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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ – UFOPA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO


LICENCIATURA EM LETRAS - PORTUGUÊS E INGLÊS
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONHECIMENTO

Andrei Santos de Morais¹


andrei.morais@ufopa.edu.br

Yasmin Caroline Almeida Batalha Rodrigues²


rodrigues.2000.yasmin@gmail.com

RESENHA 2 – HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA

A presente resenha tem como objetivo aludir ao livro História e Filosofia da


Ciência, escrito pelos autores Marisa Bittar e Amarilio Ferreira Jr. – ambos são
doutores em História Social formados pela Universidade Federal de São Paulo
(USP) e professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – que
conta como se deu a origem da Filosofia e do conhecimento ao decorrer da
história.
Desde os primórdios, a necessidade humana por conhecimento já era
algo intrínseco, que caracterizava a sua curiosidade interna sobre fatores
externos, tais como respostas para questões naturais como “De onde viemos?
Qual o nosso propósito no mundo? ”. Essas perguntas, no início, eram
respondidas apenas por conhecimentos religiosos sobre o assunto.
Mais tarde, na Grécia Antiga, por conta da necessidade de explicação
para a estruturação do novo modelo de civilização, decorrente da transição da
pré-história com os povos bálticos, “surgiu” o fenômeno conhecido atualmente
por Filosofia, que procura estudar os fatos ocorridos por meio da razão e
lógica. Por muitos anos, apesar da teologia ter, em partes, tomado como
embasamento explicações filosóficas para as suas interpretações religiosas, a
filosofia vivia à sombra da Igreja.
A fé, em detrimento da razão, por muito tempo não aceitava fatos que
estudiosos apontavam, pois iam contra as regras da igreja, do que o clero
havia pregado durante séculos e séculos. O exemplo mais famoso disso, foi a
condenação de Galileu Galilei, o qual continuou as pesquisas do Nicolau
Copérnico sobre a terra não ser o centro do Universo. Em razão dessa
descoberta, Galileu foi condenado a severas punições, e, caso não negasse
sua crença, seria morto.
Com o decorrer dos anos, houve a separação entre Filosofia e Ciência,
devido a ciência ter tomado proporções de conhecimento muito além do que a
filosofia estuda. As inovações que decorreram da Revolução-Técnico-
Científica, levaram o ser humano à descoberta de um conhecimento maligno,
tendo em vista as criações assombrosas nos períodos de guerras mundiais,
onde houve uma tensão tão grande sobre a possível extinção do mundo, com o
feito das bombas atômicas e os estudos sobre energia nuclear.

¹ - Professor Doutor da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA.


² - Acadêmica do Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal do Oeste do Pará –
UFOPA.
Tais acontecimentos, derivam do não controle sobre o que é estudado e
da não consideração do que as ciências humanas visam, que é o
conhecimento sendo levado para fazer o bem. Talvez, se o preconceito
realizado sobre as ciências humanas fosse extinto, os olhos da humanidade
fossem voltados para questões que fariam do mundo um lugar onde o
conhecimento seria um instrumento acessível a todos, e que seu estudo visaria
a manutenção da melhor qualidade e desenvolvimento humano, tendo em vista
que a tecnologia já usada poderia servir de base para questões sobre a não
violência e sobre a razão em primeiro lugar.

CRÍTICA DO RESENHISTA

Em análise ao texto estudado é possível concluir que sempre houve


uma curiosidade insaciável do ser humano por respostas para suas perguntas.
A crença de que o ser humano já nasce com os princípios de conhecimento é
válida, pois apenas a com a consciência de conhecimento, que se foi possível
o avanço do mesmo, uma vez que conforme o passar do tempo o homem
desenvolveu tecnologias a frente das já conhecidas.
A variedade de conhecimentos contribui para que o estudo de diversos
fenômenos seja compreendido, na mesma medida que se alcança o
entendimento de uns, novos surgem. Com o surgimento da filosofia, o saber
ganhou um refinamento altamente baseado na consciência de que a razão leva
ao mais puro conhecimento. Sua importância vem a ser primordial para as que
civilizações consigam manter uma linha de raciocínio sobre como devem se
organizar.
Em consonância com essa perspectiva, temos as ciências naturais que
auxiliam o pensamento de análise sobre questões pouco faladas e,
consideradas por muitos, sem relevância alguma para avanços. Porém, com os
vários acontecimentos históricos, fica óbvia a necessidade de um pensamento
mais aprofundado acerca de atos cometidos em guerras, sejam físicas ou de
tensão, que refletem em crises mundiais. É necessário, portanto, que a devida
importância seja dada desde as pequenas coisas do cotidiano até os estudos
mais avançados, uma vez que toda uma sociedade se mantêm das relações de
convívio do humano com a ciência. Em razão disso, foi criada o conhecimento
(ciência) que se preocupa em entender a causa do surgimento das
propriedades humanas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BITTAR, M; FERREIRA JR, A. História e Filosofia da Ciência. p. 1 -18.

¹ - Professor Doutor da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA.


² - Acadêmica do Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal do Oeste do Pará –
UFOPA.

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