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Compulsão alimentar: Da teoria à prática nutricional

Esp. Ana Paula Oliveira de Queirós


Currículo do Docente
Nutricionista CRN6 11246
Pós graduada em Nutrição Clínica-Metabolismo, Prática e Terapia Nutricional- Estácio de Sá
Pós graduada em Transtornos Alimentares e Obesidade -UNIFOR
Pós graduada em Comportamento Alimentar –IPGS
Certificada pelo instituto Nutrição Comportamental
Coordenadora do Programa Interdisciplinar de Nutrição aos Transtornos Alimentares e Obesidade-
PRONUTRA/UNIFOR
Idealizadora da equipe “Além do nutriente”
Pesquisadora-colaboradora do HCOR- SP
Atua em consultório particular utilizando a abordagem da Nutrição Comportamental
Possui capítulos escritos nos livros: Transtornos alimentares: uma visão interdisciplinar; Transtornos
alimentares: um guia prático e Comida, Corpo e Comportamento humano
• Ementa
• Este curso tem como objetivo proporcionar conhecimento acerca da compulsão alimentar e suas
nuances para uma melhor estratégia de terapia nutricional.

• Assuntos abordados neste curso:


• MÓDULO I: Introdução a compulsão alimentar, apropriadamente nomeada Transtorno da
compulsão Alimentar (TCA): Definições, contexto histórico, etiologia, epidemiologia, quadro
clínico e complicações clínicas, diagnóstico e características gerais do tratamento.
• MÓDULO II: Aspectos do comportamento alimentar no Transtorno da Compulsão Alimentar.
• MÓDULO III: Tipos de fome, apetite ou “fome hedônica” e saciedade. Comida como recompensa.
Existe vício em comida? “Comfort food” e “Mindless eating”.
• MÓDULO IV: Tratamento nutricional do Transtorno da Compulsão Alimentar: Evidências, guias,
protocolo de tratamento, ferramentas terapêuticas e casos clínicos.
Compulsão alimentar: Da teoria à prática nutricional

MÓDULO 4
(Tratamento nutricional do Transtorno da Compulsão Alimentar: Evidências,
guias, protocolo de tratamento, ferramentas terapêuticas e casos clínicos)
DIFERENÇAS DO TRATAMENTO NUTRICIONAL DA COMPULSÃO ALIMENTAR

Por suas características pedem um tratamento


nutricional diferente, a prescrição tradicional
não surtirá efeito e outras estratégias e
intervenções são necessárias.

As escolhas e o consumo alimentar dos


pacientes dependem de suas atitudes.
Desta forma, simplesmente apontar
inadequações, riscos nutricionais e
oferecer uma “ dieta” balanceada não
significa aderência a ela, pois será preciso
trabalhar com todas as atitudes, visando à
mudança de comportamento.

(Alvarenga; Philippi, 2011)


DIFERENÇAS DO TRATAMENTO NUTRICIONAL

MODELO TRADICIONAL MODELO DE TERAPIA


NUTRICIONAL
Foco nos alimentos e nutrientes, ou Foco em como o paciente come
seja, no que o paciente come
Intervenções de curto prazo Intervenções de longo prazo
Ênfase na educação alimentar A educação alimentar está presente,
mas não é o componente principal
Relacionamento mínimo entre o Relacionamento intenso entre o
nutricionista e o paciente terapeuta nutricional e o paciente
Plano de ação (geralmente na forma de Plano de ação (geralmente na forma de
uma dieta) é determinado rapidamente, metas e mudanças alimentares) é muito
nas primeiras consultas individualizado, desenvolve-se ao longo
de várias consultas e evolui com o
tempo

(Adaptado de Reiff e Reiff., 1992)


DIFERENÇAS DO TRATAMENTO NUTRICIONAL

ABORDAGEM ESPECIALISTA ABORDAGEM DE TERAPIA NUTRICIONAL

Autoridade Parceria
Educador Facilitador de mudanças
Se sente responsável pela saúde do cliente O cliente é responsável por sua saúde

Resolve problemas Encoraja possibilidades

Foca no que está errado Foca no que está certo

Tem respostas Co-descobre as respostas


Interrompe os desvios de assunto Aprende com as histórias do
cliente/paciente
Luta com o cliente Dança com o cliente
TERAPEUTA NUTRICIONAL

Ao invés de “prescritor”, o TN é um facilitador do processo, devendo


auxiliar na identificação dos problemas nutricionais, apontar possíveis
ligações entre emoções e o comportamento alimentar e auxiliar a busca
de estratégias para mudanças.

Habilidade no aconselhamento educacional e comportamental e o


estabelecimento de uma aliança terapêutica significativa, com
empatia, acolhimento e não julgamento.

Envolve duas habilidades principais: perceber e comunicar. Essas


habilidades precisam ser treinadas e desenvolvidas e a finalidade é
compreender o paciente, facilitando o entendimento do “mundo
alimentar” do paciente e ajudando o a se sentir à vontade durante o
processo.

(ROCK & CURRAN-CELENTANO,1996)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL - TCA

OBJETIVOS Diminuir a frequência de compulsões alimentares;

Melhorar a percepção e o controle de situações que desencadeiam


a compulsão;
Eliminar práticas alimentares inadequadas;

Controlar os impulsos do comer desatento;

Buscar a manutenção de um peso adequado que seja compatível


com a realidade e histórico do paciente;
Melhorar a relação entre alimentação e corpo.

(Ozier et al., 2011)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL - TCA

Ao longo do tratamento

• Mostrar a importância dos grupos alimentares e promover um equilíbrio e o pensamento mais qualitativo da
alimentação.
• Capacidade de organizar o dia alimentar, estruturando as refeições, respeitando as preferências alimentares e
culturais sem imposição.
• Mostrar que comer normal é comer todos os alimentos, sem categorizá-los como bons ou ruins.
• Habilitar o paciente a planejar sua alimentação de forma adequada e, consequentemente, diminuir e/ ou evitar
as compulsões.
• Mostrar que os sinais de fome existem e que devem ser ouvidos e respeitados.
• Ensinar os pacientes a perceberem seus sinais de saciedade e a identificação da hora de parar de comer.
• Fazer com que os pacientes comecem a se conhecer melhor e identificar e diferenciar quando estão com fome
e quando é vontade e qual tipo de vontade está sentindo de fato.

(PISCIOLARO, F., FABBRI, A., VARGAS, A., GAETA, T. 2020)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL - TCA

Ao longo do tratamento

• Orientar a disfuncionalidade da busca alimentar, a identificação dos gatilhos. Ensinar novos comportamentos para
esses momentos.
• Mostrar como a parceria com outras pessoas pode ter um impacto positivo no comportamento alimentar.
• Mostrar que podemos reverter os hábitos prejudiciais por hábitos mais assertivos.
• Mostrar como as emoções não reconhecidas podem levar ao comer emocional.
• Ajudar o paciente a fazer escolhas alimentares adequadas em diferentes situações do dia a dia e prepará-lo para
enfrentar problemas em situações em que a comida for oferecida de forma abundante.
• Mostrar que recaídas podem acontecer, e não significam que tudo está perdido.

(PISCIOLARO, F., FABBRI, A., VARGAS, A., GAETA, T. 2020)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL - TCA

É necessário perceber e fazer o paciente refletir:

Quais são os objetivos atuais relacionados a alimentação e corpo?

Como se sente em relação a alimentação e corpo? Como se sentia anteriormente em outras fases da vida?

Tentativas anteriores para mudanças alimentares;


Por que você como o que você come? O que sente e pensa nas escolhas alimentares ? O que chama atenção no
alimento?
Preferências e aversões alimentares

Local ou pessoas ou dia influenciam a forma de comer ou tipo de comida?

A relação com a comida desde a infância.

Fonte: (QUEIRÓS, A.P.O., 2019)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL - TCA

Sobre os episódios de compulsão alimentar:


Investigar como se sente antes, durante e depois;

Qual o significado e importância desse episódio em sua vida?

Alguma situação influência os episódios, quais são os “gatilhos”?


Resgatar como se sentia e vivia sem os episódios
Investigar se já tentou “lutar” contra a vontade ou impulso e se sim, como se saiu?
Investigar se encontra em alguém apoio para esses momento
O que acha que ajudaria para a remissão do sintomas?

Como acha que se sentiria sem os episódios?

Fonte: (QUEIRÓS, A.P.O., 2019)


HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO

Os nutricionistas precisam desenvolver melhores


habilidades interpessoais e de comunicação,
para atuarem como terapeutas nutricionais,
compreendendo toda a interface da alimentação
com a história de vida, questões psicológicas,
familiares e socioculturais de seus pacientes

( ALVARENGA et al., 2019)


HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO
EXEMPLOS DE PERGUNTAS ABERTAS QUE USAM “COMO” E “ O QUÊ”
Perguntas tradicionais Perguntas feitas de outra maneira
- O que essa quantidade que você come representa para você?
Por que você come - O que você acha da quantidade que come?
exageradamente? - Como é para você comer essa quantidade?
- Como você se sente?
Por que você precisa comer - Como é para você comer chocolate todos os dias ?
chocolate todos os dias ? - O que o chocolate representa para você?
- Como são os dias em que você não come chocolate?

Por que você não fala para seus - Como é para você quando seus amigos comentam sobre seu peso?
amigos não comentarem seu - O que você pensa ou sente quando eles fazem esses comentários?
peso? -Como você acha que esses comentários repercutem de alguma forma
em você?

Por que você não faz o diário


- O que acontece quando você tenta escrever o diário?
alimentar?
- O que você não gosta nas frutas?
- Como foi para você tentar comer fruta?
Por que você não come frutas?
- O que acontece quando você coloca uma fruta na boca?
- Quais são suas primeiras lembranças das frutas?
(ALVARENGA et al., 2019)
Conteúdos explorados
Algumas falas de pacientes:

“Não consigo deixar comida no prato”


“Precisava comer uma coisa diferente”
“Se estou cansada tenho vontade de comer algo gostoso”
“Comi só por comer, não senti o gosto, só comi por que deixaram para mim”
“Descontei na comida”
“Quero e preciso controlar a vontade de comer doces”
“Comia escondido na infância”
“Me alimento no modo automático”
“ A comida é uma válvula de escape”
“Chocolate acalma”
“Significado da comida hoje, é substituição para alguma ausência”
Fonte: (QUEIRÓS, A.P.O., 2019)
“ Aprendi que as pessoas se esquecem do que
você disse e do que você fez, mas nunca se
esquecem do que você as fez sentir”

(Maya Angelou)
QUESTÕES ÉTICAS

O nutricionista é o profissional habilitado


para trabalhar as questões relativas à
alimentação e peso

Questões que perpetuam o problema alimentar.

Imagem corporal, falta de motivação e pessimismo em


relação ao tratamento.

Exclui autoestima, relacionamentos, fantasias, abuso


sexual, memórias, ideias suicidas, mutilação, delírios e
medicações.

(ADA, 2001)
Mas como assim? Quais são as estratégias e ferramentas utilizadas?
FASES DO TRATAMENTO NUTRICIONAL

FASE
FASE EDUCACIONAL
EXPERIMENTAL
• Coletar informações • Adequar o peso gradativamente
• Estabelecer relação de colaboração • Separar comportamentos
• Definir e discutir os princípios do relacionados aos alimentos dos
tratamento nutricional sentimentos
• Apresentar alimentação saudável • Incrementar mudanças de
• Orientar a família comportamento/atitude alimentar
• Orientar o comportamento com o
alimento nas diferentes situações

(ADA, 1994)
NUTRIÇÃO COMPORTAMENTAL

Abordagem científica e inovadora da Nutrição, que inclui


os aspectos fisiológicos, sociais e emocionais da
alimentação.

Lançada em 2014 com a apresentação de técnicas


cientificas e validadas de mudança de comportamento
alimentar.

(ALVARENGA, 2019)
Técnicas de mudança de atitudes alimentares
23

ACONSELHA-
MENTO
NUTRICIONAL

Intuitive
eating TCC
1995 (Evelyn Tribole e 1950 (Aaron Beck)
Elyse Resch)

NUTRIÇÃO
COMPORTAMENTAL

MINDFUL ENTREVISTA
EATING MOTIVACIO-
(Jon Kabat-Zinn) NAL
(Jan Chozen Bays) 1983 (Miller e Rollnick)

COMPETÊNCIAS
ALIMENTARES
Eating
competence
(Ellyn Satter)

(ALVARENGA et al., 2019)


Acompanhamento nutricional

• Em média 1 hora
TEMPO

• Semanais, podendo ser espaçados


ENCONTROS para quinzenal e mensal
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL - INICIAL

ANAMNESE

DADOS PESSOAIS

EXAME FÍSICO

DADOS CLÍNICOS

HISTÓRIA ALIMENTAR

EXAMES BIOQUIMICOS

AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL

AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
PESO
● Cuidado para não exagerar na
importância que os valores terão no
atendimento ● Semanal/ Quinzenal/ Mensal

● A consulta não pode se tornar um “ritual


de medição” ● Alguns pacientes devem pesar de costas

►Medidas: Peso, Altura e ►Pedir ao paciente que só se pese no


Circunferências, IMC atendimento
ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL

Suplementação
Probióticos e simbióticos
vitamínica e mineral
ACONSELHAMENTO NUTRICIONAL

Processo para facilitar o crescimento de outra pessoa, sendo uma


combinação de EXPERTISE em Nutrição e Habilidades
Psicológicas com foco na ALIMENTAÇÃO, que enfatiza as
vivências associadas ao comer.

(ALVARENGA et al., 2019)


ACONSELHAMENTO NUTRICIONAL

Uma abordagem que visa estimular o paciente a


fazer as suas próprias escolhas alimentares,
contemplando seus desejos, emoções,
percepções sobre sua alimentação, respeitando
sua cultura.

O profissional analisa problemas e


questões alimentares no contexto
biopsicossociocultural do paciente, e
auxilia na busca de soluções que permitam
integrar as experiências de criação de
estratégias para a mudança de
comportamentos alimentares.

(RODRIGUES, E. M., SOARES, F. P. D. T. P., & BOOG, M. C. F.,2005; ALVARENGA, M.S., DIAS, N.M.A., 2018)
TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

O Terapeuta Nutricional irá utilizar técnicas adaptadas a realidade da


Nutrição como parte do aconselhamento nutricional.

(ALVARENGA et al., 2019)


TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

A proposta da TCC para TA consiste em quatro pontos principais:

3. Reestruturação
2. Recomendações
cognitiva focada nos
1. Automonitoração específicas para
fatores relacionados 4. Prevenção de
da ingestão normalizar o
ao desenvolvimento recaídas
alimentar comportamento
e à manutenção do
alimentar
TA
TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

TCC eficaz na redução das compulsões alimentares

As atitudes associadas à alimentação e à forma corporal, perda de controle do impulso para comer
inadequadamente sob estresse, insatisfação corporal e preocupações excessivas com a forma corporal
presentes no TCA podem ser modificadas de forma significativa com o uso de TCC.

Alguns sintomas psicopatológicos gerais associados ao TCA, como baixa autoestima, níveis de depressão,
ansiedade e dificuldades no funcionamento interpessoal, também mostram melhora com uso de TCC,
independentemente da associação medicamentosas.

(FOSSATI, M. et al., 2004; DUCHESNE, M. et al., 2007; DUCHESNE, M. 2012; AGUERA, Z. et al., 2013)
TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL
• ALGUMAS TÉCNICAS DA TCC:

QUESTIONAMENTO PSICOEDUCAÇÃO
AUTOMONITORAÇÃO METAS
SOCRÁTICO NUTRICIONAL

TREINO EM SOLUÇÃO DE TROCA DE PAPÉIS (ROLE DISTINÇÃO ENTRE


PREVENÇÃO DE RECAÍDAS
PROBLEMAS PLAYING GAME) PENSAMENTOS E FATOS

ANÁLISE DE CUSTO
BENEFÍCIO

(ALVARENGA et al., 2019)


Diário alimentar

Objetivo:
Envolve recordar Criar metas e traçar
Instrumento de
pensamentos, Simboliza a relação estratégias em função dos
Técnica avaliação do padrão,
sentimentos ou entre o terapeuta gatilhos, dificuldades e
comportamental de consumo, estrutura , questões trazidas pelo
comportamento no nutricional e o
auto monitoração comportamento e paciente, estimulando
momento em que eles paciente
atitudes alimentares que ele as reconheça
estão latentes.
DIÁRIO ALIMENTAR INICAL

DATA/ ALIMENTO QUANTIDADE SITUAÇÃO SENTIMENTOS


HORA (ONDE? COM E PENSAMENTOS
QUEM?)
DIÁRIO ALIMENTAR TCA

DATA/ ALIMENTO ALIMENTO FOME SACIEDADE TEMPO COMPULSÃO REFEIÇÃO SITUAÇÃO SENTIMENTOS
HORA QUANTIDADE QUE 0-5 0-5 ? PLANEJADA (ONDE? E
GOSTARIA (S/N) ? COM PENSAMENTOS
DE QUEM?)
CONSUMIR ?
DIÁRIO ALIMENTAR (pensamento, sentimento e ação)

DATA/ ALIMENTO / SITUAÇÃO PENSAMENTO SENTIMENTO/ AÇÃO


HORA QUANTIDADE (ONDE? COM EMOÇÃO
QUEM?
DIÁRIO ALIMENTAR – OUTRAS VERSÕES

APLICATIVOS DE
CELULAR
LIVRINHO
MODELOS DE DIÁRIOS ALIMENTARES
PREENCHIDOS
METAS AO FINAL DO ATENDIMENTO

Atendam as necessidades
mais urgentes do paciente,
Individuais de acordo Semanais e avaliadas mas que também levem em
com as necessidades a cada consulta consideração a capacidade do
paciente em alcançá-la
naquele momento

O terapeuta deve trabalhar em


um passo que o paciente possa O objetivo é que
acompanhar, evitando, dessa ocorram mudanças
forma, reforçar sentimentos de graduais, rumo a
frustração e incapacidade melhoras
METAS AO FINAL DO ATENDIMENTO
ENTREVISTA MOTIVACIONAL

PRINCIPAL OBJETIVO: Trazer a tona as motivações intrínsecas do


paciente para mudar determinados comportamentos por meio do
diálogo entre profissional de saúde e o paciente.

(ALVARENGA et al., 2019)


ENTREVISTA MOTIVACIONAL E TCA

Intervenção de curta duração e eficaz para ajudar no tratamento das compulsões alimentares no TCA, além de
melhorar o humor, a autoestima e a qualidade de vida.

O TN deve considerar a identificação das preocupações sobre a compulsão alimentar, explorar ambivalência, avaliar
o estágio de mudança do paciente, reforçar a autoeficácia.

É importante, também, explorar a dissonância entre vida real e vida ideal (refletindo sobre o futuro, com e sem
compulsão alimentar).

Avaliar a prontidão e a confiança do paciente para a mudança, explorar possíveis alternativas comportamentais para
compulsões e trabalhar na elaboração de um plano de mudança.

(MILLER, W.R., ROLLNICK, S., 1991; BURKE, B.L et al., 2003; KELLOGG, M., 2006)
FERRAMENTAS E RECURSO TERAPÊUTICOS
COMPETÊNCIAS ALIMENTARES- Eating Competence

Componentes das
Objetivo principal competências
alimentares
• Estabelecer e manter uma • Atitudes alimentares
atitude positiva e flexível com • Interesse pela comida
relação à alimentação, • Regulação interna
compreendendo-a sob uma
• Habilidades contextuais
perspectiva biopsicossocial.
• Promover a autoeficácia com
relação à alimentação.

(Satter, 2007)
COMPETÊNCIAS ALIMENTARES- Eating Competence

MODELO DE HIERARQUIA DA NECESSIDADE DE COMIDA


(Satter, 2007)
COMER INTUITIVO- Intuitive Eating

BASEIA-SE EM 3 PILARES:

1 • PERMISSÃO INCONDICIONAL PARA


COMER

2 • COMER PARA ATENDER NECESSIDADE


FISIOLÓGICAS E NÃO EMOCIONAIS

• APOIAR-SE NOS SINAIS INTERNOS DE


3 FOME E SACIEDADE PARA DETERMINAR
O QUE, QUANTO E QUANDO COMER

(ALVARENGA et al., 2019)


COMER INTUITIVO- Intuitive Eating
PRINCÍPIOS:
1- REJEITAR A MENTALIDADE DE DIETA

2- HONRAR A FOME

3- FAZER AS PAZES COM A COMIDA

4- DESAFIAR O POLICIAL ALIMENTAR

5- SENTIR A SACIEDADE

6- DESCOBRIR O FATOR DE SATISFAÇÃO

7- LIDAR COM AS EMOÇÕES SEM USAR A COMIDA

8- RESPEITAR O SEU CORPO

9- EXERCITAR-SE- SENTINDO A DIFERENÇA

10- HONRAR A SAÚDE- PRATICAR UMA “ NUTRIÇÃO GENTIL”


Fonte: Tribole & Resch; The intuitive eating workbook,2017
COMER INTUITIVO- Intuitive Eating

Na fase inicial da reabilitação, o comer intuitivo é contra indicado,


pois há dificuldades de reconhecer e aceitar a fome.

O TN deve ajudar o paciente a reformular e resgatar o auto


conhecimento com metas e atividades realizadas em conjunto e
com tarefas para levar para casa, ou seja, adquirir competências
alimentares.

Conexão entre mente, corpo e comida.

Estudos mostram que pacientes com TA em tratamento, após se


recuperarem clinicamente conseguem desenvolver habilidades do
comer intuitivo.

(Richards OS, Crowton S, Berrett ME, Smith MH, Passmore K. Can patients with eating disorders learn to eat intuitively ? A 2- year pilot study, Eating Disorders. 2017;
25: 99- 113
COMER INTUITIVO- Intuitive Eating e TCA

Comer intuitivo e comer com atenção plena –Ajuda a diminuir impulsividade para comer

Estratégias de comer intuitivo e comer com atenção plena podem ser aplicadas para ajudar o paciente a reconhecer suas
emoções, como angustia, ansiedade, tristeza, tédio, e como lidar com elas sem usar a comida.

Um exercício interessante é pedir para o paciente simular que está se assistindo antes de comer, orientando - o a refletir. O que
vê?

Ou se perguntar: Será que eu realmente quero comer isso? Será que eu vou experimentar agora ou mais tarde? Será que eu
realmente gostarei dessa comida agora ?

(Richards OS, Crowton S, Berrett ME, Smith MH, Passmore K. Can patients with eating disorders learn to eat intuitively ? A 2- year pilot study, Eating Disorders. 2017;
25: 99- 113
COMER INTUITIVO- Intuitive Eating e TCA

Antes de buscar um alimento, o paciente deve ser instruído a se perguntar o que ele de fato está sentindo.

Se a resposta não for fome, mas sim algum sentimento, o TN deve usar as técnicas de TCC, CI e comer com
atenção plena para ajudar o paciente a identificar emoções e auxiliá-lo a lidar com elas de outras maneiras que
não recorrendo à comida.

Um exemplo poderia ser a observação da situação desencadeante do descontrole alimentar e sua associação
com pensamentos automáticos que geram sentimentos negativos. Uma vez consciente de seu
comportamento disfuncional, o paciente pode tentar comportamentos alternativos – como chorar em resposta
à raiva etc. Recomendar levar a demanda para psicoterapia.

(ALVARENGA et al., 2019)


COMER INTUITIVO- Intuitive Eating e TCA

Referência: Tylka TL, Kroon Van Diest AM. (2013). The Intuitive Eating Scale-2: Item refinement and psychometric evaluation with college women and
men. Journal of Counseling Psychology, 60(1), 137.
COMER INTUITIVO- Intuitive Eating e TCA
ATENÇÃO PLENA- Mindful Eating

Definição de Bays (2009): “Uma experiência que engaja todas as partes


do nosso ser – corpo, mente e coração – na escolha e preparo da comida,
bem como no ato de comê-la em si. Nos imerge nas cores, texturas,
aromas, sabores e até mesmo sons do comer e beber. Permite que
sejamos curiosos e até lúdicos enquanto investigamos nossas respostas à
comida e nossos sinais internos de fome e saciedade.”
ATENÇÃO PLENA- Mindful Eating

Objetivos

Mudança de hábitos

Consciência alimentar

Consciência corporal

Abertura para novas experiências


alimentares e o corpo

Auto cuidado, apreço por si mesmo


ATENÇÃO PLENA- Mindful Eating e TCA

Reduz uso da comida para lidar


com questões emocionais e
Associar o uso de técnicas de Prática de autocompaixão pode
reduz a reatividade a gatilhos
atenção plena ajudar a melhorar a compulsão
alimentares na ausência de
(mindfulness) e comer com alimentar, a vergonha, a
fome.
atenção plena (mindful eating) autocrítica, a inflexibilidade
pode contribuir para a psicológica e a imagem Reduz compulsão alimentar,
consciência do corporal. melhora percepção de fome e
comportamento. saciedade, promove melhores
escolhas alimentares e melhora
da insatisfação corporal.

Lavender JM, Gratz kL, Anderson DA. Mindfulness, body image, and drive for muscularity in men. Body image. 2012; 9:289-92
Marchiori D, Papies EK. A brief mindfulness intervention reduces unhealthy eating when hungry, but not the portion size effect. Appetite. 2014; 75:40-5
ATENÇÃO PLENA- Mindful Eating e TCA

Preparar uma mesa bonita para as refeições ou lanches, mesmo para comer sozinho.
Excluir os estímulos externos, como TV, celular, computador, entre outros que podem prejudicar a atenção ao comer.
Antes de iniciar a refeição, se perguntar sobre o grau de fome.
Respirar devagar e com atenção algumas vezes antes de começar a comer e agradecer pela comida que se tem à mesa.
Observar a aparência e sentir o cheiro da comida. Prestar atenção ao sabor, ao aroma e à textura de cada porção de
comida que se coloca à boca, saboreando e aproveitando- mantendo o alimento por mais tempo na boca. Fazer algumas
perguntas enquanto se come: “ Qual a textura do alimento (suave, áspera, cremosa, fibrosa)?”; “ A textura muda ao
longo da mastigação?”; “ Que sabor básico predomina “ salgado, doce, azedo ou amargo )?”.
Apoiar o talher a cada vez que levar a comida à boca e prestar atenção na maneira como o corpo reage ao alimento.
Observar questões como: “A boca precisa fazer muita força para mastiga-lo?”; “ Houve bastante produção de saliva?”; “ O
alimento desceu suavemente?”; “ Ao chegar ao estômago, a sensação foi agradável ou desagradável?”.
Checar o grau de fome e saciedade durante e no final da refeição, priorizando comer quando se está com um fome inicial
e parando de comer quando se está saciado – e não cheio ou estufado.

(ALVARENGA et al., 2019)


PRÁTICAS PARA TRABALHAR A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

PRÁTICA COM ÁGUA, PARA ANALISAR PLENITUDE GÁSTRICA


https://youtu.be/PiYqQSR2CdY
(Com Vera Salvo)

ENTENDA A RELAÇÃO COMIDA X EMOÇÕES COM PRÁTICA DE MINDFUL EATING


https://youtu.be/teTQs-wKHPo
(Com Vera Salvo)

PRÁTICA DE MINDFUL EATING COM CHOCOLATE


https://youtu.be/4B3LijjqggA
(Com Ana Carolina Costa)
ATENÇÃO PLENA- Mindful Eating e TCA

Fonte: ALÉM DO NUTRIENTE


Todos os direitos reservados!
ATENDIMENTO NUTRICIONAL – TCA – (PROTOCOLO AMBULIM)

Na Prática clínica do Grecco


(Grupo de Estudo, Assistência e Pesquisa ao Comer Compulsivo e Obesidade)
Ambulim/ USP.

As orientações que têm apresentado melhores resultados focam em habilitar as


pacientes para que aprendam a fazer sozinhas boas escolhas alimentares,
aprendendo a incluir todos os alimentos de forma contextualizada e em
quantidades suficientes para suprir seus sinais internos de fome, saciedade e
vontade (aprendendo, portanto, também a respeitar os limites do bem-estar e
saúde), separando a comida das emoções, sem a utilização de dietas restritivas.

(Fabbri et al., 2018)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL – TCA – (PROTOCOLO AMBULIM)

Etapas do Triagem
Anamnese
tratamento Avaliação neuropsicológica
Programa com 18 sessões de intervenção e duas sessões para aplicação de inventários
(inicial e final)
Em grupo semanal
Atendimento individual semanal após grupo
Peso semanal e de costas
Atendimento psicológico semanal em grupo
Atendimento psiquiátrico frequente
Família e amigos- grupo
Atendimento com educadores físicos
Se após 18 sessões não cessarem episódios e manterem por tempo adequado –
permanecem em atendimento individual – psiquiatra, psicológico e nutricional

(PISCIOLARO, F., FABBRI, A., VARGAS, A., GAETA, T. 2020)


ATENDIMENTO NUTRICIONAL – TCA – (PROTOCOLO AMBULIM)
PROTOCOLO AMBULIM PARA TCA
Semanais, em grupo e individual
SESSÃO 1: Como é o TCA e diários alimentares
SESSÃO2: O que é compulsão alimentar – o ciclo da compulsão
SESSÃO 3: Equilíbrio das refeições e qualidade alimentar
SESSÃO 4: Como combater a mentalidade de dietas
SESSÃO 5: Como comer versus o que comer
SESSÃO 6: Diferença entre comer restritivo, normal, exagerado e compulsivo e tamanho das porções
SESSÃO 7: Planejamento alimentar
SESSÃO 8: Como identificar fome fisiológica
SESSÃO 9: Balanço do período
SESSÃO 10: Como identificar e diferenciar saciedade, saciação e satisfação
SESSÃO 11: Como identificar os diferentes tipos de vontades
SESSÃO 12: Comer desatento, o que é isso?
SESSÃO 13: Parceria alimentar- superando obstáculos e envolvendo a família
SESSÃO 14: Reversão de hábitos
SESSÃO 15: Alimentos e sentimentos – outras formas de nutrir
SESSÃO 16: Comer com atenção plena sem julgamentos
SESSÃO 17: Como se alimentar em situações especiais
SESSÃO 18: Prevenção de recaídas e treino em solução de problemas alimentares
(PISCIOLARO, F., FABBRI, A., VARGAS, A., GAETA, T. 2020)
Sessão: Planejamento Alimentar

Objetivo é habilitar o paciente a planejar sua alimentação


de forma adequada e, consequentemente, diminuir e/ou
evitar as compulsões

Organização e o planejamento são fatores essenciais


para manter uma boa alimentação e consequentemente
diminuir e/ou evitar as compulsões.

Apresentar métodos de planejamento alimentar


adequados, que agreguem praticidade e escolhas
melhores.

Técnicas como elaboração de listas de compras,


organização despensa e geladeira, planejamento de
tempo e orientações para o preparo de alimentos

(PISCIOLARO, F., FABBRI, A., VARGAS, A., GAETA, T. 2020)


Sessão: Como identificar e diferenciar saciedade, saciação e satisfação

SACIEDADE SACIAÇÃO SATISFAÇÃO

• Processo inverso da fome; • Relação com o tempo de • Importante se sentir satisfeito


• Sinaliza quão ocupado está o permanência do alimento no (feliz) pelas escolhas alimentares.
estômago; estômago e depende • Quando não temos satisfação pelo
• Pode-se demonstrar em um grau principalmente da sua que comemos buscamos essa
de 0 a 10. composição e não simplesmente satisfação em outro momento,
da quantidade. aumentando a chance de perda
• Importante manter o equilíbrio de controle alimentar com outro
dos três macronutrientes alimento que possa gerar
compulsão.

(PISCIOLARO, F., FABBRI, A., VARGAS, A., GAETA, T. 2020)


PROTOCOLO – PRONUTRA (UNIFOR/ CE)

TRANSTORNO DA
COMPULSÃO • PROTOCOLO DE 21 SESSÕES
ALIMENTAR

Fonte: (QUEIRÓS, A.P.O., 2016)


PROTOCOLO – PRONUTRA (UNIFOR/ CE)

Alguns temas pré – estabelecidos

Conceitos básicos de
alimentação saudável
O significado da comida Compulsão alimentar
(Pirâmide alimentar e Roda
dos alimentos)

Mitos e verdades sobre o


Tipos de fome e saciedade Alimentos e sentimentos emagrecimento/ Dietas da
moda

Planejamento alimentar e
COMPOSIÇÃO CORPORAL E
Legalizando os alimentos mudanças de
IMAGEM CORPORAL
comportamento

Fonte: (QUEIRÓS, A.P.O., 2016)


ATIVIDADE: TIPOS DE FOME e SACIEDADE

Fonte: (QUEIRÓS, A.P.O., 2016)


ATIVIDADES E EXERCÍCIOS PARA TRABALHAR A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Recomenda-se que o TN pratique e entenda sua aplicação e objetivos antes da utilização com os
pacientes.
• HISTÓRICO DE DIETAS
• APRENDENDO COM A COMPULSÃO
• IDENTIFICANDO SENTIMENTO E NECESSIDADES
• COMER EMOCIONAL
• EMOÇÕES E RESPOSTAS
• COMER REATIVO
• COMO LIDAR COM PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS NEGATIVOS
• ASSOCIANDO SENTIMENTOS E COMPORTAMENTOS

(ALVARENGA et al., 2019)


ATIVIDADES E EXERCÍCIOS PARA TRABALHAR A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
ATIVIDADES E EXERCÍCIOS - APRENDENDO COM A COMPULSÃO
ANTES DA COMPULSÃO
O que me parece ter sido o gatilho para a compulsão?
Eu estava vulnerável porque estava:
- Com muita fome - Muito atarefado
- Muito estressado - Muito cansado
Será que eu estava com expectativas não realistas?
Será que eu tive pensamentos negativos automáticos?
Será que tive uma necessidade que eu não estava disposto a lidar, como:
- Me permitir fazer uma pausa ou “tirar uma - Estabelecer limites no trabalho, com amigos e/ou família
soneca” - Me permitir dizer “não”
DURANTE A COMPULSÃO
- Você se manteve presente e conectado com essa - Você saboreou cada e todas as mordidas/ garfadas?
experiência- a compulsão ?
- Em algum momento você percebeu que a comida
não estava saborosa/boa?
DEPOIS DA COMPULSÃO
O que eu poderia ter feito diferente? O que eu posso fazer diferente em uma próxima situação?
- Respeitar minha vulnerabilidade - Garantir minha saciedade ao longo do dia
- Dizer “não” Dormir direito
- Mudar de ambiente (ALVARENGA et al., 2019)
FERRAMENTAS E RECURSOS TERAPÊUTICOS
FERRAMENTAS E RECURSOS TERAPÊUTICOS

E-book
de
receitas
FERRAMENTAS E RECURSOS TERAPÊUTICOS

ESCALA DE MINDFUL EATING – Mindful Eating Scale (MES)

The Intuitive Eating Scale-2

Escala de motivações para comer The eating motivation


survel (TEMS)

Escala de silhuetas
FERRAMENTAS E RECURSOS TERAPÊUTICOS
Compulsão alimentar: Da teoria à prática nutricional

Guias e Manuais do Ministério da Saúde


Pág. 23
PAG 84
Livros recomendados para pacientes
Documentários ou filmes no Netflix recomendados para pacientes
Canal recomendado para pacientes

84
https://www.b9.com.br/mamilos

85
ATENDIMENTO NUTRICIONAL - TCA

AO FINAL DO TRATAMENTO O PACIENTE DEVE


ESTAR CAPACITADO A:
• Avaliar seus pensamentos e crenças alimentares disfuncionais e
situações que desencadeiam compulsões, assim como saber agir
em relação a elas e solucioná-las.

• O paciente também é estimulado a aprender a lidar com situações


especiais, como eventos, viagens e festas e a prevenir recaídas.

(Ozier et al., 2011)


Especificamente no atendimento em consultório o melhor a se fazer é
conhecer todo esse conteúdo e ir trabalhando os temas de acordo com a
demanda do paciente no momento da consulta.
Essa flexibilização é importante e faz com que o paciente se sinta acolhido e
respeitado em suas individualidades.
DICAS PARA MELHORAR O ATENDIMENTO

- Estudar: leituras,
cursos, congressos, - Repensar - Disposição do
simpósios, grupo de consultório mobiliário
estudo

- Repensar o que - Perguntar os


Psicoterapia- você comunica com objetivos do
autoconhecimento a sua identidade paciente e como
visual pretende alcançar

- Perguntar como o
- Repensar o que paciente se sente e
- Fazer supervisão
faria diferente se seus objetivos
foram alcançados

- Dar uma nota de 0


- Observar suas à 10 para o seu
condutas atendimento no
final
CASO CLÍNICO
CASO CLÍNICO

• F.S.A, sexo feminino, 18 anos, estudante de Medicina do 2 º semestre. Desde a infância, apresentava
preocupação excessiva com aparência, era uma criança com sobrepeso e sofria bullying na escola. Queixava-
se de não conseguir namorado devido a sua aparência. Foi levada pelos pais para realizar acompanhamento
com endocrinologista na adolescência, conseguindo emagrecer com a realização de dietas restritivas que
aprendeu na internet. Sua mãe realizou cirurgia bariátrica há 7 anos, com atual reganho de peso.
Atualmente, F. vem apresentando episódios de sensação de perda de controle na ingestão de alimentos, que
a fazem sentir vergonha de comer na frente das pessoas pela quantidade de alimentos ingerida. Esses
episódios estão ocorrendo quase que diariamente, e logo em seguida, sente-se culpada e fracassada. Não
realiza purgação ou outros métodos para compensar as calorias ingeridas.

Fonte: (Livro – Transtornos Alimentares: um guia prático/2019)


PERGUNTAS SOBRE O CASO CLÍNICO

• * Vamos supor que você recebe essa paciente em seu consultório para um
atendimento de primeira vez.

• 1) Quais são as suas primeiras impressões? O que lhe chama atenção na


paciente?

• 2) Como você conduziria esse atendimento? O que levaria em consideração?

• 3) Quais seriam as principais perguntas, para um atendimento de primeira vez?

• 4) Quais seriam as sugestões para o plano terapêutico da paciente?


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