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VIVÊNCIAS EDUCATIVAS: A IMPORTÂNCIA

DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO
ENSINO-APENDIZAGEM
Acadêmicos¹
Tutor Externo²

RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo analisar a importância da psicomotricidade no


processo de ensino-aprendizagem, bem como, pesquisar sobre a relevância do trabalho
psicomotor na prática do professor na sala de aula, trazendo novas concepções teóricas
dentro da área em questão. A psicomotricidade pode ser considerada e verificada nos
menores gestos e em todas as atividades que envolvem a motricidade da criança, visando o
conhecimento e o domínio do próprio corpo. Ela é, assim, um fator essencial e indispensável
no desenvolvimento global. A metodologia utilizada, tendo em vista a natureza do problema,
caracteriza-se como descritiva e exploratória, sendo que quanto à abordagem, pode ser
classificada como qualitativa. Além disso, para chegar ao resultado da pesquisa, foram
utilizados como recursos metodológicos a pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo,
realizada a partir da leitura dos autores de referência da área e a análise detalhada de
materiais já publicados em livros, revistas e artigos científicos, divulgados por meio
eletrônico. Por meio dos resultados alcançados se conclui que a psicomotricidade deve
considerar, afora os exercícios estimuladores e isolados, uma relação entre motricidade e
afetividade capaz de proporcionar estímulos para o desenvolvimento saudável da vida
intelectual e emocional da criança.

Palavras-chave: Artigo científico. Normatização. NBR-6022.

1. INTRODUÇÃO

A estrutura da Educação Psicomotora é a base para o processo de aprendizagem da


criança. Se considerarmos que o desenvolvimento evolui do geral para o específico, quando
uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o cerne da questão, está no nível das
bases do desenvolvimento psicomotor. De acordo com Gonçalves (2010, p.85)
psicomotricidade é uma ciência que: “estuda o indivíduo por meio do seu movimento;
movimento esse que exprime, em sua ação, aspectos motores, afetivos e cognitivos, e que é
resultado da relação do sujeito com seu meio social.”.
Portanto, este trabalho sobre o tema das vivências educativas que giram em torno da
relação aprendizagem e psicomotricidade, levanta o seguinte problema: qual a relevância do
trabalho psicomotor na prática do professor na sala de aula? E desta forma, se justifica a
presente pesquisa centrada em uma disciplina educativa, reeducativa e terapêutica, ou seja, a
psicomotricidade, que visa destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a
afetividade para promover a abordagem global da criança.

1 Nome dos acadêmicos


2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I –
dd/mm/aa
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Com base no questionamento, se formula o objetivo central: analisar a importância da


psicomotricidade no processo de ensino-aprendizagem e se estabelece os objetivos
específicos:
 Pesquisar sobre a relevância do trabalho psicomotor na prática do professor na
sala de aula
 Analisar as vivências educativas que envolvam a psicomotricidade; e
 Verificar novas concepções teóricas dentro da área em questão.

Para a realização da pesquisa, após a definição do assunto a ser pesquisado; a


delimitação do tema; a identificação do objeto de investigação e dos objetivos; a definição dos
métodos e procedimentos de investigação; além da construção do marco teórico referencial, se
definiu o método de pesquisa a ser utilizado, tendo em vista a natureza do problema. No que
se refere à pesquisa realizada, ela caracteriza-se como descritiva, e exploratória, sendo que
quanto à abordagem, pode ser classificada como qualitativa.
Além disso, para analisar o resultado da pesquisa, foram utilizados como recurso
metodológico a pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, realizada a partir da leitura dos
autores de referência da área, e a análise detalhada de materiais já publicados em livros,
revistas e artigos científicos, divulgados por meio eletrônico.
Gil (2010, p.10) corrobora ao definir pesquisa como: “procedimento racional e
sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos”.
Desta forma, o texto final foi fundamentado nas ideias e concepções de autores como:
Fonseca (1995), Oliveira (2001) Le Boulch (1987), Wallon (1986), Lapierre & Aucouturier,
(1986) e Gonçalves (2010).

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A psicomotricidade como ciência vem sendo estudada desde o início do século XIX,
na tentativa de preencher algumas lacunas e necessidades médicas, especialmente na área da
neurologia e desenvolvimento da criança, com base nos estudos de pesquisadores como André
Lapierre, em seu livro “Da psicomotricidade Relacional à Análise Corporal da Relação”.
Desta forma, ela se torna uma ciência terapêutica adotada inicialmente na França, que
instituiu o primeiro curso universitário de Psicomotricidade em 1963, com o objetivo de obter
estudos sobre o desenvolvimento da criança, bem como, sobre o atraso motor e intelectual,
oferecendo melhor qualidade de vida para crianças com necessidades especiais.
Para compreendermos a amplitude da psicomotricidade foram considerados alguns
aspectos comuns na área da saúde e da educação sob a visão de vários teóricos do
desenvolvimento humano e do bem-estar, atentos aos efeitos psicomotores das atividades que
ocorrem no âmbito da comunidade, da escola visando garantir a harmonização corpo e mente.
Segundo Fonseca (1995) na psicomotricidade, o corpo não é entendido como:

Fiel instrumento de adaptação ao meio envolvente ou como instrumento mecânico


que é preciso educar, dominar, comandar, automatizar, treinar ou aperfeiçoar, pelo
contrário, o seu enfoque centra-se na importância da qualidade relacional e na
mediatização, visando à fluidez eutônica, a segurança gravitacional, a estruturação
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somatognósica e a organização práxica expressiva do indivíduo. (FONSECA, 1995,


p. 23).

Já Oliveira (2001, p. 26) define o movimento do corpo como: “um suporte que ajuda a
criança adquirir o conhecimento do mundo que a rodeia através de seu corpo, de suas
percepções e sensações, a psicomotricidade permite ao homem sentir-se bem na sua pele”.
A psicomotricidade estabelece relação entre os movimentos, à mente e a afetividade,
contribuindo para o desenvolvimento integral da criança. Tem o objetivo de enxergar o ser
humano em sua totalidade, por meio da ação motora, estabelece o equilíbrio desse ser, dando-
lhe possibilidades de encontrar seu espaço e de se identificar com o meio do qual faz parte
(GONÇALVES 2010, p. 21).
Engloba outras áreas do conhecimento, a fim de estudar a relação corpo e mente do ser
humano e, portanto, é importante para o desenvolvimento infantil, trazendo contribuições
significativas para a vida escolar.
Desta maneira, a psicomotricidade reúne os significados de emoção, cognição,
movimento humano, além de considerar as etapas do desenvolvimento do ser humano, pois ao
considerar a palavra psicomotricidade é possível perceber a integração dos termos “psico” e
“motricidade” que integrados expressam, de forma simbólica como na Figura 1:

Figura 1 - Definição

Fonte: Oliveira (2001, p.103).

Assim, no início dos anos 70, a psicomotricidade foi trazida para o Brasil e surge
como crítica ao dualismo corpo-mente predominante na educação física escolar,
fundamentadas suas ações nos jogos de movimento e de exercitação, tendo em vista que um
dos seus criadores, André Lapierre, era especialista na área.
Desta forma, o trabalho profissional passou a se organizar em torno do
desenvolvimento psicomotor de base: coordenação motora, equilíbrio, lateralidade,
organização espaço e temporal e esquema corporal, buscando integrar homem e espaço, corpo
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e alma. O desenvolvimento psicomotor se forma como um pré-requisito para aquisição de


conteúdos cognitivos, gerando a educação pelo movimento. (LAPIERRE; AUCOUTURIER,
1986, p. 102).
Le Boulch destaca a importância de a psicomotricidade ser trabalhada na escola nas
séries iniciais:
A educação psicomotora deve ser enfatizada e iniciada na escola primária. Ela
condiciona todos os aprendizados pré-escolares e escolares; leva a criança a tomar
consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar o tempo,
a adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos, ao mesmo tempo
em que desenvolve a inteligência. Deve ser praticada desde a mais tenra idade,
conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações, difíceis de corrigir
quando já estruturadas. (LE BOULCH, 1987, p. 24).

Segundo Le Boulch (1987), existem três campos de atuação de psicomotricidade que


se apresentam como: a Educação Psicomotora, a da Reeducação Psicomotora; e a Terapia
Psicomotora. Na Educação Psicomotora o movimento é visto e utilizado como ferramenta
pedagógica para otimizar a aprendizagem. Já na Reeducação Psicomotora, o movimento é
concebido e utilizado como um modo terapêutico para corrigir as alterações do movimento
psicomotor. E na Terapia psicomotora, o movimento é utilizado como ferramenta terapêutica
para tratar transtornos relacionados a dimensão afetiva e/ou relacional. (LE BOULCH, 1987,
p. 155)
De acordo com Airton Negrine a educação psicomotora pode ser compreendida como
uma técnica: A educação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogos
adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo
estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças
individuais (o ser é único, diferenciado e especial) e levando a autonomia do indivíduo como
lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial. (NEGRINE, 1995, p. 15).
Os elementos a serem considerados na psicomotricidade são: o ritmo, o tônus, o
equilíbrio, a lateralidade, a motricidade fina, a imagem corporal, o esquema corporal, a
coordenação global ou motricidade ampla e a organização do espaço-temporal, conforme a
figura 2, abaixo:
Figura 2

Fonte: Instituto Neurosaber (2020).


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Importante também levantar as considerações de Wallon (1986), pois estudando o


desenvolvimento infantil, o autor deu ênfase na sua teoria aos aspectos motores e emocionais,
uma vez que a emoção e a razão caminham juntas na formação da imagem corporal, chegando
até aos distúrbios psicomotores como influenciadores no processo de desenvolvimento
integral do educando.
Os estágios descritos por Wallon (1986) desde o impulsivo-motor, notamos a
predominância na relação com o meio é o afetivo-emocional, e o vínculo estabelecido é com o
outro. A integração sensorial se projeta na exploração do mundo que a cerca para
conhecimento de mundo e interação afetiva com os outros e aquisições de hábitos e
aprendizagens.
Desta maneira, na Tabela 1, se destacam os estágios e características apresentados por
Wallon.
Tabela 1 - Estágios

ESTÁGIOS PERÍODOS CARACTERÍSTICAS


IMPULSIVO EMOCIONAL Recém- Predominantemente afetivo em que interage
nascido com as pessoas pelas emoções, portanto, a
relação com o meio ambiente desenvolve
sentimentos intraceptivos e fatores afetivos.

TÔNICO EMOCIONAL 6 a 12 meses Os movimentos são desorientados, mas


respondem aos estímulos do ambiente e a
criança vai passando da desordem gestual
para as emoções diferenadas.

SENSÓRIO- MOTOR 12 a 24 meses Flui a inteligência prática obtida pela interação


com os objetos e com o próprio corpo e a
inteligência discursiva adquirida pela imitação e
pela linguagem.

PROJETIVO 1 a 3 anos A expressão oral e gestual são caracterizadas


pelo pensamento como representação das
imagens mentais por meio de ações de imitação
onde a criança atribui significado ao símbolo e
ao signo.

PERSONALISMO 3 a 4 anos A predominância afetiva sobre o indivíduo e é


crucial para o desenvolvimento da
personalidade do indivíduo e da autoconsciência
e nesta fase a criança opõe-se ao adulto numa
fase de negativismo, também é uma fase de
imitação motora e social.

FONTE CATEGORIAL 6 aos 11 anos Predominância da inteligência sobre as emoções


quando se formam as categorias mentais e aos
conceitos abstratos, pois é um estágio de
raciocínio simbólico como ferramenta cognitiva.

Fonte: Wallon (1986), adaptada pela Autora (2020).


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Wallon estuda a complexidade humana numa visão multidimensional e integrada, daí


ter resultado dos seus estudos a concepção de desenvolvimento não homogêneo e não linear e
ao apresentar os estágios, em sua sucessão, aparentando oposição, ou alternância funcional
dos polos afetivos-emocionais e cognitivos, um predominando em cada ação específica no
campo funcional.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Na construção de um artigo científico se realizou um estudo utilizando, inicialmente,


da metodologia empírica e aprofundar no estudo descritivo, realizando um levantamento de
dados quantitativo e qualitativo a respeito da Educação Psicomotora como a base para o
processo de aprendizagem da criança. Na sequência se realizou uma pesquisa a fim de
pesquisar sobre a relevância do trabalho psicomotor na prática do professor na sala de aula,
trazendo novas concepções teóricas dentro da área em questão. A coleta de dados e
informações foi realizada por meio de fontes secundárias. Entre as fontes secundárias serão
utilizadas bibliografias como referencial teórico, análise de artigos científicos, livros, revistas
e pesquisas documentais.
Diante dos resultados colhidos e interpretados, foi promovido uma pesquisa em busca
da prática do professor na sala de aula, trazendo novas concepções teóricas dentro da área em
questão, conforme as seguintes etapas:
1ª Etapa. A primeira etapa consta da escolha do tema definição de objetivos,
levantamento da problemática, enfim na elaboração de todo percurso que será implementado.
2ª. Etapa. Uma vez terminada a primeira etapa foi dado início etapa da pesquisa
propriamente dita, que visará reforçar o levantamento da problemática.
3ª. Etapa. Ao final desta etapa se busca conhecer mais a fundo a situação pesquisada.
Se procura ter um olhar reflexivo que direcionará o pesquisador a etapa seguinte.
4ª. Etapa. Com dados nas mãos, esta etapa, direciona o pesquisador a busca de
alternativas em trabalhos bibliográficos, contidos em livros, teses, artigos, entre outros para
análise de tecnologias em educação em diretos que atendam à demanda dos entrevistados.
Sendo quer tudo foi catalogado, analisado e interpretado.
5ª. Etapa. Após toda coleta de dados é elaborado o projeto final que conclui as
observações.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Educação Psicomotora é compreendida como o processo educativo que acontece
por meio do corpo e do movimento do sujeito em relação ao outro e permeado pelas relações
sociais e afetivas, expressas por meio do diálogo tônico-corporal, do olhar, gestos e posturas,
mímicas e imitações entre outros instrumentos próprios da psicomotricidade de caráter
afetivo, voltado à construção do Eu.
O estudo feito por Le Boulch (1987, p. 43) levou-o a afirmar que a educação
psicomotora é: “um meio prático de ajudar a criança a dispor deu uma imagem do "corpo
operatório", a partir da qual poderá exercer sua disponibilidade. ”. Esta conquista passa por
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vários estágios de equilíbrio, que correspondem aos estágios da evolução psicomotora, como
o próprio autor relata:

Ele considerar o corpo humano com toda a sua expressividade e os gestos do corpo
nas mais diversas possibilidades, como uma manifestação do corpo presente no
mundo. Desse modo, leva em conta a emoção, afetividade e expressividade são
inerentes ao corpo e ao movimento humano (LE BOULCH, 1987, p. 53).

Le Boulch (1987, p. 43) considera também, a influência do meio onde a criança vive
como primordial, não dependendo apenas das especificidades biológicas e, desta maneira,
destaca o valor do papel do educador, nas atividades de socialização da criança.
A Educação Psicomotora é compatível com a teoria psicogenética de Wallon à medida
que respeita a complexidade do ser humano, compreendendo-o em sua multidimensionalidade
psíquica, corporal e social. Quando se trata de desenvolvimento humano deve-se enfatizar a
importância do ser humano como ser social vai sendo educado na relação de comunicação
com outrem, como um ser da coletividade, surgindo daí a perspectiva do professor e da sua
interação.
Por fim é por meio da educação infantil que a criança expande seus movimentos
corporais explorando seus sentimentos, seu corpo. Cabe a escola conscientizar os
profissionais da educação infantil do valor da psicomotricidade para que os mesmos possam
reconhecer por meio de pequena avaliação dificuldades psicomotoras que não foram
trabalhadas, possibilitando assim o desenvolvimento integral do aluno.
Segundo os autores estudados, a psicomotricidade no desenvolvimento da criança
contribui para melhorar a coordenação motora, tarefas de praxia global e fina, que por sua vez
ajuda na aprendizagem da leitura, concentração e raciocínio lógico. Para isso, a criança
precisa ser estimulada em seu desenvolvimento psicomotor, respeitando-se a individualidade
de cada um, como ser único e permitindo a autonomia de forma que respeite as diferenças
individuais e possibilite a cada criança conseguir a autonomia. E para que isso ocorra é
importante que ela vivencie experiências diversas no processo do seu desenvolvimento, onde
o educador necessita criar condições para que desenvolvam suas capacidades num todo, o que
envolve o conhecimento do corpo como um todo.
Enfim, o professor deve estar sempre preocupado de trazer atividades corporais para ir
além da sala de aula, proporcionando cada vez mais experiências para seus alunos
favorecendo a psicomotricidade fina, auxiliando os alunos de ritmo normal e de aprendizagem
lenta a vencer os obstáculos, os desafios da leitura a da escrita.

5. CONCLUSÃO

O professor de educação infantil está sempre desenvolvendo as crianças e orientando-


as em seu processo de crescimento e na formação de sua personalidade. A criança passa por
etapas evolutivas, onde cada uma progride de forma diferente. Cabe ao professor pesquisar e
se orientar sobre os estágios de desenvolvimento que a criança passa para que o mesmo possa
aplicar adequadamente os exercícios de psicomotricidade em sua turma adequando dessa
forma os exercícios psicomotores a cada faixa etária específica.
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Este trabalho sobre o tema das vivências educativas que giram em torno da relação
aprendizagem e psicomotricidade, levantou o problema da relevância do trabalho psicomotor
na prática do professor na sala de aula, tendo em vista que os problemas de aprendizagem
constituem uma grande preocupação dentro das instituições escolares, portanto se faz
necessário que todos que estão envolvidos neste processo sejam leitores e pesquisadores para
poder entender melhor os fatores que estão influenciando a maioria das dificuldades e como
podem ser trabalhados de forma a minimizá-los no dia a dia escolar.
Com base no questionamento onde se formulou o objetivo central, foi possível analisar
a importância da psicomotricidade no processo de ensino-aprendizagem e pesquisar sobre a
relevância do trabalho psicomotor na prática do professor na sala de aula, bem como analisar
as vivências educativas que envolvam a psicomotricidade; e verificar novas concepções
teóricas dentro da área em questão.
Para a realização da pesquisa, que se caracteriza como descritiva e exploratória, foram
utilizados como recurso metodológico a pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo,
realizada a partir da leitura dos autores de referência da área, e a análise detalhada de
materiais já publicados em livros, revistas e artigos científicos, divulgados por meio
eletrônico.
Desta maneira, se conclui que a psicomotricidade deve considerar, afora os exercícios
estimuladores e isolados, uma relação entre motricidade e afetividade capaz de proporcionar
estímulos para o desenvolvimento saudável da vida intelectual e emocional da criança.

REFERÊNCIAS

FONSECA, Vítor da. Manual de observação psicomotora: significação psiconeurológica


dos fatores psicomotores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

GIL, Antônio Carlos. Metodologia Do Ensino Superior. Editora Atlas SA, 2000.

GONÇALVES, Fátima. Psicomotricidade e educação física: Quem quer brincar põe o dedo
aqui. São Paulo: Cultural RBL, 2010.

INSTITUTO NEUROSABER. Elementos da Psicomotricidade. Disponível em:<


https://institutoneurosaber.com.br/?
gclid=CjwKCAiAiMLBRAAEiwAuWVggqm7NGjeU9BP5lercI2aOtNuKcUVXJJHUwYDo
VXiG-ifqVLIZn9jKBoC7HcQAvD_BwE>. Acesso em: 10 dez. 2020.

LAPIERRE, André; AUCOUTURIER, Bernard. A Simbologia do movimento:


psicomotricidade de educação. São Paulo: Manole, 1986.

LE BOULCH, Jean. Educação psicomotora: psicocinética na idade escolar. Tradução: Jeni


Wolff. Porto Alegre: Artmed, 1987.

NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil: psicomotricidade:


alternativas pedagógicas. Porto Alegre: Prodil, 1995.
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PIAGET, Jean. A Psicologia da Criança. Rio de Janeiro: DIFEL, 2003.

WALLON, Henri. Os meios, os grupos e a psicogênese da criança. Henri Wallon. São


Paulo: Ática, p. 158-167, 1986.

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