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EXÚ

Conhecido como Elegbára (ele=dono, senhor ; agbara=poder), contém muitas definições


e funções: Exú Elegbára = senhor do poder
Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra
Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais)
Exú Obá - rei-de-todos
Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu
Exú Elebo = senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas
Exú Elérú = senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens
Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)

Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado.

Mensageiro dos orixás , elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um


tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por
onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas,
justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os
procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais. Coerente com seu lugar mítico
privilegiado, é ele que abre esse "corpus mitopoético" . Princípio dinâmico e princípio da
existência individualizada, Exú não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das
categorias.

Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo.
Segundo Ifá cada um tem seu próprio exú e seu próprio Olorún em seu corpo. O nome de
exú é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos
sabê-lo. O Òkòtó representa o crescimento Agbárá - poder que permite a cada um se
mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos. Por isso recebe o título de Elegbára
(senhor do poder).

Quem delegou esse poder à exú foi Olorún ao entregar-lhe o àdó-iràn , a cabaça que
contém a força que se propaga. Esta cabaça está presente em seus "assentos", é uma
cabaça de pescoço grande, e basta exú apontá-la a algo para transmitir seu axé. Exú
Elegbára é o companheiro de Ogun. Exú Yangi, pedra vermelha de laterita, pedaços de
laterita cravados na terra, indicam o lugar de culto à Exú. Yangi é a representação mais
importante de Exú e, é assim invocado: EXÚ YANGI OBÁ BABÁ EXÚ EXÚ YANGI
rei, pai de todos os Exú.

Exú Yangi é o Exú ancestre, o Exú Agbá. Oxé-tuwá, representante direto de exú,
simboliza um de seus aspectos mais importantes, o de ser encarregado e transportador das
oferendas, Òjise-ebo. Exú por ser resultado da interação de um par, é o portador mítico
do sêmen e do útero ancestral e como princípio de vida individualizada ele sintetiza os
dois, É por isso que frequentemente, e, é representado pela forma de um par, uma figura
masculina e uma feminina, unidos por fileiras de búzios.

Exú está profundamente ligado à atividade sexual. Representados por um falo (pênis), ou
suas representações simbólicas como: os penteados de forma fálica, sua arma, o ogó -
bastão em forma de pênis -, sua lança; já as cabacinhas representam seus testículos. Exú
também está representado com objetos à sua boca; dedo, cachimbo e principalmente
flauta, que vem representar a atividade sexual, como absorção e expulsão, ingestão e
restituição, com a flauta Exú chama seus descendentes. Portanto símbolo por excelência
da fecundidade. Exú jamais toma a forma de procriador.

Exú é cultuado tanto como lésè-égún, como lésè-orixá, e apenas por seu intermédio é
possível cultuar os orixás e as Iyá-mi (mãe ancestre). Não é apenas Òjisé-ebo, mas
principalmente Òjisé, o mensageiro, fazendo a comunicação entre tudo que é oposto.
Com efeito a relação entre Exú e Ifá, é indiscutível, e Exú está representado em um dos
principais emblemas característicos do culto à Ifá , o òpón, onde Exú tem sua
representação em forma de rosto, de triângulos e losangos.

É no seu papel de princípio dinâmico, de princípio de vida individual e de Òjise ou


elemento de comunicação, que Exú Bará está indissoluvelmente ligado à evolução e ao
destino de cada indivíduo. Como tal ele também é senhor dos caminhos Exú Olònà, e ele
pode abri-los ou fechá-los. Exú fica à esquerda dos caminhos. O elemento procriado, é a
prova do poder das Iyá-mi, é o pássaro, o Elèye. Exú foi o primeiro a usar ekódide (pena
de uma espécie de papagaio) na cabeça, e foi isto que o tornou decano de todos os orixás.
Alguém que coloca ekódide na cabeça sem necessidade, provoca a cólera de Exú.
Enganosamente ou mal intencionados, os primeiros missionários que chegaram à África,
compararam-no ao diabo, por algumas de suas formas, artimanhas e poderes atribuídos.

Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, havendo mesmo
pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èxúbíyìí (concebido por exú),
ou Èxùtósìn (Exú merece ser adorado). Como personagem histórica, Exú teria sido um
dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada à Ifé, e chamava-se Exú Obasin.
Tornou-se mais tarde, um dos assistentes de Orúnmilá, que preside a adivinhação pelo
sistema de Ifá. Segundo Epega, Exú, tornou-se rei de Kêto sob o nome de Exú Alákétu. É
Exú que supervisiona as atividades do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Exú
Akesan. Como orixá, diz-se que veio ao mundo com um porrete, chamado, ogó, que teria
a propriedade de transportá-lo, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder
magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes.

QUALIDADES:
1) Elegbára - È o mesmo ÈXÙ IGBÁKETA BARAQUETU OBÁ. É o mais velho, a
primeira forma a surgir no mundo. É o dono do poder dinâmico do processo da
multiplicação dos seres. Está ligado tanto ao ancestral masculino como ao feminino.
Carrega o ADOIYRAN, cabaça que contém a foca de se propagar. Esta cabaça vai no
assentamento. É companheiro inseparável de ÓGUN, a ponto de serem confundidos.
Vestem o branco, vermelho, e o azul escuro. Come bichos machos; fêmeas.

2) Alákétu - É o EXÚ do dinheiro, veste branco, vermelho e azul escuro.

3) Laalu - ÈXÙ dos caminhos de ÒÒXÀLÀ. Não deve beber cachaça nem dendê. Veste-
se de branco. Vem também, para outros Orixás.

4) Jelu - Associado ao WÁJI. Que represente o fruto da terra e por extensão o mistério do
processo oculta da vida e multiplicação. Dele é o caracol africano. Veste azul arroxeado.
Ás vezes aparece vestido de preto.

5) Run danto

6) Tiriri - Acompanha ÒGÚN pelas estradas. Usa vermelho e todas as cores. Sempre nas
porteiras dos barracões e caminhos. Tem grande força.

7) Lonan- É o EXÙ das porteiras dos barracões , vigia os caminhos. Traz clientes e a
fartura. Usa vermelho, preto e azul arroxeado.

8) Jele bara

9) Anan ou Inan - È invocado no ritual do IPADÊ. É associado ao fogo e representa a


força. É simbolizado pelo EGAN ( gorro em forma de cone), pelo pássaro e pelo
IKÓDÍDE, pena vermelha do papagaio OÍDE

10) Bará

11) Jigidi- Provocador de brigas.

12) Mavambo

13) Embeberekete

14) Sinza Muzila

15) Sandú

16) Baragbo

17) Akesan - É o que fala pelos búzios.

18) Baralajki

19) Betire

20) Lamu Bata


21) Okanlelogun

LÓGUNNÈDE
Erinlè teria tido, com Oxum Yéyépondá, um filho chamado Lógunède, cujo culto se faz
ainda, mas raramente em Ilexá. No Brasil tem numerosos adeptos.

Tem por particularidade viver seis meses do ano sobre a terra, comendo caça, e os outros
seis meses, sob as águas de rio, comendo peixe. Seria também alternadamente nestes
períodos, masculino e feminino respectivamente, razão pela qual, seus filhos alteram
períodos distintos durante o ano, ou até mesmo durante o dia , de alteração de humor,
gosto, vontade, sendo mais distinto, longos períodos (duram mais ou menos seis meses
cada), em que adota, de uma forma mais preponderante (nunca totalmente, apenas
prevalece mais uma sobre a outra), ora as caraterísticas de seu pai oxóssi, com espírito
aventureiro (no sentido de viagens), desligado com padrões, roupas e cuidado específico
com seu corpo; em outro aspecto, assume, da mesma forma já explicada, as
características da sua mãe Oxum, sendo dócil, meigo, afável, carente, amoroso, sensível,
brioso e trabalhador determinado.

Valendo tanto para homens ou mulheres que tenham esse orixá.


Sua cor é o azul turquesa com amarelo ouro.

NANÃ
A avó dos Orixás, também chamada Nanã Buruku (Buru = espírito ; Iku = morte).
Vodum da lama, dos pântanos, seu símbolo, o Ibiiri (I-Biri = enrolou repentinamente ou
Ibi = nascimento ; Ri = previamente), assemelha-se ao Sasará[xaxará] de Omolú, mas é
voltado na ponta superior, forrado com as cores azul e branco ou roxo, incrustado de
búzios.

O feixe de nervuras de palmeira, que formam seu interior, bom como os búzios,
representam seus descendentes (filhos), pois Nanà, é a grande genitora mítica. Também
chamada de Nanà Burukè, Burukú, Ananburukú. No Daomé, aparece como a mãe Mawu
(feminino) e Lisá (masculino), casal gerador da humanidade. Nos cultos brasileiros é
considerada a mãe do todos orixás,é a mais velhas das águas; també orixá da chuva e da
lama, que deu origem a terra.

Tem também relações com a morte. Em certos mitos é considerada a esposa de Oxalá, e
ainda mãe de Omolú e Oxumarè, orixás procedentes da mesma região que ela. A sua
configuração de terra e lama: "A terra deve ser umedecida sempre que seca e quente, a
umidade e o frescor representam a paz e o equilíbrio.

Colocar água sobre a terra, significa não só fecundá-la, mas também restituir-lhe seu
"sangue" branco com o qual ela "alimenta" e propicia tudo que nasce e cresce e, em
decorrência os pedidos e rituais a serem realizados. Deitar água é iniciar e propiciar um
ciclo." Sua ligação com água e lama, a associam à agricultura, à fertilidade, aos grãos.
Ela recebe em seu seio os mortos que permitem o renascimento. Esse aspecto de conter e
processar coisas em seu interior, esse segredo ou mistério que se opera em seu domínio é
representado pelo azul, e sua capacidade genitora pelo branco.

Os mortos e os ancestrais são seus filhos simbolizados pelas hastes de Atori (uma vara
simbólica) de Odàn ou pelas nervuras das palmas de íguí-òpe. A relação de Nanà-Òkú
òrun com a fertilidade é representado pelo uso abundante de cauris (búzios).

Os cauris desprovidos dos seus moluscos, constituem os símbolos por excelência dos
"dobles" espirituais e dos ancestrais. Brajás, ou Ìbàjá, filas de cauris enfiados dois a dois
em pares opostos, cruzados em diagonais na frente e atrás, representam claramente o
resultado da interação da direita e da esquerda, do masculino e feminino, passado
(poente-atrás) e futuro (nascente-frente).

Por causa de seu poder, a terra é invocada e chamada testemunhar em todos os tipos de
pactos, particularmente nas iniciações e nas guardas dos segredos. Em caso de litígio ou
traição, acredita-se que a terra fará justiça; Ké ilè jéèri que a terra testemunhe Sàáláre:
òrisá láàre Orixá da justiça.

Seus adeptos dançam com a dignidade que convém a uma senhoro idosa e respeitável.
Seus movimentos lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão imaginário que
os dançarinos, curvados para frente, parecem puxar para si. Em certos momentos, viram
para o centro da roda e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro, parecendo
segurar um bastão. Sua saudação é Saluba. Na África, diversas são suas apresentações,
nomes e indicações, variando muito de região para região.

Qualidades:
Borokun,- A mais velha, verdadeira Deusa da Morta. Veste-se de branco, roxo ou lilás.
Ologbo,
Biodun,
Asainán,
Elegbe,
Susure.

OBÁ
Orixá yoruba semelhante à Oya. Orixá do rio Obá, foi a terceira das esposas de Xangô, e
também mulher de Ogum. Segundo uma lenda de Ifá "Obá era muito enérgica e forte,
mais que alguns orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orunmilá. A
rivalidade surgiu entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante. Obá mais velha e sem muita
vaidade, mas com pretensão ao amor de Xangô.

Sabendo o quanto este era guloso, procurava sempre surpreender os segredos da receitas
de cozinha utilizada por Oxum, que irritada decidiu-se pregar-lhe uma peça, quando um
dia pediu-lhe que viesse assistir a preparação de determinado prato, que, segundo Oxum,
Xangô, o esposo comum, adorava.

Quando Obá chegou, Oxum, , estava com a cabeça coberta com um pano que lhe
escondia as orelhas, e, cozinha uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum
mostrou dizendo que havia cortado as próprias orelhas, colocando na sopa, para preparar
o prato predileto de Xangô. Quando lhe foi servido, tomou com apetite e satisfação,
retirando-se, todo gentil na companhia de Oxum. Na semana seguinte que era a vez de
Obá cuidar de Xangô, decidiu fazer a receita predileta de Xangô, cortou uma de suas
orelhas e cozinhou com a sopa.

Xangô ficou repugnado e furioso com a cena. Neste momento apareceu Oxum, retirou
seu lenço, onde Obá viu que as orelhas de Oxum nunca haviam sido cortadas, sendo por
esta caçoada, seguiu-se violenta luta corporal, Xangô mostrou toda sua irritação e furor.
Oxum e Obá, fugiram apavoradas e transformaram-se nos rios que levam seus nomes.
Motivo pelo qual, quando Obá se manifesta em alguma das suas iniciadas, leva a mão
para cobrir a orelha esquerda, ou ata-se um torço (turbante), a fim de esconder uma das
orelhas. Sua cor é vermelha.
Sua saudação: Oba sire [Obá xirê].

QUALIDADES:
1) Obá Gideo– fundamento com Yemanjá

2) Obá Rewá– culto em extinção

OBALUAYIÊ
Associado na África, onde houveram, e ainda ocasionalmente, grandes endemias e
epidemias.
Obalúayé; "Rei dono da Terra" ,
Omolu "Filho do Senhor",
Sapata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor
- o sol - també é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das
doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os
define como:
Obaluaye: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra;

Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida. Canjanjá na Angola. Sua dança o Opanijé
(cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), como um ser doente onde mostra suas
feridas, o céu e a terra, sua lenda, em outras danças, dança curvado para frente, como que
atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre. Seu "arma"
(emblema) é o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do
dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as
energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta
representação nos mostra sua ligação a terra, ao tronco e ramo das árvores, transporta
assim o Asé (axé) preto, vermelho e branco. Está relacionado com o axé preto (terra),
contido no segredo do "ventre fecundado" e com os espíritos contidos na terra.

Sua contas como Omolu são vermelho, preto e branco, como Obaluayie o preto e branco,
como Xapana, o preto e vermelho. Também usa o lagidiba, seu colar ritual feito de
pequenos discos preto de chifre de búfalo cortado em rodelinhas, é usado para proteger
de doenças e tem uma conotação de grau hierárquico.

Faz muito uso dos cauris (búzios) em seu brajá (colar de búzios) e nos paramentos. Em
uma região é ligado a riqueza e patrono dos cauris e conjunto de 16 búzios + 1 da leitura
esotérica "érindílogun". Owó nlá bànbà - Dinheiro(cauris)grande, imenso ójísè owó nlá
bànlà - Mensageiro da riqueza owó nlá bànbà - dinheiro grande, imenso Na Nigéria os
owo érindínlogun adoram Obaluaiyé e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu
(pano africano) onde são costurados cauris esó.

Sua Saudação é "Atoto" quer dizer; Silêncio, escutai; hora da devoção.


Sua vestimenta é feita de ìko , é uma fibra de ráfia extraida do Igí-Ògòrò, a "palha da
costa" , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a
morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de
duas partes o "Filá" e o "Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma
espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que
passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que
vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um
Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte
e do renascimento.

Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega


seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a
morte. Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer ; ou ainda
aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus "filhos"
devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas aos
convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona.

Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, e de nação para nação; carneiro,
peixe de rio de couro, caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca... Tido como filho de
Nana, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo
com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obaluaê/Xapanã
em Tapá (nupê) chegando ao território mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon,
trazido pelos nagôs. Em alguns lugares se misturam em outros são deuses distintos,
confundido até com Nana Buruku; Omolu em keto e Abeokutá.

Seu parentesco com Oxumare e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê segundo uns e
Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra,
esculpida em madeira onde figuram esses tres personagens superpostas, também em Fita
próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru,
tres fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).
QUALIDADES
1)gun Agbagba (ligação com Oyá)- Quando vem ao barracão, é Oxaguiã quem o traz.

2)Omolu

3)Obaluayie

4)Soponna/Sapata/Sakpatá - Saí, no barracão, com o KUMON (haste feita de bambu,


ornada com búzios, crânio humano, untado com cera de abelha e palha da costa). Tem
dois assentamentos, um é enterrado em frente a casa de Exu envolto em pano preto e
vermelho, a cada 7 anos é renovado. Come ao meio dia, em céu aberto, além de
quadrúpedes, come também camaleão com crista.

5)Afoman/Akavan/Kavungo (ligação com Exú) afomo; contagiante,infeccioso

6)Savalu/Sapekó (ligação com Nana)

7)Dasa

8)Arinwarun (wariwaru) título de xapanan

9)Azonsu/Ajansu/Ajunsu (ligação com Oxalá, Oxumare)


Ajansu Essa qualidade é trazida ao barracão pelo Oxalufã,
Ajunsu-: Associado a Oxumaré e Orinsanlá, só come orogbo e no cuscuzeiro tem 7 setas
e 2 cobras amarradas ao okutá.

10)Azoani (ligação com Yemanjá e Oyá) - Duas cabacinhas e 41 búzios no assentamento.

11)Posun/Posuru - Usa máscara leonina e garras de bambu.

12)Agoro

13)Tetu/Etetu

14)Topodun
15)Paru

16)Arawe/Arapaná(ligação com oyá)-Só come galos brancos.

17)Ajoji/Ajagun (ligação com Ogun, Oxagian)

18)Avimaje/Ajiuziun (ligação com Nana, Ossain)

19)Ahoye

20)Aruaje

21)Ahosuji/Segí (Ligação com Yemanjá, Oxumare/Besén

OGUN
Filho de Yemanjá ou Oduá com Oxalá. Está ligado ao mistério das árvores,
consequentemente à Oxalá. Seu "assento" está ao pé de um Igí-uyeuè (cajazeira) no
Brasil, onde um adàn, akòko ou Àràbà na Nigéria e no Daomé, e rodeado por uma cerca
de peregun. Podendo também ficar ao pé do Igí-òpé cujo tronco simboliza a matéria
individualizada dos funfun (orixás do branco, particularmente Oxalá), que as folhas
brotadas sobre os ramos ou troncos, simbolizam descendentes e que o màrìwò é a
representação mais simbólica de Ogún.

Akóro Ko l'axo Akóro não tem roupas Màrìwò l'axo Ogún o! Màrìwò veste Ogún
Màrìwò Màrìwò Ogún data de tempos proto-históricos, é pré-histórico, violento e
pioneiro; suas armas são primeiro de pedra, depois o ferro.

Sua primogenitora converte-o em quase irmão gêmeo de Exú.

Deus da guerra, imagem arquetípica do soldado, Ogún é também o deus do ferro, da


metalurgia. Do ferreiro ao cirurgião, todos os que utilizam instrumentos de ferro (e o aço
por consequencia) em seu trabalho: agricultores, caçadores, açougueiro, barbeiros,
marceneiros, carpinteiros, escultores e outros que juntaram-se ao grupo desde o início do
século, mecânicos e motoristas; rendem homenagem à Ogún.

Nesse sentido ele é o arquétipo da conquista da civilização humana, consolidada na idade


do ferro. Orixá de personalidade violenta, obstinada, constante, viril, disciplinada, quando
não rígida. Na sua estreita relação, com a natureza humana, na qual é o regente dos
"caminhos" no seu sentido de trabalho, oportunidades profissionais, e ao mesmo tempo
"guardião" da casa.

Historicamente, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé, usando o
título de Oniré (Rei de Irê), por se apossar da cidade de Irê, matando seu rei; usava uma
diadema, chamada àkòró , e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de Ogún
Oniré e Ogún Aláàkòró, inclusive no Brasil, trazidos pelos descendentes dos yorubás.
Ogún é único, mas, em Irê, diz-se que ele é composto de sete partes. Ogún méjeje lóòde
Iré, frase que faz alusão às sete aldeias , hoje desaparecidas, que existiriam em volta de
Irê.

O número sete é associado à Ogún e ele ;e representado nos lugares que lhe são
consagrados, por instrumentos de ferro, em número de sete, catorze ou vinte e um,
pendurados numa haste horizontal, também de ferro: lança, espada, enxada, torquês,
facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades. Uma história de Ifá, explica
como o número 7 foi relacionado a Ogún e o número 9 a Oyá. "Oyá era a companheira de
Ogún antes de se tornar a mulher de Xangô.

Ela ajudava o deus dos ferreiros no seu trabalho; carregava docilmente seus instrumentos,
da casa à oficina, e aí ela manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia, Ogún
ofereceu à Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o
dom de dividir em sete partes os homens e em nove as mulheres que por ela fossem
tocados no decorrer de uma briga.

Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogún bater o ferro e,
frequentemente, lançava olhares a Oyá; esta, por seu lado, também o olhava furtivamente.
Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados e usava brincos, colares e
pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá.

Aconteceu, então, o que era de esperar: um belo dia, ela fugiu com ele. Ogún lançou-se à
sua perseguição, encontrou os fugitivos e brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo e
eles se tocaram ao mesmo tempo. E, assim, Ogún foi dividido em sete partes e Oyá, em
nove, recebendo ele o nome de Ogún Mejé e ela o de Yansã, cuja origem vem de
Iyámésan - 'a mãe (transformada em) nove'."

Sua cor é o azul escuro, é o primeiro a ser saudado depois que exu é "despachado" (ritual
que antecede os Xirés - ocasião festiva, que as casas de candomblé, cantam para todos os
orixás - que este tipo de exú, na sua forma negativa de maldoso, funcionando também
como uma espécie de guardião do ritual, contra outros tipos de espíritos "não
iluminados", não perturbe e não deixe, perturbarem o culto).

É sempre Ogún que desfila na frente, "abrindo caminho" para os outros orixás (mais uma
vez, a indicação da sua função de abrir caminhos), quando eles entram no Ilê nos dias de
festa, manifestados e vestidos com suas roupas simbólicas.

QUALIDADES:
1) Onire - Primeiro filho de Odùdùa. Usa contas verdes e veste-se de verde, Guerreiro
impulsivo, violento, cortador de cabeça sanguinário, ligado a morte e aos
antepassados. Muito impaciente, não pensa antes de agir, mas acalma-se rápido.
2) Alagbede

3) Já - É o Orixá da casa de Oxalá, o grande guerreiro branco. Como todo Ogún, come
inhame, tem
temperamento rabugento e solitário. Em seus assentamentos leva Oxún e Wáji. Não se
pronuncia seu nome em vão e nem à noite. Veste branco e também, o verde, suas contas
são verde-claro. Cobre-se de mariwo.

4) Omini

5) Wari - Feiticeiro, fica ao lado do Igbalé, o seu assentamento. É velho, agitado,


violento, implacável. Sua bebida é a cachaça. Come carne crua. No seu assentamento tem
duas tíbias, 1 crânio e terra de cemitério. O assentamento é na mata e fica em lugar alto.

6) Eroto ndo

7) Akoro Onigbe- Irmão de Oxossi e ligado à floresta. É invocado no Padê. É filho de


Yemanjá Ogúnté, jovem,
dinâmico, empreendedor, protetor, seguro, amigo fiel e ligado ao mau. Seu assentamento
leva várias folhas.

ÒRÚNMÌLÀ
Deus do destino, regente dos oráculos, Òrúnmìlà é um outro nome de Ifá. NÀO É
OUTRO ORIXÁ.
Encontra-se num plano mítico e simbólico superior ao dos outros orixás. Se Olórún é o
ser supremo dos yorubás, o nome que dão ao Absoluto, Òrúnmìlà é a sua emanação mais
transcendente, mais distanciada dos acontecimentos do mundo sub-lunar.

Ritual de Òrúnmìlà é extremamente rico e complexo e atesta a profundidade da tradição


yorubá preservada, em alguns lugares no Brasil, tornando-o de fato equivalente, em
riqueza mítica e simbólica. Na tradição de Ifé é o primeiro companheiro e "Chefe
Conselheiro" de Odùduà quando da sua chegada à Ifé.

Outras fontes dizem que ele estava instalado em um lugar chamado Òkè Igèti antes de vir
fixar-se em Òkè Itase, uma colina em Ifé onde mora Àràbà, a mais alta autoridade em
matéria de adivinhação, pelo sistema chamado Ifá. É também chamado Àgbónmìrégún ou
Èlà. É o testemunho do destino das pessoas e, por esta razão, é chamado Eléèrì Ìpín.

Os babalaôs (pais do segredo), são os porta vozes de Orunmilá, que não é Orixá nem
ebora. A iniciação de um babalaô não comporta a perda momentânea de consciência que
acompanha a dos orixás. Não se trata de ressucitar no incosciente do babalaô o "eu
perdido", correspondente à personalidade do ancestral divinizado. É uma iniciação
totalmente intelectual.

Ele deve passar um longo período de aprendizagem, de conhecimentos precisos,em que a


memória, principalmente, entra em jogo. Precisa aprender uma quantidades de Itans
(histórias) e de lendas antigas, classificadas nos duzentos e cincoenta e seis odú (signos
de Ifá), cujo conjunto forma uma espécie de enciclopédia oral dos conhecimentos do
povo de língua yorubá. Todo indivíduo nasceu ligado a um desses 256 odú.

No momento do nascimento de uma criança, os pais pedem ao babalaô para indicar a que
odú a criança está ligada. O odú dá a conhecer a identidade profunda de cada pessoa,
serve-lhe de guia na vida, revela-lhe o orixá particular ao qual ele deve eventualmente ser
dedicada, além do da família, e dá-lhe outras indicações que a ajudarão a comportar-se
com segurança e sucesso na vida.

Dois sistemas permitem ao babalaô encontrar o signo de Ifá que está sendo procurado,
chave do problema que lhe apresenta o consulente. Um deles é bastante elaborado,
manipula-se de acordo com certas regras, dezesseis caroços dos frutos do dendezeiro,
chamados "coco de Ifá", os ikin ifá, o outro é mais simples e consiste em utilizar um
opele ifá, uma corrente onde estão enfiadas oito metadas do caroço de uma certa fruta.

Um odú de ifá é formado pelo conjunto de duas colunas verticais e paralelas, de quatro
índices cada uma; cada índice compõe-se de um traço vertical ou de dois traços verticais.
Há dezesseis combinações possíveis para cada uma das colunas e cada uma delas tem um
nome.
1) Ogbè
2) Oyèkú
3) Ìwòri
4) Òdí
5) Ìrosùn
6) Òwónrín
7) Òbàrà
8) Òkànràn
9) Ògúndà
10) Òsá
11) Ìká
12) Òtúrúpòn
13) Òtúrá
14) Ìrètè
15) Òxé
16) Òfún

Cada um desses dezesseis nomes justapostos, com eles mesmos ou com algum dos quinze
outros, forma o nome de um dos duzentos e cincoenta e seis odú. Orunmila embora não
seja um orixá, participa muitas vezes nas histórias de Ifá, da vida e das aventuras dos
deuses yorubás.
OSSAIN
É a divindade das folhas medicinais e litúrgicas. A sua importância é fundamental, pois
nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé - o
poder - imprescindível até mesmo aos próprios deuses. As folhas nascidas das árvores e
as plantas constituem uma emanação direta do poder sobrenatural da terra fertilizada pela
chuva (água-sêmem) e, com esse poder, a ação das folhas podem ser múltiplos, para
diversos fins.

As folhas como as escamas e penas, são e representam o procriado. Elas representam o


"sangue-preto", axé do culto. OSSAIN possui um poder ao mesmo tempo benéfico e
perigoso.

O Eye é um pássaro que o representa, o Igbá Òsányin é seu emblema, confeccionado com
ferro, e simboliza uma árvore de sete ramos com um pássaro em sua haste central, o ferro
reforça a ligação com o axé do preto mineral, e o pássaro é a relação folha-pena e
elemento procriado.

Nada se faz no candomblé sem este orixá, as folhas sagradas, para tudo se usa, na
iniciação há um borí específico para Ossain, a cabeça do neófito é lavada com um líquido
composto de folhas associadas a diversos orixás, mas dependentes, em última instância,
para seu efeito, da colaboração de Ossain.

Há um encarregado de recolher as folhas frescas no mato e prepará-las, é chamado


olósàyin. Uma lenda explica a divisão das suas folhas com os outros orixás: "Ossain
havia recebido de Olodumaré o segredo das ervas.

Estas eram de sua propriedade e ele não as dava a ninguém, até o dia em que Xangô se
queixou à sua mulher, Oyá , senhora dos ventos, de que somente Ossain conhecia o
segredo de cada uma dessas folhas e que os outros orixás estavam no mundo sem possuir
nenhuma planta.

Oyá levantou as saias e agitou-as impetuosamente. Um vento violento começou a soprar.


Ossain guardava o segredo das ervas numa cabaça pendurada num galho de árvore.
Quando viu o que vento havia soltado a cabaça, e , que esta tinha se quebrado ao bater no
chão, ele gritou 'Ewé O! Ewé O!' - 'Oh! As folhas! Oh! As folhas! -, mas não pode
impedir que os orixás as pegassem e as repartissem entre si.

A colheita das folhas deve ser feita com extremo cuidado, para não destruir a árvore que
as dá, e que possam se renovar, seguindo um preceito próprio, para entrar no seu reino,
fazer a colheita e prepará-las. Ossain vive na floresta, em companhia de Àrònì, um
anãozinho, que tem uma única perna, e fuma um cachimbo feito de casca de caracol. Por
causa dessa união com Àrònì, Ossain é saudado "Holá!" - proprietário-de-uma-única-
perna-que-como-o-proprietário-de-duas-pernas! - alusão às oferendas de galos e pombos
que possuem duas patas, feitas a Ossain Àrònì que possui apenas uma perna; razão pela
qual no ato se "cravejar" tira-se apenas, uma perna do animal. Suas cores são verde e
branco.

OXALÁ
É inconteste sua posição única de “pai” dos Orixás

Lembá, Kassulembá, Lambaranganga, Lembadilè, Oulissa, Oulisasa, Obatalá, Orìsànlá,


Orixalá muitos são seus nomes, cuja variação mais uma vez, se dá em virtude da região
na África que é conhecido. Mais importante e elevado deus iorubá, o primeiro criado por
Olodumaré (O Deus supremo), é um orixá funfún (do branco).

QUALIDADES:
30 oxalá (o sol);
31 oxaguian (o nascer do sol);
32 oxanyin (oxalá moço);
33 oxadinhan (oxalá moço);
34 oxagiriyan (oxalá feminino);
35 oulissa (oxalá no gege);
36 oxalufan ( oxalá velho);
37 oxá olokun (oxalá do mar);
38 orixalá (oxalá do meio dia);
39 obi-am (esposa de orixalá);
40 orixá okô (oxalaá da agricultura);
41 obá-okê – (oxalá da montanha);
42 ora minhan (filho de odudua e obatalá);
43 orixanlá (rei dos orixás);
44 ifá (o espírito santo);
45 canaburá (o nascer do dia),
46 Obatalá,
47 Odudua,
48 Okin,
49 Lulu,
50 Ko,
51 Oluiá
52 Babá Roko,
53 Babá Epe,
54 Babá Lejugba,
55 Akanjapriku,
56 Ifuru,
57 Kere,
58 Babá Igbo,
59 Ajaguna.

Muitas são sua lendas e extensa é sua origem e história na África, matéria destinada aos
estudiosos e mais aprofundados na religião Sendo os mais cultuados no Brasil, Oxalufon
"o velho" e Oxaguian "o moço" na sua forma "guerreira" de Oxalá que carrega uma
espada, cheio de vigor e nobreza, seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título
de Eléèjìgbó, rei de Ejigbo.

Na condição de velho e sábio, curvado ao peso dos anos, figura nobre e bondosa, carrega
uma cajado em que se apoia, o Opaxoro, cajado de forte simbologia, utilizado para
separação do Orun e o Ayié.

No Brasil é o mais venerável e o mais venerado, sua cor é o branco, seu dia a Sexta-feira,
motivo pelo qual os candomblecistas em geral usam roupa branca na Sexta-feira e na
virada do ano, num claro respeito e devoção a Oxalá.

Sua maior festa é uma cerimônia chamada "Águas de Oxalá" que diz respeito a sua lenda
dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do "Pilão de Oxaguian",
para festejar a volta do pai.

Esse respeito advém da sua condição delegada por Olorun, da criação e governo da
humanidade.

OXÓSSI
No grupo Òdé - caçadores - sobressai Oxóssi , está ligado à terra virgem. Possui muita
importância em Kétu, torna-se Alákétu (Rei do Kétu).
É àxèxè (princípio dos princípios) dos descendentes de Kétu.
Os Oge (chifres de touro) fazem a comunicação entre o Aiyé e Orún, chamados de :
Olugboohun - o senhor escuta a minha voz
Ìrùkèrè (Èrùkèrè) - espécie de cetro feitos com pelos do rabo de touro, presos em um
couro duro, constituindo um cabo, e revestido com um couro fino, ornado com contas e
cauris (búzios). É um dos principais instrumentos dos caçadores e detém poderes
sobrenaturais. Na África nem um caçador, se aventuraria, a ir à floresta sem seu ìrùkèrè.

É preparado com pós e remédios de diversos tipos, assim como folhas e fragmentos
triturados dos animais sacrificados. Antes de serem presas, as raízes dos pelos devem
durante algum tempo, ficar imerso num pote com uma combinação de elementos que
constituem um axé especial, que lhe conferirá suas atribuições necessárias. Não é apenas
mais um emblema, tem o poder de manejar e controlar todo tipo de espíritos da floresta.

Os pelos do rabo parte posterior representam os ancestrais, espíritos de animais e de todo


tipo de espírito da floresta. Deus da caça, ligado às matas, irmão mais novo de Ogun, Odé
é também parte dos orixás masculinos cujos princípios também são feitos de ferro.
Alegre, jovial, expansivo e irrequieto, tem enorme popularidade na Bahia onde também é
conhecido pelo nome de Oxóssi (Òxòósi).

Na África teria sido o irmão caçula ou filho de Ogun, com importância, como protetor
dos caçadores; na medicina, pois os caçadores passam grande parte de tempo em contato
com Ossain na floresta, divindade das folhas terapêuticas e litúrgicas, e, aprendem com
ele parte do seu poder; na ordem social, pois em suas caças e expedições, descobre lugar
favorável à instalação de uma nova roça ou de um vilarejo, tonando-se assim o primeiro
ocupante do lugar e senhor da terra onílè, com autoridade sobre os habitantes que venham
a se instalar posteriormente; de ordem administrativa e policial, pois antigamente os
caçadores odé, eram os únicos a possuir armas nos vilarejos, servindo também de
guardas-noturnos òxó.

O culto de Oxóssi encontra-se quase extinto na África mas bastante difundido no Novo
mundo, tanto em Cuba como no Brasil, pois seus iniciados foram vendidos como
escravos para esses países; Eles trouxeram consigo o conhecimento do ritual. Suas cores
são azul esverdeado, seu símbolo, o ofá, um arco e flecha em ferro forjado (hoje, outros
metais) e o erukere , insígnia de dignidade dos reis da África e que lembra ele ter sido rei
de Kêto.

QUALIDADES:
1) Orè ou Orèlúéré É o filho querido de Oxaguian e Yemanjá. Veste-se de branco em
homenagem a seu pai. Usa chapéu com palmas brancas e azuis claro. É tão amado que
Oxaguian usa em suas contas uma azul claro de seu filho. Come com seu pai e sua mãe
(todos os bichos) e tem fundamento com Ogún Já.

2) Inlé ou Erinlè, ou ainda Age


3) Ibùalámo
4) Fayemi
5) Ondun
6) Asunara
7) Apala
8) Agbandada
9) Owala
10) Kusi
11) Ibuanun
12) Olumeye
13) Akanbi
14) Alapade
15) Mutalambo

OXUN
Orixá originário da terra de Ijexá. Genitora por excelência, ligada particularmente à
procriação. Deusa das águas doces, reina sobre os rios, também divindade do ouro e dos
metais amarelos. Coquete e vaidosa, foi segunda esposa mde Xangô, tendo vivido
anteriormente com Ogun, Orunmilá e Oxóssi. Maternal, carinhosa e muito afeita às
crianças, amante da beleza e do adôrno. Também é chamada de Iyálòóde, título conferido
à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Seus axés
são pedras do fundo do rio Oxum, jóias de cobre, no Brasil, pedras de rio e adornos de
metal amarelo. Sua cor e contas, é amarelo-ouro, sua saudação: Ore Yèyé o!!!, chamemos
a benevolência da mãe!!!

Qualidades de Oxum:
1-Abalu (a mais velha de todas) ABALÔ (carrega ogum é uma iansã)- É velha, bem
idosa, tem numerosos filhos e netos é severa e autoritária. Usa o azul claro e é a
verdadeira dona do leque. Come com Yemonjá no rio e na lagôa. Suas contas são o azul
cristal. Come tartaruga, cabrito castrado e pata.

2- Yeye Kare (guerreira)- Muito bonita, guerreira, autoritária e agressiva. Veste saia
branca com fôrro amarelo claro. Tem fundamento com Oxóòsi. Acompanha Yemonjá e
Oxalá. Come na lagoa e no encontro das águas salgadas. Devido ser muito guerreira,
numa luta feriu-se na perna esquerda, é manca da perna esquerda e come bichos fêmeas..

3-Jumu ou Ijimu ( a mãe de todas, estreita ligação com as Ìyámi) - É a senhora da


fecundidade e do feitiço, é velha e vira bruxa na beira do rio. Veste Azul e rosa claro,
come com Oxalá e Omolú. Não come bicho fêmea exceto a pata.

4-Aboto ou Oxogbo (feminina e coquete, ajuda as mulheres terem filhos) - É a Osún das
nascentes dos rios e dos encontros da ságuas doces e salgadas, muito bonita e vaidosa.
Tem fundamento com Yemonjá e Xangô. È cultuada a beira das lagoas. Veste amarelo e
geralmente seus filhos são Abikú. Tem fundamento com Nanan devido a lagoa. Ela é
consagrada a rainha da cumeeira.

5-Apara ( a mais jovem e guerreira) - É jovem e guerreira, companheira de Ogún e


Xangô. Veste rosa claro ou amarelo ouro, tem caminhos muito forte com Oxoguian. É
companheira insepáravel de Onìra, comem juntas no bambuzal ou no rio, quando juntas
são perigosas. Tem fundamento com Egun.

6-Ajagura (guerreira) - Muito guerreira, relacionada a Ogún, é terrivel rival de OYÁ,


muito agressiva e orgulhosa. Veste amarelo ouro e rosa claro. Come com Ogún e Xangô.
Come coelha.

7-Yeye Oga (velha e enquizilada)

8-Yeye Petu

9-Yeye Oke (guerreira)


10-Yeye Onira (guerreira)

11-Yeye Oloko (vive nas florestas) - Vive no interior das matas e é associada as Yiamins,
muito guerreira e caçadora, casada com Oxóòsi. Veste amarelo ouro, usa arco e flexa,
tráz uma espada na mão e um leque. Come com Oxóòsi e Yewá somente caça.

12-Yeye ponda (esposa de Oxóssi Ibualama, guerreira e porta um leque) - É guerreira,


casada com Oxóòsi e mãe de Logun Edé. Vive no mato com seu marido, é desconfiada,
astuta, observadora e intuitiva. Veste amarelo ouro e na barra da saia azul claro.
Relacionada ao fogo e aos cemitérios, pois, apesar de não ter nenhum vinculo com Oyá,
tem ligação com o culto de Egun. A pata é uma das grandes kizila. O seu bicho de
fundamento é a tartaruga, que aprecia a carne e os ovos. Come com Oxóòsi, Yemonjá e
seu filho Logun.

13-Yeye Merin ou Iberin (feminina e coquete)

14- Yeye Àyálá ou Ìyánlá (a avó, que foi mulher de Ogum )- É a avó das osún, muito
poderosa e guerreira.Foi epôsa de Ogún. Veste o amarelo ouro e o azul claro, come com
Ogún, mora nas matas e tem caminhos com Obàluwàiyé.

15-Yeye Lokun ou Pòpòlókun (que não desce sobre a cabeça de suas filhas)

16-Yeye Odo (dos perdões) É a mãe das nascentes. É muito parecida com Yemanjá.
Veste branco e Azul, come com Oxalá e Yemonjá.

OXUMARÉ
Simbolizado pela serpente. Sua tradução, quer dizer: arco íris, bem como uma versão,
essencialmente masculino, e outra, como fêmea ou macho (Besèn e Frekuén).

Besèn, a parte feminina de Oxumarè, que se transforma durante seis meses do ano
(também evidenciado pela sua mudança de pele).

Parente de Nanã e Obaluaiye, o que mostra sua relação com a terra e seus ancestrais. É a
mobilidade e a atividade. Uma de suas obrigações, em suas múltiplas funções, é a de
dirigir o movimento, é o senhor de tudo que é alongado. O cordão umbilical, que está sob
o seu controle; é o símbolo da continuidade e permanência e, algumas vezes é
representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda.

Sua dupla natureza de macho e fêmea, é simbolizada pelas cores vermelha e azul que
cercam o arco íris, ou, verde e amarelo dependendo da região. Também representa a
riqueza, um dos benefícios mais apreciados no mundo dos yorubás.
Seus iniciados usam brajás , longos colares de búzios, enfiados de maneira a parecer
escamas de uma serpente, e trazer na mão um ebiri, espécie de vassoura feita com
nervura das folhas de palmeira, ou Idan duas cobras em ferro forjado. Durante suas
danças, apontam alternadamente para o céu e para a terra. Através do arco íris, se torna o
elemento de ligação entre o céu e a terra, fazendo a ponte aiyé-orún, transporta
mensagens e oferendas.

No Dahomé, chama-se Dan, na nação Angola, como Angoro, sua saudação é Aroboboy.

OYÁ
Iyá-mesan-òrun , seu Oríki, "mãe dos nove órun", Yásan. Conhecida no Brasil como
Yansã, cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn - nove Oyas; usado
como um dos nomes de Oya Ìyá omo mésàn, mãe de nove crianças, Iansã , que da lenda
da criação da roupa de Egúngún por Oyá. Ìyámésàn "a mãe (transformada em) nove", que
vem da história de Ifá, da sua relação com Ogun.

Observe-se que em todas as formas, está relacionada com o número 9, indicativo


principal do seu odú. Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio
(ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger.
Principal esposa de Xangô, impetuoso, guerreira e de forte personalidade, também rainha
dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns.

Em yorubá, chama-se Odò Oya. Diz uma das lendas que Oya lamentava-se de não ter
filhos, uma situação consequente da sua ignorância a respeito das suas proibições
alimentares. Embora lhe fosse recomendado comer cabra, ela comia carneiro. Foi
consultar um babalaô, que informou seu erro, lhe aconselhando a fazer oferendas, entra as
quais deveria haver um tecido vermelho.

Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egúngún.
Tendo cumprido essa obrigação, Oya tornou-se mãe de nove crianças. Suas contas são
vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana,
oriunda de lava vulcânica).

Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin[eruexin]


(confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado
para "espantar os eguns"). Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oya.

QUALIDADES:
1) Oya Biniká
2) " Seno
3) " Abomi
4) " Gunán
5) " Bagán
6) " Onìrá – É uma ninfa das águas doces e seu culto aqui no Brasil é confundido com o
culto de Oya, por ser uma grande guerreira, também é saudada como Yansã, existe uma
afinidade entre as duas divindade, mas seus cultos não chegaram a fundirem-se. Seu culto
na África era totalmente diferente. Tem ligação com o culto a Egun, por sua ligação e
laços de amizade com Oya. Também tem laços de amizade com Oxún, pois Onira foi
quem ensinou Oxún Opará a guerrear. É uma Orixá muito perigosa por sua ligação e
caminhos com Oxaguiã, Ogun e Obaluaê. Veste o coral e amarelo, contas iguais.

7) " Kodun
8) " Maganbelle
9) " Yapopo- Qualidade do jeje, é guerreira.

10) " Onisoni


11) " Bagbure
12) " Ya Tope – Tem ligação forte com Xangô e veste o branco.
13) " Filiaba
14) " Semi
15) " Sinsirá
16) " Sire
17) " Gbale ou Igbale (aquela que retorna à terra) se subdividem em:

a) Oya Funán – A senhora do fogo e dos ventos da morte, caminha com Ogun e
Obaluaê, tem caminhos também com Egun e Yku (morte). Veste o branco e pode-se por
um azul claro. Veste-se de aniagem e palha da costa.

b) " Fure Usa foice na mão esquerda e um Aruexyn na direita, veste branco e por cima de
suas vestes a palha da costa. Dança como se estivesse carregando na cabeça uma enorme
cabaça, em suas vestes vão pequenas cabaças dependuradas, no tornozelo direito uma
pulseira de aço, tem ligação direta com o culto a Morte e aos Eguns, preside a vida e a
morte.

c) " Guere
d) " Toningbe
e) " Fakarebo
f) " De
g) " Min
h) " Lario
i) " Adagangbará

Essas Oya, estão ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas
errantes com seus braços. Tem forte fundamento com Omulu , Ogun e Exú.
TEMPO
O Tempo é tão importante que ele é um orixá (e os africanos a muito sabem disso). Tem
um dito que diz "O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira", muitas vezes
precisamos que o tempo nos seja favorável, e outras não, quero dizer, precisamos de
tempo curto ou longo, com o bom uso do tempo, muitas coisas se modificam, ou
podemos modificar. Em geral na frente das grandes casas de Candomblé, principalmente
em Salvador, existe uma grande árvore com raízes que saem do chão, e são envoltas com
um grande Alá (pano branco), este é um Iroko, que é de fundamental necessidade a sua
existência numa casa de Candomblé. Conhecido também como Loko , e no Brasil como
orixá da Gameleira Branca, onde é feito seu ritual e suas oferendas, esta árvore foi trazida
pelos africanos, mas pela sua existência com certa facilidade em regiões litorâneas, é
possível que já existisse no Brasil. Este orixá não tem qualidades, é conhecido na angola
como Maianga ou Maiongá.

XANGÔ
Xangô teria sido o terceiro Àlàáfìn Òyó - Rei de Oyó -, filho de Oranian e Torosi. Na
África sob seus aspectos, histórico e divino. A filha de Elempe, rei dos Tapás, que havia
firmado uma aliança com Oranian.

Xangô cresceu no país de sua mãe, indo instalar-se mais tarde, em Kòso (Kossô), onde os
habitantes não o aceitaram pelo seu caráter violento e imperioso; mas ele conseguiu,
finalmente, impor-se por sua força. Em seguida, acompanhado pelo seu povo, dirigiu-se
para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome de Kossô.

Conservou, assim, seu título de Obá Kòso, que, com o passar do tempo, veio a fazer parte
de seus oríkì. Xangô, no seu aspecto divino, permanece filho de Oranian, divinizado
porém, tendo Yamase como mãe e três divindades como esposas: Oyá, Oxum e Obá.
Xangô é o irmão mais jovem, não somente de Dadá-Ajaká como também de Obaluaiyè.

Entretanto, ao que parece, não são os vínculos de parentesco que permitem explicar a
ligação entre ambos, mas sua origem comum em Tapá, lugar onde Obaluaiyè seria mais
antigo que Xangô , e, por defer6encia para com o mais velho, em certas cidades com
Seketê e Ifanhim são sempre feitas oferendas a Obaluayiè na véspera da celebração das
cerimônias para Xangô. Xangô, é viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os
mentirosos, os ladrões e os malfeitores, razão do que de sobra, para ser denominado, deus
da justiça. Os èdùn àrá (pedras de raio - na verdade, pedras neolíticas em forma de
machado), são consideradas emanações de Xangô, e são colocadas sobre um odó - pilão
de madeira esculpida -, consagrado à Xangô. Seu símbolo é oxé - machado de duas
lâminas - lembra o símbolo de Zeus em Creta.

Esse oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça;
este fogo é, ao memso tempo, o duplo machado e lembra, de certa forma, a cerimônia
chamada ajere, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma vasilha
cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo; e, em uma outra cerimônia, chamada
àkàrà, durante a Qua engolem mechas de algodão embebidas em azeite de dendê em
combustão. É uma referência à lenda, segundo a qual Xangô tinha o poder de escarrar
fogo graças a um talismã que ele pedira à Oyá buscar no território bariba.

Os adeptos de Xangô , em cerimônias, seguram nas mãos o xéré , um instrumento


musical utilizado apenas por eles (desde que autorizados), feito de uma cabaça alongada e
contendo no seu interior pequenos grãos, que convenientemente sacudido, imita o ruído
da chuva. Em algumas situações também usa um làbà - uma bolsa grande em couro
ornamentado, onde guardaria seus èdùn àrà, que lança sobre a terra durante as
tempestades. Suas danças são acompanhadas por um tambor chamado bàtá (tem uma
forma de ampulheta, com couro dos dois lados de tamanhos diferentes), são pendurados
no pescoço por uma tira de couro, e seus tocadores, os olúbatá, que batem com uma tira
de couro no lado menor do tambor, para fazer vibrar o instrumento, e com a mão fazem
pressões mais ou menos fortes do outro lado, para obter os tosn da língua yorubá. No
Recife, seu nome serve mesmo para designar o conjunto de cultos africanos. Suas cores
são o vermelho e branco, e sua saudação é: Kawó kabiyèsílé ! Venham ver o Rei descer
sobre a terra!! Em sua dançá, o alujá , Xangô brande orgulhosamente seu oxé e assim que
a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa)
imaginário, as pedras de raio, e lançá-las sobre a terra.

QUALIDADES:
1) Dada: Novo, só come comidas secas, na há sacrifício animal

2) Afonjá : Casa real de Oyó. Aquele que lutou, carrega os atins, roga praga fulminando
os inimigos com o raio. Seu principal quadrúpede é o carneiro. Única qualidade que usa
xere de cobre, as demais podem usar, além do cobre, metal branco ou cabaça com
pescoço. É o dono do talismã mágico dado por Oya a mando de Obatalá. Come com
Yemanjá, sua mãe.

3) Oba Olubé: : Um dos mais velhos, chefe de clã. Seu assentamento fica sobre pedras
de rocha e usa 2 gamelas ovais.

4) Ogodo : Soldado de Xangô, com honra e glória, velho, sua gamela é feita da árvore
jaqueira.
5) ObaKosso: Um dos mais velhos, aceita somente azeite de dendê e come ajapá, só que
na iniciação pode ser substituído por cabrito branco. Perdeu os poderes mágicos de
transportar-se da terra para o céu, enforcando-se num pé de OBI. Tem fundamentos com
Exu, Egun e Oya, devido a sua morte.

6) Jakuta: Velho, no seu assentamento tem 12 pedras do raio. Suas comidas são no azeite
de dendê. Na saída, no barracão, usa laba com búzios e edun ara. No ijexá veste-se de
verde. Lançador de pedras.

7) Aganju: Come omolucum feito com coração de boi,no azeite doce e dendê. No seu
assentamento, tem duas máscaras, retratando rostos humanos, sendo que uma sorrindo e a
outra série; são feitas em bronze ou cobre. Come qualquer comida de Orixá e em
qualquer lugar. Sua gamela tem um oxé superposto. Está associado a Exu, Ogún e
Yemanjá. Aganju que dizer terá firme, tem perna de pau e é casado com Yemanjá. É o
filho mais novo de Oranian e o preferido, herdou sua fortuna. É o mais cruel é aquele que
leva o coração do inimigo na lança e é o Xangô amaldiçoado que matou e comeu a
própria mãe.

8) Baru: Pega tempo e come com Exu, dependendo da época este orixá e Baru ora é
Yroko. Tem caminhos com Oya Yatopé. Não come quiabo nem amalá, come amendoim
cozido e padê, na África ele é chamado de maluco, pois, durante seu reinado fez muita
besteira, motivo pelo qual os africanos não o raspam nem assentam. Não fazia
prisioneiros, matava todos. Veste-se de marrom e branco e suas contas são iguais a roupa,
toca-se para Exu e Xangô. Baru era muito destemido, mas quando comia quiabo, que ele
gostava muito, dormia o tempo todo e por isso perdeu muitas contendas, pois quando
acordava seus adversários já tinham voltado da guerra. Ele ficava indignado. Então
resolveu consultar um Oluó que lhe disse: Se é assim, deixe de comer quiabo... só
folhas... só folhas? Perguntou Baru – Sim, respondeu o Oluó, tem duas qualidades, uma
se chama Oió e a outra Xaná, são boas e gostosas como o quiabo. E Baru falou: - A partir
de hoje, eu não comerei mais quiabo. Também conhecido como Ibaru, seu assentamento
é no casco do ajapá.

9) Oloroke: Seria o pai de Oxun Opará. Tem fundamento com Oxossi. Veste vermelho e
branco ou marrom e branco

10) Alafin: É o dono do palácio real,o governante de Oyó.Vem numa parte de Oxalá e
caminha com Oxaguian.

11) Afonjá: Casa real de Oyó. Aquele que lutou, carrega os atins, roga praga fulminando
os inimigos com o raio. Seu principal quadrúpede é o carneiro. Única qualidade que usa
xere de cobre, as demais podem usar, além do cobre, metal branco ou cabaça com
pescoço. É o dono do talismã mágico dado por Oya a mando de Obatalá. Come com
Yemanjá, sua mãe.

14)AJaosi: Velho, não tem culto no Brasil.


15)AJakatá: Associado as chuvas fortes.

16)Badè: Ligado ao trovão e ao fogo. Só homens são iniciados e acima de 45 anos de


idade. Só se faz essa qualidade de Xangô, quando se vai fechar a casa.

17)Ajaosi: Velho, assentado em duas gamelas superpostas, por cima quiabos, que a cada
12 dias são retirados e guardados no laba para fazer atin.

18)Alufan: É idêntico a um Airá. Confundem-se ele com Oxalufan. Veste branco e suas
ferramentas são prateadas.

19)Akorumbé: Só pode ter um iniciado, na casa. No seu assentamento tem duas pedras
envolta uma cobra de cobre. Esta qualidade está ligada a temperatura do mundo.

20)Hevioso: Jeje, quer dizer: ave que vomita fogo.

21)Sogbo: Ligado aos trovões, da nação Jeje.

Oloropá: Soldado de Xangô, violento e justiceiro, não suporta azeite doce. Suas comidas
são no azeite de dendê e ori, misturados.

AIRÁ (AGOYNHAM); AFONJÁ; AGANJÚ; AGOGO; BARU; ALAFIM Alguns


constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmào, Aganju um dos seus
sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e
é originário de tapá; Airá Igbonam; Airá Intile; Airá Mofe ou Adjaos Os Airá seriam
muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais
vermelhos, e seriam originários da região de Savê.

OS 12 MINISTROS DE XANGO
Os Obas da direita não seguram o Xere, porém têm direito a voz e voto, os da esquerda
seguram Xere e só tem direito a voto

Os seis OBÀS da direita são:

* Obà Abi Odun


* Obà Yirè
* Obà Arolu
* Obà Telà
* Obá Otopi
* Obà Kankunfò

Os seis OBÀS da esquerda são:

* Obà Onoxokun
* Obà Aressa
* Obà Elerin
* Obà Onikoin
* Obà Olubon
* Obà Xorun

YEMANJÁ
Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes, ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes).
O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma).

Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn


(descendente de Oduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino
da dinastia dos Àlàfin de Òyó). A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá.

No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e


orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemoja. Também a deusa do encontro das águas do rio
e do mar. A mais antiga é Iyá Sagba, que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas.
Suas cores são o azul claro, branco e azul e o cristal, sua saudação, Odoyiá = Mãe do rio.
Sábado é o seu dia consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Sei dia
consagrado é 2 de fevereiro.

Segundo algumas fontes; Orixá dos rios e correntes, especialmente do Rio Ogun, na
África seria folha de Obatalá e Oduduwá, casada com Oranyian, fundador mítico de Oyó,
teria sido esposa de Aganjú, e com ele teve um filho Orùngan, que a violou e dela são
descendentes outros quinze orixás:
Dadá,
Sangó,
Ògún,
Olokun,
Olosá,
Oyá,
Òsun ,
Obá,
Oko,
Oke,
Saponan;
Òrun (sol) e Osupá (lua);
Ososo e Aje Saluga (orixá da riqueza).
Seus diversos nomes são relativos aos diferentes lugares profundos (ibù) do rio.

Qualidades: 7 conhecidas, seus nomes diferem conforme região.

1) Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé) – Casada com Ogún Alakibebè, mãe de
Ogún Akoro, come carneiro e todos os bichos machos, castrados na hora do sacrifício,
come com Ogún seu filho nos campos e caminhos. Veste-se de azul marinho e branco
cristal ou verde e branco.

2) Yemoja Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá) - É a sexta, é velha, manca
da perna esquerda devido a uma luta com Exu, muito rabugentas e traiçoeira, fala de
costas, fia as roupas de Oxalá e comanda as camadas profundas do mar. Foi casada com
Orumulà Ifà e usa uma corrente de prata no tornozelo, come a pata e tem pavor de
carneiro, come junto com Omolú, Oxún Karê e Oxalá.
Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e
todas as ferramentas que Ogún usa, penduradas em suas vestes. Sua maior quizila é a
pata.

3) Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)- – É a sétima,


jovem, é a mensageira de Olóòkun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito
esquecida e lenta. Come com Obaluaê e Ogún, veste verde água e suas contas são branco
cristal. Come pata e carneiro castro na hora do sacrifício. Altiva e destemida.

4) Yemoja Tuman/Aynu/Iewa

5) Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré) -– Jovem, próxima a


Oxún, sua cor é azul turquesa, na obrigação de 7 anos come porca.

6) Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô) Divindade independente, come


junto com Oxún. Não é feita na cabeça de ninguém, apenas assenta-se faze-se Iyàsesu.

7) Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá) -Fundamento com Obatalá,


usa ade de pérola, veste-se azul e amarelo, verdadeira dona do Ori, qualidade em
extinção. Solteirona e impositiva. Só pode ter uma na casa (iniciada).

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