Você está na página 1de 7

A CRIANÇA COM TDAH/DEFINIÇÕES

Hoje está aumentado cada vez mais o numero de crianças portadoras de TDAH
(Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), sendo que essas crianças
apresentam desde muitas pequenas alterações de comportamentos, ficando mais
evidente logo na primeira infância e acompanhando o individuo por toda vida. A falta
de atenção, impulsividade, agitação e hiperatividade, descrevem idealmente
basicamente as características desse distúrbio.
O TDHA e uma dificuldade de aprendizagem encontrada muitas vezes em escolas
nos anos inicias, como um distúrbio de comportamento considerado inadequado em que
a criança não consegue controlar seu nível de atenção e concentração prejudicando seu
desenvolvimento.
Segundo Araujo (2003, p. 3),

O hiperativo apresente dificuldades de atenção, concentração e


impulsividade. Os sintomas de hiperatividade podem ser muitos
ou pouco pronunciados. Desta forma, torna-se difícil para o
leigo diferenciar uma criança agitada de uma hiperativa.

As crianças com TDAH têm dificuldades de aprendizagem, mas elas têm


condições de aprender, caso aja condições para tal ensinamento. O TDAH na vida da
uma criança existe alguns fatores para a falta de atenção, que dificulta o seu
desenvolvimento físico, motor, psicológico e social. Uma serie de mudanças na vida
deste individuo precisa ser feitas como: reestruturação de seu ambiente, adequação
alimentar, eliminar fontes de perigo, entre outras coisas.
O TDAH “é um transtorno do desenvolvimento do autocontrole que consiste em
problemas, com o período de atenção, com o controle do impulso e com nível de
atividade” (BARKLEY, 2002, p.35).

O TDAH, quando não reconhecido diagnosticado precocemente


e corretamente o transtorno mais freqüente da infância que
acomete aproximadamente 5% das crianças e adolescentes do
mundo. È um transtorno que se manifesta na infância, antes dos
sete anos de idade. (DIAS, 2011, p. 14).
Segundo Dias (2011, p. 14) pode se classificar o TDAH observando seus sintomas
e características:

TDAH predominantemente desatento: representa


aproximadamente 30% dos pacientes, cuja característica mais
evidente é o Déficit de Atenção ou distratibilidade-(atenção
desviada com excessiva facilidade para estímulos externos
insignificantes ou irrelevantes). A criança mostra-se desatenta
para aquela que não é motivador. Esses pacientes não
apresentam comportamentos inadequado em que freqüenta.
Muitas vezes é inteligente, intuitivo, amoroso, considerado
apenas “desastrado”.

DIAGNOSTICO E TRATAMENTOS DO TDAH


Para diagnosticar uma criança com TDAH é preciso fazer uma serie de testes,
questionamentos, observações e informações com famíliares para que tenham um
convívio social e necessário.
Segundo Conners (1966, p. 05),

Certos fatores de desenvolvimento no inicio da infância (o bebê


difícil de acalmar ou com dificuldade para dormir) podem
colocar as crianças no grupo desses problemas, pela sua
intensidade ou gravidade e pela sua persistência durante o
processo de crescimento da criança.

O pesquisador nos fala que bebês difíceis de acalmar ou que dormem pouquíssimos, ou
tem dificuldades para dormir, são causas possíveis de futuro TDAH. Certos lugares vão
causar a criança com TDAH, dificuldades de adaptação, tornando-a de difícil
relacionamento, o ambiente para uma criança com TDAH não consegue se comportar,
causando frustração, sua auto-estima baixa, impedindo seu desenvolvimento.
Segundo Topczewski (2002) o processo de avaliação envolve testes, questionários
entrevistas com os pais, com a criança e com o professor.Para firmar o
diagnostico,deve-se solicitar avaliação interdisciplinar, incluindo a neurológica
infantil,psicológica e psicopedagogica.
Sabe-se que o diagnostico do TDAH é complexo, pois muitas são as
manifestações conscientes e inconscientes, envolvendo a família como é hoje, a vida
social e a escolar.
Passaetal (2005,p. 23) afirmam que:
As comorbidades do TDAH em crianças escolares são: transtorno
de conduta (TC), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno
disciplinar opositivo(TODO). A maioria das crianças com TDAH
apresentam alguma dessas comorbidades psiquiátricas, sendo o TOC e o
TODO as mais comuns. Assim, é importante pesquisar sobre as
morbidades associadas ao diagnosticar o TDAH.

Segundo Thomas Phelan (2005, pág. 97-110), “no processo de avaliação do


diagnostico do TDAH é necessário desenvolver algumas entrevistas, onde será
necessário de três a quatro horas do tempo de um profissional, para avaliar todo esse
processo”.
Entrevista com os Pais: O primeiro tópico a ser elaborado nesta entrevista com
os pais é qual o motivo que os levaram ao consultório, criando uma analise detalhada
dos problemas apresentados, criando um histórico de desenvolvimento.
È importante que nesta primeira fase o especialista busque informações sobre o
comportamento da criança e as informações sobre a gravidez trabalham de parto e
nascimento, pois ha possibilidade de danos celebrais ocorridos em situações pré-natais
ou pós-parto.
Entrevista com a criança: Após a entrevista com a criança, é hora de entrevistar a
criança, nesta parte o especialista deve obter o maximo de informações sobre como a
criança vê a escola, sua casa e sua vida social.È importante também que nesta entrevista
o especialista não se mostre muito amigável a crianças, pois elas desconfiam de adultos
que se demonstram amigáveis demais.
Por ser uma situação nova, muitas crianças ficam quietas, por algum tempo
durante a entrevista, portanto o entrevistador deve buscar conversar sobre tópicos
agradáveis interessantes ha criança.
Informações da Escola: Nesta parte os pais iram buscar as informações sobre a
vida escolar da criança, informando as reclamações ocorridas durante o período escolar
e informações com os professores sobre a conduta dessa criança na sala de aula.
Após todas as informações coletadas e examinadas, é hora de explicar o
resultado para todos, um momento de preparar os pais e a criança para o tratamento
desse transtorno, e segundo Thomas Phelan (2005, p.110):

A entrevista pós-diagnostico estabelece a base para o futuro.


Com um bom tratamento, os pais e a criança podem esperar um
futuro de razoável sucesso e felicidade. Com um tratamento, os
anos vindouros trarão cada vez mais fracassos e insatisfação.

Crianças com TDAH necessitam de um acompanhamento psicológico, para obter


resultados positivos no decorrer de seu tratamento, esse acompanhamento tem como
objetivo desenvolver várias funções que são de fato: a educação continua a respeito do
TDAH, o apoio moral, ajuste no plano global do tratamento. Para que essas crianças
possam reagir de maneira favorável a terapia, existem vários fatores importantes, como
a idade da criança, o beneficio de ter um bom relacionamento com o profissional, e a
maneira que ela se dispõe a discutir assuntos pessoais. Os pais dessas crianças também
necessitam de um acompanhamento psicológico para que possam aprender a lidar com
essa criança, e ver o mundo por meio dos olhos de seus filhos TDAH, para que possa
encaram a realidade com menos desgosto e irritação que naturalmente acompanha essa
situação. (Thomas Phelan, 2005).
Para que o tratamento tenha resultado eficaz é necessário que alem do
acompanhamento de um profissional a criança faça o uso de medicamentos, esse
método contribui para uma mudança radical na vida dessas crianças e de seus pais. De
forma mais objetiva possível é fundamental que o médico e os pais da criança definam
os sintomas causadores de maior desconforto para ela, para que assim possa ser definido
o medicamento de forma adequada.
Para cada caso é indicado uma diferente dose de medicamento e uma variada
combinação, esse método ajuda a criança a se concentrar, reduz sua ansiedade,
irritabilidade e ate mesmo a controlar seus impulsos. Segundo Ana Beatriz 241-244 os
medicamentos são classificados por categorias:
Estimulantes: produz nos indivíduos aumento de concentração, reduz a
ansiedade, impulsividade, hiperatividade, e estados depressivos. São destacados:
Ritalina Concerta, Dexedrine, Adderal.
Antidepressivos: é usado quando é diagnosticado um alto grau de ansiedade,
depressão, pânico, agressividade, fobias. Os mais utilizados são: Sertralina, Paroxetina,
Fluoxetina, Bupropiona, Venlafaxina.
Segundo Phelan (2005), existem alguns mitos quanto ao uso de medicação e ele
nos cita alguns desses mitos:
- os estimulantes causam terríveis efeitos colaterais,
- Ritalina causa danos celebrais e Síndrome de Tourette;
- os estimulantes viciam as crianças;
- os professores não precisam ter conhecimentos sobre esse distúrbio e os
diferentes efeitos que a medicação causa;
- o único medicamento existente para esse distúrbio é a ritalina;
- os estimulantes poderão ser utilizados somente na infância.
Valendo ressaltar que não existem estudos que comprovam a cientificidade desses
mitos, por isso são considerados apenas mitos.

COMO TRABALHAR O TDAH NAS ESCOLAS

.
Os maiores desafios encontrados hoje nas escolas não estão ligados a criança, e
sim ao professor, que muitas vezes por falta de orientação e conhecimento não esta
preparados para solucionar as questões pertinentes a inclusão e acomodação acadêmica
do aluno com TDAH.
É importante lembrar que o transtorno não impede que professores e pais
estabeleçam limites, pois a maioria das dificuldades escolares tem como causa a não
competência cognitiva e apreensão de informações e a falta de organização em oposição
à visão simplista de que é somente uma questão de obediência.
Algumas orientações gerais e estratégicas em sala de aula são fundamentais para o
aprendizado e desenvolvimento do aluno hiperativo em sua vida escolar e social,
segundo Ciranda Inclusão, (2011, p. 6):
 Não espere um comportamento perfeito: Recompense progressos
sucessivos;
 Junto com a família, escolha uma forma de estudo em casa;
 Evite muitos estímulos diferentes dentro da sala de aula;
 Evite que o aluno fique sentado perto da janelas, onde possa se distrair
com facilidade;
 Evite instruções e explicações muito longas;
 Em textos para leituras, separe os parágrafos por cores diferentes;
 Peça para a turma repetir as instruções solicitadas, alternando entre todos
os alunos;
 Realize atividades que necessitem de maior concentração no inicio da
aula;
 Valorize suas produções e conquistas.

Tambem podemos utilizar alguns recursos mais diretos com o aluno TDAH, para
melhorar seu rendimento escolar (Ciranda Inclusão, 2011, p, 6):
 Coloque lembretes em agendas e/ou cadernos;
 Faça uma lista de tarefas;
 Faça anotações em provas e trabalhos;
 Mantenha um quadro com avisos e cronogramas, para organizar horários e datas
importantes.

Com o olhar da criança já sabe que a professora esta dando a liberdade para algo
ou quando não deve fazer algo.
Mas como nós educadores conhecemos vários casos de crianças comeste tipo de
transtorno, sabemos que elas são espertas, e que muitas vezes não notamos a diferença,
pois a maioria se comporta como as outras crianças normais.
(...) na verdade, com extrema freqüência, a criança TODA é
bastante inteligente e criativa. Pode apresentar imaturidade, em
comparação a outras crianças de mesma idade, no aspecto
emocional e no comportamento manifesto, mas não em relação a
capacidade cognitiva,_ Com o tratamento adequado, aquela
criança, aparentemente imatura equipara-se ás demais (SILVA,
2008, p.66).

Crianças com este tipo de distúrbio são muito hiperativas e impulsivas tem muita
dificuldade em compartilhar e não presta muita atenção ao que seus colegas e
professores querem dizer, com isso muitas brigas com colegas acontecem, pois as
crianças com TDAH sempre culpa as outras crianças pelos problemas que acontecem,
pois o grau de maturidade de uma criança com TDAH é vários anos inferior de sua
idade cronológica.
Em muitos casos crianças são expulsas de uma ou mais pré-escolas, muitas por
causa de seu comportamento agressivo e dificuldade em obedecer às rotinas normais
das escolas.
Quando diagnosticadas, o professor deve buscar novas estratégias de
aprendizagem para ensinar essas crianças, evitando também trabalhar atividades
monótonas e repetitivas, compreendendo as características especificas de cada criança,
segundo seu desenvolvimento evolutivo.
O professor pode trabalhar com material de apoio visual, concreto e de forma
lúdica, pois as crianças portadora de TDAH aprendem melhor pela via visual do que
pela via auditiva, recordar o que o aluno vai fazer, trazendo sempre segurança e
respeitando seus limites, elogiar o comportamento positivo dessa criança e deixar bem
claro as regras e instruções que a criança deve seguir neste ambiente. Na relação com os
pais/professores, devem ser estabelecidos juntos acordos metodológicos e regras básicas
para se trabalhar com essa crianças, criando um vinculo claro em relação as normas e
limites.

Você também pode gostar