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Amplificadores Digitais de Áudio: Estado da Arte

Victor Antunes e Vitor Fernão Pires


Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal
José Fernando Silva
CAUTL, IST, Máq. Eléctricas e Electrónica de Potência
É objectivo deste artigo analisar o estado da arte da concepção de amplificadores digitais. Nomeadamente no que se
refere à dificuldade de implementação, rendimento, distorção e quanto aos atrasos de fase típicos dos amplificadores
digitais no extremo superior da banda.

Introdução
A tecnologia digital tem vindo a ser utilizada em áreas que até há pouco tempo eram da exclusividade da
electrónica analógica. A simplicidade de desenvolvimento, previsibilidade do comportamento e a
possibilidade de implementar algoritmos complexos com um baixo custo, são os principais factores que têm
levado à grande difusão da electrónica digital. Por outro lado, o facto de trabalhar com tempo discreto e
amplitude quantificada, limitam o campo de aplicação desta tecnologia. O problema é mais notório se o
sistema tiver que fornecer uma potência significativa, pois neste caso a estrutura do andar de saída torna-se
crítica devido aos dispositivos de potência serem relativamente lentos, o que limita a banda dos sinais que se
podem reproduzir. Assim o amplificador de áudio tem, até agora, resistido à investida da electrónica digital.
A necessidade de processar sinais com uma banda de 22kHz e ainda de uma saída de potência considerável
fazem do amplificador um sistema tipicamente analógico.
No entanto, o amplificador e as colunas de áudio são os únicos elementos que ainda não têm concorrentes
digitais. O compact disk é hoje a fonte sonora mais utilizada. Os processadores de som que podem criar
vários tipos efeitos sonoros e até mesmo corrigir alguns dos defeitos das salas de audição, são cada vez mais
vulgares. Um amplificador digital tem uma integração mais natural no sistema. Mas a maior vantagem que o
amplificador digital tem sobre o seu congénere analógico é o rendimento. A saída digital permite utilizar os
dispositivos de potência na sua zona não linear passando a funcionar como simples interruptores, o que
permite melhorias muito significativas no rendimento. Adicionalmente, o desenvolvimento de
amplificadores analógicos é sempre muito delicado, pois há que minimizar a distorção devido à falta de
linearidade dos componentes. Por outro é normal que os amplificadores analógicos apresentem
“colorações”, pois não é possível garantir que o ganho é constante para toda a banda do sinal, visto que os
componentes apresentam uma variação significativa dos seus parâmetros. Todas estas condicionantes levam
a concepções bastante rebuscadas quando se pretendem amplificadores de elevada qualidade. Por outro lado,
o tempo necessário para adquirir o conhecimento necessário para ser um bom

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projectista de amplificadores de áudio analógicos é muito elevado. O envelhecimento dos componentes
também é uma problema a ter em conta, pois provoca alterações de resposta em frequência e de linearidade.
No caso dos amplificadores digitais, o problema da linearidade e da resposta em frequência aparentemente
não se colocam, pois a função dos blocos constituintes do sistema não depende de parâmetros que possam
variar de bloco para bloco. O envelhecimento do sistema também não levanta problemas de não linearidade
ou de resposta em frequência. Os amplificadores digitais têm ainda a vantagem de serem menos sensíveis ao
ruído electromagnético.
Por outro lado, o amplificador digital levanta novos problemas. O facto de ser, por natureza, um sistema
discreto quer no tempo quer na quantificação que faz do sinal, leva a que existam erros de quantificação. Os
erros de quantificação são tanto menores quanto menor for o intervalo de quantificação. O sinal de áudio é
gravado nos CD utilizando 216 intervalos de quantificação e uma amostragem de 44.1kHz. Portanto o
amplificador digital deveria ser capaz de reproduzir o sinal com a mesma resolução. No entanto, construir
um andar de saída com capacidade para fornecer uma potência de, por exemplo, 100W e com a resolução
necessária é extremadamente complexo e caro porque a tecnologia actual dos semicondutores não dispõe de
dispositivos capazes de comutar à velocidade necessária para esta aplicação. Assim, o desafio está em
conseguir desenvolver um amplificador capaz de reproduzir um sinal com uma resolução equivalente a 16bit,
mas que utilize na saída um andar com uma resolução muito inferior.

Conversão PCM/PWM
Uma primeira aproximação ao problema, poderia ser feita reduzindo o andar de saída a um inversor
controlado de forma a produzir um sinal PWM que represente o sinal de entrada. Apesar de simples, esta
técnica levanta alguns problemas de difícil resolução no actual estado da tecnologia dos semicondutores de
potência. Como o sinal é amostrado a uma frequência Fs de 44.1kHz e é codificado com uma resolução de
16bit, o PWM resultante teria 216 comprimentos de impulso diferentes. O impulso menor teria uma duração
de 0.346ns, valor obtido de (1) onde T representa a duração do menor impulso, Fs é a frequência de
amostragem e Q é a resolução utilizada.
(1)
T=1/Fs/Q = 3.46e-10s = 0.346ns
Gerar um impulso com esta duração não está ao alcance dos semicondutores de potência actuais que
apresentam tempos de subida e de descida da ordem das dezenas de ns.
Outro problema, associado com a modulação PWM, é o seu conteúdo harmónico relativamente elevado [1].
Surgem bandas laterais, em torno na frequência fundamental do PWM, de dimensão várias vezes superior à
banda do sinal original. Por esta razão, a frequência fundamental do PWM gerado não pode ser 44.1kHz,
sensivelmente o dobro da frequência da banda de áudio, pois se assim fosse a banda lateral esquerda iria
sobrepor-se à banda de áudio sendo impossível recuperar o sinal original. É portanto necessário fazer com
que a frequência fundamental do PWM gerado esteja suficientemente afastada da banda do sinal de forma a
que a sobreposição com a banda de áudio seja pouco significativa.

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Considerando um factor de sobre-amostragem de 8, a frequência fundamental do PWM será 352.8kHz. Na
figura 1 representa-se o resultado obtido por simulação considerando agora uma frequência de amostragem
de 352.8kHz. Na figura 1 constata-se que a interferência da modulação PWM já não é significativa, no
entanto ainda é visível uma forte distorção na 2ª harmónica, -32dB e na 3ª harmónica, -63dB. A distorção
total obtida é incompatível com um amplificador de áudio de boa qualidade. A distorção visível é da
responsabilidade da modulação PWM utilizada. Este tipo de distorção, surge em todos os moduladores que
geram PWM com base em sinais amostrados, sendo comum chamar a este tipo de modulação UPWM (PWM
uniforme) [2].

Figura 1, espectro de saída obtido para por conversão directa PCM->PWM com Fs=352.8kHz.
Do exposto concluí-se que não é possível construir um amplificador de áudio de boa qualidade fazendo
directamente a conversão PCM/PWM, mesmo recorrendo a um filtro de sobre-amostragem. Para tal
contribuem duas razões: Primeiro porque os semicondutores actuais não conseguem responder com a
velocidade que seria necessária para reproduzir o PWM desejado e segundo porque a conversão directa de
sinais PCM para PWM produz um sinal distorcido.

Amplificador Digital com “Noise-shaping” e saída PWM.


Para construir um amplificador digital de boa qualidade é necessário resolver dois problemas da conversão
PCM/PWM. O primeiro tem a ver com exigência de semicondutores rápidos e o segundo tem a ver com a
presença de distorção harmónica na saída.
Se por um lado aumentar a frequência fundamental do PWM diminui a sobreposição da banda lateral do
sinal PWM com o sinal original, por outro lado tem como contrapartida maiores restrições à resolução do
PWM, dado que o período vem reduzido. Tendo em consideração os semicondutores disponíveis
actualmente não parece possível gerar PWM, com frequência fundamental de 352.8kHz, com uma resolução
muito maior que 256 comprimentos de pulso diferentes. Tal significa que o pulso com menor comprimento
terá uma duração de aproximadamente 11ns, valor obtido de (1), o que já está nos limites da tecnologia
actual. Mas a redução na resolução tem como resultado uma redução na relação S/R (Sinal/Ruído).
É portanto necessário representar o sinal recorrendo a uma resolução inferior, mantendo a relação sinal/ruído
(SNR) que seria obtida com uma resolução de 16bit. Este objectivo pode ser atingido recorrendo a técnicas

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de formatação de ruído, “Noise-Shaping”. Estas técnicas baseiam-se no facto da banda disponível ser mais
larga do que à necessária. Assim sendo, é possível deslocar o ruído de quantificação para frequências
superiores à banda do sinal original. Um sistema “Noise-Shaping” de ordem N comporta-se como um filtro
passa-alto, de ordem N, para o ruído de quantificação e como um filtro passa-baixo, de ordem N, ou passa-
tudo para o sinal. O diagrama de blocos de um amplificador digital que recorre à utilização de um sistema de
“Noise-Shaping” é mostrado na figura 2.

Figura 2, Amplificador digital com “Noise-Shaping”.


Na figura 3 representa-se o espectro do sinal de saída, obtida por simulação de um amplificador que utiliza
um sistema “Noise-Shaping” de 4ª ordem para reduzir a resolução para 8 bits, tal como mostrado na figura 2.
A entrada é uma sinusóide com amplitude igual a 0.8 do valor máximo e frequência de 7kHz. Constata-se
que o resultado é comparável ao obtido com um amplificador com resolução de 16bits sem recurso a
sistemas de “Noise-Shaping”.
Como era de esperar a distorção harmónica manteve-se em níveis inaceitáveis, pelo que tal como está o
amplificador ainda não é utilizável para reproduzir áudio com a qualidade desejada. A distorção observada
na figura 3 tem a ver com o tipo de modulação utilizado. De facto quando se gera PWM a partir de um sinal
amostrado o resultado é diferente do resultado obtido a partir do sinal original o que se traduz na distorção do
sinal. Esta situação é ilustrada na figura 4.

Figura 3, saída UPWM com 8 bits de resolução e “Noise-Shaping”.


O sinal PWM é gerado por comparação do sinal com outro sinal, que no caso proposto, é uma função em
“dente de serra”. Como se pode observar na figura 4, o ponto X1 onde se cruza o sinal amostrado, S(n), com
a recta que representa o “dente de serra” é diferente daquele que seria obtido se fosse utilizado o sinal
original s(t).

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Figura 4, UPWM versus NPWM
Como o sinal original não está disponível, para reduzir a distorção pode-se aproximar s(t), entre duas
amostras, por um polinómio de grau N, construído a partir de N elementos de S(n). Desta forma é possível
calcular um valor aproximado de X1 e consequentemente um valor aproximado do comprimento de impulso
que seria obtido se fosse utilizado o sinal s(t). Este tipo de modulação designa-se por PNPWM (Pseudo
Natural PWM) e os sistemas que executam esta tarefa designam-se por detectores de cruzamento, “Cross
Point Deliver”. Na figura 5 apresenta-se o diagrama de blocos de um amplificador digital completo com
filtro de sobre-amostragem, “Cross Point Deliver”, “Noise Shaping”, modulador PWM e inversor.

Figura 5, amplificador digital com “Cross Point Deliver” e “Noise Shaping”.


Na figura 6 apresenta-se o resultado obtido por simulação do amplificador, confirma-se que a distorção
harmónica já não é significativa, sendo a relação S/R obtida compatível com um amplificador de áudio de
boa qualidade.

Figura 6, espectro de saída do amplificador digital com “Cross Point Deliver” e “Noise Shaping”.
Ainda que teoricamente seja possível obter resultados satisfatórios, na prática os amplificadores construídos
desta forma ainda têm alguns problemas a resolver. Em primeiro lugar os semicondutores não são ideais, têm
tempos de subida e de descida finitos e esses tempos são diferentes, o que se traduz em distorção do sinal. A
distorção adicionada é tanto maior quanto menor for a duração do impulso a reproduzir. Estes amplificadores
impõem na saída impulsos da ordem da dezena de ns, o que está nos limites dos semicondutores de potência,
pelo que é de esperar que a distorção suba substancialmente no sistema real face à obtida por simulação.

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Outro problema destes amplificadores tem a ver com a necessidade de um filtro passa-baixo de 4ª ordem na
saída, este filtro introduz um atraso de fase que se aproxima a180º no extremo da banda de áudio.
Por outro lado os amplificadores digitais construídos como se mostra na figura 5, têm uma frequência de
comutação dos semicondutores relativamente baixa e constante o que lhes permite apresentar rendimentos
elevados.

Moduladores Delta-Sigma e algoritmos de rotação de bits, “Bit-Fliping”


Outra forma de construir um amplificador digital de áudio consiste em recorrer a técnicas de “Noise
Shaping” mais eficazes. Sabendo que é possível transpôr o ruído de quantificação para frequências
superiores às da banda do sinal a amplificar com recurso a técnicas de “Noise shaping”, este conceito é
levado ao extremo, considerando apenas um bit de resolução na saída. Para tal é necessário recorrer a
sistemas “Noise Shaping” de ordens elevadas, além disso é feita uma sobre-amostragem para uma frequência
bastante superior de forma a disponibilizar uma banda considerável para o ruído de quantificação.
Para realizar os sistemas “Noise Shaping” são normalmente utilizados moduladores Delta-Sigma (∆Σ), de
baixa ordem, por terem uma implementação simples. À medida que aumenta a ordem do ∆Σ, melhor é a
relação S/R na banda do sinal. Por outro lado, com o aumento da ordem dos moduladores ∆Σ aumentam
também os problemas de estabilidade dos mesmos. Para recuperar o sinal original, o filtro passa baixo a
colocar na saída verá a sua ordem aumentar com o aumento de ordem do ∆Σ (figura 7). Filtros de ordem
elevada provocam grandes variações de fase no sinal de saída, o que no caso de um amplificador áudio piora
a qualidade da audição.

Figura 7, Amplificador PDM.


A saída dos amplificadores construídos de acordo com o diagrama de blocos da figura 7 é do tipo PDM
(“Pulse density modulation”). A frequência de comutação dos semicondutores não é fixa e no máximo pode
atingir metade da frequência de relógio utilizado na implementação do modulador ∆Σ, implicando uma forte
perda de rendimento. Para resolver este problema são utilizados algoritmos que observam a saída e quando a
frequência de comutação dos semicondutores ultrapassa um dado valor, passam a actuar de forma a reduzir o
número de comutações. Um exemplo desses algoritmos é a rotação de bits, “Bit-Fliping” [3,4]. Este
algoritmo serve-se de um contador que é incrementado de N quando há uma mudança no estado da saída e é
decrementado de uma unidade por cada ciclo de relógio do circuito ∆Σ. Desta forma é possível garantir, em
média, o valor máximo da frequência de comutação dos semicondutores.
Os algoritmos do tipo “Bit-Fliping” têm como contrapartida a degradação da relação S/R pelo que implicam
o aumento da ordem do modulador ∆Σ e do filtro de saída. Na figura 8 apresenta-se o resultado obtido por

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simulação do amplificador cujo diagrama de blocos se representa na figura 7. Note-te que não apresenta
distorção significativa e que a relação S/R é compatível com um amplificador de áudio de boa qualidade.

Figura 8, amplificador digital de áudio com saída PDM.


Por outro lado como o amplificador simulado não dispõe de algoritmos do tipo “Bit-Fliping” a frequência
média de comutação obtida é de aproximadamente 1MHz, o que é proibitivo do ponto de vista do
rendimento. Para conseguir um desempenho equivalente utilizando um algoritmo do tipo “Bit-Fliping” é
necessário aumentar a ordem do modulador ∆Σ e a do filtro passa-baixo de saída. Como consequência o
atraso de fase na saída será ainda superior ao obtido com um amplificador com saída PWM.
Nos amplificadores com saída PDM o menor pulso de saída tem uma duração idêntica a um ciclo da
frequência de trabalho do modulador ∆Σ. No caso do amplificador simulado T=1/Fs=354ns, que é um valor
significativamente superior ao obtido nos amplificadores com saída PWM. Tal permite afirmar que a
degradação da relação S/R, face aos valores obtidos por simulação, na aplicação real será mais baixa nos
amplificadores digitais com saída PDM, do que nos amplificadores digitais com saída PWM.

Problemas em Aberto
Foram descritas técnicas que são hoje em dia utilizadas para construir amplificadores digitais de áudio. Estes
amplificadores têm como principal objectivo apresentar um rendimento muito superior ao dos seus
congéneres analógicos, mantendo o mesmo nível de qualidade na reprodução de registos de áudio. Uma
análise das contribuições que têm vindo a surgir nos últimos anos permite concluir que esse objectivo ainda
não foi completamente atingido.
As duas técnicas aqui descritas permitem o desenho de amplificadores de áudio de boa qualidade, no entanto,
tanto uma com a outra apresentam vantagens e desvantagens.
Os amplificadores digitais com saída PWM têm a vantagem de terem uma concepção simples e frequência
de comutação dos semicondutores fixa num valor relativamente baixo, o que permite obter rendimentos
elevados. Por outro lado, são muito exigentes do ponto de vista dos semicondutores a utilizar pois geram
impulsos da ordem da dezena de ns, introduzem um atraso de fase significativo para as frequências mais
elevadas, aproximadamente 180º e são muito sensíveis a diferenças entre o tempo de subida e de descida dos
semicondutores.

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Os amplificadores digitais com saída PDM têm como grande vantagem apresentarem impulsos mínimos da
ordem das centenas de ns o que se traduz numa menor adição de distorção por parte dos semicondutores.
Mas em contrapartida são mais exigentes do ponto de vista do poder de cálculo necessário. Requerem
moduladores ∆Σ de ordem elevada, tipicamente maior que 5, que por sua vez implicam a utilização de
técnicas não lineares para estabilizar os modulares. O facto da frequência de comutação dos semicondutores
ser variável, implica a utilização de algoritmos que garantam que, em média, a frequência de comutação dos
semicondutores não é exagerada para o rendimento que se pretende obter. Como consequência, necessitam
de filtros de saída de ordem elevada que por sua vez vão introduzir atrasos de fase ainda maiores que os
introduzidos nos amplificadores com saída PWM.
Para que os amplificadores digitais apresentem uma qualidade de reprodução de registos de áudio
equivalente à dos seus congéneres analógicos é necessário: Desenvolver técnicas que garantam uma
frequência de comutação dos semicondutores adequada ao rendimento pretendido e não introduzam
degradação na relação S/R do amplificador [5,6]; Aumentar a duração do impulso mínimo gerado,
permitindo reduzir a distorção do sinal na saída; obter métodos de estabilização de moduladores ∆Σ de
ordem elevada que não introduzam degradação da relação S/R do amplificador; Reduzir o atraso de fase
introduzido por estes amplificadores.
Apesar da tecnologia estar a evoluir muito rapidamente também são bem vindas técnicas que permitam
reduzir o poder de cálculo necessário assim como a complexidade dos sistemas utilizados.

Referências
[1] GOLDBERG J.M., SANDLER M.B.: “New high accuracy pulse width modulation based digital-to-
analoge convertor/power amplifier”, IEE Proc.- Circuits Devices Syst., Vol. 141, No 4, August 1994, pp.
315-324
[2] Morten Johansen and Karsten Nielsen, “A Review and Comparison of Digital PWM Methods for Digital
Pulse Modulation Amplifier (PMA)”, AES, 107th Convention, NY, Set., 1999, preprint 5039.
[3] A. J. Magrath, I. G. Clark and M. B. Sandler: “A Sigma-Delta Digital Audio Power Amplifier – Design
and FPGA Implementation”, AES, 103rd Convention, NY, Set. 1997, Preprint nº4603
[4] Anthony J. Magrath and Mark B. Sandler, “A Use of Sigma-Delta Modulation in Power Digital-to-
Analogue Conversion”, International Journal of Circuit Theory and Applications, Vol. 25, 1997, p. 439-455
[5] Andersen, Michael A.E; “New principle for Digital Audio Power Amplifiers”, AES, 92nd Convention,
Vienna, March 1992, Preprint 3226
[6] A. Grosso, E. Botti, F.Stefani and M. Ghioni; “A 250W Audio Amplifier with Straightforward Digital
Input – PWM Output conversion”, Internet, www.eurotraining.net/ESSCIRC_2001 /esscirc_2001/data/62.pdf,

04/03/2000.