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INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, HUMANAS E EXATAS - FAHE


NOME DO ALUNO

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA A PARTIR DO GATHER TOWN

CIDADE
ANO
INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, HUMANAS E EXATAS - FAHE


NOME DO ALUNO

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA A PARTIR DO GATHER TOWN

Artigo Científico de modelo, preparado pelo


Instituto INE e Faculdade de Administração,
Humanas e Exatas – FAHE. Como ferramenta
de apoio ao aluno, na confecção do seu
Trabalho de Conclusão de curso
.

CIDADE
ANO

RESUMO

No âmbito escolar há uma ampla gama de socialização de conhecimento e


informações. E, nesse contexto, existe a diversidade de ideias, opiniões e
aprendizagens, que se apresentam em diferentes realidades, tanto socioeconômicas
como também do próprio desenvolvimento humano, gerando os mais complexos
cenários e problemáticas. O trabalho do psicopedagogo na instituição escolar se
embasa na investigação dos fatores que favorecem ou prejudicam a aprendizagem
das crianças, adolescentes e adultos, atuando de forma preventiva e terapêutica,
recorrendo a várias estratégias para sanar os problemas no processo de ensino e
aprendizagem a partir do momento em que compreende como os indivíduos
aprendem sozinhos ou em grupo. Esse trabalho tem o objetivo geral de analisar o
processo de intervenção psicopedagógica por meio do Gather Town. Como objetivos
específicos são elencados: identificar o papel do Psicopedagogo na escola;
Conhecer a aplicabilidade da ferramenta Gather Tow. A metodologia que será
utilizada para a produção do referido estudo será a revisão bibliográfica. Como
resultados, se conclui que o Gather Town se institui como uma ferramenta que veio
auxiliar o trabalho do Psicopedagogo na escola.

Palavras-chave: Psicopedagogia. Gather. Town. Aprendizagem.


INTRODUÇÃO

Os ambientes educacionais atuam com novos desafios e estímulos nos seus


espaços concretos e virtuais unificando as ferramentas digitais e a sala de aula,
promovendo a interatividade síncrona ou assíncrona entre as pessoas e propagando
a cooperação. A conectividade assegura de forma rápida a informação e a
comunicação interpessoal no espaço tempo.
Geralmente os avanços tecnológicos do final século XX tem instigado na
sociedade um distanciamento perceptível e progressivo nos indivíduos (cada vez
mais isolados), entendendo que das referências que relacionam com o tempo e
espaço, o ciberespaço recorre ao termo de ausência, entrelaçando a ideia de algo
que não é físico/real, de maneira que seja constituído o imaterial, que não seja
tocado, distante da realidade, relações sociais, culturais e outros... que ao serem
determinadas condiciona a imaterialidade, tendo em vista a concepção subjetiva,
virtual do espaço e do tempo.
Sendo que o virtual é uma extensão do real, decorrendo que as imagens
fazem intermédio da realidade, modificando a visão de espaço, onde era concreto,
material, numa grandeza imaterial instigando a consciência de nova realidade.
Ao entramos nos ambientes virtuais, nos mais comuns, de forma geral, onde
já sentimos a sensação da dependência que as tecnologias nos propõem, sendo ela
pela ausência do espaço ou pela ausência de pessoas presentes ao nosso redor,
onde geralmente nos remete o termo navegar.
Por outro lado, a tecnologia é uma ferramenta ou um mecanismo facilitador de
atividades pedagógicas e de trabalho, havendo uma interação. As modificações para
a era digital da comunicação acomodam um fenômeno que ultrapassa o setor
tecnológico. Quando nos referimos a uma sociedade da informação, implica uma
condição social onde todas as pessoas têm o direito às funcionalidades e
propriedades da informação.
No cerne dessa questão, esse trabalho tem o objetivo geral de analisar o
processo de intervenção psicopedagógica por meio do Gather Town. Como objetivos
específicos são elencados: identificar o papel do Psicopedagogo na escola;
Conhecer a aplicabilidade da ferramenta Gather Tow. A metodologia que será
utilizada para a produção do referido estudo será a revisão bibliográfica, de caráter
qualitativo, descritivo-exploratório, a qual se somará à análise e interpretação de
conteúdo empírico colhido por meio de pesquisa de campo. (MINAYO, 2010).
O procedimento bibliográfico permite que se tome conhecimento de material
relevante, tomando-se por base o que já foi publicado em relação ao tema, de modo
que se possa delinear uma nova abordagem sobre o mesmo, chegando a
conclusões que possam servir de embasamento para a pesquisa. (MINAYO, 2010).
2 APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO: INTEGRAÇÃO ENTRE A
PEDAGOGIA E A PSICOPEDAGOGIA

No primeiro Centro Psicopedagógico criado em Paris, o diagnóstico


pedagógico se limitava a esclarecer acerca da inadaptação escolar e social da
criança, determinando uma concepção funcionalista da educação, a qual concebe
que o homem se determina pela sociedade, devendo este se adaptar ao tecido
social.

Nesses centros, o médico era responsável pelo diagnóstico. Para refazê-lo


ele examinava os resultados da investigação familiar, condições de vida,
atmosfera familiar, relações conjugais, métodos educativos, resultados de
testes de Q.I. Convém lembrar que nas décadas de 40 e 50 os testes de
inteligência eram considerados de alta credibilidade. Após o diagnóstico
baseado nesses dados, o médico dava orientação para o tratamento, quer
de reeducação, quer de terapia. Havia casos que às vezes dispensavam a
orientação terapêutica, como, por exemplo, os das crianças que
apresentavam problemas sensoriais (SANTOS e SHIRAHIGE, 2002, p. 14).

Contraditoriamente, Manonni apud Santos e Shirahige (2002), afirma que


educar a criança objetivando adaptá-la ao que a sociedade reproduz como valores
sociais não contribui para a educação desta. Refletindo-se acerca dessas questões,
cria-se a concepção de que a inadaptação escolar da criança pode estar relacionada
tanto a fatores sociais, quanto aos transtornos de aprendizagem, como também a
patologias ou a problemas de ordem psicossocial, econômica e política que acabam
influenciando no processo de ensino e aprendizagem.
Nesse contexto era necessário que outro profissional, além do professor e do
médico, pudesse orientar e levar a compreender como enfrentar os problemas
relacionados ao processo de ensino e aprendizagem dos infantes.
A esse respeito, Piaget (apud SOLÉ, 2006) afirma que o conhecimento resulta
de interações entre a criança e o objeto da aprendizagem. Nesse processo, a
criança é concebida como um sujeito ativo na construção do conhecimento e o
professor é compreendido como o facilitador da aprendizagem, criando desafios
para estimular a atividade mental. A partir dessa concepção de aprendizagem, o erro
é compreendido como parte do processo de construção do conhecimento.
A partir destas considerações, se embasa o trabalho do psicopedagogo na
instituição escolar. Assim, este profissional será responsável por investigar os
fatores que favorecem ou prejudicam a aprendizagem das crianças, adolescentes e
adultos, atuando de forma preventiva e terapêutica, recorrendo a várias estratégias
para sanar os problemas no processo de ensino e aprendizagem a partir do
momento em que compreende como os indivíduos aprendem sozinhos ou em grupo
(ARAÚJO, 2014).
O trabalho do psicopedagogo, associado ao da equipe multidisciplinar da
escola (pedagogo, psicólogo e assistente social) oportunizará ao professor do
ensino fundamental refletir acerca do fracasso escolar do educando, o qual pode
estar relacionado a fatores de ordem psicológica, social, comportamental, familiar ou
patológica.
Nesse aspecto, Gonçalves afirma que (2002, p.42):

as relações com o conhecimento, a vinculação com a aprendizagem, as


significações contidas no ato de aprender, são estudados pela
Psicopedagogia a fim de que possa contribuir para a análise e reformulação
de práticas educativas e para a ressignificação de atitudes subjetivas.

Portanto, é essencial que o psicopedagogo estude as características de como


as crianças aprendem para que possa contribuir com suas necessidades de
aprendizagem, abrindo espaços para que a escola possa viabilizar recursos para
atendê-los.
Assim, a metodologia do psicopedagogo se respaldará nas necessidades dos
estudantes que frequentam a escola. Tais necessidades são diferenciadas, tendo
em vista que os sujeitos são díspares.
Assim, o psicopedagogo orientará ao professor que o sujeito com deficiência
intelectual se caracteriza por possuir um déficit cognitivo no processo de
aprendizagem, não o impedindo de ter acesso ao estudo. A esse respeito, Vigotsky,
(1998) afirma que crianças mentalmente atrasadas devem usufruir, junto às demais,
da mesma preparação para a vida.
Pimentel (2007, p. 155), analisa que o estudante com deficiência intelectual:

apresenta mais dificuldade de participar [ativamente das atividades da


classe], o que pode ser explicado pelo seu processo de tempo necessário
para organização de suas ideias. Como seus colegas apresentam mais
“rapidez” na estruturação e verbalização do pensamento, as suas vozes
predominam e (...) [ele] acaba por apenas acompanhar a discussão do
grupo, necessitando ser envolvido[o] pela docente. Por isso, a mediação ou
cooperação mais individualizada se mostra mais eficaz (...), pois se constitui
num trabalho que “respeita” seu tempo de aprender e responder às
demandas do contexto.
Assim, entende-se que uma criança com deficiência intelectual pode ter
processos cognitivos comprometidos, o que não impede que o professor elabore,
junto ao psicopedagogo, um plano de intervenção mediadora. O mais relevante
plano de mediação que pode ser assegurado a esses estudantes é a elaboração de
atividades significativas para complementar e apoiar o desenvolvimento de suas
potencialidades.
A criança que é acometida pelo transtorno global do desenvolvimento
(autismo, hiperatividade, síndrome de asperger) apresenta uma tríade de sintomas,
entre os quais, percas expressivas nas áreas das habilidades sociais (comunicação
verbal e/ou não verbal), repertório restrito de atividades e interesses e
comportamentos estereotipados.
O autismo, conforme o pensamento de Marinho e Merkle (2009) se apresenta
como de causa psicogenética e biológica. De acordo com Klin (2006), a teoria
psicogenética afirma que o autista nasce normal, desenvolvendo a síndrome devido
a fatores adversos. A abordagem biológica, atribui o autismo a doenças
neurológicas e/ou genéticas (ASSUMPÇÃO e PIMENTEL, 2000).
A desatenção, a hiperatividade ou impulsividade são sintomas isolados que
podem resultar de problemas na relação das crianças (com os pais e/ou com
colegas e amigos), de sistemas educacionais inadequados ou mesmo estarem
associados a outros transtornos.
Acerca da Síndrome de Asperger, esta se caracteriza enquanto um transtorno
com características individuais, como também em relação ao relacionamento social
do indivíduo.
As crianças com altas habilidades (superdotação) apresentam traços
superiores em relação à intelectualidade, criatividade, psicomotricidade e
sociabilidade. Na perspectiva de compreender a inclusão destes estudantes como
um processo permanente, a psicopedagogia poderá desenvolver ações e projetos
para fundamentar o trabalho dos professores em sala de aula. Ainda, poderá realizar
atividades, elaborar cursos e oficinas para que os docentes e demais educadores da
escola aprendam a estimular o desenvolvimento dos processos mentais que dizem
respeito à atenção, percepção, memória, raciocínio, imaginação, criatividade,
linguagem, dentre outros (FREITAS; OSÓRIO; PRIETO, 2006).
Pois, conforme assevera Mortatti, (2007), se faz necessário buscar formas de
intervir junto às crianças, para assegurar o processo de alfabetização e letramento,
especificamente nos anos iniciais do ensino fundamental.
Bossa (2000), ao discutir sobre o fazer do psicopedagogo, afirma que este
auxilia na aprendizagem, tendo em vista que:

Cabe ao psicopedagogo perceber eventuais perturbações no processo


aprendizagem, participar da dinâmica da comunidade educativa,
favorecendo a integração, promovendo orientações metodológicas de
acordo com as características e particularidades dos indivíduos do grupo,
realizando processos de orientação. Já que no caráter assistencial, o
psicopedagogo participa de equipes responsáveis pela elaboração de
planos e projetos no contexto teórico/prático das políticas educacionais,
fazendo com que os professores, diretores e coordenadores possam
repensar o papel da escola frente a sua docência e às necessidades
individuais de aprendizagem da criança ou, da própria ensinagem (BOSSA,
2000, p 23).

Sena, Conceição e Vieira (2004), asseveram que o processo de


ressignificação da prática pedagógica do professor se constitui por meio da reflexão
sobre seu próprio trabalho. À medida que o professor reflete criticamente acerca do
seu trabalho poderá buscar, junto ao psicopedagogo, formas de resolver os
problemas e dilemas relativos ao processo de ensino e aprendizagem.
Segundo Bossa (2000), é essencial a presença do psicopedagogo na escola,
pois a sua intervenção inclui a orientação aos pais; o auxílio aos professores; a
colaboração no desenvolvimento de projetos; o acompanhamento e a
implementação de propostas metodológicas e a promoção de encontros entre o
corpo docente, discente e a gestão da escola.
Então, o professor deve entender que para se construir o conhecimento nas
diversas áreas de ensino faz-se necessário o reconhecimento da diversidade que
envolve as diferentes formas de aprender respeitando o processo no qual se deu a
aprendizagem e também o modo como o educando construiu suas significações
acerca do conhecimento.
Pois, os sujeitos sociais são diferentes e para alcançar a aprendizagem
necessitam de linguagem e métodos de ensino que requer dos professores reflexão
em torno de estratégias mais adequadas para uso em sala de aula (KUENZER,
2002). Ademais, o psicopedagogo sabe que para aprender são necessárias
condições cognitivas, afetivas, sociais e criativas. Assim poderá esclarecer aos
educadores da escola que:
É impossível encontrar um comportamento oriundo apenas da afetividade
sem nenhum elemento cognitivo. É igualmente, impossível encontrar um
comportamento composto só de elementos cognitivos. Embora os fatores
afetivos e cognitivos sejam indissociáveis num dado comportamento, eles
parecem ser diferentes quanto à natureza. É obvio que os fatores afetivos
estão envolvidos mesmo nas formas mais abstratas de inteligência (PIAGET
apud WANDFWORTH, 1997, p.37).

Wallon (1992), afirma que as emoções têm papel fundamental no


desenvolvimento dos indivíduos, sendo por meio delas que ocorre a exteriorização
de desejos e vontades. Galvão (2008), analisa que na sala de aula coexistem três
emoções: o medo, a alegria e a cólera. O medo é representado por um estado de
hesitação em executar os movimentos, caracterizando-se por um estado de
hipotonia. A alegria resulta de um equilíbrio entre o tônus e o movimento e a cólera
vincula-se a um estado de hipertonia, ocasionado por um excesso de excitação.
Conforme Vygotsky (1988):
As reações emocionais exercem uma influência essencial e absoluta em
todas as formas de nosso comportamento e em todos os momentos do
processo educativo. A experiência e a pesquisa têm demonstrado que um
fato impregnado de emoção é recordado de forma mais sólida, firme e
prolongada que um feito indiferente (VYGOTSKY, 1988, p.121).

Compreende-se, assim, que os aspectos cognitivos, emocionais e sociais se


inter-relacionam, auxiliando na compreensão acerca da forma como os indivíduos
aprendem, sendo essencial orientar os professores a esse respeito.
2.1 O Gather Town

O investimento no regime home office depois da Pandemia da Covid-19 veio


para transformar cada vez mais as metodologias de ensino e aprendizagem. No
período da Pandemia do Covid-19 as aulas passaram a ser de forma síncrona e
assíncrona, podendo ser feitas por chamada de vídeo ou whats’zap.
No cerne desse processo de ensino remoto, o Gather Town se institui como
um espaço virtual que pode ser usado para ministrar aulas, em reuniões de
Recursos Humanos e, também, como um instrumento de intervenção
psicopedagógica. O Gather Town se introduz como um espaço virtual que permite o
encontro entre o estudante e a psicopedagoga, que poderão ser representados por
meio de avatares, conforme o gráfico 1 abaixo:
Figura 1 – Avatar
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mRFdPJkbryM.

Existe a versão gratuita, em que cada pessoa pode controlar um personagem


virtual em um espaço que pode ser um escritório, uma sala de aula, um consultório
de atendimento psicopedagógico, permitindo o encontro de até 25 indivíduos
diferentes, interagindo em tempo real. 
É uma opção gamificada e diferenciada que faz com que as pessoas se
sintam em outro local, contribuindo para o aumento do foco e do interesse das
equipes, especialmente quando cada um está em sua casa. É um bom instrumento
para se comunicar o tempo inteiro, bastando se aproximar de um avatar. A figura 2
abaixo apresenta um dos templates do Gather Town:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mRFdPJkbryM.

Como estratégia de ensino e aprendizagem, os professores poderão usar o


Gather Town para ministrar aulas on line, com a presença tanto do professor, quanto
do estudante. No caso da intervenção Psicopedagógica, o Psicopedagogo poderá se
reunir com o estudante, orientando quanto ao processo de ensino e aprendizagem.
É essencial que o psicopedagogo estude as características de como os
educandos aprendem para que possa contribuir com suas necessidades de
aprendizagem, abrindo espaços para que a escola possa viabilizar recursos para
atendê-los. Assim, a metodologia do psicopedagogo se respaldará nas
necessidades dos estudantes que frequentam a escola. Tais necessidades são
diferenciadas, tendo em vista que os sujeitos são díspares (FREITAS; OSÓRIO;
PRIETO, 2006).
Assim, o psicopedagogo orientará ao professor que o sujeito com deficiência
intelectual se caracteriza por possuir um déficit cognitivo no processo de
aprendizagem, não o impedindo de ter acesso ao estudo. Então, o professor deve
entender que para se construir o conhecimento nas diversas áreas de ensino faz-se
necessário o reconhecimento da diversidade que envolve as diferentes formas de
aprender, respeitando o processo no qual se deu a aprendizagem e, também, o
modo como o educando construiu suas significações acerca do conhecimento.
Pois, os sujeitos sociais são diferentes e para alcançar a aprendizagem
necessitam de linguagem e métodos de ensino que requer dos professores reflexão
em torno de estratégias mais adequadas para uso em sala de aula. Ademais, o
psicopedagogo sabe que para aprender são necessárias condições cognitivas,
afetivas, sociais e criativas (FREITAS; OSÓRIO; PRIETO, 2006).
Diante do que foi exposto, o Psicopedagogo tem a função essencial na
escola, pois será capaz de realizar diagnósticos sobre o comportamento dos
estudantes, fazendo compreender porque estes têm determinadas dificuldades em
aprender, como também em se socializar com os colegas.
Ressalta-se que o exercício profissional do psicopedagogo na educação se
integra ao trabalho dos outros educadores, buscando contribuir para a melhoria do
processo de ensino e aprendizagem. Sendo assim, sua presença é relevante e
necessária, pois a educação além de cumprir com o papel social de educar e
transmitir conhecimento se incumbe também de responder às problemáticas
comportamentais apresentadas pelos alunos.
Para tanto, o Psicopedagogo Institucional realiza triagens, avaliações e
intervenções, estando disponível para orientações em variadas demandas da
instituição, tanto de alunos como da equipe pedagógica e demais profissionais da
instituição. Está previsto em sua a atuação o acompanhamento de alunos e apoio ao
enfrentamento de suas necessidades educacionais, assim como pode atuar frente
às suas famílias. Também está disponível para orientar. Além de outras
possibilidades e estratégias, sempre pensando no bem comum e propondo a
inclusão de todos, independente de suas dificuldades, dúvidas e outros (FREITAS;
OSÓRIO; PRIETO, 2006).
Nesse aspecto, a partir do Gather Town, o Psicopedagogo poderá ser um
mediador para as interações professor-professor; professor-aluno; aluno-aluno; além
de todo o contexto da instituição e sua comunidade. A figura 3 abaixo apresenta a
interatividade da abertura do Gather Town.
Figura 3 – Ambiente Virtual

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mRFdPJkbryM.

O Psicopedagogo também é um facilitador do processo de ensino-


aprendizagem. Esse profissional tem formação única, ou seja, há problemas que
apenas ele será capaz de solucionar de forma eficaz e em tempo adequado,
especialmente diante o objeto de seu estudo que é aprendizagem humana.
Assim sendo, alunos com transtornos de aprendizagem ou outros problemas
que culminem em dificuldades de aprendizagem, carecem de um Psicopedagogo
para acompanhá-los de perto ao longo de sua vida estudantil (FREITAS; OSÓRIO;
PRIETO, 2006).
Portanto, é essencial que o psicopedagogo estude as características de como
os educandos aprendem para que possa contribuir com suas necessidades de
aprendizagem, abrindo espaços para que a escola possa viabilizar recursos para
atendê-los. Assim, a metodologia do psicopedagogo se respaldará nas
necessidades dos estudantes que frequentam a escola. Tais necessidades são
diferenciadas, tendo em vista que os sujeitos são díspares (BOSSA, 2000).
Assim, o psicopedagogo orientará ao professor que o sujeito com deficiência
intelectual se caracteriza por possuir um déficit cognitivo no processo de
aprendizagem, não o impedindo de ter acesso ao estudo. Então, o professor deve
entender que para se construir o conhecimento nas diversas áreas de ensino faz-se
necessário o reconhecimento da diversidade que envolve as diferentes formas de
aprender, respeitando o processo no qual se deu a aprendizagem e, também, o
modo como o educando construiu suas significações acerca do conhecimento.
O Psicopedagogo, então, tem a função de mediar os sujeitos envolvidos no
processo de ensino-aprendizagem, como equipe escolar, alunos, família e toda a
comunidade na qual a instituição está inserida, com as questões que surgem ou
possam vir a surgir. Tendo por objetivo facilitar tanto o processo de aprendizagem
como o de ensino (BOSSA, 2000).
E, aqui está a importância do Psicopedagogo atuante na escola. Esse
profissional tem por objetivo buscar soluções para problemas educativos já
instalados e/ou evitar que dificuldades sejam instaladas. 
A instituição de ensino que conta com um Psicopedagogo, tem à sua
disposição um mediador para as interações professor-professor; professor-aluno;
aluno-aluno; além de todo o contexto da instituição e sua comunidade. O
Psicopedagogo também é um facilitador do processo de ensino-aprendizagem
(FREITAS; OSÓRIO; PRIETO, 2006).
Esse profissional tem formação única, ou seja, há problemas que apenas ele
será capaz de solucionar de forma eficaz e em tempo adequado, especialmente
diante o objeto de seu estudo que é aprendizagem humana.
Assim sendo, alunos com transtornos de aprendizagem ou outros problemas
que culminem em dificuldades de aprendizagem, carecem de um Psicopedagogo
para acompanhá-los de perto ao longo de sua vida estudantil.
E com o Psicopedagogo inserido na própria instituição as demandas tendem
a ser solucionadas de forma mais ágil. Isto pois, podemos contar com o privilégio do
profissional conhecer toda a equipe pedagógica, a estrutura da instituição, suas
metodologias, seus objetivos e suas necessidades.
Então podem compreender que uma instituição que não conta com o
Psicopedagogo em sua escala pode sofrer algumas consequências negativas,
como:
 Baixo rendimento de alunos com dificuldades de aprendizagem;
 Dificuldades de professores que estejam lidando com problemas no
processo de ensino, causando questões diversas;
 Ausência de um próprio profissional para desenvolver momentos de
capacitação junto aos educadores da instituição no tocante à aprendizagem (o que
traz a necessidade de buscar profissionais de fora);
 Ausência de um profissional para orientar a equipe pedagógica em
diversas demandas do processo de ensino-aprendizagem e outros;
 Ausência de um profissional com caráter especializado para identificar
e solucionar problemas instalados nas questões de ensino-aprendizagem;
 Ausência de um profissional com caráter especializado para prevenir
situações que trariam sérios problemas de aprendizagem e/ou ensino; (FREITAS;
OSÓRIO; PRIETO, 2006).
O quadro 1 abaixo demonstra os pontos positivos do atendimento
psicopedagógico por meio do Gather Town.
 Quadro 1- Pontos fortes e fracos
Ambiente Externo
Pontos fortes (forças) Oportunidades
Tecnologias e websites acessíveis; Todas as pessoas estão buscando mais as
redes sociais e fazendo seu protagonismo em
relação ao conhecimento.

Fonte: autor (2020).


A sociedade moderna exige constantemente aperfeiçoamento de atualizações
e reciclagens no contexto da tecnologia. É um processo dinâmico de interações do
dia a dia com novas informações dispondo de forma de aprendizado constante,
levando a reafirmações de um processo de aquisições de informações com
características com instruções customizadas, moldados e estruturados em uma
continua construção individual e social de aprendizado. Destacados como
aprendizes não lineares, capacitáveis as variações com multiplicidade, seletividades
sempre em amplo aprendizado e sujeitos as inovações do avanço digital.
As modificações providas por uma revolução significativa pelo intenso
processo digital através da ampliação de práticas de colaboração. Os processos de
digitalização, estruturado com a expansão da comunicação sem fio, a propagação
do universo da mobilidade e a eficiência dos rádios inteligentes, provocam a
formação de redes, a transição do computador em máquina de telecomunicar
formulados em tecnologias do séc. XX.
No século XX surgiu a tecnologia digital e com isso houve uma grande
revolução na indústria, sociedade, e na economia. As formas de armazenamento e
difusão foram completamente alteradas, causando debates e discussões sobre a
relação da humanidade com seu passado, seu presente, e seu futuro.
Morin (2010), enfatiza que existe uma expansão do saber informacional, daí a
necessidade de levantar-se a problemática da organização dos saberes. Assim,
pensar a produção e socialização do conhecimento implica em refletir acerca da
interdisciplinaridade cuja finalidade é superar a fragmentação do saber e
recuperação do seu caráter integrador.
Deste modo, a aplicabilidade dos computadores no momento e depois da
Pandemia do Covid - 19 influencia positivamente no processo de ensino e
aprendizagem, motivando e tornando a aprendizagem mais significativa para os
alunos, que começam a participar ativamente das aulas transformando-se de
sujeitos passivos a sujeitos ativos, interagindo com o conteúdo e criando estratégias
para a solução dos problemas propostos pelo professor.
Portanto, faz-se necessário que os professores entendam como integrar o a
tecnologia às estratégias e técnicas ativas, superando barreiras e possibilitando a
transição de um sistema fracionado para um sistema integrado de conteúdos
voltados para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno.
Assim, podemos notar que os computadores têm contribuído para a
educação, diversificando os recursos de ensino e criando condições de
aprendizagem, que fazem com que o professor deixe de ser o detentor do
conhecimento e passe a ser o criador de ambientes de aprendizagem que facilitam o
processo de desenvolvimento intelectual do aluno com o auxílio do Psicopedagogo.

CONCLUSÃO

A forma como concebemos a realidade, agindo em relação a esta e sentindo-


a, é refletido na vivência prática. Somente desvelando e conhecendo o modo de vida
dos homens é possível compreender como se constrói a consciência humana, desde
que a considere enquanto um sistema integrado, em processo permanente,
determinado pelas condições histórico-sociais. Nesse contexto, na dinâmica com o
meio social que constitui a linguagem, a ação do professor é intencional e, como tal,
se encontra internalizada de sentido e significado.
Nesse contexto, o processo de construção de sentidos é realizado pelos
sujeitos, numa relação interacional, carregada de interesses e pontos de vista
diversos envolvidos no discurso que fundamenta a linguagem. Se conclui, em época
de Pandemia, que as atividades interativas auxiliaram todas as profissões, como a
do Psicopedagogo.

REFERÊNCIAS

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enfrentamento das dificuldades de aprendizagem? Universidade Metodista de
São Paulo: FAHUD, São Bernardo do Campo, 2014.
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BOSSA, N. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto
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FREITAS S. N. O.; OSÓRIO, A.; PRIETO, R. G. E. Impacto da declaração de
Salamanca nos estados brasileiros: dez anos de aprovação, implantação e
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ROSING, T. M. K. (Org.). Teorias e Práticas de letramento. Brasília: INEP, 2007.
PIMENTEL, S.C. (Con) viver (com) a Síndrome de Down em escola inclusiva:
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SANTOS, E. M., SHIRAHIGE, E. E. Psicopedagogia na escola: buscando
condições para a aprendizagem significativa. 3ª ed. São Paulo: Unimarco, 2002.
SENA, C.C B., CONCEIÇÃO, L. M. da e VIEIRA, M. C. O educador reflexivo:
registrando e refletindo. Recife, Ed. Doxa - 2004.
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VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
WALLON, H. Psicologia e Educação da Criança. Lisboa: Veja, 1992.
WANDFWORTH, D. J. Inteligência da Criança na Teoria de Piaget. 5 ed. São
Paulo: Pioneira,1997.

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