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Política de Promoção da Cidadania e Cultura da Paz

Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal


GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

Violência e Escola:
Definição, Encaminhamento e Prevenção
Manual aos Gestores das Instituições Educacionais

2ª Edição

“Que este manual possa contribuir para o trabalho de todos os agentes que se
dedicam à construção de uma escola pública efetivamente democrática, de uma
sociedade brasiliense mais justa e fraterna e de uma humanidade mais
consciente”.
JOSÉ ROBERTO ARRUDA
GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL
José Roberto Arruda

VICE-GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL


Paulo Octávio Alves Pereira

SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO


José Luiz da Silva Valente

SECRETÁRIA ADJUNTA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO


Eunice de Oliveira Ferreira Santos

Colaboradores:
Aida Iris de Oliveira
Airton Lugarinho de Lima Câmara
Ana Flávia M. A. Alves
Anna Lúcia Cunha
Atílio Mazzoleni
Dalmo Vieira Santos
Ellen Paiva
Francisco Cláudio Martins
Jorge Luiz Alcântara Andrade
Lucíola Juvenal Marques
Mara Gomes
Maria José Moreira
Marta Avancini
Martha Paiva Scárdua
Mauro Gleisson de Castro Evangelista
Miriam Abramovay
Miriam Lúcia Herrera Masotti Dusi
Priscila Pinto Calaf
Rafael Castelo Branco Rodrigues
Relcytam Lago Caribe
Agradecemos as contribuições dos técnicos das Diretorias Regionais de Ensino da Secretaria de Educação do Distrito Federal
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 7 20) Quais são as contravenções penais mais CAPÍTULO III – Sobre a Escola 20
comuns nas escolas? 39) Que área, ao redor da escola, está sob
CAPÍTULO I – O que é o que 8 21) O que é bullying? responsabilidade dela?
1) O que é cidadania? 22) O que é preconceito? 40) O que não é permitido no perímetro escolar?
2) O que é paz? 23) O que é discriminação? 41) O que fazer se a escola perceber a existência
3) O que é Cultura da Paz? 24) O que é racismo? das atividades ilegais citadas no perímetro
4) O que são direitos da criança e do adolescente? escolar?
25) O que é droga?
5) O que são conflitos? 42) Quais são as responsabilidades da escola em
26) O que é vício?
relação aos alunos, quando estes estão em suas
6) O que é violência? dependências?
CAPÍTULO II – Quem é quem 17
7) Quais são os tipos de violência? 43) Nos casos em que a escola dispensa os
27) Juizado da Infância e da Juventude
8) Qual é a natureza dos atos violentos? alunos antes do horário formal de término das
28) Ministério Público – Promotoria da
9) O que é violência escolar? aulas, existe responsabilidade?
Infância e da Juventude
10) O que é abuso contra criança ou adolescente? 44) No trajeto do aluno da casa para a escola e
29) Conselho dos Direitos da Criança e do
vice-versa, existe alguma responsabilidade da
11) O que é exploração sexual da criança ou do Adolescente
escola?
adolescente? 30) Conselho Tutelar
45) No caso de ocorrer um acidente durante a
12) O que é violência de gênero? 31) Batalhão Escolar aula, o professor pode ser responsabilizado?
13) O que são violência intrafamiliar e violência 32) Delegacia Especial de Proteção à Criança e 46) O que fazer com os alunos que têm,
doméstica? ao Adolescente (DPCA) reiteradamente, faltas injustificadas?
14) O que é assédio moral? 33) Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) 47) Quem pode representar os interesses do
15) O que é crime, contravenção e ato infracional? 34) Conselho Comunitário de Segurança Escolar aluno na falta dos pais?
16) Qual a diferença entre crime e violência? 35) Centro de Referência Especializado de 48) Os pais ou os responsáveis têm acesso
Assistência Social – CREAS irrestrito às dependências da escola?
17) Qual a diferença entre furto e roubo?
36) Centro de Referência de Assistência Social – 49) Como proceder para que os pais ou
18) O que caracteriza as agressões verbais de CRAS responsáveis não aleguem desconhecimento das
calúnia, difamação e injúria?
37) Centro de Orientação Socioeducativa - COSE normas escolares nos casos de dificuldades junto
19) Quais são os crimes mais comuns na escola? 38) Organizações de Sociedade Civil aos alunos?
50) O que fazer se um pai, ou responsável, 62) O que fazer se for detectado um aluno com 75) Quais medidas disciplinares podem ser
difamar a escola? droga na escola? adotadas pela escola junto ao aluno?
51) Por que a instituição educacional deve 63) O que fazer se um aluno se apresentar CAPÍTULO V – Sobre os Servidores 30
preencher o Livro de Registro de Ocorrências? alcoolizado nas aulas?
76) Qual direito tem a servidora que estiver em
52) A escola é obrigada a receber os apenados para 64) Como lidar com os casos de bullying? situação de violência doméstica e familiar?
cumprimento das penas de restrição de direito? 65) Como agir em uma situação de 77) Que providências devem ser tomadas no caso
53) O aluno que estiver em cumprimento de demonstração explícita de racismo entre de um servidor agredir, verbal ou fisicamente, um
medida socioeducativa de liberdade assistida, alunos? aluno criança ou adolescente, ou um colega?
semiliberdade ou prestando serviços à 66) O que fazer se um aluno depredar o
comunidade, pode ser identificado? 78) O que fazer com servidores que fumam na escola?
patrimônio escolar?
54) O que fazer se um aluno que estiver 79) O que fazer se um servidor entrar com drogas
67) O que fazer diante de um furto cometido na escola?
cumprindo medida socioeducativa de liberdade por aluno?
assistida se recusar a acatar as normas ou se 80) O que fazer quando a escola suspeitar que um
mostrar com freqüência incerta? 68) O que fazer diante de uma situação de servidor está abusando de álcool e/ou outras
roubo praticado por alunos? drogas?
55) A polícia pode entrar na escola sem ser chamada?
69) O que fazer se for detectado um aluno 81) O que fazer se um servidor se apresentar para
56) Quais operações policiais podem ser realizadas
armado na escola? trabalhar sob efeito de álcool e/ou outras drogas?
dentro da escola e em seu perímetro de segurança?
70) O que fazer se for percebido relacionamento 82) O que pode ser feito a fim de se evitar futuras
57) O que fazer se a escola receber ameaça de
amoroso entre alunos? dificuldades com os servidores dependentes químicos?
bomba?
71) O que fazer se a escola tomar conhecimento 83) O que fazer se um servidor manifestar
58) Pode haver segurança privada na escola?
de abuso sexual envolvendo alunos crianças ou atitudes racistas?
59) Os diretores de escola podem dar entrevistas adolescentes?
à imprensa sobre problemas em suas escolas? 84) O que fazer diante de um roubo ou furto
72) O que fazer diante da denúncia de assédio cometido por um servidor?
CAPÍTULO IV – Sobre os Alunos 26 sexual dirigido a servidor perpetrado por aluno?
85) O que fazer se um servidor entrar armado na
60) O que fazer se um aluno agredir verbal ou 73) O que fazer se a escola perceber que um escola?
fisicamente um colega? aluno sofre maus-tratos?
86) O que fazer se um servidor estiver mantendo
61) O que fazer se um aluno agredir verbal ou 74) Pode existir assédio moral de um professor relacionamento amoroso com aluno menor de 18
fisicamente um servidor? em relação a um aluno? anos?
87) O que fazer diante de uma denúncia de CAPÍTULO VII – Notificação e 37
assédio sexual por parte de servidor contra aluno? Encaminhamento
88) O que fazer diante da denúncia de assédio 99) Por que se deve fazer ocorrência policial
sexual de servidor contra servidor? quando forem constatados ilícitos na escola?
CAPÍTULO VI - Violência Sexual 34 100) O que é notificação?
contra Criança e Adolescente: Como 101) Como proceder as notificações de abuso e
Identificar e Proceder para onde encaminhá-las?

89) Qual é a forma de expressão da violência ou 102) Em que situação se deve ligar para o 190,
abuso sexual? para o 181, para o 192 e para o 193?
103) Em que circunstância a Delegacia de
90) Onde a violência sexual pode ocorrer?
Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
91) Qual o perfil da vítima de violência sexual? deve ser procurada?
92) Como perceber que a criança ou o 104) O que fazer se não houver uma Delegacia da
adolescente está sendo violentado? Criança e do Adolescente próxima à escola?
93) Quais são os efeitos mais imediatos? 105) O que fazer se um aluno relatar uma
94) Quais são os efeitos evidenciados em médio situação de abuso?
e longo prazos? 106) Por que alguns educadores, mesmo sabendo
95) Como abordar a criança ou o adolescente ser obrigação legal, não notificam às autoridades
que relata sofrer abuso sexual? as suspeitas ou ocorrências de violência, em
especial a violência sexual?
96) Como a escola deve proceder em relação à
família de uma criança ou de um adolescente CAPÍTULO VIII - Algumas Ações 40
que relata sofrer abuso sexual? Escolares Preventivas da Violência e
97) Como proceder nos casos de homofobia na Promotoras da Cultura de Paz
escola?
CAPÍTULO IX – Telefones Úteis 45
98) O que e a escola pode fazer para prevenir a
violência sexual e orientar as crianças e CAPÍTULO X – Referências 49
adolescentes? Bibliográficas
APRESENTAÇÃO

A Política de Promoção da Cidadania e cidadania, ao reconhecimento no valor da freqüentes relativas à temática da violência
Cultura da Paz representa importante diversidade e ao exercício da tolerância nas escolas. Representa uma construção
iniciativa da Secretaria de Estado de para efetiva implantação da Cultura de coletiva da Secretaria de Estado de
Educação do Distrito Federal com vistas à Paz. Educação com a colaboração de outros
redução da violência e à promoção da O presente Manual consiste em uma das agentes públicos e, por essa razão, constitui
Cultura da Paz nas instituições ações previstas na referida Política e valiosa ferramenta institucional, que
educacionais que compõem a rede pública constitui instrumento orientador aos certamente servirá de ponto de partida para
de ensino do Distrito Federal. gestores da Secretaria de Estado de reflexões e complementações posteriores.
Suas ações abrangem a gestão de rede Educação do Distrito Federal acerca dos Cientes de que as instituições
– com foco na articulação dos agentes procedimentos a serem adotados nos casos educacionais não refletem passivamente as 9
públicos na busca de proteção integral à em que se evidencie situação de violência no contradições sociais e exercem grande
criança e ao adolescente – perpassa a contexto escolar. Ao mesmo tempo, valoriza influência de transformação pessoal e
gestão escolar – com ações em nível o aspecto preventivo, oferecendo aos gestores coletiva, confiamos no efetivo empenho de
regional para for talecimento das algumas orientações pedagógicas com o todos os gestores e de toda a comunidade
articulações da instituição educacional e intuito de se fortalecer a comunidade escolar escolar no sentido de concretizar os
implementação das ações de avaliação e e promover ações coadunadas à construção propósitos favoráveis à paz, à justiça, aos
prevenção da violência – e contempla a da Cultura da Paz. diretos humanos e à prática da cidadania.
gestão de ensino – com foco em ações em Este documento foi construído a partir
nível de sala de aula, englobando debates de consulta realizada junto às instituições José Luiz da Silva Valente
de temas afins e o incentivo à prática da educacionais e compila as dúvidas mais Secretário de Educação do Distrito Federal
A paz é reconhecida como um processo em construção articulado a conceitos como
desenvolvimento, direitos humanos, diversidade e cooperação, que implica na organização e
no planejamento de estratégias para sua efetivação nos âmbitos pessoal, interpessoal,
intergrupal, nacional e internacional.
I – O que é o que

“A Educação é a arma da Paz.” preconceito, a falta de acesso à cultura e baseados no respeito pleno à vida e na
Montessori (em Jares, Educação para a Paz: sua ao lazer, dentre ou tros processos, promoção dos direitos humanos e das
teoria e prática, 2002) inviabilizam o pleno exercício da liberdades fundamentais, propiciando o
cidadania. fomento da paz entre as pessoas, os
1) O que é cidadania? grupos e as nações (ONU, 1999), podendo
Cidadania é o conjunto de direitos e 2) O que é paz? assumir-se como estratégia política para
deveres a que o indivíduo está sujeito em A paz representa um fenômeno amplo a transformação da realidade social.
relação à sociedade em que vive. e complexo que abrange a construção de A Declaração sobre uma Cultura de
Tradicionalmente, a idéia de cidadania uma estrutura social e de relações sociais Paz foi aprovada pela Assembléia Geral
10 está relacionada aos direitos, em especial caracterizadas pela presença da justiça, das Nações Unidas como expressão de
aos direitos políticos e civis. igualdade, respeito, liberdade, e pela profunda preocupação com a persistência
Na democracia, os direitos pressupõem ausência de todo o tipo de violência e proliferação da violência e dos conflitos
deveres, visto que numa coletividade os (Galtung, 1976). Nesse sentido, a paz é nas diversas partes do mundo, e com o
direitos de um indivíduo dependem do reconhecida como um processo em objetivo de que os Governos, as
cumprimento dos deveres por parte de construção articulado a conceitos como organizações internacionais e a sociedade
outros. desenvolvimento, direitos humanos, civil pudessem orientar suas atividades
Na atualidade, com a ampliação da diversidade e cooperação, que implica na por suas disposições, a fim de promover e
concepção de direitos humanos – que organização e no planejamento d e fortalecer uma Cultura de Paz no novo
dizem respeito não apenas aos direitos estratégias para sua efetivação nos milênio. O ar tigo 4º da referida
políticos e civis, mas também aos direitos âmbitos pessoal, interpessoal, intergrupal, Declaração considera a Educação como
sociais, econômicos e culturais – o nacional e internacional. um dos meios fundamentais para a
conceito de cidadania passou a ser edificação da Cultura d e Paz,
associado a outros aspectos da existência, 3) O que é Cultura da Paz? particularmente na esfera dos direitos
para além da dimensão política/civil. É A Cultura de Paz é definida como um humanos.
por isso que se considera que a exclusão conjunto de valores, atitudes, tradições, Vários documentos normativos
sócio-econômica, as desigualdades, o compor tamentos e es tilos d e vida internacionais da Organização das Nações
Unidas (ONU) e da Organização das a solidariedade, a responsabilidade, a anos de idade incompletos, e
Nações Unidas para a Educação, a jus tiça, o comprometimento com a adolescente aquela entre doze e
Cultura e a Ciência (UNESCO) expressam coletividade e a não-violência. dezoito anos de idade.
horizontes, gerais e amplos, que devem ser Parágrafo único. Nos casos
traduzidos em orientações específicas no 4) O que são direitos da criança e do expressos em lei, aplica-se
plano de projetos escolares e no plano das adolescente? excepcionalmente este Estatuto às
políticas educacionais públicas para A idéia de que as crianças e pessoas entre dezoito e vinte e um
serem efetivados (Gomes, 2001). adolescentes são sujeitos de direito é anos de idade.
Documentos norteadores das políticas relativamente nova. Começou a ser Art. 3º A criança e o adolescente
educacionais nacionais contemplam difundida a partir do final dos anos 1980, gozam de todos os direitos 11
igualmente essa temática, como a Lei de com a “Convenção sobre os Direitos da fundamentais inerentes à pessoa
Diretrizes e Bases da Educação (Brasil, Criança”, adotada pela Assembléia Geral humana, sem prejuízo da proteção
1996), que incorpora a compreensão da das Nações Unidas em 1989 e da qual o integral de que trata esta Lei,
cidadania democrática baseada nos Brasil é signatário. assegurando-se-lhes, por lei ou por
princípios da liberdade, da igualdade, da Em nosso país, o principal marco e ou tros meios, todas as
diversidade; os Parâmetros Curriculares referência dos direitos da infância é o oportunidades e facilidades, a fim de
Nacionais (Brasil, 1997), que ressaltam Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei lhes facultar o desenvolvimento
os valores sociais da cidadania, da ética Federal n° 8.069, de 13 de julho de 1990), físico, mental, moral, espiritual e
e do interculturalismo; o Plano Nacional conhecido pela sigla ECA, o qual social, em condições de liberdade e
de Educação em Direitos Humanos reconhece a condição de sujeitos de de dignidade.
(Brasil, 2007); o Programa Ética e direitos, como pessoas em Art. 4º É dever da família, da
Cidadania do Ministério da Educação desenvolvimento e que, por isso, devem ter comunidade, da sociedade em geral
(Brasil, 2003), dentre ou tros que prioridad e no acesso aos direitos e do poder público assegurar, com
reafirmam a responsabilidade escolar na fundamentais: absoluta prioridade, a efetivação dos
aprendizagem e vivência de valores que Art. 2º Considera-se criança, para os direitos referentes à vida, à saúde,
promovam a cidadania, como o respeito, efeitos desta Lei, a pessoa até doze à alimentação, à educação, ao
Os conflitos não constituem obstáculos à paz, porém a resposta dada aos conflitos pode
torná-los negativos ou positivos, construtivos ou destrutivos, razão pela qual suas formas
de resolução ou mediação tornam-se foco de atenção e intervenção (Guimarães, 2003).

esporte, ao lazer, à profissionalização, los negativos ou positivos, construtivos ou Cabe também ressaltar que, segundo a
à cultura, à dignidade, ao respeito, à destrutivos, razão pela qual suas formas OMS, a violência não se resume a atos
liberdade e à convivência familiar e de resolução ou mediação tornam-se foco praticados por indivíduos, mas também
comunitária. de atenção e intervenção (Guimarães, abarca ações, ameaças e abuso de poder
Parágrafo único. A garantia de 2003). exercidos no âmbito da família, da
prioridade compreende: A violência decorre da não mediação comunidade e das instituições.
a) primazia de receber proteção e dos conflitos ou de sua resolução de forma
socorro em quaisquer circunstâncias; inadequada. 7) Quais são os tipos de violência?
b) precedência de atendimento nos De acordo com a OMS, no mesmo
12 serviços públicos ou de relevância 6) O que é violência? Relatório, existem dois tipos de violência:
pública; A Organização Mundial da Saúde a violência inter-pessoal e a violência
c) preferência na formulação e na (OMS) define no “Relatório Mundial coletiva.
execução das políticas sociais sobre a Violência e a Saúde”: • Violência interpessoal: praticada entre
públicas; Violência é o uso intencional da força física ou indivíduos. Consiste em agressões
d) destinação privilegiada de recursos o poder, real ou por ameaça, contra a pessoa praticadas no âmbito da família
públicos nas áreas relacionadas com mesma, contra outra pessoa, ou contra um (envolvendo crianças, companheiro(a),
a proteção à infância e à juventude. grupo ou comunidade que possa resultar em ou jovens, idosos) ou no âmbito da
tenha alta probabilidade de resultar em morte, comunidade (envolvendo pessoas
5) O que são conflitos? lesão, dano psicológico, problemas de conhecidas ou desconhecidas).
Os conflitos originam-se da diferença desenvolvimento ou privação. • Violência coletiva: subdivide-se em
d e interess es, d esejos, valores e Dessa forma, a Organização adota um violência social, política ou econômica.
aspirações evidenciados no convívio com conceito amplo de violência que abrange Enquadram-se neste tipo de violência
a diversidade social (Chrispino & não somente os danos materiais ou a exclusão sócio-econômica, a
Chrispino, 2002). Os conflitos não psicológicos decorrentes dela, mas discriminação, o racismo, dentre outros.
constituem obstáculos à paz, porém a também a ameaça ou a intenção de Pode ser praticada por indivíduos ou pelo
resposta dada aos conflitos pode torná- causar dano. Estado.
A violência decorre da não mediação dos conflitos ou de sua resolução de forma inadequada.

8) Qual é a natureza dos atos violentos? propriamente ditas; pode ocorrer em física, verbal, psicológica ou sexual,
Para a OMS exis tem quatro forma de carícias, de manipulação dos ameaça de gangues), ações contra o
modalidades de atos violentos: órgãos genitais, voyeurismo , ou patrimônio público (depredações,
• Física: de acordo com Minayo atividade sexual com ou s em pichações, ameaça d e bomba,
(mimeo.), significa o uso da força física penetração vaginal, anal ou oral. arrombamentos, sabotagens), ações
para produzir lesões, traumas, feridas, • Privação ou negligência: ato de omissão contra os bens alheios (furto, roubo,
dores ou incapacidades em outra em prover as necessidades básicas para depredação) e uso/tráfico de drogas.
pessoa. desenvolvimento de uma pessoa,
• Psicológica: diz respeito a agressões incluindo comida, casa, segurança e 10) O que é abuso contra criança ou
verbais ou gestuais com o objetivo de educação. adolescente? 13
aterrorizar, rejeitar, humilhar a vítima, O abuso é uma forma de violência que
restringir a liberdade ou ainda isolá- 9) O que é violência escolar? pode ser tipificada das seguintes formas:
la do convívio social (Minayo, mimeo.). Segundo Dubet (1998), “a violência • NEGLIGÊNCIA: ato de omissão, por parte dos
• Sexual: diz respeito ao ato ou ao jogo escolar aparece como expressão de um pais ou dos responsáveis pela criança ou
sexual que ocorre nas relações hetero processo de desinstitucionalização, em adolescente, em prover as necessidades
ou homossexuais e visa estimular a que a escola vem perd endo básicas para seu desenvolvimento,
vítima ou a utilizá-la para obter progressivamente sua capacidade comida, casa, segurança e educação;
excitação sexual e práticas eróticas, socializadora, ou seja, sua capacidade de • ABANDONO : semelhante à negligência,
pornográficas e sexuais, impostas por inserir indivíduos numa determinada envolve a ausência dos pais ou dos
meio de aliciamento, violência física ou ordem social.” responsáveis pela criança ou adolescente,
ameaças (Minayo, mimeo.). O abuso Por caracterizar-se como um fenômeno deixando-o desamparado, sem habitação
sexual é a utilização da violência, do complexo e reflexo das violências e exposto a várias formas de risco;
poder, da autoridade ou da diferença existentes no âmbito social, a violência • VIOLÊNCIA FÍSICA: uso de força física, não-
de idade para obtenção de prazer escolar pode manifestar-se de variadas acidental, por agente agressor adulto que,
sexual. Esse prazer não é obtido apenas formas, incluindo agressões no âmbito do normalmente, é o pai ou o responsável
por meio d e relações s exuais relacionamento interpessoal (violência pela criança ou pelo adolescente; e
“A violência escolar aparece como expressão de um processo de desinstitucionalização,
em que a escola vem perdendo progressivamente sua capacidade socializadora, ou seja,
sua capacidade de inserir indivíduos numa determinada ordem social.” (Dubet, 1998)

• VIOLÊNCIA SEXUAL : exploração sexual, em ambientes públicos, envolvendo 13) O que são violência intrafamiliar e
prostituição infantil, pornografia. desconhecidos. violência doméstica?
A violência contra a mulher é • Violência intrafamiliar é toda ação ou
11) O que é exploração sexual da classificada como violência de gênero. De omissão que prejudique o bem-estar, a
criança ou do adolescente? acordo com Schariber e D’Oliveira integridade física, psicológica ou a liberdade
É o abuso sexual de criança ou (1999), a expressão “violência contra a e o direito ao pleno desenvolvimento de
adolescente, praticado por adultos, que mulher” foi cunhada pelo movimento outro membro da família. Pode ser
envolve a remuneração em espécie ao social feminista na década de 1970 e diz cometida dentro ou fora de casa por algum
menino ou à menina e a uma terceira respeito a situações tão diversas como: familiar, incluindo pessoas que passam a
14 pessoa ou a várias. Ocorre quando • Violência física, sexual e psicológica assumir função parental, ainda que sem
meninos e meninas são induzidos ou cometida por parceiros íntimos; laços de consangüinidade, e em relação de
forçados a manter relações sexuais com • Estupro; poder à outra.
adultos ou pessoas mais velhas, quando • Abuso de meninas; • A violência doméstica distingue-se da
são usados para produção de material • Assédio sexual no local de trabalho; violência intrafamiliar por incluir outros
pornográfico, ou quando são levados para • Violência contra a homossexualidade; membros do grupo, sem função parental,
outras cidades, estados ou países com • Tráfico de mulheres; que convivam no espaço doméstico.
propósitos sexuais. • Turismo sexual; Incluem-se aí empregados(as), pessoas que
• Violência étnica e racial; convivem esporadicamente e agregados.
12) O que é violência de gênero? • Violência cometida pelo Estado por
É qualquer ameaça, ação ou conduta, ação ou omissão; 14) O que é assédio moral?
baseada no gênero, que cause dano físico, • Mutilação genital feminina; A Lei nº 2.949/2002 define assédio moral
sexual ou psicológico. É um tipo de • Violência e assassinatos ligados ao como uma ação exercida por um chefe em
violência interpessoal que ocorre mais dote; relação a seu subordinado:
freqüentemente dentro de casa, entre os • Estupro em massa nas guerras e Art. 1º A qualquer pessoa física ou
membros da família, companheiros, conflitos armados. jurídica e aos órgãos e entidades da
conhecidos, mas que também pode ocorrer administração pública do Distrito
A violência pode assumir diversas formas e caracteriza-se por um fenômeno social
dinâmico e mutável.

Federal que, por seus agentes, incompatíveis com as funções para O crime também é um fenômeno social
empregados, dirigentes, propaganda ou as quais foi contratado. e pode envolver violência, mas nem toda
qualquer outro meio, promoverem, violência é crime. Amaral (online, 2008)
permitirem ou concorrerem para a 15) O que é crime, contravenção e ato define o crime como a violência reprimida
prática de assédio moral contra seus infracional? pela lei.
subordinados, serão aplicadas as Os crimes são atos ilícitos definidos
sanções previstas nesta Lei, sem prejuízo como tal nas legislações penais. Não há 17) Qual a diferença entre furto e
de outras de natureza civil ou penal. crime sem uma legislação que o defina. roubo?
Parágrafo único. Entende-se por Contravenções são atos ilícitos de O furto é definido pelo artigo 155 do
subordinado o servidor público ou menor gravidade que, também, são Código Penal Brasileiro: 15
empregado celetista sujeito a vínculo definidas nas legislações penais. Art. 155 - Subtrair, para si ou para
hierárquico de qualquer nível funcional Os atos infracionais são os crimes e as outrem, coisa alheia móvel.
ou trabalhista. contravenções cometidas por pessoa com O roubo é definido pelo artigo 157 do
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, menos de 18 anos. mesmo Código:
configura prática de assédio moral: Art. 157 - Subtrair coisa móvel
I - desqualificar o subordinado por 16) Qual a diferença entre crime e alheia, para si ou para outrem,
meio de palavras, gestos ou violência? mediante grave ameaça ou violência
atitudes; A violência pode assumir diversas à pessoa, ou depois de havê-la, por
II - tratar o subordinado por formas e caracteriza-se por um fenômeno qualquer meio, reduzido à
apelidos ou expressões pejorativas; social dinâmico e mutável. Isso significa impossibilidade de resistência.
III - exigir do subordinado, sob que suas representações, suas dimensões
reiteradas ameaças de demissão, o e seus significados passam por adaptações 18) O que caracteriza as agressões
cumprimento de tarefas ou metas de conforme as sociedades se transformam, verbais de calúnia, difamação e
trabalho; dependendo do momento histórico, da injúria?
IV - exigir do subordinado, com o localidade, do contexto cultural, entre • Calúnia: implica atribuir a alguém,
intuito de menosprezá-lo, tarefas outros fatores (Abramovay et. al, 2006). falsamente, fato definido como crime.
O bullying é uma das formas em que se apresenta a violência nas escolas.

• Difamação: significa desacreditar regulamentar (Art. 14 da Lei Federal regulamentar (Art. 33 da Lei Federal
publicamente em uma pessoa. Assim, 10.826/03). 11.343/06).
difamar uma pessoa implica em divulgar Facas, canivetes e outros objetos • AMEAÇA: ameaçar alguém, por palavra,
fatos infamantes à sua honra objetiva, cortantes ou perfurantes não se escrito ou gesto, ou qualquer outro meio
sejam eles verdadeiros ou falsos. coadunam com o crime de porte de arma, simbólico, de causar-lhe mal injusto e
• Injúria: significa ofender ou insultar, mas se encontrados na posse de alunos, grave (Art. 147 do Código Penal).
vulgarmente, xingar. É um insulto que dentro da escola, poderão ser • LESÃO CORPORAL: ofender a integridade
macula a honra subjetiva, arranhando apreendidos e entregues a seus pais ou corporal ou a saúde de outrem (Art. 129
o conceito que a vítima faz de si mesmo. responsáveis após o término do horário do Código Penal).
16 escolar. • RIXA: é a luta entre três ou mais pessoas
19) Quais são os crimes mais comuns na • USO DE ENTORPECENTES: adquirir, guardar, com violências físicas recíprocas (Art.
escola? manter em depósito, transportar ou 137 do Código Penal).
• DANO: destruir, inutilizar ou deteriorar carregar consigo, para consumo pessoal, • ATO OBSCENO: ato de conotação sexual; é
coisa alheia (Art. 163 do Código Penal). drogas sem autorização ou em aquele que ofende o pudor público (Art.
• PICHAÇÃO: pichar, grafitar ou por outro desacordo com a determinação legal ou 233 do Código Penal).
meio conspurcar edificação ou regulamentar (Art. 28 da Lei Federal • CORRUPÇÃO DE MENORES: corromper ou
monumento urbano (Art. 65 da Lei 11.343/06). facilitar a corrupção de pessoa maior de
Federal 9.605/98). • TRÁFICO DE ENTORPECENTES : importar, catorze e menor de dezoito anos, com ela
• PORTE DE ARMA: portar, deter, adquirir, exportar, remeter, preparar, produzir, praticando ato de libidinagem, ou
fornecer, receber, ter em depósito, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, induzindo-a a praticá-lo ou a presenciá-
transportar, ceder, ainda que oferecer, ter em depósito, transportar, lo (Art. 218 do Código Penal).
gratuitamente, emprestar, remeter, trazer consigo, guardar, prescrever, • ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: constranger
empregar, manter sob guarda ou ocultar ministrar, entregar a consumo ou alguém, mediante violência ou grave
arma de fogo, acessório ou munição, de fornecer drogas, ainda que ameaça, a praticar ou permitir que com elese
uso permitido, sem autorização e em gratuitamente, sem autorização ou em pratique ato libidinoso diverso da conjunção
desacordo com a determinação legal ou desacordo com a determinação legal ou carnal (Art. 214 do Código Penal).
O preconceito reflete “uma desvalorização da outra pessoa tornando-a, supostamente,
indigna de conviver no mesmo espaço e, conseqüentemente, excluindo-a moralmente”.
(Santos, 2001)

• ESTUPRO: constranger mulher à conjunção Estudado por autores como Lopes e


apelidar intimidar perseguir empurrar
carnal, mediante violência ou grave Saavedra (2003) e Fante (2005), é
ameaça (Art. 213 do Código Penal). definido como sendo um conjunto de humilhar discriminar assediar roubar
comportamentos agressivos, intencionais ignorar agredir aterrorizar tiranizar
20) Quais são as contravenções penais e repetitivos, adotados por um ou mais ofender ferir ameaçar dominar
mais comuns nas escolas? alunos, contra outro(s) em desvantagem
• I MPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR : de poder ou força física, sem motivação
importunar alguém, em lugar público ou evidente, sob a forma de “brincadeiras” 22) O que é preconceito?
acessível ao público, de modo ofensivo ao que disfarçam o propósito de maltratar e O preconceito refere-se a um pré-
pudor (Art. 61 da Lei 3.688/41). intimidar, causando dor, angústia e julgamento, uma pré-concepção, um pré- 17
• EMBRIAGUEZ: apresentar-se publicamente sofrimento. Trata-se de um fenômeno juizo, marcado por uma posição
em estado de embriaguez, de modo que encontrado em escolas públicas e privadas irrefletida acerca de algo ou alguém,
cause escândalo ou ponha em perigo a em todo o mundo, dentro e fora das salas caracterizando uma atitude que viola,
segurança própria ou alheia (Art. 62 da de aula. Sua manifestação se dá através simultaneamente, a racionalidade, a
Lei 3.688/41). de maus-tratos físicos, morais, verbais, afeição humana e a justiça (Santos,
• OMISSÃO DE COMUNICAÇÃO DE CRIME: deixar materiais, sexuais, psicológicos e virtuais. 2001). Segundo esse autor, o preconceito
de comunicar à autoridade competente Este último, denominado ciberbullying , é reflete “uma desvalorização da outra
crime de ação pública de que teve decorrente das modernas ferramentas pessoa tornando-a, supos tamente,
conhecimento no exercício de função tecnológicas – como a Internet, os indigna de conviver no mesmo espaço
pública, desde que a ação penal não celulares, as câmeras fotográficas -, e da e, cons eqüentemente, excluindo-a
dependa de representação (Art. 66 da Lei falsa crença no anonimato e na moralmente” (p.57).
3.688/41). impunidade. A legislação brasileira classifica o
Por não existir uma palavra na língua preconceito ou a discriminação de raça, cor,
21) O que é bullying? portuguesa capaz de expressar as situações etnia, religião ou procedência nacional como
O bullying é uma das formas em que se de bullying, o quadro, a seguir, relaciona crime passível de punição (Lei Federal
apres enta a violência nas escolas. algumas ações que podem estar presentes: 9.459/97).
A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito de reclusão
nos termos da lei.

23) O que é discriminação? no organismo, altera uma ou mais de suas


Considera-se discriminação uma funções biológicas, de ordem fisiológica ou
manifestação comportamental do preconceito comportamental. Esta definição engloba
(Santos, 2001), por meio de ações que substâncias ditas lícitas (bebidas alcoólicas,
quebrem o princípio da igualdade, ou seja, que tabaco e cer tos medicamentos) e
acarretem algum tipo de distinção, exclusão, substâncias ilícitas, como a cocaína,
restrição ou preferência baseado em maconha, merla, ecstasy, entre outras.
características como raça, cor, sexo, idade,
trabalho, credo religioso e convicção política. 26) O que é vício?
18 O vício é uma dependência física ou
24) O que é racismo? psicológica de um comportamento ou
Racismo é uma forma de preconceito substância tóxica, que leva à prática ou ao
baseada na idéia que existem raças superiores consumo excessivo, irresistível e fora do
a outras. O racismo pode levar à discriminação controle. Suas causas freqüentemente estão
de determinados grupos e/ou pessoas. associadas a:
A Constituição de 1988 determina, no • alto grau de conflito familiar;
seu Art. 5° inciso XLII, que a prática do • necessidade de auto-afirmação;
racismo constitui crime inafiançável e • fracasso acadêmico e baixo compromisso
imprescritível, sujeito de reclusão nos escolar;
termos da lei. A Lei Federal 7.716/89 • baixa auto-estima;
define os crimes resultantes de preconceito • pressão do ambiente – influência de
de raça e de cor e estabelece punições. parentes e amigos;
• identificação com o grupo; ou
25) O que é droga? • curiosidade em conhecer os efeitos das
De acordo com a OMS, droga é toda drogas.
substância química que, quando introduzida
II – Quem é quem

“Assim como a língua, a cidadania se aprende se de defender os interesses sociais dos é composto por cinco membros titulares e
na prática!” dez suplentes, escolhidos pela comunidade
incapazes e dos ausentes de justiça. Na
Perrenoud (Escola e Cidadania: o papel da Promotoria da Infância e Juventude o local por meio de sistema de voto
escola na formação para a democracia, 2005) majoritário.
trabalho é desenvolvido por promotores e
procuradores de justiça.
27) Juizado da Infância e da Juventude 31) Batalhão Escolar
Ao Juizado da Infância e da Juventude 29) Conselho dos Direitos da Criança e É um batalhão da Polícia Militar – 6°
compete prestar assistência jurídica à do Adolescente Batalhão de Polícia Militar do Distrito
criança e ao adolescente e o cumprimento Órgão público, com participação Federal – criado em novembro de 1989 para
do Estatuto da Criança e do Adolescente. igualmente proporcional de representantes executar o policiamento ostensivo nos 19
Compete ao juiz da Infância e Juventude do governo e da sociedade civil organizada, perímetros escolares e nas escolas, de modo
processar e julgar causas previstas no ECA por meio de organizações não- a garantir a segurança dos estabelecimentos
e na legislação complementar, inclusive as governamentais (ONGs) e instituições de ensino.
relativas a infrações penais cometidas por sociais. Os conselhos de direitos assumem
crianças e adolescentes. Também lhe a atribuição principal de controle social das 32) Delegacia Especial de Proteção à
compete cuidar de questões cíveis em geral políticas públicas, assegurando que sejam Criança e ao Adolescente (DPCA)
concernentes a soluções de situações implementadas. Sua ação procura garantir Criada por meio da Lei nº 1.135, de 10
irregulares em que se encontra a criança políticas sociais que atendam a demandas de julho de 1996, a DPCA tem por
ou o adolescente interessado. de proteção da criança e do adolescente. competência fiscalizar, investigar e instaurar
inquéritos nos casos de infração penal
28) Ministério Público – Promotoria da 30) Conselho Tutelar praticada contra crianças e adolescentes;
Infância e da Juventude É um órgão permanente e autônomo, não coordenar inquéritos policiais referentes a
Atua como advogado da sociedade e é jurisdicional, encarregado pela sociedade de crimes praticados contra crianças e
uma instituição independente dos três prevenir, garantir e restabelecer direitos de adolescentes e prestar informações ao
poderes da República. O Ministério Público crianças e adolescentes, com a finalidade Conselho da Criança e do Adolescente,
tem várias áreas de atuação, encarregando- explícita de protegê-los. O Conselho Tutelar quando solicitadas.
33) Delegacia da Criança e do consulta aos órgãos governamentais São membros colaboradores, mediante
Adolescente (DCA) afins em suas atividades de prevenção e o registro na secretaria do referido
Delegacia que tem por competência repressão à violência e criminalidade Conselho, representantes:
receber jovens que cometeram atos afetas aos estabelecimentos de ensino e a) das escolas públicas estabelecidas na
infracionais, enquanto a DPCA cuida de ao perímetro escolar. localidade;
jovens que foram vítimas de atos São membros governamentais efetivos dos b) dos estabelecimentos particulares de
infracionais. Conselhos Comunitários de Segurança ensino fundamental, médio ou superior
A criança ou o adolescente acusado de Escolar - CONSEGs/Escolar: estabelecidos na localidade;
um crime deverá ser conduzido à DCA para a) o Administrador Regional da respectiva c) dos órgãos sindicais ou associações de
20 ser registrado o Procedimento de Apuração Região Administrativa; professores e de servidores escolares;
de Ato Infracional (PAAI). b) o Delegado-Chefe da Delegacia de Polícia d) das associações e órgãos de qualquer
Civil da respectiva Região Administrativa; natureza, vinculados ao ensino e sediados
34) Conselho Comunitário de Segurança c) o Comandante da Unidade Policial Militar na localidade.
Escolar da Região respectiva Administrativa;
Representa um dos Conselhos d) o Comandante da Unidade de Bombeiros 35) Centro de Referência Especializado
Comunitários de Segurança – CONSEGs Militar da respectiva Região de Assistência Social – CREAS
criados no âmbito do Distrito Federal por Administrativa; O Centro de Referência Especializado de
meio do Decreto nº 24.101, de 13 de e) o Gerente Regional de Ensino da Assistência Social (CREAS), integrante do
setembro de 2003, e vinculados à Secretaria respectiva Região Administrativa. Sistema Único de Assistência Social (SUAS),
de Estado de Segurança Pública e Defesa f) um representante do Departamento de constitui-se numa unidade pública estatal,
Social do Distrito Federal/Subsecretaria de Trânsito do Distrito Federal, designado responsável pela oferta de atenções
Programas Comunitários. de forma permanente e com poder de especializadas de apoio, orientação e
Art. 5° Os Conselhos Comunitários de decisão. acompanhamento a indivíduos e famílias com
Segurança Escolar - CONSEGs/Escolar, g) um representante do Batalhão Escolar da um ou mais de seus membros em situação de
com atuação nas respectivas Regiões Polícia Militar do Distrito Federal, ameaça ou violação de direitos. São objetivos
Administrativas, servem de apoio e designado pelo seu Comandante. dos CREAS: fortalecer as redes sociais de
apoio da família; contribuir no combate a municipal, integrante do Sistema Único de que não exercem funções políticas em órgão
estigmas e preconceitos; assegurar proteção Assistência Social, localizado em áreas com do Poder Executivo, Legislativo ou
social imediata e atendimento interdisciplinar maiores índices de vulnerabilidade e risco Judiciário, bem como não estão ligadas ao
às pessoas em situação de violência, visando social, destinado à prestação de serviços e Ministério Público.Têm como tarefa a busca
sua integridade física, mental e programas socioassistenciais de proteção pela efetivação das políticas públicas que
social; prevenir o abandono e a social básica às famílias e indivíduos. promovem a dignidade social. Diversas
institucionalização; fortalecer os vínculos Algumas ações da proteção social básica entidades têm na observação, promoção e
familiares e a capacidade protetiva da família. são desenvolvidas necessariamente nos defesa dos direitos da criança e do
Os CREAS ofertam acompanhamento CRAS, como o Programa de Atenção adolescente sua razão de existência. Nesse
técnico especializado desenvolvido por uma Integral as Famílias (PAIF), e outras sentido, implantam e implementam 21
equipe multiprofissional, de modo a envolvem a vigilância da exclusão social de programas e projetos que respondem à
potencializar a capacidade de proteção da sua área de abrangência, em conexão com urgência de atendimento aos direitos da
família e favorecer a reparação da situação outros territórios. criança e do adolescente.
de violência vivida. São exemplos de
atendimento dos CREAS: serviço de 37) Centro de Orientação Socioeducativa
enfrentamento à violência, ao abuso e à - COSE
exploração sexual contra crianças e Os Centros de Orientação Socioeducativa
adolescentes, e serviço de orientação e apoio são unidades de atendimento social que
especializado a indivíduos e famílias vítimas oferecem atividades educacionais e culturais
de violência. a crianças e adolescentes em situação de
vulnerabilidade social.
36) Centro de Referência de Assistência
Social – CRAS 38) Organizações de Sociedade Civil
O Centro de Referência de Assistência São Organizações Não-Governamentais
Social (CRAS) é uma unidade pública da – ONGs, Organizações da Sociedade Civil
política de assistência social, de base de Interesse Público - OSCIPs e entidades
Dentro do perímetro de segurança escolar é proibida a instalação de vendedores
ambulantes e estabelecimentos que comercializem bebidas alcoólicas, cigarros e
quaisquer tipos de jogos, em especial os jogos eletrônicos.
III – Sobre a escola

“À medida que todos forem envolvidos na 40) O que não é permitido no perímetro qualidade aos alunos, assegurando seu
reflexão sobre a escola, sobre a comunidade da desenvolvimento integral, sua formação
qual se originam seus alunos, sobre as
escolar?
necessidades dessa comunidade, sobre os Dentro do perímetro de segurança básica para o trabalho e para a cidadania,
objetivos a serem alcançados por meio da ação escolar é proibida a instalação de vendedores bem como seu aprimoramento como pessoa
educacional, a escola passa a ser sentida como ambulantes e estabelecimentos que humana. Para tanto, é assegurado aos alunos
ela realmente é: de todos e para todos.” comercializem bebidas alcoólicas, cigarros o direto de serem respeitados em sua
Ministério da Educação, Brasil (Educação e quaisquer tipos de jogos, em especial os dignidade, independentemente de sua
Inclusiva:a Escola, 2004) jogos eletrônicos. convicção religiosa, política ou filosófica,
Segundo o Decreto 29.446/08, excetuam- grupo social, etnia, sexo e nacionalidade
22 39) Que área, ao redor da escola, está sob se desta orientação os mercados que não (Regimento Escolar das Instituições
responsabilidade dela? tenham consumação no local e os Educacionais da Rede Pública de Ensino do
O parágrafo primeiro do Art. 1º do restaurantes. Distrito Federal, Art. 40).
Decreto 29.446, de 28 de agosto de 2008, Os educadores também exercem sobre os
afirma: 41) O que fazer se a escola perceber a alunos o encargo de vigilância, necessitando
Art. 1°. Fica estabelecido o Perímetro existência das atividades ilegais citadas seja adequada para garantir a integridade
de Segurança Escolar, assim no perímetro escolar? e a segurança física e emocional dos
entendido a área contígua aos Caso a escola detecte estes mesmos. Diante dessa interpretação,
estabelecimentos de ensino da rede estabelecimentos no perímetro escolar, deve- quando a escola recebe um estudante para
pública e particular. se chamar o Batalhão Escolar e registrar qualquer que seja a atividade – ensino e
§ 1º Onde não houver regra oficial queixa na Agência de Fiscalização do GDF. aprendizagem, recreação, excursões, visitas
estabelecida, o perímetro de guiadas, feiras de ciências, cultura e arte,
segurança escolar abrangerá uma 42) Quais são as responsabilidades da educação física, aulas de laboratório,
faixa de 100 (cem) metros de escola em relação aos alunos, quando campeonatos esportivos –, está imbuída do
extensão a partir dos portões de estes estão em suas dependências? dever de vigilância e guarda de seus alunos,
acesso de estudantes da área em que As instituições educacionais assumem a incluindo se eles estiverem no perímetro
se situar o estabelecimento de ensino. responsabilidade de oferecer ensino de escolar ou em transporte escolar.
As instituições educacionais assumem a responsabilidade de oferecer ensino de qualidade
aos alunos, assegurando seu desenvolvimento integral, sua formação básica para o
trabalho e para a cidadania, bem como seu aprimoramento como pessoa humana.

Esta responsabilidade se estende até participado nos produtos do crime, até no processo de entrega e busca da criança
mesmo no caso de invasores que firam um a concorrente quantia. na escola.
estudante dentro da escola. Mas há uma ressalva importante em relação Se a criança é deixada no estabelecimento
O Código Civil Brasileiro, em seu artigo à proteção no perímetro escolar. A obrigação de ensino por seus pais ou responsáveis, a
932, atribui às escolas o ônus da da escola somente se manifesta se o aluno responsabilidade da escola cessa quando
reparação civil dos casos de lesões a estiver em horário de aula. Fora de seu turno ocorrer a entrega do aluno aos mesmos ao
terceiros, cometidos por alunos ou de aulas o aluno apresenta-se como qualquer término da aula.
sofridos por eles. cidadão, mesmo que esteja na porta da escola, Se o aluno vai sozinho à escola e retorna
Art. 932. São também responsáveis não cabendo, aí, qualquer responsabilidade por sozinho à sua casa, a responsabilidade da
pela reparação civil: parte da instituição educacional. Isso ocorre instituição educacional cessa quando soa o 23
I - os pais, pelos filhos menores que porque a presença do aluno fora de seu horário sinal de saída.
estiverem sob sua autoridade e em sua de aula quebra o nexo de causalidade, não Contudo, quando houver a previsão de
companhia; sendo a escola responsável pela intangibilidade dispensa dos alunos antes do horário formal
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e física daquele aluno. de término das aulas, a escola deverá
curatelados, que se acharem nas A responsabilidade da escola se estende informar formalmente aos pais ou aos
mesmas condições; a danos que um aluno cause a terceiros, responsáveis, com a devida antecedência,
III - o empregador ou comitente, por mas, neste caso, a escola pode entrar com observando-se a rotina de chegada e saída
seus empregados, serviçais e prepostos, uma ação de direito regresso para que a dos alunos, conforme anteriormente
no exercício do trabalho que lhes família do aluno que causou danos faça o descrita.
competir, ou em razão dele; ressarcimento à escola.
IV - os donos de hotéis, hospedarias, 44) No trajeto do aluno da casa para a
casas ou estabelecimentos onde se 43) Nos casos em que a escola dispensa os escola e vice-versa, existe alguma
albergue por dinheiro, mesmo para fins alunos antes do horário formal de término responsabilidade da escola?
de educação, pelos seus hóspedes, das aulas, existe responsabilidade? A escola somente será responsável pelos
moradores e educandos; A escola deve sempre observar a rotina alunos em seus trajetos da casa para a escola
V - os que gratuitamente houverem de organização e as condições da família e vice-versa, se eles estiverem em veículo
A direção da escola deve buscar a ajuda dos pais e dos responsáveis para averiguar a
causa das ausências e solucionar o problema.

oferecido por ela. Em transporte próprio, resultado danoso. Nesses casos, o Estado alimentação, à educação, ao esporte, ao
público ou a pé não há responsabilidade da indeniza o aluno lesado e entra com uma ação lazer, à profissionalização, à cultura, à
instituição educacional. de Direito Regresso contra o professor, que dignidade, ao respeito, à liberdade e à
Incentiva-se, contudo, as escolas para que pode vir a ser apenado com uma indenização, convivência familiar e comunitária.
comuniquem às autoridades competentes os para o Estado, igual a que foi paga ao aluno. Art. 5° - Nenhuma criança ou
trajetos ou elementos que coloquem em risco adolescente será objeto de qualquer
a segurança dos estudantes da instituição 46) O que fazer com os alunos que têm, forma de negligência, discriminação,
educacional, tais como insegurança no reiteradamente, faltas injustificadas? exploração, violência, crueldade e
trânsito, iluminação precária, limpeza urbana O Regimento Escolar das Instituições opressão, punido na forma da lei
24 comprometida, dentre outras dificuldades, Educacionais da Rede Pública de Ensino qualquer atentado, por ação ou
solicitando as reparações e intervenções do Distrito Federal preconiza, em seu artigo omissão, aos seus direitos
necessárias. 121, que a freqüência mínima de 75% é fundamentais.
mister na promoção do aluno. Com base nisso, a direção deve
45) No caso de ocorrer um acidente A direção da escola deve buscar a ajuda comunicar o acontecido ao Conselho Tutelar
durante a aula, o professor pode ser dos pais e dos responsáveis para averiguar da região por força do contido no artigo
responsabilizado? a causa das ausências e solucionar o 56, com ênfase no inciso II:
O dever jurídico resultante da violação problema. Caso a ação se mostre infrutífera, Art. 56 - Os dirigentes de
do direito do aluno ferido é do Estado, que a questão do absenteísmo passa a estabelecimentos de ensino
deve assumir a responsabilidade de possíveis configurar negligência com a criança ou o fundamental comunicarão ao
indenizações. adolescente, que é contemplada pelos Conselho Tutelar os casos de:
A direção deve solicitar a abertura de um artigos 4º e 5º da Lei 8.069/90, o ECA: I - maus-tratos envolvendo seus
processo sindicante e, no caso de o acidente Art. 4° - É dever da família, da alunos;
ter origem em imprudência, negligência ou comunidade, da sociedade em geral e II - reiteração de faltas injustificadas
imperícia do professor (e somente nesses casos, do Poder Público assegurar, com e de evasão escolar, esgotados os
por se tratarem de condutas culposas), fica absoluta prioridade, a efetivação dos recursos escolares;
estabelecido o nexo causal entre a conduta e o direitos referentes à vida, à saúde, à III - elevados níveis de repetência.
O vínculo da escola com as famílias dos educandos deve ser sempre enfatizado, não
somente mediante as dificuldades porventura evidenciadas, mas igualmente como forma
de compartilhamento dos sucessos alcançados.

Ressalta-se a importância da instituição desejar entrar em uma escola deve se dirigir compreensão da situação.Todas as advertências
educacional registrar todos os contatos e à secretaria da mesma, apresentar-se e relativas aos alunos deverão ser registradas,
ações realizadas nesse propósito, de modo explicar suas intenções. Posteriormente, a seguidas da assinatura dos pais ou responsáveis.
a subsidiar e fundamentar os procedimentos direção da escola manifesta-se quanto à
posteriores. autorização em cada um dos casos. 50) O que fazer se um pai ou responsável,
difamar a escola?
47) Quem pode representar os interesses 49) Como proceder para que os pais ou Todos são iguais perante a lei e todos são
do aluno na falta dos pais? responsáveis não aleguem objeto de direitos e de obrigações. Se um pai
Os responsáveis, aqueles que detêm a desconhecimento das normas escolares nos for a um veículo de informação e manchar
guarda ou a tutela da criança ou do casos de dificuldades junto aos alunos? o nome da escola poderá responder 25
adolescente. O vínculo da escola com as famílias dos legalmente pelos danos morais causados.
A guarda é concedida para regularizar a educandos deve ser sempre enfatizado, não
posse de fato de uma criança ou de um somente mediante as dificuldades 51) Por que a instituição educacional
adolescente, podendo ser revogada a qualquer porventura evidenciadas, mas igualmente deve preencher o Livro de Registro de
tempo mediante ato judicial. A tutela como forma de compartilhamento dos Ocorrências?
assemelha-se ao poder familiar, mas o tutor sucessos alcançados. O Livro de Registro de Ocorrências
não pode emancipar o tutelado, nem tem o A direção deve realizar no início de cada Diárias da escola tem a finalidade de dar
usufruto de seus bens, assume caráter ano letivo uma reunião com os pais, alunos respaldo à direção acerca de todas as
temporário e é exercida sob inspeção judicial, e professores com o intuito de divulgar o ocorrências que envolvem alunos,
necessitando de prévia decretação da perda regimento escolar e as demais regras que professores e servidores da instituição
ou suspensão do pátrio poder. existem no ambiente da escola. educacional, cujo conteúdo pode subsidiar
Nos casos em que se evidenciem problemas a apuração de fatos que impliquem
48) Os pais ou os responsáveis têm acesso disciplinares, baixo rendimento escolar, baixa providências em âmbito administrativo ou
irrestrito às dependências da escola? freqüência, dentre outras demandas relativas aos disciplinar, ou mesmo encaminhamentos a
Todos podem entrar na escola, mas alunos, a instituição educacional deverá convocar serviços de proteção da criança e do
existem regras a serem cumpridas. Quem os pais ou responsáveis para relato e melhor adolescente.
Todos podem entrar na escola, mas existem regras a serem cumpridas.

Para tanto, o registro dos fatos deve ser Cooperação assinado com a Vara da 54) O que fazer se um aluno que estiver
feito de forma cuidadosa, observando-se a Infância e da Juventude, o que significa que cumprindo medida socioeducativa de
data, a hora do ocorrido, os envolvidos, o as escolas da rede pública de ensino são liberdade assistida se recusar a acatar as
contexto e demais informações obrigadas a receber as crianças e os normas ou se mostrar com freqüência
consideradas relevantes para a melhor adolescentes em conflito com a lei, passíveis incerta?
compreensão do caso. de sofrerem aplicação de medida A direção da instituição educacional
socioeducativa de prestação de serviços à deverá comunicar ao orientador do aluno
52) A escola é obrigada a receber os comunidade. e ao Minis tério Público, que tem a
apenados para cumprimento das penas As escolas somente devem receber responsabilidade atribuída pelos artigos
26 de restrição de direito? crianças e adolescentes para o cumprimento 118 e 119 do Estatuto da Criança e do
Sim. A lei nº 7.210, de 11 de julho de destas medidas, nunca criminosos Adolescente no caso do aluno estar sob
1984, que institui a Lei de Execução Penal, apenados. condição de Liberdade Assistida.
determina que: Nos casos de prestação de serviços à
Art. 149 - Caberá ao juiz da execução: 53) O aluno que estiver em cumprimento comunidade e na situação de
I - designar a entidade ou programa de medida socioeducativa de liberdade semiliberdade, a direção da escola deverá
comunitário ou estatal, devidamente assistida, semiliberdade ou prestando comunicar ao Ministério Público a
credenciado ou convencionado, junto serviços à comunidade, pode ser situação do aluno.
ao qual o condenado deverá identificado?
trabalhar gratuitamente, de acordo O artigo 94, inciso IV do Estatuto da 55) A polícia pode entrar na escola sem
com as suas aptidões. Criança e do Adolescente dispõe que as ser chamada?
Assim, verifica-se que é necessário um entidades que desenvolvem programas de Sim, com a devida autorização da
Termo de Ajuste de Cooperação (Convênio) internação têm a obrigação de preservar a direção da escola. Em casos de flagrante
assinado pelas partes para que a escola identidade do adolescente, mantendo em delito ou perseguição, a polícia pode
possa receber os apenados. arquivo próprio todas as informações que entrar na escola mesmo sem a prévia
A Secretaria de Estado de Educação do possibilitem sua identificação e a autorização.
Dis trito Federal tem um Termo de individualização do atendimento.
56) Quais operações policiais podem ser após o fato, deve-se registrar queixa na
realizadas dentro da escola e em seu Delegacia mais próxima da escola.
perímetro de segurança?
OPERAÇÃO E SCOLA L IVRE: consiste na 58) Pode haver segurança privada na
revista dos alunos com detectores de metais escola?
em busca de armas, na porta da escola. Sim, observando as normais legais que
OPERAÇÃO VARREDURA: consiste na revista disciplinam a seleção e contratação de
dos alunos com detectores de metais dentro serviços terceirizados de segurança, cujo
das salas de aula. procedimento é de responsabilidade do
OPERAÇÃO BLOQUEIO ESCOLAR: consiste em órgão central da Secretaria de Estado de 27
busca geral em locais de concentração de Educação do Distrito Federal.
pessoas no perímetro escolar como bares,
quiosques, lanchonetes e em veículos 59) Os diretores de escola podem dar
suspeitos. entrevistas à imprensa sobre problemas
OPERAÇÃO BLITZ ESCOLAR: é o somatório em suas escolas?
das operações anteriores. Sim. Os diretores das escolas da rede
OPERAÇÃO SATURAÇÃO: atenção especial pública de ensino são prepostos da
que é dada pela Segurança Pública a escolas Secretaria de Estado da Educação do
que apresentam um contexto de crise por Distrito Federal e podem receber a
motivos de violência ou criminalidade. imprensa, devendo informar previamente a
Assessoria Especial de Imprensa da SEDF.
57) O que fazer se a escola receber
ameaça de bomba?
O Batalhão Escolar deve ser
imediatamente comunicado para que as
providências imediatas sejam tomadas e,
A situação sugere a abordagem pedagógica, de modo transversal ou por meio de projetos
específicos, que contemple a temática da convivência, da diversidade, dos direitos humanos,
dentre outros afins, favorecendo o conhecimento, a reflexão e a vivência da cidadania.
IV – Sobre os alunos

“A educação deve contribuir não somente para a No âmbito legal, a agressão verbal No âmbito legal, sendo caracterizado crime
tomada de consciência de nossa Terra-Pátria, mas
(calúnia, difamação e injúria) são crimes contra a honra ou agressão física provocado
também permitir que esta consciência se traduza
em vontade de realizar a cidadania terrena.” contra a honra e como tal somente podem por aluno adolescente, jovem ou adulto, o
ser comunicados à autoridade policial e ao servidor tem a prerrogativa de registrar uma
Morin (Os Sete Saberes Necessários à Conselho Tutelar pela pessoa que se diz ocorrência policial ou queixa-crime, ficando
Educação do Futuro, 2001)
caluniada, difamada ou injuriada. No caso o aluno sujeito às punições previstas na
de criança ou de adolescente, a denúncia legislação especial ou no Código Penal.
60) O que fazer se um aluno agredir deverá ser feita por quem detém sua
verbal ou fisicamente um colega? guarda. 62) O que fazer se for detectado um aluno
28 Primeiramente, cabe à instituição A agressão física constitui lesão corporal com droga na escola?
educacional, por meio de seu corpo e deve ser comunicada, pelos pais ou O uso de drogas e seu tráfico são crimes
técnico, mediar a situação de agressão de responsáveis, às autoridades policiais no (artigos 28 e 33 da Lei 11.343/06). Se estas
modo a garantir a integridade física e caso de envolver criança ou adolescente ações tiverem como ator aluno menor de 18
emocional dos alunos. O registro no Livro (agredido ou agressor). anos, serão entendidos como atos infracionais
de Registro de Ocorrências da escola Caso a vítima de agressão ou acidente e deverão ser registrados na Delegacia da
subsidiará as providências a serem necessitar de atendimento médico, a direção Criança e do Adolescente e comunicados à
adotadas e favorecerá a melhor da escola deverá chamar, imediatamente, o família e ao Conselho Tutelar.
compreensão da situação em caso de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Campanhas e projetos preventivos ao uso
reincidência. A questão sugere, ainda, a (SAMU); comunicar à família da vítima e de drogas devem ser estimulados e oferecidos
abordagem pedagógica, d e modo acionar o Batalhão Escolar, que adotará as em todas as modalidades de ensino.
transversal ou por meio de projetos providências necessárias.
específicos, que contemple a temática da 63) O que fazer se um aluno se
convivência, da diversidade, dos direitos 61) O que fazer se um aluno agredir apresentar alcoolizado nas aulas?
humanos, dentre outros afins, verbal ou fisicamente um servidor? A embriaguez é contravenção penal
favorecendo o conhecimento, a reflexão e No âmbito pedagógico, prevalecem as (artigo 62 da Lei 3.688/41). Portanto, o
a vivência da cidadania. orientações apresentadas na questão supra. caso de um aluno embriagado é entendido
Uma vez evidenciado caso de bullying, ações de mediação devem ser adotadas entre os
envolvidos, bem como orientação aos alunos e estratégias pedagógicas que favoreçam o
exercício da valorização da diversidade e convivência escolar.

como ato infracional, devendo ser aos alunos e estratégias pedagógicas que demonstração de racismo por parte de
comunicado à família, ao Conselho Tutelar favoreçam o exercício da valorização da alunos adolescentes é ato infracional, cuja
local (se criança até 12 anos) ou registrado diversidade e convivência escolar. queixa deve ser registrada pelo responsável
na Delegacia da Criança e do Adolescente Visto que as crianças e adolescentes do aluno agredido na Delegacia da
(se aluno maior de 12 anos). A família deverá, vítimas do bullying tendem a ser afetados por Criança e do Adolescente, sendo uma ação
ainda, ser orientada a encaminhar o aluno sentimentos de ansiedade, medo e baixa auto- penal condicionada à iniciativa do
ao acompanhamento clínico e terapêutico estima, ressalta-se a necessidade de atenção agredido.
necessário, em articulação com a Secretaria do corpo docente da escola e, caso sejam
de Estado de Saúde. evidenciados sinais que apontem fragilidade 66) O que fazer se um aluno depredar o
emocional da vítima, a família deverá ser patrimônio escolar? 29
64) Como lidar com os casos de bullying? orientada a encaminhar a criança ou o Se um aluno menor de 18 anos causar
A escola deve tomar medidas para o adolescente ao devido acompanhamento danos materiais ou morais à escola ou aos
controle do bullying, que deverá envolver terapêutico. professores, com ameaças, agressões verbais
toda a comunidade escolar, de modo a ou físicas, quebrando propositalmente
contribuir para a construção de uma 65) Como agir em uma situação de equipamentos ou destruindo materiais, seus
Cultura de Paz na instituição educacional. demonstração explícita de racismo entre pais ou responsáveis responderão na esfera
Para tanto, deve-se difundir o significado alunos? civil pelos danos causados. Sendo maior de
do termo bullying e adaptar as atividades Primeiramente, cabe à instituição 18 anos, a responsabilidade é do próprio
pedagógicas da escola ao tema, educacional, por meio do seu corpo docente e aluno.
promovendo ações positivas de respeito e equipe técnica, orientar os alunos quanto à
valorização das diferenças e dos princípios questão e abordar, interventiva e 67) O que fazer diante de um furto
universais do respeito à igualdade e à preventivamente, temas relacionados à cometido por aluno?
dignidade humana. diversidade, direitos humanos, dentre outros Se o aluno for criança, a direção deve
Uma vez evidenciado caso de bullying, afins, de modo a favorecer a convivência escolar. comunicar à família ou ao Conselho Tutelar
ações de mediação devem ser adotadas No âmbito legal, o racismo, segundo a para ações interventivas de orientação
entre os envolvidos, bem como orientação Lei 7.716/89, é crime. Portanto, uma educativa disciplinar.
Se o aluno for adolescente, a direção deve 70) O que fazer se for percebido 72) O que fazer diante da denúncia de
comunicar à família e à Delegacia da Criança relacionamento amoroso entre alunos? assédio sexual dirigido a servidor
e do Adolescente para que, além das medidas As vedações constantes no artigo 42 do perpetrado por aluno?
socioeducativas, haja um inquérito policial Regimento Escolar não proíbem o O assédio sexual somente é caracterizado
nos termos da legislação especial, relacionamento amoroso no ambiente escolar. em situações em que os autores estão em
preservando, sempre, o caráter sigiloso com No entanto, o aluno não poderá ocupar-se, condições de subordinação hierárquica, o
relação à exposição do aluno. durante as aulas, com atividades não que não é o caso de um aluno em relação a
compatíveis com o processo de ensino e um servidor. Diante disso, a ação em questão
68) O que fazer diante de uma situação aprendizagem. No caso do relacionamento não fica caracterizada como crime de
30 de roubo praticado por alunos? ultrapassar os limites do bom senso e assédio, mas pode-se entender que o ato
Se o aluno for criança ou adolescente é manifestar atos libidinosos, fica caracterizado esteja tipificado no artigo 61 da Lei das
preciso acionar o Batalhão Escolar, que, por infração, sujeito aos procedimentos análogos Contravenções, como importunação
sua vez, se encarregará de conduzi-lo ao aos casos de furtos ou roubos. ofensiva ao pudor: “importunar alguém, em
órgão próprio, conforme a idade do aluno: lugar público, de modo ofensivo ao pudor”,
• Se menor de 12 anos: Conselho Tutelar 71) O que fazer se a escola tomar caso este que caberá registro de ocorrência
• Se adolescente: Delegacia da Criança e conhecimento de abuso sexual envolvendo na Delegacia da Criança e do Adolescente
do Adolescente alunos crianças ou adolescentes? e comunicação ao Conselho Tutelar local.
• Se adulto: Delegacia de polícia comum. A direção da instituição educacional
deverá comunicar à família, ao Conselho 73) O que fazer se a escola perceber que
69) O que fazer se for detectado um aluno Tutelar ou à Delegacia de Proteção à um aluno sofre maus-tratos?
armado na escola? Criança e ao Adolescente, conforme a idade, Em se tratando de criança ou
A direção da instituição educacional deve por se tratar de crime previsto no artigo adolescente, e por se tratar de crime (Art.
acionar, imediatamente, o Batalhão Escolar 173 do Código Penal Brasileiro, somado aos 136 do Código Penal Brasileiro), a direção
da Polícia Militar para a adoção das possíveis crimes de sedução e corrupção de da escola deverá procurar a Delegacia de
providências cabíveis, observando a idade do menores previstos nos artigos 217 e 218 do Proteção à Criança e ao Adolescente e
aluno. mesmo Código. registrar a ocorrência. Em seguida, deverá
Ressalta-se que é garantido ao aluno o amplo direito de defesa, com a presença dos pais
ou dos responsáveis, quando menor de idade.

procurar o Conselho Tutelar de sua região Nesse caso, se o aluno se sentir vítima inadaptação ao regime da instituição
e comunicar os fatos. Estas providências de assédio moral, deverá registrar o fato educacional, quando o ato for
estão preconizadas na Lei 8.069, o ECA, na Delegacia Policial ou mesmo fazer aconselhável para a melhoria do
em seu artigo 13, consubstanciados com os queixa-crime ao Ministério Público ou desenvolvimento do aluno, da garantia
artigos 5º, 17 e 18. Poder Judiciário. Trata-se de uma ação de sua segurança ou de outros.
Art. 13. Os casos de suspeita ou penal condicionada à iniciativa da vítima O professor poderá aplicar a sanção
confirmação de maus-tratos contra ou dos seus responsáveis, se menor. prevista no inciso I do artigo citado, e ao
criança ou adolescente serão Diretor da instituição educacional cabe a
obrigatoriamente comunicados ao 75) Quais medidas disciplinares podem aplicação das sanções contidas nos demais
Conselho Tutelar da respectiva ser adotadas pela escola junto ao aluno? incisos. A transferência por inadaptação ao 31
localidade, sem prejuízo de outras O artigo 44 do Regimento Escolar das regime escolar só é aplicada por deliberação
providências legais. Instituições Educacionais da Rede Pública do Conselho de Classe ou da Comissão de
de Ensino do Distrito Federal descreve: Professores. A escola deverá registrar as
74) Pode existir assédio moral de um Art. 44. O aluno, pela inobservância sanções aplicadas em ata e na ficha
professor em relação a um aluno? das normas contidas neste Regimento, individual do aluno.
Por extensão, pode existir. O assédio e conforme a gravidade e/ou Ressalta-se que é garantido ao aluno o
moral é definido pela lei 2.949/2002 como reincidência das faltas, está sujeito às amplo direito de defesa, com a presença dos
uma ação executada por um chefe que seguintes sanções: pais ou dos responsáveis, quando menor de
humilha sistematicamente um subordinado. I – advertência oral; idade.
Apesar de não haver uma relação de II – advertência escrita;
hierarquia formal entre professor e aluno, III – suspensão, com tarefas
existe uma relação de poder que é escolares, de, no máximo, 3 (três) dias
tacitamente reconhecida, portanto a Justiça letivos, e/ou com atividades
pode interpretar a humilhação imposta a alternativas na instituição
um aluno pelo professor como sendo assédio educacionais;
moral. IV – transferência por comprovada
V – Sobre os Servidores

“Para formar um aluno ‘homem-cidadão’, capaz Regional de Ensino, a qual adotará, pela orientação da direção da escola, deverá ser
de usufruir seus direitos individuais e assumir as unidade própria, todas as providências solicitada a abertura de processo sindicante.
responsabilidades dos seus deveres para com o
coletivo, é preciso um professor ‘profissional-
relativas à instrução prévia.
cidadão’,capaz do exercício da consciência Ressalta-se a necessidade de a direção 79) O que fazer se um servidor entrar
crítica e do domínio efetivo do saber que fundamentar as suspeitas com com drogas na escola?
socializa na escola.” argumentação social e psicológica; de Nesse caso o Batalhão Escolar deverá ser
Ministério da Educação, Brasil (Saberes e comunicar formalmente os pais ou chamado para adoção das providências e
Práticas da Inclusão: a bidirecionalidade do responsáveis sobre o ocorrido e as condução do servidor à Delegacia de Polícia
processo de ensino e aprendizagem, 2003) providências adotadas; bem como zelar da circunscrição. Além disso, a escola deverá
32 pela integridade do aluno e do servidor. registrar o fato no Livro de Registro de
76) Qual direito tem a servidora que Caso a vítima de agressão ou acidente Ocorrências e solicitar a abertura de
estiver em situação de violência necessitar de atendimento médico, a direção processo sindicante que, durante a
doméstica e familiar? da escola deverá chamar, imediatamente, o instauração prévia, deverá ser verificado se
A Lei nº 11.340 de 7 de agosto de 2006, a Serviço de Atendimento Móvel de Urgência trata-se de servidor com dependência
Lei Maria da Penha, garante às mulheres que (SAMU); comunicar à família da vítima e química. Caso constatado ser o servidor
estejam em situação de violência doméstica e acionar o Batalhão Escolar, que adotará as dependente químico, o mesmo deverá ser
familiar acesso prioritário à remoção, para providências necessárias. encaminhado à Diretoria de Perícia Médico-
preservar sua integridade física e psicológica. Odontológica desta Secretaria de Estado de
78) O que fazer com servidores que Educação para acompanhamento.
77) Que providências devem ser tomadas fumam na escola? Ressalta-se, ainda, que a Lei nº 11.343,
no caso de um servidor agredir, verbal ou Fumar na escola é proibido pela Lei de 23/08/06, prevê penas para o usuário e
fisicamente, um aluno criança ou Distrital nº 1.162/96, como especificado em para o traficante de drogas ilegais,
adolescente, ou um colega? seu inciso II; e pelo artigo 2º § 1º da Lei determinando aumento nessas penas se o
A direção da escola deverá solicitar a Federal nº 9.294/96. Portanto a direção crime for praticado por alguém que
instauração de um processo de sindicância, deve orientar o servidor que fumar na escola desempenha, dentre outros, a missão de
que tem caráter investigativo, junto à Diretoria é proibido. Em casos de não observância da educação e se for cometido nas
dependências ou imediações de 81) O que fazer se um servidor se • Esteja alerta a mudanças adversas no
estabelecimentos de ensino. apresentar para trabalhar sob efeito de desempenho do trabalho e na conduta;
álcool e/ou outras drogas? • Documente todas as ocorrências de mau
80) O que fazer quando a escola suspeitar Caso o servidor apresente-se sem desempenho, falta ao trabalho e
que um servidor está abusando de álcool condição de desempenho laborativo, condutas inaceitáveis, utilizando estas
e/ou outras drogas? evidenciando sinais que indiquem estar sob anotações quando for falar com o
A direção da instituição educacional deverá efeito de substâncias - tremores, hálito ou servidor;
encaminhá-lo ao Programa de Apoio ao suor etílico, fala arrastada, perda de • Converse com o servidor sobre o declínio
Dependente Químico (PADQ), da Diretoria de equilíbrio, alteração de humor e de de seu desempenho e mantenha a
Perícia Médico-Odontológica, desta Secretaria comportamento – a direção da instituição discussão baseada nos fatos. Opine 33
de Estado de Educação, que irá sensibilizá-lo educacional deverá orientá-lo a retornar à apenas sobre o desempenho, não tente
e orientá-lo quanto à dependência química, sua residência e encaminhá-lo para inspeção diagnosticar o problema;
encaminhando-o para tratamento. O PADQ médica (conforme art. 8º § 7º do Decreto • Avalie em conjunto com o servidor os
também orientará a chefia imediata do servidor, 29.021 de 02 de Maio de 2008). É prejuízos ao seu trabalho e ao contexto
visto que este desempenha papel fundamental importante que o episódio seja registrado no laborativo e esclareça as conseqüências;
no processo de recuperação da saúde física/ Livro de Registro de Ocorrências da escola • Registre as faltas não justificadas na folha
mental do servidor, particularmente, na e que o servidor seja informado sobre o de ponto do servidor, sem negociá-las por
identificação precoce do problema, na registro efetuado. abonos, folgas ou férias. Evite agir com
abordagem do servidor, no encaminhamento paternalismo;
ao PADQ e na reinserção deste ao ambiente 82) O que pode ser feito a fim de se evitar • Encaminhe o servidor ao Programa de
laborativo após o tratamento especializado. futuras dificuldades com os servidores Apoio ao Dependente Químico (PADQ).
Ressalta-se que podem ser indícios de uso dependentes químicos? Enfatize que a ajuda é possível e
de substâncias químicas: hálito etílico, • Assegure-se de que cada um de seus disponível;
tremores, fala “arrastada”, olhos vermelhos, servidores compreende qual o tipo de • Caso o servidor apresente resistência
mudança de humor e comportamento e desempenho, assiduidade e regras são ao encaminhamento, lembre-o sobre as
aparência descuidada. exigidas no ambiente de trabalho; medidas disciplinares a que está
É importante que a problemática do servidor em relação à dependência química seja
tratada dentro da ética, em conformidade com os direitos humanos e com respeito à sua
integridade pessoal.

sujeito se não cumprir com suas e solicitar abertura de processo sindicante. 86) O que fazer se um servidor estiver
responsabilidades funcionais; Se o ato racista for contra aluno menor de mantendo relacionamento amoroso com
• É importante que a problemática do 18 anos a queixa deverá ser apresentada à aluno menor de 18 anos?
servidor em relação à dependência Delegacia de Proteção à Criança e ao A direção da escola deverá,
química seja tratada dentro da ética, em Adolescente e comunicada aos pais ou primeiramente, chamar o servidor para
conformidade com os direitos humanos e responsáveis. verificação do fato e alertá-lo quanto às
com respeito à sua integridade pessoal. sanções a que o mesmo está sujeito frente
84) O que fazer diante de um roubo ou à legislação vigente. Sendo verificada a
83) O que fazer se um servidor manifestar furto cometido por um servidor? procedência das denúncias, a escola deverá
34 atitudes racistas? A direção deve comunicar à delegacia apresentar o servidor à Diretoria Regional
Tal ação aponta a necessidade da criação mais próxima, registrar a queixa e solicitar de Ensino, mediante exposição de motivo,
de mecanismos de discussão, junto aos a abertura de processo sindicante para que instaurará processo sindicante. A escola
docentes, sobre temas como racismo, direitos apuração de fatos. deverá tomar todas as providências no
humanos, diversidade, dentre outros, sentido de preservar a integridade física e
abordando-os com o enfoque pedagógico 85) O que fazer se um servidor entrar moral dos alunos, em perfeita sintonia com
necessário à promoção de reflexão e mudança armado na escola? a família.
de condutas no âmbito educacional. A direção da instituição educacional
No âmbito legal, verifica-se que “serão deverá chamar o Batalhão Escolar da 87) O que fazer diante de uma denúncia
punidos, na forma desta Lei, os crimes Polícia Militar para a adoção das de assédio sexual por parte de servidor
resultantes de discriminação ou preconceito providências cabíveis, inclusive a condução contra aluno?
de raça, cor, etnia, religião ou procedência do servidor à Delegacia de Polícia. Não se A direção da escola deverá,
nacional” (Art. 1º da Lei 7.716/89 – a Lei deve tentar desarmá-lo por conta própria, primeiramente, chamar o servidor para
do Racismo). No caso de alguma ação do visto que pode criar riscos para os presentes verificação do fato e alertá-lo quanto às
servidor ser tipificada como violação do na escola. A direção deverá, também, sanções a que o mesmo está sujeito frente à
caput do artigo citado, a direção deverá solicitar a abertura de um processo legislação vigente. Sendo verificada a
apresentar queixa à delegacia mais próxima administrativo disciplinar. procedência das denúncias, a escola deverá
O servidor assediado poderá procurar a Delegacia de Polícia para registrar ocorrência
ou fazer queixa-crime ao Poder Judiciário. Este caso também trata-se de ação penal
condicionada à representação da vítima.

apresentar o servidor à Diretoria Regional sendo entendido por uma das partes que foi
de Ensino, mediante exposição de motivo, vítima de crime contra a honra, este deverá
que instaurará processo sindicante. A escola procurar a Delegacia de Polícia, o
deverá tomar todas as providências no Ministério Público ou o Poder Judiciário
sentido de preservar a integridade física e para o registro da queixa-crime. Este caso
moral dos alunos, em perfeita sintonia com trata-se de ação penal condicionada à
a família. representação da vítima.
Se for caracterizado o assédio sexual
88) O que fazer diante da denúncia de contra outro servidor, a direção da escola
assédio sexual de servidor contra deverá comunicar à Diretoria Regional de 35
servidor? Ensino, que instaurará processo sindicante.
Esta questão requer cuidado por parte O servidor assediado poderá procurar a
da direção por causa da redação do artigo Delegacia de Polícia para registrar
216-A da Lei 10.224/01, do assédio sexual, ocorrência ou fazer queixa-crime ao Poder
assim transcrito: Judiciário. Este caso também trata-se de
Art. 216-A. Constranger alguém com ação penal condicionada à representação
o intuito de obter vantagem ou da vítima.
favorecimento sexual, prevalecendo-
se o agente da sua condição de
superior hierárquico ou ascendência
inerentes ao exercício de emprego,
cargo ou função.
Vemos, assim, que para existir assédio é
necessário que haja uma ascendência entre
o assediador e o assediado. No caso de dois
servidores na mesma escala hierárquica,
VI – Violência Sexual contra Mudanças de comportamento podem indicar se uma criança ou
adolescente está vivendo em situação de violência.
Criança e Adolescente
Como Identificar e Proceder
“Uma proposta de educação para a paz deve familiar, também conhecida como violência 92) Como perceber que a criança ou o
sensibilizar os educandos para novas formas de sexual doméstica ou intrafamiliar, na qual o adolescente está sendo violentado?
convivência baseadas na solidariedade e no
afeto é erotizado, levando a dano. Como Mudanças de comportamento podem
respeito às diferenças, valores essenciais na
formação de cidadãos conscientes de seus direitos decorrência, pode se estabelecer um pacto indicar se uma criança ou adolescente está
e deveres e sensíveis para rejeitarem toda a de silêncio e de cumplicidade, surgindo o vivendo em situação de violência. Os sinais
forma de opressão e violência.” sentimento de medo, angústia e culpa por físicos, quando presentes, são mais fáceis
Ministério da Educação, Brasil (Educação parte das vítimas. de serem percebidos. Não se pode
Inclusiva: fundamentação filosófica, 2004) considerar isoladamente nenhum desses
91) Qual o perfil da vítima de violência efeitos ou sinais, devendo-se sempre
36 89) Qual é a forma de expressão da sexual? avaliar se é eventual ou sistemático, como
violência ou abuso sexual? Pode acontecer tanto com meninos também a etapa de desenvolvimento
São várias as formas de manifestação quanto com meninas. As estatísticas psicossocial em que se encontra a criança
da violência sexual, podendo ser: nacionais e internacionais demonstram ou o adolescente.
• Com penetração: coito anal, coito oral ou que as vítimas são, em sua maioria, do sexo
coito vaginal. feminino, e os agressores do sexo 93) Quais são os efeitos mais imediatos?
• Sem penetração: toques impudicos masculino. Mudança do comportamento e humor
(manipulação dos órgãos genitais), beijos, Embora a violência também ocorra (choro, inquietação, tensão, recusa ou
masturbação, pornografia, produção de com meninos, o que observamos é uma excesso de alimentação, apatia,
fotos, exibicionismo, telefonemas maior subnotificação dos casos. Na agressividade). Sentimento de vergonha,
obscenos, que dificilmente deixam violência sexual doméstica, o tipo mais culpa, ansiedade, medo, raiva, isolamento,
vestígios no corpo das vítimas; e a comum é o incesto pai-filha. Na sono perturbado, pesadelos freqüentes,
exploração sexual comercial. exploração sexual também observamos suores e agitação noturna, infecção urinária,
um maior número de homens na condição dor abdominal, hemorragia vaginal ou retal,
90) Onde a violência sexual pode ocorrer? e exploradores e de meninas na condição secreção vaginal ou peniana, dificuldade
Pode ocorrer em todos os lugares e de exploradas. para caminhar, escoriações, equimoses,
situações, mas geralmente ocorre no âmbito edemas e infecções/doenças sexualmente
transmissíveis também são sintomas 95) Como abordar a criança ou o “rodeios” para abordar o assunto.
observados. adolescente que relata sofrer abuso sexual? 5. Não demonstre ansiedade nem
Ressalta-se, contudo, que qualquer um A abordagem é fundamental para quebrar curiosidade. Não entre em detalhes sobre
destes sintomas de forma isolada não a barreira que a criança ou o adolescente a violência sofrida e não faça a criança
configura, necessariamente, abuso, devendo- constrói em situações de abuso. Se a escola repetir inúmeras vezes a sua história.
se ter a percepção e o cuidado de se decidir abordar a criança antes de efetivar a 6. Pergunte o mínimo possível e não
contextualizar os acontecimentos antes de denúncia às autoridades constituídas, deve conduza a conversa com perguntas
serem providenciadas as medidas pertinentes. procurar a ajuda de instituições que sugestivas. Deixe-a expressar-se com
desenvolvam trabalhos de proteção à criança, suas próprias palavras.
94) Quais são os efeitos evidenciados em assim como profissionais capacitados, como 7. A linguagem deve ser simples e clara 37
médio e longo prazos? os psicólogos escolares ou os orientadores para que a criança ou o adolescente
Comportamento autodestrutivo, educacionais. entenda o que está sendo falado ou
ansiedade, timidez em excesso, medo de ficar Os passos: perguntado.
sozinho, tristeza e choro sem razão aparente, 1. Busque um ambiente tranqüilo e seguro. 8. Reitere que a criança ou o adolescente
baixa auto-estima, dificuldade em acreditar A criança deve ser abordada sozinha, por não tem culpa do ocorrido e que realizar
em outras pessoas, interesse precoce por respeito à sua privacidade. o relato é a coisa certa a ser feita.
brincadeiras sexuais e/ou erotizadas, 2. Ouça a criança sem permitir interrupções 9. A transmissão de apoio e de
inibição sexual, masturbação visível e externas, para não fragmentar o processo solidariedade por meio de contato físico
continuada, vestimenta inadequada para a de descontração e de confiança. somente deve ser feita se a criança ou
idade, conduta sedutora, dificuldade em 3. Leve a sério tudo que for dito. O abuso adolescente assim o permitir.
adaptar-se à escola, fuga do lar, rebeldia sexual envolve medo, culpa e vergonha. 10. Não trate a criança ou o adolescente
excessiva, gravidez precoce, uso de álcool ou Não critique nem duvide da criança, mas como “coitadinho”, mas sim com
drogas, automutilação, exploração sexual ou demonstre interesse por ela. dignidade e respeito.
prostituição, depressão crônica e tentativa 4. Demonstre calma, pois atos extremos 11. Proteja, sempre, a identidade da criança
de suicídio são sintomas observados em podem aumentar a sensação de culpa. ou do adolescente. Este é um
médio e longo prazos. Não demonstre insegurança fazendo compromisso ético profissional.
A abordagem do tema Orientação Sexual, previsto nos Parâmetros Curriculares
Nacionais (1997), de modo transversal e interdisciplinar, favorece a transmissão de
informações e a problematização de questões relacionadas à sexualidade.

96) Como a escola deve proceder em direitos fundamentais e nos direitos da cidadania, a direção da escola deverá, em
relação à família de uma criança ou de cidadania. casos de evidência de discriminação,
um adolescente que relata sofrer abuso Para suprir a ausência, no ordenamento orientar o aluno a procurar a Delegacia de
sexual? jurídico brasileiro, de garantias expressas de Proteção à Criança e ao Adolescente e o
A providência mais pertinente é entrar em combate à discriminação da orientação sexual, Conselho Tutelar e, no caso de o servidor
contrato com a família assim que a escola foi criado o Brasil sem homofobia, como base ser vítima de discriminação, orientá-lo a
tomar conhecimento da denúncia. Contudo, fundamental para ampliação e fortalecimento registrar queixa na Delegacia de Polícia.
nos casos nos quais o agressor é um familiar do exercício da cidadania, uma vez que fica
ou alguém próximo à família, pode não ser claro, com base no Programa, que enquanto 98) O que e a escola pode fazer para
38 conveniente alertá-la para que a investigação existirem cidadãos cujos direitos prevenir a violência sexual e orientar as
não fique prejudicada. A escola deve entrar fundamentais não sejam respeitados por crianças e adolescentes?
em contato com familiares não-agressores razões relativas à discriminação por A abordagem pedagógica de temas
com a devida indicação e autorização da orientação sexual, raça, etnia, idade, credo relacionados ao assunto mostra-se
criança ou do adolescente. religioso ou opinião política, não se poderá fundamental à aprendizagem da dimensão
O Conselho Tutelar da região deverá ser afirmar que a sociedade brasileira seja justa, ética que o tema contempla. A abordagem
comunicado das suspeitas e poderá orientar igualitária, democrática e tolerante do tema Orientação Sexual, previsto nos
a escola quanto aos procedimentos que (resposta baseada na dissertação de Parâmetros Curriculares Nacionais (1997),
deverá assumir. O Conselho poderá, ainda, Mestrado Adoção por Casal Homossexual de modo transversal e interdisciplinar,
comparecer na escola para entrevistar o - Princípios Constitucionais e Garantia dos favorece a transmissão de informações e a
aluno em questão, de forma discreta, para Direitos da Cidadania de Heveraldo Galvão, problematização de questões relacionadas
garantir a sua privacidade. mestre em Direito pela Universidade de à sexualidade, incluindo posturas, crenças,
Ribeirão Preto). tabus e valores a elas associados, enfocando-
97) Como proceder nos casos de Além da abordagem pedagógica de se a dimensão sociológica, psicológica e
homofobia na escola? temas coadunados aos direitos humanos, à fisiológica da sexualidade.
A liberdade de orientação sexual está diversidade, dentre outros, de modo a
embasada nos princípios constitucionais, nos promover a reflexão e a prática da
VII – Notificação e Encaminhamento

“A educação formal e a não-formal são 100) O que é notificação? envolvendo suspeita ou confirmação
ferramentas indispensáveis para desencadear e
Notificar é informar os órgãos de maus–tratos contra criança ou
promover processos duradouros de construção
de paz, da democracia e dos diretos humanos; competentes sobre um crime/contravenção/ adolescente:
entretanto, isoladamente, elas não podem ato infracional. Pena - multa de 3 (três) a 20 (vinte)
fornecer soluções para a complexidade, as A legislação determina que todo cidadão, salários de referência, aplicando-se o
tensões e, até mesmo, as contradições do ao tomar conhecimento de qualquer tipo de dobro em caso de reincidência.
mundo atual.”
violação de direitos da criança e do
UNESCO (46ª Conferência Internacional adolescente, deve notificar os órgãos 101) Como proceder as notificações de
de Educação, 2003). competentes. abuso e para onde encaminhá-las?
Professores e demais profissionais da As notificações podem ser feitas: 39
99) Por que se deve fazer ocorrência escola têm a obrigação legal de fazê-lo, • Por telefone: aos Conselhos Tutelares,
policial quando forem constatados conforme estabelece o Estatuto da Criança Delegacias de Proteção à Criança e ao
ilícitos na escola? e do Adolescente: Adolescente ou Disque Denúncia;
Atos infracionais, contravenções e crimes Art. 13 – Os casos de suspeita ou • Por escrito: relatório às autoridades
devem ser apurados pelas autoridades confirmação de maus-tratos contra competentes com o nome completo do
competentes para que haja a criança ou adolescente serão aluno, data de nascimento, filiação,
responsabilização dos culpados. As obrigatoriamente comunicados ao endereço residencial e série que cursa,
investigações e o julgamento não são Conselho Tutelar da respectiva no qual a escola explica o que foi
funções da escola. O registro das localidade, sem prejuízo de outras apurado, registrando-se o máximo de
ocorrências de ilícitos contribui para que providencias legais. informações possível;
não haja impunidade, o que irá influir no Art. 245 – Deixar o médico, professor • Visita aos órgãos competentes: a direção
índice de violência da escola. ou responsável por estabelecimento de da escola vai ao Conselho Tutelar ou à
No caso de violência contra a criança atenção à saúde e de ensino Delegacia de Proteção à Criança e ao
ou o adolescente, o registro da ocorrência fundamental, pré-escola ou creche, de Adolescente – acompanhada ou não da
pode contribuir para interromper o ciclo da comunicar à autoridade competente os criança ou do adolescente – e relata o
violência contra as vítimas. casos de que tenha conhecimento, ocorrido;
• Atendimento na escola: a escola solicita porém estes se complementam. As ligações recebidos por estes serviços de emergência
que representantes dos órgãos para o 181 têm caráter sigiloso. são oriundos das escolas e coincidem com
competentes compareçam à instituição O número 192 é o do Serviço de os horários dos recreios, de entrada e de
educacional para entrevistar a criança Atendimento Móvel de Urgência (Samu), saída. A direção deve ficar atenta para
ou o adolescente envolvido. programa de prestação de socorro à evitar estes fatos, sensibilizando e
população em casos de emergência. O aconselhando os alunos, proibindo essa ação
102) Em que situação se deve ligar para serviço funciona 24 horas com equipes de em sua escola, bem como desenvolvendo
o 190, para o 181, para o 192 e para o profissionais de saúde que atendem às campanhas para o enfrentamento desse
193? urgências de natureza traumática, clínica, problema.
40 O 190 é destinado ao atendimento nas pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de
situações de urgências policiais: saúde mental da população. O Samu realiza 103) Em que circunstância a Delegacia
– alguém que foi vítima da ação de o atendimento de urgência e de emergência de Proteção à Criança e ao Adolescente
marginais; em qualquer lugar. (DPCA) deve ser procurada?
– alguém que está em situação de risco ou O número 193 é do Corpo de Bombeiros Quando a vítima de uma violência, crime/
– para repassar informações relativas a e deve ser acionado para atendimento em contravenção ou ato infracional for uma
ação de marginais. situações de princípio de incêndios em criança ou adolescente, o fato deve ser
O 181 é o Disque-Denúncia, serviço edificações e em matas, acidentes físicos comunicado à DPCA. O Conselho Tutelar
destinado à sociedade no combate ao crime com pessoas e acidentes automobilísticos. local também deve ser informado.
e à violência no Distrito Federal e entorno. Observação: Os serviços acima são
O serviço pode ser utilizado para denúncia vítimas de muitos trotes e a escola pode 104) O que fazer se não houver uma
de tráfico de drogas ou de armas; de fugitivos contribuir para minimizá-los. As estatísticas Delegacia da Criança e do Adolescente
da justiça; de assaltos a bancos, a empresas, oficiais mostram que os telefones públicos próxima à escola?
ou a residências; de ameaças; de seqüestros; nas escolas estão sendo utilizados para O ato infracional praticado por criança
de estelionato; de violência familiar, dentre passar trotes para os números de ou adolescente deve ser comunicado à
outras ações ou práticas de violência. O emergência da polícia, dos bombeiros e do Delegacia da Criança e do Adolescente
serviço 181 não substitui o serviço 190, Samu. Um número significativo dos trotes (DCA). Caso a escola se localize em uma
Caso a escola se localize em uma região longe de uma DCA, pode-se fazer o registro da
ocorrência em uma delegacia comum.

região longe de uma DCA, pode-se fazer o • FALTA DE PERCEPÇÃO DAS SITUAÇÕES DE ABUSO: fantasiosas e inverídicas, carecendo de
registro da ocorrência em uma delegacia muitos educadores não estão orientados subsídios que ofereçam segurança à
comum e destacar sempre que o autor do para a identificação dos sinais de abuso. defesa dos educadores.
ato ilícito é uma criança ou um adolescente. Alguns chegam a suspeitar, mas não
O Conselho Tutelar local deve ser informado. sabem como abordar a criança, como
fazer a denúncia ou mesmo a quem
105) O que fazer se um aluno relatar uma recorrer.
situação de abuso? • MEDO DE SE ENVOLVER EM COMPLICAÇÕES:
É importante deixar claro para o aluno muitos educadores e autoridades
que a escola irá ajudá-lo e como irá fazê- escolares têm medo de complicações com 41
lo. Isto permitirá que o aluno sinta as famílias da criança ou com o agressor.
confiança na escola e na autoridade, o que A escola pode pedir proteção policial em
permitirá que ele participe das decisões casos de ameaça.
quanto aos próximos passos com clareza • FALTA DE CREDIBILIDADE NA POLÍCIA E NA
das implicações de cada um deles. JUSTIÇA: algumas pessoas não acreditam
na eficiência do registro da ocorrência
106) Por que alguns educadores, mesmo como forma de proteger a criança e na
sabendo ser obrigação legal, não ação da Justiça em punir o agressor.
notificam às autoridades as suspeitas ou Muita impunidade que existe é
ocorrências de violência, em especial a exatamente por falta de denúncia. Não
violência sexual? denunciar cria um círculo vicioso que
Existem diversas causas que explicam retro-alimenta a própria tese de não
essa omissão: denunciar. É preciso quebrar este círculo.
• RESISTÊNCIA PSICOLÓGICA E EMOCIONAL: alguns • FALTA DE CONFIANÇA NA PALAVRA DA SUPOSTA
educadores vivenciaram situações idênticas VÍTIMA: por serem crianças e adolescentes,
e, inconscientemente, resistem relembrar. as falas são por vezes consideradas
VIII – Algumas Ações Escolares
Preventivas da Violência e
Promotoras da Cultura de Paz
“Sendo que as relações sociais efetivamente Conforme anteriormente abordado, a existentes e das condições ambientais
vividas, experienciadas, têm influência decisiva Cultura de Paz é construída nas ações e promotoras de sua transformação. Para
no processo de legitimação das regras, se o
interações cotidianas, envolvendo as tanto, as instituições educacionais devem
objetivo é formar um indivíduo respeitoso das
diferenças entre pessoas, não bastam belos relações consigo, com o outro e com o tornar-se locais de exercício de tolerância,
discursos sobre esse valor: é necessário que ele ambiente, caracterizando um movimento ética, respeito pelos direitos humanos,
possa experienciar, no seu cotidiano, esse não reduzido ao combate às violências já prática da democracia e aprendizagem
respeito, ser ele mesmo respeitado no que tem instaladas, mas ampliado à promoção das sobre a diversidade e sobre a riqueza das
de peculiar em relação aos outros. Se o
ações pacíficas. identidades culturais (Gomes, 2001),
objetivo é formar alguém que procure resolver
conflitos pelo diálogo, deve-se proporcionar um Por essa razão, esse capítulo objetiva cujos aspectos são transmitidos pelos
42 ambiente social em que tal possibilidade exista, o compartilhamento de algumas ações que professores, pelos servidores, pelos livros
onde possa, de fato, praticá-lo. Se o objetivo é tendem a prevenir a violência e a didáticos, pela organização institucional,
formar um indivíduo que se solidarize com os promover a Cultura de Paz no contexto pelas formas de avaliação e pelos
outros, deverá poder experienciar o convívio
escolar. Cientes de que a violência comportamentos dos próprios alunos,
organizado em função desse valor. Se o
objetivo é formar um indivíduo democrático, é representa fenômeno multicausal que correspondendo ao currículo – formal e
necessário proporcionar-lhe oportunidades de clama por intervenções em todas as oculto – da instituição escolar.
praticar a democracia, de falar o que pensa e esferas sociais, a educação permite As ações apresentadas abrangem as
de submeter suas idéias e propostas ao juízo compreender que todos fazem parte do instituições educacionais das diferentes
de outros. Se o objetivo é que o respeito
problema, mas também da solução modalidades de ensino e implicam na co-
próprio seja conquistado pelo aluno, deve-se
acolhê-lo num ambiente em que se sinta (Perrenoud, 2005). responsabilização de todo o corpo
valorizado e respeitado. Em relação ao Assumindo-se como agente de escolar. Certamente, novas ações poderão
desenvolvimento da racionalidade, deve-se transformação social e como palco ser adicionadas às apresentadas, e espera-
acolhê-lo num ambiente em que tal faculdade privilegiado de negociações culturais e de se que assim ocorra, de modo a ampliar
seja estimulada. A escola pode ser esse lugar.
desenvolvimento humano, a instituição as possibilidades de ação dos
Deve sê-lo.”
educacional pod e aproximar-s e ou competentes gestores que lograrão êxito
Ministério da Educação, Brasil afastar-se dos preceitos de paz e valores na construção da Cultura de Paz nas
(Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).
sociais, a depender das construções já escolas.
Cientes de que a violência representa fenômeno multicausal que clama por intervenções
em todas as esferas sociais, a educação permite compreender que todos fazem parte do
problema, mas também da solução. (Perrenoud, 2005)

⇒ Enfatize junto aos educandos a ⇒ Estimule a abordagem de temas transversais espaço que compõem a experiência
necessidade da construção do coadunados às temáticas da paz. educativa, ensinam valores, atitudes,
conhecimento e da valorização do estudo Direitos humanos, diversidade, cidadania, conceitos e práticas sociais.
como prática de desenvolvimento. valores, responsabilidade social, democracia,
A paz e o exercício da cidadania só ética, tolerância, justiça, dignidade e ⇒ Insira na Proposta Pedagógica da
podem existir com o conhecimento da solidariedade perpassam todas as disciplinas e instituição educacional atividades e
realidade circundante. O conhecimento dão-lhes sentido no processo de contextualização projetos que contemplem a temática da
favorece o exercício da cidadania e fortalece dos conteúdos à realidade dos educandos. Cultura de Paz na escola.
o educando diante das questões sociais. Um bom projeto que vise à Cultura de Paz
⇒ Apresente aos educandos personalidades na escola deve ter como características, 43
⇒ Explique a dimensão ética dos avanços e modelos sociais que transformaram segundo Noleto (2003), a construção
científicos e tecnológicos. e transformam o contexto social local, participativa (expressando o desejo de todos
Os progressos do conhecimento encontram- nacional ou internacional para melhor. os envolvidos), a flexibilidade (permitindo
se comprometidos quando não associados ao O bom exemplo pode e deve ser adequações ao longo do processo), a coerência
exercício dos direitos humanos e à prática da incentivado, visto que “não é possível (...) (por meio de etapas alinhadas aos objetivos e
responsabilidade social. A ciência articulada à educar para a paz, se não educando a partir filosofia do projeto), a clareza (permitindo a
consciência ética e cidadã promove o da paz” (Callado, 2004, p.42). compreensão por todos) e a operacionalidade
desenvolvimento individual e coletivo. (podendo ser realizado e avaliado).
“Não basta ensinar a pensar, nem apenas ⇒ Organize meios de oferecer ensino de
numa escala nacional. Mais do que nunca, é qualidade a todos os educandos. ⇒ Demonstre atenção à saúde e à auto-
preciso unir pensamento, sentimento e ação Os Parâmetros Curriculares Nacionais estima dos alunos, do corpo docente e
numa educação que tem os valores como (Brasil, 1997) afirmam que “a qualidade do demais servidores, promovendo espaço
núcleos. Os valores de tolerância, paz, igualdade, ensino é condição necessária à formação para o desenvolvimento da qualidade de
respeito à diversidade e outros precisam estar moral de seus alunos” (p.79), visto que as vida de toda a comunidade escolar.
presentes em palavras e exemplos.” (Gomes, opções didáticas, os métodos, bem como a A atenção à saúde física e emocional da
2001, p.52) organização das atividades, do tempo e do comunidade escolar aponta a necessidade do
“A matéria mais difícil da escola não é a matemática ou a biologia; a convivência, para
muitos alunos e de todas as séries, talvez seja a matéria mais difícil de ser aprendida”.
(Fante, 2005, p.91)

resgate da auto-estima como condição ⇒ Esteja alerta às formas e à eficácia da para o diálogo das diversidades, peça-chave
essencial para o êxito do processo educacional comunicação no espaço escolar junto aos para a construção de uma democracia da
e como processo básico para desarmar alunos, professores e servidores. diversidade que supõe um profundo respeito
violências e promover projetos de vida positivos A diversidade da comunidade escolar exige às raízes de cada comunidade cultural.”
aos educandos. Dentre as ações, destacam-se habilidade e cuidados na prática da (Noleto, 2003, p.147)
os projetos e as oficinas de promoção de comunicação, visto que seus integrantes “são
qualidade de vida com enfoque na saúde física divergentes na origem social, na bagagem ⇒ Ofereça aos educandos atividades dentro
(com orientações nas áreas de fonoaudiologia, cultural, na renda familiar, na etnia, na e fora de sala de aula que favoreçam o
nutrição, fisioterapia, educação física, dentre expectativa de futuro, na escolaridade dos trabalho em equipe e o exercício de
44 outras) e emocional (com orientações nas pais, nos valores éticos, na maneira de se posturas cooperativas.
áreas de psicologia, terapia ocupacional, dentre relacionar com o mundo a sua volta. Se antes A intolerância, a ausência de parâmetros
outras), bem como no estabelecimento de a escola não necessitava preocupar-se com o que orientem a convivência pacífica e a falta
rotinas diárias que favoreçam a prática dos processo de comunicação, uma vez que os de habilidade para resolver conflitos são
hábitos saudáveis. códigos de linguagem – símbolos e signos – algumas das principais dificuldades
eram semelhantes, hoje, diferentemente, ela detectadas no ambiente escolar, de modo que,
⇒ Estabeleça um canal de comunicação abriga desiguais, o que obriga ao atualmente, “a matéria mais difícil da escola
aberto com os alunos, professores e aprimoramento dos modos e dinâmicas de não é a matemática ou a biologia; a
servidores. comunicação para que ela seja eficaz” convivência, para muitos alunos e de todas
Visto que “a violência é uma forma de (Chrispino & Chrispino, 2002, p.51). as séries, talvez seja a matéria mais difícil
negociação de poder que exclui o diálogo” de ser aprendida” (Fante, 2005, p.91).
(Abramovay & Rua, 2002, p.295) e que a ⇒ Valorize a diversidade existente no palco Nesse sentido, o exercício da solidariedade,
falha no processo de comunicação tende a escolar e incentive a convivência pacífica. da empatia e da postura cooperativa por
constituir nascente de conflito, a atitude de “O ensino dos laços que unem as pessoas meio de estratégias pedagógicas organizadas
escuta às necessidades, idéias e posturas da torna-se peça fundamental para a construção no contexto escolar tendem a incentivar a
comunidade escolar mostra-se imprescindível de uma nova solidariedade, para a qual é sua reflexão e prática nos demais contextos
à efetivação da convivência pacífica. imprescindível que as pessoas (...) se preparem sociais.
Toda a comunidade escolar está em processo de aprendizagem. A formação de
professores e servidores deve visar, fundamentalmente, ao desenvolvimento de
qualidades de ordem ética, intelectual e afetiva, de modo a poderem cultivar nos
educandos o mesmo leque de qualidades (Relatório Delors, 1996).

⇒ Realize a mediação dos conflitos ⇒ Incentive a contínua capacitação de todos da limpeza, conservação e qualidade
existentes. os profissionais da escola. ambiental.
A mediação é uma forma de resolução Toda a comunidade escolar está em Tal ação favorece a construção do
de conflitos que consiste na busca de um processo de aprendizagem. A formação de sentimento de pertencimento e territorialidade
acordo pelo diálogo, com o auxílio de um professores e servidores deve visar, por toda a comunidade escolar, promovendo
mediador, favorecendo a reorientação das fundamentalmente, ao desenvolvimento de atitudes de zelo e conservação do ambiente.
relações sociais para formas de cooperação, qualidades de ordem ética, intelectual e
confiança e solidariedade. Coibir uma ação afetiva, de modo a poderem cultivar nos ⇒ Ofereça oportunidade de participação dos
violenta, sem conhecer as razões que a educandos o mesmo leque de qualidades alunos em algumas decisões da comunidade
originaram, favorece a reincidência e impede (Relatório Delors, 1996). escolar. 45
a análise real dos fatores objetivos A participação ativa dos alunos tende a
(explícitos) e/ou subjetivos (implícitos) dos ⇒ Busque deixar o ambiente escolar favorecer o seu conhecimento e a
conflitos existentes (Chrispino & Chrispino, acolhedor ao educando. compreensão acerca dos vários aspectos da
2002). Limpeza, conforto, segurança, instituição, promovendo sua auto-percepção
acessibilidade, bem como aspectos relativos à como co-participantes da escola
⇒ Favoreça a construção da visão de futuro dinâmica e ao clima escolar influenciam o (Parâmetros Curriculares Nacionais, Brasil,
dos alunos e de perspectivas de realização, sentimento de pertencimento do aluno. Um 1997).
de modo a promover o investimento em padrão mínimo de qualidade é realçado pela
suas potencialidades. Declaração de Dakar (Unesco, Consed, 2001), ⇒ Fortaleça o vínculo família-escola e
A construção de perspectiva de futuro no sentido de se transformar o espaço da escola comunidade-escola.
e o exercício das potencialidades dos em um ambiente físico e social acolhedor para Reforçar a ligação entre a escola, a
educandos indicam a construção de os educandos, estratégia que favorece o família e a comunidade local constitui um
objetivos de vida e a confiança no próprio exercício da cidadania e da democracia. dos principais meios para que o ensino se
desenvolvimento, elementos essenciais à desenvolva em uma sincronia com as
realização pessoal e à prática da ⇒ Promova atividades de valorização do vivências experimentadas pelos alunos,
cidadania. espaço físico da escola e da necessidade evitando-se a desarticulação e a
Divulgue as ações positivas realizadas na e pela comunidade na qual a instituição está inserida.

descontextualização dos conteúdos com as ⇒ Divulgue as ações positivas realizadas na


práticas, das expec tativas com as e pela comunidade na qual a instituição
possibilidades de realização, das está inserida.
idealizações com os mecanismos de A valorização da comunidade local deve
transformação social. ser sempre incentivada pela instituição
educacional, de modo a estimular o exercício
⇒ Promova a participação da comunidade dos talentos pessoais dos educandos e o
no espaço escolar. desenvolvimento dos sentimentos de
A abertura do espaço escolar em pertencimento e responsabilidade social.
46 horários específicos, como desenvolvido
pelo Programa Escola Aberta (MEC), ⇒ Avalie constantemente sua prática e a
promove espaços alternativos de lazer, repercussão de suas ações.
atividades artísticas, culturais e A implantação de estratégias
esportivas organizadas em uma agenda educacionais e a avaliação dos impactos de
nos fins de semana, apontando resultados sua execução constituem etapas necessárias
favoráveis ao exercício dos princípios da à organização, (re)definição e continuidade
cidadania, além de favorecer o sentimento das ações planejadas e executadas pela
de pertencimento dos alunos escola, com vistas ao contínuo
participantes, a identificação da escola aprimoramento da instituição educacional.
como espaço de referência e segurança,
a proteção de jovens contra a ociosidade,
a construção de vínculos afetivos e de
sociabilidade entre os participantes da
escola e a comunidade, e a melhoria da
qualidade nas relações intra e extra-
escolares.
IX – Telefones úteis

190 – Urgências Policiais 3a DP Cruzeiro Velho: 3233-9299/3233-3361 Casas de Semiliberdade


4a DP Guará: 33839400/3567-2200 Centro de Abrigamento (Cear) Taguatinga: 3563-
181 – Disque-Denúncia da Secretaria de 3500 /3563-6990/3562-2110
6a DP Paranoá: 3369-4000/3369-4304
Segurança Pública do DF Centro de Referência Socioeducativa - Granja
9a DP Lago Norte: 3368-6906/ 3577-3641 das Oliveiras (Cres) Gama: 3334-1855
192 – Serviço de Atendimento Móvel de l0a DP Lago Sul: 3364-3626/3248-4454
Urgência – SAMU Ministério Público do Distrito Federal e
11a DP Núcleo Bandeirante: 3552-3169/3552-3011
12a DP Taguatinga Centro: 3351-1001/3351-3351
Territórios
193 – Corpo de Bombeiros Promotoria da Infância e da Juventude: 3348-9000

Batalhão Escolar
13a DP Sobradinho: 3591-2253/3591-0824
Promotoria de Defesa da Educação: 3348-9000 47
Geral: 3328-5409 14a DP Gama: 3385-6644/3385-5965
Grupo de Apoio à Segurança Escolar: 3348-9063
1a CIA Asa Sul: 3346-5498/3345-9190 15a DP Ceilândia Centro: 3371-1096/3371-1791
2a CIA Asa Norte: 3387-4832 16a DP Planaltina: 3389-4918/3389-2312 Conselhos Tutelares
a
3 CIA Ceilândia: 3202-2499 a
17 DP Taguatinga Norte: 3354-3040/3354-0787 Conselho Tutelar de Brasília
SEPN 515 Norte - Ed. Banco do Brasil· BI.
4a CIA Taguatinga Sul: 3475-6085/9267-2564 18a DP Brazlândia: 3479-1747/ 3391-1117 A-2° Andar (Lago Sul e Norte, Asa Sul e
5a CIA Gama: 3202-0684 19a DP Ceilândia Centro: 3585-1112/3375-8111 Norte, Sudoeste, N. Bandeirante,
Candangolândia, R. Fundo I e II, Guará I e
20a DP Gama Oeste: 3556-8389/3556-5700 II, Cruzeiro Velho e Novo, Cidade Estrutural,
Delegacias de Polícia 23a DP Setor P Sul: 3377-1839/3377-5243 Varjão, Vila Planalto, Granja do Torto,
Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA): Vargem Bonita, Colônia Agrícola Vicente
3347-6978 / plantão 3307-7401 26a DP Samambaia: 3359-1413/3359-6800 Pires, Park Way, Vila Telebrasilia): 3905·1349
27a DP Recanto das Emas: 3331-5009/3331-5743 / 3905-1354 / 3905-1278
Delegacia de Proteção à Criança e ao
Adolescente (DPCA): 3361-1049/3362-5941 Conselho Tutelar de Brazlândia
29a DP Riacho Fundo: 3399-6699/3399-1152
a QD. 24 - Lts. 06/07 - Setor Tradicional de
1 DP Asa Sul: 3245-1567/3345-6088
30a DP São Sebastião: 3335-3738/33356752 Brazlândia: 0800·644-2031/3479-4361/ 3479-4412
a
2 DP Asa Norte: 3273-0101/3273-9051
33a DP Santa Maria: 3394-4010/3394-5581
Conselho Tutelar de Ceilândia Coordenação de Apoio Técnico aos Conselhos Guará
QNN 13 Área Especial Modulo B - Centro Tutelares – Cata: 0800·644-0808 / 3905-1351 / EQ 15/16 Área Comunal n° 01 Guará II Tel: 3568
Cultural - Sala 01: 0800·644-2028 1 3905·1358 3905·1275 4059 / 3381 8212 / 3383-2405 / 3567-2500
Fax: 3383 2405
Conselho Tutelar do Gama
Entre Quadras 13/17 AE - Setor Oeste (ao lado Centros de Referência de Assistência Itapuã
da 20a DP): 0800·644-203313905·1361/ Social – CRAS Q 368 conj A Área especial 4 Del Lago Adm. Regional
3905·1362 do Itapuã: Tel: 3467 5840 / 3467 5841 / 3467 5839
Brasília
Conselho Tutelar do Paranoá e São Sebastião CLN 404 Bloco B Loja 50: Tel: 3326 1090 Núcleo Bandeirante
QD. 21 - Área Especial ao lado do Centro de 3245-8129/3245-8131/3346-1407/3346-9332 Av Central A/E - Lote “E” Tel: 3552 3421 / 3386
Saúde Fones: 0800-644-2034 / 3905·1363/ 7982 Ramal: 26 e 27 / 3552-3567 / Fax: 3386-7564
Brazlândia
48 3905·1364
Área Especial 1 Norte Lote K/L: Tel: 3391 1057 / Paranoá
Conselho Tutelar de Planaltina 3391 1176 / 3391-2677/ Fax: 3391 5626 Quadra 03 A/E 7 s/n° Tel: 3408 1863 / 3369
Área Especial, Mód. H - N° 6 • Sala 11 • CRAS 5262 / 3408-1643 / 3369-1530 /
Candangolândia
Planaltina Fones: 0800·644-2027 / 3389·6763 / Fax: Emater 3369-4044
QR 02 Área Especial s/n°: Tel: 3301 8402 / Fax:
3389-5663
3301 3317 Planaltina
Conselho Tutelar de Samambaia e Recanto das Emas A/E - H lote 6/Sede Tel: 3389 1664 / 3388 4100
Ceilândia Sul
QR 301 - Conjunto 04 - Lote 01 - Samambaia: Fax: 3389 2862
QNM 15 A/E Modulo A Tel: 3371 4512 / 3371
0800-644-2060/3905·1368/3905·1369
2536 / 3373-9854 / 3581-2260 Fax: 3371 2536 Recanto das Emas
Conselho Tutelar de Santa Maria Quadra 108 A/E nº 14: Tel: 3332 2351 / 13332
Estrutural
Área Especial lote B - EQ 209/309 - Santa Maria: 1595 / 3333-4401 / 3333-4189 Fax: 3332 1482
Associação Viver Q 15/16 Tel: 3323 3379 / 3323 3385
0800·6442032 / 3392·1886 / 3393·5727 / 3393·0572
Riacho Fundo I
Estrutural II
Conselho Tutelar de Sobradinho QS 12 A/E Lote “F” Tel: 3399 3243 / Fax: 3399 3880
Quadra 4 conj O Lj 1 Vila Estrutural
QD. 06 - Área Especial N° 03 (Prédio do Cras):
Samambaia
0800·644-2026/3591·0660/3487·5301 Gama
QS 401 conj G lote 6/7: Tel: 3357 3406 / 3458
Área Especial 11/13 Setor Central: Tel: 3384
Conselho Tutelar de Taguatinga 7170 / 3459-2973 / 3359-8362 / 3458-4891
1157 / 3384 1257 / 3385-6297 / 3556-1895
C 12 - Área Especial- Taguatinga Centro: 0800- Fax: 3358-7078
3556-0231 / Fax: 3384 4810
644-2024/3905·1416/3905·1417/3905-1418
Santa Maria Sobradinho Brazlândia
CL 217 lote B A E Santa Maria Norte :Tel: 3395 QD 06 Área Especial 03: Tel: 3387 8651 / 3387 COSE Central – A/E nº 1 lotes K/L setor norte
2327 / 3394 6951 / 3394 1757 3392-2343 / 2241 / Fax: 3387 1559 Tel: 3391 1176 / 3391 1057
3393-5970 / 3393-9404
Taguatinga COSE Vila São José – A/E II Quadra 35/36
São Sebastião Setor D Sul AE Taguatinga Sul: Tel: 3563 3155 / Tel: 3391 5223
A/E 101 Administração Regional: Tel: 3339 7323 Fax: 3351 8129
Guará
/ 3339 / 7346 Fax: 3335-9024
COSE Guará I – QE 01 Área Especial J Tel: 3568 2843
Sobradinho Gerência de Ações Especiais (GAE) Sobradinho
Quadra 06 Área Especial 03: Tel: 3591 1837 / 3487 SGON Q 06 Bl G: Tel: 3342 1407 / 3342 3744 / COSE Central – Quadra 06, A.E. 03 lote 06/07
3718 / 3591-2603 / 3487-5463 / Fax: 3591-2203 3344 7827 / Fax: 3344 2354 Tel: 3591 1837 / Tel: 3591 2203
Taguatinga
49
Planaltina
QNG 27 A E 04 Taguatinga Norte: Tel: 3354 7715 / Centros de Orientação Socioeducativa – COSE Central – A.E. H lote 06 Tel: 3388 4100 /
3354 4419 / Fax: 3354-7929 COSE 3388 1167
Brasília
COSE Vila Planalto Ceilandia Sul
Centros de Referência Especializado de Acampamento Pacheco Fernandes, Rua dos COSE Guariroba – QNN 16 Módulo A, Setor
Assistência Social – CREAS Engenheiros, casa 5: Tel: 3306 1345 Guariroroba Tel: 3378 2681
Brasília
Gama COSE P Sul – EQNP 12/16, lotes A e B AE Setor
Av L2 Sul Qd 614/615 Lote 04 Tel: 3346-9332 /
COSE Sul – A.E. Entrequadra 5/11 Setor Sul Tel: P Sul Tel: 3376 7318
3346-1407 / Fax: 3245-8131
3556 0042 COSE Sul – QNM 15 Modulo A AE Ceilândia
Ceilândia
COSE Oeste – A.E. Entrequadra 13/17 Setor Sul Tel: 3371 2536
QNM - 16 A/E Modulo A: Tel: 3371 4512 / 3381
2260 / Fax: 3373-9854 Oeste Tel: 3556 6712 Ceilandia Norte
Taguatinga COSE Oeste – QNN 15 Módulo A Ceilândia Norte
Estrutural
COSE Bernardo Sayão – QNM 36/38 A.E. Tel: 3374 7756
Qd 15 conj 02 Loja 18
M.Norte Tel: 3491 2454 Recanto das Emas
Gama
COSE Mouzard Parada – CNL 01 Projeção A COSE GO – Vargem da Benção EPTG/Gama km 3
Área Especial 11 /13 Setor Central:Tel: 3556
A.E. Tel: 3336 8508 Tel: 3334 1853 / 3434 1031
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e da Juventude - Defensoria Pública
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– DPCA
SAI Sudoeste - Bloco D - Prédio da DPE: 3362-
5642/3362-5942
Delegacia da Criança e do Adolescente – DCA
EQN 2041205 - Asa Norte: 3347-0100 / Fax:
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Delegacia da Criança e do Adolescente – DCA II
QNM 2 - Conjunto F - Casa 01: 3471-8606/3471-
8628
X – Referências Biblliográficas

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Legislação citada Institui o Código Civil Brasileiro. Decreto GDF 29.446/08. Perímetro Escolar
Constituição da República Federativa do Brasil Lei Federal nº 10.224, de 15 de maio de 2001. Decreto GDF 24.101/2003 Conselho de
de 1988. Dispõe sobre o crime de assédio sexual. Segurança Comunitária
Medida Provisória no 2.208, de 17 de agosto de Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Decreto GDF nº 12.386 de 22 de maio de 1990.
2001. Dispõe sobre a comprovação da qualidade Dispõe sobre as sanções penais e administrativas Institui o Programa de Segurança Escolar.
de estudante e de menor de dezoito anos nas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio
situações que especifica. Decreto GDF nº 12.387 de 22 de maio de 1990.
ambiente, e dá outras providências.
Cria o perímetro de Segurança Escolar.
Emenda Constitucional nº 19, de 4 de junho de Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996
1998. Modifica o regime e dispõe sobre princípios – LDB. Estabelece as diretrizes e bases da
e normas da Administração Pública, servidores e
agentes políticos, controle de despesas e finanças
educação nacional.
53
públicas e custeio de atividades a cargo do Lei Federal nº 1.135, de 10 de julho de 1996.
Distrito Federal, e dá outras providências. Cria a Delegacia Especial de Proteção à Criança e
ao Adolescente.
Lei Federal nº 11.343, de 23 de agosto de 2006.
Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990.
sobre Drogas. Institui o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Lei Federal nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 – Lei Federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989,
Lei Maria da Penha. Cria mecanismos para coibir Lei do Racismo.
a violência doméstica e familiar contra a mulher. Lei Federal nº 1.162, de 19 de julho de 1996.
Lei Federal nº 10.826, de 22 de dezembro de Proíbe o fumo em recintos fechados.
2003. Dispõe sobre registro, posse e Decreto-Lei nº 3.689 de 3 de outubro de 1941.
comercialização de armas de fogo e munição e Institui o Código de Processo Penal.
define crimes e dá outras providências.
Decreto-Lei nº 3.688, de 03 de outubro de 1941,
Lei Federal nº 2.949, 19 de abril de 2002. Lei das Contravenções Penais.
Dispõe sobre a prática de assédio moral.
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.
Lei Federal no 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Penal Brasileiro.
“(...) Se o objetivo é formar um indivíduo democrático, é necessário proporcionar-lhe oportunidades de
praticar a democracia, de falar o que pensa e de submeter suas idéias e propostas ao juízo de outros. Se o
objetivo é que o respeito próprio seja conquistado pelo aluno, deve-se acolhê-lo num ambiente em que se
sinta valorizado e respeitado. Em relação ao desenvolvimento da racionalidade, deve-se acolhê-lo num
ambiente em que tal faculdade seja estimulada. A escola pode ser esse lugar. Deve sê-lo.”
Ministério da Educação, Brasil (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).