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MANUAL

DE PERIODONTIA
Faculdade Pitá goras - Ipatinga
DISCIPLINAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO E CLÍNICA INTEGRADA




Prof. Marcelo Coessens


Aluna Nathalia Murta
Periodonto
É o conjunto de tecidos que revestem o dente. Sofre modificações com o meio bucal e
modificações decorrentes da idade. Tecidos de revestimento e suporte dos dentes.

Funções:
Inserção e sustentação do dente no alvéolo, atenuação e distribuição de
forças mastigatórias da superfície da mucosa mastigatória da cavidade
bucal, adaptação funcional e patológica e proteção das estruturas nobres
e de suporte dos dentes.

Classificação :

Periodonto de Proteção: Gengiva.


Periodonto de Sustentação: Osso alveolar, cemento, ligamento periodontal.

Gengivite atinge o periodonto de proteção. Periodontite atinge o periodonto de


sustentação.

Periodonto de Proteção
É a parte da mucosa mastigatória que cobre o processo alveolar e circunda porção cervical dos
dentes. Toda a gengiva é queratinizada, da margem gengival à linha muco-gengival.

GENGIVA MARGINAL LIVRE


Está à margem dos tecidos gengivais, medindo aproximadamente 1m de espessura, circundando
o dente em forma de colarinho. Forma o sulco gengival e as papilas interdentais, é mais lisa que
a inserida e não está inserida a superfície do dente . Seu limite externo é a ranhura gengival e
seu limite interno é dentro do sulco gengival.É rósea, opaca e de consistência firme.

GENGIVA INSERIDA
Está localizada apicalmente à gengiva marginal, tem textura firme de cor rósea, está inserida ao
periósteo e possui interdigitações dérmicas (casca de laranja). Tem seu inicio na ranhura gengival e
término na linha mucogengival.
GENGIVA PAPILAR
Preenche as ameias interdentais, é constituída de gengiva marginal e gengiva inserida, tem
formato piramidal nos dentes anteriores e de sela nos posteriores.

“Tudo relacionado à cavidade bucal tem


que ser passível de higienização.”
Periodonto de Sustentação
LIGAMENTO PERIODONTAL
Estrutura de tecido conjuntivo que circunda a raíz e a liga ao osso
Função Física.
Função Formadora e Remodeladora.
Função Nutricional e Sensorial.

CEMENTO
Tecido mesenquimal calcificado que forma a camada mais externa da raiz anatômica.
Acelular (primário) e Celular (secundário).

OSSO ALVEOLAR
Porção da maxila e mandíbula que forma e suporta os alvéolos dentários.
Cortical e Medular.

SULCO GENGIVAL
Fenda ou espaço em forma de “V” ao redor do dente limitada pela superfície do dente e pelo
epitélio que reveste a gengiva marginal .
Comprimento 0,69mm.

EPITÉLIO JUNCIONAL
Faixa em formato de colar de epitélio escamoso estratificado não ceratinizado.
Promove o contato entre gengiva e dente.
Comprimento 0,97mm.

INSERÇÃO CONJUNTIVA
Inserção de fibras no cemento radicular cervical.
Comprimento 1,07mm.

Distância Biológica
Tecidos que constituem as estruturas acima da crista óssea terminando com
a margem gengival livre.
Epitélio juncional.
Inserção conjuntiva.
Espaço Biológico
Distância virtual entre a parte mais coronária da gengiva marginal e a crista óssea alveolar.
Epitélio do sulco gengival.
Epitélio juncional.
Inserção conjuntiva.
Instrumentais
Todo o instrumental é constituído por um cabo, uma
haste e uma ponta ativa:

CABO

PONTA
ATIVA

HASTE

LIMAS
Utilizada em raspagem subgengival cuidadosa e efetiva. Não é indicada para raspagens delicadas
e alisamento radicular.

SONDAS
São utilizadas para mensurar a profundidade da bolsa periodontal, avaliar recessão gengival e
perda óssea.
CURETAS DE GRACEY
São utilizadas para raspagem e alisamento radicular, remoção de cálculo e tecido mole. Deve ser
trabalhada em ângulo de 60 a 70° em relação a terminal da haste.

Mine Five: raspagem suave, remoção de placas e manutenção de bolsas estreitas.


After Five: evitar que abra retalho subgengival, alisamento e menos dilaceração tecidual.
1,2-3,4: incisivos anteriores e caninos
5,6: anteriores e pré molares
7,8-9,10: superfície vestibular e lingual de posteriores.
11,12: posterior M
13,14: posterior D
CURETAS UNIVERSAIS
São utilizadas para raspagem de cálculo em qualquer situação, mas de preferência supra ou sub.
Seu desenho favorece tanto anteriores como posteriores. Deve ser trabalhada em ângulo de 70 a
80°.
McCall 13-14: anteriores
McCall: 17-18: posteriores.

APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTAIS:

Curetas: haste sempre paralela ao longo eixo do dente.


Empunhadura do instrumento: caneta ou caneta modificada.
Digluconato de clorexidina: agente químico para controle de biofilme.
Deve ser utilizado em um curto período, pois causa manchamento
dentário e lingual e perda de paladar.
Tratamento Periodontal
O objetivo principal do tratamento periodontal é reduzir a inflamação causada
por bactérias, tornando possível, assim, que o sistema imune inicie a cicatrização.

A determinação do plano de tratamento de


um paciente gira em torno da análise do NCI.

NCI: é a distancia medida da JCE à base da bolsa. Se o EJ estiver localizado no nível da JCE ou
coronal, não há perda óssea. Se o EJ estiver localizado ao nível da JCE ou a coronal, não há perda
de inserção clínica,

Paciente que não exibe perda de inserção clinica:


Profilaxia oral +raspagem supra e sub + remoção dos depósitos de cálculo e biofilme.

Pacientes com perda de inserção: mais complexo.


Medir a perda de inserção+ avaliar toda a extensão da perda por toda a dentição. Generalizada ou
localizada? O quão extensas são as perdas de inserção e óssea? Leves? Moderadas?
Avançadas?

Perda de inserção e profundidade de 1 a 3mm sem infalmação periodontal:


Saudável ou em remissão da doença?. Mantida com cuidados caseiros. Perda resultada dos
hábitos de higiene, aparelhos mal adaptados, mal uso de limpeza interdental.

Perda de inserção, inflamação periodontal, profundidade de sondagem generalizada de


4mm ou mais, acúmulo de cálculo:
Desbridamento radicular. Aproximadamente 4 a 8 semas após o alisamento radicular, é necessário
reavaliação para determinar se a inflamação foi resolvida e se há melhora na profundidade de
sondagem.
RASPAGEM:
• Tratamento essencial para o controle da doença periodontal.
• Ponto de partida para a maioria dos planos de tratamento periodontal.

É processo pelo qual a placa e o tártaro são removidos das superfícies dentárias supra e sub
gengivais. Raspagem sub: reduz efetivamente a população de m.o Gram-; remoção do biofilme
bacteriano, remoção do cálculo aderido à superfície radicular.

ALISAMENTO RADICULAR:
Processo pelo qual o tártaro residual e o cemento contaminado são removidos das raízes
dentárias, objetivando produzir uma superfície lisa, dura a limpa. Remove ranhuras ou
irregularidades deixadas pela instrumentação manual. Movimentos leves e de maior amplitude com
as curetas

Objetivo: restaurar a saúde gengival, impedir a progressão da doença periodontal, remoção dos
elementos contaminantes da superfície radicular.
Protocolo de atendimento em Periodontia
1 - DIAGNÓSTICO
2 - TRATAMENTO PERIODONTAL
3 - ACOMPANHAMENTO

1. DIAGNÓSTICO
1.1- ANAMNESE
1.2- EXAMES COMPLEMENTARES
1.3- AVALIAÇÕES CLÍNICA

1.1. ANAMNESE

História Médica – Fatores Sistêmicos


Pacientes de risco:
- diabetes ( e DP não tratada )
- estresses ( físicos e psicológicos)
- alterações hormonais ( gravidez, menopausa, adolescentes.. )

Hereditariedade
Presença de DP na família

Fatores a considerar:
- fumo
- higiene
- perda de suporte x idade
- hábitos/vícios..

1.2. EXAMES COMPLEMENTARES

Principais:

Periapical - devem ser realizadas com a utilização de posicionadores radiográficos, em dentes que
apresentem profundidade de sondagem maior do que 5mm, lesão de furca e mobilidade graus II e
III.
Bite-wing - para manutenção do tratamento
Panorâmica- visão geral
1.3. AVALIAÇÃO CLÍNICA:

AVALIAÇÃO PERIODONTAL

MESA CLÍNICA
* Sonda periodontal milimetrada
* Sonda exploradora no 5
* Espelho clínico plano
* Pinça clínica
* Sonda de Nabers
* Gaze estéril

CARACTERISTICAS GENGIVAIS
- Coloração

- Contorno e textura superficial

- Sensibilidade dolorosa

- Posição gengival

EXAMES PERIODONTAIS
1- Índice de placa

2- Índice gengival

3- Índice de retenção

4- Nível gengival

5- Profundidade de sondagem

6- Nível de inserção

7- Mobilidade

8- Furca

ÍNDICE DE PLACA

- Avalia presença ou ausência de placa, e a qualidade de higiene oral do paciente .

- Após o bochecho com clorexidina, secar a superfície dentária para melhor visualização

- Verifica 4 sítios periodontais ( M-D-V-P )

- Em locais onde a placa bacteriana não é visível, usa-se a sonda exploradora para detecção da
mesma.
ÍNDICE GENGIVAL
- Verifica a presença de sangramento na margem gengival e com isso a presença ou não d
gengivite.

- Posiciona sonda milimetrada 0,5mm subgengival, percorrendo-a ao redor de todo o dente. (4


sítios).

- Avalia se o paciente está colaborando com o tratamento e realizando a higiene oral de forma
correta.

ÍNDICE DE RETENÇÃO
- Avalia a presença de fatores retentivos de placa próximas da margem gengival.

- Representam no paciente áreas em que a higiene oral é dificultada.

- Usa-se a sonda exploradora para verificar a presença destes fatores

em 4 sítios periodontais.

NÍVEL GENGIVAL
- Verifica a relação da margem gengival com a junção cemento-esmalte.

- Serve para ver se o paciente apresenta a gengiva na posição normal, com recessão ou
hiperplasia.

- Posiciona-se a sonda milimetrada na margem gengival e mede-se a distância até a junção


cemento-esmalte, em 6 sítios ( MV,V,DV,ML,DL,P )

- Anota-se na fixa sinal de + para recessão e de – para hiperplasia.

PROFUNDIDADE DE SONDAGEM
- distância da margem gengival até a base da bolsa.

- verifica se o paciente possui gengivite ou periodontite

- a medida de 3mm é considerada normal;

- PS>3mm + sangramento+ perda de inserção= periodontite

-utiliza a sonda milimetrada paralela ao longo eixo do dente nas faces livres e inclinada nas
superfícies proximais.
NÍVEL DE INSERÇÃO

- verifica a quantidade real de inserção do dente


- obtida através da medida entre a junção cemento-esmalte até a base da bolda ou através da
fórmula NI=PS+NG
- este exame auxilia no prognóstico e se o tratamento foi/está sendo favorável ou não.

EXAME DE MOBILIDADE
- Mobilidade é o resultado da perda de inserção ósse a por doença periodontal ou trauma
oclusal.

- É medida com o auxílio de 2 instrumentos rígidos: um posicionado na coroa pela superfície


vestibular e outro pela lingual ou palatina, fazendo o movimento V-L e também no sentido do
longo eixo do dente.

Mobilidade
Grau 1: 0,2 - 1 mm no sentido horizontal.
Grau 2: > 1 mm no sentido horizontal.
Grau 3: sentido horizontal e vertical.

Lesão de Furca
Classe I: perda horizontal do tecido de suporte menor que 3mm.
Classe II: perda horizontal do tecido de suporte maior ou igual a 3mm.
Classe III: perda horizontal dos tecidos de um lado a outro da furca.
2 - TRATAMENTO PERIODONTAL:

1- Instrução de higiene oral

2- Raspagem e alisamento radicular

3- Remoção dos fatores retentivos de placa

4- Profilaxia com taça de borracha e pasta profilática

5- Flúor

6- Bochecho com clorexidina 0,12% 2x AO DIA quando o paciente apresenta índice gengival
positivo em mais de 90% dos dentes

INSTRUMENTOS PARA RASPAGEM:


Mc Call 1-10

- Só para raspagem supra gengival em regiões interproximais dos dentes anteriores

- Remoção de grandes massas de cálculo

- Haste paralela ao longo eixo do dente


LIMAS: mais em região sub-gengival (grandes massas de cálculo)

- 3-7 : raspar proximais de dentes anteriores e V-L de posteriores

- 5-11 : raspar V-L de anteriores e proximais de posteriores

- 2-2A : raspar a distal do último dente

CURETAS
Cureta Universal (McCall)

- 7-8 : pode ser usada para todas as faces dos adentes anteriores

- 13-14 : pode ser usada em todas as faces de todos os dentes posteriores

Curetas Gracey: raspagem supra e sub-gengival e alisamento


radicular

- 5-6: raspagem de todas as faces dos dentes anteriores

- 7-8: raspagem de V e L dos posteriores

- 11-12: raspagem das mesiais dos posteriores

- 13-14: raspagem das distais dos posteriores

* movimentos devem ser usados verticais e oblíquos.


3 - ACOMPANHAMENTO
REAVALIAÇÃO

Avalia:

- resposta tecidual ao tratamento

- cooperação do paciente

- necessidade de retratamento

- necessidade de procedimentos cirúrgicos corretivos

Quando fazer? Após o tratamento básico

- período de 4 a 8 semanas

CONSIDERAÇÕES QUE PODEM VARIAR O TEMPO:


- risco do paciente

- risco dentário

- risco de sítio

SEQÜÊNCIA CLÍNICA:
- exames periodontais

- reavaliação e diagnóstico (revisão da Anamnese)

- motivação ( crítica + incentivo )

- instrumentação de sítios reinfectados

- profilaxia

- flúor

- rechamada

“A MANUTENÇÃO É FEITA DE 3 MESES


A ATÉ 1 ANO APÓS O TRATAMENTO PERIODONTAL BÁSICO.”

* Os intervalos dependem de vários fatores e devem ser


estabelecidos para cada indivíduo, vinculando-se ao grau
de higienização bucal e predisposição à doença.
Gengivite
Diagnóstico: baseado no aspecto gengival (textura, cor, forma, sinais inflamação) e
sangramento a sondagem.

DOENÇAS GENGIVAIS

Doenças gengivais induzidas pela placa dental.

GENGIVITE ASSOCIADA SOMENTE COM PLACA DENTAL

Sangramento espontâneo ou após estímulo.


Ausência de perda de inserção.
Ausência de perda óssea.
Reversível após remoção do biofilme.
Gengiva vermelha, mole, edema e pseudobolsas.
Com fatores locais contribuintes.

Tratamento:
Orientação ao paciente.
Instrução de higiene oral.
Raspagem supra gengival.
Polimento coronário.
Aplicação tópica de flúor.
Raspagem sub gengival.
Remoção de cáries.
Remoção de fatores iatrogênicos.
Medicação

GENGIVITE MODIFICADA POR FATORES SISTÊMICOS

Associadas ao sistema endócrino: puberdade, ciclo menstrual, gravidez, diabetes mellitus.


Associadas às discrasias sanguíneas: leucemia

Tratamento:
Orientação ao paciente.
Instrução de higiene oral.
Raspagem supra gengival.
Polimento coronário.
Aplicação tópica de flúor.
Raspagem sub gengival.
Remoção de cáries.
Remoção de fatores iatrogênicos.
Cirurgia.
DOENÇAS GENGIVAIS MODIFICADAS POR DROGAS

Aumento gengival: associação com as seguintes drogas:


Fenitoína
Ciclosporina A
Nifedipina
Verapamil
Diltiazem
Valproato de sódio.

Tratamento:
Orientação ao paciente.
Instrução de higiene oral.
Raspagem supra gengival.
Polimento coronário.
Aplicação tópica de flúor.
Raspagem sub gengival.
Remoção de cáries.
Remoção de fatores iatrogênicos.
Cirurgia.
Substituição ou polimento de restaurações.

DOENÇAS GENGIVAIS MODIFICADAS POR MÁ NUTRIÇÃO

Gengiva brilhante, intumescida e com sangramento.


Associada a uma deficiência severa de ácido ascórbico (vitamina C).
Lesões gengivais não induzidas pela placa.

DOENÇAS GENGIVAIS DE ORIGEM BACTERIANA ESPECÍFICA

Aumento da prevalência devido a DSTs.


Gonorréia (Neisseria gonorrhoeae).
Sífilis (Treponema pallidum).
Lesões bucais podem ser manifestações
secundárias a infecções sistêmicas.
Infecção direta.

DOENÇAS GENGIVAIS DE ORIGEM FÚNGICA

Ocorre em indivíduos imunologicamente comprometidos.


Flora bucal alterada por medicação.
Candidíase (candida albicans).
Infecções generalizadas:Placas brancas removíveis.
Superfície avermelhada e sangrante.
DOENÇAS GENGIVAIS DE ORIGEM GENÉTICA

Fibromatose gengival hereditária.


Herança autossômica dominante ou raramente recessiva.
Aumento gengival pode cobrir totalmenteo dente.
Pode ser associado à diversas síndromes.

MANIFESTAÇÕES GENGIVAIS DE CONDIÇÕES SISTÊMICAS

♣ Manifestações:
Lesões descamativas.
Ulceração gengival.
Líquen, pênfigo vulgar, eritema etc.

♣ Reações alérgicas:
Creme dental
Alimento.
Enxaguatório.
Materiais odontológicos.

LESÕES TRAUMÁTICAS

Acidentais ou Iatrogênicas.
Injúria química.
Injúria física.
Injúria térmica.

REAÇÕES A CORPO ESTRANHO


Condições inflamatórias locais da gengiva.
Causadas pela introdução de materiais estranhos no tecido conjuntivo gengival.
Periodontite
♣ Doença inflamatória dos tecidos de suporte dos dentes.
♣ Perda de inserção clinicamente detectável.
♣ Periodontite crônica.
♣ Periodontite agressiva.
♣ Periodontite com manifestação de doenças sistêmicas.

♣ Doenças periodontais necrosantes:


Gengivite Ulcerativa Necrosante.
Periodontite Ulcerativa Necrosante.

♣ Abscesso periodontal.

♣ Periodontite associada a lesões endodônticas:


Lesões Endoperiodontais.
Lesões Perioendodônticas.
Lesões Combinadas.

PERIODONTITE CRÔNICA
Mais comum.
Maior prevalência em adultos.
Progressão lenta ou moderada.
Presença de cálculo subgengival.

PERIODONTITE AGRESSIVA
Localizada ou generalizada.
Rápida perda de inserção e destruição óssea.
Geralmente afeta indivíduos jovens.

Tratamento:
Orientação ao paciente.
Instrução de higiene oral.
Raspagem supra gengival.
Polimento coronário.
Aplicação tópica de flúor.
Raspagem sub gengival.
Remoção de cáries.
Remoção de fatores iatrogênicos.
Cirurgia.
Medicação.
PERIODONTITE COM MANIFESTAÇÃO DE DOENÇAS SISTÊMICAS

Confundida com periodontite agressiva.


Alterações no sistema de defesa do hospedeiro.
Condição sistêmica é fator preponderante.

DOENÇAS PERIODONTAIS NECROSANTES

GENGIVITE ULCERATIVA NECROSANTE.


Fatores predisponentes como estresse, cigarro, imunossupressão etc.
Úlceras nas papilas interproximais.
Sintomática.
Sangramento fácil.
Não transmissível.
Caráter súbto.
Halitose.
Fluxo salivar aumentado.
Pode ocorrer febre.

PERIODONTITE ULCERATIVA NECROSANTE

Fatores predisponentes como estresse, cigarro, imunossupressão etc.


Úlceras nas papilas interproximais.
Sintomática.
Sangramento fácil.
Não transmissível.
Caráter súbto.
Halitose.
Fluxo salivar aumentado.
Pode ocorrer febre.
Perda óssea alveolar.
Perda de inserção clínica.

Tratamento:
Orientação ao paciente.
Instrução de higiene oral.
Remoção do biofilme e cálculo (tolerância do paciente).
Medicação.
Retorno.
ABSCESSO PERIODONTAL
♣ Abscesso gengival.
Envolve a gengiva marginal e/ou papila interdental.
Resposta inflamatória resultante da penetração de substâncias estranhas nos tecidos
gengivais.

♣ Abscesso periodontal.
Destruição do osso alveolar e do ligamento periodontal.

♣ Abscesso pericoronário.
Envolve os tecidos ao redor das coroas ou dentes parcialmente erupcionados.

♣ Os abscessos frequentemente resultam da associação de fatores:


Periodontite crônica.
Alteração da microbiota
Diminuição da imunidade.

PERIODONTITE -LESÕES ENDODÔNTICAS

♣ Lesões endoperiodontais.
Necrose pulpar precede alterações periodontais.

♣ Lesões perioendodônticas.
Doença periodontal resulta em necrose pulpar.

♣ Lesões combinadas.
Envolvimento endodôntico esta presente em um dente com comprometimento periodontal.
DIAGNÓSTICO

Tratamento
Endodontia
Periodontia
Endodontia e Periodontia.
Tratamentos das D.P.
TRATAMENTO
Direcionado para estabelecer e manter a saúde do periodonto em toda boca, em vez de esforços
exagerados para “fixar dentes com mobilidade”.
Extração de dente: mobilidade alta atrapalhando sua função e dor; possível causa de abcessos
agudos durante o tratamento; não existe nenhum uso para ele no plano de tratamento global.
Manter dente temporariamente: apoio posterior; anteriores estéticas, extrair juntamente com a
fase cirúrgica visando reduzir o número de atos cirúrgicos.

FASES DO TRATAMENTO PERIODONTAL


Fase Preliminar
Tratamento de urgência
Periodontal
Extração de dentes com prognóstico ruim
Planejamento para manter o espaço
Pode ser Eletivo

FASE NÃO CIRÚRGICA (FASE I)

• Controle de placa e educação do paciente.


• Controle da dieta.
• Remoção de cálculo e aplainamento radicular.
• Correção de fatores irritantes restauradores e protéticos.
• Remoção de cáries e restaurações insatisfatórias.
• Terapia com antimicrobiano (local ou sistêmico).
• Tratamento oclusal.
• Pequena movimentação ortodôntica.
• Contenção Provisória e prótese.

Reavaliação:
• Profundidade de bolsa e inflamação gengival.
• Placa, cálculo e cáries.

FASE CIRÚRGICA (FASE II)


Tratamento Periodontal. Raspagem e alisamento Acerto ósseo.
radicular com retalho Implantes.
aberto. Tratamento Endodôntico

Indicações para cirurgia periodontal


• Contornos ósseos irregulares ou crateras profundas.
• Bolsas em dentes nos quais uma remoção completa de irritantes é considerada clinicamente
impossível.
• Envolvimento de furca grau II ou III.
• Bolsas infra ósseas em áreas distais dos últimos molares.
• Inflamação persistente em áreas de bolsas moderadas e profundas.
FASE RESTAURADORA (FASE III)

• Restaurações definitivas
• Prótese removível.
• Prótese fixa.

FASE DE MANUTENÇÃO (FASE IV)


Reavaliação Periódica:
• Placa e cálculo.
• Condição da gengiva o Bolsas o Inflamação
• Oclusão e mobilidade dos dentes.
• Outras alterações patológicas.

TRATAMENTO DE PROCESSOS AGUDOS

Gengivite e Periodontite Ulcerativa Necrosante


Primeira visita
Anamnese. Instruções ao paciente:
Exame extra e intra oral. Evitar tabaco, álcool e condimentos.
Avaliação da higiene oral. Bochechos com água oxigenada +
Raspagens são contra indicadas (bacteremia). clorexidina.
Medicação se indicado. Evitar atividade física.
Orientação sobre higiene oral.

Segunda visita: 1 ou 2 dias depois


Realização da raspagem se a sensibilidade permitir.
Mesmas instruções dadas na primeira consulta.

Terceira visita: 1 ou 2 dias depois


Paciente deve estar praticamente livre dos sintomas.
Poderá permanecer algum eritema e a gengiva pode apresentar sensibilidade ao toque.
Raspagem e alisamento radicular.
Orientações de higiene bucal.
Suspenção do bochecho com água oxigenada e mantem a clorexidina por uma semana.

Visitas subsequetes
Verificar e corrigir o controle de placa do paciente se necessário.

Pericoronarite Aguda
Irrigar a área com soro fisiológico para remoção de resíduos e exudato.
Elevar o tecido e limpar a área com antiséptico.
Antibiótico em casos severos
Após os sintomas serem eliminados avaliar a manutenção ou exodontia do dente.

Abcesso Periodontal
Abscesso Periodontal Agudo
Abscesso Gengival
Finalidade: aliviar a dor, controlar a disseminação da infecção, estabelecer a drenagem.
Abscesso Periodontal Agudo Drenagem pela bolsa
Anestesia
Introdução da sonda milimetrada na bolsa para distender a parede da bolsa para drenagem.
Pode usar uma cureta subgengival também.

Drenagem através de incisão externa


Anestesia
Secar e isolar o abscesso com gaze.
Incisar na porção mais flutuante do inchaço estendendo para apical.
Instrumental para afastar o tecido e drenar o abscesso.
Curetagem da granulação.
Compressão.
Anti-séptico
Antibiótico e analgésico.
Reavaliação no dia seguinte.
Sutura??

Abscesso Gengival
Anestesia
Secar e isolar o abscesso com gaze.
Incisar na porção mais flutuante.
Irrigação com soro fisiológico.
Compressão com gase.
Interromper o sangramento.
Retorno do paciente no dia seguinte.
Raspagem subgengival.

ABSCESSO PERIODONTAL X ABSCESSO PULPAR

Periodontal
Pulpar
Bolsa Periodontal preexistente.
Associado à restauração profunda.
Teste de vitalidade positivo.
Teste de vitalidade pode ser negativo.
Edema generalizado e localizado ao redor do dente
Edema localizado.
envolvido.
Presença de fístula.
Raramente possui trajeto fistuloso.
Dor severa e pulsátil.
Dor constante e menos severa.
Dor à percussão é severa.
Dor à percussão não é tão severa.
Técnica de Raspagem
Posicionamento do profissional: planta dos pés apoiadas no chão; coxa paralela ao plano
horizontal;
Posicionamento do paciente: (altura da cabeça – mesma do cotovelo);
Empunhadura do instrumental: caneta modificada;
Iluminação do campo;
Estabelecimento de ângulo de corte e de trabalho;
Ativação do instrumental: Extremidade ativa em contato com a superfície dental
Afiação do instrumental;
Apoio: superfícies duras (melhor apoio – dente);
Movimento: alavanca;
Adaptação: rotação do instrumento.

Cureta universal: qualquer face do dente


Cureta McCall: 13-14 para dentes anteriores
Cureta McCall: 17-18 para dentes posteriores
Gracey: 1-2, 3-4: dentes anteriores
Gracey 5-6 dentes anteriores
Gracey 7-8 faces livres de dentes posteriores
Gracey 11/12 face mesial de dentes posteriores
Gracey 13/14 face distal de dentes posteriores

Para realização de um adequado controle do biofilme supragengival, além de curetas, são


necessários ainda instrumentais tais como:

Taças de borracha;
Escova de Robinson;
Fio ou fita dental;
Pote Dappen plástico.
Odontoscópio
Pasta Profilática
Afiação de Curetas
CURETAS UNIVERSAIS:
1. É preciso umedecer sua pedra com água ou óleo;
2. A face da lamina e a superfície da pedra precisam formar ângulo entre 100° a 110°
3. A pedra pode ser paralela ao solo ou colocada em posição de uma hora
4. Usar pressão leve
5. Não afiar a ponta
6. É preciso retirar resíduos que ficam na cureta após a afiação.

CURETAS GRACEY:
1. Existe apenas um bordo cortante nas curetas Gracey
2. Use a mesma técnica descrita para as curetas universais
3. Respeite a anatomia do instrumento, lembrando que a face da lamina não está
perpendicular a haste, mas sim a 70°
4. Afie até a ponta
5. Afiação na posição de uma hora
6. É preciso retirar resíduos que ficam na cureta após a afiação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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