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ADREA MARTELL

Desde o Cisma dos feiticeiros, promovido


pela derrocada das Tradições
na Guerra Ascensão, Adrea Martell decidiu partir do
centro metropolitano de Madrid, isolando-se na área
rural mais afastada, onde estabeleceu uma
comunidade agrícola inteiramente segregada do
Estado e autossuficiente em recursos: O Rancho
Heka.
Logo nos primeiros anos de sua fundação o
rancho apresentou problemas com a justiça local, uma
vez que reclamava soberania como um estado
independente dentro dos hectares daquela imensa
propriedade, inclusive sobre as famílias que lá viviam.
Após uma longa batalha judicial em que consistiu no
não reconhecimento do Rancho Heka como um estado
soberano apartado de Madrid, Adrea Martell e os
residentes daquele lugar adotaram um comportamento
armamentista, voltado para aquisição e manufatura de
armas de fogo e munições, com o intuito de proteção
e resistência daquela comunidade contra os “abusos” estatal.
Martell tornou-se reconhecidamente um líder espiritual respeitado para os
hekianos. Sempre disposto a proteger seu povo, e inflama-los com discursos e pregações
ideológicas em seus sermões visando o direito a autodefesa dos hekianos contra os abusos
da coroa espanhola, bem como, do estado Madrileno. Constantemente disseminando
profusões paranoicas de forças que anseiam desapropriar os caipiras daquele local.
Martell e as famílias que habitam aquele lugar são extremamente conservadores morais e
hostis a invasores ou repórteres xeretas.
Outrora, Adrea Martell foi um Excelsior artesão da casa Verditi na Ordem de
Hermes. Famoso por sua criatividade na elaboração de artesanatos místicos e
desenvolvimento de instrumentos para facilitar a realização de procedimentos Rituais de
Alta Magia. Com o tempo, Martell tornou-se velho, rabugento e paranoico, chegando
inclusive a evitar contato com os demais despertos desde que fundou seu rancho.
No rancho, como costuma a dizer, “a Tecnocracia não entra, bem como, nem um
daqueles malditos cães pomposos das Tradições”. Claro que isso não é uma regra
absoluta, Martell, por mais frustrado e misantropo que aparente ser, ainda se submete aos
princípios Herméticos, e se a Ordem assim decidir por convocar seu auxilio, ele não
recusará o pleito, muito embora não aceitará de bom grado.
Adrea Martell é um artesão reconhecido por seus vizinhos, capaz de construir
coisas mirabolantes. O povo do Rancho, reconhece na figura de Martell um inventor
incrível, e como o nível da educação do local é bem baixo, quase qualquer efeito
mirabolante ou construção desenvolvida por Adrea Martell é recebida com “compreensão
e satisfação”, o que acaba por tornar os moradores de Heka, indiretamente, seus acólitos
particulares.
Muitas são as regras de convivência
estabelecidas naquele local, leis que abarcam
desdês a proibição de acolher pessoas
desconhecidas no racho, sem autorização
previa do conselho de moradores, até regras
para violação de deveres matrimoniais e
práticas de adultério. Mas a regra conhecida
que todos têm como a mais importante é:
Nunca entrar na Oficina particular de Adrea
Martell se antes ser devidamente convidado.
Talvez essa seja a única regra inviolável deste lugar.
Os habitantes de Heka inconscientemente sente medo e respeito na figura de
Martell, e violar essa regra por mera curiosidade seria algo impensável. Ademais, há
muito trabalho no rancho, e geralmente os moradores dali estão ou cuidando de suas vidas
ou dando conta das atividades diárias necessárias para manutenção daquele paraíso
privado.
As crianças são o maior problema, de algum modo elas ainda não reconhecem a
autoridade de Adrea Martell, muito embora o temam como sendo “O Velho Louco”. Com
toda certeza uma ou outra criança já tenha tentado espiar a “Oficina do Velho Louco”,
provavelmente sem muito sucesso, e das poucas vezes que ocorreram sempre foram pegas
em flagrante e açoitadas com vara de cipó, para garantir que suas curiosidades fossem
saciadas. Eventualmente os moradores daquele lugar costumam escutar barulhos
estranhos algumas noites durante as madrugadas vindas da oficina.
Tulson Tilapia, o segundo homem mais velho do rancho
depois de Martell, pacientemente explica para os demais chefes
de família que tudo geralmente é uma questão de manutenção
básica das engenhocas que fornecem os recursos básicos do
rancho. Geralmente desculpas esfarrapadas, tais como: “foi
uma troca de canos de gás” ou “é a droga dos painéis solares,
uma das baterias explodiu noite passada”. Como Tulson é um
dos fundadores do rancho, e próximo à Martell e demais chefes
das demais famílias, sua credibilidade é o suficiente para
acalmar a aflição e minar a curiosidade aquele povo simples e
confiante.
Muito embora Martell viva brigando e sendo verbalmente agressivo com Tulson,
ele reconhece que seu camarada é a figura mais confiável em sua vida, e provavelmente
alguém que irar cuidar dele na decadente velhice...

NOME: Eduardo Mutarelle.


NOME DE OFÍCIO: Adrea Martell, bani Verditi.
NOME DE SOMBRAS: Eduardo Adrea Martell Mutarelle, bani Verditi, Pedra do Céu
Púrpura, Mastim das Quatro Barras de Sangue, Artesão dos Escudos da Ars Materiae e
Zelador da Última Fortaleza.
NOME VERDADEIRO: Eduardo Adrea Martell Mutarelle, bani Verditi, Pedra do Céu
Púrpura, Mastim das Quatro Barras de Sangue, Artesão dos Escudos da Ars Materiae e
Zelador da Última Fortaleza; In Caligine Abditus*, Lashu Riiff Zatozif MatoHelll.

APARENCIA
Adrea Martell possui uma aparência firme apesar de idade avançada. Sua face tem
veios grossos do desgaste e exposição a uma vida de trabalho em condições naturais do
campo. Seus cabelos e barba são grisalhos. Possui olhos azuis, e geralmente esta trajado
macacão operário de um trabalhador do campo. Também é comum esta sempre usando
seu avental de marceneiro cheio de penduricalhos e ferramentas. E nunca, mas nunca
mesmo deixa sua propriedade dentro do rancho sem seu barrete medieval, que segundo
ele, serve para o sol não fritar o resto de sanidade que possui.
Martell costuma ser rude, mas justo. É um homem caridoso apesar da
desconfiança, mas sempre recepciona visitas em seu rancho os abordando com armas
como escopetas ou rifles de caça e acompanhado por uma trupe de vizinhos caipiras
também fortemente armados e desengonçados.

*Nas Trevas Ocultas.