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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO FAVENI

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO EDUCACIONAL


DEMOCRÁTICA PARA O DESENVOLVIMENTO DO
TRABALHO PEDAGÓGICO

JAQUELINE BENEVIDES DE ALMEIDA

VENDA NOVA DO IMIGRANTE


2017
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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO FAVENI

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO EDUCACIONAL


DEMOCRÁTICA PARA O DESENVOLVIMENTO DO
TRABALHO PEDAGÓGICO

JAQUELINE BENEVIDES DE ALMEIDA

Artigo científico apresentado a FAVENI como


requisito parcial para obtenção do título de
Especialista em Gestão Escolar e Direito
Educacional.

Venda Nova do Imigrante


2017
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A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO EDUCACIONAL DEMOCRÁTICA


PARA O DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO

Jaqueline Benevides de Almeida

RESUMO

O presente visa investigar através do trabalho pedagógico, como uma gestão educacional séria e
objetiva pode referenciar numa estratégia que amplie o espaço de significação, possibilitando maior
interlocução entre o desenvolvimento escolar, contribuindo para a formação profissional e humana de
futuros cidadãos. A reflexão sobre a gestão escolar é de suma importância, por isso, acaba por se
tornar passaporte para a cidadania. Nesta reflexão é primordial analisar os fatores impeditivos e
apresentar caminhos para um processo de construção de um trabalho voltado para metodologias que
possibilitem a aquisição de conhecimentos, voltados para a construção de uma nova realidade
escolar. A Gestão tem um papel fundamental, pois ela é responsável em planejar, programar e
controlar as atividades para atingir os objetivos. Os principais objetivos a serem alcançados incluem
metas de desempenho, custo, tempo, mantendo sempre o nível correto das organizações e
diminuindo possíveis falhas. A metodologia utilizada para essa pesquisa foi um levantamento
bibliográfico de artigos científicos e legislações vigentes pertinentes ao tema proposto que pudessem
contribuir para o enriquecimento do tema em questão. Procurou-se refletir acerca da formação de
todos os membros envolvidos na escola, uma vez que tal formação é imprescindível para a vida
acadêmica de todos, constituindo-se num dos principais objetos de reflexão da presente pesquisa.

Palavras-chave: Gestão democrática, educação infantil, projetos, cidadania.

1- INTRODUÇÃO

Implementar projetos sérios na escola, muitas vezes torna-se algo um pouco


difícil, pois é possível encontrar barreiras dos gestores para demonstrarem a alta
capacidade de suas organizações, o valor das iniciativas organizadas através das
mudanças.
De acordo com Ferreira (2003),

A educação e a sua gestão, portanto, enquanto responsáveis por essa


condução, necessitam firmar-se em ideais comprometidos com a formação
humana de profissionais da Educação e de profissionais em geral, de todos
os cidadãos. Nesse sentido, cabe pensar e questionar. Quais são os ideais
que orientam as tomadas de decisões na sociedade globalizada e nas
instituições? São ideais de equidade, de justiça social, de solidariedade, de
democracia ou são ideais discricionários, individualistas, de dominação e
exclusão social?
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Vista de forma integradora, a gestão no desenvolvimento pedagógico, inspira


a produção de ideais que objetivem avançar na construção de uma educação que se
faça de melhor qualidade, possibilitando que a escola cumpra sua função social e
seu papel político institucional.

Gestão é administração, é tomada de decisões, é organização, direção.


Relaciona-se como a atividade de impulsionar uma organização a atingir
seus objetivos, cumprir sua função, desempenhar seu papel. Constitui-se de
preceitos e práticas decorrentes que afirmam ou negam os princípios que as
geram. (FERREIRA, 1999, p. 985).

A gestão no ambiente escolar ainda está voltada para a praticidade, uma vez,
que é preciso despertar-se para uma reflexão que não se limite à apenas a intenção,
mas sim de emancipação da manipulação da sociedade como um todo.

[...] a gestão democrática da Educação é hoje um valor já consagrado no


Brasil e no mundo, embora ainda não totalmente compreendido e
incorporado à prática social global e à prática educacional brasileira e
mundial. É indubitável sua importância como um recurso de participação
humana e de formação para a cidadania. É indubitável sua necessidade
para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É indubitável
sua importância como fonte de humanização. (FERREIRA, 2000, p. 167).

O grande diferencial para que se aplique à gestão está em como fazer para
minimizar fatores problemáticos, desde a escolha que mais se adapte as suas reais
necessidades até a sua manutenção e garantia que a implementação aconteça de
forma adequada no processo ensino-aprendizagem.
É preciso planejar e permitir metas que estabeleçam mudanças com
infraestrutura voltadas para o desenvolvimento de uma equipe colaborativa de
qualidade que objetivem uma pedagogia de esperança.
A Lei 9.394/96 em seu artigo estabelece que:

Art. 14 – Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática


do ensino público na educação básica, de acordo com suas peculiaridades
e conforme os seguintes princípios: I – participação dos profissionais da
Educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolares e local, em conselhos
escolares ou equivalentes.

No artigo 15, a mesma lei prescreve que:

Art. 15 – Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares


públicas de Educação básica que os integram progressivos graus de
autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira, observada as
normas gerais de direito financeiro público.
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Na tentativa de ampliar os recursos a serem utilizados pelo aluno em


interação com o meio, a escola adota vários procedimentos embora nem sempre
esse objetivo seja alcançado.
A Gestão de Educação, ultrapassa formas estritamente racionais, que
caracterizam-se por mecanismos instrumentais necessários para a administração
dos saberes para a construção do processo educacional em todos os níveis do
ensino e da escola.
A gestão escolar constitui uma dimensão da Educação institucional cuja
prática põe em evidência o cruzamento de intenções reguladoras e o
exercício do controle por parte da administração educacional, as
necessidades sentidas pelos professores de enfrentar seu próprio
desenvolvimento profissional no âmbito mais imediato de seu desempenho
e as legítimas demandas dos cidadãos de terem interlocutor próximo que
lhes dê razão e garantia de qualidade na prestação coletiva desse serviço
educativo. (SILVA, 2002, p. 15).

No campo educacional, a gestão da educação vem suscitando um processo


de luta pela redemocratização do país, com movimentos sociais que criam iniciativas
de formulação e implementação de políticas educacionais com tendência a
incorporar o desenvolvimento de conquistas democráticas para a sociedade
brasileira e para a educação pública.
É importante salientar que a gestão da educação é a grande responsável em
garantir a qualidade da educação como um processo de mediação da humanização
e na formação de cidadãos, comprometida com o domínio dos conteúdos e
construtora de sabedoria.

2- GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO

A gestão escolar constitui uma dimensão de valores e um enfoque de atuação


que objetiva promover a organização da democracia na educação brasileira com
processos sócio-educacionais com a efetiva aprendizagem dos alunos, sustentando
e dinamizando a cultura das escolas.

A gestão democrática destaca o relacionamento entre os profissionais da


escola, buscando valores e crenças como a generosidade, transparência,
honestidade, comprometimento e participação. Essas atitudes favorecem a
formação de um ambiente saudável e aprazível, motivador e construtivo.
(FERREIRA, 2003, p. 102).
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Constituir uma boa gestão escolar constitui uma dimensão importantíssima


para a educação, pois objetiva uma aprendizagem efetiva e significativa aos alunos,
fazendo com que eles aprendam a trabalhar com informações que inspirem
mudanças de concepções e um paradigma dinâmico para a construção da
autonomia da escola e a formação de gestores escolares.
Os caminhos, buscados ou efetivados para democratização do ensino reflete
numa gestão escolar voltada para a possibilidade de utilizar procedimentos que
promovam o envolvimento no trabalho pedagógico, catalisem energias com
instrumentos fundamentais do seu dinamismo, atendendo às necessidades do
mundo moderno, para que se alcancem os objetivos com a maior eficácia possível.

O mundo está na era da globalização, a escola encontra-se inserida nesse


contexto, para a reconstrução de conhecimentos, com ações conscientes e
com esclarecimentos para a valorização de uma forma flexível e
consistente. O sentido etimológico do termo gestão vem de “gentio”, que por
sua vez vem do “gerere” (trazer em, produzir). Gestão é o ato de administrar
um bem fora-de-si (alheio), “mas também é algo que traz em si porque nele
está contido. E o conteúdo deste é a própria capacidade de participação,
sinal maior da democracia”. (PARO, 1997, p. 27).

Na gestão democrática, a educação é tarefa de todos, família, governo e


sociedade, onde busca um trabalho coletivo e ações concretas, substituindo padrões
antigos, para novos paradigmas, com elaboração do projeto político pedagógico da
escola, que irá garantir uma postura mais democrática, promovendo a redistribuição
de responsabilidades e, assim, alcançando o compromisso com o sucesso da escola
e de toda a sociedade.
Vive-se numa época de mudanças, e por isso, é preciso conquistar o
desenvolvimento da sociedade, e, por conseguinte, um grande desafio para os
gestores escolares, por exigem deles novas atenções, conhecimentos e habilidades,
com a principal função de garantir o bom funcionamento do ambiente escolar e do
respeito ao próximo que são elementos fundamentais para a melhoria do trabalho.

Cabe aos profissionais da educação fazerem valer o seu papel de


educador, dando ênfase a um ensino mais democrático, com diálogos
abertos, com informações que provoquem reflexões a respeito dos fatos
sociais existentes. É importante que se trabalhe sempre com o concreto,
assim o educando se sentirá estimulado a criar situações como todo o
processo democrático, que é um caminho que se faz ao caminhar, o que
não elimina a necessidade de refletir previamente a respeito dos obstáculos
e potencialidades que a realidade apresenta para a ação. (PARO, 1997,
p.17).
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Um novo paradigma emerge e se desenvolve sobre a educação promovendo


uma cultura organizacional, orientada para resultados e desenvolvimento, cabendo
também aos professores o alcance desses objetivos propostos para a gestão da
educação.
É preciso desenvolver uma gestão democrática na escola com organismos
centrais, com propostas pedagógicas que estabeleçam diretrizes bem definidas para
delinear a gestão com a valorização da qualidade do ensino.

A gestão democrática da educação está vinculada aos mecanismos legais e


institucionais e à coordenação de atitudes que propõem a participação
social: no planejamento e elaboração de políticas educacionais; na tomada
de decisões; na escolha do uso de recursos e prioridades de aquisição; na
execução das resoluções colegiadas; nos períodos de avaliação da escola e
da política educacional. Com a aplicação da política da universalização do
ensino deve-se estabelecer como prioridade educacional à democratização
do ingresso e a permanência do aluno na escola, assim como a garantia da
qualidade social da educação. (LIBÂNEO, 2000, p. 97).

Organizar o trabalho pedagógico de forma democrática requer uma formação


de boa qualidade além de exigir do gestor um trabalho coletivo que busque
competências para buscar novas alternativas, respeitando a individualidade de cada
um, construindo uma visão sólida e crítica da realidade educativa, buscando
soluções concretas e coletivas para os problemas no âmbito social e escolar.
Gadotti (1994, p. 58) faz uma relação entre a gestão democrática e qualidade
do ensino. Assim,

Ela certamente não solucionará todos os seus problemas, mas há razões,


teóricas e experimentais, para crer que ela é um condicionante
imprescindível da qualidade. Participar da gestão significa inteirar-se e
opinar sobre os assuntos que dizem respeito à escola, isso exige um
aprendizado que é, ao mesmo tempo, político e organizacional.

Fala ainda que é de grande importância para escola promover melhorias no


ensino, com práticas que vão muito além de materiais didáticos, mas sim, de uma
gestão democrática para formar a cidadania.

A gestão democrática é um passo importante no aprendizado da


democracia. A escola não tem um fim em si mesma. Ela está a serviço da
comunidade. Nisso, a gestão democrática da escola está prestando um
serviço também à comunidade que a mantém. (GADOTTI, 1994, p. 61).

Proporcionar um melhor conhecimento dos objetivos e metas incentiva à luta


por uma escola participativa, autônoma e de qualidade, com gestores responsáveis
e dinâmicos que se preocupam com a real situação da escola.
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Ao se constituir uma gestão democrática que valoriza de forma séria o projeto


político pedagógico, é possível reforçar o trabalho integrado e organizado pela
equipe escolar, possibilitando atender as necessidades gerais dando ênfase a um
ensino mais democrático e justo para todas as pessoas.

2.1 O GESTOR

Analisar a gestão democrática na escola surge na figura do gestor escolar,


um líder que irá buscar uma participação mais efetiva por parte de pedagogos,
professores, funcionários, pais, alunos e comunidade, sendo responsável pelo
desenvolvimento da escola, comprometido na efetivação do processo de mudança,
possibilitando, assim, a implantação de uma gestão democrática.
De acordo com Carneiro (2000, p. 47),

As questões referentes à gestão remetem a posicionamentos teóricos e


metodológicos diversificados sobre o agir profissional. O movimento
articulado entre intervenção e prática requer, antes de mais nada,
conhecimento aprofundado sobre a realidade social e histórica que evolve o
campo da intervenção como o conhecimento sobre a teoria social que
informa e fundamenta a ação profissional. Neste movimento, a aquisição de
habilidades técnicas torna-se essencial para apreensão das ações
localizadas e diversas que possam articular como um todo.

O gestor da escola é a figura essencial na educação, capaz de fortalecer os


movimentos sociais e essências que irão atingir todos os segmentos para a
construção e melhoria da educação. Então para ser um gestor, é necessário ser um
cidadão preponderante, com uma postura de ser humano autêntico que assume
verdadeiramente um compromisso que lhe é concedido, que essa pessoa seja
capaz de avaliar e saber ouvir todos aqueles que necessitam de sua ajuda.
Segundo Lück, (2000, p. 35):

Liderança é a dedicação, a visão, os valores e a integridade que inspira os


outros a trabalharem conjuntamente para atingir metas coletivas. A
liderança eficaz é identificada como a capacidade de influenciar
positivamente os grupos e de inspirá-los a se unirem em ações comuns
coordenadas. Deste modo, é importante que a liderança do gestor seja
participativa, para que todos compartilhem a gestão da escola.

O sábio gestor trabalha em equipe, de forma participativa e democrática,


sendo articulador e mediador dos segmentos internos e externos, buscando a maior
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interação possível, com iniciativa e firmeza de propósito para realização de suas


ações.
As responsabilidades do gestor escolar são várias, pois ele é responsável
pelas questões pedagógicas, financeiras e administrativas e precisa
coordenar e controlar todos os setores do ambiente escolar,
compreendendo sua atribuição como gestor, motivador e agente de
transformação. Assim sendo, o gestor, na sua figura de líder, deve
despertar o potencial de cada componente da instituição, transformando a
escola num ambiente de trabalho contínuo, onde todos cooperam,
aprendem e ensinam o tempo todo. (LÜCK, 2000, p. 39).

Em todos os aspectos da educação o gestor conhece a realidade da


sociedade onde a escola esta inserida, acreditando no modelo de ensino, nas
práticas educacionais e no sistema de educação como um todo.
Repensar a escola como um espaço democrático de troca e produção de
conhecimento que é o grande desafio que os profissionais da educação,
especificamente o Gestor Escolar, deverão enfrentar neste novo contexto
educacional, pois o Gestor Escolar é o maior articulador deste processo e
possui um papel fundamental na organização do processo de
democratização escolar. (ALONSO, 1988, p. 11).

Diante dessa constatação, o gestor escolar necessita criar situações para


romper barreiras, preparar o ambiente para um processo de mudança procurando a
socialização do saber com informações e reflexões a respeito dos fatos sociais
existentes. O gestor tem um papel administrativo muito importante, pois valoriza o
potencial de cada pessoa, com liderança a dedicação, trabalhando para tomar
decisões acertadas.
Ter liderança democrática, ser transparente e coerente nas ações, faz com
que o papel do gestor seja o de zelador da conservação da gestão democrática da
educação, garantindo assim que a escola execute sua proposta pedagógica com
qualidade.
Assegurar o direito à educação significa garantir o acesso e a permanência
das crianças e adolescentes na escola, discussão que atravessa temas da realidade
social, política, econômica e cultural brasileira. É dentro dessa complexidade que se
deve buscar cada vez mais a integração das políticas setoriais, o entrelaçamento de
respostas ainda hoje muito segmentadas às necessidades sociais, para potencializar
os resultados.
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2.2 DESAFIOS DA GESTÃO

O grande desafio da gestão é senão implementar novas formas de


administrar a comunicação do conhecimento, com competência técnica e política,
com uma estrutura social qualitativa, destacando sempre os pontos de avanços no
trabalho desenvolvido.
Ao assumir esse papel o gestor deve, necessariamente buscar a articulação
dos diferentes atores em torno de uma educação de qualidade, o que
implica uma liderança democrática, capaz de interagir com todos os
segmentos da comunidade escolar. A liderança do gestor requer uma
formação pedagógica crítica e autônoma dos ideais neoliberais.Nesse
sentido, o objetivo é construir uma verdadeira educação com sensibilidade
e também com destrezas para que se possa obter o máximo de contribuição
e participação dos membros da comunidade. (LIBÂNEO, 2001, p.102).

Administrar democraticamente uma escola contribui para a qualidade do


ensino, com mecanismos mais eficientes, garantindo a qualidade do ensino e a
harmonia na escola, usando uma variedade de fontes de informação que revelam
experiências centrais para a compreensão da prática pedagógica, melhorando o
desenvolvimento de suas metodologias.
As atitudes e os conhecimentos no desenvolvimento de habilidades na
formação do gestor da educação constitui a identidade de cada escola, com isso,
desenvolver com mais qualidade, a formação de valores para o aprendizado e para
a participação de todos no processo educativo.
Romper com tendências fragmentadas e desarticuladas trata-se de romper
com os muros da escola, destacando novas trajetórias construídas coletivamente na
tomada de decisões e com isso, mudar as relações de trabalho visando o melhor
funcionamento escolar.
Estabelecer caminhos que possam viabilizar a melhoria da educação
promove a apropriação de saberes, assegurando o desenvolvimento das
capacidades cognitivas, para preparar o aluno para níveis de escolarização mais
elevados, com ações que concretizem uma dimensão democrática.
A implementação de uma gestão escolar participativa democrática são um
dos caminhos promissores. Para uma boa escola a liderança dos gestores é
fundamental, pois, busca compreender como se desenvolve a organização escolar,
para que estimulem o progresso, e a coletividade, criando condições de sucesso em
cada função dentro do ambiente escolar.
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A sociedade hoje espera ter uma escola que busque qualidade, visando
melhoria do acesso ao ensino, criando uma noção mais aprofundada de que a
educação é responsabilidade de todos. Destarte, é preciso a implementação de um
ensino de qualidade.
Criar um ambiente de solidariedade humana e de responsabilidade mútua,
com a construção do diálogo e o senso de responsabilidade, proporciona um clima
de respeito e uma ação pedagógica inovadora, motivando o desenvolvimento da
coletividade, com responsabilidade.
Nesta razão, a educação não possui somente o sentido estrito de ação de
ensinar, mas principalmente o de ser útil com elementos que geram a sua evolução.
O gestor não deve se limitar a desenvolver tendências determinadas, estados
definidos, ou caminhos já percorridos, mas que auxiliem a compreender, a descobrir
o ideal pedagógico que exprime a educação.
A educação atua sobre a vida e o crescimento da sociedade de maneira
coerente, trazendo para o aprendizado o desenvolvimento de forças produtivas, com
constante reciclagem de conhecimentos e uma contínua readaptação do mundo.

2.3 MATERIAL E MÉTODOS

O método de pesquisa utilizado para este trabalho foi a pesquisa documental,


fazendo-se através de referências bibliográficas disponíveis em livros, revistas, sites
e artigos online.
A pesquisa bibliográfica enfocará a temática a partir dos aspectos da
educação que irá compreender a conquista por novas concepções que renovam o
espírito de desenvolvimento sobre as faculdades humanas, constituindo um sistema
educativo que consolida mudanças e posições socializadoras.
O que muda com a elaboração de metas e objetivos é uma metodologia
adequada ao enriquecimento da escola, do cidadão e da sociedade em geral.
A criação deste trabalho justifica-se pelo grande avanço que será notado
durante a organização do trabalho educacional dentro do ambiente escolar,
fundamentando-se através de atitudes mais sérias e dinâmicas que irão processar e
organizar novos modelos de gestão.
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2.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A aprendizagem de um novo modelo de gestão salienta-se pela criação de


fontes sócio-educacionais de desenvolvimento, enfatizando a motivação como fator
primário e a relaciona com o porquê das pessoas agirem de uma determinada
maneira dentro e fora do ambiente escolar.
Por muito tempo confundiu-se "ensinar" com "transmitir" e, nesse contexto, o
aluno era um agente passivo da aprendizagem e o professor um transmissor de
conteúdo, não necessariamente sintonizado com as necessidades do aluno.
Acreditava-se que a implementação de uma gestão mais democrática é
possível possibilitar a força que comandará o processo da aprendizagem; suas
experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de
situações estimuladoras e eficazes.
Quando são definidos novos modelos de gestão democrática é necessário
levar em conta, o sistema educacional e a função social da gestão, de acordo com o
ambiente social e a necessidade de cada escola.
Os objetivos foram expostos principalmente considerando-se o
desenvolvimento de capacidades em função das necessidades intelectuais, sociais,
profissionais. Não estando apenas decorrentes do papel formativo da gestão
escolar, mas principalmente de uma reflexão sobre a função social dessa gestão
que irá contribuir de forma dinâmica e expressiva sobre as limitações supostas sobre
as condições de aprendizagem.

3- CONCLUSÃO

Os avanços alcançados nesta ultima década servem como estímulo para o


muito que é necessário fazer, em termos da administração da proposta gestora na
transição entre as etapas do fluxo escolar, de modo a garantir a todos os direitos de
ser cidadão.
Com a gestão democrática da educação é possível à promoção de condições
humanas de apropriação do saber, que favoreçam o fortalecimento da identidade
sócio-cultural, na busca de autonomia de todas as pessoas na comunidade.
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Cabe, portanto, à sociedade eliminar as barreiras arquitetônicas,


programáticas, metodológicas e atitudes para que as pessoas possam ter acesso
aos serviços, lugares, informações e bens necessários ao seu desenvolvimento
pessoal, social, educacional e profissional.
Para se remover barreiras para a aprendizagem é preciso sacudir as
estruturas tradicionais sobre as quais a escola está assentada. A lógica da
transmissão deve ser substituída por outra lógica que deverá estar centrada na
aprendizagem e em tudo que possa facilitá-la.
Pretende-se uma escola aberta à diversidade, consciente de suas funções
sócio-políticas, ao lado das pedagógicas, uma escola sintonizada com os valores
democráticos. Mais importante do que conceber a escola como transmissora de
conteúdos é concebê-la como o espaço privilegiado de formação e de exercício da
cidadania.
Apesar dos entraves, a busca de uma sociedade progressivamente mais
democrática tem sido incessante. As exigências educacionais se ampliaram,
considerados os inaceitáveis números de excluídos. A democracia, sendo plural,
tanto implica equidade de ofertas, quanto na multiplicidade das mesmas em respeito
àqueles grupos e indivíduos que estão em condição de desvantagem, levando-os a
conquistar o devido espaço a que têm direito de cidadania.

REFERÊNCIAS

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Bertand Brasil, 1988.

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Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União.
Brasília, n. 248, p. 27.833-27.841, 23 dez. 1996.

CARNEIRO, Margareth Fabiola dos Santos. Gerenciamento de projetos. Brasília:


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Campinas: Papirus, 2000.

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GADOTTI, Moacir. Gestão democrática e qualidade de ensino. 1º Fórum Nacional


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LIBÂNEO, J.C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia, 2000.

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LÜCK, Heloísa et al. A escola participativa: o trabalho de gestor escolar. 4. ed. Rio
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