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Decreto permite a liberação de construção em terrenos de “posse”

Publicado em 28/03/2018 às 14:19 - Atualizado em 28/03/2018 às 14:19

Créditos: Ascom/PMIBaixar Imagem

O prefeito Rosenvaldo Júnior assinou, na tarde desta segunda-feira, dia 26, um


Decreto que permite a liberação de construção em terrenos que não possuem
matrícula, os chamados “terrenos de posse”.
No final de janeiro deste ano, a Procuradoria do Município de Imbituba,
representada pelo Procurador-Geral, Dr. Gustavo Borba Benetti, concedeu
parecer para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano - Sedurb, no sentido de
não mais exigir do munícipe a apresentação da matrícula do imóvel
(documento do Cartório) para fins de liberação de Alvará para Construção,
bastando a comprovação da posse, a exemplo do Contrato de Compra e
Venda.
O processo retornou à Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que acabou
acatando os termos do parecer, sob homologação do Prefeito Rosenvaldo
Júnior, a qual sugeriu ao Prefeito a publicação de um Decreto para
regulamentar o ato.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano, liderada pelo Secretário Anderson
Maximiano, já está iniciando o procedimento administrativo para se amoldar à
nova forma, o que tende a desatravancar o desenvolvimento da cidade.
Segundo afirma o Procurador-Geral Dr. Gustavo, o que se pretende acautelar
com a apresentação da matrícula do imóvel é a não efetivação do
parcelamento clandestino. “Contudo, tal documento não é prova inequívoca de
que o ato não ocorreu, ou seja, mesmo que o requerente apresente referido
documento, o município não poderá ter absoluta certeza de que o imóvel
respectivo não seja proveniente de um parcelamento de solo realizado de
forma irregular ou clandestina”, observa.
Conforme se pode extrair do referido parecer, “O fato de a maioria da
população não possuir a Matrícula de seu imóvel, e este documento ser exigido
pela Prefeitura para a liberação do Alvará de Construção, acaba, dentre outras
consequências, por violar direitos individuais pertencentes ao cidadão de boa-
fé, notadamente no que tange ao seu Direito de Construir”.
O Procurador-geral declara ainda que, os adquirentes dos imóveis desprovidos
de matrícula, por presunção legal, os adquiriram de boa-fé, devendo o
município coibir a prática diretamente do loteador (vendedor), que seria o real
infrator. “O fato de não se exigir mais a matrícula do imóvel para este fim, não
isenta o Município de sua responsabilidade de fiscalizar, autuar e diligenciar no
sentido de prevenir tais práticas”, salienta.
O Secretário Anderson Maximiano, da Sedurb, afirma que, na prática, a
exigência da matrícula do imóvel acaba fazendo com que muitos moradores,
por não possuírem este documento, acabem realizando a obra em desacordo
com o código de obras e o código de posturas municipal, o que tende a gerar
maior dano ao meio ambiente e às normas urbanísticas. “Existem algumas
ressalvas constantes no parecer e no Decreto, que obrigam o munícipe a
comprovar a sua efetiva posse, documentos estes que deverão ser analisados
pela SEDURB, para fins de evidenciar ao máximo que não se trata de
parcelamento clandestino. Como por exemplo, a obrigatoriedade de
apresentação do extrato de inscrição imobiliária junto ao setor de
cadastramento, o que deve comprovar que já existe registro do imóvel junto ao
município, isto é, que não é um registro originário”, ressalta.
O Secretário ainda explica que, quando não satisfeita da comprovação, poderá
exigir outros documentos que evidenciem a comprovação posse. Desta forma,
os munícipes que ainda não tiverem a matrícula do imóvel já podem se dirigir à
Prefeitura de Imbituba, e requerer o alvará de construção, o qual será liberado
se forem preenchidos os requisitos constantes no referido Decreto.

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