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AGO 2006 Projeto NBR 8130

Aquecedor de água a gás tipo


instantâneo - Requisitos e métodos de
ABNT – Associação
ensaio
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro Origem: NBR 8130:1998
Av. Treze de Maio, 13 28º andar
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680 CB-09 Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis
Rio de Janeiro – RJ
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Fax: (021) 220-1762/220-6436
Endereço eletrônico: Instantaneous gas water heaters - Requirements and test methods
www.abnt.org.br
Descriptors: Water heater

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ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/ Palavra(s)-chave: Aquecedor de água 43 páginas
Impresso no Brasil
Todos os direitos reservados

Sumário

Prefácio
1Objetivo
2Referências normativas
3Definições
4Classificação dos aparelhos
5Marcação e instrução
6Requisitos de construção
7Requisitos de funcionamento
8Requisito de desempenho
9Atitudes para função

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS),
são elaboradas por Comissões de Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo
parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ONS circulam para Consulta Pública entre os
associados da ABNT e demais interessados.

1Objetivo
Esta Norma especifica as características mínimas exigíveis, prescreve as condições de ensaio e a metodologia utilizada
para aquecedores de água tipo instantâneo (tiragem natural, tiragem forçada e fluxo balanceado), nos quais são utilizados
combustíveis gasosos.

2Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contém disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usar a edição mais
recente da norma citada a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NP EN 26:2000 – Aparelhos de produção instantânea de água quente para aplicações sanitárias equipados com
queimadores atmosféricos que utilizam combustíveis gasosos
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Projeto NBR 8130:Mar06

NBR 13103:2000 – Adequação de ambientes residenciais para instalação de aparelhos que utilizam gás combustível
NBR NM-ISO7-1:2000 – Rosca para tubos onde a junta de vedação sob pressão é feita pela rosca - Parte 1: Dimensões,
tolerâncias e designação

NBR NM 335-1 – Aparelhos Elétricos

3Definições
No âmbito da presente Norma, aplicam-se as seguintes definições:

4Aquecedores de água instantâneo


Aparelho constituído de unidade de aquecimento e acessórios, destinado a elevar de imediato a temperatura da água, sem
requerer reservatório próprio de acumulação.

5Aquecedor de passagem pequeno


Aquecedor de água instantâneo com potência nominal inferior a 10,500 kW (150,50 kcal/min), relacionada ao poder
calorífico superior (PCS).

6Aquecedor de passagem médio


Aquecedor de água instantâneo com potência nominal entre 10,500 kW (150,50 kcal/min) a 14,00 kW (200,67 kcal/min),
relacionada ao poder calorífico superior (PCS).

7Aquecedor de passagem grande


Aquecedor de água instantâneo com potência nominal maior que 14,000 kW (200,67 kcal/min), relacionada ao poder
calorífico superior (PCS).

8Aquecedor de potência fixa


Aparelho cujo queimador principal funciona com vazão de gás nominal fixa, podendo ser regulada através de dispositivo
manual incorporado ao aparelho.

9Aquecedor de potência auto-modulante


Aparelho cuja vazão de gás varia automaticamente de acordo com a vazão de água, de modo a manter a temperatura da
água quente dentro de uma faixa pré-determinada da vazão.

Dependendo do método de controle automático, são definidos em dois tipos os aparelhos de potência auto-modulante:

10Aparelhos termostáticos
Aparelhos cuja vazão de gás varia por ação de um dispositivo termostático que controla a temperatura da água quente,
podendo a temperatura de utilização ser regulável através de dispositivos de ação manual.

11Aparelhos proporcionais
Aparelho cuja vazão de gás é proporcional à vazão de água, podendo ser regulada esta proporcionalidade através de
dispositivos de ação manual.

12Gama de Potência auto-modulante


Faixa de potência útil declarada pelo fabricante para os aparelhos de potência auto-modulante, dentro da qual a vazão de
gás é proporcional à vazão de água, numa faixa pré-determinada.

13Características da Alimentação de gás

14Condições padrão de gás (condições de referência)


Gás seco à temperatura de 15ºC e à pressão absoluta de 101,33 kPa (~760 mm Hg).

15Gases de ensaio
Gases destinados à verificação das características de funcionamento dos aparelhos que utilizam combustíveis gasosos.
Os gases de ensaio são constituídos pelos gases de referência e pelos gases limite.

Na tabela 1 desta Norma estão indicadas as características dos gases aqui citados.

16Gases de referência
Gases de ensaio com os quais os aparelhos funcionam nas condições nominais, sempre que são alimentados à
correspondente pressão nominal.

17Gases limite
Gases de ensaio representativos das variações extremas das características dos gases para os quais os aparelhos foram
concebidos.
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Projeto NBR 8130:Fev06

18Poder calorífico
Quantidade de calor produzida pela combustão, à pressão constante de 101,33 kPa (~760 mm Hg), por unidade de volume
ou de massa do gás, partindo dos constituintes da mistura combustível nas condições de referência, e trazendo os
produtos da combustão às mesmas condições. Definem-se dois tipos de poder calorífico:

19Poder calorífico superior (PCS)


Quantidade de calor expressa em MJ ou em Kcal liberada pela combustão completa de uma unidade de volume (m 3) ou de
massa (kg) de um gás medido seco a 0ºC, na pressão de 101,33 kPa (~760 mm Hg), sendo os produtos da combustão
resfriados à temperatura de 0ºC e permanecendo a água resultante da combustão em estado líquido.

Símbolo: Hs

20Poder calorífico inferior (PCI)


Quantidade de calor expressa em MJ ou em Kcal liberada pela combustão completa de uma unidade de volume (m 3) ou de
massa (kg) de um gás medido seco a 0ºC, na pressão de 101,33 kPa (~760 mm Hg), sendo os produtos da combustão
resfriados à temperatura de 0ºC e supondo-se que a água resultante da combustão permaneça em estado de vapor.

Símbolo: Hi

21Densidade (d)
Razão das massas de iguais volumes de gás seco e de ar seco nas condições de referência.

22Índice de Wobbe (W)


Razão entre o poder calorífico de um gás por unidade de volume e a raiz quadrada de sua densidade relativa em relação
ao ar, nas condições de referência. O índice de Wobbe pode ser definido como superior (Ws) ou inferior (Wi) de acordo
com o poder calorífico considerado em seu cálculo.

Ws = PCS (MJ/m3 ou MJ/kg) Wi = PCI (MJ/m3 ou MJ/kg)

d d

Unidades:

megajoules por metro cubico (MJ/m³) de gás seco nas condições de referência, ou

megajoules por quilograma (MJ/Kg) de gás seco.

23Pressões do gás (p)


Todas as pressões são pressões relativas à pressão atmosférica medidas perpendicularmente à direção do fluxo de gás.

NOTA – 1 mbar = 10²Pa

24Pressões de ensaio
Pressões dos gases utilizados para verificar as características operacionais dos aparelhos que utilizam combustíveis
gasosos. As pressões de ensaio são constituídas pela pressão normal e pelas pressões limite e expressas em Pa ou
mmca.

As pressões de ensaio estão indicadas na tabela 2

25Pressão normal (Pn)


Pressão sob a qual funcionam os aparelhos nas condições normais, sempre que são alimentados com o gás de referência
correspondente.

26Pressões limite (pmáx , pmín)


Pressões representativas das variações extremas das condições de alimentação dos aparelhos.

27Par de pressões
Conjunto de duas pressões de distribuição distintas aplicadas devido ao fato de existirem diferenças significativas entre os
índices de Wobbe dentro de gases da mesma família ou do mesmo grupo.

A menor pressão corresponde aos gases de índice de Wobbe mais elevado.

A maior pressão corresponde aos gases de índice de Wobbe mais baixo.

28Pressões de alimentação
Pressões especificadas pelo fabricante para um funcionamento normal do aparelho.
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Projeto NBR 8130:Mar06

29Tensão de alimentação
Tensão, ou gama de tensões, especificada pelo fabricante para o qual o aparelho funciona normalmente.

30Circuito de gás
É composto de todas as peças do aparelho que conduzem ou contém o gás combustível, incluindo as partes entre a
ligação de alimentação do gás e o(s) queimador(es).

31Dispositivos de ajuste, de controle e de segurança

32Injetores
Dispositivo composto por um ou vários orifícios, colocado no circuito de gás, de modo a criar uma queda de pressão no
queimador principal para uma determinada pressão de alimentação e vazão determinada.

33Pré-regulador da vazão de gás


Componente que permite ajustar a vazão de gás para um valor pré-determinado, de acordo com a pressão de alimentação

34Lacre do pré-regulador de gás


Imobilização do pré-regulador de vazão de gás na posição ajustada, por meio de um dispositivo adequado (parafuso, tinta
lacre etc.), de modo que qualquer modificação da regulagem previamente feita ou intervenção efetuada seja evidenciada.

35Colocação fora de serviço de um pré-regulador ou de um dispositivo de controle


Anulação de função de um pré-regulador ou de um dispositivo de controle (de vazão, pressão etc.) selando-o nesta
posição; o dispositivo funciona como se este dispositivo tivesse sido removido.

36Redutor de pressão de gás


Dispositivo que mantém a pressão a jusante dentro de limites fixos, independentemente das variações, dentro de limites
determinados, da pressão a montante e da vazão de gás.

37Redutor da vazão de gás


Dispositivo que mantém a vazão dentro de limites pré-estabelecidos, independentemente das variações da pressão a
jusante e a montante entre valores determinados.

38Manípulo ou botão
Dispositivo de acionamento manual, para ajustar um comando do aparelho (registro ou seletor de temperaturas).

39Válvula manual de fechamento


Componente que permite interromper manualmente a alimentação de gás ao queimador principal e ao queimador piloto (se
existir).

40Regulador manual de vazão de gás


Dispositivo que permite que o usuário reduza a vazão de gás ao queimador principal; este dispositivo pode ser a válvula
manual de fechamento.

41Válvula de fechamento automático de gás


Válvula concebida para ser aberta por um sinal elétrico. Caso não haja este sinal, esta fecha automaticamente.

42Servo-válvula
Dispositivo automático que condiciona a admissão de gás pelo queimador principal ao fluxo de água através do aparelho.

43Dispositivo elétrico de acendimento


Dispositivo elétrico que acende a mistura de ar e gás na zona de combustão do queimador principal; distingue-se os
seguintes casos:

a) Dispositivo de comando manual para acendimento do queimador piloto;

b) Dispositivo de comando automático para acendimento do queimador piloto;

c) Dispositivo de comando automático para acendimento do queimador principal.

44Dispositivo supervisor de chama


Dispositivo que, em resposta a um sinal do detector de chama, mantém aberta a alimentação de gás, e a fecha na
ausência de chama.

45Válvula multifuncional
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Projeto NBR 8130:Fev06

Dispositivo com pelo menos duas funções: corte de gás nos queimadores na ausência de chama e/ou corte de gás nos
queimadores na ausência de circulação de água no aparelho; integradas num só corpo e em que os elementos
constituintes não podem funcionar separadamente.

46Unidade de comando
Dispositivo eletrônico acionado por um sensor de fluxo de água, tendo como finalidade acender os queimadores do
aparelho, se e somente se os dispositivos de segurança mostrarem condições normais de funcionamento; caso estes
dispositivos indiquem mal funcionamento, a unidade de comando deverá automaticamente desenergizar as válvulas de
liberação de gás, cessando sua alimentação; a unidade de comando funciona de acordo com um programa pré-
estabelecido e sempre em ligação com o supervisor de chama.

47 Sistema automático de comando e de segurança


Sistema composto, pelo menos, por uma unidade de comando e por todos os elementos constituintes de um dispositivo de
segurança ao acendimento e à extinção da chama.

48 Dispositivo de controle da contaminação atmosférica


Dispositivo destinado a interromper a chegada de gás ao queimador e ao piloto permanente dos aquecedores do tipo [A AS]
antes da contaminação da atmosfera do local onde o aparelho está instalado, pelos produtos da combustão do aparelho,
atingir um valor determinado.

49Dispositivo de controle da evacuação dos gases de combustão


Dispositivo destinado a interromper a chegada dos gases ao queimador principal nos aquecedores do tipo [B11BS]. Sendo
acionado quando submetido a um retorno dos gases de combustão ou por um mau sistema de evacuação dos gases de
combustão.

50Fases das seqüências de funcionamento e de segurança

51 Programa
Seqüência das operações determinadas pela unidade de comando para assegurar o acendimento, a supervisão e o
apagamento do aquecedor

52Reignição
Processo automático pelo qual, após a extinção do sinal da chama devido a um fator de segurança, o dispositivo de
ignição é acionado novamente quando verificado a normalidade sem que o suprimento de gás seja interrompido.

53Reacendimento
Processo automático pelo qual, após a extinção da chama, durante a operação , o suprimento de gás é interrompido pelo
menos ao queimador principal e o processo de reacendimento é iniciado automaticamente.

No processo semi-automático é necessário interromper e iniciar o fornecimento de água ao aquecedor.

54Interrupção do funcionamento por segurança


Processo que imediatamente inicia-se como resposta ao sinal de um limitador de temperatura ou dispositivo de segurança
apagando, pelo menos, o queimador principal. O aparelho retorna à posição de reacendimento, automaticamente.

55Bloqueio por segurança


Interrupção total da alimentação de gás sem que o aparelho retorne à posição de reacendimento automaticamente.

56Desbloqueio manual
Configuração tal que só é possível o reacendimento depois de um rearme manual.

57Desbloqueio
Configuração tal que só é possível o reacendimento depois de um rearme manual ou depois do restabelecimento da
energia elétrica após a sua falha.

58Queimador
Dispositivo que permite realizar a mistura ar/gás e assegurar a combustão do gás.

59Queimador principal
Queimador destinado a assegurar a função térmica do aparelho. É usualmente chamado de “Queimador”.

60Queimador piloto
Queimador que se destina a acender um queimador principal. É usualmente chamado de “Piloto”.

61Queimador piloto permanente


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Projeto NBR 8130:Mar06

Queimador piloto cujo funcionamento é contínuo tanto durante o período em que o aparelho está em espera quanto em
funcionamento.

62Queimador piloto não permanente alternado


Queimador piloto que funciona durante o escoamento de água e durante o tempo de segurança à extinção da chama. É
aceso por um dispositivo de acendimento automático no momento em que inicia-se o escoamento da água.

63Queimador piloto não permanente simultâneo


Queimador piloto que se acende antes e se extingue ao mesmo tempo do queimador principal.

64Queimador piloto não permanente limitado ao período de acendimento


Queimador piloto que funciona apenas durante a seqüência de acendimento.

65Circuito de combustão
Circuito constituído pelo circuito de admissão de ar, a câmara de combustão, o trocador de calor e o circuito de exaustão
gases da combustão.

66Câmara de combustão
Recinto no interior do qual efetua-se a combustão da mistura ar/gás.

67Trocador de calor

Dispositivo destinado a proporcionar a troca de calor entre os produtos da combustão e a água.

68Defletor para aparelhos sem chaminé


Circuito composto de coletor de gases queimados, podendo este ser dotado de defletores afim de otimizar a tiragem
destes mesmos gases.

69Gola do defletor
Elemento de ligação entre o defletor e a chaminé secundária.

70Defletor
Dispositivo destinado a estabelecer o equilíbrio aerodinâmico entre a corrente dos gases de combustão e o ar exterior.

71 Dispositivo anti-retorno de gases provenientes da combustão


Dispositivo afim de apagar o aparelho, protegendo o usuário, no caso de retorno de vento contrário ao fluxo normal dos
gases provenientes da combustão.

72 Gases da combustão
Gases resultantes da reação entre o combustível e o comburente (oxigênio do ar atmosférico) durante o processo de
combustão.

73Duto da chaminé (Chaminé secundária)


Acessório que deve ser ligado na gola, afim de conduzir estes gases provenientes da combustão para fora do ambiente de
instalação do aparelho.

74Terminal de chaminé
Elemento pertencente ao conjunto de tiragem, destinado ao encaminhamento final dos produtos da combustão para o
exterior e a evitar que a ação de ventos prejudique o fluxo destes produtos.

75Circuito de Água

76Dispositivo de pré-regulagem da vazão de água


Dispositivo que permite regular a vazão de água para um valor pré-determinado, tendo em conta as condições de
alimentação de água.

77 Dispositivo de pressão ou de vazão de água


Dispositivo que mantém constante a pressão ou a vazão de água independente das variações de pressão de alimentação.

78Seletor de Temperatura da água


Dispositivo que permite uma regulagem da vazão de água de modo a obter a temperatura desejada.

79Dispositivo de compensação da variação sazonal


Dispositivo, manual ou automático, que permite compensar a variação sazonal da temperatura da água fria.
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Projeto NBR 8130:Fev06

80Pressão de alimentação de água


Pressão dinâmica medida na entrada de água do aparelho, com este em funcionamento.

Unidades: kPa, kgf/cm2, m.c.a.

NOTA - 1 kPa = 0,102 m.c.a = 0,0102 kgf/cm2

81Estanqueidade do circuito de gás


Sem fenda ou abertura por onde entre e/ou saia o gás.

82Estanqueidade externa
Estanqueidade de um compartimento que contém gás em relação à atmosfera.

83Estanqueidade interna
Estanqueidade de um dispositivo de obstrução na posição fechado o qual isola um compartimento que contém gás de
outro compartimento ou da saída da válvula

84Força de fechamento
Força que atua na sede da válvula quando o dispositivo de obstrução está na posição fechado, independentemente da
força resultante da pressão do gás combustível.

85Funcionamento

86Vazões de gás

87Vazão volumétrica (consumo volumétrico)


Volume de gás consumido pelo aparelho por unidade de tempo em operação contínua.

Símbolos:

V (expresso nas condições de ensaio)

V0 (expresso nas condições de referência)

Unidade: metro cúbico por hora (m3/h)

88Vazão mássica (consumo mássico)


Massa de gás consumida pelo aparelho por unidade de tempo em operação contínua.

Símbolo: M

Unidade: quilograma por hora (kg/h)

89Vazão nominal de gás


Valor da vazão de gás indicada pelo fabricante, correspondentes às condições nominais de funcionamento e expresso nas
condições de referência.

Símbolos: Vn ou Mn

90Vazão mínima de água


Menor vazão de água, indicada nas instruções do fabricante, que permite a abertura da válvula de gás para o queimador
principal.

Símbolo: Dm

Unidade: litros por minuto (l/min)

91Potência
Produto da vazão volumétrica ou mássica pelo poder calorífico superior do gás.

Símbolo: Q

Unidade: kilowatt (kW) ou kilocalorias por minuto (kcal/min)

92Potência nominal
Valor da potência do aparelho declarada pelo fabricante.

Símbolo: Qn

93Potência mínima
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Projeto NBR 8130:Mar06

Potência declarada pelo fabricante correspondente à potência mínima de um aparelho com regulagem manual de vazão de
gás ou com potência auto modulante.

Símbolo: Qm

94Potencia nominal nas condições padrão


Potência que seria obtida se o aparelho fosse alimentado com gás de referência seco, à pressão nominal de alimentação e
à temperatura de 15ºC, com uma pressão atmosférica de 101,33 kPa. (760 mmHg)

95Potência útil
Quantidade de calor transferida à água por unidade de tempo.

Símbolo: P

Unidades: kilowatt (kW) ou kilocalorias por minuto (kcal/min)

96Potência útil máxima


Potência útil que o fabricante declara que é obtida quando o aparelho funciona com a Potencia nominal e à temperatura de
água especificada no ítem 7.3.

Símbolo: Pn

97Potência útil mínima


Menor potência útil declarada pelo fabricante, obtida por redução automática ou manual da vazão de gás.

Símbolo: Pm

98Rendimento
Quociente entre a potência útil e a potência nominal nas condições padrões expresso em porcentagem.

Símbolo: ηu

99Combustão do gás

100Combustão
Oxidação rápida dos gases combustíveis com produção de calor.

O critério utilizado para se distinguir uma combustão “higiênica” de uma combustão “não higiênica” é o teor de monóxido
de carbono (CO) encontrado nos produtos da combustão, isentos de ar e de vapor de d´água.

Esta norma estabelece os limites máximos de CO de acordo com as condições de utilização ou ensaio. Em cada caso, a
combustão é considerada higiênica se o teor de CO nos produtos da combustão for igual ou inferior ao valor admitido, em
caso contrário a combustão é considerada não higiênica.

101Estabilidade da chama
Característica das chamas que se mantém na abertura da queima dos queimadores. Consiste na ignição, no acendimento
suave e na inexistência de retorno e descolamento das chamas do queimador e do piloto.

102Descolamento de chama (Deslocamento de chama)


Afastamento total ou parcial da base das chamas das aberturas de queima do queimador.

103Abertura de queima
Abertura situada na cabeça do queimador ou no espalhador, por onde o gás ou a mistura gás-ar sai do queimador para a
zona de combustão.

104Retorno de chama
Retração da chama aos elementos que se situam abaixo do queimador principal.

105Retorno de chama no injetor


Acendimento do gás ao nível do injetor.

106Aparecimento de pontas amarelas


Aparecimento de uma zona amarela na borda exterior do cone azul de uma chama aerada.

107Carbonização
Aparecimento de depósito de carbono nas partes do aparelho em contato com os produtos da combustão ou com a
chama.
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Projeto NBR 8130:Fev06

108Tempos

109Tempo de inércia ao acendimento


Tempo que decorre entre o acendimento da chama controlada e o momento em que a válvula principal de gás se mantém
na posição de aberto pelo sinal da chama.

Símbolo: Tia

Unidade: Segundos (s)

110Tempo de segurança ao acendimento


Tempo que decorre entre a ordem para abertura do fornecimento de gás ao queimador e o corte de fornecimento do gás
no caso de não ter sido detectada chama.

Símbolo: Tsa

Unidade: Segundos (s)

111Tempo máximo de segurança ao acendimento


Tempo de segurança ao acendimento medido nas condições mais desfavoráveis de temperatura ambiente e de tensão de
alimentação.

Símbolo: Tsa,máx

Unidade: Segundos (s)

112Tempo de inércia à extinção


Para um dispositivo termoelétrico de segurança ao acendimento e à extinção, é o tempo que decorre entre a extinção da
chama controlada e a interrupção do respectivo fornecimento de gás.

Símbolo: Tie

Unidade: Segundos (s)

113Tempo de segurança à extinção da chama


Tempo que decorre entre a extinção da chama controlada e a interrupção do fornecimento de gás pelo menos ao
queimador principal.

Símbolo: Tse

Unidade: Segundos (s)

114Potência relativa de acendimento


Quociente entre a potência média durante o tempo de segurança de acendimento e a potência nominal, expressa em
porcentagem da potência nominal.

Símbolo: QiGN

115Desvio da temperatura da água

116Variação da temperatura em função da vazão de água


Variação da temperatura média da água quente em conseqüência da variação da potência útil solicitada.

117Flutuação da temperatura
Diferença entre as temperaturas nominal e máxima da água que pode ocorrer durante o consumo de água à vazão
constante.

118Classificação dos aquecedores de água


Os aquecedores de água são classificados:

a) em categorias, de acordo com os gases que podem utilizar.

b)em tipos, de acordo com o modo de alimentação de ar de combustão e de exaustão dos produtos da combustão.

c) de acordo com a pressão máxima de alimentação da água.

119 Classificação dos gases


Os gases classificam-se em três famílias, cada família pode eventualmente ser dividida em grupos estes eventualmente
divididos em gamas, em função do valor do índice de Woobe, de acordo com os valores indicados na tabela 1.

120Categorias de aparelhos
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Projeto NBR 8130:Mar06

121Generalidades
Os aparelhos são classificados em categorias definidas de acordo com o tipo de gás e as pressões para que foram
concebidos.

122Categoria I
Os aparelhos da categoria I são concebidos exclusivamente para utilização de uma só família ou de um só grupo.

123Categoria II
Os aparelhos da categoria II são concebidos para a utilização de gases de duas famílias.

124Categoria III
Os aparelhos da categoria III são concebidos para a utilização de gases das três famílias.

125 Modo de alimentação de ar para combustão e de exaustão dos produtos da combustão


Os aparelhos são classificados em tipos, de acordo com o modo de exaustão dos produtos da combustão e de admissão
de ar para combustão.
TABELA - DEFINIÇÕES DE PRODUTOS x TIPO
Câmara Queimador
Combustão Exaustão Chaminé Tipo Tipo
Tipo
Abert Fechad Natur Forçad Sensor de Individua Coletiv
a a al a Exaustão l a Atm. Pres.
A Aas X X Sim X
B11 X X Não X X X
B11b
s X X Sim X X X
B B12 X X Sim X X X
1 B13 X X Sim X X X
C11 X X Não X X
C C12 X X Sim X X
1 C13 X X Sim X X
126Tipo AAS
Aparelho destinado a não ser conectado a dutos ou outro mecanismo de exaustão dos produtos da combustão para o
exterior do ambiente onde o aparelho está instalado, possuindo um dispositivo de controle de exaustão dos gases da
combustão e/ou de surgimento de fuligem no trocador de calor. A potência nominal do aquecedor não deve exceder a
11,7 kw ( 10.062 kcal/h).

127 Tipo B
Aparelhos destinados a serem conectados a dutos de exaustão dos produtos da combustão para o exterior do ambiente,
com ar para a combustão retirado diretamente do ambiente onde o aparelho está instalado.

128Tipo B1
Aparelho do tipo B equipado com um defletor (dispositivo anti-retorno de tiragem) no circuito dos produtos de combustão.

129Tipo B11
Aparelho tipo B1, sem ventilador no circuito dos produtos da combustão ou no circuito de entrada de ar.

130 Tipo B11BS


Aparelho do tipo B11, equipado de fábrica com um dispositivo de controle de evacuação dos produtos da combustão.

131Tipo B12
Aparelho tipo B, dotado de um queimador atmosférico com exaustor no circuito dos produtos da combustão.

A admissão do ar para a combustão é feita do ambiente onde o aparelho está instalada. O aquecedor deve ser dotado de
um dispositivo de controle de fluxo dos gases da combustão, devendo este atuar e interromper o fornecimento de gás na
ineficácia da exaustão dos gases da combustão.

132Tipo B13
Aparelho tipo B, dotado de um queimador mecânico (queimador cuja mistura do comburente/combustível é feita através de
um dispositivo eletromecânico, criando uma pressão positiva em uma câmara de combustão).
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Projeto NBR 8130:Fev06

A admissão do ar para a combustão é feita do ambiente onde o aparelho está instalada. O aquecedor deve ser dotado de
um dispositivo de controle de fluxo dos gases da combustão, devendo este atuar e interromper o fornecimento de gás na
ineficácia da exaustão dos gases da combustão.

133 Tipo C
Aparelho com circuito de combustão estanque (conforme item 6.1.2.2.2), em relação ao compatimento onde está instalado.

134Tipo C1
Aparelho do tipo C ligado a um terminal, por meio de dutos que permitem que o ar da combustão seja admitido para o
queimador e simultaneamente que os produtos da combustão sejam retirados para o exterior do compartimento através de
dutos que são concêntricos ou suficientemente próximos um dos outro para estarem localizados em condições de vento
sensivelmente semelhantes.

135 Tipo C11


Aparelho do tipo C1 para tiragem natural.

136Tipo C12
Aparelho do tipo C1 para tiragem forçada com queimador atmosférico.

137Tipo C13
Aparelho do tipo C1 para tiragem forçada com queimador mecânico.

138 Pressão de água


As peças condutoras de água devem ser estanques a uma pressão de ensaio de 800kPa.

139Marcação e instrução

140Marcação do aparelho

141Placa característica
O aquecedor deve ter, em lugar visível, uma identificação durável com as seguintes indicações:

a) identificação do fabricante e/ou importador com razão social, CNPJ e eventualmente, quando houver, a marca
registrada;

b) modelo do produto;

c) mencionar potência nominal nas condições-padrão em quilowatts (quilocalorias por minuto);

d) rendimento sobre o PCS (%);

e) gás a ser utilizado, podendo neste caso ser empregada uma identificação em separado para esta indicação;

f) diâmetro interno da chaminé a ser utilizada (mm);

g) para aparelhos com alimentação elétrica, informar os seguintes dados no minimo:

- tensão nominal (V)

- frequência (Hz)

- corrente (A)

- consumo (W)

h) número de série.

142Embalagem
Na embalagem deve constar como informação mínima os subitens a), b), e) e f) do item 5.1.1.

143 Avisos no aparelho e na embalagem

144 Para todos os aparelhos


“Ler atentamente o manual antes de instalar e ligar o aparelho”

5.1.3.2 Para os aparelhos tipo B


“Este aparelho só poderá ser instalado em locais onde haja ventilação permanente e o uso de chaminé é obrigatório”
5.1.3.3 Para os aparelhos tipo Aas
“Este aparelho só poderá ser instalado onde haja ventilação permanente“
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Projeto NBR 8130:Mar06

5.1.3.4 Para os aparelhos tipo C


“A chaminé do aparelho deve ser instalada conforme recomendações do fabricante”.

5.1.3.5 Outras informações


Outras informações podem ser adicionados no aparelho ou na embalagem pelo fabricante, desde que não cause confusão
com as informações obrigatórias pré-estabelecidas.

145 Manual

146 Manual do usuário


O aquecedor deve ser acompanhado de um manual de instruções contendo:

a) todas as informações necessárias a sua instalação, utilização e informações para procedimentos de manutenção;

b) as seguintes informações técnicas:


- potência nominal nas condições-padrão (15 °C e 101,33 kPa (760 mmHg));
- rendimento sobre PCS (%);
- pressões dinâmica mínima e máxima de água à entrada do aparelho, necessários para o funcionamento;
- vazão mínima de água para o acendimento;
- pressão do gás em kPa (mmca);
- especificação das conexões de água e gás;
- diâmetro interno da chaminé a ser utilizado;
- tempo de acionamento da válvula de segurança para o acendimento;
- sistema de segurança convenientemente descritos;
- local de fixação da placa de identificação;
- informações para a conversão contendo os gases com que pode operar e as providências a serem tomadas;

147Documentos que devem ser fornecidos para os ensaios

a) todos os desenhos em escala adequada que forem necessários para mostrar claramente os detalhes de construção
do aquecedor e as peças para o seu funcionamento;

b) uma fotografia colorida do aquecedor;

c) impressos ilustrativos, explicativos e esclarecedores, de acordo com as recomendações de 5.2;

d) descrição do aquecedor e dos detalhes de construção, vista explodida, indicando sua classificação conforme item 4,
o gás ou gases com que pode funcionar e indicando ainda:

- procedimento para conversão;

- componentes e acessórios, como por exemplo dispositivos de regulagem e de segurança;

- pressão do gás do queimador principal na potência nominal, quando operar com regulador de pressão
incorporado;

148Instruções para conversão para cada tipo de gás (GLP / GN / GM)

149Acessórios para conversão

150O kit de conversão, quando fornecido deve incluir na mesma remessa, além da plaqueta, indicações necessárias para
a troca de peças, bem como para regulagem e verificação das condições de funcionamento do aquecedor de água;

151Na conversão do aparelho de uma família de gases para outra, deve ser colocada uma plaqueta de identificação
complementar de forma durável, contendo os dados alterados na conversão.

152Característica de construção
Salvo indicações em contrário, faz-se a verificação da segurança de construção por exame do aparelho e do seu processo
técnico.

153Materiais
Os componentes do aquecedor destinados a circulação de água e de gás devem resistir as pressões utilizadas nos
ensaios;

Os aquecedores devem ser projetados de forma a serem fixados firmementes a parede;

As chamas devem ser visíveis ou com indicações de sua presença;

As conexões de entrada de água, saída de água e entrada de gás devem ser identificadas no aparelho de modo
permanente, afim de facilitar sua instalação;

Devem ser impossível a penetração de água no circuito de gás;

Peças sujeitas a manutenção ou substituição devem ser dispostas, colocadas ou marcadas de tal maneira que possam ser
facilmente desmontadas e montadas apenas na posição correta;
13
Projeto NBR 8130:Fev06

Sob condição normal de funcionamento, não deve gotejar água exsudada;

As partes sujeitas ao contato com os produtos da combustão devem ser construídas ou tratadas superficialmente com
matérias resistentes a ação corrosiva dos mesmos;

Queimadores com aspiração de ar primário devem possuir os orifícios dos injetores de gás e as aberturas de ar de queima
invariáveis;

O diâmetro do orifício do injetor deve ser expressa em centésimos de milímetros e marcada de forma a facilitar sua
identificação, no próprio injetor ou no porta-injetores;

Os queimadores e o intercambiador de calor devem ser removíveis. O acesso ao queimador deve ser fácil para permitir a
sua limpeza ou remoção;

A capa do aquecedor deve envolver pelo menos o intercambiador de calor e os queimadores.

154Ligações de gás
A ligação de entrada de gás do aparelho deve permitir uma ligação rígida.

Se a ligação de entrada do aparelho for roscada, a rosca deve estar em conformidade com a norma NBR 6414

155Meios de estanqueidade

156Estanqueidade do circuito de gás


O ensaio deve ser realizado com o aquecedor no estado em que foi fornecido pelo fabricante, com ar à pressão de
14,7kPa, utilizando-se o esquema de medição indicado na figura A.1 ou outra instrumentação igualmente adequada.

157Estanqueidade do circuito de combustão

158Aparelhos dos tipos B11 e B11BS


A estanqueidade do circuito dos produtos da combustão, até ao defletor, deve ser realizada apenas por meios mecânicos,
com exceção dos conjuntos que não são destinados a serem desmontados para manutenção corrente as quais podem ser
unidas por meio de massas ou juntas de tal modo que seja garantida estanqueidade permanente em funcionamento
contínuo nas condições normais de utilização.

159Aparelhos dos tipos C1


A estanqueidade do circuito de combustão, incluindo a ligação ao terminal ou à conduto comum, deve ser realizada
apenas por meios mecânicos excluindo massas ou juntas, exceto para as partes permanentemente fixas ao duto coletivo.

No entanto, partes ligadas que não são destinadas a serem desmontadas para manutenção corrente as quais podem ser
unidas por meio de massas, juntas ou fitas adequadas de tal modo que seja garantida estanqueidade permanente em
funcionamento contínuo nas condições normais de utilização.

O aparelho deve ser concebido de modo a cumprir as exigências de estanqueidade referidas na seção 7.2.2.1.

160Alimentação do ar de combustão e evacuação dos produtos da combustão

161Todos os aparelhos
A seção de passagem do ar para a câmara de combustão assim como a seção de passagem dos produtos da combustão
não devem ser reguláveis manualmente.

Os aparelhos devem ser construídos de modo que seja assegurada a chegada de ar comburente nas condições normais
de utilização e de manutenção.

162Aparelhos do tipo AAS


Os aparelhos do tipo AAS podem possuir um desviador para proteção.

Os orifícios previstos para a exaustão dos produtos da combustão devem ser concebidos e devem estar dispostos de tal
modo que não possam ser obstruídos por um recipiente ou por um objeto análogo.

163Aparelhos do tipo B
Os aparelhos dos tipos B devem possuir um defletor solidário ao aparelho.

O duto de exaustão tipo fêmea deve poder ser introduzida num comprimento mínimo de 15 mm. Quando o duto está
introduzido no máximo do comprimento não deve ser perturbada a exaustão dos produtos da combustão.

164Aparelhos do tipo C1
Em relação da instalação, a ligação das diferentes peças deve ser tal que o único trabalho necessário deve ser a
adaptação do comprimento dos dutos de alimentação de ar e de exaustão dos produtos da combustão (eventualmente
constando-as) à espessura da parede. Estas adaptações não devem por em risco o bom funcionamento do aparelho.
14
Projeto NBR 8130:Mar06

A ligação entre estes dutos e o aparelho deve poder ser efetuado com ferramentas usuais no comércio.

Se o aparelho do tipo C1 possuir dois dutos distintos para a alimentação do ar comburente e para a exaustão dos produtos
da combustão as suas extremidades exteriores devem ser inscrever-se num quadrado de 50 cm de lado, mantendo o
desnível entre os dutos indicado pelo fabricante.

As paredes exteriores do terminal não devem apresentar orifícios que permitam a introdução nas condutas de uma esfera
de 16 mm de diâmetro aplicada com uma força de 5 N.

O fabricante deve fornecer todas as peças necessárias para a instalação.

165 Constatação do estado de funcionamento


O instalador deve poder observar o acendimento e o funcionamento dos queimadores, bem como a chama piloto, se este
existir. Admite-se a abertura de um visor ou remoção duma tampa desde que não seja comprometida a estanqueidade do
circuito de combustão tal como é especificada na seção 7.2.2.

Esta visibilidade deve manter-se com o tempo.

No entanto, se o queimador principal possuir o seu próprio detector de chama, é admissível um sistema indireto de
sinalização (por exemplo, indicador luminoso). A sinalização de presença de chama não deve confundir-se com a
sinalização de um outro defeito, com exceção de uma anomalia no próprio sistema de detecção de chama, que deverá
traduzir-se na indicação da não existência da chama.

O usuário deve poder verificar em qualquer momento, eventualmente após a abertura de um visor, que o aparelho está a
funcionar, quer pela observação visual da chama, quer por qualquer outro meio indireto.

166 Esvaziamento de água


Deve ser possível, quando necessário, esvaziar facilmente o circuito de água do aparelho manualmente ou com
ferramentas usuais de comércio.

167Equipamento elétrico alimentado a partir da rede


Texto entregue pelo Sr. Edson Furuta a ser analisado na proxima reunião.

168 Segurança funcional no caso de falha de energia auxiliar (Baterias ou pilhas)


Se o aparelho utilizar energia auxiliar, a sua concepção deve ser tal que não ocorram riscos no caso de falha de energia
auxiliar ou do seu restabelecimento.

169 Dispositivos de regulagem, de controle e de segurança

170 Generalidades
O funcionamento dos dispositivos de segurança não devem ser anulados pelos dispositivos de regulagem e de controle.

Não deve existir nenhum mecanismo que possa ser acionado do exterior do corpo do aparelho e que impeça o bom
funcionamento da válvula de fechamento automático do gás.

Na montagem de partes que contenham gás ou de peças susceptíveis de serem desmontadas para manutenção corrente
não devem ser utilizados parafusos que produzem limalha ao abrir a rosca.

O funcionamento das peças móveis (por exemplo, membranas, etc...) não devem ser perturbado por outros componentes.
Para tornar estanques as peças móveis podem ser utilizadas guarnições ajustadas e seladas de fábrica.

Pode ser colocado um dispositivo anti-resíduos na entrada de gás antes do primeiro órgão de comando ou de
seccionamento.

Todos os dispositivos indicados na seção 6.6 ou o bloco multifuncional onde eles possam ser montados devem poder ser
retirados ou substituídos se necessário para a limpeza ou substituição do dispositivo.

Os botões de comando devem ser concebidos e estarem colocados de tal modo que não possam ser montados em
posição incorreta e não possam deslocar-se por si próprios.

Além disso, se existirem vários botões de comando (torneiras, seletores de temperatura, etc...), não devem ser
intercambeáveis se colocar em risco a segurança do usuário.

171 Válvula manual


de fechamento e/ou regulagem da vazão (Pensar em novo texto para a próxima reunião)
O circuito de gás deve possuir uma válvula manual de fechamento que possa interromper a vazão de gás quer
diretamente, quer por intermédio de um órgão de corte ou da válvula automática de fechamento especificada na seção
6.6.12.b). Este dispositivo deve ser concebido e deve estar colocado de tal modo que o seu comando seja fácil.

As diferentes posições desse órgão devem ser referenciadas de modo indelével e claro.

No entanto, no caso de um único botão que comanda um dispositivo de segurança ao acendimento e à extinção da chama
do queimador principal e do piloto, se este existir, não é exigida nenhuma indicação se for impossível cometer-se algum
erro durante a operação.
15
Projeto NBR 8130:Fev06

O sentido dos botões de comando devem estar claramente indicado no corpo do aparelho.

172 Dispositivo de pré-regulagem da vazão de gás


Os dispositivos de pré-regulagem devem ser concebidos de tal modo que, quando o aparelho estiver em funcionamento,
estejam protegidos contra desregulagem involuntária por parte do usuário.

Todos as partes do aparelho que não devem ser manuseadas pelo instalador ou pelo usuário devem estar devidamente
protegidas. Para este efeito pode ser utilizada tinta lacre desde que a mesma resista ao calor a que é submetida durante o
funcionamento normal do aparelho.

É facultativa a presença de dispositivo de pré-regulagem da vazão de gás para os aparelhos que utilizam vários grupos de
gases das diversas famílias.

Os dispositivos de pré-regulagem devem:

- ser selados se a pré-regulagem é apenas utilizada pelo fabricante;

- poder ser selados se a pré-regulagem for efetuada pelo instalador.

NOTA - Não é obrigatório para aquecedores com dispositivos eletrônicos.

A pré-regulagem pode ser contínua (parafuso de regulagem) ou descontínuo (mudança de orifícios calibrados).

O dispositivo de regulagem do redutor de pressão é considerado um mecanismo de pré-regulagem.

A ação que consiste em manobrar estes dispositivos chama-se “pré-regulagem da vazão de gás”.

173Redutor de pressão de gás


Os aparelhos previstos para funcionar com gases da primeira família podem possuir um redutor de pressão do gás,
quando necessário.

A concepção e a acessibilidade do redutor de pressão devem ser tais que se possa proceder facilmente à sua regulagem,
supressão ou substituição, ou à substituição dos seus componentes para a adaptação para outro gás. Devem ser tomadas
precauções para dificultar qualquer intervenção não autorizada no dispositivo de pré-regulagem.

174Pontos de medição da pressão


Os aparelhos podem possuir um orifício de tomada da pressão de gás que permita a medição da mesma.

Nos aparelhos para os quais, de acordo com as instruções técnicas ou as instruções de adaptação aos diferentes gases,
quando necessário medir a pressão do queimador, pode existir um segundo ponto de tomada de pressão situado a jusante
de qualquer dispositivo de regulagem ou de pré-regulagem.

175 Válvula automática de gás


A válvula automática deve proporcionar a chegada de gás ao queimador principal somente quando houver fluxo de água
no aparelho.

Em caso de fuga na junta de estanqueidade do circuito de água, esta não deve penetrar no circuito de gás. Para este
efeito, deve existir um espaço entre os circuitos de gás e de água da válvula automática. Este espaço deve ser ventilado
para a atmosfera por um respiro.

176 Dispositivos de acendimento

177Piloto
O piloto deve estar posicionado de tal modo que os seus produtos da combustão sejam retirados em conjunto com os do
queimador principal.

Devem ser invariáveis as posições relativas do piloto e do queimador principal.

Se o piloto ou os injetores forem diferentes de acordo com a natureza do gás a se utilizar, eles devem ser indicados no
distribuidor de gás ou possuirem marcação apropriada e facilmente substituíveis uns pelo outro. Devem ser montados de
acordo com as instruções técnicas.

O injetor do piloto deve ser feito de um material que não se deteriore nas condições normais de utilização.

Se a vazão do piloto não for submetida à ação de um redutor de pressão, não é permitida a presença de um dispositivo de
pré-regulagem da vazão de gás do piloto para os pilotos que fazem parte do dispositivo de viciação do ar.

178Acendimento manual do piloto


Os pilotos que forem acesos por intervenção manual direta, devem ter esta operação feita de maneira simples.

Os dispositivos de acendimento para o piloto devem ser concebidos e montados de modo a estarem corretamente
posicionados em relação aos componentes e ao piloto.

Para os aparelhos do tipo C, devem ser previstos dispositivos de acendimento específicos que permitam o acendimento
destes sem comprometer a estanqueidade.
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Projeto NBR 8130:Mar06

179Dispositivos de acendimento automático


Os aparelhos que não possuem piloto permanente devem possuir um dispositivo de acendimento automático que
assegure.

- o acendimento do piloto;

- o acendimento direto do queimador principal;

- que a potência elétrica do dispositivo de acendimento seja suficiente para toda faixa de trabalho do aparelho.

180 Dispositivos de segurança ao acendimento e à extinção da chama

181Generalidades
Todos os aparelhos devem possuir um dispositivo de segurança ao acendimento e à extinção da chama.

Os dispositivos termoelétricos (termopar) e os dispositivos de segurança ao acendimento e à extinção da chama de um


sistema automático com acendimento do queimador principal devem controlar toda a alimentação de gás.

Em caso de mau funcionamento do elemento sensível ou da ligação entre este elemento e o órgão de execução, deve ser
impossível alimentar o queimador principal.

182 Dispositivo termoelétrico (termopar) de um piloto permanente


A chegada de gás para o queimador principal deve estar fechada quando da colocação do aparelho em funcionamento e
durante o processo de acendimento do piloto. O gás só deve ser admitido para o queimador principal quando houver sinal
de que existe chama no piloto permanente.

183 Dispositivo de segurança ao acendimento e à extinção da chama de um aparelho com piloto não
permanente de segurança
O meio elétrico de acendimento por faísca deve entrar em funcionamento o mais tardar ao mesmo tempo que a
alimentação de gás no piloto não permanente de segurança e deve manter-se pelo menos até à detecção da presença da
chama.

O gás apenas deve ser admitido para o queimador principal se houver sinal de presença de chama no piloto não
permanente de segurança.

O desaparecimento da chama deve, pelo menos, provocar o bloqueio do fornecimento de gás ao queimador principal.

No entanto, no caso de extinção da chama, se houver tentativa de reacendimento automático do piloto, a recolocação em
serviço do dispositivo de acendimento deve efetuar-se num intervalo máximo de 1,0 seg, e deve manter-se até ao
reacendimento. (VERIFICAR SE HÁ ALGUM ENSAIO PERTINENTE)

Se não houver tentativa de reacendimento automático do queimador, no caso de apagamento da chama, a recolocação
em serviço do dispositivo de acendimento não pode ser feita durante o tempo de segurança à extinção, nem antes da
parada do escoamento de água. O processo de acendimento deve começar de novo desde o princípio.

184 Dispositivo de segurança ao acendimento e à extinção da chama de sistemas automáticos de comando e


de segurança
No caso de falha de chama, o sistema deve provocar, pelo menos:

- um reacendimento;

- a colocação em segurança com travamento temporário.

No caso de reacendimento, a ausência de chama ao fim do tempo de segurança ao acendimento (TSA) deve originar, pelo
menos, a colocação em segurança com travamento temporário.

185 Dispositivo de controle da viciação da atmosfera dos aparelhos do tipo AAS


Os aparelhos do tipo AAS devem vir equipados de fábrica com um dispositivo de controle da viciação da atmosfera. Os
órgãos de ajuste eventualmente necessários para a sua construção devem ser lacrados pelo fabricante.

As intervenções no dispositivo ficam evidentes por exemplo pela ruptura de um lacre, pela deformação de uma peça, etc.

O dispositivo deve ser concebido e fabricado de modo a permitir uma manutenção fácil, em especial a limpeza de poeiras.
Esta intervenção não deve, em caso algum, comprometer o bom funcionamento do dispositivo.

Seguindo as instruções do fabricante deve ser possível a substituição das peças essenciais ao bom funcionamento do
dispositivo de controle da viciação da atmosfera por peças idênticas.

O dispositivo deve ser construído de tal modo que a deterioração dos seus elementos sensíveis e do mecanismo de
transmissão da ordem de fechamento dêem origem à interrupção total da alimentação de gás.

O dispositivo deve ainda ser concebido de modo que não acumule fuligem que possa provocar a interrupção total da
alimentação de gás nas condições de simulação de sujeira com fuligem indicadas na 2a alínea da seção 7.4.5.1.2.
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Projeto NBR 8130:Fev06

Após interrupção total da alimentação de gás por ação do dispositivo de controle da viciação da atmosfera o aparelho só
deve poder ser colocado de novo em funcionamento após uma intervenção manual.

186Dispositivo de controle de evacuação dos produtos da combustão dos aparelhos do tipo B11BS
Os aparelhos devem ser construídos de tal modo que em condições anormais de tiragem não se produza um escape de
produtos da combustão em quantidades perigosas para o local onde o aparelho está instalado (ver seção 7.5).

Isto pode ser conseguido por meio de controle da evacuação dos produtos da combustão (neste caso o aparelho é
designado como aparelho do tipo B11BS)

O dispositivos de controle não deve possuir elementos de regulagem. Os elementos de ajuste devem ser selados pelo
fabricante.

O dispositivo de controle deve ser concebido de modo a não ser desmontável sem utilização de uma ferramenta.

Deve ser dificultada a montagem incorreta após manutenção.

O dispositivo de controle deve ser concebido de modo a que o isolamento elétrico resista às ações térmicas resultantes de
retorno dos produtos da combustão.

A interrupção da ligação entre o elemento de detecção e o mecanismo de execução, ou a destruição do elemento sensível
deve, pelo menos, provocar a parada em segurança, eventualmente após um tempo de espera.

Se o dispositivo e a sua ligação estão dispostos de tal modo que devem ser desmontados ou possam ser deteriorados
durante as operações de manutenção, as instruções devem especificar qual o ensaio a efetuar depois da intervenção para
verificar o bom funcionamento do dispositivo.

187 Proteção contra o sobreaquecimento acidental dos aparelhos


Os aparelhos devem ser concebidos de tal modo que a temperatura da água atenda o exposto na seção 7.8. Se esta
exigência for satisfeita por meio de um dispositivo de proteção contra o sobreaquecimento acidental da água, este deve,
em caso de falha do termostato, cortar a alimentação de gás pelo menos ao queimador principal atuando num órgão de
corte independente do órgão de corte do dispositivo de regulação. Só deve ser possível o restabelecimento da alimentação
de gás após uma intervenção manual.

188Composição do circuito de gás


O circuito de gás do queimador principal deve possuir pelo menos duas válvulas em série:

a) uma válvula automática que condiciona a chegada de gás para o queimador principal ao escoamento de água;

b) uma válvula com fechamento automático condicionada a ausência de chama.

Esses dispositivos de corte podem igualmente ser comandados por um dispositivo de proteção contra o sobreaquecimento
da água e/ou por um dispositivo de controle da viciação da atmosfera e/ou por um dispositivo de controle da exaustão dos
produtos da combustão.

189 Queimador Principal


A seção dos injetores e a dos orifícios de formação da chama não devem ser reguláveis.

Quando for possível converter de um gás para outro, por mudança de injetores, estes devem possuir um meio indelével de
identificação que impeça qualquer confusão.

A posição dos queimadores deve ser bem definida e a sua fixação deve ser tal que não possam ser montados em posição
incorreta. Em particular, os queimadores devem estar corretamente posicionados em relação ao trocador de calor e
apenas deve ser possível fixá-los nessa posição, seguindo as instruções do fabricante.

Os aparelhos devem ser concebidos de modo que a seção de admissão de ar primário não seja regulável.
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Projeto NBR 8130:Mar06

7. Características de funcionamento

7.1 Generalidades

Os requisitos abaixo indicados verificam-se nas condições a seguir indicadas.

7.1.1 Gases de ensaio

Tabela 1 – Caraterísticas dos gases de ensaio

Índice de Densidade
1)
PCS MJ/m 3
Wobbe2) relativa de
Família Gases de ensaio Designação Composição em Molar (%) massa
(kcal/m3) MJ/m3
(kcal/m3) (ar = 1)
Referência e limite H2(36),CH4(28),N2(19), 16,96 22,28
de deslocamento de G10 0,5796
chama CO2(9),CO(6),C2H6(2) (4052) (5322)

Primeira Limite de combustão H2(31)CH4(32)N2(19), 18,53 23,75


Família G11 0,6087
Incompleta CO2(9),CO(6),C2H6(3) (4426) (5673)

Limite de retorno de H2(42),CH4(23),N2(19), 15,14 20,50


G12 0,5456
chama CO2(9),C2H6(1),CO(6) (3616) (4896)
Referência e limite N2(2),CH4(90)C3H8(2), 39,87 50,98
de descolamento de G20 0,6118
chama C2H6(6) (9524) (12176)

Segunda Limite de combustão CH4(86),C3H8(7), 43,09 53,18


Família G21 0,6565
incompleta C2H6(6),N2(1) (10292) (12702)

Limite de retorno de H2(10),CH4(82)C3H8(3), 38,33 51,23


G22 0,5597
chama C2H6(5) (9154) (12237)
Referência e limite 126,21 87,54
de combustão G30 C4H10(100) 2,0788
incompleta (30144) (20908)

Terceira Limite de 95,65 76,84


Família descolamento de G31 C3H8(100) 1,5497
chama (22846) (18353)

Limite de retorno de 88,52 72,86


G32 C3H6(100) 1,4760
chama (21142) (17402)
1)
Medido a 15ºC e 101,33 kPa (1013,25 mbar).
2)
Índice de Wobbe medido sobre PCS.

7.1.2 Pressões de ensaio

Tabela 2 – Pressões dos gases de ensaio

Fámilia Pressão mínima kPa (mmH2O) Pressão nominal kPa (mmH2O) Pressão máxima kPa (mmH2O)

Primeira 0,74 (75) 0,98 (100) 1,23 (125)

Segunda 1,47 (150) 1,96 (200) 2,45 (250)

Terceira 2,06 (210) 2,75 (280) 3,43 (350)

7.1.3 Local dos ensaios


7.1.3.1 Aparelhos tipo Aas
Compartimento-padrão de volume 8 m³ +1/-0 m³, com acabamento azulejado, contendo suporte de fixação para os
aquecedores.

7.1.3.2 Aparelhos tipo B1


Compartimentos-padrão classificados de acordo com seus volumes como pequeno (volume de 6 m³), médio (volume de 8 m³),
e grande (volume de 11 m³), correspondentes respectivamente aos tamanhos dos aparelhos conforme as definições dos itens
3.1.1, 3.1.2, e 3.1.3. Com acabamento azulejado, contendo suportes de fixação para os aquecedores e passagem para saída
das chaminés.
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Projeto NBR 8130:Fev06

Nota: As ventilações superior e inferior deverão ser do lado oposto à saída da chaminé.
7.1.1.3 Aparelhos tipo C1
Instala-se o aparelho num local bem ventilado, sem correntes de ar (velocidades do ar inferior a 0,5 m/s).
Protege-se o aparelho da radiação solar direta.
7.1.1.4 Instalação da Chaminé nos compartimentos padrões
A chaminé para os ensaios deve ser do tipo corrugada, com 350 mm de subida vertical até a geratriz inferior do trecho
horizontal, 2 metros de trecho horizontal e terminal T, em diâmetro compatível com a gola do aquecedor.

7.1.4 Condições de ensaio


7.1.4.1 Para os aparelhos do tipo B, os ensaios serão realizados nos compartimentos, de acordo com sua potência;
7.1.4.2 A temperatura ambiente do local de instalação durante a realização de todos os ensaios deve estar entre (17 e
27)°C;
7.1.4.3 A temperatura da água para a realização de todos os ensaios deve estar entre 15°C e 25°C. Não sendo esta
condição obrigatória para os ensaios de características higiênicas e de estabilidade de queima.
NOTAS:
- O item 7.1.4.2 não tem obrigatoriedade de ser atendido no ensaio de características higiênicas;
7.1.5 Alimentação de água

O aparelho deve ser alimentado por uma fonte de água susceptivel de ser regulada para fornecer as pressão de 200 kPa.
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Projeto NBR 8130:Mar06

Mede-se a temperatura da água fria imediatamente a montante da ligação de entrada da água do aquecedor.

Mede-se a temperatura da água quente imediatamente a jusante da ligação da saída de água do aquecedor.

7.1.5.1 Ajuste da temperatura e vazão de água.

Salvo indicação em contrário, regula-se o aparelho, conforme for o caso, de acordo com as disposições a seguir indicadas.

Alimenta-se os aparelhos com água à pressão de 200 kPa.

a) Para potência nominal;

Regula-se o aparelho em sua potência máxima, e na condição que a elevação de temperatura seja no mínimo de 20°C.

b) Temperatura máxima de água.

Regula-se o aparelho em potência máxima e ajusta-se a vazão de água de modo a obter a máxima temperatura da água,
sendo permitido atuar-se sobre qualquer dispositivo de regulagem de temperatura de água do aparelho ou da instalação.

7.2 Estanqueidade

7.2.1 Estanqueidade do circuito de gás

7.2.1.1 Requisito
As especificações referem-se a ensaios com ar comprimido à pressão de 14,7 kPa (1 500 mm H20). Os ensaios devem
ser realizados com o aquecedor regulado para as condições normais de funcionamento.
A estanqueidade deve ser considerada suficiente quando não houver vazamento ou este não exceder 70 cm3/h,
obedecidos os procedimentos de ensaio.

7.2.1.2 Ensaio
O ensaio deve ser realizado com o aquecedor no estado em que foi fornecido pelo fabricante, utilizando-se o esquema de
medição indicado na figura A1 ou outra instrumentação igualmente adequada.
Após regulagem de pressão de ar, deve-se observar, antes de cada leitura, um tempo de espera de pelo menos 5 minutos,
para a estabilização da temperatura da instalação da medição.

A medição deve ser realizada nas seguintes condições:

7.2.1.2.1 Para aquecedores com chama piloto permanente


a)com registro de linha aberto, com registro de gás fechado, com o piloto retirado de sua tomada de gás e esta
perfeitamente vedada: com o piloto aceso e alimentado por fonte de gás externa atuando no dispositivo de segurança
de ignição havendo circulação de gás.

b) com o registro de linha e o registro de controle de gás abertos com o piloto retirado de sua tomada de gás e esta
perfeitamente vedada, com o piloto aceso alimentado por fonte de gás externa atuando no dispositivo de segurança de
ignição, sem circulação de gás;

c) com os registros de linha e de controle de gás abertos, com o injetor do piloto vedado com circulação de água.

7.2.1.2.2 Para aquecedores com chama piloto não permanente ou sem chama piloto
a) Com o registro de linha de gás aberto, com o registro de controle de gás do aquecedor aberto, sem circulação de
água;

b) Com o registro de linha de gás aberto, com o registro de controle de gás do aquecedor aberto. Libera-se a
passagem de água pelo aquecedor e aguarda-se o tempo de centelhamento inicial. Após o corte da passagem de
gás para o piloto temporário, ou o centelhamento inicial no queimador (para aparelhos sem chama piloto), quando
é feito o corte na alimentação de gás, inicia-se a marcação do tempo.

7.2.2 Estanqueidade do circuito de combustão para aparelho tipo C1

7.2.2.1 Requisito

A vazão de fuga não deve exceder os seguintes valores:

-1,5 m3/h para aparelhos com potência nominal inferior a 15 kW;

- 3 m3/h para aparelhos com potência nominal superior a 15 kw.

A vazão de fuga é corrigida para as seguintes condições de referência: 15 C, 1013,25 mbar, tendo em conta a umidade do
ar.

7.2.2.2 Ensaios

Verifica-se aos mesmo tempo a estanqueidade do corpo do aparelho e das condutas, ligando o aparelho ao terminal, o
qual deve ser fornecido pelo fabricante. Liga-se o aparelho a ser ensaiado a uma fonte de ar comprimido de modo a
manter uma pressão efetiva de 0,5 mbar no circuito dos produtos da combustão, medindo esta pressão no ponto de
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Projeto NBR 8130:Fev06

ligação do ar comprimido ao aparelho. A instalação deve ser concebida de modo a ser visível qualquer possível fuga
causada por um defeito de estanqueidade do corpo do aparelho.

7.2.3 Estanqueidade do circuito de água

7.2.3.1 Requisitos
As peças condutoras de água devem ser estanques a uma pressão de ensaio de 800 kPa.

7.2.3.2 Ensaios

Antes de iniciar o ensaio, deve-se eliminar o ar das peças destinadas à circulação de água, mediante repetidas aberturas e
fechamentos do registro de água quente.
Conectar a fonte de alimentação de água à entrada do aparelho, estando a sua salda perfeitamente vedada.
A pressão de ensaio de 800 kPa é aplicada e verifica-se a estanqueidade visualmente em todo o circuito de água durante
cinco minutos.

7.3 Determinação da potência nominal nas condições-padrão

A potência nominal nas condições-padrão deve ser determinada pela média de três ensaios com o aquecedor trabalhando
com o gás de referência da família a qual a qual este pertence, podendo variar em até ± 5% em relação ao valor declarado
pelo fabricante.

7.3.1 Realização do ensaio

O ensaio consiste na coleta dos dados a serem lançados nas fórmulas a seguir em um determinado intervalo de tempo.
Onde, ao se iniciar a marcação do tempo é feita a leitura inicial, e ao final do mesmo é feita a leitura final.

A potência nominal Pn, ref, em quilowatts, deve ser calculada pela equação:

Pn , ref = 0,278V0 × PCS


Onde:

V0 é a vazão volumétrica nominal, em metros cúbicos por hora, obtida nas condições de referência 15ºC e 101,33 kPa;

PCS é o poder calorífico superior do gás de referência definido na tabela A.1, em megajoules por metro cúbico.

A vazão volumétrica corresponde à medida de um fluxo de gás de referência, sob condições de referência, assumindo que
o gás é seco, a 15ºC e sob uma pressão de 101,33 kPa.

Na prática, os valores obtidos durante os ensaios não correspondem àquelas condições de referência, sendo então
corrigidos e levados àqueles valores que poderiam ter sido obtidos se durante o ensaio existissem na saída do injetor as
condições-padrão.

A vazão volumétrica é corrigida pela seguinte equação:

V0 = V ×
(101,33 + P ) × (Pa + P)
×
288,15
×
d
101,33 101,33 (273,15 + T g ) d r
onde:

V0 é a vazão volumétrica nas condições de referência (15ºC e 101,33 kPa) em metros cúbicos por hora;

V é a vazão volumétrica obtida nas condições de umidade, temperatura e pressão no medidor de consumo de gás, em
metros cúbicos por hora;

Pa é a pressão atmosférica, em quilopascals;

P é a pressão de alimentação do gás, no medidor de consumo, em quilopascals;

Tg é a temperatura do gás obtida junto ao medidor de consumo de gás, em graus Celsius;

d é a densidade do gás de ensaio, seco ou úmido relativo ao ar seco;

dr é a densidade do gás de referência seco relativo ao ar seco, conforme tabela A.1.

Se utilizado medidor úmido ou gás saturado, o valor de d (densidade do gás seco em relação ao ar seco) deve ser
substituído pelo valor da densidade dh dado pela seguinte equação:

(Pa + P − W ) × d + 0,622 × W
dh =
(Pa + P )
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Projeto NBR 8130:Mar06

onde:

W é a pressão do vapor de água, em quilopascals, na temperatura Tg

e (x)  5262 
W= x =  21,094 − 
10  273,15 + T g 
 
onde:
e = número de Néper.

7.4 Ensaio das características higiênicas

7.4.1 Limites de emissões na saída da chaminé

As concentrações limites de CO neutro (isentas de exesso de ar e vapor d’água), nos produtos da combustão medidos na
extremidade da chaminé, decorridos 10 min do início de funcionamento do aquecedor, não podem ultrapassar:

a) 0,0500% em volume (500 ppm), quando o aquecedor for alimentado com gá de referência na pressão nominal de
ensaio e na sobrepressão de 1,25 vez a pressão nominal de ensaio em corrente natural de ascensão dos
produtos da combustão;

b) 0,1000% em volume (1000 ppm), quando o aquecedor for alimentado com gás limite de combustão incompleta na
pressão nominal de ensaio e na sobrepressão de 1,25 vez a pressão nominal de ensaio em corrente natural de
ascensão dos produtos da combustão.

7.4.1.1 Ensaio de análise dos produtos da combustão na saída da chaminé

Os produtos da combustão devem ser coletados na chaminé. Para isto utilizar-se um dispositivo de aspiração que deve
ser colocado no interior da extremidade da chaminé, conforme indicado na figura A3. A medição deve indicar-se no mínimo
10 min após o início do funcionamento do aquecedor, operando com gás de referência e com gás limite de combustão
incompleta.

Os ensaios devem ser realizados nas seguintes condições:


a) o aquecedor é alimentado com gás de referência na pressão nominal de ensaio e na sobrepressão;
b) de 1,25 vez a pressão nominal de ensaio e com corrente natural de ascensão dos produtos da combustão;
c) o aquecedor é alimentado com gás limite de combustão incompleta, na sobrepressão de 1,25 vez a pressão nominal de
ensaio e com corrente natural de ascensão dos produtos da combustão.
A partir do CO e CO2 medidos, calcula-se o (CO)N de acordo com a equação:

(CO2 ) N
(CO ) N = (CO ) M ×
(CO2 ) M
(CO)N é o monóxido de carbono neutro;
(CO)M é o monóxido de carbono medido;
(CO2)N é o dióxido de carbono neutro;
(CO2)M é o dióxido de carbono medido.

Os valores de (CO2)N para os gases de ensaio são mostrados na tabela 3.

Tabela 3 — Valores de (CO2)N


Designação do gás G10 G11 G20 G21 G30
% (CO2)N 12,3 12,6 12,0 12,2 14,1

7.4.2 Limites de emissões no compartimento-padrão


A concentração limite de CO medido no ambiente do compartimento-padrão, decorridos 30 minutos de funcionamento do
aquecedor, não pode ultrapassar 0,0025% em volume (25 ppm), quando o aquecedor for alimentado com gás de
referência e o gás limite de combustão incompleta, operando com uma pressão de 1,25 vez a pressão nominal de ensaio
em corrente natural de ascensão.

7.4.2.1 Ensaio de teor de CO no compartimento-padrão


a) Após 30 min de funcionamento do aquecedor, o teor de CO medido, no centro do compartimento-padrão, deve ser
verificado utilizando-se o gás de referência e o gás limite de combustão incompleta, operando com uma pressão de 1,25
vez a pressão nominal de ensaio com corrente natural de ascensão.
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Projeto NBR 8130:Fev06

b) Durante a realização do ensaio, a porta do compartimento-padrão deve permanecer fechada.


c) O escoamento de água quente do aquecedor deve ser efetuado para fora do compartimento-padrão.
d) As amostras devem ser obtidas através de um tubo de diâmetro interno e comprimento adequado, com extremidade
colocada no centro do compartimento a 1,5 m acima do piso. O tubo deve ser purgado antes de iniciadas as medições.
7.4.2.1.1 Mesmo para os aparelhos que possuem dispositivo de desligamento automático (timer), o ensaio deve ser
realizado em 30 minutos. O fabricante deverá indicar uma maneira de prolongar o tempo de funcionamento do aparelho
além do programado, afim de mantê-lo funcionando durante todo o período do ensaio. Caso não seja apresentado nenhum
recurso para fazê-lo, se procederá com um breve fechamento e posterior abertura do registro de entrada de água para que
se atinja o tempo previsto para a realização do ensaio. Esta operação deve ser realizada sem que se abra a porta do
compartimento-padrão onde o aparelho estiver sendo ensaiado para que não haja renovação do ar no interior do mesmo.
7.4.3 Os valores de pressão nominal, mínima e máxima de ensaio para as três famílias de gases são apresentados no item
7.1.2.

7.4.4 Ensaio de teor de CO no compartimento-padrão para aparelhos do tipo AAS


7.4.4.1 Dispositivo de controle da viciação da atmosfera dos aparelhos do tipo AAS
7.4.4.1.1 Sensibilidade do dispositivo à falta de arejamento do local
7.4.4.1.1.1 Requisitos
A chegada de gás ao queimador e ao piloto deve ser interrompida e bloqueada de modo a que o teor em monóxido de
carbono no local onde o aparelho está instalado não exceda 100 ppm.

Além disso, o teor máximo em dióxido de carbono (C0 2) no local após o desligamento do aparelho deve ser, no máximo,
igual a 2,5 % quando se efetuam os ensaios com cada um dos gases de referência.
7.4.4.1.1.2 Ensaio

7.4.4.1.1.2.1 Instalação do aparelho na câmara estanque

Instala-se o aparelho na câmara estanque descrita no item 7.1.3.1, acima do lavatório, centrado num dos lados da câmara.
Fixa-se o aparelho, de acordo com as instruções do fabricante. Numa placa de suporte com 80 cm de largura e 100 cm de
altura, colocada a 10 cm da parede da câmara de ensaios, de tal modo que o queimador fique situado a cerca de 1,5 m do
chão.

O ponto para a colocação do dispositivo de medição das emissões durante o ensaio é o centro geométrico da câmara e a
uma altura de 1,5 m em relação ao piso.

Areja-se convenientemente a câmara antes do ensaio. Antes de cada ensaio medem-se os teores em CO e em CO2 na
câmara para se garantir que esses valores não são superiores aos valores ambientes normais.

7.4.4.1.1.2.2 Sensibilidade do dispositivo à falta de arejamento do local


Efetuam-se os ensaios com o gás de referência da família a qual pertence o aparelho.
Ajusta-se o aparelho para funcionar em regime de potência nominal.

Após acender o aparelho, registram-se continuamente os teores em CO e em CO2 da câmara de ensaios até que, após
corte por ação do dispositivo, esses teores não aumentem mais.
Os valores máximos assim determinados devem estar em conformidade com os requisitos da seção 7.4.4.1.1.1.

7.4.4.1.2 Sensibilidade do dispositivo à deposição de fuligem no trocador de calor

7.4.4.1.2.1 Em local ventilado

7.4.4.1.2.1.1 Requisito
O teor em CO dos produtos da combustão isentos de ar e de vapor de água deve ser inferior ou igual a 2000 ppm.

7.4.4.1.2.1.2 Ensaio
Diz-se que o local de ensaio é um local ventilado se o teor em CO2 na atmosfera desse local for inferior ou igual a 0,10 %
durante o ensaio.
Ajusta-se o aparelho para funcionar em regime de potência nominal.

Após a retirada do defletor, obstrui-se a saída dos produtos da combustão com uma placa perfurada que deve cobrir
completamente o trocador de calor e é colocada sobre as alhetas. Volta-se, ou não, a colocar o defletor de acordo com as
instruções do fabricante. Esta placa, que deve ser fornecida pelo fabricante para cada um dos gases de referência, deve
ter as seguintes características:

- caixilho de encaixe não perfurado com 10 mm de altura;


- a placa perfurada, que deve permanecer plana durante o ensaio, deve ser de chapa de aço inoxidável com1 mm de
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Projeto NBR 8130:Mar06

espessura;
- a perfuração deve ser constituída por orifícios idênticos sem rebarbas, de 5 mm a 10 mm de diâmetro, dispostos em
grupos de cinco com quatro a formar um quadrado e o quinto no meio, e uniformemente repartidos em toda a superfície
correspondente à seção de saída dos produtos da combustão
- a seção total dos orifícios é a maior superfície que provoca o corte do gás num tempo inferior a 5 min, com o aparelho frio
no início do ensaio. Considera-se que o aparelho está frio quando a temperatura da sua massa metálica é próxima da
temperatura ambiente. Ela determina-se por ensaios sucessivos fazendo variar, de placa para placa, o diâmetro de todos
os orifícios por passos de 0,1 mm.

Além disso, alimenta-se o aparelho, equipado com a ou as placas fornecidas pelo fabricante, à pressão máxima com cada
um dos gases de referência. Anota-se o teor em CO dos produtos da combustão recolhidos com o dispositivo descrito na
figura 6.

7.4.4.1.2.2 Na câmara estanque

7.4.4.1.2.2.1 Requisito

O dispositivo deve interromper a chegada de gás ao queimador e ao pavio de modo a que o teor em monóxido de carbono
(CO) no câmara de ensaios onde o aparelho está instalado não exceda 100 ppm.
7.4.4.1.2.2.2 Ensaio
Ajusta-se o aparelho para funcionar em regime de potência nominal. Equipa-se o aparelho com a (ou as) placa(s)
perfurada(s) fornecida(s) pelo fabricante, idêntica(s) à (ou às) placa(s) indicada(s) na seção 7.4.4.1.2.1.2 mas com o
diâmetro dos orifícios aumentado de 0,1 mm, e instala-se na câmara estanque. Após acender o aparelho, alimentado com
cada um dos gases de referência, regista-se continuamente o teor em CO da atmosfera da câmara até que, após corte por
ação do dispositivo, esse teor não aumente mais. O valor máximo medido deve estar em conformidade com os requisitos
acima indicados.

7.4.4.1.3 Defeito de funcionamento do dispositivo

7.4.4.1.3.1 Requisito

O dispositivo deve interromper a chegada de gás ao queimador e ao piloto de modo a que o teor em monóxido de carbono
(CO) no câmara de ensaios onde o aparelho está instalado não exceda 200 ppm.

7.4.4.1.3.2 Ensaio

As deteriorações dos elementos sensíveis do dispositivo e eventualmente do órgão de transmissão da ordem de


fecho devem provocar a interrupção total da alimentação do gás (ver item 7.8.5).

Efetua-se um ensaio de corte pelo dispositivo de controle de viciação da atmosfera simulando a sua própria sujidade nas
condições simultâneas seguintes:

- instala-se o aparelho na câmara estanque equipado com uma das placas perfuradas indicadas na seção 7.8.4.1.2.2.2;

- obstrui-se parcialmente a tubagem de admissão de ar ou de produtos da combustão para o dispositivo de controle da


atmosfera utilizando para tal um anel com a espessura de 1 mm e o comprimento de 10 mm fornecida pelo fabricante,
introduzida sem folga apreciável na entrada da tubagem;
- efetuam-se os ensaios com o correspondente gás de referência;
- Ajusta-se o aparelho para funcionar em regime de potência nominal.

7.5 Dispositivo de controle de evacuação dos produtos da combustão dos aparelhos do tipo B11bs

7.5.1 Generalidades

Na atuação do dispositivo, ele deve interromper a chegada de gás com ou sem encravamento.

O dispositivo deve cortar a alimentação de gás pelo menos ao queimador principal.

7.5.2 Condições de Ensaio

A temperatura ambiente deve atender o item 7.1.4.2.

O ensaio deve ser efetuado na potência nominal nas condições padrão.

Equipa-se o aparelho com uma chaminé de ensaio telescópica (H ≤ 0,50 m) com o diâmetro da gola do aparelho.

Se o aparelho possuir dispositivo manual de regulação da temperatura da água regula-se a temperatura desta para (50 ±
2) °C ou para a temperatura mais elevada o mais próximo possível de 50 °C.

Se o aparelho não possuir dispositivo manual de regulação da temperatura da água efetua-se o ensaio à temperatura o
mais próxima possível de 50 °C regulando para isso, se necessário, a vazão de água.
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Projeto NBR 8130:Fev06

Determina-se o transbordamento com uma placa de ponto de orvalho. No entanto, nos casos em que haja dúvidas,
procura-se o limite do transbordamento por meio de uma sonda de recolha ligada a um analisador de CO2 de resposta
rápida que permita detectar teores da ordem 0,1 %.

7.5.3 Atuação imprópria

7.5.3.1 Requisito

Quando a evacuação dos produtos da combustão for normal o dispositivo não deve acionar, e o aumento de temperatura
resultante da interrupção do escoamento de água não deve também provocar seu acionamento.

7.5.3.2 Ensaio

Regula-se o aparelho de acordo com o indicado na seção 7.5.2 e com a chaminé com H = 0,50 m, deixa-se em
funcionamento durante 30 minutos e depois fecha-se a torneira de escoamento da água.

7.5.4 Tempos para paragem

7.5.4.1 Requisito

No quadro abaixo estão indicados os tempos máximos, em função da obstrução, para paragem provocada pelo dispositivo
de controle da evacuação dos produtos da combustão, para os seguintes ensaios.

Tempos para paragem em função da obstrução

Tempo máximo para paragem (min)

Aparelhos de
Diâmetro da abertura na Todos os Aparelhos
Nível de Variação
Placa de obstrução Aparelhos: potência Com potência
obstrução Automática de
d Nominal, mínimo manual
Potência: 0,52
Qn Qm
Qn

Obstrução
d=0 2 4 2 Qn / Qm
total

d = 0,6 x D
Obstrução
ou 8 --- ---
parcial
d = 0,6 x D’

D: diâmetro interno da chaminé telescópica de ensaio no seu tobo

D’: diâmetro da placa que permite obter o limite de transbordamento.

(1) Para os aparelhos cujo potência mínima Qm é superior a 0,52 Qn efetua-se o ensaio para Qm

No caso de ococrrer paragem sem encravamento, a recolocação automática em serviço apenas deve ser possível após
um tempo de espera mínimo de 10 min, mantendo a chaminé obstruída. O fabricante deve indicar nas instruções técnicas
o tempo de espera real do aparelho.

7.5.4.2 Ensaios

7.5.4.2.1 Ensaios com obstrução total

Ensaia-se o aparelho regulado de acordo com o indicado na seção 7.5.2 e com H = 0,50 m.

Quando o aparelho estiver em regime, obstrui-se totalmente a chaminé (Veja a figura 11). Mede-se o tempo que decorre
entre a obstrução da chaminé e a colocação em paragem.

Para os aparelhos sem encravamento, mede-se o tempo entre o fecho e a reabertura da alimentação em gás do
queimador principal, mantendo a obstrução total e o escoamento da água.

Efetua-se um segundo ensaio:

- para os aparelhos de pot~encia ajustável, regula-se o queimador para o menor potência, sem , no entanto, descer abaixo
dos 52 % da potência nominal, e regula-se o aparelho de modo a obter a água a uma temperatura o mais próximo possível
de 50 °C.

- para os aparelhos de variação automática de potência, efetua-se o ensaio para ( 52 ± 2 ) % da potência nominal (para os
aparelhos cuja potência mínima Qm é superior a 0,52 Qn efetua-se o ensaio para Qm).

7.5.4.2.2 Ensaios com obstrução parcial


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Projeto NBR 8130:Mar06

Coloca-se o aparelho em regime de acordo com o indicado na secão 7.5.2.

Antes de colocar a placa de obstrução, reduz-se progresivamente o comprimento da conduta telescópica até o limite de
transbordamento.

Se o dispositivo atuar antes de se atingir este comprimento considera-se que é satisfeito o requisito indicado na seção
7.5.4.1.

Se não, cobre-se a chaminé telescópica com uma placa de obstrução que possui um orifício circular concêntrico cujo
diâmetro d é igual a 0,6 vezes o diâmetro D da chaminé telescópica de ensaios na sua extremidade superior (Veja a figura
11).

No caso de não se verificar transbordamento com a chaminé telescópica de ensaios, cobre-se esta com uma placa de
orifício circular de diâmetro D’ que permita obter o transbordamento.

Substitui-se então esta placa por uma placa de obstrução e a colocação em paragem.

No entanto, se o fabricante indicar para este ensaio uma altura mínima de chaminé, obrigatoriamente inferior ou igual à
altura indicada na seção 7.5.4.2.1, efetua-se o ensaio com uma chamniné com essa altura.

7.6 Ensaio das características higiênicas para aparelhos tipo C

7.6.1 Requisito

O teor de CO neutro (isentas de exesso de ar e vapor d’água), nos produtos da combustão deve ser inferior ou igual a:

- 0,10% (1000 ppm) nas condiçoes normais indicadas na seção 7.6.2.2 quando o aparelho é alimentado com os gases de
referência;

- 0,20% (2000 ppm) nas condições indicadas na seção 7.6.2.2 quando o aparelho é alimentado com o gás limite de
combustão incompleta.
7.6.2 Ensaios

7.6.2.1 Generalidades
Alimenta-se o aparelho com gás e, se necessário, regula-se de acordo com o indicado nas seções 7.6.2.2.

Efetua-se a recolha dos produtos da combustão com uma sonda do tipo da representada a título de exemplo na figura 9 ou
na figura 10.

O teor em CO dos produtos da combustão isentos de ar e de vapor de água é dado pela seguinte fórmula:
(CO2 ) N
(CO ) N = (CO ) M ×
(CO2 ) M
(CO)N é o monóxido de carbono neutro;
(CO)M é o monóxido de carbono medido;
(CO2)N é o dióxido de carbono neutro;
(CO2)M é o dióxido de carbono medido.

Os valores de (CO2)N para os gases de ensaio são mostrados na tabela 3.

Tabela 3 — Valores de (CO2)N


Designação do gás G10 G11 G20 G21 G30
% (CO2)N 12,3 12,6 12,0 12,2 14,1

O teor de CO dos produtos da combustão isentos de ar e de vapor de água,em percentagem, pode também ser calculado
utilizando a fórmula:

CO = ((21/(21-(O2)M)) x (CO)M

Onde:

(O2)m e (CO)M são as concentrações em oxigênio e em monóxido de carbono medidas nas amostras recolhidas durante o
ensaio de combustão, expressas ambas em percentagem.

Recomenda-se a utilização desta fórmula quando o teor em CO2 for inferior 2%.

7.6.2.2 Ensaios

Regula-se o aparelho de acordo com o indicado na seção 7.1.1.3, 7.1.4.3 e 7.1.4.2.

Efetuam-se os ensaios com o gás de referência de maior índice de Woobbe da categoria do aparelho com as combinações
da primeira série de ensaios na secção 7.7.5 para o qual se obteve o valor mais elevado de CO. Calcula-se a média
aritmética dos valores medidos do teor de CO.
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Além disso, se o fabricante prevê um dispositvo de proteção para o terminal, efetuam-se ensaios nas condições da quarta
série de ensaios indicada na seção 7.7.5, com o dispositivo protetor do terminal colocado no seu local de acordo com as
instruções técnicas, e calcula-se a média aritmética dos teores de CO assim determinados.

Os teores médios em CO assim obtidos devem estar em conformidade com os requisitos da secçao 7.6.1.
7.7 Estabilidade de queima
7.7.1 Requisitos para os ensaios de estabilidade de queima
7.7.1.1 A ignição deve ser suave;
7.7.1.2 Sempre que possível, deve ser verificado visualmente o comportamento da chama, não devendo haver retorno ou
descolamento de chama. É aceito em condições transitórias breve retorno ou descolamento de chama, desde que não
prejudique o funcionamento regular do queimador.
7.7.1.3 As chamas do piloto e do queimador não devem apagar-se pela ação da corrente horizontal de ar direta de 2m/s,
nem ser desviada por esta, de forma a prejudicar o funcionamento do queimador
7.7.1.4 Quando o aparelho é submetido a uma corrente de retorno de 3m/s de ar aplicada direta e frontalmente à
extremidade de saída da chaminé sem a existência do terminal, as chamas devem permanecer estáveis e sem atingir
locais fora da câmara de combustão. Além disso, a chama-piloto não deve apagar.
7.7.2 Ensaio de estabilidade de queima com corrente de ar direta
7.7.2.1 Este ensaio não se aplica a aparelhos que possuem proteção no visor de observação das chamas, ou que
possuem somente indicação das mesmas.
7.7.2.2 A estabilidade de queima da chama-piloto e do queimador principal são verificadas com uma corrente de ar
horizontal com velocidade de 2m/s, medida a uma distância de 0,5 m da capa do aquecedor, dirigida perpendicularmente a
abertura de observação das chamas na capa do mesmo.
7.7.2.3 A medição da velocidade da corrente de ar é feita utilizando-se um anemômetro e com o aquecedor ainda
desligado. Após o ajuste desta, liga-se o aparelho e verifica-se se este atende os requisitos dos itens 7.7.1.1 ao 7.7.1.3.
7.7.3 Ensaio de estabilidade de queima com corrente de retorno
7.7.3.1 Este ensaio se aplica somente aos aparelhos do tipo B11 e do tipo B11BS, sendo admissível, no caso deste último,
que este desligue em função do refluxo de vento pela chaminé.
7.7.3.2 Para o ensaio de estabilidade de queima em situação de corrente de retorno na chaminé, o aparelho deve estar
instalado com a chaminé, porém sem o terminal.
7.7.3.3 A corrente de retorno deve ser aplicada direta e frontalmente à extremidade de saída da chaminé, com velocidade
de 3m/s, medida com anemômetro junto à sua extremidade, com o aparelho desligado;
7.7.3.4 Devem ser utilizados os três gases de ensaio, cada um em sua condição de pressão mais crítica em relação a sua
característica principal, conforme os valores mostrados na tabela 4.

Tabela 4 – Gases e pressões para os ensaios de estabilidade de queima

Família Gases de ensaio Designação Pressão de ensaio (mmca)

Referência e limite de deslocamento de chama G10 100


Primeira
Limite de combustão incompleta G11 125
família
Limite de retorno de chama G12 75
Referência e limite de descolamento de chama G20 200
Segunda
Limite de combustão incompleta G21 250
família
Limite de retorno de chama G22 150
Referência e limite de combustão incompleta G30 280
Terceira
Limite de descolamento de chama G31 350
família
Limite de retorno de chama G32 210

7.7.4 Os ensaios de estabilidade de queima devem ser realizados com o manípulo de gás do aquecedor ajustado na
potência mínima e na potência máxima.
7.7.5 Ensaios de estabilidade de queima para os aparelhos do tipo C
Para os aparelhos do tipo C, devem ser previstos dispositivos de acendimento especiais (por exemplo acendedor elétrico).
O acendimento do piloto permanente destes aparelhos deve poder efetuar-se sempre com a câmara de combustão
fechada.
7.7.5.1 Ensaios de estabilidade de queima para os aparelhos do tipo C11
7.7.5.1.1 Requisitos

Para as 1ª, 2ª e 3ª série de ensaios: devem ser assegurados o acendimento da chama-piloto, o acendimento do queimador
principal pelo piloto ou o acendimento direto do queimador principal, a propagação da chama à totalidade do queimador
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principal bem como a estabilidade da chama-piloto acesa sozinha ou da mesma funcionando simultaneamente com o
queimador principal. Admite-se uma ligeira turbulência das chamas mas não deve ocorrer extinção.

Para as 2ª, 3ª e 4ª série de ensaios: deve ser possível o acendimento do piloto pelo dispositivo de acendimento
especificado no item 6.6.7.2.
7.7.5.1.2 Ensaios
Instala-se o aparelho de acordo com as indicações das instruções técnicas na parede de ensaio descrita no Anexo A.
Ajustam-se os comprimentos das condutas de chegada de ar e de evacuação dos produtos da combustão para um valor
tal que corresponda a uma espessura de parede de cerca de 350 mm.
Se necessário, completa-se a estanqueidade da montagem destas condutas na parede vertical utilizando, por exemplo, fita
adesiva.
Alimenta-se o aparelho com o gás limite de descolamento de chama da família a qual pertence o aparelho, e faz-se o
ajusta para que o mesmo funcione em regime de potência nominal. Realizam-se quatro séries de ensaios quando o
aparelho estiver em regime;
1ª série de ensaios

Com o aparelho em regime, submete-se o terminal sucessivamente à ação de ventos de velocidades diferentes e cujas
direções estão situadas em três planos:

- vento horizontal;
- vento ascendente com a inclinação de 30° em relação à horizontal;
- vento descendente com a inclinação de 30° em relação à horizontal.

Em cada um destes três planos, faz-se variar a incidência de 0° a 90°, por passos de 15º. Se o terminal não for simétrico
em relação a um plano vertical, faz-se variar a incidência do vento de 0° a 180°, sempre por passos de 15°.
Efetuam-se os ensaios para três velocidades de vento: 1 m/s, 5 m/s e 10 m/s.

Para cada um dos planos de incidência procura-se:


- as três combinações de velocidade do vento, ângulo e plano de incidência para as quais se mede o valor mais baixo do
teor em CO2, (para avaliar os requisitos da seção 7.7.5.1.1); e
- as três combinações para as quais se mede o valor mais elevado do teor em CO nos produtos da combustão isentos de
ar e de vapor de água. Utilizam-se estas posições para avaliar a conformidade com os requisitos da seção 7.6.2.1 de
acordo com o indicado na seção 7.7.2.3.2 (ESSES TÓPICOS SE REFEREM AOS LIMITES DE EMISSÃO DE (CO)M QUE
NA EN 26 SÃO DIFERENTES DOS LIMITES DA NBR 8130 – TEMOS QUE AVALIAR NOS ENSAIOS)

2ª série de ensaios
Para cada urna das nove combinações definidas na 1ª série de ensaios que dão os menores valores do teor em CO2.
verifica-se se são satisfeitos os correspondentes requisitos indicados na seção 7.7.5.1.1.

3ª série de ensaios

Para os aparelhos de potência ajustável, repete-se a 1ª e a 2ª série de ensaios nas mesmas condições de alimentação,
mas com o órgão manual de regulação do caudal de gás na posição de abertura mínima.

Para os aparelhos de variação automática de potência, repete-se a 1ª e a 2ª série de ensaios nas mesmas condições de
alimentação, mas com o caudal de gás regulado para o caudal de água mínimo.
Verifica-se se são satisfeitos os correspondentes requisitos indicados na seção 7.7.5.1.1.

4ª série de ensaios

Se estiver previsto pelo fabricante um dispositivo de proteção do terminal, ele monta-se de acordo com as instruções e
repetem-se os ensaios da primeira série que deram os valores mais elevados do teor em CO nos produtos da combustão
isentos de ar e de vapor de água.

Verificam-se os requisitos correspondentes da seção 7.7.5.1.1 e utiliza-se o teor em CO nos produtos da combustão
isentos de ar e de vapor de água para avaliar a conformidade com os requisitos da seção 7.7 (veja-se a seção 7.7.2.3.2)
(TAMBÉM TEREMOS QUE AVALIAR, DA MESMA FORMA QUE O ITEM ANTERIORMENTE DESTACADO)

NOTA: A aparelhagem necessária para os ensaios encontra-se no anexo A

7.8 Ensaio de temperatura máxima de saída de água

7.8.1 Requisito

A temperatura máxima de saída de água não pode exceder a uma elevação de 55 °C da temperatura de entrada, em
nenhuma condição normal de utilização do aparelho em regime de funcionamento.

7.8.2 Ensaio
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Para a determinação da temperatura máxima de saída de água do aquecedor, deve-se ajustar a vazão na condição em
que se obtém a máxima elevação de temperatura. São permitidas intervenções, tanto na linha de entrada e saída de água
do aparelho, quanto nos manípulos ou controles a ele incorporados para que se obtenha esta condição.

7.9 Temperatura máxima dos manípulos de controle

7.9.1 Requisitos

As temperaturas de superfície dos manípulos, medidas apenas nas zonas a serem tocadas, não devem exceder a
temperatura ambiente em mais de 30 °C.

7.9.2 Ensaio

Alimenta-se o aparelho com o gás de referência da família a qual este pertence. Mantém-se o mesmo funcionando em
regime de potência nominal durante 20 minutos. Em seguida, mede-se a temperatura dos manípulos utilizando sensores de
temperatura de contato, verificando-se o ponto de maior temperatura e o máximo valor encontrado.

7.10 Temperatura da capa do aparelho, da parede na qual o aparelho está instalado e nas paredes adjacentes
7.10.1 Requisito

Nas condições do ensaio, a temperatura dos lados, da frente e da parte superior do aparelho não devem ser superiores à
temperatura ambiente em mais do que 50°C.
Contudo, não estão abrangidas por este requisito as áreas a seguir indicadas:

- o dispositivo anti-retorno;
- a saída dos produtos da combustão e a zona de 5 cm à volta da saída dos produtos da combustão;
- o visor de chama, desde que a área seja inferior a 18 cm2;
- a superfície da capa que está localizada a menos de 5 cm da aresta do orifício de acendimento ou do visor de chama.

O fabricante deve indicar, nas instruções técnicas, as distâncias mínimas a observar entre os lados do aparelho e qualquer
parede, móvel, etc., e também a altura mínima a observar entre o topo dos aparelhos do tipo A AS e qualquer teto, móvel,
etc. de material inflamável.

Se aplicável, as instruções técnicas devem indicar os meios de isolamento necessários.

7.10.2 Ensaio

Alimenta-se o aparelho com o gás de referência da família a qual este pertence, e em regime de potência nominal.

Medem-se as temperaturas da capa utilizando sensores de temperatura cujo elemento sensível se aplica contra a
superfície exterior da capa.
As medições relativas à capa devem ser efetuadas depois de o aparelho ter funcionado durante 20 minutos.

7.11 Pressão e vazão mínima de operação para o funcionamento do aparelho

A pressão e a vazão mínimas de água devem ser verificadas conforme faixa especificada pelo fabricante.

7.11.1 Ensaio de determinação da pressão mínima


- Abrir lentamente o registro de água fria, a montante do aparelho, até o seu acionamento. Verificando o valor de pressão
encontrada nesta condição.
- Para medir a vazão mínima, deve-se verificar a vazão de água por minuto com o aparelho funcionando na condição de
pressão mínima.

7.12 Tempo de acionamento do dispositivo de segurança de ignição

7.12.1 Requisitos

7.12.1.1 O tempo necessário para atuação do dispositivo de ignição não pode exceder 20 s, a partir do instante em que é
acionado.
7.12.1.2 O tempo necessário para a completa extinção da chama do queimador não pode exceder 60 s, a partir do
acionamento do dispositivo de segurança.

7.12.2 Ensaio de tempo de acionamento do dispositivo de segurança de ignição

7.12.2.1 Acendimento
7.12.2.1.1 O aparelho deve ser alimentado com o gás de referência e à pressão nominal de ensaio.
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7.12.2.1.2 Todo o aparelho deve estar à temperatura ambiente.


7.12.2.1.3 Liberar a passagem do gás do piloto e acendê-Io.
7.12.2.1.4 Medir o intervalo de tempo entre o acendimento do piloto e o acionamento do dispositivo de segurança.
7.12.2.1.5 No caso de aparelhos sem piloto, este ensaio não deve ser realizado.

7.12.3.2 Apagamento
7.12.3.2.1 O aparelho deve estar funcionando à potência e à vazão nominal, com gás de referência.
7.12.3.2.2 Eliminar a ação do piloto em relação ao termopar ou dispositivo equivalente, por meio de corte da alimentação
do gás no piloto ou interpondo-se um anteparo entre eles.
7.12.3.2.3 Medir o tempo decorrido entre a eliminação do piloto e a completa extinção do queimador.

7.12.3.2.4 No caso de aparelhos que não possuem piloto, deve-se cortar a alimentação de gás do queimador por 60 s e,
imediatamente após, realimentar o aparelho. O aparelho deve reacender automaticamente, se a ignição estiver ativa, ou
não abrir a passagem de gás para o queimador.

8 Utilização Racional de energia

Aplicam-se as condições gerais indicadas na seção 7.1.

8.1 Potência do piloto

8.1.1 Requisitos

A potência nominal do piloto permanente e não permanentes alternados deve ser inferior a 0,21 kW.

8.1.2 Ensaio

Alimenta-se o aparelho sucessivamente com cada um dos gases de referência à pressão normal correspondente.

Efetua-se a verificação só com o piloto aceso e em regime.

8.2 Rendimento

8.2.1 Requisito

O rendimento relacionado ao PCS não pode ser menor que 72%, devendo ser determinado em regime de permanência, na
potência nominal com gás de referência da família a qual pertence o aparelho e com elevação da temperatura da água no
mínimo de 20 C.

8.2.2 Ensaio de rendimento

8.2.2.1 O rendimento relacionado ao PCS deve ser determinado pela média de três ensaios com o aquecedor funcionando
em regime de permanência, na potência nominal, com o gás de referência da família a qual este pertence e com elevação
de temperatura de no mínimo 20°C.

8.2.2.2 Na realização dos ensaios, deve-se evitar que o bocal de escoamento de água fique submerso na água quente
escoada.

8.2.2.3 Após ter sido alcançada a estabilização das temperaturas de entrada e saída da água, iniciar a medição do
consumo de gás e água, e logo em seguida devem ser registradas as temperaturas da água fria e da água quente.

8.2.2.4 O rendimento é calculado pela seguinte expressão:


ma × c (T2 − T1 )
η= × 100
V0 × PCS

onde:
η é o rendimento, em porcentagem;
ma é a massa de água obtida durante o período de medição, em quilogramas;
C é o calor específico da água, em quilojoules por quilograma por grau Celsius, igual a 4,1868 x 10-3;
T1 é a temperatura da água na entrada, em graus Celsius;
T2 é a temperatura da água na saída, em graus Celsius;
V0 é o consumo de gás durante o período de medição, em metros cúbicos, normalizado a 15ºC e 101,33 kPa;
PCS é o poder calorífico superior, em megajoules por metro cúbico do gás utilizado 15ºC e 101,33 kPa.

A correção do volume de gás para as condições do poder calorífico superior (15ºC, e 101,33 kPa (760 mmHg), seco) é
dada pela seguinte equação:
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Pa + P − W 288,15
V0 = V med × ×
101,33 273,15 + T g

onde:
V0 é o volume do gás, em metros cúbicos, nas condições de referência (15ºC e 101,33 kPa);
Vmed é o volume do gás medido, em metros cúbicos, nas condições de ensaio;
Pa é a pressão barométrica, em quilopascal;
P é a pressão de alimentação do gás no medidor, em quilopascal;
W é a pressão do vapor de água, relacionada a Tg, se for utilizado um medidor úmido de consumo de gás;

Tg é a temperatura do gás em graus Celsius, obtida junto ao medidor de consumo de gás.

8.2.3 Cálculo da vazão de água com elevação de 20°C nas condições-padrão

A vazão de água é verificada convertendo-se a vazão real, encontrada durante o ensaio, para a condição padrão
utilizando-se a seguinte fórmula:

Pn ref × 860 × η
Vazão H 2 O =
120000
onde:
Pn ref – Potência nominal nas condições de referência (kW);
η – rendimento (%)
A vazão de água é dada em L/min.
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Anexo A (normativo)

Aparelhagem de ensaio para os aparelhos do tipo C11 (conforme o item 7.7.5.1.2)

As características do ventilador e a distância da parede de ensaio na qual ele está colocado são escolhidas de modo que
ao nível da parede de ensaios, com o painel central levantado, sejam satisfeitos os seguintes critérios:
- a corrente de ar tenha uma frente de seção quadrada de pelo menos 90 cm de lado ou circular de pelo menos 60 cm de
diâmetro;
- se possam obter velocidades de 1 m/s, 5 m/s e 10 m/s com uma precisão de 10 %;
- a corrente de ar seja essencialmente paralela sem movimento rotativo residual.

Se a parte central desmontável não tiver dimensões suficientes para permitir estas verificações, verificam-se estes critérios
sem parede efetuando as medições à distância correspondente à que realmente existe entre a extremidade do gerador de
ventos e a parede de ensaio.

(INSERIR O DESENHO DO ANEXO NESTE ESPAÇO)

α. = 0° (ventos horizontais) + 30° e – 30°.


β = 0° (ventos rasantes) 15°,30°, 45°,60°, 75°, 90°, (perpendicular à parede de ensaio).
Para os aparelhos que possuem um terminal não simétrico, continua-se o ensaio para os seguintes valores: 105°, 120°,
135°, 150°, 165°, 180°.

Pode obter-se a variação de β por modificação da localização do ventilador (parede fixa) ou fazendo rodar a parede em
tomo de um eixo vertical que passa pelo seu centro.

A parede de ensaio é uma parede rígida com pelo menos 1,8 m x 1,8 m, vertical e que possui um painel fixo no seu centro.
O dispositivo de chegada de ar comburente e de evacuação dos produtos da combustão é montado neste painel de tal
modo que o seu eixo geométrico coincida com o centro O da parede respeitando a saliência para o exterior recomendada
pelo fabricante.

Figura A.1: Aparelhagem de ensaio para aparelhos do tipo C11


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Figura A3
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