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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE RIBEIRÃO PRETO


GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA
PROCESSOS PSICOLÓGICOS BÁSICOS: PERCEPÇÃO E PSICOFÍSICA

Exercício I de Psicofísica:
Método dos Estímulos Constantes

Docente: Prof. Dr. Sérgio Sheiji Fukusima


Discentes: Carolina Colombo Jacomini (11297430)
Cintia Stefany Tavares da Silva (11838231)
Hugo Bononi Costa (10732600)
Lívia Rocha Carniel (11793872)
Lucas Ramazzotto (8754465)

Ribeirão Preto

2021
Introdução 2
Método 6
Participantes 6
Material 6
Procedimento 7
Análise de Dados 8
Resultados 9
Discussão 13
Referências 17

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Introdução

Neste trabalho foi realizado um experimento prático para estudo do Método

dos Estímulos Constantes. Esse método, também conhecido como Método das

Diferenças de Estímulo constante, é um dos três experimentos elementares

fundamentais à psicologia descritos por Gustav Theodor Fechner no livro “Elemente

der Psychophysik” (Elementos de Psicofísica). Tal método foi usado, a princípio, por

Karl von Vierordt, em 1852, sendo posteriormente aprimorado pelo próprio Fechner.

A execução do método se dá, basicamente, pela apresentação aleatória de

estímulos, um a um, ao participante, pedindo-se posteriormente para que ele

compare tais estímulos a um estímulo padrão. Cabe ressaltar que o número de

estímulos a serem apresentados é fixo, sendo decidido no início do experimento

(Schiffman, 2005).

Por meio do Método de Estímulos Constantes, pode-se definir os conceitos

de limiar absoluto (LA) e limiar diferencial (LD). O LD representa a diferença mínima

entre dois estímulos que possibilita que eles sejam discernidos um do outro,

enquanto que LA refere-se à intensidade mínima que o estímulo físico precisa

apresentar para que seja percebido pelo indivíduo (Da Silva, & Rozestraten, 2000).

Apesar do Método dos Estímulos Constantes ser utilizado para detectar ambos os

limiares, é mais comum utilizá-lo para medir o LD (Schiffman, 2005).

Assim, a fim de se calcular o limiar diferencial de um estímulo, apresenta-se

ao indivíduo dois tipos de estímulos: o estímulo padrão (EP) e os estímulos de

comparação (EC). Esses estímulos de comparação (EC) possuem intensidades que

podem ser maiores ou menores em relação à intensidade do estímulo padrão (EP).

Cada par EP - EC é apresentado ao participante e este deve determinar, com base

em sua percepção, se o EC apresentado é maior, menor ou igual ao estímulo

padrão apresentado, registrando as respostas.

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Uma vez realizado o registro de todas as respostas, é possível, por meio da

análise de dados, a construção de três curvas psicométricas. Essas três curvas são

sobrepostas em um único gráfico representando a frequência relativa de cada uma

das três respostas possíveis no experimento (EC menor que EP, EC igual a EP e EC

maior que EP). Neste gráfico, a intensidade do estímulo é dada no eixo das

abscissas (eixo x), enquanto que a frequência relativa das respostas é dada no eixo

das ordenadas (eixo y).

A fim de possibilitar uma melhor compreensão dos gráficos, introduz-se aqui

os conceitos de Ponto Limiar Inferior (PLI), Ponto Limiar Superior (PLS) e Intervalo

de Incerteza (I.I.). Entende-se o PLI como o valor de intensidade no qual o EC foi

percebido como menos intenso que o EP em 50% das ocorrências. Analogamente, o

PLS é o valor de intensidade no qual o EC foi considerado maior que o EP em 50%

das ocorrências. Após determinação matemática desses parâmetros, a diferença

aritmética entre o PLS e o PLI equivale ao Intervalo de Incerteza (I.I.), um intervalo

no qual a distinção entre EC e EP torna-se menos sensível, aumentando-se a

probabilidade de se confundir o EC com o EP (Da Silva & Rozestraten, 2000).

Os valores de PLS, PLI e I.I. são usados para o cálculo do valor do Limiar

Diferencial (LD), uma medida física que, ao ser somada ou subtraída ao EP,

representa as intensidades de estímulo a partir das quais o participante torna-se

mais propenso a perceber o EC como maior ou menor que o EP. Dessa forma, a

divisão do I.I. por dois resulta no LD. A soma do LD ao EP resulta no PLS, enquanto

que a subtração deste mesmo limiar ao EP resulta no PLI. O ponto médio do I.I.

denomina-se Ponto de Igualdade Subjetiva (PIS), que refere-se ao valor da

intensidade de estímulo no qual o participante apresenta a maior probabilidade de

confundir o EC com o EP, igualando-os.

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Outro parâmetro psicofísico que pode ser calculado, com o intuito de se

mensurar o desempenho do sujeito no experimento, é o erro constante (EC). Tal

medida representa uma média dos erros cometidos pelo participante na comparação

entre os estímulos apresentados. O cálculo matemático do EC se dá pela diferença

entre o PIS e o estímulo padrão EP. A partir do cálculo dos erros constantes,

pode-se também estimar a média populacional, contudo cabe destacar que a

determinação dos parâmetros de percepção numa dada população é influenciada

por características pessoais dos participantes, pelas condições de aplicação e ainda

do equipamento utilizado para realizar o experimento. Sendo assim, os parâmetros

definidos não são exatos, uma vez que sofrem influência do meio e do sujeito (Da

Silva & Rozestraten, 2000; Schiffman, 2005).

Tendo em vista que no método dos estímulos constantes há uma diferença

de intensidade entre os estímulos, a qual é vez ou outra percebida pelo participante,

foi determinado por Weber o conceito de diferença apenas perceptível (d.a.p.),

conceito este que é equivalente ao Limiar Diferencial e também é componente da

constante de Weber (K). Tal constante, configurada como outro parâmetro

psicofísico obtido por esse método, pode ser calculada a partir da divisão do LD pelo

PIS (Da Silva & Rozestraten, 2000). Ressalta-se que a d.a.p. correlaciona aspectos

físicos e psicológicos, de forma que, quanto maior a constante K, menor a

sensibilidade à estimulação. Nota-se a importância da constante de Weber, dado

que ela permite a mensuração da capacidade que cada indivíduo possui para

discriminação, tendo valores distintos para cada órgão sensorial, inclusive dentro de

uma mesma modalidade sensorial.

Em suma, o método dos estímulos constantes se mostra como uma

ferramenta capaz de estabelecer vários valores psicofísicos, permitindo o cálculo de

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limiares e fatores importantes que representam informações essenciais para se

compreender a sensibilidade do sistema perceptivo humano. Esse método ainda

traz vantagens, tais como a facilidade de aplicação e a possibilidade de se realizar

pausas durante o experimento, evitando, assim, o cansaço dos participantes. Logo,

representa um método de grande importância para a psicofísica em geral

(Schiffman, 2005).

Dado o exposto acima, o presente relatório se insere como uma experiência

prática do Método dos Estímulos Constantes, onde foi realizado um experimento

com os autores deste trabalho visando a aplicação do método, bem como o

aprendizado dos cálculos e compreensão dos parâmetros anteriormente descritos.

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Método

Participantes

Participaram do experimento 3 sujeitos do sexo feminino e 2 sujeitos do sexo

masculino, com idades entre 19 e 28 anos, estudantes do segundo e quarto ano do

curso de Psicologia da FFCLRP-USP.

Material

Devido a condição de distanciamento imposta pelas medidas de prevenção a

COVID-19, não foi possível realizar o experimento com todos os participantes em

um único aparelho, e portanto, não foi possível uma padronização do material

utilizado para o experimento.

O participante P1 utilizou um computador da marca Dell, com processador

Intel Core i5, tela LCD de tamanho 23”. O sistema operacional é o Windows 10

Home Single Language e as medidas do equipamento são 285 x 510 x 39 mm,

pesando 4,5 kg.

Os participantes P2 e P4 utilizaram notebooks da marca Dell, com

processador Intel Core i3, com tela LCD de tamanho 15,02. O sistema operacional é

o Windows 10 Home Single Language e as medidas do equipamento são 267,6 x

381,4 x 26,6 mm, pesando 2,5 kg.

O participante P3 utilizou um notebook da marca Asus, com processador Intel

Core i7, tela LCD de tamanho 15,6”. O sistema operacional é o Windows 10 Home e

as medidas do equipamento são 255 x 383 x 27,7 mm, pesando 2,7 kg.

O participante P5 utilizou um notebook da marca Positivo, com processador

Intel Core i3, tela LCD de tamanho 14”. O sistema operacional é o Windows 10

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Home Single Language, com medidas específicas da tela de 175x311mm e as

medidas do equipamento são (em centímetros) 223 x 336 x 20 mm, pesando 2,1 kg.

Procedimento

Neste experimento, os participantes estavam em suas residências, em

horários distintos. Os participantes P1, P2 e P4 realizaram o experimento durante o

período vespertino e os participantes P3 e P5 realizaram o experimento durante o

período noturno.

Após os ajustes necessários para o início do experimento, o programa

empregado para a coleta de dados utilizou-se de um fundo em branco na qual eram

dispostas duas figuras retangulares separadas por um pequeno quadrado, sendo a

figura situada à esquerda o EP e à direita o EC (como ilustra a Figura 1). Com isso,

o participante deveria avaliar se a largura da figura à esquerda (EC) era maior,

menor ou igual à largura da figura à direita (EP).

Figura 1. Estímulo Padrão (EP) à esquerda e Estímulo de Comparação (EC) à direita retirados de

uma escolha randômica durante o experimento do método dos estímulos constantes.

Foram apresentados 11 estímulos de comparação diferentes, em 20 blocos,

totalizando 220 respostas para cada participante. O estímulo padrão e o estímulo de

comparação ficavam dispostos a 170 pixels de distância um do outro e o tamanho

do estímulo padrão era de 100 pixels. A apresentação dos estímulos durava 150

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milissegundos. Posteriormente a apresentação de cada par de estímulos, os

participantes deveriam responder apertando teclas do computador

pré-estabelecidas como referentes às respostas menor que EP (seta para

esquerda), maior que EP (seta para direita) e igual a EP (seta para cima).

Análise de Dados

Foram calculados, para cada um dos participantes, os parâmetros: PIS, PLI,

PLS, II, LD, CW, EC, conforme proposto pela teoria do Método dos Estímulos

Constantes e com o auxílio de softwares de cálculos, como o Microsoft Office Excel

e o Google Planilhas. Em seguida, calculou-se a média e o desvio padrão de tais

parâmetros.

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Resultados

Após o término do exercício do programa do computador foi gerado um

arquivo do Microsoft Excel computando as respostas de cada um dos participantes.

Esses dados foram organizados em gráficos e tabelas e analisados para melhor

interpretação.

As figuras 2 a 6 abaixo contém os gráficos que ilustram os resultados obtidos

por meio da aplicação do método dos estímulos constantes em relação às respostas

dos participantes. Em cada gráfico, o eixo das abscissas corresponde aos valores

de intensidade dos estímulos de comparação (EC) e o eixo das ordenadas

corresponde a probabilidade de resposta. Três respostas possíveis foram abordadas

neste método: EC maior que EP; EC igual a EP; EC menor que EP. Assim, pode ser

observado três curvas que ilustram a sensibilidade do indivíduo frente à distinção do

EC em relação ao EP.

Figura 2. Curvas psicométricas indicando a porcentagem de respostas menor que, maior que e igual

que de acordo com os estímulos em pixels do participante 1.

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Figura 3. Curvas psicométricas indicando a porcentagem de respostas menor que, maior que
e igual que de acordo com os estímulos em pixels do participante 2.

Figura 4. Curvas psicométricas indicando a porcentagem de respostas menor que, maior que

e igual que de acordo com os estímulos em pixels do participante 3.

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Figura 5. Curvas psicométricas indicando a porcentagem de respostas menor que, maior que e igual

que de acordo com os estímulos em pixels do participante 4.

Figura 6. Curvas psicométricas indicando a porcentagem de respostas menor que, maior que e igual

que de acordo com os estímulos em pixels do participante 5.

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A tabela abaixo (Tabela 1) reúne valores correspondentes aos participantes

deste experimento, a fim de organizar melhor os dados de forma visual e

comparativa.

Parâmetros Desvio
Psicofísicos P1 P2 P3 P4 P5 Média Padrão

PLI 72,890 87,707 92,432 89,593 92,965 87,117 8,236

PLS 109,133 110,174 107,476 106,967 105,261 107,802 1,914

PIS 91,012 98,940 99,954 98,280 99,113 97,460 3,653

II 36,243 22,466 15,045 17,374 12,296 20,685 9,465

LD 18,122 11,233 7,522 8,687 6,148 10,342 4,733

K 0,199 0,114 0,075 0,088 0,062 0,108 0,055

EC -8,988 -1,060 -0,046 -1,720 -0,887 -2,540 3,653

Tabela 1. Comparação dos parâmetros Psicométricos PLI, PLS, PIS, II, LD, K e EC entre os cinco

participantes, apresentando também a média e o desvio padrão dos dados.

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Discussão

A partir da análise dos resultados obtidos no experimento, pode-se

estabelecer uma análise comparativa dos parâmetros calculados para cada

participante, sendo estes: o Ponto Limiar Superior (PLS), o Ponto Limiar Inferior

(PLI), o Intervalo de Incerteza (I.I.), o Limiar Diferencial (LD), o Ponto de Igualdade

Subjetiva (PIS), a Constante de Weber (K) e o Padrão de Erro Constante (EC).

Ainda, na obtenção desses parâmetros, utiliza-se os valores do Estímulo

Padrão (EP) e Estímulo de Comparação (EC), sendo que este último pode possuir

intensidades maiores, menores ou iguais ao EP, para que no experimento, seja

analisada a capacidade de identificação e diferenciação dos estímulos pelo

participante. Dessa forma, retoma-se que o PLI é o valor de intensidade no qual o

EC foi percebido como menos intenso que o EP em 50% das ocorrências e o PLS o

valor de intensidade no qual o EC foi considerado maior que o EP em 50% das

ocorrências. A diferença aritmética entre eles equivale ao I.I., no qual a distinção

entre EC e EP torna-se menos sensível (Da Silva & Rozestraten, 2000).

Por sua vez, o LD é o valor que, ao ser somado ou subtraído ao EP,

representa as intensidades de estímulo a partir das quais o participante torna-se

mais propenso a perceber o EC como maior ou menor que o EP. Já o PIS, refere-se

ao valor da intensidade de estímulo no qual o participante apresenta a maior

probabilidade de considerar o EC e o EP como iguais e o EC representa uma média

dos erros cometidos pelo participante na comparação entre os estímulos

apresentados. Por fim, o K representa uma constante que quanto maior for, menor

será a sensibilidade à estimulação.

A partir do retomado, através da análise comparativa dos valores psicofísicos

descritos para cada participante (P1, P2, P3, P4 e P5), pode-se delinear hipóteses

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sobre suas sensibilidades, além de realizar o levantamento da tendência geral em

relação à sensibilidade de percepção do grupo e de cada participante,

individualmente, relacionando com a eficácia do método utilizado.

No caso do PLI, é possível ver que o participante cuja capacidade de

discriminar um estímulo que seja menor que EP é a melhor no grupo em questão é

o participante P5 (PLI = 92,965), indicando que após uma redução de pouco mais

de 7 pixels o P5 é capaz de discriminar que o EC é menor que o EP, e o de pior

capacidade é o P1 (PLI = 72,890), o que indica que para P1 é preciso uma diferença

de pouco mais de 27 pixels para tal discriminação. A diferença entre esses valores é

bem discrepante, e uma análise do desvio padrão do grupo, igual a 8,236, mostra

que para essa variável é possível que o P1 seja um outlier. A média do PLI para o

grupo foi de 87,117, indicando que uma diferença de pouco menos de 13 pixels é a

média do grupo para discriminar um estímulo menor do EP.

Em relação ao PLS, o participante com maior capacidade de discriminar um

estímulo que seja maior que EP também foi o P5 (PLS = 105,261), indicando que

pouco mais de 5 pixels são necessários para que P5 discrimine se um estímulo é

maior que o padrão. Por sua vez, o participante com menor capacidade foi P2 (PLS

= 110,174), resultando em uma diferença de pouco mais de 10 pixels. Em

comparação com o PLI, o PLS teve uma variação menor (DP = 1,914), indicando

que o grupo em questão possui uma certa similaridade na capacidade dessa

discriminação, diferentemente do PLI.

Podemos observar na análise da tabela 1 que o PIS se aproximou do PLS

em suas características, uma vez que não houve uma variação tão discrepante

entre os participantes quanto o PLI. O participante que mais se aproximou do EP foi

o P3 (PIS = 99,954), enquanto que o que mais se afastou foi P1 (PIS = 91,012). Um

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dado importante a respeito do PIS para o grupo é que todos os PIS foram menores

que 100, que é o valor padrão, indicando que o grupo em geral subestimou o valor

de EP durante o experimento. A mesma ocorrência pode ser observada na análise

do EC, que será descrita em um momento posterior.

O I.I., que indica o grau de sensibilidade que o participante tem a uma

mudança do estímulo, acabou passando por uma situação similar ao PLI, pois o P1

acabou não apenas com a menor sensibilidade (II = 36,243) como também houve

uma diferença maior que o desvio padrão (9,465) em comparação com a segunda

menor sensibilidade. Isso indica a mesma hipótese de que P1 pode ter sido um

“outlier” em relação aos outros participantes.

O LD, relacionado com a mudança em pixels para que uma diferença apenas

perceptível entre os estímulos seja possível de ser feita, também passou pela

mesma questão de análise. Enquanto o menor LD foi o de P5 (LD = 6,148), o maior

LD não apenas novamente foi o do P1 como também houve uma discrepância

marcada por uma diferença de quase dois desvios padrões (4,733) entre este e o

segundo maior LD, o que reforça a hipótese de que P1 não possui uma boa

capacidade discriminativa em comparação com os outros integrantes do grupo. O

mesmo se aplica novamente para o cálculo do K, no qual P1 se encontra a quase

dois desvios padrões do segundo participante com menor capacidade de

discriminação do estímulo testado (K = 0,199; DP = 0,055).

Por fim, através da análise do EC, pode-se perceber não apenas que todos

os erros possuem valores negativos, indicando o que foi analisado anteriormente a

respeito do grupo ter subestimado o EP, como também pode-se ver o extremo da

discrepância dos valores de P1, que obteve o maior erro (EC = -8,988), que se

encontra pouco mais de dois desvios padrões (2*DP = 7,3) do segundo participante

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com o maior erro. Tal discrepância pode ser um fator de investigação, levantando

hipóteses de que possa ter ocorrido por motivos que variam em questão da falta de

padronização dos materiais utilizados para o experimento, assim como na falta de

padronização das condições de realização do procedimento. Houve, porém, uma

constância nos resultados mesmo com essa variabilidade do método, que é a

subestimação do estímulo de comparação, o que leva a perguntar se um resultado

similar ocorreria caso houvesse uma maior padronização na aplicação do

experimento, ou se os resultados seriam mais heterogêneos.

Em conclusão, pode-se dizer que o objetivo do exercício de proporcionar uma

experiência prática do Método dos Estímulos Constantes foi atendido, uma vez que

os autores do presente trabalho puderam aprender de maneira eficaz e satisfatória

os conceitos envolvidos na elaboração deste relatório.

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Referências

Schiffman, H. R. (2005). Sensação e Percepção. 5ª edição. Rio de Janeiro:

LTC

Silva, J. A. & Rozestraten, R. J. A. (2000). Manual Prático de Psicofísica.

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