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ESTADO DE ALAGOAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS – UNEAL


PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO - PROPEP
Fone: (82) 3521-3379. e-mail: propep@uneal.edu.br
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO - LATO SENSU
UNEAL ESPECIALIZA

EDITAL INTERNO DE SELEÇÃO N.º 28/2020 PROPEP

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO DE


PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EDUCAÇÃO DO CAMPO E
SUSTENTABILIDADE

1. CAMPUS: III
2. NOME DO CURSO: Curso de Especialização em Educação do Campo e Sustentabilidade
2.1. ÁREA DO CONHECIMENTO: (área do conhecimento a que pertence).
70800006 Educação - 70807035 Educação Rural

2.2. FORMA DE OFERTA: (virtual).


Oferta regular, na modalidade semi-presencial e em caráter remoto enquanto houver a situação
de pandemia, com o uso das plataformas digitais como google classroom, com atividades de
Tempo-Universidade e Tempo-Comunidade através da implantação do regime de Alternância
com base no Parecer do Conselho Nacional de Educação Nº 01/2007 CNE/CEB de 01/02/2006
que fundamenta a Pedagogia da Alternância no Brasil, bem como o Parecer Nº 313/2014
CEE/AL e Resolução Estadual Nº 040/CEE/AL do Conselho estadual de Educação de Alagoas.

3. JUSTIFICATIVAS DO CURSO:

O curso de pós graduação em Educação do campo e sustentabilidade da uneal, teve em


sua primeira edição a matrícula de 47 estudantes, com a concussão de 41 estudantes. A proposta
é uma construção coletiva com a representação dos movimentos sociais e sindicais campesinos
que se fizeram presentes através do Fórum Estadual Permanente em Educação do Campo
(Fepec/AL).

Ao longo do curso foram realizados eventos de formação de educadores do campo em


parceira com a Uneal, especificamente com a turma da Pós, contando com a efetiva participação
de alunos/as na oferta de oficinas, mesas redondas e minicursos, a exemplo do 8º Encontro
Estadual de Educação do Campo do FEPEC no Campus III da Uneal em Palmeira dos Índios,
9º Encontro Estadual de Educação do Campo do FEPEC Campus V da Uneal em União dos
Palmares e o XII Encontro Estadual de Educação para Convivência com o Semiárido da Recasa
em Igaci.

A Coordenação da Uneal realizou três momentos de avaliação do curso junto a


instituição parceira: a Associação de Agricultores Alternativos (AAGRA) com o apoio da
Coordenação da Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido Alagoano
(RECASA), inclusive na última reunião de avaliação, a AAGRA se mostrou interessada na
continuidade da parceria com a Uneal.

O Projeto tem um instagran (@esp_campo) que contém o registro de todas as ações


realizadas ao longo do curso, se constituindo num portfólio do curso que irá ilustrar a publicação
da pesquisa posteriormente. A Coordenação do curso, juntamente com estudantes voluntários,
pretende realizar uma pesquisa para posterior publicação, objetivando analisar os impactos do
curso para a vida e atuação profissional dos estudantes concluintes.

Vale frisar que a Educação do Campo é uma concepção de educação que surge para
atender as demandas da classe trabalhadora do campo, formulada como resultado das lutas
desses trabalhadores organizados em movimentos sociais populares, com a finalidade de
constituir uma educação voltada ao contexto campesino. Aliado a isso, a Educação se concretiza
como possibilidade para o Desenvolvimento Territorial como uma totalidade, em que se
desenvolvem todas as dimensões: política, social, cultural, ambiental e econômica. Para
compreendermos o Campo como um território, a Educação precisa ser pensada para o seu
desenvolvimento. Neste sentido, a Educação do Campo se afirma na defesa de um país
vinculado à construção de um projeto de desenvolvimento, no qual a educação é uma das
dimensões necessárias para a transformação da sociedade atual. Sendo a escola um espaço de
análise crítica para que se levantem as bases para a elaboração de outra proposta de educação e
de desenvolvimento territorial (SANTOS e NEVES, 2012).
Em seu processo de constituição a Educação do Campo coloca em pauta as necessidades
do homem do campo juntamente com o processo da luta pela terra. Ocasiona uma nova maneira
de pensar o processo de formação humana, mostrando a realidade e propondo um novo projeto
de educação. Pensar a Educação do Campo dentro do desenvolvimento da sociedade capitalista
é um grande desafio, tendo em vista que a sociedade capitalista foi e é construída pela lógica
da mercantilização, onde a mercadoria é a propulsora da geração de lucro, do desenvolvimento
potencial do capital. Em outras palavras, construir o paradigma da Educação do Campo dentro
desta sociedade é avançar por dentro dos processos de alienação e construir a partir desta nova
concepção educacional, novas projeções para o desenvolvimento da emancipação humana. É
por isso que a Educação do Campo tem causado impacto na sociedade, pois seus objetivos de
romper com a lógica do capital, com a educação mercantilizada e com os valores legitimados
dentro da escola dominante já vêm sendo sentidos pelas experiências educacionais já
desenvolvidas por modelos de escolas diferenciadas (SANTOS, 2014).

Um dos maiores desafios historicamente enfrentados educação do campo é o desafio da


contextualização do currículo escolar, residindo na formação dos docentes. Mesmo os
professores com formação superior em Licenciatura enfrentam sérias dificuldades na
contextualização dos componentes da Base Comum Nacional do currículo. É possível
compreender esse fenômeno pela forma como se dá a sua Formação Inicial, mediante currículos
fragmentados e igualmente descontextualizados. Portanto, este projeto representa a
materialização de todo o esforço que vem sendo envidado pela Recasa e reforçado pela Uneal
através do Procampo, no sentido de ser uma iniciativa que fortalece a institucionalização no
âmbito do agreste e semiárido do Estado, dessas discussões, e principalmente no cumprimento
do seu papel como Rede e Universidade comprometidas com uma Educação Contextualizada
que atenda a essa histórica demanda.

A Educação do Campo vem cada vez mais se fortalecendo no Estado de Alagoas, por
meio de ações, eventos e discussões que contribuem para a disseminação das concepções
defendidas por esta abordagem de Educação. Neste percurso a Uneal contribuiu com a formação
em 2017 de 54 alunos Licenciados em Educação do campo, formados em duas diferentes áreas
de formação que estão aptos a discutir e aplicar os conhecimentos adquiridos e contribuir para
o fortalecimento da Educação do Campo no Estado, através da discussão e da aplicação dos
aspectos legais que fundamentam e amparam as políticas públicas as quais os campesinos têm
direito.
Aliado a isso, ações de educação do campo e desenvolvimento territorial vêm
ganhando destaque na Uneal, a partir da organização e desenvolvimento de ações e de
formações, como:

- Projeto de Extensão: Os Saberes da Geografia na Perspectiva da Educação do Campo que


consistiu em formação continuada para docentes da Escola Estadual Djanira Santos Silva,
localizada no Povoado Santo Antônio, em P. dos Índios. Seu foco principal era trabalhar
formação continuada dos educadores da referida escola nas seguintes temáticas: Metodologia
de Ensino da Geografia, Educação do Campo, Meio ambiente, Trabalho e Educação e Questão
Agrária, com momentos presenciais sendo realizados aos sábados, com docentes da UNEAL e
na própria escola.

- Formação continuada de educadores/as do campo realizada em parceira com o Movimento de


Trabalhadores/as do Campo - MTC/AL, com carga horária de 100 horas e contando com
aproximadamente 100 educadores de municípios de atuação do MTC.

- Parceria nas ações de formação continuada em educação contextualizada no campo


desenvolvidas pela Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semi-Árido -
RECASA/AL, que teve como objetivos principais fortalecer as ações coletivas de implantação
da Proposta de Educação para Convivência com o semi-árido e desenvolver processo de
formação continuada em educação contextualizada para os educadores dos municípios de
abrangência do Fórum.

- PROCAMPO/UNEAL – Curso de Licenciatura em Educação do Campo desenvolvido em


parceria com o MEC/SECADI/FNDE e a Universidade Estadual de Alagoas, tendo como
matriculados/as 60 professores/as da rede pública municipal e educadores/as de movimentos
sociais do campo alagoano.

- Projeto de formação de Agentes de Desenvolvimento Territorial desenvolvido entre 2015 e


2016, que contou com formações nos territórios do agreste, e do sertão, a fim de capacitar
alunos, pesquisadores e indivíduos que tinham alguma experiência com a Economia Solidária
ou participava dos debates nos territórios. E contribuir para a ampliação de conhecimentos e
a formalização de suas atividades em suas respectivas comunidades.
Além da Recasa e Uneal, em Alagoas também contamos com o Fórum Estadual
Permanente de Educação do Campo (FEPEC/AL) criado em setembro de 2004, que tem
promovido inúmeros debates sobre as questões relativas aos problemas, soluções, experiências
e às especificidades da Educação do Campo no Estado de Alagoas. Desde sua criação, o
FEPEC/AL tem como objetivo geral proporcionar o debate sobre questões relativas aos
problemas, soluções, experiências e as especificidades da Educação do Campo, a fim de que a
sociedade se conscientize da necessidade de uma escola voltada para este/a estudante,
observando o cumprimento das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do
Campo, Resolução CNE/CEB nº 1/2002; Diretrizes Operacionais CNE/CEB nº 2/2008; Decreto
nº 7.352/2010.
Em meio a esta realidade, em 2006 se fortalece na Associação de Agricultores
Alternativos (AAGRA) um grupo com objetivo de desenvolver ações de educação do campo.
Assim, surge a Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semi-Árido Alagoano
(RECASA) que se constitui numa rede articulada de desenvolvimento de ações de formação
continuada para educadores/as de escolas rurais em aproximadamente 34 municípios do Estado
localizados no agreste e semiárido alagoano. Constitui-se assim de um colegiado de Educação
composto por representantes de Secretarias Municipais de Educação e Organizações da
Sociedade Civil localizadas nas regiões do Agreste e Semiárido Alagoano mais o Baixo São
Francisco/SE. Suas ações são voltadas para implementações de propostas que fortaleçam a
educação para convivência com o semiárido e pela sustentabilidade local.
Seus principais objetivos são: Fortalecer as ações coletivas de implantação da Proposta
de educação para convivência com o semi-árido nos municípios abrangentes; Desenvolver
processo de formação continuada em educação contextualizada para os educadores envolvidos;
Mobilizar a sociedade em geral para tornar a proposta de educação para convivência com o
semi-árido em política pública. Buscar assessoria para elaboração dos PME´S com enfoque na
Educação Contextualizada
Ao longo desses últimos anos dez anos, a Recasa já realizou inúmeras ações de formação
continuada de educadores, bem como produziu quatro publicações/cadernos que tem servido
de materiais didáticos nos processos formativos educacionais e sociais. Todavia, todas as
formações realizadas são em forma de qualificação, sendo de extrema importância a oferta de
um curso aos educadores e educadoras da Rede de Educação Contextualizada do Agreste e
Semiárido Alagoano em Educação do Campo e Sustentabilidade, em nível de Pós-graduação
lato sensu – especialização.
Nesse contexto, a Universidade Estadual de Alagoas tem por meta participar
ativamente da consolidação de políticas que visem contemplar as necessidades dos povos
campesinos, através do ensino, vinculado a pesquisa e ao desenvolvimento rural (extensão).
Portanto se propõe a implantação do curso de Pós-graduação Latu Sensu em Educação do
Campo e Sustentabilidade, com intuito de possibilitar a formação de um profissional
interdisciplinar, autônomo com visão sistêmica do processo educativo e produtivo do campo
agrícola brasileiro, e que atue como agente do desenvolvimento local e regional com
eficiência técnica e sensibilidade para unir o conhecimento acumulado durante gerações
pelos povos campesinos com os conhecimentos científicos atuais, respeitando as diferenças
culturais, e integrando os atores do processo, para que juntos construam ações com padrões
ecológicos, econômicos, sustentáveis e sociais adequados as suas próprias realidades locais,
embasados nas políticas públicas que se voltam atender as demandas do povo campesino.
Nesta perspectiva ainda, a organização de um curso de uma Especialização em
Educação do Campo e Sustentabilidade na Uneal estabelece uma relação de incentivo à
construção de um novo projeto de campo, como o meio de possibilidades e de autonomia
intelectual e produtiva, reforçando a formação e as discussões de vários agentes que tenham
interesse em estudar e discutir as questões campesinas, bem como aplicar a perspectiva de
Educação como meio de desenvolverem o território em que vivem.

4. OBJETIVOS DO CURSO: (Explicitar os objetivos do curso: geral e específicos).

Promover a formação de um profissional interdisciplinar, autônomo com visão sistêmica do


processo educativo e produtivo do campo agrícola brasileiro, e que atue como agente do
desenvolvimento local e regional com eficiência técnica e sensibilidade para unir o
conhecimento acumulado durante gerações pelos povos campesinos com os conhecimentos
científicos atuais, respeitando as diferenças culturais, e integrando os atores do processo, para
que juntos construam ações com padrões ecológicos, econômicos, sustentáveis e sociais
adequados as suas próprias realidades locais, embasados nas políticas públicas que se voltam
atender as demandas do povo campesino.

4.2. Objetivos específicos

 Orientar os profissionais sobre a aplicação das políticas públicas no campo e o direito a


cidadania, com vista ao desenvolvimento da autonomia política dos indivíduos;
 Favorecer a apropriação crítica de procedimentos teórico-metodológicos da atuação do
profissional, voltado para educação do campo;
 Contribuir para a compreensão das relações entre o meio rural e o meio urbano, como
resultante do entendimento das relações entre a agricultura familiar e a agroecologia, a
partir da perspectiva do consumo de alimentos produzidos de forma sustentável;
 Desenvolver um processo pedagógico que possibilite ao educando, como agente de
desenvolvimento, construir o senso crítico e a capacidade de compreensão, intervenção e
transformação da realidade, na perspectiva de desenvolver sustentavelmente a região de
atuação;

 Proporcionar aos educandos uma formação qualificada em todo processo produtivo


agroecológico e de aprimoramento das discussões sobre as políticas públicas direcionadas
ao campo;
 Proporcionar a formação de educadores e educadoras de forma a compreenderem a
educação contextualizada no Semiárido brasileiro como uma das estratégias de convivência
e parte integrante do projeto de desenvolvimento sustentável;
 Oportunizar a elaboração de relações entre os conteúdos escolares convencionais e os
objetos de conhecimento e de estudos explicitados pelas práticas em educação para a
convivência com o Semiárido brasileiro.
 Estabelecer relações de formação entre a construção científica do saber associada à práxis,
de modo que fortaleça o senso crítico e investigativo sob os aspectos que estão no entorno
das diversas realidades relacionadas à Educação do Campo, com intervenção social sobre
a realidade investigada.

5. PÚBLICO ALVO: (Definição do público-alvo e a contribuição que pretende dar em termos de


competência se habilitações aos egressos).

5.1. Serão ofertadas 40 vagas, distribuídas da seguinte maneira:

5.2.1 Sujeitos contemplados: As 35 vagas distribuídas entre graduados com atuação no campo
através de escolas, membros dos Movimentos Sociais e/ou Organizações não-Governamentais
entre outros, que tenham curso superior, inclusive a Licenciatura em Educação do Campo.

5.2.2 Cinco vagas estarão disponibilizadas para o corpo técnico administrativo da Uneal,
conforme item 4.7 do Edital 28/2020.

5.3. Termo de Cooperação Técnica com a Aagra- 001/2018 : para o atendimento a esta
demanda, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a Associação de Agricultores
Alternativos – AAGRA e a Uneal com o objetivo de estabelecer cooperação técnico-científica
para a implantação de programa de Pós-graduação em Educação do Campo e Sustentabilidade
ofertado pela UNEAL para a Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido
Alagoano. Este terá como prazo de vigência 4 anos, a partir da data de sua assinatura, em 13
de dezembro de 2018.

5.4. Competência e habilitações aos egressos: Esta formação possibilitará a formação de


professores pesquisadores, capazes de observar e analisar a realidade, aptos para propor
alternativas de solução para os problemas detectados em parceria com seus pares e os diferentes
grupos sociais, com habilidade para elaborar textos acadêmicos e científicos que denunciem as
situações-problemas e anunciem as possibilidades e as experiências bem sucedidas da Educação
do Campo do agreste e semiárido alagoano. Neste sentido, espera-se que esses professores
atuem de maneira comprometida com a inclusão e com o direito de cada ser humano a ter acesso
à educação pública de qualidade mediante percursos respeitosos e desafiadores. Assim,
intencionalmente, contribuir com a formação de professores que construam, coletivamente,
com a Educação Básica do Campo preconizada nos textos históricos dessa área de atuação, nos
documentos oficiais, nas reivindicações das diferentes organizações campesinas, engajados no
contexto social, político, econômico e histórico do território onde estão inseridos.

6. CONCEPÇÃO DO PROGRAMA:
A Educação do Campo no Brasil vem se fortalecendo através do trabalho desenvolvido
pelos vários movimentos sociais e sindicais, bem como de práticas educativas inovadoras de
secretarias municipais de educação e de instituições de ensino superior. Isto tudo tem sido
garantido pela regulamentação dos vários instrumentos legais que tratam especificamente da
oferta de educação para os povos do campo.

Em 1996 quando foi promulgada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional


(LDBEN), Lei nº 9394/96, o artigo 28 definia a necessidade de políticas públicas voltadas às
políticas educacionais para o campo, quando afirmava que:

Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino


promoverão as adaptações necessárias à sua adequação, às peculiaridades da vida
rural e de cada região, especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e
interesses dos alunos da zona rural;
II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases
do ciclo agrícola e às condições climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural (BRASIL, 1996).

Nesse sentido, pensar a educação pública a partir do mundo do campo, necessário se faz
levar em conta o seu contexto, sua cultura específica, quanto à maneira de conceber o tempo, o
espaço, o meio ambiente e quanto ao modo de viver, de organizar família e trabalho. Assim, foi
posto o grande desafio para o momento: a necessidade de se constituir uma nova agenda
educacional que contemplasse a garantia de direitos para a educação dos povos campesinos.

Com a realização do I Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária – ENERA


em 1997 e da I Conferência Nacional por uma Educação Básica do Campo em 1998, houve o
fortalecimento da pressão dos movimentos sociais e o poder público passou a reconhecer a
necessidade de pensar uma legislação específica de educação aos povos do campo, levando o
Conselho Nacional de Educação, por meio da Câmara de Educação Básica, a aprovar, em 2002,
as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (Resolução
CNE/CEB no 1/2002), em contraposição à concepção de rural vigente até o momento. Em 2008,
para que direitos assegurados no dispositivo legal anterior fossem garantidos, é promulgada a
Resolução CNE/CEB n° 2/2008, que estabelece diretrizes complementares, para o atendimento
a Educação do Campo. Em 04 de novembro de 2010 foi promulgado o Decreto nº 7.352/2010
que, diferentemente dos demais, afirma e define a política de Educação do Campo e o Programa
Nacional de Educação na Reforma Agrária –PRONERA.

Necessário se faz lembrar sobre o lançamento do Programa Nacional de Educação do


Campo - PRONACAMPO em março de 2012, visando oferecer apoio técnico e suporte
financeiro para estados e municípios implementarem suas respectivas políticas de Educação do
Campo, através de um conjunto de ações articuladas, que atendem às escolas do campo e
quilombolas no que diz respeito a gestão e práticas pedagógicas, formação de professores,
educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica e infra-estrutura – eixos do
programa.

Referendando o movimento em defesa das escolas localizadas no campo, através da


mobilização provocada pelo MST Nacional, expressa pela campanha “Fechar escola é crime!”1.
Esta campanha foi deflagrada em 2011 e tinha como objetivo defender a educação pública como
um direito de todos os trabalhadores, visando mobilizar comunidades, movimentos sociais,
sindicatos, enfim toda a sociedade para se indignar quando uma escola for fechada e lutar para
mudar esta realidade. Como última conquista da Educação do Campo, em 27 de março de 2014
foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União a Lei nº12.960/2014 que altera a LDBEN
nº 9.394/1996, acrescentando um parágrafo ao artigo 28, ficando assim:

Art. 28. ...................................................................................


Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será
precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que
considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do

1 Mais informações://www.mst.org.br/campanha-fechar-escola-e-crime-mst
diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar. (BRASIL,
2014)

Vários alertas vêm sendo dados no sentido de dar visibilidade e denunciar o processo
indiscriminado e arbitrário de fechamento de escolas do campo no Brasil. Os dados que têm
sido divulgados pelo MEC/INEP, indicam que, nos últimos dez anos, houve uma redução de
cerca de 32,5 mil escolas no campo.

Na atual conjuntura a universidade brasileira tem passado por profundas dificuldades de


responder aos desafios impostos a ela. De um lado, tem-se as exigências da sociedade e, de
outro, as do Estado em sua face conservadora que impulsiona a deterioração das ações
emancipatórias desta instituição social, na medida em que a força é colocada no jogo mercantil
como forma de sobrevivência, segundo Santos, 2002. Afirma ainda que, para enfrentar isso, é
preciso que haja um projeto que restitua o projeto nacional mais amplo de sociedade,
incorporando as diferentes marcas identitárias que emergiram com o movimento da
globalização da economia e da mundialização da cultura.

Tendo como base as demandas dos movimentos sociais e todo o aparato legal para a
Educação do Campo, o Brasil hoje conta com várias experiências específicas de formação
inicial de educadores sendo desenvolvidas através dos movimentos sociais do campo em
parceira com instituições de ensino superior e PRONERA, destacando- se o Programa de Apoio
a Licenciatura em Educação do Campo – PROCAMPO e a Especialização em Educação do
Campo, sendo ambas desenvolvidas com recursos do Ministério da Educação.

Em março de 2006, o Grupo Permanente de Trabalho – GPT de Educação do Campo,


apresenta um plano de formação de educadores do campo com a definição de duas linhas de
ação sendo definido como:

A primeira linha contempla a formação em nível médio, bem como a formação


superior em nível de graduação e pós-graduação. Para a formação em nível médio,
será promovida a implementação de cursos normais e de cursos técnicos de acordo
com as demandas locais. A formação superior em nível de graduação dar-se-á por
meio da promoção de cursos de licenciatura plena em educação do campo. Para o
apoio à pós-graduação, serão promovidas a implementação de cursos de
especialização em educação do campo e a criação de linhas de pesquisa para
estabelecimento de cursos de mestrado. (BRASIL, 2006 apud CARVALHO, 2011)

Desde o ano de 2006, Alagoas tem o Plano Estadual de Educação de Alagoas – PEE/AL,
Lei Nº 6.757/ 2006, contando com um capítulo específico para a Educação do Campo. Estes
desafios se repetiram no ano de 2016 com o novo PEE/AL, sendo que, apesar de nas duas
edições ambos os documentos contemplarem a educação do campo enquanto direito social
garantido, pode-se verificar que a realidade é contraditória e desafiadora, principalmente no que
se refere à política de formação de educadores do campo.

Portanto para a produção de um Projeto Pedagógico para um curso de Pós-Graduação


lato sensu, buscou-se desafiar professores e professoras que, entendendo as contribuições
significativas que uma educação contextualizada pode oferecer e sentindo-se limitados e
limitadas para a produção de práticas que lhes sejam correspondentes, possam encontrar
momentos de formação igualmente significativos. Necessário se faz ressaltar que, as ações de
formação continuada para educadores do campo realizadas pela UNEAL têm dado um tom
diferente à instituição. Isto porque tem trazido pra dentro da IES, os movimentos sociais com
suas temáticas, seus conflitos, tensões juntamente com suas místicas, músicas e dinâmicas que
lhe são próprias. Possibilitando assim um convívio enriquecedor da academia com uma
realidade bem próxima e desafiadora.

Neste sentido, o desafio está posto: que se defina e se apresente enquanto política
pública específica para os/as educadores que atuam junto às populações campesinas, ações de
formação continuada de educadores/as para o campo, com uma organização especifica que
inclua principalmente, saberes da terra, da formação social, política, cultural, identitária dos
sujeitos do campo ao longo de nossa história.

É fato que o Estado de Alagoas tem demandas urgentes no âmbito da Educação do


Campo que refletem muitas das questões já pautadas nacionalmente como bandeiras de luta por
igualdade de acesso à educação e por uma educação contextualizada, que considere as
diversidades que marcam as diferentes realidades campesinas no país. Compreende-se que o
acúmulo teórico-conceitual e prático que já se conseguiu elaborar sobre Educação do Campo
no país tem definido uma pauta para ela. Essa pauta nasce das vivências de educação do campo
na base, no cotidiano de vida de homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, todos e todas,
trabalhadores/as do campo.

Destarte, a articulação da Universidade com demandas sociais tem papel de extrema


importância na incessante busca por uma concepção de educação que contribua com a
emancipação dos sujeitos campesinos e os torne capazes de implementar políticas públicas que,
de fato, tragam aprendizagens concretas e possibilidade de transformação social.

Neste sentido, para operacionalização do curso objeto deste Projeto, faz-se necessário
que se estabeleçam parcerias para que educadores e educadoras, membros dos Movimentos
Sociais e/ou Organizações não-Governamentais com atuação no campo, que participam das
ações de formação da Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido Alagoano –
RECASA. Também, os Sistemas Públicos de Ensino Estadual e Municipais, por meio de suas
respectivas secretarias de educação, para os quais haja interesse em capacitar seus profissionais,
que desempenhem funções conforme descritas no item 5 (Público Alvo) deste Projeto, bem
como todos os integrantes da RECASA e do FEPEC, Movimentos Sociais e Organizações Não-
Governamentais que já possuem expertise nessa área. A parceria por meio das secretarias de
educação referidas tem a finalidade de assegurar afastamento parcial das atividades
educacionais dos seus respectivos profissionais, selecionados para a capacitação objeto desta
proposta, a fim de que possam participar de todas as atividades presenciais estabelecidas pelos
componentes curriculares do Curso. As parcerias com o FEPEC e com a Associação de
Agricultores Alternativos (AAGRA) e demais organizações têm a finalidade de contribuir com
a Uneal na implementação do projeto, sempre que necessário e por solicitação desta, por meio
da promoção e realização conjunta de eventos para fins de acompanhamento e avaliação do
desenvolvimento do Curso.

7. COORDENADOR DO CURSO: (Indicação do nome, titulação e regime de contratação do


coordenador do Programa, descrição da experiência acadêmica e profissional).

Como o curso será desenvolvido em parceria com a AAGRA/RECASA, a coordenação


se dará de forma colegiada, ou seja, terão dois Coordenadores da Uneal e um Coordenador
indicado pela RECASA egresso de algum curso de Pós-graduação em Educação do Campo,
tendo em vista a importância dessa articulação e desse conhecimento. Durante o período de
lançamento do Edital do curso, a AAGRA fará uma Assembleia e indicará um docente para
desempenhar essas atribuições de coordenação.

NOME COMPLETO: Sanadia Gama dos Santos


MAIOR TITULAÇÃO ACADÊMICA: Doutorado em Letras/Linguística (UEM)
REGIME DE TRABALHO: Professor Auxiliar Efetivo

Doutora em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (2020); Especialista em Literatura


brasileira e portuguesa (2010), Mestra em Letras/ Linguística pela Universidade Federal de
Sergipe (2015), graduada Letras pela Universidade Tiradentes (2009). Atuou na assessoria
educacional com o projeto de Educação Contextualizada “Baú de leitura”, em parceria com
Unicef e municípios sergipanos. Foi membro da RESAB (Rede de Educação do Semiárido
sergipano) em 2007 a 2009. Membro do Comitê Estadual de Educação do Campo
(EDUCAMPO)- 2008-2010. Foi docente do Curso de Licenciatura em Educação do Campo -
PROCAMPO na UNEAL Campus I - Arapiraca (2014 a 2015) em convênio com o
MEC/SECADI. Foi formadora da área de linguagens pelo Projovem Campo Saberes da Terra,
em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (2011) e educadora no Programa Escola da
Terra em Alagoas (2017). Atualmente é Professora Auxiliar da Uneal, atuando no Campus I
nas disciplinas Educação do Campo, Pesquisa e docência 1 e 2, Linguística Aplicada e Ensino
de Língua Portuguesa, Metodologia da pesquisa. Atuou Chefe de núcleo da Editora da referida
IES entre abril de 2016 a setembro de 2017. Retornou a função no período de março a outubro
de 2018 é pesquisadora em Linguística Aplicada, com pesquisas desenvolvidas para práticas
letradas de populações camponesas e suas relações com as práticas de ensino nas escolas do
campo. Tem experiência na área de Letras e Educação, com ênfase em Educação do Campo,
ensino aprendizagem de língua, Letramento como prática social.

7.2. VICE-COORDENADORA:

NOME COMPLETO: Sara Jane Cerqueira Bezerra

MAIOR TITULAÇÃO ACADÊMICA: Mestra em Educação do Campo (UFRB)

EXPERIÊNCIA ACADÊMICA E PROFISSIONAL: Mestra em Educação do Campo pela


Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (2015); Especialista em Metodologia do Ensino
Superior (1999) e em Educação do Campo (2011) pela UFAL e graduada em Pedagogia pela
Universidade Federal de Alagoas (1993). É concursada da Secretaria Municipal de Educação
de Maceió- SEMED, onde desenvolve atividade de assessoria técnica pedagógica no Conselho
Estadual de Educação de Alagoas através de Convênio entre a SEE e a SEMED. Foi professora
das disciplinas de Educação do Campo, Educação e Meio Ambiente e Educação e Tecnologia
do Programa Especial de Graduação de Professores - PGP da Universidade Estadual de Alagoas
- UNEAL, bem como atuou como professora substituta das disciplinas de Sociologia, Educação
Brasileira - Legislação e Políticas Públicas, Avaliação Institucional e Avaliação da
Aprendizagem em cursos de licenciatura no Campus III da UNEAL em P. dos Índios. Atuou
no curso de Especialização em Educação do Campo da UFAL lecionando a disciplina Bases
Legais e Políticas de Educação do Campo. Coordenou o Curso de Licenciatura em Educação
do Campo - PROCAMPO na UNEAL Campus I - Arapiraca (2011 a 2015) em convênio com
o MEC/SECADI. Foi Conselheira na Câmara de Ensino Superior do Conselho Estadual de
Educação de Alagoas desde o final de 2012 até novembro de 2016. Atualmente é Professora
Auxiliar da Uneal, atuando no Campus III nas disciplinas de Didática Geral, Educação de
Jovens e Adultos I – Fundamentos, Educação de Jovens e Adultos II - Metodologia e Educação
do Campo). Atuou como Pró-reitora de Desenvolvimento Humano da referida IES entre
setembro de 2015 a outubro de 2016. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em
Educação do Campo, atuando principalmente nos seguintes temas: educação do campo, práticas
educacionais, inclusão e diversidade na educação, legislação e políticas públicas educacionais.

8. CARGA HORÁRIA TOTAL EM SALA DE AULA:


O Curso terá uma carga horária de 360 horas-aula, assim distribuídas: 240 presenciais
(Tempo-Universidade) e 120h à distância (Tempo-Comunidade), pelo regime da alternância
onde desenvolverão atividades na escola, na comunidade e/ou na organização em que atuam
(atividades práticas).

Os estudantes terão 03 (três) meses para integralização curricular do curso, pois não foi
computado o tempo individual ou em grupo de assistência ao discente, sendo reservado tempo
para a elaboração de seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).

9. PERÍODO E PERIODICIDADE:

Início: 20 de fevereiro de 2021


Término: 20 de agosto de 2022.

As aulas acontecerão durante uma sexta e dia inteiro no sábado por mês, sendo nos
turnos manhã e tarde, perfazendo 15 (dez) horas diárias no Tempo-Universidade, com o
acréscimo de 10h mensais destinadas ao desenvolvimento de atividades de Tempo-
Comunidade.

Além dessas atividades, também será destinado tempo de 10h para uma Visita Técnica
Pedagógica ao Serviço de Tecnologia Alternativa (SERTA), em Glória do Goitá/PE, que tem
vasta experiência em educação contextualizada. Destaque para afirmar que o Serta é uma
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) fundada em 1989 que tem como
missão formar jovens, educadores/as e produtores/as familiares, para atuarem na transformação
das circunstâncias econômicas, sociais, ambientais, culturais e políticas, na promoção do
desenvolvimento sustentável do campo.

11. METODOLOGIA.
Relacionar os recursos metodológicos a serem empregados no curso.
10. 1. Pressupostos teóricos

O Curso de Pós-graduação Latu Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade da


Universidade Estadual de Alagoas, seguirá a recomendação do Ministério da Educação (MEC)
para a oferta de cursos voltados para práticas de Educação do Campo, destina uma parte da
carga horária de cada disciplina para atividades educativas práticas e em conjunto com
comunidades selecionadas entre a equipe gestora e os alunos, denominadas Tempo –
Comunidade. Nestes espaços, será desenvolvido um trabalho que vai, desde o diagnóstico dos
principais problemas encontrados nas diversas realidades, como a reflexão e as propostas de
intervenção, que serão pensadas também coletivamente de acordo com as necessidades de cada
comunidade. Esta estratégia metodológica é um diferencial, que propicia a experiência e o
contato com a escola e sala de aula, ao longo de todo curso e a aplicabilidade do que foi
trabalhado em sala de aula, ou seja, no Tempo-Universidade.
Neste sentido, entende-se como sendo uma prática pedagógica progressista, aquela que
orienta o educando para tornar-se solidário e autônomo em relação a sua aprendizagem. O que
significa dizer que cada um deve assumir sua responsabilidade em relação ao todo, e ao mesmo,
ter o discernimento de seu papel em particular nesta relação. O educador é mediador e
protagonista de todo processo que envolve a relação ensino-aprendizagem (FREIRE, 1996).

Nesta perspectiva, a Pedagogia da Alternância é forma mais recomendada para


desenvolvimento de atividades de ensino do campo. De acordo com o Parecer CNE/CEB Nº
01/2007 de 01/02/2006, a alternância possui os seguintes princípios: Alternância integrativa
real ou copulativa, com a compenetração efetiva de meios de vida sócio-profissional e escolar
em uma unidade de tempos formativos. Nesse caso, a alternância supõe estreita conexão entre
os dois momentos de atividades em todos os níveis – individuais, relacionais, didáticos e
institucionais. Não há primazia de um componente sobre o outro. A ligação permanente entre
eles é dinâmica e se efetua em um movimento contínuo de ir e retornar. Embora seja a forma
mais complexa da alternância, seu dinamismo permite constante evolução. Em alguns centros,
a integração se faz entre um sistema educativo em que o aluno alterna períodos de aprendizagem
na família, em seu próprio meio, com períodos na escola, estando esses tempos interligados por
meio de instrumentos pedagógicos específicos, pela associação, de forma harmoniosa, entre
família e comunidade e uma ação pedagógica que visa à formação integral com
profissionalização, conforme definido no referido parecer. (BRASIL, 2006). Também este
regime de alternância está fundamentado no Parecer Nº 313/2014 CEE/AL e Resolução
Estadual Nº 040/CEE/AL do Conselho Estadual de Educação de Alagoas, que regulamenta a
oferta da Educação do Campo em todo o estado, incluindo assim, a formação dos professores.

Nesse sentido, a equipe docente do Curso de Especialização em Educação do Campo e


Sustentabilidade será orientada e receberá formação organizada pela equipe de Coordenação e
do Colegiado da RECASA e FEPEC, com o intuito de fortalecer as discussões sobre a proposta
pedagógica de alternância formativa, que será a proposta pedagógica que norteará toda
organização do curso, baseada em momentos Tempo - Universidade e o Tempo - Comunidade.

10.2. Pressupostos Metodológicos

Para a construção das habilidades e alcance dos objetivos acima mencionados, se faz
necessário pautar nossas práticas pedagógicas participativas a partir de concepções de ensino e
aprendizagem, que aponte para o horizonte das mudanças. A articulação pedagógica se
fundamentará na proposta de uma Pedagogia da Alternância, de uma práxis ativa e reflexiva,
que interpreta e age sobre a realidade concreta, que se pauta sobre as condições materiais e
culturais da sociedade, buscando formas mais solidárias e inclusivas de educação e
emancipação humana.

Dessa forma, a avaliação dos alunos regularmente matriculados no Curso de


Especialização em Educação do Campo e Sustentabilidade, dar-se-á de acordo com o prescrito
no Regimento, discutido e aprovado pelo Colegiado do Curso, com vistas a avaliar as
competências apontadas neste projeto e desenvolvidas pelos mesmos, no transcorrer das
atividades acadêmicas planejadas e desenvolvidas. Será baseado no Regime de Alternância em
Tempos Escola e Universidade, dando preferência à utilização de instrumentos participativos,
como o Diagnóstico Rural Participativo (DRP) e focando em ações de intervenção e a realização
de visitas técnicas pedagógicas, a serem definidas pela equipe responsável pelo programa.

10.3. Metodologia e os procedimentos do acompanhamento dos educadores no Tempo-


Comunidade

As disciplinas de cada período terão a responsabilidade de favorecer condições para que


o tempo-comunidade seja realizado a contento, inclusive com acompanhamento e orientação
dos professores. Esta adequabilidade às condições regionais visa também, favorecer momentos
de reflexão para formas diferenciadas de compreender a prática pedagógica, sem, entretanto,
deixar de realizar as atividades previstas na legislação vigente, da quantidade de dias letivos ou
carga horária pertinente. Vale salientar que devem ser registradas as frequência dos
participantes, bem como através da entrega do trabalho, quantificar uma nota individual para o
TC.
O TC será realizado em polos de tempo-comunidade, que serão definidos na etapa de
planejamento pedagógico do curso conforme local de origem dos estudantes da turma. Além
deste tipo de organização de TC, também poderá ser realizado durante o curso de
Especialização tempos-comunidades especais em espaços especiais para desenvolver
atividades de TC que se diferenciam dos locais citados anteriormente, como por exemplo:
Centro de Formação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Associação de
Agricultores Alternativos – AAGRA, Núcleo de Apoio às escolas do campo de Arapiraca,
Museus, realização de Oficinas, viagens de intercâmbio técnico entre outros. Esses espaços
serão definidos a partir das necessidades curriculares planejados em acordo com os professores.
Destaque para a proposta de trabalho com Tutoria no acompanhamento das atividades
de Tempo-Comunidade que será realizada pelos docentes da Recasa egressos do curso de Pós-
Graduação em Educação do Campo realizado pela Universidade Federal de Alagoas. Ou seja,
cada disciplina será planejada pelo (s) docente (s) responsável (eis) em parceira com um Tutor
(Docente da RECASA) que tem experiência e formação na área do curso. Será feito um cadastro
de inscrição para 07 (sete) tutores que acompanharão o desenvolvimento das atividades de
Tempo-Comunidade de grupos de cinco alunos (as) do curso.

12. INFRAESTRUTURA FÍSICA DO CURSO


Relacionar as condições de infraestrutura física (salas de aula, biblioteca, equipamentos e
laboratórios)

O Campus III da Uneal fica localizado na cidade de Palmeira dos Índios no Agreste
alagoano, Palmeira dos Índios, dista 133 km da capital, Maceió. Conhecida por sua cultura,
atualmente, destaca-se por ser um pólo educacional da Região concentrando algumas
Instituições de Ensino Superior, entre elas a Universidade Estadual de Alagoas. O Campus III
da Uneal, em Palmeira dos Índios, ganhou sua sede própria após uma longa e perseverante luta
de sua comunidade acadêmica. O mesmo está situado às margens da Rodovia AL-115, km 03,
na saída para Arapiraca, passando a funcionar em sua sede própria em fevereiro de 2009.

O Campus possui 25 salas de aula, biblioteca, laboratório de informática, baterias de


banheiros, laboratórios pedagógicos e núcleos específicos para o atendimento aos cursos de
Pedagogia, História, Geografia, Matemática, Ciências Biológicas, Química, Letras-Português e
Letras-Inglês.

13. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E MATRÍCULA

Os pré-requisitos e condições para ingresso no Curso deverão ser comprovados pelo


candidato no ato da sua inscrição, são os seguintes:

12.1.Ter concluído curso de graduação instituição reconhecida;

a) O diploma de curso superior deverá ser apresentado no ato de efetivação da matrícula


do candidato aprovado no processo de seleção.

b) No caso do respectivo diploma de curso superior não ter sido expedido pela instituição
de ensino superior, o candidato aprovado poderá, excepcionalmente, apresentar a certidão de
conclusão de curso no ato da matrícula, devendo apresentar o referido diploma até a conclusão
do curso de Pós-Graduação Lato Sensu.

c) A não apresentação do diploma de curso superior até o término do curso de Pós-


Graduação Lato Sensu acarretará a não emissão do certificado de conclusão da Especialização
pela UNEAL.

d) Em hipótese alguma serão matriculados estudantes que não comprovarem a conclusão


de curso superior devidamente credenciado pelos órgãos educacionais competentes.

12.2. Estar em efetivo exercício e envolvimento em escolas, movimentos sociais ou ONG`s


envolvidas nas ações de formação de Educação do Campo ou da RECASA;

12.3. Estar liberado para participar efetivamente dos momentos presenciais do Curso,
apresentando declaração de disponibilidade para cursar a especialização.

Para a seleção dos candidatos cujas inscrições tiverem sido homologadas, será adotado
o instrumento avaliativo Prova escrita dissertativa, tendo como base a leitura da referência
abaixo:

ALAGOAS. Parecer Normativo nº 313/2014 - CEE/AL, que dispõe sobre a regulamentação da


oferta de Educação do Campo no Sistema Estadual de Educação de Alagoas. Conselho Estadual
de Educação de Alagoas. Maceió. 2014. Disponível em: http://cee.al.gov.br/legislacao/atos-
normativos/pareceres-normativos
ARROYO, Miguel G. Políticas de formação de educadores do campo. In: Caderno CEDES,
Campinas. V. 27, p. 157-176, Maio/Agosto, 2007. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v27n72/a04v2772.pdf

14. SISTEMAS DE AVALIAÇÃO

A avaliação no processo de construção do conhecimento pretende ser um instrumento


que possibilite a identificação do desenvolvimento de competências do estudante a partir dos
objetivos de aprendizagem estabelecidos nas Unidades Curriculares, e que forneçam
elementos para orientações necessárias, complementações, enriquecimento no processo
dessa construção.
Por concepção, a avaliação propõe-se a ser uma reorientação do estudante no
desenvolvimento da aprendizagem e aos professores, no replanejamento de suas atividades.
É, pois processual como ferramenta construtiva que promove melhorias e inovações, com
vistas ao aperfeiçoamento da aprendizagem dos estudantes. Isso significa dizer, enfim, que o
processo de avaliação deve garantir aos estudantes meios que lhes permitam sanar
dificuldades evidenciadas e realizar a aprendizagem em níveis crescentes de
desenvolvimento.
Em relação à avaliação nas unidades curriculares, serão promovidas em cada uma
delas, duas ou mais atividades avaliativas de cumprimento obrigatório. Nesse processo o
professor poderá utilizar atividades complementares de apoio que contribuam para a conclusão
das atividades avaliativas.
Para aprovação na unidade curricular o aluno deve:
 Ter frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento);
 Obter, no mínimo, média final 7,0 (sete), considerando a média das atividades
avaliativas;
Destaca-se que conforme estabelece no Regimento Geral para Pós-graduação da Uneal, o
aproveitamento em cada disciplina será avaliado pelo professor responsável, em razão do
desempenho relativo do aluno em provas, pesquisas, seminários, trabalhos individuais ou
coletivos e outros, sendo atribuído um dos seguintes conceitos: I – A: 9,0 a 10,0; II – B: 8,0 a
8,9; III – C: 7,0 a 7,9; IV – D: insuficiente. O aluno que obtiver conceito “D", em qualquer
disciplina, deverá repeti-la. Será desligado do Programa/Curso o aluno que for reprovado por
02 (duas) vezes na mesma disciplina. O aluno poderá solicitar trancamento de disciplinas, uma
única vez em um semestre, dentro do prazo fixado pelo Calendário Acadêmico.
Nas situações em que a média final obtida for menor que 7,0 (sete), o aluno terá direito à
recuperação. Esta recuperação será individual, presencial e constituir-se-á de questões
discursivas relacionadas às competências esperadas na unidade curricular. Nesta oportunidade
de recuperação, o estudante deverá obter pelo menos nota 6,0 (seis). Terão direito a
recuperação da média final das unidades curriculares apenas os estudantes que obterem, pelo
menos, frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento).

15. CONTROLE DE FREQUÊNCIA.

A frequência mínima do aluno exigida pelo Curso será de 75% na participação das
atividades presenciais programadas para cada componente curricular, adotando-se como forma
de controle lista de presença de alunos a tais atividades.
Será obrigatória a participação do aluno em todas as atividades de Tempo-Universidade
e Tempo-comunidade programadas para cada componente curricular, de acordo com a forma
de controle definida pelo professor do respectivo componente curricular e previamente por ele
informada aos alunos e à Coordenação do Curso.

16. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO:


Para a obtenção do Certificado de Conclusão do Curso, exigir-se-á do aluno a
integralização da totalidade dos créditos dos componentes curriculares oferecidos de acordo
com o cronograma do Curso. Adicionalmente, exigir-se-á a realização do Trabalho de
Conclusão de Curso em formato de artigo constituindo-se como um produto do resultado das
práticas do tempo comunidade realizadas ao longo do curso, cujo tema se enquadre nas áreas
de estudo focalizadas durante o Curso e que possa ter o caráter de intervenção na realidade onde
o sujeito está inserido. Também deverá ser submetida a uma defesa pública de qualificação, em
um prazo não superior a 03 (três) meses após o término dos componentes curriculares
presenciais.

A formação da banca examinadora dos Trabalhos de Conclusão de Curso (Artigo)


atenderá às normas vigentes no Regimento da Uneal, cuja constituição será definida sendo o
orientador e dois examinadores, sendo um interno e um externo à Uneal.

Ao final do curso, será realizado o V Encontro de Pesquisa em Educação do Campo de


Alagoas (EPEC/AL) com o objetivo de socializar as pesquisas desenvolvidas pelos alunos. Será
publicado um livro digital (E-book) e um livro impresso com as produções dos TCCs advindos
do curso.
O certificado de conclusão do Curso será expedido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação
e Pesquisa da Uneal acompanhado do respectivo histórico escolar, do qual constarão:

a) A relação dos componentes curriculares, sua carga horária, a nota ou conceito obtido
pelo aluno, bem como seu tema de TCC;

b) O período em que o curso foi ministrado e sua duração total em horas;

c) A declaração de que o curso cumpriu todas as disposições contidas na Resolução Nº.


01/07 da Câmara de Educação Superior (CES), do Conselho Nacional de Educação (CNE) que
estabelece as bases gerais a nível nacional da Pós-Graduação Lato Sensu; e ao que preconiza a
Resolução Nº 5/2007 –CONSU/Uneal, de 13 junho de 2007, que dispõe sobre as normas e
procedimentos para Cursos de Especialização no âmbito da UNEAL.

17. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Tabela 01: Distribuição dos Componentes Curriculares por etapa e carga horária

COMPONENTES CH DOCENTE/TITULAÇÃO
CURRICULARES
1. Princípios, fundamentos e Ma. Sara Jane Cerqueira Bezerra-UNEAL/
30h
bases legais da Educação do Campo Campus III

2. Seminários Temáticos Dra. Sanadia Gama dos Santos


30h
Integradores
3. Fundamentos e Metodologia Dr. Nalfran Modesto Benvinda-UNEAL/Campus
40h
da Pesquisa em Educação I III
4. Sociologia Rural e Questão Me. Ricardo Santos de Almeida IFAL/Campus
30h
Agrária no Brasil Penedo

5. Elementos de discussão para a Ma Josefa Adriana Cavalcante Ferro UNEAL –


30h
Sustentabilidade e Práticas Campus III
Agroecológicas
6. Fundamentos Teóricos da Dra. Denize dos Santos UNEAL-Campus III
30h
Educação para Convivência com o
Semiárido
7. Didática, Currículo, Dra. Sanádia Gama dos Santos UNEAL – Campus
30h
Contextualização e Aprendizagem I
Significativa na Educação do
Campo
8. Etnociências e Educação do
30h
Campo Dr. Jhonatan David Santos das Neves
9. Formação de Educadores e Ma. Claudia Cristina Rêgo Almeida UNEAL-
30h
Diversidade Campus 1
10. Economia Solidária e Dra. Sanadia Gama dos Santos/UNEAL
30h
Diagnóstico Rural Participativo
11. Planejamento, Gestão e Ma. Sara Jane Cerqueira Bezerra UNEAL-
30h
Organização do Trabalho Campus 3
Pedagógico nas escolas do campo
12. Educação e Movimentos Ma. Sara Ingrid Borba/FEPEC-AL
20h
Sociais do Campo Brasileiro
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
TOTAL GERAL 360h

16.2. Ementas dos Componentes Curriculares

16.2.1. COMPONENTE CURRICULAR: PRINCÍPIOS, FUNDAMENTOS E BASES


LEGAIS DA EDUCAÇÃO DO CAMPO
Docente(s): Ma. Sara Jane Cerqueira Bezerra/UNEAL
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Fevereiro e Março/ 2021.
Ementa da disciplina: O Estado e seu papel na definição de políticas públicas para a Educação.
A Educação do campo na legislação nacional. As políticas públicas e a Educação do Campo:
contexto sócio-histórico da Educação do Campo. Paradigmas da educação do campo
brasileiro. Traços de identidade da Educação do Campo. Políticas e diretrizes nacionais e
estadual da educação do campo. O currículo das escolas do campo. O papel dos movimentos
sociais na educação do campo. Socialização e produção de diferentes saberes: diversidade,
contextualização, integração de conhecimentos, desenvolvimento rural sustentável, e políticas
públicas específicas para a educação do campo através das ações e programas para as escolas
do campo.

Bibliografia básica:
ALAGOAS. Conselho Estadual de Educação de Alagoas. Parecer Normativo nº 313/2014 -
CEE/AL, que dispõe sobre a regulamentação da oferta de Educação do Campo no Sistema
Estadual de Educação de Alagoas, 2014.
B. ALENTEJANO, Paulo. CALDART, Roseli, BRASIL, Isabel FRIGOTTO, Gaudêncio.
Dicionário da Educação do Campo. Expressão Popular, 2012.
ARROYO, Miguel Gonzalez; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna (Org.).
Por uma Educação do Campo. Petrópolis: Vozes, 2004.
BENJAMIN, César e CALDART, Roseli Salete. Por uma educação básica do campo:
projeto popular e escolas do campo. V.3. Brasília, 1999.
BRASIL, II Conferência Nacional Por Uma Educação do Campo. Por Uma Política
Pública de Educação do Campo. Luziânia, GO, 2 a 6 de agosto de 2004. DECLARAÇÃO
FINAL. http://www.ipol.org.br/ler.php?cod=235).
BRASIL, Conferência Nacional de Educação (CONAE 2010). Construindo o Sistema
Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de
Ação. (Documento Referência), 2009.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade. Resolução CNE/ CEB n. 2 de 28 de abril de 2008. Estabelece diretrizes
complementares, normas e princípios para o desenvolvimento de políticas públicas de
atendimento da Educação Básica do Campo. Diário Oficial, Brasília, DF – 2008.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade. Decreto Nº 7.352, de 4 de novembro de 2010. Dispõe sobre a política de
educação do campo e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA.
Brasília, DF – 2010.
BRASIL, Panorama da Educação do Campo. Brasília-DF: INEP-MEC, 2007.
BRASIL, Lei Darcy Ribeiro (1996). LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:
lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional. – 5. ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação Edições Câmara, 2010.
Disponível em: http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/ bdcamara /2762/ldb_5ed.pdf
Acesso em: 11 de dezembro de 2013
__________. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade. Resolução CNE/ CEB n. 1, de 3 de abril de 2002. Institui as diretrizes
operacionais para a educação básica nas escolas do campo. Diário Oficial da União, Brasília,
DF, 9 de abril de 2002.
__________, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade-SECAD.
Educação do Campo: diferenças mudando paradigmas. Cadernos SECAD 2. Brasília/DF:
MEC. 2007
_________. Uma Política Pública para a Educação no Campo. Brasília: Câmara dos
Deputados, Coordenação de Publicações, 2004.139 p. - (Série ação parlamentar; n. 277).
CALDART, Roseli Salete. Por Uma Educação do Campo: traços de uma identidade em
construção. In: Por Uma Educação do Campo: Identidade e Políticas Públicas. V. 4. Brasília,
2002, p. 25-36.
___________, Roseli Salete. Elementos para construção do Projeto Político Pedagógico da
Educação do Campo. Ano 2 – número 2 – 2004.
MOLINA, M. C.; Jesus, M. S. A. (org.). Por uma educação básica do campo: contribuições
para a construção de um projeto de educação do campo. Brasília: Articulação Nacional por
uma Educação do Campo, 2004.

16.2.2. COMPONENTE CURRICULAR: SEMINÁRIOS TEMÁTICOS


INTEGRADORES
Docente(s): Dra. Sanadia Gama dos Santos/UNEAL
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Agosto/2022.

Ementa da disciplina: Apresentação de projetos discentes vinculados às realidades


profissionais; Na concepção do foco teórico a disciplina constitui-se como um espaço de
interação em rede para compartilhar práticas investigativas nos diferentes contextos
profissionais e debate/discussão sobre temas de interesse e integração dos projetos de pesquisa.

Referências Bibliográficas:
DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. 2.ed. Campinas: Autores associados, 1997.
ECO, Humberto. Como se Faz uma Tese.Tradução Gilson César Cardoso de Souza. 16 ed.,
São Paulo: Perspectiva, 2001.
FAZENDA, Ivani (org.) Metodologia da Pesquisa Educacional. 9.ed. São Paulo: Cortez,
2004.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa. 43. ed.
Paz e Terra, 2002.
GHEDIN, Evandro; FRANCO, Maria Amélia Santoro. Questões de Método na Construção
da Pesquisa em Educação. São Paulo: Cortez, 2008.
NEVES, I.C.B. Ler e Escrever: um compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS,
2006.

16.2.3. COMPONENTE CURRICULAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DA


PESQUISA EM EDUCAÇÃO I e II
Docente(s): Dr. Nalfran Modesto Benvinda/UNEAL
Carga horária: 40h Créditos: 04
Início e Término: Abril/2021 e Maio/2021.
Ementa da disciplina: Os diferentes níveis do conhecimento; A Metodologia da pesquisa
científica e os tipos de experimentos agrícolas; A pesquisa bibliográfica: ferramentas
disponíveis; Bases gerais do delineamento de experimentos e amostragens científicas.
Conceitos de pesquisa educacional. Metodologia de pesquisa em Educação: pesquisa
quantitativa, pesquisa qualitativa. O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores
e das professoras. A base conceitual para o estudo da estrutura metodológica do projeto de
pesquisa. Etapas da construção do projeto.

Bibliografia básica:
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5ª edição, São Paulo:
PRENTICEHALL, 2002. 242p.
GOLDIN, J. R. Manual de Iniciação à Pesquisa em Saúde. 2ªedição, Porto Alegre:
DACASA EDITORA, 2000,180p.
MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico: procedimentos
básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6ª
edição, São Paulo: ATLAS, 2001,219p.

16.2.4. COMPONENTE CURRICULAR: SOCIOLOGIA RURAL E QUESTÃO


AGRÁRIA NO BRASIL
Docente(s): Ma. Ricardo Santos de Almeida/IFAL
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Maio e Junho/2021.
Ementa da disciplina: Estudo dos paradigmas teórico-metodológicos das Ciências Sociais.
Sociologia Rural: concepções e contexto histórico. Agricultura e relação homem-natureza ao
longo da história; A questão agrária e o capitalismo; Globalização e transformações no espaço
rural; Agricultura e desenvolvimento: ocupação e transformação do espaço brasileiro;
revolução verde; modernização conservadora, reestruturação produtiva e suas consequências
para o mundo rural; força de trabalho na agricultura; Os movimentos sociais rurais e a reforma
agrária no Brasil e no mundo; Agricultura e reforma agrária em Alagoas. Trabalho de Campo
Curricular.

Bibliografia básica:
ALMEIDA, L.S.; LIMA, J.C.S.; OLIVEIRA, J.S. (org.). Terra em Alagoas: temas e
problemas. Maceió: EDUFAL, 2013.
ALMEIDA, Sílvio Gomes; et. al. Crise socioambiental e conversão ecológica da agricultura
brasileira: subsídios à formulação de diretrizes ambientais para o desenvolvimento
agrícola. 1a edição. Rio de Janeiro: Ed. AS-PTA, 2001.
CHAYANOV, Alexander. "Sobre a teoria dos sistemas econômicos não capitalistas" in
GRAZIANO DA SILVA, J. e STOLKE, V. (orgs.) A questão agrária. São Paulo, Brasiliense,
1981.
CHEVITARESE, André L. (org.) O campesinato na história. Rio de Janeiro: Relume Dumará,
2002.
DELGADO, Guilherme Costa. Capital financeiro e agricultura no Brasil: 1965-1985. São
Paulo, Ícone/Editora da UNICAMP, 1985.
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. Tradução de Paulo Neves; revisão da
tradução Eduardo Brandão. E ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. (Coleção Tópicos).
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1959.
GALLIANO, A. Guilherme. Introdução à sociologia. São Paulo: Editora MosaicoLtda&
Editora Harper &Row do Brasil Ltda, 1981.
GOHN, Gabriel (org). WEBER. Sociologia. São Paulo: Editora Ática, 1979. (Coleção grandes
Cientistas Sociais).
GOODMAN, David, SORJ, Bernardo & WILKINSON, John. Da lavoura às biotecnologias:
agricultura e indústria no sistema internacional. Rio de Janeiro, Campus, 1990. (págs. 1 a
11 e 89 a 108)
GUANZIROLI, Carlos; et. al. Agricultura Familiar e Reforma Agrária no Século XXI. Rio
de Janeiro: Garamond, 2001.
HOBSBAWN, Eric J. Introdução. In MARX, Karl. Formações econômicas pré-capitalistas.
5ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1986.
KAUTSKY, Karl. A questão agrária. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Proposta Editorial, 1980.
LAMARCHE, Hugues (coord.). A Agricultura Familiar. Campinas, Ed. UNICAMP, 1993.
LEITE, Sérgio Pereira. (org.) Políticas públicas e agricultura no Brasil. Porto Alegre: Editora
da Universidade/UFRGS, 2001.
LÖWY, Michael. Ideologias e ciências sociais: elementos para uma análise marxista. 9 ed.São
Paulo: Cortez, 1985.
LÖWY, Michael.. Método dialético e teoria política. Tradução de Reginaldo Di Piero. 4 ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
MARTINS, José de Souza. Reforma agrária: o impossível diálogo. São Paulo: EDUSP, 2000.
MEDEIROS, L. S. & LEITE, S. A formação dos assentamentos rurais no Brasil: processos
sociais e políticas públicas. Porto Alegre/Rio de Janeiro: Ed. da
Universidade/UFRGS/CPDA/UFRRJ, 1999.
MEDEIROS, Leonilde S. Movimentos sociais, disputas políticas e reforma agrária de
mercado no Brasil. Rio de Janeiro: CPDA/UFRRJ e UNSRID, 2002.
MEDEIROS, Leonilde S. Reforma Agrária no Brasil: história e atualidade da luta pela
terra. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2003.
MOREIRA, Ruy. A marcha do capitalismo e a essência econômica da questão agrária no
Brasil. Terra Livre, 6. São Paulo: AGB/Marco Zero, 1989.
OLIVEIRA, Ariovaldo U. A geografia das lutas no campo. São Paulo, Contexto, 2002.
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. A agricultura camponesa no Brasil. São Paulo:
Contexto, 1991;
STÉDILE, João Pedro. (org.). A questão agrária hoje. Porto Alegre, Editora da Universidade,
1994.

16.2.5. COMPONENTE CURRICULAR: ELEMENTOS DE DISCUSSÃO PARA A


SUSTENTABILIDADE E PRÁTICAS AGRECOLÓGICAS
Docente(s): Ma. Josefa Adriana Cavalcante Ferro/UNEAL
Carga horária: 30 Créditos: 03
Início e Término: Julho e Agosto/2021.
Ementa da disciplina: A Relação Homem-Natureza: Histórico e Abordagem do Progresso
Sustentável. Desenvolvimento Sustentável. Viver de Forma Sustentável. Passos Para se
Construir uma Sociedade Sustentável. Respeitar e Cuidar da Comunidade dos Seres Vivos.
Melhorar a Qualidade da Vida Humana. Conservar a Vitalidade e a Diversidade do Planeta
Terra.

Bibliografia básica:
B. BECKER, C. BUARQUE, I. SACHS. Dilemas e desafios do desenvolvimento sustentável.
Garamond, São Paulo, 2007.
B. F. GIANNETTI, C.M.V.B. ALMEIDA, Ecologia Industrial: Conceitos,
ferramentas e aplicações. Edgard Blucher, São Paulo, 2006.
CARVALHO, Isabel C. de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico.
4ª. Ed – São Paulo: Cortez, 2008.
E. BATISTA, R. CAVALCANTI, M. A. FUJIHARA. Caminhos da Sustentabilidade no
Brasil. Terra das Artes, São Paulo, 2006.
F. ALMEIDA. Os Desafios da Sustentabilidade. Editora Campus, São Paulo, 2007.
FRANCO, Ma. da A. Ribeiro. Planejamento Ambiental para a cidade sustentável. São
Paulo: Annablume: Fapesp, 2001.
H. M. VAN BELLEN. Indicadores de Sustentabilidade. Editora FGV, São Paulo, 2005.
J. DIAMOND. Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Editora
Record, São Paulo, 2005
M. L. GUILHERME. Sustentabilidade sob a Ótica Global e Local. Annablume, São Paulo,
2007.

16.2.6 COMPONENTE CURRICULAR: FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA


EDUCAÇÃO PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO BRASILEIRO
Docente(s): Dra. Denize dos Santos/UNEAL
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Setembro e Outubro/2021.
Ementa da disciplina: Relações campo-cidade no Semiárido Brasileiro; A educação escolar no
Semiárido brasileiro desde o final do século XIX. Conceito de Educação Contextualizada na
perspectiva do pensamento complexo. A educação para convivência com o Semiárido
brasileiro: origens e tendências.

Bibliografia básica:
ABRAMOVAY, Ricardo. O Capital Social dos Territórios: repensando o desenvolvimento
rural. In: O Futuro das Regiões Rurais. Porto Alegre: UFRFS, 2003b
ABRAMOVAY, Ricardo. O Futuro das Regiões Rurais. Porto Alegre: Editora da UFRGS,
2003a, p:17-56
CARNEIRO, Maria Jose. Ruralidade na Sociedade Contemporânea: uma Reflexão
Teórico-metodologica. [on line] Disponível em
www.ftierra.org/tierra1104/doctrabajo/jmcarnerio_nr.pdf.
FREIRE, Paulo: Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 7a ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 4a ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
MACEDO, Roberto Sidnei. A Etnopesquisa Critica e Multireferencial nas Ciências
Humanas e na Educação. 2. ed. Salvador: EDUFBA, 2004.
MOREIRA, Marco Antônio. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação
em sala de aula. Brasília: UnB, 2006.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Tradução de Maria D. Alexandre e Maria Alice
Sampaio Dória. – Ed. Revista e modificada pelo autor – 10ª. Ed. – Rio de Janeiro: Bertrand,
Brasil, 2007.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Tradução Dulce Matos – Lisboa:
Instituto Piaget, 3ª. Edição, 2001.
MORIN, Edgar. Os setes saberes necessários para a educação do futuro. 3ª ed. São Paulo:
Cortez; Brasília DF: UNESCO, 2001.
MORIN, Edgar. Saberes globais e saberes locais: o olhar transdisciplinar; participação de
Marcos Terena. – Rio de Janeiro: Garamond, 2004.
PAIVA, Vanilda Pereira. Educação popular e educação de adultos. 3ª ed. São Paulo: Edições
Loyola, 1985.
PIERRE Lévy – As tecnologias da Inteligência- O futuro do pensamento na era da
informática. São Paulo: Editora 34, 2004, 13a. Edição.
REIS, Edmerson dos Santos. A contextualização dos conhecimentos e saberes na
perspectiva da contextualização dos conhecimentos e saberes da escola do campo.
Salvador: UFBA:FACED: Programa de Pós-graduação em Educação, Sociedade e Práxis
Pedagógica. (tese de Doutoramento), 2009.
RESAB (Rede de Educação do Semi-Árido Brasileiro). Educação para a convivência com o
semi-árido: reflexões teórico-práticas. Juazeiro: RESAB, 2004.
SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão; WHITACKER, Arthur Magon (Orgs.). Cidade e
campo: relações e contradições entre urbano e rural. 1ª ed. São Paulo: Expressão Popular,
2006.
WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. Urbanização e Ruralidade: Relações entre a
Pequena Cidade e o Mundo Rural: estudo preliminar sobre os pequenos municípios em
Pernambuco. Recife: UFPE, 2001.

16.2.7. COMPONENTE CURRICULAR: DIDÁTICA, CURRÍCULO,


CONTEXTUALIZAÇÃO E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA EDUCAÇÃO DO
CAMPO
Docente(s): Dra. Sanadia Gama dos Santos/UNEAL
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Novembro e Dezembro/2021.
Ementa da disciplina: Didática e a formação do educador. Ressignificação do currículo.
Construção de relações entre Abordagens Teóricas e Práticas Pedagógicas. Transposição
didática dos conteúdos sobre o Semiárido Brasileiro para as Práticas Pedagógicas. Construção
de aprendizagens significativas no processo de vinculação dos componentes curriculares às
Estratégias de Convivência com o Semiárido Brasileiro. Aprendizagem significativa:
concepção e práticas.

Bibliografia básica:
ARAÚJO, Lucineide Martins; MENEZES, Ana Célia Silva. Currículo contextualizado e
complexidade: espaço de interlocução de diferentes saberes. In: RESAB. Currículo
contextualizado e complexidade: elementos para pensar a escola no Semiárido. Selo Editorial
RESAB. Ano 02 – Nº 04, dezembro de 2007.
MARTINS, Josemar da Silva. Anotações em torno do conceito de Educação para a
Convivência com o Semiárido. In: RESAB (REDE DE EDUCAÇÃO DO SEMI-ÁRIDO
BRASILEIRO). Educação para a convivência com o semi-árido: reflexões teórico-
práticas. Juazeiro: RESAB, 2006.
MOREIRA, Marco Antônio. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação
em sala de aula. Brasília: UnB, 2006.
OLIVEIRA, M. K. de Vygotsky. Aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-
histórico. São Paulo: Scipione, 1995.
MANZANO, Nivaldo T. Que pau é esse.
REIS, Edmerson dos Santos. A contextualização dos conhecimentos e saberes na
perspectiva da contextualização dos conhecimentos e saberes da escola do campo.
Salvador: UFBA:FACED: Programa de Pós-graduação em Educação, Sociedade e Práxis
Pedagógica. (tese de Doutoramento), 2009.
ZEMELMAN, Hugo. Sujeito e sentido: considerações sobre a vinculação do sujeito ao
conhecimento que constrói. In: Conhecimento prudente para uma vida decente: Um
discurso sobre as ciências revisitado. SANTOS, Boaventura de Souza (org). 2ª edição – São
Paulo: Cortez, 2006

16.2.8. COMPONENTE CURRICULAR: ETNOCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO DO


CAMPO
Docente(s): Dr.. Jhonatan David Neves
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Janeiro e Fevereiro/2022.

Ementa: Antropologia cultural e as Etnociências. Aspectos teóricos e metodológicos das


Etnociências. Áreas de atuação e aplicações destas na educação do campo. Conservação dos
recursos naturais. Aplicação da Etnociência nas escolas da educação Básica do campo:
estratégias metodológicas.

Bibliografia básica:
ALBUQUERQUE, U. P. & Lucena, R. F. P. (Org.). Métodos e técnicas na pesquisa
etnobotânica. Recife: Livro Rápido/NUPEEA, 2004.
___________. Etnobotânica: uma aproximação teórica e epistemológica. Revista Brasileira
de Farmácia, 78(3): 60-64.
ALEXIADES, M.N. (ED.) 1996. Selected Guidelines for Ethnobotanical Research: a Field
Manual. New York, The New York Botanical Garden, 306p.
BALICK, M.J. & COX, P.A. (Contributor). 1996. Plants, People and Culture: the Science of
Ethnobotany. W H Freeman & Co., 228p.
FERREIRA, S.H. (Org.) 1998. Medicamentos a partir de Plantas Medicinais no Brasil. Rio
de Janeiro, Academia Brasileira de Ciências, 129p.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paul : Atlas, 6. ed, 2008.
GOTTLIEB, O.R., KAPLAN, M.A.C. & BORIN, M.R.M.B. 1996. Biodiversidade: um
enfoque químico-biológico. Rio de Janeiro, Ed. UFRJ. 268p.
HILL, A.F. 1965. Botánica Econômica. Plantas Útiles y Productos Vegetales. Barcelona,
Ed. Omega. 616p.
MARTIN, G.J. 1995. Ethnobotany: a Methods Manual. London, Chapman & Hall. Vol. 1,
267p.
MODESTO, Zulmira M. M; SIQUEIRA, J. B. Botânica. São Paulo, Ed. EPU
NULTSCH, W. 2000. Botânica geral. – 10ª ed. – Porto Alegre: Ed. Artmed.
SCHULTZ, Alarich. Introdução à botânica sistemática. Porto Alegre, Editora Da
Universidade.
VASCONCELOS SOBRINHO, João. Dicionário de Termos Técnicos de botânica. Recife,
Coordenadoria de Comunicação Social da UFRPE.

16.2.9. COMPONENTE CURRICULAR: FORMAÇÃO DE EDUCADORES E


DIVERSIDADE
Docente(s): Ma. Claudia Cristina Rêgo Almeida
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: Março e Abril/2022.
Ementa da disciplina: Formação, a profissão e o trabalho do docente no Brasil. Identificação e
análise das diferentes concepções de formação, inicial e continuada, e dos programas de
formação desenvolvidos no país. Análise das influências dos organismos internacionais nas
políticas de formação no Brasil. Políticas e experiências de formação de professores do campo.
Estudo das concepções de valorização do magistério e seus desdobramentos na
profissionalização docente. O panorama brasileiro da diversidade da educação e as ações para
a universalização de acesso à educação.

Bibliografia básica:
ARROYO, Miguel Gonzalez. Políticas de formação de educadores (as) do campo. Cadernos
CEDES. Vol. 27, nº 72. Campinas. 2007. Disponível em:
CORREIA, José Alberto. Inovação pedagógica e formação de professores. Porto: Edições
Asa, 1991.
CORTEZ, Baltazar Campo e Mendes. LIMA. Elmo. A formação de professores no semi-
árido: Valorizando experiências e reconstruindo valores. In: Tecendo saberes em educação,
cultura e formação. V.3. Juazeiro: Secretaria Executiva da Rede de Educação do Semi-Árido
Brasileiro, Selo Editorial-RESAB, 2007.
FACCI, M.G. D. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor? Campinas, SP:
Autores Associados, 2008
FERREIRA, E.B. e OLIVEIRA, D.A. (Orgs). Crise da Escola e Políticas Educativas. Belo
Horizonte, MG: Autêntica, 2009
FREIRE. Paulo. In: Revista Paulo Freire: um educador do povo. Roseli Salete Caldart &
Edgar Jorge Kolling (Orgs). 3 ed. São Paulo/SP: Ed ANCA, 2002.
IMBERNÒN, F. Formação permanente do professorado: novas tendências. São Paulo:
Cortez Editora, 2009.
GARCIA, Carlos Marcelo. Formação de professores. Portugal: Porto Editora, 1999.
MARTINS, Aracy Alves. ROCHA, Maria Isabel Antunes.(Orgs.). Educação do Campo:
desafios para a formação de professores. Belo Horizonte/MG: Autêntica Editora, 2009.
MARTINS, L. DUARTE, N. Formação de professores: limites contemporâneos e
alternativas necessárias. Araraquara, SP: Editora UNESP, 2010.
MORAES, Maria Célia et. al. Formação de professores. Perspectivas educacionais e
curriculares. Porto Editora, 2003.
ROSÁRIO,L. VICENTINE, P.P. História da Profissão Docente no Brasil. São Paulo: Editora
Cortez, 2009.
ZAINKO, Maria Amélia S. Políticas de formação de professores na universidade pública:
uma análise de necessidades, entre o local e o global. Educação em Revista. 2010, n.37,
pp.113-127-127.

16.2.10. COMPONENTE CURRICULAR: ECONOMIA SOLIDÁRIA E


DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO
Docente(s): Dra. Sanadia Gama dos Santos-Uneal
Carga horária: 30h Créditos: 03
Início e Término: dezembro de 2021.
Ementa da disciplina: Conceitos, concepção e expansão e da organização da Economia
Solidária, e sua relação com o desenvolvimento territorial no estado e no Brasil. Políticas
públicas e modelos de desenvolvimento; Introdução a Economia Solidária e Desenvolvimento
territorial; a Organização dos Empreendimentos de Economia Solidária (EES): Associações e
Cooperativas; Planejamento, Gestão e viabilidade de um EES; Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e Seguro Agrícola; Política de Segurança
Alimentar e Nutricional; Políticas de Agroindustrialização e Agregação de Valor;
Territorialização como instrumento de formulação e gestão de políticas públicas integradas.

Bibliografia básica:
FERNANDES, Bernardo Mançano. Conflitualidade e desenvolvimento territorial. In: Luta
pela Terra, Reforma Agrária e Gestão de Conflitos no Brasil. Campinas: Editora da
Unicamp, 2008, p. 173-224.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Entrando nos territórios do Território. In:
Campesinato e territórios em disputa. São Paulo: Expressão Popular, 2008, p. 273-302.
LIMA, J. da S. Desenvolvimento Territorial e Economia Solidária: das concepções e práticas
entre o Estado brasileiro e os coletivos organizados no Território do Sisal-BA. Revista Espaço
Acadêmico, nº131, 2012.
MDA. Referências para uma Estratégia de Desenvolvimento Rural Sustentável no Brasil.
Documentos Institucionais, n. 01. Brasília: MDA/SDT, 2005.
SINGER, Paul. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Peseu Abramo, 2002.
SINGER, P.; SOUZA, A. R. (Org.). A economia solidária no Brasil: a autogestão como
resposta ao desemprego. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2003.
SOUZA, A. L. Política Pública de Economia Solidária e Desenvolvimento Territorial.
Mercado de trabalho: IPEA, 2012.

16.2.11. COMPONENTE CURRICULAR: PLANEJAMENTO, GESTÃO E


ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NAS ESCOLAS DO CAMPO
Docente(s): Ma. Sara Jane Cerqueira Bezerra UNEAL-Carga horária: 30h
Créditos: 03
Início e Término: Setembro e Outubro/2021.
Ementa da disciplina: Planejamento e gestão participativa de processos educativos.
Levantamento e análise da realidade escolar do Semiárido Brasileiro. Avaliação como política
numa perspectiva histórico-contextual. Organização do trabalho pedagógico em escolas do
campo; Planejamento do trabalho escolar em classes multisseriadas/multianos. Concepção e
metodologia da Pedagogia da Alternância.
Bibliografia básica:
ANTUNES-ROCHA, Maria Isabel; HAGE, Salomão Mufarrej (Org.). Escola de direito:
reinventando as classes multisseriadas. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
ARROYO, M. A educação básica e o movimento social do campo. In: FERNANDES, Bernardo
MANÇANO, B.; Arroyo, M. Por uma educação básica do campo: a educação Básica e o
movimento social do Campo. V.2. Brasília, 1999.
BONAMINO, A., BESSA, N., FRANCO C. (Orgs.). Avaliação da educação básica - pesquisa
e gestão. São Paulo: Loyola, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Diretrizes operacionais para a educação básica nas
escolas do campo. Brasília: SECAD/MEC, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade. HENRIQUES, R. et AL. (Org.). Educação do Campo: diferenças mudando
paradigmas. Cadernos SECAD 2. Brasília: SECAD/MEC, 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade. Projeto Base. Brasília: SECAD/MEC, 2008.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade. Programa Escola Ativa. Orientações pedagógicas para a formação de
educadoras e educadores. Brasília: SECAD/MEC, 2009.
BRASIL-MEC. Política e resultados 1995-2002: gestão nas escolas. Brasília: MEC, dez
2002.
CANDAU, V. M. (Org.). A didática em questão. 18. ed. Petrópolis: vozes, 2000
CARVALHO, Marize S. Formação de professores e demandas dos Movimentos sociais. A
universidade necessária. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal da Bahia, Faculdade
de Educação, 2004;
CONTRERAS, J. Autonomia de professores. São Paulo: Cortez, 2002.
FREITAS, Luís Carlos. Crítica da Organização do Trabalho Pedagógico e da didática.
Campinas: SP, Papirus, 2009.
GONÇALVES, Gustavo Bruno Bicalho; ANTUNES-ROCHA, Maria Isabel; RIBEIRO,
Vândiner. Programa Escola Ativa: um pacote educacional ou uma possibilidade para a
Escola do Campo? In: ANTUNES-ROCHA, Maria Isabel; HAGE, Salomão Mufarrej (Org.).
Escola de direito: reinventando as classes multisseriadas. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
HAGE, Salomão Antonio Muffarrej. Educação do Campo e transgressão do paradigma
(Multi)Seriado nas escolas rurais. Caxambu/MG: 33ª Reunião da ANPED: 2010. Disponível
em:
http://33reuniao.anped.org.br/33encontro/app/webroot/files/file/Trabalhos%20em%20PDF/G
T13-6181--Res.pdf
HAGE, Salomão Antonio Muffarrej. Por uma escola do campo de qualidade social:
transgredindo o paradigma (multi) seriado de ensino. Em Aberto, Brasília, v. 24, n. 85, abr.,
2011, pp. 97-113. Disponível em:
http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/2569/1760
HAGE, Salomão Mufarrej. Escolas multiseriadas. In: OLIVEIRA, D. A.; DUARTE, A. M. C.;
VIEIRA, L. M. F. DICIONÁRIO: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte:
UFMG/Faculdade de Educação; Grupo GESTRADO, 2010. Disponível em:
http://www.gestrado.org/pdf/279.pdf.
KOPNIN, Pavel Vassílyevicht. A Dialética como Lógica e Teoria do Conhecimento. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 2001.
LUCE, Maria Beatriz; MEDEIROS, Isabel Letícia Petroso de (Org.). Gestão escolar
democrática: concepções e vivências. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. (Coleção
Política e Gestão da Educação, v. 1).
MARTINS, Fernando José. Organização do trabalho pedagógico e Educação do Campo.
Artigo disponível em: http://coralx.ufsm.br/revce/revce/2008/01/a6.htm
MEDEIROS, L. S. de História dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro: Fase, 1989.
OLIVEIRA, D.A. e ROSAR, M.F.S. Política e gestão da educação. Belo Horizonte:
Autêntica, 2002.
OLIVEIRA, Maria Auxiliadora Monteiro (Org.). Gestão Educacional: novos olhares, novas
abordagens. Petrópolis: Vozes, 2005.
PASSADOR, Claúdia Souza. A educação rural no Brasil: o caso da escola do campo do
Paraná. São Paulo: Annablume, 2006.
VEIGA, I.P.A (Org.). Técnicas de ensino: por que não? Campinas: Papirus, 1991

16.2.12. COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS


DO CAMPO
Docente(s): Ma. Sara Indrid Borba/FEPEC-AL
Carga horária: 20h Créditos: 02
Início e Término: Novembro/2021.
Ementa da disciplina: Antecedentes históricos dos movimentos sociais, cidadania e educação.
O caráter educativo dos movimentos sociais. A organização e luta de classes e os movimentos
sociais no Brasil e sua relação com o surgimento da Educação do campo. As principais
abordagens e perspectivas analíticas sobre movimentos sociais. Os principais conteúdos das
lutas dos movimentos sociais no campo; terra e direitos humanos. Lutas sociais por educação
na sociedade contemporânea. Estudo dos traços da Educação Popular, suas concepções, as
metodologias e as tendências contemporâneas. Análise da relação dos movimentos, suas teorias
e práticas de aprendizagem no campo da educação não formal. O papel dos movimentos sociais
na articulação da educação não formal com o sistema formal de ensino e reconhecer os
processos educativos nos diversos lócus sociais. As formas de organização popular no
Semiárido contemporâneo. A Emergência dos FEPEC, RESAB, RECASA, MST dentre outras
expressões de luta pela qualidade da educação no Brasil.

Bibliografia básica:
ALVES, G. Trabalho e sindicalismo no Brasil dos anos 2000: dilemas da era neoliberal.
In: ARROYO. M. G. Pedagogias em Movimento – o que temos a aprender dos Movimentos
Sociais? Currículo sem Fronteiras, v.3, n.1, pp. 28-49, Jan/Jun. 2003.
BEISIEGEL, C. R. Estado e Educação Popular. Biblioteca Pioneira de Ciências Sociais, SP,
1985.
CALDART, R.S. A Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis: Vozes, 2000.
CANÁRIO, R. (org). Educação popular e movimentos sociais. Lisboa: EDUCA.
DEMO, Pedro. Participação é Conquista. 5ª Ed.São Paulo:Cortez, 2001
DOIMO, A. M. A vez e a voz do popular: movimentos sociais e participação política no
Brasil pós-70. Rio de Janeiro. Relume-Dumará/ANPOCS, 1995.
FAVERO, Celso Antonio e Stella Rodrigues dos. Semi-Árido: Fome, Esperança e Vida
Digna. Salvador: UNEB, 2002
FERNANDES, B. M. A Formação do MST no Brasil. Petrópolis: Editora Vozes, 2000.
FERNANDES, Rubem César. O Que é o Terceiro Setor? In: IOSCHPE, Berg (Org.). 3º Setor:
Desenvolvimento Social Sustentado. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1997. 2ª edição
FREIRE, P. A educação não-formal e a relação escola-comunidade. Revista ECCOS, nº 2,
vol. 6, Dez 2004.
FREIRE, P. Algumas reflexões em torno da Educação Popular. In: Carlos Brandão (org.),
A questão política da Educação Popular, Brasiliense, SP, 1985.
FREIRE, P. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas
nas escolas. Revista Ensaio- Avaliação e Políticas Públicas em Educação. Rio de Janeiro,
Fundação Cesgranrio, vol 14, n. 50, Jan/Março 2006, p. 17-38.
FREIRE, P. Movimentos sociais e educação. 6 ed., São Paulo, Cortez. 2006.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1980.
GOHN, Maria da Glória. Movimentos Sociais e Educação. 5ª Ed. São Paulo: Cortez, Coleção
Questões da Nossa Época; v.5. 2001
RESAB, Rede de Educação do Semi-Árido Brasileiro. I Conferencia Nacional de Educação
para a Convivência com o Semi-Árido Brasileiro: Articulando Políticas Públicas de
Educação para a Convivência com o Semi-Árido. Secretaria Executiva da RESAB. Juazeiro
(BA): Selo Editorial RESAB, 2006.

17. CORPO DOCENTE

17. 1. Nome: Sara Jane Cerqueira Bezerra/UNEAL


Titulação: Mestre em Educação do Campo – UFRB/BA
Experiência acadêmica e Profissional: É concursada da Secretaria Municipal de Educação de
Maceió- SEMED, onde desenvolve atividade de assessoria técnica pedagógica no Conselho
Estadual de Educação de Alagoas através de Convênio entre a SEE e a SEMED. Foi professora
das disciplinas de Educação do Campo, Educação e Meio Ambiente e Educação e Tecnologia
do Programa Especial de Graduação de Professores - PGP da Universidade Estadual de Alagoas
- UNEAL, bem como atuou como professora substituta das disciplinas de Sociologia, Educação
Brasileira - Legislação e Políticas Públicas, Avaliação Institucional e Avaliação da
Aprendizagem em cursos de licenciatura no Campus III da UNEAL em P. dos Índios. Atuou
no curso de Especialização em Educação do Campo da UFAL lecionando a disciplina Bases
Legais e Políticas de Educação do Campo. Coordenou o Curso de Licenciatura em Educação
do Campo - PROCAMPO na UNEAL Campus I - Arapiraca (2011 a 2015) em convênio com
o MEC/SECADI. Foi Conselheira na Câmara de Ensino Superior do Conselho Estadual de
Educação de Alagoas desde o final de 2012 até novembro de 2016. Atualmente é Professora
Auxiliar da Uneal, atuando no Campus III nas disciplinas de Didática Geral, Educação de
Jovens e Adultos I – Fundamentos, Educação de Jovens e Adultos II - Metodologia e Educação
do Campo). Atuou como Pró-reitora de Desenvolvimento Humano da referida IES entre
setembro de 2015 a outubro de 2016. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em
Educação do Campo, atuando principalmente nos seguintes temas: educação do campo, práticas
educacionais, inclusão e diversidade na educação, legislação e políticas públicas educacionais.

17. 2. Nome: Nalfran Modesto Benvinda


Titulação: Doutor em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia
UFPB/UFPE/UFRN
Experiência acadêmica e Profissional: Atualmente é Professor da Universidade Estadual de
Alagoas - UNEAL, membro do Núcleo de Estudos Políticos, Estratégicos e Filosóficos -
NEPEF, pesquisador dos fenômenos ligados ao pensamento lógico e a aprendizagem da
matemática. Coordenador do Curso de Letras e professor da Faculdade São Miguel. Professor
da Faculdade de Olinda - FOCCA, do programa de nivelamento e do Curso de Letras. Tutor
EAD do IFAL - Instituto Federal de Educação de Alagoas. Foi Secretário de Educação e
Inovação do Município de Goiana. Realiza palestras e Minicursos para os Servidores Técnicos
da Universidade Federal de Pernambuco e outras Empresas. Tem experiência na área de
Filosofia, com ênfase em Filosofia Medieval, atuando principalmente nos seguintes temas:
relação corpo e alma, intelecto, problema da separação, metafísica, teoria do conhecimento e
antropologia filosófica; Santo Agostinho e Santo Tomás. Tem realizado pesquisa em torno do
pensamento de MacIntyre e Tomás de Aquino.

17. 3. Nome: Josefa Adriana Cavalcante Ferro/UNEAL


Titulação: Mestrado em Educação Brasileira/UFAL
Experiência acadêmica e Profissional: Professora da Universidade Estadual de Alagoas,
Campus III e da Educação Básica, do Estado de Alagoas. Presta serviço a Secretaria Municipal
de Agricultura de Palmeira dos Índios/AL, atuando na área de Recuperação de Nascentes,
Educação Ambiental. Experiência na área de Geografia, com ênfase para Geografia de Alagoas,
Impactos Ambientais, Geografia do Turismo e Educação Ambiental. Membro: do Comitê do
Rio Coruripe, do Grupo de Pesquisa e Extensão em Geografia e Meio Ambiente e da Academia
Palmeirense de Letras (APALCA). Possue trabalhos nas áreas da História da Educação e Meio
Ambiental, dentre eles: A Trajetória da Educação Escolar em Palmeira dos Índios (AL), ontem
e hoje: o caso do Colégio Estadual Humberto Mendes. Coordenou o trabalho de Recuperação
de Nascentes, em Palmeira dos Índios o qual tornou-se Programa de Governo do estado de
Alagoas. Coordenou em Palmeira dos Índios as ações do Projeto RECOR, viabilizadas pela
Petrobrás Ambiental junto a AGERH Comitê do Rio Coruripe.

17. 4. Nome: Jhonatan David Santos das Neves - Procampo/UNEAL


Titulação: Mestre em Agricultura e Ambiente/UFAL e Doutor/UFAL.
Experiência acadêmica e Profissional: Professor Planetarista do Planetário e Casa da Ciência
de Arapiraca. Graduado em Ciências Biológicas (Biólogo). Atualmente está vinculado ao
Laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA, desenvolvendo
Pesquisas na área de Controle Alternativo e Biológico. Foi Assistente de Pesquisa em Projetos
Financiados por Instituições de Fomento a Pesquisa, trabalhando com A Qualidade Biológica
do Solo em Diversos Sistemas de Manejos Agrícolas. Desenvolveu pesquisas relacionadas aos
seguintes temas: Meio Ambiente, Etnoconservação dos recursos Biológicos, Plantas Medicinais
e Análise Sensorial de Fitoterápicos. Grupo de estudos Etnobiológicos e Ambientais
(GEMBIO), atuou Núcleo de Ensino Pesquisa e Aplicação em Biologia - NEPA. Professor do
Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (CLIND/UNEAL) e Foi
professor-colaborador do curso de Ciências Biológicas (UNEAL, Campus I), professor-
coordenador do Curso de Licenciatura em Educação do Campo - PROCAMPO/UNEAL

17. 5. Nome: Claudia Cristina Rêgo Almeida-UNEAL


Titulação: Mestra em Educação Brasileira- UFAL
Experiência acadêmica e Profissional:
Possui graduação em Pedagogia pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (1987),
especialização em Formação de Professores da Educação Básica (2000) e mestrado em
Educação pela Universidade Federal de Alagoas (2011). Atualmente é Professora Assistente da
Universidade Estadual de Alagoas, atuando no curso de Licenciatura em Pedagogia orientando
o Estágio de Docência da Educação Infantil, Estágio de Docência e, no Curso de Licenciatura
em Matemática, lecionando a disciplina Gestão Educacional. Lidera o Grupo de Estudo e
Pesquisa em Educação Infantil (GEPEI), atua como coordenadora geral do Programa de
Formação para Planejamento de Espaços e Tempos para Brincar (PROBRINCAR) e atua como
Professora Orientadora no Programa Residência Pedagógica. Tem experiência na coordenação
de cursos de licenciaturas, coordenação de projetos e programas de ensino, pesquisa e extensão,
formação de professores da Educação Básica, com ênfase na Educação Infantil, Anos Iniciais
do Ensino Fundamental e experiência em Coordenação Pedagógica e Gestão de escolas de
educação básica.

17.6.Nome: Sara Ingrid Borba


Titulação: Mestre em Educação Popular, Comunicação e Cultura - UFPB
Experiência acadêmica e Profissional: Experiência profissional com a Educação Escolar
Indígena na Baía da Traíção -PB; Educação INFANTIL em rede particular de ensino; EJA como
professora da escola do Rádio, formadora pedagógica e capacitação pelo Núcleo de Extensão
em Educação de Jovens e Adultos NUPEP/UFPE e pelo Centro Paulo Freire-Estudos e
Pesquisas/UFPE. Educação a Distância, como Tutora online da EAD/UAB/UFAL,
coordenação de TCC, professora de Disciplinas Pedagógicas da Rede Estadual de Ensino de
Alagoas - servidora pública desde 2006. Atuou como professora da UNEAL no programa de
especialização do PROESP, com a disciplina de Pesquisa, em seguida Psicologia da Educação.
Posteriormente assumiu a disciplina de Estágio no PROLIND/CLIND na UNEAL. Pedagoga,
Mestre em educação Popular, Comunicação e Cultura - UFPB na linha Desenvolve pesquisa
em Educação e Movimentos Sociais, com estudos e pesquisa na Educação do Campo.
Atualmente técnica da Educação Especial - da Rede de municipal de Marechal Deodoro -AL.

17.11.Nome: Sanadia Gama dos Santos


Titulação: Mestra em Letras/UFS e Doutora em Letras da Universidade Estadual de Maringá
Experiência acadêmica e Profissional: Professora Auxiliar da Universidade Estadual de
Alagoas. É graduada em Letras Português pela Universidade Tiradentes (UNIT). Tem
experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística Aplicada. Atualmente vem realizando
pesquisas na perspectiva dos Novos Estudos do Letramento, com interesse de atuação nas
práticas letradas de populações camponesas e interlocuções com as práticas de ensino nas
escolas do campo. Atua como formadora do Programa Escola da Terra em Alagoas e com
revisão de textos, livros e artigos acadêmicos. É membro do grupo de pesquisa Letramento,
Etnografia, Interação, Aprendizagem e Multilinguismo (LEIAM). Atua também nos seguintes
temas: educação, gênero e sexualidades, leitura e produção textual, educação do campo,
letramento.

17.12.Nome: Denize dos Santos


Titulação: Mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente/UFS e Doutora/UFS.
Experiência Acadêmica e Profissional: Possui graduação em Geografia pela Universidade
Federal de Sergipe (2000), especialização em Gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente
pela Universidade Federal de Sergipe (2001). Atualmente é Professor Assistente da
Universidade Estadual de Alagoas. Tem experiência na área de Geografia. Atuando
principalmente nos seguintes temas: semiárido, bacia hidrográfica, convivência.
DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DE OUTRA INSTITUIÇÃO)

Eu, Sara Ingrid Borba, CPF 71367870410, professor(a) da Instituição FEPEC,


concordo em participar do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do
Campo e Sustentabilidade, em parceira da Uneal com a Rede de Educação
Contextualizada do Agreste e Semiárido Alagoano (RECASA), promovido pela
Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, na condição de professor (a)
colaborador (a) da disciplina Educação e Movimentos Sociais do Campo
Brasileiro com carga horária de 20 horas, bem como orientar estudantes do citado
curso, sem a percepção de nenhuma remuneração, bolsa ou quaisquer outras
vantagens, como também sem criar qualquer vínculo empregatício com a
UNEAL.

Maceió – AL 06 de novembro de 2020


Local e data

Sara Ingrid Borba


Nome do(a) Professor(a)

FEPEC
DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DA UNEAL)

Eu, Sara Jane Cerqueira Bezerra, professora Auxiliar, com matrícula nº 304-2,
lotado (a) no curso de Pedagogia, no Campus III – Palmeira dos Índios, da
Universidade Estadual de Alagoas- UNEAL, concordo em participar do Curso de
Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade, em
parceira da Uneal com a Rede de Educação Contextualizada do Agreste e
Semiárido Alagoano (RECASA), na condição de Coordenadora Geral e
professora, da disciplina Princípios, fundamentos e bases legais da Educação do
Campo e Planejamento, Gestão e Organização do Trabalho Pedagógico nas
escolas do campo s, com carga horária de 30 horas, bem como orientar estudantes
do referido curso, sem a percepção de nenhuma remuneração ou bolsa.

Palmeira dos Índios, 06/11/2020


Local e data

Sara Jane Cerqueira Bezerra


Campus III – Palmeira dos Índios
DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DA UNEAL)

Eu, Claudia Cristina Rêgo Almeida, professora Assistente, com matrícula nº


825808-2, lotada no curso de Pedagogia, no Campus I – Arapiraca, da
Universidade Estadual de Alagoas- UNEAL, concordo em participar do Curso de
Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade, em
parceira da Uneal com a Rede de Educação Contextualizada do Agreste e
Semiárido Alagoano (RECASA), na condição de Coordenadora Geral e
professora, da disciplina Formação de Educadores e diversidade, com carga
horária de 30 horas, bem como orientar estudantes do referido curso, sem a
percepção de nenhuma remuneração ou bolsa.

Palmeira dos Índios, 06/11/2020


Local e data

Claudia Cristina Rêgo Almeida


Campus I – Arapiraca
DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DA UNEAL)

Eu, Josefa Adriana Cavalcante Ferro de Souza, professora Assistente, com Matrícula n.º
0825951-8, lotada no curso de Geografia, no Campus III, da Universidade Estadual de Alagoas-
UNEAL, concordo em participar do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do
Campo e Sustentabilidade, na condição de professor, da disciplina: Elementos de discussão
para a sustentabilidade e práticas agroecológicas, com carga horária de 30h, bem como
orientar alunos do referido curso, sem a percepção de nenhuma remuneração ou bolsa.

Palmeira dos Índios, 6 de novembro de 2020


DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DA UNEAL)

Eu, Nalfran Modesto Bemvinda, professor Adjunto, com Matrícula n.º 372-7, lotado no curso
de pedagogia, no Campus III, da Universidade Estadual de Alagoas- UNEAL, concordo em
participar do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade,
na condição de professor, da disciplina: Fundamentos e Metodologia da pesquisa I e II, com
carga horária de 40h, bem como orientar alunos do referido curso, sem a percepção de nenhuma
remuneração ou bolsa.

Palmeira dos Índios, 6 de novembro de 2020


DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DE OUTRA INSTITUIÇÃO)

Eu, Denize dos Santos., Matrícula 825837-6, professora Assistente, concordo em participar do
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade , promovido
pela Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, na condição de professor colaborador da
disciplina Fundamentos teóricos da Educação para a Convivência com o Semiárido com a
carga horária de 30h horas, bem como orientar os alunos do citado curso, sem a percepção de
nenhuma remuneração, bolsa ou quaisquer outras vantagens, como também sem criar qualquer
vínculo empregatício com a UNEAL.

Palmeira dos Índios, 06 de novembro de 2020


DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DE OUTRA INSTITUIÇÃO)

Eu, Jhonatan David Santos das Neves., CPF 077.347.244-42, concordo em participar do Curso
de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade , promovido pela
Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, na condição de professor colaborador da
disciplina Etnociências e Educação do Campo com a carga horária de 30h horas, bem como
orientar os alunos do citado curso, sem a percepção de nenhuma remuneração, bolsa ou
quaisquer outras vantagens, como também sem criar qualquer vínculo empregatício com a
UNEAL.

Palmeira dos Índios, 06 de novembro de 2020


DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DE OUTRA INSTITUIÇÃO)

Eu, Ricardo Santos de Almeida., CPF 014.365.234-60, concordo em participar do Curso de


Pós-Graduação Lato Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade , promovido pela
Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, na condição de professor colaborador da
disciplina Sociologia rural e questão agrária no Brasil com a carga horária de 30h horas, bem
como orientar os alunos do citado curso, sem a percepção de nenhuma remuneração, bolsa ou
quaisquer outras vantagens, como também sem criar qualquer vínculo empregatício com a
UNEAL.

Palmeira dos Índios, 06 de novembro de 2020

Ricardo Santos de Almeida


DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
(MODELO PARA DOCENTE DA UNEAL)

Eu, Sanadia Gama dos Santos, professora Auxiliar, com matrícula nº 346-7,
lotada no curso de Letras, no Campus I – Arapiraca, da Universidade Estadual
de Alagoas- UNEAL, concordo em participar do Curso de Pós-Graduação Lato
Sensu em Educação do Campo e Sustentabilidade, em parceira da Uneal com a
Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido Alagoano
(RECASA), na condição de Coordenadora Geral e professora, da disciplina
Seminários Integradores I (CH 30h), Economia solidária e diagnóstico rural
participativo (CH 30h), Didática, currículo, contextualização e aprendizagem
significativa, com carga horária de 30 horas, bem como orientar estudantes do
referido curso, sem a percepção de nenhuma remuneração ou bolsa.

Arapiraca, 06/11/2020
Local e data

Sanadia Gama dos Santos


Campus I – Arapiraca

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