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Aluno: Giordanno Pietro Altoé Marcantonio – PG 906621/2021

Disciplina: Pavimentação e Drenagem Urbana – 4010/01

Professor: Jesner Sereni Ildefonso

Os pavimentos rígidos são assim classificados por serem constituídos de placas de


concreto de Cimento Portland, as quais são executadas sobre uma camada de sub-base e reforço
do subleito. A espessura da placa de concreto é projetada e dimensionada em função da
resistência à tração desejada, bem como em função da resistência das camadas inferiores.

Seus principais benefícios e vantagens são devido, principalmente, ao modo como as


cargas são transferidas para as camadas inferiores: nos pavimentos rígidos, a carga é distribuída
em uma grande área, transmitindo assim pequenas pressões na fundação do pavimento, e
sofrendo poucas deformações. Além disso, o mesmo apresenta excelente desempenho devido
à elevada resistência mecânica, resistência ao desgaste, e alta impermeabilidade.

Devido à todas as características acima citadas, a necessidade de manutenção em


pavimentos rígidos é menor em comparação aos pavimentos flexíveis, uma vez que os defeitos
e problemas são pequenos, localizados e delimitados. Deste modo, devido à sua grande
durabilidade – e consecutivamente grande vida útil -, o mesmo também é econômico, sendo
necessário menos recursos para sua manutenção. Por último, devido à superfície clara, sua
visibilidade é melhor, além de reduzir a temperatura ambiente.

Portanto, os pavimentos rígidos normalmente são adequados e executados em locais


de tráfego intenso e pesado. Em Maringá, podem ser citados o Terminal Intermodal Urbano, as
Praças na Avenida Morangueira (Praça Ouro Preto, Praça Emílio Fajardo Espejo e Praça Megumu
Tanaka) e Pontilhão sobre a Av. Horácio Raccanello (Av. Pion. Henrique Bula).

Contudo, cita-se que os pavimentos rígidos apresentam alto custo para sua execução
em comparação com pavimentos flexíveis, sendo atualmente implantados somente em locais
de expressiva demanda e necessidade. Além disso, as manutenções são mais lentas e
demoradas, pois é necessário aguardar o tempo de cura do concreto.

Outro ponto é o de que é necessário que sua execução seja extremamente bem-feita,
seguindo todos os protocolos e recomendações normativas e de boas práticas, para que o
mesmo apresente a durabilidade e longevidade citadas acima. No Brasil atualmente faltam
empresas especializadas no assunto, resultando em baixa qualidade, erros na execução e
deficiências no controle tecnológico.

Já os pavimentos flexíveis são compostos por um número maior de camadas, sendo elas
o revestimento asfáltico, a base, sub-base e reforço do subleito. A camada de revestimento,
diferentemente dos pavimentos rígidos, tem a função de assegurar condições satisfatórias de
tráfego, podendo receber uma camada de emulsão asfáltica para impermeabilização. A mesma
também pode apresentar resistência à esforços, mas não é projetada para tal finalidade, do
modo como pavimentos rígidos são. Nos pavimentos flexíveis, a camada que resiste diretamente
aos esforços é a Base.

A transmissão de esforços se faz de maneira mais pontual, em uma área menor, e


consecutivamente, a pressão na fundação do pavimento é maior. Assim, é necessário um
número maior de camadas, com espessuras e materiais distintos, para que seja realizada de
modo adequado a dissipação das tensões ao chegar no leito.
Sua principal vantagem é que seu custo é consideravelmente menor em comparação
aos pavimentos rígidos. Diferentemente dos pavimentos rígidos, os pavimentos flexíveis já
possuem tecnologia acessível e consolidada, possibilitando uma execução de qualidade e fácil
acesso. O mesmo também apresenta melhor aderência de demarcações viárias em
comparação com pavimentos rígidos.

Contudo, existem algumas desvantagens, a constar: é necessário um maior número de


manutenções para garantir boas condições de tráfego; o mesmo apresenta vida útil menor, uma
vez que o mesmo sofre o impacto de altas temperaturas, radiação ultravioleta, grandes volumes
de chuva e deterioração devido ao atrito com os pneus e óleos e combustíveis. Se o mesmo não
for dimensionado e executado de forma adequada, as cargas que não são distribuídas
uniformemente levam o mesmo a sofrer deformações.

Referências Bibliográficas

Aula “Tipos de Pavimentos” da disciplina de Pavimentação do curso de graduação de


Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá, ministrada em 2016.

Pavimento Flexível x Pavimento Rígido: Quais as principais diferenças. Disponível em:


https://www.lafaetelocacao.com.br/artigos/pavimento-flexivel-rigido/. Acesso em: 17 ago.
2021.
Aluno: Giordanno Pietro Altoé Marcantonio – PG 906621/2021

Disciplina: Pavimentação e Drenagem Urbana – 4010/01

Professor: Jesner Sereni Ildefonso

O presente trabalho tem por objetivo identificar locais no município de Maringá onde a
aplicação de pavimento rígido se faz tecnicamente viável e necessária.

Um dos locais avaliados se encontra na Avenida Pion. Henrique Bula e Rua Walter
Kraizer, no pontilhão sobre a Av. Horácio Raccanello e sobre a linha de trem. Pode-se observar
que no referido trecho, devido ao alto volume de tráfego, um segmento já foi realizado em
concreto. Contudo, ainda é observado, principalmente na emenda entre pavimentos rígido e
flexível, a existência de deformações existentes devido à baixa velocidade de veículos pesados
(as deformações se encontram principalmente na faixa da direita). Em alguns pontos, houve
deformações significativas nas laterais do pavimento, como é possível observar na foto abaixo.

Outro trecho avaliado se encontra na Avenida Paraná, na última quadra antes do


cruzamento com a Avenida Tiradentes. Por se tratar de via do sistema binário que corta a cidade,
existe um alto volume de tráfego, e por ser o último sinaleiro da onda verde, dificilmente é
possível passar pelo cruzamento na onda verde. Assim, a maioria dos veículos que vêm a uma
velocidade média de 40-50km/h realizam frenagem e desaceleração. É possível visualizar,
principalmente na faixa direita, a deformação do pavimento flexível.
Por fim, o terceiro e último local se encontra na Rodovia Deputado Silvio Barros, nas
proximidades do Posto G10. Por se tratar de trecho com intenso trafego de caminhões e ônibus,
é possível observar a deformação no pavimento em diversos pontos, principalmente próximo
aos terminais de ônibus, antes de redutores de velocidade, e antes da entrada do posto.

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