço físico adequado.
de da CAF a garantia de controle total dos fár- ® Farmacêutico responsável, auxiliar de farmá-
macos em estoque. cia e/ ou técnico em farmácia, assistente admi-
Alternativa C: CORRETA. A conservação de todos os nistrativo, medicamentos, equipamentos diver-
insumos recebidos e armazenados pela CAF é sos, manuais de rotina e procedimentos.
de sua inteira responsabilidade.
Alternativa D: INCORRETA. A divisão dos medicamen-
tos dependerá da complexidade e necessidade
de cada unidade. Alternativa A: INCORRETA. A questão quer a respos-

Alternativa E: INCORRETA. A CAF é responsável pelo ta que melhor representa, ou seja, a mais com-
armazenamento de todos os medicamentos de pleta. Essa alternativa está incompleta.
um hospital, porém não deve ser gerenciado com Alternativa B: INCORRETA. Essa alternativa está in-
maior rigor, apenas os controlados e antibióticos. completa.
Resposta: © Alternativa C: INCORRETA. Vidrarias e matérias-pri-
mas não representam, necessariamente, mate-
riais que são requisitados para uma farmácia
(EBSERH MEAC UFC EHUWC UFC- AOCP - 2014)
33 Os recursos humanos na farmácia hospi-
talar são de suma importância, pois eles são os
hospitalar, a menos que essa possua também
manipulação de medicamentos.
Alternativa D: INCORRETA. Essa alternativa está in-
responsáveis por todos os procedimentos des- completa .
se setor. Assim, assina le alternativa que melhor Alternativa E: CORRETA. Representa a alternativa
representa os materiais e os recursos humanos mais completa, atendendo ao enunciado da
necessários para o funcionamento de uma far- questão.
mácia hospitalar. Resposta: ®

® Equipamentos diversos, área física, medica-


(EBSERH HUJM UFMT - AOCP - 2014) Duran-
mentos, farmacêutico responsável e auxiliar ad-
ministrativo.
® Farmacêutico, técnico em farmácia ou auxi-
34 te a programação de compra de um
medicamento X, o farmacêutico avaliou as
liar de farmácia, assistente administrativo, equi- seguintes tabelas para o planejamento ade-
pamentos diversos e área física. quado da aqu i si ção. De acordo com as ati-
© Técnico em farmácia ou auxiliar de farmá- vidades de prog ramação de aquisição e dos
cia, medicamentos manipulados, vidrarias, ma- dados das tabelas a seguir, assinale a alterna-
tériasprimas e espaço físico. tiva correta.

TABELA 1

Consumo histórico dos últimos 6 meses do medicamento X

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total

1400 1600 1500 1600 1500 1500 1300 1500 1500 1600 1600 1400 18000

TABELA 2

Período de Estoque Tempo


Quantidade Período Estoque Período a
Apresentação consumo desegu- de
consumida desabastecido atual programar
histórico rança compra
Cápsula Odias
12 meses 18000 4600 1500 2 meses 1 ano
500mg (O meses)
28 Farmácia Hospitalar

@ Estoque de segurança é a quantidade míni- te hospitalar é necessário por inúmeros fatores,


ma que se deve manter de cada produto até ser de modo que, se bem elaborada traz benefícios
adquirido novo estoque, sendo determinado tanto para o estabelecimento hospitalar como
pela seguinte fórmula: ES =CMM para os pacientes. Com base nos conceitos e cri-
@ xTC térios para se realizar a padronização de medi-
© Estoque atual também pode ser chamado camentos, assinale a alternativa correta.
de ponto de ressuprimento, por indicar a neces- @ A padronização de medicamentos pode
sidade de uma nova aquisição. reduzir o custo da terapia, sem prejuízo para a
@ Na determinação da quantidade a ser adqui- segurança e efetividade do tratamento.
rida, devemos levar em conta o tempo do pro- @ Elencar um grupo restrito de medicamento
cesso de compra. em uma padronização, não permite racionali-
® O Consumo Médio Mensal do medicamento zar o uso dos medicamentos.
X é equivalente a 1450 cápsulas, sendo obtido © A criação de uma padronização de medica-
pela média do mês de maior consumo (1600) e o mentos compromete o espaço físico para arma-
de menor consumo (1300); zenamento.
® O medicamento X não pode ter sua aquisição @ o planejamento, aquisição e armazenamen-
programada pelo método de consumo histórico, to de medicamentos acabam sendo dificulta-
uma vez que apresenta sazonalidade no consumo. dos quando se tem uma padronização de me-
dicamentos.

••
Alternativa A: INCORRETA. A fórmula do Estoque de
® a padronização de medicamento favorece
um aumento de custos com aquisição de medi-
camentos.
Segurança pode ser representada, de forma sim-
plificada, por:
EMn = Estoque mínimo
EM n = VC.TR { C =Consumo médio mensal Alternativa A: CORRETA. A padronização reduz o cus-
TR = tempo de reposição
to da terapia, limitando as alternativas terapêu-
Alternativa B: INCORRETA. Estoque atual é a quanti- ticas e adotando protocolos que definem o uso
dade de medicamentos que temos no momen- de cada medicamento.
to fisicamente, já o ponto de ressuprimento é o Alternativa 8: INCORRETA. Quando elencamos uma
estoque mínimo do período, que alerta para a lista de medicamentos padronizados, estamos
necessidade de um novo pedido, para que não racionalizando o uso dos mesmos.
ocorra desabastecimento. Alternativa C: INCORRETA. Ao contrário do que diz
Alternativa C: CORRETA. É indispensável avaliar o a afirmativa, a criação de uma lista de padroni-
tempo do processo de compra de cada medi- zação de medicamentos promove um melhor
camento para que não haja descontinuidade planejamento do espaço que deverá ser utili-
no tratamento e, em consequência, prejuízos à zado para armazenamento desses insumos.
saúde da população. Alternativa D: INCORRETA. Todo o ciclo da assistên-
Alternativa D: INCORRETA. O consumo médio men- cia farmacêutica (planejamento, aquisição e ar-
sal se dá pela contabilidade do medicamento mazenamento} tem como pilar a padronização
utilizado durante todo o mês, dividido pelo nú- de medicamentos.
mero de dias utilizados. Ou seja, seu consumo Alternativa E: INCORRETA. Ao contrário do que diz
médio mensal foi de 1500 unidades. a afirmativa, a padronização reduz custos com
Alternativa E: INCORRETA. Não importa se houve medicamentos, visto que a lista de medicamen-
sazonalidade no consumo, sempre podemos tos padronizados tem a finalidade de ser eficien-
utilizar o consumo histórico para aquisição dos te e dinâmica.
novos insumos. Resposta: @
Resposta: ©

(EBSERH HU UFS SE - AOCP- 2014) Durante uma

35 (EBSERH HULW UFPB - AOCP- 2014) A padroni-


zação de medicamentos em um ambien-
36 avaliação dos níveis de estoque, o farma-
cêutico deve avaliar uma série de critérios para
29

manter a disponibilidade dos produtos farma- Resposta: @


cêuticos e correlatos para a equipe e/ ou serviço
de saúde. Sobre planejamento e controle de es-
toques de medicamentos e correlatos, assinale a (EBSERH HU UFJF - AOCP- 2015) O sistema de
alternativa correta.
® O método de programação por Perfil Epi-
37 distribuição de medicamentos adota-
do pela farmácia do hospital interfere direta-
demiológico baseia-se na análise do compor- mente na qualidade do serv iço farmacêutico
t amento do consumo de medicamentos com prestado na instituição. Qual das alternativas
base em uma séria histórica de consumo. a seguir é uma vantagem do sistema de distri-
® Consumo Médio Mensal para cada medi- buição por dose unitária?
camento corresponde à média dos consumos
máximo e mínimo registrados em um determi- ® Grande disponibilidade de medicamentos
nado período de tempo. nas unidades de internação.
© Demanda real trata de valores de consumo ® Redução nas solicitações de medicamentos
que realmente foi atendido pelo serviço, sub- à farmácia.
traindo os dias de desabastecimento caso haja. © Redução na incidência de erros de medicação.
@ Para estimar o estoque de reserva ou de se- @ Necessidade de menor número de funcio-
gurança, o farmacêutico deve considerar, den- nários na farmácia.
t re outros fatores, a expectativa de atraso do ® Maior tempo gasto pela enfermagem no
fornecedor. preparo dos medicamentos.
® Para implantação do método de programa-
ção por Oferta de Serviço, é necessária a existên-
cia de registros de movimentação de estoques,
de dados de demanda real e de inventários. Alternativa A: INCORRETA. O sistema de distribuição
por dose unitária reduz a disponibilidade de

Alternativa A: INCORRETA. O método de programa-


• medicamentos nas unidades de internação, vis-
to que esses são distribuídos por horário.
Alternativa B: INCORRETA. Há aumento nas so licita-
ção por perfil epidemiológico baseia-se funda- ções de medicamentos, visto que a distribuição
mentalmente nos dados de morbimortalidade, ocorre a cada horário de aprazamento de medi-
considerando-se: dados populacionais, esque- camentos, não mais uma vez ao dia.
mas terapêuticos, freqüência de apresentação Alternativa C: CORRETA. A redução dos estoques
das enfermidades em uma determinada popu- nas enfermarias e o envio de medicamentos já
lação, capacidade de cobertura, dados consis- prontos para serem administrados reduzem os
tentes de consumo. A padronização por série erros de medicação.
histórica, por sua vez, é um método que consis- Alternativa D: INCORRETA. Devido ao aumento do
te na análise do comportamento do consumo número de solicitações de medicamentos, há
de medicamentos em uma série histórica no necessidade de maior número de funcionários
tempo, possibilitando estimar as necessidades. que atendam à demanda.
Alternativa B: INCORRETA. Consumo médio mensal Alternativa E: INCORRETA. Como os medicamentos
é aquele que contabiliza o consumo de todos são preparados pelos farmacêuticos na Central
os meses e divide pela quantidade de meses de Diluição de Medicamentos, a equipe de en-
utilizados. fermagem dispensa menos tempo com os me-
Alternativa C: INCORRETA. Demanda real é aquela dicamentos, que chegarão prontos para serem
que foi realmente abastecida e consumida. administrados.
Alternativa D: CORRETA. Sempre que for realizar a Resposta: ©
programação de insumos, é necessário estimar
atrasos eventuais de fornecedores para que
(EBSERH HE UFSCAR - AOCP - 2015) Sobre as
não haja possíveis desabastecimentos.
Alternativa E: INCORRETA. Para esse método, não
ná necessidade de registros de movimentação
38 boas práticas de manipulação de subs-
tâncias de baixo índice terapêutico, é correto
do estoque. afirmar, EXCETO que
30 Farmácia Hospitalar

@ o armazenamento das substâncias de baixo das formas farmacêuticas de uso interno, deve
índice terapêutico pode ser realizado juntamen- solicitar inspeção à Vigilância Sanitária local. A
te com as substâncias que não têm baixo índice manipulação destas substâncias somente po-
terapêutico, desde que essas substâncias fiquem derá ser iniciada após aprovação da Vigilânc ia
sob a guarda do proprietário da farmácia. Sanitária local".
@ a dispensação das substâncias de baixo ín- Alternativa D: CORRETA. Afirmação retirada na ínte-
dice terapêutico manipuladas deve ser acom- gra da resolução, item 2.11.2.
panhada de bula simplificada, contendo os pa- Alternativa E: CORRETA. Afirmação retirada na ínte-
drões mínimos de informações ao paciente. gra da resolução, item 2.11.4.
© a manipulação das substâncias de baixo ín- Resposta: @
dice terapêutico só pode ser feita após aprova-
ção da farmácia pela Vigilância Sanitária Local.
@ a farmácia deve fixar uma identificação es- (EBSERH HU UFMA · AOCP · 2014) Preencha as
pecial na rotulagem das matérias-primas no mo-
mento do recebimento, alertando que se trata
39 lacunas e assinale a alternativa correta.

de substância de baixo índice terapêutico. é aquela adquirida


® na pesagem para manipulação das subs- _ _ _ _ _ da admissão do paciente e que
tâncias de baixo índice terapêutico, deve haver se manifesta durante a internação ou após a alta,
dupla checagem, sendo uma realizada pelo far- quando puder ser relacionada à _ _ _ _ __
macêutico, com registro dessa operação. ou a procedimentos hospitalares.

DICA DO AUTOR: Segundo a RDC 67, de 08 de ou-


• @ infecção hospitalar / depois / internação
@ infecção hospitalar/ antes/ internação
© reação adversa a medicamento / antes / dose
tubro de 2007, medicamento de baixo índice excessiva de medicamentos
terapêutico ou de índice terapêutico estreito @ infecçâo com unitária / depois/ alta
é aquele que possui estreita margem de se- ® infecção comunitária/ depois / internação
gurança, ou seja, a dose terapêutica é próxi-
ma da tóxica. São consideradas substâncias
de baixo índice terapêutico: ácido valproico;
aminofilina; ca rbamazepina; ciclosporina; clin-

Alternativa A: CORRETA. Infecção hospitalar é aque-
damicina; clonidina; clozapina; colchicina; digi- la adquirida depois da admissão do paciente e
toxina; digoxina; disopiramida; fenitoína; lítio; se manifesta durante a internação ou após a alta,
minoxidil; oxcarbazepina; prazosina; primido- quando puder ser relacionada à internação ou a
na; procainamida; quinidina; teofilina; varfari- procedimentos hospitalares.
na; verapamil (Cloridrato). Para ler a resolução Alternativa B: INCORRETA. A infecção hospitalar ocor-
na íntegra, acesse: http:// portal.anvisa.gov.br/ re depois da internação, não antes. Caso fosse
documents/ 33880/ 2568070/RDC_67 _2007. antes, seria considerada uma infecção comu-
pdf/b2405915-a2b5-40fe-bf03- b 106acbdcf32 nitária.
Alternativa A: INCORRETA. A dispensação das subs- Alternativa C: INCORRETA. Reação adversa a me-
tâncias de baixo índice terapêutico deve ser feita dicamento é qualquer resposta prejudicial ou
separadamente dos demais medicamentos, de indesejável que ocorre em doses usuais dos
modo a evitar erros de dispensação que pos- medicamentos. Não tem relação com a inter-
sam comprometer a saúde dos pacientes. nação do paciente, nem com procedimentos
Alternativa B:CORRETA. Segundo o anexo li da RDC hospitalares.
67 / 2007, a dispensação deve ser acompanhada Alternativa D: INCORRETA. Infecção comunitária é
pela bula simplificada contendo os padrões mí- aquela identificada no momento do interna-
nimos de informações ao paciente disposto no mento do paciente, anterior à hospitalização.
anexo VIII desta Resolução. Alternativa E: INCORRETA. Infecção comunitá ria é
Alternativa C: CORRETA. Segundo a RDC 67/ 2007, "a aquela identificada no momento do interna-
farmácia que pretenda manipular substâncias mento do paciente, anterior à hospitalização.
de baixo índice terapêutico, em qualquer uma Resposta: @
31

(EBSERH HU UFJF -AOCP- 2015) O farmacêutico ® Limpeza consiste na remoção das sujidades
4O do laboratório de farmacotécnica do hos-
pital precisa pesar 2.527mg de hidróxido de só-
orgânicas e inorgânicas, sendo utilizada apenas
água limpa durante sua execução.
dio para utilizar em determinado procedimento. © A degermação é o melhor método para eli-
A balança do laboratório, embora precisa, dispo- minação de microrganismos patogênicos de ob-
nibiliza o valor da pesagem apenas em kilograma jetos inanimados.
(kg). Sendo assim, qual das alternativas a seguir @ A esterilização elimina 98% das bactérias na
apresenta o valor correto (em quilogramas) que forma vegetativa e 90% na forma esporulada.
o farmacêutico deverá buscar no display (visor) ® A antissepsia elimina as formas esporuladas
da balança? das bactérias patogênicas e tem pouco efeito
sobre a flora residente da pele e mucosas.
@ (A) 2,527 Kg.
@ (8) 0,02527 Kg.
© (C) 0,002527 Kg .
@ (D) 0,000002527 Kg. Alternativa A: CORRETA. Para que ocorra uma in-

@ (E) 25,27 Kg. fecção hospitalar, é necessário o desequilíbrio
entre três fatores: condição clínica do paciente,
virulência dos microrganismos e fatores da hos-
pitalização, como a atuação do profissional de
DICA DO AUTOR: Para responder a essa questão, saúde, a realização de procedimentos invasivos
é necessário apenas uma regra de três simples. e as condições do ambiente.
Para tanto, deve-se considerar que 2527mg equi- Alternativa B: INCORRETA. A limpeza é a etapa que
vale a 2,527g e aplicar a regra de três a seguir: antecede a desinfecção e a esterilização e visa a
1 kg-1000 g remoção de matéria orgânica através do uso de
X-2,527 g água e sabão.
1000X = 2,527 ~ X=2,527/1000 Alternativa C: INCORRETA. A degermação é a remo-
X= 0,002527 kg ção parcial ou total de microrganismos de teci-
dos, como a pele, por exemplo.
Alternativa A: INCORRETA. Valor divergente do obti- Alternativa D: INCORRETA. A esterilização é o método
do na regra de três. responsável pela destruição de todos os micror-
Alternativa B: INCORRETA. Valor divergente do obti- ganismos, seja na forma vegetativa ou na forma
do na regra de três. esporulada, utilizando-se métodos químicos, fí-
Alternativa C: CORRETA. O peso de 2.527 mg equi- sicos ou físico-químicos.
vale a 0,002527 Kg. Alternativa E: INCORRETA. Antissepsia é a destruição
Alternativa D: INCORRETA. Valor divergente do obti- de microrganismos existentes nas camadas su-
do na regra de três. perficiais da pele.
Alternativa E: INCORRETA. Valor divergente do obti- Resposta: ®
do na regra de três.
Resposta: ©

(EBSERH HDT UFT-AOCP-2015) O combate às


42 (EBSERH MEJC UFRN- IADES - 2014) A respeito
da farmacovigilância e das suas funções,

41 infecções hospitalares ainda é um desa-


fio para a equipe de saúde. Com relação ao con-
assinale a alternativa correta.

® O seu principal objetivo é a viabilidade de


trole de infecção hospitalar e suas estratégias, um sistema internacional de monitoração de in-
assinale a alternativa correta. conformidades nos processos de obtenção de
matéria-prima e fabricação de medicamentos,
® O risco de infecção está diretamente relacio- correlatos e equipamentos médico-hospitalares.
nado à virulência dos microrganismos, estado ® Entre os principais objetivos da farmacovi-
imunológico dos hospedeiros, ambiente e equi- gilância, estão: promoção do uso racional de
pe de saúde. medicamentos, identificação precoce de rea-
ções adversas e interações desconhecidas até o
32 Farmácia Hospitalar

momento, e identificação do aumento da fre- se um manual com recomendações para a pre-


quência de reações conhecidas. venção da Infecção hospitalar. Assim, assinale a
© A farmacovigilância preocupa-se com des- alternativa que NÃO apresenta uma recomen-
coberta, avaliação e prevenção de reações ad- dação correta para a prevenção da infecção
versas a medicamento na fase pré-clínica. hospitalar.
@ Todo centro de farmacovigilância deve ser
independente de um organismo regulador, de- @ O uso do álcool-gel está indicado em locais e
vendo buscar apoio em associações profissio- procedimentos em que ocorra dificuldade para
nais médicas e farmacêuticas. lavagem das mãos.
® Quanto aos métodos de farmacovigilância, @ As mãos devem ser lavadas com técnica ade-
tem-se a busca ativa, pode-se citar, como, por quada que envolve aplicação de água antes do
exemplo, o programa Farmácias Notificadoras. sabão. Por sua vez, o sabão líquido deve ser apli-
cado com as mãos secas para facilitar o contato


Alternativa A: INCORRETA. Esse não é o objetivo princi-
com toda a superfície das mãos .
© As luvas não estéreis devem ser utilizadas
como proteção profissional como para coleta de
pal da farmacovigilância, que não trata de moni- sangue ou para potenciais contatos com sangue
torização de inconformidades de equipamentos e secreções.
médico-hospitalares; isso fica a cargo da tecnovi- @ Cirurgias, entubação e drenagem são pro-
gilância. cedimentos que requerem a utilização de más-
Alternativa B: CORRETA. Todos os itens descritos fa- cara, óculos de proteção e avental devido ao ris-
zem parte da vigilância pós-comercialização de co de contato com sangue ou secreções no rosto
medicamentos, que constituem objetivos da far- e nos olhos.
macovigilância. ® Utilizar sabão com antimicrobianos como
Alternativa C: INCORRETA. A farmacovigilância é a vi- iodo, para lavagem rotineira das mãos, reduz
gilância pós-comercialização dos medicamentos. transitoriamente a microbiota da pele e é reco-
Não inclui a fase pré-clínica, que é a etapa ante- mendada em UTls, unidades de imunodeprimi-
rior aos ensaios clínicos, realizada em animais. dos e surtos.
Alternativa D: INCORRETA. Os centros de farmacovi-
gilância são integrados ao órgão nacional de re-
gulação, que é a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária. Os profissionais de saúde alimentam o Alternativa A: CORRETA. O uso do álcool gel aumen-

sistema nacional de notificação, que é o Notivisa. ta a adesão a higienização das mãos, visto que
Alternativa E: INCORRETA. O programa Farmácias No- esta pode ser realizada mesmo em locais onde
tificadoras tem o objetivo de estimular o pacien- não haja água e sabão. Salienta-se, no entanto,
te/usuário a notificar, de forma voluntária, as rea- que o álcool gel deve ser usado sempre que não
ções adversas a medicamentos. Não funciona por houver acúmulo de sujeira visível nas mãos. Na
busca ativa, e sim por notificação espontânea. presença de sujeira, recomenda-se o uso prévio
Resposta: @ de água e sabão.
Alternativa B: INCORRETA. O sabão líquido deve ser
utilizado nas mãos molhadas, não nas mãos secas.
(EBSERH HU UFGD -AOCP- 2014) As infecções
43 hospitalares são as mais frequentes e im-
portantes complicações ocorridas em pacientes
Alternativa C: CORRETA. O uso da luva nessas situa-
ções é para proteger o profissional da exposi-
ção a fluidos corporais.
hospitalizados. Uma infecção hospitalar acresce, Alternativa D: CORRETA. Procedimentos cirúrgicos
em média, 5 a 1O dias ao período de internação exigem o uso de máscara, avental e óculos, que
e, além disso, os gastos relacionados a procedi- são equipamentos de proteção individual.
mentos diagnósticos e terapêuticos da infecção Alternativa E: CORRETA. Alternativa que caberia recur-
hospitalar fazem com que o custo da internação so. Apesar da banca considerar essa alternativa
seja elevado. Com base nesses dados, foi solici- como correta, a literatura demonstra que o uso
tado ao farmacêutico que, junto a Comissão de rotineiro de sabão antisséptico está associado
Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), elaboras- ao aumento da resistência bacteriana. Portan -
33

to, não se recomenda o uso rotineiro, pois não mano. Sobre essa resolução, assinale a alterna·
há benefício de tal prática para o controle de tiva correta.
infecções.
Resposta: ® , questão caberia recurso. ® É facultativa aos detentores de registro de
medicamentos a designação de um responsá·
vel pelas ações de farmacovigilância.
(EBSERH HE UFPEL • AOCP · 2015) A Portaria ® Os detentores de registro de medicamentos
44 n° 2616, de 12 de maio de 1998, que tra-
ta do controle das infecções hospitalares, de·
devem informar, em até 30 dias, aos órgãos de
vigilância sanitária as medidas de ação toma·
fine que, nos hospitais com leitos destinados das pela própria empresa em relação aos seus
a pacientes críticos, os membros executores produtos que afetem a segurança do paciente.
da Comissão de Controle de Infecção Hospita· © Os detentores de registro de medicamentos
lar (CCIH) devem ter acrescidas 2 (duas) horas não serão submetidos a inspeções de farmaco·
semanais de trabalho para cada 1O leitos. De vigilância por órgão competente do Ministério
acordo com a portaria, não são pacientes crí· da Saúde.
ticos para infecção hospitalar @ Os detentores de registro de medicamentos
deverão realizar uma autoinspeção de farmaco-
® pacientes de terapia intensiva. vigilância pelo menos a cada 5 (cinco) anos.
® puérperas de baixo risco. ® As empresas devem possuir Procedimentos
© pacientes de berçário de alto risco. Operacionais Padrão para a condução de suas
@ pacientes queimados. autoinspeções.
® pacientes submetidos a transplantes de ór-
gãos.

e DICA DO AUTOR: Recomendo a leitura da RDC



4/ 2009 na íntegra. Acesse: http://www.vigilan·
DICA DO AUTOR: Segundo a Portaria 2616, de 12 ciasanitaria.sc.gov.b r/i ndex.php/ download/
de maio de 1998, são considerados pacientes category/137=-fa rmacovigilancia ?download·
críticos: pacientes de terapia intensiva (adulto, 802:resolucao-n·4· 2009
pediátrico, e neonatal); pacientes de berçário Alternativa A: INCORRETA. De acordo com o artigo 3
de alto risco; pacientes queimados; pacientes da referida legislação, a designação de respon·
submetidos a transplantes de órgãos; pacien· sável pela farmacovigilância é uma obrigatorie·
tes hemato-oncológicos; pacientes com Síndro· dade dos detentores de registro.
me da Imunodeficiência Adquirida. Alternativa B: INCORRETA. O prazo é de 72 horas, não
Alternativa A: CORRETA. Conforme consta na Porta· de 30 dias.
ria 2616/ 1998. Alternativa C: INCORRETA. Os detentores de registro
Alternativa B: INCORRETA. As puérperas de baixo risco são submetidos a inspeções pelos órgãos de vi·
não fazem parte dos pacientes descritos como gilância sanitária.
críticos pela portaria. Alternativa D: INCORRETA. A periodicidade da au-
Alternativa C: CORRETA. Conforme consta na Porta- toinspeção é anual, não a cada 5 anos.
ria 2616/ 1998. Alternativa E: CORRETA. Afirmativa de acordo com o
Alternativa D: CORRETA. Conforme consta na Porta· artigo 16, parágrafo 2°, da referida legislação.
ria 2616/ 1998. Resposta: ®
Alternativa E: CORRETA. Conforme consta na Porta·
ria 2616/ 1998.
Resposta: ® (EBSERH HE UFSCAR · AOCP- 2015) Sobre a por-
46 taria 2616/98, que define normas para o
controle das infecções hospitalares, assinale a
(EBSERH HE UFPEL · AOCP • 2015) A RDC n° 4, alternativa correta.
45 de 1Ode fevereiro de 2009, dispõe sobre
as normas de farmacovigilância para os deten· ® A criação de uma Comissão de Controle de
tores de registro de medicamentos de uso hu· Infecção Hospitalar é facultativa aos hospitais,
34 Farmácia Hospitalar

sendo a sua implantação obrigatória apenas @ imprescindível (1) aquele que pode influir em
após um surto local de infecção. grau crítico na qualidade e segurança do atendi-
® Os membros executores da Comissão de mento hospitalar.
Controle de Infecção Hospitalar são encarre- ® necessário (N) aquele que pode influir em
gados da execução das ações programadas de grau não crítico na qualidade e segurança do
controle das infecções hospitalares. atendimento hospitalar.
© Os membros executores da Comissão de © recomendável (R) aquele que oferece subsí-
Controle de Infecção Hospitalar devem ser au- dios para melhor interpretação dos demais itens,
xiliares administrativos do hospital. sem afetar a qualidade e a segurança do atend i-
@ É vedado à Comissão de Controle de Infec- mento hospitalar.
ção Hospitalar realizar ações de Vigilância Epi- @ item informativo (INF) aquele que pode in-
demiológica de Infecções Hospitalares. fluir em grau não crítico na qualidade e segu-
® A Comissão de Controle de Farmácia Hospi- rança do atendimento hospitalar.
talar deve ser impedida de implantar medidas ® item supercrltico (SC) aquele que pode in-
imediatas de controle de surtos. Além disso, to- fluir diretamente em casos de óbito.
dos os dados relacionados ao assunto devem
ser mantidos em sigilo absoluto.

Alternativa A: INCORRETA. A constituição da comis-


• Alternativa A: CORRETA. Definição de imprescindí-
vel compatível com o adotado pela Anvisa para
os roteiros de inspeção de controle de infecção.
são é item obrigatório para adequação do Pro- Alternativa B: INCORRETA. Necessário é item que
grama de Controle das Infecções Hospitalares. pode influir em grau menos crítico na qualida-
Alternativa B: CORRETA. Conforme consta no anexo de e segurança do atendimento hospitalar.
1 da referida legislação. Alternativa C: INCORRETA. Recomendável é item que
Alternativa C: INCORRETA. Os membros executores pode influir em grau não crítico na qualidade e
são técnicos em saúde de nível superior. segurança do atendimento hospitalar.
Alternativa D: INCORRETA. A implementação de um Alternativa D: INCORRETA. Informativo é aquele que
sistema de vigilância epidemiológica é uma das oferece subsídios para melhor interpretação dos
competências da comissão. demais itens, sem afetar a qualidade e a segu-
Alternativa E: INCORRETA. Há mais de um erro na ques- rança do atendimento hospitalar.
tão. O primeiro deles está no nome da comissão, Alternativa E: INCORRETA. A Anvisa não adota a de-
que é Comissão de Controle das Infecções Hospi- finição de item supercrítico nos roteiros de ins-
talares, não de Farmácia Hospitalar; o segundo, peção do controle de infecção.
não há qualquer impedimento para medidas de DICA DO AUTOR: Para saber mais, acesse: http://
controle de surtos, pelo contrário; o terceiro, os www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/ro-
dados não são sigilosos, devem ser fornecidos aos teiro.htm
órgãos reguladores e aos gestores da instituição. Resposta:@
Resposta: ®

(EBSERH HUJM UFMT - AOCP - 2014) Um pa-

47 (EBSERH HUOL UFRN - IADES - 2014) Os crité-


rios para a avaliação do cumprimento dos
48 ciente procura o estabelecimento farma-
cêutico queixando-se de diarreia que persiste
itens do roteiro de inspeção, visando à qualida- desde que iniciou o tratamento de hiperten-
de e segurança das ações de controle de in- são arterial sistêmica e diabetes. O farmacêu-
fecção hospitalar, têm base no risco potencial tico suspeit a que a ocorrência de diarreia seja
inerente a cada item. Quanto à classificação dos causada pela metformina, que foi iniciada com
itens do roteiro de inspeção para a avaliação da duas tomadas diárias de comprimidos de 850
qualidade das ações de controle de infecção mg e possui descrito na bula tal reação adversa.
hospitalar e atuação da Com issão de Controle De acordo com as recomendações da ANVISA
de Infecção Hospitalar determinados pela Anvi- quanto à farmacovigilância e o caso descrito, as-
sa, é correto afirmar que se considera sinale a alternativa correta.
35

® A reação adversa relatada acima não preci- das alternativas a seguir apresenta o valor cor-
sa ser notificada à ANVISA, pois se trata de um reto da depuração renal de creatinina em litros
evento esperado em pacientes que utilizam este po r hora (L/h), calculado por meio da equação
medicamento, sendo inclusive descrito em bula. de Cockcroft and Gault (descrita a seguir), utili-
® O caso não pode ser notificado, pois o farma- zada normalmente para estimar a função renal
cêutico apenas suspeita da relação causal entre e ajustar a dose do medicamento excretado por
a metformina e a diarreia. este órgão?
© O evento não precisa ser notificado à ANVl- Equação de Cockcroft and Gault para homens:
SA, pois a reação adversa descrita não expôs o (140 - idade) x peso / Creatinina sérica x 72
paciente a um risco de hospitalização ou morte. Unidades utilizadas na equação:
@ O farmacêutico deverá relatar o caso ao mé- Peso: Kg, Idade: anos, Creatinina Sérica: mg/ dl
dico, para que o prescritor do tratamento possa Resultado fornecido pela equação: mi/minuto
realizar a notificação do caso e adequação do
tratamento. @ 50 L/ h.
® No Sistema de Notificaçôes para a Vigilância ® 31/h.
Sanitária (NOTIVISA), além de eventos adversos, © SL/h.
pode-se notificar queixas técnicas de produtos @ 500 L/ h.
farmacêuticos, como produtos com alterações ® 30L/h.
na forma, coloração, presença de precipitados,
entre outros.

DICA DO AUTOR: Apesar de pouco cobrado nas



questões, esse assunto é muito importante para
Alternativa A: INCORRETA. Mesmo as reações adversas a prática profissional do farmacêutico clínico que
descritas na bula devem ser notificadas à Anvisa. atua em farmácia hospitalar!
Com isso, será possível avaliar se a frequência A fórmula de Cockcroft e Gault é utilizada para
descrita na bula é compatível com o observado estimativa da Taxa de Filtração Glomerular em
após a comercialização do medicamento. pacientes adultos, permit indo-se avaliar a fun-
Alternativa B: INCORRETA. Para notificação de rea- ção renal. Para os dados d escritos no enuncia-
ção adversa, não é necessário a confirmação da do da questão, o cálculo deve ser realizado con-
mesma, os casos suspeitos podem e devem ser forme a seguir:
notificados. Clearance de creatinina = (140-40) x 72/ 2 x 72
Alternativa C: INCORRETA. Mesmo as reações adver- = = =
100 x 72 / 2 x 72 100/ 2 50 ml/minuto
sas de baixa gravidade devem ser notificadas à Para conversão para L/h, multiplica-se 50 ml
Anvisa. por 60 minutos (1 hora), o que equivale a 3000
Alternativa D: INCORRETA. Qualquer profissiona l de mi/hora ou 31/hora.
saúde pode realizar a notificação, bem como o Alternativa A: INCORRETA. Resultado não compatí-
paciente. vel com o cálculo realizado.
Alternativa E: CORRETA. São passíveis de notificação Alternativa B: CORRETA. Resultado correto, conforme
as reações adversas a medicamentos, as queixas cálculo realizado. São considerados normais va-
técnicas, as inefetividades terapêuticas, os erros lores de 90 a 120 mi/minuto. Ou seja, no exem-
de medicação e demais problemas relaciona- plo da questão, o paciente apresenta alteração
dos a medicamentos. na taxa de filtração g lomerular e podem ser ne-
Resposta:® cessários ajustes de dose dos medicamentos.
Alternativa C: INCORRETA. Resultado não compatí-
vel com o cálculo realizado.
(EBSERH HU UFJF-AOCP-2015) Paciente mas- Alternativa D: INCORRETA. Resultado não compatí-
49 culino, 72 quilos, estatura de 170 cm, 40
anos, apresenta creatinina sérica de 2,0 mg/
vel com o cálculo realizado.
Alternativa E: INCORRETA. Resultado não compatí-
dl. Quanto ao procedimento farmacêutico de vel com o cálculo realizado.
avaliação e ajuste na dose dos medicamentos Resposta: ®
excretados exclusivamente pela via renal, qual
36 Farmácia Hospitalar

(EBSERH CH UFPA- AOCP- 2016) Qualquer res- Alternativa B: INCORRETA. O enunciado da questão
5O posta ao uso de um medicamento que
seja nociva e não intencional, e que ocorra nas
descreve a definição de reação adversa a medi-
camento.
doses normalmente usadas em seres humanos Alternativa C: INCORRETA. O enunciado da questão
é denominada descreve a definição de reação adversa a me-
dicamento.
@ alteração permanente. Alternativa D: INCORRETA. Efeito colateral é um efei-
® alteração epidemiológica. to secundário após o uso de um medicamento,
© efeito controverso. associado ao mecanismo de ação da droga.
@ efeito colateral. Alternativa E: CORRETA. Definição compatível com a
® reação adversa. reação adversa a medicamentos. Observe que,
para ser considerado reação adversa, a dose uti-
lizada deve ser a usual em humanos para fins
terapêuticos ou diagnósticos; doses tóxicas não
Alternativa A: INCORRETA. O enunciado da questão são consideradas reações adversas.
descreve a definição de reação adversa a me- Resposta: ®
dicamento.

• ee RESUMO PRÁTICO eee

Segundo a Portaria 4.283, de 30 de dezem- FIGURA 1

.<• .,.-...
bro de 201 O, a Farmácia Hospitalar é a unidade
clínico-assistencial, técnica e administrativa,
onde se processam as atividades relacionadas à
assistência farmacêutica, dirigida exclusivamen-
te por farmacêutico, compondo a estrutura or-
ganizacional do hospital e integrada funcional-
Gerenciamento
..
r
• Rnanciamento
mente com as demais unidades administrativas
e de assistência ao paciente. Dentre os princi-
pais objetivos da Farmácia Hospitalar, estão:
Garantir o abastecimento, dispensação, aces-
so, controle, rastreabilidade e uso racional
Recursos Humanos
_ _,_ _ Sistema de Informações
Controle e Avaliação. Ili
. ..
de medicamentos e de outras tecnologias Armazenamento
em saúde;
Assegurar o desenvolvimento de práticas
clínico-assistenciais que permitam monito- MARIN. N. et ai. Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio
rar a utilização de medicamentos e outras de Janeiro: OPAS/OMS: 20003. p. 5-133.
tecnologias em saúde;
Otimizar a relação entre custo, benefício e ris- Todas as atividades do ciclo da assistência far-
co das tecnologias e processos assistenciais; macêutica são executadas na Farmácia Hospi-
Desenvolver ações de assistência farmacêu- talar, que se torna uma das áreas mais comple-
tica, articuladas e sincronizadas com as dire- tas de atuação do farmacêutico. Para execução
trizes institucionais; adequada do ciclo, são necessárias informa-
Participar ativamente do aperfeiçoamento ções sobre as patologias a serem tratadas, o
contínuo das práticas da equipe de saúde. perfil dos pacientes e o histórico de consumo
dos medicamentos. Isso deve permitir uma
O ciclo da assistência farmacêutica con- gestão adequada do estoque, que tem como
templa atividades que vão desde a seleção até objetivo a seleção dos itens disponíveis no
o monitoramento do uso dos medicamentos, mercado que sejam mais adequados ao perfil
conforme figura a seguir: da instituição - considerando os critérios eficá-
37

eia, segurança, qualidade e custo - que devem dos itens, que representa cerca de 80% do
estar disponíveis no prazo certo, em quantida- valor total do estoque;
de necessária e em condições adequadas de Classe B: Representa um grupo de itens em
armazenamento. situação e valores intermediários entre a
A classificação dos medicamentos disponí- classe A e C, sendo 15-30% do total de itens
veis na instituição facilita a gestão do estoque. em estoque e consomem 15% dos recursos;
As duas classificações mais comumente usa- Classe C: Agrupa cerca de 50-70% dos itens,
das são a curva ABC e a curva XYZ. cuja importância em valor é pequena, re-
presentando cerca de 5-20% do valor do
1-CURVAABC estoque.

A curva ABC é um método de classificação FIGURA 2- CURVA ABC


de informações, para que se separem os itens
lOOx
de maior importância ou impacto, os quais são ---- ----- ---- --- -- --~- - ~-------
9sx------- - -----~---------------
normalmente em menor número, para se es-
tabelecer formas de gestão apropriada à im-
portância de cada medicamento em relação
ao valor total dos estoques.
B
30%
e
50%
Classe A: Abriga o grupo de itens mais im-
portantes que correspondem a um pequeno Fonte: http://corpo rativosu pp ly.com. br/novo/wp-content/up loads/
número de medicamentos, cerca de 20% curvaabc.png

2-CURVAXYZ

Diferentemente da curva ABC, a curva XVZ toma por base a criticidade dos itens armazenados
em estoque.

QUADRO 1 -CARACTERÍSTICAS DA CURVA XYZ

Itens Características
Materiais de baixa criticidade;
Classe X Sua falta não interrompe asatividades da organização;
Elevada possibilidade de substituição.

Materiais de criticidade média;


Classe Y São vitais para a realização das atividades;
Podem ser substituídos por outros com relativa facilidade.

Materiais de máxima criticidade;


Classe Z Sua falta provoca a paralisação de uma ou mais fases operacionais da organização;
Não podem ser substitu!dos por outros equivalentes.

Fonte: http://rei.biblioteca.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/551 /1 /AELP11072014.pdf

DICA DO AUTOR: As duas curvas de classificação 3 - FARMACOVIGILÃNCIA


dos medicamentos são ferramentas muito úteis
para a gestão de estoque em farmácia hospita- A Farmacovigilância é uma ciência que inves-
lar e são muito cobradas nas provas da EBSERH. tiga os efeitos adversos ou e demais problemas
Memorize as características de cada uma das relacionados aos medicamentos. Também de-
categorias, pois há g randes chances do assun- nominada vig ilância pós-comercialização, cor-
to voltar a ser cobrado nas próximas provas! responde aos ensaios clínicos de fase IV, que
ocorrem após a liberação dos medicamentos
38 Farmácia Hospitalar

para comercialização dos medicamentos e en- interações medicamentosas são cobradas junta-
volvem grandes populações, incluindo os gru- mente com as qustões de Farmacologia e, por
pos não incluídos em fases anteriores (crianças, isso, serão abordadas no capítulo 3 deste livro.
idosos e gestantes). As RAM são quaisquer respostas prejudiciais
Os alvos de investigação da Farmacovigi- ou indesejáveis, não intencionais, a um medi-
lãncia incluem as Reações Adversas a Medica- camento, que ocorrem nas doses usualmente
mentos (RAM), os desvios de qualidade/queixas empregadas em seres humanos para profilaxia,
técnicas, as inefetividades terapêuticas, as inte- diagnóstico, terapia da doença ou para a mo-
rações medicamentosas e os erros de medica- dificação de funções fisiológicas (WHO, 2002).
ção. As RAM são os assuntos mais cobrados nas Quanto ao mecanismo de ação, às RAM pos-
questões de Farmacovigilãncia, enquanto que as suem cinco categoria s principais, que são:

QUADRO 2 ·CLASSIFICAÇÃO DAS RAM QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO

Tipo de reação Mnemônico Características Exemplos


Reações comuns, previstas, Hemorragias após o uso de
A: Dose d ependente Aumento relacionadas a um efeito anticoagulantes; depressão res·
farmacológico. piratória após uso de opioldes.

Reações inesperadas,
B: Dose independente Bizarro Reações de hipersensibilidade.
elevada mortalidade

C: Relacionado à dose e Reação relacionada ao efeito Supressão adrenal após o uso de


Crônico
ao tempo de uso cumulativo do fármaco corticoides.

Reação geralmente aparece


D: Relacionado ao Atraso
algum tempo após o uso do Teratogênese, carcinogênese.
tempo de uso (delay)
medicamento

Fim do uso Ocorre logo após a Síndrome de abstinência após


E: Abstinência
(endofuse) suspensão do medicamento suspensão de opioides.

Fonte: Adaptado de Edwards; Aronson; 2000, disponível em: http://abfmc.net/pdf/RAM_ANVISA.pdf

Quanto à frequência de ocorrência, as RAM REFERÊNCIAS:


podem ser classificadas conforme a tabela 3 a
seguir: 1. FIGUEIREDO, P. M. et ai. Reações adversas a me-
dicamentos. Fármacos & Medicamentos. Dispo·
TABELA 3 - CLASSIFICAÇÃO DAS nível em: http://abfmc.net/pdf/RAM_ANVISA.pdf
RAM QUANTO AFREQUENCIA 2. SFORSIN, A. C. P. et ai. Gestão de compras em
Farmácia Hospitalar. Farmácia Hospitalar: 2012.
Muito comum > 10% Disponível em: http://www.cff.org.br/sistemas/
Comum (frequente) >1%e<10% geral/revista/pdf/ 13 7/encarte_fa rmAcia_hospi·
Incomum talar_85.pdf
>0,1% e<1 %
3. OMS· ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. La
Rara >0,01 % e <0,1%
farmacovigilância: garantia de seguridade em
el uso de los medicamentos. Perspectivas políti-
Na prática clínica, é importante compreender as cas de la OMS sobre medicamentos, p. 1-6, 2004.
classificações das reações adversas aos medicamentos, 4. WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. The Up-
pois elas permitem o manejo adequado do tratamento. psala Monitoring Centre. The lmportance of
Quanto maior a gravidade das reações, mais rapida- Pharmacovigilance. Safety Monitoring of medici-
mente devem ser adotadas medidas de intervenção, nal products, 48 p, 2002.
que devem ser capazes de manter a integridade do 5. WHO-WORLD HEALTH ORGANIZATION. The im·
paciente. portance of pharmacovigilance. Safety moni-
toring of medicinal products. Reino Unido, 2002.
Legislação Farmacêutica
e Código de Ética

(EBSERH CH UFPA · AOCP · 2016) Farmacêu- Alternativa E: INCORRETA. Segundo o Código de


O1 tico, sexo masculino e com 20 anos de
profissão, atua como Responsável Técnico em
Ética, é infração grave, sujeito a penas de sus-
pensão.
um Laboratório de Análises Clínicas. O profis· Resposta: ®
sional supracitado assinou laudo em branco
possibilitando, dessa forma, o uso indevido do
(EBSERH HDT UFT · AOCP · 2015) Sobre o Códi-
seu nome e de sua atividade profissional. De
acordo com o Código de Ética Farmacêutica, isso
caracteriza
02 go de Ética Farmacêutica e a Legislação
Farmacêutica, assinale a alternativa correta.

~ infração ética e disciplinar mediana. ® É proibido ao farmacêutico exercer a medi-


~ infração ética e disciplinar grave. cina simultaneamente.
:f) infração ética e disciplinar leve. ® O farmacêutico pode negar dispor seus ser-
~ infração ética e disciplinar moderada. viços profissionais às autoridades constituídas
'.ID advertência sem publicidade. em caso de conflito social interno, catástrofe ou
epidemia quando não tiver remuneração.

DICA DO AUTOR: O Código de Ética Farmacêutica,


• © A lei nº 5.991/1973 instituiu que o Conse-
lho Federal de Farmácia é o órgão supremo dos
Conselhos Regionais, com jurisdição em todo
em seu artigo 14°, proíbe o farmacêutico de as- o território nacional e sede no Distrito Federal.
sinar laudo ou qualquer outro documento em @ A lei 3820/60 dispõe sobre o controle sani-
branco, de forma a possibilitar, ainda que por ne· tário do comércio de drogas, medicamentos,
gligência, o uso indevido de seu nome ou ativi· insumos farmacêuticos e correlatos.
dade profissional. Fonte: httpJ/www.cff.org.br ® Segundo a RDC 302/05, o farmacêutico po-
/ userfiles/file/resolucoes/596.pdf de assumir, perante a vigilância sanitária, a res-
Alternativa A: INCORRETA. Segundo o Código de Éti· ponsabilidade técnica por no máximo um labo-
ca, é infração grave. ratório clínico.
Alternativa B: CORRETA. Artigo 9°, item XIII, do Có·
digo de Ética. Devem ser aplicadas as penas de
suspensão de 3 (três) meses na primeira vez; de
6 (seis) meses na segunda vez; e de 12 meses DICA DO AUTOR: Para saber mais sobre as legisla-

na terceira vez. ções citadas na questão, acesse: http://www.
Alternativa C: INCORRETA. Segundo o Código de Éti- planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/L3820.htm, http://
ca, é infração grave. www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5991.htm,
Alternativa D: INCORRETA. Segundo o Código de Éti· httpJ /www20.a nvisa.gov.br/segu rancadopa-
ca, é infração grave. ciente/index.php/legislacao/item/rdc-302-de-
-13-de-outubro-de-2005
40 Legislação Farmacêutica eCódigo de ~tica

Alternativa A: CORRETA. Descrito no capítulo IV, Das Disponível em: http://www.cff.org.br/ userfiles/
Proibições, Artigo 14, do Código de Ética Far- file/ resolucoes/461 .pdf
macêutica. Alternativa A: INCORRETA. Os conselhos regionais não
Alternativa B: INCORRETA. O farmacêutico nunca po- têm liberdade para criar suas próprias sanções.
derá se negar a prestar seus serviços voluntaria- Alternativa B: INCORRETA. A premeditação é consi-
mente em meio a catástrofes. derada circunstância agravante.
Alternativa C: INCORRETA. A Lei nº 3820/ 60 instituiu Alternativa C: INCORRETA. As infrações são classifica-
o Conselho Federal de Farmácia, não a Lei n° das como leves, graves e gravíssimas.
5991 /73. Alternativa D: INCORRETA. Quando a infração for
Alternativa D: INCORRETA. O controle sanitário é de- leve, aplica-se a pena de advertência.
finido pela Lei 5991 / 73. Alternativa E: CORRETA. Conforme descrito no art. 2°,
Alternativa E: INCORRETA. A responsabilidade técni- da resolução431 / 05.
ca do farmacêutico é permitida para no máxi- Resposta:®
mo dois laboratórios clínicos.
Resposta: ®
(EBSERH HUPAA UFAL - IDECAN - 2014) O Códi-

(EBSERH HUOL UFRN - IADES - 2014) Em rela-


04 go de ttica Farmacêutica é constituído
por normas que se aplicam aos farmacêuticos,
03 ção à Resolução nº 431 / 2005, que dispõe
sobre as infrações e sanções éticas e disciplina-
em qualquer cargo ou função, independente-
mente do estabelecimento ou instituição a que
res aplicáveis aos farmacêuticos, assinale a al- estejam prestando serviço, de acordo com prin-
ternativa correta. cípios fundamentais. Analise-os.

® A imposição das penas e sua gradação se- 1. Ao farmacêutico cabe zelar pelo perfeito de-
rão feitas de acordo com o estabelecido pelo sempenho ético da farmácia e pelo prestí-
Conselho Regional de Farmácia da jurisdição, gio e bom conceito da profissão.
tendo ele a liberdade de criar os próprios crité- li. O farmacêutico deve denunciar às autorida-
rios para sanções éticas. des competentes quaisquer formas de po-
@ A premeditação é considerada uma circuns- luição, deterioração do meio ambiente ou
tância atenuante. riscos inerentes ao trabalho, prejudiciais à
© As infrações éticas e disciplinares classifi- saúde e à vida.
cam-se em: brandas, aquelas em que o indicia- Ili. O farmacêutico deve manter segredo sobre
do é beneficiado por circunstância atenuante; fato sigiloso de que tenha conhecimento em
leve, aquelas em que o indiciado não possui cir- razão da sua atividade profissional e exigir
cunstância agravante; e grave, aquelas em que o mesmo comportamento do pessoal sob
for observada pelo menos uma circunstância sua direção.
agravante. IV. O farmacêutico deve ser solidário com as
@ A pena de multa será aplicada, de forma ver- ações em defesa da dignidade profissional
bal ou escrita, por ofício do presidente do Con- e empenhar-se para melhorar as condições
selho Regional de Farmácia da jurisdição, quan- de saúde e os padrões dos serviços farma-
do a falta disciplinar for leve. cêuticos, assumindo sua parcela de respon-
® As infrações éticas e disciplinares serão ape- sabilidade em relação à assistência farma-
nadas, de forma alternada ou cumulativa, sem cêutica, à educação sanitária e à legislação
prejuízo das sanções de natureza civil ou penal referente à saúde.
cabíveis, com as penas de advertência, adver-
tência com emprego da palavra "censura'; mul- Estão corretas as afirmativas:
ta, suspensão e eliminação.
@ 1,11,lllelV.

DICA DO AUTOR: A Resolução 431/ 05 foi revoga-


• @ 1e li, apenas .
© 1e Ili, apenas.
@ Ili e IV, apenas.
da pela Resolução 461 , de 02 de maio de 2007. ® 1, li e Ili, apenas.
41

Assertiva 1: FALSA. O Código de Ética não trata do


referido assunto.
Assertiva 1: CORRETA. Texto descrito no Código de Assertiva li: FALSA. O profissional deve permitir a
Etica Farmacêutica. utilização do seu nome apenas por empresas
Assertiva li: CORRETA. Texto descrito no Código de que ele de fato preste serviços.
ttica Farmacêutica. Assertiva Ili: FALSA. Trata-se de um dever e não de
Assertiva Ili: CORRETA. Texto descrito no Código um direito.
de Ética Farmacêutica. Assertiva IV: FALSA. Éproibido ao farmacêutico exer-
Assertiva IV: CORRETA. Texto descrito no Código de cer simultaneamente Farmácia e Medicina.
ttica Farmacêutica. Assertiva V: VERDADEIRA. De fato, este é um direito
lesposta: @ descrito no Código de Ética Profissional.
Resposta: @

(EBSERH HUPAA UFAL · IDECAN • 2014) A relação


05 ética do exercício da profissão farmacêu-
t ica prevê direitos e deveres dos profissionais. 06 (EBSERH HUPES UFBA · 2014- IADES) De acor-
do com a Resolução n° 417 /2004, que
Sobre os direitos do profissional, embasados no aprova o Código de Ética da Profissão Farma-
Código de Ética Farmacêutica, marque V para as cêutica, assinale a alternativa correta.
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
@ É direito do farmacêutico, durante o tempo
Emprestar seu nome para propaganda de em que permanecer inscrito em um Conselho
medicamento ou outro produto farmacêu- Regional de Farmácia, independentemente de
( } tico, tratamento, instrumental ou equipa-
estar ou não no exercício efetivo da profissão,
mento hospitalar, empresa industrial ou co-
mercial com atuação no ramo farmacêutico. obstar a ação fiscalizadora das autoridades sa-
nitárias ou profissionais.
Permitir a utilização de seu nome, mesmo
como responsável técnico, pelos estabele-
@ É proibido ao farmacêutico guardar sigilo
cimentos públicos ou privados, ainda que de fatos que tenha conhecimento no exercício
( } da profissão, excetuando-se os de dever legal,
não exerça, pessoal e efetivamente, a pro-
fissão, porém, esteja assessorado por auxi· amparados pela legislação vigente, os quais exi-
liares competentes. jam comunicação, denúncia ou relato a quem
Cobrar e receber remuneração do usuário do de direito.
( } serviço público ou privado, podendo, dessa © É direito do farmacêutico interagir com o
forma, ampliar seus vencimentos. profissional prescritor para garantir a seguran-
Exercer, simultaneamente, a Farmácia e a Me- ça e a eficácia da terapêutica farmacológica,
( }
dicina. com fundamento no uso racional de medica-
mentos.
Recusar-se a exercer a profissão em institui-
ção pública ou privada onde inexistam con- @ É proibido ao farmacêutico indicar práticas
dições dignas de trabalho ou que possam terapêuticas alternativas aos usuários, de modo
( }
prejudicar o paciente, com direito à repre- que esse possa, sozinho, melhor decidir sobre
sentação, junto a autoridades sanitárias e sua saúde e bem-estar.
profissionais, contra a instituição. ® Édireito do farmacêutico aceitar remunera-
ção abaixo do estabelecido, como o piso sala-
A sequência está correta em: rial, desde que mediante acordos ou dissídios
da categoria.
:t) F, F, F, F, V.
'.:§) V, F, F, V, V.
~ F,V,F,F,F.
]) F, V, V, F, V. DICA DO AUTOR: Sugiro a leitura na íntegra do

::§) F, V, F, V, V. Anexo Ili do Código de Ética Farmacêutica, que
estabelece as infrações e as regras de aplicação

•• das sanções disciplinares. http://www.cff.org.br/


userfiles/ file/ resolucoes/596.pdf
42 Legislação Farmacêutica e Código de Ética

Alternativa A: INCORRETA. O farmacêutico jamais po- Alternativa B: INCORRETA. Trata-se de infração ética
derá criar obstáculos à ação fiscalizadora. e disciplinar.
Alternativa B: INCORRETA. O sigilo é um dever do far- Alternativa C: INCORRETA. Não está descrito sobre a
macêutico. prisão do profissional nas sanções disciplinares
Alternativa C: CORRETA. De fato, trata-se de um di- do código de ética. Esse julgamento fica a car-
reito. go do Código Penal.
Alternativa D: INCORRETA. A decisão sobre a terapêu- Alternativa D: INCORRETA. É proibido ao farmacêutico
tica dos usuários/ pacientes não pode ser tomada exercer a profissão de farmacêutico e medicina
exclusivamente pelo farmacêutico, pois pode simultaneamente, conforme descrito no artigo
ser considerado exercício ilegal da medicina. A 8°, item 1.
exceção a essa regra refere-se aos medicamen- Alternativa E: INCORRETA. É proibido, conforme des-
tos de venda livre, que não necessitam de pres- crito no capítulo 3, artigo 13°.
crição médica. Resposta: ®
Alternativa E: INCORRETA. O farmacêutico é proibi-
do de aceitar remuneração abaixo do estabeleci-
(EBSERH MEJC UFRN - !ADES - 2014) Com base
do pelo piso salarial, conforme artigo 8° do Códi-
go de Ética. A infração é considerada mediana,
sob pena de multa e suspensão.
08 no Código de Ética da Profissão Farma-
cêutica, assinale a alternativa correta.
Resposta: ©
® É dever do farmacêutico fornecer, ou per-
mitir que forneçam, medicamento ou fármaco
(EBSERH MCO UFBA - !ADES - 2014) A Reso_lu-
07 ção n° 417 / 2004 aprova o Código de Eti-
ca da Profissão Farmacêutica. Considerando o
para uso diverso da sua finalidade.
® A profissão farmacêutica, em qualquer cir-
cunstância, pode ser exercida exclusivamente
disposto nessa Resolução, assinale a alternativa com objetivo comercial.
correta. © É proibido ao farmacêutico recusar-se a exer-
cer a profissão em instituição pública ou privada,
® As normas desse Código aplicam-se aos far- em que inexistam condições dignas de trabalho
macêuticos, em qualquer cargo ou função, inde- ou que possam prejudicar o usuário.
pendentemente do estabelecimento ou institui- @ É direito do farmacêutico interagir com o
ção onde estejam prestando serviço. profissional prescritor, quando necessário, para
® É direito do farmacêutico exercer a fiscali- garantir a segurança e a eficácia da terapêutica
zação profissional e sanitária, quando for sócio farmacológica, com fundamento no uso racio-
ou acionista do estabelecimento de qualquer nal de medicamentos.
categoria. ® É permitido ao farmacêutico delegar a ou-
© As sanções disciplinares consistem em sus- tros profissionais atos ou atribuições excl usivos
pensão ou censura, multa com valores variá- da profissão farmacêutica.
veis, dependendo da gravidade da infração e
prisão.
@ É permitido ao farmacêutico exercer, simul-
taneamente, qualquer outra profissão, inde-
••
Alternativa A: INCORRETA. A afirmativa refere-se a
pendentemente de ser ou não de áreas afins. uma proibição.
® É permitido ao farmacêutico praticar proce- Alternativa B: INCORRETA. Nunca poderá apenas ser
dimento que não sej a reconhecido pelo Conse- exercida exclusivamente com fins comerciais.
lho Federal de Farmácia, mas que tenha respal- Alternativa C: INCORRETA. A afirmativa refere-se a um
do científico. dever.
Alternativa D: CORRETA. Afirmativa correta, descrita

Alternativa A: CORRETA. Afirmativa descrita no arti-


• no Código de Ética Profissional.
Alternativa E: INCORRETA. A afirmativa refere-se a
uma proibição.
go 21 ° do referido Código de Ética. Resposta: @
43

® Notificação de receita é uma prescrição es-


09 (EBSERH HUCAM-UFES - AOCP - 2013) Durante
um atendimento, o farmacêutico se de-
::>arou com uma situação em que um técnico
crita de medicamento, contendo orientação de
uso pa ra o paciente, efetuada por profissional
efetuava o aviamento de uma prescrição cuja legalmente habilitado.
oegibilidade da mesma encontrava-se extre- @ Esta Portaria proíbe a prescrição e o avia-
mamente comprometida e, além disso, falta- mento de fórmulas contendo a associação me-
am informações referentes a doses e posolo- dicamentosa das substâncias anorexígenas com
g 1a. Neste momento, o farmacêutico adotou diuréticos.
três condutas: © As substâncias constantes das listas "A 1·; "A2"
e "A3" são classificadas como entorpecentes, en-
não permitiu que o técnico continuasse o quanto que a das listas " 81 " e " 82" classificam-se
atendimento, pois a prescrição não atendia como psicotrópicas.
à legislação vigente, @ Os medicamentos regulamentados por esta
2. orientou o usuário dos motivos que o impe- portaria, não podem em hipótese alguma ser
dem de dispensar tal receita além dos riscos prescritos para um período de tratamento su-
que o usuário estaria exposto caso ele de- perior a 60 d ias.
cidisse por dispensar aquela receita sem a ® A Notificação de Receita "A" poderá conter
certeza do medicamento prescrito e, quantidade de comprimidos correspondentes
3. entrou em contato com o profissional pres- a 60 dias de tratamento, acima desta quanti-
critor o qual foi orientado quanto à impor- dade, o prescritor deverá justificar a indicação
tância do correto preenchimento da pres- com o CID ou diagnóstico.
crição solicitando a substituição da receita.

A partir destas informações e do Código de Éti-


ca da Profissão Farmacêutica, o farmacêutico

Alternativa A: INCORRETA. A notificação de Receita é
observou, respectivamente, o documento que, acompanhado da receita, au-
toriza a dispensação de medicamentos das listas
® uma proibição / um dever / um dever. A 1 e A2 (Entorpecentes), A3, 81 (Psicotrópicas),
® um dever/ um direito / um dever. 82 (Psicotrópicas Anorexígenas), C2 (Retinoica
© um dever / uma proibição / um direito. para uso sistêmico) e C3 (lmunossupressoras).
@ uma proibição / um dever / um direito. Alternativa B: CORRETA. Não é permitido ao profis-
® um dever / um dever / um direito. sional dispensar receituários com essa associa-
ção de medicamentos.


Assertiva 1: Conforme código de ética profissio-
Alternativa C: INCORRETA. As listas A 1 e A2 são en-
torpecentes; A3, 81 e 82 referem-se a substân-
cias psicotrópicas.
nal, é proibido aviar prescrição médica que não Alternativa D: INCORRETA. Alguns medicamentos,
atenda às legislações vigentes. (Uma proibição) como os anticonvulsivantes, podem ser vendi-
Assertiva li: A orientação dos usuários é um dever dos para um período de 6 meses.
profissional. (Um dever) Alternativa E: INCORRETA. Somente podem ser libe-
Assertiva Ili: A interação farmacêutico/ médico radas receitas da lista A para 30 dias.
t rata-se de um direito do profissional. (Um di- Resposta: ®
reito)
Resposta: @
(EBSERH HUCAM UFES-AOCP-2013) Durante o

(EBSERH HU-UFMS - AOCP - 2014) A Portaria


11 registro das saídas de medicamentos su-
jeitos a controle especial, o farmacêutico iden-
lO ANVISA nº 344, de 12 de maio de 1998,
aprova o regulamento técnico sobre substân-
tificou, entre as receitas e notificações de recei-
ta, que havia erro com relação ao que tange a
cias e medicamentos sujeitos a controle espe- Portaria 344/ 98 - ANVISA. Assinale a alternativa
cial. Sobre esta portaria, assinale a alternativa em que o ocorreu à inobservância da referida
correta. legislação sanitária.
44 Legislação Farmacêutica e Código de rtica

@ Metilfenidato prescrito em receita de con- @ Somente será aviada a receita que contive1
trole especial com 1•via retida / com notifica- a data e a assinatura do profissional, endereçc
ção de receita. do consultório ou residência e o número de ins·
@ Fenitoína, fluoxetina e amitriptilina prescri- crição no respectivo Conselho profissional.
tas em uma única receita de controle especial ® Poderá ser aviada uma receita em código
com 1" via retida / sem notificação de receita. na farmácia da instituição hospitalar desde que
© Fenitofna prescrita em receita de controle seja prescrita por profissional vinculado ou não
especial com uma quantidade para o tratamen- à unidade hospitalar.
to de 30 dias com 1• via retida / sem notificação
de receita.
@ Fenobarbital prescrito em receita de con-
trole especial com 1•via retida / sem notifica- Alternativa A: CORRETA. Descrita na Lei 5991 /73.

ção de receita. Alternativa B: CORRETA. Sempre que for observa-
® Bromazepam prescrito em receita de con- da qualquer alteração de doses, o profissional
trole especial com 1ªvia retida / com notifica- pode entrar em contato com o prescritor.
ção de receita. Alternativa C: CORRETA. Sempre deverá estardes-
crito expressamente o modo de utilizar o me-

Alternativa A:INCORRETA. Metilfenidato necessita de


• dicamento .
Alternativa D: CORRETA. Estes são itens obrigatórios
para a dispensação do medicamento pelo pro-
notificação e retenção da primeira via. fissional.
Alternativa B: INCORRETA. Os medicamentos fazem Alternativa E: INCORRETA. t permitida a receita em
parte da lista Cl e necessitam de receita de con- código na farmácia hospitalar, desde que seja
trole especial em duas vias. apenas por profissional vinculado à unidade.
Alternativa C: INCORRETA. Fenitoína pode ser libera- Resposta:®
da para um tratamento de 6 meses.
Alternativa D:CORRETA. Fenobarbital deve ser pres-
(EBSERH HU UFJF - AOCP - 2015) A Portaria n°
crito em receita de controle especial e não pre-
cisa de notificação de receita.
Alternativa E: CORRETA. O bromazepam necessita da
13 344/ 98, que aprovou o regulamento téc-
nico sobre substâncias e medicamentos sujei-
notificação de receita. tos a controle especial, classifica o medicamen-
Resposta: Questão anulada por apresentar mais to anestésico a base da substância enflurano
de uma alternativa correta. em qual das listas descritas a seguir?

@ Lista - Cl: lista das outras substâncias sujei-


(EBSERH HU UFJF-AOCP- 2015) De acordo com
12 a Lei 5991 / 73, que dispõe sobre o contro-
le sanitário do comércio de drogas, medicamen-
tas a controle especial.
@ Lista - A 1: lista das substâncias entorpe-
centes.
tos, insumos farmacêuticos e correlatos, assina- © Lista - Bl : lista das substâncias psicotrópi-
le a alternativa INCORRETA sobre receituário. cas sujeitas à notificação de receita "B''.
© Lista - A2: lista das substâncias entorpe-
@ Somente será aviada a receita que estiver centes usadas somente em concentrações es-
escrita à tinta, em vernáculo, por extenso e de peciais.
modo legível. ® Lista - A3: lista das substâncias psicotrópi-
@ Quando a dosagem do medicamento pres- cas sujeitas à notificação de receita "A''.
crito ultrapassar os limites farmacológicos, o
responsável técnico pelo estabelecimento soli-
citará confirmação expressa ao profissional que
a prescreveu. DICA DO AUTOR: As questões que se referem à
••
© Somente será aviada a receita que contiver Portaria 344/ 98 exigem uma elevada capacida-
o nome e o endereço residencial do paciente de de memorização do aluno, pois há uma ten-
e expressamente o modo de usar a medicação. dência de cobrar alguns medicamentos cujos
45

.,omes e utilizações são pouco conhecidos. Leia @ Apenas V e VI estão corretas.


todas as listas na íntegra e faça as associações ® Apenas I, li, Ili, IV e V estão corretas.
necessárias à memorização.
Outra dica refere-se às atualizações da portaria.
Apesar de ter sido elaborada em 1998, a Portaria
344 sofre constantes atualizações em seu ane- Assertiva 1: CORRETA. A Lei 5991 / 73 publicada em

xo pela Anvisa, com inclusões e exclusões de 17 / 12/ 1973 trata-se do controle sanitário do
medicamentos. Acesse sempre a portaria com comércio de drogas, medicamentos, insumos
as últimas atualizações, disponível em: http:// farmacêuticos e correlatos, e dá outras provi-
porta 1.a nvisa .g ov. br/ 1ista-de-s ubsta n cias-s u- dências.
,eitas-a-controle-especia I Assertiva li: CORRETA. Publicada em 21/1 1/ 1960, a
Alternativa A: CORRETA. O medicamento será en- referida lei cria os conselhos federal e regional
contrado na lista C1 - Outras substâncias sujei- de farmácia e dá outras providências.
ras a controle especial. Assertiva Ili: CORRETA. O referido decreto trata exa-
Alternativa B: INCORRETA. Lista C1. tamente sobre normas que regulamentam a lei
Alternativa C: INCORRETA. Lista C1 . 3820/60.
Alternativa D: INCORRETA. Lista C1. Assertiva IV: CORRETA. A referida portaria publicada
Alternativa E: INCORRETA. Lista C1. em 1998, trata de criar normas para utilização,
Resposta: ® manipulação e quaisquer atividades envolven-
do medicamentos sujeitos à controle especial.
Assertiva V: CORRETA. A Portaria 344 foi publicada
(EBSERH HC UFG · AOCP- 2015) O conhecimen- em 12 de maio de 1998 e aprova o Regulamen-
14 to da legislação que conduz a profissão
farmacêutica é um instrumento imprescindível
to Técnico sobre substâncias e medicamentos
sujeitos a controle especial. A Portaria passa por
para a atuação eficaz e de qualidade. A atual di- constantes atualizações, que ficam disponíveis
nâmica do exercício farmacêutico requer ciên- no diário oficial da união.
cia e constante atualização sobre normas que Assertiva VI: INCORRETA. A RDC 302, de 13 de outubro
regulam a profissão em diversas áreas de atua- de 2005, dispõe sobre o Regulamento Técnico
ção. Referente ao assunto, analise as assertivas para funcionamento dos serviços que realizam
a seguir e assinale a alternativa correta. atividades laboratoriais, tais como Laboratório
Clínico e Posto de Coleta Laboratorial.
1. A Lei n° 5.991 /73 dispõe sobre o controle Resposta: ®
sanitário do comércio de drogas, medica-
mentos, insumos farmacêuticos e correla-
tos e dá outras providências. (EBSERH HC UFG -AOCP-2015) Em relação aos
li. A Lei n° 3.820/60 cria o Conselho Federal e
os Conselhos Regionais de Farmácia e dá
15 medicamentos controlados, assinale a al-
ternativa INCORRETA.
outras providências.
Ili. O Decreto n° 85.878/81 estabelece normas @ Notificações de Receita B, que contenham
para execução da Lei 3.820/60. substâncias ou medicamentos à base das subs-
IV. O Decreto n° 74.170/74 regulamenta a Lei tâncias presentes na lista Bl (psicotrópicas), têm
5.991 /73. validade somente dentro da unidade federativa
V. A Portaria n° 344/98 aprova o Regulamento onde sua numeração foi concedida.
Técnico sobre substâncias e medicamentos @ A quantidade de medicamento controlado
sujeitos a controle especial. que pode ser prescrita é calculada de acordo
VI. A RDC n° 302/05 dispõe sobre o Regulamen- com o tempo de tratamento e não pela quan-
to Técnico para o gerenciamento de resíd u- tidade de caixas ou frascos.
os de serviços de saúde. © As receitas de controle especial da lista Cl
são vá lidas por 30 dias contados a partir da data
® Apenas li, Ili e VI estão incorretas. de sua emissão e em todo o território nacional.
® Apenas li, Ili e V estão corretas. © Está proibida a fabricação, importação, ex-
f) Apenas 1, IV e V estão corretas. portação, distribuição, manipulação, prescrição,
46 Legislação Farmacêutica e Código de Etica

dispensação, o aviamento, comércio e uso de © Fárm acos anticonvulsivantes como a car-


medicamentos ou fórmulas medicamentosas bamazepina e o ácido valproico estão sujeitos à
que contenham as substâncias anfepramona, receita de controle especial em duas v ias.
femproporex, sibutramina e mazindol, seus sais @ Psicotrópicos e imunossupressores devem
e isômeros, bem como intermediários. ser prescritos em receituário de cor azul, que
® Cirurgiões dentistas e médicos veterinários pode ser emitido por profissional devidamente
não podem prescrever medicamentos a base inscrito nos Conselhos Regionais de Medicina
de substâncias antirretrovirais (lista C4), pois a ou de Odontologia.
prescrição desses medicamentos é exclusiva de
médicos.

DICA DO AUTOR: A lista C4 foi excluída da Portaria


• Alternativa A: INCORRETA. A prescrição de entorpe-
centes pode ser realizada por médicos veteri-
nários e cirurgiões dentistas.
344/98 pela RDC nº 103, de 31/08/2016. Alternativa B: INCORRETA. A levodopa não pertence
Alternativa A: INCORRETA. A notificação de receituá- mais à lista de medicamentos sujeitos a contro-
rio 81 é liberada após prescrição para um perío- le especial.
do máximo de 60 dias e somente é válida em Alternativa C: CORRETA. Fazem parte da lista Cl da
seu estado emitente. portaria 344/98 SVS/MS e estão sujeitos a recei-
Alternativa 8: INCORRETA. A quantidade de medi- ta de controle especial em duas vias.
camentos liberados será de acordo com o tra- Alternativa D: INCORRETA. lmunossupressores são
tamento proposto, seguindo as orientações de permitidos apenas prescrições por profissionais
cada lista. Entorpecentes, quantidade máxima no Conselho Regional de Medicina.
para 30 dias de tratamento, psicotrópicas 81 Resposta: ©
para 60 dias e 82 para 30 dias.
Alternativa C: INCORRETA. A lista Cl tem validade
de 30 dias e liberada para o tratamento de 60 (EBSERH HE UFPEL · AOCP · 2015) Sobre as
dias.
Alternativa D: CORRETA. A sibutramina não foi proi-
17 embalagens dos medicamentos descri-
tos na Portaria 344/ 98, assinale a alternativa
bida. Esta substância deve conter medidas de INCORRETA.
controle para sua utilização. Por isso, a questão
torna-se falsa. ® Os medicamentos descritos na Portaria 344/
Alternativa E: INCORRETA. A lista C4 de antirretro- 98 devem ser comercializados em embalagens
vira is é de prescrição exclusivamente de mé- invioláveis e de fácil identificação.
dicos e liberação exclusiva pelo Ministério da ® Nas bulas e rótulos dos medicamentos que
Saúde. contêm misoprostrol, deve constar obrigatoria-
Resposta: @ mente a expressão:"Atenção: risco para mulhe-
res grávidas" - "Venda e uso restrito a hospital''.
© Os rótulos de embalagens de medicamentos
(EBSERH HDT UFT · AOCP · 2015) A Portaria a base de substâncias constantes das listas "A 1';
16 n° 344, de 12 de maio de 1998, aprova o
Regu lamento Técnico sobre substâncias e me-
"A2" e "A3" deverão ter uma faixa horizontal de
cor preta, abrangendo todos os lados, com os di-
dicamentos sujeitos a controle especial. Sobre zeres: "Venda sob prescrição médica" - "Atenção:
os medicamentos controlados, assinale a alter- pode causar dependência física ou psíqu ica''.
nativa correta. @ Nos casos dos medicamentos contendo a
substância Anfepramona, deverá constar, em
® A prescrição de entorpecentes deve ser fei- destaque, em rótulo e bula, a frase: "Atenção,
ta em receituário de cor amarela e só pode ser este medicamento pode causar hipertensão
assinada por profissional devidamente inscrito pulmonar".
no Conselho Regional de Medicina. ® É permitido às drogarias o fracionamento
® Levodopa, morfina e oxicodona fazem par- dos medicamentos constantes da Portaria nº
te da lista A 1 de medicamentos controlados. 344/98.
47

ee cotécnicos, de forma a preservar a segurança,

-•
eficácia e qualidade do medicamento.
mltfnativa A: CORRETA. Todos os medicamentos
su,eitos a controle especial devem estar em em-
balagem inviolável e de fácil identificação.
-.ernativa B: CORRETA. O misoprostol deve conter Alternativa A: CORRETA. Nas demais farmácias (co-
esse informativo, pois ele tem o risco de abor- munitárias, por exemplo) deve-se obter os me-
tos em gestantes. dicamentos já unitarizados da indústria.
Alttmativa C: CORRETA. É obrigatória a tarja preta Alternativa B: CORRETA. É obrigatória a supervisão
para os medicamentos pertencentes a essas pelo profissional farmacêutico de todo o pro-
stas. cesso de unitarização.
Alternativa D: CORRETA. O referido medicamento Alternativa C: CORRETA. A Farmácia deve garantir
oode causar hipertensão pulmonar grave ele- a integralidade de todos os produtos unitari-
'li!r o paciente a óbito. zados.
Alternativa E: INCORRETA. Não é permitido o fracio- Alternativa D: INCORRETA. Sempre que houver o rom-
-iamento de nenhum dos medicamentos sujei- pimento da embalagem primária dos medica-
:os a controle especial. mentos, a data de validade deverá ser reduzida
Resposta: ® em 75% da validade informada pela indústria.
Alternativa E: CORRETA. Toda a unitarização deve
seguir legislação específica para realização.

18 (EBSERH HE UFPEL - AOCP -2015) Sobre as Boas


Práticas para Preparação de Dose Unitária
e Unitarização de Doses de Medicamento em
Resposta: @

Serviços de Saúde, assinale a alternativa IN-


CORRETA. 19 (EBSERH HE UFSCAR • AOCP - 2015) Segundo a
Portaria 344 de 12 de maio de 1998, sobre
a notificação de receita, assinale a alternativa
~ O preparo de doses unitárias e a unitari- correta.
zação de doses de medicamentos, desde que
preservadas suas características de qualidade e ® A notificação de receita deve ser preenchi-
rastreabilidade, são permitidos exclusivamente da de forma legível, sendo a quantidade de me-
às farmácias de atendimento privativo de uni- dicamentos expressa em algarismos romanos.
dade hospitalar ou qualquer equivalente de @ A farmácia deve dispensar os itens da recei-
assistência médica. ta mesmo quando os itens da notificação não
@ A preparação de doses unitárias e a unita- estiverem todos preenchidos.
rização de doses de medicamentos deve ser © A receita será retida pela farmácia e a notifi-
realizada sob responsabilidade e orientação do cação deve ser devolvida ao paciente.
farmacêutico, que deve efetuar os respectivos @ A notificação de receita "B"deve ser de cor
registros de forma a garantir a rastreabilidade amarela em todo o território nacional.
dos produtos e procedimentos realizados. ® A notificação de receita "B" terá validade
© A farmácia deve assegurar a qualidade mi- por um período de 30 (trinta) dias contados a
crobiológica, química e física de todos os me- partir de sua emissão e somente dentro da Uni-
dicamentos submetidos à preparação de dose dade Federativa que concedeu a numeração.
unitária ou unitarização de dose.
@ No caso de fracionamento de medicamen-
tos em serviços de saúde com o rompimento
da embalagem primária, o prazo de validade Alternativa A: INCORRETA. A quantidade de medi-

será o determinado previamente pelo fabrican- camentos deve ser preenchida em algarismos
te, descrito na embalagem secundária. arábicos.
® Os procedimentos para a preparação de Alternativa B: INCORRETA. É obrigatório o preenchi-
dose unitária ou a unitarização de doses de mento de todos os itens da notificação, caso
medicamentos devem seguir preceitos farma- contrário não poderá ser dispensada.
48 1 Legislação Farmacêutica eCódigo de Etica

(EBSERH HUOL UFRN - IADES - 2014) A Lei n°


Alternativa C: INCORRETA. A notificação é que fica
retida na Farmácia e o receituário devolvido ao
paciente.
21 5.991 / 1973 dispõe sobre o controle sani-
tário do comércio de drogas, medicamentos,
Alternativa D: INCORRETA. A notificação de receita B insumos farmacêuticos e correlatos e dá outras
é azul e não amarela. providências. De acordo com essa lei, assinale a
Alternativa E: CORRETA. Para um tratamento de no alternativa correta.
máximo 60 dias.
Resposta: ® ® Droga é uma substância, produto, aparelho
ou acessório, cujo uso ou aplicação esteja liga-
do à defesa e à proteção da saúde individual ou
(EBSERH HU UFMA - AOCP - 2014) De acordo coletiva.
20 com o disposto na Portaria 344/ 98, assi-
nale a alternativa INCORRETA.
® Medicamento é um produto farmacêutico,
tecnicamente obtido ou elaborado, com finali-
dade profilática, curativa, paliativa ou para fins
® A notificação de receita é um documento de diagnósticos.
padronizado destinado à notificação da pres- © Insumo farmacêutico é qualquer substân-
crição de medicamentos entorpecentes, psico- cia ou matéria-prima que tenha finalidade me-
trópicos, retinoides de uso sistêmico e imunos- dicamentosa ou sanitária.
supressores. @ Fármaco é uma substância que não possui
® A farmácia ou drogaria somente poderá aviar ação terapêutica e que tem por função dar for-
ou dispensar quando todos os itens da receita ma e volume ao medicamento.
e da respectiva notificação de receita estiverem ® Correlato é uma droga ou matéria-prima
devidamente preenchidos. aditiva ou complementar de qualquer natureza,
© A notificação de receita é personalizada e destinada a emprego em medicamentos, quan-
intransferível, devendo conter somente uma do for o caso, e seus recipientes.
substância das listas "A 1" e "A2" (psicotrópicos)
e "A3'; "B1"e "C2" (entorpecentes).
@ A notificação de receita "B'; de cor azul, terá
validade por um período de 30 (trinta) dias con-
~ t:>E; t:>ITIC:Olt:>At:>E;

Alternativa A: INCORRETA. Conforme a referida por-
tados a partir de sua emissão. taria Droga trata-se de substância ou matéria-
® Codeína e tramado! são substâncias perten- -prima que tenha a finalidade medicamentosa
centes à lista "A2''. ou sanitária.
Alternativa B: CORRETA. De acordo com a descrição
~U 't:>6 t:>l'flCOLt:>Al::>E;

Alternativa A: CORRETA. Essa é a descrição de no-


• de medicamento na legislação 5991.
Alternativa C: INCORRETA. Conforme legislação, In-
sumo Farmacêutico é droga ou matéria-prima
tificação de medicamentos sujeitos a controle aditiva ou complementar de qualquer nature-
especial. za, destinada a emprego em medicamentos,
Alternativa B: CORRETA. Todos os campos da notifi- quando for o caso, e seus recipientes.
cação de medicamentos sujeitos a controle es- Alternativa D: INCORRETA. Não há definição de fár-
pecial devem estar preenchidos para liberação maco na referida legislação.
dos medicamentos. Alternativa E: INCORRETA. Conforme legislação, cor-
Alternativa C: INCORRETA. A notificação de receita relato é a substância, produto, aparelho ou aces-
é personal izada e intransferível, devendo con- sório não enquadrado nos conceitos anteriores,
ter somente uma substância da lista Bl e suas cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa e
atualizações. proteção da saúde individual ou coletiva, à hi-
Alternativa D: CORRETA. Para um tratamento de no giene pessoal ou de ambientes, ou a fins diag-
máximo 60 dias. nósticos e analíticos, os cosméticos e perfumes,
Alternativa E: CORRETA. Os dois medicamentos su- e, ainda, os produtos dietéticos, óticos, de acús-
pracitados pertencem à referida lista. tica médica, odontológicos e veterinário.
Resposta: © Resposta: ®
49

22 (EBSERH HUPAA UFAL- IDECAN - 2014) De acor-


do com a Portaria nº 344/98, que aprova
o regulamento técnico sobre substâncias e me-
Alternativa D: INCORRETA. Afirmativa correta, porém
incompleta. A alternativa não descreve as infor-
mações que devem conter na receita, como os
dicamentos sujeitos a controle especial, em caso dados do prescritor, a data e o carimbo.
de emergência, poderá ser aviada ou dispensada Alternativa E: CORRETA. A alternativa contém todas
a receita de medicamentos à base de substâncias as informações corretas.
constantes na lista Cl em papel não privativo do Resposta: ®
profissional ou da instituição. Diante do exposto,
é correto afirmar que o receituário deverá conter
(EBSERH HUPAA UFAL - IDECAN- 2014) A notifi-
@ o diagnóstico ou CID, a justificativa do cará-
ter emergencial do atendimento, data, inscrição
23 cação que acompanha a receita prescrita
pelo médico autoriza a dispensação de medi-
no Conselho Regional e assinatura devidamen- camentos à base de substâncias que constam
te identificada. das listas do regulamento técnico da Portaria nº
@ somente a justificativa do caráter emergen- 344/98. Assinale-as.
cial do atendimento é necessária, pois os me-
dicamentos constantes na lista Cl não causam @ Al,A2eA3.
dependência química. @ 81, 82, C2 e C3.
© o diagnóstico com o CID da doença. De pos- © Al, A2, A3, 81e82.
se desse receituário, o farmacêutico deverá co- @ Al,A2,A3,C2eC3.
municar às autoridades sanitárias para que auto- @ Al,A2,A3,81,82,C2eC3.
rizem a dispensação do medicamento.
@ o diagnóstico e a justificativa do caráter
emergencial do atendimento, sendo o farma-
cêutico o responsável por apresentar à vigilân- Alternativa A: INCORRETA. Informação incompleta.
cia sanitária do Município ou Estado o receituá- A notificação é exigida para medicamentos da
rio em um prazo máximo de 72 horas. lista A 1, A2, A3, 81 e 82.
® o diagnóstico ou CID, a justificativa do cará- Alternativa B: INCORRETA. A lista C não precisa de
ter emergencial do atendimento, data, inscrição notificação.
no Conselho Regional e assinatura devidamen- Alternativa C: CORRETA. A Notificação de Receita é o
te identificada. O estabelecimento que aviar documento que, acompanhado da receita, auto-
ou dispensar a referida receita deverá anotar riza a dispensação de medicamentos contendo
a identificação do comprador e apresentá-la à substâncias das listas A1, A2, A3, 81 e 82.
autoridade sanitária do Estado, Município ou Alternativa D: INCORRETA. A lista C não precisa de
Distrito Federal, dentro de 72 horas. notificação.
Alternativa E: INCORRETA. A lista C não precisa de
notificação.
Resposta: ©
Alternativa A: INCORRETA. A informação está cor-
reta, porém incompleta. Falta informar o prazo
(EBSERH HU UFMS - AOCP - 2014) A Portaria
para o estabelecimento apresentar a receita à
autoridade sanitária, que é de 72 horas.
Alternativa B: INCORRETA. Além da justificativa da
24 ANVISA n° 344, de 12 de maio de 1998,
aprova o regulamento técnico sobre substâncias
emergência, são necessárias outras informações e medicamentos sujeitos a controle especial. So-
do prescritor e paciente, como o código interna- bre esta portaria, assinale a alternativa correta.
cional de doença (CID) e o carimbo e assinatura
do prescritor. @ Notificação de receita é uma prescrição es-
Alternativa C: INCORRETA. O farmacêutico não pre- crita de medicamento, contendo orientação de
cisa comunicar às autoridades antes de liberar uso para o paciente, efetuada por profissional
o medicamento. O medicamento é liberado e o legalmente habilitado.
profissional deve encaminhar esse receituário @ Esta Portaria proíbe a prescrição e o avia-
manual às autoridades no prazo máximo de 72h. mento de fórmulas contendo a associação me-
50 LegislaçãoFarmacêutica e Código de ~tica

dicamentosa das substâncias anorexígenas com Alternativa A: INCORRETA. Medicamento não está des-
diuréticos. crito em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
© As substâncias constantes das listas "A1·; "A2" Alternativa B: INCORRETA. Medicamento não está des-
e "A3" são classificadas como entorpecentes, en- crito em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
quanto que a das listas "Bl " e "82" classificam-se Alternativa(: INCORRETA. Medicamento não está des-
como psicotrópicas. crito em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
@ Os medicamentos regulamentados por esta Alternativa D: INCORRETA. Medicamento não está des-
portaria, não podem em hipótese alguma ser crito em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
prescritos para um período de tratamento supe- Alternativa E: CORRETA. Substância pertencente à lis-
rior a 60 dias. ta A1 (entorpecentes).
® A Notificação de Receita "A" poderá conter Resposta: ®
quantidade de comprimidos correspondentes a
60 dias de tratamento, acima desta quantidade,
o prescritor deverá justificar a indicação com o (EBSERH HC UFPE - IDECAN - 2014) Segundo
CID ou diagnóstico. 26 a Portaria n° 344/ 1998, qual substância
pode ser considerada um insumo químico uti-
lizado para fabricação e síntese de entorpecen-
tes e/ou psicotrópicos?
Alternativa A: INCORRETA. A notificação de receita é
um documento padronizado destinado à notifi- ® Ácido clorídrico.
cação da prescrição de medicamentos entorpe- ® Cloreto de prata.
centes, psicotrópicos, retinoides de uso sistêmi- © Sais de mercúrio.
co e imunossupressores. @ Dióxido de zinco.
Alternativa B: CORRETA. A referida proibição está ® Hidróxido de sódio.
claramente descrita na portaria que regula os
medicamentos sujeitos a controle especial.
Alternativa C: INCORRETA. Os medicamentos da lista
A3 são substâncias psicotrópicas.
••
Alternativa A: CORRETA. Descrito na lista D2 e po-
Alternativa D: INCORRETA. Os antiparkisonianos po- dem ser sujeitos a controles pelo Ministério da
dem ser prescritos para um período de trata- Justiça, o ácido clorídrico é a substância que
mento de até 6 meses. consta na referida lista.
Alternativa E: INCORRETA. Notificação de receita A Alternativa 8: INCORRETA. Substância não está des-
somente poderá ser liberado tratamento para crita em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
até30 dias. Alternativa C: INCORRETA. Substância não está des-
Resposta: ® crita em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
Alternativa D: INCORRETA. Substância não está des-
crita em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
(EBSERH HCUFPE- IDECAN-2014) A Portaria n° Alternativa E: INCORRETA. Substância não está des-
25 344/ 98 e suas atualizações contêm uma
lista de substâncias sujeitas a um controle es-
crita em nenhuma das listas da Portaria 344/98.
Resposta: ®
pecial. Assinale a alternativa cujo preparado faz
parte da lista A1 (substâncias entorpecentes).
(EBSERH HUPES UFBA- IADES- 2014) De acor-
® Infusão de macadâmia.
® Extrato de Passiflora sp.
27 do com a Lei nº 3.820/ 1960, são atribui-
ções dos Conselhos Regionais de Farmácia:
© Decocção de erva baleeira.
@ Macerado de erva de Santa Maria. ® organizar o Código de Deontologia Farma-
® Concentrado de palha de dormideira. cêutica.
® deliberar sobre questões oriundas do exer-

••• cício de atividades afins às do farmacêutico.


© fiscalizar o exercício da profissão, impedin-
do e punindo as infrações à lei.
51

- decidir a composição do Conselho Federal, ciados práticos habilitados passarão a denomi-


organizando-os a sua semelhança, promoven- nar-se, em todo território nacional,
oo a instalação e determinando sua sede e zo-
nas de jurisdição. @ bacharel de Farmácia.
; julgar, em última instância, os recursos das ® oficial de Farmácia.
deliberações do Conselho Federal de Farmácia. © farmacêutico.
@ técnico de Farmácia.
~ 't>E: "Ot-flWIDA't:>e ® boticário.
Alternativa A: INCORRETA. Devem organizar o Códi-
go de Ética Farmacêutica.
Alternativa B: INCORRETA. Deliberar sobre questões Alternativa A: INCORRETA. Nomenclatura não com-

nerentes a profissão farmacêutica. patível com a legislação.
Alternativa C: CORRETA. É uma atribuição dos con- Alternativa B: CORRETA. Descrito no Código de Éti-
selhos regionais. ca da Profissão Farmacêutica por meio da Lei
Alternativa D: INCORRETA. Isso é atribuição do con- nº 3820/60, conforme explicado no parágrafo
selho federal e não estadual. único:
Alternativa E: INCORRETA. Esse julgamento é a nível "Serão inscritos, em quadros distintos, poden-
federal e não estadual. do representar-se nas discussões, em assuntos
lesposta: © concernentes às suas próprias categorias, os prá-
ticos ou oficiais de farmácia licenciados:'
Alternativa C: INCORRETA. Nomenclatura não com-
(EBSERH MEAC UFC E HUWC UFC - AOCP - 2014) patível com a legislação.
28 De acordo com o art. 6° da Lei 5991/73,
a dispensação de medicamentos é privativa a
Alternativa D: INCORRETA. Nomenclatura não com-
patível com a legislação.
alguns estabelecimentos, EXCETO Alternativa E: INCORRETA. Nomenclatura não com-
patível com a legislação.
~ farmácias. Resposta: ®
'.:ê) drogarias.
© posto de medicamento e unidade volante.
~ clínicas médicas. (EBSERH HUJM UFMT -AOCP - 2014) De acordo
® dispensário de medicamentos. 3O com o Decreto n° 74170, de 1Ode junho
de 197 4, que regulamenta a Lei nº 5991, de 17 de
dezembro de 1973, que dispõem sobre o con-
trole sanitário do comércio de drogas, medica-
Alternativa A: CORRETA. É um estabelecimento que mentos, insumos farmacêuticos e correlatos,
pode dispensar medicamentos. assinale a alternativa correta.
Alternativa B: CORRETA. Éum estabelecimento que
pode dispensar medicamentos. @ A revalidação da licença de funcionamen-
Alternativa C: CORRETA. É um estabelecimento que to do estabelecimento farmacêutico deverá ser
pode dispensar medicamentos. requerida até cento e vinte (120) dias antes do
Alternativa D: INCORRETA. As clínicas médicas não término de sua vigência.
podem dispensar medicamentos de acordo com ® A mudança do estabelecimento farmacêuti-
a Lei 5991 / 73. co para local diverso do previsto na licença inter-
Alternativa E: CORRETA. É um estabelecimento que rompe automaticamente a vigência desta, ou
pode dispensar medicamentos. de sua revalidação.
Resposta: @ © O estabelecimento de dispensação que dei-
xar de funcionar por mais de cento e vinte (120)
dias, não terá sua licença cancelada desde que
(EBSERH MEAC UFC EHUWC UFC - AOCP - 2014) retorne antes do prazo de expiração desta.
29 De acordo com a Lei 3820/60, os licen- @ A farmácia não pode manter laboratório de
análises clínicas, mesmo que em dependência
52 legislação Farmacêutica e Código deEtica

(EBSERH HU UFS SE - AOCP - 2014) De acordo


distinta e separada, por apresentar finalidades
diversas de atenção à saúde e possibilidade de
conflito de interesses.
31 com a Portaria ANVISA nº 344, de 12 de
maio de 1998, que aprova o regulamento téc-
® É proibido aos farmacêuticos exercer a di- nico sobre substâncias e medicamentos sujei-
reção técnica de duas farmácias, mesmo sendo tos a controle especial, as drogas classificadas
uma delas comercial e a outra privativa de uni- como entorpecentes, psicotrópicas, imunos-
dade hospitalar, ou que lhe equipare. supressoras e precursoras, estarão sujeitas às
exigências desta normativa e suas atualizações.
Deste modo, assinale a alternativa que possui
uma substância que não está sujeita ao contro-
Alternativa A: CORRETA. Afirmativa correta confor- le especial de que trata esta Portaria.
me descrito na Lei 5991 / 73.
Alternativa B: INCORRETA. Conforme artigo 24 da re- ® Flumazenil.
ferida legislação, a mudança do estabelecimen- ® 8iperideno.
to farmacêutico para local diverso do previsto © Levodopa.
na licença não interromperá a vigência desta, @ Tioridazina.
ou de sua revalidação, mas ficará condicionada ® Carbonato de lítio.
a prévia aprovação do órgão competente e ao
atendimento do disposto nos itens 1 e li, do ar-
tigo 16, deste Regulamento, e das normas su-
pletivas dos Estados, do Distrito Federal e dos Alternativa A: CORRETA. Medicamento constante da
Territórios, que forem baixadas. lista Cl.
Alternativa C: INCORRETA. O estabelecimento que Alternativa B: CORRETA. Medicamento constante da
deixar de funcionar por mais de 120 dias perderá lista Cl.
a licença. Alternativa C: INCORRETA. Medicamento não perten-
Alternativa D: INCORRETA. Desde que seja construí- ce à lista de medicamentos sujeitos a controle
da em dependências distintas a farmácia pode- especial constantes da portaria 344/98 SVS/MS.
rá manter laboratório de análises clínicas. Alternativa D: CORRETA. Medicamento constante da
Alternativa E: INCORRETA. O profissional farmacêu- lista Cl.
tico pode exercer a direção técnica em até duas Alternativa E: CORRETA. Medicamento constante da
farmácias. lista Cl.
Resposta: @ Resposta: ©

• e e RESUMO PRÁTICO e e e

1 - PORTARIA N° 344, DE 12 DE MAIO DE 1988 trópicas Anorexígenas), C2 (Retinoica para uso


sistêmico) e C3 (lmunossupressoras).
A Portaria 344/98 é um assunto muito cobra- Notificação de Receita tipo "A" - Cor Ama-
do nas provas de concursos, pois é muito extensa rela - Para medicamentos relacionados nas
e exige uma elevada capacidade de memori- listas A1 e A2 (Entorpecentes) e A3 (Psico-
zação do aluno. Além disso, é continuamente trópicos). Validade após prescrição: 30 dias.
alterada e, geralmente, são as alterações os itens Válida em todo o território Nacional. Quanti-
mais cobrados, exigindo que o aluno esteja atu- dade Máxima/ Receita: 30 dias de tratamen-
alizado. to. Limitado a cinco ampolas por medica-
A Notificação de Receita (NR) é o documento mento injetável.
que, acompanhado da receita, autoriza a dispen- Notificação de Receita tipo "81 " - Cor Azul
sação de medicamentos das listas A1 e A2 (En- - Para medicamentos relacionados nas listas
torpecentes), A3, 81 (Psicotrópicas), 82 (Psico- 81 (Psicotrópicas). Validade após prescrição:
30 dias. Válida somente no estado emitente.
1 53

Quantidade Máxima / Receita: 60 dias de tratamento. Limitado a cinco ampolas por medica-
mento injetável.

FIGURA 1 - NOTIFICAÇÃO DE RECEITA TIPO "A"

----~.,--,--..,-.,._,....,,.
---....,.
- ------------
- -- - - - - - -- - -
~~OIMIWlllll ~ ~m-

[ :..~---·- ,_ _______j
o-i... -~ --lõ!d!._, ~·Ct!le
1------:--,-----
Fonte: https://farmaceuticodigital.com/2014/04/orientacoes-para-dispensacao-de-medicamentos-controlados-portaria-344-98.html

FIGURA 2 - NOTIFICAÇÃO DE RECEITA TIPO"Bl"

--=----d•--- PQSlc-Tifaõ - - - - - - - - - - - - - - -

1-------'º-'-Nl'-•_F~-A~·~-A.O--áó_·_c
•"""'
-""'--ºº-'~------t~---------CAl'ULIW------C)O--~-º-R-N~-c-~-oo-R..______~ 1
Niam~ --------------------i
--~- --------------------i
te1ctonc-·-----------------~
,_. __.~- ..,.. ....
1------------
Ncmc da vcMC-dar
_!_/_
~10

Fonte: https://farmaceuticodigital.com/2014/04/orientacoes-para-dispensacao-de-medicamentos-controlados-portaria-344-98.htm 1

• Notificação de Receita tipo "82" - Cor Azul Válida somente no estado emitente. Quanti-
- Para medicamentos relacionados nas lis- dade Máxima/ Receita: 30 dias de tratamen-
tas B2 (Psicotrópicas Anorexígenas). Valida- to. Limitado a cinco ampolas por medica-
de após prescrição: 30 dias. Válida somente mento injetável. Deve vir acompanhada do
no estado emitente. Quantidade Máxima / Termo de Consentimento de Risco e Consen-
Receita: 30 dias de tratamento. timento Pós-Informação.
• Notificação de Receita Especial Retlnoi- • Notificação de Receita Talidomida - Cor
des - Cor Branca - Para medicamentos re- Branca - Para medicamentos relacionados
lacionados nas listas C2 (Retinoides de uso nas listas C3 (lmunossupressoras). Validade
sistêmico). Validade após prescrição: 30 dias. após prescrição: 15 dias. Válida somente no
54 Legislação Farmacêutica eCódigo de Ética

estado emitente. Quantidade Máxima / Re- injetável. Deve vir acompanhada do Term
ceita: 30 dias de tratamento. Limitado a 30 de Esclarecimento para Usuário de Talidc
dias o número de ampolas por medicamento mida e Termo de Responsabilidade.

FIGURA 3 - NOTIFICAÇÃO DE RECEITA TIPO "82"

C;t~~5B2J
OEtmFICAC:Ã() OOEMtTt;NTI; .-o~ooàbs~

~orum.a

_ _ de
"•--- -lc: 1
0...-W~"-

~doEM!enla
6.nottlÇO:

IOENn~ICA.OAO 00 CQf,f~
1

1
Cll..SMVQ 00 l'QRNl:C:-
- 1

1
No'U

enoc'"'°·
'lêldOf'I-'
~~...- ... lit#rnk-- NOlnOdOV•M- -'-'-- OMll
O:.OOo oaG'110at: ""'"'° ·~COqJoot> • CÓC NlJrMraç6o4Clt5 ~ 00 o

Fonte: https://farmaceuticodigital.com/2014/04/orientacoes-para-dispensacao-de-medicamentos-controlados-portaria-344-98.html

FIGURA 4 ·NOTIFICAÇÃO DE RECEITA ESPECIAL RETINOIDE

l---c:::J ·-o j- Çf)


NOTflCAJ;ÃO DE. RECEITA Elf'm&!\l ICENTFICJIÇÃO 00 EloOJETENTE
M:llNOIDES aatt-=oe ESPECIALIDADE 1
f""l'lfbf"T . . . 411C..,..._llt8f SUllSTÃNCIA

C~I~J
___..__
_.._.......
c::J1rcu.~

,__... c:Jn.-
..........
OIWltOEZ.l'ROmmA
.,...
o- Ms.t.. . . . . . . . . . . M

~·- ........
.... ..... ~

.....,.... .._ '-

""""
...
Fonte: https://farmaceuticodigital.com/2014/04/orientacoes-para-dispensacao-de-medicamentos-controlados-portaria-344-98.html
55

FIGURAS· NOTIFICAÇÃO DE RECEITA ESPECIAL TALIDOMIDA

a.._d____ .. _

00....aEHTE , _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

DADOS SC8RE A !llSfEHSAÇÃO

~-----------
Doe. _
~----_org.....,.. ~ ... _ .. T_
WDAUNDADE:_ _ _ _--j

~----------­
,_,( '-----------~
-------~-- L _J
Fonte: https://farmaceuticodigita/.com/2014/04/orientacoes-para-dispensacao-de-medicamentos·controfados-portaria-344-98.html

t importante destacar que a atualização da Segundo o código, as infrações éticas e discipli-


::lortaria 344/98, publicada na edição 54 do Di· nares poderão implicar em pena de:
ario Oficial da União, em 20 de março de 2017, L advertência;
'lciuiu os medicamentos à base de Cannabis li. advertência com emprego da palavra "cen-
sotiva L. na lista E - Lista de plantas proscritas sura";
que podem originar substâncias entorpecen· Ili. multa;
tes e/ou psicotrópicas. Assim, fica permitida, IV. suspensão;
excepcionalmente, a importação de produtos V. eliminação.
que possuam as substâncias canabidiol e/ ou
tetrahidrocannabinol (THC). quando realizada As infrações éticas e disciplinares leves de-
por pessoa física, para uso próprio, para trata· vem ser aplicadas as penas de advertência sem
rnento de saúde, mediante prescrição médica, publicidade na primeira vez; advertência por
aplicando-se os mesmos requisitos estabele- inscrito, sem publicidade, com o emprego da pa-
cidos pela Resolução da Diretoria Colegiada - lavra "censura" na segunda vez; multa no valor de
RDC n° 17, de 6 de maio de 2015. Essa alteração 1 (um) salário mínimo a 3 (três) salários mínimos
pode ser acessada na íntegra em http://pes- regionais, que serão elevados ao dobro no caso
quisa.in.gov.br/i mprensa/jsp/visualiza/index. de reincidência, cabíveis no caso de terceira fal-
j sp ?data=20/03/2017 &jornal=l &pagina=58&- ta e outras subsequentes.
tota1Arquivos= 164. São exemplos de infrações leves:
Para estudar corretamente a Portaria 344/ 98, Desrespeitar o direito de decisão do usuá-
é necessário acompanhar as alterações divul- rio sobre seu tratamento;
gadas no Diário Oficial da União, pois as bancas Afastar-se temporariamente das atividades
de concurso cobram as atualizações. profissionais, quando não houver outro far-
macêutico que o substitua e sem comuni-
2 ·CÓDIGO DE ~TICA FARMACEUTICA- INFRAÇÕES car ao conselho regional;
Permitir que terceiros tenham acesso a se-
A Resolução 596, de 21 de fevereiro de 2014, nhas confidenciais, sigilosas e intransferíveis.
estabeleceu o Código de ttica Farmacêutica.
56 Legislação Farmacêutica e Código de ~tica

As infrações éticas e disciplinares medi- Fornecer, dispensar ou permitir que sejam


nas, devem ser aplicadas a pena de multa no dispensados, sob qualquer forma, substância,
valor de 1 (um ) salário mínimo a 3 (três) salários medicamento ou fármaco para uso diverso
mínimos regionais, que serão elevados ao do- da indicação para a qual foi licenciado, salvo
bro, ou aplicada a pena de suspensão, no caso quando baseado em evidência ou mediante
de reincidência. entendimento formal com o prescritor;
Alguns exemplos de infrações medianas são: Praticar ato profissional que cause dano ma-
Exercer simultaneamente a Medicina; terial, físico, moral ou psicológico, que possa
Realizar exames e perícias técnico-legais, e ser caracterizado como imperícia, negligên-
emitir laudos técnicos em relação às ativi- cia ou imprudência;
dades profissionais, em desacordo à legisla- Assinar laudo ou qualquer outro documento
ção vigente; farmacêutico em branco, de forma a possibi-
Dificultar a ação fiscalizadora ou desacatar litar, ainda que por negligência, o uso inde-
autoridades sanitárias; vido do seu nome ou atividade profissional.
Aceitar remuneração abaixo do estabeleci-
do como o piso salarial oriundo de acordo, DICA DO AUTOR: Sugiro a leitura completa do
convenção coletiva ou dissídio da categoria; anexo 111 do código de ética farmacêutica, que
Deixar de prestar assistência técnica efeti- estabelece as infrações e as regras de aplica-
va ao estabelecimento com o qual mantém ção das sanções disciplinares. Dispon ível em:
vínculo profissional, ou permitir a utilização http:// www.cff.org.br/u serfiles/file/resol uco-
do seu nome por qualquer estabelecimen- es/ 596.pdf
to ou instituição onde não exerça pessoal e
efetivamente sua função. REFERÊNCIAS

As infrações éticas e disciplinares graves 1. AG~NCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.


devem ser aplicadas as penas de suspensão de Portaria 344, de 12 de maio de 1998. RDC 143,
3 (três) meses na primeira vez; de 6 (seis) meses de 17 de março de 2017. Disponível em: http://
na segunda vez; e de 12 meses na terceira vez. pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/ index.
São exemplos de infrações graves: jsp?data=20/03/2017&jornal=1 &pagina=55&to-
Violar o sigilo de fatos e informações de que ta1Arquivos= 164.
tenha tomado conhecimento no exercício 2. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução
da profissão, excetuando-se os amparados 596, de 21 de fevereiro de 2014. Disponível
pela legislação vigente, cujo dever legal exi- em: http://www.cff.org.br/userfiles/ file/ resol uco-
ja comunicação, denúncia ou relato a quem es/596.pdf.
de d ireito;

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