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O Canal de

e-Learning da
Engenharia

Material Didático
CURSO BÁSICO

Projeto Estrutural em
Concreto Armado

VIA INTERNET

© 2012 MN Tecnologia e Treinamento Ltda.


Todos os direitos estão reservados
2

Todo o esforço foi feito na elaboração destes programas. Neste esforço incluem-se o
desenvolvimento, pesquisa e testes das teorias e resultados para garantir as suas efetividades. No
entanto, os autores, a AltoQi e os distribuidores não assumem garantias de nenhuma espécie,
expressas ou implícitas, pela utilização dos resultados destes programas ou do material escrito
contido nesta apostila. A responsabilidade e o risco quanto aos resultados e desempenho dos
programas são assumidos pelo usuário, o qual deverá testar toda a informação antes da sua
efetiva utilização.
A QiSat reserva o direito de mudar os produtos sem prévio aviso.

Todos os direitos autorais e de reprodução total ou parcial desta apostila estão


reservados para AltoQi Tecnologia em Informática Ltda.

Florianópolis, dezembro de 2013


3

Apresent ação
Esta apostila tem por finalidade apresentar ao usuário as principais caract erísticas do
programa Eberick, bem como dos módulos adicionais Formas, Escadas e Reservatórios,
desenvolvidos pela AltoQi em ambiente Windows.
Cabe lembrar que esta apostila aborda projetos exemplos de forma puramente didática,
atendo-se principalmente às características de uso do sistema, sem se preocupar com certos
pontos reais do projeto. Não se trata, aqui, de um roteiro acerca de como se lançar
convenientemente uma estrutura, mas sim de como utilizar as ferramentas fornecidas pelos
programas.
Para obter informações adicionais, pode-se consultar a documentação eletrônica dos

programas, acessando o botão na barra de ferramentas principal.


4

Índice
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................... 3

ÍNDICE ................................................................................................................................. 4

AULA 1 – LANÇANDO O PROJETO ........................................................................................... 9


1 COMO FUNCIONA ESSE CURSO ? ................................................................................................ 9
2 ABRINDO O PROGRAMA..........................................................................................................10
2.1 Versão Demonstrativa.............................................................................................................................. 10
2.2 Versão Normal ........................................................................................................................................... 11
3 LANÇANDO UM PROJETO NOVO ................................................................................................12
4 ESTRU TURA DE ARQUIVOS DE PROJETO .......................................................................................13
4.1 A janela Projeto.......................................................................................................................................... 13
4.2 Configurações do Eberick....................................................................................................................... 14
4.3 Gerenciamento dos arquivos do projeto.............................................................................................. 16
5 O AMBIENTE CROQUI ............................................................................................................17
5.1 Como executar comandos no Eberick.................................................................................................. 19
5.2 Ajuda para os comandos ........................................................................................................................ 19
6 INIC IANDO O TRABALHO .........................................................................................................20
6.1 A linha de comando.................................................................................................................................. 20
6.2 Comandos de visualização..................................................................................................................... 21
6.3 Dicas fundamentais.................................................................................................................................. 22
7 SISTEMA DE COORDENADAS UTILIZADO NO EBERIC K........................................................................22
7.1 Escala do desenho................................................................................................................................... 22
7.2 Coordenadas absolutas .......................................................................................................................... 22
7.3 Coordenadas relativas ............................................................................................................................. 24
AULA 2 – FERRAMENTAS DE CAPTURA .................................................................................. 26
1 PRECISÃO DE DESENHOS........................................................................................................26
2 CAPTU RA DE PONTOS ...........................................................................................................26

2.1 Ponto notável ................................................................................................................................. 27

2.2 Intersecção ...................................................................................................................................... 28

2.3 Ponto no elemento (ponto qualquer) .......................................................................................... 29

2.4 Perpendicular .................................................................................................................................. 30


3 ORTOGONAL 31
4 FERRAMENTAS DE CAPTURA ....................................................................................................34

4.1 Captura Ponto Relativo .................................................................................................................. 34

4.2 Captura Ponto Médio ................................................................................................................... 36

4.3 Captura Quadrante ....................................................................................................................... 37

4.4 Captura Ponto da Intersecção ..................................................................................................... 39


AULA 3 – PREPARAÇÃO DAS ARQUITETURAS.......................................................................... 41
1 FORMAS DE LANÇAMENTO DA ESTRUTU RA ...................................................................................41
2 IMPORTANDO O ARQUIVO EM FORMATO DWG PARA O EBERIC K ..........................................................41
2.1 Importando o arquivo DWG .................................................................................................................... 41
2.2 Apagando os elementos que não interessam ao projeto ................................................................. 42
2.3 Convertendo para a escala correta ....................................................................................................... 44
Curso Básico AltoQi Eberick
5

2.4 Confirmando as medidas do desenho ................................................................................................. 46


2.5 Posicionando a origem do desenho ..................................................................................................... 46
2.6 Alterar as propriedades dos elementos para um único nível............................................................ 47
3 IMPORTANDO AS ARQUITETU RAS DO TÉRREO E DA COBERTURA...........................................................49
3.1 Inserir arquitetura do Térreo.................................................................................................................... 49
3.2 Inserir arquitetura da Cobertura ............................................................................................................. 53
AULA 4 - LANÇAMENTO DA ESTRUTURA – PARTE 1 ................................................................. 56
1 LANÇAMENTO DOS PILARES .....................................................................................................56
1.1 Filosofia de lançamento dos pilares...................................................................................................... 56
1.2 Configuração da entrada gráfica ........................................................................................................... 57
1.3 Lançando os pilares ................................................................................................................................. 58
1.4 Usando a captura Ponto na Intersecção.............................................................................................. 60
1.5 Usando a captura Ponto relativo............................................................................................................ 61
1.6 Renumerando os pilares.......................................................................................................................... 63
2 LANÇAMENTO DAS VIGAS ........................................................................................................64
2.1 Lançando as vigas.................................................................................................................................... 64
2.1.1 Vigas contínuas apoiadas sobre pilares ..............................................................................64
2.1.2 Lançando uma viga em balanço...........................................................................................67
2.1.3 Lançando vigas ortogonais....................................................................................................68
2.1.4 Lançando uma viga apoiada em outra viga ........................................................................70
2.1.5 Lançando a viga de bordo da sacada .................................................................................73
2.2 Verificação do alinhamento das vigas .................................................................................................. 76
2.3 Renumerando as vigas............................................................................................................................ 76
3 LANÇAMENTO DAS LAJES........................................................................................................77
3.1 Lançando as lajes maciças..................................................................................................................... 77
3.2 Laje da sacada com rebaixo................................................................................................................... 79
3.3 Lançando uma laje nervurada................................................................................................................ 79
3.4 Definindo o engastamento entre as lajes ............................................................................................. 81
3.5 Renumerando as lajes ............................................................................................................................. 82
AULA 5 - LANÇAMENTO DA ESTRUTURA – PARTE 2 ................................................................. 83
1 LANÇAMENTO DAS CARGAS DAS PAREDES ....................................................................................83
1.1 Cargas de parede sobre as vigas e barras.......................................................................................... 83
1.1.1 Lançando as paredes até o teto sobre as vigas ................................................................83
1.1.2 Inserindo as aberturas nas cargas de parede ....................................................................84
1.1.3 Lançando as cargas de parede da sacada ........................................................................85
1.1.4 Lançamento das paredes sobre as lajes.............................................................................86
1.1.5 Criando nó intermediário na viga ..........................................................................................87
2 VÍNCULOS ENTRE OS ELEMENTOS..............................................................................................89
2.1 Vínculos entre as lajes.............................................................................................................................. 89
2.2 Vínculos entre as vigas ............................................................................................................................ 90
3 COMANDOS DE VERIFICAÇÃO ..................................................................................................92
3.1 Detectar proximidades............................................................................................................................. 92
3.2 Verificar alinhamento................................................................................................................................ 92
4 LANÇAMENTO DO PAVIMENTO TÉRREO .......................................................................................92
4.1 Copiar o croqui do pavimento Tipo 1.................................................................................................... 93
4.2 Remover as cargas de parede desnecessárias.................................................................................. 94
4.3 Remover os elementos desnecessários ao lançamento................................................................... 95
4.4 Incluir novos elementos que sejam necessários................................................................................. 96
4.5 Renumerar as vigas.................................................................................................................................. 97
4.6 Definir as cargas sobre os novos elementos....................................................................................... 97
4.7 Definir as fundações do Edifício............................................................................................................. 98
AULA 6 - LANÇAMENTO DA ESCADA.....................................................................................101
1 FILOSOFIA DE LANÇAMEN TO DAS ESCADAS NO EBERICK ................................................................. 101
1.1 O Módulo Escadas................................................................................................................................. 101
1.2 Filosofia de lançamento......................................................................................................................... 103
1.3 Criação do croqui intermediário........................................................................................................... 103

Curso Básico AltoQi Eberick


6

2 LANÇAMENTO DA ESCADA .................................................................................................... 105


2.1 Lançar os patamares da escada ......................................................................................................... 105
2.1.1 Patamar do pavimento Tipo 1............................................................................................. 105
2.1.2 Patamar intermediário .......................................................................................................... 109
2.2 Apoio da escada no pavimento Térreo............................................................................................... 114
2.3 Inserindo os lances da escada............................................................................................................. 117
2.4 Definindo os vínculos entre os elementos.......................................................................................... 121
2.5 Corrigir as cargas de parede ................................................................................................................ 123
AULA 7 - FINALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO DA ESTRUTURA ......................................................126
1 INSERINDO UM FURO/ABERTURA EM VIGA ................................................................................... 126
2 COPIANDO OS CROQUIS DOS PAVIMENTOS TIPO 2, TIPO 3 E COBERTU RA ............................................. 127
3 AJUSTANDO OS CROQUIS DO TIPO 2 E TIPO 3 ............................................................................. 128
4 AJUSTANDO O CROQUI DO PAVIMENTO COBERTURA ...................................................................... 129
4.1 Eliminar a escada de acesso à Cobertura ......................................................................................... 129
4.2 Apagar os elementos desnecessários................................................................................................ 130
4.3 Lançar os elementos que estão faltando ........................................................................................... 131
4.4 Ajustar as cargas de parede sobre as vigas ..................................................................................... 133
5 COMANDOS DE VERIFICAÇ ÃO ................................................................................................. 134
AULA 8 - ANÁLISE DA ESTRUTURA........................................................................................136
1 DEFINIÇÃO DAS PRINC IPAIS CONFIGU RAÇÕES DO EBERIC K .............................................................. 136
1.1 Configurações – Análise........................................................................................................................ 136
1.2 Configurações Materiais e Durabilidade............................................................................................. 139
1.2.1 Classes.................................................................................................................................... 140
1.2.2 Barras ...................................................................................................................................... 140
1.2.3 Bitolas...................................................................................................................................... 141
1.2.4 Grupo Geral............................................................................................................................ 142
1.3 Configurações de Dimensionamento.................................................................................................. 142
1.3.1 Pilares...................................................................................................................................... 143
1.3.2 Vigas........................................................................................................................................ 143
1.3.3 Lajes ........................................................................................................................................ 145
1.3.4 Sapatas ................................................................................................................................... 146
1.3.5 Blocos...................................................................................................................................... 146
1.3.6 Tubulões ................................................................................................................................. 147
1.4 Configurações de Vento ........................................................................................................................ 148
2 ANÁLISE DA ESTRUTU RA ....................................................................................................... 149
2.1 Processamento da estrutura................................................................................................................. 149
2.2 Metodologia para análise e dimensionamento da estrutura........................................................... 150
2.3 Comportamento Global da estrutura................................................................................................... 151
2.3.1 Verificação da estabilidade global ..................................................................................... 151
2.3.2 Visualização do pórtico deformado ................................................................................... 152
2.3.3 Deslocamentos horizontais do pavimento cobertura..................................................... 153
AULA 9 - DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS..............................................................................154
1 INIC IANDO O TRABALHO ....................................................................................................... 154
2 ANÁLISE DOS DIAGRAMAS DE ESFORÇOS ................................................................................... 155
3 VERIFICAÇÃO DAS FLECHAS ELÁSTIC AS ..................................................................................... 158
4 DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS AO ESTADO LIMITE ÚLTIMO.............................................................. 159
5 COMEÇANDO TUDO OUTRA VEZ .............................................................................................. 161
5.1 Processando a estrutura e fazendo a análise global ....................................................................... 161
5.2 Analisando os diagramas das vigas ................................................................................................... 161
5.3 Analisando os deslocamentos do pavimento.................................................................................... 162
6 FINALIZANDO O DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS ............................................................................ 165
AULA 10 - DIMENSIONAMENTO DAS LAJES E ESCADAS ..........................................................167
1 ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO DAS LAJES .................................................................................. 167
1.1 Iniciando o trabalho................................................................................................................................ 167
1.2 Interpretação dos resultados da Grelha 3D ....................................................................................... 168

Curso Básico AltoQi Eberick


7

1.2.1 Controles da janela da grelha 3D....................................................................................... 169


1.2.2 Análise dos diagramas......................................................................................................... 171
1.2.3 Análise crítica dos resultados ............................................................................................. 172
1.3 Diagrama de reações das lajes............................................................................................................ 173
1.4 Diagrama de Momentos das lajes....................................................................................................... 173
1.5 Verificação das flechas elásticas nas lajes ........................................................................................ 174
1.6 Dimensionamento das lajes ao ELU ................................................................................................... 175
2 ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO DAS ESCADAS .............................................................................. 177
2.1 Interpretação dos resultados da grelha 3D........................................................................................ 177
2.2 Diagrama de reações das escadas .................................................................................................... 178
2.3 Diagrama de Momentos das escadas................................................................................................ 179
2.4 Verificação das flechas elásticas nas lajes ........................................................................................ 180
2.5 Dimensionamento das escadas ao Estado Limite Último............................................................... 181
AULA 11 - DIMENSIONAMENTO DOS PILARES E FUNDAÇÕES..................................................182
1 ANÁLISE DAS VIGAS, LAJES E ESCADAS DOS DEMAIS PAVIMENTOS....................................................... 182
1.1 Iniciando o trabalho................................................................................................................................ 182
1.2 Copiando os croquis.............................................................................................................................. 182
1.3 Processando a estrutura e analisando novamente os resultados................................................. 182
1.3.1 Dimensionamento das vigas do pavimento Tipo 2 e Tipo 3 ......................................... 183
1.4 Dimensionamento dos elementos do pavimento Cobertura .......................................................... 184
1.4.1 Dimensionamento das Vigas .............................................................................................. 184
1.4.2 Dimensionamento das lajes................................................................................................ 185
1.5 Dimensionamento dos elementos do pavimento térreo.................................................................. 185
1.5.1 Dimensionamento das Vigas .............................................................................................. 185
2 DIMENSIONAMENTO DOS PILARES ........................................................................................... 186
2.1 Reprocessamento da estrutura ............................................................................................................ 188
3 VERIFICAÇÃO FINAL DA ESTRU TURA .......................................................................................... 191
4 DIMENSIONAMENTO DAS FUNDAÇÕES ...................................................................................... 191
4.1 Sapatas..................................................................................................................................................... 191
4.2 Dimensionamento dos Blocos sobre estacas e tubulões............................................................... 192
AULA 12 - DETALHAMENTO DAS ARMADURAS .......................................................................194
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ............................................................................................. 194
1.1 Iniciando o trabalho................................................................................................................................ 194
1.1.1 Relação do Eberick com os programas CAD .................................................................. 195
2 GERAÇÃO DOS DESENHOS DAS ARMADU RAS............................................................................... 196
2.1 Escolha preliminar e teste de detalhamento das armaduras ......................................................... 196
2.1.1 Escolha das armaduras das lajes...................................................................................... 196
2.1.2 Escolha das armaduras das escadas............................................................................... 197
2.1.3 Escolha das armaduras das vigas..................................................................................... 198
2.1.4 Escolha das armaduras dos pilares .................................................................................. 199
2.2 Geração dos detalhamentos em formato A4..................................................................................... 199
2.2.1 Salvando as modificações num arquivo........................................................................... 200
2.2.2 Exportando os detalhamentos para edição em outro CAD........................................... 201
2.3 Geração dos detalhamentos em Pranchas ....................................................................................... 201
2.3.1 Configuração do tamanho da prancha............................................................................. 202
2.3.2 Gerando as pranchas........................................................................................................... 203
2.3.3 Gerenciamento dos elementos na prancha ..................................................................... 203
2.3.4 Gravação das pranchas....................................................................................................... 204
2.4 Geração das pranchas de armadura do projeto............................................................................... 204
3 EDITOR DE FERROS DO EBERIC K ............................................................................................ 205
3.1 Preparando o trabalho ........................................................................................................................... 205
3.2 Comandos do Editor de Ferros............................................................................................................ 205
3.2.1 Comandos de Manipulação................................................................................................ 206
3.2.2 Edição Direta.......................................................................................................................... 206
3.2.3 Emendar Ferro....................................................................................................................... 207
3.2.4 Novo Ferro.............................................................................................................................. 208
3.2.5 Adicionar segmentos............................................................................................................ 209

Curso Básico AltoQi Eberick


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3.2.6 Apagar vértice........................................................................................................................ 209


3.2.7 Editar segmento .................................................................................................................... 209
3.2.8 Posicionar descrição ............................................................................................................ 210
AULA 13 - DESENHO DAS FÔRMAS .......................................................................................211
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ............................................................................................. 211
1.1 Iniciando o trabalho................................................................................................................................ 211
1.2 Relação entre o Eberick e os Módulos ............................................................................................... 211
2 GERAÇÃO DAS FÔRMAS ....................................................................................................... 211
2.1 Cotas na fôrma........................................................................................................................................ 212
2.2 Cotas no croqui ....................................................................................................................................... 213
3 GERAÇÃO DE CORTES ......................................................................................................... 214
3.1 Corte sobre a estrutura .......................................................................................................................... 214
3.2 Corte esquemático ................................................................................................................................. 216
4 GERAÇÃO DE PRANCHAS DE DESENHOS .................................................................................... 216
5 BIBLIOTECA DE SÍMBOLOS..................................................................................................... 217
5.1 Criando um símbolo............................................................................................................................... 217
5.2 Inserindo um símbolo............................................................................................................................. 218
6 PLANTA DE LOCAÇÃO E DE CARGAS ......................................................................................... 219
6.1 Planta de locação ................................................................................................................................... 219
6.2 Planta de cargas ..................................................................................................................................... 219
6.3 Configurando as plantas de cargas e de Locação dos pilares...................................................... 219
AULA 14 – MÓDULO RESERVATÓRIOS ..................................................................................221
1 FILOSOFIA DO M ÓDULO RESERVATÓRIOS .................................................................................. 221
1.1 Aplicações e limitações do módulo Reservatórios........................................................................... 222
2 LANÇAMENTO DO RESERVATÓRIO ........................................................................................... 222
2.1 Lançamento dos pavimentos destinados aos reservatórios .......................................................... 222
2.2 Lançamento das paredes e lajes do Fundo do reservatório .......................................................... 223
2.3 Lançamento da tampa do reservatório............................................................................................... 226
3 COMANDOS DE VERIFICAÇ ÃO ................................................................................................. 227
4 ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO DO RESERVATÓRIO ........................................................................ 227
4.1 Interpretação dos resultados e da grelha em 3D.............................................................................. 227
4.2 Dimensionamento do reservatório ao estado limite último ............................................................. 229
5 DETALHAMENTO DAS ARMADU RAS DO RESERVATÓRIO .................................................................... 229
AULA 15 - TÓPICOS ESPECIAIS.............................................................................................230
1 LANÇAMENTO DE VIGAS CURVA .............................................................................................. 230
1.1 Iniciando o trabalho................................................................................................................................ 230
1.2 Lançamento das linhas de desenho auxiliares ................................................................................. 230
1.3 Lançamento da viga............................................................................................................................... 232
1.4 Dimensionamento e detalhamento da viga ....................................................................................... 233
2 CRIANDO AS FUNDAÇÕES COM VIGAS DE EQUILÍBRIO ..................................................................... 234
3 TRABALHANDO COM FUNDAÇÕES ASSOCIADAS ............................................................................ 235
4 RESOLVENDO OS PROBLEMAS DE ALINHAMENTO .......................................................................... 236
FICHA TÉCNICA DO CURSO.................................................................................................238

Curso Básico AltoQi Eberick


9

Aula 1 –Lançando o Projet o

1 Como funciona esse curso?

Algumas considerações que dizem respeito ao andamento do nosso curso são muito
importantes.
A primeira delas é sobre o uso do recurso “Alt+Tab”. Através deste recurso poderemos
alternar as janelas entre o ambiente de ensino e o programa Eberick.

1) Utilizar o recurso “Alt+Tab”


 Segure pressionada a tecla “Alt” e aperte a tecla “Tab”;
 Pressionar repetidas vezes a tecla “Tab” percebe-se que o programa selecionado varia.
 Você irá alternar a seleção entre o Eberick e o ambiente de ensino no navegador de internet que
estiver utilizando para assistir o curso.

Também serão utilizados muitos arquivos neste curso. Para facilitar nossa organização,
vamos criar uma pasta onde os iremos colocá-los quando fizermos seu download ou na
necessidade de salvá-los, se for o caso.

2) Criar pasta para os arquivos do curso


 Acesse a estrutura de pastas do seu computador através do “Windows Explorer”, ou clicando no
ícone “Meu Computador”.
 Selecione a opção: Arquivo – Novo – Pasta.
 Digite, no campo que se abre, o referido nome da pasta: Curso Eberick.
 Acesse essa pasta com um duplo clique sobre seu nome.

Neste curso vamos realizar o projeto completo de um edifício. Os arquivos de arquitetura


deste nosso projeto estão em formato “dwg”. Vamos fazer seu download neste momento, para
utilizá-los em um momento oportuno.

3) Efetuar download dos arquivos de arquitetura

Download de todos os arquivos ao mesmo tempo


 Acesse a biblioteca do curso.
 Clique na pasta “Material de apoio Completo”.
 Clique sobre o arquivo “Arquivos_de_apoio.exe”.
 Clique em “Salvar Como”.
 Localize a pasta Curso Eberick.
 Clique na opção “Salvar”.

Curso Básico AltoQi Eberick


10

Download dos arquivos separadamente


 Clique sobre o arquivo desejado para a realização do download.
 Clique na opção “Salvar Como”.
 Localize a pasta Curso Eberick.
 Clique na opção “Salvar”.
 Repita este procedimento para os demais arquivos de etapa disponíveis.

Estes arquivos estão presentes também no ambiente da biblioteca.

Finalmente, temos a última e importante alteração que se faz necessária. É da resolução


do monitor, que deve ser de no mínimo 1024 X 768 pixels.

4) Alterar a resolução do monitor


 Clique com o botão direito do mouse na área de trabalho;
 Selecione a opção propriedades;
 Escolha a aba: configurações;
 Na opção “Resolução da tela”, utilize a escala para selecionar a opção 1024 x 768 – se você
prefere utilizar uma resolução maior, não precisa alterá-la.
 Clique em “Aplicar” e, logo em seguida, no botão “OK”. Alguns ajustes de tamanho de tela
podem ser necessários, e devem ser efetuados através dos botões do próprio monitor.

2 Abrindo o programa

Este curso pode ser feito utilizando a versão demonstrativa ou a versão normal do
programa.
É aconselhável, entretanto, o uso da versão demonstrativa do software Eberick para alunos
que possuam a versão flex ou personal do eberick, pois os mesmos apresentam limitações de
pavimentos em relação ao projeto exemplo que será executado em nosso curso. Outro motivo é
que através da versão demonstrativa, você pode utilizar todos os módulos abordados neste curso.
Esta versão pode ser obtida diretamente no site da AltoQi, acessando em: www.altoqi.com.br .
Caso você já tenha adquirido o Eberick no qual possa ser criado 7 pavimentos e que
também possua com os módulos Escadas e Reservatórios, poderá optar por qualquer uma das
versões.

2.1 Versão Demonst rat iva

Instalando a versão demonstrativa


 Acesse o site da AltoQi (www.altoqi.com.br).
 Clique em Downloads e localize o Eberick.
 Localize o item “Versão demonstrativa” e clique sobre ele.
 Informe sua chave de cliente e senha.
 Clique no botão download e escolha a opção Salvar.
 Após ter concluído o download, clique no botão Executar.
Curso Básico AltoQi Eberick
11

 Aceite todas as opções apresentadas, clicando em Avançar e Concluir.

Após a instalação da versão demonstrativa, você deve seguir os passos que serão
apresentados:
1) Duplo clique sobre o ícone do Eberick Demonstrativo na área de trabalho;
2) A primeira janela aberta é chamada “Sobre”, pois indica informações sobre o programa, como:
versão, módulos disponíveis, etc. Nela, basta clicar em OK .

Esta janela pode ser


acessada sempre que
 necessário no menu:
“?” – Sobre.

Figura 2.1 – Janela Sobre.

3) No diálogo seguinte, você deve selecionar a versão base do Eberick e clicar no botão “Novo
projeto”.

Figura 2.2 – Diálogo inicial para Versão Demonstrativa.

2.2 Versão Normal

Curso Básico AltoQi Eberick


12

1) Execute o programa Eberick através de um duplo clique sobre o ícone do Eberick na área de
trabalho;

2) No dialogo inicial, clique no botão “Novo Projeto”. Opcionalmente, clique no botão .

3 Lançando um projet o novo

Objetivo:
 Criar o projeto que será utilizado durante o curso e todos os outros projetos que você irá
fazer.

Trata-se de uma estrutura de cinco pavimentos, sendo um pavimento térreo, três


pavimentos tipo e um pavimento cobertura. Entre os pavimentos, há um pé direito de 2,80m, exceto
no térreo, em que a distância estimada até a fundação é de 1,50m.

Figura 3.1 – Descrição da edificação.

Uma referência importante é o “nível Inferior”, que corresponde ao nível absoluto do projeto
em relação à arquitetura. Refere-se sempre à face superior das vigas ou lajes do pavimento inferior
do projeto. No caso do exemplo deste curso, o nível inferior é igual a zero.
Outra configuração importante é o “nível solo”, uma opção para informarmos em qual nível
estará situado o solo no contorno da edificação, esse valor é utilizado para determinar a partir de
qual nível será considerado os esforços de vento no modelo estrutura. Para esse projeto, aplique o
valor zero.
Vamos criar os pavimentos desta estrutura preenchendo o diálogo “Projeto novo” com os
seguintes dados:

Curso Básico AltoQi Eberick


13

Figura 3.2 – Diálogo “Projeto Novo”.

Não deu certo:


 Verifique novamente os dados digitados (principalmente as alturas e repetições) e também o
valor do campo Nível inferior e Nível solo, comparando-os aos que aparecem na imagem. Agora
clique no campo onde está o número de repetições da cobertura.
 Caso você tenha inserido algum dos pavimentos fora da ordem ou mesmo um pavimento a
mais, utilize o botão “excluir” sobre os pavimentos que estiverem errados. Tome o cuidado de
clicar sobre o pavimento que está mais acima dos demais antes de clicar novamente no botão
“insere acima”.
 Se mesmo assim não estiver certo, clique no botão cancelar localizado no canto inferior do
diálogo “Projeto novo” e repita a explicação deste passo.

4 Est rut ura de arquivos de projet o

Objetivos
 Conhecer as funções da janela Projeto e seus usos;
 Apresentar as configurações do sistema;
 Compreender qual a relação entre os arquivos criados no projeto e no disco rígido.

Etapa01 - Criação do projeto.prj

4.1 A janela Proj et o


A janela Projeto é a janela principal do programa, através da qual é possível navegar entre
os diversos pavimentos e ambientes do EBERICK. A janela tem uma apresentação de forma
hierárquica, podendo ser contraída ou expandida selecionando as opções [ - ] ou [ + ].

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14

Figura 4.1 – A janela Projeto.

Fechei acidentalmente a janela:


 Caso você tenha fechado acidentalmente a janela, abra novamente o arquivo “Etapa 01 -
Criação do projeto.prj” e prossiga a partir desse ponto.

4.2 Configurações do E berick


As configurações no Eberick são organizadas, conforme seu contexto e aplicação, em três
grupos principais:
 Configurações de desenho;
 Configurações de projeto;
 Configurações do sistema.

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15

Figura 4.2 – Configuração de sistema.

Algumas dessas configurações serão estudadas mais detalhadamente ao longo do curso.


O último desses grupos contém uma configuração homônima, chamada “Configuração-
sistema”, que tem a função de definir o sistema de unidades e as pastas padrão utilizados no
Eberick.
A pasta padrão refere-se ao caminho do disco rígido que o programa irá utilizar como
default no momento de abrir ou gravar um arquivo.
Assim, para facilitar o trabalho durante o curso, deve ser definida nessa configuração a
pasta em que você salvou os arquivos de apoio deste curso.

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16

Figura 4.3 – Janela “Configurações-Sistema”.

4.3 Gerenciament o dos arquivos do projet o


Ao contrário do que era feito em programas mais antigos de análise estrutural, o Eberick
guarda em um único arquivo de extensão “PRJ” os arquivos do projeto e, neste arquivo, ficam
armazenadas todas as informações relativas à geometria, vínculos e carregamentos da estrutura.
Ao ser gravado e ao ser aberto, o arquivo “PRJ” gera automaticamente cópias de
segurança com a extensão ”BAK” e “SAV”, no mesmo endereço do disco onde foi definido o
arquivo “PRJ”.

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17

Figura 4.4 – Simulação da criação dos arquivos Bak e Sav na elaboração de um projeto.

Durante o desenvolvimento do projeto, entretanto, são utilizados outros arquivos (“DWG”,


“DXF”, “CAD”, etc...) além dos arquivos de desenho gerados pelo programa, que constituem o
próprio projeto (“PRC”, “CAD”, “DTS”, “DXF”) e que também são armazenados em um local a ser
definido no momento da gravação.
Para facilitar o acesso a esses arquivos, é possível definir atalhos na janela projeto que
permitem abri-los diretamente a partir de seu local de origem no disco rígido, criando, assim, o que
se pode chamar de “atalho”, “link” ou, simplesmente, “associação o arquivo ao projeto”.

5 O ambient e Croqui

Objetivo:
 Mostrar o funcionamento do ambiente croqui e as formas de instruções de comandos.

O Croqui possui basicamente três áreas distintas:


Menus, que agrupam todos os comandos do EBERICK separados de acordo com sua
aplicação.
Barras de Ferramentas, que contém botões de atalho para alguns dos comandos dos
Menus. Podem ser posicionadas em qualquer ponto da área de trabalho para ajustar-se às
preferências do usuário. É possível configurar quais são as barras de ferramentas ativas através do
menu Visualizar-Barras de ferramentas.
Área de trabalho, que é um espaço de desenho em ambiente CAD, onde é feita a entrada
gráfica dos dados para o programa.

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Figura 5.1 – O ambiente Croqui.

A área de CAD, ou área de trabalho, é configurável pelo usuário, que pode definir a
aparência e algumas opções de usos de recursos.
Para estudar essas opções, no menu Configurações, escolha a opção “CAD”.

Figura 5.2 – Configurações de CAD.

Configurações de CAD:
 Cursor: podem ser definidos os tamanhos da mira e das linhas guia do cursor. Recomenda-se
que o tamanho da mira fique entre 8 e 16 pixels;
 Captura: pode-se definir para cada tipo de captura se vai haver destaque e qual será a cor e
tamanho do marcador;
 Cor do fundo: a cor do fundo do croqui é personalizada pelo usuário.

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5.1 Como execut ar comandos no Eberick


Os comandos disponíveis no EBERICK podem ser executados de cinco maneiras:
1ª) Menus principais – Localizados na parte superior da janela do aplicativo, variando de
acordo com a janela corrente;
2ª) Botões de atalho – Dispostos segundo a organização das barras de ferramentas.
Pressionando-se o botão, o comando correspondente é ativado;
3ª) Teclas de atalho – É a maneira mais eficiente e rápida de executar um comando,
através da definição de uma combinação de teclas e letras. Para isso, acesse o menu
“Configurações-Teclas de atalho”;

Figura 5.3 – Diálogo: Configurações-Teclas de Atalho.

4ª) Mnemônicos – são seqüências de letras que caracterizam um determinado comando e


que podem ser digitadas na linha de comando;
5ª) Menus de contexto – Consiste em selecionar um comando através do botão direito do
mouse, clicando sobre o elemento que se deseja manipular. Cada tipo de elemento possui um
menu contendo opções específicas.

5.2 Ajuda para os comandos


Com o Eberick, é possível obter um acesso rápido à explicação dos comandos, através do
uso da tecla <F1> nos menus ou junto com as janelas do programa.
Para exemplificar o uso desse excelente recurso:
 Acesse o menu “Configurações”;
 Posicione o mouse sobre o comando “Tecla de atalho”, sem executá-lo;
 Pressione a tecla F1 e repare que se abre uma janela com explicações sobre as teclas de
atalho.

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20

Figura 5.4 – Ajuda para os comandos.

Você também poderá abrir a janela de ajuda para qualquer diálogo aberto pelo programa.

6 Iniciando o t rabalho

Objetivos:
 Caracterizar a linha de comando e definir sua importância;
 Apresentar os comandos de visualização para facilitar a manipulação dos recursos
gráficos.

6.1 A linha de comando

Figura 6.1 – A linha de comando.


A linha de comando é a interface de comunicação entre o software e o usuário. É através
dela que o programa solicita ao usuário as informações necessárias para a conclusão do
comando. Também na linha de comando podem ser digitados mnemônicos para acesso rápido
aos comandos.
Uma vez executado um comando, o programa descreve sua execução com a seguinte
sintaxe:
 O que estiver à esquerda do hífen corresponde ao comando propriamente dito;
 O que estiver à direita do hífen são os dados necessários para a conclusão do comando, ou
seja, são dados que o programa requer que sejam informados pelo usuário. Caso haja algum
valor entre parênteses, corresponde às ferramentas de captura, que serão estudadas a seguir.

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21

O entendimento da linha de comando pode ser exercitado construindo alguns retângulos,


como os indicados na figura a seguir:

Figura 6.2 – Retângulos desenhados para exercitar a utilização da linha de comando.

Importante O trabalho utilizando o EBERICK necessita que o usuário acompanhe


permanentemente a linha de comando para a execução de qualquer comando.

 Procure acostumar-se a trabalhar olhando todo o tempo para a linha de comando.


Isso vai evitar que você cometa erros durante a execução do comando, o que reduz
sua produtividade no uso do programa.

6.2 Comandos de visualização


Os comandos de visualização são “transparentes”, isto é, podem ser acessados durante a
 execução de outros comandos, sem interrompê-los.
As ferramentas de visualização mais utilizadas são:
 zoom;
 zoom anterior;
 atualizar;
 enquadrar;
 afastar;
 deslocamentos unidirecionais (Pan).

Para exemplificar o uso dessas ferramentas, pode-se aplicá-las sobre os retângulos


construídos na seqüência listada:
 Executar o comando “Visualizar-Zoom (F5)”;
 Executar o comando “Visualizar-Zoom Anterior (F6)”;
 Executar o comando “Visualizar-Afastar (F2)”;
 Executar o comando ”Visualizar-Aproximar (Alt+F2)”;
 Executar o comando “Visualizar-Deslocar (“mãozinha”)”;
 Utilizar o teclado através das teclas “Ctrl + Setas”;

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 Executar o comando “Visualizar-Atualizar (F7)”;


 Executar o comando “Visualizar-Enquadrar (Alt+F7)”;
 Uso do Scroll e do Pan través do mouse
 Enquadrar o desenho (Alt+F7), afastar (F2), selecionar todos os elementos e pressionar a tecla
“Del”.

6.3 Dicas fundament ais


Importante  Não fique com o botão do mouse apertado. Sempre clique e solte
imediatamente;

  Quando, por acaso, acontecer algum problema durante a execução de um


comando, use a tecla “ESC” e depois F7 para atualizar a tela.
 Somente use o botão desfazer quando não desejar mais um determinado
comando já executado com sucesso.

7 Sist ema de coordenadas ut ilizado no Eberick

Objetivos:
 Definir os sistemas de coordenadas do Eberick;
 Compreender as escalas de desenho utilizadas pelo programa.

7.1 Escala do desenho


No caso do Eberick, a indicação da escala que se está trabalhando com o desenho fica ao
lado da linha de comando;
Pode ser necessário alterar esta escala de trabalho para a estrutura que será lançada, o
que pode ser feito através do comando “Manipular-Alterar escala”. Em geral, trabalha-se na escala
1/50.
A escala definida não tem influência durante a construção do desenho. O valor da escala
influencia somente no momento da impressão e na hora de exportar e importar desenhos de
arquivos dwg/dxf.
Importante


As unidades de desenho no Eberick são em centímetros.

7.2 Coordenadas absolut as


Coordenada absoluta: Associada diretamente ao plano cartesiano padrão ou a um plano
de coordenadas polares.

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23

No canto inferior direito da tela, conforme o cursor varia de posição as coordenadas são
alteradas instantaneamente.
Para a materialização da origem do sistema de coordenadas devem ser seguidos os
seguintes passos:
 Ativar o comando “Construir-linha”;
 Digita-se o primeiro ponto da reta como sendo a origem, ou seja, digita-se o ponto: 0,0;
 Visualizar o início da reta “Visualizar-Enquadrar (ALT+F7)” ou “Deslocamentos direcionais
(CRTL+setas)”;
 Digitar coordenadas 50,200 e pressionar “Enter”;
 Tecle Enter novamente para encerrar o comando; F7 para atualizar a visualização.

Não deu certo:


Qual foi seu problema?
 Não consegui fazer o primeiro ponto:
Talvez você tenha esquecido de efetivar o comando “linha” ou estava com outro comando ativo.
Pressione a tecla “Esc” três vezes e atualize a tela com o comando F7.
 Não consegui visualizar o ponto inicial da reta:
Provavelmente seu problema é com os comandos de zoom.
Deixe o mouse de lado, na posição que estiver. Pressione a tecla CTRL no teclado e mantendo-a
apertada pressione as setas direcionais. Você vai perceber um deslocamento de posição da tela.
Siga a reta, até o ponto onde está a origem, você vai encontrá-la!
Se isso não funcionou, pressione três a cinco vezes o botão F2 para afastar o desenho e veja,
através do movimento do mouse onde está a origem indicada pela variação dos valores das
coordenadas.
 Não consegui fazer o segundo ponto:
O segundo ponto é feito apenas digitando 50,200 na linha de comando. Porém você pode ter
digitado “ponto” ao invés de “vírgula”. Então, se você desenhou uma linha errada apague-a
clicando com o botão direito do mouse sobre ela e selecionando o comando apagar. Se não existe
nenhuma linha, pressione a tecla “Esc” três vezes e atualize a tela com o comando F7 e tente fazer
novamente a linha.

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7.3 Coordenadas relat ivas


Coordenada relativa: Estado no qual se cria um sistema temporário de eixos cartesianos,
somente durante a execução de um comando. São constituídas a partir da definição de um ponto
de referência, possível através da introdução da função @ antes das coordenadas. Estas
coordenadas podem ser polares ou cartesianas.

Como exemplo de aplicação para as coordenadas relativas será de construído um


quadrado de lado igual a 200cm, distante da origem em 300cm, a partir de quatro segmentos de
reta, utilizando as coordenadas relativas cartesianas e polares. Deve-se proceder da seguinte
forma:
 Ativar o comando “Construir-linha”;
 Definir o primeiro ponto através da coordenada global 300,0;
 Definir o segundo ponto por coordenadas relativas cartesianas, informando @0,200;
 Definir o terceiro ponto da mesma forma, com as coordenadas relativas @200,0;
 Definir o quarto vértice a partir da coordena relativa polar @200<270;
 Fechar o retângulo com a coordenada @200<180.

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Não deu certo


Você teve algum destes problemas?
 Alguma reta não saiu horizontal ou vertical?
Pode ser que, em algum dos passos listados não tenha sido digitado o @ antes da coordenada.
Pressione o botão “Desfazer” tantas vezes quanto for necessário para desfazer até a reta que não
está na horizontal ou vertical.
Execute novamente o comando “linha”
Clique sobre a última extremidade que você construiu.
Repita os demais passos que estão faltando.
 Encerrei o comando sem querer:
Você deve ter pressionado o comando “Enter” ou o botão direito do mouse além do necessário.
Execute novamente o comando “linha”;
Clique sobre a última extremidade que você construiu;
Repita os demais passos que estão faltando;
Se você não conseguir, apague essas linhas e reinicie esse tópico.

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Aula 2 –Ferrament as de capt ura

1 Precisão de desenhos

Objetivos
 Capacitar plenamente o entendimento das funções de captura, diferenciando as capturas
de ponto das ferramentas de captura.

Etapa01 - Criação do projeto.prj

Uma das características do sistema CAD é a possibilidade de construção de elementos


com bastante precisão, devido ao fato de que os elementos são construídos com base em
coordenadas cartesianas e não em precisão visual.
O Eberick possui um conjunto de funções de captura, formado por oito botões divididos
em dois grupos: CAPTURA DE PONTOS e FERRAMENTAS DE CAPTURA.

Para iniciar o trabalho:


 Execute o Eberick na área de trabalho;
 Desligue o módulo Máster;
 Abra o arquivo Etapa01 - Criação do projeto.prj que você fez o download para a pasta padrão dos
arquivos de apoio;
 Selecione o croqui do pavimento “Tipo 1” e dê dois cliques de mouse sobre ele.

2 Capt ura de Pont os

Os comandos de “captura de pontos” sempre selecionam pontos pertencentes ao


elemento selecionado, de modo que somente funcionaram quando a “mira do mouse” estiver
sobre o elemento.
Captura de pontos:
Ponto notável Ponto no elemento Intersecção Perpendicular

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27

2.1 Pont o not ável

Figura 2.1 – Funcionamento da captura “Ponto notável”.

O funcionamento desta captura segue os seguintes preceitos:


 O programa verifica quais os elementos contidos na região da “mira” quando ocorre a seleção;
 Com base nos elementos contidos na mira, é adotado o ponto notável mais próximo da posição
da “mira”. Nesse caso, o ponto é destacado através de um pequeno retângulo sobre o ponto
capturado;
 Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Nesse caso,
nenhum elemento será destacado.

Importante
Ao tentar capturar um ponto notável evite clicar exatamente sobre o ponto no qual


vai ser efetuada a captura. Posicione o mouse um pouco antes ou depois e veja a
marca da captura do ponto notável. Este procedimento impede uma série de erros
sistemáticos.

Utilizando-se da captura “Ponto Notável”, vamos construir o exemplo da Figura 2.2


conforme os passos apresentados.

Figura 2.2 – Exemplo de aplicação da captura “Ponto notável”.

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1) Desenhar a primeira linha


 Habilitar captura “Ponto Notável”.
 Executar o comando “Construir- linha”.
 Construir uma reta inclinada.
2) Desenhar primeiramente um triangulo qualquer:
 Tecle “Enter” para iniciar novamente o comando “linha”.
 Clique na extremidade superior da linha quando aparecer a marca da captura.
 Defina o segundo ponto numa posição a direita e a baixo do primeiro ponto.
 Clique próximo à extremidade da primeira linha criada, quando aparecer a marca da captura.
3) Determinar uma Mediana deste triângulo:
 Tecle “Enter” para iniciar novamente o comando “linha”.
 Capturar um vértice inferior do triângulo e ligá-lo ao ponto médio da reta oposta.
 Pressione “Enter” para encerrar o comando.

2.2 Int ersecção


O tipo de captura intersecção é o mais completo de todos, englobando o funcionamento
da captura notável com algumas alterações.

Figura 2.3 – Funcionamento da captura “Intersecção”.

Nesta captura, o importante é que a própria intersecção esteja contida na região do cursor,
e não apenas o elemento.
O funcionamento desta captura respeita os seguintes critérios:
 O programa verifica quais os elementos contidos na região da “mira” quando ocorre a seleção;
 Com base nos elementos selecionados, é verificado se existe alguma intersecção entre elementos
na região do cursor. Caso exista, a intersecção tem preferência de seleção sobre os pontos
notáveis, e é destacada com uma cruz;
 Caso não haja nenhuma intersecção na região do cursor, o programa escolhe o ponto notável
mais próximo da mira, destacado com um pequeno retângulo;
 Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado. Neste caso,
nenhum elemento será destacado.
Ao tentar capturar um ponto notável com a captura intersecção evite clicar exatamente
 sobre o ponto no qual vai ser efetuada a captura. Clique um pouco antes ou depois e veja
a marca da captura no ponto notável ou na intersecção.

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Vamos continuar o exemplo anterior de modo a obter a outra mediana e a partir do


baricentro construir uma reta até o outro vértice, conforme mostra a Figura 2.4.

Figura 2.4 – Exemplo utilizando a captura “Intersecção”.

1) Construindo outra Mediana


 Certifique-se de que a ferramenta de captura “Intersecção” está ativada.
 Execute o comando “Construir-linha” e clique sobre a extremidade de um dos vértices do
triângulo.
 Posicione a mira sobre a face oposta ao vértice inicial e clique sobre seu ponto médio.
2) Construindo o Baricentro
 Tecle “Enter” para ativar novamente o comando “linha”.
 Posicione a mira sobre a interseção e, no momento que a captura estiver acesa, clique sobre esse
ponto e inicie a reta.
 Clique sobre o vértice extremo, indicado pela captura de extremidade.
 Tecle “Enter” para encerrar o comando e “F7” para atualizar o desenho.

2.3 Pont o no element o (pont o qualquer)


O tipo de captura “no elemento” (ou “mais próximo") é bastante diferente dos demais e
usado apenas em situações muito específicas, pois captura um ponto qualquer no elemento, que
não será nenhuma das suas extremidades.

Figura 2.5 – Funcionamento da captura “Ponto no elemento (ponto qualquer)”.

O ponto resultante dependerá da posição do cursor, tornando seu uso basicamente visual.
Esta captura funciona da seguinte forma.
 Após selecionado o elemento, o programa verifica todos os elementos contidos na região da
“mira”.

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30

 Com base nos elementos selecionados, é destacado o elemento mais próximo da posição do
cursor. A projeção do ponto do cursor no elemento definirá o ponto resultante, que será o ponto
da linha mais próximo ao centro da mira (perpendicular), que é destacado com um círculo.

A captura ponto no elemento tem uso bastante restrito e, por suas características é
 bastante perigosa. Sempre que você precisar dela, lembre-se de desligá-la logo após seu
uso trocando-a por outra captura.

Utilizando a mesma figura que vem sendo construída, aplica-se a captura “ponto qualquer”
para obter a Figura 2.6.

Figura 2.6 – Exemplo utilizando a captura “Ponto Qualquer”.

1) Construindo uma linha em posição qualquer no elemento


 Ativar a captura “ponto no elemento”.
 Executar o comando “Construir-linha”.
 Como primeiro ponto, escolher um ponto qualquer no Croqui, fora da figura.
 Segundo ponto da reta será um ponto qualquer no lado do triângulo.

2.4 Perpendicular
Este tipo de captura se aplica quando se deseja construir um elemento perpendicular a
outro existente.

Figura 2.7 – Funcionamento da captura “Perpendicular”.

Listamos alguns aspectos do funcionamento desta captura.


 Clicar sobre um ponto qualquer da linha destino.
 O programa verificará todos os elementos contidos na região da “mira”.
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31

 O ponto resultante será a projeção (perpendicular) do ponto inicial sobre a linha encontrada.
 Caso nenhum elemento esteja na região do cursor, o próprio ponto é utilizado.
Para a definição do ponto inicial de linhas e similares, ou para a inserção de elementos
pontuais, a captura perpendicular comporta-se como se fosse a captura intersecção, permitindo a
captura dos pontos notáveis já estudados.

Ao tentar construir uma linha perpendicular a outra existente, evite clicar sobre o ponto no
 qual é formado o ângulo reto. Clique em qualquer outro ponto da linha e veja a linha
“correndo” até o ponto no qual é formado o ângulo reto.

Na mesma figura que vem sendo construída, pode-se gerar uma reta exemplo para uso da
captura “Perpendicular”, como mostrado na Figura 2.8.

Figura 2.8 - Exemplo utilizando a captura “Perpendicular”.


1) Construindo uma linha perpendicular à outra:
 Ativar captura “perpendicular”.
 Executar o comando “Construir-linha”.
 Clicar num ponto fora da figura.
 Clicar sobre a linha com quem se formará o ângulo reto.
 Teclar “Enter” e “F7”.

3 Ort ogonal

O comando “ortogonal” não executa uma função, mas define um COMPORTAMENTO na


construção dos elementos no CAD.
A seguir, são mostradas as formas de se ativar o comando “ortogonal”.

Curso Básico AltoQi Eberick


32


Barra de ferramentas de CAD


Menu: Ferramentas - Ortogonal

O modo ortogonal também pode ser executado via teclado, através da função [F8].

A Figura 3.1 apresenta algumas retas construídas com o comando “ortogonal” ativo.
Percebe-se que suas direções são horizontais e verticais, unicamente.

Figura 3.1 – Retas construídas utilizando o comando ortogonal.

Importante
Não se pode confundir a captura Perpendicular, que forma um elemento em


ângulo reto com outro selecionado, e o modo Ortogonal que constrói elementos
nas direções horizontais e verticais.

Na mesma figura do triângulo, como exemplo, construir-se-á um indicador do baricentro do


triangulo, utilizando o modo ortogonal.

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Figura 3.2 – Exemplo de indicador construído com o modo “Ortogonal” ativo.

1) Uso do modo ortogonal


 Afastar a figura, clicando em “Visualizar-Afastar”, ou apenas o atalho: “F2”.
 Ativar o comando “Construir-indicador”.
 Definir o primeiro ponto do indicador abaixo e à esquerda da figura.
 Pressionar a tecla F8, para acionar o comando Ortogonal.
 Definir o segundo ponto da linha um pouco à direita do primeiro ponto.

Não consegui fazer:


 Se você não conseguiu fazer essa etapa é provável que não tenha executado o comando
“indicador” corretamente.
 Nesse caso, pressione duas vezes a tecla “ESC” e uma vez a tecla “F7”.
 Caso você tenha construído alguma linha errada no lugar do indicador apague-a com o
comando “manipular-apagar”.
 Agora clique novamente no botão “repetir explicação” e tente novamente.

2) Direcionar o terceiro ponto para o baricentro.


 Clicar próximo à intersecção do baricentro.
 Pressione a tecla “Enter” e, em seguida, “F7” para atualizar o desenho.

Não consegui fazer:


 Se você não conseguiu continuar com o indicador ou executou uma operação errada, pressione
duas vezes a tecla “ESC” e clique uma vez no botão “Desfazer” ou vá ao menu “Manipular” e clique
em “Desfazer”.
 Agora clique novamente no botão “repetir explicação” e tente novamente.

3) Concluindo o texto indicativo:


 Ativar o comando “texto” na barra de ferramentas “Construir”.
 Digitar o texto: “Baricentro”.
 Clicar OK e clicar sobre a linha horizontal do indicador.
 Pressionar a tecla “F7” para atualizar o desenho.

Curso Básico AltoQi Eberick


34

Não consegui fazer:


 Se você não conseguiu construir o texto, pressione duas vezes a tecla “ESC” para desfazer o
comando e repita o comando;
 Para isso, clique novamente no botão “repetir explicação” e tente novamente.

4 Ferrament as de capt ura

Ponto relativo Quadrante Ponto da


Ponto médio
intersecção

As ferramentas de captura são comandos auxiliares para seleção de pontos que utilizam
“pontos de referência” a partir de um ou dois elementos já construídos.
As ferramentas de captura são usadas associadas à captura de pontos , devendo ser
ativadas somente no momento de sua utilização.

Sempre após seu uso, é necessário que as “ferramentas de captura” sejam


 desligadas!

4.1 Capt ura Pont o Relat ivo


A ferramenta “ponto relativo” é geral e serve para construção de elementos que tenham
uma distância qualquer a partir do seu ponto de referência.

Figura 4.1 – Princípio de funcionamento da ferramenta “Ponto relativo”.

Fundamentalmente, para definirmos um ponto relativo devemos informar sempre um


“ponto de referência” e um “deslocamento” a partir deste ponto de referência.

Curso Básico AltoQi Eberick


35

Para exemplificar a ferramenta ponto relativo, serão construídos dois retângulos, sendo o
primeiro, de referência, com 200 cm de lado.

Figura 4.2 – Construção de retângulos utilizando a ferramenta “Ponto relativo”.

1) Criar o retângulo de referência:


 Executar o comando “Construir-retãngulo”.
 Na linha de comando, digite a coordenada 500,0 e tecle “enter”.
 Informe o segundo ponto do retângulo com a coordenada 700,200 e tecle “enter”.

Não consegui fazer:


 Se você não conseguiu construir esse retângulo, pressione a tecla “ESC” duas vezes e clique no
botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer.

2) Definir o primeiro ponto do retângulo interno:


 Execute o comando “Construir-linha”.
 Ative a ferramenta “Ponto relativo” na barra de ferramentas.
 Clicar próximo do vértice inferior esquerdo do retângulo já construído.
 Digite na linha de comando o deslocamento de (30,30) e tecle “Enter”.

Não consegui fazer:


 Se você construiu o retângulo, mas não conseguiu fazer o primeiro ponto, pressione a tecla
“ESC” duas vezes;
 Certifique-se de que você está com a captura “intersecção” e a ferramenta “ponto relativo”
ligadas. Agora clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer.

3) Finalizando a primeira linha:


 Posicione o cursor sobre o vértice superior esquerdo do retângulo e clique sobre esse ponto.
 Informe na linha de comando um deslocamento de (30,-30).
 Tecle “enter” e depois “F7”.

Não consegui fazer:


 Pressione a tecla “ESC” duas vezes;
 Se a linha que você criou ficou torta utilize uma vez o comando “Desfazer” (através do atalho ou
do menu “manipular”) para poder construir novamente a linha;
 Agora clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer.

Curso Básico AltoQi Eberick


36

4) Construindo mais duas linhas:


 Posicione o cursor sobre o vértice superior direito do retângulo externo e clique sobre esse ponto.
 Informe na linha de comando um deslocamento de (-30,-30) e tecle “enter”.
 Posicione o cursor sobre o vértice inferior direito do retângulo externo e clique sobre esse ponto.
 Informe na linha de comando um deslocamento de (-30,30) e tecle “enter” e depois “F7”.

Não consegui fazer:


 Pressione a tecla “ESC” duas vezes;
 Se a linha que você criou ficou torta utilize uma vez o comando “Desfazer” (através do atalho ou
do menu “manipular”) para eliminar a linha que está com erro;
 Desligue temporariamente a ferramenta “ponto relativo” e execute novamente o comando
“Construir- linha” clicando sobre a última extremidade que está na posição correta;
 Agora ligue novamente a ferramenta “ponto relativo” e continue os trechos que faltam.

5) Construindo a última linha:


 Desligue a ferramenta “ponto relativo”.
 Clique diretamente na extremidade da linha interna.
 Tecle “enter” duas vezes para encerrar o comando e “F7” para atualizar a tela.

Não consegui fazer:


 Pressione a tecla “ESC” duas vezes;
 Desligue temporariamente a ferramenta “ponto relativo” e execute novamente o comando
“Construir- linha” clicando sobre a última extremidade que está na posição correta;
 Agora clique sobre o último vértice do retângulo interno que ficou faltando para completar esse
retângulo.

4.2 Capt ura Pont o Médio


Este tipo de captura é adequado quando se quer selecionar o ponto médio a partir de dois
pontos de referência.

Figura 4.3 – Construção de retângulo utilizando a ferramenta “Ponto médio”.

1) Construir um retângulo interno aos existentes:


 Executar o comando “Construir – linha”.
 Ativar a captura “ponto médio”.
 Definir o primeiro e o segundo ponto de referência.
Curso Básico AltoQi Eberick
37

 O programa retornará com o ponto médio entre os pontos de referência.


 Os pontos seguintes são determinados da mesma forma.
 Ao final da última linha, tecle “Enter” e “F7” para atualizar a tela.

Não consegui fazer:


 Se você não conseguiu iniciar esse novo retângulo, pressione a tecla “ESC” duas vezes e clique
no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer.

Uma das linhas ficou torta:


 Pressione a tecla “ESC” duas vezes;
 Utilize uma vez o comando “Desfazer” (através do atalho ou do menu “Manipular”) para eliminar
a linha que está com erro;
 Execute o comando “Construir – linha” e clique nos dois pontos de referência correspondentes
ao último vértice lançado e continue os trechos que faltam. Se necessário, clique no botão “repetir
explicação” para ver novamente como fazer.

A barra de espaço passa a funcionar como botão <Enter>, para confirmação de etapas e
 para repetir o último comando.

4.3 Capt ura Quadrant e


A ferramenta Quadrante se baseia na ferramenta Ponto Relativo, porém sua aplicação é
vantajosa quando os valores dos deslocamentos são repetitivos em valor absoluto, variando
somente os sinais.

Figura 4.4 – Princípio de funcionamento da ferramenta “Quadrante”.

A lógica de aplicação da ferramenta “Quadrante” é a que segue:


 Definir um deslocamento padrão em duas direções.
 Definir um ponto de referência, a partir do qual são criados sistemas com quadrantes imaginários.

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38

 Com estes quadrantes, ao clicar sobre um ponto qualquer situado no primeiro quadrante, o
programa posiciona o ponto deslocado nessa direção com os valores de deslocamentos padrão
pré-definidos.
 Da mesma forma, se o mouse for posicionado em qualquer dos demais quadrantes, os
deslocamentos são constantes, porém a direção muda.

Para exemplificar o uso da ferramenta quadrante, será construído um retângulo com 110
cm de lado, interno 15cm ao menor dos retângulos.

Figura 4.5 – Retângulo construído a partir da ferramenta “Quadrante”.

1) Ferramenta Quadrante:
 Execute o comando “Construir – linha”.
 Ative a ferramenta Quadrante.
 Defina o valor do deslocamento padrão, em valor absoluto, como sendo (15,15).
 Tecle “Enter”.
2) Lançando o primeiro ponto:
 Selecione o ponto de referência no vértice inferior esquerdo do retângulo interno.
 Informar a direção do deslocamento, clicando em qualquer ponto no 1º quadrante de desenho
selecionado, procurando regiões nas quais não haja interferências de outros elementos.
3) Nos próximos casos, bastam dois passos:
 Selecionar o ponto de referência.
 Informar a direção do deslocamento.

Não consegui fazer:


 Se você não conseguiu definir o deslocamento padrão, pressione a tecla “ESC” duas vezes e
clique no botão “repetir explicação” para ver novamente como fazer.

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39

Uma das linhas ficou torta:


 Pressione a tecla “ESC” duas vezes;
 Utilize uma vez o comando “Desfazer” (através do atalho ou do menu “manipular”) para eliminar
a linha que está com erro;
 Execute o comando “Construir – linha” e clique no ponto de referência correspondente ao último
vértice lançado e continue os trechos que faltam. Se necessário, clique no botão “repetir
explicação” para ver novamente como fazer.

Caso se deseje alterar o valor do deslocamento ao longo do uso da ferramenta , deve-se


 desativar a ferramenta Quadrante e depois ativá-la novamente.

4.4 Capt ura Pont o da Int ersecção


A ferramenta "Ponto na Intersecção" tem por finalidade capturar um ponto do desenho, que
seria a projeção da intersecção de linhas ou poligonais não paralelas, através da seleção destas
linhas.

Figura 4.6 – Exemplo de seleção feita a partir da ferramenta de captura “Ponto da Intersecção”.

Como exemplo de aplicação desta ferramenta, vamos construir sobre os retângulos já


desenhados algumas retas paralelas às diagonais destes utilizando a Captura Ponto de
Intersecção.
Para melhor compreensão, vamos chamar os retangulos de 1, 2, 3 e 4, respectivamente de
fora para dentro.

Figura 4.7 – Exemplo de construção de linhas diagonais a partir da ferramenta “Ponto da Intersecção”.

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40

1) Construção da primeira linha diagonal:


 Executar o comando “Construir – Linha”.
 Habilitar a ferramenta de captura “ponto da intersecção”.
 Selecionar o lado inferior do quadrado 2 e o lado esquerdo do quadrado 3.
 Selecionar o lado direito do quadrado 2 e o lado superior do quadrado 3.
 Pressione a tecla “Enter” e depois a tecla “F7”.
2) Construção da segunda linha diagonal:
 Selecionar o lado inferior do quadrado 2 e o lado esquerdo do quadrado 4.
 Selecionar o lado direito do quadrado 2 e o lado superior do quadrado 4.
 Pressione a tecla “Enter” e depois a tecla “F7”.

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41

Aula 3 –Preparação das arquit et uras

1 Formas de Lançament o da Est rut ura

Existem duas formas de lançamento dos elementos da estrutura:


 Através de coordenadas: Os elementos estruturais são lançados através de suas coordenadas
em “cm”, calculadas previamente de acordo com o projeto arquitetônico;
 Através da planta digitalizada: Importando a arquitetura digitalizada em formato DWG ou DXF.
Neste trabalho, será feito o lançamento importando uma arquitetura digitalizada.

2 Import ando o arquivo em format o DWG para o


Eberick

O arquivo de arquitetura precisa ser totalmente modificado para ser utilizado no projeto,
uma vez que possui elementos de desenho desnecessários ao projeto estrutural, está em uma
escala qualquer e a uma distância desconhecida da origem.
Essa atividade em que o arquivo deve ser preparado para ser utilizado no lançamento da
estrutura tem as seguintes etapas:
 Importar o arquivo DWG;
 Apagar os elementos que não interessam ao projeto estrutural;
 Converter para escala correta;
 Confirmar todas as medidas;
 Posicionar origem;
 Alterar as propriedades dos elementos para um único nível

2.1 Import ando o arquivo DWG

Etapa01 - Criação do projeto.prj

Para importar o arquivo DWG, deve-se seguir os seguintes passos:


 Abra o arquivo “Etapa01 - Criação do projeto.prj” na pasta Curso Eberick, que criamos
anteriormente;
 Acesse a “janela projeto” e abra a “Arquitetura” do pavimento “Tipo 1”;
 Executar o comando “Ferramentas-Ler DWG/DXF“;
 Selecionar o arquivo “arquitetura do tipo.DWG” dentro da pasta “Curso Eberick”;
 Deve-se ativar as opções “Não converter” e “Manter do desenho original” e pode-se desativar
a opção “Importar hachuras”;

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42

 Clique no botão “Ok”.

Figura 2.1 - Opções para importação do arquivo nos formatos DXF / DWG.

2.2 Apagando os element os que não int eressam ao projet o

Figura 2.2 - Arquitetura do tipo (sem modificações).

No arquivo de arquitetura recém aberto, existem os elementos previstos no projeto


arquitetônico original que não precisam estar visíveis no desenvolvimento do projeto estrutural, tais
como as cotas, os móveis, desenhos de vegetação, entre outros.
Os níveis de desenho são utilizados para que o desenho fique organizado de modo que
elementos com características comuns fiquem agrupados e possam ser manipulados em conjunto.
O controle sobre esses níveis é feito através do menu “configurações – níveis de desenho”
ou através do atalho disposto na barra de ferramentas “CAD”.
Esta arquitetura, por exemplo, tem cinco níveis diferentes, sendo que os desenhos das
aberturas estão num dos níveis, as cotas em outro, as paredes em outro, etc.

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43

Esta classificação permite que elementos desnecessários para o lançamento da estrutura


sejam eliminados do desenho apenas com variações de níveis ligados e desligados.
Para apagar os elementos que não interessam, deve-se primeiro desligar os níveis que
contém elementos que não serão apagados. Assim, restará apenas o que será selecionado e na
seqüência excluído.
1) Desligando os níveis que nos interessam

 Para acessar as configurações dos níveis de desenho deve-se clicar sobre o botão ,e
seguir os seguintes passos;
 Selecionar os níveis “paredes” e “aberturas”;
 Clicar no botão propriedades;
 Desligar os itens “visível” e “ativo”;
 Clicar em OK duas vezes.
2) Apagando os elementos que NÃO interessam
 Apagar estes elementos utilizando o comando “Manipular-apagar”, selecionando todos os
elementos da janela.

3) Ligando novamente os elementos que interessam


 Voltar às configurações de níveis de desenho, ligar novamente as opções: “ativo” e “visível”
para os níveis “paredes” e “aberturas”.

Figura 2.3 – Arquitetura após a exclusão dos níveis desnecessários.

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Não consegui fazer:


 Caso você não tenha conseguido desligar a arquitetura, é provável que você não tenha
desligado os níveis. Certifique-se de que quando você tentou desligar os níveis os dois campos
ficaram sem nenhuma marcação.

Figura 2.4 - Propriedades do nível.

Não encontrei 854 elementos:


 Se você encontrou mais do que 854 elementos, é provável que não tenha desligado os níveis
de arquitetura como havíamos planejado. Neste caso, clique na opção “desligando as
arquiteturas”.
 Se você encontrou menos do que os 854 elementos previstos, não deve ter aberto uma janela
que envolvesse todos os elementos. Pressione uma vez o botão “F2” e abra uma janela que
selecione todos os elementos.

2.3 Convert endo para a escala corret a


Quando importamos o desenho de arquitetura para o Eberick, normalmente não sabemos
a escala verdadeira em que o desenho foi gerado.
Isso acontece porque geralmente nos softwares de CAD, como o AutoCad, os desenhos
são predefinidos em escala 1:1 ou 1:10, e só na hora de imprimir alteram-se as escalas. No nosso
caso, a escala de desenho já é a de impressão. Assim, um desenho que tinha sido produzido na
escala 1:1, ao ser importado na escala 1:50, (que é a escala default do Eberick) teve todas
distâncias tornadas 50 vezes maiores. Ou seja, dividindo por 50, obtemos as distâncias corretas
que constam nas cotas.

Figura 2.5 - Escala de desenho no Eberick.

Na maioria dos programas de CAD, esse ajuste de escala é feit o através de um


multiplicador de escala, que exige que calculemos previamente o valor adequado.
No Eberick, foi criada a ferramenta “Converter para Escala” com a qual se pode facilmente
fazer esta conversão, sem precisar calcular o fator de escala.
Curso Básico AltoQi Eberick
45

1) Para converter a escala:


 Ferramentas-Converter para Escala.
 Escolher pontos inicial e final da parede da sala.
 Informar o valor de 460cm quando a linha de comando solicitar a “Distância” e tecle “Enter”.
 Enquadre o desenho através do comando “Alt + F7”.

Importante Tudo o que é feito no lançamento da estrutura no Eberick precisa estar sempre
correto. Para isso, deve-se conferir cuidadosamente cada etapa do lançamento e,


somente depois de conferido, passar para uma nova etapa, evitando que sejam
levados erros acumulados, que além de serem mais difíceis de corrigir, são mais
difíceis de encontrar.

2) Constatação em nossa arquitetura:


 Ferramentas-Medir;
 Confirmar a precisão da distância selecionada;

Figura 2.6 - Constatação das medidas na arquitetura.

Sugere-se que sempre sejam tomados como referência elementos de comprimento médio
para serem usados na conversão da escala. Evitam-se assim erros relativos acentuados.

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Figura 2.7 - Comparação entre erros relativos e absolutos.

2.4 Confirmando as medidas do desenho


O objetivo de importar uma planta de arquitetura em formato DXF é poder lançar todo o
projeto sobre esta arquitetura. É salutar que esse desenho de arquitetura seja de grande precisão,
caso contrário, o lançamento do projeto será feito sobre uma base errada.
Desta maneira, é altamente recomendável conferir todas as medidas de arquitetura
digitalizada para confirmar se esta realmente serve como referência.
É possível que, em alguns casos, conferindo as medidas encontremos diferenças nas
distâncias obtidas em comparação com as informadas na planta arquitetônica. Neste caso, deve-
se primeiro corrigir a planta arquitetônica para depois efetuar a importação do arquivo.

1) Conferir todas as medidas de arquitetura para confirmar se esta realmente serve como
referência:
 “Ferramentas - Medir” repetidas vezes;
 Verificar, trecho a trecho, a medida encontrada com a já prevista.

2.5 Posicionando a origem do desenho


Um ponto importante no lançamento da estrutura, baseada na arquitetura digitalizada, é o
correto posicionamento dos desenhos de arquitetura exatamente um sobre o outro. Para que isto
se verifique, pode-se utilizar o comando “Ferramentas - Posicionar Origem”, cujo objetivo é definir a
posição da arquitetura em relação ao sistema de coordenadas global do croqui.
Para definir a origem do sistema no cruzamento dos eixos das paredes do canto inferior
esquerdo da obra, deve-se proceder da seguinte forma:
1) Posicionando a origem:
 Menu “Ferramentas - Posicionar origem”.
 Selecionar como Ponto de Referência a extremidade da parede que fica no canto inferior
esquerdo da obra.
 Execute o comando “Visualizar - enquadrar”.
Curso Básico AltoQi Eberick
47

2) Conferindo as coordenadas
 Executado um duplo clique sobre a linha horizontal e verifica-se sua coordenada.
 Caso o valor da coordenada do primeiro não seja (0,0), deve-se repetir o comando “Posicionar
origem”.

2.6 Alt erar as propriedades dos element os para um único nível


Em nosso projeto exemplo, trabalharemos com três arquivos de arquitetura diferentes para
o “Tipo”, “Térreo” e “Cobertura”. Cada uma delas deve estar em um nível separado.
Deve-se alterar as propriedades dos elementos de desenho para novos níveis que
identifiquem os pavimentos do projeto.

Figura 2.8 – Esquema da inserção das arquiteturas.

1) Criando o nível da arquitetura do Térreo

 Clique no botão “Níveis de desenho ”.


 Selecione a opção Visualizar-Todos.
 Clicar no botão Novo.
 No campo “nome”, preencha com o texto “Arq. Térreo”.
 Determine para ele a cor amarela.
 Clique no botão OK.

Figura 2.9 – Criando nível da arquitetura do térreo.

2) Criando o nível da arquitetura do Tipo e Cobertura


 Clique no botão “Novo”.

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 No campo “nome”, preencha com o texto “Arq. Tipo”.


 Determine para ele a cor branca.
 Clique no botão OK.
 Clique novamente no botão “Novo”.
 No campo “nome”, preencha com o texto “Arq. Cobertura”.
 Determine para ele a cor magenta.
 Clique no botão OK.

Figura 2.10 – Níveis de arquiteturas gerados.

3) Alterando as propriedades para o nível do Tipo


 Selecionar todos os elementos do desenho.
 Execute o comando “Manipular - propriedades”.
 Altere o nível de todos os elementos para o recém criado “Arq. Tipo”.
 Desative a opção referente a altura dos textos.
 Clique no botão “Aplicar” e, em seguida no botão “Fechar”.
 Pressione o botão “ESC”.

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Figura 2.11 - Alteração das propriedades para o nível "Arq. Tipo".

Defini um dado errado:


 Caso você tenha definido qualquer dos dados do novo nível com um valor errado, como a cor
ou mesmo o nome, selecione o nível em questão na configuração “níveis de desenho” e clique no
botão “propriedades”. Faça a correção necessária e clique no botão “ok”.

3 Import ando as arquit et uras do Térreo e da


Cobert ura

3.1 Inserir arquit et ura do Térreo

Uma vez que a arquitetura Tipo já foi inserida na janela Arquitetura do pavimento Tipo 1,
podemos fechar este ambiente. Agora vamos abrir a janela Arquitetura do pavimento Térreo e
repetir todo o processo de importação que já aprendemos.

1) Importar a arquitetura do Térreo


 Selecione na pasta “meus documentos\Curso Eberick\Arquivos de apoio” o arquivo “arquitetura
do térreo.DWG”.
 Clicar no comando “Abrir”.
 Deixe ativa as opções “Não converter” e “Manter do desenho original”.
 Desative o item “Importar hachuras”.
 Clique em “Ok”.

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Figura 3.1 - Importar a arquitetura do Térreo.

2) Converter a escala do desenho


 execute o comando “ferramentas – converter para escala”.
 Clique no primeiro ponto e, em seguida, no segundo ponto no vértice oposto da parede.
 Informe a distância “270” e tecle “enter”.
 Tecle “Alt + F7”.

Figura 3.2 - Converter a escala do desenho

3) Conferindo a nova escala do desenho


 Execute o comando “Ferramentas – medir”.
 Clique nos mesmos pontos que utilizamos para a conversão da escala.
 Compare a distância encontrada com o valor “270” que é a distância correta.
4) Posicionar a origem do desenho
 Execute o comando “Ferramentas – Posicionar origem”.

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51

 Pressione uma vez a tecla “F2” para afastar o desenho e uma vez a tecla “F5” para definir uma
janela de zoom próximo ao canto esquerdo do edifício.
 Clique sobre a extremidade da linha externa.
 Responda “Não” ao diálogo com a pergunta: “Existem elementos em níveis inativos no desenho.
Deseja posicionar também estes elementos? ”.
 Ao desaparecer o desenho tecle “Alt + F7”.

Figura 3.3 - Posicionar a origem da arquitetura do Térreo.

5) Verificar o posicionamento da origem do desenho


 Execute um duplo clique sobre a linha horizontal e verifique as coordenadas do primeiro ponto.
 Se algum dos valores estiver diferente de zero, repita o comando “posicionar a origem”.
6) Alterando as propriedades para o nível do Térreo
 Selecionar todos os elementos do desenho.
 Execute o comando “Manipular-propriedades”.
 Altere o nível de todos os elementos para o nível “Arq. Térreo”.
 Desative a opção referente a altura dos textos.
 clique no botão “Aplicar” e, em seguida no botão “Fechar”.
 Pressione o botão “ESC”.

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Figura 3.4 - Converter as propriedades para o nível "Arq. Térreo".

Não consegui fazer:


 Caso você não tenha conseguido desligar a arquitetura do pavimento tipo, é provável que
você não tenha desligado os níveis. Certifique-se de que quando você tentou desligar os níveis os
dois campos ficaram sem nenhuma marcação.

Figura 3.5 - Desligando o nível "Arq. Tipo".

Fiz algo errado:


 Caso você tenha inserido a arquitetura do pavimento errado ou mesmo ligado outra opção de
inserção que não a correta, tecle “ESC” duas vezes e uma vez o comando “Desfazer”.

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53

Não deu certo:


 Caso você tenha cometido algum engano no momento da seleção dos pontos ou quando
definiu a distância, pressione duas vezes a tecla “ESC” e repita o procedimento de conversão da
escala. Não há necessidade de desfazer o comando, já que uma nova conversão de escala corrige
qualquer problema anterior.

3.2 Inserir arquit et ura da Cobert ura


Para importar e preparar a arquitetura do pavimento Cobertura, iremos demonstrar outro
procedimento através de novas configurações de importação disponíveis a partir da versão V8 do
Eberick.
Após o curso, em seus projetos próprios, você poderá optar pelos procedimentos já
demonstrados para a arquitetura dos pavimentos Tipo e Térreo, ou seguir as opções que serão
mostradas a seguir. Ficará a seu critério a maneira que for mais conveniente.

1) Importando a arquitetura da Cobertura


 Feche a janela da arquitetura do Térreo e acesse a janela da arquitetura do pavimento Cobertura.
 Clique no menu Ferramentas – Ler DWG/DXF. Em seguida selecione o arquivo “Arquitetura da
cobertura.dwg” e clique no botão Abrir.
 Na janela DXF que se abre, selecione a opção de escala “Converter automaticamente”, defina a
escala 1:1 e a unidade em Centímetros.
 Selecione o nível Arq. Cobertura
 Desative a opção importar hachuras e clique no botão Ok

Figura 3.6 – Importando a arquitetura da Cobertura.

2) Finalizando a arquitetura do pavimento Cobertura


 Acesse o menu “Ferramentas – Medir”
 Tendo em vista no projeto exemplo que a face externa da parede esquerda possui 715cm de
comprimento, verifique se após a importação o desenho apresenta esta mesma medida.
 Ative a ferramenta “Posicionar Origem” através do menu “Ferramentas – Posicionar origem”.

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54

 Selecione como Ponto de Referência a extremidade da parede que fica no canto inferior esquerdo
da obra.
 Execute o comando “Visualizar-enquadrar” ou pressione as teclas “Alt + F7” para visualizar o
desenho novamente

Figura 3.7 – Finalizando a arquitetura da Cobertura.

3) Manipulando as arquiteturas
 Feche a janela Arquitetura do pavimento Cobertura.
 Abra o Croqui do pavimento Tipo 1.
 Selecione a opção “Todas” dentro da caixa de seleção.
 Repare que as três arquiteturas se superpuseram corretamente.

Figura 3.8 – Manipulando as arquiteturas.

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55

Não deu certo:


Caso o lançamento de suas arquiteturas não tenha ficado corretamente superposto, você pode ter
cometido algum dos seguintes equívocos:
 Pode ter definido a escala do desenho de modo incorreto;
 Pode ter definido a origem no ponto errado;
 Respondeu “sim” quando o programa lhe perguntou sobre os níveis ocultos, quando a
resposta correta é “não”.
Apesar disso, nosso trabalho não vai ficar prejudicado porque temos esse arquivo corretamente
gravado na etapa 02.
Se você achar conveniente, refaça essa aula para firmar esses conceitos.

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Aula 4 - Lançament o da est rut ura –part e 1

1 Lançament o dos pilares

Objetivos
 Lançar todos os pilares da estrutura no pavimento tipo;
 Estudar a melhor forma de aplicar as ferramentas de captura no lançamento dos pilares;
 Compreender a aplicação dos trechos rígidos dos pilares;
 Salientar a importância de confirmar o lançamento dos pilares através da verificação das
coordenadas.

Etapa 02 - Arquiteturas.prj

1.1 Filosofia de lançament o dos pilares

Com o Eberick os pilares podem ser lançados na posição definitiva, não sendo mais
necessário fixar posteriormente sua seção.

Além disso, o programa passou a criar automaticamente os trechos rígidos no interior dos
pilares, segundo os procedimentos estabelecidos na NBR 6118:2003.
Cabe, portanto, entendermos claramente como funciona o modelo matemático utilizado
pelo Eberick para melhor trabalharmos em nosso curso.
O modelo de análise que o Eberick usa é baseado na “Análise Matricial de estruturas”, que
discretiza a estrutura em elementos de “barra”.
Um pilar real sólido e tridimensional é discretizado através “uma barra”, que é um elemento
linear, que possui propriedades físicas e geométricas que descrevem o comportamento daquele
elemento real.
Da mesma forma como um pilar, uma viga também é uma barra, porém horizontal.
Sendo uma barra vertical, um pilar visto de cima, fica resumido a um ponto, que se chama
“nó de inserção”, ou simplesmente “nó”. Já a viga é uma barra que pertence ao plano XY do
pavimento e aparece em verdadeira grandeza no lançamento.
I) Sendo que os pilares e as vigas são elementos fisicamente interligados, como será essa
ligação sob o ponto de vista do modelo matemático?
No Eberick os pilares são criados sempre a partir de seu centro geométrico, independente
de sua dimensão e de como varia sua seção transversal ao longo da prumada.
II) E as vigas: apóiam-se onde?
Para saber isso, é preciso que saibamos que existe um trecho do pilar que é considerado
“rígido”, onde se admite que a viga está totalmente apoiada.
Este ponto de apoio é o menor dos seguintes valores:
 0,3h, sendo h a altura da viga;
 Distância da face do pilar ao centro de gravidade do pilar, na direção paralela à viga.

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57

Nesse caso, é calculado o ponto de apoio da viga dentro do pilar, na posição do ponto
convencionado como trecho rígido e criada uma barra rígida ligando este ponto ao centro de
gravidade do pilar. Esta barra rígida é conhecida como “trecho rígido” e é construída e atualizada
automaticamente pelo Eberick.

Figura 1.1 – Modelo matemático para vinculação entre vigas e pilares.

Esse é um dos grandes recursos do software, já que se trata de um item normativo que é
cumprido automaticamente pelo programa e é responsável por menores vãos, e
conseqüentemente, menor consumo de materiais, tornando o projeto mais econômico.

1.2 Configuração da ent rada gráfica


Antes de iniciar o lançamento da estrutura, é importante configurar o espaço da entrada
gráfica, acessando o Menu “Configurações – entrada gráfica” ou o botão entrada gráfica ( ).
Na configuração da entrada gráfica pode-se escolher o que exibir no croqui do pavimento,
além da forma como características da estrutura sejam apresentadas.
Esta janela foi subdividida em subpastas, para os elementos estruturais: Pilares, Vigas e
Lajes. Assim, podem ser alteradas as formas de apresentação gráfica de cada elemento no Croqui
de modo separado.

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Figura 1.2 – Opções de entrada gráfica configuradas para o lançamento de pilares.

1.3 Lançando os pilares


Uma vez que já tenhamos definido os parâmetros de entrada gráfica, os pilares podem,
então, ser lançados através do menu “Elementos – Pilares - Adicionar” ou através do botão Pilar
da barra de ferramentas “Elementos”.
Uma vez acessado o comando, preencheremos os dados do diálogo para definir as
características geométricas do pilar, como mostrado na figura.

Figura 1.3 – Dados para o lançamento dos pilares.

Após ter confirmado as dimensões e dados de entrada dos pilares, a linha de comando
solicita a “Posição” do pilar. Para este exemplo, procede-se da seguinte forma:

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1) Lançando o primeiro pilar


 Pressione uma vez a tecla “F2” para afastar o desenho;
 Pressione uma vez a tecla “F5” e defina uma janela de zoom próximo ao canto superior da obra;
 Clique sobre a linha de arquitetura;
 Digite na linha de comando o valor “zero” para o ângulo de rotação e tecle “Enter”;
 Defina o vértice fixo para este pilar como sendo o “superior Esquerdo”;
 Adote o valor de 1.5 cm para o deslocamento e tecle “Enter”.

Figura 1.4 – Lançamento do Pilar P1.

2) Lançando o pilar P2
 Tecle “Alt + F7” para enquadrar o desenho e tecle “F2” para afastar um pouco o desenho;
 Pressione uma vez a tecla “F5” e defina uma janela de zoom próximo ao canto inferior esquerdo
da obra;
 Clique sobre a linha de arquitetura;
 Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar;
 Defina o vértice fixo para este pilar como sendo o “Inferior esquerdo”.

Importante


Automaticamente o programa adota o valor do deslocamento de 1.5cm, até que
seja encerrado o comando.

3) Lançando o pilar P3

Curso Básico AltoQi Eberick


60

 Pressione e segure a tecla “Control (Ctrl)” e agora aperte várias vezes a tecla “seta para direita”,
até que o desenho chegue ao vértice oposto da arquitetura;
 Clique sobre a linha de arquitetura;
 Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar;
 Defina o vértice fixo para este pilar como sendo o “Inferior direito”.

4) Lançando os pilares P4 e P5
 Pressione e segure a tecla “Control” e agora aperte várias vezes a tecla “seta para cima”, até o
próximo cruzamento de paredes;
 Clique sobre a linha superior da arquitetura;
 Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar;
 O vértice fixo será o “Superior direito”. Clique numa posição no abaixo e à esquerda do vértice e
tecle “Enter” para confirmar o valor do deslocamento de 1,5cm;
 Pressione e segure a tecla “Control” novamente até alcançar o cruzamento das paredes próximas
à sacada;
 Clique sobre a linha superior da arquitetura;
 Pressione “Enter” para confirmar o ângulo “zero” do pilar;
 O vértice fixo será o “Superior direito”. Clique numa posição no abaixo e à esquerda do vértice e
tecle “Enter” para confirmar o valor do deslocamento de 1,5cm.

Não deu certo:


 Caso você não tenha conseguido lançar este pilar, pressione a tecla “ESC” duas vezes para
sair do comando;
 Se você chegou a lançar o pilar, mas ele foi criado numa posição errada, clique uma vez no
botão desfazer para retornar a situação inicial.

1.4 Usando a capt ura Pont o na Int ersecção


Os dois próximos pilares que vamos lançar serão alinhados pelas paredes externas e,
também definindo o alinhamento pela face direita da parede vertical.
Para essa condição, a ferramenta de captura ideal é a captura “ponto na intersecção”.

1) Preparando o lançamento do P6 e P7
 Tecle “Alt + F7” para enquadrar o desenho;
 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom próximo ao cruzamento das paredes
correspondentes;
 Ative a ferramenta de captura “ponto na intersecção”.

2) Lançando o pilar P6
 Clique sobre a linha direita da parede vertical e depois sobre a linha superior da parede horizontal;
 Defina o ângulo do pilar como sendo zero, teclando “Enter”;
 Defina o vértice fixo como sendo o “superior direito” e clique abaixo e à esquerda desse vértice;

Curso Básico AltoQi Eberick


61

 Tecle “Enter” para confirmar o deslocamento de 1,5cm.

Figura 1.5 – Lançamento do pilar P6.

3) Lançando o pilar P7
 Pressione e segure a tecla “Ctrl” e agora aperte várias vezes a tecla “seta para baixo”, até que o
desenho chegue ao vértice oposto da arquitetura;
 Clique sobre a linha direita da parede vertical e depois sobre a linha inferior da parede horizontal.
 Defina o ângulo do pilar como sendo zero, teclando “Enter”;
 Defina o vértice fixo como sendo o “inferior direito” e clique acima e à esquerda desse vértice;
 Tecle “Enter” para confirmar o deslocamento de 1,5cm (se necessário).

Não deu certo:


 Caso você não tenha conseguido lançar este pilar, pressione a tecla “ESC” duas vezes para
sair do comando;
 Certifique-se de que você acionou a ferramenta de captura “ponto na intersecção”;
 Se você chegou a lançar o pilar, mas ele foi criado numa posição errada, clique uma vez no
botão desfazer para retornar a situação inicial.

1.5 Usando a capt ura Pont o relat ivo


Os dois pilares que faltam para completar o lançamento dos pilares deverão, por
solicitação hipotética do arquiteto, manter-se alinhados pelo eixo horizontal que passa por eles.
Sendo assim, a ferramenta de captura anterior não serve mais e teremos que trocar para a
ferramenta “ponto relativo”.

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62

Para podermos lançar o pilar pelo eixo conforme nos foi solicitado, precisamos alcançar o
ponto de referência localizado sobre a linha externa da parede vertical e no eixo da parede
horizontal.
Para isso, para lançar o primeiro pilar, usaremos a ferramenta ponto relativo, definindo um
ponto de referência sobre o vértice interno da parede e um deslocamento de -15cm na horizontal e
7.5cm na vertical.

1) Preparando o lançamento do P8 e P9
 Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7”;
 Reposicione o desenho com a tecla “control” + “seta para esquerda”;
 Aperte a tecla “F5” e posicione uma janela de zoom próximo ao cruzamento das paredes;
 Habilite a ferramenta de captura “ponto relativo”.

2) Lançando o Pilar P8
 Ative novamente o comando “Elementos – Pilares - Adicionar”;
 Seleciona-se o canto da arquitetura interno ao quarto inferior;
 Informe os valores de deslocamento (-15, 7.5);
 O ponto fixo será a posição média do lado esquerdo do pilar;
 Tecle “Enter” para manter o deslocamento de “1.5cm” referente a espessura de reboco a ser
aplicada neste caso.

Figura 1.6 – Lançamento do pilar P8.

3) Lançando o Pilar P9
 Desloque o desenho com as teclas “control” + “seta para a direita”, passando pelo primeiro
cruzamento das paredes e chegando até o alinhamento dos pilares P6 e P7 já lançados;
 Seleciona-se o canto da arquitetura interno ao banheiro;
 Informe os valores de deslocamento (0,7.5);
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63

 O ponto fixo será a posição média do lado direito do pilar;


 Tecle “Enter” para manter o deslocamento de “1.5” cm referente a espessura de reboco a ser
aplicada neste caso.

Não deu certo:


 Caso você não tenha conseguido lançar este pilar, pressione a tecla “ESC” duas vezes para
sair do comando;
 Certifique-se de que você acionou a ferramenta de captura “ponto relativo”;
Você também pode ter digitado errado o deslocamento, trocando os pontos e vírgulas. Lembre-se
de a separação das coordenadas é com a “vírgula” e a separação dos decimais é o “ponto”.
Assim: digite “-15,7.5” ou “0,7.5”;
 Se você chegou a lançar o pilar, mas ele foi criado numa posição errada, clique uma vez no
botão desfazer para retornar a situação inicial;
 Agora clique no botão “repetir explicação” para rever o lançamento deste pilar.

1.6 Renumerando os pilares


No momento do lançamento dos pilares não foi necessário ficarmos nos preocupando com
a ordem de lançamento, porque sabíamos que a qualquer momento e quantas vezes quisermos,
podemos renumerar o pilares.
A renumeração será feita através do comando “Elementos-Pilares-Renumerar”. Os pilares
serão automaticamente renumerados de cima para baixo e da esquerda para a direita, seguindo
duas opções de critérios:
 Pelo pavimento atual: no caso do exemplo da figura, cujo pavimento corrente é o “tip o” , a
renumeração acontece sequencialmente em todos os pilares do tipo e, depois para os pilares dos
demais pavimentos.
 Pela projeção dos pilares: não importa em quais pavimentos estão os pilares, mas simplesmente
a seqüência baseada na projeção deles sobre o terreno.

Figura 1.7 – Renumeração dos pilares.

No caso do nosso exemplo, as duas opções convergem para a mesma numeração.


O programa ainda permite alterar o prefixo dos pilares e o valor inicial da seq üência.
Um outro critério importante nessa numeração é a “tolerância”, que representa um limite
pelo qual o pilar assume que abaixo dela, deve-se renumerar primeiro o pilar da esquerda para
depois o pilar que está à direita, porém poucos centímetros acima.

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64

1) Renumerar pilares
 Execute o comando “Elementos – Pilares - Renumerar”;
 Clicar em “OK” e seu projeto será renumerado;
 Fechar a janela que exibe as renumerações efetuadas.

Figura 1.8 – Janela para renumeração dos pilares.

2 Lançament o das vigas

Objetivos
 Lançar todos os pilares da estrutura no pavimento tipo;
 Estudar formas de verificar o lançamento de modo a evitar a propagação de erros.

Etapa 03 - Pilares.prj

2.1 Lançando as vigas


Uma das grandes vantagens que se obtém com o Eberick, está no lançamento das vigas,
tendo em vista a possibilidade de fixar sua seção no momento do lançamento e lançar vigas
contínuas sem a necessidade de marcar os apoios intermediários.

2.1.1 Vigas cont ínuas apoiadas sobre pilares

As vigas podem ser lançadas através do menu “Elementos-Vigas-Adicionar” ou através do

botão Viga da barra de ferramentas “Elementos”.

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65

Uma vez acessado o comando, os dados do diálogo são informados para definir as
características geométricas da viga, como mostrado na figura e pode-se efetuar o lançamento
seguindo os passos apresentados na seqüência.

Figura 2.1 – Diálogo de lançamento das “Vigas”.

Figura 2.2 – Visualização em corte de viga com elevação de 30 cm.

1) Lançando a viga V1

 Pressione o filtro “Travar” na barra de ferramentas, ou a tecla “F9”;


 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom próxima ao pilar P1, evitando sair da área de
CAD;
 Clique sobre o vértice externo do pilar. Cuide para não capturar pontos intermediários da seção;
 Pressione a tecla “F6” para voltar ao zoom anterior e novamente a tecla “F5” para abrir uma janela
próxima ao P3;
 Clique agora sobre o vértice interno do pilar P3;
 Clique em qualquer ponto abaixo da linha que usamos para inserir a viga;
 Tecle “enter” para encerrar a viga.

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66

Figura 2.3 – Lançamento da Viga V1.

2) Lançando a viga V2
 Tecle “F5” e abra uma janela de zoom próximo ao P7;
 Com o comando viga ainda ativo clique sobre o vértice do pilar P7;
 Volte o zoom com a tecla “F6” e abra outra janela com a Tecla “F5”;
 Clique sobre o vértice do pilar P9;
 Clique acima desse alinhamento para definir a face da viga que deve permanecer fixa;
 Tecle “enter” para encerrar essa viga.

3) Lançando as vigas V3, V4 e V5


 Enquadre o desenho com o comando “Alt + F7” e pressione a tecla “F5” para abrir uma janela de
zoom. Selecione uma janela de tamanho médio, cuja abertura permita visualizar com clareza os
vértices dos pilares, como no caso dos pilares P6 e P9;
 Execute o comando “Elementos – vigas – adicionar” novamente e posicione cuidadosamente o
mouse sobre os vértices do pilar P9;
 Clique no vértice correspondente no pilar P6 e defina o vértice da seção para o lado interno.
Complete o comando com a tecla “enter”;
 Mova o desenho para a esquerda com as teclas “control” + “seta para a esquerda” até visualizar
os pilares P8 e P5;
 Selecione o vértice direito do pilar P8. Opcionalmente, ative o filtro “Esconder”;
 Com as teclas “control” + “seta para cima” localize o pilar P2 e defina o ponto correspondente ao
vértice final da viga;
 Clique em qualquer ponto à esquerda para definir a face fixa e tecle “enter” para encerrar a viga;
 Com as teclas “control” + “seta para esquerda” localize o pilar P1 e clique sobre o vértice externo
do pilar;

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67

 Movimente-se para baixo até encontrar o pilar P7 e defina o segundo ponto no vértice
correspondente;
 Clique à direita da viga para definir a face fixa e tecle “enter” para encerrar a viga.

Figura 2.4 – Vigas contínuas apoiadas sobre pilares.

Não deu certo


 Caso alguma coisa tenha dado errada no lançamento, Pressione duas vezes a tecla “ESC”
para sair de qualquer comando e seleção, e uma vez a tecla “F7” para atualizar o desenho.
 Caso o lançamento tenha sido feito de forma errada ou a viga tenha sido criada torta, clique
sobre o botão “desfazer” para voltar atrás no lançamento da viga e tente novamente, observando
cuidadosamente os pontos de referência.

2.1.2 Lançando uma viga em balanço

A viga central que se apóia nos pilares P4 e P5 tem um dos vãos em balanço e, por esta
razão, tem um procedimento um pouco diferente das anteriores.
1) Lançando a viga V6
 Execute o comando “Elementos – vigas – adicionar” ou clique no atalho;
 Defina o ambiente como sendo “interno” e lance a viga com dimensões 12x40cm. Clique sobre o
botão “OK”;
 Para definir o primeiro ponto, clique sobre o texto do “nome“ do pilar P4, mais precisamente sobre
a letra “P”. Com isso, o Eberick captura o eixo do pilar;
 Clique sobre a ferramenta “ponto médio” e defina os dois pontos de referência nos dois vértices
da parede do banheiro;
 Responda “SIM”, confirmando a posição do nó;
 Clique “Enter” uma vez para que a viga seja alinhada por seu eixo e clique “Enter” outra vez para
encerrar essa viga.
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68

Figura 2.5 – Viga em balaço.

Não deu certo


 Caso alguma coisa tenha dado errado no lançamento, pressione duas vezes a tecla “ESC”
para sair de qualquer comando e seleção, e uma vez a tecla “F7” para atualizar o desenho;
 Caso o lançamento tenha sido feito de forma errada ou a viga tenha sido criada torta, clique
sobre o botão “desfazer” para voltar atrás no lançamento da viga;
 Lembre-se de clicar exatamente sobre a letra “P” do nome do pilar no primeiro ponto e não
deixe de ligar a ferramenta de captura “ponto médio” no segundo ponto.

2.1.3 Lançando vigas ort ogonais

Nossa próxima tarefa será lançar as três vigas que ficam no entorno da escada. Essas três
vigas têm uma característica comum e bastante importante: são ortogonais e apóiam-se umas nas
outras.
Sendo assim, a primeira viga a ser lançada, por mera facilidade de lançamento, é a viga
que se apóia na ponta do balanço.

1) Preparação para o lançamento da Viga V7


 Execute o comando “Elementos – vigas – adicionar” e defina a viga como sendo “interna”, com
dimensões de “12x40”. Depois disso, clique em “Ok”;
 Desligue todas as ferramentas de captura e selecione a captura “perpendicular”;
 Com a tecla “F5” abra uma janela de zoom que mostre o balanço e a viga V2.

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69

2) Lançamento da Viga V7
 Posicione o mouse sobre o eixo da viga;
 Utilize um dos filtros (“travar” ou “esconder” ) para facilitar a captura;
 Ao aparecer a marca da captura na extremidade da viga, dê um clique de mouse;
 Mova o mouse sobre o eixo da viga V2 até que apareça a marca de captura “perpendicular” e
clique, sobre esse ponto;
 Tecle “enter” para fixar a viga pelo eixo e tecle “Enter” novamente para encerrar a viga;
 Desligue o filtro “esconder” para ver como ficou a viga lançada.

Figura 2.6 – Lançamento da Viga V7.

3) Lançamento da Viga V8
 Clique sobre a tecla “F5” e abra um zoom numa janela que envolva toda a escada;
 Ative o filtro “esconder” ou “travar”;
 Clique sobre o vértice superior esquerdo do pilar P6;
 Uma vez selecionado o primeiro ponto, clique sobre o eixo da viga V7 recém lançada;
 Posicione a seção para baixo dessa linha de inserção, clicando em qualquer ponto do desenho
abaixo dela;
 Tecle “enter” para encerrar a viga.

4) Lançamento da Viga V9
 Com a ferramenta “control” + “seta para cima” posicione o desenho de modo a vi sualizar o pilar
P3;
 Execute novamente o comando “Elementos – vigas – adicionar”;
 Defina a viga como sendo externa, com dimensões de 14x40. Depois disso, clique em “Ok”;
 Clique sobre o vértice inferior direito do pilar e, com as teclas “control” + “seta para baixo” localize
a viga V8;
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70

 Posicione o mouse sobre o eixo da viga e, ao aparecer a marca da captura “perpendicular”, clique
sobre a linha;
 Defina a face fixa como sendo a externa. Para isso, clique à esquerda da viga;
 Tecle “enter” para encerrar a viga;
 Desligue o filtro”esconder”;
 Execute o comando “Alt + F7” para enquadrar o desenho.

Figura 2.7 – Vigas ortogonais lançadas.

Não deu certo:


 Caso alguma coisa tenha dado errado no lançamento, Pressione duas vezes a tecla “ESC”
para sair de qualquer comando e seleção, e uma vez a tecla “F7” para atualizar o desenho;
 Caso o lançamento tenha sido feito de forma errada ou a viga tenha sido criada torta, clique
sobre o botão “desfazer” para voltar atrás no lançamento da viga;
 Caso o programa emita a mensagem “o nó adicionado não se apóia em nenhuma barra do
pavimento. Confirma a posição do nó?” responda “NÃO”, já que os pontos que nos interessam já
existem. Nesse caso, você pode estar cometendo algum erro de captura;
 Verifique se todas as ferramentas de captura estão desligadas e se você ativou a captura
“perpendicular”.

2.1.4 Lançando uma viga apoiada em out ra viga


A próxima viga a ser lançada não tem apoio em nenhum pilar, o que torna um pouco
diferente seu lançamento, já que será necessário tomar uma referência no projeto arquitetônico.

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1) Preparação para o lançamento da Viga V10


 Execute o comando “Elementos – vigas – adicionar” e defina a viga como sendo “interna”, com
dimensões de “12x40”. Depois disso, clique em “Ok”;
 Abra uma janela de zoom próximo à intersecção da viga V2 com a parede onde vamos lançar a
viga;
 Ative a ferramenta de captura “ponto relativo”;
 A linha de comando solicita que informemos o “ponto de referência”. Clique sobre a linha de
parede que fica à direita da intersecção e capture esse ponto;
 O deslocamento é (-7.5,-6.5);
 Após digitar esse valor, tecle “Enter”;

Figura 2.8 – Captura do primeiro ponto no lançamento de viga apoiada em vigas.

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Não deu certo:


Caso você não tenha conseguido capturar o primeiro ponto sobre a viga V2, é possível que você
esteja acontecendo alguma das seguintes hipóteses:
 Você não ligou as capturas adequadas: certifique-se de que você ligou as capturas
“intersecção” e a ferramenta de captura “ponto relativo”;
 Verifique se você não está com o filtro “travar” ligado. Se ele estiver ativo, não é capturado o
ponto de referência na arquitetura;
 Verifique se ao digitar o deslocamento de “menos - 7 – ponto - 5”, “vírgula”, “menos - 6 - ponto
- 5”, você não está trocando o “ponto” pela “vírgula”;
 Verifique se você lançou a viga V2 realmente com 14x40. Caso esteja diferente, a distância ao
eixo da viga não é de 6,5cm;
 Para corrigir o problema, tecle “ESC” duas vezes e atualize o desenho com a tecla “F7”. Caso
você tenha inserido um trecho inadequado de viga, apague-o com o comando “desfazer”;
 Se for conveniente, clique no botão “repetir explicação” para você rever o correto lançamento.

2) Conclusão do lançamento da Viga V10


 Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7”;
 Abra uma janela de zoom com a tecla “F5” na outra extremidade da parede;
 Clique sobre o botão correspondente e desligue a ferramenta “ponto relativo”;
 Com a captura perpendicular ativada, clique sobre o eixo da viga V1;
 Tecle “enter” uma vez para definir o alinhamento da seção pelo eixo e tecle “enter” outra vez para
encerrar a viga;
 Enquadre novamente o desenho.

Figura 2.9 – Conclusão do lançamento da Viga V10.

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Não deu certo:


 Se você não conseguiu finalizar esse comando é provável que tenha deixado de desligar a
ferramenta “ponto relativo”. Desligue essa ferramenta e tente novamente;
 Caso você tenha construído um ponto qualquer para essa viga, será necessário desfazê-la
clicando no atalho apropriado. Com isso você terá que construir novamente o primeiro ponto dessa
viga;
 Se necessário, clique no botão “repetir explicação” para você rever o lançamento desse
primeiro ponto.

2.1.5 Lançando a viga de bordo da sacada

Vamos agora resolver o problema da sacada deste projeto. Pressione a tecla “F5” e
determine uma janela de zoom envolvendo o canto da sacada dessa obra.
A viga de bordo da sacada não tem uma referência materializada para seu lançamento.
Supondo ser lançada uma viga com 12 cm de espessura, centralizada em relação ao eix o da
arquitetura, será necessário construir linhas auxiliares para definir a posição das barras das vigas.
Para isto, deve-se fazer uma cópia das linhas externas da sacada a uma distância de
7.5cm, paralelas às linhas originais.
Para alterar ou selecionar elementos da arquitetura, é necessário que mudemos para a
janela Arquitetura.
1) Offset das linhas de arquitetura
Na linha horizontal:
 Execute o comando “ferramentas – offset”;
 Selecione a linha externa horizontal da sacada;
 Clique em qualquer ponto abaixo da linha original para definir o sentido da cópia;
 Digite o valor do deslocamento como sendo 7.5cm e tecle “enter”.
Na linha inclinada:
 Tecle “enter” para reativar o comando “offset”;
 Clique sobre a linha inclinada, selecionando-a;
 Defina o lado da cópia abaixo e à esquerda da linha original com um clique de mouse;
 Digite “enter” para confirmar o valor do deslocamento.
Na linha vertical:
 Tecle “enter” para reativar o comando;
 Clique sobre a linha para selecioná-la;
 Clique à esquerda para definir o lado da cópia;
 Tecle “enter” para confirmar o deslocamento.

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Figura 2.10 – Offset nas linhas de arquitetura.

2) Unir as linhas que foram copiadas


 Execute o comando “ferramentas-unir”;
 Clique sobre a linha horizontal e depois sobre a linha inclinada;
 Tecle “enter” para repetir o comando;
 Clique agora sobre a linha inclinada e, em seguida, sobre a linha vertical.

Figura 2.11 – União das linhas copiadas.

3) Lançar a viga da sacada (primeiro tramo)


 Retorne ao Croqui do pavimento Tipo 1;

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75

 Execute o comando “Elementos – vigas – adicionar” e defina as propriedades da viga como


sendo em ambiente “externo” e com dimensões de “12x40”. Confirme esses dados clicando em
“OK”;
 Clique sobre o botão correspondente à ferramenta de captura “ponto no elemento” e movimente
o mouse sobre a linha do offset. Clique em qualquer desses pontos que estão dentro da seção do
pilar;
 Alterne a ferramenta de captura para “intersecção”;
 Clique na extremidade da linha que você uniu;
 Confirme a posição do nó respondendo “SIM” para a confirmação da captura;
 Tecle “enter” para confirmar a fixação da seção da viga pelo eixo.

Não deu certo


 Caso o lançamento ou captura do primeiro ou segundo ponto da vig a não tenham ficado
corretos, clique duas vezes na tecla “ESC” e uma vez no comando “desfazer”;
 Verifique se você está com a captura “ponto no elemento” para capturar o primeiro ponto e se
alternou para ”intersecção” para capturar o segundo ponto;
 Verifique também se o filtro “travar” não está ativo;
 Clique no botão “repetir explicação” e lance a viga novamente.

4) Lançar a viga da sacada (demais tramos)


 Clique sobre o próximo vértice da linha inclinada e confirme novamente a posição do nó;
 Com as teclas “control + seta para baixo” aproxime-se do pilar P6;
 Alterne novamente a ferramenta de captura para “ponto no elemento”;
 Posicione o mouse sobre a linha vertical de referência dentro da seção do pilar e clique nesse
ponto;
 Tecle “enter” para encerrar a viga e “alt + F7” para enquadrar o desenho;
 Para evitar que você esqueça essa captura perigosa ligada, troque-a imediatamente para a
captura “interseção”, evitando erros acidentais.

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Figura 2.12 – Lançamento da viga da sacada.

Não deu certo:


 Caso você tenha cometido algum erro de lançamento na segunda parte de construção dessa
viga, tecle “ESC” duas vezes e clique no botão “desfazer” até que você chegue num ponto que
esteja correto;
 Execute o comando “Elementos – vigas – adicionar trechos” e clique na extremidade da viga
onde você fez o último comando. Agora continue o lançamento normalmente a partir desse ponto.

2.2 Verificação do alinhament o das vigas


Logo após o lançamento das vigas, é muito importante fazer a verificação do alinhamento
entre os nós de uma mesma viga e dela com os pilares. Quando os nós estão desalinhados,
podem ocorrer problemas numéricos e atrapalhar o processamento da estrutura, bem como surgir
diferenças nas medidas do projeto.
1) Verificação do alinhamento
 Execute o comando “Elementos – Alinhamento - Verificar alinhamento”;
 Tecle “enter” para selecionar “todas” e o programa fará a verificação dos alinhamentos de todos
os nós que se encontram nas direções X e Y;
 Clique em “OK” para fechar o diálogo dos alinhamentos.

2.3 Renumerando as vigas


Após inserir todas as vigas, pode-se renumerá-las da mesma forma como fizemos com os
pilares.
1) Renumeração das vigas
 Acesse o comando “Elementos – Vigas - Renumerar”;

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77

 Clique no botão “OK” e as vigas serão automaticamente renumeradas de cima para baixo e da
esquerda para a direita, sendo as vigas inclinadas numeradas posteriormente;
 Feche a janela que indica as vigas renumeradas.

3 Lançament o das lajes

Objetivos
 Estudar as formas de lançamento das lajes com o Eberick, definindo lajes maciças e
nervuradas.
 Incluir os carregamentos distribuídos aplicados diretamente sobre as lajes e suas condições de
vinculação
 Otimizar o desempenho e economia das lajes

Etapa 04 - Vigas.prj

3.1 Lançando as lajes maciças

As lajes podem ser lançadas através do comando “Elementos-Lajes-Adicionar“ ou através


do botão da barra de ferramentas “Elementos”.

Deve-se preencher os campos da janela conforme apresentado na figura.

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O resultado do lançamento é apresentado na figura mostrada a seguir.

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79

3.2 Laje da sacada com rebaixo


A laje da sacada pode ser projetada com um rebaixo para permitir a construção da
impermeabilização e, ainda, prever um degrau físico que impeça a entrada de água para os
ambientes internos da obra.
Utilizando a mesma figura apresentada para demonstrar a elevação em vigas, pode-se
compreender o mesmo conceito para lajes.

1) Lajes da sacada com rebaixo


 Tecle “enter” para executar novamente o comando “Elementos – lajes - adicionar”;
 Os dados da laje podem ser os mesmos das lajes anteriores, incluindo somente o valor de -10cm
na “elevação”;
 Pressione o botão “Ok”;
 Clique no interior do contorno formado pelas vigas da sacada.

3.3 Lançando uma laj e nervurada


Um dos tipos de laje muito comuns atualmente é a laje nervurada, formada por um
conjunto de nervuras bidirecionais, solidarizada com uma capa de concreto comprimido.
O lançamento das lajes nervuradas no Eberick pode ser feito do mesmo modo que nas
lajes maciças, simplesmente alterando o tipo de laje no diálogo de lançamento.
1) Editando uma laje
 Posicione o cursor exatamente “sobre” o texto “L4” e dê um duplo clique.

2) Trocando a laje maciça pela nervurada


 Ao abrir o diálogo, troque o tipo de laje para “nervurada”;
 O diálogo habilita alguns campos que definem a geometria da laje.Escolha o bloco de “EPS”;
 Clique no botão [...] e abra o catálogo dos blocos;
 À esquerda desse diálogo abra a opção “nervurada” e clique sobre o grupo “EPS”;
 Clique sobre o bloco “12x40x40cm” que fica na quinta linha do diálogo e clique no botão Ok”;
 Defina a espessura das nervuras “enx” e “eny” como sendo de 8cm;
 Defina a espessura da capa com 4cm;
 Clique no botão “Ok”.

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80

Não consegui fazer:


 Caso você esteja com dificuldades de abrir o diálogo de lajes:
 Observe que é necessário posicionar a mira exatamente sobre a letra “L” e então dar dois
cliques de mouse.
 Você também pode aproximar-se do desenho com a tecla “F5” para facilitar a seleção.
 Outra alternativa é clicar com o botão direito do mouse sobre a laje e escolher a opção
“propriedades”

3) Posicionando as nervuras da laje


 Tecle “F5” e abra uma janela de zoom aproximando o desenho da indicação da laje nervurada;
 Ative o filtro “esconder” para desligar a arquitetura;
 Execute o comando Elementos – lajes – posicionar nervuras;
 Clique sobre a laje e sobre o vértice a manter fixo;
 Defina a posição do vértice clicando no canto inferior direito da laje. Você também pode fazer uso
das ferramentas de captura;
 Habilite a visualização das nervuras na “configuração-entrada gráfica - lajes” ativando a opção
“nervuras” ao invés do “ponto fixo”;
 No caso particular do nosso exemplo, as nervuras já foram lançadas na posição correta e não há
necessidade de fazermos essa alteração.

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81

Não consegui fazer:


 Consulte a ajuda eletrônica do programa através do menu “Interrogação” e clique em
“Conteúdo”;
 Ao abrir a janela, clique sobre o item “Menu Elementos”, depois sobre o item “Lajes” e
finalmente sobre o tópico “Posicionar nervuras”.

3.4 Definindo o engast ament o ent re as laj es


Quando as lajes são inseridas, o programa considera que todas elas estão simplesmente
apoiadas no seu contorno. Entretanto, se for interessante garantir a continuidade entre todas as
lajes no projeto, deve-se definir essa condição de vinculação para cada uma das continuidades.

1) Engastar todas lajes


 Acesse o comando “Elementos – Lajes - Engastar Todas”;
 Execute o comando “Elementos – Lajes - Liberar” e clique sobre as vigas V2 e V6 nas
continuidades das lajes;
 Uma vez selecionada esses dois trechos tecle “Enter”.

Ao engastar as lajes o programa muda a representação do contorno: as linhas cheias


representam apoios “contínuos” (ou engastes) enquanto que linhas tracejadas representam apoios
descontínuos (ou rotulados).
Quanto às implicações do engastamento das lajes, pode-se citar:
 Combate à fissuração dos bordos de lajes;
 Engastamentos desnecessários levam ao consumo exagerado de aço, tendo em vista o possível
dimensionamento do vão e da continuidade com armaduras mínimas. O acréscimo de aço
desnecessário num pavimento pode alcançar 40%!

Outra consideração importante é o modelo estrutural da sacada. De um modo geral, a


sacada pode ter dois modelos básicos: totalmente apoiada em vigas de bordo ou estaticamente
equilibrada pelos vínculos de continuidade. Destes modelos básicos, podemos listar inúmeras
variações, vamos estudar algumas:
1ª Hipótese: A viga V11 do bordo da sacada é uma viga “com função estrutural”.
2ª Hipótese: Substituir a viga de bordo V11 por uma barra, que é um elemento sem rigidez
e serve somente para definir o contorno da laje.
3ª Hipótese: Transformar a viga V11 em uma “viga sem rigidez”, que passa a “não ter
função estrutural”, funcionando somente como elemento de fachada, e contando como “peso” no
bordo da laje.

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82

2) Adotando a terceira hipótese


 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom que inclua a sacada;
 Para isso, execute um clique duplo sobre a viga V11 e habilite a opção “viga sem rigidez”.

Não consegui fazer:


 Caso você esteja com dificuldades de editar as vigas, observe que é necessário posicionar a
mira exatamente sobre a letra “V” ou sobre o eixo da viga e então dar dois cliques de mouse;
 Você também pode aproximar-se do desenho com a tecla “F5” para facilitar a seleção;
 Outra alternativa é clicar com o botão direito do mouse sobre a V11 e escolher a opção
“propriedades”.

3.5 Renumerando as lajes


Após inserir todas as lajes, o próximo passo é renumerá-las. Os passos são listados a
seguir.
1) Renumerando as lajes
 Utilize o comando Elementos-Lajes-Renumerar;
 As lajes serão automaticamente renumeradas de cima para baixo e d a esquerda para a direita,
seguindo os mesmos critérios já estudados para os pilares e vigas;
 Clique no botão “Ok” para efetuar a renumeração;
 Feche a janela clicando sobre o botão que fica no alto à direita.

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83

Aula 5 - Lançament o da est rut ura –part e 2

1 Lançament o das cargas das paredes

Objetivos
 Aprender a lançar cargas lineares de qualquer natureza;
 Estudar a maneira mais eficiente de lançar e ajustar as cargas lineares;
 Considerar a existência de aberturas nas paredes.

Etapa 05 - Lajes.prj

1.1 Cargas de parede sobre as vigas e barras


Situações Típicas de lançamento das paredes:
1. Paredes “cegas” sobre as vigas e até o teto (ou fundo das vigas), evidenciada pelas
paredes que ficam, por exemplo, sobre as vigas V2, V4 e V7.
2. Paredes apoiadas sobre as vigas, que vão até o teto ou fundo da viga, mas contém
aberturas de portas e janelas, como no caso das vigas V5 e V6.
3. Vigas como a da sacada, que tem somente uma parede com um metro de altura.
4. Paredes que se apóiam diretamente sobre as lajes, como na laje L6.
5. Nem toda a viga recebe carga de parede e passa a ser necessário marcar onde existe e
onde não existem cargas lineares.

1.1.1 Lançando as paredes at é o t et o s obre as vigas

Nesta etapa, iremos lançar cargas de parede sobre todos os elementos do pavimento,
exceto sobre as vigas da sacada.
1) Definindo o modo de lançamento
 Abra o croqui do pavimento Tipo 1.
 Execute o comando “Elementos – cargas lineares...”.
 Defina o modo de lançamento como “selecionando barras”.

2) Definindo a carga de parede


 clique no botão “Editar” para definir as dimensões das paredes com os seguintes dados:
 Altura das paredes = 240cm
 Espessura das paredes = 15cm.
 Peso específico = 1300 kgf/m³.
 Uma vez definida essa geometria, clique no botão “ok”.
 Desligue a opção “carga extra”, deixando ligada somente a opção “parede”.

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84

Figura 1.1 – Definição da carga de parede.

3) Lançando as cargas sobre as vigas


 Definidos os dados das paredes, clique sobre o botão “Ok”.
 Clique uma vez sobre a tecla “F2” para afastar um pouco o desenho.
 Abra uma janela de seleção que envolva todo o pavimento.
 Ao clicar sobre o segundo ponto da janela, a linha de comando exibe que foram selecionados 25
elementos.
 Mantenha a tecla “SHIFT” apertada e clique uma vez sobre cada uma das três barras da sacada.
Assim, ao total devem ficar selecionados apenas 22 elementos.
 Tecle Enter para confirmar o comando.
 Pode-se constatar a aplicação das cargas através do valor “468”, exibido abaixo de cada uma
das barras da viga.

Não deu certo:


Se você não conseguiu encontrar os 22 elementos, pode ser por alguma das seguintes causas:
 Localizei menos que 25 elementos:
Execute novamente o comando “Elementos - cargas lineares - lançar” e pressione a tecla “F2” para
abrir uma janela que envolva todos os elementos.
 Não consegui retirar os elementos da sacada da seleção:
Você já precisa estar com os 25 elementos do pavimento selecionados.
Agora, você deve pressionar e manter pressionado o botão “SHIFT” do teclado, localizado logo
abaixo da tecla “CAPS LOCK”.
Com esse botão pressionado, clique sobre os três elementos da sacada.
 Selecionei mais do que 25 elementos:
Repare que você deve estar sem o comando “paredes sobre barras” ativo. Com isso, você
selecionou todos os elementos do croqui e não somente as barras.

1.1.2 Inserindo as abert uras nas cargas de parede

Para inserir aberturas nas cargas de parede tem-se um procedimento simples, porém um
pouco repetitivo. Na seqüência são listados os passos para efetuar a inserção:

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85

1) Inserindo abertura sobre a viga V5


 Pressione a tecla “F5” e defina uma janela de zoom que envolva a laje L1;
 Execute um duplo clique sobre o nome ou o eixo da viga;
 Clique sobre o botão “Editar” correspondente à carga de parede;
 Clique no botão “inserir” e informe as dimensões da janela que, nesse caso, são de 120cm de
base e 100cm de altura;
 Clique no botão “Ok” para fechar a janela de edição das aberturas;
 Clique no botão “OK” para fechar a janela de edição das cargas de parede;
 Clique novamente no botão ”Ok” para fechar a janela de edição da viga;
 O valor da carga que era de 468 kgf/m² passou a ser 396 kgf/m².

Figura 1.2 – Abertura inserida na viga.

O lançamento das demais cargas de parede contendo aberturas é feito da mesma forma
como no exemplo anterior.
Para não tornar monótono esse trabalho, recomendamos que você mesmo faça esse
trabalho, tomando como referência o valor da abertura que está na arquitetura do pavimento.
Sugerimos que você faça primeiro as janelas que ficam na parte externa do pavimento e depois as
portas internas.

1.1.3 Lançando as cargas de parede da sacada

O lançamento das cargas de parede da sacada segue o mesmo procedimento já feito para
o pavimento inteiro, mudando somente a altura da parede que é de 100cm.

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86

1) Lançando as cargas de parede da sacada


 Execute o comando “Elementos - cargas lineares...” e clique sobre o botão “Editar”;
 Ao abrir o diálogo, informe a altura da parede como sendo de 100cm;
 Clique no botão “Ok” duas vezes para fechar a janela de lançamento das cargas de parede;
 Clique sobre cada um dos três trechos da sacada;
 Com a confirmação dessa seleção, tecle “Enter”;
 Perceba que foram acrescidos 195 kgf/m em cada trecho de laje.

1.1.4 Lançament o das paredes sobre as lajes

O lançamento das paredes sobre as lajes assemelha-se ao das paredes sobre as vigas,
diferindo apenas no posicionamento das paredes, que pode ser livremente definido por dois
pontos.

1) Selecionar o lançamento da carga linear definindo dois pontos


 Execute o comando “Elementos-cargas lineares...” e clique sobre o botão “Editar”;
 A altura da parede deve ser de 270cm;
 Clique no botão “Ok” para confirmar as dimensões da parede;
 Selecione a opção “definindo dois pontos”;
 Clique no botão “Ok”.

Figura 1.2 - Lançamento de carga linear selecionando dois pontos.

2) Definir o primeiro vetor de cargas


 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom envolvendo as paredes;
 Ative a ferramenta de captura “ponto médio”.
 Posicione o mouse próximo da extremidade da linha de arquitetura que representa a p arede
vertical, até que apareça a mira sobre a extremidade e defina o primeiro ponto de referência.
 Faça o mesmo com o segundo ponto de referência.
 Do mesmo modo, defina o primeiro e o segundo pontos de referência no vértice inferior dessa
parede e defina o primeiro vetor de cargas.

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87

3) Definir o segundo trecho de cargas de parede


 Clique novamente sobre os mesmos vértices e capture o primeiro ponto da segunda linha de
parede.
 Desligue a ferramenta de captura “ponto médio” e troque a captura “intersecção” pela captura
“perpendicular”
 Clique sobre o eixo da viga V6 e será definido o segundo trecho de cargas de parede.

 Dê um clique duplo sobre a linha da parede, clicando sobre o texto ou sobre o eixo da parede.
 Clique sobre o botão “Editar” do diálogo e, em seguida, sobre o botão “inserir”.
 Informe as dimensões de 80 x 210cm para a porta.
 Clique no botão “Ok” três vezes para confirmar as informações da parede.
 Com isso, o valor da carga de parede passará a ser de 254kgf/m ao invés de 526 kgf/m.

Figura 1.3 - Cargas lineares resultantes sobre a laje.

Não deu certo:


 Caso você tenha definido um ponto de captura fora da extremidade correta a linha de
parede ficará incorreta. Para corrigir isso, tecle “ESC” duas vezes e, caso você já tenha concluído a
parede, tecle uma vez no botão “desfazer”.

1.1.5 Criando nó int ermediário na viga

No caso particular da viga V2, a carga de 468 kg-força/m está sendo aplicada sobre toda a
extensão da barra, inclusive sobre um trecho no qual não há carga de parede.
Para evitar que se cometa uma imprecisão, pode-se subdividir essa barra da V2 em duas
partes, através da criação de um nó na intersecção da viga com a linha de parede.

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88

1) Adicionar nó a viga V2
 Execute o comando “Elementos - Adicionar nó”.
 Troque a captura para “intersecção”.
 Clique sobre a interseção existente entre a linha branca da parede e o eixo da viga.
 Depois pressione a tecla “ESC” e a tecla “F7”.

Figura 1.4 – Nó adicionado a Viga V2.

2) Retirar a carga do trecho criado a esquerda do nó


 Dê um duplo clique sobre a viga V2, no trecho à esquerda do nó.
 Com o trecho da viga editado, clique sobre o botão “Remover” correspondente à carga de
parede.
 Clique no botão “Ok”.

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89

Figura 1.5 – Carga retirada do trecho da viga V2.

Inclui nós desnecessários:


 Caso você tenha clicado acidentalmente em outros pontos que não a intersecção prevista
e tenha inserido nós desnecessários, utilize o botão “desfazer” tantas vezes quanto necessário.
Porém, tome cuidado para não excluir elementos já criados.

2 Vínculos ent re os element os

Objetivos
 Aprender as ferramentas que estabelecem os vínculos entre os elementos estruturais
 Compreender a necessidade de estudar claramente, caso a caso, quando e onde deve-se
utilizar tais vínculos.

Etapa 06 - Paredes.prj

2.1 Vínculos ent re as lajes


As ligações entre as lajes no Eberick podem ser modeladas como sendo Engastadas ou
Liberadas (rotuladas).
No momento da inserção das lajes, o programa sempre considera que as lajes adjacentes
estejam liberadas entre si. Essa condição é representada pelo programa através de linhas de
contorno descontínuas, como indicam as linhas verdes nesse exemplo.
Quando as lajes são contínuas entre si, o contorno é representado através de linhas
contínuas.

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90

No caso deste exemplo, já fizemos o ajuste das continuidades entre as lajes no final da
aula 4.
Mas lembre-se: essa é uma tarefa importante e que precisa ser avaliada adequadamente
na etapa de projeto.
Há ainda uma outra alternativa muito importante que pode ser utilizada quando se tem o
módulo Master: trata-se da plastificação dos apoios. Essa ferramenta será melhor estudada no
curso à distância de Projeto de lajes planas.

Figura 2.1 – Vinculação entre Lajes.

2.2 Vínculos ent re as vigas


No Eberick existem três possibilidades de ligações entre as barras das vigas e dos pilares:
ligação rígida (ou engastada), ligação flexível (ou rotulada) e ligação semi-rígida.
No momento do lançamento da estrutura, as ligações entre essas barras são assumidas
sempre como rígidas, devendo-se interferir nessa hipótese caso se queira outra forma de ligação.
Para o caso específico das ligações entre vigas, a situação mais comum e sempre
desejável é a de que uma viga ligue-se à outra através de uma ligação flexível. Vamos fazer esta
consideração em nosso projeto.

1) Tipos de ligações entre as vigas


 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom próximo da escada.

2) Rotular todas ligações entre vigas


 Execute o comando “Elementos-vigas-rotular todas” e tecle “Ok”

3) Inverter a rótula do balanço da viga V2 para a viga V8


 Com as teclas “CTRL + setas” localize a região da viga V2 onde está o balanço.

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91

 Execute o comando “Elementos – vigas - engastar”.


 Clique sobre a viga V2.
 Clique sobre o nó extremo do balanço e repare que a indicação da rótula deixou de existir.
 Execute o comando “Elementos – vigas - rotular” e selecione a viga V8.
 Clique sobre a extremidade superior da viga V8 e repare que passa a existir uma rótula sobre essa
extremidade.

Figura 2.2 - Inversão da posição da rótula.

Importante
Perceba quanto é importante o papel do engenheiro no uso da ferramenta
computacional! Neste caso, é o engenheiro quem avalia a localização correta das

 vinculações. Pode-se, com este simples exemplo, concluir que seu papel no
processo é insubstituível.

A correta modelagem dessas ligações é a essência de um projeto eficiente.

 Curso Técnico do Módulo Master


 Curso Técnico de Concepção e Lançamento da Estrutura

Recomendamos fortemente que você procure fazer esses dois cursos, que
complementarão adequadamente esse conteúdo.

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92

3 Comandos de Verificação

O Eberick oferece vários comandos de verificação, para auxiliar o usuário a construir o


modelo da forma mais correta possível, e evitar erros que comprometam tanto os resultados como
o andamento do projeto.
Nesta etapa há dois comandos de verificação disponíveis e que devem ser utilizados
sempre: “Detectar proximidades” e “Verificar alinhamentos”.

3.1 Det ect ar proximidades


1) Executando o comando
 Execute o comando “Elementos-Detectar proximidades”.
 Clique sobre o botão “Ok”.

3.2 Verificar alinhament o


1) Executando o comando
 Execute o comando “Elementos – Alinhamento - Verificar alinhamento”.
 Pressione a tecla “Enter”.
 Clique sobre o botão “Ok”.

Figura 3.1 – Resultado do comando Verificar alinhamento .

4 Lançament o do Paviment o Térreo

Etapa 07 – Tipo 1.prj

Baseado no lançamento do pavimento Tipo 1, o lançamento do pavimento térreo


compreende as seguintes etapas:
 Copiar o croqui do Tipo 1 para o Térreo
 Remover as cargas de parede desnecessárias
 Remover os elementos desnecessários ao lançamento
 Incluir novos elementos que sejam necessários
 Definir as cargas sobre os novos elementos
 Definir as fundações do Edifício.

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93

4.1 Copiar o croqui do paviment o Tipo 1


O lançamento de uma estrutura com vários pavimentos diferentes deve sempre partir do
lançamento de algum dos pavimentos já lançados. Isso é feito copiando o lançamento do croqui
de um pavimento para o outro e fazendo os ajustes necessários de lançamento.

1) Copiar croqui do pavimento “Tipo 1” para o “Térreo”


 Localize o Menu “Estrutura” e, nele, o comando “Copiar croqui”.
 Copie o croqui do pavimento “Tipo 1” para o “Térreo”, selecionando a “origem” como o “Tipo 1”,
e o “destino” deve ser somente o pavimento “Térreo”.
 Nas opções de cópia, copiar somente os “pilares e vigas”
 Clique no botão “Ok”.

Figura 4.1 – Copiando o croqui do pavimento Tipo 1 para o Térreo.

2) Visualização do “Pórtico 3D”


 Clique no botão “Pórtico 3D”, localizado à esquerda do botão “Raio”.
 Você pode mudar o ângulo de visão desse pórtico pressionando os botões de rotação, que
permitem que você se posicione em relação ao pórtico da estrutura em todas as direções.
 Após ter feito alguns testes com estes comandos de rotação, feche a janela do pórtico 3D,
clicando sobre o botão “X” localizado no alto e à direita dessa janela

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94

Figura 4.2 – Pórtico 3D da estrutura.

4.2 Remover as cargas de parede desnecessárias


Para remoção de cargas de parede desnecessárias ao projeto do pavimento Térreo segue
um roteiro do procedimento a ser adotado:

1) Remover as cargas de parede referentes ao pavimento “Térreo”


 Execute o comando “Elementos-cargas lineares...”
 Na janela que se abrirá mantenha desativada a opção “carga extra” e deixe ativa a opção “Carga
de parede”
 Clique no botão “Remover”
 No quadro “Lançar”, selecione a opção “Selecionando barras” e clique em “Ok”
 Clique uma vez no botão “F2” para afastar o desenho
 Clique com o mouse próximo ao banheiro, de modo a excluir as paredes da escada e abra uma
janela até incluir toda a arquitetura à esquerda da escada. A linha de comando deve indicar 16
elementos.
 Clique novamente à direita e acima da escada e abra uma janela interceptando toda a sacada e
os demais elementos que não foram selecionados antes. Ao todo, deve-se selecionar 21
elementos.
 Tecle “Enter” para confirmar o comando.

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95

Figura 4.3 – Removendo cargas lineares referentes ao pavimento Térreo.

Não consegui fazer:


Caso você não tenha conseguido encontrar 21 elementos, verifique qual das situações você se
encontra:
 Selecionei menos do que 21 elementos
Neste caso, é provável que você tenha aberto uma janela menor do que a necessária para incluir
todos os elementos na seleção. Clique no botão “repetir explicação” para ver exatamente onde
posicionar o mouse para uma melhor seleção.
 Selecionei mais do que 21 elementos.
É provável que você tenha feito a seleção sem ter executado o comando “Elementos-cargas
lineares-remover”.
Inicialmente pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando e cancelar a seleção. Repita
o comando “Elementos-cargas lineares-remover” e selecione novamente as paredes.
Caso julgue conveniente, clique no botão ”repetir explicação” para melhor fixação dos
procedimentos.

4.3 Remover os element os desnecessários ao lançament o


Em virtude de tratar-se de um pavimento de garagem, não são necessárias algumas vigas
que, no pavimento tipo, sustentavam paredes.

1) Apagar vigas desnecessárias


 Execute o comando “manipular-apagar”.

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96

 Abra uma janela da direita para a esquerda que selecione todos os elementos da sacada.
 Clique sobre a viga V6, que está no meio do vão entre as garagens.
 Tecle “Enter“ para confirmar o comando e “Alt+F7” para enquadrar o desenho.

2) Eliminar nós dispensáveis


 Execute o comando “Elementos-vigas-eliminar nós”.
 Abra uma janela que selecione a parte central das vigas referidas, que aparecerão marcadas na
cor “Amarelo”.
 Ao selecionar esses 4 nós, clique na tecla “Enter” para confirmar a exclusão dos nós.

Figura 4.4 – Pavimento térreo sem vigas e nós desnecessários.

4.4 Incluir novos element os que sej am necessários


Nos projetos em geral, após ter copiado um croqui de outro pavimento, é preciso apagar
alguns elementos, como fizemos na etapa anterior e, normalmente, incluir novos elementos para
completar a geometria do pavimento.
No caso particular deste projeto, não há necessidade de incluirmos mais nenhuma viga ou
pilar no pavimento. Portanto, poderemos passar para a próxima tarefa.

 Copiar o croqui do tipo 1 para o Térreo


 Remover as cargas de parede desnecessárias
 Remover os elementos desnecessários ao lançamento
 Incluir novos elementos que sejam necessários
Renumerar as vigas
Definir as cargas sobre os novos elementos
Definir as fundações do Edifício.

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97

4.5 Renumerar as vigas


Uma vez que tenham sido excluídos todos os elementos desnecessários e criados todos
os novos elementos no pavimento, devem-se renumerar todos os elementos.
Nesse pavimento, somente é necessário renumerar as vigas do pavimento.

1) Renumerar as vigas do pavimento “Térreo”


 Execute o comando “Elementos-vigas-renumerar”.
 Ao aparecer o diálogo com as opções de remuneração, clique no botão “ok”.
 Feche a janela que exibe as vigas renumeradas.

4.6 Definir as cargas sobre os novos element os


As vigas do pavimento térreo não suportam paredes e portanto, não irão receber cargas
decorrentes da alvenaria.
Todavia, os veículos terão livre circulação sobre esses elementos, o que implica em uma
carga decorrente da movimentação dos veículos.
Essas cargas devem ser calculadas em função da carga máxima por eixo, conforme o tipo
de veículo que poderá transitar sobre a viga, e dependem do vão da viga.
No caso de nosso exemplo, por razões didáticas, adotaremos um valor constante e
uniforme, igual a 300 kg-força por metro de viga.

1) Definir carga acidental sobre as vigas com tráfego de veículos


Execute o comando “Elementos-cargas lineares...” e defina essa carga conforme os
seguintes passos:
 Desabilite a opção “parede”;
 Habilite a opção Carga Extra;
 Alterne a opção “adicional” para “acidental”;
 Habilite essa opção através do ckeck box;
 Informe o valor de 300 kg-força por metro para a carga;
 Troque a opção “definindo dois pontos” por “selecionando barras”;
 Clique no botão “ok”.
Agora selecione as vigas que estarão sujeitas a circulação de veículos, ou seja:
 V1, V2, V4, V6 e V8;
 Tecle “Enter” para confirmar a inclusão das cargas.

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98

Figura 4.5 – Carga acidental sobre vigas com tráfego de veículos.

4.7 Definir as fundações do Edifício.


O último passo que resta para concluir o lançamento da estrutura do pavimento térreo é a
definição das fundações.
Acessando o pórtico 3D é possível constatar que, mesmo tendo lançado elementos do tipo
“pilar” em dois pavimentos, somente existe um lance construído.
Para que passe a existir um lance de pilar abaixo do pavimento Térreo e,
consequentemente, uma fundação associada, é preciso transformar os pilares do pavimento térreo
em elementos do tipo fundação.

1) Lançar fundação do tipo “Sapata”


 Execute o comando “Elementos – pilares - converter para fundação”.
 Abra uma janela de seleção que envolva os pilares P1, P4 e P7.
 Ao aparecer os três elementos selecionados tecle “Enter”.
 Escolha o tipo de fundação como sendo “Sapata” e o apoio como “Rotulado”.
 Clique no botão “Ok”.

Figura 4.6 – Fundação do tipo “Sapata”

2) Lançar fundação do tipo “Tubulão”


 Execute o comando “Elementos-pilares-converter para fundação”
 Selecione os pilares P2, P5 e P8 através de uma janela de seleção ou clicando diretamente sobre
eles.
 Ao abrir o diálogo “Pilar para fundação”, escolha a fundação do tipo “tubulão” e o apoi o do tipo
“rotulado”.
 Clique no botão [...] que fica ao lado da opção “tubulão”.
Curso Básico AltoQi Eberick
99

3) Definir características do tubulão


 O Eberick permite dimensionar fundações com até 10 tubulões agrupados em um bloco único.
Será utilizado um bloco com apenas 1 tubulão com diâmetro de 60cm.
 Selecione a linha que já foi definida com valores default e clique no botão [...] ao lado.
 Altere o valor do coeficiente de recalque vertical para 9 kgf/m³, o coeficiente de Poisson para 0.3 e
clique no botão “Ok”
 Clique no botão [+] para inserir a segunda camada de solo
 Defina o comprimento da camada como sendo de 300cm e o coeficiente de recalque vertical
como sendo 15 kgf/m³
 Clique no botão “Ok” para confirmar a edição da camada.
 Clique novamente no botão “Ok” para confirmar a edição das propriedades do tubulão.
 Clique no botão “Ok” para confirmar a conversão os “pilares” em “fundações”.

Figura 4.7 - Fundação do tipo “Tubulão”.

4) Lançar fundação do tipo “Bloco sobre estacas”


 Execute novamente o comando “Elementos-pilares-converter para fundação”.
 Selecione os pilares P3, P6 e P9 através de uma janela de seleção ou clicando diretamente sobre
eles.
 Ao abrir o diálogo “Pilar para fundação”, escolha a fundação do tipo “Bloco” e o apoio d o tipo
“rotulado”.
 Clique no botão “Ok” e depois no botão “pórtico 3D”

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100

Figura 4.8 – Fundação do tipo “Bloco sobre Estacas”.

A definição do tipo de fundação (sapata, tubulão ou bloco sobre estacas), bem como se a
fundação é engastada, rotulada ou com outra vinculação qualquer é uma definição muito
importante e precisa ser coerente com as propriedades do solo de suporte, obtidas através de
sondagens e ensaios.
Os valores que foram utilizados nesse curso são meramente didáticos e não tem qualquer
valor que possa ser utilizado como indicativo em seus projetos.
Portanto, caso você tenha dúvidas sobre quais valores utilizar com relação aos parâmetros
do solo, procure ajuda com especialistas em projetos de fundação.

Curso Básico AltoQi Eberick


101

Aula 6 - Lançament o da escada

1 Filosofia de lançament o das escadas no Eberick

1.1 O Módulo Escadas


O lançamento de escadas no Eberick é feito através do “Módulo Escadas”, que agrega
recursos importantes ao Eberick, com o intuito de minimizar o trabalho do projetista de estruturas,
com relação ao dimensionamento e detalhamento das escadas usuais.
Por tratar-se de um módulo do programa, o “Módulo Escadas” usa a plataforma principal
do Eberick para adicionar seus recursos diretamente à interface do programa, funcionando como
se fosse um único sistema.

Figura 1.1 – Módulo escadas formando um único sistema com o Eberick.

O módulo Escadas permite ao usuário incluir diretamente no modelo os elementos de


ligação entre pavimentos (rampas e vigas inclinadas de tramo simples) e agrupá-los em Escadas,
todos representados no Pórtico 3D e analisados em um modelo de Pórtico espacial.

Curso Básico AltoQi Eberick


102

Figura 1.2 – Pórticos 3D e modelo de análise.

Além das escadas, esses recursos também permitem criar galpões, coberturas e outros
tipos de estruturas contendo pilares inclinados, vigas inclinadas e rampas.

Figura 1.3 – Cobertura utilizando laje inclinada.

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103

1.2 Filosofia de lançament o

Figura 1.4 – Filosofia de lançamento.

Fundamentos dos níveis intermediários do Módulo Escadas:


 Cada croqui de um nível intermediário é um ambiente de trabalho em 2D, da mesma forma como
o croqui de qualquer pavimento.
 Os elementos inclinados ligam um nível a outro e podem ser visualizados e editados no Pórtico
3D da mesma forma como no restante da estrutura.
 Os elementos estruturais (vigas, lajes, rampas, etc) lançados nos níveis intermediários são
agrupados aos elementos no croqui principal para dimensionamento e detalhamento, como se
fossem uma continuidade deste.
 Um pavimento pode conter um número qualquer de níveis intermediários.
 Quando um pavimento é copiado para os demais, também são duplicados todos os seus níveis
intermediários.
 Pode-se ler um projeto que tenha sido criado sem o uso do Módulo Escadas e inserir em sua
estrutura os níveis intermediários e os elementos de ligação.

1.3 Criação do croqui int ermediário

A escada que iremos lançar nessa etapa do curso dá acesso do “térreo” ao pavimento
“Tipo 1”. A escada pertencerá, portanto, ao pavimento “Tipo 1”, e é nesse pavimento que deve ser
inserido o croqui intermediário.
Segundo o projeto arquitetônico, a escada terá apenas um patamar intermediário, situado
no nível 140 cm abaixo do pavimento Tipo 1. Será criado, então, um nível intermediário ao
pavimento superior, na altura 140 cm.

Etapa 08 – Térreo.prj

1) Criar o croqui intermediário


 A partir da janela “projeto”, clique com o botão da direita sobre o pavimento “Tipo 1”
 Execute o comando Inserir nível intermediário.
 A altura do nível intermediário será de 140cm

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104

 Selecionar a opção “copiar somente os Pilares”


 Manter ativa a opção Copiar Elementos gráficos (desenho)
 Uma vez definidas essas opções, clique no botão “Ok”.

Figura 1.5 – Inserção de nível intermediário.

2) Preparar o croqui para o lançamento da escada


 Dê um duplo clique sobre o croqui intermediário do pavimento “tipo 1”
 Altere a caixa de seleção das arquiteturas visíveis para a opção “Térreo”

Figura 1.6 – Lançado a escada no croqui.

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105

2 Lançament o da Escada

Os comandos para lançamento de escadas como Eberick seguem uma seqüência bem
definida:
 Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o
patamar do nível intermediário.
 Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de arranque
da escada.
 Inserir os lances de escada e definir a geometria dos degraus.
 Definir a vinculação entre os elementos da escada
 Corrigir as cargas de parede que se apóiam sobre a escada.

2.1 Lançar os pat amares da escada

2.1.1 Pat amar do paviment o Tipo 1

Os passos para o lançamento do patamar do pavimento Tipo 1 são apresentados na


seqüência.
1) Preparando a posição de trabalho
 Feche o croqui do pavimento intermediário, clicando sobre o botão “X” localizado no alto e à
direita da janela;
 Abra o croqui do pavimento ”Tipo 1” com um clique duplo sobre seu nome na janela “projeto”;
 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom que englobe toda a escada.

Figura 2.1 – Preparando a posição do trabalho.

2) Definindo dados da viga de apoio

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106

 Ative a ferramenta de captura “ponto na intersecção”;


 Execute o comando “Elementos – vigas - adicionar”:
 Ambiente: interno;
 Dimensões: 12 x 40cm;
 Definidas essas condições clique no botão “ok”.

Figura 2.2 – Viga de apoio do patamar.

3) Finalizando o contorno do patamar


 Clique sobre o “eixo” da viga V4 e depois sobre a linha de arquitetura que limita o degrau 16;
 Clique primeiro sobre o eixo da viga V3 e depois sobre a mesma linha de arquitetura;
 Clique sobre qualquer ponto situado à esquerda dessa barra e tecle “Enter” para encerrar a viga;
 Tecle “Enter” novamente para encerrar o comando.

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107

Não deu certo


Pode ser que algum destes problemas tenha acontecido:
 Capturei um ponto errado
Pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando “viga”. Caso isso tenha acontecido no
segundo ponto da barra e, portanto, a barra tenha sido lançada, clique uma vez no comando
“desfazer”, para voltar à situação original.

 Não consegui capturar a intersecção dos eixos:


Verifique se você está com as ferramentas de captura corretas. Ative a captura “ponto na
intersecção” em conjunto com a captura “intersecção”. Caso você tenha capturado um ponto
errado:
 Tente novamente.Pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando “barra”.
 Caso isso tenha acontecido no segundo ponto da barra e, portanto, a barra tenha sido
lançada, clique uma vez no comando “desfazer”, para voltar à situação original.

4) Rotulando a V12
 Execute o comando “Elementos – vigas - rotular”;
 Desative a ferramenta de captura “ponto na intersecção”;
 Clique sobre a viga V12 recém lançada;
 Posicione o mouse próximo da extremidade inferior da viga, de modo a aparecer a captura e
clique sobre esse ponto;
 Clique novamente sobre a V12 e, agora, sobre a extremidade superior da viga.

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108

Não deu certo:


 Se você não estiver conseguindo rotular as vigas pode ser que você não tenha deslig ado a
ferramenta de captura “ponto na intersecção”. Desligue a ferramenta e tente novamente.

5) Renumerando as vigas do pavimento tipo 1


 Execute o comando “Elementos – vigas - renumerar”. Pressione o botão “ok” para aceitar as
opções de renumeração.
 Feche a janela que se abre indicando as vigas que foram renumeradas.

Figura 2.3 – Renumerando as vigas do pavimento térreo.

6) Lançando a laje do patamar


 Execute o comando “Elementos-escadas-adicionar patamar de escada”
 Clique no botão [+] localizado ao lado da caixa “escada”.
 Clique no botão “ok” para confirmar o nome “E1” para o grupo da escada.
 Carga acidental = 250 kgf/m²
 Carga de revestimento = 150 kgf/m²
 Espessura da escada = 10cm
 Clique no botão “ok”
 Posicione a laje no interior do patamar, clicando em qualquer ponto em seu interior.
 Tecle “Enter” para encerrar o comando.

7) Visualizando o patamar em 3D
 Clique sobre o botão “pórtico 3D” localizado à esquerda do botão “raio”.
 Utilize os comandos de rotação e zoom para melhorar a vista desse elemento.
 Repare que o patamar foi lançado na posição desejada.
 Feche a janela clicando sobre o botão [X] localizado no alto e à direita da janela.
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109

Figura 2.4 – Pórtico 3D com visualização da laje do patamar lançada.

2.1.2 Pat amar int ermediário

1) Preparando a posição de trabalho


 Clique no botão “projeto” situado à direita do comando ”imprimir” para ativar novamente a janela
“projeto”;
 Abra o croqui do pavimento intermediário com um clique duplo sobre o nome “croqui (altura 140)”
na janela “projeto”;
 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom que englobe toda a escada.

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110

Figura 2.5 – Preparando a posição de trabalho.

2) Definindo a primeira barra do contorno (viga)


 Execute o comando “Elementos – vigas - adicionar” ou utilize o atalho da barra de ferramentas
“Elementos”;
 Preencha o diálogo da viga com os seguintes dados:
 Nome da viga = VE1
 Ambiente da viga = “externo”
 Seção transversal = 12 x 40cm.
 Elevação = 0

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111

Figura 2.6 – Viga da Escada.

3) Definindo as propriedades da viga


 Uma vez definidas as propriedades da viga, clique no botão “Ok”;
 Ative o filtro “esconder” para facilitar a captura dos pontos;
 Clique sobre o vértice inferior direito do pilar P6;
 Clique sobre o vértice superior direito do pilar P9;
 Clique em qualquer ponto a esquerda da linha já definida;
 Tecle “Enter” uma vez para encerrar a viga e tecle “Enter” outra vez para encerrar o comando.

Figura 2.7 – Definindo as propriedades da viga.

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112

4) Definindo a primeira barra do contorno


 Execute o comando “Elementos – barras - adicionar barras”.
 Pressione a tecla “Enter” para definir a largura da barra como sendo “zero”
 O nó inicial da barra deve ser definido na intersecção das linhas de arquitetura da parede da
escada e do degrau 9 da escada.
 Responda “sim” para confirmar a posição do nó
 Pressione a tecla “F8” para ativar a função “ortogonal” e ative o filtro “esconder”
 Posicione a mira em qualquer ponto no interior da seção do pilar P6 e clique sobre esse ponto,
cuidando para que não seja capturado nenhum dos vértices ou o centro.
 Tecle “enter” uma vez para encerrar a barra.

5) Definindo a segunda barra do contorno


 Desative o filtro “esconder”.
 Com o comando “barra” ativo, repita o procedimento para a barra que irá conectar-se ao pilar P9.
 Clique sobre a intersecção das arquiteturas da parede e do degrau 8. Confirme a posição do nó
clicando no botão “sim”.
 Ative novamente o filtro “esconder” e clique no interior do pilar P9, tomando o cuidado para não
capturar nenhum ponto do contorno da seção ou do eixo.
 Tecle “enter” para encerrar a barra.

Figura 2.8 – Definindo a segunda barra de contorno.

6) Definindo a última barra do contorno


 O comando “barra” já está ativo
 Defina o primeiro ponto clicando sobre a extremidade da linha horizontal inferior e o segundo
ponto sobre a extremidade da linha horizontal superior.
 Tecle “Enter” uma vez para encerrar a barra e mais uma vez para encerrar o comando “barra”.

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113

7) Definindo a laje do patamar


 Execute o comando “Elementos-escadas-adicionar patamar de escada”
 Ao abrir o diálogo, o programa já sugere que a escada faça parte do grupo “E1”.
 Defina como propriedades do patamar:
 Carga acidental = 250 kgf/m²
 Carga de revestimento = 150 kgf/m²
 Espessura da escada = 10cm
 Clique no botão “ok”
 Posicione a laje no interior do patamar, clicando em qualquer ponto em seu interior.
 Tecle “Enter” para encerrar o comando.

8) Visualizando o patamar em 3D
 Clique sobre o botão “pórtico 3D” localizado à esquerda do botão “raio”
 Utilize os comandos de rotação e zoom para melhorar a vista desse elemento.
 Repare que o patamar foi lançado na posição desejada e que já é possível visualizar os dois
patamares
 Feche a janela clicando sobre o botão [X] localizado no alto e à direita da janela.

Figura 2.9 – Visualização tridimensional dos patamares lançados.

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114

2.2 Apoio da escada no paviment o Térreo

Etapa 09 – Patamar escada.prj

Uma vez que já tenham sido construídos os dois patamares da escada, o próximo passo é
construir a viga de apoio no pavimento térreo, na posição onde começa a escada.

Figura 2.10 – Vista em corte dos patamares lançados.

 Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o
patamar do nível intermediário.

 Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de
arranque da escada.
Definir os contornos laterais dos lances de escadas, através da inserção de vigas ou barras
inclinadas.
Inserir os lances de escada e definir a geométrica dos degraus.
Definir a vinculação entre os elementos da escada
Corrigir as cargas de parede que se apóiam sobre a escada

1) Preparando o ambiente para o lançamento da viga


 Pressione o botão “projeto” situado ao lado do comando “imprimir”, para podermos acessar a
janela “projeto”
 Dê um duplo clique sobre o nome do pavimento “Térreo” para abrir o croqui desse pavimento.
 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela que exiba toda a escada.

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115

Figura 2.11 – Preparando o ambiente para o lançamento da viga.

2) Lançando a viga
 Execute o comando “Elementos – vigas - adicionar” ou clique sobre o botão de atalho situado na
barra de ferramentas “Elementos”.
 Ao abrir o diálogo da viga, informe as seguintes propriedades para o novo elemento:
 Ambiente: externo
 Dimensões: 12 x 40
 Clique no botão “Ok”
 Ative a ferramenta de captura “Ponto na Intersecção”.
 Clique sobre o eixo da viga V4. Depois clique sobre a linha da arquitetura que limita o degrau de
número 1.
 Clique sobre o eixo da viga V3 e depois sobre a linha de arquitetura que limita o degrau de
número 16.
 Informe o lado da seção à esquerda do eixo lançado.
 Tecle “Enter” para concluir a viga.
 Tecle “Enter” novamente para encerrar o comando “Viga”

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116

Figura 2.12 – Lançando a viga.

Não deu certo:


 Se você não conseguiu fazer agora é provável que não tenha ligado a ferramenta de
captura “ponto na intersecção”. Certifique-se de que essa captura está realmente ativa.
 Pressione a tecla “ESC” duas vezes e clique uma vez no comando “desfazer” para eliminar
a viga lançada.
 Clique no botão “repetir explicação” e veja novamente como lançar essa viga.

3) Rotulando a viga
 Desligue a ferramenta de captura “ponto na intersecção”.
 Execute o comando “Elementos – vigas - rotular” ou clique no botão “rotular” situado na barra de
ferramentas “Croqui”
 Clique sobre qualquer ponto da viga V10 e selecione a extremidade inferior dessa viga.
 Clique novamente sobre a viga V10 e, agora, sobre a outra extremidade da viga.

4) Renumerando as vigas do pavimento térreo


 Execute o comando “Elementos – vigas - renumerar”. Pressione o botão “ok” para aceitar as
opções de renumeração.
 Feche a janela que se abre indicando as vigas que foram renumeradas.

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117

Figura 2.13 – Renumerando as vigas do pavimento térreo.

2.3 Inserindo os lances da escada


Agora que já temos definidos os patamares da escada e o apoio no Térreo, é possível
inserir o lance de escada, contendo sua geometria correta.
Nas versões mais antigas do Eberick era necessário um longo procedimento de
lançamento de barras e nós para projetar o lance de escadas. A partir da versão V8 do software, o
lançamento do lances de escada está mais otimizado e as barras e nós são criados
automaticamente.
Este lançamento se dá sempre do pavimento que está acima para o pavimento que está
abaixo. Dessa forma, esse procedimento será feito primeiro do pavimento “Tipo 1” para o
pavimento “intermediário” e depois do “intermediário” para o Térreo.

 Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o
patamar do nível intermediário.

 Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de
arranque da escada.

 Inserir os lances de escada e definir a geometria dos degraus.


Definir a vinculação entre os elementos da escada
Corrigir as cargas de parede que se apóiam sobre a escada.

1) Definindo as propriedades do lance


 Abra o menu “janela” e selecione o croqui do “pavimento Tipo 1”;
 Execute o comando “Elementos – escadas – adicionar lance de escada” ou clique sobre o atalho
“adicionar lance de escada” na barra de ferramentas “escada”;
 Propriedades do lance da escada:
 Grupo: E1;
 Dimensões dos degraus: Piso = 27cm e espelho = 17.5cm;
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118

 Carga acidental = 250 kgf/m²;


 Carga de revestimento: pode ser informada diretamente no campo correspondente ou
calculada pelo programa. Abra o diálogo [...] e clique em “Ok”;
 A carga de revestimento calculada passa a ser de 253 kgf/m².

Figura 2.20 – Lance da escada.

2) Concluindo o primeiro lance da escada


 Definidas as propriedades do lance de escada, clique no botão “ok”.
 Clique no botão “Esconder arquitetura” e Clique sobre a viga V9
 Clique no botão “Esconder estrutura”. Clique respectivamente sobre os dois contornos laterais do
lance
 O programa passa para o croqui do pavimento intermediário. Clique no botão “Esconder
estrutura” e sobre o ponto superior esquerdo do patamar.
 O programa exibe um diálogo no qual ainda pode ser feitos ajustes na geometria do lance, em
função da arquitetura. Confirme essas dimensões clicando no botão “ok”.

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119

Figura 2.21 – Primeiro lance da escada.

3) Concluindo o segundo lance da escada


 Abra o menu “janela” e selecione o croqui “pavimento Tipo 1 (altura 140)”
 Execute o comando “adicionar lance de escada” através do botão de atalho localizado na barra
de ferramentas “escadas”
 O diálogo que se abre já contém as mesmas informações definidas para o lance anterior.
Confirme essas propriedades com o botão “ok”.
 Clique no botão Esconder Arquitetura e sobre a barra horizontal do patamar intermediário.
 Ative o desenho de arquitetura e clique sobre os contornos laterais.
 Clique sobre o eixo da viga v8 correspondente ao lance.
 Confirme as dimensões do lance no diálogo “ajustar degraus” clicando no botão “ok”
 Ative o filtro da estrutura novamente para visualizar o lance

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120

Figura 2.22 – Lances da escada concluídos.

4) Visualizando a escada em 3D
 Clique no botão “pórtico 3D”;
 Utilize os botões de rotação para posicionar adequadamente o pórtic o para uma melhor
visualização;
 Pode-se constatar que foram construídos os dois lances de escada.

Figura 2.23 – Visualização 3D dos lances da escada..

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121

2.4 Definindo os vínculos ent re os element os


O atual status do nosso corte é apresentado na Figura 2..

Figura 2.24 – Corte da estrutura mostrando elementos da escada lançados.

 Lançar os “patamares” das escadas, iniciando pelo patamar do pavimento Tipo 1, depois o
patamar do nível intermediário.

 Lançar o apoio da escada no “Térreo”, que será uma nova viga lançada na posição de
arranque da escada.

 Inserir os lances de escada e definir a geometria dos degraus.


 Definir a vinculação entre os elementos da escada
Corrigir as cargas de parede que se apóiam sobre a escada.

No momento em que as lajes são lançadas no Eberick, os vínculos entre elas são de lajes
sem continuidades.
Dependendo do modelo da estrutura e da rigidez dos elementos, a imposição de vínculos
mais adequados para a estrutura passa a ser primordial.
Tomemos como exemplo o caso do lance que dá acesso do térreo até o p atamar
intermediário.
No momento do lançamento, a ligação do lance com o patamar é rotulada. Se as vigas de
apoio tiverem baixa rigidez lateral, funcionarão como se fossem apoios de primeira classe, o que
representaria um modelo com três rótulas em seqüência, ou seja, um modelo com tendência à
hipostaticidade.
Por outro lado, se engastarmos a ligação da laje com o patamar, o sistema passa a ter sua
estabilidade teórica garantida.
Da mesma forma, se ao invés de termos vigas supostamente flexíveis lateralmente,
tivéssemos vigas lateralmente rígidas, ou restringidas pela presença de lajes no nível dos
pavimentos, a existência de uma ligação rotulada entre o lance e o patamar não representaria
nenhum problema.
Sendo assim, a decisão de engastar ou não um lance e um patamar tem dois critérios: a
estabilidade e a conveniência econômica. O primeiro desses critérios já foi estudado e o segundo
vamos discutir agora.
Tomemos por exemplo o caso em que os apoios laterais são rígidos. Por questões de
estabilidade, não há necessidade de haver um engaste, já que os apoios são capazes de garantir a
estabilidade do conjunto mesmo que a viga esteja rotulada.
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122

Em caso de rótula, de fato, a distribuição dos momentos fletores pode se dar de modo a
termos momento nulo na rótula. Caso haja um engastamento proposto, a distribuição dos
momentos pode assumir ainda diferentes distribuições de momentos.
A conveniência econômica está em avaliar se é melhor ter um engaste nos apoios para
diminuir eventuais momentos positivos ou manter a rótula para evitar uma armadura adicional
superior. Essas condições representam, muitas vezes, grandes diferenças no consumo total de
materiais.

Figura 2.25 – Modelos para a escada.

1) Engastando as lajes
 No croqui do pavimento intermediário, execute o comando “Elementos – lajes – engastar”.
 Clique sobre as duas barras que limitam os lances e patamares e tecle “Enter”.

Figura 2.26 – Engastamento dos lances ao patamar.

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123

2.5 Corrigir as cargas de parede


Antes de lançarmos as escadas, havia sido lançadas cargas de parede sobre as vigas do
térreo desde o piso até o teto. Com a inserção de elementos intermediários, como a viga do
patamar, é preciso ajustar as alturas desses elementos de modo a que as cargas fiquem corretas.
Nesse caso, as alturas das paredes sobre as vigas da escada serão de 100cm.
1) Corrigindo a carga de parede da V10
 Abra o menu ”janela“ e selecione o croqui do pavimento Térreo
 Dê um clique duplo sobre a viga V10 e, ao abrir o diálogo, clique sobre o botão “ed itar” das
cargas de parede.
 Clique sobre a abertura “150x100” e clique no botão “excluir”, já que não existe janela nessa
posição.
 Corrija a altura da parede para 100cm;
 Clique no botão “Ok” para fechar a edição das cargas de parede e novamente no botão “Ok”
para fechar o diálogo de edição da viga.

Figura 2.27 – Corrigindo a carga de parede da V10.

2) Corrigindo a carga de parede da V3


 Dê dois clique sobre o primeiro trecho da carga de parede da V3 e clique no botão “editar”.
 Selecione a abertura indicada e clique no botão “Editar” correspondente.
 Altere o valor fracionado da largura para “80”, que corresponde à largura correta da porta.
 Clique no botão “Ok” para fechar o diálogo da abertura, outra vez para o diálogo da parede e
depois o diálogo da viga.
 Dê dois cliques sobre o outro trecho da V3 e clique novamente no botão “editar”.
 Selecione a abertura que aparece na lista e clique no botão “excluir”
 Clique duas vezes no botão “ok”, para fechar o diálogo da parede e depois o diálogo da viga.

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124

Figura 2.28 – Corrigindo a carga de parede da V3.

3) Lançando a carga de parede da VE1


 Abra o menu “janela” e selecione o croqui do “pavimento Tipo 1 (altura 140)”.
 Dê um duplo clique sobre a viga e clique no botão “Lançar”.
 Informe a altura da parede igual a 100cm e clique no botão “Ok”.
 Clique novamente no botão “ok” para fechar a edição da viga.

Figura 2.29 – Lançando a carga de parede da VE1.

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125

4) Corrigindo a carga de parede da V11


 Abra o menu “janela” e selecione o croqui do “pavimento Tipo 1”.
 Dê um duplo clique sobre a viga V11 e clique no botão “Editar”.
 Troque a altura da viga para “100cm”. Clique no botão “Ok” até fechar a viga

5) Corrigindo a carga de parede da V3


 Edite o primeiro trecho da viga V3 com um clique duplo.
 Clique no botão editar das cargas de parede.
 Selecione a abertura e clique no botão “editar”.
 Informe a largura da porta como sendo “80cm”.
 Clique nos botões “ok” para fechar esse trecho.
 Clique no segundo trecho da V3 e no botão “Editar”. Selecione a abertura e clique no botão
“excluir”.
 Feche a viga com os botões “ok”

Figura 2.30 – Cargas de parede corrigidas.

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126

Aula 7 - Finalização do lançament o da


est rut ura

1 Inserindo um furo/abert ura em viga

Nas construções atuais, a compatibilização entre projetos é cada vez mais freqüente, tendo
como função principal a integração das soluções adotadas nos projetos arquitetônico, estrutural,
instalações prediais, entre outros
Dentre as diversas soluções adotadas em projetos estruturais, podemos apontar a
utilização de furos em vigas. Esse tipo de solução pode ser lançada no Eberick através do menu
Elementos – Vigas – Inserir furo.

Etapa 10 – Escada completa.prj

1) Inserir furo na viga V8.


 Estando com o arquivo de nosso projeto aberto, e visualizando a “Janela Projeto”, Clique sobre o
botão [+], localizado ao lado do pavimento “Tipo 1”.
 Dê um clique duplo sobre o croqui do pavimento “Tipo 1”
 Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom sobre a Viga V8.
 Execute o comando Elementos – Vigas – Inserir furo
 Formato: Circular;
 Base = 10 cm;
 Distância do topo = 20 cm.
 Clique em botão <OK> para confirmas as propriedades.
 Ative a ferramenta “Ponto relativo”
 Seleciona-se o nó inferior da viga V8 como ponto de referência;
 Informe os valores de deslocamento (0,140);
 Tecle <Enter> para confirmar a posição do furo

Figura 1.1 – Características do furo.


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127

2 Copiando os croquis dos paviment os Tipo 2, Tipo 3


e Cobert ura

Uma vez que tenhamos construído parte de uma estrutura, o lançamento de outra parte
dessa estrutura deve ser feito com base em um croqui copiado de outro pavimento. Como já
destacamos em outra etapa do curso, esse procedimento é mais fácil e seguro, evitando erros de
lançamento indesejados.
Sendo assim, nosso próximo passo será copiar o croqui do Tipo 1 para os demais
pavimentos.

1) Copiar croqui para os pavimentos Tipo 2, Tipo 3 e Cobertura.


 Estando com o arquivo de nosso projeto aberto, e visualizando a “Janela Projeto”, clique com o
botão direito do mouse sobre o nome “Tipo 1”.
 Escolha a opção “Copiar croqui”.
 Selecione como pavimento de “origem” o “Tipo 1”.
 Como destino, selecione os pavimentos “Tipo 2”, “Tipo 3”, e “Cobertura”. Para isso, clique sobre
o pavimento “Cobertura” e, com o mouse pressionado, arraste-o até o Tipo 2, selecionando os
três pavimentos.
 Nas outras opções de cópia, mantenha ligado “Toda a estrutura” e ”Elementos gráficos
(desenho)”.
 Clique no botão “Ok”.
 O programa irá abrir uma janela informando que os elementos do pavimento cobertura serão
apagados e perguntando se você deseja efetuar a cópia para este pavimento. Responda
“Sim”.

Figura 2.1 – Copiando croqui para os pavimentos.

2) Visualizar o “pórtico 3D” com as alterações.


 Clique no botão “pórtico 3D”.
 Mude o ponto de visualização através dos botões de rotação localizados sobre a área de CAD.
 Feche a janela do pórtico 3D.

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128

Figura 2.2 – Visualizando o “pórtico 3D”.

3 Ajust ando os croquis do Tipo 2 e Tipo 3

Nesta etapa vamos apenas checar se todo o lançamento está correto nos pavimentos Tipo
2, Tipo 3 e os níveis intermediários correspondentes.

1) Checar o lançamento
 Clique sobre o botão [+], localizado ao lado do pavimento “Tipo 2”.
 Dê um clique duplo sobre o croqui do pavimento “Tipo 2”.
 Selecione a opção Tipo 1 dentro da caixa Arquitetura Visível
 Pressionando a tecla “F5”, abra uma janela de zoom sobre a escada para verificar com mais
detalhes essa região.
É possível constatar que todo o lançamento está feito de acordo com o desejado. Faça a
mesma avaliação para o pavimento Tipo 3 através dos comandos “Croqui Acima” e “Croqui
Abaixo”.

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129

Figura 3.1 – Checando o lançamento.

4 Ajust ando o croqui do paviment o Cobert ura

4.1 Eliminar a escada de acesso à Cobert ura


A primeira coisa a se fazer é eliminar a escada que está dando acesso ao telhado, já que
ela não existe no projeto arquitetônico.

1) Eliminar a escada de acesso à Cobertura


 Feche todos os croquis dos pavimentos que estiverem abertos. Somente irá ficar visível a janela
“Projeto”.
 Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento Cobertura.
 Clique com o botão direito do mouse sobre o “croqui altura 140” e escolha a opção “excluir”.
Confirme a exclusão clicando no botão “Sim”.
 Para verificar o efeito desse comando, clique sobre o botão ”pórtico 3D”.
 Repare que a escada de acesso à cobertura deixou de existir.
 Feche a janela do pórtico 3D.

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130

Figura 4.1 – Eliminando a escada de acesso à cobertura.

4.2 Apagar os element os desnecessários


No lançamento do pavimento Cobertura existem alguns elementos desnecessários e que
devem ser convenientemente eliminados.

1) Apagando elementos desnecessários


 Execute um clique duplo sobre o croqui do pavimento Cobertura para editar seu croqui.
 Pressione a tecla “F5” e abra uma janela de zoom na região da escada.
 Ative o filtro “Esconder Arquitetura” para tornar invisíveis as arquiteturas
 Execute o comando “Manipular-apagar”.
 Clique sobre a viga V9 e sobre a laje L8 e tecle “Enter”.
 Repare que restaram os nós da viga V9.
 Pressione a tecla “Enter” para ativar novamente o comando “Apagar”.
 Selecione os nós que sobraram através de uma janela de seleção que envolva esses nós.
 Pressione a tecla “Enter” para confirmar a exclusão desses elementos.

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131

Figura 4.3 – Excluído os nós da V9.

3) Eliminando os nós da V3 e V4
 Execute o comando “Elementos-vigas-Eliminar nós”.
 A linha de comando pede que sejam selecionados os nós.
 Abra novamente uma janela, a exemplo do que foi feito para apagar os outros nós. Serão
selecionados dois elementos.
 Tecle “Enter” para confirmar a exclusão.

4.3 Lançar os element os que est ão falt ando


Uma vez que tenha sido eliminada a Laje L8 e a viga V9, deve-se lançar uma nova laje
cobrindo o vão da escada.

1) Lançando a Laje L8
 Execute o comando “Elementos-Lajes-adicionar”:
 Carga acidental: 50 kgf/m².
 Carga de revestimento: 150 kgf/m².
 Carga de telhado: 70 kgf/m².
 Confirme esses valores clicando no botão “OK”.
 Clique no interior do contorno definido pelo vão da escada e a laje será lançada.

2) Copiando os dados da Laje L8 para as demais


 Execute o comando “Elementos- copiar dados”.
 Clique exatamente sobre o nome da laje, posicionando o centro da mira preferencialmente sobre
a letra L. Se você tiver dificuldade de selecionar esse elemento, utilize o comando zoom através
da tecla “F5”.
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132

 Desligue somente a opção “Geometria: laje maciça = 10cm” e pressione a tecla “Enter” uma vez.
 Deixe selecionado somente o pavimento “Cobertura” e clique no botão “ok”.

Figura 4.4 – Copiar dados da laje 8 para as lajes do pavimento cobertura.

3) Definindo os vínculos entre as lajes


 Execute o comando “Elementos – Lajes – Liberar”.
 Abra uma janela de seleção da direita para a esquerda que intercepte todas essas continuidades
e tecle “Enter”.

Figura 4.5 – Definindo os vínculos entre as lajes.

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133

4.4 Ajust ar as cargas de parede sobre as vigas


As cargas de parede que estão atuando sobre as vigas ainda são aquelas que foram
inseridas no lançamento do pavimento Tipo.
No caso de uma laje de terraço com telhado, não há nenhuma parede sobre vigas internas
ao pavimento, mas somente um parapeito de 1 metro de altura sobre as vigas do contorno.

1) Removendo as cargas de parede


 Execute o comando “Elementos - cargas lineares”.
 Habilite a opção “Parede” e clique no botão “Remover”.
 Habilite a opção “Selecionando barras” e clique no botão OK.
 Pressione uma vez a tecla “F2”.
 Abra uma janela que englobe todo o pavimento.
 Deve ser indicada a seleção de 28 elementos. Se isso estiver certo, pressione a tecla “Enter” para
confirmar a exclusão das cargas de parede.

Não consegui fazer:


Caso você não tenha conseguido encontrar 28 elementos, verifique qual das situações você se
encontra.
 Selecionei menos do que 28 elementos:
Neste caso, é provável que você tenha aberto uma janela menor do que a necessária para incluir
todos os elementos na seleção.
 Selecionei mais do que 28 elementos:
É provável que você tenha feito a seleção sem ter executado o comando “Elementos - cargas
lineares - remover”.
Inicialmente pressione a tecla “ESC” duas vezes para sair do comando e cancelar a seleção. Repita
o comando “Elementos - cargas lineares - remover” e selecione novamente as paredes.

2) Definindo as propriedades das cargas de parede


 Execute o comando “Elementos – cargas lineares”.
 Ative a opção ”Selecionando barras”.
 Selecione a opção “parede” e desative a opção “carga extra”.
 Clique sobre o botão “editar” e, no diálogo que se abre, informe a altura da parede como sendo
de 100cm.
 Clique no botão “ok” uma vez para fechar o diálogo “parede” e outra vez no botão “ok” para
fechar o diálogo “carga linear”.

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134

Figura 4.6 - Propriedades das cargas de parede.

3) Editando as cargas de parede


 Abra uma janela de seleção que envolva todos os elementos do pavimento.
 Serão indicadas 26 seleções, dentre as quais estão os elementos que não deverão ter cargas de
parede.
 Para excluir esses elementos, pressione e mantenha pressionada a tecla Shift e abra uma janela
da direita para a esquerda que intercepte todos os elementos internos.
 Com isso, permanecerão selecionados somente os 13 elementos que compõem o contorno do
pavimento.
 Pressione Enter para confirmar e Alt + F7 para enquadrar o desenho.

Não consegui fazer:


 Caso você não tenha conseguido selecionar somente os 13 elementos, pressione a tecla
“ESC” duas vezes para sair do comando.
 Caso você tenha lançado as paredes sobre esses elementos de forma equivocada, clique
uma vez no botão “desfazer” para voltar atrás esse comando.

5 Comandos de verificação

Uma vez que todo o lançamento da estrutura tenha sido completado, faltam apenas efetuar
algumas verificações finais no lançamento, antes de iniciar a etapa de análise da estrutura.
Essas verificações têm por finalidade verificar a existência de erros grosseiros de
lançamento que poderiam interromper o processamento.
1) Elementos – pilares – verificar todas as prumadas
Com essa verificação, procura-se identificar eventuais erros de lançamento dos pilares, de
modo que um pilar possa estar com sua seção desalinhada em relação ao outro na mesma
prumada ou mesmo a descontinuidade de pilares.
No exemplo desse curso, não temos esse problema. Clique no botão “Ok” para fechar o
diálogo.

2) Elementos – verificar lançamento

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135

Essa verificação também permite que seja identificados eventuais erros no modelo,
auxiliando através da localização do problema.
No exemplo desse curso, não temos esse problema. Clique no botão “Ok” para fechar o
diálogo.

Figura 5.1 – Verificando lançamento.

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136

Aula 8 - Análise da Est rut ura

1 Definição das principais configurações do Eberick

Etapa 11 – Finalização do lançamento.prj

Nesta aula serão estudadas as configurações:


 Análise;
 Materiais e Durabilidade;
 Dimensionamento.
 Vento

1.1 Configurações –Análise


As configurações do grupo Análise são acessadas através do menu “Configurações”, item
“Análise”.
São aquelas que definem os parâmetros do modelo de cálculo, a partir do qual serão
obtidos os esforços e deslocamentos da estrutura.
Dentre os tópicos abordados nessa configuração, alguns devem ser destacados, em razão
de sua importância.
1) O item “Processo” permite ao usuário selecionar a forma como a estrutura será
calculada. Existem duas possibilidades:
 Pórtico espacial: modelo completo de cálculo, com a estrutura calculada espacialmente,
considerando os efeitos horizontais e efetuando as verificações de estabilidade global. Utilizando
o módulo Master, é possível considerar a ação do vento na estrutura, determinar os efeitos de 2ª
ordem globais, analisados pelo processo P-Delta, levar em conta as imperfeições geométricas
globais e analisar as combinações de ações previstas na NBR 6118:2003.
 Pavimentos isolados: modelo simplificado, no qual os pavimentos são calculados de forma
independente, mas sem os recursos disponíveis pelo processo de pórtico espacial. O
processamento de estruturas de grandes dimensões pode ser significativamente mais rápido pelo
processo de pavimentos isolados, porém pode-se deixar de considerar aspectos importantes
para a estrutura.

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137

Figura 1.1 – Janela Configurações - Análise.

Em geral, deve-se efetuar a análise da estrutura através do Pórtico Espacial por sua maior
disposição de recursos.
O processo por Pavimentos Isolados pode ser bastante útil quando utilizado numa etapa
inicial do dimensionamento, logo que a estrutura foi processada pela primeira vez e muitos
elementos ainda estão com erro. Desse modo, pode-se fazer modificações e processamentos
rápidos. Entretanto, logo que a estrutura começa a convergir para um modelo viável, deve-se
migrar para o modelo de “Pórtico espacial” e a partir dele, terminar o projeto.
 Abra você também as configurações do grupo “análise” e selecione o processo via Pórtico
espacial.

2) Continuando o estudo das configurações-Análise, no grupo Geral, destaca-se os itens


de:
 Redução no engaste para nós semi rígidos: que configura o valor de redução da rigidez da
ligação entre as barras, que pode ser atribuído quando da disposição de nós semi rígidos nas
ligações entre vigas e entre vigas e pilares. Você pode atribuir o valor de 15% .
 Redução na torção para as vigas: configura o percentual de redução da rigidez à torção a ser
considerado na análise, que pretende, de forma simplificada, considerar o efeito da fissuração na
rigidez à torção das vigas. Quanto maior essa redução, menor a rigidez à torção a ser
considerada na análise e, conseqüentemente, menores os esforços de torção. Deixe configurado
o valor de 90%.
 Redução na torção para os pilares: analogamente ao que foi configurado para as vigas, vamos
reduzir à contribuição a torção dos pilares. Adote o valor de 90% neste campo.

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138

No grupo Não-linearidade física, são definidos os valores de redução da rigidez


simplificada do material, conforme a NBR 6118, considerando o comportamento não linear do
concreto.
 A norma recomenda o uso dos valores 0,4 e 0,8, respectivamente, para as vigas e pilares.
Substitua esses valores em seu projeto.

3) Ainda no contexto das configurações de Análise, deve-se destacar as configurações


referentes às lajes, que ficam agrupadas no item Painéis de Lajes.

 Método de cálculo - Grelha: é o processo de cálculo em que o pavimento é discretizado em uma


grelha plana formada pelas faixas das lajes nas duas direções e pelas vigas do pavimento. Por
este processo, são consideradas as deformações das vigas no cálculo das lajes.
 Redução na torção: estabelece o percentual de redução de rigidez do termo cruzado da equação
de equilíbrio das placas, diminuindo a ocorrência de momentos de torção na laje.
 Espaçamento das faixas: determina a distância entre as barras da grelha que representa a laje.
 Grelha não linear: Através desse recurso, é possível efetuar plastificações nos momentos fletores
obtidos da grelha, limitando-os pela taxa de armadura máxima ou pelo percentual de
redistribuição máximo.

Figura 1.2 – Janela de Configurações – Análise – Painéis de Lajes.

Recomendamos que você estude mais sobre essas e sobre todas as outras configurações
do programa utilizando a ajuda eletrônica, disponível através do menu [?], item “conteúdo”.

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139

Figura 1.3 – Janela de ajuda do programa.

1.2 Configurações Mat eriais e Durabilidade


As configurações relativas a Materiais e Durabilidade podem ser acessadas através do
menu “Configurações”. Através delas, pretende-se caracterizar:
 Parâmetros do concreto e das armaduras para as diversas partes do projeto.
 Requisitos para garantia da durabilidade da edificação (cobrimento e abertura máxima das
fissuras).

Figura 1.4 – Configuração - Materiais e durabilidade.

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140

1.2.1 Classes

No Eberick, é possível configurar diferentes tipos de concreto a serem utilizados em obra,


com informações individuais sobre resistência à tração e compressão, peso específico, abatimento
e módulo de elasticidade. Pode-se livremente incluir novas ou apagar classes de resistência
existentes, desde que não estejam sendo utilizadas.
Os valores do Módulo de elasticidade e da resistência a tração do concreto podem ser
obtidos diretamente a partir do fck, conforme as expressões simplificadas fornecidas pela NBR
6118 ou, desligando as opções correspondentes, serem informadas a partir de resultados de
ensaios.
Para este curso, utilize os valores obtidos a partir do fck.

Figura 1.5 – Classes do concreto.

1.2.2 Barras

A partir da configuração “Barras” é possível definir todas as especificações


correspondentes aos aços que serão empregados no projeto.
A opção “ativa” limita as barras que estarão disponíveis para o dimensionamento de todos
os elementos no projeto. Deve-se deixar ligadas somente as barras que realmente serão utilizadas,
evitando que o programa procure calcular bitolas que não são interessantes para a obra, reduzindo
o tempo gasto com o dimensionamento.
 Deixe ligadas somente as barras de 5, 6.3, 8, 10, 12.5, 16 e 20 milímetros.
Para as barras que estão ativas, deve-se definir o tipo de aço que corresponde à bitola
escolhida. Apesar de não serem mais fabricados no Brasil, os aços de categorias CA-32, CA-40,
CA-40B e CA-50B permanecem disponíveis na lista de opções, por razões de compatibilidade.
Outra opção disponível é o processo de fabricação de cada aço. Para as bitolas que forem
fornecidas em rolos, não há necessidade de definir comprimentos, e o programa não efetuará
nenhuma verificação de traspasse.
Nas bitolas fornecidas em barras, deve-se definir o comprimento de cada barra para que
sejam feitas as verificações e detalhes de traspasse de armaduras quando o ferro correspondente
ultrapassar o comprimento da barra.
O tipo de emenda mais usual é o traspasse. Quando a opção de emenda de uma
determinada bitola for através de solda, o programa permite que a barra seja desenhada com

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141

comprimento superior ao comprimento da barra, mas não detalha a emenda por solda , que deve
ser devidamente detalhada e especificada pelo usuário.

Figura 1.6 – Configuração “Barras”.

1.2.3 Bit olas

A partir das bitolas definidas para serem utilizadas no projeto, pode-se escolher para cada
um dos elementos estruturais aquelas que serão empregadas, por exemplo, para as armaduras
longitudinais e transversais.
Isso evita que o programa dimensione as armaduras para aquelas bitolas que nunca serão
escolhidas por inconveniências de detalhamento e de construção.

Figura 1.7 – Janela de bitolas das vigas.

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142

1.2.4 Grupo Geral

A Classe de Agressividade Ambiental (CAA) deve ser definida para o projeto, conforme o
item 6.4 da NBR 6118:2003. A classificação da agressividade tem a função de impor limites aos
demais parâmetros de durabilidade, tais como a Classe do Concreto e os cobrimentos mínimos,
como pode ser visto no grupo "Avisos".
Neste curso, será adotado, por hipótese, uma Classe de Agressividade Ambiental II,
característica de zonas urbanas.

1) Definição da CAA e correção de eventuais erros


 Selecione toda a lista de pavimentos, clicando no pavimento ”Cobertura” e arrastand o o mouse
até o pavimento “Térreo”.
 Altere a classe de agressividade para o valor “II”
 Clique no botão “Detalhes”.
 Clique no topo da lista e arraste o mouse até o final dela.
 Clique no botão “Corrigir”.
 Clique no botão “Ok” e repare que os valores da Classe de concreto e dos cobrimentos foram
alterados segundo os valores recomendados pela norma.

Figura 1.8 – Verificação de parâmetros relativos a CAA.

1.3 Configurações de Dimensionament o


As configurações de dimensionamento refletem itens que alteram a maneira como os
elementos estruturais serão dimensionados.
O acesso a essas configurações acontece pelo menu Configurações-Dimensionamento,
para os quais se abrem pastas específicas para os pilares, vigas lajes, sapatas e blocos.
Essas configurações devem ser melhor estudadas pelo usuário, sendo que para este
estudo, é fortemente recomendável o uso da documentação eletrônica, acessível através do Help
do programa.
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143

Dentro deste curso, cabe apenas destacar algumas dessas configurações que poderão
interferir no dimensionamento dos elementos.

1.3.1 Pilares

Na Configuração de dimensionamento de Pilares faremos à alteração mencionada a


seguir.
 Taxa de armadura máxima: Configura a taxa geométrica de armadura máxima dos pilares. A NBR
6118:2003, item 17.3.5.3.2, limita este valor em 8%, incluindo a região de emenda. Uma vez que
este valor aplica-se também à região de emenda (na qual tem-se somada a taxa de armadura do
pilar com a do pilar superior), recomenda-se adotar o valor máximo de 4%.

Figura 1.9 – Configurações de Dimensionamento para Pilares.

1.3.2 Vigas
Na aba “Vigas” podemos destacar três itens que merecem nossa atenção nesse momento:
 Avisar para flechas > L / “350” : Na janela de vigas, pode ser acessado um diagrama contendo
os deslocamentos de todo o pavimento. Além de indicar os deslocamentos absolutos do
pavimento, este comando verifica também as flechas relativas das vigas, comparando-as com o
valor definido neste item.
 Diâmetro mínimo da armadura de compressão: Esta configuração influencia no cálculo do
espaçamento dos estribos. É uma consideração que não mais existe na NBR 6118:2003, mas que
é mantida no Eberick para evitar a flambagem nas barras comprimidas. Vamos utilizar o valor de 8
mm nesta configuração.
 Diâmetro do vibrador: Configura o diâmetro do vibrador a ser utilizado no adensamento do
concreto. Este valor influencia a distribuição das barras inferiores a partir da segunda camada e
das superiores em todas as camadas. Será adotado o diâmetro de 3 cm.

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144

 Relação máxima entre altura e C.G. da armadura. Configura a distância do centro de gravidade da
armadura até o ponto da seção da armadura mais afastado da linha neutra. Conforme o item
17.2.4.1 da NBR-6118:2003 esse valor não pode ser superior a 10% de h, sendo o parâmetro "h"
correspondente a altura da viga. Será adotado o valor de 5%.
 Ancoragem – Permitir ancoragem integral: Quando o comprimento do apoio é menor que o
comprimento de ancoragem mínimo da armadura longitudinal, tal armadura não poderá ser
considerada para a ancoragem da viga neste apoio extremo. Nesta situação, caso esta opção
esteja habilitada, a ancoragem da viga poderá ser realizada exclusivamente pelos grampos. Essa
configuração, quando habilitada, permite que várias vigas que ficariam com situação de erro
possam ser dimensionadas.
Vamos habilitar também a opção “Tratar diferenças de comprimento das barras a partir da 2ª
camada” que permite que as barras de ancoragem a partir da segunda camada tenham seus
comprimentos corrigidos para permitir o correto posicionamento e espaçamento entre as barras.

Figura 1.10 – Configurações de Dimensionamento para Vigas.

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145

Figura 1.11 – Configurações de Dimensionamento – Ancoragem, para Vigas.

1.3.3 Lajes

Na aba “lajes” podemos destacar dois itens:


 Avisar para flechas > L / “350” : tem o mesmo contexto de aplicação que o já apresentado para
as vigas. Iremos configurar o valor “350” nesse item.
 Diâmetro do vibrador: configura o diâmetro do vibrador a ser utilizado no adensamento do
concreto. Deve ser o mesmo valor adotado para as vigas (3 cm), já que na obra o equipamento
será o mesmo.

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146

Figura 1.12 – Configurações de Dimensionamento para Lajes.

1.3.4 S apat as

Na aba “sapatas” devemos definir a geometria e os parâmetros do solo que serão


utilizados no dimensionamento deste exemplo, que são:
 Tipo de solo: Arenoso
 Pressão admissível: 1,5 kg-força/cm quadrado
 Peso específico: 1600 kg-força/cm cúbico
 Ângulo de atrito: 30 graus

Figura 1.13 – Configurações de Dimensionamento para Sapatas.

1.3.5 Blocos

Na aba “Blocos” é preciso definir os valores de capacidade de carga das estacas, clicando
no botão “valores”:
 Clique sobre cada uma das estacas existentes e, em seguida, sobre o botão “excluir”.
 Clique no botão “incluir” para que seja criada a estaca de 20cm.
 Diâmetro: 20 cm
 Resistência à compressão: 20 toneladas
 Carga horizontal máxima: 1 tonelada
 Momento Máximo: 500 kgf.m
 Clique no botão “Ok” para confirmar os dados desta estaca.
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147

 Clique novamente no botão “incluir” para acrescentar uma estaca de 25 cm de lado.


 Diâmetro: 25 cm
 Resistência à compressão: 25 toneladas
 Carga horizontal máxima: 1 tonelada
 Momento Máximo: 500 kgf.m
 Clique uma vez no botão “Ok” para confirmar essa estaca.
 Clique mais uma vez no botão “Ok” para confirmar a edição dos blocos.

Figura 1.14 – Valores supostos para Estacas dos Blocos.

1.3.6 Tubulões

Ainda na aba “blocos” podemos definir os parâmetros de dimensionamento dos tubulões


clicando sobre o botão correspondente:
O diálogo que se abre permite que sejam definidos parâmetros de:
 Discretização;
 Armaduras longitudinal;
 Estribos;
 Base;
 Valores mínimos.
Para este exemplo, vamos admitir como corretos todos os parâmetros que o programa tem
como default. Assim:
 Clique no botão “Tubulões”
 Clique no botão “ok” para fechar o diálogo “Tubulões”
 Clique outra vez no botão “ok” para fechar as configurações de dimensionamento.

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148

Figura 1.15 – Janela Tubulões.

1.4 Configurações de Vent o


As configurações de vento podem ser acessadas através do menu Configurações. Esta
configuração tem por objetivo definir os parâmetros da ação do vento que irão incidir sobre a
estrutura.

1) Definindo os parâmetros da ação do vento


 Acesse o menu Configurações – Vento.
 Defina a velocidade como 42m/s
 No campo Edificação, selecione as opções “Menor que 20m” e “Categoria II”
 Adotar o valor 1,00 para is fatores S1 e S3.

2) Configurando os coeficientes de arrasto


 Clique no botão “Forças”.
 Ative a opção “Calcular coeficiente de arrasto automaticamente”
 Selecione a Turbulência Alta.

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149

2 Análise da est rutura

Objetivos
 Compreender a sistemática de obtenção dos esforços e deslocamentos
 Conhecer uma maneira adequada de abordar o problema da análise e dimensionamento
 Mostrar quais devem ser as verificações Globais que são indispensáveis na análise da
estrutura.

Etapa 12 - Configurações.prj

2.1 Processament o da est rut ura


O processamento da estrutura, que fornece os esforços e deslocamentos, pode ser feito a
partir de qualquer janela do programa, pressionando-se o botão “raio” na barra de ferramentas.
Nesta janela, deixe ativo somente a primeira opção. A segunda e terceira opção são
recursos do módulo Master, que deverão ser estudas a parte ou no curso "Eberick Módulo Master -
Aplicações" oferecido também pela QiSat.

 Pressione o botão “processar estrutura”


O cálculo desses esforços e deslocamentos é feito através de uma análise estática linear
do modelo de pórtico espacial que contempla as seguintes etapas:
 Construção modelo estrutural: o programa verifica todos os dados e monta o sistema de
equações da estrutura, que será resolvido nas etapas seguintes
 Cálculo dos painéis de lajes: são calculadas as lajes de cada um dos pavimentos do projeto,
observando o modelo de cálculo escolhido. Quando está habilitada a opção de “grelha não
linear”, esse processo sofre algumas iterações, inerentes ao cálculo não linear. A partir desses
resultados, é completado o carregamento do pórtico.
 Processamento do pórtico espacial: o programa calcula os esforços e deslocamentos do pórtico
(vigas, pilares e fundações). Nessa etapa também é feita a verificação da precisão numérica do
sistema linear e da estabilidade global da estrutura.

Curso Básico AltoQi Eberick


150

Figura 2.1 – Janela da Análise Estática Linear.

2.2 Met odologia para análise e dimensionament o da est rut ura


Logo após o processamento da estrutura, o trabalho passa para a fase de análise e
dimensionamento dos elementos estruturais. Esta etapa é uma das mais importantes no projeto
estrutural, pois consiste em interpretar e refinar os resultados obtidos pelo programa.
Por se tratar de uma etapa relativamente grande, é importante trabalhar com uma
metodologia bem definida, a fim de cumprir todas as etapas sem que haja desperdício de tempo.
Uma abordagem que pode ser sugerida é a de ter uma visão geral para depois obter uma visão
mais particular do problema.
Sob essa ótica, tanto a análise como o dimensionamento dos elementos tem dois escopos
distintos: global e local. É preciso, portanto, analisar o comportamento e verificar o
dimensionamento ao Estado Limite Último e de Serviço, tanto no escopo global quanto local.
Uma das formas de executar essa sistemática pode ser através desse fluxograma
apresentado.
Por esse processo, logo após o processamento da estrutura é feita a análise global dos
resultados, que inclui três etapas: verificação do gama-z, avaliação do pórtico deformado e
avaliação dos deslocamentos horizontais da cobertura.
Após termos uma visão clara do comportamento global é que devemos passar a analisar
cada elemento separadamente, ou seja, o comportamento das vigas, lajes e pilares.
Dessa forma, procura-se evitar que sejam tomadas medidas inadequadas para problemas
cuja origem não está diretamente relacionada com o efeito.

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151

Figura 2.2 - Metodologia para análise e dimensionamento da estrutura.

2.3 Comport ament o Global da est rut ura


A análise do comportamento global da estrutura é bem enfocada na NBR 6118:2003, uma
vez que os efeitos globais são importantes, tanto na verificação dos Estados Limites últimos como
nos estados Limites de serviço.
Esta fase pode, no caso deste curso, ser dividida em 3 etapas:
 Verificação da estabilidade global através do coeficiente z
 Análise crítica do comportamento global da estrutura através da visualização do pórtico
deformado;
 Análise dos deslocamentos horizontais da cobertura
 Comparação do deslocamento horizontal máximo da estrutura com os limites previstos
na tabela 13.2 da NBR 6118:2003
 Análise do diagrama de deslocamentos da cobertura.

2.3.1 Verificação da es t abilidade global

É feita pelo Eberick na parte final do processamento, após a obtenção dos deslocamentos
finais.
Visualização dos resultados a partir:
 da aba “resultados”;
 dos relatórios de estabilidade global, disponíveis:
 no botão correspondente na aba resultados;

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152

 menu “estrutura”, disponível a partir da janela “projeto”.


O coeficiente gama-Z (z), definido no item 15.5.3 da NBR 6118:2003, avalia a
suscetibilidade da estrutura aos efeitos de 2ª ordem globais e permite definir se há necessidade de
se fazer uma análise mais sofisticada, considerando os efeitos de 2ª ordem globais.

Uma dica interessante é acompanhar a evolução do coeficiente gama-z ao longo dos


processamentos seguintes. Para isso, pode-se criar uma tabela com 4 colunas, indicando o
número do processamento, os valores do gama-z X e Y, e qual foi a modificação feita antes desse
último processamento. Adquire-se, desta forma, uma maior sensibilidade quanto ao tipo de medida
a tomar e qual sua eficiência esperada na solução dos problemas de estabilidade global.

Tabela 1 de acompanhamento dos valores de Gama-z.

Nº do
z(x) z(y) Últimas modificações
processamento
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento
Dimensionamento das vigas do
02 1,35 1,19
tipo 1
Dimensionamento dos pilares do
03 Etc. Etc.
tipo 1
Copiando croqui para os outros
04 Etc. Etc.
pavimentos.
Etc. Etc. Etc. Etc.

2.3.2 Visualização do pórt ico deformado

Uma vez processada a estrutura, pode-se visualizá-la como um pórtico espacial unifilar
pressionando o botão “pórtico unifilar” na barra de ferramentas.
 Selecione a opção “Elástico-deslocamentos” da barra de ferramentas “Diagrama”, adotando:
 Escala: 100%
 Ampliação: 30 x
 Clique sobre o botão “zoom” da barra de ferramentas do pórtico unifilar e abra uma janela de
zoom que envolva somente a supraestrutura.
Através da análise desse pórtico, podemos observar pelo menos os seguintes aspectos:
1) Existem deslocamentos verticais bem pronunciados na porção esquerda da estrutura,
onde o vão é da ordem de 7 metros e as vigas de pouca rigidez (40 cm de altura) suportam grande
quantidade de paredes.
2) Os deslocamentos da ponta do balanço da viga central parecem grandes a ponto de
implicar em deslocamentos para as outras vigas que nela se apóiam. A falta de rigidez dessa viga
é a causa do problema e, também, a chave da solução.
3) Existem deslocamentos horizontais visíveis da estrutura, que se movimenta para a
direita, apesar de não ter sido aplicada nenhuma força horizontal. Esse deslocamento acontece
sempre que houver assimetria na geometria, na rigidez das peças ou nos carregamentos.
4) Apesar de deslocar-se horizontalmente, a estrutura manteve um comportamento estável.
Isso significa que o lançamento proposto está coerente e os problemas existentes tendem a ser
resolvidos de modo a culminarmos numa solução estruturalmente correta.

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153

2.3.3 Deslocament os horizont ais do paviment o cobert ura

A terceira tarefa dessa análise global da estrutura corresponde ao estudo qualitativo dos
deslocamentos dos pilares do último pavimento. Essa análise irá indicar a gravidade dos
problemas globais e que importância eles tem no contexto do projeto.
Para isso, deve-se proceder da seguinte forma:
 acessar a janela Projeto ;
 selecionar o pavimento “cobertura”;
 pressionar o botão [+];
 clicar com o botão direito do mouse sobre o item “Pilares”;
 selecionar o item Deslocamentos.
Nesta etapa deve-se analisar os seguintes aspectos:
1) Valor nominal dos deslocamentos horizontais nas direções X e Y;
 Pressione duas vezes a tecla “alt + F2” para aproximar o desenho.
 Com as teclas “CTRL + setas”, visualize os valores dos deslocamentos do pilares
Esses valores de deslocamento devem ser comparados com os limites máximos
estabelecidos pela NBR 6118:2003 no item 13.3.
2) Tendência definida de deslocabilidade numa dada direção
A estrutura tende a deslocar-se para a direita e para baixo, mantendo ainda evidente
tendência à torção no sentido horário. Esse fato
Como se pôde perceber, tanto pelo valor do gama-z, quanto pelo comportamento
deslocado e pelos valores de deslocamentos, a ação do vento e das imperfeições geométricas
podem acarretar acréscimos significativos aos esforços de 1ª e 2ª ordem. Portanto, além de uma
exigência da NBR 6118:2003, a consideração dessas ações em projetos reais não pode ser
desprezada em virtude de sua importância para a estrutura.

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154

Aula 9 - Dimensionament o das vigas

1 Iniciando o t rabalho

Etapa 13 – Processado.prj

Vamos acessar inicialmente a janela de dimensionamento das vigas.


1) Abrir a janela de dimensionamento das vigas
 Clique no botão [+] localizado na janela “projeto” ao lado do pavimento “Tipo 1” para expandir a
árvore do pavimento.
 Dê um clique duplo sobre o item “vigas”.

Figura 1.1 – Janela de dimensionamento das vigas.

2) Janelas de dimensionamento
 Área de CAD, onde é disposto o croqui do pavimento. Através desse croqui, pode-se selecionar o
elemento que será estudado ou dimensionado.
 Área gráfica, onde são representados os esforços atuantes nos elementos. No caso das vigas,
nessa área são mostrados os diagramas das envoltórias de carregamentos, esforços e
deslocamentos. A partir da versão V8 contamos também com o botão “armadura”, o qual terá sua
função explicada mais a frente.
 Área de grid, onde os dados de todos os elementos são dispostos na forma de uma planilha
eletrônica, subdividida lateralmente em várias abas para facilitar a visualização dos resultados.

Próximos passos:
Curso Básico AltoQi Eberick
155

1) Análise dos diagramas de esforços de cada uma das vigas


2) Verificação das flechas elásticas das vigas
3) Dimensionar as vigas ao Estado Limite último.

2 Análise dos diagramas de esforços

A análise dos diagramas das vigas é uma das etapas mais importantes do projeto, mas
também é uma das mais trabalhosas.
Neste tópico vamos tentar mostrar através de um exemplo simples alguns benefícios de
gastar certo tempo nessa análise.

1) Viga V1
 Diagrama de Carregamento: a maior concentração de cargas ocorre junto à parte central do vão
das vigas
 Diagrama de Cortantes: acompanha naturalmente o diagrama de carregamentos. Entretanto
podemos observar no último trecho, a existência de cortantes tanto positivos quanto negativos
numa mesma seção. Esse tipo de gráfico é a representação dos valores máximos e mínimos
obtidos das combinações de ações últimas e de utilização, a qual se denomina de envoltória.
 Diagrama de Fletores: pontos críticos de dimensionamento sobre os apoios do P1 e P2 e no meio
do vão 1. A ligação da viga com o pilar P3 poderá ser convenientemente rotulada, diminuindo o
custo da estrutura.
 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: os deslocamentos no vão 1 são bem maiores e exigirão
mais inércia da viga

2) Viga V2
 Diagrama de Carregamento: bastante variável, destacando-se a concentração de cargas na ponta
do balanço
 Diagrama de Cortantes: acompanha naturalmente o diagrama de carregamentos.
 Diagrama de Fletores: comportamento esperado, com pico de momentos fletores no apoio do
balanço.
 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: tanto o meio do vão quanto a ponta do balanço tem
valores bastante elevados de deslocamentos.

3) Vigas V3 e V4
Viga V3
 Diagrama de Carregamento: junto ao apoio no pilar as reações da laje tornam-se negativas e o
carregamento na viga aponta para cima.
 Diagrama de Cortantes: o diagrama de esforços cortantes muda de inclinação, o que reduz o
esforço cortante de dimensionamento nesse apoio.
 Diagrama de Fletores: No apoio esquerdo, onde foi rotulada a ligação com a outra viga, o
momento é nulo. No lado em que há ligação rígida com o pilar o momento fletor negativo é
elevado e pode ser um fator decisivo no dimensionamento desse elemento.
Curso Básico AltoQi Eberick
156

 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis.


 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: qualquer iniciativa de aumentar a seção dessa viga para
diminuir o deslocamento será ineficiente, já que é evidente que a causa dele é o grande
deslocamento do apoio esquerdo.
Viga V4
Comportamento análogo ao da viga V1.

4) Viga V5
 Diagrama de Carregamento: a viga V5 apóia-se em 3 pilares com dois vãos simétricos. As cargas
atuantes não são iguais, tendo em vista que o tipo de laje é diferente, mas diferem pouco entre si.
Sobre os apoios voltam a surgir parcelas negativas de reação da laje.
 Diagrama de Fletores: a simetria aparente no formato da envoltória em relação ao eixo Y e X, é
proveniente tanto pela proximidades dos valores de carregamento vert icais entre os vão como
também pela simetria dos carregamentos horizontais gerados pelo vento, respectivamente.

5) Vigas V6 e V7
Viga V6
 Diagrama de Carregamento: possui vãos iguais e carregamentos aproximadamente simétricos,
evidenciado também pelo diagrama de esforços cortantes.
 Diagrama de Fletores: a viga tem um comportamento anômalo, com momentos negativos
praticamente nulos no apoio central. A causa desse comportamento, conforme pode ser
observado pelo diagrama de deslocamentos, é que a falta de rigidez da viga V2 provoca um
maior deslocamento desse apoio e conseqüente redistribuição elástica dos esforços. Para corrigir
essa situação é necessário aumentar a inércia da viga V2 mais do que nas vigas V1 e V4.

Viga V7
Possui um comportamento análogo à V5, porém com maior magnitude nos valores dos diagramas
de esforços e deslocamentos, devido a estar localizada numa região com maior influência de
carregamentos

6) Viga V8
 Diagrama de Carregamento: marcado pela presença de reações negativas junto ao canto
reentrante da laje da sala de estar
 Diagrama de Cortantes: valor reduzido junto ao apoio direito
 Diagrama de Fletores: mudança de formato junto ao apoio direito, trecho linear
 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis já que as vigas que se conectam na V8 estão
rotuladas
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: a V8 tem deslocamentos bastante elevados, mas a
origem principal desses deslocamentos está no deslocamento exagerado das vigas que lhe
apóiam, que são as vigas V2 e V4.

7) Vigas V9 e V10
Viga V9
 Diagrama de Carregamento: comportamento convencional.
 Diagrama de Cortantes: comportamento convencional.

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157

 Diagrama de Fletores: comportamento convencional.


 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis.
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: deslocamentos causados pelas vigas que sustentam a
V9.

Viga V10
 Diagrama de Carregamento: comportamento convencional.
 Diagrama de Cortantes: comportamento convencional.
 Diagrama de Fletores: os vínculos estabelecidos estão de acordo com os resultados obtidos, ou
seja, rótula à esquerda e apoio rígido à direita.
 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis.
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: deslocamentos causados pelas vigas que sustentam a
V10.

8) Viga V11
 Diagrama de Carregamento: valor uniforme em toda a viga.
 Diagrama de Cortantes: variação linear dos esforços.
 Diagrama de Fletores: Apresenta próximo aos apoios, sinal tanto positivo como negativo numa
mesma seção, evidenciando forte participação dela no sistema de contraventamento da estrutura.
 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis.
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: mostra a mudança de inflexão da viga e as faces opostas
tracionadas.

Figura 2.1 – Vigas V11.

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158

9) Vigas V12 e VE1


Viga V12
 Viga sem função estrutural – todos os diagramas são nulos

Viga VE1
 Diagrama de Carregamento: grande variação nos sinais, provocada principalmente pelos apoios
nos pilares
 Diagrama de Cortantes: variação não uniforme dos esforços
 Diagrama de Fletores: inversão dos sinais nos apoios em virtude do comportamento da estrutura
como pórtico;
 Diagrama de Torsores: Os valores são desprezíveis
 Diagrama de Deslocamentos Elásticos: mostra a mudança de inflexão da viga e as faces opostas
tracionadas.

Com isso, concluímos a análise dos diagramas das vigas. A razão dessa análise detalhada
era a de realmente mostrar que é fundamental ter em mente todo o comportamento da estrutura.
Na prática de projetos essa análise precisa ser cuidadosamente realizada, para que seja
possível entender o verdadeiro comportamento da estrutura.
Vamos passar agora a estudar os deslocamentos do pavimento.

3 Verificação das flechas elást icas

Após ter realizado uma cuidadosa análise dos diagramas, vamos efetuar a análise do
comportamento deslocado do pavimento para que seja possível obter uma leitura completa do
comportamento do pavimento.
1) Abrir o diagrama de flechas
 Execute o comando “flechas” através do botão localizado acima da área gráfica, ou também
através do atalho de teclado “Alt X”, ou ainda através do menu “vigas-flechas”
 Feche a janela das “flechas excessivas”

Curso Básico AltoQi Eberick


159

Figura 3.1 – Diagrama de flechas.

2) Análise dos valores obtidos


 Os nós marcados na cor azul (ciano) têm deslocamentos inferiores a 0,5 cm
 Os nós marcados na cor amarela têm deslocamentos entre 0,5 e 1cm
 E os nós marcados na cor vermelha têm deslocamentos superiores a 1cm.
 Execute duas vezes o comando “Visualizar-aproximar” para poder visualizar os valores dos
deslocamentos.
 Verifique os valores dos deslocamentos através dos comandos “CTRL + setas”.
 Enquadre novamente o desenho com o comando “Alt + F7”

4 Dimensionament o das vigas ao Est ado Limit e


Últ imo

Uma vez que já tenhamos feito a análise dos diagramas de esforços solicitantes e dos
deslocamentos do pavimento, devemos passar ao dimensionamento das vigas ao Estado Limite
último.
1) Avaliar o que deve ser alterado e consultar erros
 Pressione o botão [?] para abrir a ajuda eletrônica do Eberick.
 Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do item “códigos de erro”.
 Os erros do programa são classificados em
 “Lxx” erros de lançamento
 “Axx” erros de armadura

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160

 “Dxx” erros de dimensionamento.


 Clique no botão [+] ao lado do item “erros de dimensionamento”.
 Clique uma vez sobre o erro D16.

Lembrete É altamente recomendável que você consulte sistematicamente a ajuda eletrônica


para identificar os problemas relacionados com o código de erro e sua solução. Se

 você preferir, imprima todos os códigos de erro e monte um pequeno caderno


para consulta rápida.

2) Alterar altura das Vigas V1, V2 e V4 para 60cm


 Selecione a “visão por vigas”, clicando no primeiro botão da direita para a esquerda, ou utilize o
atalho de teclado “Alt + D”
 Selecione o valor “40cm” correspondente à altura da viga V1 e digite em seu lugar o valor “60”.
Não é necessário digitar os valores decimais.
 Ao invés de teclar “enter”, use a tecla “seta para baixo” do teclado para passar para a próxima
linha.
 Digite novamente o valor “60” e tecle novamente a “seta pra baixo”.
 Pressione novamente a tecla “seta para baixo” e digite o valor “60”.

3) Recalcular vigas e aumentar a largura da V2 para 14 cm


 Pressione o sétimo botão da esquerda para a direita, ou a tecla de atalho “Alt + T”.
 Selecione o valor correspondente à largura da viga V2 e altere de 12cm para 14cm.
 Pressione novamente a tecla “Alt + T” para recalcular as vigas.

4) Reprocessar a estrutura e aumentar a largura da V3 para 14cm


 Pressione o botão “processar estrutura”
 Pressione novamente a tecla “alt + T” para recalcular todas as vigas.
 Altere a largura da viga V3 para 14cm
 Pressione novamente a tecla “alt + T” para recalcular todas as vigas.

5) Alterar altura da Viga V8 e ajustar o furo


 Altere a altura da viga V8 para 55cm
 Altere o modo de visão da janela dimensionamento de vigas para “trechos” ou clique em “alt + S
 Acesse a aba “abertura” e na segunda linha da coluna “Distância topo” altere o valor para 21 cm
 Volte a “visão por vigas”, clicando no primeiro botão da direita para a esquerda, ou utilize o atalho
de teclado “Alt + D”.
 Verifique que agora não há mais vigas em situação de erro

Curso Básico AltoQi Eberick


161

5 Começando t udo out ra vez

Na etapa anterior, conseguimos dimensionar todas as vigas do pavimento Tipo 1,


alterando as seções de algumas vigas. Entretanto, ao alterar essas seções, a estrutura passou a ter
uma nova configuração de rigidez, o que modificou a distribuição dos esforço e invalidou a análise
da estrutura que havíamos feito inicialmente.
Sendo assim, o processo reinicia todo novamente.
Devemos reprocessar a estrutura, analisar novamente a estrutura sob o ponto de vista
global e fazer novamente a análise completa das vigas.
Para não tornar esse trabalho muito cansativo nesse curso, passaremos somente pelos
pontos cruciais da análise. Nas situações reais de projeto, é interessante percorrer todo o caminho
novamente, a fim de termos total controle sobre as medidas que estão sendo tomadas.

5.1 Processando a est rut ura e fazendo a análise global


Executando o que foi comentado no início do capítulo, seguem os passos adotados.

1) Processar a estrutura e avaliar os valores de Gama-z


 Pressione o botão “processar estrutura”;
 Clique na aba “resultados” para verificar a evolução do parâmetro de estabilidade gama-z.

No primeiro processamento, os valores de gama-z nas direções X e Y era,


respectivamente, 1,47 e 1,19.
Após o dimensionamento das vigas, esses valores se alteraram para 1,35 e 1,19
respectivamente.

Tabela 2 de acompanhamento dos valores de Gama-z.

Nº do
z(x) z(y) Últimas modificações
processamento
01 1,47 1,19 Primeiro processamento
Dimensionamento das vigas do
02 1,35 1,19
tipo 1
03 Etc. Etc. Etc.
04 Etc. Etc. Etc.
Etc. Etc. Etc. Etc.

5.2 Analisando os diagramas das vigas


Visando fazer uma análise mais sucinta do pavimento, vamos analisar somente os
momentos fletores de algumas vigas.
1) Analisando os diagramas de momentos fletores das vigas
 Selecione o botão correspondente aos momentos fletores na área gráfica.
 Clique no campo correspondente à viga V1, na coluna “nome” da janela de dimensionamento.
 Utilize o atalho “seta para baixo” para passar para as outras vigas
Curso Básico AltoQi Eberick
162

5.3 Analisando os deslocament os do paviment o


Nesta etapa, em que se refazem as analises iniciais, a avaliação dos deslocamentos
continua sendo muito importante.

1) Abrir e analisar o diagrama de flechas


 Clique no botão “flechas” ou utilizar o atalho “alt + X”.
 Após analisar os resultados de flechas excessivas, feche a janela

Figura 5.1 – Analisando o diagrama de flechas.

2) Avaliação dos deslocamentos absolutos


 Abra uma janela de zoom através do comando “Visualizar – zoom” que inclua toda a escada.
 Visualize os resultados dos deslocamentos com as teclas “CTRL + seta para esquerda”.

É importante diferenciarmos claramente a flecha e o deslocamento. No exemplo da viga bi-


apoiada da Figura 5.1 apresenta-se esta consideração.

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163

Figura 5.1 – Diferença entre deslocamento e flecha.

3) Utilizar seção T para a viga V2


 Feche o diagrama de deslocamentos que acabamos de analisar;
 Troque a visão da viga para a visão por trechos, clicando no segundo botão da direita para a
esquerda, ou pressionando a tecla “Alt + S”;
 Clique sobre a viga V2 no grid ou sobre a viga na área de CAD;
 Selecione a aba “seção”;
 Devemos alterar o tipo de seção da V2 para “seção T” nos três primeiros trechos;
 Clique sobre a seta da coluna seção e altere para a seção T;
 Repita essa operação para os três primeiros trechos;
 Certifique-se de que os três trechos estão marcados como viga T.

Figura 5.2 – Definição da seção T para a viga V2.

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164

4) Definir características da seção T


 Preencha o campo “bf” com o valor “100”;
 Pressione a tecla “F5” para copiar esse valor para todos os vãos da viga T;
 Confirme essa tarefa clicando sobre o botão “sim”;
 Preencha o campo “hf” com o valor “10”;
 Pressione a tecla “F5” para copiar esse valor para todos os vãos da viga T;
 Confirme essa tarefa clicando sobre o botão “sim”.

Importante
Certifique-se de que os campos bf e hf estão preenchidos para os três trechos da


viga. Caso você esqueça de preencher algum desse dados, o programa indicará
erro no processamento.

5) Resolver a viga V3
 Mude a visão da janela para a “visão por vigas”, através do comando “Alt + D”.
 Clique sobre a viga V3 na área de grid ou na área de CAD e troque o valor da altura da viga para
50cm.

6) Verificar se os problemas de deslocamento estão resolvidos


 Clique sobre o botão “flechas” ou pressione a tecla “Alt +X”.
 Feche esse diagrama e abra uma janela de zoom para poder ler os valores dos deslocamentos.
Chegaremos a conclusão de que são os mesmos valores de antes de passarmos a viga
para seção T.
 Feche novamente essa janela e clique no botão processar estrutura.

Figura 5.2 –Verificando os problemas de deslocamento.

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165

6 Finalizando o dimensionament o das vigas

Uma vez reprocessada a estrutura, o processo de análise global e local do pavimento


reinicia.
1) Nova avaliação da estabilidade global
 Clique sobre a aba “estabilidade global” no diálogo de “Análise estática linear” e localize os
valores dos coeficientes gama-z nas direções X e Y.
 Feche esse diálogo clicando no botão “OK” e volte para a janela de vigas do pavimento Tipo 1.

Tabela 3 de acompanhamento dos valores de Gama-z.

Nº do
z(x) z(y) Últimas modificações
processamento
01 1,47 1,19 Primeiro processamento
Dimensionamento das vigas do
02 1,35 1,19
tipo 1
03 1,32 1,19 Inclusão da viga T
04 Etc. Etc. Etc.
Etc. Etc. Etc. Etc.

2) Avaliação da V2 e da V6 após o reprocessamento


 Clique sobre a viga V2 na área de grid ou na área de CAD.
 Selecione o diagrama de momentos fletores.
 Clique no alto da janela para ampliar o diagrama.
O fato de termos criado uma viga T fez com que a inércia dessa viga fosse bastante
ampliada e contribuiu para um aumento no momento fletor positivo da viga, que passou de
aproximadamente 14 tf.m para 18 tf.m.
 Clique sobre a viga V6.
Com a passagem da viga para 60cm de altura, a viga passou a ter um momento negativo
sobre o apoio central. Com a inclusão da mesa T na V2, os deslocamentos dos apoios da V6
passaram a ser mais uniformes e o comportamento dos momentos negativos mais próximos do
modelo elástico.

3) Avaliação dos deslocamentos


 Clique sobre o botão “flechas” ou utilize o atalho “Alt+ X”.
 A janela exibe ainda como flechas excessivas o balanço da V2 que, como já estudamos, está
dentro dos limites estabelecidos.
 Feche essa janela e analise diretamente os resultados dos deslocamentos.
 Abra uma janela de zoom com o comando “visualizar-zoom” na região da escada.
 Os deslocamentos atingem no máximo até o valor de 1cm.
 Mova o desenho para a esquerda através das teclas “Ctrl + setas para esquerda”.
 Os deslocamentos da viga V2 atingiram o máximo de 1,00cm.

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166

4) Verificação de dimensionamento
 Feche a janela dos diagramas de deslocamentos.
 Clique sobre o botão “calcular todas” ou pressione as teclas “Alt + T”.
 Não há indicação de erros de dimensionamento nas vigas no croqui da área de CAD ou mesmo
percorrendo a lista das vigas dentro do grid.

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167

Aula 10 - Dimensionament o das lajes e


escadas

1 Análise e dimensionament o das lajes

1.1 Iniciando o t rabalho

Etapa 14 – Vigas do Tipo 1.prj

O nosso objetivo agora é acessar a janela de dimensionamento das lajes.

1) Abrir a janela de dimensionamento das lajes


 Clique no botão [+] localizado na janela “projeto” ao lado do pavimento “Tipo 1” para expandir a
árvore do pavimento.
 Dê um clique duplo sobre o item “lajes”.

Figura 1.1 – Janela de dimensionamento das lajes.

2) Janelas de dimensionamento
 Área de CAD: é praticamente igual àquela da janela de vigas. Neste caso, permite a seleção para
edição dos dados da laje simplesmente clicando no interior de qualquer dos contornos das lajes.

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168

 Área gráfica: apresenta dados fixos, mostrando o contorno das lajes e a direção dos momentos
principais, além de um resumo com os momentos fletores atuantes e as armaduras
correspondentes.
 Área de grid: dispõe uma linha para cada uma das lajes, cujas colunas podem ser controladas
através das quatro abas existentes: carga, seção, positivo e continuidade. É complementada
pelos botões de atalho.

Próximos passos:
1) Interpretação dos resultados da Grelha 3D.
2) Interpretação dos resultados do diagrama de reações das lajes.
3) Interpretação dos resultados do diagrama de momentos fletores das lajes.
4) Verificação das flechas nas lajes.
5) Dimensionamento das lajes ao Estado Limite Último.

1.2 Int erpret ação dos result ados da G relha 3D


A primeira analise referente ao dimensionamento das lajes será a observação da grelha 3D
gerada pelo Eberick.

1) Acessar a grelha das lajes


 Clique no botão “Grelha” da janela de lajes. Você também poderá utilizar o atalho de teclado
“Alt+G” ou através do menu “lajes-grelha”.
Controles da janela:
 Os comandos de zoom.
 Os tipos de diagramas de esforços e modelos.
 As vistas frontal e superior.
 A escala relativa.

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169

Figura 1.2 – Grelha 3D.

1.2.1 Cont roles da janela da grelha 3D

Para o uso adequado dos recursos desta visualização é importante conhecer os controles
da janela.
Vamos iniciar nosso estudo através dos controles de zoom.

1) Controles de zoom

2) Vista da Grelha
 Vista “Frontal” - equivale a uma visualização em perspectiva dessa grelha.
 Vista “Superior” - a grelha passa a ser exibida “de cima”.
 Quando a vista é “Frontal” fica habilitada a possibilidade de ampliação dos deslocamentos da
grelha.
Curso Básico AltoQi Eberick
170

 Selecione o valor “1” que significa que não há nenhuma ampliação dos
deslocamentos e substitua esse valor por “50” vezes.
 Pressione o botão “aproximar” três vezes e utilize o botão “rotaciona z(+)”.

Figura 1.3 – Vista da Grelha.

3) Tipos de diagramas
 Análise elástica:
 Axiais
 Fletores
 Torsores
 Cortantes
 Deslocamentos elásticos
 Análise Elástico-Fissurada
 Fletores
 Deslocamentos
 Redução Rigidez
 Modelo de Cisalhamento
 Cortante Atuante
 Cortante Excedente.

4) Escala relativa
 Deixe ativo o diagrama de momentos fletores (elástico).
 Troque a escala relativa para 25%.

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171

Figura 1.4 – Uso da escala relativa para os diagramas.

1.2.2 Análise dos diagramas

A análise do comportamento físico da laje tem a pretensão de verificar de maneira


qualitativa os deslocamentos da laje e a distribuição dos esforços no modelo elástico, modelo não
linear e de dimensionamento.
O comportamento da laje depende muito da rigidez do pavimento, constituída pelas
dimensões das vigas e pelos vínculos entre as vigas, pilares e lajes.
A análise qualitativa dessa grelha pode fornecer subsídios para melhorias no modelo,
corrigindo eventuais problemas que possam vir a serem detectados.

1) Modelo elástico
Diagrama de esforços axiais: todas as barras possuem esforços axiais nulos, o que é
absolutamente esperado, já que o modelo de grelha não contempla a obtenção desse esforço.
Diagrama de momentos fletores: os momentos fletores negativos concentram-se sobre os
apoios da sacada, sobre a viga V7 e sobre o vértice reentrante da sala de estar. Os momentos
positivos, de menor intensidade, acontecem no vão da sala de estar e nas lajes dos dormitórios.
Diagrama de momentos torsores: é melhor visualizada se utilizarmos a vista “Superior”. Os
momentos torsores concentram-se usualmente nos cantos das lajes, devido à restrição provocada
pelos apoios junto aos pilares e vigas. No caso deste exemplo, o momento torsor máximo está em
uma única barra situada próximo ao pilar P3. Os demais torsores, da ordem de 1/3 do valor
máximo, se distribuem no canto reentrante da laje da sala de estar e na laje da sacada.
Diagrama de esforços cortantes: em alguns casos, podem provocar erros de
dimensionamento ao cortante, especialmente em lajes nervuradas.
Diagrama de deslocamentos: melhor visualizado em vista “Frontal”, mostra os
deslocamentos máximos na sacada e no vão entre os pilares P1 e P8. Esse comportamento, já
esperado, se deve à ausência de uma linha de pilares que apóie a parte central desse vão que,
além de ter cerca de 7 metros, possui várias paredes apoiadas sobre as lajes e vigas.

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172

2) Modelo com plastificação dos apoios


Conforme as “configurações-análise-painéis de lajes”, há dois limites para definição do
modelo não-linear:
 Taxa de armadura máxima , utilizada para calcular o momento de plastificação (onde inicia a fase
não linear).
 Taxa de redistribuição máxima , que é o limite superior de redistribuição (onde para a
plastificação).
A análise do diagrama de redistribuição mostra que em nenhum ponto da laje houve
redistribuição dos esforços, o que indica que nessa laje os resultados para o dimensionamento são
elásticos. Isso é evidenciado pelos valores dos diagramas não lineares, que são idênticos aos dos
diagramas elásticos.
Para haver redistribuição, a taxa de armadura precisaria ser menor do que a configurada. È
preciso avaliar qual a melhor taxa a ser configurada em cada projeto.

3) Modelo de dimensionamento
Com os resultados das análises elásticas e não-lineares, o Eberick monta os diagramas
Wood e Armer positivos e negativos, com os quais são feitos os dimensionamentos das
armaduras.

Figura 1.5 – Modelo de dimensionamento.

1.2.3 Análise crít ica dos result ados

A partir dos resultados obtidos para os esforços e deslocamentos do pavimento pode-se


concluir que o modelo adotado até então é bom, já que não houveram deslocamentos
aparentemente exagerados, nem tampouco concentração expressiva de esforços solicitantes que
indique dificuldades de dimensionamento, ou que requeiram uma alteração do modelo.

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173

1.3 Diagrama de reações das laj es


Como já mencionamos na aula anterior, as reações de apoio da grelha que são utilizadas
para o carregamento das vigas se constituem em cargas concentradas aplicadas ao longo da viga,
resultantes dos esforços cortantes de cada uma das barras da grelha.
No caso particular da exibição do diagrama de reações das lajes, os valores exibidos não
são aqueles individuais de cada barra da grelha, mas a média desses valores aplicadas numa
barra. São, portanto, apenas valores de referência no contexto dessa análise.
Todavia, a observação desses resultados pode, em alguns casos, auxiliar na interpretação
do modelo proposto.

1) Acesso ao diagrama de reações das lajes


O diagrama de reações das lajes está acessível:
 Na janela de dimensionamento, clicando sobre o botão “reações”.
 Pressionando as teclas “Alt + O”.
 Através do menu “lajes-reações”.

Figura 1.6 – Diagrama de reações das lajes.

1.4 Diagrama de Moment os das laj es


Esse diagrama é útil para que se possa fazer uma análise rápida dos valores dos
momentos fletores elásticos atuantes e, com isso, analisar a necessidade ou não de melhorias no
modelo.

1) Acesso ao diagrama de momentos das lajes


 O diagrama de reações das lajes está acessível somente através do menu “lajes-momentos”.

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174

Figura 1.7 – Diagrama de momentos das lajes.

1.5 Verificação das flechas elást icas nas lajes


Este diagrama assemelha-se ao já estudado para vigas.

1) Estudo das flechas elásticas nas lajes


O diagrama das flechas nas lajes está disponível na janela de dimensionamento, através
de:
 Botão flechas na janela de dimensionamento.
 Do atalho “Alt + X”.
 Menu “lajes-flechas”.
O programa exibe um croqui com os valores dos deslocamentos máximos de cada laje e
interpõe uma janela que indica quais desses deslocamentos ultrapassaram o limite configurado.
No caso desse exemplo, a laje L4 ultrapassou esse limite.
L4: o valor informado pelo programa pode ser considerado excessivo. As possibilidades de
solução visando enrijecer o balanço são:
 Aumentar a espessura da laje L4 e da laje L3 adjacente.
 Ampliar a viga V1 com 1 pequeno trecho em balanço, criando um pequeno apoio lateral para a
L4.
 Transformar a viga V12 em viga estrutural.

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175

Figura 1.8 – Estudo das flechas elásticas nas lajes.

1.6 Dimensionament o das lajes ao ELU


O dimensionamento das lajes ao ELU é feito seguindo os passos que seguem.

1) Alterar dimensão das lajes L3 e L7


 Alterne a visão do grid para a aba “positivo”:
 Nessa visão, pode-se visualizar as sete lajes do projeto com armadura proposta e sem
nenhuma indicação de erro. Isso significa que as espessuras propostas para essa laje
atendem os momentos positivos.
 Alterne a visão do grid para a aba “continuidade”:
 Todos os trechos onde foram propostos engastamentos entre as lajes há armaduras
calculadas, o que significa que a espessura proposta também atende aos momentos
negativos.
 Alterne a visualização para a aba “seção”.
 Na linha da laje L3, substitua o valor da coluna “h” para 12cm. Faça o mesmo com a laje L4.
 Reprocesse a estrutura para que a alteração tenha efeito.

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176

Figura 1.9 – Dimensionamento das Lajes ao ELU.

2) Verificação das flechas elásticas obtidas


 Acesse novamente o diagrama das flechas do pavimento tipo 1 através da tecla de atalho “Alt+
X” ou do botão “flechas”.
Os valores obtidos foram reduzidos, mas as deformações ainda não atendem ao limite
recomendado de L/175, no caso dos balanços.
Para resolver esse problema, você pode modificar o modelo por uma das alternati vas
propostas no item anterior.
Todavia, nesse curso não faremos todo esse trabalho, que envolve atividades de projeto
propriamente ditas.

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177

Figura 1.10 – Verificando as flechas elásticas obtidas.

3) Verificação de dimensionamento final


 Verifique novamente nas abas “positivo” e “continuidade” se não há nenhuma laje com erro.
.

Figura 1.11 – Verificando o dimensionamento final.

2 Análise e dimensionament o das escadas

As escadas lançadas no Eberick através do “módulo escadas” são analisadas através de


um modelo de grelha espacial, só que formada com elementos de barra com 6 graus de liberdade
por nó.
Em virtude do modelo de cálculo e da interface utilizada pelo programa, as escadas
podem ser analisadas e dimensionadas segundo a mesma sistemática adotada para o
dimensionamento das lajes.

2.1 Int erpret ação dos result ados da grelha 3D


Assim como para as Lajes, o primeiro passo indicado será o de acessar o modelo de
grelha gerado pelo programa.

1) Acessar o modelo de grelha


 Feche a janela de dimensionamento das lajes
 Com um duplo clique sobre o ícone correspondente, abra a janela de dimensionamento das
escadas.
 Clique sobre o botão “grelha” ou pressione as teclas “Alt + G”.

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178

Figura 2.1 – Modelo de Grelha gerado pelo Eberick.

2) Análise do modelo elástico


Utilize os botões de rotação e de zoom para posicionar a grelha num ângulo que seja
favorável ao estudo.
 Diagrama de esforços axiais: diferentemente das lajes, a escada possui esforços axiais, de tração
e compressão.
A intensidade dos esforços axiais é influenciada pela “configuração-análise-painéis de lajes
– redução da rigidez axial”. Quanto maior for a redução de rigidez axial configurada, menores serão
os esforços axiais e maiores os momentos fletores.
 Diagrama de momentos fletores: o diagrama indica a ocorrência de momentos positivos no meio
dos lances e negativos sobre o patamar. Esses momentos negativos são provocados pela forma
como a laje do patamar se conecta aos pilares através de barras rígidas.
 Diagrama de esforços cortantes: a ocorrência de esforços concentrados junto aos pilares que
apóiam o patamar intermediário denuncia os momentos negativos sobre o patamar.
 Diagrama de deslocamentos: Dispondo esse diagrama em uma vista lateral da escada é possível
analisar a flexibilidade da escada e dos apoios que a sustentam.

2.2 Diagrama de reações das escadas


Este diagrama representa as cargas verticais que as lajes impõem sobre suas vigas de
apoio.
1) Análise do diagrama de reações das escadas
O diagrama de reações das escadas está acessível:
 Na janela de dimensionamento, clicando sobre o botão “reações”.
 Pressionando as teclas “Alt + O”.
 Através do menu “escadas-reações”.

Curso Básico AltoQi Eberick


179

É muito importante destacar que as reações horizontais equilibradas pelas


componentes axiais da escada não são levadas em consideração no
dimensionamento das vigas à flexão lateral.
Importante
Esse esforço pode ser desprezado sempre que os patamares reagem em


pontos onde há lajes de patamares ou lajes do pavimento, que dissipam essas
forças no plano do pavimento.
No caso de escadas como essa que chega no pavimento térreo, onde a viga não
dispõe de laje para dissipar esses esforços, deve-se verificar manualmente a viga à
flexão lateral.

Figura 2.2 – Diagrama de reações das escadas.

2.3 Diagrama de Moment os das escadas


O diagrama de momentos das escadas pode ser facilmente acessado, como segue.

1) Verificação do diagrama de momentos das escadas


 O diagrama de reações das lajes está acessível somente através do menu “escadas-momentos”.
Esse diagrama é útil para que se possa fazer uma análise rápida dos valores dos
momentos fletores elásticos atuantes e, com isso, analisar a necessidade ou não de melhorias no
modelo.

Curso Básico AltoQi Eberick


180

Figura 2.3 – Diagrama do momento das escadas.

2.4 Verificação das flechas elást icas nas lajes


Na maioria dos casos de escadas, a análise do comportamento e dos deslocamentos é
mais proveitosa quando feita diretamente com os valores da grelha 3D, que mostra não só os
deslocamentos em cada ponto, como o comportamento global da escada.

1) Verificação das flechas elásticas nas lajes


O diagrama das flechas nas escadas está disponível na janela de dimensionamento,
através de:
 Botão flechas na janela de dimensionamento.
 Do atalho “Alt + X”.
 Menu “escadas-flechas”.
Na maioria dos casos de escadas, a análise do comportamento e dos deslocamentos é
mais proveitosa quando feita diretamente com os valores da grelha 3D, que mostra não só os
deslocamentos em cada ponto, como o comportamento global da escada.

Eventuais melhorias nos deslocamentos das escadas podem ser feitas através das
seguintes medidas:
 Aumento da espessura dos lances e patamares.
 Inclusão de elementos de apoio intermediário quando possível.
 Aumento da rigidez axial da escada.
 Engastamento dos lances e patamares da escada.

Curso Básico AltoQi Eberick


181

Figura 2.4 – Flechas elásticas nas lajes.

2.5 Dimensionament o das escadas ao Est ado Limit e Últ imo


Para finalizar, falta-nos dimensionar as escadas ao Estado Limite Último. Isto será o objeto
deste capítulo.

1) Dimensionamento ao ELU
 Altere a visualização da tabela para as aba “positivo” e “continuidade”.
 Percebe-se que todas as armaduras encontram-se dimensionadas.

Figura 2.5 – Dimensionamento ao ELU.

Curso Básico AltoQi Eberick


182

Aula 11 - Dimensionament o dos pilares e


fundações

1 Análise das vigas, lajes e escadas dos demais


paviment os

1.1 Iniciando o t rabalho

Etapa 15 – Lajes do Tipo 1.prj

1.2 Copiando os croquis


Nesta etapa, vamos copiar “toda estrutura” e “elementos de desenho” do pavimento Tipo 1
aos pavimentos Tipo 2 e 3, atualizando as alterações efetuadas naquele pavimento aos outros.

1) Copiar croquis para os pavimentos Tipo 2 e Tipo 3


 Execute o comando “copiar croqui”, localizado no menu “Estrutura”.
 Selecione como “origem” o pavimento “Tipo 1” e como “destino” somente os pavimentos “Tipo 2
e Tipo 3”.
 Nas opções de cópia, deixe ativa a opção “Copiar – toda a estrutura” e a opção “Elementos
gráficos – desenho”.
 Clique no botão “Ok”.
 Clique na opção “Sim para todos”.
 Clique no botão “Sim”.

1.3 Processando a est rut ura e analisando novament e os


result ados
Com os croquis copiados, é necessário processar novamente a estrutura seguindo ao que
já foi assimilado até aqui.

1) Processar estrutura e efeitos globais


 Clique no botão “processar estrutura” localizado ao lado do botão “pórtico 3D”.
 Clique sobre a aba “resultados” e veja os valores dos coeficientes z nas direções X e Y.
 Antes desse processamento, os valores do z nas direções X e Y respectivamente, eram 1.32 e
1.19. Com o aumento de rigidez proporcionado pelas vigas nos tipos 2 e 3, o z passou a ser
1.23 e 1.19, respectivamente.
 Clique no botão “ok” e feche o diálogo da análise estática linear.

Curso Básico AltoQi Eberick


183

Tabela 4 de acompanhamento dos valores de Gama-z.

Nº do
z(x) z(y) Últimas modificações
processamento
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento
Dimensionamento das vigas do
02 1,35 1,19
tipo 1
Cópia do croqui do Tipo 1 para
03 1,23 1,19
Tipo 2 e Tipo 3
04

2) Verificar vigas do pavimento Tipo 1


 Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento “Tipo 1” e clique sobre o item “vigas”.
 Clique sobre o botão “vigas” ou pressione as teclas de atalho “Alt + D”. Deslizando a barra de
rolagem é possível perceber que todas as vigas estão “passando” e não há nenhum erro de
dimensionamento.
 Clique no botão “flechas” ou no atalho “Alt + X”. Verifica-se que os valores de deslocamentos não
foram alterados pela cópia de croqui.
 Feche a janela de deslocamentos e feche também a janela de dimensionamento das vigas.

3) Verificar lajes e escadas do pavimento Tipo 1


 Clique no botão “lajes” do pavimento Tipo 1.
 Ao abrir a janela de dimensionamento, clique sobre a aba “positivo”. Verifique que todas as lajes
aparecem com uma armadura calculada e sem qualquer indicação com status de “erro”.
 Mude a aba para “continuidade”. Da mesma forma, não há nenhuma indicação de erro, o que
permite-nos concluir que o dimensionamento das lajes não foi alterado pela cópia do croqui.
 Feche a janela das lajes e abra a janela das escadas.
 Clique inicialmente na aba “positivo” e depois na aba “continuidade”, Nos dois casos, as
armaduras foram dimensionadas sem que ocorressem erros.
 Feche a janela das escadas.

1.3.1 Dimensionament o das vigas do paviment o Tipo 2 e Tipo 3

Agora que já confirmamos que o que estava feito permanece correto, precisamos verificar
os pavimentos que foram alterados.

1) Modos de verificação do dimensionamento dos elementos


 Abrindo as janelas de dimensionamento e verificando se há algum elemento com erro.
 Através da verificação do resumo de materiais.
 Clique sobre o menu “estrutura” e clique sobre o comando “resumo de materiais”
 No diálogo que se abre, clique no botão “nenhum” e depois selecione as vigas, pilares, lajes e
escadas dos pavimentos Tipo 2 e Tipo 3.
 Clique no botão “ok”.

Curso Básico AltoQi Eberick


184

Diálogo “montagem do resumo de materiais”.


 “Avisos” são indicações de detalhes de lançamento ou detalhamento que devem ser
observado pelo usuário, mas não constituem erros de dimensionamento ao Estado limite
Último.
 “Elementos não incluídos no resumo” significa que justamente esses elementos tiveram
problemas de dimensionamento e não foram contabilizados.
 Clique no botão “mais” relativo ao pavimento Tipo 2. É possível perceber que há quatro pilares
com erro, mas não há nenhuma viga, laje ou escada com erro.
 Feche os diálogos dos resumos de materiais.

1.4 Dimensionament o dos element os do paviment o Cobert ura

1.4.1 Dimensionament o das Vigas

Da mesma forma como fizemos com o pavimento Tipo 1, vamos analisar e dimensionar as
vigas e lajes do pavimento Cobertura.

1) Acessar a janela das vigas do pavimento cobertura


 Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento Cobertura.
 Clique agora no botão correspondente às vigas e abra a janela de dimensionamento desse
pavimento.
 Mude a visão da janela para a opção “vigas”, clicando no botão correspondente ou pressionando
as teclas “Alt + D”.
Percorrendo as vigas com a barra de rolagem, percebe-se que, a exemplo do pavimento
Tipo 1, a viga V2 está com erro de dimensionamento.

2) Verificar locais com deslocamentos excessivos


 Clique no botão “flechas” ou pressione as teclas “Alt + X”. A análise dos resultados mostra a
ocorrência de problemas de deslocamentos semelhantes aos do pavimento Tipo 1, em
intensidade um pouco menor.
 Feche a janela e o diálogo de deslocamentos das vigas.

3) Alterar seções das vigas


Adotaremos para as vigas as seguintes dimensões:
V1 – 14x60
V2 – 14x60
V3 – 14x50
V4 – 14x60
V8 – 12x50
 Para fazer isso, clique sobre a coluna “h” na linha correspondente à viga V1 e selecione o valor
“40”. Digite em seu lugar o valor “60”.
 Pressione uma vez a tecla “seta para baixo” do teclado. Repare que o valor correspondente à viga
V2 já fica selecionado. Digite em seu lugar o valor “60”.

Curso Básico AltoQi Eberick


185

 Pressione novamente a tecla “seta para baixo” e digite o valor “50”.


 Pressione a “seta para baixo” e digite o valor “60” para a viga V4.
 Pressione 4 vezes a “seta para baixo” até chegar na linha da Viga V8. Digite nesse lugar o valor de
“50”cm.
 Pressione uma vez as teclas “Shift + Tab” para retroceder uma coluna. Repare que essa é uma
dica muito útil para manipular as janelas!
 Pressione a tecla “seta para cima” até chegar na viga V3 e digite o val or “14” em lugar de “12”.
Faça o mesmo com a viga V2.

4) Reprocessar estrutura e verificar deslocamentos


 Clique no botão “processar estrutura”. Confirme através do botão “sim” o reprocessamento.
 Feche o diálogo “análise estática linear” clicando sobre o botão “ok”.
 De volta à janela de dimensionamento das vigas da cobertura, utilize a barra de rolagem para
verificar se há erros de dimensionamento.
Percebe-se que todas as vigas estão “passando” no dimensionamento ao estado Limite
último.
 Clique no botão “flechas” ou pressione as teclas “Alt + X”.
Considerando que a viga V2 está em balanço, podemos concluir que não há mais
problemas de deslocamentos com as vigas do pavimento Cobertura.
 Feche o diagrama de deslocamentos e também a janela de dimensionamento das vigas da
Cobertura.

1.4.2 Dimensionament o das lajes

O dimensionamento das lajes do pavimento Cobertura não deve representar nenhum


problema em nossa análise, já que são mantidas as geometrias já estudadas e o carregamento da
cobertura é ligeiramente inferior aos demais pavimentos.

1) Verificar dimensionamento das lajes da Cobertura


 Clique no botão ”Lajes” relativo ao pavimento Cobertura.
 Ao abrir o diálogo, clique sobre a aba “positivo” e logo depois sobre a aba “continuidade”.
Como todas as armaduras estão dimensionadas, conclui-se que não há erros de
dimensionamento.
 Com isso, você pode fechar a janela de dimensionamento das lajes.

1.5 Dimensionament o dos element os do paviment o t érreo

1.5.1 Dimensionament o das Vigas

Para finalizarmos essa etapa falta somente analisar as vigas do pavimento térreo.

Curso Básico AltoQi Eberick


186

1) Verificação ao ELU
 Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento Térreo.
 Clique sobre o botão “vigas” para abrir a janela de dimensionamento.
 Mude a visualização da tabela para a visão por vigas, clicando no botão “vigas” ou pressionando
as teclas “Alt + D”.
 Utilizando a barra de rolagem é possível perceber que não há três vigas com erro de
dimensionamento.
 Altere a dimensão “bw” de 12 para 14 para as vigas “V2” e “V3”
 Acesse o menu Configurações – Dimensionamento e na aba Viga clique sobre o botão
Ancoragem. Altere o número máximo de camadas para 4.
 Reprocesse a estrutura e verifique que agora todas as vigas passam no dimensionamento.

2) Verificação ao ELS
 Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento.
 Pressione agora o botão “flechas” ou o atalho ”Alt + X”. A única viga que aparece com indicação
de erro é a ponta do balanço, que sabemos estar com deformações compatíveis com seu vão.
 Feche o diagrama de deslocamentos das vigas e depois a janela de dimensionamento das vigas
do Térreo.

2 Dimensionament o dos Pilares

Etapa 19 – Acerto Térreo.prj

O dimensionamento dos pilares é uma das etapas mais importantes do projeto. Pode ser
feito de duas formas: analisando os pilares por pavimento ou por lance – como será apresentado.

1) Formas de analisar o dimensionamento dos pilares


Análise dos pilares por pavimento
 Deve-se escolher um dos pavimentos que espera-se ser o mais crítico em termos de
dimensionamento (em geral o pavimento mais inferior do edifício) e dimensionam-se os pilares.
 Depois disso, os demais pavimentos podem ser analisados um a um ou copiar os pilares do
pavimento já analisado para o próximo pavimento.
Análise por lance (ou por prumada)
 Os pilares são analisados um a um em toda a sua prumada. Esse tipo de análise tem a grande
vantagem de facilitar a definição das seções ao longo de toda a altura.

 Em nosso curso, faremos a análise por lance.

 Para isso, clique sobre o botão “pilares em prumada” localizado logo abaixo da árvore do
pavimento Térreo.
Devemos dimensionar todos os pilares do projeto através do comando “calcular todos”,
Curso Básico AltoQi Eberick
187

2) Dimensionamento do Pilar P1 e P2
Devemos dimensionar todos os pilares do projeto através do comando “calcular todos”,
Dimensionamento do Pilar P1
 Selecione o pilar P1.
 Clique na aba “resultados”.
Como existem erros em diversos pavimentos ao longo da prumada, é conveniente alterar a
seção de todo o pilar para uma nova dimensão de 20x30.
 Clique na aba “seção”.
 Selecione o valor “20cm” na coluna “h” relativa ao lance L5.
 Substitua esse valor por 30 e pressione a tecla “F5”. Confirme a cópia clicando no botão “Sim”.
Clique novamente na aba “resultados” e veja que não há mais nenhum erro de
dimensionamento das armaduras.
Dimensionamento do Pilar P2
 Clique na aba “resultados”.
Como existem erros em diversos pavimentos ao longo da prumada, é conveniente alterar a
seção de todo o pilar para uma nova dimensão de 20x30.
 Clique na aba “seção”.
 Selecione o valor “20cm” na coluna “h” relativa ao lance L5.
 Substitua esse valor por 30 e pressione a tecla “F5”. Confirme a cópia clicando no botão “Sim”.
Clique novamente na aba “resultados” e veja que não há mais nenhum erro de
dimensionamento das armaduras.

3) Dimensionamento do Pilar P3
 Selecione o pilar P3.
 Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5.
 Substitua esse valor por “30cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os
pavimentos do projeto.
 Clique “sim” para confirmar a cópia.
 Clique novamente na aba resultados.
Percebe-se que o valor de 30cm foi suficiente para dimensionar os pilares dessa prumada.

4) Dimensionamento dos Pilares P4 e P5


Dimensionamento do Pilar P4
 Selecione o pilar P4.
 Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5.
 Substitua esse valor por “40cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os
pavimentos do projeto.
 Clique “sim” para confirmar a cópia.
 Confira o dimensionamento na aba resultados.
Dimensionamento do Pilar P5
 Selecione o pilar P5.
Curso Básico AltoQi Eberick
188

 Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5.
 Substitua esse valor por “40cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os
pavimentos do projeto.
 Clique “sim” para confirmar a cópia.
 Confira o dimensionamento na aba resultados.

4) Dimensionamento do Pilar P6 ao P9
Dimensionamento do Pilar P6
 Selecione o pilar P6.
 Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de “20 cm” da dimensão “h” do lance L5.
 Substitua esse valor por “30 cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os
pavimentos do projeto.
 Clique “sim” para confirmar a cópia.
 Confira o dimensionamento na aba resultados.
Dimensionamento do Pilar P7 ao P9
Repita o procedimento acima para os pilares P7, P8 e P9

2.1 Reprocessament o da est rut ura


As novas dimensões adotadas para os pilares na tarefa anterior mudam novamente a
distribuição de rigidezes do pórtico, o que implica em esforços diferentes e em uma nova iteração
de análise.
Para isso, o primeiro passo é reprocessar a estrutura.

1) Reprocessar estrutura e análise dos efeitos globais


 Clique no botão “reprocessar a estrutura”.
 Clique sobre a aba “resultados” para verificar o desempenho da nova proposição estrutural.
 Feche esse diálogo clicando no botão “ok”.

Tabela 5 de acompanhamento dos valores de Gama-z.

Nº do
z(x) z(y) Últimas modificações
processamento
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento
Dimensionamento das vigas do
02 1,35 1,19
tipo 1
Cópia do croqui do Tipo 1 para
03 1,23 1,19
Tipo 2 e Tipo 3
04 1,19 1,10 Dimensionamento dos pilares 1

Em Os resultados obtidos mostram que o parâmetro de estabilidade global


 “Gama-z" ficou acima do limites máximos para um dos eixos. Nesse caso, segundo
a NBR 6118 a estrutura é classificada como sendo de “nós móveis” e, portanto,

Curso Básico AltoQi Eberick


189

deve ser considerado os efeitos de 2ª ordem no modelo. No Eberick essa


consideração é feita através do processo P-Delta presente no módulo Master. Logo,
no projeto desse curso, estamos atendendo as determinações da norma quanto à
estabilidade global da estrutura. Toda via, valores maiores que 1.15 são
considerados elevados, e em função disso é recomendado enrijecer a estrutura
para diminuir os efeitos de segunda ordem.

2) Verificar pilares após processamento


 Clique novamente no botão “calcular todos” ou pressione as teclas “Alt + T”.
Através das barras de rolagem, é possível perceber que nenhum pilar permanece com erro
de dimensionamento.
Aumentar a seção dos pilar P6 e P9 para 20x40
 Selecione o pilar P6.
 Alterne a aba para “seção” e selecione o valor de 20cm da dimensão “h” do lance L5.
 Substitua esse valor por “40cm” e pressione a tecla F5 para copiar o valor para todos os
pavimentos do projeto.
 Clique “sim” para confirmar a cópia.
 Faça o mesmo procedimento para o pilar P9.

3) Localizar o pilar P6 no pavimento Tipo 1


 Feche a janela de dimensionamento dos pilares em prumada.
 De volta à janela ”projeto” execute um clique duplo sobre o pavimento Tipo 1 para abrir seu
croqui.
 Através da tecla F5, abra uma janela de zoom junto ao pilar P6.

4) Definir novas características para o pilar P6


 Execute o comando “Elementos – Pilares – Fixar seção”
 Clique sobre o pilar nome do P6
 Pressione uma vez a tecla “backspace”
 Selecione o novo vértice fixo como sendo o vértice superior direito;
 Posicione o novo vértice fixo na mesma posição antiga;
 Pressione “ESC” para sair do comando;
Clique duas vezes sobre o nome do pilar P6, e na janela de edição confirma a opção
“Seção constante na prumada”.

5) Definir novas características para o pilar P9


 Clique com o botão direto do mouse sobre o nome do pilar nome do P6
 Selecione a opção “Fixar seção”
 Pressione uma vez a tecla “backspace”
 Selecione o novo vértice fixo como sendo o vértice superior direito;
 Posicione o novo vértice fixo na mesma posição antiga;
 Pressione “ESC” para sair do comando;

Curso Básico AltoQi Eberick


190

Clique duas vezes sobre o nome do pilar P9, e na janela de edição confirma a opção
“Seção constante na prumada”.

6) Verificando a rotação dos pilares P6 e P9


 Feche o croqui do Pavimento Tipo 1.
 Clique do botão “Portico 3D”
 Verifique a orientação do pilar e se a seção está constante ao longo da prumada.

7) Limpar estrutura e reprocessá-la


 Execute o comando “estrutura-limpar estrutura”.
 Confirme esse comando teclado “sim”.
“Limpar a estrutura” significa que o programa descarta todos os resultados de esforços e
deslocamentos armazenados e recalcula-os novamente.
 Execute novamente o comando “processar estrutura”.
 Clique na aba “resultados” e verifique que os valores de z nas direções X e Y.

Tabela 5 de acompanhamento dos valores de Gama-z.

Nº do
z(x) z(y) Últimas modificações
processamento
Inicial 1,47 1,19 Primeiro processamento
Dimensionamento das vigas do
02 1,35 1,19
tipo 1
Cópia do croqui do Tipo 1 para
03 1,23 1,19
Tipo 2 e Tipo 3
04 1,19 1,10 Dimensionamento dos pilares 1
05 1,15 1,10 Melhoria na estabilidade global

 Feche o diálogo clicando no botão ”Ok”.


 Abra novamente a janela de dimensionamento dos pilares em prumada e clique no botão
“calcular todos”.
Com isso, todos os pilares estão dimensionados.
 Feche a janela de dimensionamento dos pilares em prumada.

Caso a análise da estrutura não estivesse sendo realizada com o Módulo


Importante Master, ou mesmo com este módulo ativo, mas se estivesse desabilitado a análise
do processo P-Delta, seria necessário o enrijecimento da estrutura para minimizar
os deslocamentos da mesma, até que o coeficiente “Gama-z” ficasse inferior aos

Curso Básico AltoQi Eberick


191

limites estabelecidos pela NBR 6118:2003.

3 Verificação final da est rut ura

Após o dimensionamento dos pilares houve toda uma nova redistribuição dos esforços e
deslocamentos em função das novas rigidezes relativas da estrutura.
Em função disso, é necessário revisar se todos os elementos em todos os pavimentos
ainda estão sendo dimensionados corretamente.
Como já vimos a melhor forma de fazer isso é através do “resumo de materiais”.

1) Gerar resumo de materiais para verificar estrutura


 Execute o comando “estrutura-resumo de materiais”.
 Clique sobre o botão “todos” e desligue os itens relativos às fundações nos pavimentos em que
eles estiverem marcados.
 Clique em “ok”
 O relatório mostra elementos “não incluídos no resumo” somente para o pavimento Térreo.
Conclusões:
 Todos os elementos “passam” no dimensionamento ao Estado Limite Último,
 Os deslocamentos das vigas e lajes estão dentro dos limites estabelecidos assim como os
deslocamentos horizontais da estrutura.

4 Dimensionament o das Fundações

Etapa 20 – Pilares dimensionados.prj

4.1 Sapat as
Os primeiros elementos de fundações a serem estudados são as sapatas.

1) Dimensionamento das sapatas


Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento térreo e selecione o item “sapatas”.
Aba “cargas”: Ficam visíveis as cargas verticais e horizontais e os momentos fletores
obtidos da análise da estrutura como pórtico espacial.
Aba “solo”: o usuário deve configurar os parâmetros geotécnicos do solo que suporta as
sapatas.
No caso de nosso exemplo, admitiremos que a uma profundidade de 1,50 metros o solo
tem:
Curso Básico AltoQi Eberick
192

 pressão admissível de até 1,50 kgf/cm²


 ângulo de atrito de 30 graus.
Aba “seção”: pode-se visualizar os valores das dimensões “b” e “h” da sapata, calculadas
em função das características geotécnicas do solo, definidas na etapa anterior.
Aba “altura”: pode-se visualizar as alturas mínimas necessárias para que a sapata possa
ser dimensionada considerando-a como uma sapata rígida.
Aba “resultado”: tem-se acesso às armaduras calculadas para cada sapata, que ainda
poderão ser escolhidas posteriormente. O fato de haver uma armadura calculada indica que a
sapata adotada pôde ser dimensionada.
Botões da área de CAD
 O primeiro dos botões mostra uma vista superior dessa sapata.
 O segundo botão mostra uma vista lateral das sapatas e os respectivos níveis relativos.
 O terceiro dos botões mostra os momentos atuantes para o dimensionamento.

4.2 Dimensionament o dos Blocos sobre est acas e t ubulões


Os elementos de fundações que faltam são os blocos sobre estacas e tubulões, avaliados
como apresentado abaixo.

1) Dimensionamento dos blocos e tubulões


Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento térreo e selecione o item “blocos”.
Aba “cargas”: Ficam visíveis as cargas verticais e horizontais e os momentos fletores
obtidos da análise da estrutura como pórtico espacial. Com esses esforços, são calculadas as
quantidades de estacas necessárias para que a fundação possa ser construída.
 Clique no botão “calcular estacas” localizado logo à esquerda da aba “carga”, podendo também
ser executado através do atalho de teclado “Alt + E”.
Aba “Tub. solo”: o usuário deve configurar os parâmetros geotécnicos do solo que suporta
os tubulões.
 Clique sobre qualquer uma das linhas da coluna “pressão admissível” e substitua o valor de 1.5
kgf/cm² por 5.0 kgf/cm².
 Pressione a tecla „F5” e responda “sim” para copiar esses valores para todos os tubulões.

2) Dimensionamento dos blocos e tubulões


 Clique no botão “calcular todas” ou no atalho “Alt + T”.
Aba “Seção”: informa as dimensões calculadas para os blocos.
Aba “Altura”: ficam disponíveis as alturas totais dos blocos, calculadas em função do
esforço atuante e do espaçamento das estacas, considerando ainda as dimensões mínimas para
que o mesmo seja considerado como um bloco rígido.
Aba “resultados”: ficam disponíveis as armaduras dos blocos.
Uma vez visíveis essas armaduras, conclui-se que as fundações com blocos estão
dimensionadas.
Aba “tubulão”: tem-se acesso às dimensões do tubulão, com destaque para as dimensões
da base desse elemento.
Aba “Tub resultados”: vê-se as armaduras calculadas para o tubulão.
Curso Básico AltoQi Eberick
193

Curso Básico AltoQi Eberick


194

Aula 12 - Det alhament o das armaduras

1 Considerações preliminares

1.1 Iniciando o t rabalho

Etapa 21 - Fundações dimensionadas.prj

De acordo com o item 5.2.3 da NBR 6118:2003, um projeto estrutural é constituído por
desenhos, especificações e critérios de projeto que são, na verdade, documentos a serem
seguidos durante a construção.
Os detalhamentos da armadura devem conter todos os detalhes construt ivos e de
dobramento das armaduras, com o resumo dos materiais empregados e com especificações que
sejam necessárias ao bom desempenho da estrutura, bem como a identificação da obra, do
pavimento e dos elementos detalhados.
Dada a diversidade de tipologias de projeto e soluções adotadas, muitas vezes o Eberick
não consegue produzir um detalhamento integralmente pronto para ser executado na obra, o que
requer a produção de alguns detalhes adicionais que devem ser incluídos no detalhamento final.
Alguns desses detalhamentos podem ser introduzidos nos desenhos utilizando os recursos
do próprio Eberick. Em outros casos, é necessário utilizar recursos de softwares mais específicos
de desenho, os CAD‟s. Nesse caso, faz-se necessária uma comunicação entre o Eberick e o CAD
de apoio.
A melhor ferramenta disponível no mercado para essa finalidade é o QiCAD, que é um CAD
independente, porém desenvolvido especificamente pra atender ás necessidades de projetos
como o estrutural. O QiCAD tem algumas características que fazem real diferença na melhoria e
produtividade dos desenhos:
 Comandos de CAD mais ágeis, como “Auto Mover” e “Auto Copiar”;
 Um “Gerenciador de arquivos” que permite controlar todos os desenhos do projeto, suas
alterações e revisões, facilitando a manipulação através de operações sobre vários arquivos
simultaneamente;
 Um “Editor de Ferros” mais completo, com mais opções que as oferecidas pelo Eberick;
 Bibliotecas de símbolos contendo detalhamentos editáveis e automaticamente atualizados na
relação de aço.

Curso Básico AltoQi Eberick


195

1.1.1 Relação do E berick com os programas CAD

Função Tipo de Arquivo Propriedades


Pode ser lido ou gravado por qualquer programa da linha
AltoQi (QiCAD).
É gerado em várias instâncias de detalhamento (armaduras,
Desenho (*.CAD)
formas, detalhes em geral).
Tem a finalidade de integrar os desenhos produzidos pelo
Eberick, Hydros, Lumine e QiCAD.
Pode ser lido ou gravado por qualquer programa da linha
AltoQi (QiCAD).
Gerar o arquivo
(detalhamento) Prancha (*.PRC) É gerado no ambiente de detalhamento para grupos de
elementos de armaduras ou forma, associados em pranchas.
Tem a finalidade de gerar os desenhos em folhas de
tamanho A3 a A0, ou livre.
Pode ser lido ou gravado por qualquer programa da linha
AltoQi (QiCAD).
Detalhamentos
(*.DTS) É gerado no ambiente de detalhamento somente para
grupos de elementos de armaduras, associados em
cadernos de projeto em formato A4.
Nesse formato, um arquivo externo pode ser associado ao
Desenho (*.CAD) projeto, tendo sido criado pelo Eberick ou por qualquer
programa da AltoQi.
Nesse formato, um arquivo externo pode ser associado ao
(*.DXF)
projeto, tendo sido criado por qualquer programa de CAD.
Ler o arquivo
Nesse formato, um arquivo externo gerado pelo AutoCAD ®
pode ser lido no Eberick através de uma transformação em
(*.DWG) formato DXF, feita internamente pelo programa, desde que
esteja instalado o QiCAD (ou QiCAD Viewer) versão V3,
revisão 3 ou superior.
Por esse formato, o Eberick permite que qualquer programa
(*.DXF)
Exportar o de CAD leia o arquivo exportado.
arquivo Por esse formato, o Eberick permite que o AutoCAD® leia o
(*DWG)
arquivo exportado.

Próximas atividades:
 Escolha preliminar das armaduras.
 Teste dos detalhamentos e ajuste das armaduras escolhidas.
 Geração das pranchas ou detalhamentos A4.
 Edição das armaduras.
 Inserção das molduras da folha e selo de identificação.
 Gravação ou exportação dos arquivos.

Curso Básico AltoQi Eberick


196

2 Geração dos desenhos das armaduras

2.1 Escolha preliminar e t est e de det alhament o das armaduras


Durante as etapas de análise e dimensionamento da estrutura, enquanto ainda é
necessário o processamento constante do modelo, qualquer escolha de armaduras é perdida no
processamento, já que nessa etapa os resultados dos esforços e deslocamentos são recalculados,
implicando num novo dimensionamento.
Depois que o modelo já está totalmente definido, pode-se escolher a melhor combinação
de armaduras dentre as opções disponíveis, visando atender aos critérios construtivos e
preferências dos clientes.
A escolha das armaduras é feita dentro das janelas de dimensionamento de cada um dos
elementos, conforme será visto a seguir.

2.1.1 E scolha das armaduras das lajes

1) Escolher armaduras positivas


 Clique no botão [+] localizado na janela “projeto” ao lado do pavimento “tipo 1”.
 Clique sobre o ícone das lajes para abrir sua janela de dimensionamento.
 Clique sobre a aba “positivo”.
Para cada um dos momentos Mx e My existem as respectivas armaduras X e Y
responsáveis por atender aos esforços de dimensionamento.
Para qualquer um dos valores de momentos, pode-se abrir as alternativas de escolha das
armaduras e selecionar, dentre a lista de opções, aquela que for mais adequada ao projeto.
Qualquer dessas opções atendem aos requisitos de dimensionamento, incluindo todas as
prescrições construtivas vigentes.

2) Escolher armaduras de continuidade


 Alterne a aba “positivo” para a aba “continuidade”.
 É possível selecionar a continuidade a ser estudada clicando sobre ela na área de CAD.
 Clique no botão “resultados das armaduras” ou na tecla de atalho “Alt + z” para saber quais as
condições de dimensionamento de cada bitola.
 Feche o diálogo aberto.

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197

Figura 2.1 – Escolha das armaduras das lajes.

3) Acessar o detalhamento das lajes


 Execute o comando “lajes-detalhar” ou clique sobre o botão “detalhar na janela de
dimensionamento” ou ainda utilize o atalho de teclado “Alt + W”.
 Pressione o comando “zoom” na barra de ferramentas e abra uma janela sobre o primeiro dos
detalhamentos, correspondente às armaduras positivas.
 Caso você não consiga ler os resultados das armaduras, utilize as teclas “Alt + F2” e aproxime o
desenho tantas vezes quanto necessário.
 Movimente-se em relação ao desenho com as teclas “CTRL + setas” e avalie uma a uma as
armaduras desenhadas.
 Caso alguma das escolhas não tenha sido satisfatória, anote a laje e a armadura para logo a
seguir escolher outra armadura melhor.
 Uma vez que já tenha verificado quais armaduras podem ser modificadas, pode-se fechar esse
detalhamento e, de volta à janela de dimensionamento, estudar uma outra opção de armadura.

2.1.2 E scolha das armaduras das escadas

Neste item, objetiva-se conhecer a forma de escolha das armaduras e verificar


detalhamento das escadas.

1) Conhecer a forma de escolha das armaduras e verificar detalhamento


 Abra a janela de dimensionamento das escadas clicando sobre o ícone correspondente.
 Selecione a aba “positivo” para escolher as armaduras que ocorrem nos vãos dos lances e
patamares.
O programa dispõe de opções de otimização do detalhamento através das “configurações
– detalhamento – lajes – escadas”, com critérios de otimização que procuram emendar os ferros a
serem detalhados, diminuindo sua quantidade e facilitando a construção.

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198

 Habilite as opções para criar, nos detalhamentos, as esperas das armaduras da escada no apoio
inferior com a viga e com a laje.
 Clique em “ok” duas vezes para fechar essa configuração.
 Você pode testar essas armaduras através do comando “Escadas – detalhar” ou do botão
detalhar da janela de dimensionamento ou através do atalho “Alt + W”.
 Utilize o comando “zoom” para aproximar o desenho, e visualizar os resultados das armaduras.
 Caso sejam convenientes algumas modificações nas armaduras escolhidas, feche o
detalhamento e altere as armaduras correspondentes na janela de dimensionamento.
 Uma vez feitos esses ajustes, feche a janela de dimensionamento das escadas.

Figura 2.2 – Detalhamento das escadas.

2.1.3 E scolha das armaduras das vigas

Seguindo a mesma linha adotada para as lajes e escadas, vamos reconhecer o


detalhamento e a escolha das armaduras das vigas.

1) Escolher as armaduras das vigas e detalhamentos


 Abra a janela de dimensionamento das vigas e escolha as armaduras negativas, positivas e de
cisalhamento respectivamente nas abas “nó”, “vão” e “cisalhamento” para cada uma das vigas;
A partir da versão V8 do Eberick, temos um novo diagrama na janela de dimensionamento
das vigas, que pode ser acessado através do botão “armadura”, onde é possível exibir uma prévia
do detalhamento das vigas sobreposto ao diagrama de momento fletor, facilitando a conferência e
permitindo a visualização do resultado do detalhamento enquanto se escolhe as bitolas das
armaduras, sem a necessidade de gerar o detalhamento efetivamente para visualizar o resultado
final, garantindo maior rapidez no processo de avaliação do detalhamento final.

 Assim que definidas as armaduras de uma viga, teste seu detalhamento efetivo através do botão
“detalhar” ou do atalho “Alt + W”.
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199

2.1.4 E scolha das armaduras dos pilares

Para finalizar esta etapa de escolha de armaduras, falta-nos discriminar as armaduras dos
pilares. Existem duas formas de faze-lo que serão agora apresentadas.

1) Escolha e detalhamento das armaduras.


Armaduras por pavimento
 Abra a janela de dimensionamento dos pilares e selecione a aba “resultados”.
O usuário escolhe as armaduras de todos os pilares de um pavimento em uma só visão.
A grande desvantagem desse modo de escolha é que não se sabe quais foram as
armaduras escolhidas no lance superior e inferior de cada pilar.
Armaduras por prumada (ou lance)
 Feche a janela de dimensionamento dos pilares e clique sobre o ícone “pilares em prumada”.
 Selecione a aba “resultado”.
 Para cada um dos pilares, escolha as armaduras de todos os lances.
Por esse procedimento, pode-se evitar que um mesmo pilar tenha mudanças simultâneas
da quantidade e bitola do ferro, o que é indesejável sob o ponto de vista construtivo.
Personalização das armaduras
 Para acrescentar armaduras selecione a coluna de armadura a acrescentar e clique no botão [+]
tantas vezes quanto necessário.
 Para retirar armaduras, clique na coluna correspondente e utilize o botão “menos” tantas vezes
quanto necessário.

 Teste os detalhamentos clicando no botão “detalhar” ou na tecla “Alt + W”


 Feche a janelas dos pilares.

2.2 Geração dos det alhament os em format o A4


Os detalhamentos abertos até aqui, correspondiam a testes necessários para
conhecimento de elementos isolados. Apresentar-se-á formas de obtê-los diretamente para
diversos elementos.
Uma das formas de detalhamento dos desenhos é em formato A4 ao invés de pranchas de
tamanho A3 até A0.
Para exemplificar a geração dos detalhamentos em formato A4 vamos utilizar o caso dos
pilares.

1) Geração dos detalhamentos


 Abra novamente a janela de dimensionamento dos pilares.
 Execute o comando “Pilares-gerar pranchas”.
O programa abre um diálogo, no qual você deve selecionar a opção “Caderno” e poderá
escolher quais pilares farão parte desse detalhamento. Alguns pilares tem a seu lado a indicação
de avisos. É importante lembrar que avisos não impedem o detalhamento dos elementos.
 Clique no botão “ok” para confirmar os pilares.
O programa gera os detalhamentos e abre um diálogo com os avisos emitidos, que devem
ser analisados um a um.
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200

 Após essa análise, feche esse diálogo.


São geradas várias folhas de detalhamento com até dois detalhamentos por folha. A última
folha contém a relação do aço de todos os pilares detalhados.

2) Edição dos detalhamentos


 Clique sobre o pilar a ser editado ou clique com o botão direito do mouse e, em seguida, execute
o comando “propriedades”.
 Clique sobre o botão “editar” para habilitar as modificações desejadas.
Ao editar o desenho, fica disponível o menu “editor de ferros” com os diversos comandos
de edição dos detalhamentos.
Todas as modificações realizadas nesse contexto não são mais verificadas pelo programa
e são de inteira responsabilidade do usuário. Por outro lado, todas essas modificações são
automaticamente contabilizadas na relação do aço.

Figura 2.3 – Edição dos detalhamentos.

2.2.1 S alvando as modificações num arquivo

Uma vez que os detalhamentos tenham sido modificados pelo usuário, é importante
guardar esse arquivo modificado.
O arquivo principal, *.PRJ, pode ser gravado através do comando Salvar, no menu Projeto.
Os arquivos de desenhos produzidos no EBERICK, entretanto, não fazem parte do arquivo
principal e devem ser gravados separadamente, através dos comandos Salvar Arquivo e Salvar
Arquivo Como.

1) Salvar modificações
 Execute o comando “Projeto - Salvar arquivo como”.
 Escolha a pasta onde irá guardar o arquivo e o nome do arquivo a ser guardado.
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201

 No caso de detalhamentos, o arquivo a ser salvo terá a extensão “.DTS”.


 Clique no botão “salvar”. Com isso, abre-se um diálogo onde é definido o nome do diálogo que
irá aparecer na janela projeto e que servirá como identificação do arquivo.
 Clique no botão “Ok”
 Feche a janela dos detalhamentos.

Atenção
Caso você esteja utilizando a versão demonstrativa a função de gravação ficará


desabilitada e a maior parte desse comando não poderá ser reproduzida. Por esta
razão, recomendamos que você assista novamente esse tópico para que fique mais
familiarizado com o procedimento.

2.2.2 E xport ando os det alhament os para edição em out ro CAD

Muitas vezes pode ser necessário exportar os detalhamentos para edição ou leitura em
outro CAD. O procedimento que permite que isto seja feito no Eberick está apresentado aqui.

1) Abrindo o arquivo no Eberick ou QiCAD


 O arquivo gravado está disponível para acesso na subpasta “pranchas”.
 Execute um duplo clique sobre ele para abri-lo novamente.
Da mesma forma como abrimos novamente no Eberick, esse arquivo poderia ser
normalmente aberto no QICAD e poderiam ser feitas modificações quaisquer utilizando seu editor
de ferros, mantendo atualizada a relação do aço.
Exportando o arquivo para edição em outros CAD‟s
 Execute o comando “ferramentas-gravar DWG/DXF”
 O procedimento para gravação é análogo ao da gravação do arquivo DTS.
O programa permite ao usuário escolher em qual dos formatos de exportação se deseja
gerar o arquivo.
 DWG ou DXF compatíveis com as versões R14, 2000 e 2004 e 2007 do AutoCAD.
 Caso esse DXF fosse destinado a algum programa da família AltoQi deve-se
preferencialmente exportar para a opção “Arquivos DXF compatíveis AltoQi”
A desvantagem desse procedimento é que é necessário exportar um DXF para cada uma
das folhas de detalhamento e, além disso, as edições feitas posteriormente não são atualizadas na
relação do aço.
Feche a janela de dimensionamento dos pilares.

Atenção
Caso você esteja utilizando a versão demonstrativa a função de gravação ficará


desabilitada e a maior parte desse comando não poderá ser reproduzida. Por esta
razão, recomendamos que você assista novamente esse tópico para que fique mais
familiarizado com o procedimento.

2.3 Geração dos det alhament os em Pranchas


Para estudarmos o detalhamento dos elementos em pranchas vamos utilizar como
exemplo as vigas do pavimento Tipo 1.
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202

Antes de gerar as pranchas com as vigas, é necessário definir as dimensões das pranchas.

2.3.1 Configuração do t amanho da prancha

É preciso, portanto, definir as dimensões úteis da prancha para que o desenho seja gerado
nas dimensões desejadas. Para isto, deve-se acessar o menu Configurações - Pranchas e R A:
Com isso, abre-se um diálogo no qual são definidas todas as dimensões dos elementos
que compõem a prancha. As dimensões serão adotadas supondo-se a geração de pranchas no
tamanho A1, conforme a Figura 2.4.

Figura 2.4 – Configuração do tamanho da prancha.

Nesta mesma configuração, são definidos os parâmetros de apresentação da relação de


aço da prancha. Cabe destacar o tipo de RA (Global) e o acréscimo no peso do aço devido às
perdas de corte (10%).
 R A “Global”: os ferros são numerados seqüencialmente desde o primeiro até o último elemento,
considerando os ferros iguais.

Curso Básico AltoQi Eberick


203

 R A “Individual”: os ferros são numerados seqüencialmente para cada elemento. Significa que
cada elemento tem o seu N1.
 R A “Sequencial”: os ferros são numerados seqüencialmente desde o primeiro até o último
elemento, sem considerar as igualdades. Desse modo, ferros iguais em elementos diferentes tem
numerações diferentes.

2.3.2 Gerando as pranchas


Após definir o tamanho das pranchas, é muito simples gerá-las.

1) Gerar pranchas
 Execute o comando “Vigas - Gerar pranchas”.
O programa exibe um diálogo em que podem ser escolhidas as vigas que farão parte da
prancha. Deixe selecionada a opção “Prancha”.
 Clique em “ok” para confirmar a geração.
O programa exibe uma janela contendo um conjunto de avisos. Avalie um a um esses
avisos e, após sua análise feche a janela.

2.3.3 Gerenciament o dos element os na prancha

Execute o comando no menu “Prancha - Mostrar somente layout”.


Comandos do Menu Pranchas
Reordenar pranchas  este comando tem a função de reordenar todo o conjunto de
pranchas corrente quando:
 Alguns elementos foram apagados, através do comando Manipular-Apagar;
 O tamanho da prancha foi alterado na configuração do projeto;
 Diversos elementos foram editados e tiveram seu tamanho (área do contorno) alterado;
 O usuário deseja reverter modificações de posicionamento efetuadas.
Reordenar prancha corrente  este comando tem a função de reordenar apenas a
prancha atual. Com isto, somente os elementos da prancha atual serão reposicionados, sem afetar
as demais.
Mostrar somente layout  esta opção indica se serão exibidos os detalhamentos ou
apenas um contorno indicativo. Exibir o contorno tem a vantagem de agilizar o desenho e facilitar a
visualização dos elementos. De qualquer modo, os elementos são sempre manipulados como um
todo.
Incluir prancha  este comando tem a função de incluir uma nova prancha vazia ao final
das demais. Após isso, o usuário pode incluir os detalhamentos na nova folha através do comando
Prancha-Mover para outra prancha .
Excluir prancha  este comando tem a função de excluir a prancha atual. Com isso, todos
os detalhamentos da prancha serão também excluídos.
Mover para outra prancha  este comando tem a função mover detalhamentos de uma
prancha para outra.
 Selecione os detalhamentos a serem movidos.
 Pressione “Enter” para confirmar a seleção.
 Digite na linha de comando o valor “2”.

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204

 Os detalhamentos movidos serão inseridos na nova prancha


 Na prancha dois, execute o comando “reordenar prancha corrente”

2.3.4 Gravação das pranchas

Da mesma forma como já foi apresentado, é possível gravar o arquivo de pranchas, porém
a extensão, neste caso é “PRC”.

1) Salvar arquivo das pranchas associado ao projeto


 Acesse o comando Projeto-Salvar Arquivo;
 Escolha a pasta em que será gravado, informando o nome desejado para o arquivo e
pressionando o botão Salvar;
 Definir no campo “Associação” o vínculo no qual o arquivo será incluído (Projeto ou Pavimento). A
opção deste caso é a de associar as pranchas ao Projeto;
 Pressionar o botão OK.
O arquivo fica associado à pasta pranchas da janela “projeto” e, uma vez fechado, pode
ser editado a qualquer momento com um clique duplo sobre o texto.

Atenção
Caso você esteja utilizando a versão demonstrativa a função de gravação ficará


desabilitada e a maior parte desse comando não poderá ser reproduzida. Por esta
razão, recomendamos que você assista novamente esse tópico para que fique mais
familiarizado com o procedimento.

2.4 Geração das pranchas de armadura do projet o


Ao invés de gerar as pranchas de armaduras separadamente para cada tipo de elemento
de cada um dos pavimentos, o Eberick permite a geração de pranchas de elementos e pavimentos
agrupados, podendo-se gerar até todas as pranchas de uma só vez.

1) Formas de gerar pranchas de armaduras


 Execute o comando “Estrutura – Gerar – Pranchas” através da janela Projeto ou através do botão
de atalho “pranchas”.
 O comando abre um diálogo no qual pode-se escolher quais são os elementos a incluir na
geração da prancha.
Todavia, não é prático gerar todas as pranchas de uma só vez, já que os detalhamentos
ficariam todos misturados. Dependendo do porte da obra, pode-se utilizar esse recurso separando
os pavimentos ou até por elementos.

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205

Figura 2.5 – Geração de pranchas.

3 Edit or de Ferros do Eberick

3.1 Preparando o t rabalho


O uso do editor de ferros do Eberick é muito simples. Vamos conhecê-lo!

1) Acessar o editor de ferros


 Feche todas as janelas ainda abertas do programa, deixando somente a janela projeto.
 Abra a janela de dimensionamento das lajes e execute o comando “lajes – pranchas”.
 O programa exibe um diálogo em que podem ser escolhidas as armaduras positivas e negativas
que farão parte da prancha. Deixe selecionada as duas opções e na caixa de seleção, deixe a
opção “Prancha” ativa.
 Clique com o botão da direita do mouse sobre o layout “Tipo 1”, que corresponde às armaduras
positivas das lajes desse pavimento.
 Clique sobre o comando “propriedades”. Você pode fazer o mesmo executando um duplo clique
sobre esse elemento.
 Pressione o botão “Editar” para que o detalhamento dessa laje seja habilitado para a edição com
o Editor de Ferros.
Uma vez aberta essa nova janela ficam disponíveis os comandos do Editor de Ferros
através do menu “Editor de ferros” ou da paleta com botões de atalho.

3.2 Comandos do Edit or de Ferros


A edição é totalmente gráfica, ou seja, não é feito nenhum cálculo para analisar se as
alterações estão corretas ou não. Portanto, é necessário bastante critério ao utilizar o Editor de
Ferros.
As edições realizadas no detalhamento das armaduras serão automaticamente refletidas
na relação de aço, que estará sempre atualizada.

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206

Comandos do Editor de Ferros a serem Estudados:


 Comandos de manipulação
 Edição direta
 Emendar Ferro
 Novo Ferro
 Adicionar segmentos
 Editar segmentos
 Apagar vértice
 Posicionar descrição

3.2.1 Comandos de Manipulação

No ambiente CAD gráfico, é possível alterar livremente o detalhamento utilizando as


ferramentas do menu Manipular (apagar, mover, arrastar, rotacionar, espelhar, copiar).
Esses comandos auxiliam na melhoria do detalhamento para tornar mais claro o desenho.

1) Eliminar ferros superpostos


 Execute o comando “manipular-mover”;
 Selecione os ferros verticais das lajes L1, L2, L4 e L5 e tecle “enter”;
 Clique em qualquer ponto do desenho e movimente o mouse. Você poderá notar que o desenho
não se movimenta de maneira ortoginal;
 Pressione uma vez a tecla F8 para ativar o comando “ortogonal”;
 Posicione o mouse à direita do ponto de referência até que o ferro não fique mais sobreposto aos
ferros ortogonais. E clique nesse ponto;

2) Melhorar detalhamento da Laje L3


 Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom que envolva a laje L3.
 Execute o comando “manipular-mover”.
 Clique sobre a linha tracejada que divide os dois trechos e tecle “enter”
 Clique em um ponto qualquer da laje para definir o ponto de referência.
 Digite na linha de comando o valor “@-17,0” e tecle “enter”.
 Clique com o botão direito do mouse sobre a cota horizontal e selecione o comando “apagar”.

3.2.2 E dição Diret a

No exercício anterior, modificamos a posição dos trechos de detalhamento a fim de deixar


mais corretos os comprimentos dos ferros. Esse ajuste implica, porém, na mudança de
quantidades dos elementos, já que diminui um ferro no trecho à esquerda e aumenta a quantidade
de um ferro no trecho da direita.

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207

Para fazer esse ajuste, faremos uma edição direta dos ferros. Antes, porém, devemos
definir o que é um ferro para o editor de ferros do Eberick.

1) O elemento Ferro utilizado pelo EBERICK assemelha-se a uma poligonal na qual


acrescentam-se dados referentes à armadura a ser colocada (bitola, quantidade, etc.). Além disto,
possui uma série de propriedades que controlam a forma como será exibida.

Figura 3.1 – O elemento Ferro.

 Execute um duplo clique sobre o ferro do trecho à esquerda.


 Reduza em uma unidade a quantidade desse ferro.
 Pressionar o botão OK.
 Execute um duplo clique sobre o ferro do trecho à direita.
 Aumente em uma unidade a quantidade desse ferro.
 Pressionar o botão OK.
Além da quantidade, é possível alterar o diâmetro, espaçamento, forma e posição da
descrição, além das propriedades do desenho.
Para qualquer dessas propriedades alteradas o programa irá atualizar a relação do aço
automaticamente.

3.2.3 E mendar Ferro

O comando Emendar ferro transforma dois ferros separados (normalmente alinhados) em


um único, unindo os segmentos paralelos mais próximos. As propriedades do ferro resultante serão
as do primeiro ferro selecionado, independentemente de qual possui maior armadura.

1) Utilizar o comando Emendar ferro


 Pressione as teclas “Alt + F7” para enquadrar o desenho.
 Execute o comando “Edição de ferros - emendar ferros” ou utilize o botão Emendar ferro na paleta
correspondente.
 Selecionar o primeiro ferro.
 Selecionar o segundo ferro.
 Atualizar o desenho com a tecla F7.
As modificações feitas já estão refletidas na relação do aço.

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208

3.2.4 Novo Ferro

O comando Novo ferro cria um novo ferro, com as propriedades definidas pelo usuário.

1) Definir propriedades do Novo ferro


 Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom englobando a laje L2.
 Execute o comando “Edição de ferros – novo ferro” ou o botão de atalho Novo ferro;
Defina as seguintes propriedades para o ferro a ser criado:
 Bitola: 10mm
 Quantidade: 8
 Espaçamento:12
 Descrição incluindo: quantidade, posição, diâmetro, espaçamento e comprimento total
 Posição da descrição: abaixo
 As demais propriedades serão as do ferro padrão
 Pressionar o botão OK

Figura 3.2 – Propriedades definidas para o novo ferro.

2) Adicionar o Novo ferro


 A linha de comando solicita o “Primeiro ponto” do ferro.
 Ative a ferramenta “ponto relativo” e clique no vértice superior esquerdo da laje
 Digite na linha de comando o valor “50, -50” e tecle “enter”
 Desligue a ferramenta “ponto relativo”
 Digite o valor @200,0 para definir o “Outro ponto” do ferro;
 Digite agora “@0,20” e tecle “enter”, criando um novo trecho vertical.

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209

 Pressionar a tecla Enter para encerrar o comando.

3.2.5 Adicionar segment os

O comando Adicionar segmentos cria um novo segmento num ferro, com as propriedades
do ferro existente.

1) Adicionar segmento ao ferro anterior


 Executar o comando “Edição de ferros – Adicionar segmentos” ou através do botão Adicionar
segmentos;
 Selecionar o ferro anterior;
 Clicar no vértice inferior do ferro;
 Digitar @0,15 para definir o comprimento do gancho;
 Pressione duas vezes a tecla Enter para encerrar o comando.
 Pressione a tecla F7

3.2.6 Apagar vért ice

O comando Apagar vértice solicita a seleção de um ferro e, depois, dos vértices que
devem ser apagados.

1) Apagar o vértice criado anteriormente


 Executar o comando “edição de ferros – apagar vértice” ou através do atalho Apagar vértice;
 Selecione o ferro recém criado
 Clique no último vértice cria no ferro.
 Pressione a tecla <Enter> para encerrar o comando;
 atualizar o desenho com a tecla <F7>.

3.2.7 E dit ar segment o

O comando Editar segmento altera as propriedades de segmentos selecionados de um


ferro. Pode ser utilizado tanto para alterar o comprimento de um segmento como para modificar a
forma como este é cotado.

1) Editar segmento do ferro recém-criado


 Execute o comando “Edição de ferros – editar segmento” ou utilize o botão de atalho Editar
segmento;
 Selecione o ferro recém-criado;
 Clique no segmento de 20 cm;
 Pressione a tecla Enter;
 Digite o valor 30 no campo “Comprimento” e o ângulo de 45 graus na janela de propriedades do
segmento;
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210

 Pressionar o botão OK para encerrar o comando.

3.2.8 Posicionar descrição

O comando posicionar descrição permite reposicionar o texto em um ângulo definido pelo


usuário, acrescentando automaticamente um indicador.

1) Posicionar descrição do ferro criado


 Execute o comando “edição de ferros – posicionar descrição”. Ou utilize o atalho “posicionar
descrição”.
 Clique sobre o ferro a ser alterado.
 Informe o ângulo em que o texto deve ser criado. Pressione a tecla “enter” para confirmar o
ângulo.
 Clique à direita do ferro.
 Clique próximo ao final do texto.
 Ative o modo ortogonal através da tecla F8 e posicione o segundo ponto próximo ao início do
texto
 Desligue o modo ortogonal pressionando novamente a tecla F8 e ative a ferramenta “ponto
qualquer”.
 Clique sobre o ferro em um ponto que o indicador forme aproximadamente 45 graus com o ferro.
 Tecle “enter” para encerrar o comando.

Curso Básico AltoQi Eberick


211

Aula 13 - Desenho das Fôrmas

1 Considerações preliminares

1.1 Iniciando o t rabalho

Etapa 21 - Fundações dimensionadas.prj

1.2 Relação ent re o E berick e os Módulos


O Eberick dispõe de oito módulos opcionais que o cliente pode agregar ao programa
principal: Master, Escadas, Formas, Fundações, Lajes Treliçadas, Reservatórios, Muros e Incêndio.
A subdivisão em módulos permite ao usuário maximizar sua relação custo x benefício.
Uma vez que o hardlock esteja formatado para receber um determinado módulo, o
programa abre automaticamente seus recursos, que passam a fazer parte do programa
naturalmente, sem que seja necessária nova instalação ou instalação adicional.
O Módulo FORMAS foi desenvolvido de maneira integrada ao EBERICK, oferecendo um
melhor acabamento aos desenhos finais, tendo em vista a maior quantidade de recursos
disponíveis.
A filosofia básica do Módulo FORMAS é a de trabalhar a partir do modelo tridimensional
gerado no EBERICK.

2 Geração das Fôrmas

Um dos objetivos principais do Módulo FÔRMAS é permitir a geração semi-automática das


plantas de fôrmas do projeto.

1) Abrir forma e suas características


 Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento “Tipo 1” para exp andir a árvore desse
pavimento;
 Clique sobre o item “Fôrma”.

2) Configurações de forma e Atualizações


 Clique em “configurações-Fôrma”;
Recomendamos que você estude com mais detalhes cada uma dessas configurações.
Caso seja conveniente você pode solicitar a ajuda eletrônica do programa pressionando a tecla
“F1” enquanto está com as configurações abertas.
 A qualquer momento as configurações da fôrma podem ser alteradas através do botão “Atualizar
fôrma”;

Curso Básico AltoQi Eberick


212

 O mesmo procedimento deve ser executado quando se altera o croqui;


 Feche as configurações da fôrma.

2.1 Cot as na fôrma


A fôrma gerada no FÔRMAS não vem cotada automaticamente, mas é possível cotá-la
utilizando as ferramentas de cotagem disponíveis no programa.
Inicialmente, deve-se configurar os parâmetros de cotagem para em seguida aplicar as
cotas no desenho de fôrmas.

1) Acessar as Configurações de Cota


 Execute o comando “Configurações – cota”;
 Pode-se definir a aparência das cotas informando as distâncias relativas às linhas de chamada e
também o tipo de símbolo a ser utilizado para definir a cota, bem como o tamanho com o qual ele
será desenhado.

Figura 2.1 – Configurações de Cota.

2) Lançar linha de cota horizontal


 As cotas horizontal, vertical e inclinada podem ser definidas selecionando os pontos inicial e final,
de modo que, no momento do lançamento, correspondem a apenas um trecho a ser cotado;
 As linhas de cota definem um alinhamento de cotas entre os elementos interceptados por ela, de
modo que ao lançarmos uma linha de cota, estamos cotando vários elementos ao mesmo tempo;
 Execute o comando “construir-linha de cota-horizontal” ou utilize o atalho “linha de cota
horizontal” na paleta de ferramentas “cotas”;
 Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7” e abra uma janela de zoom sobre o pavimento com a
tecla “F5”;
 Clique num ponto à esquerda da viga V5 e depois noutro ponto à direita da viga V12;

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213

 Clique num ponto fora do perímetro da fôrma e posicione a linha de cota.

3) Lançar linha de cota vertical


 Execute o comando “construir – linha de cota – vertical”;
 Clique num ponto abaixo da laje L6 e depois num ponto acima da laje L2;
 Posicione a linha de cota dentro da fôrma numa posição em que não há interferência com outros
textos e elementos.
Repare que nesse caso o programa não dispôs as linhas de chamada já que, de fato, não
são necessárias.

4) Lançar cotas isoladas


 Execute o comando “construir-cota-horizontal” ou utilize o atalho “cota horizontal” na paleta de
ferramentas “cotas”;
 Clique sobre o início do balanço da V2 e depois sobre sua extremidade externa;
 Clique acima dessa viga para posicionar a cota;
 Repare que o comando continua ativo. Clique agora na face interna da viga V10;
 Tecle “enter” para encerrar o comando.
Cabe destacar que independentemente do ponto capturado a cota criada é horizontal. O
mesmo teria ocorrido se a cota fosse vertical.

5) Construir cota alinhada


 Execute o comando “construir – cotas – alinhadas” ou utilize o atalho “cotas alinhadas”;
 Selecione os dois vértices externos do chanfro da sacada como primeiro e segundo pontos;
 Posicione a cota para o lado interno da sacada;
 Tecle “enter” para encerrar o comando.

2.2 Cot as no croqui


As cotas podem ser definidas tanto no croqui quanto na própria fôrma e, ainda, em
qualquer ambiente de CAD do programa. As cotas definidas no croqui têm a vantagem de ser
geradas automaticamente, quando da geração da fôrma e elas se mantém atualizadas sempre que
acontece alguma modificação no croqui. As cotas lançadas diretamente na fôrma serão perdidas
se houver alguma atualização da fôrma
Para mostrarmos o funcionamento das cotas no croqui, vamos tomar como exemp lo o
pavimento térreo.

1) Criar cotas no Croqui


 Feche a fôrma do pavimento Tipo 1.
 Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento térreo. Clique no item “croqui”.
 Execute o comando “contruir – linha de cota – horizontal”
 Construa uma linha de cota que passa pelas vigas V5, V6 e V9.
 Posicione essa linha de cota foram da fôrma.

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214

 Pressione o botão “abrir fôrma” localizado nas paletas flutuantes superiores do Eberick.
 Feche o croqui e a fôrma do pavimento térreo.

Apesar de visualizarmos uma vantagem em relação às cotas na fôrma em virtude delas


serem geradas automaticamente quando gerada a fôrma, as cotas inseridas no croqui prejudicam
bastante a visualização e manipulação do croqui.
Dessa maneira, pode não ser interessante incluir as cotas já no croqui, mas sim no
desenho de fôrmas. Isso não causará nenhum transtorno se as fôrmas forem geradas no momento
em que o pavimento já está completamente definido e dimensionado.

3 Geração de cort es

3.1 Cort e sobre a est rut ura


Os cortes são desenhos muito úteis na visualização da estrutura, geralmente empregados
para complementar os desenhos de fôrmas, dando informações relativas ao plano vertical.
O ambiente de definição do corte é o croqui.

1) Gerar corte sobre a estrutura


 Abra o croqui do pavimento tipo 1.
 Execute o comando “Elementos – cortes – adicionar”
 Selecione a opção “corte sobre todos os pavimentos do projeto”
 O programa numera automaticamente o corte como sendo A-A,
 A escala a ser adotada é configurável pelo usuário, mas utilizaremos a opção 1:50.
 Clique no botão “ok”
 Clique no primeiro ponto à esquerda da V5, próximo ao P7.
 Pressione a tecla “F8” para ativar o modo “ortogonal”.
 Clique no segundo ponto à direita da V11.
 Posicione a janela de corte além da linha dos pilares P4 e P5.

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215

Figura 3.1 – Janela Corte.

2) Abrir o corte gerado


 Clique com o botão direito do mouse sobre o contorno do corte e utilize o comando “abrir”;
 Pressione a tecla F5 e abra uma janela de zoom na porção direita do corte.

Figura 3.2 – Corte sobre a estrutura.

3) Criar corte sobre o pavimento


 Execute o comando “Elementos – cortes – adicionar”. A projeção do corte será “Sobre o
pavimento corrente” e o corte será designado como “corte B-B”;
 Clique num ponto abaixo da L4 e depois num ponto acima da L1;
 Abra a janela de corte até que fique à esquerda da linha de pilares do P1;
 Pressione a tecla “Enter” para executar novamente o comando “corte”. Mantenha as opções
existentes e clique no botão “ok”;
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216

 Clique um pouco à direita da indicação da laje L3 e estenda essa linha até depois da viga V12;
 Posicione a seção de corte logo acima de sua seção.

4) Abrir os cortes B-B e C-C


 Dê um clique duplo sobre o contorno do corte B e clique sobre o botão “abrir”;
 Feche esse corte a abra o corte “C-C” com um clique duplo sobre seu contorno;
 Esse corte é diferente dos demais porque dentro da janela não há nenhum outro elemento que
não tenha sido cortado, de modo que o mesmo funcionou como uma “seção” e não um “corte”;
 Feche todos os cortes abertos.

Figura 3.3 – Abrindo os cortes B-B e C-C

3.2 Cort e esquemát ico


O Módulo Fôrmas permite também a geração de um corte esquemático da obra para
inclusão nas plantas de fôrmas ou em qualquer desenho do projeto.

1) Gerar corte esquemático da estrutura


 Acesse a janela “projeto”
 Executar o comando Estrutura-gerar-corte esquemático.
Corte esquemático: constitui-se em uma projeção lateral da obra em duas direções,
fornecendo um esquema de níveis do projeto. Pode ser bastante útil em obras de maior porte,
auxiliando a identificar os níveis, pavimentos e elementos do projeto.

4 Geração de pranchas de desenhos

Os desenhos de fôrmas, cortes, etc.., podem ser introduzidos em pranchas, que são
ambientes de preparação para a saída gráfica final, que permitem trabalhar com os desenhos-base
como se fossem blocos de desenho, de modo muito similar ao que já estudamos no detalhamento
dos elementos.

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217

1) Gerar pranchas de forma da Estrutura


 Execute o comando Estrutura-gerar-pranchas de fôrma.
 Clique duas vezes no botão OK. O módulo FÔRMAS irá exibir o layout com as pranchas e os
cortes gerados.
 Desligue a opção Prancha-Mostrar somente layout.
 Pode-se também mover os elementos de uma prancha para outra visando dar melhor
aproveitamento para o papel.
 As pranchas criadas devem ser gravadas através do comando Projeto-Salvar arquivo, do mesmo
modo como nas pranchas de vigas.
 Deixe abertas essas plantas de fôrmas, pois iremos utilizá-las em breve.

5 Bibliot eca de símbolos

Em muitos casos, nos deparamos com desenhos que são muito repetidos ao longo do
projeto. Nessas ocasiões, torna-se interessante criar, a partir de um desenho base, um símbolo que
possa ser colado nas situações semelhantes, alterando, eventualmente, um dado ou outro.
Inicialmente, é importante aprender como são gerenciados os símbolos criados com o
Módulo FÔRMAS.

1) Conhecer as Configurações da Biblioteca de Símbolos


 Execute o comando Configurações-Biblioteca de símbolos.
Nesta janela é possível definir grupos de símbolos separados por escopos de utilização,
através dos quatro comandos de manipulação das bibliotecas:
Nova: tem a função de criar uma nova biblioteca na qual podem ser inseridos símbolos que
pertencem a uma mesma aplicação, como é o caso de folhas de desenho.
Nova pasta: no caso de termos várias bibliotecas com mesmo escopo pode-se agrupá-las
numa pasta maior. Um exemplo disso é o fato de podermos ter uma pasta com bibliotecas de
projeto estrutural, outra para projeto arquitetônico, etc..
Renomear: Esse comando permite redefinir um nome já dado a uma pasta ou biblioteca.
Excluir: Esse comando permite excluir uma pasta ou biblioteca que não tem mais utilidade.

5.1 Criando um símbolo


A Biblioteca de símbolos já contém alguns símbolos como exemplos, mas normalmente
são necessários inserir novos símbolos.

1) Entender a criação de um símbolo


Pode-se criar um símbolo de três maneiras:

 Desenhando o símbolo no ambiente de CAD básico;

 Importando um DXF que contém o símbolo;

 Criando o símbolo a partir de um desenho existente.

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218

 Para qualquer das três situações o símbolo é criado utilizando o comando Ferramentas-Símbolo-
Criar.
 Seleciona-se os elementos do grupo e define-se seu ponto de referência que será utilizado no
momento de inserção.
 É definido, então, o nome do símbolo e a biblioteca em que ele estará disponível.

Atenção


Através da versão demonstrativa não é possível gravar nenhum símbolo.

5.2 Inserindo um símbolo


Para exemplificarmos o uso dos símbolos vamos abrir as pranchas com as fôrmas
geradas.

1) Inserir símbolo de folha A1


 Vá até o menu “janela” e selecione a opção “pranchas”
 Execute o comando Ferramentas-Símbolo-Inserir
 Selecione a biblioteca “Folhas” e escolher o símbolo “Folha A1”. Nesse mesmo diálogo, escolha a
opção “inserir rotacionado em zero graus” e clique no botão “ok”
 Digite na linha de comando a coordenada (0,0) e tecle “enter” duas vezes para fechar o comando.
 Enquadre o desenho com a tecla “Alt + F7”

2) Editar símbolo inserido


 Pressione a tecla “F5” uma vez e abra uma janela de zoom no selo de identificação.
 Dê um clique duplo sobre algum dos elementos da folha inserida para editar o diálogo.
 Você poderá alterar as propriedades que quiser e, ao concluir a edição, pode clicar no botão “ok”.
Esse trabalho precisa ser repetido para cada uma das folhas de desenho
Com o QiCAD é possível inserirfolhas em todos os desenhos de uma só vez, com a
vantagem adicional de um preenchimento automático dos selos de identificação.

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219

6 Plant a de locação e de cargas

6.1 Plant a de locação


A geração da planta de locação no módulo Fôrmas é um dos principais recursos, já que o
programa gera esse desenho automaticamente.

1) Gerar a Planta de Locação do projeto


 Acesse a janela “projeto” e execute o comando “estrutura – gerar – planta de locação”. Uma
maneira mais simples é simplesmente pressionar o botão “Gerar a planta de locação das
fundações”.
 O programa gera automaticamente a locação das fundações com base em eixos principais com
cotas acumuladas. Cada um dos pilares é locado, então, a partir desses eixos principais.
 Para os casos de fundações que necessitem de blocos de coroamento, o programa gera os
detalhes de cada um dos blocos que forem diferentes.
 O programa exibe uma tabela contendo as principais informações sobre as fundações, tais como
coordenadas, cargas e esforços, dimensões e outras informações relevantes que podem ser
configuradas pelo usuário.

6.2 Plant a de cargas


A planta de cargas é um desenho útil nos casos em que o projeto de fundações é feito por
outro escritório de projetos.

1) Gerar a Planta de Cargas do projeto


 Acesse a janela “projeto” e execute o comando Estrutura – Gerar – Planta de cargas.
 A planta de cargas é um desenho semelhante á planta de locação dos pilares, mas com menos
informações, contendo somente a posição, o nome, as cargas e os momentos de cada pilar.
 É possível configurar o modo de exibição dessas informações, que pode ser disposto somente na
planta, somente na tabela, ou simultaneamente nas duas representações, conforme configurado
pelo usuário.

6.3 Configurando as plant as de cargas e de Locação dos pilares


Existem várias opções de exibição da planta de locação que auxiliam o usuário a aproximar
a representação automática gerada pelo programa daquela desejada pelo usuário.

1) Conhecer as configurações das Plantas de Cargas e de Locação


 Execute o comando Configurações-Planta de locação.
 Pode-se definir quais os elementos que serão exibidos no desenho e no quadro resumo, tanto
para a planta de locação como para a planta de cargas, clicando no botão Indicações.
 Existem várias opções de exibição relacionadas com os eixos principais, bem como com os
pilares e blocos de fundação.

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220

 As cargas podem ser majoradas e arredondadas por critérios definidos pelo usuário e a tabela
gerada pelo programa pode ter critérios ajustados em cada projeto.
 Selecione a opção “Incluir ponto de marcação”. Para visualizá-lo acesse o croqui do pavimento
térreo, e através do menu “Elementos - Eixos de locação”, ative a opção “Exibir ponto de
marcação”. Note que no canto inferior esquerdo do desenho, aparece o Ponto de marcação. Para
alterar sua posição, acesse o menu “Elementos – Eixos de locação” e ative a opção “Inserir ponto
de marcação”. Escolha como novo ponto, o vértice superior esquerdo da arquitetura. Feche o
croqui e gere novamente a Planta de locação, através do menu “Estrutura – Gerar – Planta de
locação”
É bastante recomendável que você faça uso da ajuda eletrônica do programa para estudar
melhor as configurações da planta de locação.

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221

Aula 14 –Módulo Reservat órios

1 Filosofia do Módulo Reservat órios

Módulo Reservatórios:
 Dimensionar e detalhar reservatórios elevados e cisternas.
 Dimensionar paredes estruturais isoladas, que são chamadas "paredes de contenção", por serem
usualmente empregadas em subsolos no projeto de cortinas, para a contenção do solo
adjacente.
1°) A inclusão de uma Parede estrutural no projeto é feita pelo lançamento de dois elementos
também chamados Parede, com o mesmo nome, um em cada croqui. O elemento Parede é um
elemento linear, análogo a uma viga, que pode ser inserido com o uso do comando Elementos -
Reservatórios - Adicionar parede.

Figura 1.1 – Descrição de Reservatórios.

2°) A ligação entre os pavimentos é feita unicamente com base no nome informado para as
Paredes. As paredes são montadas apenas se as coordenadas dos nós das paredes adjacentes
forem perfeitamente coincidentes.
3°) Um reservatório sempre agrupa elementos em dois pavimentos adjacentes (um pavimento
Tampa e outro Fundo). Convenciona-se que o Reservatório é criado no pavimento superior (neste
caso, no pavimento Tampa). Por conseqüência, ao processar a estrutura, a janela de
dimensionamento dos reservatórios estará acessível no pavimento Tampa. Caso não seja feito
dessa maneira, o reservatório criado não estará disponível para seleção.
4°) Tanto o pavimento superior como o inferior do reservatório podem conter níveis intermediários,
o que permite a definição de elementos existentes apenas sobre uma parte da altura total do
reservatório.
5°) Em termos de modelo de análise, a principal diferença entre a análise das lajes e das paredes é
a de que as paredes são incluídas diretamente no modelo do pórtico espacial, enquanto que cada

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222

pavimento de lajes e escadas é analisado separadamente, com a atribuição das reações sobre as
vigas do pórtico.

1.1 Aplicações e limit ações do módulo Reservat órios

Aplicação do módulo Reservatórios:


 Lançamento, análise, dimensionamento e detalhamento de reservatórios elevados ou apoiados
de edifícios residenciais ou comerciais.
 Lançamento, análise, dimensionamento e detalhamento de paredes de contenção, cujas
dimensões mantenham a hipótese de elementos planos de placa.

Limitações do módulo Reservatórios:

 A soma das áreas das lajes de um reservatório no pavimento não deve superar 50 m². Caso
contrário, o programa irá emitir o erro de processamento "ERRO L33 - Área total dos reservatórios
superior à permitida".

 Não deverá ser utilizado no projeto de fundações em radier que não sejam destinadas ao apoio
exclusivo de cisternas.

 Não devem ser utilizados nos projetos ou simulações de elementos predominantemente verticais
(pilares-parede).

 O programa não efetua verificações de efeitos de 2ª ordem locais e localizados.

 Não são efetuadas verificações locais de esforços atuando em área reduzidas, que exijam
armaduras adicionais de combate ao fendilhamento.

Importante
Os projetos realizados com o Módulo Reservatórios que utilizam cargas de
! empuxo ou os que apóiam-se diretamente no solo exigem uma adequada
caracterização do mesmo, baseada em resultados de ensaios. Os valores default
utilizados pelo programa são meramente indicativos e, em nenhuma hipótese,
constituem-se de recomendações de uso em projeto, devendo, portanto, serem
verificados pelo projetista em relação às adequadas condições de projeto.

2 Lançament o do Reservat ório

2.1 Lançament o dos paviment os dest inados aos reservat órios

1) Lançamento dos pavimentos Fundo RS e Tampa RS


 Execute o Eberick na área de trabalho através de um duplo clique sobre o ícone correspondente.
 Abra o arquivo Etapa 21 – Fundações Dimensionadas.prj.

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223

 Na janela projeto, clique com o botão direito do mouse sobre o pavimento cobertura e escolha a
opção Inserir pavimento – Acima.
 Defina o nome do novo pavimento como sendo Fundo RS, o número de repetições como sendo 1
e a altura, 280 cm.
 Clique no botão OK e, na mensagem emitida pelo programa, escolha a opção Sim.
 A inserção do pavimento Tampa RS será feita de forma análoga à anteriror: dê um clique com o
botão direito do mouse sobre o pavimento Fundo RS e escolha a opção Inserir pavimento –
acima.
 O nome do pavimento será Tampa RS, o número de repetições será 1 e a altura, 140 cm.
 Clique no botão OK.

2.2 Lançament o das paredes e lajes do Fundo do reservat ório

1) Criando nós
 Abra o croqui do pavimento cobertura.
 Efetue um zoom na região da escada.
 Acesse o menu Elementos – Adicionar nó.
 Ative a captura ponto relativo e clique sobre o nó intermediário da viga V8.
 Digite a coordenada 121.5,0 e tecle Enter.
 Clique sobre o nó inferior da viga V8.
 Digite a coordenada 121.5,0 e tecle Enter duas vezes.

2) Criando os pilares
 Acesse o menu Elementos – Pilares – Adicionar.
 Defina a seção como sendo 20x30 cm e clique no botão OK.
 Desabilite a captura ponto relativo e clique sobre o nó criado na viga V3.
 Ative o modo ortogonal e clique em um ponto qualquer acima do nó.
 Clique novamente sobre o nó e defina o deslocamento como sendo 1.5 cm.
 Tecle Enter.
 Acesse o menu Elementos – Pilares – Adicionar.
 Confirme a seção como sendo 20x30 cm e clique no botão OK.
 Clique sobre o nó que criamos sobre a viga V4.
 Clique em um ponto qualquer acima deste nó e, em seguida, clique sobre o nó.
 Confirme o deslocamento como sendo 1.5 cm e tecle Enter.

3) Fixando a seção dos pilares


 Acesse o menu Elementos – Pilares – Fixar seção.
 Clique sobre o texto do pilar P10 e sobre o vértice superior esquerdo deste pilar.
 Ative a captura ponto relativo e clique novamente sobre o vértice superior esquerdo.

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224

 Digite o valor 0,-3 e tecle Enter.


 Desative a captura ponto relativo e acesse novamente o menu Elementos – Pilares – Fixar seção.
 Clique sobre o texto do pilar P11 e sobre o seu vértice inferior esquerdo.
 Ative a captura ponto relativo e clique novamente sobre o vértice inferior esquerdo.
 Digite o valor 0,3 e tecle Enter.

4) Copiando os pilares da Cobertura


 Execute o comando Elementos – Pilares – Copiar para outros pavimentos.
 Selecione os pilares P6, P9 e P11.
 Tecle Enter para confirmar a seleção dos 4 pilares.
 Selecione somente o pavimento Fundo RS e clique no botão OK.
 Acesse novamente o comando Elementos – Pilares – Copiar para outros pavimentos.
 Selecione o pilar P10 e P11.
 Selecione como pavimentos de destino todos os pavimentos do projeto, exceto o pavimento
Fundo RS e Tampa RS e clique no botão OK.
 Abra o pórtico 3D e observe as alterações efetuadas.

5) Convertendo o pilar P10 e P11 em fundação


 Feche a janela do pórtico 3D e abra o croqui do pavimento Térreo.
 Acesse o menu Elementos – Pilares – Converter para fundação.
 Selecione o pilar P10 e P11 e tecle Enter.
 Na janela que se abrirá, confirme o tipo de fundação como sendo sapata, a altura de 150 cm e
clique no botão OK.

“Etapa 23_Reservatório Pilares.prj”.

6) Definindo o diálogo das paredes – Parte 1


 Feche o croqui do pavimento Térreo e abra o croqui do pavimento Fundo RS.
 Execute o comando Elementos – Reservatórios – Adicionar parede.
 Nome da parede: PAR1.
 Largura: 15cm.
 Elevação: 0.

7) Definindo o diálogo das paredes – Parte 2

 Clique no botão .
 Nome do reservatório: RES 1.
 Pavimento: Tampa RS.

 Selecione a câmara “A” e clique no botão .


 Elevação: -30.
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225

 Clique no botão OK duas vezes.


 Confirme as cargas como sendo nulas.

8) Lançando as paredes do reservatório


 Com o diálogo ainda aberto, clique no botão OK.
 Clique sobre o texto do pilar P10 e depois sobre o texto do pilar P6.
 Para informar o lado do eixo, clique em um ponto entre os dois pilares e abaixo dos mesmos.
 Tecle ESC para encerrar o comando.
 Para inserir uma nova parede, acesse o menu Elementos – Reservatórios – Adicionar parede.
 Confirme os dados da nova parede como sendo iguais aos da parede criada ant eriormente e
clique no botão OK.
 Clique sobre o texto do pilar P6 e depois sobre o texto do pilar P9.
 Para informar o lado do eixo, clique em um ponto entre os dois pilares e à esquerda dos mesmos.
 Tecle ESC para encerrar o comando.
 Acesse novamente o comando Elementos – Reservatórios – Adicionar parede.
 Mantenha os dados já estipulados para a parede 3 e clique no botão OK.
 Clique sobre o texto do pilar P9 e depois sobre o texto do pilar P11.
 Para informar o lado do eixo, clique em um ponto entre os dois pilares e acima dos mesmos.
 Tecle ESC para encerrar o comando.
 Por fim, repita estes procedimentos e insira uma parede entre os pilares P10 e P11.
 Para encerrar, tecle ESC.

9) Renumerando as paredes do reservatório


 Execute o comando Elementos – Reservatórios – Paredes – Renumerar.
 Confirme os dados do diálogo clicando no botão OK.
 Feche a janela com a nova numeração das paredes.

10) Lançando a laje do Fundo


 Execute o comando Elementos-Reservatórios-Adicionar laje.
 Defina os dados como na figura:
 Clique no botão OK.
 Clique em qualquer ponto no interior das quatro paredes para definir a laje.

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226

Figura 2.1 – Laje de Reservatório.

Importante Neste momento, pode-se fazer duas observações importantes: a primeira é que as
! setas que indicam o sentido da água agora estão todas voltadas para dentro. A
segunda informação importante é referente ao engastamento da laje com a
parede. Por default, o programa sempre considera que a laje de fundo está
engastada nas paredes, o que é indicado pela linha contínua no contorno das
lajes.

2.3 Lançament o da t ampa do reservat ório

1) Copiando as paredes para a Tampa RS


 Execute o comando Elementos – Reservatórios – Paredes – Copiar para outros pavimentos.
 Abra uma janela de seleção da direita para a esquerda que intercepte as quatro paredes.
 Tecle Enter para confirmar essa seleção.
 No diálogo que se abre, selecione somente o pavimento Tampa RS e clique em OK.
 Feche o croqui do pavimento Fundo RS e abra o croqui do pavimento Tampa RS. Pode -se
perceber a existência das paredes recém copiadas.

Importante Se ao invés de utilizar o comando Paredes-copiar para outros pavimentos


! tivéssemos copiado o croqui desses pavimentos, seriam copiados além das
paredes, também os pilares e as lajes, o que pode não ser conveniente em
alguns casos.

2) Lançando a laje da tampa do reservatório


 Execute o comando Elementos – Reservatórios - Adicionar Laje.

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227

 Defina os dados como na figura:


 Clique no botão OK.
 Clique em qualquer ponto no interior das quatro paredes para definir a laje.
 Abra o pórtico 3D para visualizar o modelo proposto.

3 Comandos de verificação

1) Verificar todas as prumadas


 Execute o comando Elementos – Pilares – Verificar todas as prumadas.
 Essa verificação procura identificar eventuais erros de lançamento dos pilares, de modo que um
pilar possa estar com sua seção desalinhada em relação ao outro na mesma prumada ou mesmo
a descontinuidade de pilares.
 No exemplo desse curso, não temos esse problema. Clique no botão OK para fechar o diálogo.
Verificar Lançamento
 Execute o comando Elementos – Verificar lançamento.
 Essa verificação também permite que sejam identificados eventuais erros no modelo, auxiliando
através da localização do problema.
 No exemplo desse curso, não temos esse problema. Clique no botão OK para fechar o diálogo.

Figura 3.1 – Verificação de lançamento.

4 Análise e dimensionament o do reservat ório

Apesar de haver um conjunto de semelhanças entre a análise feita para as lajes e escadas
em relação ao que faremos nos reservatórios, há algumas diferenças fundamentais que precisam
ser destacadas nesse momento.
A principal delas é que os esforços e deslocamentos do reservatório são obtidos
diretamente a partir do modelo de pórtico espacial. Isso implica diretamente no fato de que deixa
de haver sentido em exibir um diagrama com reações de apoio.

4.1 Int erpret ação dos result ados e da grelha em 3D

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228

“Etapa 24_Reservatório dimensionado.prj”.

1) Processando a estrutura e abrindo a grelha do pavimento


 Para processar a estrutura clique no ícone, presente na barra de ferramentas.
 Clique na aba Resultados e certifique-se do gama Z estar abaixo dos valores permitidos pela
norma.
 Em seguida, feche este diálogo.
 Clique sobre o botão [+] localizado ao lado do pavimento Tampa RS.
 Execute um duplo clique sobre o item Reservatórios.
 Pressione o botão grelha ou as teclas Alt + G para abrir a grelha com os esforços desse
reservatório.
 Clique no botão pórtico, localizado à esquerda do botão pórtico 3D.
 Escolha a opção de visualização dos momentos fletores e defina a altura dos diagramas com
200cm.
 Pode-se perceber que apesar de serem exibidos momentos fletores por toda a estrutura, não são
exibidos os esforços sobre os elementos do reservatório. Somente ficam visíveis no pórtico
espacial os esforços de paredes que são dimensionadas como viga parede, cujos esforços ficam
concentrados nas barras inferiores da mesma.
 Feche esse diagrama clicando no botão [X] no alto à direita da janela e volte à grelha do
pavimento.

2) Melhorando a visualização da Grelha


 Selecione o terceiro dos botões da paleta de corte, que indica o corte partindo da frente para o
fundo da câmara.
 Mova a barra deslizante para o primeiro ponto na escala, de modo que a parede frontal do
reservatório passou a ficar escondida.
 Clique com o botão direito do mouse sobre a área de CAD e selecione a opção Propriedades.
 No item transparência dos planos mova a barra deslizante até o final, de modo que a
transparência fique total e a visualização seja mais clara.
 Clique no botão fechar para sair da configuração de propriedades da grelha.

3) Analisando os esforços da Grelha


Axiais: os máximos esforços de compressão, indicados na cor azul, ocorrem junto aos cantos da
parede, próximo aos apoios nos pilares. Os esforços de tração (indicados na coloração
amarelada) ocorrem na laje de fundo e na parte inferior das paredes.
Momentos fletores: pode-se perceber claramente que os esforços mais importantes são os
momentos positivos sobre a laje de fundo e os momentos nas continuidades entre as paredes e
entre as paredes e a laje de fundo.
Esforços cortantes: os mais importantes podem ser encontrados nos bordos das lajes de fundo e
das paredes, onde naturalmente reagem as cargas em relação aos seus apoios.
Deslocamentos: Para visualizar os deslocamentos da melhor forma, altere a escala para 100%.

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229

4.2 Dimensionament o do reservat ório ao est ado limit e últ imo

1) Dimensionamento ao ELU
 Feche a janela da grelha 3D para voltar à janela de dimensionamento dos reservatórios.
 Clique sobre a aba positivo e depois sobre a aba continuidade. Utilize a barra d e rolagem para
visualizar as armaduras em todas as continuidades existentes.
 Em ambos os casos, todas as armaduras foram calculadas sem que houvesse qualquer erro de
dimensionamento, o que indica que as dimensões adotadas para as paredes e lajes com 12cm
são suficientes para o dimensionamento desses elementos.

5 Det alhament o das armaduras do reservat ório

 Clique no botão [+] localizado ao lado do pavimento Tampa RS e, em seguida, execute um duplo
clique sobre o ícone reservatórios para abrir a janela de dimensionamento.
 As armaduras dispostas na aba positivo são referentes às armaduras internas e
externas nas direções X e Y das paredes.
 As armaduras da aba negativo referem-se às continuidades entre paredes e entre
paredes e lajes.
 Escolha as armaduras da mesma forma como já fizemos antes.
 Teste o detalhamento do reservatório através do botão detalhar ou do atalho Alt + W.
 O Módulo Reservatórios gera o detalhamento automático das armaduras em
planta e gera tantos cortes quanto forem necessários para represent ar o detalhamento desse
elemento estrutural.
 Caso sejam convenientes algumas modificações nas armaduras escolhidas, feche o
detalhamento e altere as armaduras correspondentes na janela de dimensionamento.
• Feche a janela de dimensionamento dos reservatórios.

Importante Neste momento, faz-se necessário comentar que para que nosso
! projeto exemplo estivesse totalmente finalizado, seria necessário gerar os
detalhamentos e pranchas do reservatório e acrescentá-las às pranchas já
geradas na aula anterior.
No entanto, como os procedimentos são idênticos aos já
realizados e o objetivo do nosso curso não é conceber um projeto
estrutural propriamente dito e sim estudar as ferramentas do Eberick e
suas aplicações, finalizaremos nosso projeto já neste instante.
Por outro lado, sugerimos que estes passos sejam concluídos
visando uma fixação melhor do estudo realizado anteriormente.

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Aula 15 - Tópicos especiais

1 Lançament o de Vigas curva

1.1 Iniciando o t rabalho

Etapa 25 – Viga curva1.prj

1.2 Lançament o das linhas de desenho auxiliares


Em muitas situações de projeto, a arquitetura prevê trechos de alinhamentos de vigas ou
bordos de lajes em formatos curvos ou parabólicos, muitas vezes até sem respeitar formas
convencionais.
O Eberick não prevê comandos específicos para lançar vigas com diversos formatos
próprios, uma vez que haveria necessidade de vários comandos e sua utilização não seria simples.
A forma de lançar vigas como essa viga curva mostrada pode ser baseado no lançamento
de diversos trechos retos que formam um contorno aproximado. Essa sistemática pode ser
utilizada para quaisquer formatos previstos na arquitetura.

1) Para exemplificar o lançamento desse tipo de estrutura, vamos separar o trabalho em


duas etapas
 Lançamento de linhas de desenho auxiliares na janela Arquitetura;
 Lançamento da viga no Croqui.

2) Lançamento de linhas de eixo


 Execute o comando “ferramentas-offset”;
 Clique sobre a linha externa da arquitetura;
 Indique o lado da cópia para dentro do semi-círculo;
 Digite na linha de comando o valor da distância de cópia, correspondente a 10cm e tecle “enter”.

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Figura 1.1 – Linha de eixo para viga curva.

3) Lançamento da corda e da radial principal


 Execute o comando “construir-linha”;
 Informe o primeiro ponto no vértice superior direito do retângulo que representa a seção do pilar
da esquerda e o segundo ponto no vértice superior esquerdo do retângulo que representa a
seção do pilar da direita. Tecle “enter” para encerrar o comando e “enter” outra vez para ativá-lo
novamente;
 Clique no ponto médio da linha recém criada;
 Digite na linha de comando o valor “@250<90”;
 Tecle “enter” duas vezes para encerrar e sair do comando;
 Pressione “F7” para atualizar a tela.

4) Lançamento das radiais secundárias


 Execute novamente o comando “construir-linha”;
 Clique no ponto médio da “corda” criada;
 Digite na linha de comando a coordenada polar @250<15;
 Tecle “enter” novamente para ativar o comando “linha”;
 Digite na linha de comando a coordenada polar @250<30;
 Tecle “enter” duas vezes, clique novamente no ponto médio da corda e digite a coordenada
@250<45.

5) Espelhando as radiais
 Execute o comando “manipular-espelhar”;
 Selecione as duas linhas que formam respectivamente os ângulos de 15 e 30 graus c om a
horizontal e tecle “enter”;
 Clique sobre o ponto médio da “corda”;
 Informe o segundo ponto de simetria sobre a extremidade da linha que forma 45 graus com a
horizontal;
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 Clique sobre o botão “sim”;


 Pressione a tecla “enter” para ativar novamente o comando “espelhar”;
 Selecione as quatro linhas que estão inclinadas entre 15 e 75 graus e tecle “enter;
 Defina o primeiro ponto do eixo de simetria sobre o ponto médio da corda e o segundo ponto de
simetria na extremidade da linha vertical;
 Clique sobre o botão “sim” para manter os elementos na posição original.

Figura 1.2 – Linhas radiais auxiliares para lançamento da viga.

1.3 Lançament o da viga


Para lançarmos a viga curva, feche a janela Arquitetura e acesse o croqui do pavimento
Viga Curva.
O lançamento deste tipo de viga a partir das linhas auxiliares já construídas torna-se
relativamente simples, porém requer alguns cuidados muito importantes.

1) Lançar viga curva


 Execute o comando “Elementos - vigas – adicionar”;
 Informe o valor de 500kgf/m no campo “carga extra” e clique no botão “ok”;
 Posicione a mira sobre o ponto médio da face superior do pilar e clique sobre ele;
 O segundo ponto da viga será definindo clicando sobre a extremidade da linha radial inclinada;
 Caso o lançamento realmente esteja no ponto desejado, confirme o lançamento clicando na
opção “sim”;
 Pressione a tecla “enter” para posicionar a viga pelo eixo;
 Siga lançando a viga a partir dos pontos de extremidade das radiais. Caso o ponto capturado
esteja correto, clique no botão “sim” para confirmar a posição do nó. Caso o ponto tenha saído na
posição errada, clique no botão “não” e tente novamente.

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2) Viga posicionada incorretamente


 Caso você tenha realmente posicionado um pilar num ponto incorreto, pressione a tecla “ESC”
duas vezes para sair do comando e pressione o botão “desfazer “ uma vez para eliminar o último
trecho lançado;
Atenção!!
Para você continuar a lançar essa viga não poderá utilizar o comando “elementos –vigas-
lançar” caso contrário você iniciará uma nova viga.
 Execute o comando “elementos – vigas – adicionar trecho” para continuar a lançar a mesma viga;
 Clique na extremidade da viga que estava sendo lançada e lance normalmente até último ponto
da viga, que deve ser exatamente o ponto médio superior da face do pilar P2;
 Tecle “Enter” para encerrar o comando.

Figura 1.3 – Viga curva.

1.4 Dimensionament o e det alhament o da viga


Uma vez que a viga esteja lançada, o dimensionamento e detalhamento segue seus
procedimentos normais.
Você pode processar a estrutura clicando sobre o botão correspondente e, abrindo a
janela de vigas, analisar um a um os diagramas de esforços solicitantes, dimensionar e escolher as
armaduras através das abas, nó, vão e cisalhamento e, por fim, detalhar a viga.
Com relação ao detalhamento, cabe apenas registrar que o detalhamento da viga é
sempre feito retificado, ou seja, como se a viga não apresentasse mudança de direção em planta.
Em alguns casos o detalhamento precisa ser editado e revisado para avaliar se as ligações
com os outros elementos e ancoragens estão feitos de acordo com as recomendações práticas e
normativas.

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2 Criando as fundações com vigas de equilíbrio

Uma das situações muito comuns em projeto é a necessidade de recuarmos as fundações


de pilares que ficam sobre as divisas do terreno, posicionando-os sobre vigas de equilíbrio.

1) Constatação do problema
 Execute o comando “projeto – Abrir” e selecione o arquivo “Etapa 27 – viga de equilíbrio.prj”;
 Clique sobre o botão “pórtico 3D” para visualizar a estrutura que estamos estudando.

Figura 2.1 – Fundação lançada na divisa.

2) Lançamento dos pilares de fundações


 Feche o pórtico 3D e abra o croqui do pavimento “Baldrame”;
 Execute o comando “Elementos – fundações – adicionar”;
 Utilize as mesmas dimensões que já estão definidas para os pilares e opte por fundações
apoiadas sobre sapatas. Depois disso clique no botão “ok”;
 Clique sobre o vértice superior esquerdo do novo pilar marcado na arquitetura;
 Tecle “Enter” para confirmar o ângulo de rotação do pilar como sendo zero graus;
 Movimento o mouse para um ponto à direita e abaixo do ponto de inserção do pilar e clique nesse
ponto;
 Digite na linha de comando o valor “zero” e tecle “enter”.
Lançamento dos demais pilares
 Clique sobre o mesmo ponto correspondente no próximo pilar da arquitetura. Pressione a tecla
“enter” para confirmar o valor do deslocamento zero;
 Clique em um ponto à direita e abaixo do ponto de inserção para posicionar o vértice fixo.
Repita esse procedimento para lançar todos os demais pilares.

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3) Convertendo as fundações em pilares


 Execute o comando “Elementos – fundações – converter para pilar”.
 Abra uma janela que selecione os pilares P1, P2 e P3 e outra janela para selecionar os pilares P4,
P5 e P6.
 Tecle “enter”
 Abra o pórtico 3D e veja que o modelo contempla agora fundações independentes e recuadas.

3 Trabalhando com fundações associadas

Em diversas situações de projeto, como acontece em pilares situados em juntas de


dilatação ou que estejam geometricamente próximos, pode haver superposição das fundações
vizinhas, tornando complicada a separação dos elementos.

1) Associando as fundações
 Abra o arquivo “Etapa 28 – Fundações associadas.prj” localizado na pasta “arquivos de apoio”.
 Acesse o croqui do projeto.
 Execute o comando “Elementos-fundações-associar”.
 Abra uma janela que englobe os pilares P1 e P2 e tecle “Enter”.
 Tecle “enter” novamente para ativar outra vez o comando “associar fundações”.
 Selecione os pilares P3 e P4 e tecle “Enter”.
 Repita o procedimento para selecionar os pilares P5, P6 e P7.

2) Dimensionando e detalhando as fundações


 Clique no botão “processar estrutura”.
 Abra a janela de dimensionamento das sapatas e clique na aba “resultados”.
O programa exibe as fundações em três linhas e as indica associadas. A existência de
armaduras calculadas mostra que as sapatas foram dimensionadas.
 Execute o comando “Sapatas – gerar pranchas”.
 Clique no botão Ok para confirmar a geração das pranchas.
 Fechar o diálogo com os avisos.
 No menu “pranchas”, desabilite a opção “mostrar somente layout”.
 Execute um zoom em cada um dos detalhamentos para perceber que o programa gerou uma
fundação única para cada grupo de pilares e detalhou as esperas de cada um dos pilares.

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4 Resolvendo os problemas de alinhament o

Conforme estudamos na aula 5, existem várias situações onde existem problemas de


alinhamento entre os elementos que, na maior parte dos casos, não é visível a olho nu, mas que
representam imprecisões indesejáveis no modelo.

1) Identificando as barras com problemas de alinhamento


 Executar o comando “projeto – abrir” e selecionar o arquivo “Etapa 29 – Alinhamento.prj”.
 Dê um duplo clique sobre o croqui do pavimento “alinhamento”.
 Execute o comando “Elementos – alinhamento – verificar alinhamento”.
 Pressione “enter” para selecionar todas as barras.

Figura 4.1 – Problemas de alinhamento detectados.

2) Identificando os nós de referência


 Dê um clique duplo sobre o nome do pilar P1 e clique no botão “desenho” localizado dentro do
diálogo.
Através da análise das coordenadas desse nó pode-se concluir que esse elemento está na
posição correta.
 Feche o diálogo desse pilar clicando duas vezes no botão “ok”.
 Clique duas vezes sobre o nome do pilar P2 e logo após sobre o botão “desenho”.
Veja que as coordenadas desse pilar mostram imprecisão dos pontos, o que garante que
esse elemento não corresponde a uma referência.
A mesma análise pode ser feita se clicarmos cuidadosamente dentro do nó de uma junção
entre vigas.

3) Alinhando as vigas na horizontal


 Execute o comando “Elementos-alinhamento – alinhar elementos na horizontal”.
 Abra uma janela de seleção que envolva toda a viga V5 e os pilares que a apóiam.
 Ao encontrar cinco elementos, tecle “enter”.
 Clique sobre o texto do pilar P1, para que os elementos sejam alinhados por seu eixo.
 Tecle “Enter” novamente para executar outra vez o comando “alinhar elementos na horizontal”.
 Abra uma janela de seleção que englobe os nós da viga V6.
 O ponto de referência será a face superior do apoio esquerdo dessa viga.

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4) Alinhando as vigas na vertical


 Execute o comando “Elementos – alinhamento- alinhar nós na vertical”.
 Abra uma janela de seleção que englobe todos os elementos da viga V2.
 Ao selecionar cinco elementos tecle “enter”.
 O ponto de referência pode ser tomado no vértice inferior direito do pilar P5.
 Tecle “enter” para executar novamente o comando.
 Abra uma janela de seleção que englobe toda a V3.
 Pressione “enter” quando forem encontrados os cinco elementos.
 Tome o ponto de referência como sendo o eixo do pilar P6.
Verificando novamente o alinhamento
 Execute novamente o comando “Elementos-alinhamento-verificar alinhamento”
 Tecle “enter” para que sejam verificadas todas as barras.
Deve-se constatar que não há mais problemas de alinhamento.
 Clique no botão “ok”.

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Ficha Técnica do Curso


Supervisão geral
Eng. Civil Rodrigo Broering Koerich, M.Sc

Autor
Eng. Civil Rodrigo Broering Koerich, M.Sc

Coordenação de P&D
Eng. Civil Adriano Pacheco

Roteirização
Eng. Civil Adriano Pacheco
Mateus Rodrigo de Souza

Hipermídia
Inty Brian Nicolas dos Santos Castillo
Tatiane Besen

Locução
Duran Silveira

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