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Através de instrumentos de

medição e conectores ligados a


uma fonte de alimentação foi
possível calcular a área das
placas e dos
materiais dielétricos, bem como
medir a variação do valor da
capacitância, através da adição
gradativa
de materiais dielétricos, como
acrílico, papel e o ar, entre a
as placas do capacitor.
Observando os
resultados obtidos, foram criadas
tabelas e gráficos relacionando os
valores da capacitância em função da
distância entre as placas e da
capacitância em relação ao
inverso da distância entre as
placas, o qual
possibilitou o cálculo das
constantes dielétricas dos materiais
(K) , levando a crer que ao
aumentar a área
do material dielétrico o valor da
capa citância diminui e ao
mudarmos o tipo de material
dielétrico o valor
da capacitância varia
proporcionalmente ao valor da co
nstante dielétrica. Tal valor foi
comparado com os
Através de instrumentos de
medição e conectores ligados a
uma fonte de alimentação foi
possível calcular a área das
placas e dos
materiais dielétricos, bem como
medir a variação do valor da
capacitância, através da adição
gradativa
de materiais dielétricos, como
acrílico, papel e o ar, entre a
as placas do capacitor.
Observando os
resultados obtidos, foram criadas
tabelas e gráficos relacionando os
valores da capacitância em função da
distância entre as placas e da
capacitância em relação ao
inverso da distância entre as
placas, o qual
possibilitou o cálculo das
constantes dielétricas dos materiais
(K) , levando a crer que ao
aumentar a área
do material dielétrico o valor da
capa citância diminui e ao
mudarmos o tipo de material
dielétrico o valor
da capacitância varia
proporcionalmente ao valor da co
nstante dielétrica. Tal valor foi
comparado com os
Através de instrumentos de
medição e conectores ligados a
uma fonte de alimentação foi
possível calcular a área das
placas e dos
materiais dielétricos, bem como
medir a variação do valor da
capacitância, através da adição
gradativa
de materiais dielétricos, como
acrílico, papel e o ar, entre a
as placas do capacitor.
Observando os
resultados obtidos, foram criadas
tabelas e gráficos relacionando os
valores da capacitância em função da
distância entre as placas e da
capacitância em relação ao
inverso da distância entre as
placas, o qual
possibilitou o cálculo das
constantes dielétricas dos materiais
(K) , levando a crer que ao
aumentar a área
do material dielétrico o valor da
capa citância diminui e ao
mudarmos o tipo de material
dielétrico o valor
da capacitância varia
proporcionalmente ao valor da co
nstante dielétrica. Tal valor foi
comparado com os
Capacitor Variável e Dielétricos
Bruna Alves Garcia1, Gabriel Henrique de Oliveira2, João Pedro Pereira Carneiro3, Luísa
Lopes de Freitas Guilherme4, Maria Eduarda Guedes Coutinho5, Victória Cantão Rodrigues6

Física Experimental II – Turma A


Universidade Federal de Uberlândia
1
e-mail Autor1: bruna.garcia1@ufu.br
2
e-mail Autor2: gabriel.henrique@ufu.br
3
e-mail Autor3: pereirajoaopedro@ufu.br
4
e-mail Autor4: luisa.guilherme@ufu.br
5
e-mail Autor5: maria.coutinho@ufu.br
6
e-mail Autor6: vcr.victoria@ufu.br

Resumo. Este experimento teve como objetivo estudar os capacitores, dispositivos


utilizados para armazenar cargas elétricas. Através dos métodos empregados, será
possível entender o comportamento do capacitor, bem como relacionar a capacitância
com a distância entre as placas do capacitor e, em seguida, associar com a área. Além
disso, foi possível, através dos dados obtidos, encontrar experimentalmente a
permissividade do ar (9,0±0,1) e as constantes dielétricas do papel (3,9 ± 0,6) e do EVA
(4,9 ± 0,1).

Palavras-chave: capacitor, constante dielétrica, capacitância.

Resultados e Discussões

Montagem 1: Ar

A primeira parte do primeiro experimento foi medir a área do capacitor, antes de ligar ele para que pudesse
utilizar essa informação posteriormente. Depois conecta se o capacitor variável ao capacitímetro e assim, inicia
se as medições para cada distancia que varia de uma placa da outra, sendo anotado a capacitância do mesmo,
desta forma pode-se construir uma tabela de dados e trabalhar com eles para retirar as informações necessárias
para o entendimento físico do experimento. A partir dos dados coletados, tem se a Tabela 1 a seguir com os seus
respectivos erros. Utilizou-se o grupo 1 de dados e neste caso do experimento 1 o ar é o meio onde o capacitor
está inserido.
O erro total neste experimento é o próprio erro instrumental, uma vez que cada valor de capacitância
corresponde a um único valor de distância, assim, não sendo necessário o cálculo do erro estatístico.

Tabela 1: Dados do experimento e seus respectivos erros


Para determinar a dependência entre capacitância (C) e distância (d) e poder analisar os dados do
experimento sugere-se uma equação geral, Equação 1, e aplica-se o método de linearização, demonstrado pela
Equação 2.

C=k∗d n Equação 1

ln (C)=ln(k )+n∗ln (d) Equação 2

Com base nas Equações 3 e 4, propagou-se os erros de Ln(C) e Ln(d), respectivamente, sendo o y a função da
capacitância e x a função da distância. Esses erros juntamente com os dados linearizados estão presentes na
Tabela 2.

∂y 2 ∆C
∆ ln(C)=
√( ∂C )
∗(∆ C)2 =

2
C| | Equação 3

∂x ∆d
∆ ln(d )=
√( ∂d )
∗(∆ d) =| |
2
d
Equação 4

Tabela 2: Capacitância e distância linearizados com suas respectivas incertezas.

Com o auxílio do programa SciDAVis, plota-se os dados presentes na Tabela 3 para obtenção da equação da
reta de regressão, Equação 5, como demonstra a Fig. 1. A motivação do uso do SciDAVis é o fornecimento do
erro dos coeficientes linear e angular da reta de regressão, como é possível notar na Fig.2.
Y =−0,813190074273546∗X−0,813211714013118 Equação 5
Fig. 1: Plot da linearização.

Fig. 2: Retorno do plot no SciDAViso.

A associação da Equação 2 com a Equação 5 resulta nas Equações 6, 7, 8 e 9, como


observa-se abaixo:
Y =ln ( C ) Equação 6

B=ln ( k )=−0,813211714013118
Equação 7
n=A=−0,813190074273546
Equação 8
X =ln ( d )
Equação 9
Com base na Equação 6 e atentando-se que n = A, logo Δn = ΔA, conclui-se que a relação
entre capacitância e distância é n = (-0,813 ± 0,005). Espera-se que n seja negativo,
capacitância inversamente proporcional à distância, uma vez que quanto menor a distância
entre as placas, maior a intensidade do campo elétrico entre elas, maior a quantidade de cargas
acumuladas nas superfícies dos condutores e, consequentemente, maior a capacitância do
capacitor.
Aplicando exponencial em ambos os lados na Equação 7, tem-se
k =e B =0,4434316013(10−12∗F∗m) Equação 10

Determina-se o Δk pela Equação 11, atentando-se que Δb está presente nas informações da
reta de regressão na Fig. 2

d eB 2
∆ k= (
√ dB
) ∗( ∆ B )2 Equação 11

→ ∆ k =0,002862628779  
Baseado nas Equações 1 e 8, determina-se que a relação entre capacitância e distância
entre as placas segue a Equação 12
k
C= 0,81319 Equação 12
d

O formato do capacitor, como a área das placas e a distância entre elas anteriormente
discutida, tem grande influência quanto a quantidade de carga que ele conseguirá armazenar.
Isso, dado que, o campo produzido no capacitor atua nos elétrons mais próximos à superfície
das placas, por isso quanto maior a sua área, mais elétrons sofrem ação do campo e,
consequentemente, maior carga acumula-se no capacitor. Portanto, é válido afirmar que o
fator área está atribuído na constante k e é calculado pela Equação 13 e sua incerteza pela
Equação 14.

π∗D 2 π∗2502 2
Área= = =49087,38521 mm =0,04908738521 m² Equação 13
4 4

π∗D2 2
∆ Área=
√( )

∂D
4
∗( ∆ D)2=392,6991 mm2=0,0003926991m ²
Equação 14

Com a análise do experimento, a partir da equação genérica C=k∗d n e das discussões


aqui levantadas, sabe-se que quanto maior o valor de k, maior tende a ser a capacitância. No
entanto, existe “algo” que é do meio e não tem influência do objeto em si, assim, ao extrair o
fator geométrico do objeto de k, no caso a área, Equação 15, pode-se entender esse “algo”
entendido como permissividade do ar.
k
ε= Equação 15
A

Após essa etapa pode-se achar a permissividade do ar, pois já temos o valor de k com seu
erro propagado e da área também.

−12
k 9,0335∗(10 ∗F∗m)
ε= =
A m²

k 2 k 2
∆ ε=
√( ∂
A
∂k
)
∗( ∆ k )2+ ( )

∂A
A
∗( ∆ A )2

→ ∆ ε =0,0928631
10−12∗F
→ ε= ( 9,0 ±0,1 )
m

−12
10 ∗F
O valor encontrado da permissividade ( 9,0 ± 0,1 ) é 1,02025 vezes maior
m
comparado com o valor teórico 8,8541878176×10-12 F/m. Essa diferença deve-se à erros
advindos experimentalmente, porém é bem próximo à permissividade do ar, sendo o meio que
está inserido o capacitor.

Montagem 2: EVA

Para a montagem como o material EVA obteve-se os seguintes valores para o experimento
e seus respectivos erros, calculados a partir do próprio equipamento, representados na tabela
3:

Tabela 3: Dados do experimento e seus respectivos erros

EVA Erros
d (m) C (10–9 F) Δd (m) ΔC (10–9 F)
0,0013 0,355 0,0001 0,001
0,0033 0,172 0,0001 0,001
0,0050 0,127 0,0001 0,001
0,0065 0,102 0,0001 0,001
0,0079 0,088 0,0001 0,001
0,0093 0,079 0,0001 0,001

Para determinar a dependência entre capacitância (C) e distância (d) utilizou-se a equação
geral representada na Equação 16, e foi realizado a linearização dos dados, demonstrado pela
Equação 17.

C=k∗d n Equação 16

ln (C)=ln(k )+n∗ln (d) Equação 17

Com base nas Equações 18 e 19, propagou-se os erros de Ln(C) e Ln(d), respectivamente,
sendo o y a função da capacitância e x a função da distância. Esses erros juntamente com os
dados linearizados estão presentes na Tabela 4.

∂y 2 ∆C
∆ ln(C)=
√( ∂C )
2
| |
∗(∆ C)2 =
C
Equação 18

∂x ∆d
∆ ln(d )=
√( ∂d ) ∗(∆ d) =| |
2
d
Equação 19

Tabela 4: Capacitância e distância linearizados com suas respectivas incertezas.

Linearização Erros
Ln(d) Ln(C) ΔLnd ΔLnC
-6,64 -1,040 0,08 0,002
-5,71 -1,76 0,03 0,01
-5,30 -2,06 0,02 0,01
-5,04 -2,28 0,02 0,01
-4,84 -2,43 0,01 0,01
-4,68 -2,54 0,01 0,01
Com o auxílio do software SciDAVis foi obtida reta de regressão linear juntamente com o
coeficiente linear e o coeficiente angular da reta e seus respectivos erros representados na Fig.
3 e Fig.4:

Fig. 3: Plot da linearização.

Fig. 4: Retorno do plot no SciDAViso.

Ln (k) = b

Ln(k) = -6,15308376465221

∆b = 0,0209611014286909

a = n = -0,769981318850119

∆a = ∆n = 0,00337272969903626

Aplicando exponencial para achar o valor de k temos:


k = eb = 0,0021269127

Em seguida calcula-se ∆k a partir do ∆b:

d eB 2
∆ k= (
√ dB
) ∗( ∆ B )2 Equação 20

∆k = 0,00004458243385

C=0,002∗d−0,77

O valor de k obtido leva em consideração a área das placas do capacitor, tendo como
definição de capacitância, a capacidade de armazenar carga, pode-se concluir que quanto
maior a área, maior a capacidade de armazenar carga, portanto, com o objetivo de se obter um
valor para a permissividade do EVA divide-se o valor de k pela área das placas do capacitor
obtida nas montagens anteriores tendo assim:

k/A = 4,34 x 10-2

Para encontrar a permissividade relativa (ε ¿ do EVA deve-se dividir o valor encontrado pela
permissividade do vácuo (ε 0=8,85418782× 10−12 F /m¿ tendo assim:

4,34 x 10−2
ε = ε0

ε = 4,902

k 2 k 2
∆ ε=
√( ∂
A
∂k )
∗( ∆ k )2+

∂A
A

→ ∆ ε =0,122959
( )
∗( ∆ A )2

Lembrando que no experimento foi obtido valores de capacitância na ordem de 10-9 F, o que
foi levado em consideração multiplicando o valor encontrado por 10-9
Na literatura consta que a permissividade do EVA é de 2,8, esta diferença no valor obtido
com o experimento pode estar relacionada com algum erro nas medições durante o
experimento ou erro nos equipamentos utilizados. 

Montagem 3: Papel

Na terceira montagem do experimento, já sabendo o valor da área do capacitor, conectou-


se o capacitor variável no voltímetro e inseriu-se sete folhas de papel entre as placas.
Posteriormente, foi possível medir a capacitância para cada distância entre as placas quando
se retirava uma folha, ou seja, para cada medição tirou-se uma folha de papel, obtendo a
distância e a respectiva capacitância. Dessa forma, pode-se construir uma tabela de dados, a
fim de extrair informações necessárias para o entendimento físico do experimento. A Tabela 5
apresenta os dados da distância (d) e da capacitância (C) com seus respetivos erros:

Tabela 5: Dados do experimento e seus respectivos erros

Para determinar a dependência entre capacitância (C) e distância (d) e analisar os dados do
experimento, foi definida uma equação na qual há uma dependência entre esses dois
parâmetros, capacitância (C) e distância (d), dada pela Equação 21:

C=k∗d n Equação 21

E aplica-se o método de linearização, demonstrado pela Equação 2.

ln (C)=ln(k )+n∗ln (d) Equação 22

A fim de resultar-se em um gráfico para representar melhor os dados obtidos, pode-se


ainda comparar a Equação 22 a equação de uma reta, tal que :
Y =ln ( C )
B=ln ( K )
X =ln ( d )
A= n
Y =B+ A∗X

Além disso, a partir das Equações 23 e 24, propagou-se os erros de Ln(C) e Ln(d), sendo,
respectivamente, y a função da capacitância e x a função da distância. Esses erros, juntamente
com os dados linearizados, estão presentes na Tabela 6.

∂y 2 ∆C
∆ ln(C)=
√(∂C )
∗(∆ C)2 =

2
C | | Equação 23

∂x ∆d
∆ ln(d )=
√( ∂d ) ∗(∆ d) =| |
2
d
Equação 24

Tabela 6: Capacitância e distância linearizadas com suas respectivas incertezas.


Fig. 5: Plot da linearização.

Fig. 6: Resultado do plot através do SciDAVis

Com o auxílio do programa SciDAVis, plota-se os dados presentes na Tabela 6 para


obtenção da equação da reta de regressão, Equação 25, como demonstra a Fig. 5. A motivação
do uso do SciDAVis é o fornecimento do erro dos coeficientes linear e angular da reta de
regressão, como é possível notar na Fig.6.

Y =−0,6406 x+ 0,5279 Equação 25

A partir da Figura 3, é possível observar a relação de proporção entre a capacitância e


distância, tal que a medida que a distância diminui nota-se o aumento da capacitância, ou seja,
há uma relação inversamente proporcional entre os valores obtidos.

Nota-se ainda que se compararmos a equação inicial utilizada e a Equação 26, há uma
relação não linear entre a capacitância e distância visto que o valor do coeficiente angular (n)
obtido não se aproxima de 1.
C=k∗d −0,6406 Equação 26

O coeficiente angular e seu respectivo erro n =A= (-0,6406 ± 0,1370).


O coeficiente linear e seu respectivo erro B = (-0,5279 ± 0,1602).

-9 -9
e B =k =¿1,6953751218*10 =1,6954*10
E seu respectivo erro,
2
∂ eB
∆ k=
√( ∂B ) ∗(∆ B)2=0,2716390099*10
-9

Além disso, observa-se que a variável k representa a constante de proporcionalidade entre


a capacitância e a distância, mas ainda não é a permissividade que se deseja encontrar.
Retomando, sabe-se que a capacitância é a razão de cargas armazenadas em um capacitor e se
altera à medida em que há mudanças dos parâmetros geométricos, ou seja, é inversamente
proporcional a distância e diretamente proporcional a área. Para entender melhor essa relação,
quanto maior a área maior o espaço por onde o fluxo pode passar, ao passo que quanto maior
a distância maior o deslocamento que o fluxo deve percorrer. Já a permissividade é a variável
que representa a capacidade de um material permitir a passagem do fluxo de campo elétrico e
é uma característica intrínseca do material, e assim, é necessário descontar os parâmetros
geométricos do capacitor.

Portanto, utilizando a Equação 27 obteve-se a área do capacitor, como mostra a seguir:

π∗D 2 π∗2502
Área= = =49087,38521 mm ²
4 4

π∗D2 2 π∗2502 2
∆ Área=
√( ∂
4
∂D ) ∗(∆ D)2=
√( ∂
4
∂D )∗(1)2 =392,6990817 mm ²

Equação 27
Essa área (A) é uma variável contida dentro do K da mesma maneira que a permissividade
( E0 ) do papel também está lá. Dessa forma:

K
Permissividade do papel ( E0 ¿ =
A

K
E0 = =¿ 3,4538*10-14
A
Propagando o erro da permissividade

2 d ( K / A) 2 2
∆ A =( ) ∗( ∆ A )
dA

2 d (K / A) 2 2
∆ K =( ) ∗( ∆ K )
dK

2 2
∆ E 0=√ ( ∆ A ) + ( ∆ K ) ¿ ¿

∆ E 0=¿ 5,540678*10-15
Sabe-se que para obter a constante dielétrica é necessário dividir o valor da permissividade
do papel pela permissividade do vácuo que na literatura é dado por 8,8542*10 -15 F/mm. Logo,
o valor da constante dielétrica do papel (K’) encontrada é:

Permissividade do papel
Constante dielétrica do papel (k’) =
Permissividade do vácuo
Constante dielétrica do papel (k’) = 3,9007
E seu respectivo erro é:

E0 2 E0 2
∆k’ =
√( ∂
E
∂ E0 ) 2
∗( ∆ E 0 ) +

∆k’ = 0,6273
( )

E
∂E
∗( ∆ E )2

Nesta montagem, pode-se observar que o valor encontrado da constante dielétrica do papel
(3,9 ± 0,6) se aproxima do valor da literatura (Constante dielétrica do papel = 3). Contudo,
eles raramente se igualam, visto que existem possíveis erros cometidos, como: leituras erradas
nos equipamentos, diferenças entre os tipos materiais utilizados, erros não encontrados
durante os cálculos, entre outros.

Portanto, é possível concluir que a cartolina se comporta como um isolante elétrico. Para se
entender melhor esse comportamento, pode-se comparar a um filtro. Cada filtro permite uma
certa passagem. Da mesma forma essa constante dielétrica, à medida que se aumentava a
distância, menor era a capacitância medida, ou seja, maior a capacidade do material em reter o
fluxo de campo elétrico. Ou ainda, se aumentasse a quantidade de folhas inseridas entre os
capacitores, menor a capacitância pela mesma justificativa. Tal comportamento foi estudado e
fundamentado durante este estudo, através da permissividade do papel e a constante dielétrica
do papel.

Conclusão
Conclui se que a área é diretamente proporcional a capacitância, que quanto maior a área
do capacitor, vai ser também maior o valor da capacitância, a mesma ideia se segue para o
meio que o capacitor está, como vai ser concluído nos experimentos seguintes. Uma questão
interessante não é apenas a permissividade do ar ser bem próximo do teórico, mas a questão
física que ele não depende do objeto, sendo o fato muito importante para compreender esse
experimento.
Na literatura consta que a permissividade do EVA é de 2,8, esta diferença no valor obtido
com o experimento pode estar relacionada com algum erro nas medições durante o
experimento ou erro nos equipamentos utilizados. 
A partir do terceiro experimento, conclui-se que a capacitância é uma variável que depende
e varia para cada tipo de material, ou seja, depende da área, distância ente os condutores,
mesmo que de forma não linear como mostrado, e ainda da constante dielétrica do papel. Essa
foi calculada obtendo 3,9007, intrínseco ao papel.
É valido ainda ressaltar que as diferenças entre os valores esperados e os valores
encontrados para a constante dielétrica dos materiais utilizados no experimento podem ser
explicadas por vários fatores, como a qualidade dos equipamentos, integridade dos materiais
utilizados e o número limitado de algarismos significativos utilizados na anotação das
distâncias, influenciando na plotagem dos pontos no SciDAVis e, consequentemente, na reta e
no coeficiente angular encontrados.
Referências

[1] AUTOR DESCONHECIDO. “Roteiro experimento potencial elétrico e campo


elétrico”. Disponível em
<https://drive.google.com/drive/folders/1PUl0Q5Q4AsrXispMCSiZrSaPx60yY8xB> Acesso
em 20/08/2021

[2] HALLIDAY, D., Resnick, R., Walker, J., 2016, Fundamentos de Física, LTC, v. 3, 4ª
Ed, Brasil.

[3] NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de física básica: volume 3: eletromagnetismo.


2 ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2015. v. 3. 295 p.

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