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Programa Especial de Formação Pedagógica R2

Conforme Resolução 2 de 01 de julho de 2015 CNE

Nome: Márcio Pereira de Souza


Turma: CSO 06B 2020
Disciplina: Sociologia

TRABALHO DE CONCLUSÃO DA DISCIPLINA (TCD) –


POLÍTICAS EDUCACIONAIS

Segundo Max Weber, um dos precursores da sociologia, afirmava que o Estado é a


instituição social que possui o monopólio sobre o uso da força, portanto possui
autoridade para gerar e aplicar “poder coletivo” e como toda instituição social, o
Estado é organizado em torno de um conjunto de funções sociais, como manter a
lei, a ordem e a estabilidade, para tanto ele possui uma forma ou um plano social
que consiste na realização de varias funções que devem ser desempenhadas.
Além do Estado há o Governo que se constitui de um conjunto particular de pessoas
que em um dado momento do tempo ocupa posições de autoridade dentro do
Estado.
Assim teremos politicas de Estado e politicas de Governo, onde que:
Políticas de Estado é um conjunto de leis, a Constituição que independente do
Governo deverá ser cumprida e as Políticas de Governo que se constitui em ações,
planos e programas desenvolvidos por um grupo de pessoas que estão ocupando o
governo em um dado momento do tempo e essas ações impactarão a sociedade de
alguma forma.
Isso posto, abordaremos a Educação e as políticas públicas para a Educação.
A Educação em seu aspecto mais geral se trata de um treinamento para a
socialização, um viver em sociedade. Em sociedades mais simples esse treinamento
é informal, transmitido pela família pela tribo, já em sociedades mais complexas,
ditas industriais, o volume de conhecimento necessário é tão grande e diversificado
que é preciso um treinamento formal e sistemático. Para tanto a Constituição
Federal de (1988) no artigo 205, diz: “A Educação, direito de todos e dever do
Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Mas é a Lei (9394/96) Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional que regulamenta o sistema educacional brasileiro.
Segundo Dumerval Trigueiro Mendes em seu livro “o planejamento educacional no
Brasil”. “Só existe politica de educação numa sociedade cujos problemas ressaltem
na consciência de seus membros, sob a forma de um desafio que exige resposta
adequada. A verdade desse postulado é muito singela, e pode ser expressa
singelamente: não pode haver soluções onde não haja problemas. São difíceis as
soluções educacionais no Brasil, porque não há consciência nítida dos problemas
que a educação deva solucionar.”
E desde o século XIX os problemas da nossa sociedade e sobretudo o da
Educação, que anteriormente ofertava uma educação assistencialista para a
maioria da população e uma Educação voltada a intelectualidade para alguns
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Conforme Resolução 2 de 01 de julho de 2015 CNE

poucos. Para que o estado se tornasse responsável pela educação de base


demorou algum tempo e passou por processos, como em 1988 com o Estatuto da
Criança e do Adolescente lei (8069/90) onde a educação infantil se torna um dever
do Estado, em 1996 durante o processo de redemocratização do país tenta se criar
um plano de educação de longo prazo, onde a União juntamente com os Estados e
Municípios pleitearia diretrizes e metas.
O nosso país é marcado, historicamente pela desigualdade social, no entanto o PNE
(Plano Nacional da Ensino). Lei promulgada em 26/06/2014 com vigência até 2024,
portanto na data de hoje resta apenas 3 anos para a concretização de suas 20
metas que visam sobretudo melhorar a Educação brasileira e isso implica em
contrair compromissos que objetivam a eliminação das desigualdades sociais se
utilizando da garantia à educação básica, de qualidade e gratuita, a universalização
da alfabetização ampliando as oportunidades educacionais, valorizando a
diversidade e os profissionais de educação.
Em 2021, foi divulgado o relatório bienal do Plano Nacional de Educação (PNE)
reconhecendo que foi cumprido somente uma das 20 metas previstas em lei para
serem atingidas entre 2014 e 2024. É as demais metas estão longe de serem
alcançadas ou cumpridas com um nível de execução acima de 60%, grau esperado
para essa etapa do planejamento.

Divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio


Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, o documento revela que há áreas
em que o Brasil retrocedeu nos últimos anos, principalmente nos números
do ensino integral e nos gastos com educação. Em outros setores, a
melhora ocorre timidamente ou há estagnação.
A única meta integralmente atingida no PNE é a que se refere à formação de
professores do ensino superior, meta que, na verdade, já havia sido
cumprida em 2018.
Ainda segundo o relatório, 31 de 37 indicadores usados no plano
tiveram nível de execução inferior a 60% — grau esperado para esta etapa
de vigência do PNE.
"É preciso reconhecer que os resultados experimentados estão bastante
aquém daqueles que desejamos para a educação nacional", diz o relatório.
O instituto também admite que a crise gerada pelo novo coronavírus poderá
afetar os próximos números do plano. "Em que a pandemia influenciará o
próximo período é uma incógnita", diz o relatório do PNE.
"Toda transição também envolve grandes desafios em sua análise, pois o
cenário anterior não desapareceu completamente, nem o novo está
suficientemente amadurecido para se revelar. Não é resposta simples de se
obter, para onde estamos indo."