Você está na página 1de 2

4 aspectos do amor de Deus

Tem sido escrito tanto a respeito do amor de Deus que dificilmente podem ser
resumidos os resultados desses estudos. Um dos textos mais importantes obviamente é 1
Jo 4:8: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (NVI).
O propósito de João não era especular a respeito da natureza de Deus, mas motivar os
Cristãos a amarem um ao outro. Contudo, no processo ele fez esta notável declaração na
qual sugeriu que se explorarmos a própria natureza de Deus, encontraremos apenas
amor, e essa atividade divina é motivada e determinada pelo puro amor.
1. Incondicional? Podemos usar o termo incondicional para se referir à expressão do
amor de Deus para com Suas criaturas? Se Deus é amor por natureza, se a essência de
Seu ser é autodoação expressa com respeito ao bem-estar de outros, então devemos
reconhecer que nada fora do próprio Deus pode fazer com que Ele nos
ame. Incondicional é apropriado se entendido em termos de nossa incapacidade de nos
tornar amáveis diante de Ele. De fato, é totalmente desnecessário nos tornarmos
amáveis, por que Deus por natureza nos ama. Seu amor não é trazido à tona por nossa
atratividade física ou moral. Ele nos amou quando ainda éramos pecadores (Rm 5:8).
Em termos práticos isto significa que Ele ama Americanos e Iranianos, Adventistas e
Hindus, pecadores e santos, etc., com a mesma intensidade. Quanto ao amor de Deus
por Suas criaturas e Sua oferta de salvação, Deus não faz distinções.
2. Sem Causa? Visto que Deus não espera que satisfaçamos certas condições antes que
possamos ser objetos de Seu amor, alguns têm concluído que não pode ser oferecida
razão para Seu amor por nós exceto o próprio amor (Ele me ama porque Ele me ama).
Portanto, ir além do amor em si é rouba-lo de sua espontaneidade. O amor de Deus, eles
dizem, não pode ser baseado em qualquer razão em particular exceto o fato que Deus é
amor. Esta é uma ideia atraente, porém danosa teologicamente para a visão bíblica de
Deus. Ela define Deus e a natureza da realidade última de Deus como essencialmente
irracional. Não é que o amor transcenda a razão, mas que a razão e o amor são
compreendidos como incompatíveis pois é preciso fornecer uma razão para o amor. Isto
negligencia o fato que do ponto de vista bíblico a razão do amor de Deus por nós é que
Ele nos criou. Depois que pecamos, Ele continuou a nos amar, porque Cristo morreu por
nós, embora fôssemos pecadores e rebeldes.
3. Indiferente? Visto que Deus continua a nos amar apesar de nosso pecado, isso não
sugere que Ele nos ama não importa o que façamos? Devemos ser extremamente
cuidadosos para não dar a impressão que o amor divino é igual ao amor humano, que
surge sentimentalmente de emoções irracionais acompanhadas por elementos de culpa
psicológicas por falhas pessoais em nossas relações interpessoais.
Amor e permissividade são incompatíveis. Quando dizemos: “Deus me ama não importa
o que eu faça,” estamos na verdade dizendo que Deus é indiferente àquilo que fazemos.
O oposto do amor não é ira, mas indiferença. A Bíblia declara que Deus reage àquilo que
fazemos ou não fazemos, e que evocamos uma reação de Deus por que Ele nos leva a
sério. É porque nos ama que Ele Se torna irado quando nos rebelamos contra Ele. A ira e
o amor de Deus não são incompatíveis. A ira divina é o amor de Deus buscando
expressar sua dor enquanto oferece reconciliação. O amor de Deus é um amor
obstinado.
4. Criativo: O amor de Deus por nós é determinado, não por nosso valor real ou
presumido, mas pelo fato que Ele nos criou e redimiu. Entretanto, não devemos concluir
que somos objetos sem valor. Quando Deus nos faz objetos do Seu amor, nos tornamos
extremamente valiosos. O amor levou Deus a nos criar, e aquilo que Ele criou era
valioso, bom, muito bom (Gn 1:31). Perdemos nosso valor através da Queda, mas
quando o Filho de Deus Se tornou pobre para que fôssemos enriquecidos, o amor divino
restaurou nosso valor. Agora somos filhos do Rei do universo!
João escreveu: “Amados, visto que assim Deus nos amou, nós também devemos amar
uns aos outros” (1 Jo 4:11, NVI). Você compreendeu o argumento?