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Trabalho de Educação Física

Grupo: Artur Kalatakis, Arthur França, Rennan, Paloma, Ianca e Milena

São Luis - 2011


1- Epidemiologia
A obesidade recentemente é considerada uma das mais importantes doenças não
transmissíveis nos países desenvolvidos. Pesquisas mostram que mais de um terço da
população norte-americana está acima do peso desejável. Em contrapartida, a obesidade
é ainda relativamente incomum nos países da África e da Ásia. No Brasil, a situação
mais crítica é verificada na Região Sul.
De acordo com os dados do inquérito nacional mais recente cerca de 1/3 (32%)
dos adultos brasileiros têm algum grau de excesso de peso e apresenta uma tendência
crescente nas últimas décadas, visto que em 1997 a prevalência de obesidade no país foi
estimada em 11% da população residente nas regiões nordeste e sudeste, enquanto em
1989 era de 9,6% e em 1974 era de 5,7%.
Há uma prevalência maior de obesidade entre as mulheres, inclusive nos idosos.
Em ambos os sexos, seu pico máximo ocorre dos 45 aos 65 anos (37% entre homens e
55% entre mulheres).

2- O que é?
A definição de obesidade pode ser a de “acúmulo excessivo de gordura no
organismo”. Para sua determinação, criou-se o Índice de Massa Corporal (IMC),
método mais utilizado atualmente e que define que a obesidade seria classificada a
partir de um IMC superior a 30 kg/m².
A obesidade pode ser classificada em exógena, aquela causada pela ingestão
calórica excessiva, sendo responsável por mais de 95% dos casos, ou endógena, que tem
como causa os distúrbios hormonais e metabólicos.
Existem também classificações quanto a distribuição de gordura: andróide,
conhecida como obesidade central ou em forma de maçã, que é o acúmulo de gordura
na região do tronco e ginóide, conhecida como obesidade periférica ou em forma de
pêra, que o acúmulo de gordura abaixo da cintura, na região glúteo-femural. A
obesidade andróide, central ou abdominal é observada com mais freqüência em homens
e a obesidade ginecóide ou femural são comuns em mulheres. O risco de desenvolver
doenças do coração é maior para as pessoas que acumulam gorduras na região
abdominal (central), ao redor das vísceras.
Na cultura ocidental, é enfatizado a boa forma e imagem corporal, o que facilita
a identificação de incômodos com o excesso de peso, independente dos graus de
obesidade. Nossos padrões culturais fazem com que até indivíduos com peso dentro dos
parâmetros de normalidade possam sentir-se com peso acima do estipulado pela
sociedade.
A obesidade tornou-se um problema de saúde pública, uma vez que é um dos
principais fatores de risco para inúmeras doenças prevalentes na sociedade moderna,
incluindo dislipidemia e diabetes mellitus.
A Organização Mundial de Saúde considera a obesidade um problema de
abrangência mundial, pois ela atinge à um número elevado de pessoas e predispõe o
organismo a vários tipos de doenças e mortes prematuras.
Os componentes causadores de variações na determinação do peso corporal são:
músculos, ossos e gorduras. As alterações que ocorrem nesses componentes são devidos
aos fatores de crescimento e de envelhecimento, alimentação, exercício físico e as
doenças.

3- Fatores de risco associados


A obesidade tem origem multifatorial, ou seja, a sua causa tem participação de
vários fatores, como genética, orgânica, hábitos e estilos de vida (má alimentação e
sedentarismo), fatores educacionais, psicológicos e farmacológicos (administração de
insulina, glicocorticóides).
De acordo com alguns pesquisadores, as causas do aumento significativo da
obesidade nos últimos 20 anos são predominantemente ambientais, com componente
genético contribuindo de maneira reduzida. Deste modo, a vida sedentária e o aumento
da ingestão de gordura na alimentação têm grande importância no crescente número de
casos de obesidade no mundo.
O processo de modernização observado na maioria dos países tem promovido
alterações na industrialização da produção alimentícia, que colabora para o consumo de
dietas ricas em proteína e gordura, muito açúcar e sal refinados e pouco amido e fibras.
A modernização também ocasiona estilo de vida mais sedentário com transporte
motorizado, equipamentos mecanizados que diminuem o esforço físico de homens e
mulheres tanto no trabalho como em casa, como controles remotos, elevadores. Esses
dois fatores tiveram como resultado previsível: a população mundial na maioria dos
países começou a ganhar peso.
Deste modo, o sedentarismo e os hábitos nutricionais parecem representar o
principal fator de risco no desenvolvimento da obesidade mundial.
Além disso, o peso corporal tende aumentar progressivamente dos 20 aos 50
anos e este fenômeno agrava-se ainda mais quando há redução nos níveis de prática de
atividade física. Após a menopausa também é freqüente o aumento no peso corporal e
modificações na distribuição de gordura. Observa-se que há aumento progressivo na
relação cintura-quadril com o avanço da idade, decorrente de elevação da gordura
abdominal da mulher em menopausa.
Devemos estar atentos nos períodos críticos de ganho de peso corporal, são eles:
hormonal (adolescência, gravidez e menopausa); estresse e ansiedade (estresse
prolongado, morte de um ente querido ou perda divórcio, separação); mudanças no
estilo de vida (aposentadoria, fim de carreira esportiva, meia-idade, ocasiões festivas) e
fisiológica.

4- Complicações
. As conseqüências da obesidade para a saúde são muitas e afetam diretamente a
qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Ela sobrecarrega todos os órgãos,
principalmente o coração. É freqüentemente associada com hipertensão,
hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), condições
intimamente relacionadas com doenças cardiovasculares.
Além destas, temos como outras condições associadas à obesidade a resistência
à insulina, síndrome do ovário policístico, cálculo biliar, hepatite esteatosa, apnéia do
sono, hemorróida, bloqueio nervoso, proteína na urina, osteoartrites, cânceres,
incontinência urinária, micoses, celulite, alterações hormonais.
Quanto ao aspecto psicológico, a obesidade tem sido apontada como um dos
fatores contribuintes para a baixa-estima, o isolamento social, a depressão, etc.
5- Tratamento Nutricional
É senso comum dizer que o tratamento da obesidade é difícil e que, com
freqüência, pessoas que conseguem emagrecer acabam recuperando o peso perdido
algum tempo após.
O controle do peso corporal depende de dois fatores, que são a dieta alimentar e
a prática de atividade física. A alimentação correta implica na melhoria qualitativa e
quantitativa, com ingestão da proporção adequada entre os componentes (proteínas,
lipídeos e glicídeos). Essa deve conter pouca gordura (20% total dos alimentos), ser
moderada em calorias e forte em carboidratos. Também precisa ser rica em fibras,
responsáveis pelo bolo fecal e o bom funcionamento do intestino, e incluir vitaminas e
sais minerais, com a ingestão de quatro a cinco porções de frutas e verduras ao dia.
Recomenda-se equilibrar adequadamente a dieta e distribuí-la em cinco ou seis
refeições diárias, alimentando-se de três em três horas.
Para que se consiga diminuir a ingestão calórica é importante reduzir a ingestão
de alimentos com alto valor calórico. Deve ser cortado o uso de açúcares, doces
concentrados, refrigerantes, bebidas alcóolicas, gordura de modo em geral (carnes
gordas, de porco, embutidos, manteiga, creme de leite, queijos gordurosos),
condimentos gordurosos (maionese, mostarda e catchup) e pastelarias.
A atividade física é importante porque utiliza as calorias extras que geralmente
seriam armazenadas como gorduras. Qualquer atividade física contribui para o gasto
energético. É fundamental incluir atividades agradáveis, utilitárias e fáceis de executar.
Freqüentemente o obeso não utiliza as vias públicas e academias, devido a sua
imagem corporal negativa, restringindo a prática de atividade física ao seu próprio
domicílio, o que é monótono e desmotivante.
Podem-se sugerir ainda modificações comportamentais, autocontrole com
registros da dieta, controle de eventos que antecedem a alimentação (identificar e
controlar as circunstâncias que envolvem a ingestão ou ingestão exagerada),
desenvolvimentos de técnicas para controlar o ato de comer (comer somente nos locais
e horários definidos).
6- Referências Bibliográficas
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732004000400012
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http://www.scielo.br/scielo.php?
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http://www.scielo.br/scielo.php?
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www.unipinhal.edu.br/movimentopercepcao/include/getdoc.php?id