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CURSO: ENGENHARIA QUÍMICA

DISCIPLINA: Química Geral I Experimental


PROFESSORA: Leila Aguilera

Ensaio de Chama

Salvador
2011

CURSO: ENGENHARIA QUÍMICA


DISCIPLINA: Química Geral I Experimental
PROFESSORA: Leila Aguilera

Assinaturas:
1.
2.
3.
4.
5.

Data de realização do experimento: 15 de março de 2011


1. INTRODUÇÃO
Para admitir a estabilidade do átomo, Bohr admitiu que um gás emite luz quando uma
corrente elétrica passa através dele, devido ao fato de que os elétrons presente nos s
eus átomos, primeiro absorvem energia da corrente para depois liberarem tal energi
a sob forma de luz. Imaginando que a radiação emitida é limitada para certo compriment
o de onda, Bohr concluiu então que, em um átomo, o elétron não está livre para ter qualque
r quantidade de energia. Isto significa dizer que, a energia do elétron é quantizada
.
Após os estudos de Plank e Einsten, onde separadamente mostraram que todas as radi
ações eletromagnéticas comportavam-se como se fossem compostas por minúsculos pacotes de
energia denominados fótons, Borh concluiu que cada elétron pode ter somente um valo
r de energia.
Através do modelo atômico de Bohr e dos estudos de Plank, pode-se dizer que o átomo ao
receber calor, tem seus elétrons excitados e conseqüentemente, passem para uma cama
da mais externa. Ao retornar, para a camada inicial, os elétrons liberam energia e
m forma de ondas eletromagnéticas (luz), que serão apresentadas no espectro de luz v
isível, determinando uma cor característica dos cátions.
O experimento denominado “ensaio de chama”, realizado em laboratório, é usado para ident
ificar os cátions de algumas substâncias. Isso se deve ao fato de que, em contato co
m a chama, essas substâncias emitem uma coloração, esse comportamento é em função da presen
do cátion.

2. OBJETIVO
Esse experimento tem como objetivo observar os cátions das substâncias, através das co
res que estas emitem quando submetidas ao aquecimento e verificar a relação do que f
oi observado com o modelo atômico de Bohr.

3. PARTE EXPERIMENTAL
MATERIAIS UTILIZADOS:
Espátula
Vidro de relógio
Béquer
Pisseta
Caixa de fósforo
UTENSÍLIO GERAL:
Capela
SUBSTÂNCIAS:
CH3CH2OH (etanol)
NaCl (cloreto de sódio)
Na2SO4 (sulfato de sódio)
KI (iodeto de potássio)
LiCl (cloreto de lítio)
CuSO4 (sulfato de cobre)
Ba(OH)2 (hidróxido de bário)
MgCO3 (carbonato de magnésio)
Sal desconhecido

PROCEDIMENTO
O processo foi iniciado com a seleção e identificação de materiais, vidrarias e reagente
s no laboratório de química geral I necessários para realização da prática. Primeiramente f
ram separados 8 vidros de relógio e 8 espátulas para cada substancia correspondente.
Em seguida uma pisseta com etanol foi usada para molhar a amostra do sal. Um pa
lito de fósforo foi aceso e aproximando-o do sal com etanol formou-se a chama a se
r observada. O procedimento foi repetido com as demais substancias.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Nome do Sal Fórmula Cátion Ânion Cor Observada
Cloreto de Sódio NaCl Na+ Cl- Laranja
Sulfato de Cobre CuSO4 Cu++ SO4-- Verde
Iodeto de Potássio KI K+ I- Lilás
Cloreto de Lítio LiCl Li+ Cl- Vermelho
Sulfato de Sódio Na2SO4 2Na+ SO4-- Laranja
Hidróxido de Bário Ba(OH)2 Ba++ OH-- Amarelo
Carbonato de Magnésio MgCO3 Mg++ CO3-- Rosa
Desconhecido Vermelho
Ao colocarmos a primeira substância (NaCl ) no vidro de relógio, adicionarmos o etan
ol (responsável por provocar a combustão),e acendermos o fósforo, pudemos observar qu
e a coloração da chama assumiu um tom alaranjado. Quando repetimos o procedimento co
m o sulfato de sódio (Na2SO4) e acendemos o fósforo, pudemos observar que a coloração da
chama também assumiu um tom alaranjado. O que significa que o átomo em contato com
a chama, obteve energia adicional, o elétron pôde saltar uma ou mais possíveis camadas
para que fosse atingido um nível mais alto de energia. Nessa ocasião é dito que o átomo
está em seu estado excitado, porém quando esse elétron retorna à sua camada inicial, o át
omo em seu estado fundamental, a energia que havia sido absorvida é liberada em fo
rma de fóton com comprimento de onda igual à cor laranja.
Dando continuidade ao experimento colocamos uma outra substância no vidro de relógio
o iodeto de potássio (KI) adicionamos o etanol e acendemos o fósforo, pudemos obser
var que a coloração da chama assumiu um tom lilás. O que significa que o átomo em contat
o com a chama, obteve energia adicional, o elétron pôde saltar uma ou mais possíveis c
amadas para que fosse atingido um nível mais alto de energia. Nessa ocasião é dito que
o átomo está em seu estado excitado, porém quando esse elétron retorna à sua camada inici
al, o átomo em seu estado fundamental, a energia que havia sido absorvida é liberada
em forma de fóton com comprimento de onda igual à cor lilás.
Repetindo os mesmos passos so que utilizando a substancia cloreto de lítio (LiCl),
pudemos observar que a coloração da chama assumiu um tom avermelhado. Em seguida, f
izemos os mesmos passos com uma substancia desconhecida que adquiriu um tom aver
melhado. O que significa que o átomo em contato com a chama, obteve energia adicio
nal, o elétron pôde saltar uma ou mais possíveis camadas para que fosse atingido um níve
l mais alto de energia. Nessa ocasião é dito que o átomo está em seu estado excitado, po
rém quando esse elétron retorna à sua camada inicial, o átomo em seu estado fundamental,
a energia que havia sido absorvida é liberada em forma de fóton com comprimento de
onda igual à cor vermelha.
Em seguida utilizamos o sulfato de cobre (CuSO4), pudemos observar que a coloração d
a chama assumiu um tom esverdeado. Ao repetirmos o procedimento, porém com o sal h
idróxido de bário (Ba(OH)2) , pudemos notar que a coloração da chama assumiu um tom amar
elado.O que significa que o átomo em contato com a chama, obteve energia adicional
, o elétron pôde saltar uma ou mais possíveis camadas para que fosse atingido um nível m
ais alto de energia. Nessa ocasião é dito que o átomo está em seu estado excitado, porém q
uando esse elétron retorna à sua camada inicial, o átomo em seu estado fundamental, a
energia que havia sido absorvida é liberada em forma de fóton com comprimento de ond
a igual à cor verde e a cor amarela.
O comportamento da cor é em função do cátion. Os cátions, ao serem excitados, absorvem ene
rgia e a devolve ao meio na forma de luz, que são ondas eletromagnéticas constituídas
de comprimento de onda e freqüência, grandezas que são inversamente proporcionais. A l
uz emitida por cátions diferentes se deve a freqüência a qual a luz foi emitida, porém,
só uma pequena parte da frequência emitida é visível aos nossos olhos, que são o espectro
de luz visível. Também, pudemos notar que no espectro visível, cátions diferentes podem
originar tonalidades de cores muito parecidas, porém, esta diferença seja pouco perc
eptível a olho nu. A faixa de luz visível se estende entre os comprimentos de 700nm
a 420nm, seguindo a tabela abaixo:
Cor Comprimento de onda Freqüência
Lilás 420 nm 7,1x10-14hz
Azul 470 nm 6,4x10-14 Hz
Verde 530 nm 5,7x10-14 Hz
Amarelo 580 nm 5,2x10-14 Hz
Laranja 620 nm 4,8x10-14 Hz
Vermelho 700 nm 3,0x10-14 Hz

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
No teste de chama, notou-se a veracidade da teoria de Bohr no que se referia à dis
posição dos elétrons em orbitais e que para os elétrons estarem naquela determinada cama
da era preciso ter certa quantidade de energia, sendo a próxima camada mais energéti
ca do que a anterior. Assim, quando o átomo recebe calor de uma fonte externa, abs
orve essa energia e os elétrons tendem a saltar para uma camada mais externa. Ao r
etornar a sua camada de origem, a energia absorvida é liberada em forma de radiação (l
uz). Essa luz emitida é em forma de fóton que tem o comprimento de onda de uma deter
minada cor, a depender do cátion da substancia.

6. REFERÊNCIAS
1. http://www.mundovestibular.com.br/articles/781/1/O-ATOMO-DE-BOHR/Paacute
gina1.html
2. http://www.algosobre.com.br/fisica/modelos-atomicos.html
3. http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/acustica/comprimento/comprim.h
tml
4. http://www.quiprocura.net/fogo.htm
5. John B. Russel; Química Geral vol.1 2 edição; p232

7. ANEXOS
1. Questionário
a) Por que as cores das chamas são diferentes para as amostras testadas?
O átomo quando é aquecido recebe energia. O recebimento de energia faz com que o átomo
fique no estado excitado, o elétron salta para níveis superiores e quando retorna p
ara o estado fundamental o átomo emite energia em forma de fóton com comprimento de
onda igual ao da cor da luz emitida. A coloração das substâncias quando submetidas à cha
ma, é caracterizada pelo seu cátion. Nem todas as substâncias possuem o mesmo cátion, as
sim, nem todas vão possuir a mesma coloração. Tem cátions diferentes que possuem tonalid
ades de cores bem próximas.
b) O que é freqüência de uma onda? E comprimento de onda? Qual a relação entre freqüência e
mprimento de onda?
A freqüência de uma onda é o número de ciclos que passam por um ponto em um segundo. O c
omprimento de uma onda é a distância que ela percorre durante um período, mede a distânc
ia entre duas cristas consecutivas ou de dois vales consecutivos.  A velocidade d
a onda é o produto entre o comprimento
 e a freqüência, V = λf, ogo, a freqüência de uma on
a é inversamente proporciona ao seu comprimento. 
c) De acordo com a sua observação das cores da chama e sabendo que a cor vio eta tem
o comprimento de onda de 400 nm; a cor verme ha tem comprimento de onda de 700
nm e a cor verde tem o comprimento
 de onda igua a 530 nm. Organize as amostras
em ordem crescente de: energia
 iberada e freqüência.

Ordem crescente de energia iberada: a cor vio eta (400 nm); a cor verde (530 nm
) e a cor verme ha (700 nm). De acordo com E = hf, a freqüência é diretamente proporci
ona à energia
 iberada. 
Cor vio eta (400 nm) < cor verde (530 nm) < cor verme ha (700 nm).
Ordem crescente de freqüência: a cor verme ha (700 nm); a cor verde (530 nm) e a cor
vio eta (400 nm). De acordo com V = λf, o comprimento de onda e a freqüência são invers
amente proporcionais.
 
Cor verme ha (700 nm) < cor verde (530 nm) < cor vio eta (400 nm).
   
d) Qua  a re ação do experimento rea izado com o mode o atômico de Bohr?
O mode o atômico de Bohr diz
 que a energia do e étron é quantizada. Quando o átomo receb
e energia, os e étrons sa tam para níveis superiores
 (estado
 excitado), ao cessar es
sa fonte, os e étrons retornam
 ao seu orbita de origem, iberando fótons. Cada reto
rno gera uma inha vertica no espectro de cores.  
e) Por que a cor da chama é a mesma ao aquecer os sais c oreto de sódio e su fito de
sódio?
  
A guns cátions, quando
 co ocados em contato  com a chama, apresentam co oração caracterís
tica. Como os sais c oreto de sódio e su fito de sódio possuem o mesmo cátion, Na+, po
ssuem a mesma cor da chama.
f) Como funcionam os fogos de artifícios? 
As cores dos fogos de artifícios
 são produzidas
 a partir da incandescência e uminescênc 
ia. A incandescência
 é a uz produzida pe o aquecimento  de substâncias,
 pode ser
 exp i
cado pe a teoria atômica de Bohr. Um átomo, de um e emento qua quer, possui e étrons e
m níveis de energia. Ao ser aquecido, recebe energia, assim esses e étrons são
 excitad
os, ou seja, vão
 para níveis de energia mais
 e evados. O e étron tende a vo tar para o
estado inicia , pois este
 é mais estáve . Quando ocorre
 a passagem do níve mais
 ener
gético para o menos é iberado um quantum de energia uminosa, ou um fóton. A uminescên
cia é característica de cada e emento químico, ou seja, cada um emite uma respectiva c
or.

8. Comentários e Sugestões 
Todos os participantes do grupo cumpriram com suas tarefas o re atório está entregue
.