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Resposta 15 – Nabuco; “ser grande”; Poder brando – 90 linhas

=> Não se fica grande por dar pulos. Não podemos parecer grandes, senão o sendo. O
Japão não precisou pedir que o reconhecessem grande potência, desde que mostrou sê-
lo

=> Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, redija um texto
dissertativo atendendo ao que se pede a seguir

* A - Comente a opinião de Joaquim Nabuco e indique, com argumentos consistentes,


se concorda ou não com a visão apresentada

* B - Aponte, com as devidas justificativas, no mínimo três ferramentas de que dispõe


um país para “mostrar ser grande” ou “para ser grande”

* C - Levando em consideração que a imagem de um país pode ser baseada em poder


brando, discorra sobre o papel da diplomacia brasileira na construção da imagem
externa do Brasil

=> Q1: o candidato deverá comentar se CONCORDA ou NÃO com a opinião de


Joaquim Nabuco – “não podemos ser grandes, senão o sendo” – que é a frase crucial
do texto motivador

* Independente da posição que adote, o candidato deverá apresentá-la e defendê-la com


argumentos consistente, favoráveis e (ou) contrários à visão de Joaquim Nabuco

* Idealmente, o candidato deveria explicitar se “ser grande” e “parecer grande” são


CONCEITOS DIVERGENTES ou COMPLEMENTARES e se variam no tempo, de
preferência concentrando-se no caso brasileiro

§ É possível que “parecer grande”, junto a outros países, e ser visto como tal, possa
ser uma forma de, gradualmente, tornar-se “grande” e, portanto, de efetivamente “sê-
lo”

=> Q2: as ferramentas de que um PAÍS dispõe para “mostrar ser grande” incluem o
PODERIO ECONÔMICO, o PODERIO MILITAR e o PODERIO POLÍTICO

* Este talvez seja o MAIS DIFÍCIL DE QUANTIFICAR, mas pode ser medido pela
capacidade do país de influenciar na elaboração da AGENDA INTERNACIONAL e
de INTERFERIR NAS DECISÕES REFERENTES A ESSA AGENDA

§ O candidato deverá ser capaz de EXPLICITAR tipos diferentes de poderio

=> Q3: outro aspecto é a imagem do país – a imagem pode ser baseada em poder
objetivo (por critérios políticos, militares ou econômicos e, nesse caso, a imagem pode
ou não ser positiva) ou em “poder brando” (soft power), mais subjetivo, em que,
presumivelmente, a imagem será positiva

* O candidato deverá ser capaz de dizer se a diplomacia brasileira POSSUI ou NÃO a


capacidade de influenciar, no exterior, a imagem do país

§ Em caso afirmativo, deverá explicar se a imagem do Brasil é baseada em “poder


objetivo” ou em “poder brando” ou, eventualmente, nos dois

RESPOSTA 1 – 30/30

=> O candidato não concorda com a opinião de Joaquim Nabuco – é certo que o
Japão, em virtude de seu DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO e MILITAR, durante
a Era Meiji, conseguiu estabelecer-se como uma NOVA POTÊNCIA, junto aos EUA,
na virada do século XIX para XX, relativizando a CENTRALIZAÇÃO DO PODER
MUNDIAL NO CONTINENTE EUROPEU

* No entanto, a grandeza de um país não precisa advir necessariamente de seus


recursos materiais, sejam MILITARES ou ECONÔMICOS

§ O exercício da diplomacia e do poder brando – estratégia utilizada pelo Brasil – pode


levar a um país figurar entre os grandes

=> De acordo com a perspectiva construtivista das relações internacionais, as


identidades dos Estados resultam de um processo coconstitutivo de interações mútuas

* Alexander Wendt alude a um jogo de fumaça e de espelhos

* O Estado que se posiciona de maneira belicosa CONTRIBUI para que as


identidades relativas dos países com as quais ele interage sejam definidas pela
rivalidade

§ Fazendo que a ANARQUIA INTERNACIONAL seja uma de competição


hobbesiana

* Por outro lado, um Estado que sinalize ser confiável, cooperativo e pacífico pode
conformar IDENTIDADES MAIS BENIGNAS, em uma ANARQUIA
INTERNACIONAL marcada por uma competição lockeana

§ Portanto, segundo essa ótica, o erro de Joaquim Nabuco está em IGNORAR os


efeitos constitutivos do discurso e das ações estatais na arena internacional – não
basta ser grande – é necessário também TRABALHAR para que a comunidade
internacional RECONHEÇA essa grandeza e NUTRA as expectativas adequadas em
relação ao país em questão, de modo a CONFIGURAR IDENTIDADES que sejam
benéficas à SUA INSERÇÃO INTTERNACIONAL e ao BEM-ESTAR GLOBAL

=> Nesse diapasão, é possível IDENTIFICAR diversas ferramentas por meio das
quais um país pode “ser grande” ou “mostrar-se grande”, de acordo com os termos
de Joaquim Nabuco

* O teor dessa “grandeza”, contudo, depende da natureza da ferramenta utilizada


* Nesse sentido, é possível destacar que o DESENVOLVIMENTO DE
CAPACIDADES MILITARES SOFISTICADAS ainda é uma forma pela qual um país
pode ser grande, muito embora o ordenamento internacional hodierno, fundado na
Carta da ONU (1945), RESTRINJA SOBREMANEIRA as hipóteses de uso da força

§ O status de POTÊNCIA do qual goza a Rússia, por exemplo, é condicionado pela


FORÇA e pela SOFISTICAÇÃO DE SEUS RECURSOS MILITARES, que incluem
um dos maiores arsenais nucleares do mundo

§ Nesse sentido, embora a economia russa seja atualmente DÉBIL, dependente da


exploração de recursos energéticos, suas capacidades militares – que se relacionam
ainda à sua posição de membro permanente do CSNU – permitem que a Rússia se
POSICIONE como um dos maiores players globais, no que diz respeito a seu PODER
DE CONTRIBUIR para a configuração das relações internacionais

=> Outra das ferramentas que um país pode UTILIZAR para sagra-se enquanto
“GRANDE”, por sua vez, é o desenvolvimento de suas capacidades econômicas

* Nesse sentido, cabe destacar o MESMO EXEMPLO mencionado por Nabuco – após
o FIM da IIGM, o Japão desproveu-se de suas capacidades militares e levou a cabo um
INTENSO PROCESSO de crescimento econômico respaldado pelo
DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

§ As capacidades que o Japão construiu desde a METADE DO SÉCULO PASSADO


até os dias de hoje garantem seu status enquanto uma das nações com PODER
DECISIVO na determinação dos destinos do mundo, mesmo que seus recursos
militares NÃO SEJAM MAIS como anteriormente e que o país NÃO SEJAM
MEMBRO PERMANENTE do CSNU

* O mesmo pode ser dito da Alemanha – um exemplo concreto de sua relevância


enquanto player internacional é o fato de Berlim ter integrado as negociações que
deram origem ao Acordo de Viena (2015), com o Irã, junto dos membros
permanentes do CSNU

§ No formato P5+1

=> Por fim, um Estado pode ATINGIR A GRANDEZA mediante suas capacidades
diplomáticas e de exercício do poder brando – nesse caso, o “mostrar ser grande”,
nos termos de Nabuco, NÃO SE DÁ em oposição ao “ser grande”, mas é um fator
constitutivo de grandeza efetivamente

* Nesse sentido, o Brasil SERVE DE EXEMPLO

* O uso da diplomacia para a CONSECUÇÃO de seus objetivos externos é


característica histórica da estratégia de inserção internacional brasileira

§ Rubens Ricupero: desde o Império, o Brasil persegue seus objetivos externos


fazendo uso da “diplomacia do conhecimento”
§ O saber geográfico, histórico e jurídico, somado a uma SOFISTICADA
CAPACIDADE NEGOCIADORA, por exemplo, que o país conseguisse RESOLVER
TODOS OS SEUS LITÍGIOS FRONTEIRIÇOS de maneira pacífica sob a chancelaria
do Rio Branco

=> Hoje, o Brasil não tem questões fronteiriças pendentes, caso tivesse feito o uso da
força militar para RESOLVER SEUS LITÍGIOS, é possível que houvesse
contestações, por parte de seus vizinhos, como se verifica em diversos outros países,
como Índia e como China

* A construção histórica de uma IMAGEM EXTERNA POSITIVA, definida pelo


respeito ao direito e pela cooperação, permite que o Brasil seja ACEITO, pela
comunidade internacional, como um ATOR LEGÍTIMO, como voz para defender seus
interesses em diversos foros

§ A participação brasileira no BRICS, por exemplo, permite que o país


TRABALHE pela conformação de uma arquitetura financeira internacional mais
equânime e que melhor atenda a seus interesses

§ Sua atuação na coalizão de alta ambição contribuiu para que o Acordo de Paris
(2015) contivesse o COMPROMISSO de manter o aquecimento global “bem abaixo”
dos 2ºC em 2100

§ Seu engajamento nas discussões relativas ao DESARMAMENTO NUCLEAR


contribuiu para a assinatura do TPAN em 2017

=> Há várias formas por meio das quais um Estado pode atingir a grandeza, bem
como há DIVERSOS TIPOS DE GRANDEZA

* Nesse sentido, o Brasil é um “ESTADO GRANDE”, e o modo pelo qual o país


persegue seus objetivos externos – por meio da diplomacia – coaduna-se com
PRINCÍPIOS DE COOPERAÇÃO e DE JUSTIÇA, conforme estabelecidos pela carta
da ONU

RESPOSTA 2 – 30/30

=> No final de sua administração, o então presidente Barack Obama afirmou a uma
repórter brasileira que ele considerava o Brasil não como uma potência regional, mas
como uma POTÊNCIA GLOBAL

* Essa fala corrobora a opinião do candidato de concordar com a OPINIÃO DE


JOAQUIM NABUCO de que “não podemos parecer grandes, senão o sendo”, e que
um Estado é reconhecido como POTÊNCIA por não pedir, mas por efetivamente sê-lo

§ No entanto, SER UMA POTÊNCIA GLOBAL não é uma ideia pré-definida – ela é
modulada conforme a dotação de RECURSOS DE PODER de um Estado e,
principalmente, seus EXCEDENTES RELATIVOS NO SISTEMA INTERNACIONAL

§ Portanto, o Brasil é uma POTÊNCIA GLOBAL EMERGENTE com amplos


recursos e credenciais – no entanto, não é dotado de amplos excedentes de poder

§ Saraiva Guerreiro: o Brasil não tem excedentes de poder

=> Em uma perspectiva realista das RELAÇÕES INTERNACIONAIS, e com uma


contribuição da geopolítica clássica, são ATRIBUTOS DE PODER elementos como
território – tanto em dimensão como em dotação de recursos naturais, população,
posição geográfica, capacidade militar e economia

=> Uma perspectiva liberal enfatiza, ainda, o SOFT POWER, ou PODER BRANDO,
decorrente tanto da participação do país em regimes internacionais e em organizações
internacionais, quanto da capacidade de a CULTURA DE UM PAÍS INFLUENCIAR
as decisões tomadas por outros países ou por atores internos a estes, sejam indivíduos,
sejam empresas e outros atores não estatais

* Nesse aspecto, considerando a opinião de Joaquim Nabuco, um país será GRANDE


POTÊNCIA se acumular, em relação a demais Estados no sistema internacional,
recursos de poder tanto duros (econômicos e militares) quanto brandos (societais e
diplomáticos)

=> Na atualidade, podemos APONTAR para um sistema internacional no qual se


MULTIPLICAM OS POLOS DE PODER

* Se é inconsteste a potência estadunidense – dotada do 4º maior território do mundo,


população superior a 300 milhões, maior orçamento militar do mundo, 7 mil ogivas
nucleares, bases militares espalhadas pelo globo – também se destacam outros polos de
poder crescentemente reconhecidos

§ A Rússia, depois de ter REDUZIDO seu papel na década de 1990, durante o período
da “unimultipolaridade” dos EUA (Samuel Huntington), retoma proeminência como
potência que deve ser levada em consideração nas tomadas de DECISÕES MUNDIAIS
– isso se comprova com o seu papel de mediador nos CONFLITOS CORRENTES no
Oriente Médio, sobretudo na SÍRIA, mas também em questões como geopolítica
energética, paz e segurança (CSNU), antiterrorismo e não proliferação nuclear

=> No entanto, a China é a POTÊNCIA que mais tem sido reconhecida como tal,
conforme AUMENTA VELOZMENTE a sua participação no PIB global

* Essa emergência se reflete no CRESCIMENTO DE CAPACIDADE MILITAR, com


expansão de porta-aviões, por exemplo, e exercícios conjuntos com a Rússia
(VOSTOK)

* O investimento em infraestrutura logística por meio da NOVA ROTA DA


SEDA/BELT AND ROAD tem ampliado a projeção do PODER CHINÊS, e a
instalação de ilhas artificiais no MAR DO SUL DA CHINA, com o objetivo de ter
reconhecido como mar territorial e Zona Econômica Exclusiva seus a MAIOR
PARTE DESSA ÁREA, também demonstra seu poder

=> Com exemplos como EUA, Rússia, China verifica-se a REALIDADE FÁTICA de
potência

=> Existem três ferramentas, ao menos, para que um país se DEMONSTRE “ser
grande” – e sê-lo

* Primeiro, há o EXCEDENTE DE PODER MILITAR – nesse aspecto, notabiliza-se a


dotação de recursos militares pela Rússia

§ Embora parte considerável de seus recursos se destinem a garantir a


INTEGRIDADE TERRITORIAL DO PAÍS, que conta com vizinhos como
Ocidente/OTAN, a China e, com o intervalo, os EUA, a Rússia mantém como
EXCEDENTES seu arsenal nuclear

* Segundo, há o EXCEDENTE DE PODER ECONÔMICO – a China destaca-se nesse


aspecto, na medida em que ACUMULA a maior poupança do mundo

§ que permite o RECENTE ANÚNCIO DE INVESTIMENTOS diretos da ordem de


60 bilhões de dólares em PAÍSES AFRICANOS, além de participar da formação de
novos mecanismos de desenvolvimento regional e multilateral, como AIIB e o NDB,
este junto ao BRICS

§ a capacidade de investir, portanto, é INCONTESTE atributo de poder que permite a


um país mostrar-se GRANDE e sê-lo

* Terceiro, há o PODER BRANDO – assim como o poder duro, o PODER BRANDO


se demonstra pela dotação relativa e seus EXCEDENTES - os EUA são detentores de
TODOS ESSES TRÊS INSTRUMENTOS DE PODER, mas é inconteste sua liderança
no poder brando

§ Isso se dá pela CONSTITUIÇÃO DE AMPLA e DE PERMEADORA INDÚSTRIA


CULTURAL, notadamente a cinematográfica e fonográfica, que permite a exportação
de VALORES e de REFERÊNCIAS SIMBÓLICAS DO PAÍS

§ Ademais, embora não seja o maior polo de manufatura do mundo, é o MAIOR


IRRADIADOR DE MARCAS, DE DESENHO, DE DESENVOLVIMENTO e DE
MARKETING de produtos industriais, de forma que o poder brando dos EUA se
BENEFICIA da produção industrial de BAIXO CUSTO nas suas cadeias globais de
valor

§ Por último, a CAPACIDADE DIPLOMÁTICA DOS EUA desde o fim da IIGM e,


sobretudo, no pós-Guerra Fria, fez do país o PRINCIPAL PROMOTOR DE BENS
GLOBAIS, DE REGIMES GLOBAIS e de ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS,
ainda que os próprios EUA não se vinculem a eles muitas vezes
=> Nesse contexto, o Brasil é uma POTÊNCIA GLOBAL, com grandes recursos de
poder, mas SEM EXCEDENTES ECONÔMICOS e MILITARES

* Portanto, seu principal excedente é o de PODER BRANDO, decorrentes de sua


identidade internacional como grande país em desenvolvimento, latino-americano,
com vínculos históricos culturais com o Ocidente e com a África, com histórico de
respeito ao direito internacional

§ Com CONSOLIDADA PARTICIPAÇÃO em organizações e em foros


multilaterais – na FALTA DE EXCEDENTES ECONÔMICOS e MILITARES, o
Brasil é uma POTÊNCIA DIPLOMÁTICA

=> A identidade internacional do Brasil é INFLUENCIADA pelo seu gigantismo – o


país tem QUINTO MAIOR TERRITÓRIO, QUINTA MAIOR POPULAÇÃO,
PARTICIPAÇÃO FREQUENTE EM OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO DA PAZ

* No entanto, o próprio gigantismo NÃO BASTA PARA SE FAZER potência global,


dado seus recursos econômicos e militares são DISTRIBUÍDOS sem produção de
GRANDES EXCEDENTES, em geral

§ No entanto, em certas matérias, sua relevância é GLOBAL

* A dotação de território amplo, com clima propício e de grandes excedentes


hídricos faz do país uma POTÊNCIA AGRÍCOLA e PECUÁRIA, incontornável ante a
elevação do consumo global e de rarefação das áreas aráveis disponíveis

§ A alimentação global terá sua SEGURANÇA INFLUENCIADA pelo Brasil

§ A diplomacia comercial em TEMAS AGRÍCOLAS é fundamental para a


IMAGEM EXTERNA DO PAÍS

=> A dotação das maiores reservas florestais e de maior biodiversidade do mundo


faz do Brasil uma POTÊNCIA AMBIENTAL

* Tendo em conta as mudanças climáticas como o maior desafio existencial de longo


prazo da humanidade, a DIPLOMACIA BRASILEIRA tem, em temas ambientais e
de mudança climática, exercido papel protagônico

§ Exemplo disso tem sido coordenação junto ao BASIC, ao grupo de alta ambição e ao
G77 nas negociações que culminaram no acordo de Paris

=> A maior ameaça de curto e de médio prazo para a humanidade, no entanto, é a


FALTA DE EFETIVIDADE DO REGIME DE NÃO PROLIFERAÇÃO DE ARMAS
NUCLEARES

* A liderança compartilhada do Brasil nas negociações do TPAN, assinado em 2017,


evidenciando o PAPEL PROTAGÔNICO da diplomacia brasileira

=> A identidade externa brasileira, no entanto, POTENCIALIZA O PODER


BRANDO DO PAÍS sobretudo por ser o Brasil verdadeiro país-ponte entre o Ocidente
e o Sul Global e entre as nações latino-americanas

=> O Brasil põe em prática esse potencial por meio da CPLP, nas relações com os
países lusófonos, inclusive os PAÍSES AFRICANOS de língua oficial portuguesa, por
meio dos BRICS

* Que reúnem potências emergentes que têm definido uma MAIOR


MULTIPOLARIDADE no sistema internacional, por meio do Mercosul, nas cúpulas
ASA e ASPA, pelas ZOPACAS, no estabelecimento de uma zona de paz do atlântico
sul, do IBAS

=> Acima de tudo, porém, é o Brasil uma potência global a que FALTA O
RECONHECIMENTO nas questões mais amplas de segurança e da paz mundiais

* Seu pleito por assento permanente no CSNU, junto ao G4 é o MEIO


DIPLOMÁTICO para a concretização, perante a SOCIEDADE INTERNACIONAL,
de seu papel como potência global

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