Você está na página 1de 12

6

Formas e
Escoramentos

Para começar

O Capítulo 6 traz os tipos de fôrmas para concreto e fundações, com comentários sobre os cuida-
dos na sua execução.

6.1 Conceito
Fôrmas são elementos pertencentes à estrutura, na fase de sua execução, destinados a dar
forma definitiva ao concreto, após a sua cura, quando o mesmo está ainda na sua condição de
plasticidade. Estas devem obedecer a certos critérios de execução, pois podem interferir de
maneira significativa no acabamento final bem como na estabilidade estrutural do elemento a ser
concretado.
Na montagem de um sistema de escoramento e fôrmas, além de se prever a sua estabilidade
dimensional, sobrecarga de movimentação das montagens, armação e concretagem, é também
necessário prever de modo criterioso seus reaproveitamentos na mesma obra e não esquecer que
essas peças são desmontadas após a cura do elemento estrutural concretado. Na fase de projeto de
uma fôrma e seus sistemas de cimbramentos e apoios, é necessário que se planeje a sua desmon-
tagem uma vez que, conforme a estrutura for montada, haverá dificuldades nos trabalhos de des-
forma.

65
6.2 Materiais para mentos estruturais com dimensões
execução de fôrmas pouco variadas. Há no mercado inú-
meras empresas fornecedoras de for-
São muitos os materiais destinados à mas metálicas, inclusive com possibi-
execução de fôrmas para concreto. Dos mais lidade de desenvolvimento de formas
comuns, podemos destacar a madeira, que é personalizadas. Na indústria de pré-
um material de larga utilização, por ser de fácil -moldados é o tipo mais utilizado, e
aquisição e trabalhabilidade. sua reutilização é praticamente ilimi-
tada. Sua relação custo/benefício é
A madeira para execução das fôrmas deve bastante interessante.
ter as seguintes qualidades:
»» Mista: são fôrmas em que a madeira
»» elevado módulo de elasticidade e é estruturada em conjunto com ele-
resistência razoável; mentos metálicos, propiciam faci-
»» não ser excessivamente dura, de modo lidades de manuseio e estabilidade
a facilitar a serragem, bem como a estrutural, e em elementos especiais.
penetração e a extração de pregos; Também utilizada em obras cuja
»» baixo custo; variação dimensional dos elementos
estruturais é pequena.
»» pequeno peso específico.
Atenção especial deve se dar ao posicio-
Nesse grupo de materiais destacam-se:
namento dos pregos necessários para a monta-
»» Madeira bruta: destinada à concreta- gem das fôrmas, uma vez que conforme o posi-
gem de peças de fundação e de estru- cionamento das peças que a compõem, pode
turas que não requerem acabamento haver dificuldade na desforma. Veja o exemplo
perfeito ou que devam receber reves- da viga na Figura 6.1: numa fôrma de viga são
timento. desformadas, em primeiro lugar, as laterais, e
»» Compensado resinado: destinado à por último a base.
concretagem de elementos estrutu-
rais que não requerem muito acaba-
mento. Dependendo do fabricante e
do modo de uso e armazenamento,
tais peças podem ser reutilizadas por
até cinco vezes.
»» Compensado plastificado: largamente
empregado para a concretagem de  
elementos que requerem acabamento, Figura 6.1 - Fixação dos pregos na base
utilizado muitas vezes para o cha- da fôrma de uma viga.
mado “concreto à vista”. Dependendo
da qualidade, do uso e do armazena- Outros Materiais:
mento, tais peças podem ser reutiliza- »» Laminados.
das por até cinquenta vezes.
»» Papelão.
»» Metálica: material cada vez mais
usado, principalmente em constru- »» Fibras.
ções onde há predominância de ele- »» Poliestireno expandido (Isopor).

66 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento


6.3 Tipos de fôrmas pelo menos 1 cm a mais nas larguras
e aplica-se um chapisco de cimento e
»» Removível: podem ser retiradas areia traço 1:3 (em volume) nas late-
após a cura do elemento concretado rais. Esse chapisco tem a finalidade de
e podem ou não ser reaproveitadas. evitar a fuga da água do concreto para
Utilizadas em lajes, painéis, vigas, o solo e possíveis desbarrancamen-
pilares, entre outros. tos. A vantagem desse procedimento
»» Perdida: ficam embutidas nos ele- é que evita desforma e reaterros. Uma
mentos estruturais e não podem ser desvantagem é a fragilidade nas bei-
retiradas. Utilizadas em lajes nervu- radas por causa da movimentação
radas como “fôrma perdida”, como dos operários; esse problema pode ser
mostra a Figura 6.2. Os materiais amenizado colocando-se um colari-
para a confecção dessas fôrmas são nho de madeira a sua volta.
os de menor peso específico possível
Chapisco nas laterais da escavação
e destacam-se o papelão e poliesti-
reno expandido (Isopor).

Concreto magro
Solo

Concreto Forma
Figura 6.4 - Esquema de uma fôrma contrabarranco.
Figura 6.2 - Exemplo de fôrma perdida.

A concretagem desse tipo de fôrma con- 6.4 Nomenclaturas usuais


siste de duas etapas: a primeira é a base inferior para fôrmas de
da laje, e após o posicionamento das fôrmas e a
complementação das armaduras é então execu- madeira1
tada a segunda etapa da concretagem, Figura 6.3. »» Painéis: são as superfícies (faces)
que vão dar forma ao elemento
Segunda etapa de concretagem
construtivo. Os painéis formam os
pisos das lajes, as faces de vigas, pila-
res, paredes e fundações. São nor-
malmente interligados por sarrafos
Primeira etapa de concretagem de 2,5 × 10 cm (1” × 4”).
Figura 6.3 - Etapas de concretagem de fôrma perdida. »» Travessas: peças de ligação dos pai-
néis. São feitas de sarrafos de 2,5 ×
»» Contrabarranco: quando o solo é 10 centímetros ou de pontaletes (cai-
bem consistente, estável e livre de bros) de 7,5 × 7,5 cm (3” × 3”). Como
água, costuma-se utilizá-lo como medida de economia, são em geral
fôrma para as estruturas de blocos de
fundação e baldrames, Figura 6.4).
Escava-se o solo, recortando-o com
1 Adaptado de AZEREDO, Helio Alves - 2005.

Formas e Escoramentos 67
utilizadas como elementos constitutivos das gravatas. A distância entre as travessas é geral-
mente constante no mesmo painel, de modo que a sua fixação pode ser feita com facilidade
e rapidez, por meio de mesas previamente bitoladas.
»» Travessões: peças de suporte empregadas somente nos escoramentos dos painéis das lajes;
são em geral feitas de pontaletes de 7,5 × 7,5 cm e trabalham como vigas contínuas apoia-
das nas guias.
»» Guias: peças de sustentação dos travessões. São feitas, em geral, de caibros de 7,5 × 7,5 cm
ou sarrafos de 2,5 × 10 cm trabalhando de cutelo, isto é, na direção da maior resistência.
Em alguns casos, por exemplo, na execução de apoios para lajes pré-moldadas, os traves-
sões podem ser suprimidos. As guias são apoiadas nos pontaletes ou “pés-direitos”.
»» Travessas de apoio: peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga, destina-
das a servir de apoio para as extremidades dos painéis das lajes e das respectivas peças de
suporte (travessões e guias).
»» Cantoneiras (chanfrados ou meios-fios): pequenas peças de seção triangular pregadas nos
ângulos internos das fôrmas, destinadas a evitar as quinas vivas dos pilares, vigas etc.
»» Gravatas (gastalhos): peças que ligam os painéis das fôrmas dos pilares, colunas e vigas,
destinadas a reforçar essas fôrmas, para que resistam aos esforços que nelas atuam na oca-
sião do lançamento do concreto. A distância entre as gravatas geralmente varia de 40 a 60
cm para peças de pouca solicitação e depende, ainda, dos reforços executados nos painéis.
As peças utilizadas normalmente são os sarrafos ou os pontaletes (caibros) ou, ainda, a
combinação entre caibros e sarrafos.
»» Montantes: peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. Feitas em geral de caibros de
7,5 × 7,5 cm, reforçam ao mesmo tempo várias gravatas. Os montantes colocados em faces
opostas de pilares, paredes e fundações são ligados entre si por ferros redondos ou tirantes.
»» Pés-direitos (pernas): suportes das fôrmas das lajes, cujas cargas vêm por intermédio das
guias; ou seja, fazem o escoramento das estruturas das fôrmas. Feitos usualmente de cai-
bros de 1a qualidade, de 7,5 × 7,5 cm. São apoiados normalmente sobre pequenas tábuas
(calços) colocados sobre a superfície de apoio.
»» Pontaletes (pernas): suportes das fôrmas das vigas, que sobre eles se apoiam por meio de
caibros curtos de seção normalmente idêntica à do pontalete e independentes das traves-
sas da fôrma. Num mesmo pavimento o comprimento dos pontaletes varia, naturalmente,
com a altura das vigas. Feitos usualmente de caibros de 1ª qualidade, de 7,5 × 7,5 cm.
»» Escoras (mãos-francesas): peças inclinadas trabalhando a compressão, empregadas fre-
quentemente para impedir o deslocamento dos painéis laterais das fôrmas de vigas, esca-
das, blocos de fundação etc. Podem ser executadas com sarrafos ou pontaletes (caibros) e
o seu distanciamento varia principalmente em relação à altura da peça a ser concretada.
»» Chapuzes: pequenas peças feitas de sarrafos de 2,5 × 10 cm, de cerca de 15 a 20 cm de
comprimento, geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de
escoramento, ou como apoio dos extremos das escoras.
»» Talas: peças idênticas aos chapuzes, destinadas à ligação e à emenda das peças de escora-
mento. São, em geral, empregadas nas emendas de pés-direitos e pontaletes, e na ligação
dessas peças com as guias e travessas.

68 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento


»» Cunhas (palmetas): peças prismáticas, geralmente usadas aos pares, com a dupla finali-
dade de forçar o contato íntimo entre os escoramentos e as fôrmas, para que não haja des-
locamento durante o lançamento do concreto e facilitar, posteriormente, a retirada desses
elementos. Devem ser feitas, de preferência, de madeiras duras, para que não se defor-
mem ou sejam inutilizadas facilmente.
»» Calços: peças de madeira sobre as quais se apoiam os pontaletes e pés-direitos, por inter-
médio das cunhas; são geralmente feitas de pedaços de tábuas de aproximadamente 30 cm
de lado. Mediante a superposição de calços e variação do encaixe das cunhas, podem ser
eliminadas as pequenas diferenças de comprimento dos pés-direitos e pontaletes de um
mesmo escoramento, ou podem ser adaptadas ao escoramento de vigas e lajes de alturas
ou espessuras variadas.
»» Espaçadores: pequenas peças feitas de concreto, empregadas nas fôrmas de paredes e fun-
dações, para manter a distância interna entre os painéis quando da necessidade de utiliza-
ção de tirantes.
»» Tirantes: peças metálicas compostas de uma
barra de ferro com rosca e porca em ambas
as extremidades ou em apenas uma extremi-
dade, posicionadas entre as faces de vigas ou
paredes, destinadas a reforçar a ação das gra-
vatas. Os tirantes são transpassados normal-
mente num tubo plástico, especialmente des- Figura 6.5 - Tirante metálico.
tinado a esse fim, como mostra a Figura 6.5.
»» Janelas (bocas): aberturas localizadas na base das fôrmas dos pilares e paredes, ou junto
ao fundo das vigas de grande altura, destinadas a facilitar-lhes a limpeza imediatamente
antes do lançamento do concreto.
»» Travamento: ligação transversal das peças de escoramento que trabalham à flambagem
(carga de topo), destinada a subdividir o comprimento e aumentar a resistência.
»» Contraventamento (travamento, amarração): ligação destinada a evitar qualquer deslo-
camento das fôrmas, assegurando a indeformabilidade do conjunto. Consiste da ligação
das fôrmas entre si, por meio de sarrafos e caibros, formando triângulos. Nas construções
comuns o contraventamento, em geral, é feito somente em planos verticais, destinando-se
a impedir o desaprumo das fôrmas dos pilares e colunas, sendo desnecessário no plano
horizontal, visto que as fôrmas das lajes geralmente já impedem a deformação do con-
junto, nesse plano.
»» Desmoldante: composto líquido destinado a ser aplicado nos painéis internos das fôrmas
para evitar a aderência de concreto na fôrma. Facilita, assim, a desforma, e deve ser apli-
cado antes da colocação da armadura.

6.5 Exemplos de montagem de fôrmas e escoramentos


É sabido que existem vários tipos de montagem de fôrmas para concreto. As Figuras 6.6 a 6.15
apresentam somente alguns exemplos.

Formas e Escoramentos 69
Viga com escoramento metálico

Figura 6.6 - Viga com escoramento metálico.

Viga com escoramento de madeira

Figura 6.7 - Viga com escoramento de madeira.

70 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento


Montagem de fôrma para viga baldrame

Figura 6.8 - Viga baldrame.

Sarrafo ou pontalete de reforço do painel da fôrma

Painel da fôrma Estronca

Estacas firmemente cravadas no solo

Figura 6.9 - Lateral da fôrma de uma viga baldrame.

Montagem de fôrma para sapatas


3

1
2
4

“Pescoço” da sapata

Base da sapata

1 Tirante
2 Espaçador de concreto
3 Gabarito em sarrafo de madeira
4 Concreto magro

Obs: Para uma maior eficiência, a concretagem é feita em duas etapas:


primeiro a base e depois o “pescoço”; sendo assim, a base servirá de apoio para o “pescoço”.

Figura 6.10 - Fôrma de uma sapata.

Formas e Escoramentos 71
Montagem de fôrmas para pilares

Figura 6.11 - Fôrma de um pilar.

Montagem de fôrma para laje com escoramento metálico

Figura 6.12 - Laje com escoramento metálico.

Montagem de fôrma para laje e viga com escoramento metálico

Figura 6.13 - Laje e viga com escoramento metálico.

72 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento


l

l
l
l
l

Figura 6.14 - Fôrma e escoramento de uma escada.

Viga mista para barroteamento e apoios

Exemplo de viga mista, que substitui com vantagem os


barrotes de vigas de madeira nas fôrmas de vigas e lajes.

Figura 6.15 - Viga mista: metal e madeira.

6.6 Considerações gerais sobre fôrmas

6.6.1 Orientações gerais sobre as fôrmas


As fôrmas para concreto armado devem satisfazer os seguintes requisitos de ordem geral:
»» Ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto e ter a
resistência necessária para não se deformarem sensivelmente sob a ação dos esforços que
vão suportar, isto é, sob a ação conjunta do peso próprio, do peso e pressão do concreto
fresco, do peso das armaduras e das cargas acidentais. Nas peças de grande vão devem ter
a sobre-elevação necessária (contraflexa) para compensar a deformação inevitável sob a
ação das cargas.
»» Atenção especial para a estabilidade das fôrmas, quando o concreto for sofrer adensa-
mento por vibração por meio de vibradores de alta frequência (vibradores de imersão).
»» Ser praticamente estanques, condição esta de grande importância para que não haja perda
de cimento arrastado pela água. Para esse fim, é preciso que as tábuas sejam bem alinha-
das, para que se justaponham o melhor possível, e as fendas que apareçam sejam tampa-
das cuidadosamente com papel ou pano.
»» Deverá merecer cuidado particular a ligação das tábuas que formem ângulos (arestas de
vigas e de pilares, juntas de vigas com lajes etc.)

Formas e Escoramentos 73
»» Ser construídas de modo a permitir sível, por carpinteiros ou operários
a retirada dos seus diversos elemen- experientes, para que não causem
tos com relativa facilidade e, prin- danos à superfície do concreto nem
cipalmente, sem choques. Para esse às fôrmas, e possam ser reaproveita-
fim, o seu escoramento deve apoiar- das mais vezes.
-se sobre cunhas, caixas de areia ou
outros dispositivos apropriados. Tabela 6.1 - Tabela prática para desforma
dos painéis laterais das estruturas
»» Ser projetadas e executadas de modo
Estrutura Tempo
que permita o maior número de uti-
lizações das mesmas peças. Paredes, pilares e faces laterais de vigas 3 dias

»» Serem feitas com madeira apare- Lajes até 10 cm de espessura 3 dias

lhada ou chapas de compensado Lajes de mais de 10 cm de espessura 21 dias


plastificado, nos casos em que o con- Faces inferiores de vigas até 10 m de vão 21 dias
creto deva constituir superfície apa-
Arcos e abóbadas 28 dias
rente definitiva.
Faces inferiores de vigas de mais de 10 m de vão 28 dias
»» Antes do lançamento do concreto,
as fôrmas devem ser limpas interna-
mente; para esse fim, devem ser dei- 6.6.2 Estimativa de consumo
xadas aberturas, denominadas “jane- de madeira para fôrma
las”, próximas ao fundo, nas fôrmas
de pilares, paredes e vigas estreitas e Considera-se, como estimativa, em média,
profundas, Figura 6.16. 12 m2 de fôrma para cada metro cúbico de
concreto.

6.6.3 Dimensões comerciais


Tampa para
fechamento da
janela
das madeiras para fôrma
e escoramentos
~20 cm

Chapas de compensado
Abertura na forma para limpeza (janela)

Figura 6.16 - Abertura (janela) para limpeza das fôrmas.


»» Largura por comprimento (cm):
110  220 ; 122  244
»» Antes do lançamento do concreto as »» Espessuras (mm): 6, 8, 10, 12, 15, 20
fôrmas devem ser molhadas até a satu-
Peças de madeira bruta
ração, para que não absorvam água
necessária à pega do cimento. O escoa- »» Tábuas: espessura  largura (cm):
mento da água em excesso, empregada 2,5  30 ; 2,5  25
para esse fim, será feita por furos con- »» Sarrafos: espessura por largura (cm):
venientemente localizados. 2,5  10
»» A retirada das fôrmas deve obedecer »» Ripas ou Ripão: espessura por lar-
sempre à ordem e aos prazos míni- gura (cm):
mos indicados, conforme Tabela 6.1, 2,5  5
de acordo com o estipulado nas Nor- »» Pontaletes: espessura por largura (cm):
mas Brasileiras. Essa operação deve
5  5 ; 7,5  7,5
ser feita sem choques, e, quanto pos-

74 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento


O comprimento das madeiras brutas pode variar de 50 em 50 centímetros, a partir de 2
metros. Em geral, as peças são comercializadas com mediadas entre 3 e 4,50 m. Para peças maiores e
especiais, os fornecedores deverão ser consultados.

6.7 Prego
Os tipos de pregos empregados na construção civil são os mais variados. A Tabela 6.2 apre-
senta os principais tipos utilizados:

Tabela 6.2 - Alguns tipos de pregos

Pregos Normais Com Cabeça


Aplicações
» Montagem de formas para concreto - Construção de casas
» Confecção de estruturas diversas
» Forros - Tapumes
Tamanho
» variável a partir de 12x12

Pregos Sem Cabeça


Aplicações
» Assoalho e marcenaria em geral
» Rodapé
» Molduras de portas, janelas etc.
Benefícios

» Melhor acabamento, pois fica escondido na madeira.

Cabeça Dupla
Aplicações
» Ideal para montagem de estruturas de madeiras temporárias, como fôrmas para concreto e andai-
mes. Sua dupla cabeça torna muito mais fácil o arranque, evitando danos à madeira.
Medidas
18 x 27 (2.1/2”  10), 17 x 27 (2.1/2”  11), 18 x 30 (2.3/4”  10)

Fonte: Paganini & Cia. Ltda. Disponível em www.paganini.com.br. Acesso em: 15 maio 2007.

Fique de olho!

No Brasil, normalmente se utilizam as medidas de pregos em fieira PG X


linhas portuguesas.. Uma (1) linha portuguesa corresponde a 2,3 mm, e fieira
PG corresponde a Paris Gauge bitolas de arame-padrão na França, então,
quando se diz prego 18  27, significa que a bitola corresponde à fieira
PG 18 (3,4 mm), enquanto o comprimento corresponde a 27 linhas portu-
guesas, ou seja, 27  2,3 = 62,1 mm.

Figura 6.17 - Foto de uma fôrma para


viga-calha: Obra CPW, Nestlé, Caçapava-
SP, engenheiro Julio Salgado.

Formas e Escoramentos 75
Vamos recapitular?

Foram vistos no Capítulo 6 os diversos tipos de materiais para execução de fôrmas, os tipos de
fôrmas e, ainda, os procedimentos para uma boa confecção de fôrmas para concreto.
As Figuras ilustraram os esquemas básicos de montagem de diversos tipos de fôrmas para estrutura.

Agora é com você!

1) Tirantes são dispositivos metálicos utilizados para a amarração de fôrmas. O que


deve ser inspecionado nesses dispositivos antes de sua utilização?
2) Faça uma visita às lojas de materiais de construção e identifique os tipos de madeiras
e chapas de compensado que são comercializados.
3) Caso haja na sua cidade ou região alguma empresa locadora de equipamentos para
construção civil, verifique os tipos de escoramentos disponíveis.

76 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento

Você também pode gostar