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Oficina do Saber

Disciplina: Filosofia
Professor: Filipe Monteiro Morgado

Questionário sobre Heráclito, Parmênides, os sofistas e Sócrates

1 – O nome do filósofo que tinha por hábito transmitir seus conhecimentos na forma de jogos
de palavras e charadas para promover reflexões e que era muito conhecido como ‘’O
obscuro’’ é:
a) Demócrito de Abdera
b) Tales de Mileto
c) Anaxágoras de Clazômenas
d) Heráclito de Éfeso
e) Antoine Lavoisier

2 – Dos pensamentos propostos abaixo, qual deles pertence a Heráclito de Éfeso?


a) “A matéria é composta por átomos, que são indestrutíveis e indivisíveis.”
b) “Tudo está em tudo.”
c) “Das coisas surge a unidade e, da unidade, todas as coisas.”
d) “A proporção em massa das substâncias que reagem e que são produzidas é sempre fixa”.
e) “Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.”

3 – De acordo com Heráclito de Éfeso, um determinado elemento tinha a capacidade de ser


um agente transformador, o qual seria capaz de purificar e também de fazer parte do espírito
dos homens. Esse agente transformador é o:
a) Fogo
b) Ar
c) Terra
d) Água
e) Éter
4 – Indique as alternativas que estão corretas (V) e incorretas (F):
a) Parmênides escreveu em forma de poema, o que era incomum em sua época.
b) Parmênides pode ser considerado o pai da ontologia ocidental.
c) Parmênides é considerado o fundador da escola eleática.
d) Parmênides, assim como os demais pré-socráticos, escreveu uma nova cosmologia.
e) Parmênides afirmou que o ser (ou o ente, ou o que é) é uno, eterno, mas não é imóvel.
f) Parmênides, em seu poema, utilizou dos princípios de identidade, de não contradição e do
terceiro excluído.

5 – "O ser é e o não ser não é; este é o caminho da convicção, pois conduz à verdade. (...) Pois
pensar e ser é o mesmo."
Parmênides, Poema
O trecho do Poema de Parmênides revela um princípio fundamental de sua filosofia. Qual é
esse princípio?
a) Centralidade em questões políticas.
b) Mobilidade.
c) Desprezo da fé.
d) Imutabilidade e permanência.

6 – "Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio. Para os que entram nos mesmos rios,
correm outras e novas águas."
Heráclito, Fragmentos
Heráclito propõe um caminho para o conhecimento oposto à concepção de Parmênides. Na
metáfora citada, o filósofo aponta para uma realidade em constante transformação.
O pensamento de Heráclito pode ser caracterizado como:
a) dedicado à compreensão de uma realidade imutável e permanente.
b) definido pela impossibilidade de um conhecimento verdadeiro.
c) mobilista, definido pela eterna mudança e o constante devir.
d) idêntico ao pensamento de Tales de Mileto, que afirma que "tudo é água".
7 – (Enem 2015) Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam
que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas
acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua
sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.
RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.
O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava
que a correlação entre justiça e ética é resultado de
a) sentimentos experimentados diante de determinadas atitudes humanas.
b) mandamentos divinos inquestionáveis legados das tradições antigas.
c) verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.
d) determinações biológicas impregnadas na natureza humana.
e) convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.

8 – (UESPI) A construção da história requereu lutas contra as dificuldades naturais e grande


capacidade de invenção. Muitas reflexões filosóficas foram importantes para pensar a
condição da cultura. Os sofistas contribuíram com essas reflexões, quando:
a) defenderam a relatividade, mostrando as impossibilidades para se chegar à verdade
universal.
b) ampliaram as dimensões da filosofia platônica, afirmando a força do idealismo estético
para a arte.
c) confirmaram as teorias políticas de Sócrates, ressaltando o valor da república democrática.
d) seguiram os ensinamentos do cristianismo, fundando uma religião sem rituais e hierarquias.
e) criticaram as ideias de Aristóteles, embora aceitassem suas reflexões sobre os fundamentos
da verdade.

9 – (UPE) Leia o texto a seguir sobre o conhecimento filosófico:


O século de Péricles (V a.C) constitui o período áureo da cultura grega, quando a democrática
Atenas desenvolve intensa vida cultural e artística. No âmbito da especulação filosófica, os
sofistas vivem nessa época, e alguns deles são interlocutores de Sócrates.
(ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução
à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993, p. 93.). Adaptado.
O texto sinaliza a significância do pensamento grego nesse período de intensa revolução
cultural. Os sofistas entram em cena com o uso da especulação racional na tentativa de
compreender a realidade, que se manifesta aos homens.
Os sofistas tinham como primazia
a) a especulação sobre a natureza.
b) a reflexão sobre a religião.
c) o valor da teoria em detrimento da prática.
d) o enfoque sobre o pensamento mítico e sua verdade.
e) a persuasão e o exercício da função política que dependiam do bom uso da palavra.

10 – (UFPE) A sociedade grega criou seus mitos e deuses, mas também elaborou um
pensamento filosófico que expressava sua preocupação com a verdade e a ética.
Além de Aristóteles, Platão e Sócrates, muitos pensadores merecem ser citados e discutidos,
como os sofistas, que:
a) criticaram a existência de verdades absolutas, afirmando ser o homem a medida de todas as
coisas.
b) ajudaram a consolidar o pensamento conservador grego, reafirmando a importância da
mitologia.
c) construíram reflexões sobre o comportamento humano que serviram de base para
Aristóteles pensar a sua metafísica.
d) formularam princípios éticos, revolucionários para a época e de grande significado para o
pensamento de Platão.
e) defenderam a liberdade de expressão, embora estivessem ligados à aristocracia ateniense,
contrária à ampliação da cidadania.

11 – (UEG) No século V a.C., Atenas vivia o auge de sua democracia. Nesse mesmo período,
os teatros estavam lotados, afinal, as tragédias chamavam cada vez mais a atenção. Outro
aspecto importante da civilização grega da época eram os discursos proferidos na Ágora. Para
obter a aprovação da maioria, esses pronunciamentos deveriam conter argumentos sólidos e
persuasivos. Nesse caso, alguns cidadãos procuravam aperfeiçoar sua habilidade de discursar.
Isso favoreceu o surgimento de um grupo de filósofos que dominavam a arte da oratória.
Esses filósofos vinham de diferentes cidades e ensinavam sua arte em troca de pagamento.
Eles foram duramente criticados por Sócrates e são conhecidos como
a) epicuristas.
b) sofistas.
c) hedonistas.
d) maniqueistas.

12 – (UNICAMP) A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a. C.,


encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia
de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens.
Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se
diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância.
O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois
a) aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir
conhecimentos.
b) é um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a
função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.
c) a dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades
dogmáticas a partir de métodos rigorosos.
d) é uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos,
preocupando-se apenas com causas abstratas.

13 – (UNICENTRO) É comum se afirmar que Sócrates era um filósofo dado ao diálogo e que
se encontrar com ele para debater era sempre uma atividade de risco. Isso porque a forma
dialogal preferida desse pensador consistia em colocar em prática a sua Maiêutica, cuja
primeira parte era a Ironia. Essa Ironia Socrática deve ser interpretada como
a) uma postura de deboche e desconsideração em relação ao saber popular da época.
b) uma etapa do método socrático segundo o qual o saber dos filósofos pitagóricos precisava
ser ironizado para demonstrar sua fragilidade e inconsistência.
c) um método criado por Sófocles e adotado por Sócrates para provar a existência de seres
superiores, também chamados deuses.
d) uma prática discursiva criada pelos sofistas e adotada por Sócrates para defender a
importância da filosofia crítica.
e) uma etapa do método socrático que consiste em utilizar-se de perguntas com o objetivo de
levar o interlocutor a reconhecer a impropriedade de seu saber e, assim, torná-lo apto a
construir um novo saber a partir das ideias inatas.
Gabarito

1: d

2: c

3: a

4:
a) F
b) V
c) V
d) F
e) F
f) V

5: d

6: c

7: e

8: a

9: e

10: a

11: b

12: a

13: e