Você está na página 1de 2

GESTÃO PÚBLICA SUSTENTÁVEL: A EXPERIÊNCIA DO SENADO

FEDERAL
O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu com o nome de
ecodesenvolvimento2 nos anos 1970. Foi fruto do esforço para encontrar uma terceira via
opcional àquelas que opunham, de um lado, desenvolvimentistas e, de outro, defensores do
crescimento zero. Para estes últimos, chamados de “zeristas” ou (pejorativamente)
“neomalthusianos”, os limites ambientais levariam a catástrofes se o crescimento econômico
não cessasse.

Quem participou do evento que se realizou através de uma live pelo instagram da
@cdda.oabac, Gestão Pública Sustentável - a experiência do senado federal, pode
vislumbrar como é possível implantar gestão pública sustentável em prol dos diretamente
envolvidos mas, e principalmente, de toda coletividade. Logo na abertura do evento, o
público foi presenteado pelos esclarecimentos da Dra Danielle Abud, Doutora em
Sustentabilidade na Gestão Publica e servidora do Núcleo de Ações Socioambientais do
Senado, que começou de uma forma bem didática definindo o conceito de administração
pública que se refere na verdade a todo o aparelhamento do Estado e isso a gente pode pensar
nas repartições, nos núcleos de competência que estão ali preordenados a realização de
serviços. Então a administração pública presta um serviço a sociedade.

Explicou, que o poder público tem um papel essencial na defesa e na preservação do


meio ambiente, e aquilo que disposto no artigo 225 da constituição que para ela é poesia:
"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações." Esse principio síntese
recai sobre a administração pública um poder-dever, então não é algo facultativo, não é algo
de desejo, é algo que nos cai como uma imposição, uma determinação constitucional, que nós
devemos cumprir ao ter que tratar o tema da sustentabilidade. Alem desse principio
constitucional e de outras normas infraconstitucionais que nós devemos seguir, o poder
público tem uma relevante significação econômica, o poder de compras do Estado é enorme,
essa significação econômica está relacionada com os gastos da administração pública.

A sustentabilidade é um principio normativo para a administração pública, mas para,


alem dos aspectos normativos e considerando também a condição de consumidores de
recursos naturais e produtores de resíduos, nos endereça ter uma postura ética com relação a
administração pública especialmente com relação a sustentabilidade, uma relação de cuidado
com o meio ambiente, com os impactos que a gente causa ao meio ambiente.

A administração pública precisa trabalhar a sustentabilidade sobre outras dimensões,


sobre os componentes éticos, componentes político-jurídicos e sobre especialmente, um
componente fundamental que é o da cultura organizacional. A ética como um componente
que trás um direcionamento de normas capaz de favorecer o controle social, uma ação
condicionada de responsabilidade econômica ambiental. A dimensão político-jurídica ela é
essencialmente importante e, alem disso tem a dimensão da cultura organizacional, que tem
como núcleo os valores. O desenvolvimento sustentável é um objetivo, a sustentabilidade é o
caminho que a gente tem que seguir para chegar nesse objetivo maior.

O senado trabalha com o plano de logística sustentável, que coloca em pratica todo o
conjunto de ações que tem dentro da sustentabilidade: plano de acessibilidade plano de
equidade de gênero e raça e um plano de sustentabilidade, todos criados dentro da mesma
estrutura metodológica com delineamento de ações, objetivos, metas etc. Para Danielle, a
gente precisa desmistificar essa relação impositiva, tem que aprender a construir valores
compartilhados para que aconteçam as transformações, a gente consegue essas mudanças
convencendo as pessoas da importância do engajamento, não só do engajamento para a
administração ou para a empresa, e sim, para a futura geração, um valor transgeracional. A
organização precisa ter o compromisso do começo ao fim. A resolução do CNJ/2015 diz que
tem que criar núcleo de ações sócios ambientais, Elaboração de logísticas sustentável, definir
metas e estabelecer indicadores, inclusive tem rol de indicadores no final da norma.

Assim, podemos chegar a conclusão que para trabalhar a sustentabilidade na


administração pública, precisa haver um compartilhamento de experiências, porque estamos a
todo momento nos reinventando. Existe uma estrutura que precisamos seguir, onde possibilita
organizar as ações e que essas ações tenham efetivamente continuidade, porque se parar, a
gente não tem credibilidade, para poder compartilhar, publicar. De forma colaborativa,
compartilhando as ideias, fazendo inovação e sendo mais arrojado naquilo que a gente quer
propor.

MARIA DAS DORES COSTA ALBUQUERQUE


ADM04NA/2021- MATR. 1700020167

Você também pode gostar