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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA


I – CEL 1038

SÉRGIO ALEXANDRE GOMES CORREIA

SÃO GONÇALO
2021
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA


I – CEL 1038

RELATÓRIO EXIGIDO COMO


PARTE DOS REQUISITOS PARA
A CONCLUSÃO DA DISCIPLINA
PRÁTICAS DE ENSINO I SOB A
ORIENTAÇÃO DA PROFESSORA
E ORIENTADORA MICHELE
RODRIGUES DA SILVA.

SÉRGIO ALEXANDRE GOMES CORREIA


REGISTRO: 201708066225
CURSO DE LICENCIATRURA EM GEOGRAFIA

SÃO GONÇALO
2021
ESCOLA MUNICIPAL GEREMIAS DE MATTOS FONTES
CNPJ: 01.943.613/001-25 Telefone: (21) 2736-6336
Endereço: RJ-116, KM 07, S/Nº, Sambaetiba, Itaboraí, RJ CEP:24.880-000
e-mail: e.m.geremias.mattos@itaborai.rj.gov.br

METODOLOGIA E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As atividades de Estágio consistiu em oferecer um projeto que atendesse o referencial


curricular elaborado pela secretaria municipal de educação do município de Itaboraí que remete
a um eixo central: O espaço geográfico e as suas inteirações entre a paisagem local e regional, à
diretriz de materiais para embasamento teórico: localização, leitura de mapas, paisagens,
reportagens, vídeos, imagens, recortes, músicas e textos literários nas aulas de geografia sobre o
município, do estado do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo assim como a formação
populacional e seus principais aspectos.
De acordo com ANDRADE, Desde a Antiguidade expressa-se a necessidade do
conhecimento relativo à natureza e aos povos. Tal necessidade ainda hoje se mantém, mas
considerando todo o processo de ocupação, organização e transformação dos espaços e ainda o
processo dialético por meio do qual ocorre. Essa necessidade leva em conta a interdependência
por uma via e a relação entre esses fatores por outra, sendo estreitamente ligados às formas
pelas quais os grupos humanos os produziram, isto é, de acordo com seus interesses.
ANDRADE (2008, p.14) define a Geografia como: A “ciência que estuda as relações entre a
sociedade e a natureza”, ou melhor, a forma como a sociedade organiza o espaço terrestre,
visando melhor explorar e dispor dos recursos da natureza. Naturalmente, no processo de
produção e de reprodução do espaço, cada formação econômico-social procura organizar o
espaço à sua maneira, ao seu modo, de acordo com os interesses do grupo dominante e de
acordo também com as suas disponibilidades de técnica e de capital.
O espaço geográfico é socialmente elaborado e/ou produzido por meio da ação humana,
evidenciando como as sociedades organizam-se historicamente de acordo com as normas
estabelecidas. Devido ao seu caráter de produção histórica e coletiva, o espaço geográfico
afirma-se como um produto histórico e social. SANTOS (1997, p. 51) definiu o objeto de
estudo da Geografia como sendo aquele (...) formado por um conjunto indissociável, solidário e
também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados
isoladamente, mas como um quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza
selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por
objetos fabricados, objetos técnicos, mecanizados e, depois cibernéticos, fazendo com que a
natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina.
Ainda segundo MENDES (2010, p. 37) “com relação ao ensino da geografia crítica na
Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, ganham espaço no
desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem dessa disciplina o construtivismo e o
socioconstrutivismo, tendências que enfocam a ação do sujeito sobre o objeto”. Construtivista
porque compreende o conhecimento como estando sempre em processo de construção,
transformando-se mediante a ação do indivíduo no mundo, da ação do sujeito sobre o objeto, da
sua transformação em sujeito ativo em processo de permanente construção. (MORAES, 1997,
p. 25) O que hoje se propõe é justamente esse ensino de Geografia. Um ensino que considera o
sujeito (criança) como agente construtor e transformador do meio circundante; que participa
ativamente no processo de construção e aquisição do conhecimento científico, no qual suas
experiências são elementos significativos. Uma Geografia capaz de analisar e compreender os
processos de produção, mudanças e transformações da natureza e das sociedades em seus
múltiplos aspectos: sociais (humanos), políticos, econômicos, culturais. Nesse ensino de
Geografia, o professor considera como ponto de partida, o conhecimento que a criança traz e
tem de suas experiências no e com o espaço. É a partir delas, afinal, que leem o mundo, as
paisagens, os lugares, os elementos (naturais e culturais) que o compõe, com os quais, aliás,
estabelece relações constantemente.

OBSERVAÇÃO PRÁTICA

As atividades foram realizadas remotamente com o uso constante da internet de meios


próprios de todos os envolvidos no processo da aprendizagem; por parte dos alunos considerou-
se mais difícil pela faixa etária, pela falta de domínio das tecnologias digitais, pela falta de
equipamentos e de internet, pois as condições socioeconômicas do público alvo que passa por
uma crise financeira, que atravessamos neste ano com a pandemia do COVID-19. E por
medidas de segurança nos relacionamos remotamente e o material didático é impresso e
entregue pela Escola Municipal Geremias de Mattos Fontes aos docentes.
O professor apresentava-se todos os dias no grupo da turma de 32 alunos, turma essa
que sua presença não chegava aos 50% de presentes no início do estágio. A parte dos alunos
presentes recebiam e davam um bom dia caloroso, que na sequência eram expostos conteúdos
propostos; links do you tube de vídeos, PDF além de imagens e demais evidenciados. Seguia-se
de um silêncio absoluto no grupo. Apareciam alguns remanescentes que estavam atrasados mais
aos poucos foram aumentando o número de alunos e o “silêncio” depois do bom dia foi
desaparecendo, e assim de pouco em pouco os alunos foram pegando o jeito com ensino remoto.
Depois da distribuição do caderno de atividades multidisciplinar, a ligação individual para cada
um dos alunos a presença aumentou para 20 e as vezes mais alunos. Claro que foi avisado aos
alunos sobre o caderno de atividades e que ele valeria presença e nota o que fez a turma avançar
sem dúvida, mas com todo o esforço feito por todos envolvidos neste processo de aprendizado,
o ensino remoto não chega aos pés do ensino presencial, este sim onde podemos notar mais
propriedades dos saberes e suas aplicações.
Durante as atividades dirigidas houveram muitas dificuldades, devido à falta de recursos
tecnológicos; alunos não se faziam presentes, e a tecnologia usada limitou-se ao wattsapp em
grupos, e chamadas de vídeo que limita o número de participantes. Ao compartilhar conteúdo
também algumas memórias de celulares se tornaram instáveis e não consoantes com o volume
de material exposto e trabalhado.
Nos últimos dias as aulas se tornaram mais dinâmicas. Todos os envolvidos no processo
já estavam mais experientes na comunicação e recepção de conteúdo on-line. A escola passou a
distribuir um caderno de atividades que englobam todas as disciplinas, contudo ia e voltava
muito bem dos lares até a escola, num otimizado ciclo, pois a escola é localizada na
entrada/saída do bairro e seu horário de abertura e fechamento foi mantido.

ANÁLISE DOS MATERIAIS DE SUPORTE


A Escola Municipal Geremias de Mattos Fontes oferece toda a estrutura necessária para
o conforto e desenvolvimento educacional dos seus alunos, como: parque infantil, refeitório,
biblioteca, quadra esportiva coberta, laboratório de informática, sala de leitura, auditório, pátio
coberto, pátio descoberto, área verde, sala de professores e banheiro independentes. Além de
alimentação nos turnos quando o seu funcionamento se tornar novamente “normal”.
Percebemos a falta de internet Wi-fi no início do período do estágio, apesar de estarmos
ao lado da praça que nos supriu desta necessidade. Também no início do estágio a escola não
dispunha de serviços de whatsapp, necessidade suprida também depois de um mês. Se faz
necessário ainda melhorias nas aplicabilidades das tecnologias como o uso do Google classroom
e ZOOM Cloud Meetings, Go ToMeeting, Google Meet entre outros.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Abrangência do estágio supervisionado depende do envolvimento do estagiário, por não


haver presença física, o tradicional som de sinal, gritos e o corre-corre nos corredores o estágio
se tornou um aprendizado mais solitário, onde as observações se limitavam as nossas telas e
fones.
Os destaques negativos se iniciam pela demora das autoridades em decidir e
providenciar à volta às aulas presenciais, não houve compra, nem tão pouco distribuição de
material didático para os alunos. Destacou-se negativamente principalmente a falta de uma
equipe de informática, bons telefones celulares/tablet’s nas mãos dos alunos. Além da falta de
conexão de internet de alguns alunos, o que fez aumentar a quantidade de ausência destes
mesmos alunos.
Destacou-se positivamente: Por ser remoto; a pontualidade, as assiduidades de alguns
alunos foram mais constantes, houve diminuição dos custos de deslocamento, alimentação e
outros pertinentes ao assunto. Individualização de processo de aprendizado em conversas
particulares com o professor, a exposição de conteúdo se tornou mais dinâmica (sem cópias do
quadro) e alguns casos disponível para impressão. A participação dos áudios dos alunos e a
pesquisa livre também fez aumentar o dinamismo e a participação nas aulas.
As exposições de vídeos fizeram com que o conteúdo fosse menos maçante. Por último
e não menos importante, cabe ressaltar a entrega e devolução do caderno de atividades
multidisciplinar impressos que foram aliados valorosos para o desenvolvimento das atividades
tornando a exposição mais palpável e proporcionalizando mais dinamismo nas aulas. A entrega
do mesmo, capacita o professor a avaliar conhecimentos e presença no diário de classe.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, M. C. Geografia, ciência da sociedade: uma introdução à análise do pensamento


geográfico. Recife: UFPE, 2008.
MENDES, João. Fundamentos e metodologia do ensino de geografia. Curitiba: Fael, 2010.
MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas.Papirus: 1997.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 2ª ed. São Paulo:
Hucitec, 1997.

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