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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINASSAU


BACHARELADO EM NUTRIÇÃO
UNIDADE REDENÇÃO

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLINÍCA

TERESINA – PIAUÍ
2021
2

ANA BEATRIZ OLIVEIRA DA SILVA


CAMIA MARIA SILVA LEITE
EMANUELA AURELIANO DE FREITAS
JOZIANE PEREIRA TAVARES
MAIRA BETHÂNIA OLIVEIRA LIMA DE LACERDA
MARIANNY SOUSA DANTAS

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLINÍCA

Trabalho apresentado como pré-requisito


à disciplina estágio supervisionado em
Nutrição Clínica do Centro Universitário
Uninassau (Campus Redenção), sob
supervisão da Profª. Ma. Larissa Cristina
Fontenelle e preceptora Ruana Úrsula
Fernandes Bezerra.

TERESINA – PIAUÍ
2021
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 4
2 APRESENTAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO 6
3 OBJETIVOS 7
3.1 OBJETIVO GERAL 7
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 7
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 8
4.1 Organização do serviço de nutrição clínica 8
4.2 Desenvolvimento de casos clínicos 10
4.2.1 Caso Clínico 1° Colelitíase 10
4.2.2 Caso Clínico 2° Covid-19 17
4.3 Atividades realizadas no ambiente de estágio 21
4.3.1 Atividade de rotina 22
4.3.2 Cuidados com a alimentação em tempos de pandemia 22
4.3.3 Caracterização das dietas ofertadas no hospital 23
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28
REFERÊNCIAS 29
4

1 INTRODUÇÃO
A formação do nutricionista deve prever um profissional dotado de um
arcabouço técnico-científico, uma formação cidadã e socialmente responsável, que o
torne capaz de intervir na resolução de problemas no cenário em que atua, sendo o
estágio um espaço de aprendizado que estabelece uma relação muito próxima entre
a teoria repassada ao longo do curso de formação e a prática (SOARES; AGUIAR,
2010; JUNQUEIRA; COTTA, 2014; CORTE; LEMKE, 2015).
Nesse contexto, é essencial proporcionar a experiência do estágio curricular
ao estudante, favorecendo a construção e desenvolvimento de habilidades
adequadas ao cuidado, ao inserir o estagiário em um ambiente controlado de
exercício da profissão de maneira ética, crítica e reflexiva. Esse processo forma
profissionais mais seguros e cientes de suas habilidades, e assim, mais preparados
para o exercício de sua profissão (IKEDA; COELHO; SPINELLI, 2013; REICHMANN,
2015).
Assim, o estágio em nutrição clínica proporciona ao aluno aprender, na
prática, como o nutricionista deve agir diante de diversas situações, reforçando o
que foi ensinado na teoria em sala de aula, contribuindo para o enriquecimento do
conhecimento e auxiliando na formação de profissionais de qualidade. No âmbito
hospitalar, o nutricionista desempenha diversas atividades, tais como: visitas diárias
aos leitos, onde realiza acompanhamento da evolução do paciente através da
análise do prontuário, avaliação nutricional incluindo anamnese alimentar, avaliação
antropométrica, análise dos resultados dos exames laboratoriais para estabelecer
um quadro nutricional servindo de base para realização de cálculo para elaboração
das necessidades energéticas individuais, com a finalidade de contribuir para a
recuperação do paciente (CORTE; LEMKE, 2015; ARAÚJO, 2016).
Além disso, a Resolução CFN nº 600 de 25 de fevereiro de 2018 que dispõe
sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições definem
que na área de nutrição clínica, são atribuições do nutricionista: prestar assistência
nutricional e dietoterápica, promover educação nutricional; prestar auditoria,
consultoria e assessoria em nutrição e dietética; planejar, coordenar, supervisionar e
avaliar estudos dietéticos; prescrever suplementos nutricionais; solicitar exames
laboratoriais entre outras atribuições.
5

Portanto, é evidente a importância do estágio em nutrição clínica, onde é


possível exercitar o conhecimento prático nas diversas situações que o nutricionista
atua diariamente, estabelecendo assim uma conduta dietoterápica para os pacientes
a fim de recuperar ou manter um bom estado nutricional. Aliado a isso, temos à
introdução ao mercado de trabalho do discente, mediante ambiente de
aprendizagem adequado e acompanhamento pedagógico supervisionado.
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2 APRESENTAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO


O Hospital Dirceu Arcoverde da Polícia Militar do Piauí (HPMP) foi designado
como campo para a realização do estágio supervisionado em Nutrição Clínica. O
referido estágio foi realizado no período de 17 de dezembro a 30 de janeiro, três
vezes na semana (nos dias de quinta, sexta e sábado), no horário 07:00 ás 12:00 da
manhã, com um recesso de 24 de dezembro a 12 de janeiro. Sob supervisão da
Profª. Ma. Larissa Cristina Fontenelle e preceptora Ruana Úrsula Fernandes
Bezerra.
O HPMP localiza-se entre a maternidade Evangelina Rosa e Quartel do
Comando Geral da PMPI. Situado na Avenida Higino Cunha nº 1642, Ilhotas
(ANEXO 1). Atualmente, o HPMPI é Centro de Excelência no atendimento à saúde
da população do Piauí. O hospital é especializado no atendimento médico-
assistencial, com finalidade de prevenir doenças, restaurar a saúde, estimular a
educação e promover pesquisas.
Fundado em 21 de abril de 1972, funcionava no antigo quartel da Praça Pedro
II. A sua primeira estrutura foi construída em agosto de 1978, no governo do Doutor
Dirceu Mendes Arcoverde, de quem herdou o nome, mas com funcionamento efetivo
em 1986, sob a direção do Cel QOSPM Doutor Isânio Lemos de Mesquita.
Atualmente sob a administração do diretor geral Cel. José Denilson do Rêgo
Marques e diretor administrativo Ten. Cel. Iran Moura Soares.
Com atendimento de média complexidade, possui especialidades nas áreas
de ortopedia, cirurgia bucomaxilofacial, cirurgia geral e ginecológica, com
atendimento odontológico de excelência. Além do atendimento aos policiais militares
e familiares, o hospital integra o sistema universal de atenção à saúde no Estado.
O hospital conta com noventa e nove leitos e recentemente obteve notáveis
melhorias em sua estrutura física com vistas à modernização de seus equipamentos
médico-hospitalares. A instituição possui uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI),
com 10 leitos, os quais, no momento, atendem pacientes na ala Covid-19. O HPM
atende as seguintes modalidades de convênios: SUS, IAPEP, PAIS, PLAMTA,
prestando assim serviço à comunidade piauiense em geral.
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3 OBJETIVOS

3.1 Geral
 Proporcionar vivência prática do conhecimento teórico adquirido durante o
curso para prestar assistência nutricional.

3.2 Específicos
 Possibilitar uma visão crítica e reflexiva sobre a teoria desenvolvida no curso;
 Orientar o desenvolvimento de atitude profissional e ética;
 Desenvolver capacidades, como a de cooperação e de iniciativa;
 Acompanhar a rotina do profissional no âmbito hospitalar;
 Promover assistência nutricional e dietoterápica para pacientes;
 Acompanhar a evolução clínica dos pacientes internados através de leitura de
prontuário;
 Escolher e acompanhar um paciente internado durante o período do estágio
para posterior apresentação na forma de caso clínico.
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Organização do serviço de nutrição clínica


Dentre as ferramentas de organização o organograma é um instrumento de
trabalho utilizado pelo administrador para representar de forma gráfica a estrutura
organizacional de uma empresa. Ele permite a interpretação das relações de
autoridade hierárquica de forma rápida e eficaz, demonstrando os vários conceitos
aplicados no desenho, como o nivelamento da estrutura, a amplitude da autoridade
(número de subordinados que um gestor pode supervisionar), a singularidade de
comando, os limites da intensidade de comando, o papel e a importância relativa de
cada órgão sendo um instrumento muito valioso no ambiente de trabalho
(CARREIRA, 2009; ABREU, 2019).
Segundo Ribeiro (2020) a estrutura organizacional do serviço de nutrição é
um elemento que fornece o suporte ao desenvolvimento de atividades de rotina que
fazem parte do serviço de nutrição. O objetivo é apresentar uma
departamentalização e organização na prestação de serviços hospitalares,
fornecendo atividades de ensino e pesquisa, além de prestar assistência nutricional,
com vista a contribuir para a prevenção, recuperação e manutenção da saúde em
consonância com o objetivo do hospital, a figura 1 mostra o fluxograma com a
descrição do serviço de nutrição.
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FIGURA 1. Organograma do serviço de nutrição


10

4.2 Desenvolvimento de casos clínicos

4.2.1 Caso Clínico 1° Colelitíase


Doença Principal
Colelitíase é uma das mais comuns desordens no trato digestivo, se refere a
presença de cálculos na vesícula biliar, conhecida popularmente como pedra na
vesícula. 

Órgão em Estudo
A vesícula biliar é um órgão em formato de pera, localizado na face inferior
do fígado. É uma espécie de bolsa que fica localizada no trajeto do canal biliar que
transporta a bile produzida pelo fígado até o intestino. A bile, produzida pelo fígado é
importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células
hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que formam um
canal maior chamado ducto hepático comum que a conduz até o duodeno, a
primeira porção do intestino delgado. Neste trajeto há um outro ducto que sai da
vesícula e chega até o ducto hepático, o ducto cístico, sendo chamado a partir daí
de ducto colédoco que vai até o duodeno (LEME, 2018).

Etiopatogenia e Fisiopatologia
Cálculos na vesícula biliar é mais comum em mulheres e pessoas com
excesso de peso, tornando-se mais comuns com a idade, são raros em crianças e
adolescentes. Os cálculos biliares se formam ao longo do tempo e às vezes não
provocam sintomas. Sintomas aparecem quando um cálculo biliar fica preso na
saída da vesícula biliar, ou em um duto biliar quando a vesícula biliar aperta para
enviar bile ao intestino. As pedras surgem principalmente devido a três situações
diferentes:
- Excesso de colesterol: o colesterol na bile não consegue ser eliminado e acaba se
acumulando e formando pedras na vesícula;
- Muita bilirrubina: acontece quando há problemas no fígado ou no sangue, levando
à produção elevada de bilirrubina;
- Bile muito concentrada: acontece quando a vesícula biliar não consegue eliminar
seu conteúdo corretamente, o que torna a bile muito concentrada e favorece a
formação de pedras na vesícula.
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Barro biliar é frequentemente o precursor de cálculos. Consiste basicamente


em bilirrubinato de cálcio (um polímero da bilirrubina), colesterol em microcristais e
mucina. O barro se desenvolve durante o “repouso ou estase” da vesícula biliar,
ocorrendo na gestação ou com o uso de nutrição parenteral. Em sua maioria, o
barro biliar é assintomático e desaparece quando a primeira condição é resolvida.
Alternativamente, pode-se converter em cálculos ou migrar para a via biliar,
causando assim quadros obstrutivos e provocando cólica
biliar, colangite ou pancreatite (HALL, 2017).

Manifestações Clínicas
- Dor persistente no abdome superior (geralmente do meio para a direita) que
aumenta rapidamente de intensidade e dura de 30 minutos a várias horas;
- Dor nas costas, entre as escápulas;
- Dor no ombro direito;
- Náuseas e vômitos;
- Febre;
- Desidratação.

Tratamento
O tratamento mais indicado é a remoção cirúrgica da vesícula biliar, que pode
ser realizada tanto pela via tradicional aberta como por videolaparoscopia. Os
antibióticos podem ser administrados mesmo antes da cirurgia se houver
necessidade. A retirada da vesícula não implica em grandes alterações no
funcionamento do intestino ou de outros órgãos do indivíduo.
IDENTIFICAÇÃO
Nome: A. S. P Renda familiar: 2 salários-mínimos
Data de Cidade onde reside: Pimenteiras-PI
nascimento:
06/10/82
Sexo: Data de admissão: 13/01/2021
Feminino
Ocupação: Enfermaria: 209 -01
Professora
Estado civil: Diagnóstico: Paciente sentiu fortes dores no estomago
Casada concentrado no peito esquerdo.
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Escolaridade:
Superior Completo

Hábitos de Vida
Paciente relata que realiza atividade física, faz academia duas vezes na
semana com duração de 1 hora e faz caminhada três vezes na semana com
duração de 30 minutos. Nega uso de cigarro, bebê moderadamente bebidas
alcoólicas, não possui comorbidade.

Avaliação Clínico-Nutricional
- Queixa principal: Paciente procurou a emergência por sentir dores fortes no
epigástrico e peito esquerdo, sendo diagnosticada com colelitíase.
- História da doença atual: Paciente relatou que as dores fortes surgiram desde a
sua primeira e segunda gestação, a mesma dor que levou a paciente a ser
hospitalizada agora. O médico da época desconfiou de problemas cardíacos.
- História patológica pregressa: Desde sempre constipada, a constipação piorou nas
gestações.

Evolução do Paciente: Paciente deu entrada no hospital dia 13/01/2021, em dieta


zero para preparo da cirurgia de colecistectomia. Logo após a cirurgia, foi liberado
dieta oral branda e ficou assim até o dia da alta.

Medicamentos Prescritos: Dipirona 500 mg/ml, Tilatil 20 mg, Nausedron 4 mg,


Omeprazol 20 mg, Escopolamina 4 mg, Ondansetrona 4 mg.

Interação Droga X Nutriente


Medicamento Propriedade Terapêutica Interação com
alimento
Dipirona 500 mg Possui propriedades analgésicas. Não interage com
alimento.
Tilatil 20 mg Propriedades anti-inflamatórias e Não interage com
analgésicas. alimento.
Nausedron 4 mg Controle de náuseas e vômitos. Não interage com
alimento.
Omeprazol 20 mg Diminuição de secreção gástrica Diminui a absorção de
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Ferro.
Escopolamina 4 Antiespasmódico. Não interage com
mg alimento.
Ondansetrona 4 Controle de náuseas e vômitos. Não interage com
mg alimento.

Exames Solicitados e Avaliação Bioquímica


DATA EXAME BIOQUÍMICO RESULTADO
13/01/202 Hemograma Não estava disponível no sistema.
1
13/01/202 Tomografia do abdome
1

Evolução Dietoterápica (Durante A Internação)


DURANTE A INTERNAÇÃO
- Ao dar entrada paciente teve sua dieta zero para preparo da cirurgia;
- Após cirurgia paciente liberada, para dieta oral branda até a data da
alta.

Avaliação Antropométrica
DATA PARÂMETRO VALOR CLASSIFICAÇÃO
14/01/2021 Peso 61 kg IMC: Eutrófica
14/01/2021 Altura 1.62 m
14/01/2021 Tríceps 32 cm Obesidade
14/01/2021 Bíceps 27,6 cm -
14/01/2021 C. braço 28 cm Eutrófica
14/01/2021 Cintura 82 cm Elevado
14/01/2021 Abdome 88 cm -
14/01/2021 Quadril 99 cm -

Diagnóstico Nutricional
-Paciente diagnosticada com colelitíase e sofre de constipação crônica, paciente
estrófica, sem comorbidade.

Anamnese Alimentar
Alimento Medidas caseiras
Desjejum Tapioca 01 unidade pequena
09:00 horas ou Cuscuz 01 fatia média
Café com leite 200 ml
Almoço Arroz branco 01 concha média cheia
13:00 horas Feijão branco 01 concha pequena
Carne 01 pedaço médio
Lanche Suco 200 ml
14

15:00 horas Biscoito Cream Cracker 10 unidades

Jantar Arroz branco 01 concha média cheia


19:00 horas Feijão branco 01 concha pequena
Carne 1 pedaço médio

Inquérito da Dieta Habitual


A paciente demonstra uma baixa ingestão de frutas e vegetais, favorecendo a
dieta pobre em fibras; assim como uma ausência de lanches ou, quando ocorrem,
ingestão de alimentos com uma baixa qualidade nutricional e alta densidade
calórica. A dieta habitual possui baixo fracionamento e provável baixa seletividade
alimentar.

Comentário da Dieta Habitual


Paciente possui conhecimento básico sobre alimentação saudável, a dieta
habitual encontra-se fora dos índices de adequação, encontra-se alimentos que não
ajudam na recuperação da patologia mencionada pelo paciente (constipação
crônica) as refeições estão sendo ingeridas em horários inadequados, as refeições
apresentam alimentos com baixo consumo de fibras e faz uso diário de comidas
industrializadas. Paciente não ingere a quantidade correta de água/dia para
manutenção fisiológica.

Prescrição Dietoterápica

Tipo e características da dieta


-Dieta oral

Cálculo do VET e macronutrientes:


VET: Fórmula Harris- Benedict
VET = 655 + (9,6 x 61) + (1,9 x 1,62) – (4,7 x 38)
VET = 655 + 585,6 + 3,078 – 178,6
VET = 1.075,07 x (1,3 FATOR ATIVIDADE)
VET = 1.397,59 Kcal

Distribuição dos macronutrientes:


15

CHO: 1.397,59 -------- 100%


X ----------- 55%

= 768,67 Kcal / 4
= 192,96 g/dia

Macronutrientes
PTN: 1.397,59 -------- 100% DRI’S
X ----------- 20% Carboidrato: 55%
Proteína: 20%
= 279,51 Kcal/ 4 Lipídeo: 25%
= 69,87 g/dia

LIP: 1.397,59 -------- 100%


X ----------- 25%
= 349,39 Kcal / 4
= 38,82 g/dia

Quantidade Recomendada de Fibras e Micronutrientes


Fibras: 25 a 35 g/d
Sódio: 2 mg/d
Zinco: 15 mg/d
Magnésio: 350 mg/d
Ferro: 18 mg/d

Cardápio Qualitativo e Quantitativo


Refeição/ Horário Ingredientes Medidas Caseiras G

Café da Manhã Cuscuz de milho ou arroz 03 colheres de sopa 45g


08:00h/ 08:30h Aveia 01 colher de sopa 20g
Ovo cozido ou mexido 01 unidade pequena 25g
Lanche da Coco seco 02 pedaços médios 35g
Manhã
09:30h/10:00h
16

Almoço Frango cozido 01 pedaços médio 150g


13:00h Batata Doce 03 pedaços médios 100g
Arroz cozido 03 colheres de sopa 60g
Alface 01 folha grande 15g
Tomate picado 01 colher de sopa rasa 10g
Cenoura ralada 01 colher de sopa 12g
Repolho cheia 10g
01 colher de sopa
cheia
Lanche da Tarde Iogurte Grego 01 unidade 200ml
15:30h/16:00h Granola sem açúcar 01 colher de sopa 15g
Aveia 01 colher de sopa 20g
Jantar Aveia em flocos 03 colheres de sopa 60g
19:00h/19:30h Coco ralado 02 colheres de sopa 12g
Leite desnatado 01 copo americano 200ml
Açúcar demerara 01 colher de sopa rasa 10g

Ceia Melão 01 fátia média 200g

Análise da Dieta do Cardápio Quantitativo


Análise do Cardápio

VET/ Valor Recomendado Valor Adequação


Nutrientes (Kcal) Encontrado (%)
(Kcal)
Kcal 1.397,59 1.482,08 106,04%
Carboidratos 768,67 834,00 108,49%
Proteína 279,51 292,76 104,74%
Lipídeos 349,39 355,32 101,69%

Comentários da Prescrição Dietoterápica.


A dieta tem como intuito a recuperação pós-operatório e o tratamento crônico
da constipação da paciente. Foi determinado em sua dieta alimentos ricos em fibras,
vitaminas e antioxidante que contribuem para o bom funcionamento do trânsito
17

intestinal, promove o controle da patologia e proporcionando uma melhor qualidade


de vida.

Orientação Nutricional
-Ao retornar para casa deve-se consumir pouca gordura em cada refeição enquanto
o organismo se adapta a funcionar sem o reservatório da bile.
-Preparações cozidas ou grelhadas;
-Hortaliças que não causem gases: batata, abobora, chuchu, cenoura e abobrinha.
-Alimentação em ambientes calmos para facilitar a digestão;
-Não faça exercícios físicos em jejum;
-Antes do exercício, faça um pequeno lanche para a manutenção da glicemia e
garantia do conteúdo de glicogênio muscular adequado antes do início da atividade,
evitando assim a queima muscular;
-Aumentar o consumo de proteínas alimentares (frango, carne magra, peixe,
brócolis, couve-flor), pois auxiliam na redução da gordura corporal.
-Preferir queijo coalho ou queijo minas, pois possuem baixo teor de gordura e uma
ótima concentração de proteína e cálcio;
-Sobremesas à base de frutas, gelatinas, geleia de mocotó, mel;
-Infusões claras de café, chá e mate;
-Biscoito de água e sal, torradas light;
-Realizar de 5 a 6 refeições por dia, respeitando os horários;
-Evite líquidos 30 minutos antes das refeições e espere por 30 minutos para beber
após as principais refeições, assim facilita a digestão;

4.2.2 Caso Clínico 2° Covid19


Doença Principal
É uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que
apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros
graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%)
dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos
(poucos sintomas), e aproximadamente 20% dos casos detectados requer
atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais
aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório. (OMS, 2020).
18

Órgão em Estudo
O pulmão um órgão do sistema respiratório, responsável pelas trocas
gasosas entre o ambiente e o sangue. Sua principal função é oxigenar o sangue e
eliminar o dióxido de carbono do corpo, este órgão também está envolvido na
produção de plaquetas sanguíneas e, em certas condições, na regeneração da
medula óssea (TORTORA; DERRICKSON, 2016)

Etiopatogenia e Fisiopatologia
Ao penetrar na célula humana, os ribossomos da célula hospedeira traduzem
as informações contidas neste material genético, produzindo proteínas como a RNA
polimerase do vírus. Essa enzima replica o material genético do vírus dentro da
célula hospedeira, produzindo primeiro uma fita intermediária de RNA sentido
negativo (subgenômica) e, depois, novas fitas sentido positivo. Essas últimas vão
compor novas partículas virais, após serem associadas a proteínas virais, como
receptores de superfície. A montagem final dos novos vírus ocorre no retículo
endoplasmático e no complexo de Golgi da célula hospedeira. Após a montagem, as
partículas saem da célula e estão prontas para infectar outras novas células
(AROEIRA; SOUZA, 2020).

Manifestações Clínicas
Segundo os autores Iser et al. (2020) os sintomas da COVID-19 podem variar
de um resfriado, a uma Síndrome Gripal-SG (presença de um quadro respiratório
agudo, caracterizado por, pelo menos dois dos seguintes sintomas: sensação febril
ou febre associada a dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza) até uma
pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns:
-Tosse;
-Febre;
-Coriza;
-Dor de garganta;
-Dificuldade para respirar;
-Perda de olfato (anosmia);
-Alteração do paladar (ageusia);
-Distúrbios gastrintestinais (náuseas/vômitos/diarreia);
-Cansaço (astenia);
19

-Diminuição do apetite (hiporexia);


-Dispneia (falta de ar).

Tratamento
Atualmente, para casos leves de COVID-19 o tratamento é muito parecido
como no caso de outras infecções respiratórias causadas por vírus.  O médico pode
prescrever remédios para alívio dos sintomas, como analgésicos para as dores e
antitérmicos para controlar a febre. É importante notarmos que esses medicamentos
atuam nos sintomas. É também recomendado repouso e bastante ingestão de
líquidos para evitar desidratação (OLIVEIRA, 2020; OLIVEIRA; SILVEIRA, 2020).

IDENTIFICAÇÃO
Nome: D. M. C. Renda familiar: -----
Data de Cidade onde reside: São Gonçalo do Amarante-PI
nascimento:
06/03/46
Sexo: Data de admissão: 25/11/20
Feminino
Ocupação: ----- Enfermaria: UTI

Estado civil: Diagnóstico:COVID-19


Solteira
Escolaridade: ------

Avaliação Clínico-Nutricional
- Queixa principal: Febre e Rebaixamento de nível de consciência
- História da doença atual: Paciente que apresentou rebaixamento de nível de
consciência a ponto de não verbalizar e não obedecer a determinados comandos.
Assim, foi realizado teste PCR- antígeno para SARC-COV 2 POSITIVO. Paciente
segue estável, afebril, eupneia em AA, saturação de oxigênio em 95%, em dieta por
via enteral, com boa aceitação, responde a estimulo doloroso apenas e não obedece
a comandos, logo, está movimentando pouco os membros.
20

-História Patológica Pregressa: Paciente hipertensa, diabética admitida, astenia,


odinofagia, diarreia aquosa, hipoglicemias frequentes e sonolência.

-Evolução Do Paciente: Paciente da entrada dia 26/11/20 com sintomas febre e


rebaixamento do nível de consciência a ponto de não verbalizar e não obedecer a
comandos, testou positivo para o corona vírus sendo internada na UTI. Logo, segue
desorientada até dia 10/12/2020 e sobre os cuidados no leito em repouso até
dia15/01/2021.

-Medicamentos Prescritos: Paracetamol 200mg/dl, Morfina Sulfato 100g/ml, Insulina


Humana NPH 10ml, Furosemida 10mg/ml, Omeprazol 40mg, Gluconato de Cálcio
10ml, Enoxaparina Sódica 40mg/0,4 ml, Anlodipino 5mg.

Interação Droga X Nutriente


Paracetamol Não interagem com alimentos
Morfina Sulfato Retarda sua absorção, mas não interfere na concentração
plasmática.
Insulina Humana Diminuição da absorção de vitamina B12 e ácido fólico.
Furosemida Aumenta a excreção de potássio, sódio, magnésio, zinco e
cálcio.
Omeprazol Menor absorção de Fe e Vitamina B12.
Gluconato de Não interagem com alimentos
Cálcio
Enoxaparina Não interagem com alimentos
Sódica
Anlodipino 5mg Redução na absorção da vitamina K, Ca e D.

Exames Solicitados e Avaliação Bioquímica


DATA EXAME BIOQUÍMICA RESULTADO

15/01/2021 PCR para SARC-COV NEGATIVO


2
15/01/2021 Radiografia Tórax
15/01/2021 Hemograma
automatizado
15/01/2021 Proteína C Reativa Os resultados
15/01/2021 TGO não estavam
disponíveis no
15/01/2021 TGP sistema.
15/01/2021 Ureia
21

15/01/2021 Creatinina
15/01/2021 Sódio
15/01/2021 Potássio
15/01/2021 Magnésio
15/01/2021 Dímero D
15/01/2021 Ácido Lático
15/01/2021 Gasometria Lateral

Evolução Dietoterápica (Durante A Internação)


Data Tipo de Dieta
26/11 NovaSource GC
29/11 NovaSource Senior
16/12 NovaSource HIPROTEIN

Avaliação Antropométrica
Data Parâmetro Valor Classificação
18/01 Peso 33kg -
18/01 Altura 1,67 cm -
19/01 IMC 11,83 Abaixo do Peso

Diagnóstico Nutricional
Paciente com COVID-19, com IMC 11,83 classificando baixo peso. Hipertensa, e
diabética.

Prescrição dietoterápica
Tipo e características da dieta: dieta enteral fórmula Novasource Hi Protein
modificada para nutrição enteral e oral, hipercalórica, hiperproteica e hiperlipídica.
Isenta de lactose e fibra e sem adição de sacarose.

Comentários da prescrição dietoterápica: a dieta tem como intuito nutrir a paciente


que apresenta o quadro de baixo peso, a prescrição teve o cuidado com suas
comorbidades.

Orientação Nutricional
22

- Ficar de olho nos rótulos! Há alimentos com muito açúcar, e o açúcar já é a própria
glicose. Em geral o açúcar aparece nos rótulos com o nome de carboidratos.
- Comer frutas, verduras e alimentos integrais. Esses alimentos contêm fibras, que
fazem que a glicose vá para o sangue mais lentamente, o que ajuda no controle da
glicemia. Além disso, contribuem para a saciedade e ajudam no bom funcionamento
intestinal.
- Preferir alimentos Diet x Light! Os alimentos light são aqueles que possuem
redução em algum nutriente. Dessa forma, ainda sim eles podem conter açúcar. Já
os alimentos diet são aqueles que possuem substituição de algum nutriente, a
exemplo do adoçante substituindo o açúcar. Por isso, são os mais recomendados
para diabéticos
- Consumir alimentos em pequenas porções, em intervalos menores ao longo do dia;
- Aumentar a ingestão de líquidos,
- Devem ser consumidas as leguminosas (feijão, grão de bico, ervilha, lentilha) pelo
menos 3 vezes por semana, por exemplo, através da sua adição à sopa.
- Deve ser incentivado o consumo de carne, pescado e ovos nas duas refeições
principais (1 porção por refeição), de modo a assegurar uma ingestão proteica
adequada, sendo que o peixe deve consumido com uma frequência de 2 vezes por
semana.
- Considerando a redução do apetite, comum nesta faixa etária, e as alterações no
paladar, devem ser oferecidas refeições frequentes e de menor volume (5 a 6
refeições ao longo dia).
- É importante que o paciente para garantir o aporte necessário de vitamina D, fique
exposto ao sol pelo menos 20 min no intervalo de 12h e 16h.

4.3 Atividades realizadas no ambiente de estágio

4.3.1 Atividades de rotina


A rotina de estágio tinha início às 7:00 horas da manhã, com a atualização do
mapa nutricional dos pacientes e seu encaminhamento para o setor de produção
das refeições, junto às etiquetas dos postos 1, 2 e 3 que eram referentes à colação.
Às 10:00 horas ocorria a visita ao posto 2, por não ser uma área de tratamento de
pacientes com COVID-19, para observação da evolução nutricional dos pacientes de
acordo com as informações fornecidas durante a visita de leitos, com posterior
23

produção das etiquetas referentes ao almoço e de forma não rotineira, eram também
produzidas etiquetas do lanche, jantar e ceia (além da produção da etiquetagem do
almoço) com o objetivo de otimizar o serviço durante o dia. As etiquetas dos
pacientes do posto 1 e 3 eram produzidas a partir de informações repassadas ao
telefone por uma copeira paramentada para acompanhar os pacientes nos postos
destinados ao tratamento de COVID. Ocorria ainda o monitoramento de admissões e
altas dos pacientes para atualização constante do mapa nutricional, até o
encerramento do horário de estágio que ocorria as 12:00 horas.

4.3.2 Cuidados com a alimentação em tempos de pandemia


No dia 21/01/2021, foi realizada uma ação educativa nas dependências do
HPM, denominada “Cuidados com a alimentação em tempos de COVID-19”. A
atividade teve duração de 40 minutos no período da manhã, visando a distribuição
de fôlderes educativos, contendo informações sobre a importância de uma
alimentação adequada em tempos pandêmicos no fortalecimento imunológico,
favorecendo a proteção e recuperação da saúde. A distribuição foi realizada nas
dependências do hospital, assim como conversas para sanar quaisquer dúvidas
apresentadas pelos participantes da atividade, onde foram distribuídos
aleatoriamente 30 fôlderes para pacientes que se encontravam na recepção e para
os funcionários que se encontravam nas dependências do hospital (APENDICE A).
Uma vez que não existem comprovações científicas a respeito de um
alimento que atue sobre a prevenção ou tratamento eficaz do COVID-19, a adoção
de uma alimentação adequada é indispensável para a manutenção das atividades
fisiológicas do organismo, onde o aporte nutricional promove uma melhora da
resposta imunológica, essencial na promoção da saúde assim como na recuperação
de um quadro patológico (MAGGINI; PIERRE; CALDER, 2018; PAIXÃO;
SEQUEIRA; SOUSA, 2020).
Nesse contexto, a atividade teve enfoque na educação nutricional, com
objetivo de assegurar o repasse de informações corretas e apropriadas, assim como
a entrega de material de fácil leitura e entendimento, que auxiliem na tomada de
decisões alimentares dos indivíduos que estiveram presentes na atividade.

4.3.3 Caracterização das dietas ofertadas no hospital


24

No âmbito hospitalar, a terapia nutricional visa garantir um adequado aporte


de nutrientes ao paciente, preservando seu estado nutricional e atuando como
auxiliar terapêutico no tratamento de doenças, assim como atenuando o sofrimento
devido ao adoecimento e suas consequências (GARCIA, 2006).
Os hospitais possuem dietas básicas e especiais que são ofertadas na rotina
do serviço e elaboradas de acordo com padrões específicos e pré-estabelecidos
para atender as necessidades dos pacientes, sendo classificadas de acordo com as
características que apresentam (SILVA; SIMONY; CARUSO, 2005).

Dieta líquida-pastosa ou liquidificada


Objetivo: Fornecer ao paciente uma dieta que permite minimizar o trabalho do trato
gastrointestinal e a presença de resíduos no cólon;
Indicação: Para pacientes com problemas de mastigação, deglutição e
digestão, com trato gastrointestinal com moderadas alterações; e para o pós-
operatório de cirurgias do TGI;
Características: Dieta normolipídica, normoglicídica e normoproteica, com
consistência semilíquida; volume de 200 a 400 ml por refeição, por tempo
indeterminado; 5 a 6 refeições;
Alimentos recomendados: Preparações com alimentos liquidificados e
amassados.
Fonte: Sabor a vida, 2017.

Dieta branda
Objetivo: Fornecer calorias e nutrientes para manter o estado nutricional, além de
melhorar a mastigação, deglutição e digestão;
Indicação: Para crianças e idosos, com alterações e/ou perturbações
orgânicas e funcionais do trato gastrointestinal;
Características: Normoglicídica, normoproteica, normolipídica; balanceada e
completa; consistência branda; 5 a 6 refeições diárias, por tempo indeterminado,
pobre em resíduos celulósicos e tecido conjuntivo, modificados por cocção e/ou
subdivisão;
Alimentos recomendados: Salada cozida; carnes frescas cozidas, assadas;
vegetais cozidos no forno, água, vapor e refogados; ovo cozido; frutas (sucos,
em compotas, assadas, ou bem maduras, sem a casca); sopas.
Fonte: Sabor a vida, 2017.

Dieta livre
Objetivo: Manter o estado nutricional de pacientes com ausência de alterações
25

metabólicas significativas ao risco nutricional;


Indicação: Para pacientes que não necessitam de restrições específicas e que
representam funções de mastigação e gastrintestinais preservadas;
Características: Dieta normoglicídica, normoproteica, normolipídica, suficiente,
harmônica, consistência normal, distribuição e quantidades normais de todos os
nutrientes;
Alimentos recomendados:  Arroz; leguminosas; hortaliças e frutas frescas;
leite, iogurte, queijo com pouca gordura e sal; carnes, aves peixes e ovos.
Fonte: Sabor a vida, 2017.

Dieta DM (diabéticos)
Objetivo: Visa o controle da patologia. Evitar o consumo de açúcares simples e de
alimentos ricos em farina branca;
Indicação: Indicada para pacientes com diagnóstico de Diabetes Mellitus;
Características: A composição da dieta deve incluir 50 a 60% de carboidratos, 30%
de gorduras e 10 a 15% de proteínas. Os carboidratos devem ser consumidos de 5
a 6porções por dia. As gorduras devem incluir no máximo 10% de gorduras
saturadas;
Alimentos recomendados: A alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas e
sais minerais, o que é obtido pelo consumo de 2 a 4 porções de frutas, 3 a 5
porções de hortaliças, e dando preferência a alimentos integrais.
Fonte: Sabor a vida, 2017.

Dieta de prova
Objetivo: Finalidade exclusiva de hidratação e de readaptação do processo
digestivo e absortivo objetivo após paralisação por anestesia;
Indicação: Geralmente utilizada em pós – operatórios, principalmente de
cirurgias relacionadas ao trato gastrointestinal;
Características: Dieta hipocalórica, em torno 400 a 800 Kcal, normalmente
hiperglícidica (até 70%), hipoproteica e hipolipídica, deve ser ofertada por pouco
tempo;
Alimentos recomendados:  Constituída por líquidos claros, límpidos e
transparentes.
Fonte: Sabor a vida, 2017.

Dieta hipossódica
Objetivo: Visa o controle da patologia, com restrição de sódio e de alimentos que
recebam adição de sal na sua produção;
Indicação: Indicada para pacientes com diagnóstico de hipertensão arterial e
edema por problemas renais/cardíacos;
Características: Dieta de consistência normal, normocalórica, normoglicídica,
26

normoproteica e normolipídica. O paciente normalmente recebe 2 gramas de cloreto


de sódio (sal de cozinha) por dia, podendo variar até 4 gramas por dia;
Alimentos recomendados: Todas as fruas e vegetais são permitidos; Uso de
temperos naturais (alho, cebola, coentro, cebolinha verde).
Fonte: Sabor a vida, 2017.

A terapia nutricional enteral também é utilizada pelos hospitais como medida


terapêutica que objetiva ofertar o aporte nutricional dos pacientes, sendo em
importante auxiliar no tratamento de diversos quadros clínicos (HERNÁNDEZ;
TORRES; JIMÉNEZ, 2006; BORGUI et al., 2006).
Entende-se por nutrição enteral, a alimentação para fins especiais, onde
ocorre ingestão controlada de nutrientes de maneira isolada ou combinada,
industrializada ou artesanal, especialmente desenvolvida para uso via sonda ou oral,
que pode ser utilizada para substituir ou complementar a alimentação oral de
pacientes (LIMA et al., 2005). A seguir são apresentadas as dietas de uso enteral ou
oral ofertadas pelo HPM:

Dieta enteral Peptamen Intense


Indicação: Para pacientes críticos com intolerância gastrointestinal e/ou
dificuldade de absorver proteínas intactas, havendo a necessidade de ofertar uma
alta quantidade proteica e menor de carboidratos;
Características: Fórmula modificada à base de peptídeos, hiperproteica,
normolipídica e normocalórica, com 100% de proteína do soro do leite hidrolisada
e altas quantidades de ômega 3, isenta de sacarose e glúten; possui lactose;
Distribuição energética: Gorduras – 34%; Carboidratos – 29%; Proteína – 37%.
Fonte: Nestlé Health Science, 2020.

Dieta enteral Novasource Hi Protein


Indicação: Para pacientes que precisam de nutrição com um maior aporte
calórico e proteico;
Características: Fórmula modificada hiperproteica, hiperlipídica e hipercalórica;
isenta de lactose e fibras, sem adição de sacarose e sem glúten;
Distribuição energética: Gorduras – 48%; Carboidratos – 32%; Proteínas – 20%.
Fonte: Nestlé Health Science, 2020.

Dieta enteral Novasource REN


Indicação: Para pacientes renais agudos e crônicos em tratamento dialítico que
precisam de um maior aporte calórico e proteico, com redução de volume;
Características: Fórmula modificada com 74g de proteína/L, hiperlipídica e
27

hipercalórica; sem adição de sacarose e isenta de lactose;


Distribuição energética: Gorduras – 45%; Carboidratos – 40%; Proteína – 15%.
Fonte: Nestlé Health Science, 2020.

Dieta enteral Novasource Sênior


Indicação: Para manutenção ou recuperação do estado nutricional de pacientes
que necessitam de um aporte proteico maior;
Características: Fórmula modificada hiperproteica, normocalórica e normolipídica,
sem adição de sacarose, isenta de lactose e glúten;
Distribuição energética: Gorduras – 34%; Carboidratos – 45%; Proteína: 21%.
Fonte: Nestlé Health Science, 2020.

Dieta enteral Novasource GC


Indicação: Pacientes com necessidade de controle glicêmico;
Características: Fórmula modificada normocalórica, normoproteica e hiperlipídica,
com fibras, sem adição de sacarose, isenta de lactose e glúten;
Distribuição energética: Gorduras – 48%; Carboidratos – 34%; Proteína – 18%.
Fonte: Nestlé Health Science, 2020.
28

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização do estágio possibilitou a aplicação prática do conhecimento
sobre a área da nutrição clínica adquirido durante a graduação e além disso, trouxe
uma visão prática de como é feito o trabalho em equipe, através de atividades
realizadas em campo de forma multiprofissional, gerando maiores habilidades de
procedimentos diversos, proporcionando contato com preceptores que mostraram
cuidadosamente como proceder diante de situações distintas frente a cada paciente,
assegurando aos estagiários profissionalismo e capacidade através de aquisição de
técnicas para atuação profissional.
A experiência de estagio possibilitou uma maior experiência e conscientização
da atuação como futuro profissional de saúde inserido no âmbito hospitalar ao
demonstrar com clareza como realizar um trabalho ético e competente.
29

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32

APÊNDICES
33

APÊNDICE A. Cuidados com a alimentação em tempos de pandemia


34
35
36
37
38
39

ANEXOS

ANEXO I. Hospital Dirceu Arcoverde da Polícia Militar do Piauí (HPMPI).