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Museu de Geociência

PARTE 1 - APRESENTAÇÃO TÉCNICA E GERAL

Nome completo e função da pessoa-atendente da visita guiada: Maria-Júlia


Estefânia Chelini
Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro – ICC, Instituto de Geociências
Telefone: (61) 3307 2438, 3307-2434 (geral)
Fax: 3347 4062
Site: www.unb.br/ig/exte/museu
E-mail de contado do museu: geomuseu@unb.br , rxedi@unb.br
Horário de funcionamento e de atendimento: Fechado para reforma

Sobre espaço físico

- Arquitetura do ambiente, metro quadrado do espaço, condições dos


mobiliários e outros elementos que pareçam interessantes.

Sobre museu & gestão

- Qual é a origem do museu/ qual é a sua história?

O Museu de Geociência começou a se tornar o que é a partir de


coleções de professores e de uma doação feita, aos poucos foi tomando o
corpo que tem hoje, mas no princípio se encontrava dentro do Instituto de
Geociência, hoje está ligado ao Instituto.

- Qual a missão do museu?

A missão do museu de geociência é divulgar a geociência para a


sociedade, manter e ampliar o acervo paleontológico, mineralógico, litológico
voltado à pesquisa e ações pedagógicas promovendo a preservação do
patrimônio geológico brasileiro.

- O museu é privado ou público?

Público.

- Se público, ele é da esfera Federal ou local/ GDF?


Federal, vinculado a Universidade de Brasília (UnB).
Sobre o público:

- Qual o perfil dos visitantes deste museu?

Na época em que o museu ainda estava aberto ao público, a maioria era


o público escolar, principalmente de ensino médio, graças ao projeto chamado
UnB Tur. Outra grande quantidade de visitantes era de alunos do próprio IG
(Instituto de Geociências), com o intuito de pesquisa para as próprias aulas.
Também contava com público espontâneo (que passava por perto do museu e
acabava indo para conhecer), turistas estrangeiros e já receberam visitantes
com condições especiais.

- Em média, quantos visitantes o museu recebe mensalmente?

Recebia de 3000 a 4000 por ano. Mensalmente o número exato não foi
dito, mas falou que poderia se tirar uma média de cem ou cento e pouco.
Sobre exposições e comunidade:

- Qual a relação do museu com a comunidade?

A maior comunidade que o museu atende é a comunidade acadêmica.


Pensam em programa com alunos com materiais de educação não formal,
circuito de palestras cursos, voltados para alunos da própria faculdade,
pensam em acervos para atrair um publico que ainda pensa em escolher
profissão. Oficinas e cursos de atualização para professores. Devido à
disponibilização de algumas peças mais palpáveis, pensam em projetos com o
publico deficiente visual.

- Qual a média e a periodicidade das exposições? Como elas são realizadas?

Antes: Uma exposição de grande duração e pequenas exposições de


pouca duração.

Agora: uma exposição de grande duração, porem com mudanças de


algumas peças e mostras pontuais, com planos de uma por semestre,
apresentando assuntos voltados à geologia, porém sem uma certeza de como
serão.

- Há parceria com alguma escola e/ou instituição cultural?

Pelo fato do museu estar fechado para reformas, ainda não possui
nenhuma parceria. Porem tem pensam tentar ter essa parceria com uma
escola específica de alunos com deficiência visual.

- Há algum projeto sendo desenvolvido atualmente? Qual?


Existem vários projetos, o maior projeto é a reimplantação do museu,
dividido em algumas frentes: uma voltada para a montagem de uma reserva
técnica, outra trabalha com a montagem da exposição de longa duração, outro
grupo trabalha com a parte educativa e alguns com web site.

- É cobrado ingresso? Se sim, quanto custa?

Não é cobrado ingresso.

Sobre o plano museal e orçamento:

- Há um plano de norteamento administrativo do museu?

Ainda não existe, está em elaboração. Em processo de adaptar o museu


ao Estatuto Brasileiro de Museus, por isso o trabalho com as frentes citadas a
cima. Começaram a desenhar uma política de gestão de acervo, eles têm um
termo de referência para guiar as próximas exposições e produções.

- O museu tem regimento interno?

Havia uma estrutura interna regida pelo próprio IG e não pelo próprio
museu, agora com a passagem dele para “centro” ele terá um regimento
interno.

- Quais as atividades desenvolvidas no dia a dia para administrar o espaço?

Graças às duas grandes frentes de trabalho: a montagem da reserva e


separação da exposição, os trabalhos no espaço físico estão voltados a isso,
catalogação e higienização do acervo. A frente da exposição está pesquisando
e estudando para obter mais informações para a construção da exposição.

- Quanto recebe de dinheiro por ano?

Não tem uma verba especifica destinada. O instituto não tem uma
quantidade exata de verba para disponibilizar para o museu. O museu tem
muita verba vinda de editais com alguma complementação pelo Instituto de
Geociências.

- Qual o gasto mensal e anual do museu?

O gasto que a universidade está tendo, além da reforma que não se


sabe ao certo o custo, é com os estagiários, que na soma de todos recebem
3000 reais por mês (cada um dos 10 recebe 300) tendo um gasto anual de
36000 reais por ano.

- Como a instituição faz para divulgar suas atividades?


No tempo em que estava fechado trabalho essencialmente com mala
direta e cartazes. Depois eles pretendem continuar e ampliar a divulgação para
o site e planos de mala direta com a secretaria de educação. Tentativa de
divulgação pela mídia para atingir maior publico.

- Qual a maior dificuldade e a maior facilidade para se gerir um museu?

Maior facilidade: por estar dentro de uma unidade de ensino existe uma
grande facilidade em ter estagiários.
Maior dificuldade: e este mesmo fato de estar dentro de uma
universidade, ele se torna uma ação de extensão, não possui um funcionário,
além dos estagiários, que trabalhe no dia a dia.

Sobre o acervo

- Qual a composição deste acervo?

Tem seu acervo dividido em três categorias: um paleontológico (fósseis


e materiais ainda dentro da “matriz”), um acervo geológico de minerais e
rochas brutos (da forma extraída da natureza, com pouca quantidade de
materiais lapidados) e um terceiro de objetos relacionados à geologia,
principalmente instrumentos científicos.

- Quantidade de peças

Cerca de 3000, com várias formas, tamanhos e pesos.

- Há reserva técnica?

Não possuía uma reserva técnica propriamente dita, o que não estava
exposto ficava separado. Após a reforma, irão possui uma sala pequena, para
a reserva técnica não irá atender a toda a demanda, mas será o começo para
entrar nos níveis ideais.

- Condições de conservação e preservação do acervo (há controle de: higiene,


luminosidade, temperatura e umidade)

Não existem ainda condições de conservação, após a reforma há planos


de ter controle de todos os fatores para a conservação do acervo. Ainda há
estudos em cima para saber o melhor jeito de preservar e conservar o acervo
dado que estudos sobre conservação geológica é muito recente.

- Condições de segurança para o acervo (sistema de câmara, vigilância, plano


de emergência e etc)
Não tem segurança porque ainda não está funcionando, mas pensa-se
em colocar um sistema de segurança.

- Observações gerais e/ou especificidades do acervo


Maioria formada por fóssil, rochas, minerais e instrumentos científicos.
Algumas mais específicas como minerais lapidados, e algumas gemas que
sofrem deformação devido à umidade.

Sobre política do acervo:

- Como é feita a aquisição e/ou descarte?

A aquisição é feita essencialmente por doação principalmente de alunos


e professores de institutos, porém possui doação de colecionadores e também
recebem materiais de apreensão. Antigamente todas as doações eram
recebidas, contudo agora existe um processo para ver se é interessante ao
museu receber ou não aquelas peças. O descarte ainda não existiu, agora com
a catalogação está sendo decidido sobre este, e será decidido por estudos
técnicos das peças.

- Descreva o processo de entrada, de tratamento, de localização e de


disseminação da informação referente a qualquer peça/ documento (ou seja,
como é (ou como foi) feita a seleção, aquisição, registro, descrição, análise,
indexação, armazenagem, processamento, busca, recuperação e
disseminação da peça/ documento).

Quando recebem a peça é assinado um termo de compromisso de


guarda desta enquanto a incorporação dela é avaliada através de estudos
técnicos da peça para que haja um laudo técnico, para saber se é uma peça
muito rara, ou uma peça comum. Depois o curador chefe vai emitir um parecer
em relação à qualidade dessa peça no acervo. Com esses estudos em cima da
peça a coordenação do museu vai decidir se fica ou não no acervo do museu.
Quando a peça entra no museu, mesmo que não seja aceita para o acervo, ela
ganha um número, para o controle dessa peça. Caso seja aceita para o acervo
ela vai ser catalogada, passar o processo de higienização, medida e pesada
para que seja mandada para o lugar certo dentro da reserva técnica devido a
suas necessidades de conservação.

- Tem base(s) de dado(s) no museu? Se sim, qual(is) é(são).

Possui um banco de dados para o acervo, uma catalogação feita em


Excel. Sendo que a base de dados geológica que existe não atende a todas
as áreas, por isso se criou no Excel um banco de dados para catalogar todas
as peças, e é um programa de fácil migração para outro sistema.
Sobre a equipe

- Quantidade de funcionários

Funcionários de quadro não há, existem professores que ajudam na


organização e há vários estagiários.

- Escolaridade da equipe (média do grupo)/ área de formação do grupo /


processo seletivo

Dois estagiários já formados em geologia. Possui 13 estagiários ainda


cursando a faculdade, alguns bolsistas e outros como voluntários de diversos
cursos como: Geologia, Museologia e Geofísica.

- Há museólogo na instituição?

Formados no curso de Museologia não há, porém existem estagiários


dessa área atuando no museu.

- Há carência de algum profissional específico?

Sim existe essa carência, primeiramente a necessidade de funcionários


de quadro para o museu. Foi citada carência na área de profissionais da área
da educação, comunicação visual e de museólogos.

- Há estagiário de museologia na instituição? Caso não, no futuro seria


interessante ter esse estagiário na instituição?

Sim, possui estagiário de museologia.

- Descreva parte da rotina geral da equipe do museu.

A rotina da equipe é divida principalmente nas frentes citadas ao longo


do trabalho. A montagem do acervo pensando na exposição, o trabalho com a
produção de material educativo (kits para alunos da graduação, jogo para
educação infantil), produzindo uma apostila para professores sobre o que pode
ser feito com materiais de baixo custo, criação de oficinas, um grupo está
começando a trabalhar com o site do museu.

PARTE 2 – PERGUNTAS PARA ANÁLISE INTELECTUAL

- O que é museu, segundo a instituição pesquisada?


Museu para esta instituição é um museu científico, com cunho
pedagógico para os alunos do Instituto de Geociências e para alunos de ensino
médio atrás de sua profissão.

- Qual o papel de um museu, segundo a instituição pesquisada?

O papel do museu é gerar conhecimento através de seu acervo.

- Quais foram os pontos fortes e os pontos possíveis de melhorias percebidos


ao longo da visita?

Os pontos fortes são o acervo, a conservação deste e a vontade de


transformá-lo em um museu melhor. Possível de melhorar ainda não
soubemos dizer, pois ainda não está aberto a visitação.

- Analisar: os textos e os conteúdos debatidos em sala de aula, podem (ou não)


ser relacionados a essa experiência de trabalho de campo? Justifique.

Sim, na própria entrevista a Maria Júlia fala sobre a legislação do museu


que nos lembrou quando fomos ao laboratório e vimos os sites referentes à
nossa área de atuação e da própria legislação da profissão.

- Avaliar a importância dessa experiência de campo para sua vida profissional e


seu aprendizado na disciplina cursada.

A partir dessa experiência podemos ver que para colocar um museu em


funcionamento com devido cuidado ao acervo e tudo que é preciso existe
muito trabalho e é preciso paciência, dedicação e ter muito trabalho.
Anexos:

Parte do acervo do Museu de Geociências. Fotografia de Aniara da Rocha


Saraiva

Acervo em processo de catalogação. Fotografia de Aniara da Rocha Saraiva


Pedras expostas em vitrine. Fotografia de Aniara da Rocha Saraiva