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ESTRUTURAS PRÉ-FABRICADAS DE

CONCRETO

CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Prof. M.sc Gabriel da Motta Trevizoli


gabriel_motta07@yahoo.com.br
Prof. Dr. Gregory Lee Pinheiro
gregoryleepinheiro@gmail.com
FUNDAMENTOS DA CONSTRUÇÃO CONVENCIONAL
• Construção civil = industrialmente atrasada;
• Baixa produtividade;
• Grande desperdício de materiais;
• Morosidade;
• Baixo controle de qualidade.
CONCRETO PRÉ-MOLDADO – PRECAST CONCRETE

Concreto pré-moldado – O que é?

ELLIOTT (2002) define concreto pré-moldado como


sendo aquele preparado, moldado e curado em um
local que não seja seu destino final.
CONCRETO PRÉ-FABRICADO
• Método industrial de construção em que os elementos
fabricados, em grandes séries, por métodos de
produção em massa são montados na obra mediante
equipamentos e dispositivos de elevação. (Koncz, apud
El Debs).
CONCRETO PRÉ-MOLDADO – QUANDO SURGIU?​

• O nascimento do concreto armado ocorreu com a pré-


moldagem de elementos fora do local de seu uso, ou
seja, os elementos pré-fabricados surgiram com a
invenção do concreto armado (VASCONCELLOS, 2002).
CONTEXTO HISTÓRICO

Na Europa:
Pós guerra década de 40

Fonte: Holocaust Museum


CONTEXTO HISTÓRICO No Brasil: 1960/1970 início da
indústria nacional)

“Milagre Econômico”

Fonte: El Pais
CONCRETO PRÉ-MOLDADO X CONCRETO PRÉ-FABRICADO
Elemento pré-fabricado:
• executado fora do local de utilização;
• produzido em escala industrial;
• obedece a manuais e especificações técnicas;
• mão de obra treinada e qualificada;
• controle de qualidade.

Elemento pré-moldado:
• executado fora do local de utilização;
• produzido em condições menos rigorosas de controle
de qualidade.
POR QUE ESTUDAR PRÉ-FABRICADOS EM CONCRETO?

???
VAMOS FALAR EM NÚMEROS:

 População mundial/consumo: 7,5 bilhões de pessoas


- Concreto um dos materiais de construção que mais
se consome no mundo (0,5 m3/hab/ano);

 Produção de concreto representa uma fonte de


desenvolvimento social: geração de empregos (EUA -
2 milhões de pessoas);
VAMOS FALAR EM NÚMEROS:

 Desperdício Construção Civil é aproximadamente


12%;

 No Brasil em torno de 8% de todas as obras são


em concreto pré-fabricado.
MATÉRIAS PRIMAS BÁSICAS (CONCRETO):

 Cimento;
 Areia;
 Brita;
 Aditivos;
 Adições.

Indústria cimenteira = consumo de energia + geração


de resíduos.
É POSSÍVEL MELHORAR???
SIM É POSSÍVEL - SUSTENTABILIDADE:

 Reduzir o consumo de recursos naturais;

 Reduzir o consumo de energia;

 Reduzir a emissão de gases;


RACIONALIZAÇÃO:

Automação em toda cadeia produtiva gerando melhores


acabamentos e menos perdas!

SUSTENTABILIDADE:

3Rs

Fonte: www.verdefilosofia.com
EM TERMOS PRÁTICOS - COMO REDUZIR ?

 Obter melhor desempenho do cimento, agregados,


água, aditivos, armaduras (aço) = traço de concreto;

 Reduzir o consumo de madeira ou chapas de aço =


formas.

EM OUTRAS PALAVRAS = INDUSTRIALIZAR/PRÉ-FABRICAR!


Para a evolução da construção nas próximas décadas:

I. Necessário mudar a base produtiva/industrial na


construção civil.

II. Abrir mão do uso intensivo da força de trabalho,


para um modelo mais moderno como a pré-
fabricação.

Já é realidade na Europa e América do Norte!


INDUSTRIALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO
• Industrialização da construção é o emprego, de forma
racional e mecanizada, de materiais, meios de
transporte e técnicas construtivas para se conseguir
uma maior produtividade. (Instituto Eduardo Torroja
de la Construcción y del Cemento, apud El Debs).
Especialização da mão de obra, repetição de tarefas,
controle de qualidade = maior produtividade!

Fonte: Charles Chaplin Wordpress


IDEIA PRINCIPAL - transferir o trabalho realizado nos
canteiros para fábricas – Racionalização.

Fonte: O Globo
Fonte: UOL
CONCRETO PRÉ-MOLDADO EM GERAL
• Ergonomia: partes da obra feitas em melhores
condições de trabalho;
• Controle tecnológico: materiais e elementos
produzidos sob maior controle;
• Redução do desperdício de insumos (mão de obra,
equipamentos e materiais);
• Produtividade: processo industrial;
• Diminuição do tempo de construção!
CRESCENTE EMPREGO DE PRÉ-FABRICADOS EM CONCRETO:

• Vantagens econômicas – Time is money!,


• Otimização dos materiais empregados em sua
fabricação e montagem,
• Controle de qualidade;
• Processo industrial;
• Racionalização;
• “Menor número de funcionários”.
QUANDO COMPARADO A OUTROS SISTEMAS:
 Menores prazos para entrega;
 Maior velocidade com redução dos custos fixos;
 Maior qualidade;
 Produtividade e redução de desperdícios;
 Sustentabilidade;
 RETORNO FINANCEIRO RÁPIDO!
Vantagens Desvantagens
Características Técnicas
Diminuição expressiva das
Perda de Monolitismo
formas e cimbramentos
Necessidade de superestimar
Facilita o controle da qualidade certos elementos devido ao
dos materiais e componentes transporte e montagem

Possibilita certas desmontagens Limitações pelos gabaritos de


transporte
Uso de equipamentos
Inadaptação à topografia e à
mecânicos melhora a qualidade
certas arquiteturas
dos trabalhos realizados
Vantagens Desvantagens
Características Econômicas

Em geral é mais cara que a


Produz economia reduzindo
construção convencional
consideravelmente os custos
variáveis Necessita de investimentos
para a pré-fabricação
Proporciona economia de
Necessita de demanda
tempo no canteiro
adequada
Evita improvisação na obra O transporte dos produtos é
Facilita o planejamento mais caro que o transporte das
matérias primas dos
Facilita o cumprimento dos
componentes na construção
controles e recepção
convencional
Vantagens Desvantagens
Características Sociais
Ocasiona diminuição de
acidentes
Reduz os postos de trabalho na
Trabalho protegido das
construção
intempéries climáticas (em partes)
Apresenta os inconvenientes
Maior remuneração
próprios das linhas de produção
É o meio mais real e efetivo que
Especializa em excesso,
se tem ao alcance para tentar
incapacitando os trabalhadores
reduzir o déficit mundial da
construção para outros tipos de trabalho.

Libera o homem dos trabalhos


rudes e penosos (partes)
Custos

Custo Custo
Fixo Variável

Viabilidade

Custo Custo
Fixo Variável
CUSTOS PRODUÇÃO INDUSTRIAL X MANUFATURADA
ELEMENTOS MAIS COMUNS (BRASIL)

Lajes

Pilares

Vigas
APLICAÇÕES MAIS COMUNS
• Galpões;
• Edifícios de 1 pavimento;
• Edifícios de múltiplos pavimentos (vem crescendo!);
• Coberturas;
• Pontes e viadutos;
• Galerias, canais, muros de arrimo e reservatórios.
Conceito pré-fabricados Associado a galpões industriais
padronizados.
Liberdade arquitetônica:
VIABILIDADE = diretamente relacionada com a Repetibilidade
VIABILIDADE = diretamente relacionada com a Repetibilidade
VIABILIDADE = diretamente relacionada com a Repetibilidade
Cassol – Canoas, Obra Renner
Cassol – Canoas, Obra Renner
Cassol – Canoas, Obra Renner
Aeroporto Brasília
Aeroporto Brasília
BR PARKING - GUARULHOS
Cervejaria Petrópolis
Fundações por estacas pré-moldadas de concreto:
• Estaca de deslocamento, melhor desempenho, maior capacidade
de carga!
• Concreto: resistência aos agentes agressivos, ciclos de umidade e
secagem, resistência mecânica;
• Segurança e vantagem ao passar através de camadas muito moles
de solo;
• Limitação de transporte e dificuldade de adaptação as variações do
terreno, tanto quanto ao nível da camada resistente (emendas e
cortes) quanto a quebra (passagem por camadas moles).
FUNDAÇÕES POR ESTACAS
Fundação do tipo profunda e indireta

I. Estacas de deslocamento
II. Estacas de substituição
Fundações por estacas pré-moldadas de concreto:

Métodos semiempíricos:

Aoki-Velloso (1975)

Decóurt-Quaresma (1978)

Teixeira (1996)
Fundações por estacas pré-moldadas de concreto:
Aoki-Velloso (1975)

Gera maiores valores de


capacidade de carga (R) do
sistema estaca-solo
Fundações por estacas pré-moldadas de concreto:
Decóurt-Quaresma (1978)

Para estacas pré-moldadas,


Franki e metálicas α=β=1

Gera maiores valores de


capacidade de carga (R) do
sistema estaca-solo
Fundações por estacas pré-moldadas de concreto:
Teixeira (1996)

Gera maiores valores de


capacidade de carga (R) do
sistema estaca-solo
Fundações por estacas – Estaca Pré-moldada de concreto:

Fonte: Modelagem de Sistemas Estruturais - Prof: Gustavo Henrique Ferreira Cavalcante / SOTEF
Fundações - Cravação de estacas:
Fundações - Cravação de estacas:
Fundações - Cravação de estacas:
Fundações – Emenda de estacas pré-moldadas

Fonte: Modelagem de Sistemas Estruturais - Prof: Gustavo Henrique Ferreira Cavalcante / SOTEF; Velloso e Lopes
Fundações - Emenda:
GALERIAS
INDUSTRIALIZAÇÃO DE CICLO FECHADO – Até então...
• Não permite intercambialidade dos elementos.
 Projeto Padronizado;
 Modulação Fechada;
 Padronização de Soluções Tecnológicas;
 Exemplos: Painéis Pi, Galpões (Obras Industriais).

66
68
69
INDUSTRIALIZAÇÃO DE CICLO ABERTO – Tendência!
• Elementos disponíveis no mercado.
Projeto de Adequação;
 Padronização;
 Flexibilidade de Modulações.
 Exemplo: Lajes Alveolares

70
INDUSTRIALIZAÇÃO FLEXIBILIZADA
• Produtos de catálogo, mas com flexibilização para
atender exigências de arquitetura.
• Projeto sob medida.
SHOPPING MORUMBI TOWN
CTS
MATERIAIS UTILIZADOS
 Concreto Armado

74
MATERIAIS UTILIZADOS
 Concreto protendido

75
MATERIAIS UTILIZADOS
 Concreto Auto Adensável

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MATERIAIS UTILIZADOS
 Qualidades desejáveis para Construção Civil:
 Grande durabilidade
 Não necessitar de grandes cuidados de manutenção
 Conforto térmico e acústico
 Resistência ao Fogo
 Estabilidade Volumétrica (Retração)
 Resistência Mecânica Elevada

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MATERIAIS UTILIZADOS
 Qualidades desejáveis para Industrialização:
 Facilidade de ser executado por meios mecânicos
 Possibilitar ligações de forma fácil e simples
 Funções simultâneas de estrutura e fechamento

78
PARTICULARIDADES
• Necessidade de se considerarem outras situações de
cálculo:
 Desmoldagem;
 Transporte;
 Armazenamento;
 Montagem.
• Projeto das ligações entre os elementos pré-moldados
que formam a estrutura.
CICLO
Limpeza da
Montagem da
forma e
armadura e Concretagem
aplicação do
insertos
desmoldante

Armazena-
Desmoldagem Cura
mento

Transporte Montagem Ligações


Fabricação das lajes - Moldagem:

81
1. Primeira etapa – limpeza da pista.

82
2. Segunda etapa – aplicação de desmoldante.

83
3. Terceira etapa – posicionamento das cordoalhas.

84
4. Quarta etapa – protensão.

85
4. Quarta etapa – protensão (ancoragem dos cabos).

86
Pista pronta para concretagem.

87
5. Quinta etapa – mistura do concreto.

88
6. Sexta etapa – alimentação da moldadora.

89
7. Sétima etapa – moldagem.

90
8. Oitava etapa - execução de ranhuras.

91
9. Nona etapa – marcação e corte.

92
9. Nona etapa – marcação e corte.

93
10. Décima etapa – cura.

94
11. Décima primeira etapa – desprotensão e corte.

95
PRODUÇÃO = FÁBRICA FIXA:
PRODUÇÃO

FÁBRICA MÓVEL
TIPOLOGIA - LEVE:
TIPOLOGIA - PESADO:
TIPOLOGIA - PESADO:
TIPOLOGIA - ARQUITETÔNICO:
PRODUÇÃO – FORMAS:
PRODUÇÃO – ESTACAS:
PRODUÇÃO – ESTACA PROTENDIDA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – ESTACA CENTRIFUGADA:
PRODUÇÃO – CONCRETO:
PRODUÇÃO – CONCRETO:
PRODUÇÃO – CONCRETO:
PRODUÇÃO – CONCRETO:
PRODUÇÃO – CONCRETO:
CONCRETAGEM – Auto adensável:
PRODUÇÃO – CURA:

Cura a Vapor

Laje Concretada
PRODUÇÃO – CURA:

Cura a Vapor

Laje Concretada
PRODUÇÃO – CONTROLE DOS MATERIAIS
PRODUÇÃO – CONTROLE DOS MATERIAIS
PRODUÇÃO – CONTROLE DOS MATERIAIS
PRODUÇÃO – CONTROLE DOS MATERIAIS
PROPRIEDADES DOS CONCRETOS
• Pasta: Produto resultante das mistura do cimento
com a água.

OBS: Quando
houver água em
excesso, denomina-
se nata.

PINHEIRO et al 2004 134


PROPRIEDADES DOS CONCRETOS
• Argamassa: Produto resultante das mistura da pasta
com o agregado miúdo.

PINHEIRO et al 2004 135


PROPRIEDADES DOS CONCRETOS
• Concreto: Produto resultante das mistura da
argamassa com o agregado graúdo.

PINHEIRO et al 2004 136


PROPRIEDADES DOS CONCRETOS
Concreto - materiais constituintes:

• Cimento;
• Agregado Miúdo (areia);
• Agregado Graúdo (brita);
• Água;
• Aditivos;
• Adições.

137
ROSSIGNOLO, SICHIERI, USP-SÃO CARLOS
CONCRETO
ESTRUTURA DO CONCRETO

PASTA + AGREGADOS

• PASTA: No estado fresco envolve os agregados,


preenchendo os vazios e possibilitando o manuseio. No
estado endurecido aglutina os agregados, gerando
resistência e durabilidade;

• AGREGADOS: Responsável pela resistência mecânica e


diminuição de custos. 138
CONCRETO - Classificação
• Em relação ao uso de armadura:
Simples: sem barras de aço
Armado: com barras de aço
Protendido: com cabos de aços tracionados.
 Em relação à massa específica:
Leve: massa < 1800 kg/m3
Normal: ± 2500 kg/m3
Pesado: massa > 3200 kg/m3
 Em relação à resistência:
Baixa resistência: < 20 MPa
Moderada: 20 a 40 MPa
Alta resistência: > 40 MPa.
139
CONCRETO - Propriedades

Estado fresco: Estado endurecido:


• Trabalhabilidade;  Massa específica;
• Tempo de trabalhabilidade;  Resistência mecânica;
• Tempo de pega;
 Deformabilidade;
• Coesão;
 Estabilidade dimensional;
• Segregação.
 Durabilidade.

140
CONCRETO – Propriedades no estado fresco
O que é esperado e/ou desejado:

• Homogeneidade – partículas com a melhor distribuição


possível.

• Coesão – sem segregação de água e de agregados.

• Trabalhabilidade – tempo adequado.

141
CONCRETO – Propriedades no estado fresco
• Concretos com diferentes graus de homogeneidade:

142
CONCRETO
REQUISITOS
• TÉCNICOS:
Trabalhabilidade adequada (Consistência);
Resistência requerida (compressão, tração, módulo);
Durabilidade exigida (impermeabilidade, abrasão).

• ECONÔMICOS:
Menor consumo possível de cimento a fim de atender os
requisitos técnicos acima.

143
CONCRETO
O Concreto em seu estado fresco – Importância:

• Para se obter concretos endurecidos de boa qualidade, é


necessário que ele seja tratado cuidadosamente na fase
plástica;

• As deficiências geradas na fase plástica resultarão em prejuízos


para o resto da vida da peça fabricada, comprometendo a sua
durabilidade.

144
CONCRETO
É PRIMORDIAL:

• CAPACIDADE DE ESCOAMENTO: está relacionada com a


consistência, uma vez que essa determina a facilidade com que
um concreto escoa;

• COESÃO: é uma medida da compactabilidade e da capacidade


de acabamento, é geralmente avaliada pela facilidade de
alisamento e pelo julgamento visual da resistência à
segregação (para “concretos comuns”!).

145
DURABILIDADE DO CONCRETO
Definição:

• Durabilidade é a capacidade do concreto de resistir à ação de


intempéries;
• Um concreto é considerado durável quando conserva sua: forma
original, qualidade e capacidade de utilização estando exposto ao
meio ambiente.

146
DURABILIDADE DO CONCRETO
DETERIORAÇÃO E ENVELHECIMENTOS:

Ocorre basicamente por:

Processos físicos

Processos químicos

147
CONCRETO – Dosagem – O que é?
• Processo para determinar as proporções adequadas dos componentes de
um concreto:
Cimento;
Agregados;
Água;
Aditivos;
Adições.
• Inúmeros métodos - diversas abordagens para os mesmos tipos de
concreto:

IPT/EPUSP, ABCP, ACI ...

• Específicos para tipos especiais de concretos: CCR, CAD, CAA, ... 148
CONCRETO – Dosagem

ETAPAS

1. Obter as características dos materiais

2. Fixar a relação a/c

3. Determinar o consumo dos materiais

4. Apresentar do traço

149
CONCRETO – Dosagem

ETAPAS

Obter as características dos materiais

• Cimento

• Agregados

• Concreto

150
151
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160
CONCRETO – Método de dosagem ABCP

161
162
Características dos materiais - CIMENTO

Tipo de cimento: CPI, CPII, CPIII, CPIV, CPV;

Massa específica do cimento;

Resistência à compressão aos 28 dias de idade.

163
Características dos materiais - AGREGADOS

Análise granulométrica;

Módulo de finura;

Dimensão máxima do agregado;

• Massa específica;

• Massa unitária.

164
Características dos materiais - CONCRETO

Consistência - Slump;

Condições de exposição – ambiente de uso;

Resistência de dosagem;

• Desvio padrão Sd.

165
• Trabalhabilidade: Abatimento do Tronco de Cone (Slump test)
NBR NM 67:96

166
• Trabalhabilidade:
Abatimento do Tronco
de Cone (Slump test)
NBR NM 67:96

167
ABNT NBR 6118 – Classes de agressividade ambiental

168
ABNT NBR 6118 – Correspondência entre as classes de
agressividade e a qualidade do concreto

169
ABNT NBR 6118 - COBRIMENTO

170
• Determinação da resistência característica do concreto aos 28
dias: fck

171
• Moldagem:

172
CONCRETO – Moldagem
• Adensamento manual:

Moldagem de CPs

173
CONCRETO – Moldagem
• Adensamento mecânico:

Moldagem de CPs

174
CONCRETO – Cura
• Tanque de imersão:

Cura dos CPs

175
CONCRETO – Cura
• Câmara Climatizada:

Cura dos CPs

176
CONCRETO – Preparo para o ensaio
• Retífica dos CPs:

177
CONCRETO – Preparo para o ensaio
• Retífica dos CPs:

178
CONCRETO – Preparo para o ensaio
• Faceador elastomérico (neoprene):

179
Solotest Medeiros 2017
CONCRETO – Preparo para o ensaio
• Capeamento enxofre:

180
Solocap
CONCRETO – Resistência à Compressão
• Resistência à compressão:

Ensaio

181
CONCRETO – Resistência à Compressão
• Resistência à compressão:

Ensaio

182
CONCRETO – Resistência à Compressão
• Resistência à compressão:

Ensaio

183
CONCRETO – Módulo de elasticidade
• Módulo de elasticidade:

184
CONCRETO – Desvio padrão
Resistencia de dosagem NBR 12655:2006 (Concreto – Preparo,
controle e recebimento):

• Determinação da resistência de dosagem em j dias: fcj

• Enquanto não temos referências estatísticas usamos as


condições de preparo do concreto.

185
CONCRETO – Método de dosagem ABCP

186
ACABAMENTO - Não é o ideal!
• Bolhas e falhas (Ar aprisionado, falta de desmoldante, pega muito
rápida, grandes alturas, falta de adensamento, etc):
ACABAMENTO - Não é o ideal!
• Estuque (Cimento branco + Cimento “preto” + cola):
ACABAMENTO - Não é o ideal!
• Estuque (Cimento branco + Cimento “preto” + cola):
ARMAZENAMENTO
TRANSPORTE
TRANSPORTE
TRANSPORTE
TRANSPORTE
MONTAGEM
MONTAGEM - GRUA
MONTAGEM - Guindaste
MONTAGEM - Guindaste
Montagem

Plano de
Içamento
LIGAÇÕES
LIGAÇÕES
LIGAÇÃO
PARTICULARIDADES
• Ligações:
ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NO PROJETO
• Análise do comportamento da estrutura pronta;
• Incertezas na transmissão de forças na ligações;
• Ajustes na introdução de coeficientes de segurança;
• Disposições construtivas específicas;
• Possíveis mudanças do esquema estático;
• Situações transitórias.
MUDANÇA DE ESQUEMA ESTÁTICO
COEFICIENTES DE PONDERAÇÃO

Concreto Ponderação dos Materiais Ponderação para


Concreto Aço peso próprio
Moldado no 1,40 1,15 1,35
local
Pré-moldado 1,40 1,15 1,30
Pré-fabricado 1,30 1,10 1,30
INSTITUTO HEISEI
Ligação – exemplo:
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROJETO
Princípios e Recomendações Gerais:
 Conceber o projeto da obra pensando na
utilização do concreto pré-moldado

 Resolver as interações da estrutura com as outras


partes da construção

 Minimizar o número de ligações

 Minimizar o número de tipos de elementos

 Utilizar elementos da mesma faixa de peso


209
Concreto pré–fabricado  Interação com Projeto!
Concreto pré–fabricado  Interação com Projeto!
Concreto pré-
fabricado 

Interação com
Projeto!

Pré-fabricado NÃO
é igual a in loco !
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROJETO
Resolver as interações da estrutura com outros subsistemas

 Interações com as instalações

 Tirar proveito da pré-fabricação para racionalizar os


serviços correspondentes às outras partes da construção

 Buscar integração de outros subsistemas dentro da própria


estrutura (eliminando etapas no canteiro). Ex: Módulo
sanitário com todas as instalações pré-embutidas…

213
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROJETO
Minimizar o número de ligações
 A execução das ligações é um ponto de dificuldade e de
custo
 O número de ligações está vinculado às limitações de
transporte, equipamentos de montagem e a outros custo,
 Deve haver uma racionalização da função estrutural,
capacidade de produção, transporte e montagem…
 As facilidades de montagem e de execução das ligações
são muito importantes para reduzir o tempo de
mobilização do equipamento para montagem e para
reduzir o tempo da construção.

214
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROJETO
Minimizar o número de tipos de elementos

 Utilizar um número reduzido de elementos e suas


variações

 A padronização é mais importante do que a


modulação…

 A padronização deve possibilitar projetos flexíveis para


a pré-fabricação de sistemas abertos.

 Procurar elementos que desempenhem mais de uma


função. Ex: Painéis de fechamento com função
estrutural… 215
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROJETO
Utilizar elementos da mesma faixa de peso

 Relacionado com a racionalização da montagem

 Elementos pesados exigem equipamentos pesados (mais


lentos)

 Quando se tem mais de um tipo de equipamento este


princípio pode deixar de ser válido.

 As facilidades de manuseio, no armazenamento, no


transporte e na montagem também estão relacionadas
com a forma do elemento.
216
RACIONALIZAÇÃO DO PROJETO
• Fase de projeto essencialmente importante;
RACIONALIZAÇÃO DO PROJETO
• Evitar improvisações durante a construção.
RACIONALIZAÇÃO DO PROJETO
• Incorporação de tubos de água pluvial.
Viga Calha

Tubo de Água
Pluvial Ø150
RACIONALIZAÇÃO DO PROJETO
• Aberturas nas lajes.
RACIONALIZAÇÃO DO PROJETO
• Não é necessário pré-fabricar tudo.

Alguns trechos podem ser


concretados com as juntas
ou com o capeamento…
MAS SE USAR PRÉ-FABRICADO?

Fonte:(ACKER - 2002)
Pesquisa desenvolvida por PINHEIRO (2017):

Influência de aberturas e cortes oblíquos em lajes alveolares

Dois programas experimentais:

Programa experimental 1: Ensaios em unidades de lajes

Programa experimental 2: Ensaios em panos de laje

Uma empresa de pré-fabricados e uma concreteira:

Três Universidades:

223
Aberturas e cortes oblíquos em lajes alveolares:

O que ocorre?

224
Programa experimental 1:

225
Programa experimental 1:

226
Realização dos ensaios:

227
Realização dos ensaios:

228
Realização dos ensaios :

229
Resultados:

140

120

100
Carregamneto [kN]

80

LVDT 1
60
LVDT 2
Valor medio
40

20

0
0 2 4 6 8 10

Deslocamento [mm] 230


ANÁLISE EXPERIMENTAL

Realização dos ensaios:

231
ANÁLISE EXPERIMENTAL

Realização dos ensaios - etapas:

232
Comparação entre valores experimentais:

1 2-3 4-5 6-7 8-9 10-11

233
Comparação entre valores experimentais resistências ao
esforço cortante das lajes com aberturas ou cortes oblíquos e a
laje de referência.

Laje 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
VEXP [kN] 164,96 114,91 109,05 94,49 86,36 163,95 114,81 139,94 114,81 125,92 93,74
VEXP/VEXP1 1,00 0,70 0,66 0,57 0,52 0,99 0,70 0,85 0,70 0,76 0,57

1 2-3 4-5 6-7 8-9 10-11

234
Programa experimental 2:

235
Realização dos ensaios:

236
Posicionamento das lajes.

237
Execução da chave de cisalhamento.

238
Execução da capa estrutural - armadura.

239
Execução da capa estrutural - forma.

240
Execução da capa estrutural.

241
Preparação para o ensaio - instrumentação.

242
Ensaio.

243
Ensaios das lajes.

244
Resultado

245
• Os testes indicam perda de capacidade resistente das lajes:

246
Comparação entre valores experimentais de resistências ao
esforço cortante das lajes com aberturas a laje referência.

Laje 1 2 3 4 5 6
VEXP [kN] 306,40 355,00 289,50 271,50 171,40 168,50
VEXP/VEXP2 0,86 1,00 0,82 0,76 0,48 0,47

247
Referências Bibliográficas
• ABCIC. Site.abcic.org.br .
• ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas,
NBR 9062, Projeto e execução de estruturas de
concreto pré-moldado. 3ª edição. Rio de Janeiro,
2017.
• EL DEBS, M. K. Concreto pré-moldado:
fundamentos e aplicações. 2ª edição. Oficina de
textos. São Paulo, 2017.
• INFORSATO, T. B. Material de aula INBEC. 2017.
• Www.leonardi.com.br
• http://www2.cassol.ind.br
• www.rotesma.com.br
Referências Bibliográficas

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