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Os Budistas chamam-lhe "Skandha"; o hindu dá-lhe o nome de Karma

Karma

 Em sânscrito, Karma significa, fisicamente, ação; metafísicamente, significa a lei


da retribuição ou de causa ética.

 Karma é a lei de ação e reação, de causa e efeito.

 Uma vez resolvido a construir o seu futuro o homem reconhece que moldando o
caráter, prepara e compõe o seu destino. É ele o senhor da situação, um ser vivo,
ativo, senhor da sua vontade, capaz de agir sobre as circunstâncias e sobre si
mesmo. Habituado desde há muito a cumprir as grandes leis morais, que regulam a
conduta da humanidade estabelecidas pelos Instrutores Divinos, nascidos de idade
em idade, compreende agora que as bases dessas leis são os princípios
fundamentais da natureza e que a moralidade é apenas a ciência aplicada à conduta
do homem; e vê que, na vida quotidiana, é extremamente fácil neutralizar os
resultados maus provenientes de ações más, para o que basta aplicar no mesmo
ponto uma força de igual intensidade e de sentido contrário, isto é, dirigido para o
bem. Um indivíduo qualquer dirige contra outro um pensamento mau; o segundo
podia defender-se desse pensamento servindo-se de uma igual natureza, e, nesse
caso, as duas formas -pensamentos fundir-se-iam numa só, como duas gotas
d’água, e uma fortalecia e intensificava a outra; mas sabe que existe o Karma, e
opõe à força da compaixão, por exemplo, e reduz a outra a pó; a força pulverizada
já não pode ser animada pela vida elemental; a vida volta ao seu foco, a forma
desintegra-se, a compaixão destrói-lhe o poder para o mal e "o ódio cessa com o
amor".

Os Instrutores Divinos que falaram com autoridade sobre o dever de combater o


mal com o bem, baseavam os seus ensinamentos no conhecimento que tinham da
lei; os discípulos que lhes obedecem, sem perceber inteiramente a base científica
do preceito, tendem por vezes a intensificar inconscientemente o mau Karma,
respondendo ao ódio com ódio; mas os que sabem, destroem refletidamente as
formas do mal, porque compreendem bem os fatos sobre os quais os Mestres
sempre basearam o ensino, e ferem de esterilidade as sementes do mal, impedindo
assim uma colheita futura de sofrimento.

É pois de coração alegre, que o homem deve encarar o Karma doloroso; é preciso
aceitá-lo com alegria; vale mais tê-lo no passado do que no futuro, e cada dívida
saldada é uma libertação e, uma evolução pisico-físico-espiritual.

Infelizmente, para a maior parte dos ocidentais, a lei não passa de uma quimera e,
para muitos teosofistas, a crença no Karma é mais um assentimento de ordem
intelectual do que uma convicção viva, fecunda, do que uma lei à luz da qual se
vive a existência.
 

O Karma força-nos a renascer continuamente e liga-nos à roda dos nascimentos e


das mortes.

Aquele que as compreender com clareza, em tudo que elas encerram, verá
desanuviar-se-lhe o espírito e desvanecer-se a maior das dificuldades inerentes ao
assunto e aprenderá o princípio fundamental da operação Kármica.