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Em 2015, Rafaela, menor impúbere, representada por sua mãe Melina, ajuizou Ação de Alimentos em

Comarca onde não foi implantado o processo judicial eletrônico, em face de Emerson, suposto pai.
Apesar de o nome de Emerson não constar da Certidão de Nascimento de Rafaela, ele realizou, em
2014, voluntária e extrajudicialmente, a pedido de sua ex-esposa Melina, exame de DNA, no qual foi
apontada a existência de paternidade de Emerson em relação a Rafaela. Na petição inicial, a autora
informou ao juízo que sua genitora encontrava-se desempregada e que o réu, por seu turno, não
exercia emprego formal, mas vivia de “bicos” e serviços prestados autônoma e informalmente, razão
pela qual pediu a fixação de pensão alimentícia no valor de 30% (trinta por cento) de 01 (um) salário
mínimo.
A Ação de Alimentos foi instruída com os seguintes documentos: cópias do laudo do exame de DNA,
da certidão de nascimento de Rafaela, da identidade, do CPF e do comprovante de residência de
Melina, além de procuração e declaração de hipossuficiência para fins de gratuidade. Recebida a
inicial, o juízo da 1ª Vara de Família da Comarca da Capital do Estado Y indeferiu o pedido de tutela
antecipada inaudita altera parte, rejeitando o pedido de fixação de alimentos provisórios com base
em dois fundamentos: (i) inexistência de verossimilhança da paternidade, uma vez que o nome de
Emerson não constava da certidão de nascimento e que o exame de DNA juntado era uma prova
extrajudicial, colhida sem o devido processo legal, sendo, portanto, inservível; e (ii) inexistência de
“possibilidade” por parte do réu, que não tinha como pagar pensão alimentícia pelo fato de não
exercer emprego formal, como confessado pela própria autora. A referida decisão, que negou o
pedido de tutela antecipada para fixação de alimentos provisórios, já foi publicada no Diário da Justiça

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Eletrônico. Considere-se que não há feriados no período. Na qualidade de advogado(a) de Rafaela,
elabore a peça processual cabível para a defesa imediata dos interesses de sua cliente, indicando seus
requisitos e fundamentos nos termos da legislação vigente.

O
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR


RELATOR XXXXXXXX, DA XXXXXX CÂMARA CÍVEL DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Processo no XXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, herdeiro e
substituto processual da Autora falecida, XXXXXXXXX, habilitado as
fls. XXX (doc. 15) na Ação Ordinária em epígrafe, que move em face
de XXXXXXXXXXXX, não se conformando com a R. Decisão de fls.
425/426 (doc. 04), publicada em 30 de outubro de 2018, conforme Certidão
(doc. 05), que decidiu de forma claramente contraditória em questão
fundamental ao mérito processual, e encerrou a fase de instrução em
evidente violação aos artigos 3º, 4º, 7º, e 10, do NCPC, e à v. Decisão do
Agravo anterior, vem, por seu advogado infra-assinado, Tempestivamente,
a Vossa Excelência, embasada nas razões de fato e de direito anexas, com
fulcro no artigo 1015, II, do NCPC, interpor

AGRAVO DE INSTRUMENTO
Conforme permitido, e na forma do artigo 1018, do Novo
Código de Processo Civil, o Agravante fará a juntada da cópia da
Petição do Agravo de Instrumento e da relação dos documentos de
instrução aos autos do Processo.

1 – DA TEMPESTIVIDADE –

O presente agravo é tempestivo, a vista da publicação dos


termos da decisão agravada ter ocorrido em 30/10/2018, findando o
prazo no dia 22/11/2018. No que tange ao preparo, informa que a
Agravante se encontra sob o manto da gratuidade de justiça e que
esse sucessor já juntou ao juízo toda a documentação necessária à
extensão do benefício a seu favor, nos termos das fls.XXXXXXXX
(doc. 16/17/18/19) destes autos.
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2 – DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA –

O Agravante declara para os devidos fins e sob as penas da Lei,


que não tem condições de arcar com as custas, taxas, e honorários
advocatícios do presente Agravo sem o sacrifício de sua subsistência,
motivo pelo qual requer lhe seja concedido o Benefício da Gratuidade
de Justiça para todos os atos do presente Processo nos termos do
artigo 98 e seguintes, do Novo CPC, reiterando o requerido as fls. xxx
(doc. 19), do processo xxxxxxx ainda não julgado pelo juiz a quo.

3 – DO PEDIDO LIMINAR DE SUSPENSÃO DA DECISÃO


AGRAVADA –

Exmos Julgadores, cuida-se de ação de nulidade de


negócio jurídico em razão da absoluta incompetência da parte

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alienante no momento da celebração do negócio jurídico, que contou
com a participação de terceiros, em fraude, para lhe diminuir o
patrimônio que compunha seu acervo familiar, alienando por preço vil
imóvel.

Ocorre que, seis anos após o ajuizamento da demanda,


que já se encontrava em franca fase probatória, o juízo voltou atrás
em sua decisão que, reformando entendimento anterior, teria
determinado a realização de perícia de engenharia, por técnico
auxiliar da justiça e com competência técnica suficiente para apurar o
valor do bem envolvido na demanda ao tempo da sua alienação
indevida.

A decisão agravada, consoante de verificará nas razões


anexas, ceifa a fase probatória, que correu nos últimos seis meses,
pelo menos, apenas para que fosse encontrado um expert que
elaborasse laudo técnico em processo que corre sob o manto da
gratuidade de justiça, para determinar a apresentação de alegações
finais e encaminhamento do feito para sentença sem a produção da
referida prova.

Ora, consoante parecer do D. Ministério Público, em


primeiro e segundo grau, a apuração do valor do bem imóvel
envolvido é fundamental para que seja encontrada a melhor solução
para o caso em tela, tendo como se aferir eventual dano material,
dentre tantas outras consequências da manutenção ou não do
negócio jurídico realizado, representando verdadeira temeridade a
manutenção da efetividade da decisão recorrida enquanto decide esse
E.Tribunal pela sua manutenção ou não, podendo o juízo proferir
sentença sem a referida prova, causando à parte dano irreparável ou
de difícil reparação sob o prisma processual.

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Nesse sentido, e em caráter preliminar, é que se pugna


pela concessão da liminar recursal, para que seja suspensa a decisão
agravada até o resultado do presente Recurso, a fim de evitar que
seja proferida sentença prejudicial ao interesse das partes e ao bom
deslide do processo em razão da falta de prova fundamental, sem a
qual estará configurado o cerceamento de defesa do Agravante.

A suspensão da decisão não causará dano a qualquer das


partes e poderá ser reformada a qualquer tempo, antes do
julgamento final do presente Agravo, admitindo-se sua concessão
pela preservação dos atos processuais e respeito ao devido processo
legal.

4 – DA FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO –

Em observância ao artigo 1017, e incisos, do Novo Código de

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Processo Civil, anexa as cópias abaixo relacionadas para a formação
do instrumento:

1. Petição inicial – fls 02/09;


2. Contestação 1º Agravado – fl.134/143;
3. Contestação 2º Agravado – fls. 119/128;
4. Decisão Agravada – fls 425/426;
5. Certidão Publicação em Órgão Oficial fornecida Cartório fls 427;
6. Procuração outorgada ao Adv Agravante falecida – fls. 22;
7. Procuração substabelecimento Agravante habilitado – fls. 423;
8. Procurações outorgada ao Advogado do 1º Agravados – fls. 149
9. Procurações outorgada ao Advogado do 2º Agravados – fls. 130
10. Juízo de Retração no processo – fls30606/607
11. Juízo de retração ao agravo 44827-09.2014.8.19.0000 – fls 35/37;
12. Retração e Nomeação de perito – fls 274;
13. Decisão indeferimento Pericia – fls.254;
14. Petição de Habilitação processo falecimento Agravante/Autora
falecida – fls. 361/364
15. Decisão deferimento habilitação do Agravante – fls. 421
16. Declaração de Hipossuficiência da Agravante/Autora falecida –
fls. 23;
17. Deferimento gratuidade Agravante/Autora falecida – fls. 116
18. Declaração de Hipossuficiência da Agravante Habilitado – fls.
368
19. Petição pedido gratuidade Agravante 382-383
20. Mandado oficial Avaliador
21. Auto de avalição pelo Oficial Avaliador – fls. 236
22. Impugnação Laudo Agravante/Autora falecida - fls. 244/248
23. Quesitos sem resposta Agravante/Autora falecida – fls. 249/250
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24. Manifestação Ministério Público – fls. 251/252
25. Despacho Indeferimento acompanhamento Perito - fls. 253
26. Manifestação Oficial Avaliador de incapacidade - fls. 255
27. Primeiro despacho Saneador – fls 169
28. Segundo despacho Saneador – fls 227
29. Terceiro despacho Saneador – 409
30. Primeiro agravo parecer MP - fls. 25/29
31. Primeiro agravo Decisão e publicação – fls 38-39
32. Parecer perito médico - fls 44/56
33. Parecer Perito Médico – fls 198
34. Escritura Imóvel – fls 78
35. Depósito Bancário – fls 163
36. Ofício Banco – 237
37. Atestado Luiz Caldeira fls. 415/417

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38. Agravo de número 0044827-09.2014.8.19.0000 (completo)
39. Processo 0000527-93.2012.8.19.0076 (completo)

Declara o advogado, sob sua responsabilidade pessoal, que as


cópias são autênticas.

Termos em que,
Pede Deferimento

Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2018,

Advogados
oab
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RAZÕES DO AGRAVADO
Processo no xxxxxxxxxxxxxxx

AGRAVANTE: xxxxxxxxxxxxxx

AGRAVADOS: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

COLENDA CÂMARA

ÍNCLITOS JULGADORES

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Insurge-se o Agravante em face da decisão abaixo transcrita,
exarada no curso da fase probatória, nos seguintes termos

Chamo o feito a ordem Trata-se de ação proposta por xxxx representada pelo Curador
xxxxxxxxxxxx, objetivando anulação de negócio jurídico de compra e venda de um imóvel ou a
indenização de 50% do valor de imóvel, alegando que a autora já estava incapaz em 2006, tendo
a venda sido realizada em 2009. Os réus requereram em provas: depoimento pessoal da autora,
prova testemunhal, prova documental superveniente. A autora requereu: depoimento pessoal dos
réus, prova testemunhal e prova pericial de avaliação do imóvel. Decisão saneadora à fl. 169,
tendo deferido tão somente a prova oral consubstanciada na oitiva do perito. Expedida CP à fl.
188, com resposta à fl. 198, na qual afirma que ¿ com base no que consta em seu laudo desde
setembro de 2008 não possuía a senhora xxxxxx condições de realizar os atos da vida civil.¿ A
parte ré interpôs Agravo, no qual requer o deferimento de prova testemunhal e depoimento
pessoal do curador. Alegações finais da parte autora às fls. 205/214, do 2º réu às fls. 215/219 e
do 1º réu às fls. 220/223. Diligencias às fls. 227. Manifestação do MP às fls. 228/232. Avaliação
à fl. 236. Determinada por erro desta magistrada a avaliação do imóvel à fl. 274. Novamente por
erro desta magistrada foi prolatado novo saneador à fl. 409. Em audiência foi revogado o
despacho saneador e neste momento há que se entender que não haveria necessidade de
nova perícia, visto que já efetuada a avaliação por avaliador judicial, bem como, poderá ser
comprovada por documentos de venda à época dos fatos. Assim, ratifico o encerramento da
instrução e defiro o prazo de 15 dias, prazo comum, para as partes re- ratificarem as alegações já
apresentadas ou apresentarem novas razões finais. Após, voltem os autos para sentença, até
porque processo de META.

Enquanto as partes aguardavam a realização da perícia para


avaliação do imóvel objeto do presente, a MM. Juíza da Vara Única,
da Comarca de xxxxxxxxxxxxxxxxxxx, RJ, resolveu, repentinamente,
dar por terminada a fase instrutória, ceifando importante prova que
determinaria o dano material suportado pela Agravante, em total
desalinho com as cotas do Ministério Publico, das partes, dentre
outros elementos.
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I - BREVE RESUMO DA DEMANDA

O Primeiro Agravado vendeu ao Segundo, por valor vil e com


abuso de direito, imóvel que guarnecia o acervo da Sra. xxxxxxx,
mae do Sr. xxxxxx. Agrava a atitude do primeiro Agravado o fato
deste ter feito com que xxxxxxxx firmasse documento quando a
mesma já não poderia mais expressar sua vontade, sendo confirmado
pela perícia medica de fls.198 (doc.32) que, ao tempo da venda
irregular do imóvel em questão a Sra. xxxxxxxx não respondia mais
por seus atos, sendo certo que desde setembro de 2008 a mesma já
era absolutamente incapaz fls. 54 (doc. 33), e a escritura de compra
e venda fora firmada em marco de 2009 fls.78 (doc. 34).

No curso do processo, os filhos da Sra.


xxxxxxxxxxxdescobriram que o segundo agravado recebeu em sua
conta corrente a importância de R$ 80.000,00 (fls.163) (doc. 35) pela
transação, confirmado pelo oficio de fls.237 (doc. 36) dos autos

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principais e chancelado pelo MP, que reconheceu o envolvimento do
segundo agravado na fraude contra a Sra. xxxxxxx, nos termos da
cota de fls.252 (doc. 24), registrando o parquet a inafastável
importância da avaliação do imóvel.

II – DA EXPOSIÇÃO DO PONTO AFETADO PELA DECISAO


CONTRA QUAL SE INTERPOE O PRESENTE AGRAVO

A fls. 244/248 (doc. 22) houve a impugnação da Agravante ao


laudo do avaliador e a fls. 249/250 (doc. 23) foram formuladas as
questões com as dúvidas a serem sanadas.

Como se tratava de Agravante incapaz, representada por seu


Curador, a fls. 251/252 (doc. 24) o ilustre Membro do Ministério
Público manifestou a indiscutível necessidade de perícia avaliadora do
imóvel, imprescindível para o deslinde da Demanda.

A fls. 255 (doc. 26) a pessoa que fez o primeiro laudo de


avaliação do imóvel afirmou ser apenas Oficial de Justiça e ratificou
não possuir formação nem os requisitos necessários para atuar como
avaliador judicial, sem quaisquer condições para fazer a avaliação
real do imóvel.

O Agravo de Instrumento número 00000000000. 0000, foi


interposto pela Autora para anular a decisão de fls. 254 (doc. 13),
que indeferiu o pedido de nova perícia, e requerer nova Perícia do
imóvel por Perito Judicial Avaliador Especialista.

A decisão da 8º Câmara Cível, negou o seguimento do


recurso, dado como prejudicado, pois houve a retratação da Decisão
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do juízo da Vara Única de xxxxxx, a fls. 274 (doc. 12) dos autos , e foi
determinada nova perícia, nomeando-se novo perito avaliador.

Enquanto iam sendo providenciados os itens necessários à


nova perícia do imóvel a Autora faleceu, logo seguida pelo
falecimento de seu filho mais novo, seu curador. Houve a substituição
processual pelo filho e herdeiro da Autora, passando
xxxxxxxxxxxxxxxxx a exercer seu papel de Autor na Demanda.

Ocorre que nova, repentina, súbita, inusitada e última Decisão


da Juíza do presente omite o Agravo interposto pela Autora e afirma,
em 30/10/2018, que a segunda perícia foi “Determinada por erro
desta magistrada a avaliação do imóvel à fl. 274” (doc. 12). E este
não é seu único erro vez que afirma que “Novamente por erro desta
magistrada foi prolatado novo saneador à fl. 409” (doc. 29).

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Infelizmente, em um terceiro erro, a Magistrada alega “que
não haveria necessidade de nova perícia, visto que já efetuada a
avaliação por avaliador judicial, bem como, poderá ser comprovada
por documentos de venda à época dos fatos”.

Ora, foi ratificado que a Autora já não detinha qualquer poder


sobre suas faculdades mentais quando da época da realização do
negócio jurídico de compra e venda e foi comprovada a fraude.

Logo, houve um negócio jurídico de compra e venda de imóvel


realizado através de má fé e fraude. Como se trata de um bem
imóvel de fácil mensuração, é óbvio que a questão material envolve o
valor deste imóvel, inclusive para que seja possível quantificar a
extensão dos danos material e moral.

III – DAS RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA E DO OBJETO DO


AGRAVO

O fato de se tratar de demanda que corre há muito tempo, e


que a meta determinada pelo CNJ agilize a prolação de sentenças,
faz-se necessário que o compromisso com a justiça não permita que
magistrados ceifem a fase probatória com a qual concordam as
partes e o MP, com o intuito único e exclusivo de cumprir metas, haja
vista que justiça, equidade e respeito ao devido processo legal não se
confundem com a urgência de organizações empresariais.

A decisão merece reforma porque fere a ampla defesa e o


contraditório, sendo direito da parte a busca pela verdade real,
sobretudo no tange a negócios jurídicos praticados com a mais
deslavada má fé, abuso de direito e contrariamente ao interesse dos
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idosos e das pessoas portadoras de necessidades especiais, como era
xxxxxxxxxxxxxx.

Os agravados simularam compra e venda, realizaram


pagamento em beneficio a apenas uma das partes a despeito do
interesse da verdadeira proprietária, doente e sem possibilidade de
se autodeterminar. A falta de boa-fé do primeiro agravado e tão
latente que até as audiências não comparece, utilizando atestados
falsos, nos termos dos documentos fls. 415/17 (doc. 37), acusados
em petição protocolada em 25/10/2018, Protocolo xxxxxxxxxxxxxxx,
Proger – Comarca da Capital, a inda não juntados aos autos
principais.

A parte de desincumbiu de demonstrar tudo o que lhe cabia


enquanto prova documental, se dispôs a depor, por seu curador,
enquanto estava viva, solicitou provas e fez tudo o quanto lhe cabia,
mas não tinha como estimar o verdadeiro valor do bem que lhe fora

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vilipendiado, querendo se valer o juízo de documento produzido por
oficial de justiça avaliador que CONFESSA NÃO TER CAPACIDADE DE
AVALIAR, sendo, portanto, absolutamente imprestável para a
finalidade que se encerra.

O próprio “avaliador” do presente se declarou incompetente


para realizar a perícia e falou da importância da avaliação através de
profissional “perito na área de construção civil ou um perito
avaliador”, não sendo irrazoável que se determine, pelo juízo a
realização de nova avaliação, por profissional gabaritado a dizer o
valor com base na elaboração de laudo técnico, nos termos do
julgado análogo

0025063-95.2018.8.19.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO


Des(a). FERNANDO CERQUEIRA CHAGAS - Julgamento: 15/08/2018 -
DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL

AGRAVO DE INSTRUMENTO. INVENTÁRIO. INDEFERIMENTO DE


NOVA AVALIAÇÃO DO IMÓVEL QUE INTEGRA O MONTE.
NOVA AVALIAÇÃO ADMITIDA DESDE QUE COMPROVADAS
QUAISQUER DAS HIPÓTESES DO ART. 873 DO CPC/15: ERRO
NA AVALIAÇÃO OU DOLO DO AVALIADOR, COMPROVAÇÃO DE
MAJORAÇÃO OU DIMINUIÇÃO NO VALOR DO BEM OU FUNDADA
DÚVIDA SOBRE O VALOR ATRIBUÍDO AO BEM. EXISTÊNCIA DE
RAZOÁVEL LAPSO TEMPORAL, SUPERIOR A 5 ANOS, ENTRE
A AVALIAÇÃO INDIRETA REALIZADA PELO OFICIAL DE JUSTIÇA
E A PRESENTE DATA. PREÇO DOS IMÓVEIS DEPRECIADOS PELA
REALIDADE ATUAL DO MERCADO IMOBILIÁRIO, IMPACTADO
PELA NOTÓRIA CRISE ECONÔMICO-FINANCEIRA VIVIDA NO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO, CONSOANTE COMPROVADO
PELOS ORA RECORRENTES NAS AVALIAÇÕES IMOBILIÁRIAS
POR ELES ACOSTADAS AOS AUTOS. PRECEDENTES DO E. STJ.
DECISÃO REFORMADA. RECURSO PROVIDO, DEFERINDO-SE A
REALIZAÇÃO DE NOVA AVALIAÇÃO.
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A Magistrada, em retratação ao Agravo de Instrumento


interposto pela Autora, determinou realização de nova perícia,
inclusive tendo indicado um perito avaliador, aquiescendo a cota do
Ministério publico de fls. 252 (doc. 24), que, alterando seu
entendimento, reconheceu a ausência de boa-fé de ambos os
agravados e os fortes indícios de fraude na alienação, nos seguintes
termos:

“Tais documentos são capazes de alterar o entendimento do parquet quanto a boa-fé


do comprador, na medida em que revelam valor de mercado do imóvel muito acima
daquele efetivamente pago pelo segundo réu, bem como os fortes indícios de fraude
da alienação.
Ocorre que, como bem sinalizado pela autora, as partes não foi dada a oportunidade
de acompanhar o OJA tampouco sendo intimadas quanto a data da avaliação para
fins de acompanhar a diligencia.
Tratando-se de prova essencial ao correto deslinde da demanda, sendo certo que
requerido expressamente pela autora as fls.166, o Ministério Publico opina no

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sentido de que seja realizada pericia para avaliação do imóvel, afastando-se assim,
eventual alegação de nulidade processual. Fls. 252”

Em que pese ter sido observado pelo Membro do Ministério


Público e pela própria magistrada que na data da concretização do
negócio jurídico de compra e venda a Agravante já estava
incapacitada para os atos da vida civil, faz-se importante que seja
apurado o valor real do imóvel para que se possa aferir o dano
material suportado pela Agravante.

O cerceamento de defesa operado com a ceifação da


oportunidade de produção probatória torna nulo o presente processo,
que já se alonga há seis anos em razão da confusa marcha
processual reconhecida pelo próprio juízo, que ora pretende
reconhecer não chamando o feito a ordem, mas vedando a Agravante
a ampla defesa dos seus interesses.

Diante de tais elementos de fato e de direito, requer o


Agravante

a) A concessão da gratuidade de justiça, diante dos


documentos e reiterados pedidos constantes do processo
principal, integralmente anexo a este, e que nesta seara se
renovam;

b) A concessão da liminar recursal para suspender a decisão


agravada até que seja julgado, em definitivo, o presente
agravo por instrumento, em razão da possibilidade de uma
prolação de sentença sem lastro em prova essencial,
ferindo-se o devido processo legal, o contraditório e a
ampla defesa;
11
c) No mérito, que seja determinada a realização de nova
Perícia do imóvel, por Perito Judicial Especialista –
Engenheiro, com conhecimento técnico para apurar o valor
do bem à época da realização do negócio jurídico e o valor
atual, aferindo as benfeitorias realizadas no mesmo pelos
adquirentes, fazendo uso do material necessário para
realizar as medições e observações pertinentes,
acompanhadas das fotos que individualizam e mostram o
imóvel e que tal ato seja comunicado às partes para que
acompanhem, pessoalmente ou por seus assistentes
técnicos, a fim de garantir o saudável e justo deslinde
processual.

Confiando nos ensinamentos dessa E. Câmara, é que pede


e espera que seja dado provimento ao presente Agravo por
Instrumento, por ser questão de Direito e de JUSTIÇA!

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Termos em que,
Pede Deferimento

Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2018,

Advogados
Oab/rj

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