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Quantos tipos de óleo de motor existem?

Como são
eles?
Os óleos são caracterizados por suas especificações. Para
melhor defini-los, precisamos observar três aspectos:

1) Especificação de desempenho - a mais tradicional é a API


(Instituto Americano de Petróleo), mas existem especificações
européias, como Acea e as respectivas de cada montadora. Para
API a especificação mais moderna é a SM, que está sendo
introduzida no Brasil, principalmente para produtos de alta
performance, uma vez que requer óleos básicos especiais.
2) Especificação de viscosidade - regulada pela SAE
(Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), há basicamente dois
grupos, o de monoviscosos (como 30, 40 e 50) e multiviscosos
(como 20w50, 10w40, 5w40); os multiviscosos têm maior
capacidade de resistir à variação térmica dos motores,
apresentando menor redução de valor quando do aumento da
temperatura.
3) Base do óleo - pode ser mineral, sintética ou semi-
sintética. As marcas tradicionais no mercado (Petrobras,
Shell, Texaco, Mobil, Castrol, Ipiranga e Repsol) costumam
ter produtos que atendem a essas especificações.
Detalhando um pouco mais:
Óleo mineral multiviscoso - O mineral multiviscoso é o mais
comum no mercado. Esse tipo de óleo é adequado para qualquer
motor, sendo ele de qualquer cilindrada ou combustível. Sua
principal característica é adaptar a viscosidade de acordo
com a temperatura de funcionamento do motor.
Vamos tomar como exemplo o 15W40. O primeiro número indica a
viscosidade do óleo em uma temperatura baixa, como na hora da
partida, e o segundo indica a viscosidade à temperatura
operacional. Quanto menor o primeiro número, mais fino é o
óleo e quanto maior o segundo, mais grosso. O cuidado
necessário é efetuar as trocas antes de atingir o limite de
quilometragem, nesse tipo de óleo recomendada a cada 5 mil
quilômetros. Caso passe despercebido, com o tempo provoca
alto índice de carbonização interna do motor que, a partir de
então, fica sujeito a falhas e quebras.
Óleo semi-sintético - O semi-sintético é o óleo que mistura a
base sintética com a mineral. Esse tipo é recomendado para
motores mais potentes que trabalham em altas rotações. Mas,
nada impede seu uso em motores menos potentes. Provoca menos
carbonização interna e contribui para amenizar o atrito entre
as peças internas do motor, principalmente durante a partida,
quando a maior parte do óleo encontra-se em repouso no cárter
– reservatório do óleo. Ele também é do tipo multiviscoso. A
troca é recomendada pela maioria dos fabricantes a cada 10
mil quilômetros, mas convém efetuá-la antes disso, por volta
dos 8 mil.
Óleo sintético - Os sintéticos são os mais elaborados e caros
e prometem manter a viscosidade constante, independentemente
da temperatura de funcionamento do motor. Com essa
característica a tendência é não carbonizar o motor. São
indicados para os modelos esportivos que trabalham em regimes
mais severos. A troca é recomendada a cada 20 mil
quilômetros, mas é bom ficar sempre atento ao nível.
Como decido que tipo de óleo usar?
A definição do lubrificante envolve uma série de quesitos,
mas a forma de simplificá-la é seguir a recomendação do
manual do proprietário, que traz a recomendação do fabricante
que é quem melhor conhece seu veículo e pode definir, por
meio de testes, as condições operacionais e a especificação
mais adequada do lubrificante.
Seguindo essa recomendação, trabalhando com marcas
tradicionais e confiáveis e consultando seu mecânico de
confiança, você chegará a uma escolha adequada. Tendo dúvida,
o cliente ainda pode consultar o serviço de atendimento ao
cliente. Também no rótulo das embalagens em geral se encontra
um número de atendimento, quase sempre um 0800 que pode ser
acionado pelo cliente.
Quando devo completar o nível de óleo?
Com o uso do carro, o nível do óleo baixa um pouco devido às
folgas do motor e à queima parcial na câmara de combustão.
Assim, enquanto não chega a hora de trocar o óleo, devemos ir
completando o nível.
Qual o nível correto do óleo no carro?
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o nível
correto se encontra entre os dois traços e não só no traço
superior. Se o óleo fica abaixo do mínimo da vareta, o motor
pode ser prejudicado por falta de lubrificação. No entanto,
se o óleo fica acima do máximo da vareta, haverá aumento de
pressão no cárter, podendo ocorrer vazamento e até ruptura de
bielas, além do óleo em excesso ser queimado na câmara de
combustão sujando as velas e as válvulas, danificando também
o catalisador no sistema de descarga do veículo.
Quando devo trocar o óleo do carro?
Quando atingir o período de troca recomendado pelo fabricante
do veículo e que consta do manual do proprietário. Os atuais
fabricantes dos motores vêm recomendando períodos de troca
cada vez maiores, dependendo do tipo de serviço e da
manutenção do carro.
É verdade que o motor deve estar quente na hora
de troca de óleo?
Sim, porque quando o óleo está quente, ele fica mais fino e
tem mais facilidade de escorrer, além do que as partículas de
impurezas ainda estão em suspensão.
Quanto tempo devo esperar para medir o nível de
óleo?
É importante que se espere pelo menos 15 minutos após o motor
ter sido desligado para medir o nível. Isso ocorre porque,
neste tempo, o óleo vem descendo das partes mais altas do
motor para o cárter e assim podemos ter a medida real do
volume.
Posso aumentar o período de troca quando uso
óleos sintéticos?
Embora os lubrificantes sintéticos ofereçam qualidade
superior, a maioria dos fabricantes de veículos ainda não
diferencia os períodos de troca entre sintéticos e minerais.
Recomendamos então seguir a indicação do manual do
proprietário.
Qual a diferença entre “serviço severo” e
“serviço leve”, que são termos usados pelos
fabricantes de veículos quando falam em
intervalos de troca?
Serviço severo é típico para os carros que andam nos centros
urbanos, com o anda-e-pára do tráfego e por pequenas
distâncias, de até seis quilômetros, ou em estradas em que
haja muita poeira. Serviço leve é aquele em que os carros
trafegam por percursos longos e velocidades quase constantes
em rodovias com boa pavimentação, como no caso de viagens.
O filtro de óleo também deve ser trocado? Quando?
Sim. O óleo, com seus aditivos detergentes e dispersantes,
carrega as sujeiras que iriam se depositar no motor. Ao
passar pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas, e as
menores continuam em suspensão no óleo. Chega um momento em
que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem do
óleo, podendo causar falhas na lubrificação. A situação se
agrava quando ocorre o bloqueio total do filtro de óleo, o
que pode causar sérios danos ao motor.
O período de troca do filtro de óleo também é recomendado
pelo fabricante do veículo e consta do manual do
proprietário. Normalmente ela é feita a cada duas trocas de
óleo. Porém já existem fabricantes que recomendam a troca do
filtro a cada troca do óleo, para que não haja mistura do
óleo novo com o residual que se encontra no filtro.
Devo adicionar algum aditivo ao óleo para
melhorar o desempenho?
Não há necessidade de adicionar aditivos complementares ao
óleo. Os lubrificantes recomendados já trazem todos os
aditivos necessários para atender perfeitamente ao nível de
qualidade exigido.
Quais são os efeitos de usar cada óleo em cada
tipo de motor? Se eu comprar um óleo para alta
performance e colocá-lo em meu carro 1.0, estarei
correndo algum risco?
Quando o óleo atende ou supera a especificação requerida pelo
fabricante, os efeitos são só positivos, pois o lubrificante
vai exercer sua função de forma adequada, garantindo que o
motor estará sempre bem lubrificado. O grande problema é
utilizar lubrificantes com especificações inferiores ao
exigido pelo fabricante, pois essa prática poderá fazer com
que o motor funcione sem atender ao mérito de limpeza
adequadamente, causando desgastes prematuros, redução da vida
útil do lubrificante, entre outros problemas.
Há casos em que posso desperdiçar dinheiro? Ou
seja, comprar um óleo mais caro sem precisar?
O que precisamos avaliar aqui é o custo do lubrificante
quando comparado ao custo total de manutenção e o próprio
valor de veículo, principalmente quando analisamos a taxa de
freqüência de troca que gira em torno de uma a duas trocas
por ano. Correto seria utilizar lubrificantes que atendam a
especificação do veículo. Utilizar lubrificantes superiores,
ainda que possa ser mais caro, vai garantir que seu motor
esteja bem protegido.
Caso o consumidor se sinta confortável em utilizar
especificações superiores, não estará desperdiçando dinheiro,
pois seu carro apresentará uma melhor lubrificação, o que
pode aumentar sua vida útil e reduzir os custos de
manutenção. Um ponto importante a observar é que os óleos
sintéticos têm viscosidades mais baixas, o que em carros
muito antigos pode implicar em um maior nível de consumo de
óleo, que precisa ser acompanhado. O litro de óleo mineral
custa a partir de R$ 6, e o de sintético chega a R$ 60.
Qual é a relação entre usar combustível de um
posto não muito confiável e a questão da
lubrificação?
Combustíveis adulterados são danosos ao motor e implicam
queima inadequada e excesso de sujeira no motor.
Lubrificantes de maior performance, como semi-sintéticos e
sintéticos poderiam resistir um pouco mais que os minerais,
mas não seriam suficientes para evitar a borra em motores que
rodam com combustíveis fora das suas especificações,
principalmente aqueles adulterados com solventes.
É verdade que o óleo de motor deve ser claro, e o
de engrenagem, escuro?
Não. Os óleos lubrificantes são formulados misturando-se
básicos e aditivos e a sua cor final dependerá da cor do
básico e do aditivo que forem empregados na sua formulação.
Além disso, a cor não tem nenhuma influência no desempenho do
óleo.
O óleo mais escuro é também mais grosso?
Eis outro conceito errado. O óleo mais claro pode ser mais
viscoso (grosso) do que um óleo escuro e vice-versa.
Por que o óleo de motor fica escuro com o uso?
Para realizar a função de manter o motor limpo, o óleo deve
manter as impurezas que não ficam retidas no filtro de óleo
em suspensão, para que elas não se depositem no motor. Desta
forma, o óleo se torna mais escuro, e o motor fica limpo.
Ouço dizer que óleo bom é aquele que não baixa o
nível e não precisa de reposição. É verdade?
Não. A boa lubrificação é aquela em que o óleo lubrifica até
o anel do pistão mais próximo da câmara de combustão onde
esse óleo é parcialmente queimado, sendo consumido. É normal
um consumo de meio litro de óleo a cada 1.000 quilômetros,
levando-se em conta carros de passeio. Mas cada fabricante de
motor especifica um consumo normal para seu motor, de acordo
com o projeto. É bom ressaltar que carro novo consome óleo,
sim senhor
Os esclarecimentos abaixo são referentes à Óleos Lubrificantes

S.O.S. publicado em: 17/05/2002


Enviado por: Carlos José Araújo (Gama, DF)
Características do carro: Monza SL/E, 1990, álcool

Dúvida: atualmente existem vários tipos de óleo para o motor do veículo e, ao efetuar a
troca, o vendedor me forneceu um mais caro mas que, segundo ele, tinha a vantagem de não
aquecer tanto o motor. Isto é real?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Carlos, o motor a combustão é uma


máquina térmica e, por isto, necessita de calor para um perfeito funcionamento, sendo que a
sua temperatura de trabalho já é pré-determinada desde o seu projeto. Observe que a partir
do Monza 95 o fabricante aumentou a temperatura de trabalho para reduzir o índice de
carbonização do motor. Na verdade, o que ocorre é que a indústria automobilística
produz, cada vez mais, lubrificantes resistentes a altas temperaturas e não que evita o
aquecimento, conforme argumentou o vendedor. No seu caso, não adianta usar um óleo de
avançada tecnologia e de preços elevados, pois o tipo indicado no Manual do Proprietário
atende plenamente às necessidades do motor. Para se utilizar um lubrificante de boa
qualidade procure pelo mineral 20W50 API SJ, o qual não é caro e excede as necessidades
do motor, além de um baixo índice de carbonização. Quanto a peridiocidade da troca,
também fique atento ao Manual do Proprietário, sendo que nos casos de utilização do veículo
em trânsito constante ou em pequenos percursos, o prazo é de 4 meses, mesmo que não se
tenha rodado a quilometragem indicada para a devida substituição.

S.O.S. publicado em: 07/03/2002


Enviado por: Carlos Roberto D'Alecio
Características do carro: Monza Classic 2.0, 1989

Dúvida: utilizando o veiculo observei que quando o motor está quente, e em marcha lenta,
ao sair, ele solta uma fumaça azulada, ou seja, um indício de queima de óleo nas câmaras de
combustão. Esta queima é esporádica, não ocorrendo com frequência e estando o motor frio
(com o marcador de temperatura próximo da faixa azul), esta queima nunca ocorre. O
consumo de óleo permanece na faixa de 1/2 litro a cada 1000 km. Segundo um mecânico
consultado, o problema seria um desgaste nos retentores do cabeçote.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Carlos, é muito provável que o


consumo de óleo do seu carro seja em virtude de um desgaste nos retentores de
válvulas. Em todo o caso, você pode fazer um teste: com o carro rodando, observe
se a queima se dá no momento da aceleração ou desaceleração. Caso haja
queima na aceleração, o problema tem origem nos anéis e, em caso de queima no
momento de desaceleração, a origem é nos retentores de válvulas. Em todo o
caso, para se substituir os retentores é necessário que se remova o cabeçote e,
nesta situação, fica fácil de se avaliar também os anéis e, eventualmente, até
mesmo aproveitar para substituí-los.
S.O.S. publicado em: 15/11/2001
Enviado por: José Viamonte (Montevideo, Uruguai)
Características do carro: Monza SR 1.8, 1988, gasolina

Dúvida: vivo en Montevideo y quisiera saber que marca y tipo de aceite es el mejor para mi
Monza en este clima de Uruguay, tiene 103.000 km y usa Texaco 20w50 y no consume una
gota de aceite.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: José, atualmente, os óleos dos


grandes fabricantes tem um nível de qualidade bastante parecido. Por este
motivo, se preocupe mais com a especificação do óleo a ser utilizado do que com a
marca propriamente dita. Eu, particularmente, sempre recomendo a utilização do
óleo mineral SAE 20w50 e API SJ. Caso queira melhorar a lubrificação do seu
motor, dê uma olhada na seção "Yoshimura" do Monza Clube, onde faço alguns
comentários sobre a carbonização do motor.

S.O.S. publicado em: 17/10/2001


Enviado por: Octavio Torres Filho
Características do carro: Monza SL/E 1.8, álcool

Dúvida: o motor de meu Monza foi retificado há pouco tempo mas, após uma viagem de 30
quilômetros, notei que o veículo está soltando uma fumaça branca.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Octavio, o melhor a fazer é


comunicar a ocorrência à retífica. No entanto, você ainda deve rodar um pouco mais, pelo
menos 500 km, para o assentamento dos anéis e vedadores. Vale a pena lembrar que a
fumaça branca, em geral, é proveniente da condensação do vapor. Isto se deve à entrada e
queima de água na câmara de combustão em virtude de defeitos na junta do cabeçote ou até
mesmo combustível adulterado. A queima de óleo possui a cor cinza-azulada e um cheiro
característico. Antes de examinar a fumaça, é preciso aquecer o motor e deixá-lo funcionando
durante três a cinco minutos em marcha lenta. Acelere rapidamente e, aí sim, observe a
fumaça que sai pelo escapamento.

S.O.S. publicado em: 04/10/2001


Enviado por: Ricardo Andrecioli (São Carlos, SP)
Características do carro: Monza Classic SE, 1988, álcool

Dúvida: o óleo do motor demora para atingir a pressão ideal (principalmente nas primeiras
partidas do dia)?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Ricardo, pode ser que o pescador
da bomba de óleo do seu motor esteja parcialmente entupido devido à carbonização interna
do motor. Este é um problema que eu tenho visto até com uma certa frequência. Retire a
tampa do cárter e promova a limpeza do pescador. Em seguida, faça uma medição da
pressão da bomba com um manômetro instalado no local do interruptor de óleo. Observe que
a pressão deverá ser de pelo menos 2 bar no regime de 2000 rpm. Uma outra forma seria
a utilização do flushing de limpeza de cárter da Autoplast, o qual poderá ser adicionado no
óleo velho. Funcione o motor por aproximadamente 15 minutos e, na sequência, esgote o
óleo. Adicione o novo lubrificante, assim como o filtro de óleo deverá ser substituído, e faça a
medição da pressão da bomba de óleo. Procure utilizar sempre o filtro de óleo da Fram, o
qual possui uma válvula de retenção que não permite que o óleo do motor desça durante a
noite, fazendo com que a parte de cima do propulsor esteja sempre lubrificada.

S.O.S. publicado em: 09/08/2001


Enviado por: Edson Pereira dos Santos (São José do Rio Preto, SP)
Características do carro: Monza Classic, 1987, álcool

Dúvida: o motor do carro está com um vazamento que está caindo na correia dentada,
sendo que a mesma está jogando óleo por todo o motor. De onde poderia ser proveniente
este vazamento?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Edson, esse vazamento é


proveniente de algum retentor dianteiro do motor. Pode ser da polia ou do
comando de válvulas. Em todo caso, substitua os dois e aproveite para
substituir também a correia dentada, já que ela será retirada para a substituição
dos retentores e porque o óleo reduz drasticamente sua vida útil, podendo vir a
romper a qualquer momento.

S.O.S. publicado em: 09/08/2001


Enviado por: José Eduardo Pìetscher (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza SL 1.8, 1989, álcool

Dúvida: para um motor com mais de 100.000 km rodados, existe alguma vantagem em
utilizar um óleo com especificação SAE 15W50 API SJ ao invés de um SAE 20W40 API SF
ou SH? Isso poderia prolongar a vida útil do motor?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: existe uma grande vantagem


José, pois o óleo 15W50 tem uma faixa de trabalho muito maior do que o 20W40 e
a especificação SJ é superior em viscosidade à SF, SG ou SH. A utilização de óleo
de qualidade superior traz somente benefícios ao motor.

S.O.S. publicado em: 14/06/2001


Enviado por: Wesley Silva (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza SL/E, 1984, gasolina

Dúvida: frequentemente, após rodar alguns quilômetros com meu carro, observo que na
caixa do filtro de ar (e no próprio carburador) se depositam crostas de óleo provenientes da
mangueira do respiro da tampa de valvulas, o que faz com que o carro passe a "morrer"
devido a sujeira. Também noto que, depois de ficar com o carro parado por uns dois dias, ele
solta um pouco de fumaça logo ao ser ligado.
Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Wesley, tire a tampa de
válvulas do motor e faça uma limpeza do respiro e da mangueira. Aproveite para
fazer uma limpeza do cárter, colocando um frasco de "flushing" auto cleaning da
Autoplast no óleo do motor, deixando-o funcionar por aproximadamente 15
minutos. Em seguida, substitua o óleo e o filtro. A queima de óleo mencionada
tem origem nos retentores de válvulas, mas não é nada que você deva se
preocupar.

S.O.S. publicado em: 14/06/2001


Enviado por: Fernando José Carvalho de Oliveira (Brasília, DF)
Características do carro: Monza GLS 2.0 EFI, 1995, gasolina

Dúvida: quando ligo meu carro pela manhã ele faz um barulho, aparentemente proveniente
da bomba de óleo, sumindo imediatamente após a luz do painel apagar. Obs: atualmente
utilizo óleo sintetico.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Fernando, você deve fazer algumas
verificações urgente em seu motor. Tenho observado que a utilização de óleo sintético tem
provocado a formação de carbonização no motor, o que pode estar provocando o
entupimento do pescador da bomba de óleo. Procure fazer uma limpeza do cárter e, para
isso, utilize o auto-cleaning da Autoplast no óleo lubrificante, funcionando o motor por
aproximadamente 15 minutos. Em seguida, esgote o óleo e substitua por algum óleo mineiral
de especificação 20W50 API SJ, não esquecendo, também, e trocar o filtro de óleo. Como
reforço você também poderá utilizar o OL 50 e o LL50, produtos também da Autoplast.

S.O.S. publicado em: 31/05/2001


Enviado por: Vagner Barreto (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1991, álcool

Dúvida: o meu Monza tem câmbio automático e, em virtude disso, a troca do óleo deve ser
feita a cada 40.000 km? Seria possível realizá-la em casa?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Vagner, o melhor é trocar o óleo do


câmbio automático a cada 20.000km e o filtro a cada 40.000km. Em ambos os casos é
possível de ser fazer em casa, mas requer um mínimo de conhecimento e habilidade em
mecânica. Este assunto já foi matéria da revista "Oficina Mecânica", que apresentou um
roteiro completo sobre tal serviço. Com relação ao óleo velho, não jogue no esgoto. Leve-o
até um posto de gasolina para ser reciclado e evitar a poluição.

S.O.S. publicado em: 03/05/2001


Enviado por: Vagner de Araujo (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1991, álcool
Dúvida: estou pensando em fazer a troca do óleo do câmbio automático. Qual o tipo de óleo
indicado e por que esta manutenção é tão cara? Fiz um orçamento de R$ 468,00 em uma
loja. O mecânico disse que tem de trocar o filtro e as juntas. Tudo isso é verdade?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: sim, é verdade Vagner. Mas eu


fiz o mesmo orçamento numa excelente oficina mecânica e não passou de R$
250,00. Você poderá executar a troca na Passadore Serviços Automotivos Ltda.,
localizada na av. Morumbi, 8433, São Paulo (SP), tel. (0xx11) 5536-4531, e falar
com o próprio Augusto Passadore que, com certeza, você será bem atendido.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001


Enviado por: Luciano Pereira (Viçosa, MG)
Características do carro: Monza SL/E, 1988, álcool

Dúvida: sinto constantemente um cheiro de óleo queimado (parecendo óleo 2 tempos)


quando meu Monza está em funcionamento. O que será?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: em primeiro lugar verifique se o


seu carro não está com queima excessiva de óleo, o que pode ser constatado pelo
escapamento que, se for o caso, apresentará no lado interno um brilho oleoso,
úmido e preto. Mas o mais comum é que o motor apresente algum vazamento de
óleo que escorre em algum ponto muito quente, como é o caso do coletor de
escapamento.

S.O.S. publicado em: 22/02/2001


Enviado por: Alipio Getulio Krohn Júnior (Brasília, DF)
Características do carro: Kadett GL 1.8 EFI, 1996, gasolina

Dúvida: meu carro tem soltado muita fumaça do escapamento, mas o motor não apresenta
nenhum barulho estranho, só está um pouco sem força.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: Álipio, em primeiro lugar,


devemos identificar a fumaça pela sua cor e também por algumas de suas
características. Fumaça branca, de rápida dispersão e sem cheiro, pode ser vapor
d'agua e, neste caso, pode ser por infiltração, como o caso da junta do cabeçote
queimada ou adulteração do combustível. Qualquer um dos casos resultaria em
perda de potência. Fumaça preta indica excesso de combustível e problema no
sistema de gerenciamento eletrônico do motor. Fumaça branca levemente azulada
indica queima de óleo, o que não necessariamente provocaria perda de potência.
Observe se a fumaça é expelida pelo escapamento no momento em que se
acelera ou desacelera, pois a queima durante a aceleração indica deficiência nos
anéis e a queima durante a desaceleração indica deficiência nos vedadores das
válvulas, sendo que um trabalho no cabeçote resolveria o problema.
S.O.S. publicado em: 05/01/2001
Enviado por: Müller Luiz Fabrizio (Fartura, SP)
Características do carro: Monza Club 2.0 EFI, 1994, álcool

Dúvida: meu carro passa muito tempo parado, pois só o utilizo nos finais de semana.
Quando vou utilizá-lo no sábado, sempre noto que, ao dar a partida, a luz de indicação do
óleo do motor acende por uns 2 a 3 segundos e, em seguida, apaga.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: na verdade, esses 2 ou 3 segundos


que leva para a luz indicadora do óleo apagar, é o tempo que leva para o óleo subir até as
partes altas do motor, exatamente onde se está instalado o interruptor de óleo. O que é
considerado normal. Isso porque o tempo em que o motor fica parado é longo e o óleo tende
a descer ao cárter. Durante a fase em que a luz está acesa, é critica a situação para o motor,
pois está realmente funcionando sem óleo e, para minimizar ou até mesmo eliminar a
situação, procure utilizar filtros de óleo da marca Fram, que possuem uma válvula de
retenção e não permitem a descida total do óleo. Utilizar, também, um aditivo à base de
teflon, como o OL-50 da Autoplast que, além de melhorar as características de lubrificação,
possui adesividade e, se possível, procure ligar o motor com mais freqüência. Dica
importante: como você deve rodar pouco com o carro, observe o manual do proprietário no
capítulo que se refere ao óleo lubrificante que diz que nas condições de uso que você
submete o seu veículo, o óleo lubrificante deve ser trocado no prazo máximo de quatro
meses, mesmo que a quilometragem recomendada não tenha sido atingida.

S.O.S. publicado em: 02/11/2000


Enviado por: Walisson Barbosa de Alencar (Brasília, DF)
Características do carro: Kadett, 1993, gasolina

Dúvida: retirei o o coletor de admissão para fazer uma limpeza e, depois de montá-lo, o
carro passou a fumaçar e com uma queima irregular em baixa rotação. Porém, não notei
diferença quando o motor está em alta rotação.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: quando se monta o coletor de


admissão é preciso ter muito cuidado com o canal de água que possui, os parafusos devem
ser apertados aos poucos e em sequência, inciando-se pelos internos. Qualquer erro na
montagem faz com que a água atinja o interior do coletor e vá para a câmara de combustão
juntamente com a mistura ar/combustível, criando assim vapor observado na saída do
escapamento. Também existe a possibilidade de que, durante a limpeza, tenha injetado
algum produto descarbonizante nas entradas do cabeçote e que este tenha dissolvido o
material depositado nas válvulas de admissão, expondo dessa forma quaisquer
irregularidades nos vedadores das válvulas provocando, assim, a queima de óleo. Neste
caso, o material dissolvido poderá escorrer pelas guias de válvulas prejudicando
temporariamente as vedações, o que provocaria o funcionamento irregular do motor.

S.O.S. publicado em: 28/09/2000


Enviado por: Emerson César Pereira Costa (Salvador, BA)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1989, gasolina
Dúvida: tenho notado manchas de óleo na vela do primeiro cilindro. O comando de válvulas
está gasto e há vazamento de óleo pela junta do cabeçote. É possível que esse óleo esteja
vindo de cima (cabeçote), ou o problema é mesmo na camisa do cilindro ou anel? Obs: o
carro não fumaça e o escapamento não tem manchas de óleo úmido (não queimado).

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: a presença de umidade de óleo


no eletrodo da vela indica que naquele cilindro está havendo, de alguma forma, a
queima de óleo. A causa pode ser diagnosticada da seguinte forma: a) aquecer o
motor até que atinja a temperatura normal de trabalho; b) acelerar algumas vezes
para a limpeza das câmaras e escapamento; acelerar e desacelerar bruscamente e
observar se há queima de óleo durante a aceleração ou desaceleração. Caso haja
queima de óleo durante a aceleração, o mesmo tem a origem no anéis e se a
queima for durante a desaceleração o mesmo tem origem nos retentores de
válvula. Observe que também pode haver queima nas duas situações. Com
relação ao comando de válvulas, é necessário a sua substituição pois, além do
barulho, causa uma considerável perda de desempenho do motor. Creio que o
mesmo tenha origem devido a alguma deficiência de lubrificação. Assim sendo,
aconselho que se faça a limpeza da bomba de óleo, pois poderá estar
parcialmente entupida.

S.O.S. publicado em: 06/07/2000


Enviado por: Sérgio Murilo dos Reis (Queimados, RJ)
Características do carro: Monza SL/E 1.8, 1987, gasolina

Dúvida: um mecânico me disse que o óleo Castrol GTX 40 é muito fino, e mesmo meu carro
não queimando óleo, posso usar um que tenha as propriedades 20W50?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: creio que seu mecânico está
cometendo um equívoco, pois os óleos lubrificantes não são mais monoviscoso,
todos são multiviscoso. Aliás, para saber da qualidade de um óleo, basta observar
as especificações SAE e API que vem descrito em sua embalagem. Como
exemplo podemos mencionar um óleo de especificação SAE 20W50, onde o
número 20 que precede a letra W (que é a abreviação de Winter, ou seja inverno)
indica a proteção contra o inverno e quanto menor o número melhor a sua
resistência contra o frio. O número 50 indica a proteção contra o calor e quanto
maior o número maior a sua resistência contra o calor. Quanto à especificação API,
existe óleo SF, SG, SH e assim por diante, sendo atualmente o melhor deles o SJ.
Quanto melhor o óleo, ele recebe uma codificação de acordo com a ordem
alfabética.

S.O.S. publicado em: 06/07/2000


Enviado por: Alexandre de Souza Massaneiro (Curitiba, PR)
Características do carro: Monza GLS 2.0 EFI, 1994, gasolina
Dúvida: meu carro está com 84.000 km e, ultimamente, ele anda esquentando fácil, fazendo
com que a ventoinha ligue várias vezes. Se não bastasse isto, quando o carro esquenta ele
solta bastante fumaça azul, o que significa que está queimando óleo. Fui em várias oficinas
mecânicas e obtive diagnósticos diferentes: desde problemas com os anéis, juntas do motor
e até me dissseram que seria necessário retificar o cabeçote do motor. Gostaria de uma
opinião, pois não sei em quem acreditar.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: a resposta pode ser obtida


através de um diagnóstico bastante simples, que o próprio leitor poderá fazer.
Primeiramente, observar se o mesmo queima óleo pela manhã, logo após a
partida. Se positivo, indica a queima de óleo através dos retentores de válvulas.
Após aquecido o motor, manter o mesmo em, aproximadamente, 2000 RPM e
observar se queima óleo nestas condições. Caso positivo, a queima é proveniente
dos anéis. Um segundo teste também pode ser executado: acelere rápidamente o
motor e desacelere. Observe se a fumaça azulada é expelida durante a aceleração
ou desaceleração. Durante a aceleração indica queima de óleo através dos anéis e
durante a desaceleração indica a queima de óleo através dos retentores de
válvulas. Pode também acontecer de queimar óleo nas duas situações, que
indicará queima de óleo pelo cabeçote e pelos anéis simultaneamentes.

S.O.S. publicado em: 11/05/2000


Enviado por: Ricardo Oliveira (São Paulo, SP)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1990, álcool

Dúvida: quando dou partida de manhã o motor começa a rajar. O que devo fazer?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: a partida de manhã é realmente


uma situação muito crítica para um motor, pois todo o óleo lubrificante desce para o cárter e,
nesse momento, o motor funciona sem lubrificação. Por isso a necessidade de se utilizar óleo
e filtro de boa qualidade, além de obedecer rigorosamente as trocas conforme o manual do
proprietário. Experimente utilizar um "flushing" para a limpeza interna do motor como, por
exemplo, o da Autoplast, pois a carbonização nos canais de lubrificação tendem a reduzir a
eficiência da bomba de óleo. Aproveite para trocar o óleo (mesmo que esse seja novo) e,
também, o filtro de óleo. Observe que alguns filtros não possuem válvula de retenção
permitindo, desta forma, que todo o óleo retorne ao cárter sempre que o motor ficar parado
algumas horas, ocasionado as rajadas sempre que o motor volta a funcionar, até o momento
em que todas as galerias de óleo sejam novamente preenchidas. Faça a medição da pressão
da bomba de óleo utilizando um manômetro específico, que deve ser instalado no local do
interruptor de pressão. Se, com tudo isso, e constatado que a bomba de óleo funciona em
perfeitas condições, a rajada continuar, só resta aguardar a situação piorar e, então,
providenciar a retífica do motor.

S.O.S. publicado em: 11/05/2000


Enviado por: Bruno Jesus da Costa (Niterói, RJ)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1990, gasolina
Dúvida: o carro começou a expelir uma leve fumaça pelo escapamento, que vem se
intensificando. Além disso, posso notar acúmulo de óleo na saída do escapamento. Na última
vistoria o carro não passou pelo teste de emissão de poluentes. O mecânico do meu pai (de
longa data) disse que não era necessário abrir o motor, ele tornaria a mistura pobre na
véspera da próxima vistoria a fim de que o carro seja aprovado. Possuo algum conhecimento
de mecânica de automóveis (estudo engenharia mecânica) e acho que este sujeito está
enganado. 1) De que adiantaria empobrecer a mistura se o que pode estar provocando a
fumaça é a passagem excessiva de óleo para a câmara de combustão, devido ao desgaste
de alguns componentes (o carro já tem 10 anos e mais de 150.000 km rodados). 2) Não se
trata somente de ser aprovado no teste de poluentes, mas de manter o carro funcionando em
perfeitas condições, uma vez que posso notar que o carro perdeu rendimento (nada demais
mas, antes, ele andava mais) e o consumo de combustível aumentou. Uma outra dúvida é a
seguinte: quando comprei o carro, o antigo dono disse que não trocava o óleo há bastante
tempo (o óleo estava negro). Sempre que troco o óleo e o filtro, ele volta a ficar negro. Por
que isto acontece?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: de acordo com a sua descrição e


pelo modo como que o proprietário anterior cuidava do seu carro, podemos afirmar que o
mesmo necessita de uma completa reconstrução do motor (retífica). É uma pena que tenha
passado por essas falhas de manutenção pois, se bem cuidado, é muito comum esse motor
durar muito mais. Quanto à aprovação no teste de emissão de poluentes, o procedimento
indicado pelo seu mecânico só teria alguma serventia caso a medição fosse apenas do
monóxido de carbono (CO), o que não é o caso, e a queima de óleo provoca elevação na
emissão de partículas de hidrocarbonetos (HC), o que, com certeza, o reprovaria no teste de
emissões. Existem dois motivos que fariam o óleo lubrificante do motor ficar negro: primeiro
devido à longa periodicidade da troca, que provoca o acúmulo de residuos da combustão
(carbonização) que devem estar se desplacando aos poucos e, segundo, pela excessiva
folga dos anéis que além de provocar a queima de óleo permite uma maior passagem de
combustível não queimado e de residuos da câmara de combustão ao cárter, provocando o
escurecimento do óleo.

S.O.S. publicado em: 27/04/2000


Enviado por: Josemar da Silva (Rio de Janeiro, RJ)
Características do carro: Monza GLS 2.0 EFI, 1996, gasolina

Dúvida: gostaria de saber sua opinião sobre o óleo sintético. É melhor, e mais vantajoso, do
que o convencional?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: não restam dúvidas de que o


óleo sintético é melhor que o mineral. No entanto, vale a pena ressaltar que a
utilização de óleo mineral de classificação SG, SH ou superior, atende plenamente
às necessidades do seu motor e que a utilização do óleo sintético, ao meu ver, não
deixa de ser uma despesa extra desnecessária, já que o mesmo custa, pelo
menos, o dobro do preço do mineral. Atentar que mesmo, para os motores de alta
performance, como nos casos das motocicletas esportivas, o manual do
proprietário indica a utilização de óleo mineral.
S.O.S. publicado em: 27/04/2000
Enviado por: Rafael Vuolo Melo (Belo Horizonte, MG)
Características do carro: Monza SL/E 1.8, 1986, álcool

Dúvida: gostaria de saber se é normal o Monza queimar levemente um pouco de óleo nas
acelerações mais forçadas. Por exemplo: quando estico a primeira marcha do meu carro,
assim que coloco a segunda, mantenho o acelerador na metade para ganhar giro, sendo que
não acionei ainda o segundo estágio do carburador. Assim que o segundo estágio é
acionado, o veículo queima levemente um pouco de óleo, sendo que esta fumaça só é vista
quem está atrás, ou seja, não é uma fumaça densa, que seja possível ver pelo retrovisor.
Observo que ele não abaixa óleo e quase que não suja o cano de descarga; passando o
dedo no cano, sente-se algo parecido como um carbono, mas sem borras de óleo. Isto é
normal? Observação: o veículo só fuma nesta hora, no ponto morto; mesmo parado,
acelerando forçadamente, ele não fuma.

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: todo carro queima um pouco de


óleo. Não tem como isso não acontecer, pois os cilindros estão cobertos com uma
fina camada de óleo lubrificante que é queimada todas as vezes em que ocorre a
explosão. Agora, observe que isto não é suficiente para fazer fumaça mas,
também, não se engane pelo fato de o nível de óleo não baixar, pois nos carros
carburados é comum parte do combustível não queimado passar pelos anéis e se
misturar junto do óleo lubrificante, criando a falsa impressão de que o nível não
baixa. Em todo o caso, posso adiantar que fumaça branca levemente azulada no
escapamento é sempre indício de queima de óleo, em baixa escala podemos dizer,
pois não chega a umedecer o escapamento. Para saber a causa, faça o seguinte
teste: sempre que soltar fumaça ao acelerar o motor, trata-se de queima pelos
anéis; sempre que soltar fumaça ao desacelerar o motor, trata-se de queima pelos
retentores de válvula. Agora, soltar fumaça não é normal mas, pela quantidade
descrita, não vejo ainda motivo de preocupação e, também, não se esqueça que o
seu motor já tem 14 anos.

S.O.S. publicado em: 11/01/2000


Enviado por: Alexandre C. Bicalho (Brasília, DF)
Características do carro: Monza SL/E 2.0, 1987, álcool

Dúvida: a primeira vela do motor de meu Monza está ficando toda suja e o combustível não
queima direito. Qual é a consequência e o que devo fazer para solucionar o problema?

Resposta do consultor técnico Luiz Yoshimura: nos veículos à álcool é muito


difícil as velas sujarem por resíduos de combustão inadequada. Em geral, isso
ocorre pelo excesso de óleo na câmara de combustão, provocando, assim, falhas
de cilindro e frequentes trocas de velas. Para se ter certeza de que é isso que
ocorre em seu veículo, em primeiro lugar devemos efetuar um teste do sistema de
ignição, de preferência com um osciloscópio automotivo, onde podemos analisar a
potência das faíscas individualmente em cada cilindro e em tempo real e, em
segundo, verificar se no momento em que o motor começar a falhar a vela do
cilindro em questão se encontra umedecida de óleo. Caso se confirme que o
sistema de ignição esteja em ordem e detecte a presença de óleo na vela, fica
confirmado o problema. Para a solução do mesmo, devemos proceder a retirada
do cabeçote e verificar o estado geral das guias e retentores de válvulas onde o
problema é mais frequente. Mesmo assim, devemos verificar o estado dos anéis.
Dependendo da situação, existe um paleativo, não muito recomendado, entretanto
serve para minimizar o problema: no caso de o excesso ser pequeno, pode-se
optar por usar uma vela de ignição um pouco mais quente, para que o mesmo
consiga queimar o óleo excedente e, se esta não resolver, então pode-se utilizar
um tucho paralelo na vela, o que o afastaria da câmara de combustão e
prolongaria a sua vida útil. Atentar que em ambos os casos não se pode considerar
como solução definitiva e que a segunda opção pode trazer danos ao catalizador
nos veículos com ele equipado.
Óleos Lubrificantes

"O óleo está precisando ser trocado. Que óleo vai, doutor?” Este tipo de situação é comum quando o frentista
faz a checagem do óleo em seu carro. Logo que a fatídica pergunta é feita, normalmente se pensa que óleos
são todos iguais e a única diferença está no preço. Embora muitas pessoas acreditem realmente nisto, a
realidade é bem diferente. Se você é mais um a pensar desta forma e fica indeciso ou se sente a mercê dos
conselhos do frentista por não saber o que responder, nós escrevemos esta matéria que poderá ajudá-lo a não
mais viver esta situação.

Antes de mais nada, convém saber adequadamente o papel ou funções que o óleo lubrificante desempenha
dentro de seu motor:
• Lubrificar - A função primária do lubrificante é formar uma película delgada entre duas superfícies
móveis, reduzindo o atrito e suas conseqüências, que podem levar à quebra dos componentes.
• Refrigerar - O óleo lubrificante representa um meio de transferência de calor, "roubando" calor
gerado por contato entre superfícies em movimento relativo. Nos motores de combustão interna, o calor
é transferido para o óleo através de contatos com vários componentes, e então, para o sistema de
arrefecimento de óleo.
• Limpar e manter limpo - Em motores de combustão interna especialmente, uma das principais
funções do lubrificante é retirar as partículas resultantes do processo de combustão e manter estas
partículas em suspensão no óleo, evitando que se depositem no fundo do cárter e provoquem
incrustações.
• Proteger contra a corrosão - A corrosão e o desgaste podem resultar na remoção de metais do
motor, por isso a importância dos aditivos anticorrosivo e antidesgaste.
• Vedação da câmara de combustão - O lubrificante ao mesmo tempo que lubrifica e refrigera,
também age como agente de vedação, impedindo a saída de lubrificante e a entrada de contaminantes
externos ao compartimento.

Agora que você já sabe que mais do que apenas lubrificar, o óleo tem outras funções, é importante saber as
diferenças entre cada óleo lubrificante que vai dentro do motor de seu carro. Toda vez que você adquire um óleo
novo, pode-se ler em sua embalagem algumas especificações, que diferenciam um do outro quanto à origem, a
viscosidade (critério SAE) e aditivação (classificação API).

• Quanto à origem, há três tipos: mineral, sintético e semi-sintético. O mineral é feito a partir do
refinamento do petróleo, enquanto o sintético é criado em laboratório a partir de diversos componentes.
A diferença é que o uso do sintético pode proporcionar aumento da vida útil do motor e maior
desempenho, garantindo lubrificação superior à dos minerais. A extensão da vida útil do motor é
explicada por essa maior lubricidade, que diminui o desgaste causado pelo atrito entre as peças, embora
seja bem mais caro. Com a diminuição do atrito, parte da energia antes dissipada sob forma de calor é
convertida em energia mecânica, contribuindo para melhorar o desempenho do motor. Já o semi-sintético
é uma mistura de lubrificante mineral com sintético, com desempenho (e preço) intermediário entre um e
outro. Compare os preços: um óleo mineral sai entre 5 e 7 reais o litro, contra 15 a 20 reais do semi-
sintético e 25 a 35 do sintético.

• Outro aspecto de diferenciação, dado pela SAE - Society of Automotive Engineers –


(Sociedade de Engenheiros Automotivos) cujo critério de classificação teve aceitação
generalizada pelos fabricantes de veículos e de lubrificantes e visa identificar a viscosidade do óleo, ou
seja, sua maior ou menor fluidez. Os valores de viscosidade dos óleos são obtidos experimentalmente em
Laboratório, utilizando-se um aparelho chamado VISCOSÍMETRO. Trata-se de um teste padronizado onde
é medido o tempo que uma certa quantidade de fluido leva para escoar através de um pequeno tubo
(capilar) a uma temperatura constante.

A temperatura do teste deve ser constante, pois a viscosidade é uma propriedade que se altera de acordo
com a variação da temperatura. Quanto maior for a temperatura, maior será a facilidade de escoamento,
e quando em temperaturas baixas, o fluido oferece maior resistência ao escoamento devido ao aumento
da viscosidade. Os valores obtidos em Laboratório são associados a unidades técnicas de medida de
viscosidade (Centistokes, Segundos Saybolt, Centipoise) que a maioria do público consumidor
desconhece.

A importância da viscosidade está em duas situações opostas. de um lado quando você dá a partida em
baixa temperatura, quando um óleo muito espesso impedirá a correta lubrificação, por demorar mais a
chegar à todas as partes do motor, aumentando o atrito das partes móveis e o seu conseqüente
desgaste. Por outro lado, em alta temperatura, um óleo de baixa viscosidade pode se revelar muito fino e
provocar queda na pressão de óleo e vazamento para a câmara de combustão, entre outras situações.

• A classificação da SAE para lubrificantes de motor vai de 0W a 25W -- onde o "W"


significa winter, ou inverno, e indica um óleo tratado para mais alta fluidez em baixas
temperaturas - e de 20 a 50. Assim um óleo 20W40, que se comporta como um 20 na partida a
frio e como um 50 no funcionamento a quente. Aumentar a diferença entre os parâmetros
significa mais flexibilidade, o que faz de um óleo 15W50 mais adequado em uso em condições
extremas de temperatura de uso, que um 20W40.

• O último critério é a classificação API (American Petroleum Institute), que define o nível de
aditivação. Uma seqüência de testes de campo e em laboratórios de motores é definida e recebe um
nome, por exemplo: API SJ. Os motores são abastecidos com o lubrificante a ser avaliado e colocados em
funcionamento em condições rigidamente controladas, refletindo o trabalho de vários modelos nas mais
variadas aplicações. A seqüência de testes determina os padrões de condições que os componentes
internos do motor devem apresentar após rodar com o lubrificante em teste. Estes padrões levam em
conta o nível de proteção, desgaste dos componentes, limpeza, contaminação, etc.
Os mais comuns hoje no mercado são SF, SG, SH e SJ. Quanto mais alta a classificação, maior o poder de
limpeza e proteção. Um SJ, portanto, é melhor que um SH, que é melhor que um SG e assim por diante. Se o
manual recomendar o SH, você pode trocar pelo SJ, mas nunca pode optar por um de especificação inferior.
Empregar um óleo de categoria mais avançada só traz benefícios ao motor do carro, que trabalhará com
melhores índices de lubrificação e terá menores chances de problemas, como formação de borra nos dutos. Para
motores a diesel, a lógica é a mesma, mas a nomenclatura é diferente. Os óleos mais comuns são CD, CE, CF-4,
CG-4 e CH-4, sendo este último o mais moderno. Logo por este critério, deduz-se que colocar aditivos oferecidos
pelo frentista é apenas desperdício de dinheiro.

O QUE É LUBRIFICAÇÃO ELASTOHIDRODINÂMICA?

É o tipo de lubrificação que ocorre quando o lubrificante mais o aditivo EP (Extrema Pressão) reagem com o
metal formando uma "capa de proteção" mais resistente na superfície, enquanto o interior do metal deforma-se
por efeito da alta temperatura. É esta "capa" que evita a fusão do metal. A reação do aditivo EP com a superfície
metálica ocorre aproximadamente a 500ºC o que torna a expressão Extrema Pressão pouco adequada, pois a
reação não se processa pelo aumento da pressão e sim da temperatura. Em compensação, a temperatura só
atinge estes níveis em função da pressão exercida nas peças. A diferença entre o agente EP e outros aditivos
anti-desgaste é que estes últimos agem de maneira diferente: formam uma película lubrificante protetora,
caracterizada por uma ação química polidora, o que ocorre em temperaturas bem mais baixas.

Além deste conjunto de critérios para classificação de um óleo lubrificante, cada marca ainda dispõe em sua linha
de produtos óleos especificamente desenvolvidos para aplicações específicas ou para reforçar determinada
característica, como maior poder de lubrificação em baixas temperaturas ou para motores de performance, por
exemplo. Porém como normalmente estes produtos são elaborados com tecnologias próprias e constituem
diferencial entre empresas, não iremos comentá-los, a fim de não criarmos favorecimento de uma em relação à
outra.

Dica: Para automóveis mais antigos (10 anos ou mais) o sintético não é a melhor relação custo/benefício, já que
são motores projetados para trabalhar com lubrificantes de desempenho bem inferior aos vendidos hoje. Logo, o
óleo mineral resolve seu caso. Se quiser garantir uma proteção extra, um SJ ou um SL já está de bom tamanho.
Além disto, outra restrição deve ser feita em relação aos motores mais rodados, uma vez que normalmente eles
tem maiores folgas entre as partes móveis, como anéis de pistão por exemplo, provocando maior "vazamento"
de óleo para câmara de combustão e conseqüente esfumaçamento.