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5

Capítulo

ESTRUTURA
ANALÍTICA
PROJETO 1
Aid» Dórea Mattos

primeiro passo do roteiro do planejamento consiste em identificar as atividades que

O serão levadas em consideração pelo planejador e que irão compor o cronograma geral
do projeto.

Essa etapa de identificação das atividades requer especial atenção porque á nela que se decompõe
o escopo total do projeto em unidades de trabalho mais simples e de manuseio mais fácil, Aquilo
que não for identificado e relacionado sob a forma de atividade não integrará o cronograma,

A identificação das atividades nio deve ser trabalho de uma única pessoa, É preciso que haja a
contribuição e a participação de todos os envolvidos no projeto. A omissão de uma atividade
ou de uma série delas é um problema que pode assumir proporções gigantescas no futuro. Se
uma parte do escopo não for contemplada no cronograma, a obra poderá ter atraso e aumento
de custo.

Desmembrar o projeto em atividades não é trabalho dos mais simples, Invariavelmente, exige
leitura cuidadosa de desenhos e plantas, entendimento da metodologia construtiva a ser
empregada e capacidade de representar as tarefas de campo sob a forma de pacotes de trabalho
pequenos e compreensíveis,

5.1 ESCOPO DO PROJETO


Dá-se o nome de escopo ao conjunto de componentes que perfazem o produto e os resultados
esperados do projeto. Em outras palavras, é a abrangência, o alcance do projeto como um todo.

Mão se pode gerenciar um projeto sem que suas fronteiras estejam bem definidas. Ao se definir
o escopo, amarra-se o que será o objeto do planejamento. 0 que não estiver no escopo original
não será planejado, não será programado e não será comunicado ás equipes de campo. O que
não for relacionado ficará de fora do cronograma e, em decorrência disso, não será delegado a
nenhum responsável.
'LANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS

DICA PARA O PLANEJADOR


0 planejador deve dedicar grande esforço ria identificado dos pacotes de trabalho para gerar um planejamento
que faça sentido e que seja aplicável na prática. £ preciso que o planejador consiga que o escopo considerado
seja aceito e aprovado por todos os envolvidos: gerentes, engenheiros, responsáveis por frentes etc. Ao acatar
o escopo definido pelo planejadores partes envolvidas tomam-se coautoras do planejamento e não poderão
culpar a equipe técnica por descuido ou omissão.

Essa ressalva é importante porque muitas vezes os projetos de estrutura, por exemplo,exigemcimbramentos
complicados ou execução em várias fases, e o planejador, por não ser especialist a na área, pode simplificar
em demasia as tarefas requeridas e a duração de cada uma. Se for dada chance aos responsáveis pela
produção de checar as atividades consideradas, pode-se mitigar o desconforto de futuramente considerar
o planejamento inexeqüível.

Durante a definição do escopo do projeto, é comum que alguns elementos ainda não estejam
totalmente especificados e detalhados. Em casos assim, se o planejador não consegue
ainda "quebrar" o referido serviço em atividades menores, deve ao menos deixar o serviço
identificado para posterior detalhamento. O fato de ainda não haver nível de detalhe suficiente
não é desculpa para que o elemento fique excluído do planejamento, Um exemplo típico é o
paisagismo, que muitas vezes não está ainda plenamente definido no início da obra, mas que
pode provisoriamente ser incluído no cronograma como uma tarefa genérica "paisagismo", a ser
posteriormente desmembrada em plantio de grama, plantio de árvores, construção de espelho
d'dgua, iluminação direcionada etc.

A técnica de deixar um pacote de trabalho amplo para decomposição futura recebe o nome de planejamento em
ond a s su cessi va s (rolling waveplanning). A medida q ue o momento de exec ução do pa cote de tra ba I h o se aproxi ma,
o grau de informação cresce e o planejador pode então aumentar o nível de detalhe do planejamento.

A técnica mais recomendável para a identificação das atividades de um projeto é a decomposição


do escopo sob a forma de Estrutura Analítica do Projeto (EAP), mostrada a seguir.
Capítulo 5 - ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO
Al do Dòrea Mattoi

5.2 ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO


Para se planejar uma obra é preciso subdividi-la em partes menores. Esse processo é chamado
decomposição. Por meio da decomposição, o todo — que é a obra em seu escopo integral — é
progressivamente desmembrado em unidades menores e mais simples de manejar. Os grandes
blocos são sucessivamente esmiuçados, destrinchados na forma de pacotes de trabalho menores,
até que se chegue a um grau de detalhe que facilite o planejamento no tocante à estipuJação da
duração da atividade, aos recursos requeridos e à atribuição de responsáveis.

A estrutura hierarquizada que a decomposição gera é chamada de Estrutura Analítica do Projeto


(EAP}. Basta pensar em uma árvore genealóglca, com o avô em um nível, seus filhos em um nível
mais abaixo, os netos no nível imediatamente inferior e assim por diante. Essa é a configuração da
EAR uma árvore com ramificações,

O nível superior da EAP representa o escopo total. Nesse nível há apenas um item — o projeto
como um todo. A partir desse nível, a EAP começa a se ramificar em tantos galhos quantos
forem necessários para representar as grandes feições do projeto. Em seguida, cada "caixinha"
do segundo nível é desdobrada em seus componentes menores no terceiro nível e assim
sucessivamente. Cada nível representa um aprimoramento de detalhes do nível imediatamente
superior, À medida que a EAP se desenrola, os pacotes de trabalho se tomam menores e mais
bem definidos. Assim, torna-se mais fácil atribuir uma duração e identificar a tarefa no campo
para controlar seu avanço.

Não há regra definida para construirá EAP. Dois planejadores podem perfeitamente chegara duas
EAP bastante diferentes para o mesmo projeto, O critério de decomposição é responsabilidade
de quem planeja, É bom frisar que, qualquer que tenha sido a lógica de decomposição, rodos os
trabalhos constituintes do projeto precisam estar identificados aofinal,O importante é que a EAP
represente a totalidade do escopo ("regra dos 100%").

A Estrutura Analítica do Projeto (EAP) é também conhecida pela expressão Work Breakdom Structute (WBS),
que em inglês significa"estrutura de decomposição do trabalho':

Vejamos o exemplo simples de uma casa, A EAP pode ser feita de várias formas (Fig. 5.1):
LANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS

o)

b)

CASA
ELÉTRICA E
CIVIL
sanitária

FUNDAÇÃO IN3TALAÇÒE8 IMftTALAÇflES


ESTRUTURA ACABAMENTO
ELÉTRICAS HIDRÁULICAS

PAREDES

TELHADO

MAOriHAMFHTO

TtLHA
Al do Dórea Mattos

Fig. 5. J - Diferentes possibilidades de EAP para o mesma projeto {construção da casa); (a) decomposição
por partes físicos; (b) decomposição por grandes serviços; (c) decomposição por especialidade de
trabalho; (d) decomposição por etúpas globais; (e) decomposição por tipo de contratação

Alguns comentários sobre as EAP mostradas:

* A EAP da Fig, 5,1 a desce até o 4° nível, embora nem todos os ramos cheguem até lá. O nível
inferior de cada ramo gera um total de nove pacotes de trabalho para o planejamento — são eles
que integrarão o cronograma;

• A EAP da Fig, 5.1b desce até o 3ft nível desmembrando o escopo total em seis pacotes de
trabalho. A atividade Telhado presumivelmente engloba o madeiramento (terças, caibros e ripas)
e a colocação das telhas, 0 pacote Fundação só se desdobra em uma única atividade (SopoMí), o
que não é tecnicamente uma solução elegante, porque decomposição pressupõe desdobramento
em mais de uma suba tiv ida de;
• A EAP da Fig. 5.1c desce até o 5° nível, definindo sete pacotes de trabalho no final da ramificação.
Embora ela desdobre muito o pacote Estrutura, os demais pacotesficarammuito genéricos, englobando
vários serviços que poderiam ter sido individualizados. A EAP ficou com uma aparência assimétrica:

• A EAP da Fíg, 5.1 d desce até o 3o nível, decompondo o escopo em apenas cinco pacotes de
trabalho, ê uma EAP bem simples. Fundação compreende a escavação e a concretagem da sapata,
serviços que estão apenas subentendidos, quando melhor seria que estivessem explicitados;

• A EAP da Fig, 5.1 e desce até o 3° nível e define seis pacotes de trabalho. A subdivisão do segundo
nível só faz sentido se a separação entre serviços próprios e terceirizados for muito importante do
ponto de vista gerencial.

DICA PARA O PLANEJADOR


Desmembrar um pacote em apenas urrfsubpacote"não faz sentido. Decomposição pressupõe desdobramento
em mais de um ramo.

$.2.1 ATÉ ONDE DECOMPOR?

Eis uma boa pergunta, geralmente feita por todo planejador, Na verdade, não há uma regra definida
e a resposta fica por conta do bom senso. Tudo é função do grau de controle que se quer imprimir
ao planejamento: muito detalhe acarreta uma rede extensa e um custo de controle mais elevado;
pouco detalhe rende uma rede sucinta e de custo de controle mais baixo, porém o planejamento
pode ficar pouco "profundo "e pouco prático de acompanhar.

Um ponto a ponderar é o tempo médio das atividades do planejamento. Mão é viável trabalhar
com atividades muito genéricas e longas misturadas com atividades de duração reduzida. É
preciso haver um equilíbrio nas durações, o que Já é um ponto de orientação para o planejador.
Não é coerente haver em um cronograma atividades com duração em meses e outras em dias, ou
algumas em semanas e outras em anos.

Um serviço como concretagem dato/e,por exemplo, pode ser considerado atividade única ou
subdividida em fôrma, corte e dobra da ferragem, instalação da armação, lançamento do concreto,
cura e desfôrma, Com o desdobramento do pacote de trabalho em atividades menores, a rede fica
mais detalhada, porém mais tonga e complexa. Em uma obra predial, que depende muito de lajes,
a EAP mais detalhada é uma boa idéia, Contudo, se a obra for uma estrada e a laje em questão for
uma parada de ônibus, é mais aconselhável manter o serviço único por se tratar de algo menor,
menos representativo no todo,
Al do Dórea Mattos

DICA PARA O PLANEJADOR


Uma recomendação importante é a valiaraté que ponto o desmembramento do serviço em atividades menores
melhora o acompanhamento da obra.

Um exemplo clássico é a execução de um telhado: um planejador pode desmembrar o serviço telhado em


madeiramento e telhas, enquanto outro planejador cresce o nível de detalhe até colocação da telha 1,
colocação da telha 2... colocação da telha 1.253. Será que esse pneciosismo agregaria valor, ou apenas criaria
uma enorme dor de cabeça para quem fosse atualizar a rede?

Observação; é conhecido um caso que, para cada porta de uma grande edificação, o planejador havia
subdividido o serviço em batente, dobradíça superior, dobradiça inferior, foi ha da porta ealiz ares. Esse é o tipo
de desmembramento desnecessário, pois envolve atividades pequenas e rápidas, que poderiam muito bem
estar a grupadas sem prejuízo do acompanhamento.

É i nteressa ntepercebertambémque,àmedidaqueaEAPseaperfeiçoa,aequipeadquitemaissegurançacom
relação à obra, fica mais confiante quanto aos prazos estipulados e o planejador pode reduzira contingência
de tem po a ser incorporada ao cronograma.

DICA PARA O PLANEJADOR


Vá rias especificações técnicasde órgãos americanos impõem que a duração mínima seja de 1 dia e a máxima
o dobro da periodicidade da atuali iação da rede—se a at ua lização fo r se ma nal, a du ração m á xima é de
duas semanas (10 dias); se for quinzenal, 30 dias, e assim por diante.

Preferimos teorizar como 1 dia < d < 10 dias:

a) Se uma atividade identificada tiver d < 1 dia, ela é considerada pequena demais e deverá ser fundida a
outra(s) para formar uma atividade mais longa;

b) Se uma atividade tiver d >10 dias, ela deve ser desmembrada em pacotes menores (fase I e fase II etc.).
5.2.1, J EAP de subcontratos

No caso de obras que têm subcontratos — cravação de estacas, instalações elétricas e hidráulicas,
impermeabilização, revestimento degesso etc —, o trabalho de planejamento náo deve ser menor,
A estrutura analítica deve ser desenvolvida mesmo assim, preferencialmente sendo fornecida
pelo subcontratado, pois é ele que conhece bem o serviço, O fato de um grupo de atividades ser
feito por empresa terceirizada não implica que ela fique de fora do planejamento, Ao contrário,
incluir as atividades do subcontratado na rede é uma maneira de envolvê-lo no esforço global de
planejamento e garantir que as atividades estarlo identificadas no cronograma, o que permitirá
um melhor monitoramento desses subcontratados.

DICA PARA O PLANEJADOR


E comu m verm os tarefa s terceirizadas como uma única barra no cronog rama. Essa prática nãoécorreta porque
peca por se resumir a uma linha um conjunto cfe atividades múltiplas e distintas.

Instalações elétricas são o exemplo típico. 0 ídeat é subdividi-las em rasgo das paredes, colocação de eletrodutos,
enfiaçâo, instalação de I umi narras e testes,

E sempre recomendável amarrar no contrato de prestação de serviço o encargo de fornecer a EAP ao


construtor.

5.2,1.2 EAP analítica

Outro formato possível para a EAP é a listagem analítica ou sintética. Esse é o formato com que
os principais softwares de planejamento trabalham,

A essência é simples: cada novo nível da EAP é "indentado" em relação ao anterior, isto é, as
atividades são alinhadas mais internamente, Tarefas de um mesmo nível têm o mesmo
alinhamento. Quanto mais Indentadas as atividades, menor o nível a que pertencem,

A EAP analítica geralmente vem associada a uma numeração lógica, segundo a qual cada novo
nível ganha um digito a mais. A EAP analítica presta-se muito bem para relatórios.

A EAP da Fig, 5,1a teria a seguinte aparência no formato analítico do programa MS Project*
(Fig.S.2):
Capítulo 5 - ESTRUTURA ANALÍTICA PO PROJETO

AI do Ddrea Mattos

Atividade
0 Casa
t 1 Infraostrutura
2 1.1 Escavação
3 1.2 Sapatas
4 2 Superestrutura
5 2.1 Paredes
6 2,1,1 Alvenaria
r 2.1.2 Revestimento
8 2.1.3 Pintura
2.2 Cobertura
10 2,2,1 Madeiramento
11 2.2.2 Telhas
12 2.3 Instalações
13 2.3.1 Instalação elétrica
U 2.3.2 Instalação hidráulica

Fig, 52-EAP analítica

5.2.1.3 EAP como mapa mental

Além do formato tradicional de árvore de blocos, a EAP pode também ser apresentada sob a forma
de mapa mental, uma solução visualmente muito atraente e de fácil criação,

Um mapa mental é um diagrama utilizado para representar idéias, que são organizadas radialmente
a partir de um conceito central. A estrutura do mapa mental é de árvore, com ramos divididos em
ramos menores, como na árvore de blocos. A diferença é que o mapa permite a criação da EAP
de maneira que fixa mais a Imagem, centralizando a idéia central e o espírito de decomposição
progressiva das idéias.

Supostamente, o mapa mental funciona como o cérebro humano, mantendo a ideia-chave


em posição central e criando conexões por meio de associações traçadas de forma não linear.
Organização do pensamento, palavras-chave, associação, agrupamento e facilidade cognitiva são
algumas das características do processo,

Em relação à EAP por blocos, o mapa menta! tem a vantagem de mostrar toda a decomposição
do projeto em uma tela única. Para quem trabalha no computador, não é preciso rolar a barra do
programa para visualizar a totalidade da EAP.
A EAP da Fig. 5.1 .a tem a seguinte aparência como mapa mental (Fig. 5.3):

fltvttrtJlrift

PárgdOS / ftewtllinenla

>
^inlcjra
Escavação

<
InFrnostrulun) Suporoaíiulura MadftlMfflftnid
Snpnlaa
CASA CcíbüfUirj
Tülllftl

Fig, 5.3 - FAP em mapa men tal


IrisMl nçàas

< Ini1áli{*0 hidráulica

DICA PARA O PLANEJADOR


Os mapas mentais são excelentes ferramentas para trabalhos em equipe e para o desenvolvimento inicial da
ideía, Eles servem muito bem para a explicação da EAP, por apresentarem feição bastante intuitiva,

Para sessões em grupo, o planejador pode conseguir ótimos resultados com os mapas mentais. 0 fato de não
precisar rolar barras na tela já garante uma vantagem didática expressiva.

EXEMPLO PASSO A PASSO - BARRAGEM ALEGRIA

O desvio do rio Alegria é uma das principais etapas da construção de uma barragem. Na
Barragem Alegria, as características topográficas e hidrológicas ditaram a adoção do arranjo
espacial [Fig, 5,4).

Para que o maciço da barragem possa ser construído entre as duas ombreíras, é preciso
desviar o rio de seu curso natural por meio de um túnel. Concluído o túnel, constroem-
se as ensecadei ras de montante e de jusante. A partir daí, bombeia-se a água represada
(esgotamento) e se inicia a escavação do terreno para implantação da fundação da
barragem. A obra conta com acessos até o túnel e a cada uma das ensecadeiras.
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BARRAGEM
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IT ffi I f I ; I' • i',Ti r ,'i '. i . r . i , i ; i . i • ]•.


' ENSECAOEIRAPE MONTANTE ^
I i r r p | i |-i'| i I ' I M i1! I I i I M '! ') M H i n r T T

Acosso
00 iCinol1

R\0

Fig. 5.4

tf
Com essas premissas, a EAP da obra fica sendo (Fig. 5.5>:

CÓDIGO ATIVIDADE
Acessos
A Acesso ao túnel
8 Acesso alé a ensecadeira de montante
C Acesso ate a ensecadelra de jusante
Túnel
0 Emboquedo túnel
E Escavação do túnel
Ensecadalras
F Construção da cnsccadcira do montante
G Construção da ensecadeira de Jusante
Fundação da barragem
H Esgotamento
I Escavação para fundação da barragem
Aldo Dórea Mattos

Túnol
AtosaoB / Ênfujcadolra montante
\ gfiflocjdoira Jü8orit6
E.mbojiutr.
TúniU /
Eicawtio
Barragem

<
Benigna
Ensataclofraa ^
J manto

esgpliimonlo
Fundjiçjo
Escavação
Fig. 5.5 - EAP da barragem: (a) em árvore; (b) analítica; (c) mapa mental

Este exemplo será continuado nos próximos capítulos.

5 3 PROPRIEDADES DA EAP
As propriedades de uma EAP são muitas:

Cada nível representa um r^finamentoclo nível imediatamente superior


As subtarefas representam 100% do escopo da tarefa do nível imediatamente superior (regra dos 100%), ou
seja, se um pacote de trabalho é desmembrado em três atividades, elas representam a totalidade do alcance do
pacote de trabalho
A soma do custo dos elementos de cada nível è igual a 100% doníwl imediatamente superior
0 custo de cada el emento d a estro tu ra eq uiva I e à soma dos custos dos el ementos subordinados
Juntas, as atividades de nível mais baixo nos diversos ramos da EAP representam o escopo total do projeto
Uma mesma atividade não pode estar em mais de um ramo
Duas atividades são mutuamente exdudentes: não pode haver sobreposição de trabalho entre elas (seria uma
redundância desnecessária)
Atividades não incluídas na EAP não tomam parte do projeto
As atividades São relacionadas em ordem lógica de associação de idéias, não em ordem cronológica
As atividades de nível mais bai xo sâo men su ráveis e p odem ser a tri buidas a um responsáve I f pessoa ou eq ui pe}
5.4 BENEFÍCIOS DA EAP
Vários são os benefícios que a criação da EAP traz para o projeto;

Ordena o pensamento e cria uma matriz de trabalho lógica e organizada


Individualiza as atividades que serio as unidades de elaboração do cronograma
Permite o agrupamento das atividades em famílias correlatas
Facilita o entendimento das atividades consideradas e do raciocínio utilizado na decomposição dos pacotes de
trabalho
Facilita a verificação final por outras pessoas
Facilita a localização de uma atividade dentro de um cronograma extenso
Facilita a introdução de novas atividades
Facilita o trabalho de orçamentarão porque usa atividades mais precisas e palpáveis
Permite a atribuição de códigos de controle que servem para alocação dos custos incorridos no projeto (V,
numeração atribuída na EAP sintética exemplificada anteriormente)
Evita que uma atividade seja criada em duplicidade

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